DTR DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO REGIONAL. ADEOSC Agência de Desenvolvimento do Extremo Oeste de Santa Catarina

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1 DTR DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO REGIONAL ADEOSC Agência de Desenvolvimento do Extremo Oeste de Santa Catarina

2 Sistema Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina FIESC Instituto Euvaldo Lodi IEL Rodovia Admar Gonzaga, 2765 Itacorubi Florianópolis, SC Tel: (48) Fax: (48) Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina SEBRAE Av. Rio Branco, 611 Centro 1º ao 5º andar Florianópolis, SC Tel/fax: (48)

3 DTR DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO REGIONAL ADEOSC Agência de Desenvolvimento do Extremo Oeste de Santa Catarina Florianópolis 2004

4 DIRETORIA DA FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DE SANTA CATARINA Presidente Diretor Vice-Presidente JOSÉ FERNANDO XAVIER FARACO ALCANTARO CORRÊA DIRETORIA EXECUTIVA Diretor Superintendente IEL Diretor Administrativo e Financeiro JAIME OLTRAMARI CARLOS HENRIQUE RAMOS FONSECA DIRETORIA DO SERVIÇO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DE SANTA CATARINA Presidente do Conselho Deliberativo ANTÔNIO EDMUNDO PACHECO DIRETORIA EXECUTIVA Diretor Superintendente Diretor Administrativo e Financeiro Diretor Técnico CARLOS GUILHERME ZIGELLI JOSÉ ALAOR BERNARDES ANACLETO ÂNGELO ORTIGARA

5 MENSAGEM DO DIRETOR TÉCNICO DO SEBRAE Promover o desenvolvimento econômico e social de municípios e pólos regionais em Santa Catarina é o objetivo do Programa Catarinense de Desenvolvimento Regional e Setorial (PCDRS), realizado em parceria entre o SEBRAE/SC, o Instituto Euvaldo Lodi de Santa Catarina (IEL) e o Fórum Catarinense de Desenvolvimento (Forumcat). Quatro linhas de ação constituem o PCDRS: o Proder Comcenso, as Agências de Desenvolvimento Regional (ADR), o Desenvolvimento Tecnológico Regional (DTR) e os Arranjos Produtivos Locais (APLs). O conjunto dessas ações proporciona uma visão integradora e pressupõe a continuidade de projetos estruturantes com união de forças para promover o desenvolvimento integrado e sustentável ao longo do tempo. O Proder ComCenso é um trabalho realizado pelo SEBRAE/SC, visando a proporcionar um diagnóstico e indicar os potenciais de um município a partir de uma pesquisa de campo (no município) para desenhar o perfil econômico, domiciliar e potencial empreendedor. ADR e DTR são ações executadas pelo IEL-SC. A ADR é o braço operacional do PCDRS, integrando as parcerias e buscando alternativas viáveis para a promoção do desenvolvimento econômico regional. Sua estrutura profissional garante a execução de projetos prioritários, estratégicos e de valorização regional. O DRT é voltado ao diagnóstico técnico regional, com a identificação da vocação local, através da apuração de dados, geração de conhecimentos, definição de estratégias e ações. O PCDRS nasceu oficialmente em 2002 e já está implantado em 197 municípios. O diretor técnico do SEBRAE/SC, Anacleto Ortigara, explica que a idéia dos arranjos produtivos locais (pólos) é buscar soluções integradas, através de amplas parcerias, para que o desenvolvimento municipal e regional seja efetivamente alavancado. Devemos compreender o desenvolvimento como resultado de ações múltiplas e conectadas. O papel do SEBRAE/SC é estimular as parcerias para a consolidação dos objetivos, garantindo a continuidade das ações, não somente entre os integrantes do programa mas também entre as próprias micro e pequenas empresas. A integração possibilita a mobilização em favor do desenvolvimento, além de fornecer instrumentos para a estruturação do arranjos produtivos locais. Os APLs organizam setores mais específicos, podendo representar uma visão territorial as empresas não precisam estar situadas na mesma região, mas devem ter as mesmas características produtivas. A estratégia do APL é promover a competitividade e a sustentabilidade das empresas organizando pólos de produção com foco bem definido, afirma o diretor. Hoje estão estruturados em Santa Catarina os APLs nos setores calçadista, moveleiro, de flores, vestuário/confecções, Agronegócios, metalmecânico, plástico, cachaça, turismo, apicultura, vime e carcinicultura. Ele destaca ainda o efeito multiplicador que o PCDRS proporciona, com a formação de uma cultura empreendedora e comprometida com a sustentabilidade, o seja, com resultados permanentes, alcançáveis a médio e longo prazo. Anacleto Ângelo Ortigara Diretor Técnico do SEBRAE/SC

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7 MENSAGEM DO DIRETOR SUPERINTENDENTE DO IEL/SC Parceria é a palavra-chave no processo de desenvolvimento regional em Santa Catarina. Maior que a parceria é o resultado do programa que envolve IEL-SC, Sebrae-SC, Universidades, Fecam, Forumcat, Secretarias e outras importantes instituições. Os resultados dessa parceria e a metodologia de trabalho que o IEL-SC tem para desenvolver economicamente as regiões de Santa Catarina e nossa parceria com o Sebrae, com o Forumcat foi muito feliz, e o papel social do projeto é importante. O IEL-SC faz questão de promover ações diretas voltadas às pessoas e às pequenas empresas dessas regiões. Neste processo de desenvolvimento regional, o papel do IEL-SC é o de apoiar na organização de pólos, transferência de tecnologia, capacitação de lideranças, captação de recursos. Disponibilizamos competências, elaboramos projetos, treinamos lideranças. Nossa primeira atribuição é articular parcerias. Com isso, estamos reoxigenando o Sistema Fiesc, o nosso trabalho é cativante, forte, é uma paixão. Nossa equipe é dedicada, passa quatro dias por semana na estrada, é sucesso na veia, entusiasmo. Estamos com uma equipe profissional iluminando o caminho do desenvolvimento sustentável a partir de um diagnóstico, de um conjunto de informações. O DTR, que faz o diagnóstico e descobre vocações, funciona como uma unidade de negócios. Aliás, é a principal unidade de negócios dentro do IEL, com a melhor equipe estratégica e operacional, com profissionais que tem doutorado e mestrado. Articulamos competências, verificamos pontos fortes e fracos, atacamos o problema detectado pela nossa metodologia e verificamos quais são as oportunidades, como se fosse um planejamento estratégico. O desenvolvimento regional é um novo caminho para o crescimento sustentável. O sistema Fiesc percebeu isso e vem percorrendo esse caminho a partir de experiências internacionais com as ocorridas na Espanha, na Itália e em Portugal. O modelo de Santa Catarina foi centrado na filosofia do associativismo, envolvendo comunidades. É uma alavanca forte no processo de desenvolvimento regional a partir de estratégias regionais. Envolvemos líderes, elencamos prioridades, estimulamos o crescimento de cadeias produtivas. Agregar valor ao produto é fundamental. Se você vende morango, pode vender torta de morango também. De soja não sai só grão, sai óleo também. É preciso agregar valor ao produto primário. O trabalho do vime, na Serra, é exemplar. Depois do DTR, da implantação da classificação do produto pós-colheita, o preço dobrou. Agora, a renda do produtor pode triplicar com os recursos do BID, cerca de 98 mil dólares, para capacitar artesãos, investir em design, nas espécies plantadas e em uma escola de vime. O Sebrae-SC e universidades também têm papel fundamental. Jaime Oltramri Diretor Superitendente do IEL/SC

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9 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 11 RAÍZES HISTÓRICAS Erro! Indicador não definido. CARACTERIZAÇÃO DA REGIÃO DA AMEOSC Erro! Indicador não definido. ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO MUNICIPAL Erro! Indicador não definido. INFRA-ESTRUTURA Erro! Indicador não definido. ATIVIDADE ECONÔMICA Erro! Indicador não definido. OS SEGMENTOS ECONÔMICOS ESTRATÉGICOS DA AMEOSC Erro! Indicador não definido. CAPACITAÇÕES OFICINA DE PROJETOS E PAINÉIS TEMÁTICOS _ Erro! Indicador não definido. PLANO DE AÇÃO PARA O SEGMENTO METAL-MECÂNICO Erro! Indicador não definido. MAPA DE OFERTA TECNOLÓGICA Erro! Indicador não definido.

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11 APRESENTAÇÃO Nos últimos anos ocorreram importantes mudanças Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina, no Brasil e no mundo, o planeta Terra está cada vez que tiveram início em junho de O DTR mais com os seus recursos naturais escassos, a consiste em sistematizar as ferramentas e as desestatização das economias, a redução da técnicas com o propósito de fomentar o participação direta dos governos e desenvolvimento regional, através de a atuação por agências governamentais, forçam uma nova percepção da questão regional. Isto requer uma mudança de paradigma, demandando novas matrizes de idéias, metodologias e técnicas que sejam capazes de responder mais efetivamente às questões que surgem no plano regional. Para alcançá-lo, sustentavelmente, faz-se necessário à existência de empresas bem sucedidas e comprometidas com a qualidade de vida da população local. Entretanto essas organizações devem buscar constantemente a inovação e as maneiras de aumentar sua competitividade. Dessa forma, é necessária uma nova forma de entender o desenvolvimento regional. O presente documento tem por objetivo apresentar a fundamentação teórica e a análise socioeconômica do Desenvolvimento Tecnológico Regional DTR desenvolvida pelo Instituto Euvaldo Lodi de Santa Catarina e aplicada na região da Associação dos O processo de desenvolvimento deve ser promovido de forma sistêmica, nos âmbitos social, ambiental, político, cultural e econômico. projetos de intervenção focados em variáveis competitivas. A região de intervenção é composta por dezoito municípios da AMEOSC, e se encontram no Estado de Santa Catarina (ver Figura 1). Com o intuito de intervir no foco do desenvolvimento regional, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina SEBRAE/SC, em conjunto com o Instituto Euvaldo Lodi de Santa Catarina IEL/SC, desenvolvem o Programa Catarinense de Desenvolvimento Regional e Setorial PCDRS. Deste programa, fazem parte algumas metodologias, entre as quais, o Desenvolvimento Tecnológico Regional DTR 11

12 APRESENTAÇÃO Figura 1 Mapa indicando a região da AMEOSC no território catarinense Fonte: Instituto Euvaldo Lodi de Santa Catarina,

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