Plano. Local de Saúde. Amadora Câmara Municipal da Amadora

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Plano. Local de Saúde. Amadora 2014 2016. Câmara Municipal da Amadora"

Transcrição

1 Plano Local de Saúde Amadora Câmara Municipal da Amadora

2 Ficha Técnica Editor Agrupamento de Centros de Saúde da Amadora Camara Municipal da Amadora Coordenação Geral António Carlos Silva Coordenação e elaboração André Peralta Santos Andreia Heitor Leite Colaboração especial Teresa Machado Luciano Grupo de Elaboração do Plano Local de Saúde Alexandra Amaral Ana Moreno Ana Teresa Leal Benvinda Santos Deolinda Costa Dora Vaz Fátima Leal Filipe Montenegro Silva Isabel Temudo Jorge Brandão José Cassiano José Flores José Luis Silva Lucília Gonçalves Maria Etelvina Calé Maria João Bernardo Maria Neves Cabete Marina Pinto Soares Miguel Lemos Miguel Villar Nuno Alves Reinaldo Santos Rita Correia Sara Marques Susana Nogueira Teresa Gomes Colaboradores e contributos pontuais Filipa Bragança Jalles Floriano Cruz Joana da Silva Dinis Joana Freitas Jorge Mexia Miriam Delgado Design e paginação CMA/GIRP/GDC/Paulo Caldeira Impressão e Acabamento CMA/GIRP/Oficinas Gráficas Tiragem 250 Exemplares Sugestão de Citação Peralta Santos A, Leite A, Silva A (coord.) - Plano Local de Saúde da Amadora ª Edição. Amadora: Agrupamento de Centros de Saúde da Amadora e Camara Municipal da Amadora, Abril de ISBN Plano Local de Saúde da Amadora Todas as precauções razoáveis foram tomadas pelo Agrupamento de Centros de Saúde da Amadora no sentido de verificar toda a informação contida neste documento. Contudo, o material distribuído não tem qualquer garantia expressa ou implícita. A responsabilidade de interpretação dos resultados é atribuída ao leitor. O Agrupamento de Centros de Saúde não se pode responsabilizar pelo uso incorreto da informação presente neste documento.

3 Índice Agradecimentos...IV Nota conjunta...v Presidente da Câmara Municipal da Amadora...V Presidente do Conselho de Administração do Hospital Fernando da Fonseca...V Directora Executiva do ACES da Amadora...V Representante da Sociedade Civil...V Sumário executivo...vi O que é o Plano Local de Saúde?...VI Enquadramento...7 Metodologia...7 Perfil de Saúde...7 Importância do Planeamento Local em Saúde...7 Enquadramento com o Plano Nacional de Saúde Parceiros de Saúde no Desenvolvimento do Plano...8 Priorização de Problemas de Saúde...8 Fixação de Objetivos e Estratégias...8 Modelo de Governação...9 Perfil de Saúde da População...9 Caracterização Geodemográfica do ACES da Amadora...9 Caracterização Social...10 Fertilidade, Natalidade e Mortalidade infantil...10 Mortalidade e Morbilidade...10 Comparação de Indicadores de Saúde entre a Amadora e Portugal...11 Serviços de Saúde...12 Identificação e Priorização dos Problemas da População...12 Objetivos de Saúde da Amadora em Avaliação Prognóstica e Objetivos dos Principais Problemas...12 Estratégia para melhorar os Problemas de Saúde Prioritários...14 Governação, Monitorização e Avaliação do Plano Local de Saúde...15 Estratégia de Comunicação do Plano Local de Saúde...16 Bibliografia...17 Acrónimos e siglas

4 Agradecimentos O Plano Local de Saúde da Amadora não teria sido possível sem o empenho, apoio e dedicação de todos que nele trabalharam. A nossa cruzada teve o seu início, em 2012, com a definição e conceção do Perfil de Saúde da Amadora, cuja aprovação remonta a maio de Após a aprovação do Perfil de Saúde da Amadora continuámos a caminhada que agora termina com a apresentação do Plano Local de Saúde da Amadora. Foi um trabalho intenso que muito exigiu de todos os intervenientes. No entanto, podemos afirmar que em circunstância alguma houve recuos ou atropelos, trabalhámos todos para o mesmo e com o mesmo sentido de missão Pela Saúde dos Amadorenses. Chegados a este ponto podemos dizer que estamos todos mais ricos, ganha a Cidade da Amadora, ganham os Profissionais e Parceiros envolvidos que, tenho a certeza, continuam motivados para a fase seguinte, a da Execução deste Plano. A todos os Parceiros que, ao longo de todo o processo de elaboração, deram o seu contributo e tornaram este documento mais rico queremos dizer que foi um prazer trabalhar convosco, enriqueceram-nos e temos a certeza que ficaram, também Vós, mais ricos. Porém, o trabalho ainda agora começou e, por isso, gostaria de dizer que continuamos a contar Convosco como até agora o temos feito. Permitam-me, porém, de entre os Parceiros, fazer algumas referências em especial, à antiga Vereadora do Pelouro da Saúde e atual Presidente da Camara Municipal da Amadora, Dra. Carla Tavares, o nosso muito obrigado por ter sempre a porta aberta às iniciativas dos serviços de saúde e por tudo fazer em prol da melhoria das condições de saúde dos cidadãos da Amadora e ao Hospital Professor Doutor Fernando da Fonseca, na pessoa do seu Diretor Clinico, Dr. Nuno Alves, que demostrou uma disponibilidade permanente e um espírito incansável em todo o processo de elaboração do Plano Local de Saúde da Amadora. Ao Diretor Regional de Saúde Pública, Professor Doutor António Tavares agradecemos o incentivo que deu aos Coordenadores das USP s da ARSLVT para o desenvolvimento dos Planos Locais de Saúde. Ao Dr. Vasco Machado do Departamento de Saúde Pública da ARS do Norte agradecemos a ajuda na elaboração dos gráficos de comparação de indicadores da Amadora. Um agradecimento à direção do ACES Amadora na pessoa da sua Diretora Executiva Dra. Teresa Machado Luciano e ao Presidente do Conselho Clinico e de Saúde, Dr. Jorge Brandão pelo envolvimento constante e suporte institucional ao Plano Local de Saúde da Amadora. Uma palavra muito especial, esta dirigida a todos os profissionais da Unidade de Saúde Pública Dr. António Luz, a nossa Unidade. É um privilégio trabalhar com todos Vós, seres humanos fantásticos e profissionais dedicados, empenhados e acima de tudo com sentido de Missão. Sabemos que os desafios que se avizinham exigem muito de todos nós, mas tenho a certeza que continuam motivados e que posso continuar a contar Convosco. Por último, um agradecimento a todos os que não foram mencionados nominalmente mas que ajudaram de alguma forma na elaboração do Plano Local de Saúde da Amadora. António Carlos da Silva, Coordenador da Unidade de Saúde Pública António Luz, ACES Amadora IV

5 Nota conjunta Presidente da Câmara Municipal da Amadora Importa antes de mais agradecer a todas as mulheres e homens que, através do seu empenhamento e dedicação, contribuíram decisivamente para a construção deste importante documento estratégico. Sem a ajuda de todos vós, das diversas instituições envolvidas e de grupos de utentes, não teria sido possível terminar esta primeira etapa de um plano que, estou certa, em 2016, tornará visíveis as melhorias em saúde e de qualidade de vida preconizadas no Plano Local de Saúde da Amadora (PLS) e que todos desejamos. O Plano Local de Saúde da Amadora (PLS) é um plano estratégico que visa, ao nível da Saúde Pública, determinar as prioridades e os objetivos a atingir, fornecer orientações estratégicas e valorizar os principais determinantes da saúde, contribuindo para a melhoria do estado de saúde da população da Amadora. Sendo os recursos cada vez mais escassos, só um trabalho conjunto e integrado, englobando o maior número de instituições comunitárias, permitirá intervenções que promovam um maior nível de saúde na nossa população. Preconizamos uma Amadora bem governada e, por isso, reafirmamos que a cooperação, nas mais diversas áreas de atuação, entre os diferentes atores, das empresas às organizações associativas, das escolas às famílias, dos parceiros públicos aos parceiros sociais é indispensável para rentabilizar e otimizar os recursos disponíveis no município e para a concretização das propostas que todos nós apresentamos. Diretora Executiva do ACES da Amadora É com entusiasmo que finalmente o nosso Plano Local de Saúde chega ao fim e ao princípio; ao fim da sua elaboração e ao início da sua implementação/prática no terreno; foi construído ao longo do ano de 2013 com a ajuda e o entusiasmo de todos os parceiros, com a consciência plena que só todos em conjunto conseguimos melhorar a saúde do concelho da Amadora. A todos, o nosso muito obrigado pela participação e entusiasmo, pela consciência plena que a saúde é uma questão de todos e de todas as áreas. Acreditamos que em 2016 estaremos melhor nas prioridades por nós escolhidas e aptos a construir o novo Plano Local de Saúde com a ajuda de todos. Por último, deixo uma citação de Fernando Pessoa: Põe tudo o que és na mais pequena coisa que faças...que talvez tenha sido o nosso segredo!... e agora... Mãos à obra! Teresa Machado Luciano Carla Tavares Presidente do Conselho de Administração do Hospital Fernando da Fonseca Foi com muito entusiasmo que abraçamos ao longo do ano de 2013 este projeto, com o compromisso de melhorar a saúde do concelho da Amadora. Acreditamos que a existência de um Plano Local de Saúde permite a ação sinérgica dos diferentes atores envolvidos na promoção da saúde, que ultrapassa o simples conceito de prestação dos cuidados. Acreditamos na opção de investir numa política de saúde pública local ativa, através de ações de coordenação, desenvolvimento de rede e ações preventivas consistentes com as políticas nacionais e regionais de saúde pública. Assim, a operacionalização do Plano Local de Saúde será uma oportunidade excelente para integrar e aproximar o Hospital Fernando Fonseca, os Cuidados Primários, as autoridades locais e a sociedade cívil. A acessibilidade aos cuidados, a promoção da saúde e a prevenção da doença têm sido uma preocupação de todos, com a consciência plena que a saúde é uma questão de todos e de todas as áreas. Nuno Alves, Diretor Clínico do HFF (em representação do Presidente do Conselho de Administração do Hospital Professor Doutor Fernando da Fonseca) Representante da Sociedade Civil A Sociedade Civil é, no sentido mais amplo, o somatório de ações coletivas, vontades e crenças que se orientam em função de objetivos cujo propósito é a produção de mais-valias sociais para os indivíduos que constituem uma sociedade. Na cidade da Amadora, a Sociedade Civil assume a sua identidade e representatividade através de ONG S, IPSS S, Associações e as demais organizações que se encontram neste município a desenvolver atividades de carácter social, de saúde e cultural. A cidade da Amadora tem sido, historicamente, portadora de uma forte tradição cultural ao nível dos movimentos associativos, constituindo-se, de uma forma geral, como um exemplo de excelência e de boas práticas em muitos dos projetos de intervenção social e de saúde que aí se desenvolvem. A inclusão da Sociedade Civil na elaboração do Plano de Saúde da Amadora é, sem dúvida, mais uma demonstração dessa cultura participativa e interventiva que caracteriza a consciência coletiva de um município sempre em mudança. Miguel Lemos, Dirigente Associativo de uma IPSS V

6 Sumário executivo Plano Local de Saúde Amadora Objetivos do Plano Local de Saúde para 2016 O que é o Plano Local de Saúde? O Plano Local de Saúde (PLS) da Amadora é um documento cujas orientações têm em vista o fim último da melhoria do estado de saúde da população da Amadora. Este Plano foi construído tendo como base uma metodologia participativa, dando voz no seu processo de elaboração aos Serviços de Saúde, Serviços Sociais, Organizações Não Governamentais (ONG), Grupos de Utentes, Forças de Segurança e de Justiça. O documento prioriza os problemas de saúde da Amadora, baseado na melhor evidência existente. Para além disso, projeta o estado de saúde da população em 2016 quantificando as metas a alcançar. E finalmente, propõe intervenções mais adequadas aos problemas de saúde da comunidade da Amadora. Perfil de Saúde A Amadora é o concelho do país com maior densidade populacional em Portugal, com uma pirâmide etária e índices demográficos semelhantes ao nível regional e nacional. A nível social a Amadora destaca-se pela elevada proporção de migrantes, oriundos de países do continente africano, com uma taxa de desemprego e de dependência do agregado familiar superior à média nacional. Em termos de saúde materno-infantil a Amadora tem uma proporção de nascimentos em mulheres com idade inferior a 20 anos, superior à região; tem taxas de mortalidade infantil e de recém-nascidos com baixo peso, também superiores à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale to Tejo (ARSLVT) e ao nacional. Os indicadores de morbilidade da Amadora permitem realçar que em relação à Tuberculose existe uma taxa de incidência muito superior à ARSLVT. O VIH/SIDA também constitui um problema de saúde importante na comunidade, com uma prevalência superior ao regional e nacional e com uma elevada proporção de diagnósticos tardios (late-presenters). Em relação à Diabetes verifica-se que se apresenta subdiagnosticada, e mesmo quando é diagnosticada corretamente evidencia um registo nos sistemas de informação deficitário. A taxa de mortalidade por todas as causas na Amadora é semelhante à taxa nacional, mas a Amadora tem um maior número de anos de vida potencialmente perdidos. Por afetarem mulheres em idades ainda jovens, o cancro da mama e o cancro do colo do útero, são problemas de saúde com muita expressão nos anos de vida perdidos na Amadora. No concelho da Amadora a oferta de serviços de saúde do serviço nacional de saúde é assegurada principalmente pelo Hospital Professor Doutor Fernando da Fonseca e pelo Agrupamento de Centros de Saúde da Amadora. Em complemento existem alguns prestadores privados (Clinica de Santo António, Hospital da Luz) e ONG s (O Vigilante, AJPAS). A capilaridade dos cuidados primários de saúde não é de todo o ideal dado o elevado número de inscritos sem médico de família, traduzindo-se numa barreira de acesso aos cuidados de saúde. Problemas Prioritários Os parceiros que elaboraram o PLS identificaram 11 problemas de saúde na Amadora (O Cancro da mama, do Colo do Útero, Cólon e Recto; Diabetes Mellitus; Tuberculose; VIH/SIDA; Doenças Cérebro- Cardiovasculares, Saúde da Criança; Saúde Mental e Cobertura/Qualidade dos Serviços de Saúde), após a priorização destes problemas foram definidos como problemas prioritários para o PLS: VIH/SIDA, Tuberculose, Cancro, Diabetes Mellitus. VIH/SIDA Objetivo 1 Reduzir o número de novas infeções por VIH para 18,2/ habitantes; Objetivo 2 Diminuir para 35% os diagnósticos tardios de infeção pelo VIH; Objetivo 3 Diminuir a taxa bruta de mortalidade por VIH, antes dos 65 anos para 6,4/ habitantes; Objetivo 4 - Aumentar a literacia em saúde dos grupos-alvo na Amadora. Tuberculose Objetivo 1 Agir sobre os grupos mais vulneráveis (migrantes, sem abrigo, imunodeprimidos, etc ) para melhorar a sua literacia em saúde e hábitos de vida saudável; Objetivo 2 Reduzir no Concelho da Amadora o número de novos casos de tuberculose para 35 por habitantes; Objetivo 3 Diminuir a janela temporal entre o início dos sintomas até ao diagnóstico para <40dias. Cancro da Mama Objetivo 1 Aumentar a proporção de mulheres rastreadas (com indicação) até pelo menos aos 60%; Objetivo 2 Aumentar a literacia em saúde da mulher de gruposalvo na Amadora; Objetivo 3 Diminuir a mortalidade por cancro da mama antes dos 65 anos para 30,1/ habitantes. Cancro do colo do Útero Objetivo 1 Aumentar a cobertura vacinal (vacina do HPV) recomendada para 85%; Objetivo 2 Aumentar rastreio de mulheres em idade fértil recomendado para 60%; Objetivo 3 Diminuir a mortalidade por cancro do colo do útero antes dos 65 anos para 11,4/ habitantes; Objetivo 4 Aumentar a literacia em saúde da mulher de gruposalvo na Amadora. Cancro do Cólon e Recto Objetivo 1 Aumentar rastreio a partir dos 50 anos em pessoas de risco; Objetivo 2 Aumentar a taxa de referenciação aos Cuidados de Saúde Secundários e referenciação para rastreio genético (para os indivíduos de alto risco); Objetivo 3 Aumentar a literacia em saúde dos grupos-alvo na Amadora; Objetivo 4 Esclarecer os profissionais de saúde acerca das estratégias de rastreio; Objetivo 5 Diminuir a taxa de mortalidade por CCR, antes dos 65 anos para 7,25/ habitantes. Diabetes Objetivo 1 Aumentar o número de casos diagnosticados até atingir uma prevalência de 8%; Objetivo 2 Aumentar a taxa de referenciação aos Cuidados de Saúde Secundários e referenciação para rastreio de retinopatia diabética; Objetivo 3 Aumentar a literacia em saúde dos grupos-alvo na Amadora. VI

7 Governação O Plano Local de Saúde pretende ter uma estrutura de governação o mais simples e exequível possível. Deve aproveitar os grupos e parcerias já criadas no sentido de utilizar o conhecimento existente e numa lógica de economia de recursos e de capital humano. Cada problema prioritário terá uma equipa de gestores composta por um elemento dos cuidados de saúde primários, um do hospital e outro da sociedade civil. Os gestores de problema prioritário são coordenados pelo Diretor Clínico do Hospital, Presidente do Conselho Clínico e de Saúde, representante da Comunidade e um líder da sociedade civil. A equipa que elaborou o plano acompanhará a sua execução. Enquadramento com o Plano Nacional de Saúde O Plano Local de Saúde da Amadora partilha a visão, valores e princípios do Plano Nacional de Saúde Dessa forma o PLS da Amadora está alinhado com a estratégia Nacional e contribui de forma articulada para o cumprimento das suas metas (2). Na avaliação do último Plano Nacional de Saúde pela Organização Mundial de Saúde (OMS) um dos pontos a melhorar no plano subsequente seria a aplicação sistematizada de estratégias locais de Saúde (3). Desse modo, o Plano Local de Saúde da Amadora é o culminar do planeamento que passou do nível Nacional, Regional e terminou ao nível local, na tentativa de ir adaptando as intervenções em saúde às necessidades específicas de cada local. Enquadramento O que é o Plano Local de Saúde? O Plano Local de Saúde (PLS) da Amadora é um documento estratégico cujas orientações têm em vista a melhoria do estado de saúde da população da Amadora. O PLS define e prioriza os problemas de saúde da Amadora, baseado na melhor evidência existente. Para além disso, projeta o estado de saúde da população em 2016, quantificando as metas a alcançar e, finalmente, propõe intervenções mais adequadas aos problemas de saúde da comunidade da Amadora. Pretende ser um documento de apoio à gestão e à tomada de decisão dos líderes de saúde locais, Diretor Executivo (DE) e Conselho Clínico e de Saúde (CCS) do ACES, Diretor clínico do Hospital Professor Doutor Fernando da Fonseca (HFF) e líderes da comunidade. Por ter sido um documento desenvolvido desde o seu início em colaboração com os parceiros em saúde da Amadora, pretende ser um veículo de cooperação entre todos, com vista à futura intervenção nos problemas de saúde identificados. O PLS pretende comunicar a visão estratégica da área da Saúde para todos os profissionais de saúde e, também, para toda a comunidade local, por isso é um documento aberto à população da Amadora. Importância do Planeamento Local em Saúde O Planeamento Local em Saúde deve surgir do aprofundamento local do Planeamento em Saúde realizado a nível Nacional e Regional. Os fatores que determinam a Saúde das populações variam geograficamente, como exemplo disso, a taxa de mortalidade padronizada por todas as causas variava entre 428/ habitantes no ACES Grande Porto IV, e 735/ habitantes no ACES do Baixo Alentejo (dados de 2009 dos mapa interativos (Websig) do Alto Comissariado da Saúde) (1). Esta diferença de valores de taxa de mortalidade padronizada por todas as causas entre ACES reflete as diferenças populacionais em termos de carga de doença, fatores de risco e fatores socioeconómicos. Populações diferentes têm necessidades em Saúde diferentes. O Planeamento Local em Saúde, visa adequar as estratégias de intervenção em Saúde às especificidades de cada população. Apesar da natureza do PLS ser de âmbito concelhio e por isso envolveu o máximo de estruturas locais, o processo de dinamização da elaboração foi promovido pela Unidade de Saúde Pública do ACES da Amadora. Metodologia Perfil de Saúde O Perfil de Saúde do Concelho da Amadora foi construído pela Unidade de Saúde Pública (UPS) da Amadora, em consonância com e a partir das regras decididas em conjunto pelo Departamento de Saúde Pública (DSP) da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e pela USP da Amadora. O primeiro passo da construção do perfil foi a criação de uma lista mínima de indicadores de saúde, consensualizada entre coordenadores das Unidades de Saúde Pública da ARSLVT (4). Partindo dessa lista foram efetuadas pesquisas em várias fontes de informação de forma a ter dados detalhados, idealmente desagregados ao nível nacional, regional (ARSLVT) e local (Amadora). O primeiro local de pesquisa, pela quantidade de informação que contém e acessibilidade, foi a base de dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Quando existia mais que um indicador passível de fornecer a informação pretendida foi registada essa informação. Caso não existisse a informação pretendida ou esta não se encontrasse desagregada até ao nível de concelho foram pesquisadas outras fontes, nomeadamente: PORDATA, Sistema de Informação da Administração Regional de Saúde (SIARS), informação disponível no site da ARSLVT (Perfil de Saúde Infantil), Alto Comissariado da Saúde (ACS) através da ferramenta de mapas interativos (websig), informação dos sistemas de vigilância de Tuberculose e VIH/SIDA e contacto direto com a Câmara Municipal da Amadora (CMA), para além da informação gerada habitualmente ao nível da USP (dados da avaliação do Programa Nacional de Vacinação (PNV), Doenças de Declaração Obrigatória (DDO), Juntas Médicas de Incapacidade (JMI)). O SIARS permitiu a obtenção de informação relativa a alguns indicadores de morbilidade. Contudo, há a salientar o registo imperfeito e incompleto da informação recolhida, sendo expectável que os valores reais sejam superiores aos obtidos. O Perfil de Saúde Infantil contém indicadores de natalidade e mortalidade infantil permitindo comparações pela razão R ou razão de mortalidade (ou morbilidade) padronizada (RMP). Esta é a razão entre o número de acontecimentos observados e esperados nos ACES, caso fossem observadas as distribuições por grupo etário do indicador para a região. Esta padronização indireta, assim como a padronização direta é desejável para cada indicador. Contudo, os indicadores de saúde desagregados a nível de concelho raramente são disponibilizados para que se possa fazer esta transformação. Os dados de mortalidade e de morbilidade recolhidos através da 7

8 ferramenta websig reportam ao ano de 2009, sendo esse o ano mais recente disponível (1). Os dados de mortalidade apresentam uma variação temporal pouco significativa, por isso optámos por incluir a informação referente ao ano acima citado apesar do seu desfasamento de 5 anos em relação ao presente. Os dados aqui apresentados pretendem ser a base para a discussão dos problemas de saúde da população, a definição de prioridades e o desenvolvimento de estratégias. Os dados devem ser interpretados com as devidas salvaguardas e complementados com informação de entidades internas e externas ao ACES, por forma a fazer o devido uso ético da informação disponível. O Perfil de Saúde foi apresentado aos parceiros da saúde e em reunião de coordenadores das USPs. Parceiros de Saúde no Desenvolvimento do Plano Para o desenvolvimento do Plano Local de Saúde foram convidados a participar os elementos que constituem o conselho da comunidade do ACES da Amadora. Quadro 1. Lista de Parceiros envolvidos na elaboração do Plano Local de Saúde da Amadora Parceiros da Sociedade Civil Santa Casa da Misericórdia Associação o Vigilante Câmara Municipal da Amadora Divisão de IntervençãoSocial Câmara Municipal da Amadora Divisão de Planeamento Urbanís co Polícia de Segurança Publica Associação AJPAS Comissão de utentes do ACES Amadora Segurança Social Tribunal da Amadora Parceiros envolvidos no Plano Local de Saúde Parceiros da Área da Saúde Unidade de Cuidados na Comunidade Unidade de Saúde Pública Direção Execu va - ACES Amadora Conselho Clínico e desaúde - ACES Amadora Diretor Clínico do Hospital Professor Doutor Fernando da Fonseca Representante das Unidades de Saúde Familiar Representante das Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco Hospital da Luz Centro Clínico da Amadora Nota: Para efeitos da elaboração do PLS só foram considerados como parceiros na área da saúde os prestadores de serviços dentro do Serviço Nacional de Saúde. Todas as outras en dades englobam o grupo heterogéneo da sociedade civil, sendo que neste grupo alguns também prestam serviços de saúde Priorização de Problemas de Saúde Os problemas de saúde foram definidos durante a reunião de apresentação do perfil de saúde da Amadora. Após a apresentação do perfil e através da técnica de Brainstorming (5) (6), os Parceiros Locais de Saúde relataram de acordo com as suas sensibilidades quais achavam ser os maiores problemas de saúde da Amadora. A Unidade de Saúde Pública adicionou posteriormente dois problemas de saúde não mencionados no Brainstorming que pela sua magnitude deviam figurar como problemas de Saúde da nossa comunidade. Quadro 2. Lista dos principais problemas de Saúde da Amadora Violência VIH/SIDA Saúde Mental Tuberculose Saúde da Criança Doenças Cardiovasculares Problemas de Saúde da Amadora Cancro da mama Cancro do colo do útero Cancro do colón e recto Diabetes Mellitus Serviços de Saúde Os problemas de saúde apresentados no quadro 2, foram aprofundados em termos de caracterização da magnitude e da vulnerabilidade à intervenção, assim como em termos de determinantes dos problemas e recursos já alocados. A técnica de priorização utilizada foi a Técnica do Grupo Nominal Modificada (7) (8), cada unidade de entre os parceiros representados teve direito a um voto, tendo os votos igual ponderação. Foi desenvolvida uma grelha de análise dos problemas de saúde com vista a guiar o processo de priorização (5) (9). A grelha de análise representava quatro dimensões em análise: 1) O grau de conhecimento sobre o problema, 2) O Impacto do problema na comunidade, 3) A capacidade de intervenção sobre o problema, 4) A exequibilidade das possíveis intervenções. Os problemas foram hierarquizados numericamente de 1 a 11 (1 problema mais prioritário e 11 o problemas menos prioritário), não sendo possível repetir pontuações. A primeira ronda ( o grau de conhecimento sobre o problema ) não foi considerada para a pontuação final dos problemas. Depois de priorizados os problemas procedeu-se a uma ronda de votação, com os parceiros, para decidir sobre o número de problemas a intervir. A média aritmética simples foi calculada e daí resultou o número de problemas a intervir de acordo com a priorização previamente elaborada. Fixação de Objetivos e Estratégias A fixação de objetivos e estratégias foi discutida e consensualizada em reunião com os membros do conselho da comunidade do ACES Amadora. Após o envio de uma proposta preliminar por parte da USP baseada na evidência disponível (10) (11) (12), procedeu-se à discussão, em reunião, dos objetivos e estratégias traçados. Os objetivos para 2016 na Amadora, na componente de mortalidade por causa específica antes dos 65 anos, baseiam-se na redução progressiva até 50% das diferenças entre a Amadora e a RLVT, de acordo com as projeções para As projeções para as regiões foram retiradas do Plano Nacional de Saúde e foram construídas de acordo com a série de mortalidade por causa específica de 2000 a 2009 e a projeção para 2016 calculou-se com regressão exponencial (13). Os restantes objetivos foram retirados, sempre que possível, dos respetivos planos nacionais (14) (15) (16) (17) (18), por exemplo, os objetivos para o Cancro da Mama foram retirados do Plano Nacional contra as doenças Oncológicas, ou ainda, propostos pelos parceiros. As estratégias foram desenvolvidas em conjunto com todos os parceiros da elaboração do plano. Foram conceptualizadas em três eixos: prevenção primária, prevenção secundária e prevenção terciária. As estratégias dos problemas Cancro da Mama, Cancro do Colo do Útero, Colón e Recto foram agregadas por proposta e decisão dos parceiros, por se tratar de temas com estratégias muito semelhantes. 8

9 Modelo de Governação O modelo de governação foi discutido e consensualizado em reunião com os membros do Conselho da Comunidade do ACES Amadora após o envio de uma proposta preliminar por parte da USP baseada na evidência de modelos de governação teóricos e na experiência local (19). O modelo de governação foi discutido em reunião e a forma de agrupamento dos problemas prioritários votada, de acordo com os modelos apresentados no quadro 3. Figura 1. Mapa da organização do Concelho da Amadora. Fonte: CMA Quadro 3. Hipóteses de modelos de governação dos problemas prioritários Modelo Organização dos problemas Comentários Modelo 1 Modelo 2 Modelo 3 Modelo 4 Modelo 5 Modelo 6 Cancro do Colo do Útero Cancro do Cólon e Recto Cancro da Mama Diabetes Mellitus Tuberculose VIH/SIDA Todos os problemas separados Cancro da Mama + Colo do Útero Juntar neoplasias da Mama + Cancro Cólon e Recto Colo do Útero Diabetes Mellitus Tuberculose VIH/SIDA Cancro da Mama + Colo do Útero Cancro do Cólon e Recto Diabetes Mellitus Tuberculose + VIH/SIDA Cancro da Mama + Colo do Útero + Cólon e Recto Diabetes Mellitus Tuberculose VIH/SIDA Cancro da Mama + Colo do Útero+ cólon e recto Diabetes Mellitus Tuberculose + VIH/SIDA Cancro do Colo do Útero Cancro Cólon e Recto Cancro da Mama Diabetes Mellitus Tuberculose + VIH/SIDA Juntar neoplasias da mulher Juntar Tuberculose e VIH Juntar todas as neoplasias Juntar todas as neoplasias Juntar Tuberculose e VIH Juntar Tuberculose e VIH A agregação de problemas prioritários foi equacionada no sentido de facilitar o processo de gestão. Quando for exequível, sob o ponto de vista organizativo e clínico agregar os problemas prioritários, estes devem ser agregados. Se tal não for o caso, o melhor será tratar os problemas prioritários em separado. Perfil de Saúde da população Tal como na região onde se insere, na pirâmide etária da Amadora (Figura 2) é bem patente o fenómeno de duplo envelhecimento verifica-se uma redução da população na base e um aumento no topo. Em 2011, 18,7% da população da Amadora tinha 65 ou mais anos. Os índices demográficos (dependência de jovens, idosos e de envelhecimento) são também semelhantes ao nível regional e nacional (Quadro 4). Quadro 4. Características demográficas da Amadora e comparação com os níveis regional e nacional Amadora RLVT Con nente População residente Densidade populacional (Nº/Km2) Índices demográficos Dependência de jovens Dependência de idosos Envelhecimento Esperança média de vida (à nascença) NA 79,66 Fonte: INE, ARSLVT. Informação rela va ao ano de 2011, exceto para a esperança média de vida que se reporta ao período RLVT Região de Lisboa e Vale do Tejo. Caracterização geodemográfica do ACES da Amadora O ACES Amadora apresenta uma área de influência sobreponível ao concelho da Amadora. Esta zona divide-se em 6 freguesias: Mina de Água, Encosta do Sol, Falagueira- Venda Nova, Venteira, Águas Livres e Alfragide. A área de abrangência inclui, segundo o Censos de 2011, um total de habitantes, distribuídos por uma área de 23,8 Km 2, perfazendo uma densidade populacional de 7363 habitantes/ Km 2. Assim, a Amadora é o concelho do país com maior densidade populacional. Figura 2. Pirâmide etária da região de Lisboa e Vale do Tejo (à esquerda) e da Amadora (à direita). Fonte: INE,

10 Caracterização Social A análise do Quadro 5 evidência as questões e alguns dos desafios sociais ao nível do ACES Amadora. Verifica-se que a população do concelho tem na constituição uma percentagem elevada de estrangeiros, relativamente ao nível nacional, oriundos essencialmente de África (6,29% do total). Uma parte significativa da população depende do rendimento social de inserção (RSI) (80,39/1.000 habitantes em idade ativa, valor 1,7 vezes superior ao nacional) e a taxa de desemprego era, à data do Censos de 2011, 1,8% superior ao valor nacional. Dado o agravamento da conjuntura económica e a evolução dos indicadores é de esperar que, atualmente, estes valores sejam superiores aos então reportados. Relativamente aos alojamentos, verifica-se que os dados gerais a nível local apontam para um número de alojamentos não clássicos muito superior ao reportado pelos dados do Censos (1751 barracas segundo a Câmara Municipal da Amadora em 2011). A habitação informal tem elevada expressão na Amadora. Essas habitações tendem a ter uma elevada concentração de residentes estrangeiros de classe socioeconómica mais baixa. Para além disso, tendem a ser residências com níveis de salubridade baixos, e com elevada prevalência de sobrelotação. Os dados de população servida por sistemas de abastecimento e de tratamento de águas apontam para uma cobertura total da área concelhia, valor superior ao reportado a nível regional e nacional. Por fim, de salientar ainda que a criminalidade total no concelho da Amadora é superior ao valor nacional, sobretudo à custa dos crimes de furto/roubo por esticão na via pública. Quadro 5. Características sociais da população da Amadora e comparação com o nível regional e nacional Escolaridade (%) Analfabe smo Ensino superior Sem-abrigo CMA INE (população residente sem -abrigo) Amadora RLVT Con nente 3,68 12,71 14,80 5,20 11, Beneficiários do RSI ( ) 80,39 48,45 Pensionistas ( ) 316,79 334,16 Taxa de desemprego (%) 14,96 13,19 Famílias (%) Unipessoais Monoparentais População por nacionalidade (%) Portugal Europa África América Dupla Portuguesa e outra Outros Imigrantes com estatuto legal de residente (%, 2009) CMA Alojamentos Barracas - CMA Alojamentos não clássicos - INE Criminalidade total ( ) Furto/es cão Condução com alcoolémia 1,2g/l Águas população servida por (%): Sistemas de abastecimento de água Sistemas de drenagem de águas residuais ETARs Equipamentos sociais 11,52 21,12 86,15 1,18 6,29 2,35 3,06 0,97 12% ,1 6,8 1, ,09 91,24 1,47 2,13 1,90 2,43 0, ,41 14,77 94,23 1,27 0,95 1,07 1,93 0, ,4 4,0 2, Apenas para a Amadora: 108 de apoio a crianças, 46 de apoio a idosos e 26 em outras áreas de atuação Fonte: INE e CMA valores rela vos a 2011, exceto os das águas que se reportam a Legenda: Não disponível; RLVT Região de Lisboa e Vale do Tejo; RSI Rendimento Social de Inserção. Fertilidade, Natalidade e Mortalidade infantil Ao nível da natalidade, verifica-se que o ACES Amadora apresenta características diferentes da região onde se insere e de Portugal (Quadro 6). Por um lado, trata-se do ACES da região de Lisboa e Vale do Tejo com a maior proporção de nascimentos em mulheres com idade inferior a 20 anos [quinquénio índice R 156,9 [Intervalo de Confiança a 95% (IC95%) - 144,8;169,7] e com uma das menores proporções de nascimentos em mulheres com idades superiores a 35 anos (no quinquénio ocupava o 14º lugar do índice R, que era significativamente inferior a 100). Relativamente à mortalidade infantil e suas componentes também se verifica um padrão próprio, sendo o ACES com a maior taxa de mortalidade infantil (índice R: 177,7; IC95% - 135,3; 229,3) e maior proporção de recém-nascidos com baixo peso à nascença (índice R: 114,7; IC95% - 107,3; 122,4). Embora nas várias componentes da mortalidade infantil a Amadora apresente valores superiores aos da região de Lisboa e Vale do Tejo, apenas na componente neonatal e pós-neonatal os valores do índice R apresentam significância estatística, comparativamente à Região de Lisboa e Vale do Tejo. De salientar que é na componente pós-neonatal que o índice R apresenta um valor superior, sendo que esta componente reflete sobretudo as condições socioeconómicas da população. Verifica-se ainda que a proporção de recém-nascidos com primeira consulta médica até aos 28 dias também se encontra aquém do desejado (76% dos recém-nascidos realizam esta consulta). Quadro 6. Características de indicadores de fertilidade e de mortalidade infantil da Amadora e comparação com o nível regional e nacional Amadora RLVT Con nente Índice R (IC95%) % de mulheres em idade fér l 44,3 46,0 Taxa bruta de natalidade ( ) 11,7 9,5 Proporção de nascimentos em mulheres com (%): <20 anos >35 anos 6,4 20,0 4,0 23,9 3,9 22,2 156,9 (144,8; 169,7) 87,5 (83,9; 91,6) Proporção de nascimentos pré - 8,2 8,1 8,0 101,5 (94,6; 108,7) termo (%) Baixo peso à nascença (%) 9,4 8,4 8,3 114,7 (107,3; 122,4) Mortalidade infan l ( ) 7,7 3,5 3,0 177,7 (135,3; 229,3) Mortalidade neonatal ( ) 4,9 2,5 2,1 151,2 (104,7; 211,3) Mortalidade neonatal precoce 3,0 1,5 1,4 138,2 (84,4; 213,4) ( ) Mortalidade pós -neonatal ( ) 2,8 1,0 0,9 233,4 (151,1; 344,6) Mortalidade fetal tardia ( ) 4,3 2,8 2,5 137,8 (97,5; 189,1) Mortalidade perinatal ( ) 4,9 2,5 2,1 121,3 (94,2; 153,7) Proporção de Recém -nascido com 76,3 1ª consulta até aos 28 dias Fonte: INE, ARSLVT. Proporções e taxas rela vas ao triénio , índice R rela vo ao quinquénio % de Mulheres em idade fér l referente ao ano de 2010 e proporção de recém-nascidos com 1ª consulta até aos 28 dias em Legenda IC95% - intervalo de confiança a 95%, Não disponível. Mortalidade e Morbilidade Relativamente à Diabetes Mellitus (Quadro 7), verifica-se que a prevalência de diabéticos diagnosticados a nível nacional em indivíduos dos 20 aos 79 anos está estimada em 7,2% (Observatório da diabetes) e ainda no mesmo nível, segundo informação do SIARS será de 5,3% ao nível global, 4,7% ao nível de Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) e 6,7% ao nível de Unidades de Saúde Familiar (USF). Qualquer um destes valores é superior ao reportado para o ACES Amadora, o que nos chama a atenção para a questão do sub-registo. Relativamente à Hipertensão Arterial (HTA) verifica-se o mesmo fenómeno, com 12,2% dos inscritos com o diagnóstico de HTA no final de 2012, sendo a prevalência reportada pelo Inquérito Nacional de Saúde de 19,8%. 10

11 Quadro 7. Características de mortalidade e morbilidade da Amadora e comparação com o nível regional e nacional Amadora RLVT Nacional Inscritos com o diagnós co de DM 2 (%)* 4,5 4,6 5,3** Inscritos com o diagnós co de HTA (%)* HTA sem complicações HTA com complicações 11,5 2,0 12,4 2,0 Tuberculose (/ habitantes) * 49,1 21,6 VIH/SIDA (/ habitantes) * 25,7 10,7 Abuso crónico do álcool * 0,6 0,5 Abuso do tabaco * 3,2 3,7 Tumores malignos do aparelho 0,05 0,06 respiratório* Mortalidade (taxa bruta)*** 8,9 9,5 9,9 Sobrepeso e obesidade infan l (10 aos 17 23,0 30,4 anos) Fonte: SIARS, ARSLVT. Período de referência: * 2012, **2011, *** Não disponível. Em relação à Tuberculose, no concelho da Amadora a incidência foi de 41,8/ e 45,4/ habitantes nos anos de 2011 e 2012, respetivamente, o que corresponde a um aumento da incidência em 3,6% no último ano. A incidência no concelho é muito superior à encontrada para o nível Regional (RSLVT). No ano de 2012 houve 79 novos casos de Tuberculose. Esta taxa de infeção no concelho justifica ações de intervenção diferentes e específicas daquelas recomendadas a nível Nacional. A taxa de cobertura vacinal global do ACES não atinge valores que permitem afirmar a existência de imunidade de grupo para as doenças prevenidas pela vacinação. Existem assimetrias marcadas entre as taxas de cobertura atingidas nos utentes das várias unidades. Para além disso, as coberturas vacinais decrescem nas coortes mais velhas. Três USFs e uma UCSP atingem valores de cumprimento do PNV superiores a 95%, mas nas restantes unidades as taxas de cobertura vacinal são bastante inferiores. Relativamente à vacinação atempada, os resultados não são nada encorajadores e só uma USF atinge valores iguais ou superiores a 95%. Apesar das taxas de cobertura vacinal não atingirem os valores necessários para se obter a imunidade de grupo, não se têm registado casos de doenças evitáveis pela vacinação, com exceção para a papeira com um surto em 2007, com 12 casos. Em 2012 verificou-se um número superior ao normal de tosse convulsa (8 casos) mas não relacionados entre si. A inexistência de mais surtos de doenças evitáveis pela vacinação pode dever-se ao facto dos não vacinados estarem dispersos na comunidade e não configurarem bolsas de indivíduos suscetíveis. Comparação de indicadores de Saúde entre a Amadora e Portugal Quadro 8. Perfil de mortalidade e morbilidade da Amadora e comparação com os valores nacionais Demografia Indicadores População residente Densidade populacional Esperança média de vida à nascença ** Mortalidade Sexo Período Unidade Amadora Con nente Pior valor HM 2011 nº NA HM 2011 nº/km NA HM 2011 anos 78,2 77,8 71,2 Melhor valor NA NA 79,2 Indicadores TMP por todas as causas Anos de vida potencialmente perdidos TM por cancro mama antes dos 65 anos TM por cancro do colo do útero antes dos 65 anos TM por cancro do cólon e recto antes dos 65 anos TM por doença isquémica cardíaca antes dos 65 anos TM por acidente vascular cerebral antes dos 65 anos TM por VIH/SIDA antes dos 65 anos TM por doenças atribuíveis ao álcool antes dos 65 anos TM por suicídio antes dos 65 anos Morbilidade Indicadores Prevalência de Diabetes Incidência de amputações em diabé cos Incidência de Acidente Vascular Cerebral Incidência de Acidente Vascular Cerebral antes dos 65 anos Incidência de doença cardíaca antes dos 65 anos Sexo Período Unidade Amadora Con nente Menor valor HM 2009 / ha ,1 735,7 HM 2009 / ha M 2009 / ha 48,6 15,3 3 48,6 M 2009 / ha 20,4 3, HM 2009 / ha 9,2 8,5 3,1 16 HM 2009 / ha 15,6 10,7 0 34,2 HM 2009 / ha 17,7 11 1,4 23,9 HM 2009 / ha 21, ,6 HM 2009 / ha 14,2 14,7 4,6 34,7 HM 2009 / ha 5,7 6,6 0,8 33 Sexo Período Unidade Amadora Con nente Menor Maior valor valor HM 2009 % 5,3 7,2 NA NA HM 2009 /10.000ha.a 0,7 0,9 0 3,9 HM 2009 /10.000ha.a 33 31,4 16,5 56,4 HM 2009 /10.000ha.a 13,9 9,4 4,9 18,5 HM 2009 /10.000ha 18 16,1 7 36,5 Maior valor Recém nascido de termo com baixo peso Nascimentos pré termo Taxa mortalidade infan l quinquenal HM 2009 XXXXXX 6,5 2,9 0,2 9 HM 2009 XXXXXX 7,9 8,8 6,3 10,4 HM / ,7 3,4 1, ,9 P25 Mediana P75 Fonte: Dados re rados dos mapas intera vos do ex-alto Comissariado da Saúde, Sistema de Informação das Administrações Regionais de Saúde e Ins tuto Nacional de Esta s ca Abreviaturas NA Não aplicável; TMP Taxa de Mortalidade Padronizada por idade; TM- Taxa bruta de Mortalidade (não padronizada por idade); HM Homem e mulheres; M Mulheres; ha Habitantes; há.a Habitante/ano, VIH/SIDA Vírus da Imunodefiiciência Humana/ Síndrome de Imunodeficiência Adquirida ** - Esperança média de vida calculada tendo por base valores de NUTS II (valores de regiões) 11

12 Serviços de Saúde Relativamente ao ACES Amadora, inclui 6 Unidades de Saúde Familiar, 3 Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados, 1 Centro de Diagnóstico Pneumológico, 1 Unidade de Cuidados na Comunidade, 1 Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados e 1 Unidade de Saúde Pública, num total de utentes inscritos e frequentadores (dados de 29/01/2013). Segundo o plano de desempenho do ACES da Amadora para 2013, 24% dos utentes inscritos não dispunham de médico de família atribuído. Esta situação pode configurar uma barreira de acesso aos cuidados primários de saúde. O Hospital Professor Doutor Fernando da Fonseca (HFF) é o hospital de referência para o concelho da Amadora, está inserido na NUT III Grande Lisboa e situa-se na freguesia de Venteira. A sua área de influência abrange os concelhos de Sintra e Amadora, com uma população de habitantes (INE, 2011). Anualmente contabiliza mais de 250 mil episódios de urgência e mais de 50 mil internamentos (20). Existem outras instituições privadas de saúde ou de âmbito social a prestarem cuidados de saúde à população na Amadora. Estas instituições estão identificadas e algumas foram contactadas para colaborarem com a elaboração e aplicação do PLS. A descrição destas instituições não é objetivo deste documento, por isso, o desenvolvimento dos indicadores de atividade dos prestadores privados de saúde não foram incluídos. Identificação e Priorização dos Problemas da População Os onze problemas de saúde da Amadora foram discutidos com os membros do conselho da comunidade do ACES da Amadora. Estavam presentes 19 Unidades com direito a voto, 10 dessas pertencentes à área social e sociedade civil e 9 da área da saúde. O quadro 8 representa a hierarquização dos problemas prioritários. Quadro 9. Lista de problemas de saúde da Amadora ordenada após a priorização Problema Prioridade Pontuação final Cancro do Colo do Útero 1º 2,44 Cancro do Cólon e Recto 2º 3,19 Cancro da Mama 3º 3,72 Diabetes Mellitus 4º 4,12 Tuberculose 5º 5,82 VIH/SIDA 6º 6,07 Saúde da Criança 7º 6,40 Saúde Mental 8º 8,02 Doenças Cérebro-Cardiovasculares 8º 8,02 Violência 10º 9,05 Serviços de Saúde 11º 9,14 Figura 3. Mapa de recursos (edifícios) de Saúde Públicos (SNS) da Amadora (cedido pela protecção civil) 12

13 Depois de hierarquizados por votação simples ficou decidido que o Plano Local de Saúde da Amadora se focaria nos primeiros 6 problemas de saúde, de ora em diante designados programas de saúde prioritários. Objetivos de Saúde da Amadora em 2016 Avaliação prognóstica e objetivos dos principais problemas VIH/SIDA No período de foram diagnosticados na Amadora 490 casos novos de VIH, dos quais 57% se encontravam já com SIDA. A mortalidade nesse mesmo período foi de 10%, facto este que pode ser explicado pelo diagnóstico tardio. Em 2012, a incidência da infeção pelo VIH no ACES Amadora foi de 25,7/ habitantes, enquanto na RLVT foi de 10,7/ muito superior à encontrada para o nível Regional (RSLVT) (27.5/ em 2011 e 27.7/ em 2012). Não há dados que permitam fazer a projeção deste problema até 2016, mas a tendência parece ser de ligeiro aumento da incidência. Missão Promover iniciativas dirigidas aos determinantes específicos da Tuberculose de modo a conduzir a uma diminuição da incidência da Tuberculose. Objetivos para 2016 Objetivo 1 Agir sobre os grupos mais vulneráveis (migrantes, sem abrigo, imunodeprimidos, etc ) para melhorar a sua literacia em saúde e hábitos de vida saudável; Objetivo 2 Reduzir no Concelho da Amadora o número de novos casos de tuberculose (doença) para 35 por habitantes/ano; Objetivo 3 Diminuir o tempo de demora desde o início dos sintomas até ao diagnóstico para <40dias. Cancro da Mama O cancro da mama é a causa de morte mais frequente em mulheres entre os 35 e os 74 anos de idade. Em 2010, foram tratados no HFF 45 novos casos de cancro da mama. A taxa de mortalidade por cancro da mama antes dos 65 anos, no ACES da Amadora, apresenta o valor mais alto de Portugal. Figura 4. Projeção da Mortalidade por SIDA antes dos 65 anos, por região, até 2016 Fonte: Plano Nacional de Saúde Missão Promover iniciativas dirigidas aos determinantes específicos do VIH/SIDA de modo a conduzir à diminuição da incidência de VIH e à redução da mortalidade por SIDA antes dos 65 anos. Objetivos para 2016 Objetivo 1 Reduzir na Amadora o número de novas infeções por VIH para 18,2/ habitantes (calculado de acordo com a metodologia do plano local de saúde); Objetivo 2 Diminuir para 35% os diagnósticos tardios de infeção pelo VIH (definidos pela contagem de linfócitos T CD4+ inferior a 350/mm3 - objetivo do plano nacional de luta contra a SIDA); Objetivo 3 Diminuir a taxa bruta de mortalidade por VIH, antes dos 65 anos, para 6,4/ habitantes (calculado de acordo com a metodologia do plano local de saúde); Objetivo 4 Aumentar a literacia em saúde dos grupos-alvo na Amadora. Tuberculose Para os habitantes do Concelho da Amadora, o Centro de Diagnóstico Pneumológico (CDP) da Venda Nova determinou uma incidência de 41.8/ e 45.4/ habitantes/ano em 2011 e 2012, respetivamente, correspondendo a um aumento da incidência de 8,6% no último ano. A incidência no concelho é Figura 5. Projeção da Taxa de mortalidade por cancro da mama (feminino) antes dos 65 anos, por região, até 2016 Fonte: Plano Nacional de Saúde Missão Promover iniciativas dirigidas aos determinantes específicos do cancro da mama de modo a conduzir a uma diminuição da incidência e mortalidade por cancro da mama. Objetivos para 2016 Objetivo 1 Aumentar a proporção de mulheres rastreadas (com indicação) até aos 60%; Objetivo 2 Aumentar a literacia em saúde da mulher nos gruposalvo na Amadora; Objetivo 3 Diminuir a mortalidade por cancro da mama antes dos 65 anos para 30,1/ habitantes (calculado de acordo com a metodologia do plano local de saúde). 13

14 Cancro do Colo do Útero Na Amadora, as mortes por cancro do colo do útero antes dos 65 anos são 6 vezes superiores às de Portugal. Mulheres dos 30 aos 60 anos devem fazer um rastreio de dois em dois anos, no médico de família, para deteção precoce de anomalias no colo do útero que ocorrem antes do aparecimento do cancro. Na Amadora em 2013, apenas 29,8% das mulheres em idade reprodutiva realizam este rastreio (de acordo com o indicador Proporção de mulheres dos 20 aos 60 anos com copocitologia atualizada nos últimos 3 anos ). Cancro do Cólon e Recto No Concelho da Amadora, a taxa de mortalidade por cancro do cólon e recto antes dos 65 anos, é superior à média nacional (9.2 / habitantes contra 8.5/ habitantes). Atualmente o método de rastreio não invasivo mais utilizado é a pesquisa de dois em dois anos de sangue oculto nas fezes, a partir dos 50 anos até aos 74, a proporção de utilizadores rastreados não ultrapassa os 28,7% (21) sendo desejável que este valor aumente para haver um impacto do rastreio na diminuição da mortalidade por cancro do cólon e recto. Figura 6. Projeção da taxa de mortalidade por cancro do colo do útero antes dos 65 anos, por região, até 2016 Fonte: Plano Nacional de Saúde Missão Promover iniciativas dirigidas aos determinantes específicos do cancro do colo do útero de modo a conduzir à diminuição da incidência e mortalidade por cancro do colo do útero. Objetivos para 2016 Objetivo 1 Aumentar a cobertura vacinal do Vírus do Papiloma Humano (HPV) nas coortes de recomendada para 85%; Objetivo 2 Aumentar o rastreio recomendado de mulheres em idade fértil para 60%; Objetivo 3 Diminuir a mortalidade por cancro do colo do útero antes dos 65 anos para 11,4/ habitantes (calculado de acordo com a metodologia do plano local de saúde); Objetivo 4 Aumentar a literacia em saúde da mulher em gruposalvo na Amadora. Figura 7. Projeção da Mortalidade por cancro do cólon e recto antes dos 65 anos, por região, até 2016 Fonte: Plano Nacional de Saúde Missão Promover iniciativas dirigidas aos determinantes específicos de modo a conduzir a uma diminuição da incidência e mortalidade por cancro do cólon e recto. Objetivos para 2016 Objetivo 1 Aumentar a proporção de utentes rastreados para pelo menos 50%; Objetivo 2 Aumentar a taxa de referenciação aos Cuidados de Saúde Secundários e referenciação para rastreio genético (aplicável aos os indivíduos de alto risco); Objetivo 3 Aumentar a literacia em saúde dos grupos-alvo na Amadora; Objetivo 4 Esclarecer os profissionais de saúde sobre as estratégias de rastreio; Objetivo 5 Diminuir a taxa de mortalidade por CCR, antes dos 65 anos para 7,25/ habitantes (calculado de acordo com a metodologia do Plano Local de Saúde). Diabetes Mellitus Os resultados do PREVADIAB, um estudo realizado em Portugal no ano de 2008, apuraram uma prevalência de Diabetes diagnosticada de 6,6% e uma prevalência de DM não diagnosticada de 5,1%, com uma prevalência total de 11,7%. O número total de diabéticos com guia do diabético no ACES Amadora é de 9091 (em inscritos (dados do Sistema de Informação das ARS) corresponde a uma proporção de 5,6%). Se for tido em conta a proporção de diabéticos encontrada no estudo PREVADIAB de 11,7% ainda estamos aquém do ideal. O mesmo 14

15 acontece para o rastreio da retinopatia diabética que se encontra aquém do desejado. As amputações major em diabéticos (indicador da qualidade de cuidados) são sobreponíveis ao nível nacional. Não existem projeções nacionais acerca da prevalência esperada da diabetes para 2016, a literatura internacional e nacional aponta para um aumento da prevalência (21). Missão Diminuir a longo prazo o número de novos casos de diabetes, nulificar o número de diabéticos por diagnosticar e melhorar a qualidade de vida dos diabéticos. Objetivos para 2016 Objetivo 1 Aumentar o número de casos diagnosticados até atingir uma prevalência de 8%; Objetivo 2 Aumentar a taxa de referenciação aos Cuidados de Saúde Secundários e referenciação para rastreio de retinopatia diabética; Objetivo 3 Aumentar a literacia em saúde dos grupos-alvo na Amadora; Estratégia para melhorar os Problemas de Saúde Prioritários Estratégias transversais 1. Promover uma plataforma de cooperação entre os prestadores de cuidados de saúde do sistema de saúde (serviço nacional de saúde, prestadores privados e organizações não governamentais) que: a. Vise a persecução dos objetivos do plano; b. Evite a duplicação de oferta de serviços para a comunidade; c. Desincentive projetos pontuais não integrados numa estratégia de saúde global para a Amadora; 2. Aumentar a participação de grupos de doentes nos projetos e iniciativas desenvolvidas, para que as iniciativas sejam orientadas para o cidadão; 3. Promover a diminuição de barreiras de acesso aos cuidados de saúde (nomeadamente através da diminuição dos utentes sem médico de família atribuído); 4. Promover projetos e iniciativas que aumentem a literacia em saúde da nossa comunidade. Estratégias específicas dos problemas de saúde prioritários VIH/SIDA 1. Prevenção Primária: prevenir a infeção a. Privilegiar ações de prevenção em grupos vulneráveis: homens que fazem sexo com homens, trabalhadores do sexo, utilizadores de drogas injetáveis; b. Ações de sensibilização sobre as populações migrantes; c. Ações de educação sexual nas escolas. 2. Prevenção Secundária: Diagnóstico da Infeção, não perder oportunidades a. Tornar os profissionais de saúde mais conscientes da importância de identificar as características clínicas e epidemiológicas da infeção viral aguda por VIH, bem como dos fatores de risco, sinais e sintomas que alertam para a possibilidade de existência subjacente da infeção por VIH, tal como de outras Infeções Sexualmente Transmissíveis (particularmente a sífilis); b. Informar a população geral para fatores de risco, sinais e sintomas que caracterizam a infeção aguda; c. Aumentar a adesão aos testes rápidos do VIH em grupos de risco no ponto de contacto com os Serviços de Saúde; O termo rastreio deve ser repensado e a disponibilização de testes rápidos deve ser incorporada dentro da atividade assistencial normal ou de rotina, de forma a aumentar a adesão e a diminuir o estigma. 3. Prevenção Terciária: a. Permitir o acesso aos melhores cuidados e terapêutica; b. Diminuir o abandono à terapêutica; c. Diminuir o estigma associado à infeção pelo VIH. Tuberculose 1. Prevenção Primária: Prevenir a transmissão da doença a. Privilegiar ações de prevenção em grupos vulneráveis; b. Ações de sensibilização sobre as populações migrantes - Divulgar a problemática da Tuberculose em instituições de alojamento e apoio social em locais chave, como Instituições Escolares, Câmaras, Juntas de Freguesia e IPSS, através dos meios de comunicação social locais, principalmente em bairros degradados. 2. Prevenção Secundária: Diagnóstico precoce da doença, não perder oportunidades a. Alertar e sensibilizar os médicos da Amadora (ACES+HFF) para a necessidade de investigarem, com a realização de uma radiografia do tórax, todos os quadros de tosse persistente com mais de 2 semanas de evolução; b. Informar a população geral para fatores de risco, sinais e sintomas que caracterizam a tuberculose; c. Aumentar a adesão aos testes rápidos do VIH no ponto de contacto com os Serviços de Saúde, nos grupos de risco; d. Promover o rastreio dos conviventes próximos dos casos de tuberculose pulmonar bacilífera; e. Melhorar a articulação entre prestadores de cuidados na comunidade tendo em vista a maior rapidez de diagnóstico de casos suspeitos (p.e. notificação para o CDP de casos suspeitos de TP pelos Radiologistas convencionados. 3. Tratamento e seguimento dos doentes/prevenir a Tuberculose Multirresistente a. Garantir o acesso à terapêutica; b. Promover a adesão à terapêutica; c. Garantir a continuidade de cuidados e apoio social ao doente com Tuberculose. Cancro Cancro da Mama e Colo do Útero 1. Prevenção primária e Secundária a. Rastrear para identificação, referenciação precoce e aconselhamento às mulheres em grupos etários chave; b. Aumentar a visibilidade do problema para melhorar a adesão ao rastreio; c. Promover a melhor prestação de cuidados possível às mulheres com cancro da mama; d. Promover o aleitamento materno; e. Privilegiar ações de prevenção em grupos-alvo: mulheres em idade reprodutiva; f. Aumentar a cobertura vacinal com a vacina contra o HPV nas jovens de 13 anos (cancro do colo do útero). 15

16 2. Prevenção terciária a. Apoiar mulheres sobreviventes de cancro da mama e colo do útero. Cancro do Colón e Recto 1. Prevenção Primária: Informação e sensibilização, numa lógica de CAP (Conhecimentos, Atitudes e Práticas) a. Promover a alimentação saudável (rica em produtos de origem vegetal, limitar o consumo de ovos e carne vermelha, substituir as gorduras de origem animal, por gorduras vegetais, como o azeite); b. Promover medidas de combate à obesidade (Programa Nacional de Promoção da Alimentação Saudável); 2. Prevenção Secundária: a. Rastrear para identificação, referenciação e aconselhamento de pessoas em risco (a partir dos 50 anos). Diabetes 1. Prevenção Primária: Informação e sensibilização, numa lógica de CAP (Conhecimentos, Atitudes e Práticas) a. Promover a alimentação saudável (rica em produtos de origem vegetal, limitar o consumo de ovos e carne vermelha, substituir as gorduras de origem animal, por gorduras vegetais como o azeite); b. Promover medidas de combate à obesidade (Programa Nacional de Promoção da Alimentação Saudável). 2. Prevenção Secundária a. Aumentar as atividades de rastreio em população com risco aumentado de diabetes; 3.Prevenção terciária a. Melhorar na adesão à terapêutica. Governação, Monitorização e Avaliação do Plano Local de Saúde Governação O Plano Local de Saúde pretende ter uma estrutura de governação o mais simples e exequível possível. A governação durante o período de vigência do plano terá a seguinte estrutura: Grupo de acompanhamento Este órgão terá a mesma composição do grupo de trabalho para a elaboração do plano. Tem como responsabilidade supervisionar a implementação do plano, articular a discussão de problemas graves que possam colocar em causa a implementação de um projeto e assegurar que todos os parceiros mantêm o empenho na execução do plano. Devem reunir-se regularmente, pelo menos 1 ou 2 vezes por ano, podendo reunir em qualquer altura que haja necessidade. Grupo coordenador É composto pelo Presidente do Conselho Clínico e de Saúde em representação dos cuidados de saúde primários, o Diretor Clínico do HFF em representação dos cuidados hospitalares e um Membro da Sociedade Civil em sua representação, apontado pelo conselho não executivo. A sua responsabilidade é de coordenar a implementação do plano, através da supervisão das equipas que gerem os projetos e assegurar que há uma coerência estratégica nos projetos de saúde na Amadora respeitando as orientações do PLS. A Unidade de Saúde Pública prestará apoio ao grupo coordenador no sentido de fornecer apoio técnico na gestão e interpretação da informação e consultoria sobre as melhores estratégias de implementação das diversas iniciativas. Gestores de Problema Prioritário (GPP) - Os GPP devem ser apontados pelo grupo de acompanhamento. Cada problema prioritário/conjunto de problemas prioritários deve ter uma equipa constituída por um representante dos cuidados hospitalares, um dos cuidados de saúde primários e outro da sociedade civil. A função da equipa será implementar o PLS na área do problema prioritário. Para tal, deve ter em mente a implementação das estratégias presentes no plano, e articular com as estruturas já existentes no terreno de forma a não duplicar a oferta de cuidados ou de projetos. Os gestores de Problema Prioritário deverão ter uma visão comunitária e uma abordagem populacional dos problemas. Para tal, é fundamental a intervenção e o papel ativo do Membro da Sociedade Civil. VIH/SIDA Grupo de Acompanhamento Grupo Coordenador Tuberculose Neoplasias Diabetes Figura 8. Organigrama do modelo de governação do Plano Local de Saúde Monitorização e avaliação Durante o período de vigência do PLS, a monitorização será realizada anualmente nas reuniões do Grupo de Acompanhamento. Destacamos que o PLS é um documento dinâmico, e as estratégias apresentadas pretendem guiar os atores chave em Saúde mais que impor um modelo de ação. Até ao fim do primeiro trimestre de 2014 será criado, pela Unidade de Saúde Pública com a anuência do grupo de acompanhamento do PLS, um documento guia para o grupo coordenador avaliar a coerência estratégica das iniciativas dos Gestores de Problemas Prioritários. Para além disso, será facultada aos Gestores de Problema Prioritário um documento com os compromissos assumidos pelos parceiros na persecução dos objetivos de cada problema prioritário. No início de 2015 e 2016 será produzido um relatório intermédio, reportando ao ano anterior, com a avaliação do processo de implementação do PLS e recomendações para o ano seguinte. A avaliação do PLS será realizada após o término do seu período de vigência, sendo expectável a apresentação da avaliação até ao fim do primeiro semestre de A avaliação final deve focar-se nos indicadores de resultados constantes como objetivos para os problemas prioritários. O seu cumprimento avaliará a efetividade das intervenções realizadas. 16

17 Estratégia de Comunicação do Plano Local de Saúde O sucesso da implementação do PLS está ancorado também na capacidade que o grupo de desenvolvimento do PLS terá de comunicar os objetivos e o valor acrescentado que advém deste documento para a nossa comunidade. Os objetivos comunicacionais (Quadro 10) pretendem aumentar a visibilidade interna (dentro de instituições de saúde) e externa (sociedade civil) do PLS e, para além disso, tornar mais accountable os intervenientes diretos no Plano. As estratégias de comunicação apresentadas são as respeitantes só ao PLS. Posteriormente, os GPP desenvolverão, para cada problema prioritário, as estratégias de comunicação que acharem mais eficazes. Quadro 10. Estratégia de comunicação do Plano Local de Saúde Obje vos População alvo Canal Mensagem Chave Aumentar o conhecimento sobre os obje vos e estratégias do PLS Profissionais de Saúde e cuidadores Parceiros e comunidade Comunicações de apresentação do Plano nos serviços Livro (suporte sico) do PLS Encontro de divulgação do PLS O PLS é um documento estratégico e dinâmico, desenvolvido em parceria com a comunidade. Todos os profissionais são convidados a par cipar e a envolverem-se na implementação do PLS O PLS é um documento estratégico e dinâmico, desenvolvido em parceria com a comunidade. Todos os profissionais são convidados a par cipar e a envolverem-se na implementação do PLS As ações devem ir de encontro às necessidades sen das e expressas pela comunidade e não de encontro aos interesses dos prestadores Aumentar o envolvimento da sociedade civil Associações de utentes Grupos recrea vos Comissões sociais de freguesia Conselho Local de Acção Social Gabinete de Apoio ao Movimento Associa vo Queremos ouvir os problemas da comunidade relacionados com os obje vos do PLS Abreviaturas: PLS Plano Local de Saúde Nota: As Mensagens Chave não se encontram repe das uma vez que têm uma população e um canal diferente, optou-se por escolher um pequeno número de mensagens chave para facilitar a apreensão por parte da população-alvo. 17

18 Bibliografia 17. Programa Nacional para as Doenças Oncológicas - Orientações Programáticas. Direção Geral da Saúde. Lisboa : s.n., Alto Comissariado da Saúde. WebSIG Mapas Interactivos. [Online] 4 de 12 de [Citação: 3 de Setembro de 2013.] par=acs&lang=pt. 2. Direcção Geral da Saúde. Plano Nacional de Saúde Lisboa : Direcção Geral da Saúde, The World Health Organization (WHO) Regional Office for Europe. WHO Evaluation of the National Health Plan of Portugal ( ). Copenhagen Ø, Denmark: The World Health Organization (WHO) Regional Office for Europe, ARSLVT, Grupo de Autoridades de Saúde da. Normas para a orientação da construção de um perfil de saúde minimo. Lisboa : ATRSLVT, I.P., Pineualt, R e Daveluy, Carole. La planificacion sanitaria conceptos, métodos, estrategias. Barcelona : Masson, S.A y Salude y Gestión;, Wright, Jonh e Kyle, Dee. Oxford Handbook of Public Health Practice. s.l. : Pencheon, David, ed., Administração Regional de Saúde do Norte, I.P.. Curso de Planeamento em Saúde - Orientações para a condução de grupos nominais.. Porto : Administração Regional de Saúde do Norte, I.P., PLANOS LOCAIS DE SAÚDE:Termos de Referência para a sua construção (Parte I). Administração Regional de Saúde do Norte - Departamento de Saúde Pública. Porto : Administração Regional de Saúde do Norte, Tavares, A. Determinação de prioridades Modulo Estratégias de Acção e Planeamento em Saúde. Lisboa : (Adaptado do conteúdo das aúlas), Plano Nacional de Saúde [Online] Direção Geral da Saúde, [Citação: 12 de Dezembro de 2013.] 11. National Health System - Health Knowledge. Theories of strategic planning. [Online] National Health System - Health Knowledge, Plano Local de Saúde - Identificação e priorização dos Recursos da Comunidade. Administração Regional de Saúde do Norte, I.P. Porto : Administração Regional de Saúde do Norte, I.P., Plano Nacional de Saúde Indicadores e Metas em Saúde. Direcção Geral da Saúde. Lisboa : Direcção Geral da Saúde, Programa Nacional para a Diabetes - Orientações Programáticas. Direcção Geral da Saúde. Lisboa : Direcção Geral da Saúde, Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA - Orientações Programáticas. Direção Geral da Saúde. Lisboa : Direção Geral da Saúde, Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável -Orientações Programáticas. Direcção Geral da Saúde. Lisboa : s.n., Programa Nacional para as Doenças Cérebro-cardiovasculares - Orientações Programáticas. Direção Geral da Saúde. Lisboa : s.n., Uma abordagem conjunta da doença nos concelhos de Amadora e Sintra. Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, ACES Amadora, Cacém-Queluz, Algueirão Rio de Mouro, Sintra Mafra. Amadora : s.n., e-boletim Palavra de ACES (Fonte SIARS). ACES Amadora. Amadora : ACES Amadora, Abordagem Epidemiológica da Utilização do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (tese mestrado). Loureiro, Adriana. Disponível em https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/ 10316/18501/1/Disserta%C3%A7%C3%A3o_Adriana_Loureiro.pdf, Coimbra : Faculdade de Letras, Projection of diabetes burden through 2050: impact of changing demography and disease prevalence in the U.S. Boyle JP, Honeycutt AA, Narayan KM, Hoerger TJ, Geiss LS, Chen H, Thompson TJ. s.l. : Diabetes Care, 2001, Vols. 24(11): Acrónimos e siglas ACES Agrupamento de Centros de Saúde ACS Alto Comissariado da Saúde (extinto em 2011) AJPAS - Associação de Intervenção Comunitária, Desenvolvimento Social e de Saúde ARSLVT Administração Regional de Saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo CAP- Conhecimentos, Atitudes e Práticas CCS Conselho Clínico e de Saúde (ACES) CDP Centro de Diagnóstico Pneumológico CMA Câmara Municipal da Amadora DDO Doença de Declaração Obrigatória DE Diretor Executivo (ACES) DSP Departamento de Saúde Pública (ARSLVT) HFF Hospital Professor Doutor Fernando da Fonseca GPP Gestores de Problema Prioritário HTA Hipertensão Arterial IC - Intervalo de Confiança IPSS Instituições Particulares de Solidariedade Social INE Instituto Nacional de Estatística JMI Junta Médica de Incapacidade NUT - Nomenclatura Comum das Unidades Territoriais Estatísticas PCCS Presidente do Conselho Clínico e de Saúde PNV Programa Nacional de Vacinação OMS Organização Mundial de Saúde ONG Organização Não Governamental PLS Plano Local de Saúde RMP Razão de Mortalidade Padronizada RLVT Região de Lisboa e Vale do Tejo RSI Rendimento Social de Inserção SIARS Sistema de Informação das Administrações Regionais de Saúde TB Tuberculose TP Tuberculose Pulmonar UCSP Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados USF Unidade de Saúde Familiar USP Unidade de Saúde Pública VIH/SIDA Vírus da Imunodeficiência Humana / Síndrome de Imunodeficiência Adquirida 18

19 En dades promotoras do desenvolvimento: En dades parceiras do desenvolvimento:

Plano Local de Saúde Amadora 2014 2016

Plano Local de Saúde Amadora 2014 2016 Plano Local de Saúde Amadora 2014 2016 Lisboa, 19 de Novembro de 2014 António Carlos SILVA Médico de Saúde Pública Coordenador da Unidade de Saúde Pública antonio.silva.usp@csreboleira.min-saude.pt André

Leia mais

Plano Nacional de Saúde 2012-2016

Plano Nacional de Saúde 2012-2016 Plano Nacional de Saúde 2012-2016 Índice de Figuras, Quadros e Tabelas (Janeiro 2012) Plano Nacional de Saúde 2012-2016 ÍNDICE DE FIGURAS, QUADROS E TABELAS 1. Enquadramento do Plano Nacional de Saúde

Leia mais

Perfil de Saúde e Seus Determinantes da Região de Lisboa e Vale do Tejo

Perfil de Saúde e Seus Determinantes da Região de Lisboa e Vale do Tejo Perfil de Saúde e Seus Determinantes António Tavares, Ph.D., M.D. Delegado de Saúde Regional de Lisboa e Vale do Tejo Diretor do da ARSLVT, IP Fevereiro NOTA METODOLÓGICA Enquadramento Organização para

Leia mais

Plano Nacional de Saúde 2004-2010 Avaliação de indicadores. Maio de 2010

Plano Nacional de Saúde 2004-2010 Avaliação de indicadores. Maio de 2010 Plano Nacional de Saúde -2010 Avaliação de indicadores Maio de 2010 0 das Regiões (NUT II do D.L. de 1999) em relação ao do... 2 Evolução dos indicadores em relação à Meta para 2010... 9 1 das Regiões

Leia mais

LISBOA E VALE DO TEJO MINISTÉRIO DA SAÚDE. Perfil de Saúde. e Seus Determinantes da Região de Lisboa e Vale do Tejo VOLUME1

LISBOA E VALE DO TEJO MINISTÉRIO DA SAÚDE. Perfil de Saúde. e Seus Determinantes da Região de Lisboa e Vale do Tejo VOLUME1 LISBOA E VALE DO TEJO MINISTÉRIO DA SAÚDE Perfil de Saúde e Seus Determinantes da Região de Lisboa e Vale do Tejo 2015 VOLUME1 O Padrão dos Descobrimentos Elevar as nossas Crianças a horizontes mais rasgados

Leia mais

ACES GRANDE PORTO I SANTO TIRSO / TROFA PROGRAMAS E PROJETOS

ACES GRANDE PORTO I SANTO TIRSO / TROFA PROGRAMAS E PROJETOS ACES GRANDE PORTO I SANTO TIRSO / TROFA PROGRAMAS E PROJETOS O Dec. Lei 28/2008 de 22 de Fevereiro, estabelece o regime da criação, estruturação e funcionamento dos agrupamentos de Centros de Saúde (ACES)

Leia mais

Promoção da saúde e Serviços de Saúde 21º Encontro Nacional da APPSP

Promoção da saúde e Serviços de Saúde 21º Encontro Nacional da APPSP Promoção da saúde e Serviços de Saúde 21º Encontro Nacional da APPSP Departamento de Saúde Pública/ARS Centro ENSP Lisboa 7/12/2012 1 Declaração de Alma-Ata (1978) OMS lançou o movimento em 1977 Estratégias

Leia mais

Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde de Entre Douro e Vouga II - Aveiro Norte:

Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde de Entre Douro e Vouga II - Aveiro Norte: PLANO LOCAL DE SAÚDE i FICHA TÉCNICA Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde de Entre Douro e Vouga II - Aveiro Norte: Francisco Borges Coordenador da Unidade de Saúde Pública, Médico

Leia mais

Programa Nacional para as Doenças Oncológicas. Orientações Programáticas

Programa Nacional para as Doenças Oncológicas. Orientações Programáticas Programa Nacional para as Doenças Oncológicas Orientações Programáticas 1 - Enquadramento O Programa Nacional para as Doenças Oncológicas é considerado prioritário e, à semelhança de outros sete programas,

Leia mais

CONTRIBUIR PARA A MELHORIA DO MODELO DE ARTICULAÇÃO A NÍVEL DOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS NO ÂMBITO DA TUBERCULOSE. Resumo

CONTRIBUIR PARA A MELHORIA DO MODELO DE ARTICULAÇÃO A NÍVEL DOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS NO ÂMBITO DA TUBERCULOSE. Resumo CONTRIBUIR PARA A MELHORIA DO MODELO DE ARTICULAÇÃO A NÍVEL DOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS NO ÂMBITO DA TUBERCULOSE Bárbara Mendes, Carmen Herraéz, João Rodrigues, Natalia Bande. Resumo Tema: O presente

Leia mais

A SAÚDE DOS PORTUGUESES

A SAÚDE DOS PORTUGUESES A SAÚDE DOS PORTUGUESES A Saúde dos Portugueses A propósito do DIA DO DOENTE, a Direção-Geral da Saúde publica dados sumários sobre a SAÚDE DOS PORTUGUESES. Em termos de evolução 2008-2014 1, o quadro

Leia mais

Perfil Local de Saúde

Perfil Local de Saúde Perfil Local de Saúde O perfil de saúde constitui-se como um instrumento de apoio à tomada de decisão técnica, politico/estratégica e organizacional, sendo uma ferramenta virada para a ação, no sentido

Leia mais

CASCAIS PLANO LOCAL DE SAÚDE. ACES Cascais. Unidade de Saúde Pública. Rua Professor Egas Moniz, n.º 9010. S. João do Estoril 2765-618 ESTORIL

CASCAIS PLANO LOCAL DE SAÚDE. ACES Cascais. Unidade de Saúde Pública. Rua Professor Egas Moniz, n.º 9010. S. João do Estoril 2765-618 ESTORIL PLANO LOCAL DE SAÚDE CASCAIS ACES Cascais Unidade de Saúde Pública Rua Professor Egas Moniz, n.º 9010 S. João do Estoril 2765-618 ESTORIL Ficha Técnica Coordenação Geral Ana Paula Magalhães Coordenação

Leia mais

ACES Vale Sousa Sul. Perfil Local de Saúde 2009. Aspectos a destacar

ACES Vale Sousa Sul. Perfil Local de Saúde 2009. Aspectos a destacar Perfil Local de Saúde 2009 Índice Aspectos a destacar Ligações Este Perfil Local de Saúde proporciona-lhe um olhar rápido mas integrador, sobre a saúde da população da área geográfica de influência do

Leia mais

PLANO LOCAL DE SAÚDE DO. ACES Porto Oriental

PLANO LOCAL DE SAÚDE DO. ACES Porto Oriental PLANO LOCAL DE SAÚDE DO ACES Porto Oriental i ÍNDICE ii Ficha Técnica iii Agradecimentos iv Chave de siglas e abreviaturas v Nota prévia pelo Director Executivo do ACES 1 Breve Introdução O que é o PLS?

Leia mais

PLANO DE CONTINGÊNCIA ESPECÍFICO PARA AS ONDAS DE CALOR

PLANO DE CONTINGÊNCIA ESPECÍFICO PARA AS ONDAS DE CALOR PLANO DE CONTINGÊNCIA ESPECÍFICO PARA AS ONDAS DE CALOR ACES AMADORA 2013 Documento de trabalho proposto e 30 Abril 2013 Revisto em 14/05/2013 por Autoridades de Saúde do ACES Amadora Aprovado em / / 2013

Leia mais

ISSN: 2183-0673. Portugal. em números 2013. Programa Nacional para as. Doenças Respiratórias. www.dgs.pt

ISSN: 2183-0673. Portugal. em números 2013. Programa Nacional para as. Doenças Respiratórias. www.dgs.pt ISSN: 2183-0673 Portugal em números 2013 Programa Nacional para as www.dgs.pt Portugal. Direcção-Geral da Saúde. Direção de Serviços de Informação e Análise Portugal em números 2013 ISSN: 2183-0673 Periodicidade:

Leia mais

ULS Alto Minho. Perfil Local de Saúde 2009. Aspectos a destacar

ULS Alto Minho. Perfil Local de Saúde 2009. Aspectos a destacar Perfil Local de Saúde 2009 Índice Aspectos a destacar Ligações Este Perfil Local de Saúde proporciona-lhe um olhar rápido mas integrador, sobre a saúde da população da área geográfica de influência da

Leia mais

Plano Nacional de Saúde 2012 2016. 6. Indicadores e Metas em Saúde. (Janeiro 2012)

Plano Nacional de Saúde 2012 2016. 6. Indicadores e Metas em Saúde. (Janeiro 2012) Plano Nacional de Saúde 2012 2016 6. Indicadores e Metas em Saúde (Janeiro 2012) Plano Nacional de Saúde 2012-2016 6. INDICADORES E METAS EM SAÚDE 6.1. CONCEITOS... 2 6.2. INDICADORES DO PNS 2012-2016...

Leia mais

ACES LISBOA CENTRAL. Planeamento do ACES de LISBOA CENTRAL. ARSLVT Núcleo de Estudos e Planeamento Departamento de Instalações e Equipamentos 11-2013

ACES LISBOA CENTRAL. Planeamento do ACES de LISBOA CENTRAL. ARSLVT Núcleo de Estudos e Planeamento Departamento de Instalações e Equipamentos 11-2013 - ACES LISBOA CENTRAL Planeamento do ACES de LISBOA CENTRAL ARSLVT Núcleo de Estudos e Planeamento Departamento de Instalações e Equipamentos 11-2013 Índice 1. Introdução... 3 2. ACES 02 Lisboa Central...

Leia mais

Apresentação. Introdução. Francine Leite. Luiz Augusto Carneiro Superintendente Executivo

Apresentação. Introdução. Francine Leite. Luiz Augusto Carneiro Superintendente Executivo Evolução dos Fatores de Risco para Doenças Crônicas e da prevalência do Diabete Melito e Hipertensão Arterial na população brasileira: Resultados do VIGITEL 2006-2009 Luiz Augusto Carneiro Superintendente

Leia mais

Em 2013 perderam-se 4 683 anos potenciais de vida devido à diabetes mellitus

Em 2013 perderam-se 4 683 anos potenciais de vida devido à diabetes mellitus Dia Mundial da diabetes 14 de novembro 1983-2013 EMBARGO ATTÉ 13 DE NOVEMBRO DE 2014,, ÀS 11 HORAS Em 2013 perderam-se 4 683 anos potenciais de vida devido à diabetes mellitus Em 2013, as doenças endócrinas,

Leia mais

Rede Social. Conselho Local de Ação Social do Entroncamento PLANO DE AÇÃO 2012

Rede Social. Conselho Local de Ação Social do Entroncamento PLANO DE AÇÃO 2012 Rede Social Conselho Local de Ação Social do Entroncamento PLANO DE AÇÃO 2012 2012 Índice Introdução... 3 1 - Eixo de Intervenção Famílias... 5 2 - Eixo de Intervenção Educação e Cidadania... 8 3- Eixo

Leia mais

ELEMENTOS ESTATÍSTICOS SAÚDE 2011/2012 Divisão de Estatísticas da Saúde e Monitorização Direção de Serviços de Informação e Análise

ELEMENTOS ESTATÍSTICOS SAÚDE 2011/2012 Divisão de Estatísticas da Saúde e Monitorização Direção de Serviços de Informação e Análise ELEMENTOS ESTATÍSTICOS SAÚDE 2011/2012 Divisão de Estatísticas da Saúde e Monitorização Direção de Serviços de Informação e Análise Portugal. Direcção-Geral da Saúde. Direção de Serviços de Informação

Leia mais

ANS Longevidade - Custo ou Oportunidade. Modelos de Cuidados à Saúde do Idoso Rio de Janeiro/RJ 25/09/2014

ANS Longevidade - Custo ou Oportunidade. Modelos de Cuidados à Saúde do Idoso Rio de Janeiro/RJ 25/09/2014 ANS Longevidade - Custo ou Oportunidade. Modelos de Cuidados à Saúde do Idoso Rio de Janeiro/RJ 25/09/2014 Cenário 1) Nas últimas décadas, os países da América Latina e Caribe vêm enfrentando uma mudança

Leia mais

ARS Norte, I.P. Gabinete de Gestão do Conhecimento. Plano de Formação 2011. Aprovação do Conselho Directivo

ARS Norte, I.P. Gabinete de Gestão do Conhecimento. Plano de Formação 2011. Aprovação do Conselho Directivo ARS Norte, I.P. Gabinete de Gestão do Conhecimento Plano de Formação 2011 Aprovação do Conselho Directivo A intervenção integrada na Saúde Mental nos CSP 1 24 Rita Oliveira do Carmo Abordagem ao Doente

Leia mais

Aqui, pela sua Saúde! Guia do Utente

Aqui, pela sua Saúde! Guia do Utente Aqui, pela sua Saúde! Guia do Utente Este guia tem como objetivo fornecer aos Utentes, desta unidade, informações sobre os serviços disponíveis, para que os possam utilizar de forma equilibrada e racional.

Leia mais

PLANO DESEMPENHO 2014

PLANO DESEMPENHO 2014 PLANO DESEMPENHO 2014 Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Vouga AVEIRO - 2014 Director Executivo Dr. Manuel Sebe Conselho Clínico e de Saúde Presidente: Dr. Manuel Lebre Medicina Geral e Familiar

Leia mais

ROSNorte Rede de Observatórios de Saúde do Norte

ROSNorte Rede de Observatórios de Saúde do Norte ROSNorte Rede de Observatórios de Saúde do Norte À PROCURA DE UM INSTRUMENTO PARA A AVALIAÇÃO DO IMPACTO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE NA SAÚDE Grupo de Trabalho da Avaliação do Impacto dos Serviços de Saúde na

Leia mais

PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO CUIDADOS PALIATIVOS - REGIÃO DE SAÚDE DO NORTE -

PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO CUIDADOS PALIATIVOS - REGIÃO DE SAÚDE DO NORTE - PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO CUIDADOS PALIATIVOS - REGIÃO DE SAÚDE DO NORTE - Considerando que o aumento da sobrevida e o inerente acréscimo de doenças crónicas e progressivas, bem como, as alterações na rede

Leia mais

Programa do X Governo Regional. Programa do X Governo dos Açores - Área da Saúde

Programa do X Governo Regional. Programa do X Governo dos Açores - Área da Saúde Programa do X Governo dos Açores - Área da Saúde Ponta Delgada, 26 de Novembro de 2008 6 Saúde A saúde é um factor essencial no desenvolvimento do bem-estar da população, e a qualidade neste sector aparece

Leia mais

Risco de Morrer em 2012

Risco de Morrer em 2012 Risco de morrer 2012 23 de maio de 2014 Risco de Morrer em 2012 As duas principais causas de morte em 2012 foram as doenças do aparelho circulatório, com 30,4% dos óbitos registados no país, e os tumores

Leia mais

Caracterização Demográfica, Socioeconómica e de Saúde da População Idosa Portuguesa

Caracterização Demográfica, Socioeconómica e de Saúde da População Idosa Portuguesa Caracterização Demográfica, Socioeconómica e de Saúde da População Idosa Portuguesa Tânia Costa, Ana Rego, António Festa, Ana Taborda e Cristina Campos Caracterização Demográfica, Socioeconómica e de Saúde

Leia mais

Introdução. 1 Direcção Geral da Administração Interna, Violência Doméstica 2010 Ocorrências Participadas às

Introdução. 1 Direcção Geral da Administração Interna, Violência Doméstica 2010 Ocorrências Participadas às Câmara Municipal da Departamento de Educação e Desenvolvimento Sociocultural Divisão de Intervenção Social Plano Municipal contra a Violência Rede Integrada de Intervenção para a Violência na Outubro de

Leia mais

A Rede Social no Contexto da RAA 2013. A Reconfiguração do Território da Amadora

A Rede Social no Contexto da RAA 2013. A Reconfiguração do Território da Amadora A Rede Social no Contexto da RAA 2013 A Reconfiguração do Território da Amadora 1. Reorganização Administrativa 2. Reconfiguração Gestão Territorial 3. Retrato Social Municipal 4. Rede Social Novas Freguesias

Leia mais

ANO:2011 Ministério da Saúde. Administração regional de saúde do Norte, I.P. Objectivos Estratégicos. Objectivos Operacionais.

ANO:2011 Ministério da Saúde. Administração regional de saúde do Norte, I.P. Objectivos Estratégicos. Objectivos Operacionais. ANO:2011 Ministério da Saúde Administração regional de saúde do Norte, I.P. MISSÃO: Garantir à população da sua área de influência o acesso à prestação de cuidados de saúde de qualidade e cumprir e fazer

Leia mais

Causas de morte 2013

Causas de morte 2013 Causas de morte 2013 26 de maio de 2015 Causas de morte 2013 Os tumores malignos e as doenças do aparelho circulatório estiveram na origem de mais de metade dos óbitos ocorridos no país em 2013, representando

Leia mais

NOTA. preveníveis. parte da. doenças colocam. doenças. Vacinação (PNV). como o. o PNV bem. vacinação. da sua. em saúde

NOTA. preveníveis. parte da. doenças colocam. doenças. Vacinação (PNV). como o. o PNV bem. vacinação. da sua. em saúde NOTA INFORMATIVA A implementação generalizada de programas de vacinação nas últimas décadas permitiu atingir ganhos notáveis no controlo das doenças preveníveis por vacinação. Contudo, este controlo tem

Leia mais

ACES ESPINHO/GAIA. PLANO LOCAL DE SAÚDE Avaliação Intercalar

ACES ESPINHO/GAIA. PLANO LOCAL DE SAÚDE Avaliação Intercalar ACES ESPINHO/GAIA PLANO LOCAL DE SAÚDE Avaliação Intercalar Setembro 2014 Diretor Executivo: Dr José Carlos Leitão Coordenadora da USP: Dr Teresa Sabino Elaborado pela Área de Planeamento e Administração

Leia mais

das Doenças Cérebro Cardiovasculares

das Doenças Cérebro Cardiovasculares Programa Regional de Prevenção e Controlo das Doenças Cérebro Cardiovasculares Índice Siglas e Acrónimos... 2 1. Contextualização... 3 2. População Alvo... 3 3. Objectivos... 4 4. Indicadores para Avaliação

Leia mais

Estudos de Caracterização

Estudos de Caracterização Estudos de Caracterização Saúde Junho de 2013 II.4.10 ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO...3 2. SAÚDE...3 2.1. REDE DE CUIDADOS DE SAÚDE... 3 2.2. CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS... 3 2.3. PRODUÇÃO DE CUIDADOS DE SAÚDE

Leia mais

Ficha Técnica dos indicadores de saúde disponibilizados por meio do aplicativo Statplanet. Mortalidade

Ficha Técnica dos indicadores de saúde disponibilizados por meio do aplicativo Statplanet. Mortalidade Secretaria Municipal da Saúde Coordenação de Epidemiologia e Informação - CEInfo Ficha Técnica dos indicadores de saúde disponibilizados por meio do aplicativo Statplanet Mortalidade Taxa ou Coeficiente

Leia mais

I - EXERCISE IS MEDICINETM

I - EXERCISE IS MEDICINETM I EXERCISE IS MEDICINETM Objectivo Generalização da inclusão do aconselhamento para a actividade física no âmbito do plano terapêutico para a prevenção e o tratamento de doenças, e referenciação quando

Leia mais

Plano Nacional de Saúde 2012-2016. Brochura PNS

Plano Nacional de Saúde 2012-2016. Brochura PNS Plano Nacional de Saúde 2012-2016 Brochura PNS OBJETIVOS GERAIS DO PLANO NACIONAL DE SAÚDE O Plano Nacional de Saúde 2012-2016 (PNS 2012-2016) propõe-se reforçar a capacidade de planeamento e operacionalidade

Leia mais

REGULAMENTO DO CONCURSO MISSÃO CONTINENTE SORRISO 2015 Preâmbulo. 1.º Objeto

REGULAMENTO DO CONCURSO MISSÃO CONTINENTE SORRISO 2015 Preâmbulo. 1.º Objeto PARA GRANDES CAUSAS, GRANDES MISSÕES. REGULAMENTO DO CONCURSO MISSÃO CONTINENTE SORRISO 2015 Preâmbulo A MISSÃO CONTINENTE é a marca agregadora de todas as iniciativas de desenvolvimento sustentável e

Leia mais

PORTUGAL Doenças Respiratórias em números 2014

PORTUGAL Doenças Respiratórias em números 2014 PORTUGAL Doenças Respiratórias em números 2014 PORTUGAL Doenças Respiratórias em números 2014 Programa Nacional para as Doenças Respiratórias DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE, LISBOA Dezembro de 2014 Portugal.

Leia mais

Encontros do Observatório 2014 Pobreza Infantil

Encontros do Observatório 2014 Pobreza Infantil º Uma iniciativa: Com apoio: 1 Encontros do Observatório, 23 Maio 2014 1. Contextualização O Observatório de Luta contra a Pobreza na Cidade de Lisboa definiu como prioridade temática para 2014 a, problema

Leia mais

CLAS de Melgaço Plano de Desenvolvimento Social 2014-2016 MELGAÇO, JULHO/2013

CLAS de Melgaço Plano de Desenvolvimento Social 2014-2016 MELGAÇO, JULHO/2013 1 PLANO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL 2014-2016 MELGAÇO, JULHO/2013 2 ÍNDICE NOTA PRÉVIA Enquadramento e contextualização geográfica e temporal 3 Percurso dos documentos estratégicos 3 Metodologias utilizadas

Leia mais

26/4/2012. Inquéritos Populacionais Informações em Saúde. Dados de Inquéritos Populacionais. Principais Características. Principais Características

26/4/2012. Inquéritos Populacionais Informações em Saúde. Dados de Inquéritos Populacionais. Principais Características. Principais Características Inquéritos Populacionais Informações em Saúde Dados de Inquéritos Populacionais Zilda Pereira da Silva Estudos de corte transversal, únicos ou periódicos, onde são coletadas informações das pessoas que

Leia mais

Observatório Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa

Observatório Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa Observatório Luta Contra a Pobreza na Cidade de Apresentação Plenário Comissão Social de Freguesia www.observatorio-lisboa.eapn.pt observatoriopobreza@eapn.pt Agenda I. Objectivos OLCPL e Principais Actividades/Produtos

Leia mais

ELEMENTOS ESTATÍSTICOS

ELEMENTOS ESTATÍSTICOS ELEMENTOS ESTATÍSTICOS SAÚDE / 2009_2010 Portugal. Direcção-Geral da Saúde. Direção de Serviços de Informação e Análise Divisão de Epidemiologia e Estatística Elementos Estatísticos: Informação Geral:

Leia mais

Grupo Parlamentar PROJECTO DE RESOLUÇÃO Nº 28/XI/1ª. Exposição de Motivos

Grupo Parlamentar PROJECTO DE RESOLUÇÃO Nº 28/XI/1ª. Exposição de Motivos Grupo Parlamentar PROJECTO DE RESOLUÇÃO Nº 28/XI/1ª Recomenda ao Governo que adopte medidas urgentes que diminuam os tempos de espera para consulta e cirurgia oncológica e que melhorem a qualidade e o

Leia mais

Plano Nacional de Saúde 2012 2016 7. INDICADORES E METAS EM SAÚDE

Plano Nacional de Saúde 2012 2016 7. INDICADORES E METAS EM SAÚDE Plano Nacional de Saúde 2012 2016 7. ES E METAS EM SAÚDE Plano Nacional de Saúde 2012-2016 7. ES E METAS EM SAÚDE 7.1. CONCEITOS... 2 7.2. ES DO PNS 2012-2016... 5 7.2.1 ES PREVISTOS... 5 7.2.1.1 ES DE

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Diário da República, 1.ª série N.º 129 8 de julho de 2014 3723

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Diário da República, 1.ª série N.º 129 8 de julho de 2014 3723 Diário da República, 1.ª série N.º 129 8 de julho de 2014 3723 que constituíram pressuposto do acesso ao investimento público. Artigo 19.º Fiscalização e regulamentação 1 - Compete ao Banco de Portugal

Leia mais

GUIA PROPOSTO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SAÚDE

GUIA PROPOSTO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SAÚDE GUIA PROPOSTO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SAÚDE (Fonte: Livro 2 dos Cadernos de Planejamento do PLANEJASUS) O planejamento é uma função estratégica de gestão assegurada pela Constituição Federal

Leia mais

Agrupamento de Centros de Saúde Grande Porto VIII Gaia

Agrupamento de Centros de Saúde Grande Porto VIII Gaia 2011 de Plano Local de Saú- 20 16 ACES GAIA USP Unidade de Saúde Pública Agrupamento de Centros de Saúde Grande Porto VIII Gaia Unidade de Saúde Pública ÍNDICE FICHA TÉCNICA..... III ÍNDICE DE QUADROS..

Leia mais

ACeS Aveiro Norte. Índice. Perfil Local de Saúde 2012 QUEM SOMOS? COMO VIVEMOS? QUE ESCOLHAS FAZEMOS? QUE SAÚDE TEMOS?

ACeS Aveiro Norte. Índice. Perfil Local de Saúde 2012 QUEM SOMOS? COMO VIVEMOS? QUE ESCOLHAS FAZEMOS? QUE SAÚDE TEMOS? Perfil Local de Saúde 1 ACeS Aveiro Índice Aspetos a destacar Ligações Este Perfil Local de Saúde proporciona-lhe um olhar rápido mas integrador, sobre a saúde da população da área geográfica de influência

Leia mais

PERFIL LOCAL DE SAÚDE DO ACES VILA FRANCA DE XIRA

PERFIL LOCAL DE SAÚDE DO ACES VILA FRANCA DE XIRA PERFIL LOCAL DE SAÚDE DO VILA FRANCA DE XIRA 2010 2010 2 Ficha Técnica 3 Índice 1. INDICADORES DEMOGRÁFICOS Indicadores Gerais da População Estimativas da População Residente Índices Demográficos Evolução

Leia mais

Plano de Ação MARÇO DE 2014

Plano de Ação MARÇO DE 2014 Plano de Ação 2014 MARÇO DE 2014 FICHA TÉCNICA Plano de Ação do Concelho de Águeda março de 2014 Equipa de elaboração: Núcleo Executivo do CLAS de Águeda Colaboraram neste documento os seguintes autores:

Leia mais

Plano de Desempenho 2015

Plano de Desempenho 2015 Plano de Desempenho 2015 Director Executivo António Manuel Pinto Brochado Moreira de Morais Conselho Clínico e da Saúde Presidente - Maria João Samora Vogais - Almerinda Rodrigues Marques Fernando Lopes

Leia mais

Programa Nacional para a Diabetes. Orientações Programáticas

Programa Nacional para a Diabetes. Orientações Programáticas Programa Nacional para a Diabetes Orientações Programáticas 1 - Enquadramento O Programa Nacional de Controlo da Diabetes existe, em Portugal, desde a década de setenta, tendo sido atualizado e revisto

Leia mais

Pacto Europeu. para a Saúde. Conferência de alto nível da ue. Bruxelas, 12-13 de junho de 2008

Pacto Europeu. para a Saúde. Conferência de alto nível da ue. Bruxelas, 12-13 de junho de 2008 Pacto Europeu para a Saúde Mental e o Bem-Estar Conferência de alto nível da ue JUNTOS PELA SAÚDE MENTAL E PELO BEM-ESTAR Bruxelas, 12-13 de junho de 2008 Slovensko predsedstvo EU 2008 Slovenian Presidency

Leia mais

INCLUSÃO SOCIAL & CAPITAL HUMANO: PRINCIPAIS PRIORIDADES ALTO MINHO 2020 13 DE NOVEMBRO DE 2015 VILLA MORAES, PONTE DE LIMA

INCLUSÃO SOCIAL & CAPITAL HUMANO: PRINCIPAIS PRIORIDADES ALTO MINHO 2020 13 DE NOVEMBRO DE 2015 VILLA MORAES, PONTE DE LIMA INCLUSÃO SOCIAL & CAPITAL HUMANO: PRINCIPAIS PRIORIDADES ALTO MINHO 2020 13 DE NOVEMBRO DE 2015 VILLA MORAES, PONTE DE LIMA ÍNDICE 1- DIAGNÓSTICO SÍNTESE: IDEIAS-CHAVE 1.1 - DINÂMICA POPULACIONAL 1.2 EDUCAÇÃO

Leia mais

ÍNDICE EDITORIAL. Entrevista à Diretora Executiva do ACeS Porto Oriental PÁGINA 1 PÁGINA 2 PÁGINA 3 PÁGINA 4 PÁGINA 5

ÍNDICE EDITORIAL. Entrevista à Diretora Executiva do ACeS Porto Oriental PÁGINA 1 PÁGINA 2 PÁGINA 3 PÁGINA 4 PÁGINA 5 comunicacao.usp6@gmail.com Número 1 Outubro 2012 EDITORIAL A Saúde Pública no ACeS Porto Oriental: Uma Unidade Funcional do Agrupamento A saúde tem sempre sido associada ao poder do saber na prestação

Leia mais

PLANO REGIONAL DE SAÚDE DO CENTRO 2015-2016

PLANO REGIONAL DE SAÚDE DO CENTRO 2015-2016 PLANO REGIONAL DE SAÚDE DO CENTRO 2015-2016 Coimbra, março de 2015 CONSELHO DIRETIVO DA ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO CENTRO, I.P. José Manuel Azenha Tereso (Presidente) Maria Augusta Mota Faria

Leia mais

"Retrato social" de Portugal na década de 90

Retrato social de Portugal na década de 90 "Retrato social" de Portugal na década de 9 Apresentam-se alguns tópicos da informação contida em cada um dos capítulos da publicação Portugal Social 1991-21, editada pelo INE em Setembro de 23. Capítulo

Leia mais

Plano de Desenvolvimento Social de Ponte de Lima 2014-2017

Plano de Desenvolvimento Social de Ponte de Lima 2014-2017 Plano de Desenvolvimento Social de Ponte de Lima 2014-2017 Página 2 de 29 Plano de Desenvolvimento Social de Ponte de Lima 2014-2017 Índice Índice de Siglas. 4 Nota Prévia... 5 Exposição e Explicação dos

Leia mais

AGRUPAMENTO DE CENTROS DE SAÚDE

AGRUPAMENTO DE CENTROS DE SAÚDE AGRUPAMENTO DE CENTROS DE SAÚDE UNIDADE DE SAÚDE PUBLICA Ao nível de cada Agrupamento de Centros de Saúde (ACES), as Unidades de Saúde Pública (USP) vão funcionar como observatório de saúde da população

Leia mais

Compromisso para IPSS Amigas do Envelhecimento Ativo CONFEDERAÇÃO NACIONAL INSTITUIÇÕES DE SOLIDARIEDADE

Compromisso para IPSS Amigas do Envelhecimento Ativo CONFEDERAÇÃO NACIONAL INSTITUIÇÕES DE SOLIDARIEDADE 2014 Compromisso para IPSS Amigas do Envelhecimento Ativo CONFEDERAÇÃO NACIONAL INSTITUIÇÕES DE SOLIDARIEDADE MANIFESTO E COMPROMISSO DA CNIS IPSS AMIGAS DO ENVELHECIMENTO ATIVO As modificações significativas

Leia mais

VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE

VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE Um modelo de assistência descentralizado que busca a integralidade, com a participação da sociedade, e que pretende dar conta da prevenção, promoção e atenção à saúde da população

Leia mais

PROTOCOLO ENTRE O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E O MINISTÉRIO DA SAÚDE

PROTOCOLO ENTRE O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E O MINISTÉRIO DA SAÚDE PROTOCOLO ENTRE O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E O MINISTÉRIO DA SAÚDE A promoção da educação para a saúde em meio escolar é um processo em permanente desenvolvimento para o qual concorrem os sectores da Educação

Leia mais

PLANO DESENVOLVIMENTO SOCIAL MAFRA 2013-2015

PLANO DESENVOLVIMENTO SOCIAL MAFRA 2013-2015 PLANO DESENVOLVIMENTO SOCIAL MAFRA 2013-2015 APROVADO EM SESSÃO PLENÁRIA DO CLAS 21 DE MAIO DE 2013 1 NOTA INTRODUTÓRIA O Diagnóstico Social constituiu a base de trabalho da ação dos Parceiros Locais.

Leia mais

13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014

13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014 13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014 AUDITORIA NA SAÚDE Na saúde, historicamente, as práticas, as estruturas e os instrumentos de controle, avaliação e auditoria das ações estiveram,

Leia mais

Conselho Nacional de Saúde MS OPAS-OMS

Conselho Nacional de Saúde MS OPAS-OMS Conselho Nacional de Saúde MS OPAS-OMS Seminário internacional: Inclusão dos cidadãos em políticas públicas de saúde A participação dos cidadãos no sistema de saúde português Mauro Serapioni Centro de

Leia mais

Programa Regional de Prevenção e Controlo. das. Doenças Respiratórias

Programa Regional de Prevenção e Controlo. das. Doenças Respiratórias Programa Regional de Prevenção e Controlo das Doenças Respiratórias Índice 1. Contextualização... 3 Parte I... 4 Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica... 4 2. População Alvo... 4 3. Objectivos... 4 4. Indicadores

Leia mais

MAPA 1. DEMARCAÇÃO GEOGRÁFICA DO CONCELHO DE CÂMARA DE LOBOS E RESPECTIVAS FREGUESIAS

MAPA 1. DEMARCAÇÃO GEOGRÁFICA DO CONCELHO DE CÂMARA DE LOBOS E RESPECTIVAS FREGUESIAS 2. CÂMARA DE LOBOS MAPA 1. DEMARCAÇÃO GEOGRÁFICA DO CONCELHO DE CÂMARA DE LOBOS E RESPECTIVAS FREGUESIAS Fonte: www.geocities.com/heartland/plains/9462/map.html (adaptado) Localizada na vertente sul da

Leia mais

Pacto de Atenção Básica 2002 Notas Técnicas

Pacto de Atenção Básica 2002 Notas Técnicas Pacto de Atenção Básica 2002 Notas Técnicas Estão disponíveis, nestas páginas, os indicadores do Pacto de Atenção Básica 2002, estabelecidos a partir da portaria 1.121, de 17 de junho de 2002, calculados

Leia mais

AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007

AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007 AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007 Notas importantes: O Banco de dados (BD) do Sistema de Informação Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) vem sofrendo nos últimos

Leia mais

Monitorização da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) 2014 Março 2015

Monitorização da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) 2014 Março 2015 Monitorização da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) 2014 Março 2015 ACSS - Departamento de Gestão da Rede de Serviços e Recursos em Saúde (DRS) Núcleo Funcional da Rede Nacional de

Leia mais

Assine e coloque seu número de inscrição no quadro abaixo. Preencha, com traços firmes, o espaço reservado a cada opção na folha de respostas.

Assine e coloque seu número de inscrição no quadro abaixo. Preencha, com traços firmes, o espaço reservado a cada opção na folha de respostas. Prezado(a) candidato(a): Assine e coloque seu número de inscrição no quadro abaixo. Preencha, com traços firmes, o espaço reservado a cada opção na folha de respostas. Nº de Inscrição Nome ASSINALE A RESPOSTA

Leia mais

PROTOCOLO PARA INVESTIGAÇÃO DE SURTOS

PROTOCOLO PARA INVESTIGAÇÃO DE SURTOS PROTOCOLO PARA INVESTIGAÇÃO DE SURTOS Proposta Final Salvador, Agosto de 2011 1 PROTOCOLO DE AÇÃO PARA AS SITUAÇÕES DE SURTOS CLASSIFICADOS COMO EMERGÊNCIA EM SAÚDE PÚBLICA O conceito de emergência de

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 088/05 CIB/RS. A Comissão Intergestores Bipartite/RS, no uso de suas atribuições legais, e considerando:

RESOLUÇÃO Nº 088/05 CIB/RS. A Comissão Intergestores Bipartite/RS, no uso de suas atribuições legais, e considerando: RESOLUÇÃO Nº 088/05 CIB/RS A Comissão Intergestores Bipartite/RS, no uso de suas atribuições legais, e considerando: a avaliação do Pacto de Indicadores da Atenção Básica 2004, Anexo I desta Resolução;

Leia mais

Figura 1: Processo de implementação da Rede Social. 04

Figura 1: Processo de implementação da Rede Social. 04 Índice de Quadros, Gráficos, Imagens, Figuras e Diagramas Introdução 01 Figura 1: Processo de implementação da Rede Social. 04 Parte I: Enquadramentos da Intervenção Social no Concelho de Bragança 08 Quadro

Leia mais

Breve olhar sobre a sustentabilidade social

Breve olhar sobre a sustentabilidade social Sustentabilidade na Saúde em Tempos de Mudança Breve olhar sobre a sustentabilidade social Luís A. Carvalho Rodrigues 8 de Novembro de 2012 Luís.acr@sapo.pt A sustentabilidade Sustentabilidade refere a

Leia mais

Carta de Campinas 1) QUANTO AO PROBLEMA DO MANEJO DAS CRISES E REGULAÇÃO DA PORTA DE INTERNAÇÃO E URGÊNCIA E EMERGÊNCIA,

Carta de Campinas 1) QUANTO AO PROBLEMA DO MANEJO DAS CRISES E REGULAÇÃO DA PORTA DE INTERNAÇÃO E URGÊNCIA E EMERGÊNCIA, Carta de Campinas Nos dias 17 e 18 de junho de 2008, na cidade de Campinas (SP), gestores de saúde mental dos 22 maiores municípios do Brasil, e dos Estados-sede desses municípios, além de profissionais

Leia mais

Autor(es) MARIANA APARECIDA RODRIGUES. Co-Autor(es) MARCIA ALVES DE MATOS MARIANA RODRIGUES UBICES. Orientador(es) ANGELA MARCIA FOSSA. 1.

Autor(es) MARIANA APARECIDA RODRIGUES. Co-Autor(es) MARCIA ALVES DE MATOS MARIANA RODRIGUES UBICES. Orientador(es) ANGELA MARCIA FOSSA. 1. 7º Simpósio de Ensino de Graduação AVALIAÇÃO DO RISCO PARA MORTALIDADE PÓS-NEONATAL EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE PIRACICABA, INTERIOR DO ESTADO DE SÃO PAULO Autor(es) MARIANA APARECIDA RODRIGUES Co-Autor(es)

Leia mais

PLANO DE ATIVIDADES PARA 2015

PLANO DE ATIVIDADES PARA 2015 ASSEMBLEIA DO COLÉGIO DA ESPECIALIDADE DE ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO PLANO DE ATIVIDADES PARA 2015 APROVADO POR UNANIMIDADE, NA ASSEMBLEIA DO COLÉGIO DA ESPECIALIDADE DE ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO, EM

Leia mais

Portugal Prevenção e Controlo do Tabagismo em números 2013

Portugal Prevenção e Controlo do Tabagismo em números 2013 ISSN: 2183-0762 Portugal Prevenção e Controlo do Tabagismo em números 2013 Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo www.dgs.pt Portugal. Direção-Geral da Saúde. Direção de Serviços de

Leia mais

ESTUDO DE SATISFAÇÃO DOS UTENTES DO SISTEMA DE SAÚDE PORTUGUÊS. Departamento da Qualidade na Saúde

ESTUDO DE SATISFAÇÃO DOS UTENTES DO SISTEMA DE SAÚDE PORTUGUÊS. Departamento da Qualidade na Saúde ESTUDO DE SATISFAÇÃO DOS UTENTES DO SISTEMA DE SAÚDE PORTUGUÊS Departamento da Qualidade na Saúde Maio 2015 Ficha Técnica Relatório elaborado pelo Departamento da Qualidade na Saúde Ano: 2015 Condução

Leia mais

PLANO DE AÇÃO DA REDE SOCIAL

PLANO DE AÇÃO DA REDE SOCIAL PLANO DE AÇÃO DA REDE SOCIAL 2014 Aprovado na reunião do Plenário de 11.06.2014 16 de janeiro Workshop e assinatura de protocolo com CIG Público-alvo: comunidade no geral Local: Edifício Paço dos Concelho

Leia mais

Circular 435/2014 São Paulo, 08 de Agosto de 2014.

Circular 435/2014 São Paulo, 08 de Agosto de 2014. Circular 435/2014 São Paulo, 08 de Agosto de 2014. PROVEDOR(A) ADMINISTRADOR(A) Define os temas e objetivos prioritários para apresentação dos projetos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional

Leia mais

O resultado de uma boa causa. Apresentação de resultados da campanha pela Obesidade do programa Saúde mais Próxima

O resultado de uma boa causa. Apresentação de resultados da campanha pela Obesidade do programa Saúde mais Próxima O resultado de uma boa causa. Apresentação de resultados da campanha pela Obesidade do programa Saúde mais Próxima Saúde mais próxima. Por causa de quem mais precisa. Saúde mais Próxima é um programa da

Leia mais

Preventivos pelo Homem, em Portugal Continental

Preventivos pelo Homem, em Portugal Continental Uma observação sobre a Utilização de Cuidados Preventivos pelo Homem, em Portugal Continental www.onsa.pt Uma observação sobre a utilização de cuidados preventivos pelo homem, em Portugal Continental Relatório

Leia mais

AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007

AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007 AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007 Notas importantes: O Banco de dados (BD) do Sistema de Informação Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) vem sofrendo nos últimos

Leia mais

Heróis da Fruta voltam às escolas para prevenir obesidade infantil

Heróis da Fruta voltam às escolas para prevenir obesidade infantil APCOI lança 4ª edição do projeto que incentiva os alunos a comer mais fruta no lanche escolar Heróis da Fruta voltam às escolas para prevenir obesidade infantil Depois do sucesso das edições anteriores

Leia mais

Perceção de valor das análises clínicas

Perceção de valor das análises clínicas Perceção de valor das análises clínicas Maio Abril 2013 OBJETIVOS DA INVESTIGAÇÃO» Grau de preocupação com os cuidados de saúde;» Hábitos/ comportamentos de procura de informação sobre saúde;» Hábitos

Leia mais

PLANO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL 2014-2016

PLANO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL 2014-2016 PLANO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL 2014-2016 MARÇO DE 2014 FICHA TÉCNICA Plano de Desenvolvimento Social do Concelho de Águeda março de 2014 Equipa de elaboração: Núcleo Executivo do CLAS de Águeda Colaboraram

Leia mais

Memória de cálculo dos indicadores do Pacto de Atenção Básica 2004

Memória de cálculo dos indicadores do Pacto de Atenção Básica 2004 Memória de cálculo dos indicadores do Pacto de Atenção Básica 2004 Fontes de informação: A. População Todos os dados de população foram obtidos a partir do existente no site do Datasus www.datasus.gov.br/cgi/ibge/popmap.htm.

Leia mais

ATA Nº 01/12 Reunião Plenária do Conselho Local de Ação Social (CLAS)

ATA Nº 01/12 Reunião Plenária do Conselho Local de Ação Social (CLAS) ATA Nº 01/12 Reunião Plenária do Conselho Local de Ação Social (CLAS) Data: 26-01-2012 Local: Auditório do Edifício Cultural da Câmara Municipal de Peniche Hora de início: 21h15mn Hora do fecho: 23h30mn

Leia mais