Psicanálise. Boa Tarde! Psicanálise 26/09/2015. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Psicologia Jurídica Prof.ª Ms.

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1 Boa Tarde! 1 Psicanálise Pontifícia Universidade Católica de Goiás Psicologia Jurídica Prof.ª Ms. Otília Loth Psicanálise Fundada por Sigmund Freud, é uma teoria que estabelece uma complexa estrutura mental de modo que, o funcionamento desta estrutura determina diretamente o comportamento e a personalidade do sujeito. 1

2 O Surgimento da Psicanálise Antigamente, a doença mental era vista como uma possessão demoníaca ou como uma manifestação do descontentamento dos deuses. O tratamento utilizado, obviamente, era ineficaz: magia, invocação dos poderes celestiais, exorcismo de demônios, torturas e, até mesmo, a morte. Com Pinel ( ), na chefia dos Hospitais de Bicêtre e Salpêtrière, os pacientes com transtornos mentais passaram a ser vistos como doentes, o que gerou uma grande mobilização teórico-científica entre os médicos da época. O Surgimento da Psicanálise Sigmund Freud: Foi um médico neurologista Austríaco criador da Psicanálise. Freud iniciou seus estudos pela utilização da técnica da hipnose como forma de acesso aos conteúdos mentais no tratamento de pacientes com histeria. Com base em sua experiência clínica construiu uma teoria repleta de conceitos explicativos sobre o funcionamento psicológico dos indivíduos, a qual deu o nome de Psicanálise. Foi criada por Sigmund Freud ( ) O termo Psicanálise é usado para se referir a uma: Teoria: conjunto de conhecimentos sistematizados sobre o funcionamento da vida psíquica; Método de investigação: método interpretativo; Prática profissional: forma de tratamento a Análise. É usada como base para psicoterapias, aconselhamento, orientação, em trabalhos em grupos, instituições, e também na análise e compreensão de fenômenos sociais. 2

3 Freud: - hipnose - método catártico (liberação de afetos) - livre discurso/associação livre Resistencia: força psíquica que se opunha a tornar consciente, a revelar um pensamento. Repressão: processo psíquico que visa encobrir, fazer desaparecer da consciência, uma ideia ou representação insuportável e dolorosa que está na origem do sintoma INCONSCIENTE 1ª Teoria sobre a Estrutura do Aparelho Psíquico (1900) - : conjunto de conteúdos não presentes no campo atual da consciência (conteúdos reprimidos). - Pré-consciente: refere-se ao sistema onde permanecem aqueles conteúdos acessíveis a consciência. - : é o sistema do aparelho psíquico que recebe ao mesmo tempo as informações do mundo exterior e as do mundo interior. Destaca-se o fenômeno da percepção percepção do mundo exterior, a atenção e o raciocínio. O e a Repressão de Lembranças Conteúdos s Barreira / Conteúdos s 3

4 O e a Repressão de Lembranças Tentativa de recordação Formação da lembrança O e a Repressão de Lembranças Atuação da resistência Estruturação do conteúdo O e a Repressão de Lembranças O desaparecimento da tentativa de resgate do conteúdo, resulta em uma nova diluição do conteúdo no universo inconsciente 4

5 O e a Repressão de Lembranças Psicodinâmica da Repressão O Funcionamento do Outra forma interessante de observarmos o funcionamento do pode ser feita por meio dos sonhos. Mecanismo Psicodinâmico dos Sonhos Barreira do Recalque durante o dia 5

6 Mecanismo Psicodinâmico dos Sonhos Catexia impedida de chegar à consciência Mecanismo Psicodinâmico dos Sonhos Disfarce do conteúdo recalcado impedido de chegar à consciência Mecanismo Psicodinâmico dos Sonhos Barreira do Recalque durante a noite 6

7 Mecanismo Psicodinâmico dos Sonhos Catexia impedida de chegar à consciência Mecanismo Psicodinâmico dos Sonhos Disfarce do conteúdo recalcado consegue chegar à consciência Mecanismo Psicodinâmico dos Sonhos Elaboração Onírica Disfarce do conteúdo recalcado permitodo de chegar à consciência 7

8 O Funcionamento do Outra forma interessante de observarmos o funcionamento do pode ser feita por meio das doenças sem causas biológicas, as chamadas doenças psicossomáticas. O e as Doenças Psicossomáticas Conteúdos s Barreira / Conteúdos s O e as Doenças Psicossomáticas Conteúdo julgado inadequado pelas aspirações morais 8

9 A Dinâmica do Lacuna deixada pelo conteúdo reprimido Repressão A Dinâmica do A Dinâmica do 9

10 Mecanismo Psicodinâmico da Histeria Formação da doença Mecanismo Psicodinâmico da Histeria Mecanismo Psicodinâmico da Histeria Instalação da doença 10

11 O Funcionamento do Outra forma interessante de observarmos o funcionamento do pode ser feita por meio da observação dos chistes (brincadeiras espontâneas). Mecanismo Psicodinâmico do Chiste Barreira da Moral (resistência) Impulso agressivo se direcionando à consciência Mecanismo Psicodinâmico do Chiste Barreira Moral se flexibiliza Alteração do Impulso Agressivo 11

12 Mecanismo Psicodinâmico do Chiste Impulso Agressivo chega à consciência mascarado Freud... descobriu que a maioria dos pensamentos e desejos reprimidos referiam-se a conflitos de ordem sexual localizados nos primeiros anos de vida dos indivíduos, isto é que na vida infantil estavam as experiências traumáticas, reprimidas que se configuravam como origem dos sintomas atuais. SEXUALIDADE INFANTIL - A função sexual existe desde o início da vida; - O período de desenvolvimento da sexualidade é longo e complexo até chegar à sexualidade adulta; - A libido é a energia dos instintos sexuais. O Complexo de Édipo Para explicar a paixão que a criança tende a desenvolver por um de seus cuidadores, Freud desenvolveu o conceito de Complexo de Édipo. Freud se utilizou de uma obra de Sófocles intitulada Édipo Rei, para ilustrar e explicar esta etapa do desenvolvimento Psicossexual. 12

13 O Complexo de Édipo Édipo Nasce. O pai procura o oráculo. O oráculo revela ao pai que seu filho o matará e se casará com sua própria mãe. O pai de Édipo ordena que o abandonem na montanha. Ele é encontrado e adotado pela família de um reino vizinho. O Complexo de Édipo Édipo cresce e procura o Oráculo para saber do seu futuro. O Oráculo revela que Édipo matará seu pai e se casará com sua mãe. Édipo foge de casa e no caminho, encontra seu pai biológico e o mata depois de uma discussão. Édipo segue rumo ao reino de sua família biológica. O Complexo de Édipo O reino estava sendo aterrorizado pela Esfinge. Édipo responde corretamente ao enigma da Esfinge e liberta o reino. Como recompensa, a rainha (sua mãe) se casa com ele. Depois de terem quatro filhos, Édipo descobre que Jocasta era sua mãe. Jocasta se mata e Édipo se torna um andarilho. 13

14 14

15 O Complexo de Édipo Por volta dos 5 anos, o filho se apaixona pela mãe. O amor é impedido pela atuação do pai, de outra figura próxima ou até mesmo pela própria mãe. A criança reprime o conflito e o esquece. O conflito retorna na adolescência com as mesmas características do primeiro momento de sua ocorrência, mas desta vez, voltado para pessoas de fora de seu núcleo familiar. COMPLEXO DE ÉDIPO - É em torno dele que ocorre a estruturação da personalidade do indivíduo; - Acontece durante a fase fálica; - No menino: - mãe é o objeto de desejo; - o pai é o rival; - procura ser o pai; - por medo da perda do amor do pai, troca da mãe, pela riqueza do mundo social e cultural e então passa a identificar com o pai. 15

16 A Segunda teoria do Aparelho Psíquico (1900): - Id: constitui o reservatório da energia psíquica, é onde se localizam as pulsões de vida e de morte. É regido pelo princípio do prazer. - Ego: é o sistema que estabelece o equilíbrio entre as exigências do id, as exigências da realidade e as ordens do superego. È regido pelo princípio da realidade, que com o p. do p., rege o funcionamento psíquico. Suas funções são: percepção, memória, sentimentos e pensamento. - Superego: Origina-se com o Complexo de Édipo. Seus conteúdos refere-se a exigências sociais e culturais e suas funções é a moral e os ideais. OS MECANISMOS DE DEFESA São processos realizados pelo ego e são inconscientes, isto é ocorrem independentemente da vontade do indivíduo. Para Freud, defesa é a operação pela qual o ego exclui da consciência os conteúdos indesejáveis, protegendo desta forma, o aparelho psíquico. São vários os mecanismos que o indivíduo pode usar para realizar esta deformação da realidade: Recalque: o indivíduo não vê, não ouve o que ocorre. Existe uma supressão de uma parte da realidade. Ex.: quando entendemos uma proibição como uma permissão. Formação reativa: o ego procura afastar o desejo que vai em determinada direção, e, para isto, o indivíduo adota uma atitude oposta a este desejo. Ex.: Odiar o ex-namorado por quem era perdidamente apaixonada. Regressão: o indivíduo retorna a etapas anteriores de seu desenvolvimento. Ex.: uma pessoa bastante ponderada em situações difíceis, e ao ver uma barata sobe na mesa. 16

17 Projeção: o indivíduo projeta algo de si no mundo externo e não percebe aquilo que foi projetado como algo seu que considera indesejável. Ex.: um jovem que critica os colegas por serem competitivos e não se dá conta de que também o é. Racionalização: o indivíduo constrói uma argumentação intelectualmente e aceitável, que justifica os estados deformados da consciência (uma defesa justifica a outra). Ex.: o pudor excessivo (formação reativa), justificado com argumentos morais. Obrigada pela atenção! Tenham um ótimo dia! 17

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