PERÍODO DA ENFERMAGEM NO BRASIL. PROFª Mestre Maria da Conceição Muniz Ribeiro

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1 PERÍODO DA ENFERMAGEM NO BRASIL PROFª Mestre Maria da Conceição Muniz Ribeiro

2 PRIMÓRDIOS DA ENFERMAGEM NO BRASIL No Brasil, a organização da enfermagem iniciou-se no período colonial, quando os cuidados simples aos doentes eram geralmente prestados por escravos. Destacou-se aí o trabalho do padre José de Anchieta, o qual atendia aos necessitados exercendo atividades na assistência.

3 PRIMÓRDIOS DA ENFERMAGEM NO BRASIL No final do século XIX, com o desenvolvimento do país, a questão da saúde passou a constituir um problema econômico social, devido ao aumento das doenças infecto contagiosas trazidas pelos europeus. Diante dessa situação, foram tomadas medidas na tentativa de reorganizar os Serviços de Saúde.

4 A ENFERMAGEM NO SÉCULO XIX

5 A ENFERMAGEM NO SÉCULO XIX A vinda das Irmãs da Companhia da Filhas da Caridade, para o Brasil pode ser entendida como uma das conseqüências das modificações político-sociais decorrentes da Revolução Francesa. Esse acontecimento histórico, que privilegiou a ideologia laica, acabou por fazer com que os religiosos diminuíssem em muito sua participação na sociedade européia.

6 A IMPLANTAÇÃO DA COMPANHIA DAS FILHAS DA CARIDADE NO BRASIL Em 29 de novembro de 1848, em Paris, o Conselho da Associação São Vicente de Paulo, autorizou a vinda das doze primeiras Irmãs da Companhia das Filhas da Caridade para o Brasil com a missão de conquistar um novo campo de atuação para a Companhia.

7 A IMPLANTAÇÃO DA COMPANHIA DAS FILHAS DA CARIDADE NO BRASIL Em 1848, a primeira missão de Irmãs de Caridade é destinada para o Brasil, sendo a supervisora desta a Irmã Dubost. Irmã Dubost Em 11 de março de 1849, chegam a província de Minas Gerais, mais especificamente à cidade de Mariana.

8 A IMPLANTAÇÃO DA COMPANHIA DAS FILHAS DA CARIDADE NO BRASIL Ao se instalarem em Mariana, em Minas Gerais, em 03 de abril de 1849, iniciaram algumas atividades junto à comunidade, como consolar, curar as doenças, aliviar os pobres e tratar bem a todos.

9 A ENFERMAGEM DAS IRMÃS NO BRASIL A atuação das Irmãs na assistência à comunidade de Mariana fez com que, em 1851, o Imperador D. Pedro II considerasse relevante que estas viessem a participar da luta contra a epidemia de febre amarela que assolava o Rio de Janeiro.

10 A ENFERMAGEM DAS IRMÃS NO BRASIL A fim de assumir essa incumbência, solicitaram à Casa Mãe 30 Irmãs para trabalhar na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Estas chegaram ao Brasil em 20 de setembro de Dessa forma, se deu início à atuação dessas religiosas na assistência brasileira, nos hospitais.

11 O TRABALHO DAS IRMÃS DA CARIDADE NA SANTA CASA DO RIO DE JANEIRO A Companhia das Filhas da Caridade tem como objetivo de trabalho: Assistir os doentes pobres, espiritualmente, para morrer em estado de graça, ou, recuperando a saúde, para viverem sem ofender a Deus, e corporalmente, proporcionando-lhes remédios e alimentos. Luiza de Marillac, século XVII.

12 A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

13 A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA No Brasil, a República foi proclamada em 15 de novembro de 1889, por Marechal Deodoro da Fonseca.

14 A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA No Brasil, uma das repercussões da República, proclamada em 1889, foi a separação das instituições Estado e Igreja.

15 A PRIMEIRA CONSTITUIÇÃO

16 A PRIMEIRA CONSTITUIÇÃO Dentre outras coisas, a República, através de sua primeira Constituição, sancionada em 24 de fevereiro de 1891, vetou o direito de voto dos analfabetos e de parte da população.

17 A PRIMEIRA CONSTITUIÇÃO A Constituição favoreceu as oligarquias rurais, principalmente os cafeicultores, a determinação, em muito, do destino da política dos Estados e, conseqüentemente, do governo federal.

18 A PRIMEIRA CONSTITUIÇÃO Outro item importante dessa primeira Carta Magna é o conteúdo do parágrafo 6, artigo 72, que determinava ser leigo o ensino ministrado nas escolas públicas.

19 A PRIMEIRA ESCOLA DE ENFERMAGEM DO BRASIL

20 A PRIMEIRA ESCOLA DE ENFERMAGEM DO BRASIL A enfermagem, no período do Império, era relegada a função de planos domésticos ou religiosos, atendendo a um modelo de hospedagem, sem nenhum caráter técnico ou científico, não se cogitando nenhum preparo de profissionais. Além disso, o controle da assistência e da conduta médica ficava ao encargo das Irmãs.

21 A PRIMEIRA ESCOLA DE ENFERMAGEM DO BRASIL No Rio de Janeiro, em 1814, foi fundado o Hospital Nacional dos Alienados, na Praia Vermelha. Os psiquiatras que ali trabalhavam sentiram a necessidade de preparo de pessoal de enfermagem.

22 ESCOLA PROFISSIONAL DE ENFERMEIROS E ENFERMEIRAS DO HOSPÍCIO NACIONAL DE ALIENADOS (Atual Escola de Enfermagem Alfredo Pinto/Uni-Rio) Decreto nº 791, em 27 de setembro de 1890 A Gênese da profissionalização da Enfermagem

23 PRIMEIRO CURRÍCULO DE ESCOLA DE ENFERMAGEM DISCIPLINAS: Fisiologia e higiene hospitalar; Curativos; Pequenas cirurgias; Cuidados especiais; Aplicação de balneoterapias; Administração interna; Escrituração do serviço e econômicos das enfermarias, etc.

24 PRIMEIRO CURRÍCULO DE ESCOLA DE ENFERMAGEM REQUISITOS BÁSICOS PARA FAZER O CURSO: Mínimo de 18 anos; Ler, escrever e contar; Aritmética elementar; Atestado de bons costumes; Regime de internato (recebiam aposentos, alimentação e salário) e externato; Aposentadoria era após 25 anos ou por invalidez no exercício.

25 A REPÚBLICA NO BRASIL

26 A REPÚBLICA NO BRASIL O novo regime, que chegava repleto de esperanças, não foi fácil de consolidar. O Serviço de Saúde e Assistência foi transferido para a Municipalidade do então Distrito Federal. Esse ato foi como a pedra fundamental da atual Secretaria de Saúde.

27 A REPÚBLICA NO BRASIL Em 7 de dezembro de 1889, foi promulgado o Decreto nº 50, que criou o Conselho de Intendência Municipal com a atribuição de zelar pela saúde da população.

28 A REPÚBLICA NO BRASIL Em 20 de dezembro de 1892, foi promulgado o Decreto nº 84, criando a Prefeitura, sendo o 1º Prefeito, Alfredo Augusto Vieira Barcelos. O Rio de Janeiro chega a 1893, sem defesa sanitária e com a possibilidade do surgimento de surtos epidêmicos, entre elas a varíola.

29 A REPÚBLICA NO BRASIL No Campo da Enfermagem, o que encontramos é a presença das Irmãs da Caridade, pertencente a Associação São Vicente de Paulo (ASVP), desde 20 de setembro de 1852, na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Não havia um serviço de saúde pública no Brasil.

30 INÍCIO DA ASSISTÊNCIA A POPULAÇÃO E O COMBATE AO SURTO DA VARÍOLA

31 A DESCOBERTA DA VACINA CONTRA A VARÍOLA Edward Jenner foi um naturalista e médico britânico e que ficou conhecido pela invenção da vacina da varíola - a primeira imunização deste tipo na História, em 1789.

32 A INTRODUÇÃO DA VACINA NO BRASIL A vacina contra varíola, foi introduzida no Brasil por Felisberto Caldeira Brat Oliveira e Horta, futuro Marquês de Barbacena. A chegada dessa novidade não foi pacífica. Houve revolta geral porque ninguém concebia essa história de meter no seu próprio sangue, o chamado pus de bexigoso.

33 A INTRODUÇÃO DA VACINA Caldeira, enviou 7 de seus escravos a Portugal para que fossem imunizados, ao retornarem a novidade se espalhou e os brancos reagiram violentamente, dizendo que a vacina só surtia efeito em gente preta. E negaram-se a ser vacinados. NO BRASIL

34 A INTRODUÇÃO DA VACINA NO BRASIL Em quanto os negros escapavam da morte pela vacina, os brancos morriam aos montes. Caldeira, fez vacinar seu filho, com dois anos de idade. Foi o primeiro homem branco a ser vacinado contra a varíola no Brasil. Filho do futuro Marquês de Barbacena. BRASÃO DO MARQUÊS DE BARBACENA

35 AS PRIMEIRAS INSTITUIÇÕES DE ATENDIMENTPO

36 AS PRIMEIRAS INSTITUIÇÕES DE ATENDIMENTO Em 12 de janeiro de 1894, pelo Decreto nº 1647, foi criado o Instituto Sanitário Federal. Ele se transforma ao longo dos anos, em: Laboratório de Higiene da Faculdade de Medicina do RJ (1882); Instituto de Higiene da Faculdade de Medicina do RJ (1889); Instituto Nacional de Higiene (1890); Laboratório de Bacteriologia (1892); Instituto Sanitário Federal (1894).

37 AS PRIMEIRAS INSTITUIÇÕES DE ATENDIMENTO Em 8 de junho de 1896, o Decreto nº 282, regulamentou os socorros a necessitados, feridos, afogados e vítimas de acidentes na via pública.

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