Na última aula estávamos falando do direito das obrigações.

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Na última aula estávamos falando do direito das obrigações."

Transcrição

1 Turma e Ano: Delegado Civil (2013) Matéria / Aula: Direito Civil / Aula 2 Professor: Rafael da Mota Mendonça Monitor: Marcelo Coimbra Na última aula estávamos falando do direito das obrigações. 1) Direito das Obrigações a. Adimplemento b. Inadimplemento: o inadimplemento obrigacional nada mais é do que a responsabilidade civil contratual. i. Espécies de Inadimplemento: O inadimplemento pode ser absoluto ou relativo. A diferença está no interesse que o credor ainda tem no cumprimento obrigacional. No inadimplemento absoluto o credor não tem mais interesse no cumprimento da obrigação o resultado prático convencionado não lhe interessa mais. Já no inadimplemento relativo, o cumprimento da obrigação ainda interessa ao credor o resultado prático convencionado ainda lhe interessa. Se no inadimplemento absoluto o credor não tem mais interesse no cumprimento da obrigação, resta a ele pedir as perdas e danos. Já no inadimplemento relativo, resta ao credor requerer a execução específica da obrigação mais as perdas e danos. O inadimplemento absoluto vai do Art. 389 ao 393 e relativo vai do Art. 394 ao 401. O nosso legislador chamou o inadimplemento relativo de MORA. Mora não é atraso no pagamento, mas sim o inadimplemento relativo. ii. Formas de garantir a execução específica da obrigação: temos a técnica mandamental (técnica de coerção) e uma técnica executiva (técnica de subrogação). Essas técnicas são exercidas todas no âmbito processual. A principal técnica mandamental que temos é a multa. Porém para as obrigações de fazer, não-fazer e dar, ela se chama astreinte. Outra técnica coercitiva é a prisão civil, que só é cabível no caso de alimentos. Na técnica de sub-rogação a decisão judicial substitui a vontade do devedor. Ex.: Penhora., Busca e Apreensão, Etc. c. Mora: i. Espécies de Mora:

2 1. Mora EX RE (Art. 397 caput): é aquela que foi previamente convencionada no momento da celebração do contrato. Aqui o credor não precisa constituir o devedor em mora: o simples vencimento o faz. Num contrato de comodato por exemplo, eu posso ajuizar diretamente após o vencimento a ação de reintegração na posse, porque o devedor já está em mora. 2. Mora EX PERSONA (Art. 397 p.u.): é aquela que não foi previamente convencionada. Na mora ex persona o credor precisa constituir o devedor em mora. Então se o credor ajuizar uma ação de reintegração de posse (como no caso acima) e o devedor não tiver sido notificado, o que ele poderá alegar? Falta de interesse de agir o interesse de agir se subdivide em adequação da via e necessidade da tutela, e nesse caso o credor não tem necessidade da tutela. ii. Purgação da Mora: purgar a mora e emendar a mora são sinônimos. Purgar a mora é cumprir as prestações vencidas mais os encargos da mora. d. Cláusula Penal: tanto no inadimplemento absoluto quanto no relativo as perdas e danos são cabíveis. Será que essas perdas e danos podem ser pré-fixadas no momento da celebração do contrato? Sim, e serão feitas por meio da cláusula penal. A clausula penal nada mais é do que a pré-fixação das perdas e danos. A clausula penal pode ser compensatória (decorre do inadimplemento absoluto - Art. 410) ou moratória (decorre do inadimplemento relativo - Art. 411). i. Natureza Jurídica da Cláusula Penal: a clausula penal compensatória tem natureza jurídica substitutiva, porque no inadimplemento absoluto a obrigação é substituída pelas perdas e danos. Já a clausula penal moratória tem natureza complementar, porque complementar a obrigação principal. ii. Limite da Cláusula Penal: o Art. 412 CC vai dizer para nos que o limite da clausula penal é o valor da obrigação principal. Temos duas exceções, entretanto: a primeira está no Art º, que fala do limite da clausula penal por inadimplemento de cotas condominiais (limite de 2% do valor da cota) e a segunda exceção está no Art. 52 1º do CDC: o limite da clausula penal em relação de consumo é de 2% da obrigação principal. iii. Diminuição do Valor da Cláusula Penal (Art. 413 CC): é possível que o magistrado diminua o valor da clausula penal. Questão: As partes no momento da celebração do contrato podem afastar a aplicação do Art. 413? Temos saber se essa norma é de ordem pública ou é uma norma dispositiva. Temos que saber quem são os destinatários da norma: se forem só os particulares, é uma norma dispositiva, mas se o destinatário for o estado, é uma norma cogente, norma de ordem pública. Aqui trata-se de uma norma de ordem publica e as partes não podem afastar sua aplicação.

3 Questão: mesmo com as partes convencionando clausula penal, é possível exigir indenização suplementar? R: temos que ver o Art. 416 parágrafo único. Diz o artigo que o credor não pode exigir indenização suplementar, essa é a regra. Só poderá exigir indenização suplementar se isso foi previamente acordado no contrato. e. Juros: Os Art. 389 e 395 falam basicamente a mesma coisa. Dizem que ocorrendo o inadimplemento a parte inadimplente tem que automaticamente arcar com perdas e danos + juros + correção monetária + honorários advocatícios. Mas que juros são esses? i. Tipos de Juros: 1. Juros Moratórios: decorrem do inadimplemento. São tratados como uma forma de coagir o devedor a pagar. Mas qual o limite dos juros moratórios? O limite está no Art. 406 CC: é o limite da taxa que estiver em vigor para a mora no pagamento de impostos devidos à fazenda nacional. Mas que taxa é essa? Temos duas correntes: uns dizem que é a taxa SELIC, e outros dizem que é de 1% ao mês (Art º CTN). Hoje o STJ já se posicionou pela taxa SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia). Obs.: a adoção da taxa SELIC nem é a majoritária na doutrina. O Enunciado 20 CJF adota a taxa de 1% ao mês. 2. Juros Compensatórios: são aqueles que visam compensar o tempo em que o credor ficou com a coisa indisponível. São aqueles que visam remunerar o credor, são os juros remuneratórios. Esses juros compensatórios não decorrem do inadimplemento, eles integram o valor da obrigação principal. Ex. peguei 10mil no Santander, e o mesmo me cobrou 50 parcelas de mil. Então estou devolvendo os 10 mil que peguei mais 40 mil de juros compensatórios. Os juros compensatórios estão disciplinados no Art. 591 CC, que trabalha com o contrato de mútuo feneratício (mútuo celebrado com fins econômicos). Qual é a característica do mutuo feneratício? A presunção da incidência de juros compensatórios. Questão: qual o limite dos juros compensatórios? O Art. 591 diz que o limite é a taxa do Art. 406 (SELIC ou 1% ao mês, dependendo da corrente). Porém a L. 4595/94 vai dizer que o limite de juros compensatórios não é aplicado para os entes que integram o sistema financeiro nacional (Instituição Financeiras e Operadoras de Cartão de Crédito). O STF e STJ concordam com isso (Sum 596 STF e 382

4 STJ). A única ressalva é feita pelo STJ, que diz que a instituição financeira na cobrança dos juros compensatórios tem que obedecer a uma taxa média praticada pelo mercado (essa taxa hoje está variando entre 80 e 90% da obrigação principal). Questão: o Código Civil admite a capitalização de juros? Posso cobrar juros sobre juros? O Art. 591 diz que é...permitida a capitalização anual.. Então é possível capitalizar juros compensatórios. O que é proibido é a capitalização dos juros de mora. Obs.: A regra é a capitalização anual, porém quando falamos em sistema financeiro, temos a Medida Provisória 2170, que no seu art. 5º permite que para a instituição financeira a capitalização seja mensal. Essa Medida Provisória vale até hoje pois tem caráter permanente em razão de ter sido editada antes da EC 32. f. Modalidades Obrigacionais: vamos trabalhar três modalidades obrigacionais. i. Obrigação de Dar: pode ser de dar coisa incerta ou coisa certa. Sabemos que a coisa é incerta quando ela apenas tem gênero e quantidade. A coisa é certa quando temos gênero, quantidade e qualidade. 1. Obrigação de Dar Coisa Certa: quatro coisas que temos que saber sempre: - Quem é o devedor em uma obrigação de dar? o devedor é sempre quem está na posse do bem. - Quem é o proprietário do bem? temos que saber se esse proprietário é o devedor ou é o credor. Quando o proprietário for o devedor, a obrigação de dar coisa certa se chamará Entrega (Art. 234, 235 e 236). Quando o credor é o proprietário do bem, a obrigação de dar coisa certa se chamará Restituição (Art. 238, 239 e 240). - Ocorreu a perda do Bem? A perda foi total ou parcial? A perda total de chama perecimento e a perda parcial se chama deterioração. - Ocorreu a culpa do devedor? a. Entrega da coisa: i. Perda total SEM culpa do devedor: O Art ª parte fala da perda total sem culpa do devedor Aqui fica resolvida a obrigação para ambas as partes. O termo resolução é a extinção do contrato pelo inadimplemento. A resolução produz efeitos retroativos, ex tunc, então o devedor tem que devolver o que lhe foi pago.

5 ii. Perda total COM culpa do devedor: O Art ª Parte diz que responderá pelo equivalente + as perdas e danos. iii. Deterioração (perda parcial) sem culpa (Art. 235): poderá o credor resolver a obrigação ou aceitar a coisa, abatido o preço. iv. Deterioração COM culpa (Art. 236): poderá o credor exigir o equivalente ou aceitar a coisa no estado em que se acha + perdas e danos. Obs.: O Art. 237 é o oposto da regra res perit domino (a coisa perece para o dono). Diz o artigo que até a tradição a coisa pertence ao devedor a coisa com melhoramentos e acrescidos, então ele pode exigir um aumento no preço, e caso o credor não aceite, pode resolver a obrigação. b. Restituição da Coisa: i. Perecimento SEM culpa do devedor: sofrerá o credor a perda a obrigação se resolverá. ii. Perecimento COM culpa do devedor: o devedor responderá pelo equivalente + perdas e danos. iii. Deterioração SEM culpa do devedor: o credor receberá a coisa no estado em que se acha. Obs.: O Art. 233 CC vai falar do princípio da gravitação universal (coisa principal e acessórios). Outra observação é o Art. 313 CC que traz o princípio da identidade da coisa devida o credor não é obrigado a aceitar coisa diversa, mesmo que mais valiosa. 2. Obrigação de Dar Coisa Incerta: antes da escolha da qualidade temos a expressão famosa de que O gênero não perece (Art. 246). Para cumprir a obrigação de dar coisa incerta, tem que se escolher a qualidade (Concentração do Débito). Em regra é ao devedor que escolherá a qualidade. Questão: em até quanto tempo antes do vencimento o devedor tem que concentrar o débito? Vamos utilizar por analogia um artigo do CPC que trata da execução de obrigações alternativas, que é o Art. 571 CPC. Esse artigo vai dizer para nos que o devedor tem que concentrar o débito em até 10 dias antes do vencimento, sob pena da concentração do débito passar para o credor. g. Obrigação Divisível e Indivisível:

6 A obrigação divisível é aquela que pode ser fracionada. É o que acontece quando á uma pluralidade de partes. Ex.: Devedor tem que entregar 30 mil. Pagar 30 mil é uma obrigação divisível, pode-se fracionar. Se há três credores, temos três obrigações autônomas. A essa lógica é chamada de concursu partis fiunt (as partes se satisfazem pelo concurso). Já a indivisibilidade da obrigação pode decorrer da natureza do bem, da vontade das partes ou da lei. i. Pluralidade de Credores: Qual a consequência de termos uma obrigação indivisível com pluralidade de credores? Está no Art. 260: cada credor pode exigir o todo. Digamos que o credor 1 exija o carro. O que ele tem que fazer? Repassar a quota-parte para os outros credores. Mas se o devedor entrega o carro para um dos credores, ele se exonera da obrigação? O Artigo 260 diz que o devedor só vai estar exonerado se entregar o carro a todos ou se entregar a um deles e este der uma calção de ratificação pelos demais credores. Quando um dos credores perdoa a dívida, pelo fato de a obrigação ser indivisível, ela está extinta perante os demais credores? Claro que não, a obrigação se mantém. Mas quanto os demais credores podem exigir do devedor? Art. 262: os credores remanescentes só poderão exigir do devedor, a prestação descontada a parte que foi perdoada. Mas se a obrigação for indivisível, não dá para descontar a parte que foi perdoada. Então qual a solução que a doutrina nos dá? O devedor da obrigação vai se tornar credor dos credores com relação à parte que lhe foi perdoada. ii. Pluralidade de Devedores: Qual a consequência de termos uma obrigação indivisível com uma pluralidade de devedores? O credor poderá exigir o todo de qualquer um dos devedores. Digamos que ele exige o todo do devedor 3: se o devedor 3 entrega o veículo, ocorre o fenômeno da sub-rogação, de acordo com o Art.

7 259 p.u.. Mas quanto o devedor que se sub-rogou pode exigir dos demais? No caso, poderá exigir 1/3 de cada um. Digamos que devedor 1, antes de entregar o veículo, dirigindo embriagado, dá perda total, com culpa no veículo. O credor poderá exigir o equivalente mais as perdas e danos. Essa obrigação que era de dar coisa certa se converteu em perdas e danos. Quando uma obrigação indivisível se converte em perdas e danos, ela perde o caráter da indivisibilidade? Sim, claro. Isso está no Art. 263 CC. Agora, passamos a ter três obrigações autônomas. Então o credor pode exigir quanto de cada devedor? Poderá exigir 1/3 de cada um, mas as perdas e danos ele só poderá exigir do devedor culpado. h. Obrigação Solidária: i. Pressupostos da Obrigação Solidária: 1. Pluralidade de Partes (pluralidade de credores solidariedade ativa; pluralidade de devedores solidariedade passiva). 2. Multiplicidade de Vínculos ocorre entre as parte de mesma classe (vinculo interno) e entre os de uma classe e outra (vinculo externo), sejam credores ou devedores. Por isso que o Art. 265 vai dizer que a solidariedade não se presume, vai decorrer da lei do contrato ou de uma decisão judicial. Qual ii. Solidariedade ativa: Na solidariedade ativa, qual a consequência de os credores estarem internamente vinculados? A consequência é que qualquer um deles pode exigir o todo (e repassar a quota-parte aos outros). Obs. 1: Vamos imaginar que o credor 3 morreu, e deixou dois filhos. Quanto que o filho 1 pode exigir do devedor? A solidariedade se transfere na herança? A resposta está no Art. 270 do CC: esses herdeiros só poderão exigir o correspondente ao seu quinhão hereditário, salvo se a obrigação for indivisível. Obs. 2: Vamos imaginar que temos uma obrigação solidária e indivisível e por culpa do devedor a coisa se perde e a obrigação se converte em perdas e danos. A conversão em perdas e danos extingue a solidariedade? Não, olhe o que diz o Art a conversão em perdas e danos extingue a indivisibilidade, mas não a solidariedade. Obs. 3: Digamos que o devedor tenha uma exceção pessoal contra um dos credores (Exceção pessoal é qualquer direito de natureza personalíssima que o devedor pode opor em face do credor Ex.: Compensação). O devedor tem uma compensação em face do credor

8 1, ele poderá opor essa exceção contra o credor 3? Não, veja o Art. 273: não pode o devedor opor as exceções pessoais oponíveis aos outros. Obs. 4: Imaginemos uma situação: o credor 1, realizou um protesto cambial (interrompendo o prazo prescricional) quando um dos credores solidários interrompe a prescrição, o prazo volta a contar do zero só para ele ou para os outros também? Vejamos o Art. 204 caput, 1ª Parte: atenção porque esse artigo não está falando de credores solidários, mas de cocredores. Porém o 1º diz que a interrupção por um dos credores solidários aproveita aos outros, então interrompe o prazo para todos. iii. Solidariedade Passiva (Utilizaremos como exemplo 1 credor e 3 devedores) Qual é a consequência de termos uma solidariedade passiva? O credor poderá exigir o todo de qualquer um dos devedores. Digamos que o credor exija o todo do devedor 1? Haverá a subrogação nos direitos do credor frente aos demais devedores. Mas esses demais devedores continuam internamente vinculados? Não. A sub-rogação extingue a solidariedade. O devedor que se sub-rogou pode exigir 1/3 de cada um dos demais devedores. Obs. 1: o devedor 3 morreu e deixou dois filhos: quanto o credor poderá exigir de cada filho? Veja o Art. 276: - Se a obrigação for divisível poderá exigir o correspondente ao quinhão hereditário de cada um (1/6 + 1/6) - Se a obrigação for indivisível poderá exigir o todo de cada um - Se o devedor 1 entregou o todo, se sub-roga e cobra do devedor 2 e dos dois filhos do devedor 3. Nesse caso especificamente o Art. 276 institui a solidariedade entre os herdeiros. Obs. 2: Imagine que temos um bem indivisível, e que houve a perda por culpa de um dos devedores, ocorrendo a conversão em perdas e danos. Isso não extinguirá a solidariedade, mas as perdas e danos só poderão ser cobradas do devedor culpado. Obs. 3: o devedor 1 tem uma exceção pessoal em face do credor. Será que pelo fato de os devedores estarem internamente

9 vinculados, os demais podem opor a exceção em face do credor? Não podem, porque a exceção pessoal é personalíssima. Obs. 4: Digamos que o credor faz o protesto e o prazo interrompe. Esse prazo será interrompido só contra o devedor 1 ou contra todos os devedores? Veja o Art. 204 caput, 2ª parte: atenção porque nesse artigo está falando somente de codevedores (sem solidariedade). Mas veja o 1º: o prazo será interrompido contra todos os devedores solidários (e seus herdeiros). Mas quando o credor realiza o protesto em relação a um herdeiro de um dos devedores solidários? O º do Art. 204 diz que a interrupção contra um dos herdeiros, não prejudica os outros herdeiros ou devedores o prazo volta a contar do zero somente contra o herdeiro do devedor solidário. 2) Teoria Geral dos Contratos: a. Natureza Jurídica do Contrato: o contrato é um negócio jurídico bilateral. Não esqueçam que o o negócio jurídico pode ser unilateral ou bilateral. O negocio jurídico unilateral é aquele que se aperfeiçoa com a manifestação de apenas uma vontade (ex.: Testamento, Promessa de Recompensa). Os negócios jurídicos unilaterais estão nos Art. 854 a 878. O negocio jurídico bilateral se aperfeiçoa com o encontro de pelo menos duas vontades (Ex.: Contrato). Mas o contrato ainda pode ser unilateral ou bilateral. O contrato unilateral é aquele que gera obrigações para apenas uma das partes. Já o contrato bilateral gera obrigações para ambas as partes. Exemplo de contrato unilateral: Doação onde temos a figura do doador e do donatário. Gerará obrigações para apenas o doador. Para que o contrato de doação seja perfeito é necessária aceitação do donatário? Sim é um contrato unilateral, mas por ser um contrato, necessita da aceitação de ambas as partes. b. Princípios Contratuais: i. Princípio da Obrigatoriedade: é a obrigação do cumprimento dos contratos é a pacta sunt servanda (o contrato deve ser cumprido faz lei entre as partes), rebus sic stantibus (desde que as condições iniciais permaneçam as mesmas). ii. Princípio da Autonomia da Vontade: a parte é livre para contratar. Ela é tão livre para contratar, que ela pode formar inclusive contratos atípicos. A regra no Código Civil é o informalismo e a atipicidade dos contratos Art iii. Princípio da Relatividade: em regra os contratos produzem efeitos apenas entre os contratantes. iv. Princípio do Consensualismo: os contratos se aperfeiçoam pelo encontro de vontades. Porém temos contratos que vão se aperfeiçoar não pelo encontro

10 de vontades mas pela tradição do bem: Ex.: Mutuo, Comodato, Depósito e Contrato Estimatório (contrato de consignação). v. Princípio da Boa-Fé Objetiva: temos três acepções do termo boa-fé objetiva : 1. Boa-Fé Interpretativa Art. 113: os negócios jurídicos devem ser interpretados de acordo com a boa-fé. As partes tem que interpretar as cláusulas de forma que o contrato satisfaça todos os envolvidos. 2. Boa-Fé Restritiva de Direito Art. 187: Esse artigo traz para nos a figura do abuso de direito. O Art. 184 diz que o direito tem que ser exercido no limite do seu fim social, econômico, dos bons costumes e da boa-fé objetiva. Se você rompe com qualquer um desses fins, age em abuso de direito ato ilícito gerando dever de indenizar. Mas quando alguém está rompendo o limite da boa-fé objetiva? Temos diversas teorias com relação a isso, mas não será estudado agora. 3. Boa-Fé como Dever Jurídico Art. 422: a boa-fé como dever jurídico impõe deveres jurídicos anexos a toda relação contratual, consubstanciados em clausulas gerais cujo não cumprimento gera o inadimplemento do contrato. Como chamamos o não cumprimento desses deveres anexos? É a Violação Positiva do Contrato. São deveres anexos: transparência, informação cooperação, lealdade, probidade, etc. vi. Princípio da Função Social do Contrato: fundamenta a chamada tutela externa do credito. A função social do contrato, disciplinada no Art. 421 CC mitiga o princípio da relatividade contratual, obrigando que terceiros estranhos à relação contratual tenham que concorrer para o seu adimplemento. Temos um belo exemplo de função social do contrato no Art. 608 CC: se um terceiro aliciar o prestador de serviço a descumprir o contrato, e se esse prestador de serviço cede, a parte prejudicada proporá ação em face do aliciador. c. Fases da Relação Contratual: i. Fase das Tratativas ii. Fase da Proposta/Oferta iii. Fase da Formação do Contrato iv. Fase do Contrato Preliminar v. Fase de Cumprimento do Contrato vi. Fase Pós-Contratual

Conteúdo: IV - Modalidades de Obrigação. 2. Não fazer. 3. Dar Coisa Certa e Incerta. 4. Divisível. 5 - Indivisível

Conteúdo: IV - Modalidades de Obrigação. 2. Não fazer. 3. Dar Coisa Certa e Incerta. 4. Divisível. 5 - Indivisível Turma e Ano: Flex B (2013) Matéria / Aula: Direito Civil - Obrigações / Aula 09 Professor: Rafael da Mota Mendonça Conteúdo: IV - Modalidades de Obrigação. 2. Não fazer. 3. Dar Coisa Certa e Incerta. 4.

Leia mais

a) Liberatória (art. 299 CC) o devedor originário está exonerado do vínculo obrigacional.

a) Liberatória (art. 299 CC) o devedor originário está exonerado do vínculo obrigacional. Turma e Ano: Flex B (2013) Matéria / Aula: Direito Civil / Aula 12 Professor: Rafael da Mota Mendonça Conteúdo: Obrigações: V - Transmissão das Obrigações: 2. Assunção de Dívida. Contratos: Teoria Geral

Leia mais

Contrato Unilateral - gera obrigações para apenas uma das partes. Contrato Bilateral - gera obrigações para ambas as partes.

Contrato Unilateral - gera obrigações para apenas uma das partes. Contrato Bilateral - gera obrigações para ambas as partes. Turma e Ano: Flex B (2013) Matéria / Aula: Civil (Contratos) / Aula 13 Professor: Rafael da Motta Mendonça Conteúdo: Teoria Geral dos Contratos: 3- Classificação; 4 - Princípios. 3. Classificação: 3.1

Leia mais

Direito das Obrigações (8.ª Aula)

Direito das Obrigações (8.ª Aula) Direito das Obrigações (8.ª Aula) 1) Classificação das Obrigações V: Obrigações Solidárias Ao lado das obrigações divisíveis e indivisíveis, o Código Civil regulamenta também as chamadas obrigações solidárias,

Leia mais

RESUMO. Um problema que esse enfrenta nesta modalidade de obrigação é a escolha do objeto.

RESUMO. Um problema que esse enfrenta nesta modalidade de obrigação é a escolha do objeto. RESUMO I - Obrigações Alternativas São aquelas que têm objeto múltiplo, de maneira que o devedor se exonera cumprindo apenas uma delas. Nasce com objeto múltiplo. Ex.: A se obriga a pagar a B objeto X

Leia mais

Em regra, todos os créditos podem ser cedidos (art. 286 CC) a) Créditos de natureza personalíssima;

Em regra, todos os créditos podem ser cedidos (art. 286 CC) a) Créditos de natureza personalíssima; Turma e Ano: Flex B (2013) Matéria / Aula: Direito Civil / Aula 11 Professor: Rafael da Mota Mendonça Conteúdo: V- Transmissão das Obrigações: 1. Cessão de Crédito. V - Transmissão das Obrigações: 1. CESSÃO

Leia mais

Matéria/Aula : Direito Civil ( Contratos, Consumidor e Obrigações) / aula 04. E-mail: rafaeldamota@gmail.com / facebook: Rafael da Mota Mendonça

Matéria/Aula : Direito Civil ( Contratos, Consumidor e Obrigações) / aula 04. E-mail: rafaeldamota@gmail.com / facebook: Rafael da Mota Mendonça Turma e Ano: Flex B ( 2014 ) Matéria/Aula : Direito Civil ( Contratos, Consumidor e Obrigações) / aula 04 Professor: Rafael da Mota Mendonça E-mail: rafaeldamota@gmail.com / facebook: Rafael da Mota Mendonça

Leia mais

ÍNDICE SISTEMÁTICO OBRAS DO AUTOR ABREVIATURAS E SIGLAS USADAS NOTA DO AUTOR

ÍNDICE SISTEMÁTICO OBRAS DO AUTOR ABREVIATURAS E SIGLAS USADAS NOTA DO AUTOR ÍNDICE SISTEMÁTICO OBRAS DO AUTOR ABREVIATURAS E SIGLAS USADAS NOTA DO AUTOR Capítulo I OBRIGAÇÕES 1.1. Caracterização 1.2. Sentido vernacular de obrigação 1.3. Sentido jurídico de obrigação 1.4. Obrigação

Leia mais

Abuso de Direito (art. 187 CC) Limites ao exercício de um direito: Fins econômicos, fins sociais, costumes e boa fé.

Abuso de Direito (art. 187 CC) Limites ao exercício de um direito: Fins econômicos, fins sociais, costumes e boa fé. Turma e Ano: Flex B (2013) Matéria / Aula: Civil (Contratos) / Aula 15 Professor: Rafael da Motta Mendonça Conteúdo: Teoria Geral dos Contratos: Princípios: Boa fé Objetiva; Fases do Contrato: Formação

Leia mais

6. Tópicos Especiais em Obrigações. Tópicos Especiais em Direito Civil

6. Tópicos Especiais em Obrigações. Tópicos Especiais em Direito Civil 6. Tópicos Especiais em Obrigações Tópicos Especiais em Direito Civil Obrigações O professor Álvaro Villaça define a obrigação como a relação jurídica de caráter transitório que vai ser garantida pelo

Leia mais

E) R$ 40.000,00 de André e R$ 40.000,00 de Carlos.

E) R$ 40.000,00 de André e R$ 40.000,00 de Carlos. 01. André, Bolívar, Carlos e Dario tornaram-se devedores solidários (cláusula de solidariedade expressa no instrumento contratual) de Zenóbio pela quantia de R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais). Antes

Leia mais

DIREITO CIVIL OBRIGAÇÕES PROF. FLÁVIO MONTEIRO DE BARROS

DIREITO CIVIL OBRIGAÇÕES PROF. FLÁVIO MONTEIRO DE BARROS DIREITO CIVIL OBRIGAÇÕES PROF. FLÁVIO MONTEIRO DE BARROS MÓDULO I Direito das obrigações; Introdução; Divisão patrimonial; Distinção entre os direitos reais e pessoais; Direitos mistos; Obrigações propter

Leia mais

É aquela em que há multiplicidade de devedores, sendo que cada devedor responde pela dívida toda como se fosse devedor único.

É aquela em que há multiplicidade de devedores, sendo que cada devedor responde pela dívida toda como se fosse devedor único. SOLIDARIEDADE PASSIVA É aquela em que há multiplicidade de devedores, sendo que cada devedor responde pela dívida toda como se fosse devedor único. Decorre da lei (art.154, 828,II) ou da vontade das partes.

Leia mais

Obs. Havendo recusa, deverá o devedor indenizar o credor (247) - tornando-se impossível o adimplemento da obrigação: - SEM - COM

Obs. Havendo recusa, deverá o devedor indenizar o credor (247) - tornando-se impossível o adimplemento da obrigação: - SEM - COM Obrigações Constituem elementos que regem as relações patrimoniais existentes entre pessoas, figurando de um lado o credor (sujeito ativo), que detém o direito de exigir o cumprimento da obrigação e de

Leia mais

- Espécies. Há três espécies de novação:

- Espécies. Há três espécies de novação: REMISSÃO DE DÍVIDAS - Conceito de remissão: é o perdão da dívida. Consiste na liberalidade do credor em dispensar o devedor do cumprimento da obrigação, renunciando o seu direito ao crédito. Traz como

Leia mais

Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA. Índice 1.

Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA. Índice 1. Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA Índice 1. Anotações de Aula 1. ANOTAÇÕES DE AULA DIREITO TRIBUTARIO NO CTN Art. 155-A CTN.

Leia mais

Art. 243. A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela quantidade.

Art. 243. A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela quantidade. Código Civil Parte Especial - Arts. 233 a 303 PARTE ESPECIAL LIVRO I DO DIREITO DAS OBRIGAÇÕES TÍTULO I DAS MODALIDADES DAS OBRIGAÇÕES CAPÍTULO I DAS OBRIGAÇÕES DE DAR Seção I Das Obrigações de Dar Coisa

Leia mais

Vamos lá... *** a) Artigo 168: No caso de interrupção de pagamento de débito parcelado, o saldo proporcional

Vamos lá... *** a) Artigo 168: No caso de interrupção de pagamento de débito parcelado, o saldo proporcional Olá pessoal, tudo bem? Muitos estudos? Espero que sim. Vou começar a trabalhar com vocês alguns aspectos importantes da Legislação do ICMS RJ que podem ser cobrados no próximo concurso para Auditor Fiscal

Leia mais

Direito Civil Dr. Márcio André Lopes Cavalcante Juiz Federal

Direito Civil Dr. Márcio André Lopes Cavalcante Juiz Federal Direito Civil Dr. Márcio André Lopes Cavalcante Juiz Federal Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados. 1 Principais julgados do 1 o Semestre de 2013 Julgados

Leia mais

Conteúdo: Fatos Jurídicos: Negócio Jurídico - Classificação; Interpretação; Preservação. - FATOS JURÍDICOS -

Conteúdo: Fatos Jurídicos: Negócio Jurídico - Classificação; Interpretação; Preservação. - FATOS JURÍDICOS - Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Civil (Parte Geral) / Aula 11 Professor: Rafael da Motta Mendonça Conteúdo: Fatos Jurídicos: Negócio Jurídico - Classificação; Interpretação; Preservação. - FATOS

Leia mais

Novély Vilanova da Silva Reis. Juiz Federal em Brasília. novely@df.trf1.gov.br

Novély Vilanova da Silva Reis. Juiz Federal em Brasília. novely@df.trf1.gov.br JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA DECORRENTES DE SENTENÇA Novély Vilanova da Silva Reis. Juiz Federal em Brasília. novely@df.trf1.gov.br Qualquer débito decorrente de decisão judicial, incide juros ainda que

Leia mais

Em nossa visão a prova de Direito Civil para Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil (ESAF AFRFB/2012) não comporta qualquer possibilidade de anulação de questões. Foi bem objetiva, sendo que todas

Leia mais

E-mail do professor: rafaeldamota@gmail.com

E-mail do professor: rafaeldamota@gmail.com Turma e Ano: Delegado Civil (2013) Matéria / Aula: Direito Civil / Aula 1 Professor: Rafael da Mota Mendonça Monitor: Marcelo Coimbra E-mail do professor: rafaeldamota@gmail.com Parte Geral do Direito

Leia mais

Provas escritas individuais ou provas escritas individuais e trabalho(s)

Provas escritas individuais ou provas escritas individuais e trabalho(s) Programa de DIREITO CIVIL II 3º período: 80h/a Aula: Teórica EMENTA Direito das obrigações. Obrigação. Obrigações de dar. Obrigações de fazer. Obrigações de não fazer. Obrigações alternativas. Obrigações

Leia mais

Escola de Ciências Jurídicas-ECJ

Escola de Ciências Jurídicas-ECJ Execuções para entrega de coisa, das obrigações de fazer e insolvência civil Sumário Execução para entrega de coisa, características, modalidades e fundamentação legal Execução para entrega de coisa certa:

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015 Disciplina: Direito Civil II Departamento II: Direito Privado Docente Responsável: Prof. Dr. Clineu Ferreira Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo: Anual 2º Ano Objetivos:

Leia mais

OAB 1ª Fase Direito Civil Responsabilidade Civil Duarte Júnior

OAB 1ª Fase Direito Civil Responsabilidade Civil Duarte Júnior OAB 1ª Fase Direito Civil Responsabilidade Civil Duarte Júnior 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. RESPONSABILIDADE CIVIL É A OBRIGAÇÃO QUE INCUMBE A ALGUÉM DE

Leia mais

FAN - Faculdade Nobre. Modalidades de Obrigações II

FAN - Faculdade Nobre. Modalidades de Obrigações II FAN - Faculdade Nobre Modalidades de Obrigações II Obrigações Solidárias 1. Conceito: I. Solidariedade Ativa: (art. 267, CC). II. Solidariedade Passiva: (art. 275, CC). III. Solidariedade Mista: vontade

Leia mais

Teoria Geral das Obrigações. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Teoria Geral das Obrigações. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Teoria Geral das Obrigações Objetivos A presente aula tem por objetivo apresentar a teoria geral das obrigações iniciando-se com um breve relato sobre o Direito das Obrigações, seguindo-se para os elementos

Leia mais

INSTITUIÇÕES DE DIREITO PUBLICO E PRIVADO MÓDULO 11 INADIMPLEMENTO DAS OBRIGAÇÕES

INSTITUIÇÕES DE DIREITO PUBLICO E PRIVADO MÓDULO 11 INADIMPLEMENTO DAS OBRIGAÇÕES INSTITUIÇÕES DE DIREITO PUBLICO E PRIVADO MÓDULO 11 INADIMPLEMENTO DAS OBRIGAÇÕES Índice 1. Inadimplemento das Obrigações...4 1.1. Mora... 4 1.2. Das Perdas e Danos... 4 1.3. Juros moratórios ou juros

Leia mais

Caderno de apoio Master MASTER /// JURIS

Caderno de apoio Master MASTER /// JURIS Turma e Ano: Flex B ( 2014 ) Matéria/Aula : Direito Empresarial - Títulos de crédito em espécie e falência / aula 07 Professor: Wagner Moreira. Conteúdo: Ações Cambiais / Monitoria / Cédulas e Notas de

Leia mais

RESOLUÇÃO EXTRAJUDICIAL DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA IMOBILIÁRIA POR INADIMPLEMENTO ABSOLUTO DO QUESTÕES ATUAIS E OUTRAS NEM TÃO ATUAIS...

RESOLUÇÃO EXTRAJUDICIAL DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA IMOBILIÁRIA POR INADIMPLEMENTO ABSOLUTO DO QUESTÕES ATUAIS E OUTRAS NEM TÃO ATUAIS... RESOLUÇÃO EXTRAJUDICIAL DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA IMOBILIÁRIA POR INADIMPLEMENTO ABSOLUTO DO COMPRADOR QUESTÕES ATUAIS E OUTRAS NEM TÃO ATUAIS... Rubens Leonardo Marin SECOVI / SP 11/05/2015 O problema:

Leia mais

PARCELAMENTO TRIBUTÁRIO

PARCELAMENTO TRIBUTÁRIO PARCELAMENTO TRIBUTÁRIO Depósitos Judiciais (REsp. 1.251.513/PR) e a conversão do depósito pela Fazenda Pública José Umberto Braccini Bastos umberto.bastos@bvc.com.br CTN ART. 151 o depósito é uma das

Leia mais

Contrato de Prestação de Serviços. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Contrato de Prestação de Serviços. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Contrato de Prestação de Serviços Contrato de Prestação de Serviços Visão Geral dos Contratos: Formação dos Contratos;e Inadimplemento Contratual. Formação dos Contratos Validade do Negócio Jurídico: Agente

Leia mais

SEGURO. 1. Referência legal do assunto. Art. 757 ao art. 802 do CC. 2. Conceito de seguro

SEGURO. 1. Referência legal do assunto. Art. 757 ao art. 802 do CC. 2. Conceito de seguro 1. Referência legal do assunto Art. 757 ao art. 802 do CC. 2. Conceito de seguro SEGURO O seguro é uma operação pela qual, mediante o pagamento de uma pequena remuneração, uma pessoa, o segurado, se faz

Leia mais

STJ00098028. Luiz Antonio Scavone Junior I I I I. 5 a edição revista, atualizada e ampliada RIO DE JANEIRO

STJ00098028. Luiz Antonio Scavone Junior I I I I. 5 a edição revista, atualizada e ampliada RIO DE JANEIRO Luiz Antonio Scavone Junior I I I I 5 a edição revista, atualizada e ampliada RIO DE JANEIRO A EDITORA FORENSE se responsabiliza pelos vicios do produto no que concerne à sua edição (impressão e apresentação

Leia mais

Resolvem, na melhor forma de direito, celebrar o presente Contrato de Mútuo ( Contrato ), de acordo com os seguintes termos e condições:

Resolvem, na melhor forma de direito, celebrar o presente Contrato de Mútuo ( Contrato ), de acordo com os seguintes termos e condições: CONTRATO DE MÚTUO Prelo presente instrumento particular, [O Estudante, pessoa física proponente de empréstimo com determinadas características ( Proposta )], identificado e assinado no presente contrato

Leia mais

PETIÇÃO INICIAL (CPC 282)

PETIÇÃO INICIAL (CPC 282) 1 PETIÇÃO INICIAL (CPC 282) 1. Requisitos do 282 do CPC 1.1. Endereçamento (inciso I): Ligado a competência, ou seja, é imprescindível que se conheça as normas constitucionais de distribuição de competência,

Leia mais

REGULAMENTO EMPRÉSTIMO CASANPREV

REGULAMENTO EMPRÉSTIMO CASANPREV REGULAMENTO EMPRÉSTIMO CASANPREV 1/9 CAPÍTULO I Do Objeto Art. 1º Este documento, doravante denominado Regulamento de Empréstimo, estabelece os direitos e as obrigações da CASANPREV, dos Participantes,

Leia mais

DIREITO DAS OBRIGAÇÕES

DIREITO DAS OBRIGAÇÕES Direito Civil Professor Grevi Bôa Morte Júnior Obrigações DIREITO DAS OBRIGAÇÕES CONCEITO DE OBRIGAÇÃO Assinala Washington de Barros Monteiro que obrigação é a relação jurídica, de caráter transitório,

Leia mais

Sumário PARTE GERAL 3. PESSOA JURÍDICA

Sumário PARTE GERAL 3. PESSOA JURÍDICA Sumário PARTE GERAL 1. LINDB, DAS PESSOAS, DOS BENS E DO NEGÓCIO JURÍDICO 1. Introdução (DL 4.657/1942 da LINDB) 2. Direito objetivo e subjetivo 3. Fontes do Direito 4. Lacuna da lei (art. 4.º da LINDB)

Leia mais

DIREITO DAS OBRIGAÇÕES 1. OBRIGAÇÃO DE DAR 1.1. OBRIGAÇÃO DE DAR COISA CERTA

DIREITO DAS OBRIGAÇÕES 1. OBRIGAÇÃO DE DAR 1.1. OBRIGAÇÃO DE DAR COISA CERTA O ACESSÓRIO SEGUE O PRINCIPAL: DIREITO DAS OBRIGAÇÕES 1. OBRIGAÇÃO DE DAR 1.1. OBRIGAÇÃO DE DAR COISA CERTA Art. 233. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo

Leia mais

EMPRÉSTIMO. 1. Referência legal do assunto. Arts. 579 a 592 do CC. 2. Conceito de empréstimo

EMPRÉSTIMO. 1. Referência legal do assunto. Arts. 579 a 592 do CC. 2. Conceito de empréstimo 1. Referência legal do assunto Arts. 579 a 592 do CC. 2. Conceito de empréstimo EMPRÉSTIMO Negócio jurídico pelo qual uma pessoa entrega uma coisa a outra, de forma gratuita, obrigando-se esta a devolver

Leia mais

contrato é uma declaração unilateral de vontade, cabendo tão somente ao administrador judicial.

contrato é uma declaração unilateral de vontade, cabendo tão somente ao administrador judicial. Turma e Ano: Flex B (2013) Matéria / Aula: Empresarial / Aula 14 Professor: Thiago Carapetcov Conteúdo: - Falência: Efeitos da sentença em relação aos contratos. Falido e bens. Sentença Positiva - Decretação

Leia mais

DECRETO Nº 36.777 DE 15 DE FEVEREIRO DE 2013 (D.O. RIO DE 18/02/2013) O Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, no uso de suas atribuições legais,

DECRETO Nº 36.777 DE 15 DE FEVEREIRO DE 2013 (D.O. RIO DE 18/02/2013) O Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, no uso de suas atribuições legais, DECRETO Nº 36.777 DE 15 DE FEVEREIRO DE 2013 (D.O. RIO DE 18/02/2013) Regulamenta os arts. 5º a 9º e 23, da Lei nº 5.546, de 27 de dezembro de 2012, que instituem remissão, anistia e parcelamento estendido,

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Em março de 2014, o Estado A instituiu, por meio de decreto, taxa de serviço de segurança devida pelas pessoas jurídicas com sede naquele Estado, com base de cálculo

Leia mais

ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESINA

ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESINA LEI Nº 3.256, DE 24 DE DEZEMBRO DE 2003 Institui o programa de recuperação de créditos tributários da fazenda pública municipal REFIM e dá outras providências. Piauí Lei: O PREFEITO MUNICIPAL DE TERESINA,

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2013

PROJETO DE LEI Nº, DE 2013 PROJETO DE LEI Nº, DE 2013 (Do Sr. Guilherme Campos) Dispõe sobre juros de mora e atualização monetária dos débitos judiciais. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Esta lei disciplina os juros de mora

Leia mais

Direito Empresarial II. Foed Saliba Smaka Jr. Curso de Direito ISEPE Guaratuba 2015/2

Direito Empresarial II. Foed Saliba Smaka Jr. Curso de Direito ISEPE Guaratuba 2015/2 Direito Empresarial II Foed Saliba Smaka Jr. Curso de Direito ISEPE Guaratuba 2015/2 Contratos Aula 18 Contratos: Teoria Geral; Classificação; Requisitos; Objetos; Elementos; Contratos em Espécie: Compra

Leia mais

Perícia Contábil. Prof. Guilherme Luiz Bertoni Pontes 17/5/2013. UNISEB Centro Universitário

Perícia Contábil. Prof. Guilherme Luiz Bertoni Pontes 17/5/2013. UNISEB Centro Universitário Perícia Contábil Prof. Guilherme Luiz Bertoni Pontes UNISEB Centro Universitário 17/5/2013 Módulo 6.2 Unidade 5 UNISEB Centro Universitário Perícia Contábil em Processos Bancários 3 A PERÍCIA BANCÁRIA

Leia mais

RESOLUÇÃO AGE Nº 279, DE 6 DE OUTUBRO DE 2011. (Texto Consolidado)

RESOLUÇÃO AGE Nº 279, DE 6 DE OUTUBRO DE 2011. (Texto Consolidado) RESOLUÇÃO AGE Nº 279, DE 6 DE OUTUBRO DE 2011. (Texto Consolidado) Regulamenta o oferecimento e a aceitação de seguro garantia e da carta de fiança no âmbito da Advocacia Geral do Estado - AGE. O ADVOGADO-GERAL

Leia mais

1 - A MUTUANTE concede ao MUTUÁRIO um empréstimo no valor, prazo e demais condições indicadas no Termo de Requerimento de Mútuo.

1 - A MUTUANTE concede ao MUTUÁRIO um empréstimo no valor, prazo e demais condições indicadas no Termo de Requerimento de Mútuo. Folha 1 DE 6 Cláusulas e Condições Gerais do Contrato de Mútuo que entre si fazem a Fundação Vale do Rio Doce de Seguridade Social - VALIA e seus participantes na forma do seu Regulamento Básico. Fundação

Leia mais

DIREITO CIVIL OBRIGAÇÕES

DIREITO CIVIL OBRIGAÇÕES DIREITO CIVIL OBRIGAÇÕES CONCEITO: - obrigação é uma relação jurídica, de caráter transitório, estabelecida entre devedor e credor, e cujo objeto consiste numa prestação pessoal econômica, positiva ou

Leia mais

5) COMPROMISSO PARTICULAR DE VENDA E COMPRA E OUTRAS COMPROMISSÁRIO VENDEDOR:..., brasileiro, solteiro, produtor rural, inscrito no CPF sob o

5) COMPROMISSO PARTICULAR DE VENDA E COMPRA E OUTRAS COMPROMISSÁRIO VENDEDOR:..., brasileiro, solteiro, produtor rural, inscrito no CPF sob o 5) COMPROMISSO PARTICULAR DE VENDA E COMPRA E OUTRAS AVENÇAS PARTES CONTRATANTES COMPROMISSÁRIO VENDEDOR:..., brasileiro, solteiro, produtor rural, inscrito no CPF sob o n.... e no RG sob o n...., residente

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA PROJETO DE LEI N o 5.423, DE 2009 Acrescenta dispositivo à Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, estabelecendo

Leia mais

CCB Cédula de Crédito Bancário Consignação INSS

CCB Cédula de Crédito Bancário Consignação INSS CCB Cédula de Crédito Bancário Consignação INSS Pela presente CÉDULA DE CRÉDITO BANCARIO, doravante designada como CÉDULA, pagarei ao Banco Ibi S.A. Banco Múltiplo, com sede na Alameda Rio Negro, 585,

Leia mais

Repercussões do novo CPC para o Direito Contratual

Repercussões do novo CPC para o Direito Contratual Repercussões do novo CPC para o Direito Contratual O NOVO CPC E O DIREITO CONTRATUAL. PRINCIPIOLOGIA CONSTITUCIONAL. REPERCUSSÕES PARA OS CONTRATOS. Art. 1 o O processo civil será ordenado, disciplinado

Leia mais

CURSO DE ATUALIZAÇÃO JURÍDICA Disciplina: Direito Comercial Tema: Contratos Mercantis Prof.: Alexandre Gialluca Data: 19/04/2007 RESUMO

CURSO DE ATUALIZAÇÃO JURÍDICA Disciplina: Direito Comercial Tema: Contratos Mercantis Prof.: Alexandre Gialluca Data: 19/04/2007 RESUMO RESUMO 1) Alienação fiduciária 1.1) Alienação fiduciária de bens móveis (Dec-Lei 911/69) Na doutrina há quem diga que se trata de contrato acessório e a quem diga que se trata de contrato incidental. Na

Leia mais

DIREITO CONTRATUAL. Uma proposta de ensino aos acadêmicos de Direito. EDITORA LTr SÃO PAULO. 347.44(81) K39d

DIREITO CONTRATUAL. Uma proposta de ensino aos acadêmicos de Direito. EDITORA LTr SÃO PAULO. 347.44(81) K39d GILBERTO KERBER Professor e advogado. Mestre em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professor do Curso de Graduação e de Pós-Graduação de Direito da Universidade Regional Integrada do

Leia mais

DEPÓSITO. 1. Referência legal do assunto. Arts. 627 a 652 do CC. 2. Conceito de depósito

DEPÓSITO. 1. Referência legal do assunto. Arts. 627 a 652 do CC. 2. Conceito de depósito 1. Referência legal do assunto Arts. 627 a 652 do CC. 2. Conceito de depósito DEPÓSITO O contrato de depósito importa na guarda temporária de um bem móvel pelo depositário até o momento em que o depositante

Leia mais

go to http://www.speculumscriptum.com

go to http://www.speculumscriptum.com go to http://www.speculumscriptum.com CONTRATO DE EMPREITADA - Conceito: Empreitada é o contrato em que uma das partes (empreiteiro) se obriga, sem subordinação ou dependência, a realizar certo trabalho

Leia mais

LEI Nº 13.979, DE 25 DE SETEMBRO DE 2007

LEI Nº 13.979, DE 25 DE SETEMBRO DE 2007 ESTADO DO CEARÁ LEI Nº 13.979, DE 25 DE SETEMBRO DE 2007 DISPÕE SOBRE A RENEGOCIAÇÃO DAS DÍVIDAS DECORRENTES DE EMPRÉSTIMOS CONCEDIDOS PELO EXTINTO BANCO DO ESTADO DO CEARÁ S/A BEC, POR PARTE DO ESTADO

Leia mais

COOPERATIVA DE CRÉDITO MÚTUO DOS INTEGRANTES DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

COOPERATIVA DE CRÉDITO MÚTUO DOS INTEGRANTES DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. 1 COOPERATIVA DE CRÉDITO MÚTUO DOS INTEGRANTES DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. REGULAMENTO DA CARTEIRA DE EMPRÉSTIMO Art. 1º - Este Regulamento estabelece as modalidades de empréstimos,

Leia mais

SÉTIMO TERMO DE ADITAMENTO AO CONTRATO DE CRÉDITO PESSOAL, COMO SEGUE:

SÉTIMO TERMO DE ADITAMENTO AO CONTRATO DE CRÉDITO PESSOAL, COMO SEGUE: CONDIÇÕES GERAIS CONTRATO DE CRÉDITO PESSOAL SÉTIMO TERMO DE ADITAMENTO AO CONTRATO DE CRÉDITO PESSOAL, COMO SEGUE: Partes - BANCO MERCANTIL DO BRASIL S.A., com sede na Rua Rio de Janeiro, nº 654, Centro,

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Compra e venda com reserva de domínio Raquel Abdo El Assad * Através da compra e venda com reserva de domínio, não se transfere a plena propriedade da coisa ao comprador, pois ao

Leia mais

Condições Gerais Contrato de Abertura de Crédito em Conta Corrente de Depósito CEP Plus PF

Condições Gerais Contrato de Abertura de Crédito em Conta Corrente de Depósito CEP Plus PF Condições Gerais Contrato de Abertura de Crédito em Conta Corrente de Depósito CEP Plus PF 1. Partes 1.1. Cliente - é o cliente do Personnalité e solicitante da abertura de crédito em conta corrente de

Leia mais

EXCELENTÍSSIMA SENHORA MINISTRA NANCY ANDRIGHI DA COLENDA SEGUNDA SEÇÃO DO EGRÉGIO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA.

EXCELENTÍSSIMA SENHORA MINISTRA NANCY ANDRIGHI DA COLENDA SEGUNDA SEÇÃO DO EGRÉGIO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EXCELENTÍSSIMA SENHORA MINISTRA NANCY ANDRIGHI DA COLENDA SEGUNDA SEÇÃO DO EGRÉGIO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Recursos Especiais nºs 1.063.343/RS e 1.058.114/RS INSTITUTO BRASILEIRO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Compensação de Títulos com Retenção de PIS e COFINS

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Compensação de Títulos com Retenção de PIS e COFINS Compensação de Títulos com 04/06/2014 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Consultoria... 3 3.1 A Compensação como Forma de Extinção da Obrigação...

Leia mais

SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL

SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL PORTARIA CONJUNTA Nº 900, DE 19 DE JULHO DE 2002. Disciplina o pagamento ou parcelamento de débitos de que trata o art. 11 da Medida Provisória nº 38, de 14 de maio de 2002.

Leia mais

REGULAMENTO A CONCESSÃO E MANUTENÇÃO DE EMPRÉSTIMO SIMPLES AOS PARTICIPANTES E ASSISTIDOS DO PLANO BENEFÍCIO PREV-RENDA.

REGULAMENTO A CONCESSÃO E MANUTENÇÃO DE EMPRÉSTIMO SIMPLES AOS PARTICIPANTES E ASSISTIDOS DO PLANO BENEFÍCIO PREV-RENDA. REGULAMENTO A CONCESSÃO E MANUTENÇÃO DE EMPRÉSTIMO SIMPLES AOS PARTICIPANTES E ASSISTIDOS DO PLANO BENEFÍCIO PREV-RENDA. Índice Capítulo I Da Carteira de Empréstimo Simples... 3 Capítulo II Dos Recursos

Leia mais

Condições Gerais do Contrato de Concessão de Empréstimo mediante Consignação em Benefícios de Aposentadoria e Pensão do INSS

Condições Gerais do Contrato de Concessão de Empréstimo mediante Consignação em Benefícios de Aposentadoria e Pensão do INSS Condições Gerais do Contrato de Concessão de Empréstimo mediante Consignação em Benefícios de Aposentadoria e Pensão do INSS ESTAS CONDIÇÕES GERAIS REGEM O CONTRATO DE CONCESSÃO DE EMPRÉSTIMO MEDIANTE

Leia mais

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR nº 38/2015. Capítulo I Disposições Gerais

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR nº 38/2015. Capítulo I Disposições Gerais PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR nº 38/2015 Institui o Programa de Recuperação Fiscal REFIS do Município de Jaboticabal, e dá outras providências. Capítulo I Disposições Gerais Art. 1º Fica instituído, nos

Leia mais

EXERCÍCIO 1. EXERCÍCIO 1 Continuação

EXERCÍCIO 1. EXERCÍCIO 1 Continuação Direito Civil Contratos Aula 1 Exercícios Professora Consuelo Huebra EXERCÍCIO 1 Assinale a opção correta com relação aos contratos. a) O contrato preliminar gera uma obrigação de fazer, no entanto não

Leia mais

REGULAMENTO DE EMPRÉSTIMO

REGULAMENTO DE EMPRÉSTIMO REGULAMENTO DE EMPRÉSTIMO Art. 1º Este documento, doravante denominado Regulamento de Empréstimo, estabelece os direitos e as obrigações da Boticário Prev, dos Participantes e Assistidos, para a concessão

Leia mais

VI Exame OAB 2ª FASE Padrão de correção Direito Tributário

VI Exame OAB 2ª FASE Padrão de correção Direito Tributário VI Exame OAB 2ª FASE Padrão de correção Direito Tributário Peça GABARITO COMENTADO O Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) é imposto de competência municipal, cabendo à lei complementar estabelecer

Leia mais

FACULDADE METODISTA GRANBERY GABINETE DA DIREÇÃO PORTARIA Nº 01/2015

FACULDADE METODISTA GRANBERY GABINETE DA DIREÇÃO PORTARIA Nº 01/2015 FACULDADE METODISTA GRANBERY GABINETE DA DIREÇÃO PORTARIA Nº 01/2015 Ementa: Altera e estabelece o Regulamento Financeiro para os cursos de graduação da Faculdade Metodista Granbery. O TESOUREIRO DO INSTITUTO

Leia mais

STJ00085281 NOTA À 9." EDIÇÃO... OBRAS DO AUTOR... 1.2 Operações bancárias... 18. 1.4 Natureza dos contratos de crédito bancário...

STJ00085281 NOTA À 9. EDIÇÃO... OBRAS DO AUTOR... 1.2 Operações bancárias... 18. 1.4 Natureza dos contratos de crédito bancário... STJ00085281 SUMÁRIO NOTA À 9." EDIÇÃO.................. OBRAS DO AUTOR................... 5 7 1. CRÉDITO BANCÁRIO........ 17 1.1 Atividade creditícia dos bancos.............. 17 1.2 Operações bancárias..........................

Leia mais

Provimentos derivados de reingresso Art. 41, 2º e 3º, CF reintegração, recondução e aproveitamento.

Provimentos derivados de reingresso Art. 41, 2º e 3º, CF reintegração, recondução e aproveitamento. Turma e Ano: Direito Público I (2013) Matéria / Aula: Direito Administrativo / Aula 23 Professor: Luiz Jungstedt Monitora: Carolina Meireles (continuação) Provimentos derivados de reingresso Art. 41, 2º

Leia mais

Portaria PGFN nº 164, de 27.02.2014 - DOU de 05.03.2014

Portaria PGFN nº 164, de 27.02.2014 - DOU de 05.03.2014 Portaria PGFN nº 164, de 27.02.2014 - DOU de 05.03.2014 Regulamenta o oferecimento e a aceitação do seguro garantia judicial para execução fiscal e seguro garantia parcelamento administrativo fiscal para

Leia mais

Direito Civil Obrigações

Direito Civil Obrigações Direito Civil Obrigações Professora Jesica Lourenço Turma Magistratura Estadual 2014 Vunesp www.jesicalourenco.com.br 2 OBRIGAÇÕES Edital: Modalidades das obrigações Da transmissão das obrigações Do adimplemento

Leia mais

Disciplina: DIREITO CIVIL III (OBRIGAÇÕES) Professora: Juliana Oliveira

Disciplina: DIREITO CIVIL III (OBRIGAÇÕES) Professora: Juliana Oliveira Disciplina: DIREITO CIVIL III (OBRIGAÇÕES) Professora: Juliana Oliveira BIBLIOGRAFIA BÁSICA DINIZ, Maria Helena. Curso de direito civil brasileiro. V.II São Paulo: Saraiva. GAGLIANO, Pablo Stolze. Novo

Leia mais

PONTO 1: Prescrição e Decadência 1. PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA 1.1 PRESCRIÇÃO. CONCEITO DE PRESCRIÇÃO: Duas correntes:

PONTO 1: Prescrição e Decadência 1. PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA 1.1 PRESCRIÇÃO. CONCEITO DE PRESCRIÇÃO: Duas correntes: 1 PROCESSO DO TRABALHO PONTO 1: Prescrição e Decadência 1. PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA 1.1 PRESCRIÇÃO A prescrição foi inserida na legislação brasileira no código comercial de 1950. Hoje não há mais distinção

Leia mais

DIREITO CIVIL. Obrigações, obrigações contratuais e responsabilidade civil

DIREITO CIVIL. Obrigações, obrigações contratuais e responsabilidade civil DIREITO CIVIL Obrigações, obrigações contratuais e responsabilidade civil 1 2 GILBERTO KERBER Advogado. Conselheiro Estadual OAB/RS. Mestre em Direito pela UFSC. Coordenador do Curso de Direito CNEC-IESA

Leia mais

O que é desconto? O que é factoring? Cessão de crédito Quando um banco precisa transferir créditos e débitos? Quando um banco cede créditos? Empréstimos sindicalizados Securitizações Quando clientes cedem

Leia mais

7 Transmissão das obrigações, 139 7.1 Cessão de crédito, 139

7 Transmissão das obrigações, 139 7.1 Cessão de crédito, 139 1 Introdução ao direito das obrigações, 1 1.1 Posição da obrigação no campo jurídico, 1 1.2 Definição, 4 1.3 Distinção entre direitos reais e direitos pessoais, 7 1.4 Importância do Direito das Obrigações,

Leia mais

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EDUCACIONAIS NA MODALIDADE PRESENCIAL CURSOS LIVRES DE CURTA DURAÇÃO

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EDUCACIONAIS NA MODALIDADE PRESENCIAL CURSOS LIVRES DE CURTA DURAÇÃO CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EDUCACIONAIS NA MODALIDADE PRESENCIAL CURSOS LIVRES DE CURTA DURAÇÃO Pelo presente instrumento particular, de um lado, GRUPO IBMEC EDUCACIONAL S.A., sociedade anônima

Leia mais

Fraude contra credores (continuação)

Fraude contra credores (continuação) Turma e Ano: Turma Regular Master A Matéria / Aula: Direito Civil Aula 13 Professor: Rafael da Mota Mendonça Monitora: Fernanda Manso de Carvalho Silva Fraude contra credores (continuação) OBS1: Fraude

Leia mais

O artigo 156 do CTN elenca 11 modalidades distintas de extinção do crédito tributário. Vejamos:

O artigo 156 do CTN elenca 11 modalidades distintas de extinção do crédito tributário. Vejamos: 11. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO Nos MA s anteriores vimos que a obrigação tributária nasce com a ocorrência do fato gerador e o crédito tributário é constituído a partir do lançamento tributário, podendo,

Leia mais

TABELA DE RESPOSTA DAS QUESTÕES OBJETIVAS (questões 1 a 5) Respostas. a b c d e

TABELA DE RESPOSTA DAS QUESTÕES OBJETIVAS (questões 1 a 5) Respostas. a b c d e CURSO: Direito DISCIPLINA: Execução Trabalhista e Procedimentos Especiais DATA: 29/05/2013 PROF.: Marcelo Gerard AVALIAÇÃO - NP2 Constam desta avaliação 6 (seis) questões, no valor de um ponto cada. As

Leia mais

REGULAMENTO DE EMPRÉSTIMO PESSOAL GERDAU PREVIDÊNCIA

REGULAMENTO DE EMPRÉSTIMO PESSOAL GERDAU PREVIDÊNCIA REGULAMENTO DE EMPRÉSTIMO PESSOAL GERDAU PREVIDÊNCIA Capítulo I Da Finalidade Artigo 1 - O presente Regulamento de Empréstimo Pessoal, doravante denominado Regulamento, tem por finalidade definir normas

Leia mais

O devedor originário responde se o novo devedor for insolvente e esta insolvência não for de conhecimento do credor.

O devedor originário responde se o novo devedor for insolvente e esta insolvência não for de conhecimento do credor. 3.2 Cessão de Débito ou Assunção de Dívida A cessão de débito traduz um negócio jurídico bilateral pelo qual o devedor, COM EXPRESSA AUTORIZAÇÃO DO CREDOR (CC, art. 299), transfere a um terceiro a sua

Leia mais

INSTRUMENTO PARTICULAR DE FIANÇA CURSO DE MEDICINA BACHARELADO FAMINAS-ME

INSTRUMENTO PARTICULAR DE FIANÇA CURSO DE MEDICINA BACHARELADO FAMINAS-ME INSTRUMENTO PARTICULAR DE FIANÇA CURSO DE MEDICINA BACHARELADO FAMINAS-ME 1. (FIADOR), naturalidade:, estado civil:, profissão:, data de nascimento: / /, residente e domiciliado na cidade de:, estado:,cep:

Leia mais

DIREITO EMPRESARIAL - TEORIA GERAL DOS CONTRATOS MERCANTIS

DIREITO EMPRESARIAL - TEORIA GERAL DOS CONTRATOS MERCANTIS DIREITO EMPRESARIAL - TEORIA GERAL DOS CONTRATOS MERCANTIS Prof. Mauro Fernando de Arruda Domingues 1. Regimes jurídicos e conceito: O contrato é o instrumento pelo qual as pessoas contraem obrigação umas

Leia mais

A sistemática dos financiamentos sujeitos à TJ-462 será a mesma vigente para a TJLP, inclusive no que se refere à:

A sistemática dos financiamentos sujeitos à TJ-462 será a mesma vigente para a TJLP, inclusive no que se refere à: Capítulo II CONDIÇÕES GERAIS 1. SISTEMÁTICA DE CÁLCULO DOS JUROS. Os juros, aí considerados o Custo Financeiro, a Remuneração do BNDES e a Remuneração do Agente Financeiro, serão calculados sobre o saldo

Leia mais

CONDIÇÕES GERAIS APLICÁVEIS AO EMPRÉSTIMO CONSIGNADO DESTINADO À RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS

CONDIÇÕES GERAIS APLICÁVEIS AO EMPRÉSTIMO CONSIGNADO DESTINADO À RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS O BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A., com sede na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 e 2235, Bloco A, Vila Olímpia, São Paulo/SP, CEP 04543-011, CNPJ/MF sob n.º 90.400.888/0001-42, disponibiliza

Leia mais

ESTADO DE SERGIPE PREFEITURA MUNICIPAL DE ARACAJU Secretaria Municipal de Governo LEI COMPLEMENTAR N.º 64/2003 DE 23 DE DEZEMBRO DE 2003

ESTADO DE SERGIPE PREFEITURA MUNICIPAL DE ARACAJU Secretaria Municipal de Governo LEI COMPLEMENTAR N.º 64/2003 DE 23 DE DEZEMBRO DE 2003 Institui a Segunda Etapa do Programa de Recuperação de Créditos Fiscais do Município REFIS II e dá outras providências. O PREFEITO MUNICIPAL DE ARACAJU. Faço saber que a Câmara Municipal de Aracaju aprovou

Leia mais

Prescrição e decadência

Prescrição e decadência DIREITO CIVIL Professor Dicler A prescrição representa a perda da ação e da exceção (defesa) em razão do decurso de tempo. Tem como fundamento a paz social e a segurança jurídica que ficariam comprometidos

Leia mais

CONTRATO DE EMPRÉSTIMO PESSOA FÍSICA CONDIÇÕES GERAIS

CONTRATO DE EMPRÉSTIMO PESSOA FÍSICA CONDIÇÕES GERAIS CONTRATO DE EMPRÉSTIMO PESSOA FÍSICA CONDIÇÕES GERAIS CONDIÇÕES GERAIS DO CONTRATO DE EMPRÉSTIMO PESSOA FÍSICA CONTRATO DE EMPRÉSTIMO PESSOA FÍSICA Condições Gerais Abaixo estão as Condições Gerais do

Leia mais

CONSIDERAÇÕES SOBRE A CUMULAÇÃO DAS

CONSIDERAÇÕES SOBRE A CUMULAÇÃO DAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A CUMULAÇÃO DAS GARANTIAS PESSOAIS E REAIS, NA ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA SYLVIO CAPANEMA DE SOUZA Professor da EMERJ. Desembargador TJ/RJ A ponte que liga a economia ao direito é o crédito.

Leia mais

UNIDADE 5 OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA

UNIDADE 5 OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA UNIDADE 5 OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA Sujeito Ativo Sujeito Passivo Objeto Causa Sujeito Ativo (Credor) Pode ser: Direto Estado (Capacidade Plena) Por delegação Por Sub-rogação - Desmembramento territorial Sujeito

Leia mais