III- TIPOS DE FORMULAÇÕES DE AGROTÓXICOS

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1 III- TIPOS DE FORMULAÇÕES DE AGROTÓXICOS

2 Ingrediente ativo x inerte Ingrediente ativo (i.a.) Composto com atividade biológica Geralmente insolúvel em água Ingrediente inerte Outros componentes (cargas, solventes, molhantes, etc) Funções: Facilitar a dissolução no veículo (água) Aumentar a toxicidade Aumentar validade do produto Proteger o produto de condições ambientais desfavoráveis no transporte e armazenamento (ex.: higroscopicidade) Variam com a solubilidade do i.a.

3 Proporção i.a. e inerte Variável: Exemplos: K-otrine 25 SC Malathion 1000 EC

4 Métodos de aplicação: 1. Líquido 2. Sólido : Pó Granulado 3. Gasoso

5 1. Líquidos Geralmente não são aplicados puros Exceção UBV Geralmente são diluídos em: Água (mais comum) Solventes orgânicos (poucas formulações)

6 Formulações de Agrotóxicos para diluição em água Diferentes formas de apresentação: Pó molhável Pó solúvel Solução concentrada Suspensão concentrada...

7 A- FORMULAÇÕES COM I.A. INSOLÚVEL EM ÁGUA

8 Características gerais Necessitam de agitação constante Na formulação, também podem constar ingredientes inertes que mantem a calda mais estável

9 1. Pó Molhável (WP ou PM) O i.a. é um pó finamente moído imiscível em água Geralmente grande quantidade de agentes suspensores na formulação Forma solução bastante instável em água (decanta rapidamente) Necessita de pré-mistura Misturar o produto em um balde de 20 L com água Despejar no tanque do pulverizador

10 2. Suspensão Concentrada (SC ou FW - flowable) O i.a. é um sólido não solúvel adicionado a um líquido. Formulações altamente viscosas Feita de pó-molhável com uma grande quantidade de agentes suspensores Quando armazenada tende a decantar o i.a. no fundo da embalagem

11

12 ATRAZINA + ÁGUA SEDIMENTAÇÃO

13 3. Concentrado Emulsionável (EC ou CE) I.a. líquido dissolvido em solventes da destilação do petróleo - óleos. Insolúveis em água (hidrofóbicos) Normalmente emulsões são mais estáveis que suspensões Forma uma emulsão (óleo em água) Aspecto leitoso Agitar antes de retirar a dose

14 A.. Dois líquidos imiscíveis separados em duas fases (I e II). B. Emulsão da fase II dispersa na fase I. C. A emulsão instável progressivamente retorna ao seu estado inicial de fases separadas. D. O surfactante se posiciona na interface entre as fases I e II, estabilizando a emulsão

15 4. Grânulos Dispersíveis (WG, GRDA ou DF) O i.a. é um PM convertido em SC, depois seco e compactado em microgrânulos Maior facilidade de manuseio em relação ao PM e SC.

16 5. Suspensão de Encapsulados (CS) Suspensão estável de i.a. (s) na forma de partículas sólidas e de cápsulas num líquido, para aplicação após diluição em água.

17 6. Tabletes (TB) Formulação sólida Forma uma dispersão em água Prof. Raetano, FCA UNESP/Botucatu

18 B- FORMULAÇÕES COM I.A. SOLÚVEL

19 Características gerais Formam solução verdadeira Uma vez dissolvido, solvente e solutos não se separam Menor risco de distribuição desuniforme da calda durante aplicação

20 Exemplos: 1- Pó Solúvel (SP ou PS) Produtos na forma de sal Risco de inalação no preparo da calda; 2- Grânulos solúveis (SG) Formulação sólida constituída por grânulos para aplicação após dissolução em água Pode conter ingredientes inertes insolúveis 3- Concentrado Solúvel (SL) Formulação líquida para diluição em água

21 Exemplos de resultados

22 Necessidade de AGITAÇÃO DA CALDA: Após 15 min. em repouso SL < WG < CE < SC < PM

23

24 Preparo de calda (sempre com o agitador ligado): Sem Mistura em Tanque Com pré-mistura (soluções de maior dificuldade de dissolução) Encher 2/3 do tanque do pulverizador com água Em um balde de aproximadamente 20 L de água colocar a quantidade de agrotóxico necessário para um tanque do pulverizador (principalmente com PM) Adicionar a pré-mistura ao tanque e completar o volume. Sem pré-mistura: Encher o tanque do pulverizador em 2/3 de sua capacidade Adicionar a dose necessária do agrotóxico Completar o volume

25 FORMULAÇÕES PARA APLICAÇÃO NA FORMA SÓLIDA

26 2. Sólidos Pó: praticamente não mais usado devido a riscos de contaminação do ambiente (deriva) e segurança na aplicação. Granulados: Mais seguros (partículas >s) Ausência de pó (granulados de boa qualidade*) Possibilidade de apresentarem maior efeito residual (liberação lenta)

27 A.Pó Seco (DP) Aplicados na forma de pó seco por polvilhadeiras Pronto para uso (sem diluição): sem adjuvante, a concentração (i.a.) geralmente varia de 0,5 a 10%. grande quantidade de resíduos; facilmente removidos; maior risco aos aplicadores; calibração difícil;

28

29 Evolução do modelo da polvilhadeira desenvolvida pelo Sr. Nishimura 1948 Polvilhadeira motorizada

30 Controle de mosquitos com DDT Fonte: Raetano, FCA Unesp/Botucatu

31 Controle de piolho com DDT- transmissor da Tifo Fonte: Raetano, FCA Unesp/

32 Fonte: Raetano, FCA Unesp/Botucatu

33 B.Grânulos ou Granulados (GR) Pronto uso: i.a. associado a partículas sólidas. Menor deriva; Aplicados ao solo; Menor risco aos aplicadores; Concentração do i.a. de 2,5 a 5%; Menos resíduos no ambiente.

34 B.Grânulos ou Granulados (GR) Ex.:Macrogrânulos: i.a. associado a um alimento ou estimulante alimentar Ex.: isca para formiga em bagaço de laranja Baixo risco aos aplicadores; Concentração de 0,03 a 1%.

35 Sólidos Vantagens: Formulações já vem prontas para uso Não há necessidade de água Mais segura (granulados) Aplicadores mais simples Desvantagens: Transporte de grande quantidade de material inerte Maior custo por unidade do i.a. Em alguns casos (pós), maior risco de contaminação

36 2. Gasosa Alto risco Uso muito restrito Aplicado na forma de Fumigação Ambientes fechados Interior de florestas

37 Portanto, Vários tipos de formulaçõe s Verificar se é de diluição ou não

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