Recensão Crítica. Língua Portuguesa e Tecnologias de Informação e Comunicação. Docente: Prof. Fernanda Botelho. Teresa Cardim Nº

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1 Recensão Crítica Língua Portuguesa e Tecnologias de Informação e Comunicação Docente: Prof. Fernanda Botelho Teresa Cardim Nº Raquel Mendes Nº Setúbal, Outubro de 2009

2 Referências Bibliográficas BOTELHO, Fernanda (2005). Globalização e cidadania: reflexões soltas. Disponível em BOTELHO, Fernanda (2006). "Textos e Literacias". Disponível em PAZ, João (2008). "Educação e Novas Tecnologias". Disponível em DIAS DE FIGUEIREDO, António (2000). "Novos media e nova aprendizagem" in Novo conhecimento, nova aprendizagem. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. pp WONG, Bárbara (2006). Será k a lguagem ds testes tá a mudar? in Revista Em dia com as línguas. Departamento de Línguas da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal. Os cinco artigos utilizados nesta recensão crítica estão inseridos na área de Língua Portuguesa e Tecnologias de Informação e Comunicação. As escolas do século XIX eram dirigidas às massas, criadas pela sociedade industrial de modo a criar mão-de-obra especializada e barata. Com evolução dos tempos, estas passaram a centrar-se mais no conhecimento e na construção de saberes. Actualmente, as aprendizagens não passam apenas pela escola, mas também em estabelecimentos paralelos a esta. (Figueiredo, 2000) Nos dias que correm, praticamente todas as crianças frequentam actividades extra-curriculares, onde desenvolvem outras competências, tanto a nível social, como intelectual, de que são exemplos os ateliês de dança, expressão musical, expressão plástica, informática e actividades desportivas. Defendemos que a aprendizagem deve ser individual na construção dos seus próprios saberes, mas também deve ser colectiva num espaço comum. Estas actividades são importantes para o enriquecimento da criança; contudo, é importante que os pais tenham consciência que os filhos cada vez têm mais ocupações extracurriculares, necessitando também de descanso e de mais tempo passado com a família. No Império Romano, o conceito de literacia designava saber ler, escrever e contar. Ao longo dos tempos, o seu significado modificou-se, abrangendo também a capacidade de compreender e utilizar a informação escrita contida em vários materiais impressos, com o objectivo de desenvolver os próprios conhecimentos, tornando-se Página1

3 um cidadão activo na sociedade. Actualmente, saber ler, escrever e contar designa o termo alfabetização. (Botelho, 2006) A evolução dos Media (as tecnologias de comunicação e informação) trouxe algumas transformações, de onde surgiu um novo conceito, que veio abranger a Literacia tradicional e a diversidade linguística e cultural: Multiliteracias. Este conceito integra outras formas de conceito de texto relacionadas com o visual, o áudio e o espacial. Consideramos que, quando uma criança começa a escola, está no início da fase da alfabetização e o seu nível de compreensão depende do contacto prévio com o mundo da escrita. Uma criança que não está devidamente preparada, por não ter tido qualquer contacto prévio com a leitura e a escrita, vai apresentar vários problemas durante a sua aprendizagem. Não generalizando, existem muitas crianças que, por não terem frequentado o ensino pré-escolar, no 1º ciclo do Ensino Básico apresentam inúmeras dificuldades, nomeadamente relacionadas com a coordenação motora fina, a orientação espacial, não sabendo por exemplo, segurar um lápis com a mesma firmeza que uma criança com a mesma idade e que frequentou o ensino pré-escolar. Essa criança pode também ter problemas em identificar os fonemas e associá-los aos grafemas. Para o processo de alfabetização ser um processo contínuo e com bons resultados é preciso ter em consideração que a criança precisa, antes de tudo, de uma auto-estima elevada, estar bem emocionalmente, ter segurança e auto-confiança, podendo assim enfrentar as dificuldades que o processo de alfabetização acarreta. Cada vez mais cedo, as crianças utilizam as novas tecnologias. O telemóvel é o meio de comunicação mais utilizado em todas as gerações e as mensagens escritas são uma forma de comunicação rápida. Os jovens inventaram uma nova forma de escrever mensagens através de códigos que reduzem o número de letras nas palavras, de que é exemplo vns à xcola hj? em vez de vens à escola hoje?. Um dos aspectos negativos é a utilização destes códigos escritos em todos os contextos, nomeadamente na escola (testes de avaliação, ditados, registos da aula). Em Portugal, não é aceitável que os alunos utilizem códigos redutores de palavras; contudo, na Nova Zelândia já é permitido em exames do secundário. É importante salientar que as normas da língua portuguesa não devem ser modificadas radicalmente e que a escola deve manter o nível de exigência em relação à escrita. Não podemos apenas pensar nas gerações mais jovens, isto porque para as Página2

4 gerações mais velhas a adapatação seria muito difícil. Um caso muito presente nos dias de hoje é o novo acordo ortográfico que, com poucas alterações, já veio causar algumas inquietações. Nas sociedades actuais, está cada vez mais presente o fenómeno da globalização, sendo esta a forma dos países interagirem e aproximarem pessoas, ou seja, interligar o mundo, levando em consideração aspectos económicos, sociais, culturais e políticos. Este fenómeno teve como resultado movimentos migratórios e mudanças culturais, levando ao aparecimento de necessidades de comunicação valorizadas como uma forma de ligação, estimulando a aprendizagem de novas línguas e culturas maternas. Consequentemente, aprender uma língua, facilita as formas de comunicar com o outro, pessoal e intercultural, promovendo uma melhor interacção com as diferentes culturas do mundo. (Botelho, 2005) Um exemplo de globalização foi a implementação da Declaração de Bolonha, que trouxe mudanças profundas no ensino. Outro aspecto a ter em conta é a questão da cidadania, por os países interagirem e as pessoas se aproximarem, é necessário haver o respeito e a tolerância pelo outro, defendendo os direitos individuais de cada um. Os professores com mais anos de carreira têm atitudes de resistência face às novas tecnologias. Esta atitude provém da falta de recursos nas escolas, da dificuldade na utilização destes novos recursos, defendendo que só devem ser utilizados quando houver uma reformulação de conteúdos, estratégias e materiais didácticos onde possam ser introduzidas as novas tecnologias. Relativamente à classe de profissionais de educação com menos tempo de serviço, estes mostram-se receptivos nestas novas aprendizagens, visto ser uma classe que cresceu com muitas das novas tecnologias, adoptando-as como algo usual. (Paz, 2008) É notório o incentivo dos alunos na exploração das TIC, contudo estas não substituem a capacidade de interpretação e de reflectir sobre a informação encontrada. O aluno deve desenvolver a sua capacidade de interpretar, devido ao excesso de informação encontrada na Internet, conseguindo seleccionar o que é de maior interesse e qualidade. Defendemos que a escola deve ter autonomia para decidir como gerir a integração das TIC, podendo ser utilizadas nas salas de aula como um complemento Página3

5 no quotidiano curricular dos alunos, ou ser apenas integradas num centro de recursos educativos, como a biblioteca. Na realidade, as TIC só são desenvolvidas, praticamente, em disciplinas vocacionadas para tal, acabando por não haver um investimento na formação dos professores nessa área. Um ponto fundamental que não pode ser posto de parte é a formação de atitudes e valores, tendo-se vindo a perder gradualmente, por exemplo as fraudes de informação digital. Por outro lado, a internet tem alargado o espaço de aprendizagem, na partilha de informação e dos recursos, para além das salas de aula. Os recursos utilizados são os blogues, as comunidades virtuais (facebook, hi5, my space, etc) e as plataformas de gestão de aprendizagens (moodle, , etc). Na nossa opinião, o professor tem o papel de estimular a curiosidade do aluno, desenvolvendo a sua autonomia e o seu espírito crítico, sendo fundamental para que aluno tenha uma atitude positiva face ao ensino - aprendizagem. As TIC aliadas ao conhecimento do professor são uma mais-valia, constituindo uma oportunidade que deve ser plenamente aproveitada. Página4

6 Bibliografia A Utilização das T.I.C. no Ensino Básico. [Consultado em ] Disponível em www: <URL: ROSA, Leonel Melo - As TIC na escola: que condições? [Consultado em ] Disponível em www: <URL: LIMA, Katia Ferreira - A importância da pré-escola. [Consultado em ] Disponível em www: <URL: Mais do que letras. [Consultado em ] Disponível em www: <URL: Página5

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