Operações de Crédito do SFN

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1 BC: Operações de Crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) caem 0,2% em mai/17 e 2,6% em 12 meses. A retomada ainda não veio. O crédito total do SFN incluindo as operações com recursos livres e direcionados somou R$ bilhões em maio de 2017, com queda de 0,2% em relação ao mês anterior e retração de 2,6% em 12 meses. No mês de abril de 2017 o saldo das operações de crédito havia registrado queda de 0,2% em base mensal e retração de 2,2% em 12 meses. Esta baixa em base mensal refletiu a queda de 1,0% do saldo destinado às empresas para R$ bilhões, parcialmente compensados pelo crescimento de 0,6% do saldo destinado às famílias para R$ bilhões. A relação crédito/pib registrou queda de 48,8% em abril para 48,6% em maio, com redução de 3,2 p.p em 12 meses, pela retração do saldo das operações. Victor Luiz de Figueiredo Martins, CNPI* Disclosure e certificação do analista estão localizados na última página deste relatório. Nos primeiros 5 meses de 2017 o saldo das operações de crédito registrou queda de 3,0% em relação aos 5m16, explicado pela retração de 9,1% no segmento de Pessoas Jurídicas, amenizado parcialmente pelo crescimento de 3,6% no segmento das Pessoas Físicas. Na mesma base de comparação os livres caíram 4,0% e os direcionados registraram queda de 1,9%. O saldo das operações de crédito em 12 meses manteve a tendência de desaceleração, tanto nas carteiras com recursos livres, com queda de 3,7% quanto nos direcionados, com redução de 1,5%. Este movimento reflete notadamente a maior queda do saldo das operações com as empresas (tanto nos livres quanto no segmento direcionado), somado a atividade econômica cadente e a demanda mais contida por crédito. Com base nos dados dos 5m17 e as condições previstas para o ano, o Banco Central (BC) reduziu sua estimativa de crescimento das operações de crédito do SFN, de 2,0% para 1,0% (sendo de estabilidade no crédito livre frente alta de 2,0% anteriormente estimada, e crescimento de 1,0% no direcionado ante 2,0% previstos em mar/17). De acordo com a autoridade monetária, a projeção do PIB não se alterou, sendo que as condições gerais permanecem praticamente as mesmas, com algumas mudanças de composição. Porém o crédito registra recuperação abaixo do esperado. Ainda, de acordo com o BC, o patamar de inadimplência permanece baixo, com ligeira tendência de alta, mais no segmento das pessoas físicas do que nas jurídicas, condizente com o momento atual da economia, destacando que os padrões de concessão estão mais robustos, e as taxas encontram o sistema financeiro capitalizado e bem provisionado. Página 1

2 Operações com recursos livres caíram no mês e em 12 meses, sensibilizadas pela redução dos saldos nas operações com as empresas. Ao final de maio estas operações corresponderam a 49,6% do total de crédito do SFN, somando R$ bilhões, após queda de 0,3% no mês e redução de 3,7% em 12 meses. O saldo destinado às empresas totalizou R$ 707 bilhões, com queda de 1,7% no mês e 9,3% em 12 meses, reflexo da queda em capital de giro e conta garantida. O saldo das pessoas físicas registrou alta de 1,0% no mês somando R$ 814 bilhões, com crescimento de 1,6% em 12 meses, destacando-se as operações com crédito consignado e cartão de crédito à vista. Operações com recursos direcionados registraram queda ambas as bases de comparação, sensibilizadas pela redução do saldo das empresas. Por segmento, destaque para a queda dos empréstimos do BNDES e a continuidade da alta nos segmentos imobiliário e rural. O volume de recursos do crédito direcionado representando os restantes 50,4% do total das operações de crédito do SFN somou R$ bilhões, com redução de 0,1% no mês e 1,5% em doze meses. O montante destinado a pessoas físicas, de R$ 773 bilhões, significou um crescimento de 0,3% em base mensal e alta de 6,6% em 12 meses, com avanço no segmento imobiliário. No segmento corporativo, o saldo apresentou redução de 0,4% no mês, para R$ 771 bilhões e queda de 8,5% em 12 meses, destacando-se os financiamentos para investimentos com recursos do BNDES. De acordo com o relatório do Banco Central, considerando os segmentos de atividade econômica tomadores de recursos, as principais retrações foram observadas na indústria de transformação, com queda de 1,0% para R$ 388 bilhões, na construção (-1,6% para R$ 94 bilhões) e no comércio (- 2,1% para R$ 251 bilhões). Por região, consideradas as operações acima de R$1 mil, destacaram-se as reduções no Sudeste (-0,1%, R$ bilhões) e na Região Sul (-0,1%, R$ 550 bilhões). A dinâmica de crescimento por controle de capital, em base mensal, mostrou estabilidade em todos os segmentos, públicos, privados nacionais e estrangeiros. A participação dos bancos públicos sobre o crédito total (livres e direcionados) manteve-se em 55,9% em maio em igual patamar do mês anterior. As participações relativas dos bancos privados nacionais (31,1%) e estrangeiros (13,0%) também, reflexo de um maior conservadorismo dos clientes na tomada de crédito e em segundo plano, na concessão por parte de alguns bancos. Página 2

3 Ao final de maio de 2017, a queda acumulada em 12 meses era de 2,6% do saldo das operações de crédito do SFN e refletiu o decréscimo de 3,9% dos bancos públicos. A alta de 4,5% dos bancos privados nacionais, vis a vis a queda de 11,8% dos bancos privados estrangeiros, correspondeu ao efeito estatístico da compra dos ativos do HSBC pelo Bradesco, aliado ao comportamento nos bancos privados, com redução superior (em base mensal) do saldo das operações. A taxa média de juros do SFN registrou queda em ambas as bases de comparação, e reflete o movimento de redução da taxa básica pelo Banco Central. A taxa média de juros das operações de crédito do SFN (inclusos os recursos livres e direcionados) registrou queda de 1,0 p.p para 29,2% em maio e redução de 3,5 p.p em 12 meses. Esse decréscimo se explica notadamente pela queda de 2,5 p.p no segmento com recursos livres para 46,8% ao ano, na medida em que no crédito direcionado as taxas subiram 0,4 p.p alcançando 10,2% ao ano. As taxas de juros (Pessoa Física) permanecem em queda, em linha com a flexibilização monetária em curso. As operações para o segmento de pessoas físicas, a taxa média de juros caiu 1,9 p.p em base mensal para 36,9% (-5,3 p.p em 12 meses). No segmento com recursos livres, o custo médio alcançou 63,8%, com queda no mês de 4,5 p.p e redução de 8,3 p.p em 12 meses, com destaque para a redução nos juros do cartão de crédito rotativo regular, que recuaram de 297,7% para 247,5% ao ano, correspondente a redução de 12,2% para 10,9% ao mês. No cartão parcelado, a taxa recuou de 8,4% para 8,3% ao mês. Segundo o BC, a taxa de juros do cheque especial, outra modalidade de crédito rotativo a pessoas físicas, diminuiu de 12,9% para 12,8% ao mês. No segmento direcionado, a taxa de juros registrou alta de 0,7 p.p alcançando 9,7% com destaque para a elevação de 0,9 p.p nos financiamentos imobiliários. Mantendo a mesma tendência do mês anterior, as taxas de juros (Pessoa Jurídica) caíram no mês e em 12 meses. Nos empréstimos às empresas, o custo médio em base mensal foi de 19,0%, com queda de 0,2 p.p no mês e redução de 2,6 p.p em 12 meses. Nas operações com recursos livres, Página 3

4 disseminada por diversas modalidades, o custo médio caiu 0,4 p.p para 25,9% ao ano, com redução de 4,2 p.p em 12 meses. Em contrapartida, nas contratações com recursos direcionados, o custo médio subiu 0,1 p.p para 11,1% a.a. em maio, mas registram queda de 0,7 p.p em 12 meses. Spread bancário do SFN permanece em queda, em linha com o movimento de redução dos juros básicos. Registre-se, no entanto, a alta marginal no segmento de recursos direcionados. O spread médio do SFN referente às operações com recursos livres e direcionados situou-se em 21,2% em maio, com queda de 1,1 p.p no mês e redução de 1,6 p.p em doze meses. A queda mensal refletiu as variações de -2,4 p.p para 36,9% nas operações com recursos livres, e a leve alta de 0,1 p.p para 4,2% nas operações com recursos direcionados. O indicador caiu 2,2 p.p no segmento de pessoas físicas, para 28,8% e 0,1 p.p nas operações com empresas para 11,1%. Inadimplência do SFN, após estabilidade nas últimas leituras, subiu em maio. A taxa de inadimplência das operações de crédito do sistema financeiro, correspondente à participação dos saldos com atrasos superiores a noventa dias, elevou-se de 3,9% em abril para 4,0% em maio (+0,3 p.p em doze meses). No mês, o nível de atrasos subiu 0,1 p.p para 4,1% nas operações com as famílias (-0,2 p.p em 12 meses) e cresceu 0,2 p.p no segmento corporativo para 4,0% (+0,8 p.p em 12 meses). A inadimplência alcançou 5,9% na carteira livre (+0,2 p.p) e permaneceu estável em 2,2% no crédito direcionado. Página 4

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8 Parâmetros do Rating da Ação Nossos parâmetros de rating levam em consideração o potencial de valorização da ação, do mercado, aqui refletido pelo Índice Bovespa, e um prêmio, adotado neste caso como a taxa de juro real no Brasil, e se necessário ponderação do analista. Dessa forma teremos: Compra: Quando a expectativa do analista para a valorização da ação for superior ao potencial de valorização do Índice Bovespa, mais o prêmio. Neutro: Quando a expectativa do analista para a valorização da ação for em linha com o potencial de valorização do Índice Bovespa, mais o prêmio. Venda: Quando a expectativa do analista para a valorização da ação for inferior ao potencial de valorização do Índice Bovespa, mais o prêmio. EQUIPE Mario Roberto Mariante, CNPI* Luiz Francisco Caetano, CNPI Cristiano de Barros Caris Karoline Sartin Borges Victor Luiz de Figueiredo Martins, CNPI Ricardo Tadeu Martins, CNPI DISCLAIMER Este relatório foi preparado pela Planner Corretora e está sendo fornecido exclusivamente com o objetivo de informar. As informações, opiniões, estimativas e projeções referem-se à data presente e estão sujeitas à mudanças como resultado de alterações nas condições de mercado, sem aviso prévio. As informações utilizadas neste relatório foram obtidas das companhias analisadas e de fontes públicas, que acreditamos confiáveis e de boa fé. Contudo, não foram independentemente conferidas e nenhuma garantia, expressa ou implícita, é dada sobre sua exatidão. Nenhuma parte deste relatório pode ser copiada ou redistribuída sem prévio consentimento da Planner Corretora de Valores. (*) Conforme o artigo 16, parágrafo único, da ICVM 483, declaro ser inteiramente responsável pelas informações e afirmações contidas neste relatório de análise. Declaração do(s) analista(s) de valores mobiliários (de investimento), nos termos do art. 17 da ICVM 483 O(s) analista(s) de valores mobiliários (de investimento) envolvido(s) na elaboração deste relatório declara(m) que as recomendações contidas neste refletem exclusivamente sua(s) opinião(ões) pessoal(is) sobre a companhia e seus valores mobiliários e foram elaboradas de forma independente e autônoma, inclusive em relação à Planner Corretora e demais empresas do Grupo. Declaração do empregador do analista, nos termos do art. 18 da ICVM 483 A Planner Corretora e demais empresas do Grupo declaram que podem ser remuneradas por serviços prestados à(s) companhia(s) analisada(s) neste relatório. Página 8

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