* Referência: PEREIRA, Alesandro A.; GONÇ ALVES JUNIOR, Luiz; SILVA, Petronilha B. G. e. Jogos

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "* Referência: PEREIRA, Alesandro A.; GONÇ ALVES JUNIOR, Luiz; SILVA, Petronilha B. G. e. Jogos"

Transcrição

1 JOGOS AFRICANOS E AFRO-BRASILEIROS NO CONTEXTO DAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA * Alesandro Anselmo Pereira Luiz Gonçalves Junior Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva Resumo A Lei /2003, que altera a Lei 9394/1996, torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro Brasileira e Africana na educação básica. No entanto, percebemos uma lacuna quanto ao cumprimento desta lei dentro das instituições educacionais, particularmente no componente curricular Educação Física. Assim, o objetivo deste estudo foi, inicialmente, fazer um levantamento sobre jogos, brincadeiras, danças e contos de origem africana e afro-brasileira para, em um segundo momento, realizar aplicação das mesmas em uma intervenção em aulas do Projeto Recreação da Prefeitura Municipal de São Carlos, e, finalmente, observar como se dáo desenvolvimento de tais atividades junto aos participantes e se estas contribuem na formação de identidade negra positiva de crianças negras e não negras e no respeito à diversidade étnico-cultural. Tratou-se de uma pesquisa qualitativa com coleta de informações realizada por meio do registro sistemático das observações em diário de campo. Consideramos que é possível vivenciar, de forma reflexiva, a história de diferentes culturas, inclusive a africana, e que as vivências, os diálogos e a reflexões foram de extrema importância para afirmação, compreensão e respeito de diferentes culturas e identidades. Introdução Dia-a-dia as pessoas se deparam com as diferenças existentes e aparentemente consolidadas pela sociedade, acreditando, por vezes, que situações constrangedoras desencadeadas através de apelidos, brincadeiras mal intencionadas, especialmente no ambiente escolar, são atitudes corriqueiras, as quais devem ser aceitas como naturais pela força do contexto em que se vive, como, por exemplo, acreditar que afrodescendentes são seres humanos inferiores. Ao brincar e jogar na rua ou na escola podemos sentir em situações de acolhimento étnico-cultural: valorização, receptividade, conforto e alegria. Como também, em situações de tolhimento étnico-cultural: desvalorização, constrangimento, desconforto e tristeza. De um modo ou de outro são momentos de aprendizagem que, no entanto, oscilam entre prazer e dor, devendo as primeiras serem encorajadas e as segundas banidas de nossa sociedade. * Referência: PEREIRA, Alesandro A.; GONÇ ALVES JUNIOR, Luiz; SILVA, Petronilha B. G. e. Jogos africanos e afro-brasileiros no contexto das aulas de educação física. In: XII Congresso da Association Internationale pour la Recherche Interculturelle (ARIC): diálogos interculturais: descolonizar o saber e o poder, 2009, Florianópolis. Anais... Florianópolis: UFSC, p (ISBN: ).

2 A partir de nossa vivência e contato com a Lei /2003, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/1996, tornando obrigatório o ensino de História e Cultura Afro Brasileira e Africana na educação básica (BRASIL, 2004) nos sentimos estimulados e desafiados a desenvolver intervenção e estudo sobre o tema, relacionando-o ao contexto da Educação Física, especialmente por percebermos, lacuna quanto ao cumprimento desta lei no citado componente curricular. Devido a dificuldades de desenvolvimento da intervenção em aulas regulares de Educação Física resolvemos realizar a mesma junto ao Projeto Recreação da Prefeitura Municipal de São Carlos, o qual ocorre em escolas da rede pública municipal, no contra-horário das aulas regulares. O citado Projeto atende crianças de 7 a 12 anos, menos favorecidas economicamente e moradoras das imediações da escola e tem por premissa trabalho educacional realizado por meio de atividades recreativas, esportivas e de lazer, tais como: atletismo, natação, tênis de mesa, hip hop, jogos diversos, kung fu e futebol. Salientamos termos realizado nosso estudo em uma das escolas do Projeto, localizada no bairro Santa Felícia. O objetivo deste estudo foi, inicialmente, fazer um levantamento sobre jogos, brincadeiras, danças, contos, entre outros, de origem africana e afro-brasileira para, em um segundo momento, realizar aplicação das mesmas em uma intervenção em aulas do Projeto Recreação da Prefeitura Municipal de São Carlos, e, finalmente, observar como se dáo desenvolvimento de tais atividades junto aos participantes e se estas contribuem na formação de identidade negra positiva de crianças negras e não negras e no respeito à diversidade étnico-cultural. A luta do Negro O continente africano e seu povo foi dominado por Portugal entre os séculos XV e XX. Tal país controlava o comércio de especiarias, se apropriou de recursos na costa africana e ainda apreendeu negros para o tráfico de escravos. Somente em 1910, alguns países deste continente iniciaram seu processo de independência. Portugal resistiu ao movimento e sofreu uma campanha que o esgotou social e economicamente, culminando com a Revolução dos Cravos, em 1974, quando todas as colônias portuguesas na Á frica tornaram-se independentes (ANDRADE, 1992). A Á frica possui 30 milhões de quilômetros quadrados de superfície e abriga diversas civilizações, etnias e culturas. Estádividida politicamente em 53 Estados, sendo que a média relativa per capita é muito baixa na maioria de seus países, sobretudo

3 entre a população negra; a minoria branca ainda controla o poder político, a exploração dos recursos econômicos e a força de trabalho em quase todo continente. Hábaixo desenvolvimento industrial (ANDRADE, 1992). Se por um lado tais problemas ainda se fazem presentes, fruto da dominação européia no período da colonização, por outro lado, de acordo com Nascimento (citado por ABRAMOWICZ e col., 2006): O legado egípcio fundamenta um desenvolvimento em todo o continente africano, assim como o saber greco-romano fundamenta a civilização ocidental de origem européia. Desse modo, diferentemente do pensamento comum, a Á frica possui cultura, ciência e tecnologia sofisticadas desde tempos remotos. (p.100). No passado colonial brasileiro muitos negros, capturados como escravos em diversas regiões da Á frica, eram embarcados em tumbeiros destinados, inicialmente, aos portos de Recife e da Bahia. Durante a viagem alguns negros morriam devido às péssimas condições ou mesmo suicidavam-se; no Brasil, eram escravizados e quando reagiam eram açoitados e por vezes assassinados pelos senhores ou capatazes. Muitos, por outro lado, conseguiam fugir e formavam os quilombos (ANDRADE, 1992). Segundo Giffoni (1974) a presença de grande quantidade de negros no Brasil causou mudanças importantes na formação brasileira, tanto com relação aos aspectos culturais, bem como com relação aos aspectos sociais trazidos pelas famílias e transmitidos entre as gerações. De acordo com Abramowicz e col. (2006), a influência dos negros foi de intensa formação da cultura brasileira, por exemplo, com algumas canções conhecidas até os dias atuais, entre elas, Escravos de Jó, cujo objetivo é passar pedras de um participante a outro de uma roda no ritmo em que a música é cantada. Em Gana, país da Á frica, as crianças têm uma canção muito parecida com esta. Ainda com relação a música, o rap reaparece com forte manifestação afro-brasileira, denunciando a opressão e a marginalização sobre a população pobre, composta, em sua maioria, por negros. Nele, a força da musicalidade africana estápresente em circuitos que unem os negros dos Estados Unidos aos negros do Brasil, principalmente do Rio de Janeiro e de São Paulo. Tanto os ritmos marcados e repetitivos, como a força da palavra, e especialmente da palavra cantada, remetem a características das

4 sociedades africanas; as letras das músicas de rap denunciam a opressão e a marginalização a que estão submetidos os habitantes das periferias dos grandes centros urbanos, em sua maioria negros e mestiços (SOUZA, 2006, p.138). Outras contribuições de importância cultural africana no Brasil são, na música e na dança: o carimbó, o jongo, o samba e o cacuriá; nos instrumentos musicais: o atabaque, o agogô, o berimbau, o afoxé e a ganzá; nas lutas: a capoeira; na religião: o candomblé e a umbanda; na culinária: o vatapá, o caruru, a muqueca, o acarajé e a feijoada; no idioma, palavras como: marimbondo, quilombo e moleque. De acordo com Souza (2006) os africanos também trouxeram para o Brasil técnicas de produção de objetos, como modelar e cozer o barro utilizado para confecção de recipientes, bem como padrões estéticos presentes nas formas, nas decorações e no colorido. Apesar de tais contribuições, ainda vivenciamos, no Brasil, preconceitos e discriminações. O decreto nº1331, de 17 de fevereiro de 1854, por exemplo, estabelecia que as escolas públicas do país não podiam admitir escravas, e as previsões de instrução para adultos negros dependiam da disponibilidade do professor (BRASIL, 2004). Buscando minimizar e acabar com tais posturas, a luta do movimento negro impulsionou a criação da lei nº10.639/2003, a qual obriga o ensino da História e Cultura Afro Brasileira e Africana na educação básica (BRASIL, 2004). Tal lei altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº9.394, de 20 de dezembro de 1996, estabelecendo a obrigatoriedade do ensino da "História e Cultura Afro-Brasileira e Africana". Essa decisão destaca a contribuição dos negros na construção e formação da sociedade brasileira e tem o mérito de trazer aos estudantes do ensino básico os conhecimentos acerca das relações étnico-raciais e das histórias afrobrasileira e africana (BRASIL, 2004). Especificamente na área de Educação Física, os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs - (BRASIL, 1997) indicam a importância de se: conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crença, de sexo, de etnia ou características individuais e sociais (p.7). O mesmo documento indica ainda que:

5 A Educação Física permite que se vivenciem diferentes práticas corporais advindas das mais diversas manifestações culturais e se enxergue como essa variada combinação de influências está presente na vida cotidiana. As danças, esportes, lutas, jogos e ginásticas compõem um vasto patrimônio cultural que deve ser valorizado, conhecido e desfrutado. Além disso, esse conhecimento contribui para a adoção de uma postura nãopreconceituosa e discriminatória diante das manifestações e expressões dos diferentes grupos étnicos e sociais e às pessoas que dele fazem parte (BRASIL, 1997, p.28-29). Não se trata, porém, conforme esclarece Freire (2005), de realizar justaposição de culturas, muito menos no poder exacerbado de uma sobre as outras, mas na liberdade conquistada, no direito assegurado de mover-se cada cultura no respeito uma da outra, correndo risco livremente de ser diferente, de ser cada uma para si (p.156). No que diz respeito a cultura corporal, Gonçalves Junior (2007) destaca:...observamos comumente nas aulas de Educação Física, a predominância do esporte como conteúdo por vezes exclusivo, o que acaba por reduzir o universo da cultura corporal, circunscrevendo-o, não raro, ao contexto cultural estadunidense e/ou europeu do futebol, voleibol, basquetebol e handebol, em detrimento das potencialidades que podem ser exploradas ao propor a vivência de outras práticas corporais (jogos, brincadeiras, danças, lutas), oriundas da diversidade cultural de diferentes povos que construíram e constroem o Brasil para além dos europeus, tais como os indígenas e africanos. Neste texto e contexto passamos a expor algumas práticas culturais africanas e afro-brasileiras relacionadas a jogos, brincadeiras, danças e contos, por nós levantados ou elaborados para esta intervenção e estudo. Jogos Africanos e Afro-Brasileiros Segundo Prista, Tembe e Edmundo (1992) o jogo e a brincadeira sempre estiveram voltados para o âmbito educacional e preparação para vida. O jogo estáalém dos limites físicos e psicológicos, pois todo jogo tem algum significado. De acordo com Huizinga (1971) o jogo ultrapassa os limites da atividade puramente física ou biológica, tendo capacidade de criar ordem, deslocando-se da imperfeição do mundo para uma perfeição temporária. Para Huizinga (1971) trata-se o jogo de:

6 Atividade livre, conscientemente tomada como não séria e exterior à vida habitual, mas ao mesmo tempo capaz de absorver o jogador de maneira intensa e total. Éuma atividade desligada de todo e qualquer interesse material, com a qual não se pode obter qualquer lucro, praticado dentro de limites espaciais e temporais próprios, segundo uma certa ordem e certas regras (p.16). De acordo com Maranhão (2006) os jogos na cultura africana, assim como em outras culturas, possuem algumas particularidades em relação a gênero, idade e número de participantes. Alguns jogos na cultura africana são praticados somente por meninas e outros somente por meninos. Afirma ainda ser fundamental levar em consideração o contexto em que se desenvolve(u) o jogo para haver compreensão e respeito à cultura. Neste estudo, chamaremos de jogo, genericamente, atividades lúdicas como brincadeiras, danças, cantos, dramatizações e afins. Procedimentos Na primeira fase do estudo realizamos um levantamento de jogos, brincadeiras e danças africanos ou afro-brasileiros a partir da nossa vivência, de material bibliográfico ou da internet, bem como da construção de atividades lúdicas com enfoque nas relações étnico-raciais que contribuíssem na formação de uma identidade cultural negra positiva. Na segunda fase do estudo realizamos uma intervenção através vinte aulas junto ao Projeto Recreação da Prefeitura Municipal de São Carlos, sendo que participaram da mesma 40 crianças, após diálogo com elas e seus respectivos pais e responsáveis sobre os objetivos do trabalho, procedimentos metodológicos e uso dos dados para divulgação científica, os quais as autorizaram através da assinatura de termo de consentimento livre e esclarecido a participar e a nós a divulgar os dados em meios acadêmicos. O cotidiano da intervenção foi todo sistematicamente registrado em diário de campo, que, de acordo com Bogdan e Biklen (1994), são relatos escritos daquilo que o investigador ouve, vê, experiencia e pensa no decurso da recolha e reflectindo sobre os dados de um estudo quantitativo. Resultados

7 A seguir apresentamos a descrição de alguns jogos, entre parênteses a fonte da atividade, sendo a descrição, o objetivo e o resultado por nós escrito com base em nossa pesquisa, experiência e situações em campo, conforme registro em diários: 1. O que é áfrica? (MARANHÃO, 2006) Descrição: A atividade consistiu em escrever e/ou desenhar o que as crianças sabiam sobre a Á frica (ver Fig. 1). Realizamos uma conversa inicial com as crianças sobre a Á frica, perguntando a elas o que sabiam a respeito, se conheciam países de lá, pessoas originárias, se alguma delas possui descendência etc. Na seqü ência fizemos a distribuição de uma folha de papel, lápis comum, lápis de cor e/ou giz de cera para as crianças se expressarem através da escrita e/ou desenhos que representassem o que sabem sobre a Á frica. Objetivo: Identificar qual concepção de Á frica as crianças possuíam e dialogar sobre a mesma; despertar a curiosidade de conhecer os países e as etnias que compõem tal continente; estimular pesquisa pessoal delas em seu meio familiar sobre sua descendência e se possuem alguma de origem africana. Resultado: Ao analisar as respostas das crianças, percebemos que as mesmas, em sua maioria, apresentaram insistentes menções a florestas, animais, indígenas e muita pobreza, conforme os relatos que seguem: A Á frica tem povos indígenas, tem muitos bichos asiáticos, tem um animal que gosto muito o leão, na Á frica tem muitos leões (Aluno 1); Na Á frica tem leão, onça, tigre, macaco, gavião, passarinho, macaco, onça pintada (Alunos 5, 15, 16, 23 e 32); A Á frica é um país muito pobre onde as pessoas moram em barracos, na selva tem muitos animais. A copa do mundo de 2010 vai ser na Á frica do Sul (Aluno 25); Amazônia, Á frica, eu imagino que seja, um lugar maravilhoso, cheio de flores, com muita árvore para nós respirarmos, este lugar é cheio de maravilhas, como pássaro, leão, cobra linda e brilhante, leopardo... O que eu acho mais chato de tudo é porque os seres humanos jogam fogo na Á frica e da Á frica vai para Amazonas e assim continua... Na hora que eles colocam fogo os animais saem correndo, mata bastante animal, destrói a nossa natureza e polui o ar (Aluno 39).

8 Fig. 1: Crianças expressando o que sabem sobre a Á frica 2. Escrever uma história do negro e outra do branco (MARANHÃO, 2006) Descrição: Distribuímos uma folha de papel e lápis comum para as crianças, orientando-as para, num primeiro momento, passar um traço no meio da mesma. Num segundo momento, pedimos para desenharem em um dos lados da página uma pessoa negra e escrever uma breve história relacionada ao desenho e, na outra metade da página, desenharem uma pessoa branca também escrevendo breve história relacionada a este desenho (ver Fig. 2). Objetivo: Possibilitar, a partir dos desenhos e histórias criados pelas crianças, realização de roda de conversa sobre status e papel social que elas relacionam as pessoas brancas e negras, se a raça/cor da pele influencia os valores atribuídos a estas pessoas. Resultado: Ao desenharem e/ou descreverem a personagem negra e a branca, percebemos que elas atribuíram valores sociais, econômicos e estéticos superiores as personagens brancas, por exemplo: A minha menininha era muito negra, mas ela conhecia uma menina branca queria ser igualzinha a ela, elas brincavam muito e a amiguinha dela falou: eu vou viajar, mas você pode ficar cuidando da minha casa, respondeu a menina negra sim (Aluno 1); Era uma vez uma menina negra, ela não gostava de ser negra porque ninguém gostava dela então resolveu sair para andar, de repente ela encontrou um gênio no meio do caminho, oba vou fazer um pedido eu quero ser bonita (Aluno 3); O menino pobre era o negro e o menino rico era o Branco (Aluno 11); A menina negra não tem muita coisa para brincar, mas é feliz, a mãe dela não tem muito dinheiro para comer ela não chora. O menino loiro ele tem muita coisa para ele poder brincar e não é feliz, a mãe tem muito dinheiro para comprar pão e ele faz birra (Alunos 8, 9 e 17); Negra, vida pobre, ela cata lixo para sobreviver, toda sua

9 família cata lixo para viver, come comida do lixo, porque não tem dinheiro, estudo, casa, vida rica, a vida do branco é muito bom ter carro, casas e tudo que é bom, mas afinal tem estudo, não come comida do lixo, tem tudo (Aluno 21). Fig. 2: Crianças criando história de um personagem negro e um branco 3. O que é capoeira? (Os autores) Descrição: Para Oliveira (1993) trata-se a capoeira na atualidade de jogo-de-lutadançada", ou seja, ao insinuar, representar e encenar golpes, o capoeirista brinca de lutar e, de forma lúdica, realiza a capoeira como jogo, além disso, a musicalidade típica das rodas flui como dança na corporeidade dos jogadores-dançarinos. Em nossa atividade, inicialmente, pedimos para as crianças escreverem e/ou desenharem o que conheciam sobre capoeira. Foi realizado diálogo acerca do que sabiam a respeito, se alguém já havia praticado ou conhecia alguém que praticasse. Na seqü ência distribuímos uma folha de papel, lápis comum, lápis de cor e/ou giz de cera para as crianças se expressarem através da escrita e/ou desenhos que representassem o que sabiam sobre capoeira. Para finalizar convidamos todas as crianças que conheciam movimentos da capoeira apresentassem para as demais para jogarem juntas, inicialmente de modo livre, depois em duplas e finalizando com uma roda (ver Fig. 3 e 4) com todas batendo palmas na cadência de três tempos típicas da capoeira. Acrescentamos acompanhamento de instrumentos característicos (berimbau, atabaque, reco-reco, pandeiro, agogô, chocalho etc) e, em alguns momentos, músicas de capoeira tocadas em CD. Objetivo: Identificar os conhecimentos que as crianças possuíam sobre capoeira e possibilitar vivência/reflexão da movimentação e musicalidade dessa prática da cultura

10 afro-brasileira desenvolvida pela necessidade histórica do negro escravizado no Brasil libertar-se. Resultado: Percebemos que algumas crianças desconheciam a capoeira, mas que outras tinham contato com esta prática corporal, inclusive enquanto praticantes. Entre as frases escritas pelas crianças destacamos: A capoeira nasceu na Á frica, os africanos que inventaram a ginga (Aluno 1); Eu não sei nada de capoeira (Alunos 3, 8, 10, 14, 16, 20, 27, 31, 34); Capoeira é uma luta (Alunos 7 e 33); A capoeira nasceu na Á frica que os afro descendentes negros brincavam tinham instrumentos musicais o berimbau e chocalho (Aluno 9); A capoeira veio da Capital do nordeste (Alunos 11, 17 e 24); Eu conheço bastantes coisas sobre a capoeira, ginga, meia lua, você sabia que eu jáfiz capoeira (...). Eu conheço o berimbau (Aluno 12); A capoeira é um esporte pouco praticado pelas pessoas, na minha escola tem capoeira (Aluno 25); Eu só vi uma vez, foi na televisão (Aluno 26). A capoeira despertou grande interesse aos participantes na vivência e mesmo em outras ocasiões no decorrer da nossa intervenção. Fig. 3 e 4: Crianças vivenciando o jogo e a musicalidade características da capoeira 4. Labirinto (PRISTA; TEMBE; EDMUNDO, 1992) Descrição: Os jogadores colocam-se de frente um para o outro, tendo um uma pedra numa das mãos, sem que o outro saiba em qual. Na aresta inicial do Labirinto são colocadas duas pedras diferentes, sendo uma de cada jogador. O jogador que tem a pedra estende as mãos ao colega, tendo este que adivinhar em qual das mãos está. Se conseguir a sua peça é deslocada em uma aresta do labirinto. Senão adivinhar é a peça do que estendeu as mãos que é movimentada. Este procedimento repete-se até que a pedra de um dos jogadores chegue à última aresta. O jogo termina quando a pedra de um jogador chegar à última aresta.

11 Objetivo: Proporcionar às crianças aprendizado de jogo de cultura africana praticado em Niassa, cidade localizada em Moçambique. Resultado: As crianças disseram desconhecer o jogo do labirinto (ver Fig. 5 e 6) até então e que gostaram muito de praticá-lo, uma das crianças inclusive comentou que era muito bom saber que na Á frica existiam jogos interessantes. Fig. 5 e 6: Ilustração de um labirinto e diálogo sobre a vivência do jogo. 5. Matacuzana (PRISTA; TEMBE; EDMUNDO, 1992) Descrição: Consiste em lançar com as mãos pedrinhas ou castanhas de caju do solo para o alto. Os participantes podem ir formulando ou alterando as regras como: jogar a semente para cima e pegar com a mão contrária, quem deixar cair à semente que jogou devolver as que ganharam em outras partidas, etc. Objetivo: Proporcionar às crianças aprendizado de jogo de cultura africana (ver Fig. 7) tipicamente praticado nas cidades de Maputo, Manica, Niassa e Tetê, localizadas em Moçambique. O jogo é semelhante a Chincha ou Três Marias, denominações mais utilizadas em Portugal e no Brasil. Resultado: Ao final, na roda de conversa, as crianças lembraram játerem ouvido falar de Moçambique em outro jogo e disseram acreditar serem as crianças de lámuito felizes, pois conheciam muitas brincadeiras diferentes e divertidas. Outras crianças disseram ser o jogo parecido com a nossa chincha.

12 Fig. 7: Crianças jogando Matacuzana 6. My God (PRISTA; TEMBE; EDMUNDO, 1992) Descrição: No jogo My God (Meu Deus) colocamos latas (de achocolatado, ervilhas, milho ou similares) e dividimos o grupo em dois, cada um em uma das laterais da quadra ou pátio. No centro empilhamos as latas (em torno de 5). Um grupo tem por meta derrubar as latas com uma bola (de borracha ou de meia) e/ou queimar as crianças do outro grupo impedindo que estas empilhem as latas novamente. Ganha o jogo o grupo que conseguir fazer mais pontos empilhando todas as latas, passando a perna por sobre elas, derrubando-as a seguir e finalmente gritando My God. Cada grupo faz o papel de defensor das latas por um tempo pré-fixado, por exemplo, 5 minutos. Ganha o jogo o grupo que, neste tempo, conseguir mais vezes montar e derrubar as latas gritando My God. Objetivo: Proporcionar às crianças aprendizado de jogo de cultura africana (ver Fig. 8) praticado nas cidades de Maputo e Niassa, localizadas em Moçambique. Fig. 8: Crianças jogando My God Resultado: Ficamos surpresos com o gosto que as crianças tomaram por este jogo, pois não queriam mais parar, na roda de conversa ao final da atividade todas as crianças destacaram o quanto gostaram.

13 7. Mancala (Disponível em: - Acesso em: 27 fev. 2009) Descrição: Éjogado, tradicionalmente, em duplas em um tabuleiro de 6 orifícios (covas) de cada lado contendo 6 sementes ou pequenas pedras em todos esses. No tabuleiro háainda um depósito em cada extremidade, onde são guardadas as sementes (ver Fig. 9). A movimentação das sementes tem o sentido anti-horário (em algumas versões do jogo sentido horário) conhecido como "semeadura" (colocação das sementes ou pedras) e "colheita" (retirada das sementes ou pedras). Cada jogada consiste em escolher uma cova do seu lado, retirar suas 6 sementes e distribuí-las pelas outras covas, sendo obrigatório distribuir 1 semente em cada no sentido estabelecido (anti-horário ou horário), colocando também uma semente em seu respectivo depósito sempre que passar por ele, pulando, no entanto, o do outro jogador caso passe pelo depósito dele. Quando as 6 covas de um jogador estiverem vazias, o companheiro colocarátodas as sementes que estiverem na sua metade do tabuleiro em seu depósito, somando-se então as sementes de cada um, sendo que quem tiver mais sementes ganharáo jogo. Objetivo: Proporcionar às crianças aprendizado de jogo de cultura africana (ver Fig. 10) diretamente relacionado ao plantio/colheita que trabalha o raciocínio lógicomatemático. Resultado: Desde o início do jogo as crianças se mostraram muito concentradas, cada qual desenvolvendo estratégias próprias para obter mais sementes em seu depósito, consequentemente ganhar o jogo. Apenas uma criança disse conhecer o jogo de antemão, apesar de não se lembrar das regras. Fig. 9: Ilustração de um tabuleiro de mancala com 6 sementes em cada cova

14 Fig. 10: Crianças jogando Mancala com tabuleiro adaptado feito a partir de caixas de ovos 8. Cacuriá (SILVA; CARDOSO, 2007) Descrição: dança afro-brasileira executada ao som das caixas do Divino (pequenos tambores que acompanham a dança) animada por cantor que puxa a dança e cujos versos, de improviso ou conhecidos, são respondidos por um coro formado pelos dançadores. É dançado em roda principalmente nas ruas de São Luís, capital do Maranhão, tem suas origens na Festa do Divino Espírito Santo. Após o derrubamento do mastro do Divino, que encerra a obrigação religiosa, as caixeiras se reúnem para vadiar, esta parte profana da festa é conhecida como lava-pratos. Trabalhamos junto às crianças com a música: Caranguejinho táandando, táandando. Caranguejinho tá andando, táandando. Tána boca do buraco, caranguejo sinhá. Tána boca do buraco, caranguejo sinhá., na qual nós e as crianças nos deslocávamos pelo espaço cantando, batendo palmas e simulando a pegada do caranguejo, variando às vezes pegando (tocando) o pé do companheiro. Objetivo: Proporcionar às crianças aprendizado de dança de cultura afro-brasileira com característica lúdica e relacionada à religiosidade. Resultado: Nenhuma criança manifestou jáconhecer a dança, mas todas participaram, apesar de no início ficarem um pouco acanhadas, principalmente os meninos. No decorrer da atividade meninos e meninas foram se soltando e brincando mais uns com os outros, principalmente ao tocar nos pés dos colegas como que imitando o pegar caranguejo e/ou o pinçar deste. O ritmo das palmas e do cantar também foi melhorando durante a prática.

15 Considerações Finais No início da intervenção, as crianças do projeto demonstraram falta de conhecimento sobre a Á frica, pensamentos racistas e discriminatórios, os quais são refletem o imaginário de parte da sociedade brasileira. De acordo com Silva (2001), além da omissão e distorção histórico-cultural, a presença dos estereótipos em livros didáticos, na mídia e em outros materiais pedagógicos ou de opinião pública fortalece a rejeição inconsciente a um saber importante para a formação de uma identidade cultural livre de preconceitos. A ideologia do branqueamento se efetiva no momento em que o negro internalizando uma imagem negativa de si próprio e uma imagem positiva do branco, tende a se rejeitar, a não se estimar e a procurar aproximar-se em tudo do indivíduo estereotipado positivamente e dos seus valores, tidos como bons e perfeitos (SILVA, 2001). Por outro lado, nos aproximando do término da intervenção percebemos, com base nos diários de campo, outra visão surgindo acerca da Á frica e dos afro-brasileiros, visão que destacava haver coisas positivas oriundas da Á frica e de seus filhos. Consideramos com o presente trabalho que é possível vivenciar, de forma reflexiva, a história de diferentes culturas, inclusive a africana, pouco lembrada na escola, apesar da legislação atual (Lei /2003). Conforme Maranhão, Gonçalves Junior e Corrêa (2007) observaram em estudo similar, neste também notamos que as crianças passaram a ter outra percepção de Á frica e conseqü entemente outra percepção de negro e cultura negra, sendo que tal mudança, também reflete na formação da identidade da criança e no despertar de um novo olhar de si e do outro. Percebemos que as vivências, os diálogos e a reflexões foram de extrema importância para afirmação, compreensão e respeito de diferentes culturas e identidades. Esperamos, primordialmente, que esta seja uma contribuição que auxilie o trabalho dos educadores no meio escolar e não escolar. Referências ABRAMOWICZ, A; SILVÉRIO, V. R; OLIVEIRA, F; TEBET, G. G. C. Trabalhando a diferença na educação infantil. São Paulo: Moderna, ANDRADE, M. C. O Brasil e a África. São Paulo: Contexto, 1992.

16 BOGDAN, Roberto C.; BIKLEN, Sari Knopp. Investigação qualitativa em educação. Porto: Porto Editora, BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Ético-Raciais e para o Ensino de Historia e cultura Afro- Brasileira. Brasília: MEC, BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Educação Física/ Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. 31ªed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, GIFFONI, M. A. C. Danças da Ásia, África e Oceania. São Paulo: NOBEL-SCET- CEC, GONÇ ALVES JUNIOR, Luiz. A motricidade humana no ensino fundamental. In: I Seminário Internacional de Motricidade Humana: passado-presente-futuro, 2007, São Paulo. Anais... São Paulo: ALESP, v.1. p HUIZINGA, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. São Paulo: Perspectiva / EdUSP, MANCALA. Disponível em: - Acesso em: 27 fev MARANHÃO, Fabiano. Jogos africanos e afro-brasileiros como possibilidades na formação de uma identidade cultural negra positiva Monografia (Licenciatura em Educação Física) UFSCar, São Carlos, MARANHÃO, Fabiano; GONÇ ALVES JUNIOR, Luiz; CORRÊ A, Denise A. Jogos e brincadeiras africanos nas aulas de educação física: construindo uma identidade cultural negra positiva em crianças negras e não negras. In: XV Jornadas de Jóvenes Investigadores de la AUGM, 2007, Asunción. Actas... Asunción: AUGM, (CD- ROM). OLIVEIRA, André L. Os significados dos gestos no jogo da capoeira Dissertação (Mestrado em Educação: Supervisão e Currículo) PUCSP, São Paulo, PRISTA, António; TEMBE, Mussá; EDMUNDO, Hélio. Jogos de Moçambique. Lisboa: Instituto Nacional de Educação Física, SILVA, A. C. Destruindo a discriminação do negro no livro didático. Salvador: EDUFBA, SILVA, Vivian P.; CARDOSO, Mariela P. A. Danças populares brasileiras. In: III Colóquio de Pesquisa Qualitativa em Motricidade Humana: o lazer em uma perspectiva latino-americana, 2007, São Carlos. Anais... São Carlos: SPQMH -DEFMH/UFSCar, 2007.

17 SOUZA, M. M. África e Brasil africano. São Paulo: Á tica, Perfil Profissional dos Autores Alesandro Anselmo Pereira Licenciado em Educação Física pela Universidade Central Paulista (UNICEP) em Atualmente cursa Especialização em Educação Física Escolar (lato-sensu) na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); trabalha como técnico no Departamento de Educação Física e Motricidade Humana (DEFMH/UFSCar); é membro do Núcleo de Estudos de Fenomenologia em Educação Física (NEFEF/UFSCar) e da Sociedade de Pesquisa Qualitativa em Motricidade Humana (SPQMH); tem se dedicado a estudos étnico-raciais. Luiz Gonçalves Junior Licenciado em Educação Física pela UNESP-RC em 1989; Mestre em Educação (Currículo) pela PUC-SP em 1993; Doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP em 1998; Pós-Doutor em Ciências Sociais pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa - Portugal em Foi vice-presidente do Conselho Municipal de Esportes e Lazer) da cidade de São Carlos. Éavaliador do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior do Ministério da Educação. Atua como Professor Associado do Departamento de Educação Física e Motricidade Humana da Universidade Federal de Sã o Carlos (DEFMH/UFSCar) desde 1995, játendo sido Coordenador e Vice- Coordenador do Curso de Educação Física. ÉCoordenador do Curso de Especialização em Educação Física Escolar (lato-sensu) da UFSCar; Coordenador do Núcleo de Estudos de Fenomenologia em Educação Física (NEFEF) desde 1996; Sócio-Fundador, Pesquisador e atual Vice-Presidente da Sociedade de Pesquisa Qualitativa em Motricidade Humana (SPQMH). Écredenciado no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSCar. Desenvolve pesquisa nas linhas Práticas Sociais e Processos Educativos e Estudos Socioculturais do Lazer. Desenvolve extensão comunitária com lazer e educação popular junto a comunidades de baixa renda da periferia da cidade de São Carlos. Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva Professora Titular de Ensino-Aprendizagem - Relações Étnico-Raciais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), pesquisadora do Núcleo de Estudos

18 Afro-Brasileiros da UFSCar e Coordenadora do Grupo Gestor do Programa de Ações Afirmativas da UFSCar. Realizou estágio de Pós-Doutorado em Teoria da Educação, na University of South Africa, em Pretoria, Á frica do Sul (1996). Por indicação do Movimento Negro foi conselheira da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, mandato Nesta condição foi relatora do Parecer CNE/CP 3/2004 que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana e participou da relatoria do Parecer CNE/CP 3/2005 relativo às Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de Pedagogia. Foi professora visitante na University of South Africa (1996), na Universidad Autonoma del Estado de Morelo, in Cuernavaca, México (2003). Participa ativamente do International Research Group on Epystemology of African Roots and Education da Georgia State University/USA.

PLURALIDADE CULTURAL NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: A CONTRIBUIÇÃO DE DIFERENTES POVOS

PLURALIDADE CULTURAL NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: A CONTRIBUIÇÃO DE DIFERENTES POVOS PLURALIDADE CULTURAL NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: A CONTRIBUIÇÃO DE DIFERENTES POVOS BENTO *, Clovis Claudino NEFEF/UFSCar SPQMH bentocc@bol.com.br GONÇALVES JUNIOR **, Luiz PPGE NEFEF/DEFMH/UFSCar

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FISICA NAS SÉRIES INICIAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA LEILA REGINA VALOIS MOREIRA

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FISICA NAS SÉRIES INICIAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA LEILA REGINA VALOIS MOREIRA 1 A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FISICA NAS SÉRIES INICIAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA LEILA REGINA VALOIS MOREIRA INTRODUÇÃO O tema a ser estudado tem como finalidade discutir a contribuição da Educação Física enquanto

Leia mais

Projeto - A afrodescendência brasileira: desmistificando a história

Projeto - A afrodescendência brasileira: desmistificando a história Projeto - A afrodescendência brasileira: desmistificando a história Tema: Consciência Negra Público-alvo: O projeto é destinado a alunos do Ensino Fundamental - Anos Finais Duração: Um mês Justificativa:

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIDADADE LITORAL NORTE/OSÓRIO GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA - LICENCIATURA

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIDADADE LITORAL NORTE/OSÓRIO GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA - LICENCIATURA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIDADADE LITORAL NORTE/OSÓRIO GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA - LICENCIATURA CLAINES KREMER GENISELE OLIVEIRA EDUCAÇÃO AMBIENTAL: POR UMA PERSPECTIVA DE RELAÇÕES ENTRE

Leia mais

CULTURA AFRO CULTURA AFRO

CULTURA AFRO CULTURA AFRO CULTURA AFRO ESCOPO Apresentamos o projeto Cultura Afro com o compromisso de oferecer aos alunos do ensino fundamental um panorama completo e diversificado sobre a cultura afro em nosso país. Levamos em

Leia mais

Congada PROJETOS CULTURAIS. e ucáçá~o I fa til. Justificativa

Congada PROJETOS CULTURAIS. e ucáçá~o I fa til. Justificativa Congada e ucáçá~o I fa til Justificativa PROJETOS CULTURAIS O Brasil é um país com grande diversidade étnica e cultural. É preciso dar importância e valorizar a cultura dentro e fora da escola, criando

Leia mais

Os brasileiros precisam conhecer a história dos negros. (textos e fotos Maurício Pestana)

Os brasileiros precisam conhecer a história dos negros. (textos e fotos Maurício Pestana) Os brasileiros precisam conhecer a história dos negros (textos e fotos Maurício Pestana) Responsável pelo parecer do Conselho Nacional de Educação que instituiu, há alguns anos, a obrigatoridade do ensino

Leia mais

JOGOS E BRINCADEIRAS DA CULTURA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA EDUCAÇÃO FÍSICA

JOGOS E BRINCADEIRAS DA CULTURA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA EDUCAÇÃO FÍSICA JOGOS E BRINCADEIRAS DA CULTURA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA EDUCAÇÃO FÍSICA Fonte:mozafricaview.com [Digite seu endereço] [Digite seu telefone] [Digite seu endereço de email] Ariadine Rodrigues Barbosa

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO RADIAL DE SÃO PAULO SÍNTESE DO PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO 1 MISSÃO DO CURSO

CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO RADIAL DE SÃO PAULO SÍNTESE DO PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO 1 MISSÃO DO CURSO SÍNTESE DO PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO 1 CURSO: EDUCAÇÃO FÍSICA LICENCIATURA MISSÃO DO CURSO O Curso de Licenciatura em Educação Física do Centro Universitário Estácio Radial de São Paulo busca preencher

Leia mais

Atividades Pedagógicas. Outubro 2013

Atividades Pedagógicas. Outubro 2013 Atividades Pedagógicas Outubro 2013 EM DESTAQUE Acompanhe aqui um pouco do dia-a-dia de nossos alunos em busca de novos aprendizados. ATIVIDADES DE SALA DE AULA GRUPO IV A GRUPO IV B GRUPO IV C GRUPO IV

Leia mais

PROJETO DE ESTÁGIO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

PROJETO DE ESTÁGIO NA EDUCAÇÃO INFANTIL PROJETO DE ESTÁGIO NA EDUCAÇÃO INFANTIL BRIZOLA, Silene Francisca dos Santos. (UNEMAT) silenefsb@hotmail.com SILVA, Maria Ivonete da. (UNEMAT) ivonete0304@hotmail.com RESUMO Este projeto foi desenvolvido

Leia mais

DCN DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS

DCN DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DCN DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS 01. Diretrizes Curriculares Nacionais são o conjunto de definições doutrinárias sobre princípios, fundamentos e procedimentos na Educação Básica, expressas pela Câmara

Leia mais

ESTRUTURA CURRICULAR:

ESTRUTURA CURRICULAR: ESTRUTURA CURRICULAR: Definição dos Componentes Curriculares Os componentes curriculares do Eixo 1 Conhecimentos Científico-culturais articula conhecimentos específicos da área de história que norteiam

Leia mais

20 Anos de Tradição Carinho, Amor e Educação.

20 Anos de Tradição Carinho, Amor e Educação. Colégio Tutto Amore Colégio Sapience Carinho, Amor e Educação. Trabalhamos com meio-período e integral em todos os níveis de ensino. www.tuttoamore.com.br Nossa História No ano de 1993 deu-se o ponto de

Leia mais

DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FNDE PROINFÂNCIA BAHIA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA - UFBA FACULDADE DE EDUCAÇÃO - FACED DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A

Leia mais

ARTE E CULTURA AFRO-BRASILEIRA

ARTE E CULTURA AFRO-BRASILEIRA ARTE E CULTURA AFRO-BRASILEIRA Cultura afro-brasileira é o resultado do desenvolvimento da cultura africana no Brasil, incluindo as influências recebidas das culturas portuguesa e indígena que se manifestam

Leia mais

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP FACULDADE DE EDUCAÇÃO E LINGUAGEM HISTÓRIA PARA INICIO DE ESCOLARIÇÃO

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP FACULDADE DE EDUCAÇÃO E LINGUAGEM HISTÓRIA PARA INICIO DE ESCOLARIÇÃO UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP FACULDADE DE EDUCAÇÃO E LINGUAGEM CURSO DE PEDAGOGIA HISTÓRIA PARA INICIO DE ESCOLARIÇÃO PLANO DE ENSINO: CULTURA AFRO-BRASILEIRA Do

Leia mais

A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças

A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças PADILHA, Aparecida Arrais PMSP cidarrais@yahoo.com.br Resumo: Este artigo apresenta uma

Leia mais

JOGOS E BRINCADEIRAS AFRICANOS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA: CONSTRUINDO UMA IDENTIDADE CULTURAL NEGRA POSITIVA EM CRIANÇAS NEGRAS E NÃO NEGRAS *

JOGOS E BRINCADEIRAS AFRICANOS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA: CONSTRUINDO UMA IDENTIDADE CULTURAL NEGRA POSITIVA EM CRIANÇAS NEGRAS E NÃO NEGRAS * JOGOS E BRINCADEIRAS AFRICANOS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA: CONSTRUINDO UMA IDENTIDADE CULTURAL NEGRA POSITIVA EM CRIANÇAS NEGRAS E NÃO NEGRAS * AUTORES: Fabiano Maranhão; Luiz Gonçalves Junior; Denise

Leia mais

QUANDO TODO MUNDO JOGA JUNTO, TODO MUNDO GANHA!

QUANDO TODO MUNDO JOGA JUNTO, TODO MUNDO GANHA! QUANDO TODO MUNDO JOGA JUNTO, TODO MUNDO GANHA! NOSSA VISÃO Um mundo mais justo, onde todas as crianças e todos os adolescentes brincam, praticam esportes e se divertem de forma segura e inclusiva. NOSSO

Leia mais

A Capoeira é uma arte marcial afro-brasileira que iria encontrar suas raízes nos métodos de guerra e danças dos povos africanos no tempo da

A Capoeira é uma arte marcial afro-brasileira que iria encontrar suas raízes nos métodos de guerra e danças dos povos africanos no tempo da CAPOEIRA A Capoeira é uma arte marcial afro-brasileira que iria encontrar suas raízes nos métodos de guerra e danças dos povos africanos no tempo da escravatura no Brasil. No século XVI, Portugal tinha

Leia mais

LER E ESCREVER: APRENDER COM O LÚDICO

LER E ESCREVER: APRENDER COM O LÚDICO LER E ESCREVER: APRENDER COM O LÚDICO Inês Aparecida Costa QUINTANILHA; Lívia Matos FOLHA; Dulcéria. TARTUCI; Maria Marta Lopes FLORES. Reila Terezinha da Silva LUZ; Departamento de Educação, UFG-Campus

Leia mais

FACULDADE EÇA DE QUEIRÓS

FACULDADE EÇA DE QUEIRÓS FACULDADE EÇA DE QUEIRÓS GISELE CRISTINA DE SANTANA FERREIRA PEREIRA JÉSSICA PALOMA RATIS CORREIA NOBRE PEDAGOGIA: PROJETO MENINA BONITA DO LAÇO DE FITA JANDIRA - 2012 FACULDADE EÇA DE QUEIRÓS GISELE CRISTINA

Leia mais

PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO SILMARA SILVEIRA ANDRADE

PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO SILMARA SILVEIRA ANDRADE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO SILMARA SILVEIRA ANDRADE POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS: FORTALECIMENTO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA Assunção, Paraguay Abril 2015 POLÍTICAS PÚBLICAS

Leia mais

JOGOS E BRINCADEIRAS DE DIFERENTES CULTURAS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR *

JOGOS E BRINCADEIRAS DE DIFERENTES CULTURAS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR * JOGOS E BRINCADEIRAS DE DIFERENTES CULTURAS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR * 1 Clovis Claudino Bento NEFEF/UFSCar SPQMH bentocc@bol.com.br 2 Luiz Gonçalves Junior PPGE NEFEF/DEFMH/UFSCar SPQMH luiz@ufscar.br

Leia mais

o pensar e fazer educação em saúde 12

o pensar e fazer educação em saúde 12 SUMÁRIO l' Carta às educadoras e aos educadores.................5 Que história é essa de saúde na escola................ 6 Uma outra realidade é possível....... 7 Uma escola comprometida com a realidade...

Leia mais

O JOGO NO ENSINO DE POTÊNCIAS DE NÚMEROS INTEIROS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

O JOGO NO ENSINO DE POTÊNCIAS DE NÚMEROS INTEIROS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA O JOGO NO ENSINO DE POTÊNCIAS DE NÚMEROS INTEIROS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Adelson Carlos Madruga Universidade Federal da Paraíba adelsoncarlos1992@hotmail.com Elizangela Mario da Silva Universidade Federal

Leia mais

DIVERSIDADE CULTURAL: A VALORIZAÇÃO ATRAVÉS DO LÚDICO 1

DIVERSIDADE CULTURAL: A VALORIZAÇÃO ATRAVÉS DO LÚDICO 1 DIVERSIDADE CULTURAL: A VALORIZAÇÃO ATRAVÉS DO LÚDICO 1 Naiara de Souza Araújo 2 Raquel Leandro Portal 3 Resumo O Brasil é um país com uma ampla diversidade cultural que necessita ser valorizada e por

Leia mais

Extensão Universitária: A sensibilização musical em crianças e adolescentes através do projeto Multicampi da Universidade Estadual de Montes Claros.

Extensão Universitária: A sensibilização musical em crianças e adolescentes através do projeto Multicampi da Universidade Estadual de Montes Claros. Extensão Universitária: A sensibilização musical em crianças e adolescentes através do projeto Multicampi da Universidade Estadual de Montes Claros. Resumo: Este presente trabalho constitui-se de um relato

Leia mais

A PROPOSTA SOLINHO 1 : DESENVOLVENDO ASPECTOS MUSICAIS E SOCIAIS ATRAVÉS DA AULA DE VIOLÃO EM GRUPO. Igor Luiz Medeiros 2. igorluiz.m@hotmail.

A PROPOSTA SOLINHO 1 : DESENVOLVENDO ASPECTOS MUSICAIS E SOCIAIS ATRAVÉS DA AULA DE VIOLÃO EM GRUPO. Igor Luiz Medeiros 2. igorluiz.m@hotmail. A PROPOSTA SOLINHO 1 : DESENVOLVENDO ASPECTOS MUSICAIS E SOCIAIS ATRAVÉS DA AULA DE VIOLÃO EM GRUPO Igor Luiz Medeiros 2 igorluiz.m@hotmail.com Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Artes, Filosofia

Leia mais

Estudos da Natureza na Educação Infantil

Estudos da Natureza na Educação Infantil Estudos da Natureza na Educação Infantil Referenciais Curriculares Nacionais da Educação Infantil (RCNEI) parte 3 Prof. Walteno Martins Parreira Jr www.waltenomartins.com.br waltenomartins@yahoo.com 2015

Leia mais

MANUAL DO PROJETO BRINCADEIRAS EM DIREITOS HUMANOS

MANUAL DO PROJETO BRINCADEIRAS EM DIREITOS HUMANOS MANUAL DO PROJETO BRINCADEIRAS EM DIREITOS HUMANOS INTERNATIONAL FEDERATION OF LONDRINA MEDICAL STUDENTS - IFLMS STANDING COMMITTEE ON HUMAN RIGHTS AND PEACE SCORP BRINCADEIRAS EM DIREITOS HUMANOS HISTÓRICO:

Leia mais

Perfil das profissionais pesquisadas

Perfil das profissionais pesquisadas A PRÁTICA DO PROFESSOR FRENTE AO ENSINO DE HISTORIA E CULTURA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA NAS SALAS DE AULA DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL DE UMA ESCOLA MUNICIPAL DE NAZARÉ DA MATA PE. Lucicleide

Leia mais

CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X

CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X DA INVISIBILIDADE AFROBRASILEIRA À VALORIZAÇÃO DA DIVERSIDADE

Leia mais

Projeto. Pedagógico QUEM MEXEU NA MINHA FLORESTA?

Projeto. Pedagógico QUEM MEXEU NA MINHA FLORESTA? Projeto Pedagógico QUEM MEXEU NA MINHA FLORESTA? 1 Projeto Pedagógico Por Beatriz Tavares de Souza* Apresentação O livro tem como tema o meio ambiente em que mostra o homem e a destruição da natureza,

Leia mais

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL 1. TÍTULO DO PROGRAMA As Histórias do Senhor Urso. 2. EPISÓDIO TRABALHADO A Prima do Coelho. 3. SINOPSE DO EPISÓDIO ESPECÍFICO Os brinquedos ouvem batidos na porta: é

Leia mais

O Conselho Estadual de Educação do Estado da Paraíba, no uso de suas atribuições e considerando:

O Conselho Estadual de Educação do Estado da Paraíba, no uso de suas atribuições e considerando: GOVERNO DA PARAÍBA Secretaria de Estado da Educação e Cultura Conselho Estadual de Educação RESOLUÇÃO Nº 198/2010 REGULAMENTA AS DIRETRIZES CURRICULARES PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E O

Leia mais

EE DR. LUÍS ARRÔBAS MARTINS

EE DR. LUÍS ARRÔBAS MARTINS QUAL É A NOSSA COR? Sala 3 Interdisciplinar EF I EE DR. LUÍS ARRÔBAS MARTINS Professoras Apresentadoras: DÉBORA CARLA M S GENIOLE ELIZABETH REGINA RIBEIRO FABIANA MARTINS MALAGUTI FERNANDA MARIA DE OLIVEIRA

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO Marcelo Moura 1 Líbia Serpa Aquino 2 Este artigo tem por objetivo abordar a importância das atividades lúdicas como verdadeiras

Leia mais

Atividades Pedagógicas. Abril2014

Atividades Pedagógicas. Abril2014 Atividades Pedagógicas Abril2014 I A ADAPTAÇÃO Estamos chegando ao final do período de adaptação do grupo IA e a cada dia conhecemos mais sobre cada bebê. Começamos a perceber o temperamento, as particularidades

Leia mais

Atividades Pedagógicas. Dezembro 2014

Atividades Pedagógicas. Dezembro 2014 Atividades Pedagógicas Dezembro 2014 EM DESTAQUE Acompanhe aqui um pouco do dia-a-dia de nossos alunos em busca de novos aprendizados. ATIVIDADES DE SALA DE AULA GRUPO I A GRUPO I B GRUPO I C GRUPO I D

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E MEIO RURAL: Análise curricular

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E MEIO RURAL: Análise curricular EDUCAÇÃO AMBIENTAL E MEIO RURAL: Análise curricular Vanessa Minuzzi Bidinoto 1 Viviane Dal-Souto Frescura 2 Aline Pegoraro 3 Resumo: O presente trabalho buscou provocar reflexões sobre a importância da

Leia mais

EVENTOS COMO FORMA DE MEMÓRIA

EVENTOS COMO FORMA DE MEMÓRIA 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( x ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA EVENTOS COMO FORMA DE MEMÓRIA Apresentador 1 Merylin Ricieli

Leia mais

REFLEXÕES PEDAGÓGICAS SOBRE A DANÇA NO ENSINO MÉDIO

REFLEXÕES PEDAGÓGICAS SOBRE A DANÇA NO ENSINO MÉDIO REFLEXÕES PEDAGÓGICAS SOBRE A DANÇA NO ENSINO MÉDIO Izabele Trindade Caldas (CALDAS I. T.) e Elaine Melo de Brito Costa (COSTA E. M. DE B.). Departamento de Educação Física Universidade Estadual da Paraíba

Leia mais

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL 1. TÍTULO DO PROGRAMA As Histórias do Senhor Urso. 2. EPISÓDIO(S) TRABALHADO(S) O Desfile a fantasia. 3. SINOPSE DO(S) EPISÓDIO(S) ESPECÍFICO(S) O episódio O desfile a

Leia mais

VISÃO: ser referência na comunidade na área de educação Infantil

VISÃO: ser referência na comunidade na área de educação Infantil VISÃO: ser referência na comunidade na área de educação Infantil NOSSA MISSÃO: Por meio da educação formar cidadãos felizes, independentes, éticos e solidários VALORES: Respeito, honestidade, boa moral

Leia mais

Núcleo de Educação Infantil Solarium

Núcleo de Educação Infantil Solarium 0 APRESENTAÇÃO A escola Solarium propõe um projeto de Educação Infantil diferenciado que não abre mão do espaço livre para a brincadeira onde a criança pode ser criança, em ambiente saudável e afetivo

Leia mais

COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150

COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150 COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150 PROJETO PSICOMOTRICIDADE Educar é Brincar SÉRIE: Contraturno

Leia mais

EDUCAÇÃO INFANTIL E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: A LEI NO PAPEL, A LEI NA ESCOLA Aline de Assis Augusto UFJF

EDUCAÇÃO INFANTIL E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: A LEI NO PAPEL, A LEI NA ESCOLA Aline de Assis Augusto UFJF EDUCAÇÃO INFANTIL E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: A LEI NO PAPEL, A LEI NA ESCOLA Aline de Assis Augusto UFJF Resumo A presente pesquisa se debruça sobre as relações étnico-raciais no interior de uma escola

Leia mais

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 TÍTULO DO PROGRAMA As letrinhas mágicas. 2 EPISÓDIO TRABALHADO Uma visita ao zoológico. 3 SINOPSE DO EPISÓDIO ESPECÍFICO As Vogais vão ao zoológico e têm contato com

Leia mais

MATERNAL I OBJETIVOS GERAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL

MATERNAL I OBJETIVOS GERAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL MATERNAL I OBJETIVOS GERAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com a confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações;

Leia mais

GUIA PEDAGÓGICO PARA OS PAIS Jardim II

GUIA PEDAGÓGICO PARA OS PAIS Jardim II EDUCAÇÃO INFANTIL Maceió, 05 de outubro de 2015. GUIA PEDAGÓGICO PARA OS PAIS Jardim II Senhores pais ou responsáveis Seguem abaixo os temas, objetivos, atividades e evento de culminância dos projetos

Leia mais

A Importância do brincar nas aulas de Educação Física MARCELO LEITE

A Importância do brincar nas aulas de Educação Física MARCELO LEITE A Importância do brincar nas aulas de Educação Física MARCELO LEITE RESUMO Este texto é uma reflexão sobre o brincar nas aulas de educação física escolar do primeiro e segundo ciclo do ensino fundamental,

Leia mais

Projeto Girassol de Ideias Fábio Pereira da Silva Valéria Cristiani de Oliveira Vivian da Silva Francini

Projeto Girassol de Ideias Fábio Pereira da Silva Valéria Cristiani de Oliveira Vivian da Silva Francini Projeto Girassol de Ideias Fábio Pereira da Silva Valéria Cristiani de Oliveira Vivian da Silva Francini A favor da comunidade, que espera o bloco passar Ninguém fica na solidão Embarca com suas dores

Leia mais

Ler em família: viagens partilhadas (com a escola?)

Ler em família: viagens partilhadas (com a escola?) Ler em família: viagens partilhadas (com a escola?) Ação nº41/2012 Formadora: Madalena Moniz Faria Lobo San-Bento Formanda: Rosemary Amaral Cabral de Frias Introdução Para se contar histórias a crianças,

Leia mais

HANDFULT: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PIBID EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA ESTADUAL PROFº JOSINO MACEDO

HANDFULT: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PIBID EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA ESTADUAL PROFº JOSINO MACEDO HANDFULT: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PIBID EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA ESTADUAL PROFº JOSINO MACEDO Resumo TEIXEIRA, Ana Cláudia Alves 1 - UFRN JESUS, Edna Nascimento de² - UFRN Este artigo é um relato de

Leia mais

V Seminário de Metodologia de Ensino de Educação Física da FEUSP- 2014. Relato de Experiência INSERINDO A EDUCAÇÃO INFANTIL NO CONTEXTO COPA DO MUNDO.

V Seminário de Metodologia de Ensino de Educação Física da FEUSP- 2014. Relato de Experiência INSERINDO A EDUCAÇÃO INFANTIL NO CONTEXTO COPA DO MUNDO. V Seminário de Metodologia de Ensino de Educação Física da FEUSP- 2014 Relato de Experiência INSERINDO A EDUCAÇÃO INFANTIL NO CONTEXTO COPA DO MUNDO. RESUMO Adriana Vieira de Lima Colégio Marista Arquidiocesano

Leia mais

INALDO MENDES DE MATTOS JUNIOR. MÚSICA NA CRECHE: Possibilidades de musicalização para bebês.

INALDO MENDES DE MATTOS JUNIOR. MÚSICA NA CRECHE: Possibilidades de musicalização para bebês. UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS CURSO DE MÚSICA LICENCIATURA MUSICALIZAÇÃO I JOAO FORTUNATO SOARES DE QUADROS JUNIOR INALDO MENDES DE MATTOS JUNIOR MÚSICA NA CRECHE São Luís

Leia mais

GUIA PEDAGÓGICO PARA OS PAIS Jardim I

GUIA PEDAGÓGICO PARA OS PAIS Jardim I EDUCAÇÃO INFANTIL Maceió, 12 de março de 2015. GUIA PEDAGÓGICO PARA OS PAIS Jardim I Senhores pais ou responsáveis Iniciamos esta semana os projetos pedagógicos do 1 Trimestre letivo. As turmas de Jardim

Leia mais

AS REPRESENTAÇÕES DO NEGRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

AS REPRESENTAÇÕES DO NEGRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL AS REPRESENTAÇÕES DO NEGRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Rosa Maria Cavalheiro Jefferson Olivatto da Silva UNICENTRO Resumo: No Brasil, a abordagem das questões relacionadas História e Cultura Afro-Brasileira e

Leia mais

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL: SENSIBILIZANDO ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL: SENSIBILIZANDO ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL: SENSIBILIZANDO ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL Paloma Rodrigues Cunha¹, Larissa Costa Pereira¹, Luã Carvalho Resplandes², Renata Fonseca Bezerra³, Francisco Cleiton da Rocha 4

Leia mais

METAS DE APRENDIZAGEM (3 anos)

METAS DE APRENDIZAGEM (3 anos) METAS DE APRENDIZAGEM (3 anos) 1. CONHECIMENTO DO MUNDO Revelar curiosidade e desejo de saber; Explorar situações de descoberta e exploração do mundo físico; Compreender mundo exterior mais próximo e do

Leia mais

PROJETO RODA DE CORDÉIS

PROJETO RODA DE CORDÉIS PROJETO RODA DE CORDÉIS Justificativa Os alunos do Centro Cultural Capoeira Cidadã buscam a Capoeira e as outras atividade da ONG por já terem uma forte afinidade com o ritmo, a música e a rima presentes

Leia mais

Centro de Estudos Avançados em Pós Graduação e Pesquisa

Centro de Estudos Avançados em Pós Graduação e Pesquisa EDUCAÇÃO INFANTIL JUSTIFICATIVA O momento social, econômico, político e histórico em que vivemos está exigindo um novo perfil de profissional, de cidadão: informado, bem qualificado, crítico, ágil, criativo,

Leia mais

PROJETO O AR EXISTE? PICININ, Maria Érica ericapicinin@ig.com.br. Resumo. Introdução. Objetivos

PROJETO O AR EXISTE? PICININ, Maria Érica ericapicinin@ig.com.br. Resumo. Introdução. Objetivos PROJETO O AR EXISTE? PICININ, Maria Érica ericapicinin@ig.com.br Resumo O presente projeto O ar existe? foi desenvolvido no CEMEI Juliana Maria Ciarrochi Peres da cidade de São Carlos com alunos da fase

Leia mais

ENSINAR CIÊNCIAS FAZENDO CIÊNCIA

ENSINAR CIÊNCIAS FAZENDO CIÊNCIA ENSINAR CIÊNCIAS FAZENDO CIÊNCIA Antonio Carlos Pavão Quero saber quantas estrelas tem no céu Quero saber quantos peixes tem no mar Quero saber quantos raios tem o sol... (Da canção de João da Guabiraba

Leia mais

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID): UMA AVALIAÇÃO DA ESCOLA SOBRE SUAS CONTRIBUIÇÕES

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID): UMA AVALIAÇÃO DA ESCOLA SOBRE SUAS CONTRIBUIÇÕES PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID): UMA AVALIAÇÃO DA ESCOLA SOBRE SUAS CONTRIBUIÇÕES Silva.A.A.S. Acadêmica do curso de Pedagogia (UVA), Bolsista do PIBID. Resumo: O trabalho

Leia mais

Disponível em : http://www.portacurtas.com.br/filme.asp?cod=4683

Disponível em : http://www.portacurtas.com.br/filme.asp?cod=4683 Filme: Maré capoeira Gênero Ficção Diretor Paola Barreto Elenco Felipe Satos, Isabela Faberezza, Mestre Chamine Ano 2005 Duração 14 min Cor Colorido Bitola vídeo País Brasil Disponível em : http://www.portacurtas.com.br/filme.asp?cod=4683

Leia mais

Bumba meu boi. Conhecer a diversidade cultural brasileira. Conhecer a lenda do bumba meu boi. Conhecer a origem das danças e folguedos.

Bumba meu boi. Conhecer a diversidade cultural brasileira. Conhecer a lenda do bumba meu boi. Conhecer a origem das danças e folguedos. e ucáçá~o I fa til Justificativa O projeto possibilita à criança conhecer e comparar os diferentes grupos sociais e suas tradições históricas. Consiste em apresentar atividades com a intenção de propiciar

Leia mais

PRÁTICA PEDAGÓGICA EM GEOGRAFIA: ABORDANDO O ANTAGONISMO DO CONTINENTE AFRICANO POR MEIO DAS INTERVENÇÕES DO PIBID

PRÁTICA PEDAGÓGICA EM GEOGRAFIA: ABORDANDO O ANTAGONISMO DO CONTINENTE AFRICANO POR MEIO DAS INTERVENÇÕES DO PIBID PRÁTICA PEDAGÓGICA EM GEOGRAFIA: ABORDANDO O ANTAGONISMO DO CONTINENTE AFRICANO POR MEIO DAS INTERVENÇÕES DO PIBID Liberato Epitacio de Sousa da Silva - PIBID/UEPB (Bolsista do PIBID de Geografia) Liberatotacio20@hotmail.com

Leia mais

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM CORRENTES DO PENSAMENTO DIDÁTICO 8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Se você procurar no dicionário Aurélio, didática, encontrará o termo como feminino substantivado de didático.

Leia mais

LUTAS, CAPOEIRA E PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA

LUTAS, CAPOEIRA E PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA LUTAS, CAPOEIRA E PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA LUTAS CONCEITO... Práticas corporais com importância histórica e social. Objetivo: oposição entre indivíduos. Foco: corpo da outra pessoa, a partir de ações

Leia mais

Copos e trava-línguas: materiais sonoros para a composição na aula de música

Copos e trava-línguas: materiais sonoros para a composição na aula de música Copos e trava-línguas: materiais sonoros para a composição na aula de música Andréia Veber Rede Pública Estadual de Ensino de Santa Catarina andreiaveber@uol.com.br Viviane Beineke Universidade do Estado

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

FACULDADE EÇA DE QUEIROS. Edna Cristina do Nascimento. Marineide Gonçalves. Tâmara de Oliveira PROJETO PEDAGÓGICO JANDIRA

FACULDADE EÇA DE QUEIROS. Edna Cristina do Nascimento. Marineide Gonçalves. Tâmara de Oliveira PROJETO PEDAGÓGICO JANDIRA FACULDADE EÇA DE QUEIROS Edna Cristina do Nascimento Marineide Gonçalves Tâmara de Oliveira PROJETO PEDAGÓGICO JANDIRA MARÇO 2012 FACULDADE EÇA DE QUEIROS PROJETO PEDAGÓGICO SOBRE O LIVRO: MENINA BONITA

Leia mais

CULTURA E HISTÓRIA AFRO-BRASILEIRA NA AULA DE INGLÊS: E A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NACIONAL NA ESCOLA

CULTURA E HISTÓRIA AFRO-BRASILEIRA NA AULA DE INGLÊS: E A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NACIONAL NA ESCOLA CULTURA E HISTÓRIA AFRO-BRASILEIRA NA AULA DE INGLÊS: E A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NACIONAL NA ESCOLA Júlio César Paula Neves Tânia Mayra Lopes de Melo Modalidade: Pôster Sessão Temática 5: Educação e

Leia mais

MATEMATICANDO, BRINCANDO, APRENDENDO E PRODUZINDO ANA PAULA TOMAZ (Finan - G) DIVA TOGNON (Finan - G)

MATEMATICANDO, BRINCANDO, APRENDENDO E PRODUZINDO ANA PAULA TOMAZ (Finan - G) DIVA TOGNON (Finan - G) MATEMATICANDO, BRINCANDO, APRENDENDO E PRODUZINDO ANA PAULA TOMAZ (Finan - G) DIVA TOGNON (Finan - G) Resumo: Este artigo procurou abordar o ensino da matemática na Educação Infantil através de brincadeiras,

Leia mais

Informativo G3 Abril 2011 O início do brincar no teatro

Informativo G3 Abril 2011 O início do brincar no teatro Informativo G3 Abril 2011 O início do brincar no teatro Professora Elisa Brincar, explorar, conhecer o corpo e ouvir histórias de montão são as palavras que traduzem o trabalho feito com o G3. Nesse semestre,

Leia mais

Leya Leituras Projeto de Leitura

Leya Leituras Projeto de Leitura Leya Leituras Projeto de Leitura Nome do livro: JAPĨĨ E JAKÃMĨ Uma história de amizade Autor: Yaguarê Yamã Nacionalidade do autor: Brasileira Currículo do autor: Escritor, professor e artista plástico

Leia mais

Dinâmicas para Jovens - Brincadeiras para Jovens Atividades para grupos. Quem sou eu? Dinâmica de Apresentação para Grupo de Jovens

Dinâmicas para Jovens - Brincadeiras para Jovens Atividades para grupos. Quem sou eu? Dinâmica de Apresentação para Grupo de Jovens Disponível no site Esoterikha.com: http://bit.ly/dinamicas-para-jovens Dinâmicas para Jovens - Brincadeiras para Jovens Atividades para grupos As dinâmicas de grupo já fazem parte do cotidiano empresarial,

Leia mais

AULA 05. Profª Matilde Flório EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM PARA EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL PMSP-DOT- 2008

AULA 05. Profª Matilde Flório EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM PARA EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL PMSP-DOT- 2008 AULA 05 Profª Matilde Flório EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM PARA EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL PMSP-DOT- 2008 FÁBRICA DE IDÉIAS PEDAGÓGICAS CONCURSO PMSP FUND II 2011 (em parceria com a APROFEM e o Jornal dos Concursos)

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA GOIANO

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA GOIANO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA GOIANO PROJETO DE ETENSÃO CÂMPUS: Campos Belos ANO DE EECUÇÃO: 2015 LINHAS DE

Leia mais

Maternal B. A adaptação foi um período bastante especial para a turma do Maternal, com muitas novidades.

Maternal B. A adaptação foi um período bastante especial para a turma do Maternal, com muitas novidades. Relatório de Grupo Maternal B 2013 Neste relatório, desejamos compartilhar com vocês o início da história do nosso grupo, contando como foram os primeiros dias e as primeiras descobertas. A adaptação foi

Leia mais

BRINCANDO E APRENDENDO COM O POVO KALAPALO: A VIVÊNCIA DA CULTURA CORPORAL INDÍGENA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

BRINCANDO E APRENDENDO COM O POVO KALAPALO: A VIVÊNCIA DA CULTURA CORPORAL INDÍGENA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR BRINCANDO E APRENDENDO COM O POVO KALAPALO: A VIVÊNCIA DA CULTURA CORPORAL INDÍGENA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR CORRÊA *, Denise Aparecida SPQMH/NEFEF/UFSCar - PUC/SP depiucorrea@ig.com.br Resumo A proposta

Leia mais

A CULTURA AFRO-BRASILEIRA COMO CONTEÚDO A SER ENSINADO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA

A CULTURA AFRO-BRASILEIRA COMO CONTEÚDO A SER ENSINADO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 A CULTURA AFRO-BRASILEIRA COMO CONTEÚDO A SER ENSINADO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA Vagner Ferreira Reis 1 ; Jacqueline da Silva Nunes Pereira 2 RESUMO:

Leia mais

PRÁTICAS CORPORAIS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS INDÍGENAS E SUAS RELAÇÕES COM OS JOGOS DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL

PRÁTICAS CORPORAIS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS INDÍGENAS E SUAS RELAÇÕES COM OS JOGOS DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL PRÁTICAS CORPORAIS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS INDÍGENAS E SUAS RELAÇÕES COM OS JOGOS DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL Bruna Maria de Oliveira (¹) ; Elcione Trojan de Aguiar (2) ;Beleni Salete Grando (3) 1.Acadêmica

Leia mais

AFRICANIDADES. Cuti, um dos mais significativos poetas de origem africana da atualidade,

AFRICANIDADES. Cuti, um dos mais significativos poetas de origem africana da atualidade, AFRICANIDADES COMO VALORIZAR AS RAÍZES AFRO NAS PROPOSTAS PEDAGÓGICAS Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva 1 escreveu: Cuti, um dos mais significativos poetas de origem africana da atualidade, Quem conhece

Leia mais

Relatório de atividades Socioambientais

Relatório de atividades Socioambientais Relatório de atividades Socioambientais Ação 1: Apresentação da programação da Feira do Empreendedor 2014 às instituições da comunidade do entorno do SESI. Realização: Amazônia Socioambiental Equipe Técnica

Leia mais

Sumário. I. Apresentação do Manual. II. A Prevenção de Acidentes com Crianças. III. Programa CRIANÇA SEGURA Pedestre

Sumário. I. Apresentação do Manual. II. A Prevenção de Acidentes com Crianças. III. Programa CRIANÇA SEGURA Pedestre Sumário I. Apresentação do Manual II. A Prevenção de Acidentes com Crianças III. Programa CRIANÇA SEGURA Pedestre IV. Como a Educação pode contribuir para a Prevenção de Acidentes no Trânsito V. Dados

Leia mais

PAUTA DO DIA. Acolhida Memorial Vivencia das Equipes Corpo em Movimento Problematização Exibição do Vídeo

PAUTA DO DIA. Acolhida Memorial Vivencia das Equipes Corpo em Movimento Problematização Exibição do Vídeo PAUTA DO DIA Acolhida Memorial Vivencia das Equipes Corpo em Movimento Problematização Exibição do Vídeo PAUTA DO DIA Acolhida Memorial Vivencia das Equipes Corpo em Movimento Problematização Exibição

Leia mais

DA TEORIA À PRÁTICA: UMA ANÁLISE DIALÉTICA

DA TEORIA À PRÁTICA: UMA ANÁLISE DIALÉTICA DA TEORIA À PRÁTICA: UMA ANÁLISE DIALÉTICA JURUMENHA, Lindelma Taveira Ribeiro. 1 Universidade Regional do Cariri URCA lindelmafisica@gmail.com FERNANDES, Manuel José Pina 2 Universidade Regional do Cariri

Leia mais

Organização do espaço e do tempo na Educação Infantil. TEMA 03 Profª Luciana Ribeiro Pinheiro

Organização do espaço e do tempo na Educação Infantil. TEMA 03 Profª Luciana Ribeiro Pinheiro Organização do espaço e do tempo na Educação Infantil TEMA 03 Profª Luciana Ribeiro Pinheiro DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL (2010) (p. 19-20) Organização de Espaço, Tempo e

Leia mais

PROFESSORA: GISELE GELMI. LOCAL: SÍTIO BANDEIRANTES

PROFESSORA: GISELE GELMI. LOCAL: SÍTIO BANDEIRANTES EMEF ANTÔNIO ANDRADE GUIMARÃES PROJETO CONSCIÊNCIA NEGRA: EDUCAÇÃO NÃO TEM COR. PROFESSORA: GISELE GELMI. LOCAL: SÍTIO BANDEIRANTES Todo brasileiro, mesmo o alvo, de cabelo louro, traz na alma, quando

Leia mais

Reflexão. A Música, as Canções e a utilização de instrumentos na Educação. Aluna: Ana Isabel Araújo Olim

Reflexão. A Música, as Canções e a utilização de instrumentos na Educação. Aluna: Ana Isabel Araújo Olim 1 Reflexão A Música, as Canções e a utilização de instrumentos na Educação Aluna: Ana Isabel Araújo Olim As escolas, ao longo do ano letivo, trabalham várias temáticas sociais. O infantário Donamina, para

Leia mais

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PROPOSTA DE AÇÃO Criar um fórum permanente onde representantes dos vários segmentos do poder público e da sociedade civil atuem juntos em busca de uma educação

Leia mais

Ao longo deste 2 semestre, a turma dos 1 anos vivenciaram novas experiências e aprendizados que contemplaram suas primeiras conquistas do semestre

Ao longo deste 2 semestre, a turma dos 1 anos vivenciaram novas experiências e aprendizados que contemplaram suas primeiras conquistas do semestre Ao longo deste 2 semestre, a turma dos 1 anos vivenciaram novas experiências e aprendizados que contemplaram suas primeiras conquistas do semestre anterior, dentro de contextos que buscavam enfatizar o

Leia mais

Coordenação Pedagógica Educação Infantil e 1º Ano Ensino Fundamental I Profª. Hevelyn Tatiane Silva Barcelos Campelo

Coordenação Pedagógica Educação Infantil e 1º Ano Ensino Fundamental I Profª. Hevelyn Tatiane Silva Barcelos Campelo 01 Direção: Profª Renata Teixeira Junqueira Freire Vice Direção Administrativa: Márcio Lóes Alcalá Coordenação Pedagógica Educação Infantil e 1º Ano Ensino Fundamental I Profª. Hevelyn Tatiane Silva Barcelos

Leia mais

Metodologia do Ensino de Educação Física Conteúdos da Educação Física Ginástica. Contextualização

Metodologia do Ensino de Educação Física Conteúdos da Educação Física Ginástica. Contextualização Metodologia do Ensino de Educação Física Conteúdos da Educação Física Ginástica Teleaula 2 Prof. Me. Marcos Ruiz da Silva tutoriapedagogia@grupouninter.com.br Pedagogia Contextualização A combinação de

Leia mais

ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS

ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS Pedagogia 4ª Série Organização e Metodologia da Educação Infantil A atividade prática supervisionada (ATPS) é um procedimento metodológico de ensino-aprendizagem desenvolvido

Leia mais

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA RESUMO Os educadores têm se utilizado de uma metodologia Linear, que traz uma característica conteudista; É possível notar que o Lúdico não se limita

Leia mais