SPAM Comunicações electrónicas não solicitadas

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "SPAM Comunicações electrónicas não solicitadas"

Transcrição

1 Prémio PLUG APRITEL * SPAM Comunicações electrónicas não solicitadas Vasco Arzich da Gama Outubro 2008

2 Índice Sumário... 3 Porque é que o Spam é um problema?... 3 As vantagens do Spam... 4 A luta contra o Spam... 5 i) Normas Sociais... 5 ii) Auto Regulação... 5 iii) Tecnologia... 6 iv) Legislação... 6 a) A proibição total do Spam... 6 b) O sistema opt out... 7 c) O sistema opt in... 8 CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA

3 Sumário A possibilidade de enviar mensagens electrónicas, de forma quase instantânea e com um custo extremamente reduzido, trouxe muitas vantagens e benefícios para os produtores de bens, prestadores de serviços e para os comerciantes em geral. Mas também criou diversos problemas, para os quais tem sido difícil e complexo encontrar soluções. Ao envio de mensagens publicitárias em massa pela internet sem o consentimento dos seus destinatários dá-se o nome de SPAM. Esta expressão, cuja origem é pouco relevante para o tema deste trabalho e muito menos para a sua solução, é sinónimo de perturbação da normal comunicação via internet entre os vários interlocutores. O objectivo deste trabalho não é, naturalmente, resolver o problema do spam, mas chamar a atenção para um problema, cuja gravidade é inversamente proporcional à forma como é encarado e tratado pelos internautas e identificar as diversas fragilidades que a nossa lei revela no tratamento deste tema. Porque é que o Spam é um problema? O spam corresponde actualmente ao envio de milhões de mensagens electrónicas pela internet, cujo destinatário não solicitou nem consentiu, mas que terá inevitavelmente que suportar, recepcionando-as na sua caixa de correio electrónico, para logo de seguida as eliminar. Em 2001 o spam correspondia a apenas 7% do tráfego mundial, em 2002 cresceu para 29% e em 2003 para 54%. Actualmente estima-se que o spam ocupe mais de 90% do tráfego de correio electrónico 1 a nível mundial. O spam perturba a gestão do dia-a-dia dos seus destinatários e constitui uma verdadeira invasão de privacidade. Estes recebem no seu computador milhares de mensagens que são muitas vezes enganosas ou fraudulentas, anunciando produtos e soluções milagrosas ou contendo mensagens com vírus ou com conteúdo violento, racista ou pornográfico. Apesar de já ser considerado ilegal por força da legislação nacional e comunitária relativa à publicidade enganosa, este tipo de spam é mais grave nas situações em que o próprio conteúdo da mensagem é especialmente lesivo para o destinatário. 1 Estudo sobre segurança e medidas anti-spam, ENISA, Setembro 2007, 3

4 Para o consumidor o spam não passa de lixo informático, que aumenta o tráfego da rede, ocupa espaço na sua caixa de correio e no seu computador, reduz a velocidade do tráfego, provoca perturbações no normal funcionamento das comunicações electrónicas e gera enormes custos com a gestão e eliminação dessas mensagens. Nos locais de trabalho os funcionários são obrigados a limpar sistematicamente as suas caixas de correio electrónico, o que se repercute de forma negativa na sua produtividade. Por sua vez, as empresas são obrigadas a gastar recursos humanos e financeiros para solucionar o problema, dotando os seus sistemas informáticos de mecanismos e filtros anti-spam. Os ISP (Internet Service Providers) vêem-se obrigados a aumentar a largura de banda e o espaço nas caixas de correio electrónico, para poderem manter a mesma velocidade de acesso e o mesmo nível de serviço, o que gera custos extraordinários que são inevitavelmente repercutidos nos consumidores. Um estudo de 2002 revelava que os custos de tratamento do spam nesse ano ascenderam a milhões de dólares só nos EUA. Na Europa, de acordo com o Comissário Europeu responsável pelo pelouro Empresa e Sociedade de Informação, Erkki Liikanen, a perda de produtividade nas empresas da União Europeia foi estimada em cerca de milhões de euros em Em termos globais, os consumidores têm a percepção de que a maioria dos comerciantes presentes na internet é responsável pelo envio de spam, reduzindo assim de forma drástica a sua confiança no comércio electrónico. Aliás, este é muitas vezes apontado como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento do comércio electrónico. Aqueles que de forma legítima pretendem difundir os seus produtos através de mensagens publicitárias na internet, deparam-se com a desconfiança dos consumidores e com o bloqueio das suas mensagens, pelos filtros anti-spam utilizados pelos consumidores e pelos servidores de correio electrónico. As vantagens do Spam O recurso ao envio de mensagens publicitárias pela internet é, de facto, um meio muito eficaz de publicitar produtos e serviços. Estas mensagens atingem em segundos milhões de destinatários, com um custo quase nulo, utilizando um suporte dinâmico, que possibilita a utilização de imagens e sons, altamente apelativo para o consumidor. 2 União Europeia lança ofensiva contra o spam in - Arquivo

5 O spam constitui assim uma grande fonte de rendimento: para os produtores de bens e prestadores de serviços, porque alargam de forma extraordinária o seu âmbito de acção e, especialmente, para quem difunde as mensagens, porque é um trabalho altamente rentável e praticamente sem custos operacionais. Esta é a principal razão para que os spammers procurem por todos os meios possíveis iludir os sistemas de segurança e filtros anti-spam, para conseguirem distribuir as suas mensagens: mascaram o seu remetente, adoptam outros endereços e por vezes associam-se a criadores de vírus informáticos, para mais facilmente atingirem os seus objectivos. A luta contra o Spam i) Normas Sociais A criação de regras sociais de utilização da internet entre os cibernautas constitui a primeira linha de defesa anti-spam, desencorajando o recurso a práticas comerciais que envolvam spam. No entanto, a sua violação desencadeia reacções aleatórias e por vezes injustas. A consequência normal para a violação destas regras é a expulsão das listas de discussão e o bloqueamento do endereço de do spammer. Mas muitas vezes o endereço bloqueado é apenas fictício (spoofing), e esse endereço poderá até pertencer a outra pessoa sem qualquer responsabilidade no envio de spam. A ausência de uma autoridade superior que adeque as reacções à gravidade da violação das regras e a falta de coercibilidade das sanções impossibilitam que as regras sociais constituam uma reacção eficaz contra o spam. ii) Auto Regulação A auto-regulação traduz-se no estabelecimento de códigos e regras de conduta entre os diversos intervenientes da actividade publicitária na internet, não sendo no entanto uma solução muito atractiva. Por um lado, não há qualquer contrapartida em aderir a tais regras de conduta e, por outro, sendo um sistema de adesão voluntária não abrange todos aqueles que não tenham aderido aos códigos de conduta. A auto-regulação funciona apenas entre as empresas que pretendam cultivar uma boa imagem perante o público, pelo que haverá sempre outras empresas que não se importam de suportar o lado negativo associado ao spam. 5

6 De qualquer forma, a auto-regulação poderá constituir uma mais-valia, no sentido em que poderá originar uma concertação entre os diversos fornecedores de acesso à internet. Estes poderão cooperar, por exemplo, no sentido de incluir cláusulas nos contratos que celebram com os seus clientes, que obriguem os seus clientes a não se servirem dos endereços disponibilizados para a prática de spam, assim como cláusulas de responsabilidade que imponham sanções para quem violar tais obrigações. iii) Tecnologia O spam pode também ser combatido a através de programas informáticos que funcionam como filtros de correio electrónico. Estes programas bloqueiam as mensagens oriundas dos servidores permeáveis ao spam. No entanto, este sistema não é 100% eficaz. Em primeiro lugar, porque os spammers têm um poder económico suficientemente forte para competir na procura de soluções, que consigam de alguma forma iludir estes programas com sucesso. Na verdade, o spam está muitas vezes associado à pirataria informática. Em segundo lugar, não diminui o custo das empresas de comprar e actualizar estes programas, nem o trabalho dos utilizadores que têm de os programar. Por outro lado, estes programas não contribuem para a transparência do mercado no correio electrónico, uma vez que os critérios utilizados para filtrar as mensagens de cariz comercial não são claros, podendo assim bloquear mensagens de produtos ou serviços concorrentes 3 ou até bloquear mensagens desejadas ou consentidas pelos destinatários. iv) Legislação a) A proibição total do Spam Há autores que defendem que a proibição total do spam seria inconstitucional, na medida em tal constituiria uma violação dos direitos fundamentais, nomeadamente das liberdades de expressão e informação (art. 37º CRP), liberdade de criação cultural (art. 42º CRP) e liberdade da livre iniciativa económica (art. 61º CRP). 4 3 A distribuição de mensagens de correio electrónico indesejadas (SPAM), Luís Menezes Leitão, in Direito da Sociedade da Informação, Coimbra Editora, vol. IV, pág. 198 e ss. 4 Luís Menezes Leitão, ob. cit. pág

7 Mas esta argumentação vai ainda mais longe, defendendo de que a regulamentação jurídica do spam poderá contender com o disposto no art. 34º da CRP, nos termos do qual é proibida toda a ingerência das autoridades públicas na correspondência, nas telecomunicações e nos demais meios de comunicação, salvo os casos previstos na lei em matéria de processo criminal. 5 Há, por outro lado, autores que defendem que tais princípios não podem prevalecer sobre o direito à privacidade ou à reserva da vida privada 6. Isto é, perante um conflito de direitos deverão prevalecer estes últimos. Os direitos fundamentais possuem determinados limites imanentes 7, que constituem verdadeiras fronteiras no que concerne ao seu exercício. O mesmo é dizer que os preceitos constitucionais que consagram direitos fundamentais não protegem qualquer forma de exercício desses direitos. Estes limites advêm quer da Constituição, quer da própria natureza do direito. Perante uma situação concreta, perguntamo-nos se determinado direito contempla ou não uma determinada forma de exercício. Isto é, será que um direito fundamental ao ser exercido de uma determinada forma, continua a merecer a mesma protecção constitucional? No caso concreto do spam, será que o exercício da liberdade de expressão, de criação cultural e da livre iniciativa económica admite o envio de milhões de mensagens publicitárias, que provocam o constante congestionamento do tráfego da internet e originam custos incalculáveis para terceiros? A resposta a esta pergunta só pode ser negativa. Contrariamente ao que defendem alguns autores, não se trata aqui de conflitos ou colisão de direitos, porque não estamos perante a protecção simultânea de valores constitucionais. O que sucede é que os direitos fundamentais que se referiram simplesmente não contemplam aquela forma de exercício. O mesmo é dizer que o envio de spam não se enquadra na forma de exercício daqueles direitos, pelo que a sua pura e simples proibição não seria inconstitucional. b) O sistema opt out O sistema de opt out consiste em admitir o envio de mensagens publicitárias não desejadas, desde que o destinatário não tenha manifestado a vontade de não receber tais mensagens. 5 Publicidade domiciliária não desejada, Paulo Mota Pinto, citado apud Luís Menezes Leitão, ob. cit. pág Spam e Mail Bomb Subsídios para uma perspectiva criminal, F. Bruto da Costa, R. Bravo, Quid Iuris, Lisboa, 2005, pág Os Direitos Fundamentais na Constituição Portuguesa de 1976, José Carlos Vieira de Andrade, Almedina, 1987, pag. 215 e ss. 7

8 Nos EUA onde este sistema foi adoptado, o spam é regulado pelo Can-Spam Act 2003, que consagra, assim, o right to spam. Para efeitos criminais, apenas o envio superior a 100 mensagens no período de 24 horas, 1000 pelo período de 30 dias, ou mensagens no período de 1 ano, são consideradas spam ilícito. Além disso, apenas as autoridades federais e estaduais e os fornecedores de acesso à internet tem legitimidade para instaurar acções de responsabilidade civil contra os spammers, impedindo assim que o simples cidadão reaja contra o spam. Este sistema apresenta diversas fragilidades. Em primeiro lugar, porque obriga o destinatário a ter uma atitude activa de declarar que não quer receber mensagens. Ou seja, o destinatário tem que de responder ao spammer, utilizando algum link incluído na mensagem ou enviando um , manifestando a vontade de não receber tais mensagens, eliminar a mensagem recebida e, por último, se tiver essa possibilidade, bloquear o endereço do remetente. Em segundo lugar, este sistema tem um efeito perverso: muitas vezes o spammer não sabe se o para onde enviou a mensagem está ou não activo. Mas a resposta do destinatário de que não quer receber spam dá-lhe precisamente essa informação, isto é, de que aquele endereço é válido e está activo. A vulnerabilidade deste sistema reside precisamente no facto de se basear no pressuposto de que o destinatário, pretendendo opor-se à recepção de spam, o vai fazer. No entanto, este é inundado diariamente por centenas de mensagens publicitárias que não deseja, e vê-se impossibilitado de uma a uma manifestar a vontade de não as receber. Além disso, os spammers dificultam essa tarefa através de links falsos ou pop-ups. c) O sistema opt in Na ordem jurídica portuguesa, embora não isento de críticas relativamente à sua eventual inconstitucionalidade, 8 vigora o Decreto-Lei n.º 7/2004 de 7 de Janeiro, decorrente da transposição para a ordem jurídica portuguesa da Directiva 2000/31/CE de 8 de Junho e do art. 13º da Directiva 2002/58/CE de 12 de Julho, relativa ao tratamento de dados pessoais e à protecção da privacidade no sector das comunicações electrónicas. Em especial no que diz respeito ao spam, este Decreto-Lei veio consagrar entre nós o sistema de opt in. O n.º 1 do art. 22º deste Decreto-Lei estabelece que: 8 Nota sobre as eventuais inconstitucionalidades do Decreto-Lei n.º 7/2004 de 07 de Janeiro, Manuel Lopes Rocha, in 8

9 O envio de mensagens para fins de marketing directo, cuja recepção seja independente de intervenção do destinatário, nomeadamente por via de aparelhos de chamada automática, aparelhos de telecópia ou por correio electrónico, carece de consentimento prévio do destinatário. A adopção de um sistema que parte da necessidade de consentimento prévio do destinatário, permite à partida estabelecer um quadro legal mais simples e mais fácil de implementar e de fazer cumprir. No entanto, como veremos, não é isso que sucede no sistema jurídico português. A regra deste sistema é a da proibição do envio de mensagens não desejadas para fins de marketing directo. E esta regra aplica-se quer às mensagens enviadas por correio electrónico, quer às enviadas por fax, sms ou mms. Embora ao longo de todo o art. 13º da Directiva 2002/58/CE de 12 de Julho se refira, numa tradução literal, comunicações não solicitadas para fins de comercialização directa, o nosso legislador optou por manter a expressão marketing directo, mas apenas no n.º 1 do art. 22º. Quanto aos restantes números deste artigo e contrariando a Directiva, optou por utilizar o conceito comunicações publicitárias como se fosse indiferente usar uma ou outra expressão. Em rigor o conceito de marketing directo é mais restrito do que o de publicidade. Na verdade, só cabem no conceito de marketing directo as mensagens enviadas para promover um bem ou serviço, com o fim último de celebrar um contrato com o destinatário concreto dessa mensagem. A mensagem não tem necessariamente de constituir uma proposta contratual, mas há-de, pelo menos de forma aproximada, constituir um convite a contratar. 9 Da conjugação do disposto nos n.º 6, 7 e 8 em contraposição com o disposto no n.º 1 resulta que para o envio de mensagens não solicitadas, que não tenham como objectivo o marketing directo, é lícito, excepto se o destinatário se opuser ao seu envio. Podemos questionar, por isso, se na Europa e, em particular, em Portugal, vigorará um verdadeiro sistema de opt in. Se todas as mensagens de marketing directo são formas de publicidade, nem todas as mensagens publicitárias podem ser caracterizadas como marketing directo. E nem sempre é fácil distinguir umas das outras. Damos aqui o seguinte exemplo: Original Message From: "Manuel Aguilar" Sent: Thursday, September 15, :43 AM Subject: O tal extra que te falei Oi Rui, tudo bem contigo? 9 Lei do comércio electrónico anotada, Coimbra Editora, 2005, pág. 86 9

10 Olha, já comecei a ganhar dinheiro com aquela actividade que te falei, que conheci na Internet em No primeiro mês, a partir de casa e em muito part-time, consegui mais de 700 Euros extra mas o potencial é enorme e dá para tirar muito mais. Telefona-me para a gente falar sobre isso, eles precisam de mais gente em todo o país, talvez queiras aproveitar também. Um grande abraço para ti e um beijinho à Carla. Manuel Aguilar Simulando tratar-se de uma comunicação privada (o remetente e o destinatário não se conhecem), esta mensagem tem apenas como objectivo divulgar a página de internet indicada, recrutando pessoas para executarem um determinado trabalho. É sem dúvida uma mensagem publicitária, mas será marketing directo? Se a resposta for afirmativa, então a mensagem carece de consentimento prévio do destinatário, caso contrário apenas será ilícita se for enviada depois do seu destinatário se ter oposto à sua recepção. Mas a que destinatário nos estamos a referir? É que, na verdade, o Rui para quem foi enviada esta mensagem não é o titular do endereço electrónico para quem foi enviada a mensagem. Certamente com o intuito de posteriormente se poder afirmar que a mensagem foi enviada por engano. É por isso, bastante criticável a diferença de tratamento dada ao envio de mensagens para fins de marketing directo e ao envio de mensagens publicitárias, na medida em que os problemas provocados por uma mensagem a propor a aquisição de um time sharing, ou a promover um abaixo-assinado, ou uma que solicite o reenvio de uma carta-corrente, são precisamente os mesmos. Uma outra dificuldade da nossa lei prende-se com o facto de a proibição do art. 22º n.º 1 se restringir ao envio de mensagens para fins de marketing directo a pessoas singulares. No que diz respeito ao envio de mensagens a pessoas colectivas vigora o sistema opt out. A diferença de tratamento é também discutível. Actuando sob o pretexto de as mensagens serem enviadas para um endereço de uma pessoa colectiva, o spammer poderá inundar a caixa de correio de um funcionário de uma empresa, antes sequer de este poder reagir. Mesmo quando é enviada para um endereço de uma pessoa colectiva, essa mensagem irá ser recepcionada pelo destinatário, como se de um particular se tratasse, mantendo-se os mesmos problemas referidos anteriormente. Em face da necessidade de proteger os mesmos valores e da dificuldade de lidar com dois sistemas diferentes, consoante se trate de pessoas colectivas ou singulares seria preferível adoptar também para as pessoas colectivas o sistema opt in. O envio de mensagens publicitárias não solicitadas (e não apenas as de marketing directo) é, porém, admitido quando estas forem enviadas pelo fornecedor de 10

11 um serviço ou produto aos clientes, com quem já tenha previamente celebrado transacções, se a esse cliente tiver sido expressamente oferecido a possibilidade de recusar a recepção deste tipo de mensagens e não implicar para o destinatário nenhum custo adicional (art. 22º n.º 3). Além disso, é também proibido ocultar ou dissimular a identidade do remetente de mensagens de marketing directo (art. 22.º n.º 5). As entidades que promoverem o envio de comunicações publicitárias não solicitadas, cuja recepção seja independente da intervenção do destinatário, são obrigadas a manter uma lista actualizada das pessoas que manifestaram a vontade de não receber este tipo de comunicações (art. 22º n.º 7), sendo proibido o envio de comunicações publicitárias às pessoas que constem dessas listas. O DL n.º 7/2004 de 7 de Janeiro atribui ao ICP ANACOM as funções de supervisão central com atribuições em todos os domínios regulados por este diploma, opção esta que também não está isenta de críticas. 10 No âmbito deste diploma, o ICP- ANACOM tem como funções a elaboração de regulamentos, a emissão de instruções, a fiscalização do cumprimento do disposto deste decreto-lei, o incentivo à elaboração e divulgação de códigos de conduta e a informação do público em geral. Cabe ainda ao ICP-ANACOM a supervisão da resolução provisória de litígios, relativamente à eventual ilicitude dos conteúdos que são disponibilizados em rede. Como deverá proceder o particular que receba uma mensagem de correio electrónico não solicitada? Note-se que além do carácter ilícito do spam à luz deste Decreto-Lei, uma única mensagem publicitária não solicitada poderá preencher vários tipos de ilícito: violação da protecção de dados pessoais, danos patrimoniais no computador se a mensagem contiver vírus, publicidade enganosa, etc. A competência atribuída pelo Decreto-Lei 7/2004 ao ICP-ANACOM não afasta a competência especialmente atribuída por lei a outras autoridades administrativas, como a Comissão Nacional de Protecção de Dados, a Alta Autoridade para a Comunicação Social ou a Direcção Geral do Consumidor, sempre que sejam essas as entidades sectorialmente competentes para a apreciação das matérias em causa. 11 Alguns Estados disponibilizam endereços de correio electrónico dedicados, para onde os consumidores podem reenviar as mensagens de spam. É uma forma rápida e simples de o particular se queixar e de reagir contra o spam. Este método permite de uma forma mais eficaz combater o spam, dado que reforça a coercibilidade da legislação, transmitindo aos consumidores uma maior 10 Manuel Lopes Rocha, ob. cit. 11 Lei do Comércio Electrónico Anotada, Coimbra Editora 2005, pág

12 confiança nas autoridades e fornecendo simultaneamente dados estatísticos sobre o spam. Em Portugal, quem quiser reagir contra uma mensagem de spam poderá preencher um f ormulário electrónico específico disponível na página da int ernet do ICP- ANACOM. No entanto, para o particular poderá não ser muito fácil iniciar este procedimento. Desde logo porque se o spammer ocultou ou dissimulou o seu endereço, o particular terá sérias dificuldades em identificá-lo. As dificuldades aumentam se a mensagem tiver como origem outro Estado Membro, ou um país onde tenha sido adoptado o sistema de opt out. CONCLUSÃO Embora já haja propostas no sentido de resolver os problemas decorrentes da prática de spam, ainda não foi possível chegar a uma solução definitiva. Um primeiro passo, por exemplo, para a luta contra o spam é encontrar uma solução técnica que impossibilite a dissimulação do endereço de correio electrónico. Assim, qualquer que seja a solução legislativa adoptada, o spammer sabe que poderá ser facilmente identificado. Mas a forma mais eficaz de combater o spam é através da conjugação de diversos factores: uma legislação anti-spam eficaz nos diversos países, harmonizando os sistemas adoptados; a cooperação internacional aos mais diversos níveis (legislativo, técnico, social, etc.); o estabelecimento de normas de auto-regulação e códigos de conduta entre os diversos operadores do mercado; a descoberta de soluções técnicas que permitam identificar a origem do spam e filtrar de forma cada vez mais eficaz as mensagens não solicitadas; informar, educar e consciencializar as pessoas para os problemas do spam. Em resumo, o spam tem de ser encarado como um problema global, cujo combate deverá ser feito em diversas frentes. Note-se que apesar da boa vontade legislativa, ainda há muito a fazer. Por exemplo, o facto de a lei restringir o sistema opt in às mensagens para fins de marketing directo ou o de estabelecer o sistema de opt out quando o destinatário é uma pessoa colectiva constitui um verdadeiro inibidor de eficácia desta lei, pelo que só podemos concluir que a solução para este problema ainda está longe de ter um fim. 12

13 BIBLIOGRAFIA Alexandre L. Dias Pereira, Comércio electrónico na sociedade da informação: da segurança técnica à confiança jurídica, Almedina, 1999 Celso António Serra, Publicidade Ilícita e Abusiva na Internet, in Direito da Sociedade da Informação, Volume IV, Coimbra Editora, 2003 Comunicação da Comissão ao Parlamento Europeu, ao Conselho, ao Comité Económico e Social Europeu e ao Comité das Regiões, sobre as comunicações comerciais não solicitadas, ou spam Estudo sobre segurança e medidas anti-spam, ENISA, Setembro 2007, Evangelos Moustakas, C. Ranganathan, Penny Duquenoy, Combating Spam through legislation: A comparative analysis of US and European approaches, F. Bruto da Costa, R. Bravo, Spam e Mail Bomb Subsídios para uma perspectiva criminal, Quid Iuris, 2005 Joel Timóteo Ramos Pereira, Compêndio Jurídico da Sociedade da Informação, Quid Iuris, 2005 José Carlos Vieira de Andrade, Os Direitos Fundamentais na Constituição Portuguesa de 1976, Almedina, 1987 Lei do Comércio Electrónico Anotada, Ministério da Justiça, Gabinete de Política Legislativa e Planeamento, Coimbra Editora, 2005 Luís Menezes Leitão, A distribuição de mensagens de correio electrónico indesejadas (SPAM), in Direito da Sociedade da Informação, Coimbra Editora, vol. IV, 2003 Manuel Lopes Rocha, Nota sobre as eventuais inconstitucionalidades do Decreto- Lei n.º 7/2004 de 07 de Janeiro, in 13

14 Nicola Lugaresi, European Union vs. Spam: a Legal response, Paulo Mota Pinto, Publicidade domiciliária não desejada, BFD 74, 1998 Susana Larisma, Comunicações publicitárias em rede e marketing directo, O Comércio electrónico em Portugal: o quadro legal e o negócio, ICP Autoridade Nacional de Comunicação, Lisboa 2004, pág. 171 a 191 União Europeia lança ofensiva contra o spam in - Arquivo

SPAM: COMUNICAÇÕES ELECTRÓNICAS NÃO SOLICITADAS

SPAM: COMUNICAÇÕES ELECTRÓNICAS NÃO SOLICITADAS SPAM: COMUNICAÇÕES ELECTRÓNICAS NÃO SOLICITADAS 1. INTRODUÇÃO Com o desenvolvimento da Internet, surgiu a possibilidade de se enviarem mensagens por correio electrónico, de forma quase instantânea e a

Leia mais

O MARKETING DIRECTO POR EMAIL

O MARKETING DIRECTO POR EMAIL O MARKETING DIRECTO POR EMAIL 1 AS IMPLICAÇÕES LEGAIS DO EMAIL MARKETING Enquadramento da questão Equilíbrio entre o poder e a eficácia do marketing directo por e-mail no contacto com os consumidores e

Leia mais

Projeto de proposta de Lei de alteração à Lei n.º 41/2004, de 18 de agosto, para transposição da Diretiva n.º 2009/136/CE, de 25/11

Projeto de proposta de Lei de alteração à Lei n.º 41/2004, de 18 de agosto, para transposição da Diretiva n.º 2009/136/CE, de 25/11 Parecer DE: PARA: ASSUNTO: José Eduardo Cruz Técnico Superior Gisela Serafim- Chefe de Divisão de Publicidade Projeto de proposta de Lei de alteração à Lei n.º 41/2004, de 18 de agosto, para transposição

Leia mais

João Gonçalves de Assunção joao.g.assuncao@abreuadvogados.com

João Gonçalves de Assunção joao.g.assuncao@abreuadvogados.com 30 de Junho de 2010 João Gonçalves de Assunção joao.g.assuncao@abreuadvogados.com 1 LOCAL : AB - PORTO DATA : 01-07-2010 CIBERCRIME Lei 109/2009, de 15 de Setembro Disposições penais materiais: Falsidade

Leia mais

Artigo 1.º. Objecto e âmbito. Lei nº 69/98. de 28 de Outubro

Artigo 1.º. Objecto e âmbito. Lei nº 69/98. de 28 de Outubro REGULA O TRATAMENTO DOS DADOS PESSOAIS E A PROTECÇÃO DA PRIVACIDADE NO SECTOR DAS TELECOMUNICAÇÕES (TRANSPÕE A DIRECTIVA 97/66/CE, DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1997) Artigo

Leia mais

LEI 46/2012, DE 29 DE AGOSTO

LEI 46/2012, DE 29 DE AGOSTO LEI 46/2012, DE 29 DE AGOSTO No dia 29 de Agosto de 2012, foi publicada a Lei n.º 46/2012, que transpõe a Directiva n.º 2009/136/CE, na parte em que altera a Directiva n.º 2002/58/CE, do Parlamento Europeu

Leia mais

Grupo de protecção de dados do artigo 29.º

Grupo de protecção de dados do artigo 29.º Grupo de protecção de dados do artigo 29.º 11601/PT WP 90 Parecer 5/2004 sobre as comunicações não solicitadas para fins de comercialização no âmbito do Artigo 13.º da Directiva 2002/58/CE Adoptado em

Leia mais

M1 DIRECTIVA DO CONSELHO de 10 de Setembro de 1984 relativa à publicidade enganosa e comparativa. (JO L 250 de 19.9.1984, p. 17)

M1 DIRECTIVA DO CONSELHO de 10 de Setembro de 1984 relativa à publicidade enganosa e comparativa. (JO L 250 de 19.9.1984, p. 17) 1984L0450 PT 12.06.2005 002.001 1 Este documento constitui um instrumento de documentação e não vincula as instituições B M1 DIRECTIVA DO CONSELHO de 10 de Setembro de 1984 relativa à publicidade enganosa

Leia mais

VENDAS Á DISTÂNCIA. Decreto-Lei n.º 7/2004 de 07 01: Comércio Electrónico. Decreto-Lei n.º 24/2014 de 14-02: Vendas à Distância

VENDAS Á DISTÂNCIA. Decreto-Lei n.º 7/2004 de 07 01: Comércio Electrónico. Decreto-Lei n.º 24/2014 de 14-02: Vendas à Distância VENDAS Á DISTÂNCIA Enquadramento Legal Decreto-Lei n.º 7/2004 de 07 01: Comércio Electrónico Decreto-Lei n.º 24/2014 de 14-02: Vendas à Distância No que respeita à forma da contratação electrónica, estipula

Leia mais

CÓDIGO DA PUBLICIDADE. Actualização N.º 4

CÓDIGO DA PUBLICIDADE. Actualização N.º 4 CÓDIGO DA PUBLICIDADE Actualização N.º 4 Código da Publicidade 2 TÍTULO: AUTORES: CÓDIGO DA PUBLICIDADE Actualização N.º 4 BDJUR EDITOR: EDIÇÕES ALMEDINA, SA Avenida Fernão de Magalhães, n.º 584, 5º Andar

Leia mais

RESUMO DA AVALIAÇÃO DE IMPACTO

RESUMO DA AVALIAÇÃO DE IMPACTO COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 6.11.2007 SEC(2007) 1425 DOCUMENTO DE TRABALHO DA COMISSÃO que acompanha a proposta de Decisão Quadro do Conselho que altera a Decisão Quadro 2002/475/JAI relativa

Leia mais

MEMORANDO. Caracterização da Actuação no Combate ao spam. Análise das respostas ao questionário

MEMORANDO. Caracterização da Actuação no Combate ao spam. Análise das respostas ao questionário MEMORANDO Caracterização da Actuação no Combate ao spam Análise das respostas ao questionário ÍNDICE 1. Enquadramento da realização do questionário...3 2. Análise das respostas ao questionário...4 2.1

Leia mais

Assunto: Consumo. Publicidade. Distribuição de desdobráveis sobre o Provedor de Justiça.

Assunto: Consumo. Publicidade. Distribuição de desdobráveis sobre o Provedor de Justiça. Assunto: Consumo. Publicidade. Distribuição de desdobráveis sobre o Provedor de Justiça. O PROBLEMA Foi solicitada por Sua Excelência o Provedor de Justiça a realização de estudo sobre a potencial aplicação

Leia mais

1 - TERMO DE UTILIZAÇÃO

1 - TERMO DE UTILIZAÇÃO 1 - TERMO DE UTILIZAÇÃO Este Termo de Utilização (doravante denominado "Termo de Utilização") regulamenta a utilização dos SERVIÇOS de envio de mensagens electrónicas - "e-mail" (doravante denominado "SERVIÇO")

Leia mais

PRINCÍPIOS GERAIS APLICÁVEIS AO MARKETING POLÍTICO NO ÂMBITO DAS COMUNICAÇÕES ELECTRÓNICAS. I Introdução

PRINCÍPIOS GERAIS APLICÁVEIS AO MARKETING POLÍTICO NO ÂMBITO DAS COMUNICAÇÕES ELECTRÓNICAS. I Introdução PRINCÍPIOS GERAIS APLICÁVEIS AO MARKETING POLÍTICO NO ÂMBITO DAS COMUNICAÇÕES ELECTRÓNICAS I Introdução A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) tem conhecido, ultimamente, diversos processos decorrentes

Leia mais

Por outro lado, estabelece ainda o referido preceito a susceptibilidade da Norma Regulamentar emitida se aplicar igualmente aos mediadores de seguros.

Por outro lado, estabelece ainda o referido preceito a susceptibilidade da Norma Regulamentar emitida se aplicar igualmente aos mediadores de seguros. Não dispensa a consulta da Norma Regulamentar publicada em Diário da República NORMA REGULAMENTAR N.º 03/2010-R, DE 18 DE MARÇO DE 2010 Publicidade Pelo Decreto-Lei n.º 8-A/2002, de 11 de Janeiro, foram

Leia mais

Publicado: I SÉRIE N.º 2 - «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE 22 DE JANEIRO DE 2001

Publicado: I SÉRIE N.º 2 - «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE 22 DE JANEIRO DE 2001 ASSEMBLEIA NACIONAL Lei nº134/v/2001 de 22 de Janeiro Actualmente ainda persiste no ordenamento jurídico cabo-verdiano um grande número de direitos praticamente sem garantia ou resposta. O domínio da protecção

Leia mais

ORIENTAÇÕES SOBRE O USO DA INTERNET E

ORIENTAÇÕES SOBRE O USO DA INTERNET E ORIENTAÇÕES SOBRE O USO DA INTERNET E DO CORREIO ELECTRÓNICO NA SECRETARIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO CÓDIGO DE CONDUTA (VERSÃO 1.0 2005-12-09) Índice 1 INTRODUÇÃO...2 2 CÓDIGO DE CONDUTA...2 2.1 CONDIÇÕES GERAIS

Leia mais

Condições de Utilização do site da 1001jogos.pt

Condições de Utilização do site da 1001jogos.pt Condições de Utilização do site da 1001jogos.pt Introdução No site www.1001jogos.pt (a seguir Site ), o utilizador pode jogar os jogos, inscrever-se na newsletter e criar um perfil próprio onde poderá

Leia mais

Decreto-Lei n.º 134/2009, de 2 de Junho

Decreto-Lei n.º 134/2009, de 2 de Junho Decreto-Lei n.º 134/2009, de 2 de Junho Regime jurídico aplicável à prestação de serviços de promoção, informação e apoio aos consumidores e utentes através de centros telefónicos de relacionamento Comentários

Leia mais

As Leis da Sociedade de Informação Responsabilidade dos Internet Service Provider

As Leis da Sociedade de Informação Responsabilidade dos Internet Service Provider Leis Portuguesas na Sociedade da Informação 5, 6 e 7 de Dezembro de 2005 Ordem dos Advogados As Leis da Sociedade de Informação Responsabilidade dos Internet Service Provider Dr. Hugo Lança Silva Organização

Leia mais

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA. PROJETO DE LEI N o 757, DE 2003 (Apensados PL nº 2.766/03 e PL nº 6.

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA. PROJETO DE LEI N o 757, DE 2003 (Apensados PL nº 2.766/03 e PL nº 6. COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA PROJETO DE LEI N o 757, DE 2003 (Apensados PL nº 2.766/03 e PL nº 6.593/06) Proíbe as prestadoras dos serviços móvel celular e móvel pessoal

Leia mais

ARTIGO 29.º - Grupo de Protecção de Dados Pessoais

ARTIGO 29.º - Grupo de Protecção de Dados Pessoais ARTIGO 29.º - Grupo de Protecção de Dados Pessoais 12054/02/PT WP 69 Parecer 1/2003 sobre o armazenamento dos dados de tráfego para efeitos de facturação Adoptado em 29 de Janeiro de 2003 O Grupo de Trabalho

Leia mais

REGIME JURÍDICO APLICÁVEL AOS CALL CENTERS

REGIME JURÍDICO APLICÁVEL AOS CALL CENTERS TMT N.º 2 /2009 MAIO/JUNHO 2009 REGIME JURÍDICO APLICÁVEL AOS CALL CENTERS Foi publicado no passado dia 2 de Junho o Decreto-Lei nº 134/2009 que veio estabelecer o regime jurídico aplicável à prestação

Leia mais

Sem inário Prnc i ípio do Segredo Estatístico. HotelAltis -Lisboa 13 de Janeiro 2005

Sem inário Prnc i ípio do Segredo Estatístico. HotelAltis -Lisboa 13 de Janeiro 2005 Sem inário Prnc i ípio do Segredo Estatístico HotelAltis -Lisboa 13 de Janeiro 2005 João Cadete de Matos Director Departam ento de Estatística Banco de Portugal A protecção de informação estatística confidencialno

Leia mais

COMISSÃO NACIONAL DE PROTECÇÃO DE DADOS. As dinâmicas de grupo e os perfis de consumo

COMISSÃO NACIONAL DE PROTECÇÃO DE DADOS. As dinâmicas de grupo e os perfis de consumo COMISSÃO NACIONAL DE PROTECÇÃO DE DADOS As dinâmicas de grupo e os perfis de consumo O uso de perfis na empresa Os perfis são conjuntos de dados que caracterizam categorias de indivíduos destinados a serem

Leia mais

Assunto: Consulta Pública nº1/2010. Exmos. Senhores,

Assunto: Consulta Pública nº1/2010. Exmos. Senhores, Assunto: Consulta Pública nº1/2010 Exmos. Senhores, Fundada em 13 de Outubro de 1994 por diversas empresas de Rádio e Televisão e Associações de Imprensa e de Rádio, a Confederação Portuguesa dos Meios

Leia mais

O Regime Jurídico de algumas medidas de segurança - Implicações Práticas -

O Regime Jurídico de algumas medidas de segurança - Implicações Práticas - Lisboa, 18.05.2006 O Regime Jurídico de algumas medidas de segurança - Implicações Práticas - Enquadramento, Conceitos & Formalidades 2 Enquadramento Algumas medidas de segurança envolvem o tratamento

Leia mais

30 de Junho de 2010. Carmo Sousa Machado carmo.s.machado@abreuadvogados.com. LOCAL : Porto DATA : 01-07-2010

30 de Junho de 2010. Carmo Sousa Machado carmo.s.machado@abreuadvogados.com. LOCAL : Porto DATA : 01-07-2010 30 de Junho de 2010 Carmo Sousa Machado carmo.s.machado@abreuadvogados.com 1 LOCAL : Porto DATA : 01-07-2010 1. A videovigilância no local de trabalho 2. Confidencialidade e acesso à informação 3. Monitorização

Leia mais

Grupo de trabalho protecção de dados criado pelo artigo 29.º

Grupo de trabalho protecção de dados criado pelo artigo 29.º Grupo de trabalho protecção de dados criado pelo artigo 29.º 00451/06/PT WP 118 Parecer do Grupo de trabalho protecção de dados criado pelo artigo 29.º sobre a prestação de serviços de filtragem de correio

Leia mais

MARKT/2094/01 PT Orig. EN COMÉRCIO ELECTRÓNICO E SERVIÇOS FINANCEIROS

MARKT/2094/01 PT Orig. EN COMÉRCIO ELECTRÓNICO E SERVIÇOS FINANCEIROS MARKT/2094/01 PT Orig. EN COMÉRCIO ELECTRÓNICO E SERVIÇOS FINANCEIROS Objectivo do presente documento O presente documento descreve a actual situação no que se refere ao comércio electrónico e serviços

Leia mais

NOVOS DEVERES DE INFORMAÇÃO NO ÂMBITO DA PUBLICIDADE AO CRÉDITO

NOVOS DEVERES DE INFORMAÇÃO NO ÂMBITO DA PUBLICIDADE AO CRÉDITO TMT N.º 1/2009 MAR/ABRIL 2009 NOVOS DEVERES DE INFORMAÇÃO NO ÂMBITO DA PUBLICIDADE AO CRÉDITO A informação divulgada pelas Instituições de Crédito relativamente aos produtos que estas oferecem tem sido

Leia mais

Jornal Oficial das Comunidades Europeias. (Actos cuja publicação é uma condição da sua aplicabilidade)

Jornal Oficial das Comunidades Europeias. (Actos cuja publicação é uma condição da sua aplicabilidade) L 113/1 I (Actos cuja publicação é uma condição da sua aplicabilidade) REGULAMENTO (CE) N. o 733/2002 DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 22 de Abril de 2002 relativo à implementação do domínio de topo.eu

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 18º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 18º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 18º Prestação de Serviços de telemarketing Processo: nº 3109, despacho do SDG dos Impostos, substituto legal do Director - Geral, em 2012-05-18. Conteúdo:

Leia mais

GUIA DO CONSUMIDOR DE ELECTRICIDADE NO MERCADO LIBERALIZADO

GUIA DO CONSUMIDOR DE ELECTRICIDADE NO MERCADO LIBERALIZADO GUIA DO CONSUMIDOR DE ELECTRICIDADE NO MERCADO LIBERALIZADO RESPOSTA ÀS QUESTÕES MAIS FREQUENTES Agosto 2006 ENTIDADE REGULADORA DOS SERVIÇOS ENERGÉTICOS Rua Dom Cristóvão da Gama n.º 1-3.º 1400-113 Lisboa

Leia mais

(JO L 113 de 30.4.2002, p. 1)

(JO L 113 de 30.4.2002, p. 1) 2002R0733 PT 11.12.2008 001.001 1 Este documento constitui um instrumento de documentação e não vincula as instituições B REGULAMENTO (CE) N. o 733/2002 DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 22 de Abril

Leia mais

PROPOSTA DE LEI N.º 101/IX CRIA O SISTEMA INTEGRADO DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Exposição de motivos

PROPOSTA DE LEI N.º 101/IX CRIA O SISTEMA INTEGRADO DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Exposição de motivos PROPOSTA DE LEI N.º 101/IX CRIA O SISTEMA INTEGRADO DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Exposição de motivos Tendo em consideração que a Administração Pública tem como objectivo fundamental

Leia mais

O Voluntariado e a Protecção Civil. 1. O que é a Protecção Civil

O Voluntariado e a Protecção Civil. 1. O que é a Protecção Civil O Voluntariado e a Protecção Civil 1. O que é a Protecção Civil A 03 de Julho de 2006, a Assembleia da Republica publica a Lei de Bases da Protecção Civil, que no seu artigo 1º dá uma definição de Protecção

Leia mais

MPBA sociedade de advogados rl

MPBA sociedade de advogados rl Informação jurídica sobre o exercício da profissão de arquitecto em regime de subordinação I) Objecto da consulta Com a presente informação jurídica pretende-se clarificar se o exercício da profissão de

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9, nº 28. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9, nº 28. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 9, nº 28 Seguros enquadramento da actividade de call center na prestação de serviços a empresas seguradoras e correctoras de seguros - despacho do SDG dos

Leia mais

Directiva 91/250/CEE do Conselho, de 14 de Maio de 1991, relativa à protecção jurídica dos programas de computador

Directiva 91/250/CEE do Conselho, de 14 de Maio de 1991, relativa à protecção jurídica dos programas de computador Página 1 de 5 Avis juridique important 31991L0250 Directiva 91/250/CEE do Conselho, de 14 de Maio de 1991, relativa à protecção jurídica dos programas de computador Jornal Oficial nº L 122 de 17/05/1991

Leia mais

Deliberação n.º 156/09

Deliberação n.º 156/09 Deliberação n.º 156/09 Princípios aplicáveis aos tratamentos de dados pessoais no âmbito de Gestão de Informação com a finalidade de Prospecção de Opções de Crédito A Comissão Nacional de Protecção de

Leia mais

TERMOS DE UTILIZAÇÃO

TERMOS DE UTILIZAÇÃO TERMOS DE UTILIZAÇÃO O serviço de CLASSIPECADOS é prestado por JPVF. Os presentes termos e condições de utilização dos CLASSIPECADOS estabelecem os termos nos quais este serviço é prestado definindo as

Leia mais

BCN A EXPERIÊNCIA COM A PROVEDORIA DO CLIENTE

BCN A EXPERIÊNCIA COM A PROVEDORIA DO CLIENTE BCN A EXPERIÊNCIA COM A PROVEDORIA DO CLIENTE A GABINETE DE PROVEDORIA DO CLIENTE B ESTATÍSTICAS C PRINCIPAIS MEDIDAS ADOPTADAS GABINETE DE PROVEDORIA DO CLIENTE Com o objectivo de proteger os nossos Clientes

Leia mais

TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO I OBJECTO E ÂMBITO

TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO I OBJECTO E ÂMBITO Anteprojecto de Decreto-Lei sobre a Comercialização à Distância de Serviços Financeiros (Transposição da Directiva número 2002/65/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de Setembro de 2002, relativa

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS. Proposta de DIRECTIVA DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS. Proposta de DIRECTIVA DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 3.8.2005 COM(2005) 361 final 2005/0147 (COD) Proposta de DIRECTIVA DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO que revoga a Directiva 90/544/CEE do Conselho relativa

Leia mais

Conselho Geral e de Supervisão REGULAMENTO SOBRE CONFLITOS DE INTERESSES E NEGÓCIOS ENTRE PARTES RELACIONADAS DA EDP

Conselho Geral e de Supervisão REGULAMENTO SOBRE CONFLITOS DE INTERESSES E NEGÓCIOS ENTRE PARTES RELACIONADAS DA EDP Conselho Geral e de Supervisão REGULAMENTO SOBRE CONFLITOS DE INTERESSES E NEGÓCIOS ENTRE PARTES RELACIONADAS DA EDP 29.07.2010 REGULAMENTO SOBRE CONFLITOS DE INTERESSES E NEGÓCIOS ENTRE PARTES RELACIONADAS

Leia mais

7º CONGRESSO NACIONAL DOS CORRETORES E AGENTES DE SEGUROS. Feira Internacional de Lisboa Parque das Nações. 15 de Outubro de 2010

7º CONGRESSO NACIONAL DOS CORRETORES E AGENTES DE SEGUROS. Feira Internacional de Lisboa Parque das Nações. 15 de Outubro de 2010 7º CONGRESSO NACIONAL DOS CORRETORES E AGENTES DE SEGUROS Feira Internacional de Lisboa Parque das Nações 15 de Outubro de 2010 Sessão Solene de Abertura Gostaria de começar por felicitar a APROSE pela

Leia mais

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS Grupo Parlamentar

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS Grupo Parlamentar PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS Grupo Parlamentar PROJECTO DE LEI Nº 37/XI-1ª PROÍBE A APLICAÇÃO DE TAXAS, COMISSÕES, CUSTOS, ENCARGOS OU DESPESAS ÀS OPERAÇÕES DE MULTIBANCO ATRAVÉS DE CARTÕES DE DÉBITO Preâmbulo

Leia mais

I. CÓDIGO DE ÉTICA. 1. Âmbito de Aplicação

I. CÓDIGO DE ÉTICA. 1. Âmbito de Aplicação I. CÓDIGO DE ÉTICA 1. Âmbito de Aplicação O presente Código de Ética define os princípios e as regras a observar pela N Seguros, S.A. sem prejuízo de outras disposições legais ou regulamentares aplicáveis

Leia mais

PARLAMENTO EUROPEU E CONSELHO

PARLAMENTO EUROPEU E CONSELHO 27.4.2001 PT Jornal Oficial das Comunidades Europeias L 118/41 II (Actos cuja publicação não é uma condição da sua aplicabilidade) PARLAMENTO EUROPEU E CONSELHO RECOMENDAÇÃO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO

Leia mais

Regulamento do PASSATEMPO DELTA QOOL

Regulamento do PASSATEMPO DELTA QOOL Regulamento do PASSATEMPO DELTA QOOL 1 Regulamento dos Passatempos Delta Q 1. OBJECTO DO PASSATEMPO 1.1. O Passatempo Delta Q, adiante designados por Passatempo, é promovido pela Total Tim Serviços de

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Universidade do Minho Licenciatura em Direito Informática Jurídica Comércio Electrónico na Internet Docente: José Manuel E. Valença Discentes: Ana Rita Santos Freitas, n.º 34879

Leia mais

PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º 254/IX CONTRA AS PATENTES DE SOFTWARE NA UNIÃO EUROPEIA EM DEFESA DO DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO

PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º 254/IX CONTRA AS PATENTES DE SOFTWARE NA UNIÃO EUROPEIA EM DEFESA DO DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º 254/IX CONTRA AS PATENTES DE SOFTWARE NA UNIÃO EUROPEIA EM DEFESA DO DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO 1 Está actualmente em curso na União Europeia o procedimento de co-decisão

Leia mais

ASSUNTO: Enquadramento legal da actividade de recirculação de notas de euro em Portugal - IC

ASSUNTO: Enquadramento legal da actividade de recirculação de notas de euro em Portugal - IC Banco de Portugal Carta-Circular nº 18/2007/DET, de 6-06-2007 ASSUNTO: Enquadramento legal da actividade de recirculação de notas de euro em Portugal - IC 1. Decreto-Lei nº 195/2007, de 15 de Maio - Enquadramento

Leia mais

ORIENTAÇÃO DE GESTÃO N.º 1/2010

ORIENTAÇÃO DE GESTÃO N.º 1/2010 ORIENTAÇÃO DE GESTÃO N.º 1/2010 APROVADA POR DELIBERAÇÃO DA COMISSÃO DIRECTIVA DE 19-03-2010 Altera o nº 4 da Orientação de Gestão nº 7/2008 e cria o ANEXO III a preencher pelos Beneficiários para registo

Leia mais

POLÍTICA DE PRIVACIDADE

POLÍTICA DE PRIVACIDADE POLÍTICA DE PRIVACIDADE A COFINA MEDIA, S.A. (doravante apenas designada de COFINA ), com sede na Rua Luciana Stegagno Picchio, 3, 1549-023, Lisboa, pessoa colectiva n.º 502801034, matriculada na Conservatória

Leia mais

PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO ENTRE O CONSELHO DISTRITAL DE LISBOA DA ORDEM DOS ADVOGADOS E A. Considerando que:

PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO ENTRE O CONSELHO DISTRITAL DE LISBOA DA ORDEM DOS ADVOGADOS E A. Considerando que: PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO ENTRE O CONSELHO DISTRITAL DE LISBOA DA ORDEM DOS ADVOGADOS E A ADMINISTRAÇÃO DA REGIÃO HIDROGRÁFICA DO TEJO Considerando que: Compete ao Conselho Distrital de Lisboa da Ordem

Leia mais

03 de Dezembro 2013 Direito do Trabalho

03 de Dezembro 2013 Direito do Trabalho DADOS DOS TRABALHADORES A agilização do direito à privacidade dos trabalhadores com a crescente e hegemónica utilização das denominadas tecnologias de informação, levaram a Comissão Nacional de Protecção

Leia mais

DECRETO-LEI Nº 122/2000, DE 4 DE JULHO

DECRETO-LEI Nº 122/2000, DE 4 DE JULHO DECRETO-LEI Nº 122/2000, DE 4 DE JULHO O presente diploma transpõe para a ordem jurídica interna a directiva do Parlamento Europeu e do Conselho nº 96/9/CE, de 11 de Março, relativa à protecção jurídica

Leia mais

Especificações de oferta Serviços de Gestão de Correio Electrónico Segurança do Correio Electrónico

Especificações de oferta Serviços de Gestão de Correio Electrónico Segurança do Correio Electrónico Especificações de oferta Serviços de Gestão de Correio Electrónico Segurança do Correio Electrónico Apresentação dos serviços A Segurança do Correio Electrónico dos Serviços de Gestão de Correio Electrónico

Leia mais

1) O que é o E-goi? 2) O que é o programa de parceria E-goi? 3) Quais são os tarifários do E-goi?

1) O que é o E-goi? 2) O que é o programa de parceria E-goi? 3) Quais são os tarifários do E-goi? 1) O que é o E-goi? O E-goi é uma solução completa de comunicação e marketing digital, que permite enviar correio electrónico, SMS, MMS, fax e mensagens de voz através de uma só plataforma sempre disponível

Leia mais

Termos e Condições do Vodafone E mail Empresarial

Termos e Condições do Vodafone E mail Empresarial Termos e Condições do Vodafone E mail Empresarial Analise por favor atentamente os seguintes Termos e Condições ( T&C ) antes de utilizar o Vodafone E mail Empresarial (Serviço). Ao utilizar o Serviço

Leia mais

MINISTÉRIO DAS OBRAS PÚBLICAS, TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES

MINISTÉRIO DAS OBRAS PÚBLICAS, TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES 4748-(2) Diário da República, 1.ª série N.º 143 25 de Julho de 2008 MINISTÉRIO DAS OBRAS PÚBLICAS, TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES Decreto-Lei n.º 143-A/2008 de 25 de Julho As Directivas n. os 2004/17/CE e

Leia mais

Código de Ética e de Conduta

Código de Ética e de Conduta visa dar a conhecer de forma inequívoca aos colaboradores, clientes, entidades públicas, fornecedores e, de uma forma geral, a toda a comunidade os valores preconizados, vividos e exigidos pela empresa,

Leia mais

DIRECTIVAS. DIRECTIVA 2009/24/CE DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 23 de Abril de 2009 relativa à protecção jurídica dos programas de computador

DIRECTIVAS. DIRECTIVA 2009/24/CE DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 23 de Abril de 2009 relativa à protecção jurídica dos programas de computador L 111/16 Jornal Oficial da União Europeia 5.5.2009 DIRECTIVAS DIRECTIVA 2009/24/CE DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 23 de Abril de 2009 relativa à protecção jurídica dos programas de computador (Versão

Leia mais

Portaria n.º 605/99, de 5 de Agosto Regulamento do Sistema Nacional de Farmacovigilância (Revogado pela Decreto-Lei n.º 242/2002, de 5 de Novembro)

Portaria n.º 605/99, de 5 de Agosto Regulamento do Sistema Nacional de Farmacovigilância (Revogado pela Decreto-Lei n.º 242/2002, de 5 de Novembro) Regulamento do Sistema Nacional de Farmacovigilância (Revogado pela Decreto-Lei n.º 242/2002, de 5 de Novembro) O sistema de avaliação e autorização de introdução no mercado de medicamentos, que tem vindo

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Diário da República, 1.ª série N.º 82 28 de Abril de 2010 1461

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Diário da República, 1.ª série N.º 82 28 de Abril de 2010 1461 Diário da República, 1.ª série N.º 82 28 de Abril de 2010 1461 Através do Decreto -Lei n.º 212/2006, de 27 de Outubro (Lei Orgânica do Ministério da Saúde), e do Decreto -Lei n.º 221/2007, de 29 de Maio,

Leia mais

REGULAMENTO DO SERVIÇO DE PROVEDORIA DO CLIENTE

REGULAMENTO DO SERVIÇO DE PROVEDORIA DO CLIENTE REGULAMENTO DO SERVIÇO DE PROVEDORIA DO CLIENTE ARTIGO 1º SERVIÇO DE PROVEDORIA DO CLIENTE DE SEGUROS 1. O Serviço de Provedoria do Cliente de Seguros é criado por tempo indeterminado e visa a disponibilização

Leia mais

Política Aceitável de Utilização (PAU)

Política Aceitável de Utilização (PAU) Política Aceitável de Utilização (PAU) A Multitel, na qualidade de prestadora de serviços de acesso à Internet, alojamento de páginas web e outros serviços da sociedade da informação relacionados, oferece

Leia mais

Comércio Electrónico Aspectos Legais

Comércio Electrónico Aspectos Legais Comércio Electrónico Aspectos Legais João Ferreira Pinto Advogado jfp@joaoferreirapintoadvogados.eu 1. Comércio Electrónico Comércio (transacção): o Bens o Serviços Electrónico (Comunicação): o Novas Tecnologias

Leia mais

DESTAQUE. Novembro 2014 I. INTRODUÇÃO

DESTAQUE. Novembro 2014 I. INTRODUÇÃO DESTAQUE Novembro 2014 MERCADO DE CAPITAIS PRINCIPAIS NOVIDADES REGULATÓRIAS EM MATÉRIA DE MERCADO DE INSTRUMENTOS FINANCEIROS, LIQUIDAÇÃO DE TRANSACÇÕES E CENTRAIS DE VALORES MOBILIÁRIOS I. INTRODUÇÃO

Leia mais

A QUEM PODE DAR ORDENS PARA INVESTIMENTO COMO E ONDE SÃO EXECUTADAS

A QUEM PODE DAR ORDENS PARA INVESTIMENTO COMO E ONDE SÃO EXECUTADAS COMISSÃO DO MERCADO DE VALORES MOBILIÁRIOS COMISSÃO DO MERCADO DE VALORES MOBILIÁRIOS A QUEM PODE DAR ORDENS PARA INVESTIMENTO COMO E ONDE SÃO EXECUTADAS NOVEMBRO DE 2007 CMVM A 1 de Novembro de 2007 o

Leia mais

O REGIME DE EXECUÇÃO DO ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2012

O REGIME DE EXECUÇÃO DO ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2012 27 de Fevereiro de 2012 O REGIME DE EXECUÇÃO DO ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2012 Introdução O Decreto-Lei n.º 32/2012, de 13 de Fevereiro, que regula a execução do Orçamento do Estado para 2012, aprovado

Leia mais

ACORDO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E O REINO DE ESPANHA PARA A CONSTITUIÇÃO DE UM MERCADO IBÉRICO DA ENERGIA ELÉCTRICA.

ACORDO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E O REINO DE ESPANHA PARA A CONSTITUIÇÃO DE UM MERCADO IBÉRICO DA ENERGIA ELÉCTRICA. Resolução da Assembleia da República n.º 33-A/2004 Acordo entre a República Portuguesa e o Reino de Espanha para a Constituição de Um Mercado Ibérico da Energia Eléctrica, assinado em Lisboa em 20 de Janeiro

Leia mais

Sociedade da Informação coloca novos desafios ao consumidor

Sociedade da Informação coloca novos desafios ao consumidor Sociedade da Informação coloca novos desafios ao consumidor Lisboa, 20 de Junho Comércio electrónico, segurança dos dados pessoais, regulação e mecanismos de protecção foram alguns dos temas discutidos

Leia mais

Factura Electrónica by Carlos Costa Tavares Executive Manager da Score Innovation

Factura Electrónica by Carlos Costa Tavares Executive Manager da Score Innovation Factura Electrónica by Carlos Costa Tavares Executive Manager da Score Innovation Desafios da Facturação Electrónica A facturação electrónica (e-invoicing) poderá fazer parte das iniciativas emblemáticas

Leia mais

CONHECER O COMISSARIADO DA AUDITORIA

CONHECER O COMISSARIADO DA AUDITORIA CONHECER O COMISSARIADO DA AUDITORIA PARTE I - MISSÃO, VALORES, VISÃO E LINHAS DE ORIENTAÇÃO ESTRATÉGICA DO COMISSARIADO DA AUDITORIA O Comissariado da Auditoria (CA) funciona como órgão independente na

Leia mais

RECOMENDAÇÃO Nº 5 /A/2007 (artigo 20º, nº1, alínea a), da Lei n.º 9/91, de 9 de Abril 1 ) I - ENUNCIADO -

RECOMENDAÇÃO Nº 5 /A/2007 (artigo 20º, nº1, alínea a), da Lei n.º 9/91, de 9 de Abril 1 ) I - ENUNCIADO - Número: 5/A/2007 Data: 26-04-2007 Entidade visada: Director-Geral dos Impostos Assunto: Sociedades de mediação de seguros. Prazo para apresentação da declaração de início de actividade. Processo: R-4816/05

Leia mais

Lei n.º 18/2004, de 11 de Maio

Lei n.º 18/2004, de 11 de Maio Lei n.º 18/2004, de 11 de Maio Transpõe para a ordem jurídica nacional a Directiva n.º 2000/43/CE, do Conselho, de 29 de Junho, que aplica o princípio da igualdade de tratamento entre as pessoas, sem distinção

Leia mais

Regime da Protecção de Dados nos Centros Telefónicos de Relacionamento Quadro Actual: Deliberação 629/2010

Regime da Protecção de Dados nos Centros Telefónicos de Relacionamento Quadro Actual: Deliberação 629/2010 PROTECÇÃO DE DADOS PESSOAIS E O MARKETING Regime da Protecção de Dados nos Centros Telefónicos de Relacionamento Quadro Actual: Deliberação 629/2010 Sónia Sousa Pereira 13-12-2011 Sónia Sousa Pereira 2

Leia mais

PROTECÇÃO DO CONSUMIDOR. Desde 2004 a Informar os Consumidores de Jogos de Fortuna ou Azar. Responsabilidade Social: www.jogoresponsavel.

PROTECÇÃO DO CONSUMIDOR. Desde 2004 a Informar os Consumidores de Jogos de Fortuna ou Azar. Responsabilidade Social: www.jogoresponsavel. PROTECÇÃO DO CONSUMIDOR Desde 2004 a Informar os Consumidores de Jogos de Fortuna ou Azar Responsabilidade Social: www.jogoresponsavel.pt Transparência e Segurança: www.jogoremoto.pt A REGULAÇÃO EM PORTUGAL

Leia mais

O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA

O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA PARECER SOBRE O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA (Proposta de Regulamento sobre o Estatuto da AE e Proposta de Directiva que completa o estatuto da AE no que se refere ao papel dos

Leia mais

PROJETO DE DECISÃO RELATIVO À DESIGNAÇÃO COMO ILIMITADAS DE OFERTAS DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÕES ELETRÓNICAS

PROJETO DE DECISÃO RELATIVO À DESIGNAÇÃO COMO ILIMITADAS DE OFERTAS DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÕES ELETRÓNICAS PROJETO DE DECISÃO RELATIVO À DESIGNAÇÃO COMO ILIMITADAS DE OFERTAS DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÕES ELETRÓNICAS I. ENQUADRAMENTO 1. Factos O ICP-ANACOM tem constatado a crescente disponibilização, por parte

Leia mais

PROJECTO DE RELATÓRIO

PROJECTO DE RELATÓRIO PARLAMENTO EUROPEU 2004 2009 Comissão da Cultura e da Educação 2007/2253(INI) 7.3.2008 PROJECTO DE RELATÓRIO sobre a concentração e o pluralismo dos meios de comunicação social na União Europeia (2007/2253(INI))

Leia mais

INTERVENÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O SENHOR MINISTRO DAS OBRAS PÚBLICAS TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES. Eng. Mário Lino

INTERVENÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O SENHOR MINISTRO DAS OBRAS PÚBLICAS TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES. Eng. Mário Lino INTERVENÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O SENHOR MINISTRO DAS OBRAS PÚBLICAS TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES Eng. Mário Lino por ocasião do Encerramento do Seminário AS NOVAS PERSPECTIVAS NA CONTRATAÇÃO PÚBLICA promovido

Leia mais

Bruxelas, 18 de Março de 2002

Bruxelas, 18 de Março de 2002 Bruxelas, 18 de Março de 2002 O tratado da UE institui uma política comercial comum cuja execução é da competência da Comissão Europeia : A política comercial comum assenta em princípios uniformes, designadamente

Leia mais

GRUPO DE TRABALHO SOBRE A PROTECÇÃO DE DADOS DO ARTIGO 29.

GRUPO DE TRABALHO SOBRE A PROTECÇÃO DE DADOS DO ARTIGO 29. GRUPO DE TRABALHO SOBRE A PROTECÇÃO DE DADOS DO ARTIGO 29. 00065/2010/PT WP 174 Parecer 4/2010 sobre o código de conduta europeu da FEDMA relativo ao uso de dados pessoais no marketing directo Adoptado

Leia mais

VENDAS AO DOMICÍLIO, VENDAS POR CORRESPONDÊNCIA E «VENDAS AGRESSIVAS» Decreto-Lei n.º 272/87. de 3 de Julho

VENDAS AO DOMICÍLIO, VENDAS POR CORRESPONDÊNCIA E «VENDAS AGRESSIVAS» Decreto-Lei n.º 272/87. de 3 de Julho VENDAS AO DOMICÍLIO, VENDAS POR CORRESPONDÊNCIA E «VENDAS AGRESSIVAS» Decreto-Lei n.º 272/87 de 3 de Julho Na ordem jurídica portuguesa a protecção do consumidor alcançou uma marcante expressão com a lei

Leia mais

Este documento constitui um instrumento de documentação e não vincula as instituições

Este documento constitui um instrumento de documentação e não vincula as instituições 1997L0081 PT 25.05.1998 001.001 1 Este documento constitui um instrumento de documentação e não vincula as instituições BDIRECTIVA 97/81/CE DO CONSELHO de 15 de Dezembro de 1997 respeitante ao acordo-quadro

Leia mais

Para qualquer questão relacionada com o passatempo de EDP COOL JAZZ MELODY GARDOT: envie um e-mail para passatempos@sol.pt

Para qualquer questão relacionada com o passatempo de EDP COOL JAZZ MELODY GARDOT: envie um e-mail para passatempos@sol.pt ATENDIMENTO AO LEITOR SEMANÁRIO SOL Para qualquer questão relacionada com o passatempo de EDP COOL JAZZ MELODY GARDOT: envie um e-mail para passatempos@sol.pt ou ligue 210 434 000 Horário de Atendimento

Leia mais

Processo de arbitragem n.º 78/2015. Sentença

Processo de arbitragem n.º 78/2015. Sentença Processo de arbitragem n.º 78/2015 Demandante: A Demandada: B Árbitro único: Jorge Morais Carvalho Sentença I Processo 1. O processo correu os seus termos em conformidade com o Regulamento do Centro Nacional

Leia mais

CÓDIGO BOAS PRÁTICAS COMUNICAÇÃO COMERCIAL PARA MENORES

CÓDIGO BOAS PRÁTICAS COMUNICAÇÃO COMERCIAL PARA MENORES CÓDIGO DE BOAS PRÁTICAS NA COMUNICAÇÃO COMERCIAL PARA MENORES Setembro 2005 ÍNDICE Introdução.... 2 Âmbito e Aplicação.. 3 Normas Éticas 3 Meios e Suportes... 5 Marketing nas Escolas e Educação Publicitária

Leia mais

Linhas directrizes que regem a protecção dos consumidores contra as práticas comerciais transfronteiriças fraudulentas e enganosas

Linhas directrizes que regem a protecção dos consumidores contra as práticas comerciais transfronteiriças fraudulentas e enganosas Linhas directrizes que regem a protecção dos consumidores contra as práticas comerciais transfronteiriças fraudulentas e enganosas Originalmente publicadas pela OCDE em Inglês e Francês com os títulos:

Leia mais

A EVSolutions é uma entidade comercial sobre a colecta de Jorge Bruno registado na 1ª Rep. Finanças de Setúbal com o NIF PT205 100 198.

A EVSolutions é uma entidade comercial sobre a colecta de Jorge Bruno registado na 1ª Rep. Finanças de Setúbal com o NIF PT205 100 198. Termos de Utilização INTRODUÇÃO Os presentes Termos de Utilização, regulam as relações entre o cliente utilizador dos serviços e a entidade que fornece o serviço EVSolutions. A utilização de serviços fornecidos

Leia mais

Decreto n.º 4/2005 Convenção Europeia da Paisagem, feita em Florença em 20 de Outubro de 2000

Decreto n.º 4/2005 Convenção Europeia da Paisagem, feita em Florença em 20 de Outubro de 2000 Decreto n.º 4/2005 Convenção Europeia da Paisagem, feita em Florença em 20 de Outubro de 2000 Considerando fundamental, para alcançar o desenvolvimento sustentável, o estabelecimento de uma relação equilibrada

Leia mais

- A supervisão da conduta de mercado no sector segurador: metodologias de trabalho e avaliação de resultados

- A supervisão da conduta de mercado no sector segurador: metodologias de trabalho e avaliação de resultados Boas práticas no sector segurador - A supervisão da conduta de mercado no sector segurador: metodologias de trabalho e avaliação de resultados Eduardo Farinha Pereira eduardo.pereira@isp.pt Sumário Enquadramento

Leia mais