Gro Harlem Brundtland (org.). O Nosso Futuro Comum. Relatório da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. Rio de Janeiro 1988.

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1 Desenvolvimento Sustentável é aquele que satisfaz as necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das gerações vindouras satisfazerem as suas próprias necessidades. Gro Harlem Brundtland (org.). O Nosso Futuro Comum. Relatório da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. Rio de Janeiro 1988.

2 8 Visão, Missão e Valores 9 Política de Sustentabilidade 10 Código de Conduta Altri 11 Mensagem do Presidente do Conselho de Administração 12 Mensagem do Administrador 16 História da Celbi 18 Produto 20 O Processo da madeira à pasta Governação 26 Compromissos 34 Envolvimento com as partes interessadas 36 Modernização e expansão da unidade fabril da Celbi desdobrável

3 53 Indicadores Económico-Financeiros 55 Presença no Mercado 57 Impactes Económicos Indirectos 57 Objectivos e Desempenho 58 Políticas 62 O compromisso da Celbi com o Ambiente 64 O Sistema de Gestão Ambiental da Celbi 66 Impactes ambientais significativos 69 A Celbi e o Ambiente em Resultados e evoluções 77 Balanço de uma tonelada de pasta em Objectivos e programas ambientais 81 A Celbi e as alterações climáticas Gestão de recursos humanos 90 Direitos humanos 99 Comunidade Glossário Geral 112 Tabela GRI e Declaração de Verificação da LRQA

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5 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE

6 ESTRATÉGIA E ANÁLISE 01 6

7 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE

8 égia análise Estratégia e Análise A Visão, a Missão e os Valores da Celbi são princípios culturais que orientam todas as actividades da empresa. Visão da Celbi Ser o melhor produtor europeu de pastas de fibra curta Satisfazer o mais possível os nossos clientes, conquistando a sua fidelidade; Ter uma imagem de Excelência no mercado e na comunidade envolvente; Manter os nossos produtos e processos como referências nos sectores de papel e pasta; Atrair e motivar os profissionais mais competentes; Criar nos nossos trabalhadores um espírito de identificação e orgulho para com a empresa; Criar valor para os nossos accionistas. Missão da Celbi Fornecer pastas de eucalipto, que pro du zimos de forma económica e ambiental men te sustentável, satisfazendo os requisitos e expectativas dos nossos clientes. Valores da Celbi Orientação para os resultados e para a Qualidade Total; Focalização nas necessidades e expectativas dos clientes; Empenho na defesa do meio ambiente; Sentido de responsabilidade social; Espírito de abertura face aos desafios e à mudança; Versatilidade e polivalência profissional; Ambição para melhorar, inovar e estar na vanguarda; Descentralização e responsabilização; Informalidade no relacionamento pessoal. Em complemento a estes princípios, a Celbi assume, perante as partes interessadas, os compromissos expressos na sua Política de Sustentabilidade e no Código de Conduta da Altri. 8

9 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 Política de Sustentabilidade A Celbi considera ser sua responsabilidade gerir e desenvolver a sua actividade de uma forma sustentável. Neste sentido, a Celbi compromete-se a orientar a sua actuação pelos seguintes princípios de carácter económico, ambiental e social: 1. Criar valor, viabilizando economicamente a Organização, de forma a possibilitar a satisfação das expectativas dos accionistas e demais partes interessadas. 2. Planear e orientar os seus esforços no sentido de satisfazer os requisitos e as expectativas dos seus clientes. 3. Desenvolver, produzir e comercializar pro dutos com qualidade, minimizando o respectivo impacte ambiental, estabelecendo mecanismos de prevenção e segurança e adoptando prioritariamente medidas internas consistentes com as melhores técnicas dis poníveis economicamente viáveis. 4. Adquirir madeira que seja explorada de uma forma legal, privilegiando o uso de madeira certificada de acordo com os requisitos de gestão florestal aplicáveis do FSC e/ou do PEFC. 5. Cumprir com os requisitos das Normas ISO 9001, ISO 14001, EMAS e OHSAS e da cadeia de Responsabilidade do FSC e do PEFC. 6. Melhorar continuamente o desempenho e a eficácia dos Sistemas de Gestão da Qua lidade, Ambiente e Saúde e Segurança, estabelecendo objectivos e metas perio di camente revistos. 7. Cumprir a legislação aplicável, fixando objectivos que permitam, sempre que possível, melhorar o seu desempenho face aos requisitos legais. 8. Adoptar critérios de minimização de ris cos e impactes ambientais e sociais, na escolha de processos, tecnologias, matérias-primas e meios de transporte. 9. Promover a redução do consumo de energia, de água e de outros recursos naturais, dando prioridade à utilização de fontes reno váveis de energia, bem como a redução e valorização de resíduos. 10. Adoptar processos que reduzam as quan tidades de resíduos, promovendo a sua valorização interna ou externa. 11. Prevenir a ocorrência de acidentes e manter um estado de prontidão operacional para fazer face a emergências. 12. Prevenir as doenças profissionais e acompanhar a saúde dos trabalhadores, em cumprimento da legislação sobre medicina no trabalho e tendo em conta as especificidades da empresa. 13. Estimular a participação dos trabalha dores na melhoria contínua do desempenho da organização e na consecução dos objec ti vos estabelecidos, promovendo a sua sen sibi lização e formação técnica. 14. Manter processos de apoio ao desen volvimento dos seus colaboradores, poten ciando as suas competências individuais, estimulando o trabalho em equipa e premiando a orientação para resultados e o cumprimento de missões e objectivos. 15. Exigir dos fornecedores o cumprimento de procedimentos, regras e princípios con sen tâneos com os padrões adoptados internamente, estimulando mecanismos de colaboração. 16. Adoptar uma atitude de activa colaboração com todas as partes interessadas. Figueira da Foz, 1 de Julho de 2008 Ed 2 Francisco Silva Gomes Administrador Informação validada REG. NO. PT

10 ESTRATÉGIA E ANÁLISE 01 Código de Conduta da Altri Objectivo O objectivo do Código de Conduta da Altri é assegurar que são aplicados em todo o Grupo princípios éticos comuns. O Código de Conduta assenta em três valores funda mentais para a sustentabilidade do negócio da Altri: integridade, responsabilidade e confiança. Âmbito O Código de Conduta aplica-se a todos os trabalhadores do grupo Altri, incluindo os órgãos de gestão. Pode ser complementado, sempre que necessário, com regras ou linhas de orientação mais detalhadas e específicas ao nível das empresas do Grupo. Princípios Gerais Todos os trabalhadores do Grupo Altri devem orientar as suas actividades pelos seguintes princípios: Conformidade legal; Transparência nas tomadas de decisão; Cooperação estreita com clientes, fornecedores, colegas, comunidades locais e outras partes interessadas; Cumprimento de objectivos; Lealdade; Profissionalismo; Sigilo profissional; Cumprimento de todas as regras, políticas e linhas de orientação do Grupo e da empresa que integram. Conflito de interesses Os trabalhadores do Grupo Altri devem rejeitar qualquer participação em actividades que possam colidir ou interferir com os interesses e/ou objectivos do Grupo. É responsabilidade de todos comunicar à hierarquia qualquer possibilidade de conflito de interesses. Não é permitido utilizar património e/ou recursos do Grupo em benefício próprio. Presentes, suborno e corrupção A Altri proíbe qualquer tipo de corrupção ou suborno nas suas operações. A Altri e os seus trabalhadores actuam de forma aberta e transparente, livres de corrupção, não pagam subornos e não influenciam as decisões dos parceiros de negócios de forma ilegal. Os trabalhadores da Altri não podem aceitar presentes ou gratificações pessoais de clientes, fornecedores ou outras entidades que possam ou pareçam afectar o julgamento profissional no desempenho da respectiva função ou deveres para com a Altri ou terceiros. Concorrência A Altri está empenhada em promover a concorrência assente em bases legalmente aceitáveis. A concorrência legal é a base do desenvolvimento e inovação empresariais. Os trabalhadores da Altri não podem participar ou ser coniventes com práticas que res trinjam a concorrência legal, nem trocar informação confidencial com empresas concorrentes. Práticas fraudulentas A Altri proíbe todo o tipo de práticas fraudulentas, reservando-se o direito de comunicar às autoridades práticas de roubo, extorsão, burla, falsificação, etc... Direitos Humanos A Altri respeita e promove os direitos humanos, conforme consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas. Para a Altri, são fundamentais os direitos à liberdade de pensamento, de opinião, de expressão e de religião. A Altri cumpre rigorosamente a lei no que se refere ao respeito pelos direitos de personalidade dos seus trabalhadores, à igualdade de oportunidades e à não discriminação em razão do sexo, origens étnicas, religião e convicções políticas, ideológicas ou sindicais. A Altri não tolera a utilização de trabalho infantil ou forçado. Implementação do Código de Conduta O Presidente do Conselho de Administração da Altri, é responsável por fazer cumprir o Código de Conduta em todas as unidades do Grupo. Cada chefia é responsável pela conduta dos seus subordinados e pela prestação de orientações, em caso de dúvida, na aplicação deste Código de Conduta. Todos os trabalhadores da Altri devem agir em conformidade como este Código de Con duta e devem denunciar à hierarquia qual quer suspeita ou evidência da sua violação, salvaguardando as identidades dos trabalhadores envolvidos e a confidencialidade das situações apresentadas. 31 de Março de 2009 Paulo Fernandes Presidente do Conselho de Administração da Altri 10

11 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 Mensagem do Presidente do Conselho de Administração Sustentabilidade: Continuamos o nosso caminho O ano de 2008 foi marcado pelo súbito abran damento verificado no segundo tri mestre no mercado mundial de pasta de papel e pelo agravamento dos preços das matérias- -primas e subsidiárias, nomeadamente da madeira de eucalipto. Paulo Fernandes Presidente C. A. Apesar de se viver um período bastante exi gente, incaracterístico e de grande instabilidade, concretizaremos os projectos de investimento anunciados e continuaremos o caminho do desenvolvimento sustentável, equilibrando o nosso desempenho económico com as nossas responsabilidades ambientais e sociais. Assim, a Altri mantém, para 2010, as suas metas estratégicas de aumento da produção de pasta de papel branqueada para cerca de toneladas nas suas três unidades fabris, bem como a optimização dos custos de produção, por forma a atingir níveis idênticos aos dos produtores mais competitivos. Em linha com estes objectivos, durante o ano de 2008 foi remodelada a linha de produção de pasta da Celbi e entrou em funcionamento a nova linha de branqueamento de pasta da Celtejo. Em 2009, será dada continuidade ao projecto de modernização e expansão da Celbi, com o objectivo de aumentar a sua capacidade anual de produção de pasta de papel até cerca de toneladas. Os próximos anos serão muito exigentes, mas, fruto dos investimentos realizados, acre ditamos ter condições para que os resultados futuros sejam consentâneos com a estratégia de desenvolvimento que assumimos. Agradecemos a todos os colaboradores da Altri, clientes, fornecedores, accionistas, parceiros de negócios e a toda a sociedade em geral, o seu empenho, esforço e coope ração, essenciais na prossecução dos objectivos que nos propomos atingir. A nossa garantia é a de continuidade do trabalho que temos vindo a realizar, no sentido de construir um Grupo Altri cada vez mais sólido. Foi também publicado o Código de Conduta da Altri, cujo objectivo é assegurar que são aplicados em todo o Grupo princípios éticos comuns. 11

12 ESTRATÉGIA E ANÁLISE 01 Mensagem do Administrador O ano de 2008 É nos períodos mais exigentes, que é mais importante do que nunca, entender que o desenvolvimento sustentável é uma oportunidade. O desenvolvimento sustentável implica processos de mudança, o que nem sempre é fácil, mas é nossa responsabilidade tomar decisões olhando para o seu impacto no futuro. Silva Gomes Administrador O ano de 2008 na Celbi foi marcado pela concretização da primeira etapa do projecto de modernização e expansão da fábrica, designado por Projecto C09, a qual consistiu na remodelação da linha de produção de pasta. Após conclusão da fase de teste dos novos equipamentos, foram criadas as condições necessárias para atingir os níveis de qualidade e de produção estabelecidos como objectivo para este Projecto. A segunda fase, que comporta a remodelação e montagem de novas instalações integradas na área de recuperação de químicos e de produção de energia, estará concluída até ao final do primeiro semestre de Apesar de 2008 ter sido um ano de grande envolvimento de recursos humanos nas actividades inerentes ao Projecto, foram concretizadas diversas acções com ele directamente relacionadas e outras desenvolvidas em simultâneo, sendo de destacar: Como reflexo da preocupação da Celbi relativamente às alterações climáticas e considerando o ano de 2007 como ano de referência, estabeleceu-se o objectivo de reduzir em 10% as emissões específicas directas de CO 2 fóssil da empresa até Implementou-se o plano de saúde e segurança do Projecto C09, que foi aceite e apoiado pelos fornecedores de equipamento, empreiteiros e prestadores de serviços envolvidos na obra. A Memória Descritiva da Organização foi actualizada, à luz dos critérios do Modelo de Excelência da EFQM (European Foundation for Quality Management), encontrando-se preparada para ser validada em reunião específica e posterior auto- -avaliação, a realizar em Foram ministradas cerca de horas de formação sobre as novas instalações e equipamentos, em acções referentes aos aspectos de segurança associados à paragem anual das instalações fabris, em acções de formação sobre aspectos ambientais, em segurança e protecção contra incêndios e na recepção e integração de novos operadores. Concretizou-se um extenso programa de formação de pessoal externo sobre segurança nas obras do Projecto C09 e na paragem anual, acompanhada da informação e distribuição de documentação. Procedeu-se à assinatura do novo Acordo de Empresa, mais adaptado à realidade proporcionada pelo Código de Trabalho. Para o ano de 2009 novos desafios se colocam, sendo prioritário garantir a estabilidade da fábrica após o Projecto C09, fundamental para assegurar o retorno do investimento ao nosso accionista. Serão continuadas as práticas de melhoria contínua já adoptadas e implementadas outras que se revelem de interesse para a Celbi, tendo em vista optimizar os níveis de desempenho ambiental e de responsabilidade social. 12

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15 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE

16 erfil nizacion Perfil Organizacional História da Celbi Instalada em Portugal em 1965, a Celulose Billerud SARL surgiu como uma iniciativa da empresa sueca, Billerud AB, associada a um dos maiores grupos industriais por tugueses na quela época, a Companhia União Fabril (CUF). Os primeiros accionistas da Celbi foram a Billerud, com 71% do total do capital social, a CUF que participou com 23%, e um grupo de produtores florestais, que subscreveram 6%. A empresa viria a localizar-se junto à costa, na Leirosa, uma pequena aldeia piscatória, 15 km a sul da Figueira da Foz e 180 km a norte de Lisboa. O local escolhido reunia um conjunto de vantagens que viriam a elegê-lo como ideal para a instalação desta unidade industrial: Proximidade de áreas florestais com disponibilidade de matéria-prima; Abundância de água, indispensável para o processo produtivo; 16

17 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 al Proximidade do Oceano Atlântico; Proximidade de um porto comercial; Disponibilidade de mão-de-obra qualificada. A empresa arrancou em 1967, com a pro dução de pasta solúvel, destinada à fabricação de fibras têxteis, com toneladas como capacidade máxima. A decisão de produzir pasta solúvel viria a ser revista nos primeiros anos de produção, por se concluir que este tipo de pasta defrontava sérios problemas de mercado. A unidade fabril viria a ser ajustada para produzir pasta papeleira com uma capacidade que, naquela data, atingia as toneladas anuais. Em 1970, a empresa alterou a sua designação social, passando a designar-se por Celulose Beira Industrial (Celbi), SARL. Em 1975, as nacionalizações transferiram as acções da CUF e dos pequenos accionistas para o Estado Português, que assumiria a sua titularidade através do IPE Investimentos e Participações Empresariais, SA. Entretanto, na Suécia, diversas operações de concentração da indústria florestal fizeram com que o capital da Celbi passasse a ser detido pelo grupo sueco STORA, integrado na área de negócios liderada pela STORA CELL AB. Em 1995, o Governo Português viria a alienar integralmente a sua participação na empresa, vendendo a sua parte à STORA CELL AB que, assim, passou a deter 100% do seu capital, com o valor actual de 77,5 milhões de euros. A Celbi passou, então, a designar-se por Stora Celbi Celulose Beira Industrial, SA. No final de 1998, após o processo de fusão do grupo sueco STORA com o grupo finlandês ENSO, de onde resultou o Grupo Stora Enso, a Celbi retomou a sua denominação anterior: Celulose Beira Industrial (Celbi), SA. Em Julho de 2006, o grupo Altri anuncia ter celebrado um contrato promessa conducente à aquisição de 100% dos direitos de voto da Celbi, negócio que foi concluído em Agosto de

18 PERFIL ORGANIZACIONAL 02 Reconhecimentos O Produto O Relatório de Sustentabilidade da Celbi relativo ao seu desempenho em 2007, ficou em 5º lugar na categoria Melhor Primeiro Relatório no concurso promovido anualmente pelo GRI (CRRA Reporting Awards 2008). Participaram 24 Relatórios de Sustentabilidade nesta categoria. (ver Entre os anos 2000 e 2007, a Celbi foi considerada a melhor empresa do sector de pasta e papel em Portugal pela revista de negócios Exame, tendo conseguido este prémio 9 vezes nos últimos 10 anos. Para além disso, em 1996 e 2001 foi considerada a melhor empresa do ano quer pela Revista Exame quer pelo jornal Diário de Notícias. NOTA : O prémio é atribuído depois de ordenar as maiores empresas de cada sector com determinados indicadores económico-financeiros (crescimento das vendas e dos lucros, rentabilidade das vendas, do capital próprio e do activo, solvabilidade, liquidez e valor acrescentado bruto por vendas. A Celbi produz uma pasta de fibra curta de elevada qualidade a partir de Eucalyptus globulus. As propriedades da fibra desta espécie conferem à pasta produzida pela Celbi características especiais que a tornam especialmente adequada para a produção de determinados tipos de papel e cartão. A marca Celbi PP é reconhecida no mercado pela sua elevada qualidade, em especial no tocante ao baixo nível de sujidade, brancura e consistência das suas propriedades e características físicas, químicas e papeleiras. Em comparação com outras pastas concorrentes, produzidas a partir de outras espécies de eucalipto, a pasta da Celbi distingue-se pelas suas especificidades de resistência, boa opacidade e elevada porosidade. Estas características recomendam a sua utilização para a produção de papéis finos para impressão, papéis para laminados decorativos e papéis ou cartões destinados a servirem de suporte a impressões de elevada qualidade. Aplicações da pasta produzida pela Celbi Impressão e escrita Decor Tissue Especialidades Outros 18

19 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 O Mercado Cerca de 96% da produção da Celbi destina-se a mercados da União Europeia, nomeadamente, Benelux, Espanha, Alemanha, Reino Unido, França e Itália. O mercado português tem absorvido uma quota anual que se aproxima dos 4% do volume de vendas. A Celbi tem vindo a desenvolver programas de cooperação técnica com os seus principais clientes, esforço que tem contribuído para o aperfeiçoamento do seu produto. A empresa considera esta atitude indispensável para a consolidação e para o reforço da sua competitividade. A distribuição Com o porto comercial da Figueira da Foz a cerca de 18 km, a Celbi dispõe das condições ideais para escoar, quase em exclusivo, o total da sua produção por via marítima. O restante é expedido por via rodoviária. O porto da Figueira da Foz dispõe de boas estruturas para a operação de exportação de pasta papeleira, associando boas condições naturais a uma grande experiência e a um elevado profissionalismo de todos os agentes que ali intervêm. Estão em curso obras destinadas a beneficiar as condições de operação deste porto. Dispõe de um terminal ferroviário, e os acessos marítimos e rodoviários estão a ser gradualmente melhorados. A pasta que produzimos é reconhecida no mercado como sendo de elevada qualidade, o que aliado a um excelente serviço ao cliente, faz da Celbi, no panorama europeu, um produtor de referência. Distribuição da pasta Celbi por mercados Portugal Espanha Alemanha Benelux Reino Unido França Itália Outros 19

20 PERFIL ORGANIZACIONAL 02 madeira descasque destroçamento cozimento da madeira Informação validada REG. NO. PT O Processo: da madeira à pasta A Celbi produz pasta de papel usando apenas madeira de Eucalyptus globulus. A madeira é descascada e destroçada em aparas que são armazenadas numa pilha exterior. Após um processo de crivagem, as aparas são alimentadas em conjunto com licor branco (químicos para cozimento) a um digestor contínuo. Os químicos dissolvem a lenhina, a substância responsável pela agregação das fibras, com libertação destas, resultando a chamada pasta crua. A pasta crua é lavada, para remover produtos residuais, orgânicos e inorgânicos, resultantes do processo de cozimento e submetida a operações de crivagem, para remoção de partículas incozidas e outras impurezas. Depois destas operações, a pasta crua é submetida a um pré-branqueamento com oxigénio, do qual resulta uma pasta semibranqueada, de tonalidade amarela que é enviada para a instalação de branqueamento. À entrada da instalação de branqueamento, a pasta contém ainda compostos residuais, resultantes da decomposição da lenhina. São gradualmente removidos na sua quase totalidade através de reacções químicas, com agentes branqueadores como o oxigénio, o peróxido de hidrogénio (água oxigenada) e o dióxido de cloro. No final desta fase, a pasta apresenta-se sob a forma de uma suspensão espessa, de cor branca. A suspensão de pasta branqueada é submetida a uma crivagem e depuração finais, sendo depois lançada sobre um sistema de tela dupla em movimento para formação da folha. Aí é-lhe retirada grande parte da água, primeiro por prensagem e posteriormente por acção de vácuo. A seguir é prensada e seca através de um sistema compacto de secagem com ar quente. Após a secagem, a folha final é cortada em folhas mais pequenas que são empilhadas em fardos de 250 kg cada, os quais seguem para o armazém da pasta. No armazém da pasta, os fardos são agrupados com arames em unidades de 8 fardos. São depois empilhados e posteriormente carregados para camiões que os transportam para o porto comercial ou directamente para o cliente. O licor negro descarregado do digestor, resultante do cozimento das aparas de madeira e sob a forma diluída, é concentrado até se obter um espesso biocombustível, o licor negro concentrado, que é queimado na caldeira de recuperação. Os produtos químicos inorgânicos do licor negro formam uma substância que depois de dissolvida em água dá origem ao licor verde, constituído por uma grande fracção de carbonato de sódio e por sulfureto de sódio. Ao licor verde é adicionada cal viva, no chamado processo de caustificação, dando origem ao licor branco (hidróxido de sódio e sulfureto de sódio) e a carbonato de cálcio. Este, em suspensão, é retirado e seco, sendo depois novamente transformado em cal viva no forno da cal. Fechando um ciclo, o licor branco regenerado na caustificação vai ser de novo utilizado no processo de cozimento. Abastecimento de água A água bruta tem duas proveniências distintas: água subterrânea de poços e água superficial do Rio Mondego. O tratamento consiste essencialmente numa floculação seguida de sedimentação e filtração em filtros de areia. Abastecimento de energia A maior parte da energia utilizada no processo de fabrico de pasta resulta da queima do licor negro concentrado na caldeira de recuperação. A fracção restante é proveniente da queima da casca resultante do descasque industrial da madeira e de 20

21 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 lavagem da pasta branqueamento da pasta secagem da pasta fardos de pasta recuperação de químicos e produção de energia outros materiais lenhosos na caldeira de biomassa, a qual utiliza também, quando necessário, fuelóleo com baixo teor em enxofre e gás natural como combustíveis complementares. O vapor de alta pressão produzido nas caldeiras é expandido numa turbina, sendo posteriormente utilizado no processo a média pressão (15 bar), ou a baixa pressão (5 bar). A energia libertada através da expansão de vapor na turbina é convertida em energia eléctrica, a qual, em termos médios e em regime normal de operação, satisfaz as necessidades da fábrica. O sistema interno de distribuição de energia eléctrica em média tensão da fábrica está interligado em paralelo permanente com a rede eléctrica nacional, permitindo trocas de energia (compra e venda) com a mesma. A central termoeléctrica da Celbi que integra as caldeiras e o turbogerador, está licenciada com o estatuto de co-gerador, utilizando um teor superior a 90% de biomassa como combustível. Tratamento de águas residuais Existem três redes separadas de esgotos in ternos: uma para efluente ácido, outra para efluente alcalino e outra para efluente doméstico, efluente do parque de madeiras e águas pluviais. Todos passam por um tratamento primário para remoção de sólidos suspensos, em dois sedimentadores distintos. Parte dos resíduos do tratamento primário contendo fibras é enviado para o exterior como matéria-prima para produção de papéis e cartão. Os efluentes provenientes dos dois sedimentadores são misturados numa câmara e enviados para a unidade de tratamento secundário. O efluente final é descarregado no Oceano Atlântico a 1,5 km da costa, através de um emissário submarino, equipado com um difusor. Esta unidade de tratamento biológico dos efluentes líquidos da Celbi, complementa o tratamento primário existente. O processo de tratamento inclui as etapas seguintes: neutralização, equalização, arrefecimento, tratamento aeróbio (lamas activadas) e clarificação final. As lamas resultantes do processo, após mistura com lamas primárias e desidratação, são enviadas para a Estação de Compostagem de Resíduos ou vão para outros processos de valorização. Efluentes industriais Ácido Álcali Nutrientes Efluente tratado Sedimentação (tratamento primário) Neutralização Bacia de equalização Torres de arrefecimento Reactor biológico aeróbico Clarifloculador (tratamento secundário) Ar Resíduos do tratamento primário Resíduos do tratamento secundário 21

22 PERFIL ORGANIZACIONAL 02 Tratamento de emissões gasosas Os gases resultantes da queima de licor negro na caldeira de recuperação, são depurados em precipitadores electrostáticos para remoção de partículas e lavados num lavador de gases para minimizar as emissões de gases de enxofre antes de serem lançados na chaminé. As emissões gasosas (partículas, SO 2, TRS e NOx) são medidas em contínuo por instrumentos em linha. Os gases resultantes do forno da cal passam por um precipitador electrostático para remoção de partículas antes de serem lançados na chaminé. As emissões gasosas (partículas, SO 2 e TRS) são medidas em contínuo por instrumentos em linha. Os gases produzidos na caldeira de biomassa passam por precipitadores electrostáticos para remoção de partículas. As emissões gasosas (partículas, SO 2 e NOx) são medidas em contínuo por instrumentos em linha. Os gases residuais provenientes dos equipamentos das instalações da lavagem, crivagem, branqueamento e produção de dióxido de cloro, são recolhidos e lavados com uma solução alcalina num lavador de gases, antes de serem enviados para a atmosfera através de uma chaminé. Os condensados que resultam da evaporação do licor negro passam por um processo de purificação num stripper, do qual resulta metanol e gases não condensáveis, que são posteriormente incinerados numa caldeira própria para o efeito. Gestão de resíduos Parte dos resíduos industriais não perigosos de origem processual é depositada no aterro controlado de resíduos (ACR) da fábrica, que entrou em operação em Os resíduos orgânicos resultantes da preparação de madeiras, em conjunto com as lamas provenientes do tratamento de efluentes, são processados na Estação de Compostagem de Resíduos. Os resíduos resultantes das actividades não processuais (papel, plástico, vidro, óleos usa dos, resíduos contaminados com óleos, resíduos metálicos, etc) são recolhidos através de uma extensa rede de contentores de recolha selectiva e encaminhados para operadores externos de gestão de resíduos devidamente licenciados para o efeito, visando o seu tratamento, eliminação ou valorização. Responsabilidade pelo produto A pasta da Celbi está em conformidade com os requisitos e critérios do Nordic Ecolabelling of Paper Products, que é um programa de rotulagem ambiental baseado na análise do ciclo de vida do produto. No âmbito do Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho, certificado em conformidade com a Norma OHSAS 18001, foi feita a identificação dos perigos e a ava liação dos riscos para todas as etapas do processo de produção de pasta. Para as operações que envolvem riscos, foram estabelecidos procedimentos para reduzir ou mesmo eliminar o seu efeito. Informação validada REG. NO. PT

23 03

24 ESTRATÉGIA E ANÁLISE 01 24

25 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE

26 artes interess Governação, Compromissos e Envolvimento com as Partes Interessadas Governação O Grupo Altri A Altri é um grupo industrial português, centrado na produção de pasta de papel, que está cotado na bolsa de valores de Lisboa, onde integra o seu principal índice, o PSI-20. A Altri dispõe de 3 fábricas Celbi, Caima e Celtejo onde produz anualmente mais de toneladas de pasta de papel. Para uma melhor valorização dos recursos florestais, a Altri adquiriu 50% da EDP Bioeléctrica para, em parceria com a Energias de Portugal, produzir energia eléctrica a partir de biomassa florestal. Actualmente esta empresa detém licenças para a produção de 120 MWh de energia eléctrica, estando já em funcionamento 22 MWh. O modelo de governação do Grupo Altri está disponível em 100% 99,58% 100% 50%* Celbi Pasta de papel Celtejo Pasta de papel Caima Pasta de papel EDP Bioeléctrica Biomassa * Joint Venture com EDP 26

27 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 adas A Altri tem assentado o seu crescimento numa estratégia de aquisições transfor- madoras (Celtejo em 2005 e Celbi em 2006) e na maximização do retorno ao accionista. Marcos principais Spin off da Cofina ALTRI 14 de Fevereiro de de Março 3.º trimestre º trimestre de 2005 Primeiro dia de cotação Aquisição da Celtejo Aquisição da Celbi A Altri foi criada em 2005 como resultado do processo de reestruturação da Cofina através de um spin-off dos activos industriais da Cofina. O ano de 2005 ficou marcado pela aquisição, a seguir à privatização da empresa, de 95% da Celtejo, uma operação que implicou um investimento de 38 milhões de euros. Em Janeiro de 2006 a Altri investiu 7,5 milhões de euros na aquisição de 50% da EDP Bioeléctrica, um investimento estratégico de elevado potencial na área das energias renováveis (biomassa florestal). Em Agosto de 2006 a Altri adquiriu 100% da Celbi à Stora Enso, operação que envolveu cerca de 430 milhões de euros. Também em 2006 comprou mais 4,45% do capital da Celtejo elevando assim para 99,45% a sua participação na empresa. Em Junho de 2008, efectuou-se uma operação de spin-off da FRamada, passando a Altri a ser uma empresa exclusivamente centrada na actividade florestal e na produção de pasta de papel. 27

28 GOVERNAÇÃO, COMPROMISSOS E ENVOLVIMENTO COM AS PARTES INTERESSADAS 03 Visão e estratégia da Altri A estratégia da Altri assenta no aumento da produção de pasta branqueada de eucalipto (BEKP - Bleaching Eucalyptus Kraft Pulp). A procura deste tipo de pasta tem registado elevados ritmos de crescimento nos últimos anos devido às suas características excepcionais para a produção de papéis de elevada qualidade, nomeadamente de impressão e escrita, laminados decorativos, tissues e papéis de especialidades. de excedentes químicos de grande valia comercial (p. ex. lignosulfunatos) que depois de retirados potenciam um aumento de capacidade de toneladas para cerca de toneladas. Assim, em 2010 a Altri irá produzir, por ano, cerca de toneladas de pasta de papel branqueada. Projectos de aumento de capacidade Actualmente a Altri produz cerca de toneladas de pasta de papel: Celbi toneladas de pasta branqueada de eucalipto (processo kraft) Caima toneladas de pasta branqueada de eucalipto (processo ao sulfito) Celtejo toneladas de pasta branqueada de eucalipto (processo kraft) Evolução da capacidade instalada de pasta (toneladas) Projectos em curso Aumento de capacidade na Celbi de Caima Caima + Celtejo (Altri) Altri 2007 Caima + Celtejo+Celbi Altri 2010 para toneladas de pasta branqueada de eucalipto (BEKP) a partir de Branqueamento e aumento de capacidade na Celtejo. No início de 2008 a Celtejo deixou de produzir pasta não branqueada passando a produzir pasta branqueada de eucalipto (BEKP) ou pasta branqueada de fibra longa (BSKP) aumentando a sua capacidade para toneladas de pasta branqueada de eucalipto. Aproveitamento químico na Caima. A forma de remover a lenhina através do processo de sulfito gera uma grande quantidade 28

29 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 Eficiência operativa Para além de planear o aumento da capacidade instalada, a Altri pretende ser o produtor mais eficiente na colocação de pasta de papel à porta dos seus clientes. Com esse objectivo, a Altri desenvolveu uma estratégia assente em três plilares: Redução do cash cost por tonelada. Os projectos em curso não implicam aumento dos custos fixos, conduzindo a uma diluição do cash cost por tonelada. Em termos de transporte, o comboio é o meio de transporte com os custos de frete mais baixos. Celbi Celtejo Caima Localização estratégica da base de clientes. A localização privilegiada dos clientes da Altri é a Europa Ocidental e Central, o que permite optimizar a relação entre a qualidade de serviço aos clientes e o custo de transporte mínimo. Auto-suficiência de madeira. A Altri gere cerca de hectares de floresta em Portugal, certificada segundo as normas do Forest Stewardship Council (FSC), o que, historicamente, lhe tem dado uma auto- -suficiência de madeira da ordem dos 50%. Propriedades Florestais 29

30 GOVERNAÇÃO, COMPROMISSOS E ENVOLVIMENTO COM AS PARTES INTERESSADAS 03 A Celbi A Administração da empresa é confiada a um Conselho de Administração composto por 7 Administradores, eleitos pela Assembleia geral, pelo período de um ano, conforme definido nos seus estatutos. O Presidente é escolhido pelo Conselho. Conselho de Administração Paulo Fernandes (Presidente) Silva Gomes Comissão Borges de Oliveira Executiva Dolores Ferreira Ferreira de Matos Domingos de Matos Pedro Mendonça A estrutura organizacional da Celbi é composta por três grandes áreas: Direcção Industrial, Direcção Comercial e Direcção Financeira que reportam directamente ao Conselho de Administração. Possui ainda três áreas de staff, o Departamento de Sistemas de Gestão, o Departamento de Técnicas de Engenharia e o Departamento de Recursos Humanos. Estrutura organizacional da Celbi Conselho Administração Comissão Executiva Departamento Técnicas Engenharia Departamento Sistemas Gestão Departamento Recursos Humanos Direcção Industrial Direcção Financeira Direcção Comercial Área Florestal Departamento Produção Pasta Departamento Manutenção Industrial Departamento Licores e Energia Departamento Contabilidade e Controlo Gestão Departamento Tecnologias Informação Logística e Serviço ao Cliente Abastecimento Madeiras 30

31 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 Missão da Direcção Industrial Transformar rolaria de madeira em fardões de pasta, maximizando a auto-suficiência da fábrica em energia eléctrica, a recuperação e reciclagem interna dos produtos químicos e minimizando as emissões ambientais consequentes. Fazer a manutenção de todo o equipamento instalado na fábrica de modo a garantir um nível de operacionalidade das instalações e uma estabilidade do processo compatíveis com as exigências do fabrico (em termos de volume e qualidade), tendo sempre em vista a optimização dos recursos disponíveis e a racionalização dos custos. Missão da Direcção Comercial Manter um permanente contacto com o mercado, interpretando-o no sentido de identificar as oportunidades de negócio que melhor sirvam os interesses comerciais e económicos da Celbi, materializando-se na gestão de uma carteira de clientes orientada para a maximização de valor e sustentada num produto e num serviço adequados aos seus mais exigentes requisitos e solicitações. pela promoção e divulgação de mensagens e da informação institucional suporte da cultura e dos valores da empresa. É também responsável por garantir um correcto enquadramento das acções nesta área com o normativo interno e com as disposições da legislação laboral. O Departamento de Sistemas de Gestão é responsável por assegurar, nos planos técnico e normativo, a conformidade de todas as actividades da empresa com os compromissos assumidos no âmbito do Sistema de Gestão nas suas três vertentes, Qualidade, Ambiente e Segurança no Trabalho. O Departamento de Técnicas de Engenharia é a área orgânica à qual incumbe apoiar o desenvolvimento do processo produtivo através do estudo das soluções técnicas mais adequadas, a análise e a gestão dos projectos de investimento industrial, o apoio técnico e económico à função de manutenção e a gestão de licenciamento de projectos e instalações. Missão da Direcção Financeira Garantir o desenvolvimento das actividades e processos de suporte às áreas operacionais da empresa que, sendo transversais a toda a organização, se devem afirmar pela criação de valor e pela contribuição para a sustentabilidade do negócio. O Departamento de Recursos Humanos tem como missão promover a política de recursos humanos da empresa, assegurando o planeamento, a coordenação e implemen tação de acções no âmbito da gestão de recursos humanos, apoiando as chefias operacionais na gestão do seu pessoal, de forma a contribuir para o desenvolvimento sustentado da Organização. É responsável 31

32 GOVERNAÇÃO, COMPROMISSOS E ENVOLVIMENTO COM AS PARTES INTERESSADAS 03 Modelo de processos da Celbi Processos de Gestão Gestão do Sistema da Qualidade Melhoria Contínua Planeamento Estratégico Processos Críticos Sistemas de Gestão A Celbi trabalha sistematicamente na procura da melhoria contínua. O desempenho da empresa é medido de uma forma regular, nas reuniões diárias e semanais dos quadros técnicos, nas auditorias internas e externas realizadas em conformidade com as Normas Requisitos dos Clientes Gestão de Clientes e Mercados Abastecimento de Madeira Produção de Pasta e Energia Concepção e desenvolvimento Aprovisionamento de Químicos, Materiais e Serviços Processos de Suporte Manutenção Gestão da Conformidade do Produto Controlo analítico Gestão Ambiental Satisfação dos Clientes ISO 9001, ISO 14001, EMAS e OHSAS e nas sessões de autoavaliação efectuadas anualmente no âmbito da Gestão pela Qualidade Total. Gestão de Recursos Humanos Gestão de Saúde e Segurança no Trabalho Gestão Financeira Gestão de IT Historial dos Sistemas de Gestão Sistema de Gestão da Qualidade, ISO 9002 (transição para a ISO 9001:2000 em 2004) Acreditação do Laboratório, EN (transição para a NP EN/IEC ISO em 2002) Sistema de Gestão Ambiental, ISO Registo no EMAS Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho, OHSAS Cadeia de responsabilidade de produtos florestais, PEFC Cadeia de Responsabilidade, FSC De forma a garantir o bom desempenho dos sistemas, foi estabelecida uma estrutura funcional da qual fazem parte vários órgãos de decisão, o Conselho da Qualidade Total, que reúne periodicamente e que tem como responsabilidades: a) Proceder à revisão do Sistema de Gestão nas suas vertentes da Qualidade, do Ambiente, da Saúde e Segurança no Trabalho; b) Definir princípios e metodologias aplicáveis; c) Discutir e apreciar os procedimentos normativos adoptados; d) Promover a identificação e o desen volvi mento de acções e oportunidades de melhoria contínua; e) Estabelecer e acompanhar o desenvolvimento dos programas de melhoria; f) Apreciar e acompanhar os desempenhos nas várias vertentes do Sistema de Gestão; g) Avaliar necessidades de alterações ao Sistema de Gestão. Gestão pela Qualidade Total Como forma de sustentar o sucesso a longo prazo da sua organização, a Celbi adoptou desde 2001 um sistema de gestão orientado para a Qualidade Total. Inicialmente inspirado no modelo Malcolm Baldrige National Quality Award, evolui em 2007 para o modelo de Excelência da EFQM (European Foundation for Quality Management). 32

33 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 A utilização do modelo é feita através dos seguintes instrumentos: Memória Descritiva da Organização. Sessão de Autoavaliação da Memória Descritiva que, efectuando o diagnóstico da situação actual e os progressos efectuados nas várias dimensões, permite detectar os pontos fortes e as áreas de melhoria. Programas Específicos de Melhoria (PEM) definidos no Conselho da Qualidade Total (CQT) com base nas áreas de melhoria identificadas na sessão de autoavaliação. Efectuada a sessão de autoavaliação em Novembro de 2007, definiram-se em reunião do CQT no início de 2008, os seguintes PEM: Nome Objectivo Prazo RSGD Revisão do Sistema de Gestão de Desempenho Final de 2008 PE da CELBI Portal do Empregado da Celbi Final de 2009 INDRH Indicadores chave de desempenho do processo Gestão de Recursos Humanos Março de 2009 SIG-RH Sistema de Informação de Gestão de Recursos Humanos Final de 2009 Para além do desenvolvimento destes programas, prosseguiu o trabalho de adaptação da Memória Descritiva da Organização, tendo em conta a nova realidade decorrente da cons ti tuição da AltriSales e suas implicações no processo de gestão dos clientes e mercados, bem como das alterações processuais originadas pelo projecto C09. 33

34 GOVERNAÇÃO, COMPROMISSOS E ENVOLVIMENTO COM AS PARTES INTERESSADAS 03 Compromissos Princípio da Precaução Para que o ambiente seja protegido, serão aplicadas pelos Estados, de acordo com as suas capacidades, medidas preventivas. Onde existam ameaças de riscos sérios ou irreversíveis não será utilizada a falta de certeza científica total como razão para o adiamento de medidas eficazes em termos de custo para evitar a degradação ambiental. Princípio 15 da Declaração do Rio de Janeiro sobre Ambiente e Desenvolvimento de Junho de 1992 A deposição de resíduos sólidos processuais, para os quais não há soluções internas ou externas de valorização, é feita num aterro controlado, devidamente impermeabilizado, incluído no estabelecimento industrial. As áreas de armazenagem de resíduos e a área de compostagem foram dotadas de meios de impermeabilização e de contenção de derrames. Com a finalidade de proteger o meio ambiente, o Principio da Precaução está presente em todas as actividades da Celbi. Assim, a utilização de substâncias químicas no processo de fabrico de pasta só é feita após aprovação por uma comissão interna multidisciplinar, congregando as valências ambientais de saúde e segurança. Ao longo dos anos, a CELBI procedeu à substituição de algumas substâncias usadas no processo de fabrico de pasta por substân cias menos perigosas ou susceptíveis de terem impactes ambientais menos negativos. Foram os casos da eliminação do cloro elementar no branqueamento de pasta e da substituição do dióxido de enxofre na preparação de químicos. Os tanques de armazenagem de combustíveis e substâncias químicas que podem afectar sig nificativamente as características dos efluen - tes estão implantados em locais com bacias de retenção de derrames apropriados, sendo cumpridos procedimentos de inspec ção de equipamento e análise de efluentes. A estação de tratamento de efluentes inclui uma bacia de derrames para utilização em emergências. No âmbito do projecto de modernização da Celbi (Projecto C09), as capacidades de ar ma zenagem foram condicionadas de forma a que, em termos de riscos de acidentes en vol vendo substâncias perigosas, o enqua dramento legal do estabelecimento industrial se mantivesse no nível inferior de perigosidade. Foram redefinidos e melhorados diversos locais de armazenagem de substâncias químicas. Os novos equipamentos serão dotados de dispositivos automáticos de alarme, actuação e paragem de emergência em caso de anomalias processuais que possam provocar acidentes. A rede de água de incêndios foi alargada e melhorada. A fábrica encontra-se equipada com meios internos de combate a incêndios e outras emergências, estando definido um plano de emergência interno específico, que constitui parte integrante dos sistemas de gestão ambiental e de saúde e segurança. O plano de emergência interno é comunicado aos Serviços Municipais de Protecção Civil. Origem da madeira Cerca de 20% da madeira utilizada pela Celbi em 2008 para produzir pasta de papel, teve a sua origem em florestas geridas pelo Grupo Altri e certificadas pelo Forest Stewardship Council (FSC), sendo os restantes 80% maioritariamente adquiridos no mercado nacional. A origem de toda a madeira de mercado é con trolada pela Celbi, no âmbito da certifi cação do seu processo de cadeia de respon sa bilidade pelo Forest Stewardship Council (FSC) e seguindo as orientações da Política de Abastecimento de Madeira de Eucalipto da Altri. Para garantir este controlo, a Celbi realiza, por amostragem, auditorias documentais e de campo aos seus fornecedores de madeira. Em 2008 foram auditados cerca de 20% da bolsa de fornecedores da empresa. 34

35 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 Política de Abastecimento de Madeira de Eucalipto da Altri A Altri, consciente da importância da sustentabilidade do uso dos recursos naturais, tem vindo a assumir para com a sociedade em geral e para com os seus clientes, a iniciativa de verificar as fontes de abastecimento de madeira para as suas empresas de produção de pasta de papel e madeira de eucalipto. A Altri compromete-se assim, a desenvolver os seus melhores esforços para evitar a aquisição de madeira de eucalipto das seguintes categorias: a) Madeira explorada ilegalmente; b) Madeira explorada em violação dos direitos tradicionais e civis; c) Madeira explorada em florestas nas quais os altos valores de conservação são ameaçados pelas actividades de gestão; d) Madeira explorada em florestas em processo de conversão para plantações ou para usos não florestais do solo; e) Madeira proveniente de florestas nas quais foram plantadas árvores geneticamente modificadas. Adicionalmente, a Altri endossou o código de conduta para a Indústria do Papel da CEPI, relativo ao corte legal de madeiras, tal como respeita as obrigações legais aplicáveis ao comércio de material lenhoso. Porto, 17 de Fevereiro de 2009 Paulo Fernandes CEO Altri 35

36 GOVERNAÇÃO, COMPROMISSOS E ENVOLVIMENTO COM AS PARTES INTERESSADAS 03 Principais afiliações Membro fundador do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (BCSD Portugal), que por sua vez é membro da rede regional do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD). Membro fundador da Associação para a Compe titividade da Indústria da Fileira Florestal (AIFF). Membro da Associação Empresarial para a Inovação (COTEC Portugal). Envolvimento com as partes interessadas Partes interessadas Entidades Oficiais Comunidade Académica Colaboradores Celbi Accionistas Clientes Membro da Associação de Indústria Papeleira (CELPA). Comunidade Fornecedores 36

37 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 Canais de comunicação com as partes interessadas Partes interessadas Canais de comunicação Outras iniciativas Accionistas Reuniões periódicas do Conselho de Administração. Relatório de Contas (anual). Relatório de Sustentabilidade (anual). Clientes Visitas da Direcção Comercial e/ou da Direcção Industrial. Visitas solicitadas pelos clientes. Inquéritos dos clientes. Inquéritos de avaliação da percepção externa dos clientes. Relatório de Sustentabilidade (anual). Colaboradores Reuniões diárias e semanais. Intranet. Fibra Nova (revista interna de publicação trimestral). Reunião de Chefias e quadros para divulgação dos objectivos da empresa (no início do ano). Sistema de Gestão de Desempenho. Acções de formação. Inquéritos à satisfação e motivação. Acordo Empresa. Reuniões com Comissões Sindicais. Comissão de Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho. Relatório de Sustentabilidade. Programas de Participação (Programas Específicos de Melhoria). Documentação e informação do Sistema de Gestão. Realização anual da Festa de Natal para os filhos dos colaboradores. Colónia de Férias para os filhos dos trabalhadores com idades até aos 12 anos. Homenagem a trabalhadores que perfazem 15, 25 e 35 anos de actividade. Fornecedores Qualificação e avaliação de fornecedores de serviços e de matérias-primas. Acções de formação a prestadores de serviço, contemplando matérias ambientais e de segurança. Dinamização, ao nível da CELPA, do projecto Passaporte de Segurança, destinado a trabalhadores de empresas externas que prestam serviço nas fábricas de pasta e papel. Sessões de informação sobre ambiente e segurança, destinadas a responsáveis de empresas de prestação de serviços. Participação na Comissão de Saúde e Segurança do Projecto C09. Participação dos técnicos de segurança de empresas externas nas acções organizadas pela Celbi. Relatório de Sustentabilidade. Comunidade Doações financeiras, e em espécie, a várias instituições do Concelho. Colaboração no apoio a instituições de Solidariedade Social. Organização conjunta com cooperações de bombeiros de simulacros de actuação em emergências. Cedência do campo de treinos para corporações de bombeiros. Cedência de material informático. Realização do Open Day. Apoio a diversas iniciativas das Escolas. Programa de Ocupação de Tempos Livres. Relatório de Sustentabilidade. Entidades oficiais Envio regular de estatísticas e relatórios de diversa natureza (fiscal, laboral, ambiental, saúde e segurança no trabalho, formação profissional, etc). Relatório de Sustentabilidade. Comunidade académica Protocolos de colaboração com Universidades. Concessão de estágios curriculares e pós-curriculares em colaboração com as Centros de Formação, Escolas e Universidades. Estágios Profissionais em colaboração com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Visitas à fábrica. 37

38 GOVERNAÇÃO, COMPROMISSOS E ENVOLVIMENTO COM AS PARTES INTERESSADAS 03 Festa de Natal A Celbi organiza regularmente uma Festa de Natal para os filhos dos seus trabalhadores, para a qual convida as crianças do Lar Costa Ramos da Figueira da Foz. É um dia repleto de animação vivido de forma diferente por todos os participantes. Culmina com a sempre muito ansiada distribuição de prendas de Natal. Colónia de Férias A Colónia de Férias, que a empresa organiza anualmente, destina-se aos filhos dos trabalhado res com idades compreendidas entre os 7 e os 12 anos. Tem normalmente uma duração de duas semanas e ocorre no Campo Aventura, localizado em Óbidos. Esta iniciativa, além de proporcionar umas férias diferentes às crianças, contribui para o reforço da satisfação dos trabalhadores e para o seu envolvimento na empresa. Programa de Ocupação de Tempos Livres Já há mais de duas décadas que a Celbi leva a efeito o Programa de Ocupação de Tempos Livres. Dirigido aos filhos dos trabalhadores e aos melhores alunos das escolas da nossa zona geográfica, este programa visa promover a ocupação dos tempos livres de Verão dos jovens e proporcionar um contacto experimental com algumas actividades profissionais. O grande objectivo deste programa é que os jovens levem da empresa, uma experiência gratificante e enriquecedora do ponto de vista pessoal. Donativos A empresa participa activamente no apoio à comunidade envolvente. Através de doações finan ceiras, e em espécie, e cedência de material informático a várias instituições do concelho, a empresa assume assim parte da sua responsabilidade no desenvolvimento de projectos que visam o bem-estar da comunidade local. Homenagem aos Trabalhadores Esta prática, institucionalizada há já alguns anos pelo Conselho de Administração, pretende ser um gesto simbólico de reconhecimento e gratidão aos trabalhadores que, ao longo dos anos, têm contribuído para o desenvolvimento da empresa. Protocolos A Celbi celebrou com a Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem, um protocolo relativo à imple mentação de um plano de apoio ao Centro de Reabilitação de Animais Marinhos de Quiaios (CRAM-Q). A Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem (SPVS), associação científica sem fins lucrati vos, com sede na Universidade do Minho, desenvolve programas de investigação e con servação de espécies marinhas e é responsável pelo único centro de reabilitação no Centro de Portugal dedicado à reabilitação deste grupo faunístico. Este Protocolo tem como objectivo optimizar a dinâmica e o funcionamento do CRAM-Q de forma a melhorar as condições de reabilitação de espécies marinhas, com especial destaque para as aves, répteis e mamíferos marinhos. No decurso de 2008 e devido ao grande envolvimento no Projecto C09, a empresa focou a sua atenção na parte interessada fornecedores, mais propriamente fornecedores de serviços. Foi feito um grande esforço de formação e de sensibilização dos colaboradores das empresas que desenvolveram trabalhos na fábrica, nomeadamente nos temas relacionados com o seu desempenho ambiental e de segurança. Número de Jovens no Programa Formação Pessoal Externo Ambiente e Segurança: h Outros: 425,5 h ano Processo: 107,5 h Geral: 172,5 h Gestão: 1 h Instrumentação: 22,5 h Informática: 122 h 38

39 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE

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43 Lavagem, crivagem e deslenhificação com oxigénio concluído Projecto C09 Seguimento do Projecto C09 Modernização e expansão da unidade fabril da Celbi Informação validada REG. NO. PT Na segunda metade da década de 90, com o objectivo de melhorar a sua competitividade, a Celbi desenvolveu os necessários estudos de engenharia para a modernização e o redimensionamento da sua linha de produção de pasta branqueada de eucalipto, no sentido de ajustar a escala da produção e optimizar a qualidade do produto final. O processo de expansão da capacidade pro - du tiva da fábrica iniciou-se pela linha de pro dução de pasta, com a instalação de um novo Digestor e com a remodelação da etapa do Branqueamento, onde se procedeu à substituição de equipamento processual relevante. O arranque destas instalações ocorreu em 1999 e como os respectivos equipamentos processuais foram dimensionadas para cerca das toneladas por ano, verifica-se ao longo da cadeia processual de fabrico, e desde aquela data, um claro desequilíbrio relativamente às capacidades produtivas das áreas não remodeladas. Com o Projecto C09, pretende-se dar uma sequência natural àquela primeira fase da expansão, tornando-se necessário intervir em todas as áreas processuais da unidade fabril que apresentem um deficit de capacidade relativamente ao objectivo final de cerca de toneladas anuais. Foram também incluídas no projecto as adaptações das infra-estruturas existentes, nomeadamente no que concerne ao transporte ferroviário da pasta e à remodelação de arruamentos e redes de água e de efluentes, bem como ao redimensionamento dos meios de controlo ambiental e das instalações auxiliares. O valor estimado deste investimento é de cerca de 350 milhões de euros e visa a obtenção de uma fábrica ecologicamente equilibrada, em observância da legislação nacional e comunitária, bem como a plena aplicação das Melhores Técnicas Disponíveis (MTD s) aplicáveis ao sector de produção de pasta de papel.

44 Branqueamento concluído A primeira fase do projecto, que consistiu na remodelação da linha de produção de pasta, foi concluída no final de A segunda fase, que consta da remodelação e montagem de novas instalações na área de recuperação de químicos e produção de energia, estará pronta para entrar em operação em Abril de Em simultâneo com o Projecto C09, a EDP Produção Bioeléctrica, S.A. está construir uma Central Termoeléctrica a Biomassa nas instalações fabris da Celbi, o que levará à desactivação da actual Caldeira Auxiliar (Caldeira de Casca). Esta nova unidade produzirá energia eléctrica a injectar na rede nacional a partir de recursos renováveis, nomeadamente casca e outra biomassa resultantes do processo de fabrico de pasta de papel, biomassa florestal proveniente de operações de exploração florestal e outra biomassa de origem vegetal. Este investimento envolve um montante de cerca de 75 milhões de euros e a Central entrará em funcionamento em Abril de Descrição das Alterações Processo de fabrico O processo de fabrico da Celbi é constituído pelas áreas de produção de pasta, recuperação de químicos e produção de energia. Na linha de produção de pasta foram implementadas as seguintes alterações: Instalação de uma nova linha de preparação de madeira, com a casca a ser valorizada energeticamente na nova caldeira a biomassa da EDP - Produção Bioeléctrica a partir de Abril de 2009, mantendo-se em funcionamento as linhas existentes de preparação de madeiras. A caldeira auxiliar existente (caldeira de casca) será desactivada. Impregnação e cozimento da madeira, com a instalação de uma segunda fase de lavagem da pasta por difusor e pequenas alterações nos equipamentos existentes. Lavagem, crivagem e deslenhificação com oxigénio, que incluiu um crivo adicional, novas prensas de lavagem e uma segunda fase de tratamento com oxigénio. É de salientar que esta Central irá contribuir para a redução do risco de incêndios florestais, uma vez que a remoção de biomassa das florestas traduzir-se-á na redução da carga térmica nestas áreas. Preparação de madeira concluído

45 Máquina de secagem concluído Branqueamento, que incluiu a instalação de novas prensas de lavagem, dois novos andares de branqueamento e duas novas torres de armazenagem da pasta branqueada, bem como os circuitos de pasta e de filtrados remodelados; foram também instaladas uma nova linha de produção de licor branco oxidado e uma de oxigénio gasoso e foi modernizada a linha de produção de dióxido de cloro. Máquina de secagem, a qual foi submetida a uma remodelação profunda, incluindo a instalação de dois crivos na depuração da pasta e de um sistema de tela dupla para formação da folha, a substituição da maioria das prensas e a instalação de um sistema compacto de secagem com ar quente, com cilindros de vapor. Foi também instalada uma nova linha de acabamentos e aumentada a área de armazenagem de pasta. Na área de recuperação de químicos e de produção de energia, a Celbi está a implementar as seguintes alterações de carácter processual e ambiental: Instalação de uma nova caldeira de recu peração de licor negro, compatível com o nível de produção de pasta desejado e dispondo de sistemas eficientes de minimização das emissões de poluentes. A caldeira de recuperação será usada como meio de eliminação e valorização energética de metanol e de gases não condensáveis diluídos e concentrados, bem como irá reutilizar os gases de exaustão do respectivo tanque de dissolução. Incorporará também sistemas que permitirão uma maior produção de energia eléctrica a partir do licor negro queimado. A caldeira de recuperação existente será desactivada. Instalação de uma linha de evaporação, para concentração do licor negro proveniente do cozimento da madeira no digestor e a ser queimado na caldeira de recuperação. Os condensados secundários terão uma qualidade compatível com a sua recuperação para o processo, como forma de poupança de água. A linha existente de evaporação será desactivada. O sistema de arrefecimento da água de refrigeração foi dimensionado de modo a alcançar-se um consumo específico de água muito baixo. Aumento das capacidades de armazenagem de licor negro e de recolha de de rra - mes e transbordos, através da instalação de novos tanques. Com esta medida pretende-se minimizar os efeitos de derrames acidentais, optimizando o funcionamento dos sistemas de recolha e reprocessamento de derrames existentes; Instalação de uma nova unidade de tratamento de condensados conta minados, em complemento da nova linha de evaporação. Será mantida a linha existente de tratamento de condensados em posição de reserva operacional. Instalação de um novo forno de cal, que utilizará gás natural como combustível e irá dispor de sistemas eficientes de minimização das emissões poluentes. em funcionamento a partir de Fevereiro 2009 Instalação de uma caldeira auxiliar com queima de gás natural, a ser apenas utilizada em situações pontuais e transitórias de desequilíbrio processual e para arranque e paragem da fábrica.

46 Instalação de uma nova caldeira de recuperação Instalação de uma linha de evaporação em funcionamento a partir de Março 2009 em funcionamento a partir de Maio 2009 Instalação de uma nova turbina de vapor para produção de energia eléctrica. A turbina existente será mantida em posição de reserva operacional. Remodelação da Caustificação com a inclusão de mais um caustificador e um novo filtro de licor verde. Aspectos ambientais associados ao Projecto C09 e ao projecto de instalação da Central Termoeléctrica a Biomassa De um modo geral as novas instalações e a remodelação das áreas processuais existentes permitirão melhorar o desempenho ambiental da unidade fabril decorrente da aplicação das Melhores Técnicas Disponíveis (MTD). Definidas pela União Europeia, as MTD caracterizam o actual estado da arte da indústria de produção de pasta de papel. Mesmo não sendo uma alteração substancial em termos do processo de fabrico, cuja essência será idêntica à do processo actual, os novos equipamentos caracterizar-se- -ão por níveis específicos de emissão de poluentes e consumos de energia inferiores aos que actualmente se registam, fruto das melhorias tecnológicas que se desenvolveram e consolidaram nos últimos anos, quer em termos de medidas internas, quer quanto aos equipamentos de fim de linha. Salientam-se os seguintes aspectos relacionados com o desempenho ambiental previsto: Redução do consumo de químicos proces suais; Instalação de novos sistemas de filtração e depuração de gases das chaminés; Redução das concentrações de poluentes nos gases de exaustão, com especial destaque para a concentração de partículas; Garantia que as emissões específicas de poluentes líquidos se enquadram nos valores de referência estabelecidos na licença ambiental; Redução do consumo específico de água na fábrica; Substituição de fuelóleo por gás natural como combustível a usar no forno da cal e como combustível auxiliar na área de produção de energia térmica e eléctrica; Optimização dos consumos internos de energia; Aumento da quantidade de energia eléctrica produzida a partir de recursos renováveis de origem florestal, com redução da dependência energética do exterior do nosso país; Utilização regular da moderna estação de tratamento de efluentes líquidos; Valorização interna de biomassa produzida na fábrica e de biomassa proveniente do exterior, evitando a sua deposição em aterro e permitindo conjugar a sua valorização com as práticas de valorização de recursos renováveis e de limpeza de matas sujeitas a riscos de incêndio; Melhoria das condições de gestão de resíduos, designadamente através da optimização dos recursos existentes na unidade fabril (recolha, separação, transporte e utilização do aterro controlado), valorização interna de resíduos orgânicos (valorização energética e compostagem), armazenagem e recurso a entidades externas licenciadas; Redução dos níveis de ruído; Melhoria das condições de segurança ocupacional, alarmes, protecção contra incêndios e armazenagem de substâncias processuais.

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50 ESTRATÉGIA E ANÁLISE 01 50

51 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE

52 enho conómi Desempenho Económico 52

53 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 co Indicadores Económico-Financeiros Milhares de euros 1. Criação de Valor Vendas Líquidas EBITDA Resultados Líquidos Valor Acrescentado Distribuição Custos com Pessoal Fornecimentos e Serviços Externos Investimentos Dividendos Imposto sobre o Rendimento Derrama (Este valor faz parte do Imposto sobre o Rendimento) Indicadores de Performance EBITDA/Vendas 30,5% 32,9% 30,5% 31,0% 18,6% Autonomia Financeira 0,9 0,9 0,9 0,4 0,3 Cobertura do Imobilizado 1,5 1,5 1,6 1,4 1,1 Produtividade ,1 53

54 DESEMPENHO ECONÓMICO 05 Na análise retrospectiva à Actividade Financeira, considera-se que existiram três factores essenciais que condicionaram o desempenho da Celbi no ano de 2008: A concretização do projecto de modernização e expansão da unidade industrial (Projecto C09). O agravamento dos preços das matériasprimas e subsidiárias, com consequente acréscimo dos custos operacionais. O abrandamento verificado no mercado mundial de pasta para papel, com especial incidência a partir do 3º trimestre do ano, o qual teve implicações nos preços de venda praticados e nas quantidades vendidas. O Projecto C09 está a decorrer de acordo com os prazos e orçamento previstos. Assim, a partir do segundo semestre de 2009, a unidade industrial terá uma capacidade de produção nominal de cerca de toneladas de pasta branqueada de Eucalipto. A despesa de investimento realizada no exercício foi de 225,1 milhões de euros, tendo o endividamento remunerado líquido registado um acréscimo de 180 milhões de euros. O montante de encargos financeiros suportados, ascendeu a 20,3 milhões de euros. Investimentos Milhares de Euros Ao abrigo do contrato de investimento celebrado com o Governo Português, a empresa submeteu o primeiro pedido de pagamento para o incentivo financeiro, tendo obtido um valor de 13,1 milhões de euros como empréstimo reembolsável. Afim de proceder ao arranque dos novos equipamentos da Linha de Produção de Pasta, foi necessário efectuar uma paragem prolongada das instalações industriais, o que, para além da natural redução da produção, a qual se situou, no ano, em toneladas, teve também impacto na estabilidade processual com consequentes aumentos de consumos de químicos e combustíveis. Simultaneamente, o inflacionamento dos preços dos produtos químicos e a manutenção em alta do preço da madeira provocaram, durante o ano, um agravamento significativo dos custos operacionais. A tendência decrescente do preço da madeira, que se tornou evidente no último trimestre do ano, não teve reflexo imediato nos custos em virtude dos stocks existentes. Em consequência, o Custo das Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas teve um acréscimo de 16,9%, relativo a igual período do ano anterior, sendo que as quantidades vendidas registaram um decréscimo de mais de toneladas de pasta. A crise financeira internacional, com as suas consequências directas e induzidas, provocou neste sector de actividade, fundamentalmente no último terço do ano, uma quebra signifi cativa na procura com a consequente degrada ção dos preços e aumento de stocks. As paragens temporárias anunciadas durante o último trimestre não foram suficientes para provocar o necessário reequilíbrio do mercado, tendo, já em 2009, alguns produ to res mais ineficientes suspendido a laboração por prazo indeterminado ou mesmo abandonado o mercado. 54

55 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 O preço do mercado da pasta BEKP, de acordo com o PIX, no final de 2008 era de 585 USD/ton, o que correspondia a um valor de 417 EUR/ton. Em termos médios o preço foi de cerca de 788 USD/ton, o que correspondeu a 537 EUR/ton. A redução da quantidade vendida e os preços praticados provocaram uma diminuição na receita das Vendas de Produtos em 28%. Vendas Líquidas Milhares de Euros Os Proveitos Suplementares, constituídos fun damentalmente pelas vendas de energia, situaram-se nos 16,5 milhões de euros, regis tando um decréscimo de 2 milhões relativamente ao ano transacto. A diminuição registada é consequência directa da paragem das instalações já referida anteriormente. Na óptica dos custos, para além do agravamento do Custo das Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas já caracterizado, há que salientar o acréscimo nos Fornecimentos e Serviços Externos em cerca de 14% e dos custos com pessoal em cerca de 1,1 milhões de euros. Em ambos os casos, a razão para os acréscimos tem a ver com a quantidade de trabalhos adjacentes ao Projecto C09, o que naturalmente implicou recurso acrescido a serviços externos e a trabalho suplementar. O Fundo de Pensões garantido a todos os tra balhadores no activo registava, a 31 de Dezembro de 2008, um valor actual das respon sabilidades por serviços passados de 7,4 milhões de euros. Na mesma data e de acordo com o último relatório actuarial, o valor do Fundo era de 7,8 milhões. Como resultado da diminuição da receita e do acréscimo de custos, os Resultados Operacio nais apresentam um valor inferior ao registado em 2007, mas positivo, de 13,1 milhões de euros. Resultados Líquidos Milhares de Euros Os resultados da Função Financeira têm um valor semelhante ao do ano anterior e o Resul tado Líquido do Exercício foi de 6,7 milhões de euros. Presença no Mercado Em 2008, as compras de matérias-primas, subsidiárias e materiais de consumo, atingiram o valor de 83,7 milhões de euros, sendo que 74 milhões, ou seja, mais de 88%, foram adquiridas no mercado nacional. A madeira, que representou 72,3% das aquisi ções, com um valor de compras de 60,6 milhões de euros, teve uma componente de fornecimento interno de cerca de 90%. A aquisição de produtos químicos, combustí veis e embalagem atingiu o valor de 14,7 milhões de euros, os quais na sua maioria foram adquiridos a entidades nacionais, não sendo, no entanto, correcto inferir que os mesmos foram produzidos no mercado interno, dadas as características de traders da maioria dos fornecedores nacionais destes produtos. Dos 38,7 milhões dispendidos em Fornecimentos e Serviços Externos, que são 55

56 DESEMPENHO ECONÓMICO 05 fundamentalmente Prestações de Serviços, 27,1 milhões foram adquiridos no mercado nacional, sendo os restantes 11,6 milhões provenientes de prestações ou fornecimentos de países da UE. As vendas de pasta realizadas internamen te registou como proveitos suplementares o valor de 16,5 milhões de euros, prove nien tes da venda de energia verde à Rede Eléctrica Nacional. Ao nível da despesa de investimento, dos 225,1 milhões de euros dispendidos em 2008, foram liquidados ao estrangeiro ascenderam a 10,2 milhões de euros, representando menos de 10% do volume facturado pela Celbi, o que dá, só por si, uma ideia da dimensão da indústria portuguesa não integrada de produção de papel e derivados. Em virtude do estatuto de cogerador, a Celbi 120,6 milhões, sendo que os restantes 104,5 milhões foram fornecidos por empre sas nacionais ou estrangeiras com estabelecimen to estável em Portugal. Neste momento não é possível determinar com rigor qual o montante de incorporação 56

57 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 nacional no projecto de investimento, visto que a maioria dos contratos dos principais equipamentos é do tipo chave-na-mão e como tal, a selecção, concessão e valor das subempreitadas é da inteira responsabilidade do fornecedor. Impactos Económicos Indirectos A realização do projecto de investimento e o pico de trabalhos que ocorreu na segunda metade do ano de 2008, representaram um impacto tão profundo em todo o tecido empresarial circundante que não será difícil imaginar a quantidade de efeitos directos e indirectos que os mais diversos sectores de actividade acabaram por sentir. O acréscimo do número de trabalhadores de empresas externas devido ao Projecto C09, implicou a abertura da Cantina da Celbi aos mesmos, uma vez que esgotada a capacidade logística circundante dos restaurantes e bares na periferia houve que minimizar os efeitos e disponibilizar alternativas. A segurança implicou o recurso a um acrés cimo substancial de efectivos para acompanhamento de trabalhos específicos. Para além da contratação de técnicos de segurança para acompanhamento dos trabalhos, foi também necessário recorrer às corporações de bombeiros da área da fábrica. O alojamento e a população flutuante permitiram à Figueira da Foz prolongar a época sazonal muito para além do período do Verão. Dados os critérios de segurança colocados em prática no Projecto C09, todos os trabalhadores do exterior foram sujeitos a acções de formação quer sobre a especificidade da unidade fabril quer sobre critérios de saúde, higiene e segurança no trabalho, contribuindo assim a Celbi para a promoção e qualificação da generalidade dos trabalhadores que mantiveram contacto com a empresa. No âmbito da colaboração entre a empresa e as autoridades locais, há que realçar o início das obras do Porto da Figueira da Foz, o que irá dotar aquela infraestrutura de condições para um rápido, fácil e económico escoamento dos produtos produzidos localmente, com natural impacto para os das duas unidades de produção de pasta e papel. Em termos de incêndios florestais, 2008 foi um ano de relativo sucesso no combate a tal flagelo. As condições climáticas foram naturalmente favoráveis, mas há que destacar a estrutura colocada no terreno, em conjunto com as empresas congéneres, de combate a incêndios e protecção ao património florestal. Ainda neste campo, há que referir o incentivo que se está a criar para a limpeza das flores tas, através da aquisição da biomassa florestal destinada à produção de energia verde na Central Termoeléctrica a Biomassa, propriedade da Bioeléctrica e a funcionar nas instalações da Celbi. Objectivos e Desempenho Numa lógica absolutamente estatística, a comparação entre os objectivos definidos e a realidade adquirida não representou em 2008 um desempenho de sucesso. No entanto, tal não pode deixar de ser contextualizado na preparação e adequação da unidade para uma situação de futura competitividade e sobrevivência, à qual sobreveio uma abrupta quebra na procura e nos preços no mercado internacional. Era adquirido que a empresa iria enfrentar, para o arranque e colocação em funcionamento dos novos equipamentos, uma paragem de um mês, a qual só por si iria implicar uma diminuição da produção inferior à adquirida em De facto, a produção de cerca de toneladas ficou abaixo do previsto e os custos de produção, pela instabilidade verificada registaram valores acima do normal. No entanto, o arranque das novas instalações da Linha de Produção de Pasta consumou- -se e determina já hoje um potencial em consonância com o previsto e antecipando a prossecução dos objectivos definidos no desenvolvimento estratégico da unidade. A realidade ocorrida na situação económico- -financeira, que assumiu proporções de crise mundial durante o ano de 2008, teve no 57

58 DESEMPENHO ECONÓMICO 05 último quartel do ano proporções gravosas para o sector, com decréscimos substanciais na procura e consequente decréscimo de preços no produto. As vendas no exercício decresceram em mais de 50 milhões de euros, resultado da diminuição das quantidades transaccionadas, toneladas em 2007 e toneladas em Os preços até Outubro de 2008 tiveram um comportamento até mais favorável do que em 2007, sendo que em dois meses se registou um decréscimo de aproximadamente 200 euros por tonelada de pasta, situação que se agravou já em O preço da madeira de Eucalipto, em virtude dos acréscimos de procura e da instabilidade do mercado, tiveram um acréscimo de cerca de 14% relativamente à média do ano anterior. Por seu turno, os produtos químicos e combustíveis, agravados pela alta do preço do crude nos mercados internacionais, atin giram valores especulativos que agravaram, também por si, o desempenho económico da unidade. EBITDA Milhares de Euros Políticas A empresa, embora numa situação atí pi ca de grande investimento, a qual será conducente a uma melhoria e sustentabilidade da sua perfor mance económico financeira, mantém uma política de porta aberta, dirigida ao mercado, aos parceiros e à envolvente social. Relativamente ao mercado há necessidade de captar novos clientes, percepcionar as suas neces sidades e perceber o potencial que podem representar nos volumes a disponibilizar. Os fornecedores são sensibilizados para os acréscimos de consumos que a unidade irá representar no mercado nacional. Estão a ser equacionadas novas formas de abasteci mento, outras políticas nos contratos e outras formas de logística. Os Prestadores de Serviços continuam a ser sujeitos a um processo de qualificação e avaliação, tendo a Bolsa de Fornecedores qualificados vindo a crescer de forma significativa nos últimos exercícios. A empresa mantém o estatuto de parceiro credível, cumprindo os seus compromissos de carácter financeiro e contratual sem existir até ao momento qualquer conflito contratual sobre temas relacionados com a área industrial. Relativamente ao recrutamento e contra tação de colaboradores, a empresa tem nos seus quadros só trabalhadores portugueses, sendo a sua maioria residente na área de localização da unidade industrial. O número de quadros superiores ultrapassa as quatro dezenas e a gestão é assegurada só por quadros nacionais. A política de concessão de estágios, quer de profissionais quer de complemento de curriculum escolar, está definitivamente adquirida, sendo frequente a presença de jovens na empresa, o que lhes permite um contacto com a realidade empresarial e que deixa um vasto grupo de contacto para futuros recrutamentos. O Projecto C09 foi classificado como Projecto de Interesse Nacional, obtendo por isso benefícios de carácter financeiro e fiscal sendo por isso escrutinado regularmente. Até ao momento, é considerado pelas autoridades competentes um caso de sucesso, quer pelo cumprimento dos objectivos quer pela execução das obrigações contratuais, apesar da crise adversa que se abateu sobre a economia portuguesa. A disponibilização da informação continua a ser um ponto fundamental para a organização, dispondo de um site na Internet onde é possível efectuar consulta de elementos e comunicar com empresa sobre todos os assuntos que se revelem preponderantes. 58

59 06

60 ESTRATÉGIA E ANÁLISE 01 60

61 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE

62 nsabilid biental Responsabilidade Ambiental Compromisso da Celbi com o ambiente Para produzir pasta de papel é necessário madeira, água, energia e produtos químicos. O objectivo da Celbi é fazê-lo da maneira mais limpa possível e utilizando os recursos de forma eficiente, conforme preconizado na sua Visão e na sua Política de Sustentabilidade. Para a ajudar a perseguir este objectivo, a Celbi orienta a sua actividade por um siste ma de gestão ambiental, certificado em conformidade com a Norma ISO desde 1999 e registado no EMAS desde Informação validada REG. NO. PT O sistema de gestão ambiental permite à organização prevenir, limitar e reduzir continuamente o impacte ambiental, assim como assegurar o cumprimento da legislação ambiental aplicável e de outros requisitos que a mesma subscreva. Isto é conseguido através do estabelecimento de objectivos e metas e da avaliação periódica dos impactes 62

63 ade RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 ambientais associados às actividades. Para além de estabelecer requisitos para as actividades da organização, o sistema de gestão ambiental permite, de uma forma construtiva, influenciar fornecedores de produtos e de serviços a terem em conta os impactes ambientais da sua própria actividade. A Celbi tem também o seu processo de ca deia de responsabilidade certificado por dois dos mais reconhecidos sistemas de certificação de produtos florestais, nomeadamente pelo Forest Stewardship Council (FSC) e pelo Programme for the Endorsement of Forest Certification (PEFC). Estas certificações garantem ao cliente que a madeira utilizada para produzir a pasta que adquire ou é certificada por um dos esquemas referidos ou, se não o é, não provém de fontes inaceitáveis, nomeadamente: Madeira proveniente de áreas de floresta natural que sejam reconvertidas em plantações; Madeira proveniente de áreas plantadas com árvores geneticamente modificadas. O presente capítulo do Relatório de Sustentabilidade, foi preparado em conformidade com o Regulamento (CE) nº 761/2001, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Março de 2001 (EMAS II) e com as Directrizes GRI. Engloba informações relativas à fábrica da Celbi em 2008 e foi validado em 25 de Março de 2009, por um verificador da Lloyd s Register Quality Assurance (LRQA, acreditação PT-V-0002). Madeira cortada de forma ilegal; Madeira proveniente de áreas onde os direitos civis ou tradicionais sejam violados; Madeira proveniente de áreas com altos valores para conservação nas quais as actividades florestais provoquem efeitos irreversíveis sobre os mesmos; 63

64 RESPONSABILIDADE AMBIENTAL 06 O Sistema de Gestão Ambiental da Celbi A Celbi tem, desde o início da sua actividade, consciência do valor ambiental dos recursos naturais que explora e os impactes ambientais que provoca. Para assegurar a melhoria contínua do seu desempenho, implementou- -se um sistema de gestão ambiental em conformidade com a ISO 14001, sendo obtida a sua certificação em Sistema de gestão Sistema de Gestão Ambiental ISO Sistema de Gestão da Qualidade ISO 9001 Laboratório acreditado ISO Sistema de Gestão de Saúde e Segurança OHSAS Cadeia de Responsabilidade PEFC Cadeia de Responsabilidade FSC O Sistema de Gestão Ambiental assume um papel importante para todos os níveis da organização, articulando-se com todas as actividades da empresa. Foram definidas e documentadas responsabilidades para todas as áreas organizacionais e respectivos colaboradores. Melhoria contínua Política ambiental 2 - Planeamento 3 - Implementação e funcionamento 4 - Verificação e acção correctiva 5 - Revisão pela Direcção 64

65 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 O Sistema de Gestão Ambiental está estruturado segundo a norma ISO e o Regulamento CE n.º 761/2001 (EMAS II), encontrando-se organizado em termos documentais de acordo com a seguinte hierarquia: Política de Sustentabilidade; Manual de Gestão Ambiental; Aspectos Ambientais e respectivos impactes; Objectivos e Programas específicos de melhoria; Procedimentos; Planos de Emergência; Registos. Comunicação e relações externas O Relatório de Sustentabilidade é remetido a autarquias, órgão de comunicação social, entidades oficiais, instituições de ensino, fornecedores de serviços e produtos, associações empresariais e organizações não governamentais de ambiente. A publicação Fibra Nova, preparada e divulgada pela empresa, inclui regularmente informações de ambiente e segurança. O Relatório e Contas da Celbi comporta elementos relativos às acções e investimentos de melhoria ambiental. Os resultados ambientais da Celbi são periodicamente comunicados às autoridades competentes através de relatórios definidos na legislação aplicável. Estão estabelecidos procedimentos de gestão de comunicações ambientais com o exterior. A Celbi mantém um protocolo com o Instituto do Mar da Universidade de Coimbra, que visa o desenvolvimento de trabalhos de investigação aplicada no domínio da protecção ambiental. Dos 50 estágios concedidos, 8 incidiram sobre trabalhos de índole ambiental e de segurança. Em 2008, foram recebidos 284 visitantes na fábrica, aos quais foram prestadas informações e distribuída documentação de carácter ambiental. Nas sessões de formação e sensibilização de trabalhadores de empresas externas, é dado conhecimento da Política de Sustentabilidade da Celbi e são comunicados os requisitos ambientais e de segurança a cumprir. Participação dos trabalhadores A elaboração dos documentos de registo de aspectos ambientais e de segurança é feita com a participação dos trabalhadores das áreas ou actividades a que dizem respeito. É também assegurada a participação dos trabalhadores em grupos de trabalho orientados para a melhoria contínua (Programas Específicos de Melhoria), nas sessões de auto-avaliação do TQM, na Comissão de Segurança e nas reuniões periódicas envolvendo vários níveis da organização.periódicas envolvendo vários níveis da organização. 65

66 RESPONSABILIDADE AMBIENTAL 06 Impactes ambientais significativos Modelo de avaliação dos impactes ambientais Os Registos de Aspectos Ambientais descrevem o modo como as actividades da Celbi, afectam o ambiente. Estes Registos descrevem os impactes ambientais associados às diferentes instalações, classificando-os tendo em conta três condições de operação: Condições operacionais Tipo de situação Definição / Condições Operação normal Operação decorrendo com estabilidade, sob controlo, dentro das condições típicas e habituais, e conforme planeado. Paragem/arranque Condições de alguma instabilidade, tais como as precedentes ou seguintes a uma interrupção da operação, planeada e sob controlo, de curta ou longa duração. Incidente Ocorrência inesperada e anormal, tal como avaria, falha, derrame, explosão etc, susceptível de necessitar de acção correctiva, ou provocar paragem, por impossibilidade de controlo imediato. Os impactes ambientais são avaliados em três níveis, conforme indicado na tabela seguinte. Avaliação do impacte ambiental Escala do impacte Definição Mínimo/marginal 1 Impacte de escala reduzida, com efeitos e emissões dentro dos limites da legislação, das recomendações internacionais e das capacidades dos meios receptores. Médio/moderado 2 Impacte de escala moderada, relativamente tolerável pelo meio ambiente, local ou globalmente, tal como o ocasionado por incidentes ou perturbações causadores de aumentos temporários de parâmetros ambientais. Grave/significativo 3 Impacte susceptível de provocar consequências graves para o meio ambiente, local ou globalmente, ou impacte provocado e traduzido por emissão acima de limite legal estabelecido. A avaliação é feita periodicamente por uma equipa de trabalho e segue os procedimentos estabelecidos no âmbito do Sistema de Gestão Ambiental. 66

67 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 A tabela seguinte apresenta os mais significativos impactes ambientais (escala do impacte 3), identifica-os como directos ou indirectos e indica quais as actividades que permitem o seu controlo e/ou redução do risco, incluindo os objectivos e metas ambientais associados. Aspectos ambientais directos que podem dar origem a impactes ambientais significativos (escala do impacte 3 grave/significativo) Descrição e origem do aspecto ambiental Condições operacionais Possível impacte ambiental Medidas de controlo para minimizar o risco e objectivos e metas ambientais associados Emissões líquidas Emissões de Cor, CQO, CBO 5, SST, AOX, ph Provenientes das águas residuais da lavagem da madeira; derrames, transbordos ou fugas de pasta, de licores, de condensados ou de lixiviados do ACR. Incidente Por mau funcionamento ou paragem da ETAR ou por rotura da tela de revestimento na cela de resíduos industriais não perigosos. Não cumprimento dos VMA s fixados pela Licença Ambiental. Danos à vida animal e vegetal no Oceano. Risco de contaminação dos solos. Risco de contaminação de lençóis de águas subterrâneas. O controlo destes parâmetros está estabelecido em programas internos de controlo analítico. Existem vários mecanismos internos de prevenção de ocorrência destes incidentes, nomeadamente indicadores de nível com alarme nos tanques, sensores de temperatura nos tubos de descarga dos tanques, sistemas de recolha de transbordos. A instalação do tratamento secundário inclui uma bacia de emergência, com a capacidade de m 3, devidamente impermeabilizada, para operar em caso de acidentes ou descargas anormais. Existem planos de inspecção e planos de emergência para o caso de rotura da tela de revestimento da cela de resíduos industriais não perigosos do ACR. Programa PROJECTO C09 (Pág 80) Emissões gasosas Emissões de SO 2, NOx, H 2 S, partículas, CO e CO 2 Provenientes da operação do forno da cal, da caldeira de recuperação, da caldeira de biomassa, do incinerador de gases e do tanque de dissolução. Incidente Por mau funcionamento ou paragem dos equipamentos auxiliares de controlo, nomeadamente electrofiltros, lavadores de gases e analisadores em contínuo. Não cumprimento dos VMA s fixados pela Licença Ambiental. Contribuem para o efeito de estufa e alterações climáticas, para a alteração de ph de solos e águas e podem afectar a qualidade do ar. Estes parâmetros são medidos em contínuo por medidores em linha e através de análises laboratoriais. As emissões de CO 2 são monitorizadas e verificadas no âmbito da legislação vigente sobre o CELE. Programa PROJECTO C09 (pág 80) Programa CARBON FOOTPRINT (pág 80) Consumo de matérias-primas Madeira, água, fuelóleo e gás natural. Operação normal Consumo de recursos naturais. Têm sido feitos esforços para diminuir o consumo destas matérias-primas. (pág 70) Ruído Provocado por: instalações industriais; períodos de paragem geral da fábrica para manutenção; períodos de obras de ampliação ou modernização de equipamentos; Incidente ou paragem arranque Pode provocar incómodos em aglomerados populacionais vizinhos. Realizada monitorização periódica. Fugas e derrames de óleos de equipamentos hidráulicos. Incidente Risco de poluição do mar e praias vizinhas com hidrocarbonetos. Existem várias bacias de retenção e caixas de separação de hidrocarbonetos. As intervenções nestes equipamentos e a gestão de hidrocarbonetos são objecto de vários procedimentos do Sistema de Gestão Ambiental. A instalação do tratamento secundário inclui uma bacia de emergência, com a capacidade de m 3, devidamente impermeabilizada, para operar em caso de acidentes ou descargas anormais. 67

68 RESPONSABILIDADE AMBIENTAL 06 Aspectos ambientais directos que podem dar origem a impactes ambientais significativos (escala do impacte 3 grave/significativo) Descrição e origem do aspecto ambiental Condições operacionais Possível impacte ambiental Medidas de controlo para minimizar o risco e objectivos e metas ambientais associados Fugas ou derrames de metanol e/ou de GNC. Incidente Riscos de explosão e de libertação de gases, espalhando odores desagradáveis nas áreas vizinhas. Existem bacias de recolha própria com transferência para tanque de recolha de transbordos. Pode dar origem a paragem da instalação. Existe uma unidade de queima de gases odorosos, equipada com um queimador atmosférico de reserva ( flare ). Derrames de produtos químicos dos respectivos tanques de armazenagem: peróxido de hidrogénio, oxigénio, ácido sulfúrico, dióxido de cloro, clorato de sódio, soda cáustica e fuelóleo. Incidente Riscos de explosão, incêndio, contaminação do efluente final e/ou do solo. Quase todos os tanques estão dentro de bacias de retenção com medidores de condutividade instalados. Todos os tanques têm instalado medidores de nível em linha. Existe um Plano Interno de Emergência no qual estão definidos procedimentos de como actuar no caso desta ocorrência. A instalação do tratamento secundário inclui uma bacia de derrames, com a capacidade de m 3, devidamente impermeabilizada, para operar em caso de acidentes ou descargas anormais. Programa PROJECTO C09 (pág 80) Incêndio das pilhas de madeira armazenada no parque, na pilha de bio-combustível, no ACR ou nos fardos de pasta no armazém. Incidente Perigo de propagação a outras áreas da fábrica e às matas florestais circundantes. Existe um Plano Interno de Emergência no qual estão definidos procedimentos de como actuar no caso desta ocorrência. Aspectos ambientais indirectos que podem dar origem a impactes ambientais significativos (escala do impacte 3 grave/significativo) Aspecto ambiental Impacte ambiental (em caso de ocorrência de incidentes) Medidas de controlo para minimizar o risco e objectivos e metas ambientais associados Comportamento ambiental e práticas de empreiteiros nas empreitadas e subcontratação de serviços (ex: paragens gerais). Emissões líquidas e/ou contaminação do solo com produtos químicos ou hidrocarbonetos. Produção excessiva e descontrolada de resíduos. Ruído, emissões gasosas e risco de incêndios. Existem vários procedimentos no âmbito do Sistema de Gestão Ambiental e do Sistema de Gestão de Saúde e Segurança para prevenir e/ou controlar estas situações. Os Planos de Saúde, Segurança e Ambiente da Paragem Anual e do Projecto C09, incluem requisitos a cumprir quanto a aspectos ambientais. É dada formação adequada aos trabalhadores externos antes das paragens gerais e projectos. 68

69 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 A Celbi e o Ambiente em 2008 Resultados e evoluções Aspectos Gerais Até à paragem anual de 2008, foi evi dente a melhoria dos parâmetros ambientais mais importantes, como resultado das medidas de controlo e dos recentes projectos processuais e ambientais realizados nos anos anteriores. A situação dos efluentes líquidos manteve-se estabilizada com a nova unidade de tratamento secundário de efluentes. A gestão de resíduos sólidos orgânicos passou a ser positivamente influenciada pela actividade da estação de compostagem. Após o período de paragem concluiu-se a 1ª fase do Projecto C09, que consistiu na remodelação e aumento da capacidade da linha de pasta. Os testes subsequentes e o arranque das novas instalações, implicaram o aumento dos valores específicos de emissão de poluentes líquidos e gasosos, produção de resíduos, consumo de água e consumo de energia. Em paralelo, prosseguiram os trabalhos de construção das instalações da área de recuperação e energia, cuja entrada em funcionamento está prevista para Entraram em vigor novos limites de emissão de poluentes líquidos e foi dado cumprimento às medidas obrigatórias de gestão ambiental, designadamente quanto a efluentes, emissões, resíduos, energia, reclamações ambientais e emergências. Com o Projecto C09, foi instruído e apresentado às autoridades competentes o pedido de alteração da Licença Ambiental e também o pedido de revisão do Título de Emissão de Gases com Efeito de Estufa. Não se verificaram cenários de emergência ambiental, derrames significativos e não foram levantados processos judiciais, nem levantadas multas ou sanções por não cumprimento de leis ou regulamentos. Produção anual O valor da produção anual foi fortemente afectado pela paragem anual da fábrica, que decorreu durante todo o mês de Setembro, devido à concretização da 1ª fase do Projecto C09. Posteriormente decorreram os testes de funcionamento das novas instalações e a entrada em funcionamento das mesmas, com reflexos notórios na produção de pasta de papel. Produção anual t Produção de pasta t pasta / ano

70 RESPONSABILIDADE AMBIENTAL 06 Esforço de formação em matérias de protecção ambiental e saúde e segurança no trabalho em 2008 Total de horas A empregados da Celbi A fornecedores de serviço Total Investimentos de motivação ambiental No âmbito do projecto de modernização e expansão da unidade fabril da Celbi (Projecto C09), foram concretizados investimentos contemplando a melhoria do seu desempenho ambiental. Investimentos mil Controlo de emissões líquidas Controlo de emissões gasosas Gestão de resíduos Redução do ruído 792 Outros de índole geral 328 Total (valores contabilizados em 2008) Consumos Madeira Consumo de madeira m 3 sol.eq. ptp 2,9 O consumo específico de madeira em 2008 foi de 2,87 m 3 sol.eq ptp 2,8 2,7 2,6 2, O ligeiro aumento no consumo específico da madeira em 2007 e 2008 surge devido às dificuldades de abastecimento de rolaria de eucalipto no mercado nacional. Esta situação motivou a incorporação no processo de matéria-prima que habitualmente não o seria, nomeadamente madeira mais fina. O consumo específico foi também afectado pelo período de testes e arranques das instalações da linha de pasta após a paragem anual de

71 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 Água Como já referido anteriormente, o consumo de água foi afectado pela concretização da 1ª fase do Projecto C09. Consumo de água por fonte (m 3 ptp) Rio Mondego Poços Total Consumo de água por fonte m 3 ptp Poços Rio Mondego Objectivo Produtos Químicos Consumos específicos, kg ptp Oxigénio Soda cáustica (100%) Peróxido de hidrogénio Dióxido de cloro (em ClO 2 )

72 RESPONSABILIDADE AMBIENTAL 06 Energia Como já referido anteriormente, o consumo de energia e consequente consumo de combustíveis fósseis, foi elevado devido à concretização da 1ª fase do Projecto C09 (arranque de novas instalações e testes subsequentes). Consumos de combustíveis fósseis no processo Fuelóleo, kg ptp Gás natural, m 3 N ptp Propano, kg ptp 0,1 0,2 0,08 0,0 Gasóleo, kg ptp 1,0 0,8 0,9 1,09 Energia térmica consumida internamente Combustíveis GJ ptp GJ ptp GJ ptp GJ ptp Licor negro 13,3 13,0 13,3 13,0 Não fósseis Casca e resíduos de madeira 2,5 2,2 2,1 2,1 Metanol e GNC s 0,2 0,2 0,2 0,1 Sub-total 16,0 15,4 15,6 15,2 Fuelóleo 1,7 1,8 1,5 2,6 Fósseis Gás natural 0,5 0,6 0,5 1,0 Gasóleo <0,1 <0,1 <0,1 <0,005 Sub-total 2,2 2,4 2,0 3,6 Total 18,1 17,8 17,6 18,8 72

73 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 Energia térmica consumida internamente Casca e resíduos de madeira 11% Metanol e GNC s 1% Gás natural 5% Combustíveis fósseis 19% Fuelóleo 14% Licor negro 69% 73

74 RESPONSABILIDADE AMBIENTAL 06 Emissões líquidas Com a entrada em vigor da Licença Ambiental em 2006 e a entrada em vigor em 2008 de novos limites de emissão para alguns poluentes, os valores limite para as emissões líquidas são, de uma forma geral, mais restritivos. De realçar os valores bastante mais baixos a partir de 2007 para os sólidos suspensos totais (SST), para a carência química de oxigénio (CQO), para a carência bioquímica de oxigénio (CBO 5 ) e para o fósforo total, que se deveram ao efeito da entrada em funcionamento, em 2006, do tratamento secundário de efluentes VMA (*) Caudal, m 3 ptp SST, kg ptp 2,1 0,7 0,8 1,5 CQO, kg O 2 ptp 15,8 6,7 8,2 15,0 CBO 5 kg O 2 ptp 3,9 0,5 0,5 1,4 AOX, kg Cl 2 ptp 0,07 0,03 0,04 0,15 Azoto total, kg N ptp 0,19 0,14 0,20 0,25 Fósforo total, kg P ptp 0,16 0,09 0,11 0,20 (*) Limites que constam da Licença Ambiental da Celbi, em vigor desde Abril de 2006, valores limites de emissão em vigor a partir de 31 de Dezembro de AOX no efluente final SST no efluente final kg Cl 2 ptp kg ptp 0,15 3 VMA = 3,0 kg ptp até final de ,10 2 0,05 1 VMA = 1,5 kg ptp a partir de 2008 Objectivo: 1,2 kg ptp 0,

75 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 CQO no efluente final kg O 2 ptp 25 VMA = 23 kg ptp até final de VMA = 15 kg ptp a partir de Emissões gasosas Com a entrada em vigor da Licença Ambiental da Celbi em Abril de 2006, os limites de emissão de poluentes gasosos deixaram de ser definidos por instalação, passando a ser estabelecidos de forma agrupada para as instalações inseridas no processo de produção de pasta de papel e de forma individualizada apenas para a caldeira de biomassa. As emissões do processo de fabrico de pasta de papel são o somatório das emissões da caldeira de recuperação, do forno da cal, do tanque de dissolução, da caldeira de metanol e gases não condensáveis (GNC) e do lavador de gases do branqueamento e da lavagem, sendo os valores limite de emissão expressos em kg ptp. Para a caldeira de biomassa, os valores limite de emissão são estabelecidos em m 3 N seco, a 6% O 2. Emissões gasosas do processo de produção de pasta de papel Limite legal Partículas (kg partículas ptp) 0,56 0,50 0,42 0,70 SO 2 (kg S ptp) 0,14 0,16 0,17 0,30 H 2 S (kg S ptp) 0,04 0,04 0,06 0,20 NOx (kg NO 2 ptp) 1,15 1,30 1,18 1,50 Emissões gasosas da Caldeira de Biomassa (a 6% O 2 ) Limite legal Partículas (mg/m 3 N) 65,4 68,9 76,5 100 NOx (mg NO 2 /m 3 N) 211,8 260,8 261,8 400 SO 2 (mg SO 2 /m 3 N) 38,3 30,6 71,7 500 CO (mg CO/m 3 N) 483, O aumento no valor das emissões de SO 2 na Caldeira de Biomassa foi devido ao aumento do consumo de combustíveis fósseis associado à concretização da 1ª fase do Projecto C09, já referido anteriormente. 75

76 RESPONSABILIDADE AMBIENTAL 06 Emissões de CO 2 O sector de produção de pasta de papel, no qual se inclui a unidade fabril da Celbi, está abrangido pela legislação da União Europeia (EU), que visa controlar as emissões de gases com efeito de estufa, estabelecendo um regime de licenças e de comércio de emissões. Em Portugal, a aplicação da legislação da EU é feita através do Plano Nacional de Licenças de Emissão (PNALE), com aplicação no período Em 2005, a Celbi obteve o respectivo título de emissão de gases com efeito de estufa. As emissões de CO 2 correspondentes a 2008 foram de toneladas, tendo sido verificadas e validadas pela Lloyd s Register Quality Assurance. Emissões de CO 2 fóssil (no âmbito do CELE) kg CO 2 ptp O aumento do valor das emissões de CO 2 deveu-se ao consumo excepcional de combustíveis fósseis associado à concretização da 1ª fase do Projecto C09, já referido anteriormente. Resíduos Resíduos sólidos depositados em aterro kg a.s ptp Relativamente aos resíduos processuais produzidos, a fracção de resíduos depositados em aterro é de 47% Com as obras associadas ao Projecto C09, foram desmantelados diversos equipamentos e desmontadas infraestruturas diversas, dando origem aos resíduos legalmente classificados como resíduos de construção e demolição. Grande parte destes resíduos corresponde a sucatas metálicas que são encaminhadas para operadores externos de reciclagem de materiais. As sucatas plásticas foram enviadas para deposição em aterro externo licenciado para o efeito, bem como os resíduos de fibrocimento. Outros resíduos gerados internamente foram depositados no Aterro Controlado da Celbi. Ruído Os resultados das avaliações realizadas na área fabril e meio envolvente, não revelaram alterações significativas relativamente à situação verificada em anos anteriores. O impacte das emissões sonoras da fábrica sobre o meio envolvente foi considerado irrelevante, tendo em conta as medições efectuadas em operação normal e em período de paragem. Emergências Foram realizados 3 simulacros de actuação em emergência, um de evacuação de um acidentado do interior de uma chaminé em construção, o outro de resgate de um acidentado de uma estrutura de andaimes associados a tanques em construção e o terceiro de combate a incêndio no parque de madeiras. Reclamações Ambientais No total registaram-se nove reclamações ambientais. Destas, sete foram devidas a odores desagradáveis. Para três das situações não foram encontrados motivos processuais que o justificassem; as restantes ocorreram em períodos de arranque e de ensaios da fábrica após a Paragem Anual. Uma outra foi devida à ocorrência de uma névoa mais intensa do que a normal oriunda das chaminés da fábrica, situação provocada pelo disparo de um electrofiltro da Caldeira de Recuperação devido a uma anomalia pontual. A última reclamação foi associada a circunstâncias anormais verificadas numa horta nas proximidades da fábrica, que se verificou não poderem ser imputadas a problemas de origem fabril. Todas as reclamações foram devidamente tratadas e explicadas aos respectivos reclamantes. Inspecções Ambientais Durante o ano de 2008, a unidade fabril da Celbi não foi sujeita a inspecções ambientais. 76

77 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 Balanço de 1 tonelada de pasta em 2008 Matérias-primas e energia Emissões gasosas (processo de produção de pasta + caldeira de biomassa) Madeira, m 3 sol. eq. 2,69 2,76 2,87 Água, m Produtos químicos, kg Fuelóleo, kg SO 2, kg SO 2 0,3 0,4 0,4 NOx, kg NO 2 1,5 1,6 1,5 TRS, kg H 2 S 0,04 0,05 0,06 Partículas, kg 0,7 0,6 0,5 Gás Natural, m 3 N Energia eléctrica, kwh ton de pasta s.a En. eléctrica, kwh Emissões líquidas Resíduos Caudal, m SST, kg 2,1 0,7 0,8 CBO 5, kg O 2 3,9 0,5 0,5 CQO, kg O 2 15,8 6,7 8,2 AOX, kg Cl 2 0,07 0,03 0,04 Fósforo, kg P 0,16 0,09 0,11 Azoto, kg N 0,19 0,14 0,20 para deposição no ACR Cinzas secas Cinzas húmidas Licor verde Diversos Total depositado em ACR Compostagem Valorização energética 0,1 2 3 Para valorização externa

78 RESPONSABILIDADE AMBIENTAL 06 Objectivos e programas ambientais Desenvolvimento e situação actual de objectivos e programas de anos anteriores Objectivo Valorizar resíduos sólidos orgânicos, em duas vertentes: produção de energia e compostagem para produção de solos orgânicos Prazo: Final de 2007 ENCERRADO Programa ECONOVA Com a supervisão da empresa sueca ECONOVA, terminou a 2ª fase do ensaio de compostagem de resíduos, comportando apenas resíduos orgânicos provenientes da área do Parque e Preparação de Madeiras. Desta forma, pretendeu-se aumentar o teor em matéria orgânica no composto final, comparativamente com os resultados obtidos durante a 1ª fase do ensaio. No âmbito do processo de licenciamento ambiental da unidade fabril, foi concluída, em 2006, a construção da unidade de compostagem de resíduos orgânicos não perigosos da Celbi, em área devidamente impermeabilizada. A Estação de Compostagem de Resíduos manteve-se em funcionamento regular em 2007, garantindo o processamento dos resíduos orgânicos resultantes do tratamento secundário de efluentes e da preparação de madeiras, evitando-se a sua deposição no Aterro Controlado. Do processo de compostagem resulta um composto orgânico passível de valorização. Face aos resultados obtidos e à estabilização da operação da unidade de compostagem, considerou-se terem sido conseguidos os objectivos deste programa ambiental ECONOVA, devendo o mesmo ser encerrado. Objectivo Instalação de cortinas arbóreas em algumas áreas envolventes da fábrica, de forma a criar uma protecção contra o ruído de fundo provocado pelas instalações Prazo: Final de 2007 ENCERRADO Programa CORTAR A fim de se fazer a correcção dos solos arenosos da envolvente da fábrica, muito pobres em matéria orgânica e de elevada permeabilidade, optou- -se pela incorporação de composto orgânico obtido a partir da compostagem de resíduos. Procedeu-se à mobilização dos solos e à preparação dos mesmos para a plantação de espécies compatíveis com as condições locais. A plantação efectuou-se durante o mês de Outubro de 2005, estando actualmente em fase avançada de consolidação. Assim, verificando-se a evolução positiva das plantações, decidiu-se encerrar este programa ambiental. Objectivo Reduzir o consumo específico de água para um valor médio anual máximo de 28 m 3 ptp Prazo: 4º Trimestre de 2008 ENCERRADO Programa CEAG 28 Em 2006, foi instalada uma nova torre de arrefecimento na área de recuperação e energia, no sentido de aumentar a capacidade de reutilização das águas quentes excedentárias. Foi também substituída a coluna de tratamento de condensados nº 2, permitindo melhorar a qualidade dos condensados secundários tratados e, consequentemente, viabilizar a sua recuperação para o processo. Em 2007, verificou-se que, apesar da optimização dos sistemas de recuperação de água e de utilização de condensados secundários tratados, que se traduziram numa ligeira redução do consumo global de água, não foi possível atingir o objectivo de consumo específico proposto com 78

79 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 a execução deste programa ambiental (28 m 3 ptp). Assim, decidiu-se o encerramento do programa, dado que a redução do consumo de água deverá ser conseguida através de melhorias de carácter tecnológico e processual mais abrangentes que as realizadas em Objectivo Recuperação do sistema dunar da área vizinha do emissário submarino Início: Maio de 2000 Prazo: Final de 2009 Programa REDUNA O flanco terrestre da duna apresenta-se consolidado, como consequência do projecto de recuperação executado em 2000, mas o flanco oceânico mantém o seu perfil afectado pela erosão marítima, como acontece com todo o sistema dunar da costa a sul da Leirosa. Em 2005, com base nos estudos realizados, o flanco oceânico da duna, na zona de implantação do emissário submarino, foi dotado de uma barreira de protecção dos efeitos erosivos do mar, responsáveis pela degradação progressiva do sistema dunar. A barreira protectora foi constituída pela sobreposição de camadas de areia confinada em mantas geotêxteis, permitindo atenuar fisicamente o impacte das ondas do mar. O flanco terrestre da duna foi requalificado através da plantação de espécies compatíveis com o local, tendo este projecto sido acompanhado técnica e cientificamente pelo Instituto do Mar da Universidade de Coimbra. Em 2006, durante a época balnear, procedeu-se à cobertura das camadas de geotêxtil que sofreram os efeitos invasores do mar. Foram iniciados novos estudos, que visam melhorar a capacidade de protecção da duna mediante a utilização de sistemas mais robustos que os inicialmente instalados. Devido às condições específicas e às dificuldades inerentes à realização deste trabalho, decidiu-se que o mesmo seria realizado em Assim, em 2008, foi instalada uma nova barreira protectora constituída por tubos de geotêxtil contendo areia, na zona mais próxima do mar, bem como camadas de areia com telas de geotêxtil entre a duna e os tubos. Foi necessário proceder à movimentação de areias para modelação do flanco oceânico. Os resultados práticos desta barreira protectora encontram-se em fase de avaliação. Objectivo Reduzir a quantidade específica de cinzas secas da Caldeira de Casca depositadas em ACR, de kg a.s ptp para um valor médio anual de 5 kg a.s ptp, através de valorizações externas, designadamente como condicionador de solos florestais e/ou agrícolas. Início: Junho de 2000 Prazo: Final de 2009 Programa CISEC5 Durante o ano de 2007, utilizando o protótipo espalhador desenvolvido nos anos anteriores, foi iniciada a aplicação de cinzas secas em algumas propriedades florestais da Celbi licenciadas para o efeito. O montante aplicado em 2008 ascendeu a 30% do total de cinzas secas produzidas. Uma pequena parte das cinzas produzidas foi usada na Estação de Compostagem. Foram continuados os contactos com empresas potencialmente utilizadoras de cinzas nos seus processos industriais. Foi redefinido o prazo final anterior (final de 2008) para o encerramento deste programa. 79

80 RESPONSABILIDADE AMBIENTAL 06 Desenvolvimento e situação actual dos objectivos e programas abertos em 2008 Objectivo Determinar a Pegada de Carbono de uma tonelada de pasta produzida na Celbi. Início: Janeiro 2008 Prazo: Final de 2009 Programa CARBON FOOTPRINT Este programa destina-se ao apuramento dos montantes de carbono emitido para a atmosfera associados à pasta de papel branqueada produzida pela CELBI. Estão a ser acompanhadas as acções e orientações da CEPI (Confederação Europeia das Indústrias de Papel) para a definição de critérios de avaliação das contribuições das várias fases do ciclo de vida do produto na emissão global de dióxido de carbono. Uma primeira abordagem é publicada neste Relatório. Objectivo Registo das substâncias químicas produzidas pela CELBI de acordo com a regulamentação específica da União Europeia (REACH) Início: Janeiro 2008 Prazo: Final de 2011 Programa REACH Este programa foi aberto no final de 2007, destinando-se ao registo das substâncias químicas produzidas e utilizadas internamente no processo de fabri co de pasta de papel na CELBI, em conformidade com a regulamentação da União Europeia recentemente publicada (Regulamento 1907/2006 e legislação complementar). No âmbito da aplicação desta legislação, conhecida genericamente como REACH (Registration, Evaluation and Authorization of Chemicals), foram desenvolvidas acções visando a recolha e informação de dados referentes a substâncias químicas relacionadas com a actividade da CELBI. Este trabalho foi desenvolvido de forma coordenada com as orientações da CEPI (Confederação Europeia das Indústrias de Papel). A Celbi participou nos grupos de trabalho do estudo das substâncias a pré-registar e a registar decorrentes da iniciativa da CEPI. Foram pré-registadas em 2008 as substâncias de natureza processual especificamente relacionadas com a actividade fabril da Celbi visando o seu registo até ao final do prazo regulamentar estabelecido. Os fornecedores de produtos químicos foram contactados no sentido de indicarem a sua conformidade face ao REACH. Objectivo Modernização e aumento da capacidade da unidade fabril. Engloba as vertentes qualidade, ambiente e segurança, pretendendo-se obter melhorias na qualidade da pasta, no desempenho ambiental, valorização interna de resíduos e diminuição dos riscos de acidentes industriais. Início: Janeiro 2008 Prazo: Final de 2009 Programa PROJECTO C09 Em 2008, concretizou-se a 1ª fase do Projecto C09, que consistiu na remodelação da linha de pasta. Por isso, a paragem anual da fábrica foi significativamente alargada para proceder à montagem dos novos equipamentos e às instalações processuais necessárias. Em paralelo, continuaram as obras de construção das novas instalações da área de recuperação de energia. Os novos tanques de armazenagem de substâncias químicas a usar no Branqueamento e Químicos de Branqueamento foram instalados com bacias de retenção de derrames. A capacidade de armazenagem destas substâncias foi aumentada. O esgoto ácido foi sujeito a uma profunda alteração. Foi necessário proceder a alterações diversas do sistema de esgotos. Também a rede interna da água de incêndios foi expandida e alguns troços internos sofreram melhorias. Está em curso a construção de uma nova portaria para entrada de viaturas de abastecimento da madeira e biomassa, o que motivou a necessária adaptação das acessibilidades na envolvente norte da fábrica. As novas instalações serão dotadas dos meios específicos de protecção ambiental compatíveis com o documento de referência das melhores técnicas disponíveis para o sector da pasta e papel, publicado pela União Europeia. 80

81 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 A Celbi e as alterações climáticas As alterações climáticas são um problema global essencialmente provocado pela utilização de combustíveis fósseis. O uso destes combustíveis leva à emissão de Gases com Efeito de Estufa (GEE), que se vão acumulando na atmosfera, potenciando o efeito de estufa. Para a indústria papeleira, o mais significativo desses gases é o dióxido de carbono (CO 2 ). Esforços têm vindo a ser feitos no sentido de diminuir o consumo de combustíveis fósseis, substituindo-os o mais possível por biocombustíveis. A Celbi partilha as preocupações da comunidade internacional relativamente a este tema e tem desenvolvido várias acções no sentido de reduzir o seu consumo de combustíveis fósseis e consequentemente as suas emissões de CO 2. Energia térmica consumida internamente GJ / ptp O processo de produção de pasta de papel é energeticamente intensivo, mas, na Celbi, as necessidades energéticas são satisfeitas maioritariamente recorrendo à biomassa, cujo teor em carbono é considerado neutro. Nos últimos anos, a Celbi colocou em prá ti ca vários Programas Específicos de Melhoria no sentido de diminuir o consumo específico de água e promover a utilização racional de energia, e, consequentemente o consumo específico de combustíveis fósseis, nomeadamente fuelóleo e gás natural. Consumo de água.vs. consumo de combustíveis fósseis Consumo de combustíveis fósseis Kg petróleo equivalente ptp Água m 3 /tpsa Combustíveis não fósseis Combustíveis fósseis Os esforços desenvolvidos permitiram reduzir o consumo de água em aproximadamente 30% no período de 10 anos, o que teve um impacto directo no consumo de energia térmica primária. Tal facto explica-se pela diminuição do caudal de água que necessita de ser aquecido, desde a sua temperatura de entrada na fábrica (aproximadamente18ºc) 81

82 RESPONSABILIDADE AMBIENTAL 06 Os produtos florestais e o ciclo do carbono até à temperatura do efluente final (aproximadamente 55ºC e 35ºC após torre de arrefecimento e antes da sua descarga no meio receptor). Neste gráfico não são apresentados os valores relativos a 2008, uma vez que não foram representativos do desempenho normal da Celbi. No decorrer deste ano os consumos foram fortemente afectados pela prolongada paragem anual da fábrica, que decorreu durante todo o mês de Setembro devido à concretização da 1ª fase do Projecto C09, pelos testes das novas instalações e pela entrada em funcionamento das mesmas. A floresta e os produtos florestais, tais como a pasta de papel e o papel, são parte integrante do ciclo de carbono baseado na conversão fo tossintética da água, dióxido de carbono, nutrientes e energia solar em biomassa lenhosa renovável. No final do seu ciclo de vida, estes produtos podem ser reciclados dando inicio a um novo ciclo de vida, ou podem ser utilizados como biocombustiveis. Este processo contínuo significa que a floresta fornece um recurso natural renovável de matéria-prima e que o ciclo de vida está em equilíbrio. A concentração excessiva de Gases com Efeito de Estufa (GEE) na atmosfera, devida essencialmente à queima de combustíveis fósseis, provoca o aquecimento global do planeta. Se geridas de forma sustentável, as florestas funcionam como reservatórios de carbono. A quantidade deste pode manter-se estável ou até mesmo aumentar ao longo do tempo. O carbono é armazenado no produto final. Quando em fim de vida, estes produtos podem ser reciclados e/ou utilizados para produzir bionergia. CO 2 CO 2 Fóssil Não Fóssil CO 2 Produção de Pasta A unidade fabril da Celbi, utiliza maioritariamente biocombustível no seu processo produtivo, originando emissões de CO 2 não fóssil. O CO 2 fóssil é emitido quando são utilizados combustíveis fósseis, nomeadamente fuelóleo e gás natural. 82

83 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 A pegada de Carbono da Celbi Em 2008 e no âmbito de um Programa Específico de Melhoria (pág 80), a Celbi iniciou o estudo da sua pegada de carbono. O estudo baseou-se nos valores das emissões de CO 2 de 2007, tendo sido depois actualizado com os valores de Entende-se por pegada de carbono da Celbi, a quantidade de Gases com Efeito de Estufa (GEE) emitidos pela organização no período de um ano. Ao contrário do que o nome indica, pegada de carbono não inclui só emissões de dióxido de carbono, mas sim emissões de GEE calculadas em carbono equivalente. GEE: dióxido de carbono (CO 2 ), metano (CH 4 ), óxido nitroso (N 2 O), hidrofluorcarbonos (HFCs), perfluorcarbonos (PFCs) e hexafluoreto de enxofre (SF 6 ) A Pegada de Carbono da Celbi, foi calculada com base: nas orientações da CEPI (Confederation of European Paper Industries) Framework for the development of Carbon Footprints for paper and board products; nas orientações do Protocolo de Gases com Efeito de Estufa - Normas Corporativas de Transparência e Contabilização do WBCSD (World Business Council for Sustainable Development); No Calculation Tools for Estimating Greenhouse Gas Emissions from Pulp and Paper Mills. Pressupostos: Os dados utilizados são valores médios anuais para a linha de produção de pasta da Celbi; São contabilizadas apenas as emissões de CO 2 fóssil. As emissões de CH 4 e de N 2 O, contribuem com 1 a 5% para o CO 2 equiva lente total proveniente da combustão de com bustíveis fósseis. (Fonte: orientações da CEPI); De acordo com IPCC (1996), a indústria de pasta e papel é excluída dos sectores industriais potencialmente emissores dos seguintes poluentes; HFCs, PFCs e SF 6 ; Limites do estudo: da árvore em pé até à saída da pasta do portão da fábrica. 83

84 RESPONSABILIDADE AMBIENTAL 06 Os dez elementos da Pegada de Carbono da Celbi em 2007 Emissões ou sequestro (emissões negativas) Kg CO 2 fóssil ptp Âmbito 1* Âmbito 2* Âmbito 3* 1 CO 2 sequestrado na floresta 0 2 Carbono biogénico retido no produto quando este sai da fábrica para o cliente Emissões de GEE associadas ao processo de produção de pasta de papel Emissões de GEE associadas ao processo de produção de madeira de eucalipto 5 5 Emissões de GEE associadas à produção de outras matérias-primas Emissões de GEE associadas à compra de electricidade 17 7 Emissões de GEE associadas a transportes 14 8 Emissões de GEE associadas ao uso do produto (ex: produção de papel) Emissões de GEE associadas ao fim de vida do produto Emissões totais de CO 2 fóssil Emissões de GEE evitadas Os dez elementos da Pegada de Carbono da Celbi em 2008 Emissões ou sequestro (emissões negativas) Kg CO 2 fóssil ptp Âmbito 1* Âmbito 2* Âmbito 3* 1 CO 2 sequestrado na floresta 0 2 Carbono biogénico retido no produto quando este sai da fábrica para o cliente Emissões de GEE associadas ao processo de produção de pasta de papel Emissões de GEE associadas ao processo de produção de madeira de eucalipto Emissões de GEE associadas à produção de outras matérias-primas Emissões de GEE associadas à compra de electricidade Emissões de GEE associadas a transportes Emissões de GEE associadas ao uso do produto (ex: produção de papel) Emissões de GEE associadas ao fim de vida do produto Emissões totais de CO 2 fóssil Emissões de GEE evitadas

85 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 Seguindo as orientações do Protocolo de Gases com Efeito de Estufa - Normas Corporativas de Transparência e Contabilização do WBCSD (World Business Council for Sustainable Development), foram definidos 3 âmbitos para as emissões de CO 2 : * Âmbito 1 Emissões de fontes que pertencem ou que são controladas pela Celbi. Fontes fixas: Caldeira de Recuperação, Caldeira de Casca, Forno da Cal, Incineração de Gases não Condensáveis. Emissões de processo: Calcário e Carbonato de Sódio. Combustão móvel: movimentação de madeira e veículos de circulação interna. * Âmbito 2 Emissões indirectas provenientes da produção de electricidade adquirida e consumida pela empresa. * Âmbito 3 Outras emissões indirectas. Explicação dos dez elementos da pegada de carbono no âmbito das recomendações da CEPI 1 Carbono biogénico sequestrado na floresta Quando geridas de forma sustentável, as florestas funcionam como reservatórios de carbono fazendo com que a quantidade de carbono retida nas florestas se mantenha estável ou até mesmo aumente ao longo do tempo. Para além da sua importância no combate às alterações climáticas, geram outros benefícios ambientais e sociais. A Celbi através do seu processo de Cadeia de Responsabilidade certificado pelo FSC e pelo PEFC, promove junto dos seus fornecedores a gestão florestal sustentável. Este elemento, neste momento, não está incluído no âmbito da pegada de carbono da Celbi. 2 Carbono biogénico retido no produto quando este sai da fábrica para o cliente Os produtos derivados da madeira têm na sua composição carbono. Este elemento indica a quantidade de CO 2 retido pela pasta de papel à sua saída da fábrica. 3 Emissões de GEE associadas ao processo de produção de pasta de papel Inclui emissões de fontes fixas (Caldeira de Recuperação, Caldeira de Casca, Forno da Cal, Incineração de Gases), emissões de processo (da utilização de carbonato de cálcio e de carbonato de sódio como químicos de reposição), e emissões dos motores de combustão interna dos veículos de circulação interna (veículos ligeiros e os utilizados na movimentação de madeira que circulam dentro da fábrica) Emissões de GEE associadas ao processo de produção de madeira de eucalipto Inclui as emissões associadas às actividades de gestão e de exploração florestal. Emissões de GEE associadas à produção de outras matérias-primas Este elemento, neste momento, não está incluído no âmbito da pegada de carbono da Celbi. Emissões de GEE associadas à compra de electricidade Inclui as emissões associadas à produção da energia eléctrica comprada. É utilizado o factor de emissão reportado pela EDP no seu Relatório de Sustentabilidade de Emissões de GEE associados a transportes Neste momento inclui apenas o transporte de madeira para a fábrica. Não inclui o transporte de outras matérias-primas nem o transporte de pasta para o cliente. Emissões de GEE associadas ao uso do produto (p. ex. produção de papel) Este elemento não está incluído no âmbito da pegada de carbono da Celbi. Emissões de GEE associadas ao fim de vida do produto (p. ex. produção de papel) Este elemento não está incluído no âmbito da pegada de carbono da Celbi. Emissões de GEE evitadas Este elemento, neste momento, não está incluído no âmbito da pegada de carbono da Celbi. 85

86 RESPONSABILIDADE AMBIENTAL 06 Emissões de CO 2 fóssil, kg CO 2 ptp Âmbito 1* Âmbito 2* Âmbito 3* O aumento do valor das emissões de CO 2 em 2008, deveu-se ao consumo excepcional de combustíveis fósseis associado à concretização da 1ª fase do Projecto C09 já referido anteriormente e que implicou diversos testes e arranque de novas instalações. A contribuição da Celbi para a redução das emissões de CO 2 No âmbito do Projecto de expansão e modernização da Celbi (em curso), está a ser instalada uma nova Caldeira de Recuperação de 90 bar de pressão de vapor e com uma eficiência energética bastante elevada. A Caldeira de Recuperação em operação normal vai consumir biocombustível (licor negro) e, apenas em situação de arranque, gás natural (a actual Caldeira de Recuperação utiliza fuelóleo como combustível alternativo). Prevêse excedente de produção de energia eléctrica de cerca de 12 MW, que será injectada na rede nacional. Foi também instalado um novo Forno da Cal que utilizará gás natural como combustível (a actual instalação utiliza fuelóleo). Vai ser instalada uma nova Caldeira de Biomassa que vai permitir um aumento da quantidade de energia eléctrica produzida a partir de recursos renováveis de origem florestal (cerca de 30 MW), que será toda injectada na rede nacional. Vai também ser privilegiado o transporte de pasta por via ferroviária em detrimento do transporte por via rodoviária. Considerando o ano de 2007 como o ano de referência, pelas razões anteriormente referidas relativamente ao desempenho da Celbi em 2008, estabeleceu-se o objectivo de reduzir em 10% as emissões especificas directas (âmbito 1) de CO 2 fóssil da empresa até

87 07

88 ESTRATÉGIA E ANÁLISE 01 88

89 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE

90 onsabil social Responsabilidade Social Gestão de Recursos Humanos A gestão de recursos humanos durante o ano de 2008 foi fortemente influenciada pelo desenvolvimento dos projectos de expansão a decorrer na Celbi. O sucesso destes projectos, projectados, coor denados e desenvolvidos sem recurso a consultores externos, veio evidenciar a justeza da estratégia de recursos humanos definida no ano De facto, as linhas orientadoras para a gestão de recursos humanos foram decisivas para este sucesso: Preparar uma organização adequada e eficien te capaz de enfrentar os desafios futuros; Criar uma cultura de desempenho capaz de mobilizar os seus colaboradores para comportamentos excelentes e orientá- -los para a prossecução de objectivos desafiantes; Desenvolver as competências dos seus colaboradores; 90

91 idade RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 Emprego Unid Quadro permanente N.º H Quadro permanente N.º M Contratos a termo N.º H Contratos a termo N.º M Total N.º H Total N.º M TOTAL N.º Atrair e reter os melhores profissionais para assegurar a excelência da sua prestação e consolidar a imagem de qualidade da empresa. Um outro facto marcante no ano de 2008 foi a assinatura de um novo Acordo de Empresa (A.E.) com as estruturas sindicais representativas da maioria dos trabalhadores sindicalizados (79,2% dos 168 sindicalizados). De referir que aderiram individualmente ao novo Acordo os restantes trabalhadores, incluindo os sindicalizados das estruturas que o não assinaram. Este Acordo veio substituir o anterior Acordo construído em 1978 e permitiu adaptá-lo à nova estrutura do Código do Trabalho. Emprego e sua caracterização Do ponto de vista do emprego, a Celbi regista um crescimento de cerca de 9% do seu quadro de pessoal, num total de 20 efectivos (2 do quadro permanente e 18 contratados a prazo). De referir que não existem na empresa quaisquer trabalhadores com contratos a tempo parcial. N.º Médio de pessoas N.º N.º Médio Homens N.º Médio Mulheres Nível etário médio anos 46,3 46,4 44,0 44,8 43,9 Antiguidade média anos 20,5 20,6 18,3 18,5 17,6 Entradas (permanente + termo) N.º das quais Homens N.º H das quais Mulheres M Saídas N.º das quais Homens N.º H das quais Mulheres M das quais, iniciativa trabalhador N.º Saldo líquido N.º Taxa rotatividade (saídas / N.º médio trab.) 4,0% 8,5% 42,9% 2,2% 1,3% Taxa rotatividade Homens 4,1% 9,1% 42,1% 2,5% 0,9% Taxa rotatividade Mulheres 2,8% 2,9% 50,0% 0,0% 4,5% Taxa rotatividade total (média Entrada Saídas / N.º médio) 6,1% 5,8% 24,2% 3,8% 8,1% Taxa rotatividade total Homens 6,6% 6,1% 23,5% 3,7% 6,8% Taxa rotatividade total Mulheres 1,4% 2,9% 30,0% 4,8% 20,5% 91

92 RESPONSABILIDADE SOCIAL 07 Como consequência, constatou-se que: Evolução do emprego directo Estrutura etária A taxa de rotatividade total subiu para 8,1%, sendo que a taxa de rotatividade no sexo feminino (20,5%) é superior à do sexo % 1% 0% 24% masculino (6,8%); O nível etário médio baixou para 43,9 anos; 300 Na estrutura etária, embora a faixa etária do minante continue a ser a faixa dos 45 aos 54 anos, representando 45% do total, em % 19% se gundo lugar aparece agora a faixa dos 18 aos 34 anos com 23,7%, logo seguida da fai- 100 xa dos 35 aos 44 anos com 19%. Por último surge a faixa dos 55 aos 64 anos com apenas 10,6%, e com mais de 65 anos registam-se 3 colaboradores representando 1,2% do total Homens Mulheres Até 18 anos 18 a a a a e mais Relativamente ao nível de escolaridade a percentagem de tra balhadores com pelo menos o curso secun dário como habilitações literárias ultrapassa agora os 51,8% e mais de 20% têm um grau académico de nível superior. O nível médio de antiguidade bai xou quase um ano, situando-se agora nos 17,6 anos. Em termos de composição por género, verifica-se que mais de 90% do emprego é do sexo masculino, o que retrata claramente uma indústria tradicional. Quanto ao fluxo de entradas e saídas por género, verificou-se que, em 2008, dos 35 traba lhadores admitidos 8 foram do sexo feminino, enquanto que das 3 saídas uma foi do sexo feminino. A empresa concede alguns benefícios, para além dos obrigatórios por lei, que abrangem os colaboradores com vínculo permanente (89,4% do total): Seguro de saúde que abrange o agregado familiar; Seguro de vida; Fundo de pensões (regime de benefício Estrutura de habilitações literárias 100% 75% 50% 25% Até 1.º ciclo 4 a 9 anos 10 a 12 anos Ensino superior definido de uma pensão de reforma anual correspondente a 11,5% do último salário anual pensionável). Anualmente é também concedido a estes colaboradores um Bónus em fun ção dos resultados da empresa, dos objectivos definidos e do seu desempenho individual. Concede igualmente aos colaboradores em situação de baixa por doença um complemento do subsídio de baixa até 90 dias para que o seu rendimento líquido se mantenha durante este período. Durante o período de inca pacidade temporária do trabalhador por mo tivo de acidente de trabalho ou doença profissional, a empresa assegura o pagamento da sua retribuição líquida. No âmbito do Sistema de Gestão de Desempenho em vigor na empresa foram objecto de avaliação 97,7% dos colaboradores. Nas reuniões de avaliação, as chefias discutem e acordam as necessidades de desenvolvimento dos colaboradores, posteriormente acolhidas no Plano Anual de Formação. 92

93 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 De referir por último que na concretização do projecto de expansão (Projecto C09), estiveram presentes na Celbi trabalhadores de empresas exteriores totalizando quase 3 milhões de horas de presen ça, o que equivale a uma média diária de trabalhadores trabalhando 365 dias. Relações laborais Um dos valores que a Celbi tem privilegiado é o do diálogo institucional com as organizações representativas dos trabalhadores baseado na transparência e respeito mútuo. Este diálogo manifesta-se em reuniões pe rió di cas de informação com a Direcção da empresa sobre os seus aspectos mais relevantes e nas negociações no âmbito do Acordo de Empresa aplicável à totalidade dos colaboradores. A Celbi também disponibiliza infra-es tru turas e tempo dentro do horário de trabalho para a actividade dos delegados sindicais, quer no âmbito das negociações previstas no Acor do de Empresa quer para reuniões e plenários. O grau de sindicalização dos trabalhadores na Celbi é elevado, situando-se nos 60% no final de Condições de trabalho e bem-estar dos trabalhadores: Segurança e Saúde Ocupacional De forma a criar as melhores condições de trabalho e bem-estar para os seus trabalhadores, a Celbi reforçou nos últimos anos a sua acção no âmbito da Segurança e Saúde Ocupacional: Definiu como orientação o aperfeiçoamento do seu Sistema de Gestão de Saúde e Segurança no Trabalho e a respectiva certificação de acordo com a norma OHSAS 18001; Estabeleceu objectivos quanto à frequência e gravidade de acidentes de trabalho e a taxas de absentismo por doença e acidentes; Implementou diversos programas de melhoria na área da Saúde e Segurança; Em termos operacionais, a Gestão da Saúde e Segurança no Trabalho envolve a interacção entre o Departamento de Sistemas de Gestão (Serviços de Segurança e de Protecção contra Incêndios), o Serviço de Medicina no Trabalho e as estruturas organizacionais da Empresa. Como pilares fundamentais de suporte ao funcionamento do Sistema de Gestão, destacam-se: O Posto Médico, com um Médico do Trabalho do quadro da empresa e um serviço de enfermagem a funcionar adequadamente e equipado com moderno equipamento de diagnóstico e tratamento; Instalações próprias de segurança, com dispo nibilidade de materiais e equipamentos para protecção individual e colectiva e para o acompanhamento da execução de trabalhos; Disponibilidade de meios técnicos e huma nos de actuação em emergências, designadamen te em caso de acidentes individuais, incêndios e outras incidências de carácter industrial; Formação em áreas específicas de segurança de acordo com as funções desempenhadas, extensível aos trabalhadores de empresas exteriores que desenvolvem a sua actividade no interior das instalações da empresa; Divulgação de perigos e riscos nas instala ções e locais de trabalho, cuja identificação contou com a participação dos trabalhadores; Edição de manuais, normas e procedimentos de segurança, bem como documentação diversa sobre o tema, profusamente divulgada, interna e externamente; Publicação de regulamentos internos que estabelecem os procedimentos sobre o consumo de bebidas alcoólicas, tabaco e substâncias estupefacientes nos locais de trabalho; Realização de programas de inspecções/ vistorias de higiene e segurança, bem como de auditorias inerentes ao funcionamento dos Sistemas de Gestão; Preparação e operacionalização de planos de saúde, segurança e ambiente referentes a projectos e alterações, bem como implementação de metodologias de integração e planeamento de trabalhos a efectuar por empresas externas. A empresa renovou a certificação do seu Sistema de Gestão de Saúde e Segurança no Trabalho (Certificação OHSAS 18001/NP 4397) obtida em Quanto ao desempenho da empresa neste período, pode concluir-se o seguinte: O número de exames médicos efectuados tem vindo a subir significativamente a partir de 2004; Reforçaram-se os meios afectos à Segurança e Saúde Ocupacional, em especial nos anos que precederam a certificação, sendo de destacar o investimento em formação nesta área (cerca de 5% das horas de formação em 2008 foram em temas de saúde e segurança ocupacional). Foram ministradas horas a trabalhadores de empresas exteriores envolvidos no Projecto C09; O número total de acidentes registados baixou significativamente nos últimos 5 anos. Em 2008 ocorreram18 acidentes, o valor mais baixo do período; O número de acidentes com dias perdidos baixou também de forma significativa, registando-se apenas 6 acidentes, embora o número de dias perdidos tivesse aumentado para 121. Registaram-se 2 acidentes fatais envolvendo trabalhadores de empresas do exterior durante as obras do Projecto C09. 93

94 RESPONSABILIDADE SOCIAL 07 O quadro e o gráfico seguintes reflectem os resultados relativos aos colaboradores da empresa: Acidentes de trabalho colaboradores Média 5A N.º total de acidentes N.º N.º acidentes com dias perdidos N.º Dias perdidos por acidentes dias , Índice de frequância com baixa Índice de gravidade N.º Acid./1 milhão HT dias perdidos/ milh. trab. 23,0 32,4 17,6 15,9 14,6 20,7 0,49 0,30 0,26 0,14 0,29 0,30 Sinistralidade N.º acidentes com baixa por 1 milhão de horas trabalhadas potenciais ,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0,0 N.º dias perdidos por mil horas trabalhadas Índice de frequência com baixa Índice de gravidade Constacta-se que o índice de Frequência com dias perdidos tem vindo a baixar nos últimos anos, registando-se em 2008 um valor de 14,6 acidentes por um milhão de horas trabalhadas, bastante abaixo do objectivo de 20 acidentes fixado para este ano. Por sua vez, o Índice de Gravidade dos acidentes de 2008, embora tivesse subido, atingiu 0,29 dias perdidos por mil horas trabalhadas (abaixo do objectivo de 0,30), mantendo-se ligeiramente abaixo da média dos últimos 5 anos. 94

95 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 Quanto ao absentismo, a taxa de absen tismo por doença e acidentes (relativamente aos co la boradores da empresa) foi de 2,6% em 2008, valor mais baixo dos últimos cinco anos Média 5A Absentismo horas , , , , ,5 Taxa de Absentismo % 4,4% 5,3% 4,0% 4,5% 3,0% 4,3% Taxa de Absentismo (doença + acidentes) % 3,4% 4,3% 3,0% 3,3% 2,6% 3,3% A participação formal dos trabalhadores nas actividades de Gestão da Saúde e Segurança é garantida por 2 representantes na Comissão de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho, que assume o papel de órgão consultivo da Adminis tração. Estes representantes são eleitos por sufrágio universal e por consequência representam a totalidade dos trabalhadores da Celbi. Objectivos e programas de saúde e segurança em 2008 Nome Objectivo Prazo PASSEGUR Institucionalizar o passaporte de segurança para o pessoal de empresas prestadoras de serviços a trabalhar na fábrica da Celbi. Final de 2008 SEGEC Adaptação dos equipamentos de elevação de cargas da Celbi às disposições da legislação aplicável (empilhadores, gruas, pontes rolantes, tractores...), incluindo formação específica a todos os trabalhadores que os utilizam. Final de 2009 DIRMAQ Adaptação dos equipamentos de trabalho de carácter operacional às disposições da legislação aplicável. Final de 2010 PROZAC Programa zero acidentes, visando a redução gradual da sinistralidade. Final de 2009 CRT-ALT Redução de riscos de quedas em altura. Final de 2009 REACH Registo de substâncias químicas num sistema integrado único de registo, avaliação e autorização de substâncias químicas segundo o Regulamento (CE) n.º 1907/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho. Final de 2010 PSP 09 Plano de Acção que visa melhorar a gestão da segurança nas obras englobadas no Projecto C09. Final de

96 RESPONSABILIDADE SOCIAL 07 Como forma de aferir o grau de satisfação, motivação e envolvimento dos colaboradores na empresa, a Celbi aderiu desde o início ao Observatório Nacional de Recursos Humanos (Observatório elaborado sob a égide da APQ Associação Portuguesa para a Qualidade), decidindo realizar inquéritos a todos os colaboradores com intervalos de 2 a 3 anos. Formação Anualmente é elaborado o Plano Anual de Formação com base no levantamento das necessidades de formação que é dis cutido com as chefias dos diferentes Departamentos da empresa e que incorpora as necessidades de desenvolvimento acordadas no âmbito do Sistema de Gestão do Desempenho. Em 2008 foram divulgados os resultados do 3º Inquérito que se realizou no final de 2007, sendo objecto de um número especial da revista interna Fibra Nova. A empresa tem investido um número significativo de horas em formação, representando uma taxa de esforço de 4,8% em 2008 e uma média de 11 dias por trabalhador N.º de acções de formação N.º N.º total de participantes N.º N.º de horas de formação horas Taxa de esforço % 3,5% 3,1% 3,9% 3,8% 4,8% Esta média é assegurada genericamente de forma semelhante pelos diferentes níveis de qualificação da empresa, como se pode constatar no quadro seguinte, sendo de destacar que o esforço de formação incide sobretudo nos profissionais qualificados, 96

97 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 semi-qualificados e em 2008 nos não-quali ficados, para responder às necessidades previsíveis decorrentes dos projectos de expansão: % Quadros dirigentes horas ,3% Quadros superiores horas ,5% Quadros médios horas ,7% Quadros intermédios horas ,7% Profissionais qualificados horas ,2% Profissionais semi-qualificados horas ,5% Profissionais não-qualificados horas ,1% Nota: 7,5 horas de trabalho por dia 12,0 6,0% dias formação por trabalhador 10,0 5,0% 11,0 8,0 4,0% 9,1 8,7 6,0 8,2 3,0% 7,0 4,0 2,0% 2,0 0,0 1,0% 0,0% % horas formação no potencial de horas trabalho Dias formação / trabalhador geral Taxa de esforço As áreas de formação em que a empresa tem dedicado mais atenção nos últimos anos são o Processo que representa quase metade do total de horas investidas os Sistemas de Informação, a Electrónica, a Se gurança e Saúde Ocupacional, a Gestão e Comportamento Organizacional. Estas áreas representam mais de 92% do total das horas de formação. Em 2008, a formação nos Sis temas de Informação ocupou o 2º lugar no cômputo das áreas em que mais se investiu, com cerca de 23% do total. 97

98 RESPONSABILIDADE SOCIAL 07 Áreas de Formação Pessoal Celbi Total de horas de Formação ,5 h Processo 46,61% Segurança Saúde Ocupacional 4,82% Outras 8,24% Comportamento Organizacional 4,18% Electrónica 7,38% Gestão 5,68% Ambiente 0,49% Eléctrica 0,76% Fabril 1,76% Geral 0,12% Instrumentação 1,20% Laboratorial 0,47% Línguas 0,29% Mecânica 2,92% Qualidade 0,22% Sistema Integrado Gestão 0,02% Informática 23,10% De realçar que, para dar resposta às necessidades do projecto de expansão, foram ministradas acções de formação aos colaboradores da Celbi num total de horas que representaram cerca de 30% do total da formação no ano. Dando seguimento ao plano integrado de desenvolvimento dos seus colaboradores nas áreas comportamentais e de gestão iniciado com o Programa PAGE para quadros superiores (2001/2003) e GEPE para chefias e quadros intermédios (2004/2006), desenvolveu-se em 2008 o Programa DEPE Desenvolvimento da Eficácia Pessoal destinado à generalidade dos colaboradores da empresa sem posições de chefia. Este programa que envolve cerca de 50 colaboradores com um total de 60 98

99 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 Direitos Humanos horas de formação para cada cola borador contempla os seguintes módulos: Comunicação e trabalho em equipa; Gestão e Organização; Desenvolvimento da eficácia profissional Coordenação de equipas e actividades Os 2º e 3º módulos decorreram em 2008, não se tendo concretizado o último módulo em vir tude do envolvimento nos projectos de expansão. Ultrapassada a fase do projecto de expansão, concluir-se-á o programa desta 1ª edição com o módulo em falta, seguindo-se as restantes edições, por forma a abarnger a totalidade dos colaboradores. Diversidade e igualdade de oportunidades Reflectindo a tipificação do trabalhador da Celbi, onde apenas cerca 10% dos trabalhado res são do sexo feminino, a distribuição por níveis de qualificação traduz uma situação semelhante. Não há práticas de diferenciação salarial entre homens e mulheres no exercício das mesmas funções. A Celbi cumpre rigorosamente a lei no que se refere ao respeito pelos direitos de personalidade dos seus colaboradores e à igualdade de oportunidades e não discriminação em razão do sexo, origens étnicas, religiosas, convicções políticas, ideológicas ou sindicais, não havendo quaisquer processos judiciais sobre estas matérias nem conhecimento de quaisquer factos que indiciem problemas nesta matéria. Comunidade A Celbi reconhece a sua responsabilidade de envolvimento com a Comunidade e, nesse âmbito, desenvolve e apoia um conjunto de iniciativas e actividades, das mais diversas instituições, que são essenciais para o seu compromisso de criar relacionamentos relevantes com a comunidade local. Através de donativos e apoio logístico, a empre sa procura identificar projectos com mérito e com impacto significativo na qualidade de vida das populações. No ano de 2008 destacam-se as seguintes iniciativas: 2ª Semana da Juventude Geração +, organizada pela Junta de Freguesia de S.Julião; Comemorações do Bicentenário da Guerra Peninsular organizadas pela Junta de Freguesia de Lavos; Aquisição de livros e mobiliário para a Biblioteca do Jardim de Infância da Praia da Leirosa; Apoio à realização das Jornadas Culturais 2008 das Escolas Secundárias Dr. Joaquim de Carvalho e Dr. Bernardino Machado, da Figueira da Foz; Apoio à realização do Sarau Cultural organizado pela Escola Secundária Dr.ª Cristina Torres; Comparticipação da Bolsa de Estudo, atribuída anualmente pelo Rotary Club da Figueira da Foz; XXXI Jornadas de Teatro Amador do Lions Clube da Figueira da Foz; Apoio à instalação do Museu Cristiano Ribei ro de Sousa do Centro de Recreio Popular de Marinha das Ondas - Praia da Leirosa; Apoio à celebração do Dia Mundial do Livro, organizado pelo Centro de Recreio Popular de Marinha das Ondas; Apoio às iniciativas de Protecção da Terceira Idade desenvolvidas pelo Centro Social, Paroquial de Ferreira-a-Nova; Comparticipação da recuperação de uma embarcação em madeira do tipo Yolle de 8 remadores, destinada à secção de Remo e Lazer do Ginásio Clube Figueirense; Apoio às obras em curso no Pavilhão Multiusos da Associação Cultural Recreativa e Desportiva da Freguesia do Carriço; XXI Festival Folclórico e Etnográfico da Praia da Leirosa; Apoio ao 30º Grande Prémio de Atletismo de Vila Verde e da 5ª Caminhada Pela sua Saúde, mexa-se organizados pelo Grupo Recreativo Vilaverdense; Apoio à iniciativa SemprAndar - XV Grande Prémio de Atletismo de S.Pedro, organizado pela Jovem Associação Sempre Andar; Apoio às iniciativas desportivas e culturais do Conselho de Moradores de Sampaio; Patrocínio ao V Torneio Internacional de Xadrez, organizado pela Assembleia Figueirense; Apoio à edição do livro do 150º Aniversário da Sociedade Filarmónica Paionense. 99

100 RESPONSABILIDADE SOCIAL 07 Espaço Net em S. Julião O Espaço Net, denominado Geração +, da Junta de Freguesia de S. Julião, foi reaberto e modernizado. O seu equipamento, nomeadamente os computadores, duplicou - agora são 8 - facto que só foi possível com o apoio da CELBI. Numa cerimónia que teve lugar no passado dia 5 de Dezembro de 2008, Vitor Coelho, Presidente da Junta, agradeceu o apoio e a disponibilidade que a Celbi manifestou em todo este processo, referindo que este espaço tem retorno, considerando a crescente procura por parte da população às novas tecnologias, nomeadamente à internet. Referiu igualmente que a utilização do espaço é totalmente gratuita e que todos são bem- -vindos, independentemente da sua idade. A vereadora da Câmara Municipal, Teresa Machado, marcou presença na reabertura do espaço, congratulando-se com o dinamismo da Junta de Freguesia de S. Julião e considerando o Espaço Net, um excelente exemplo, que demonstra que é possível a colaboração entre autarquias e entidades privadas fazendo da Figueira da Foz uma cidade mais solidária. A empresa apoia igualmente todas as iniciativas, organizadas pelo Clube Celbi, que visem proporcionar aos seus trabalhadores a satisfação do seu bem-estar. Com 39 anos de história, o Clube Celbi é uma associação de referência no concelho da Figueira da Foz e a sua missão consiste em proporcionar aos seus associados e família, actividades e iniciativas que sejam do seu agrado, contribuindo assim para a promoção da envolvente social da empresa. Em 8 de Novembro de 1969, teve lugar a primeira reunião de um grupo de traba lhado res da Celbi com a finalidade de estudar e decidir sobre a viabilidade da criação de uma Casa de Pessoal e, mais tarde, em 10 de Janeiro de 1970, foi aprovada em Assem bleia Geral de Trabalhadores a constituição da associação de carácter social, cultural, desportiva e recreativa que viria a designar-se por Clube Celbi. Para além das iniciativas referidas, a empresa apoiou igualmente um conjunto de actividades de carácter social, desportivo, cultural e recreativo de diferentes entidades locais e nacionais das quais, a título exemplificativo, se realçam: Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Matos, Associação Cultural, Recreativa e Desportiva Marinhense, Casa do Povo de Lavos, Casa N.ª S.ª Rosário, Centro Cultural Desportivo e Recreativo - Matas Cipreste, Centro Cultural e Recreativo OUCOFRA, Centro Recreativo e Cultural Carvalhense, Cercifoz - Cooperativa de Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas, Club Desportivo da Costa de Lavos, Comissão de Festas de Alqueidão em honra Nª. S.ª da Saúde, Comissão de Festas de Calvino em honra de N.ª S.ª do Rosário, Comissão de Festas de Marinhas das Ondas em honra de S to Ovídio, Comissão de Festas de Lavos em honra de Sto António, Comissão de Festas de Borda do Campo em honra de N.ª S.ª da Graça, Comissão de Festas de Vila Verde em honra de N.ª S.ª da Graça, Comissão de Festas da Praia da Leirosa, Conselho da Fábrica da Igreja Paroquial da Marinha das Ondas, Liga Portuguesa contra o Cancro - Nucleo Figueira da Foz, Quaios Club e Sport Club de Lavos. Cedência de material informático A Celbi desenvolve ainda outras acções de pro ximidade com as comunidades vizinhas. Assim, e em virtude da contínua renovação do seu parque informático, a empresa entregou, gratuitamente, equipamento e material informático a instituições sem fins lucrativos, que dele necessitam, para que o acesso às novas tecnologias da informação, dos mais diversos estratos sociais, seja uma realidade. Atendendo a diversas solicitações, as Instituições e associações contempladas foram: Clube Celbi, Figueira da Foz; Cruz Vermelha Portuguesa - Núcleo dos Carvalhais, Figueira da Foz; Agrupamento de Escolas do Paião, Figueira da Foz; Junta de Freguesia de S.Julião, Figueira da Foz. AJAAR-Associação Juvenil de Apoio a Actividades Regionais, Figueira da Foz; Escola EB1, de Lares, Figueira da Foz; Escola EB 1, da Costa de Lavos, Figueira da Foz; Agrupamento de Escolas de Santa Cruz da Trapa, São Pedro do Sul; Imperial Neptuna Académica, Figueira da Foz; Sociedade Artística Musical Carvalhense, Figueira da Foz; Centro Paroquial de Buarcos, Figueira da Foz. N.º de computadores entregues

101 08

102 ESTRATÉGIA E ANÁLISE

103 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE

104 ário geral Glossário Geral 104

105 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 ACR Aterro Controlado de Resíduos. AIFF Associação para a competitividade da indústria da fileira florestal. também aderiram, criando a CEE, Comunidade Económica Europeia. O nome Benelux é formado pelas iniciais dos nomes dos três países: BElgië, NEderland e LUXembourg. AOX Sigla correspondente à designação inglesa de adsorbable organic halogens. Parâmetro que serve para avaliar o conteúdo em organo-clorados de um efluente líquido. Aspectos ambientais directos Ligados a actividades sobre as quais a Celbi detém o controlo de gestão, podendo por isso sobre elas exercer directamente acções de controlo, correcção e melhoria. Capital próprio Somatório do Capital Social com as Reservas Legais e Livres e os Resultados Transitados. Cash cost É a despesa corrente que forma o custo industrial, identificada pelas rubricas custos variáveis e custos fixos totais. Na sua relação inversa são os custos totais deduzidos das amortizações, do custo das vendas, dos custos financeiros e do imposto sobre o rendimento. Aspectos ambientais indirectos Ligados ou resultantes de actividades, produtos e serviços sobre os quais a Celbi não possui inteiro controlo de gestão, podendo apenas sobre elas exercer influência indirecta. a.s. Absolutamente seco. Autonomia financeira Financiamento do Activo da empresa através de Capitais Próprios. Cash flow operacional Fundos gerados através da actividade normal da empresa. CBO 5 Carência bioquímica de oxigénio. Pa râmetro que mede o potencial impacte ambiental de um efluente líquido sobre o meio receptor, causado pela oxidação bioquímica dos compostos orgânicos. CELE Comércio Europeu de Licenças de Emissão. BCSD Portugal Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (www.bcsdportugal.org). BEKP Sigla correspondente à designação ingle sa Bleached Eucalyptus Kraft Pulp cuja tradução em português é pasta branqueada de eucalipto pelo processo kraft. Benelux Benelux foi uma das primeiras or ganizações económicas da Europa, que gerou o embrião do que seria mais tarde a União Europeia. Começou como a área de livre comércio entre Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo, e mais tarde, Itália, Alemanha e França CELPA Associação da Indústria Papeleira (www.celpa.pt). CEPI Confederação Europeia da Indústria Papeleira (www.cepi.org). CO Monóxido de Carbono. CO 2 Dióxido de Carbono. Cobertura do imobilizado Capitais permanentes/imobilizado líquido+existências médio e longo prazo. Demonstra a forma como se encontram financiados os activos mobilizados da empresa. 105

106 GLOSSÁRIO GERAL 08 COTEC Associação Empresarial para a Inovação (www.cotec.pt). CQO Carência química de oxigénio. Parâmetro que mede o potencial impacte ambiental de um efluente líquido sobre o meio receptor, causado pela oxidação química dos compostos orgânicos. CRRA Corporate Register Reporting Awards (www.corporateregister.com). GNC Gases não condensáveis. GRI Global Reporting Initiative (www. globalreporting.org). H Homem. Horas trabalháveis Total de horas potenciais de trabalho no ano, excluindo ausências e trabalho suplementar. Derrama A derrama é um imposto que incide sobre o lucro tributável dos sujeitos passivos do Imposto sobre o Rendimento Colectivo gerado na área do município. H 2 S Sulfureto de hidrogénio. IEFP Instituto do Emprego e Formação Profissional (portal.iefp.pt). EBITDA Sigla correspondente à designação inglesa earnings before interest, taxes, depreciation and amortization, cuja tradução em português é resultados antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ou seja é o Resultado Operacional adicionado das amortizações. Índice de Frequência Número de acidentes ocorridos com dias perdidos por um milhão de horas trabalháveis (potenciais). Índice de Gravidade Número de dias perdidos causados por acidente por mil horas trabalhadas. EFQM Sigla correspondente à designação inglesa European Foundation for Quality Management cuja tradução em português é Fundação Europeia para a Gestão da Qualidade (www.efqm.org). EMAS Sigla correspondente à designação inglesa Environmental Management and Audit Scheme, cuja tradução em português é Sistema Comunitário de Ecogestão e Auditoria. (www.iambiente.pt) ETAR Estação de tratamento de águas residuais FCS s Factores críticos de sucesso FSC Sigla correspondente à designação inglesa Forest Stewardship Council GEPE Gestão Eficaz de Pessoas e Equipas. IRC Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas. ISO 9001 Norma internacional que especifica requisitos para um sistema de gestão da qualidade. ISO Norma internacional que especifi ca requisitos para um sistema de gestão ambiental. ISO Norma internacional que especifica os requisitos gerais de competência para laboratórios de ensaio e calibração. IT Tecnologias de Informação. Leque salarial interpretativo Relação entre o salário base líquido mais elevado e o salário base líquido mais baixo, depois de se retirarem 5% de trabalhadores com os salários mais altos e mais baixos. 106

107 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 M Mulher. pelo desempenho de uma organização. MTD Melhores Técnicas Disponíveis. m 3 sol. eq Metro cúbico sólido equivalente. Unidade de medição do volume de madeira sob casca. NP 4397 Norma portuguesa que especifica requisitos para um sistema de gestão da segurança e saúde no trabalho. Nordic Ecolabelling Rótulo Ecológico.Consi dera o impacte do produto no ambiente ao longo do seu ciclo de vida. Os produtos têm que obedecer a padrões mínimos de qualidade e desempenho, obrigando a que sejam pelo menos tão bons como produtos similares no mercado. Os critérios são continuamente elevados, assegurando que o rótulo se mantém sempre na linha da frente da qualidade ambiental. As decisões são tomadas pelo Comité Nórdico para a Rotulagem Ecológica, que inclui um representante de cada país e inclui também representantes da indústria. (www.svanen.nu/eng). NOx Designação geral dos óxidos de azoto formados durante a queima de um combustível. Pode dar origem a chuvas ácidas e ser responsável pela acidificação dos solos e reservas de água doce. Nr Número. PCIP Prevenção e Controlo Integrado da Poluição. PEFC Sigla correspondente à designação inglesa Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemes. PEM Programa Específico de Melhoria. PIB Produto Interno Bruto. PIX Price Indexes for pulp, paper and recovered paper (www.foex.fi). PNALE Plano Nacional de Licenças de Emissão. Processo Kraft Também designado proces so ao sulfato. As aparas de madeira são cozi das num recipiente pressurizado (digestor), na presença de hidróxido de sódio e de sulfureto de sódio. Processo ao sulfito As aparas de madeira são cozidas num recipiente pressurizado (di gestor), na presença de uma solução cujo componente principal é o bissulfito de sódio. PSI-20 Índice de referência do mercado de bolsa nacional, reflectindo a evolução dos preços das 20 emissões de acções de maior dimensão e liqui dez seleccionadas do universo das empresas admitidas à negociação no Merca do de Cotações Oficiais. OHSAS Norma que especifica requisitos para um sistema de gestão da segurança e saúde do trabalho. PAGE Programa Avançado de Gestão para Execu tivos da Universidade Católica Portuguesa. Parte interessada ( Stakeholder em inglês) Indivíduo ou grupo interessado ou afectado ptp Por tonelada de pasta. Resultados líquidos Resultados da empresa após impostos. Resultados operacionais Resultados provenientes da actividade principal da empresa (Receitas da actividade menos Custos da actividade). 107

108 GLOSSÁRIO GERAL 08 s.a seca ao ar. SO 2 Dióxido de enxofre. Gás formado na combustão de combustíveis contendo enxofre. Por oxidação e reacção com a humidade da atmosfera, pode dar origem a chuvas ácidas. SST Sólidos suspensos totais. Parâmetro que mede a quantidade de materiais sólidos em suspensão num efluente líquido. t tonelada. Taxa de absentismo Percentagem de horas de absentismo relativamente ao total de horas trabalháveis no ano (potencial de horas de trabalho). Taxa de esforço de formação Percentagem de horas de formação relativamente ao total de horas trabalháveis no ano (potencial de horas de trabalho). Taxa de rotatividade total (%) Percentagem entre o valor médio de entradas e saídas de pessoal sobre o número médio de pessoas no ano. TQM Sigla correspondente à designação inglesa Total Quality Management, cuja tradução em português é Gestão pela Qualidade Total. TRS Sigla correspondente à designação ingle sa total reduced sulphur. Parâmetro que mede a quantidade de gases de enxofre, na forma reduzida (isto é, susceptíveis de serem oxidados/queimados), nas emissões gasosas de uma instalação ou de uma chaminé. VAB Valor acrescentado bruto. Vendas liquidas Vendas deduzidas de descontos e abatimentos. VMA Valor máximo admissível. WBCSD Sigla correspondente à designação inglesa World Business Council for Sustainable Development cuja tradução em português é Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável. 108

109 09

110 ESTRATÉGIA E ANÁLISE

111 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE

112 abela GRI Tabela GRI e Declaração de Verificação da LRQA 112

113 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 Estratégia e análise Página Status 1.1 Mensagem da Administração 11, Descrição dos principais impactes, riscos e oportunidades 11, 12 Perfil da Organização Página Status 2.1 Nome da organização Sobre este relatório 2.2 Principais marcas, produtos e/ou serviços Estrutura operacional da organização 26, Localização da sede da organização Países em que a organização opera Tipo e natureza jurídica da organização Mercados Dimensão da organização 53, 54, Alterações significativas Sobre este relatório 2.10 Prémios recebidos 18 Parâmetros do Relatório Página Status 3.1 Período a que se refere o relatório Sobre este relatório 3.2 Data do último relatório Sobre este relatório 3.3 Periodicidade do relatório Sobre este relatório 113

114 TABELA GRI Contactos Sobre este relatório 3.5 Definição do conteúdo do relatório Sobre este relatório 3.6 Âmbito do relatório Sobre este relatório 3.7 Limitações ao âmbito n.a 3.8 Reporte sobre as outras entidades n.a 3.9 Critérios e bases de cálculo 105, 106, 107, Reformulações n.a 3.11 Alterações significativas em relação a relatórios anteriores Sobre este relatório 3.12 Tabela de correspondência GRI 113, 114, 115, 116, Verificação externa Sobre este relatório Governação, compromissos e envolvimento Página Status 4.1 Estrutura de governação 26, 30, Indicar se o presidente do Conselho de Administração tem funções executivas Membros do Conselho de Administração independentes e não-executivos Mecanismos que permitam aos accionistas e aos colaboradores transmitirem recomendações ou orientações ao Conselho de Administração Relação entre a remuneração dos membros do Conselho de Administração n.d 4.6 Conflitos de interesse Qualificações e competências dos membros do Conselho de Administração n.d 4.8 Missão, valores, códigos de conduta e princípios 8, 9, 10, Processos do Conselho de Administração para supervisionar a gestão do desempenho económico, ambiental e social e gestão de riscos 9, 32, 33, 35, Processos para avaliação do desempenho do Conselho de Administração 32, Princípio da precaução

115 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE Cartas, princípios ou outras iniciativas, desenvolvidas externamente de carácter económico, ambiental e social que a organização subscreve ou defende 4.13 Participação significativa em associações e/ou organizações de defesa nacionais/ internacionais 34, 35, Relação dos grupos que constituem as partes interessadas Sobre este relatório, Processo de identificação e selecção das partes interessadas n.d 4.16 Abordagens utilizadas para envolver as partes interessadas Principais questões e preocupações identificadas através do envolvimento com as partes interessadas 33, 65, 76, 78, 79, 80, 95 Desempenho Económico Página Status Abordagem da Gestão, objectivos, desempenho, políticas e contextualização 11, 53, 54, 55, 56, 57, 58 EC 1 Valor económico directo gerado e distribuído, incluindo receitas, custos operacionais, remuneração a empregados, donativos e outros investimentos na comunidade, lucros acumulados, pagamentos a investidores e pagamentos de impostos 53, 54, 55, 57 EC 2 Implicações financeiras e outros riscos e oportunidades para actividades da organização devido às alterações climáticas EC 3 Responsabilidades referentes ao plano de benefícios definidos pela organização n.d NOTA: Este indicador não é reportado de acordo com o indicado pelo GRI. A empresa optou por indicar a responsabilidade do fundo e o valor total existente no mesmo 55, 92, 93 EC 4 Apoios financeiros significativos recebidos do governo 54 EC 6 Políticas, práticas e custos com fornecedores locais 53, 55, 56 EC 7 Procedimentos para contratação local e proporção de cargos de gestão de topo ocupados por indivíduos da comunidade local EC 8 Desenvolvimento e impacte dos investimentos em infra-estruturas e serviços que visam essencialmente o benefício público EC 9 Identificação e descrição de impactos económicos indirectos significativos, incluindo a extensão dos impactes , 58 Desempenho Ambiental Página Status Abordagem da Gestão, objectivos, desempenho, políticas e contextualização 9, 12, 62, 78, 79, 80 EN 1 Consumo de matérias-primas 70, 71, 77 EN 2 Percentagem de materiais usados provenientes de reciclagem n.a 115

116 TABELA GRI 09 EN 3 Consumo directo de energia por fonte primária 72, 73, 77 EN 4 Consumo indirecto de energia por fonte primária n.a EN 8 Consumo total de água 71 EN 11 Localização das áreas com habitats ricos em biodiversidade n.a EN 12 Impactes sobre a biodiversidade n.a EN 16 Total de emissões de gases com efeito de estufa 76, 84 EN 17 Emissões indirectas de gases com efeito de estufa 84 EN 19 Emissões de substâncias destruidoras da camada de ozono EN 20 NOx, SOx e outras emissões atmosféricas significativas 75, 77 EN 21 Descarga total de águas residuais 74, 77 EN 22 Quantidade total de resíduos por tipo 76, 77 EN 23 Derrames significativos 69 EN 26 Impactes ambientais significativos dos principais produtos e serviços e medidas para os reduzir ou mitigar 66, 67, 68 EN 27 Percentagem recuperável dos produtos vendidos n.d EN 28 Montantes envolvidos no pagamento de coimas significativas e o número total de sanções não monetárias por incumprimento das leis e regulamentos ambientais EN 29 Impactes ambientais significativos do transporte de produtos e outros bens e materiais utilizados nas operações da organização, bem como do transporte de trabalhadores EN 30 Total de investimentos e gastos em protecção ambiental, por tipo 70 NOTA: Os indicadores ambientais são reportados por tonelada de pasta e não em termos de valores totais anuais, uma vez que se considera mais relevante e comparável o valor específico. Desempenho social Página Status Abordagem da Gestão, objectivos, desempenho, políticas e contextualização 8, 9, 10, 11, 12, 22, 35, 90, 91, 93, 95, 96, 97, 98, 99 LA 1 Total de trabalhadores por tipo de emprego, por contrato de trabalho e região 91 LA 2 Número total de trabalhadores e respectiva taxa de rotatividade por faixa etária, género e região

117 RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2008 LA 3 Benefícios oferecidos a empregados de tempo integral que não são oferecidos a empregados temporários ou em regime de meio período, discriminados pelas principais operações 92 LA 4 Percentagem de trabalhadores abrangidos por acordos de negociação 91, 93 LA 5 Prazos mínimos para aviso prévio em relação a mudanças operacionais, incluindo se é especificado em acordos colectivos n.a LA 6 Percentagem de colaboradores representados em comissões formais de segurança e saúde 95 LA 7 Taxas de lesões, doenças ocupacionais, dias perdidos, absentismo e óbitos relacionados com o trabalho 94, 95 LA 8 Programas de educação, formação, aconselhamento, prevenção e controlo de risco, em curso, para garantir assistência aos trabalhadores e suas famílias ou membros da comunidade afectados por doenças graves n.a LA 10 Média de horas de formação por ano, por trabalhador, por categoria profissional 96, 97 LA 11 Programas para gestão de competências e aprendizagem contínua 98, 99 LA 12 Percentual de empregados que recebem regularmente análises de desempenho e de desenvolvimento de carreira 92 LA 13 Composição dos órgãos de governação e discriminação dos trabalhadores por categoria de acordo com o género, faixa etária, minorias e outras 30, 91 LA 14 Proporção de salário base entre homens e mulheres por categoria profissional HR 1 Percentagem e número total de acordos de investimento significativos que incluam cláusulas referentes a direitos humanos ou que foram submetidos a avaliações referentes a direitos humanos n.a HR 2 Percentagem de empresas contratadas e fornecedores críticos que foram submetidos a avaliações referentes a direitos humanos e as medidas tomadas n.a HR 4 Número total de casos de discriminação e as medidas tomadas 99 HR 5 Casos em que exista um risco significativo de impedimento ao livre exercício da liberdade de associação e realização de acordos de negociação colectiva 93, 99 HR 6 Trabalho infantil n.a HR 7 Trabalho forçado e compulsivo n.a SO 1 Natureza, âmbito e eficácia de programas e práticas para avaliar e gerir os impactes das operações nas comunidades, incluindo início e fim das operações n.a SO 2 Avaliações de risco relacionadas com corrupção n.a 117

118 TABELA GRI 09 SO 3 Formação relativa a anti-corrupção na empresa n.a SO 4 Medidas em resposta a casos de corrupção n.a SO 5 Lobbies e contribuições políticas n.a SO 8 Número total de multas e sanções não monetárias relacionadas com o não cumprimento de leis e regulamentos Sobre este relatório, 99 Responsabilidade pelo produto Página Status PR 1 Fases do ciclo de vida do produto em que os impactes na segurança e saúde são avaliados visando melhoria 22, 82 PR 2 Número total de casos de não-conformidade com regulamentos e códigos voluntários relacionados aos impactes causados por produtos e serviços na saúde e segurança durante o ciclo de vida, discriminados por tipo de resultado Sobre este relatório PR 3 Tipo de informação sobre produtos e serviços exigida por procedimentos de rotulagem n.a PR 4 Número total de casos de não-conformidade com os regulamentos e códigos voluntários relacionados a informações e rotulagem de produtos e serviços, discriminados por tipo de resultado Sobre este relatório PR 6 Comunicações de marketing n.a PR 9 Multas por não-conformidade com leis e regulamentos relativos ao fornecimento e uso do produto Sobre este relatório Responde em pleno Responde parcialmente Considerado não relevante n.a não aplicável n.d não disponível 118

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120 ESTRATÉGIA E ANÁLISE

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