UNIVERSIDADE VALE DO RIO DOCE UNIVALE ÁREA DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DA SAÚDE - ACBS CURSO DE ENFERMAGEM

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1 0 UNIVERSIDADE VALE DO RIO DOCE UNIVALE ÁREA DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DA SAÚDE - ACBS CURSO DE ENFERMAGEM Camila Freire Silva Cláudia Coelho Pereira Linhares Gilper de Souza Santos Hercília Filgueiras de Almeida CONHECIMENTO E ADESÃO DAS FUNCIONÁRIAS DE SERVIÇOS GERAIS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR AO EXAME PREVENTIVO DO CÂNCER DO COLO DE ÚTERO Governador Valadares 2009

2 1 CAMILA FREIRE SILVA CLÁUDIA COELHO PEREIRA LINHARES GILPER DE SOUZA SANTOS HERCÍLIA FILGUEIRAS DE ALMEIDA CONHECIMENTO E ADESÃO DAS FUNCIONÁRIAS DE SERVIÇOS GERAIS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR AO EXAME PREVENTIVO DO CÂNCER DO COLO DE ÚTERO Trabalho de Conclusão de Curso para obtenção do grau de bacharel em Enfermagem, apresentado à Área de Ciências Biológicas da Saúde da Universidade Vale do Rio Doce. Orientadora: Valéria de Oliveira Ambrósio Governador Valadares 2009

3 2 Camila Freire Silva Cláudia Coelho Pereira Linhares Gilper de Souza Santos Hercília Filgueiras de Almeida CONHECIMENTO E ADESÃO DAS FUNCIONÁRIAS DE SERVIÇOS GERAIS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR AO EXAME PREVENTIVO DO CÂNCER DO COLO DE ÚTERO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito para obtenção do grau de bacharel em Enfermagem pela Área de Ciências Biológicas da Saúde da Universidade Vale do Rio Doce. Governador Valadares, de novembro de Banca examinadora: Profª Valéria de Oliveira Ambrósio Orientadora Universidade Vale do Rio Doce Profª Carmen Rita Augusto Universidade Vale do Rio Doce Profª Patrícia Malta Pinto Universidade Vale do Rio Doce Profª Sheila Aparecida Ribeiro Furbino Universidade Vale do Rio Doce

4 Dedicamos este trabalho a todos os profissionais envolvidos com a promoção e prevenção, que asseguram o direito à saúde e promovem a mesma de forma contínua e humanizada. 3

5 4 AGRADECIMENTOS Um projeto exige muita dedicação e esforço. Neste tempo, estiveram presentes pessoas importantes que não nos deixaram desistir. Agradecemos primeiramente a Deus, o maior mestre de todos, que nos criou e nos sustentou permitindo nossa caminhada até aqui. Aos nossos pais e familiares por nos incentivar, apoiar e ensinar a retidão do caminho. Aos colegas, pois juntos vencemos obstáculos e empecilhos através das reflexões e do companheirismo, os quais são essenciais para realizar um trabalho em grupo. À nossa orientadora Valéria de Oliveira Ambrósio, que esteve sempre presente e confiou na nossa competência, nos guiou nos momentos de medo e frustrações, dando ênfase sempre a cada detalhe e cada passo do nosso trabalho, para que tudo ocorresse bem e deu um significado maior a nossa luta. A toda coordenação dos serviços gerais da IES e em especial às funcionárias, pela confiança e cooperação, permitindo-nos obter o material necessário para elaboração deste trabalho. A todos que nos fizeram acreditar que o conhecimento pode começar como um sonho, e que este sonho busca a realidade através do desconhecido, o nosso muito Obrigado!

6 5 Conte-me seus sonhos para que sonhemos juntos. (Rubens Alves)

7 6 RESUMO O câncer do colo de útero apresenta um alto potencial de prevenção e cura, porém quando não diagnosticado e tratado precocemente torna-se uma das maiores causas de morte entre o sexo feminino. Considerando a relevância destes pontos para a saúde e vida da mulher, torna-se indispensável trabalhar o conhecimento e adesão das mulheres quanto a prevenção e tratamento dessa neoplasia. Este trabalho de conclusão do curso de Enfermagem da UNIVALE teve como objetivo identificar o conhecimento e a adesão das funcionárias de serviços gerais de uma IES ao exame preventivo. Foi abordado durante o estudo, o conceito do câncer cérvico-uterino, sua fisiopatologia, seus fatores de risco, métodos de prevenção, sua incidência e atuação do enfermeiro em sua prevenção, além da história do exame de Papanicolau e sua técnica de realização. Através da análise dos dados coletados durante uma pesquisa de abordagem quantitativa, tendo como sujeito 41 funcionárias, identificou-se que embora o conhecimento que essas possuem em relação ao câncer do colo de útero seja significativamente pequeno, o grau de adesão ao exame preventivo das entrevistadas é considerado de nível satisfatório. Palavras Chave: Câncer do colo de útero. Exame preventivo. Adesão.

8 7 ABSTRACT The cervical cancer shows a high potential of prevention and cure, but when it s not diagnosed and treated early, becomes one of the biggest causes of woman death. Considering the importance of these points for woman health and life, it s essencial work knowledge and gain woman support for prevention and treatment of this neoplasm. This conclusion work of Univale nursing curse had as aim identify the knowledge and geral services employees support of one Superior Institution of Education to take Papanicolau exam. It was broached during the research, the conception of cervical cancer, its physiopathology, its risks factors, prevention methods, its incidence and nurse influence on the prevention, besides Papanicolau exam history and its execution technique. Through the analysis of informations collected during one research of quantitative broach with 41 employees, identified that, even knowledge about cervical cancer is short, the number of interviewed woman that support the prevention exam is considered satisfactory. Key words: Cervical cancer. Prevention exam. Support.

9 8 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 Espátula e escovinha para coleta do exame citopatológico...28 Figura 2 Coleta de material ectocervical...28 Figura 3 Coleta de material endocervical...28 Figura 4 Confecção do esfregaço ectocervical...29 Figura 5 Confecção do esfregaço endocervical...29 Gráfico 1 Faixa etária das entrevistadas na IES em Gráfico 2 - Estado civil das entrevistadas na IES em Gráfico 3 - Grau de escolaridade das entrevistadas na IES em Gráfico 4 Atividade sexual das entrevistadas na IES em Gráfico 5 Conhecimento das funcionárias da IES sobre o câncer de colo de útero em Gráfico 6 Formas de prevenção do câncer do colo de útero conhecidas pelas funcionárias da IES em Gráfico 7 A realização ou não do exame Preventivo do câncer do colo de útero das funcionárias na IES em Gráfico 8 Freqüência de realização do exame preventivo nas funcionárias da IES em

10 9 LISTA DE SIGLAS IES Instituto de Ensino Superior INCA Instituto Nacional do Câncer SES Secretária de Estado da Saúde HPV Vírus do Papiloma Humano NIC - Neoplasia Intra-epitelial Cervical OMS Organização Mundial de Saúde

11 10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO CÂNCER DO COLO DE ÚTERO FISIOPATOLOGIA DO CÂNCER DO COLO DE ÚTERO FATORES DE RISCO PREVENÇÃO INCIDÊNCIA DO CÂNCER DO COLO DE ÚTERO ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO DO CÂNCER DO COLO DE ÚTERO EXAME PREVENTIVO DO CÂNCER DO COLO DE ÚTERO HISTÓRIA DO EXAME PAPANICOLAU TÉCNICA DO EXAME PREVENTIVO DISCUSSÃO E ANÁLISE DOS DADOS MÉTODO DESCRIÇÃO DOS SUJEITOS LOCAL DE COLETA DE DADOS MATERIAIS/INSTRUMENTOS/PROCEDIMENTOS DOCUMENTOS ADICIONAIS Termo de solicitação de autorização para realização de pesquisa na instituição Termo de consentimento livre e esclarecido APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS E ANÁLISE CONSIDERAÇÕES FINAIS...42 REFERÊNCIAS...44 APÊNDICES...49 ANEXO...58

12 11 1 INTRODUÇÃO Este trabalho surgiu a partir do interesse em investigar qual o conhecimento que as funcionárias de serviços gerais possuem sobre o câncer do colo de útero, seus métodos de prevenção e a adesão dessas ao exame Papanicolau. O câncer é uma doença das mais temidas no mundo inteiro. Grande parte desse medo é causada pela ausência de tratamento efetivo para maioria dos tumores metastáticos inoperáveis (POLLOCK et al., 2006). Teixeira (2007) relata que, o câncer já foi visto de diversas maneiras ao longo da história brasileira, sendo de um tumor maligno e incurável à neoplasia, e de uma tragédia individual a um problema de saúde pública. Ressalta ainda, que apesar das mais modernas tecnologias de tratamento, as dificuldades técnicas para a cura de muitas de suas formas, o alto custo e seu caráter individual mostram-se como limitadores da ação terapêutica, fazendo com que a doença se vincule cada vez mais ao campo da prevenção e da saúde pública. Segundo a Rede Câncer (2009) é estimado que em 2009 no Brasil, ocorram novos casos de câncer, sendo os tipos mais incidentes, os cânceres de próstata e de pulmão no sexo masculino e os cânceres de mama e de colo do útero no sexo feminino, com exceção do câncer de pele do tipo nãomelanoma. Com aproximadamente 500 mil casos novos por ano no mundo, o câncer cérvico-uterino é o segundo tipo de câncer mais comum no sexo feminino, tornandose responsável pelo óbito de 230 mil mulheres por ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (2008). Ainda de acordo com o mesmo, a incidência por câncer do colo do útero torna-se evidente na faixa etária de 20 a 29 anos e seu risco aumenta até atingir o pico geralmente entre a faixa etária de 45 a 49 anos. Pollock et al. (2006) afirma que a etiologia do câncer do colo do útero é multifatorial, porém, que o rastreamento sistemático reduziu sua morbidade e mortalidade em todos os países nos quais foi estabelecido um programa organizado, com a detecção precoce, utilizando-se o teste Papanicolau. Segundo o Ministério da Saúde (2002), o câncer do colo do útero, dentre todos os tipos de cânceres, é o que apresenta um dos mais altos potenciais de

13 12 prevenção e cura, chegando a perto de 100%, quando diagnosticado precocemente e podendo ser tratado em nível ambulatorial em cerca de 80% dos casos. A faixa etária preconizada para a detecção precoce do câncer cervical é de 25 a 59 anos, tendo como esse período correspondente ao pico de incidência das lesões precursoras e que antecede ao pico de mortalidade por este tipo de câncer (BRASIL, 2002). Sobre o teste Papanicolau, Pollock et al. (2006) relata que este foi introduzido em meados dos anos 1940 nos Estados Unidos, tendo como objetivo principal, a detecção do câncer do colo uterino e de suas lesões precursoras o mais cedo possível. O exame consiste na coleta de material da parte externa (ectocérvice) e parte interna (endocérvice) do colo do útero, sendo um procedimento simples, indolor e eficaz. Contudo, segundo o Ministério da Saúde (2002), existem no Brasil ainda, cerca de seis milhões de mulheres entre 35 a 49 anos que nunca realizaram o exame citopatológico do colo do útero. Destaca que a maioria dessas mulheres é de origem simples e não possui acesso à informação, o que pode vir a interferir diretamente na adesão destas ao exame preventivo. Mediante o que se sabe e por acreditar na importância da prevenção do câncer cérvico-uterino se fez pertinente a realização dessa pesquisa, com o objetivo de levantar o conhecimento sobre essa doença, suas formas de prevenção e a freqüência de realização do exame preventivo das funcionárias de serviços gerais de uma Instituição de Ensino Superior (IES). Partindo do pressuposto que, a aquisição de conhecimento favorece a compreensão e a adesão do sujeito ao fenômeno no qual é submetido, veio o questionamento: As funcionárias de serviços gerais da IES possuem conhecimento sobre o câncer de colo de útero e suas formas de prevenção? Qual a freqüência de realização do exame preventivo do câncer do colo de útero? O trabalho foi estruturado em seis capítulos. O capítulo 2 apresenta a definição, fisiopatologia, fatores de risco, medidas de prevenção, incidência do câncer do colo de útero e a atuação do enfermeiro na sua prevenção. O capítulo 3 aborda a história da criação do exame Papanicolau, esclarecendo também a técnica de coleta do material para análise citológica.

14 13 No quarto capítulo é apresentada a análise e discussão dos dados obtidos durante a pesquisa de campo. O capítulo 5 descreve os métodos utilizados para a realização da pesquisa em uma IES do município de Governador Valadares. E por último, são expostas as considerações finais.

15 14 2 CÂNCER DO COLO DE ÚTERO O câncer não é uma doença única, mas sim um conjunto de mais de 100 doenças diferentes, resultante de alterações que determinam um crescimento celular desordenado não controlado pelo organismo e que compromete tecidos e órgãos. Pode resultar daí um clone de células descendentes, herdeiras dessa propensão ao crescimento e divisão anômalos, insensíveis aos mecanismos reguladores normais, que resulta na formação do que se chama tumor ou neoplasia podendo ser benigna ou maligna (BRASIL, 1997). No caso do câncer do colo do útero, o órgão que sofre alterações no seu epitélio original é o útero, em uma parte específica o colo, que fica em contato com a vagina (BRASIL, 1997). Ainda de acordo com Brasil, (1997), a história natural do câncer do colo do útero é apresentada como uma afecção iniciada com transformações intraepiteliais progressivas que podem evoluir para uma lesão cancerosa invasora e, por conseguinte, maligna num prazo de 10 a 20 anos, visto que sua evolução é lenta. Durante este período, considerado relativamente longo, é possível desenvolver ações preventivas eficientes, e alterar assim, o quadro evolutivo da doença. Quanto mais precoce for a intervenção, maior a chance de sobrevivência da mulher e menor o custo do tratamento. 2.1 FISIOPATOLOGIA DO CÂNCER DO COLO DE ÚTERO O útero é um órgão do aparelho reprodutor feminino que fica no abdome inferior, por trás da bexiga e na frente do reto. É dividido em corpo e colo, sendo esta última parte, sua porção inferior dentro da cavidade vaginal. O colo do útero apresenta, por sua vez, uma parte interna e uma parte externa. A parte interna constitui o chamado canal cervical ou endocérvice, que é revestida por uma camada única de células cilíndricas produtoras de muco (epitélio colunar simples). A ectocérvice é parte externa do colo, que mantém contato com a vagina, e é revestida

16 15 por um tecido de várias camadas de células planas, chamado de epitélio escamoso e estratificado (BRASIL, 2002). Segundo Brasil (2002), as células epiteliais pavimentosas, que revestem o colo do útero são arranjadas de forma bastante ordenada. Na presença de neoplasias intra-epiteliais, esta estratificação fica comprometida e desordenada. Quando esta desordenação ocorre nas camadas mais basais do epitélio estratificado, há presença de uma displasia leve ou neoplasia intra-epitelial cervical grau I (NIC I). Cerca de 60% das mulheres com esse tipo de displasia apresentam regressão espontânea, 30% podem apresentar persistência da lesão como tal, e das demais, menos de 10% podem evoluir para NIC III. Estima-se que apenas 1% dessas mulheres, podem progredir para o câncer invasor. Quando a desordenação avança até os três quartos de espessura do epitélio, preservando as camadas mais superficiais, estamos diante de uma displasia moderada ou NIC II, já na NIC III, observa-se o desarranjo em todas as camadas (BRASIL, 2002). A desordenação das camadas é acompanhada por alterações nas células que vão desde núcleos mais corados até figuras atípicas de divisão celular. A coilocitose, alteração que sugere a infecção pelo HPV, pode estar presente ou não (BRASIL, 2002). BRASIL (2002) relata ainda que, uma mulher quando se infecta com certos tipos de papilomavírus humano (HPV) e não é capaz de eliminar a infecção, células anormais podem se desenvolver no revestimento do colo do útero. Se não forem descobertas e tratadas a tempo, essas células anormais podem se tornar précânceres e posteriormente se tornarem células cancerosas. A presença de um carcinoma invasor pode ser identificada a partir do momento que as alterações celulares se tornam mais intensas e o grau de desarranjo é tal que, as células invadem o tecido conjuntivo do colo do útero abaixo do epitélio. Para chegar a câncer invasor, a lesão não tem, obrigatoriamente, que passar por todas estas etapas. As lesões de alto grau são consideradas como as verdadeiras precursoras do câncer e, se não tratadas, em boa proporção dos casos, evoluirão para o carcinoma invasor do colo do útero (BRASIL, 2002, p.17). Os cânceres cervicais podem ser caracterizados como exofíticos ou endofíticos. As lesões exofíticas projetam-se da superfície cervical, podendo ser

17 16 visualizadas e medidas com facilidade, já as lesões endofíticas, são mais difíceis de serem detectadas e, no geral, não são visualizadas no exame com espéculo, podendo expandir a endocérvice de forma considerável antes mesmo de serem detectadas (POLLOCK et al., 2006, p. 543). Nos estágios iniciais, o câncer do colo de útero tende a ser assintomático. Entre os sintomas iniciais que ele pode apresentar, incluem o corrimento vaginal, odor e sangramento vaginal anormal. No caso da paciente possuir vida sexual ativa, esta pode apresentar sangramento pós-coital (POLLOCK et al., 2006, p. 543). Para Duavy et al. (2007), o câncer de colo uterino é uma das doenças crônico-degenerativas mais temidas para as mulheres devido ao seu alto grau de letalidade e morbidade. 2.2 FATORES DE RISCO De acordo com INCA (2009), o câncer do colo do útero é o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres, com aproximadamente 500 mil novos casos por ano no mundo, e responsável pelo óbito de, aproximadamente, 230 mil mulheres por ano. Muitos são os fatores que predispõe a mulher ao câncer cérvico-uterino. INCA (2009) afirma que alguns dos principais destes fatores estão associados às baixas condições sócio-econômicas, ao início precoce da atividade sexual, à multiplicidade de parceiros sexuais, ao tabagismo, à higiene íntima inadequada e ao uso prolongado de contraceptivos orais. SMELTZER e BARE (2005) sugerem que o baixo estado socioeconômico pode estar relacionado ao casamento precoce e reprodução precoce. Citam ainda como fatores de risco, a imunossupressão e as deficiências nutricionais, com baixos níveis de fosfato, beta-caroteno e vitamina C. Segundo INCA (2009), o vírus do papiloma humano (HPV) tem importante papel no desenvolvimento da neoplasia das células cervicais e na sua transformação em células cancerosas, sendo que este vírus está presente em mais de 90% dos casos desse tipo de câncer. Existem aproximadamente mais de 100 tipos diferentes de HPV, cerca de 20 destes possuem tropismo pelo epitélio escamoso do trato genital inferior como o

18 17 colo, vulva, corpo do períneo, região perianal e anal. Os de números 6, 11, 26, 40, 42, 53-55, 57, 59, 66 e 68 estão relacionados principalmente a lesões benignas, tais como condiloma, e também à Neoplasia Intra-Epitelial Cervical (NIC I), sendo considerados como de baixo risco para o desenvolvimento de câncer. Os de médio alto risco são os de números 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56 e 59, estando relacionados a lesões de alto grau NIC II, III e câncer (INCA, 2002, p. 15). O HPV 16 é responsável por 50 % dos casos de neoplasia, seguido do HPV 18 que é relacionado a 12% dos casos, o HPV 45 por 8% e o HPV 31 por 5%. A relação entre HPV e o câncer do colo do útero é considerada 10 a 20 vezes maior do que a relação entre o tabagismo e o câncer de pulmão (INCA, 2002, p. 15). De acordo com Pollock et al. (2006), evidências epidemiológicas associadas ao comportamento sexual, indicam que a neoplasia cervical se comporta como uma doença sexualmente transmissível, e que seu risco torna-se maior em mulheres com múltiplos parceiros, mulheres cujos parceiros sexuais são mais promíscuos e àquelas que iniciaram sua vida sexual em idade precoce. Em relação à associação do uso de contraceptivos orais e o risco de câncer invasivo do colo do útero, esta é feita com dificuldades. Os contraceptivos orais em sua maioria, são utilizados por mulheres sexualmente ativas e que, em menor probabilidade, usam métodos de barreira, sendo por isso mais expostas ao risco de contrair HPV. Porém, essas mulheres apresentam maior freqüência ao ginecologista, tendo assim maior probabilidade de serem rastreadas para o câncer cérvico-uterino (INCA, 2002, p. 13). 2.3 PREVENÇÃO Derossi (2001), em seus estudos, descreve o câncer do colo de útero como uma afecção progressiva, caracterizada por alterações intraepiteliais cervicais e que pode se desenvolver para um estágio invasivo ao longo de uma a duas décadas. Por possuir etapas bem definidas e de lenta evolução sua interrupção é permitida a partir de um diagnóstico precoce e tratamento oportuno a custos reduzidos.

19 18 Dentre todos os tipos de câncer, o câncer cervical é o que apresenta um dos mais altos potenciais de prevenção e cura, chegando a perto de 100%, quando diagnosticado precocemente e podendo ser tratado em nível ambulatorial em cerca de 80% dos casos (BRASIL, 2002). Como estratégia para a prevenção primária do câncer do colo de útero INCA (2009) declara que esta pode ser realizada através do uso de preservativos durante a relação sexual, pois assim, evita-se o contágio pelo HPV, vírus que tem um importante papel no desenvolvimento de lesões precursoras e do próprio câncer. Além do uso de contracepção por barreira, o atraso do início da atividade sexual, limitação do número de parceiros e a cessação do tabagismo também devem ser estimulados como comportamentos preventivos entre as mulheres contra o câncer do colo de útero. Para a detecção precoce de lesões precursoras e do diagnóstico da doença, utiliza-se a prática do exame Papanicolau. Este exame pode ser realizado nos postos ou unidades de saúde por profissionais da saúde devidamente capacitados (INCA, 2009). Segundo o Ministério da Saúde (2006), toda mulher que tem ou já teve atividade sexual deve submeter-se ao exame preventivo periódico, especialmente se estiver na faixa etária dos 25 aos 59 anos de idade. SMELTZER e BARE (2005) afirmam que exames pélvicos regulares e realização do teste de Papanicolau em todas as mulheres, principalmente mulheres idosas além da idade reprodutiva, diminuem os riscos de morte por câncer do colo de útero de 1 em 250 para 1 em mulheres. De acordo com Pollock et al. (2006) estima-se que uma redução de cerca de 80% da mortalidade pelo câncer cérvico-uterino pode ser alcançada através do rastreamento de mulheres na faixa etária de 25 a 65 anos com o teste de Papanicolau e tratamento das lesões precursoras com alto potencial de malignidade ou carcinoma "in situ". Segundo INCA (2009), a periodicidade preconizada para a realização do exame Papanicolau é, inicialmente, um exame por ano em mulheres que iniciaram a vida sexual. No caso de dois exames normais seguidos, com intervalo de um ano entre eles, o exame poderá ser realizado a cada três anos. Já em caso de exames com resultados alterados, a mulher deve seguir todas as orientações do médico que a acompanha.

20 19 Para garantia de sua eficácia, é indispensável que o exame preventivo seja realizado periodicamente pelas mulheres, e para isso, é preciso que se garanta a organização, integralidade e a qualidade do programa de rastreamento, bem como o seguimento de suas pacientes. Dessa forma ressalta-se a importância dos serviços de saúde em promover orientações sobre o que é, e qual a importância do exame preventivo, conscientizando e sensibilizando a população feminina a fim de garantir uma maior adesão destas às campanhas preventivas. 2.4 INCIDÊNCIA DO CÂNCER DO COLO DE ÚTERO O câncer é um problema de saúde pública, tanto em países desenvolvidos como os em desenvolvimento. Altas taxas de incidência do câncer de colo do útero são observadas em países pouco desenvolvidos. Isso indica uma vigorosa associação deste tipo de câncer com as baixas condições sócio-econômicas, com baixos índices de desenvolvimento humano, com a ausência ou fragilidade das estratégias de educação comunitária, como a promoção e prevenção, e com a dificuldade de acesso a serviços públicos de saúde para diagnóstico precoce e o tratamento das lesões precursoras. Por esses motivos tornam-se indispensáveis a atuação de políticas de saúde pública bem estruturadas (INCA, 2006). Nos paises desenvolvidos, a sobrevida média estimada em cinco anos varia de 59% a 69%. Nos países em desenvolvimento, os casos são encontrados em estágios relativamente avançados e, conseqüentemente, a sobrevida média é estimada em 49% após cinco anos (INCA, 2006, p. 8). A incidência do câncer tem sido um recurso indispensável para o planejamento de ações adequadas em todos os níveis de atenção oncológica, baseando nas taxas de morbidade e mortalidade dos estados e municípios do país. No Brasil ocorreram óbitos por câncer de mama e de colo do útero, em Em torno de 10% desses óbitos aconteceram em Minas Gerais, onde o câncer de mama matou 877 e o de colo do útero, 342 (SECRETARIA DE ESTADO DE GOVERNO, 2008).

21 20 Segundo INCA (2007), no Brasil as estimativas para o ano 2008, válidas também para o ano 2009, indicam casos novos de câncer, sendo que esperam-se ocorrer nos homens e nas mulheres. No estado de Minas Gerais o câncer é a segunda principal causa de mortalidade com estimativa para 2008 de casos novos, sendo que espera-se que ocorra na população feminina. Entre eles, o câncer do colo de útero aparece em segundo lugar com novos casos, representando um número relevante, já que no estado do Sudeste os números apontam casos novos e no Brasil novos casos dessa neoplasia para o ano. O câncer de colo uterino é o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de mama, correspondendo a, aproximadamente, 24% de todos os cânceres. A incidência do câncer do colo de útero predomina na faixa etária de 20 a 29 anos e o risco aumenta rapidamente até atingir um pico geralmente na faixa etária entre 45 e 49 anos. O câncer de útero tem cura, mas ainda mata 230 mil mulheres por ano no mundo (GOTARDO, 2009). Estima-se que até o fim de 2009, pelo menos 5 mil brasileiras morrerão em decorrência de um câncer no colo do útero. Além das mortes, INCA (2007) estima que surjam cerca de 19 mil novos casos desse tipo de tumor no país. Em pleno século XXI, o preconceito, a desinformação e a falta de adesão aos métodos para o diagnóstico da doença colaboram para que atinja vidas que poderiam ser poupadas através de cuidados simples e da realização do exame Papanicolau. Sabe-se que hoje a prevenção do câncer do colo de útero é considerada a melhor estratégia para diminuir o número de casos novos de óbitos por esta neoplasia. Através do "Viva Mulher" - Programa Estadual de Controle do Câncer de Mama e do Colo de Útero, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) vem insistindo para que os municípios ofereçam o exame Papanicolau. Dessa forma, os gestores municipais são orientados a buscar uma cobertura mínima de pelo menos um quarto da população sexualmente ativa entre 25 a 59 anos por ano. Porém, muitos municípios não estão cumprindo essa meta. Em 2003 cerca de 100 cidades, a maioria localizada em regiões carentes do estado, como o norte e leste de Minas, além do Vale do Jequitinhonha e outros cerca de 240 municípios, de regiões mais favorecidas, sequer atingiram a metade da meta, como algumas cidades do Triângulo Mineiro, Zona da Mata, Sul de Minas e Região Metropolitana (GOVERNO

22 21 DE MINAS, 2003). Já em 2007, foram realizados exames a mais do que em No mesmo período, o número de municípios que alcançaram sua meta também aumentou, passando de 207 para 495 em 2007 (GOVERNO DE MINAS, 2008). Segundo Orquiza (2009), nos últimos 50 anos a incidência e a mortalidade por câncer de colo uterino vêm diminuindo, graças às novas técnicas de rastreamento do exame Papanicolau, considerado como uma arma importante na detecção e diagnóstico precoce da doença. O exame preventivo é um exame simples que tem reduzido a mortalidade por câncer do colo de útero em 70 % desde sua criação pelo Dr. George Papanicolau na década de 40. O sucesso do teste vem do fato de que ele pode detectar o vírus HPV e outras lesões que ocorrem no colo do útero antes do desenvolvimento do câncer (ORQUIZA, 2009). Para INCA (2006), embora o aumento de acesso ao exame preventivo tenha aumentado no país, isto não foi suficiente para reduzir a tendência de mortalidade por câncer cérvico-uterino. Relata que em muitas regiões, o diagnóstico ainda é realizado em estágios mais avançados da doença, e afirma que o diagnóstico tardio pode estar relacionado com: a dificuldade de acesso da população feminina aos serviços e programas de saúde; a baixa capacitação dos recursos humanos envolvidos na atenção oncológica, principalmente nos municípios de pequeno e médio porte; a capacidade do Sistema Público de Saúde para absorver a demanda que chega às unidades de saúde e as dificuldades dos gestores municipais e estaduais em definir e estabelecer um fluxo assistencial, orientado por critérios de hierarquização dos diferentes níveis de atenção, que permita o manejo e o encaminhamento adequado de casos suspeitos para investigação em outros níveis do sistema. 2.5 ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO DO CÂNCER DO COLO DE ÚTERO A prevenção, na área da saúde, é composta por ações que visam a melhoria das condições de vida, redução da suscetibilidade das pessoas às doenças

23 22 e educação sanitária. A prevenção se dá também através da detecção precoce das doenças, do seu tratamento adequado e nas ações destinadas a minimizar as suas conseqüências, visto que, qualquer ação de prevenção deve estar atenta aos valores, atitudes e crenças dos grupos sociais a quem a ação se dirige, ou seja, aos seus aspectos culturais. O câncer do colo de útero é um problema de saúde pública, incluído entre as primeiras causas de morte de mulheres nas diferentes regiões do nosso país. Para que ocorra sua prevenção, a população deve ser informada sobre os comportamentos de risco, os sinais de alerta e as formas de prevenção. Mas, além disto, é importante a capacitação dos recursos humanos que atuam nesta área, buscando uma atualização e reorientação freqüente sobre o câncer e as ações mais adequadas a serem desenvolvidas. A prevenção primária é de grande importância quando relacionada ao câncer, pois, situa-se no período anterior à doença, incluindo medidas de proteção de indivíduos contra riscos e danos. Refere-se a toda e qualquer ação voltada para redução da exposição da população a fatores de risco da doença, tendo como objetivo reduzir a sua ocorrência, por meio da promoção e proteção da saúde. Portanto, a prevenção primária divide-se nas ações de promoção e nas ações de proteção específicas contra fatores de riscos para o câncer. A promoção da saúde se relaciona às medidas inespecíficas da prevenção primária, como luta contra o tabagismo, orientações sobre dieta saudável e proteção solar, já a proteção específica, refere-se às ações mais diretas, como a vacinação e o exame de Papanicolau (CESTARI e ZAGO, 2005). Nesse ponto o enfermeiro tem grande responsabilidade, já que é um profissional capacitado para desenvolver atividades de promoção à saúde e prevenção de doenças, tendo respaldo legal para o desenvolvimento da consulta de enfermagem e introdução da Sistematização da Assistência de Enfermagem, planejando e implementando ações que contribuam para a melhoria da qualidade de vida do cliente. O ministério da saúde reconhece e reforça a atuação do enfermeiro na coleta do material para o exame citopatológico após treinamento prévio adequado (BRASIL, 1996 apud CARDOSO; LIPPAUS 2006). A ação educativa em saúde deve ser entendida como uma postura, um compromisso de qualidade no atendimento (CESTARI e ZAGO, 2005). Assim,

24 23 destaca-se a importante missão da equipe de enfermagem nas ações primárias de prevenção e promoção em saúde com o objetivo de diminuir a morbimortalidade pelo câncer cérvico-uterino. A Organização Mundial da Saúde considera a neoplasia do colo do útero um dos melhores exemplos de doença que pode ser prevenida por representar problema real de saúde pública, ter sua história natural conhecida, e dispor de métodos de rastreamento para identificação das lesões precursoras que são baratos e aceitos por grande parte da população. Entretanto, ainda existem falhas nas ações preventivas nos diferentes níveis de ação, e o câncer uterino permanece com alta taxa de morbimortalidade. As campanhas de coleta do exame citopatológico, desenvolvidas pela equipe de enfermagem nas ações primárias em saúde, visam identificar aquelas mulheres que possam apresentar a doença em fase inicial, onde o tratamento é mais eficaz e, diminuir o alto índice do câncer do colo de útero que está relacionado com: o início da atividade sexual precoce; multiplicidade de parceiros; histórico de doenças sexualmente transmissíveis; infecções por papilomavírus (HPV) e herpesvírus, baixo nível sócio-econômico; hábito de fumar e carências nutricionais. O exame pode ser realizado em postos ou unidades de saúde que tenham profissionais da saúde capacitados para realizá-los. Para o sucesso do exame, são necessários ao profissional: empatia, calor humano, simplicidade, segurança e confiança. A humanização e qualificação na abordagem da mulher devem compreender, compartilhar saberes e reconhecer direitos, implicando no estabelecimento de relação entre profissional e cliente. Segundo a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (2009), o Instituto Nacional do Câncer tem realizado diversas campanhas educativas para incentivar o exame preventivo, tanto voltadas para a população quanto para os profissionais. Sabe-se que é necessário proporcionar melhores condições de trabalho aos profissionais bem como, mais treinamentos, e aumento do contingente de equipes para atender com maior abrangência e eficiência. Uma realidade um pouco longe dos nossos olhos, mas que ainda se luta muito para alcançar. Fica comprovada a importância do trabalho do enfermeiro nos programas de prevenção junto à população, atuando não só tecnicamente, mas também como,

25 24 facilitador do acesso da população aos serviços de prevenção e detecção precoce do câncer, educador e conselheiro.

26 25 3 EXAME PREVENTIVO DO CÂNCER DO COLO DE ÚTERO 3.1 HISTÓRIA DO EXAME PAPANICOLAU Segundo Cardoso e Lippaus (2006), o exame papanicolau foi desenvolvido pelo médico grego George Nicolas Papanicolau em meados de 1923, após um estudo sistemático de citologia do fluido vaginal humano, a fim de descobrir se uma mudança celular existente no orgão feminino seria uma característica do ciclo menstrual. Através de suas observações científicas, Dr. Papanicolau reconheceu anormalidades estruturais na amostra obtida de uma mulher com câncer no útero, e a partir desta evidência elaborou um artigo entitulado O novo diagnóstico do câncer, o qual foi exposto em uma conferência e publicado posteriormente. Em meados de 1940, o exame do Papanicolau foi introduzido nos EUA, e em seguida, adotado em todo o mundo, tendo como objetivo principal a detecção do câncer do colo de útero e de suas lesões precursoras o mais cedo possível (POLLOCK et al., 2006). Em 1988, um painel de consenso representando a Sociedade Americana do Câncer, o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, o Colégio Americano de Obstetras e ginecologistas, a Associação Médica Americana, a Associação das Enfermeiras Americanas, a Academia Americana de Médicos da Família e a Associação Americana de Mulheres Médicas chegou a um acordo sobre recomendações para o rastreamento com o teste Papanicolau, onde recomendam esfregaços de Papanicolau anuais para todas as mulheres que estão ou estiveram sexualmente ativas ou completaram 18 anos. Destacam que as mulheres com baixo risco podem ser rastreadas em intervalos de 3 a 5 anos uma vez obtidos dois esfregaços negativos consecutivos, porém, as mulheres com risco alto, ou seja, aquelas que possuem múltiplos parceiros sexuais e as que começaram a atividade sexual em uma idade precoce devem ser rastreadas anualmente. O painel de consenso não recomendou uma idade para se deixar de fazer o teste de Papanicolau (POLLOCK et al., 2006).

27 26 Segundo Brasil (2002), o exame preventivo foi introduzido no Brasil na década de 50, tendo a primeira mobilização nacional para detecção precoce da doença realizada em Durante a campanha foram colhidos 3 milhões de exames, sendo 65% realizados em mulheres na faixa etária de 35 a 49 anos de idade. Dentre estes foram detectados 60 mil com algum tipo de alteração, e acompanhadas e tratadas 77% das mulheres que apresentaram lesões precursoras de alto grau e câncer. De acordo com Brasil (2002), a taxa de incidência e mortalidade por câncer do colo de útero tem modificado efetivamente, pois a realização do exame citopatológico de Papanicolau tem sido reconhecida em todo o mundo como uma estratégia segura e eficiente para detecção precoce desse tipo de câncer na população feminina. 3.2 TÉCNICA DO EXAME PREVENTIVO O exame citopatológico (Papanicolau), é o exame preventivo do câncer do colo uterino. Ele consiste na análise das células oriundas da ectocérvice e da endocérvice que são extraídas por raspagem do colo do útero. É um exame ginecológico onde é feita a coleta do material do útero e colocado numa lâmina de vidro, que será examinada posteriormente ao microscópio (BRASIL, 2002). O exame é rápido e normalmente não é doloroso, mas um desconforto variável pode acontecer, de acordo com a sensibilidade individual de cada paciente. Por ser um procedimento simples, a mulher pode procurar o posto ou centro de saúde mais próximo da sua casa, que possuam profissionais capacitados para realizá-lo. A fim de garantir a eficácia dos resultados, o profissional de saúde, deve orientar a mulher a evitar relações sexuais, uso de duchas ou medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nas 48 horas anteriores ao exame. Além disto, o exame não deve ser feito no período menstrual, pois a presença de sangue pode alterar o resultado (BRASIL, 2002).

28 27 O primeiro passo para a coleta, é o preenchimento adequado do formulário de requisição do exame citopatológico com letra legível contendo todas as informações referentes aos dados pessoais e da unidade de saúde corretos. O procedimento de coleta propriamente dito deve ser realizado na ectocérvice e na endocérvice, usando a espátula de Ayres e a escovinha tipo Campos da Paz. Durante a coleta da ectocérvice o profissional deverá apoiar a espátula de Ayres no orifício externo do canal cervical e realizar um movimento de rotação de 360 graus para que toda a superfície do colo seja raspada e representada na lâmina de maneira uniforme, no sentido transversal, próximo à região fosca. Para a coleta da endocérvice o profissional deverá introduzir a escovinha no orifício externo e fazer um movimento de 360 graus acompanhando toda a superfície interna do canal e colocar o material coletado na metade inferior da lâmina, no sentido longitudinal (BRASIL, 2002). Depois da coleta, a fixação deste material na lâmina deve ser imediata, sendo fundamental não esquecer que esta lâmina e o frasco devem estar identificados corretamente, da mesma forma que o formulário de requisição de exames já preenchido, todos a lápis grafite (BRASIL, 2002). No caso de mulheres histerectomizadas, Brasil (2002) recomenda que o profissional verifique se o colo foi mantido. Havendo colo de útero, o exame deve ser realizado regularmente. No caso de pacientes grávidas, a coleta não é contraindicada, embora deva ser realizada de maneira cuidadosa, podendo seguir-se de um pequeno sangramento. Ao receber o resultado, a paciente deverá ser informada pelo profissional de saúde, de quando deverá repetir o exame. Em geral, se não houver alteração, o exame poderá ser feito no intervalo de 1 ano ou a cada 3 anos, devendo considerar o resultado e a periodicidade com que a mulher tem realizado seu exame (INCA 2009). É fundamental a orientação pelos profissionais quanto à importância do exame Papanicolau, pois a sua realização permite reduzir a mortalidade pelo câncer cérvico-uterino. Para se oferecer um serviço de qualidade, o profissional deverá atender requisitos como respeito, compreensão e informação completa e exata. Para serem cumpridos, esses requisitos, não exigem altos custos, mas sim, atitude profissional ética e humanizada, estando relacionados com o preparo da cliente para o exame,

29 28 com a relação profissional-cliente existente, com a manutenção da privacidade e do conforto, o que refletirá na satisfação e qualidade do serviço, além de garantir uma maior adesão às campanhas preventivas. Figura 1 Espátula e escovinha para coleta do exame citopatológico Fonte: INCA, 2002 Figura 2 Coleta de material ectocervical Fonte: INCA, 2002 Figura 3 Coleta de material endocervical Fonte: INCA, 2002

30 29 Figura 4 Confecção do esfregaço ectocervical Fonte: INCA, 2002 Figura 5 Confecção do esfregaço endocervical Fonte: INCA, 2002

31 30 4 DISCUSSÃO E ANÁLISE DOS DADOS De acordo com Minayo (1999), a pesquisa é entendida como uma atividade fundamental da ciência na indagação da realidade. É a pesquisa que alimenta a atividade de instrução frente à realidade do mundo. Através da análise dos dados coletados durante o processo, foi possível avaliar o conhecimento e a adesão das participantes. Apoiada em relevâncias teóricas que envolvem o tema abordado, a pesquisa iniciou-se com o levantamento das idades das funcionárias entrevistadas, conforme explana o gráfico 1, dado este que permitiu classificá-las quanto ao grau de risco em relação ao câncer cervicouterino. 15% 5% 41% 39% 20 à à à à 59 Gráfico 1 Faixa etária das entrevistadas na IES em 2009 Fonte: Pesquisa realizada na IES - Outubro/2009 Pode-se detectar no gráfico 1 que as mulheres entrevistadas estão dentro da idade preconizada pelo Ministério da Saúde para a realização do exame citopatólogico. O Ministério da Saúde (2006) recomenda que toda mulher dos 25 aos 59 anos de idade deve se submeter ao exame preventivo periodicamente.

32 31 22% 2% 22% 2% Solteiro Casado Viúvo Separado Outros 52% Gráfico 2 - Estado civil das entrevistadas na IES em 2009 Fonte: Pesquisa realizada na IES - Outubro/2009 Neste gráfico observa-se que 52% das entrevistadas são casadas, 22% separadas, 22% solteiras, 2% viúvas e 2% afirmam ter outro tipo de relação conjugal. A análise dos dados em um primeiro momento sugere que essas mulheres por serem em sua maioria casadas e afirmarem possuir parceiro único, podem ser classificadas em um grupo de menor risco, uma vez que INCA (2009) afirma que um dos fatores que predispõe a mulher ao câncer cérvico-uterino é multiplicidade de parceiros sexuais. 15% 15% 12% 2% 0% 5% 51% Analfabeto Fundamental Incompleto Fudamental Completo Médio Incompleto Médio Completo Superior Incompleto Superior Completo Gráfico 3 - Grau de escolaridade das entrevistadas na IES em 2009 Fonte: Pesquisa realizada na IES - Outubro/2009

33 32 Apesar de mais de 50% das participantes da entrevista possuir ensino fundamental incompleto, esta condição foi irrelevante no que diz respeito ao grau de adesão ao exame preventivo do câncer do colo de útero, porém pôde-se perceber que o nível de escolaridade pode vir sugerir interferência no conhecimento sobre a doença, e seus meios de prevenção. 27% 73% Sim Não Gráfico 4 Atividade sexual das entrevistadas na IES em 2009 Fonte: Pesquisa realizada na IES - Outubro/2009 O gráfico 4 apresenta dados importantes, onde se observa que 73% das entrevistadas relatam ter vida sexual ativa, já 27% afirmam não estar ativas sexualmente. O câncer de colo uterino está fortemente associado à atividade sexual, mais especificamente, ao número de parceiros e à idade da primeira relação sexual. Existem fortes evidências de que os agentes infecciosos sexualmente transmissíveis estão envolvidos na etiologia deste tipo de câncer (AZEVEDO e MENDONÇA, 1993).

34 33 15% 33% 32% 5% 15% Nada Que mata Que é grave Que o exame preventivo detecta o câncer Outros Gráfico 5 Conhecimento das funcionárias da IES sobre o câncer de colo de útero em 2009 Fonte: Pesquisa realizada na IES - Outubro/2009 O gráfico evidencia através dos dados obtidos, que grande parte das entrevistadas nada ou pouco sabem sobre o câncer do colo de útero propriamente dito. Não sei nada. Só sei que o útero é pra ter menino. (Tulipa). Já ouvi falar que é uma doença que mata, e que tem que fazer exame preventivo... (Alfazema). A única coisa que sei é que se descobrir tarde, a pessoa perde a vida. Mas não sei explicar o que é. (Hortência). Saber, saber, em termo de causa, não sei não. Mas de prevenção eu sei e faço. (Acácia). Sabe-se que todo conhecimento é de suma importância para a adoção de medidas preventivas. Contudo, para grande surpresa, o desconhecimento das mulheres entrevistadas, sobre o câncer de colo de útero, suas formas de contágio e manifestações clínicas, não interfere no grau de adesão destas ao exame preventivo.

35 34 Foi possível constatar então, um processo fragilizado de educação em saúde para as mulheres, demonstrando a forma mecanicista do governo e da mídia em suas ações. Estes estimulam a realização do exame entre as mulheres, porém não fornecem informações claras sobre a doença e seus meios de prevenção, não cumprindo o que deveria ser o objetivo real das campanhas de promoção à saúde, visto que a educação da população é uma forma de produzir saúde e fortalecer ações participativas. 4% 4% 18% 22% 52% Não conhece Exame Preventivo Preservativo Parceiro único Ultrasson Gráfico 6 Formas de prevenção do câncer do colo de útero conhecidas pelas funcionárias da IES em 2009 Fonte: Pesquisa realizada na IES - Outubro/2009 Nos dados analisados e apresentados no gráfico 6, observou-se que 18% das entrevistadas, afirmam nada saber sobre a prevenção da doença, entretanto 78% destas citam alguma forma correta de prevenção do câncer cérvico-uterino. Alguns relatos esboçam as formas de prevenção conhecidas pelas entrevistadas:...a única coisa que eu sei é que tem que fazer o exame preventivo. (Rosa) Uso do preservativo. Não fazer igual às outras mulheres, que só porque são casadas não usam camisinha. (Margarida)...não ter muitos parceiros... (Violeta)

36 35 Não podemos deixar de citar que 4% das entrevistadas acreditam erroneamente como meio de prevenção o ultra-som intravaginal. O que se trata de um equívoco, uma vez que o ultra-som tem como objetivo avaliar as estruturas uterinas, e o exame Papanicolau de detectar possíveis alterações celulares no colo do útero, fazendo deste então o meio mais eficaz de prevenção para o câncer cérvico uterino....tem que fazer o exame preventivo, mas às vezes tem coisas que ele não acusa...agente faz, faz o exame e fala que não deu nada, mas sempre aparece alguma coisinha, por isso acho melhor aquele ultra-som vaginal que dá pra ver lá dentro..."(girassol) Duavy (2007), em seus estudos cita que a mulher habitualmente só procura realizar o exame preventivo quando surgem os sintomas, e que essa realidade pode ser vivenciada pela população feminina que muitas vezes não possuem informações necessárias quanto a sua importância. Essa afirmativa fica evidenciada na fala das entrevistadas:...eu sei muito pouco. Nunca tive problema genital, por isso não vou muito ao posto. (Orquídea)...Se sentir alguma coisa, aí procuro um médico e faço preventivo. (Azaléia) Baseado na análise desses dados foi identificado um conhecimento parcialmente satisfatório em relação às formas de prevenção do câncer cérvicouterino por parte das mulheres entrevistadas. Mas acreditamos que, a mulher em posse da informação sobre o procedimento ao qual será submetida, bem como as manifestações clínicas da doença e seus fatores de risco, se comprometerá cada vez mais a aderir ao exame preventivo de forma consciente e não automatizada.

37 36 0% 100% sim não Gráfico 7 A realização ou não do exame Preventivo do câncer do colo de útero das funcionárias na IES em 2009 Fonte: Pesquisa realizada na IES - Outubro/2009 O gráfico 7 expõe que 100% das entrevistadas já realizou o exame papanicolau, porém durante todo processo de levantamento de dados, estas deixaram claro, que o fato de trabalharem em uma Instituição de Ensino Superior com área da saúde não influenciou em nada esta ação, e que todo conhecimento sobre a importância de realizar o exame não foi adquirido no local de trabalho. Esse resultado contradiz a pesquisa de Meirighi, Hamano e Cavalcante (2002), realizada em uma escola de enfermagem, onde foi constatado que a maior proporção de mulheres que realizam o exame preventivo pode estar relacionada ao fato de trabalharem em uma instituição de ensino da área da saúde, e que assim, de certa forma, possuem um maior acesso a informações sobre questões voltadas à promoção da saúde. Também destacaram em seus estudos que, um estabelecimento que solicita anualmente exames médicos à suas funcionárias, influencia em um maior grau de adesão ao exame preventivo do câncer cérvicouterino.

38 37 5% 2% 81% 12% 1 vez ao ano 2 vezes ao ano Única vez Exporadicamente Gráfico 8 Freqüência de realização do exame preventivo das funcionárias da IES em 2009 Fonte: Pesquisa realizada na IES - Outubro/2009 Quanto a frequência com que o exame preventivo é realizado, foi constatado que 81% das entrevistadas o realizam pelo menos uma vez anualmente, 5% realizam duas vezes durante o ano, 2% relatam ter se submetido a este exame uma única vez na vida e 12% afirmam realizá-lo exporadicamente. De acordo com os dados coletados e apresentados no gráfico 8, a maioria das mulheres entrevistadas, realiza o exame na periodicidade recomendada pelo Ministério da Saúde. O exame deve ser feito a cada ano, e se dois exames anuais seguidos apresentarem resultado negativo para displasia ou neoplasia, este poderá ser realizado a cada três anos (BRASIL, 2002). Portanto, ao analisar os resultados obtidos após entrevistas com as funcionárias de serviços gerais da IES, observou-se que, embora o conhecimento que essas possuem em relação ao câncer do colo do útero seja significativamente pequeno como exemplificado em suas próprias falas, o grau de adesão ao exame preventivo das entrevistadas foi considerado de nível satisfatório.

39 38 5 MÉTODO Este estudo trata-se de uma pesquisa dividida em dois momentos. Inicialmente foi feito uma revisão de literatura, utilizando livros e artigos científicos com o intuito de analisar os aspectos gerais sobre o câncer de colo de útero, incidência, fatores de risco e as formas de prevenção desta patologia. No segundo momento, foi realizada uma pesquisa de campo de natureza quantitativa, desenvolvendo-se um estudo descritivo exploratório. Neste tipo de estudo, os dados são coletados, registrados, analisados, classificados e interpretados, sem que o pesquisador interfira neles. Usa-se esta estrutura para buscar informações precisas sobre a freqüência de ocorrência de um fenômeno quando se sabe pouco sobre ele (LOBIONDO-WOOD: HABER, 2001). A investigação científica depende de um conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos para que seus objetivos sejam atingidos: os métodos científicos (GIL, 1999, p.26). Fonseca (2003) afirma que a primeira razão para se conduzir uma pesquisa quantitativa é descobrir quantas pessoas de uma determinada população compartilham uma mesma característica ou um grupo de características. Ela é especialmente projetada para gerar medidas precisas e confiáveis que permitam uma análise estatística. A pesquisa quantitativa considera que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e informações para classificá-los e analisálos, de forma que os resultados obtidos possam contribuir para os objetivos da investigação. O trabalho baseou-se na realização de uma pesquisa de campo caracterizada por uma integração de abordagens, técnicas, categorização de termos e interpretação completa dos questionários utilizados durante as entrevistas, objetivando a identificação, registro e avaliação do fenômeno. A partir de então foi possível gerar dados precisos e confiáveis para uma análise estatística da freqüência com que tal fenômeno acontece.

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