Comércio & Serviços. guia prático

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1 Comércio & Serviços guia prático

2 este guia Apresenta os licenciamentos e alvarás necessários ao evento de vida TER UM NEGÓCIO, cuja actividade específica é a área de Comércio e Serviços, que diz respeito aos estabelecimentos abrangidos pelo regime instituído pelo Decreto-Lei n.º 259/07, de 17 de Julho e Portaria 791/07, de 23 de Julho. No âmbito do programa de simplificação administrativa da Câmara Municipal do Porto, e como resultado da reengenharia dos processos, surgiu o presente Guia que visa divulgar informação prática, subjacente ao licenciamento de estabelecimentos de comércio ou de armazenagem de produtos alimentares, bem como dos estabelecimentos de comércio de produtos não alimentares e de prestação de serviços cujo funcionamento pode envolver riscos para a saúde e segurança das pessoas. O objectivo geral subjacente a este projecto foi a elaboração de um Guia prático, de fácil leitura e consulta. 2

3 O Guia encontra-se estruturado em6 pontos: Estabelecimentos de Comércio & Serviços: O que são.. 4 Enquadramento.. 5 Requisitos Legislação Fiscalização Procedimento de criação e licenciamento de um estabelecimento de comércio e serviços.. 11

4 o que são Estabelecimentos de Comércio & Serviços Estabelecimentos de produtos não alimentares e de prestação de serviços com riscos para a saúde, segurança e pessoas. Centro de bronzeamento artificial Drogaria / venda de tintas e esmaltes Ervanária Garrafeira / mercearia / leitaria / frutaria / peixaria / talho Hipermercado / supermercado / cash and carry de produtos alimentares Lavagem e limpeza a seco de têxteis e peles (lavandaria) / tinturaria Loja de animais de estimação Loja de conveniência Oculista Piercing e tatuagem Salão de Cabeleireiro / barbearia / instituto de beleza Salão de jogos SPA / Ginásio / Health Club Tabacaria (caso venda produtos alimentares) Venda / aluguer / reparação de veículos Venda de rações 4

5 A legislação actual pretende dar cumprimento ao previsto no Programa PLEX, acompanhando, ao mesmo tempo, a tendência para a responsabilização das empresas no que se refere à qualidade e à segurança dos produtos alimentares. A maior responsabilização que é agora conferida aos agentes económicos tem, por sua vez, de ser acompanhada de uma maior transparência e publicidade dos requisitos que devem ser cumpridos nos estabelecimentos, pelo que se prevê a publicação do conjunto das disposições legais que fixam esses requisitos. Assim criou-se o regime da Declaração Prévia. Para que serve a Declaração Prévia? O titular da exploração dos estabelecimentos e armazéns abrangidos deve, até 20 dias úteis antes da sua abertura ou modificação, apresentar uma declaração na respectiva câmara municipal e cópia na Direcção- Geral da Empresa (DGE), na qual se responsabiliza pelo cumprimento de todos os requisitos adequados ao exercício da actividade ou do ramo de comércio no estabelecimento. enquadramento 5

6 Como apresentar a Declaração Prévia? A Declaração Prévia é efectuada através de um modelo próprio, disponibilizado electronicamente ou em papel, nas câmaras municipais e pela DGE. Na posse dos comprovativos da declaração emitidos pelas câmaras municipais e pela DGE, o titular da exploração do estabelecimento ou armazém pode proceder à sua abertura ou modificação, a partir da data prevista na respectiva declaração. Existem excepções à apresentação da Declaração Prévia? O que fazer? Nos casos em que o estabelecimento não possua autorização de utilização ou existam obras que careçam de licenciamento ou exista uma alteração de utilização, este regime não pode ser aplicado. É necessário primeiro legalizar a situação (das obras ou utilização) junto da Câmara e a abertura ou modificação só pode ocorrer após o deferimento da licença ou autorização de utilização e da licença ou autorização de alteração da utilização. É necessário comunicar o encerramento do estabelecimento? O encerramento dos estabelecimentos e armazéns abrangidos, deve ser comunicado pelo titular da exploração à câmara municipal e à DGE, até 20 dias úteis após a sua ocorrência, através da Declaração Prévia. enquadramento 6

7 1 - É proibida a instalação de estabelecimentos onde se vendam bebidas alcoólicas, para consumo no próprio estabelecimento ou fora dele, junto de estabelecimentos escolares dos ensinos básico e secundário. 2 - As áreas relativas à proibição referida no número anterior são delimitadas por cada município em colaboração com a respectiva Direcção Regional de Educação. 7requisitos

8 Decreto-Lei nº 555/99 de 16 de Dezembro, com a redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n.º 26/2010, de 30 de Março, que estabelece o Regime Jurídico de Urbanização e Edificação (RJUE) e que se aplica à realização de qualquer obra. Decreto-Lei nº 259/ de 17 de Julho, que estabelece o regime a que está sujeita a instalação e modificação dos estabelecimentos de comércio ou de armazenagem de produtos alimentares, bem como dos estabelecimentos de comércio de produtos não alimentares e de prestação de serviços cujo funcionamento pode envolver riscos para a saúde e segurança das pessoas. Portaria n.º 791/07 07, de 23 de Julho, que estipula Os estabelecimentos abrangidos pelo regime de declaração instituído pelo Decreto -Lei n.º 259/2007, de 17 de Julho. Código Regulamentar do Município do Porto é o diploma onde se encontram reunidas, de forma unitária e sistemática, todas as normas regulamentares do Município do Porto. Para além das normas acima referidas, devemos também considerar os Regulamentos (CE) n.º 852/2004 e 853/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho de 29 de Abril de 2004, relativo à higiene dos géneros alimentícios. Este diploma estabelece as regras gerais no que se refere à higiene dos géneros alimentícios. Um dos mais importantes aspectos nele definido é a obrigatoriedade dos operadores das empresas do sector alimentar aplicarem procedimentos de Análise dos Perigos e Controlo dos Pontos Críticos baseados nos princípios HACCP. legislação 8

9 A competência para a fiscalização do cumprimento das obrigações para este tipo de estabelecimentos pertence à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). Compete às câmaras municipais a verificação do Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação (RJUE), aprovado pelo Decreto -Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, com a redacção que lhe foi dada pelo Decreto- Lei n.º 26/2010, de 30 de Março. Compete às autoridades de saúde a verificação dos requisitos no âmbito da defesa da saúde pública previstas no Decreto -Lei n.º 336/93, de 29 de Setembro. fiscalização 9

10 A competência para a fiscalização do cumprimento das obrigações para este tipo de estabelecimentos pertence à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), Compete às câmaras municipais a verificação do Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação (RJUE), aprovado pelo Decreto -Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, com a redacção que lhe foi dada pela Lei n.º 60/07, de 4 de Setembro. Compete às autoridades de saúde a verificação dos requisitos no âmbito da defesa da saúde pública previstas no Decreto -Lei n.º 336/93, de 29 de Setembro. fiscalização 10

11 Criar a empresa 1 2 É necessári Encontrar o espaço o realizar obras? 3 Obras isentas? 4 Licenciar ou 5 Comunicar previamente as obras Averbar a 9 Autorização 10 Declaração prévia O espaço tem Autorização para a actividade especifica? 6 7 Comunicar início dos trabalhos O espaço tem Autorização para Comércio/Serviços? 10 Autorizar Utilização para actividade específica Actividades da responsabilidade da CMP Actividades da responsabilidade de outras entidades 11

12 12 Livro reclamações 13 Preparação da abertura do estabelecimento 11 Mapa Horário 13 É necessário colocar publicidade? 14 Licenciar suporte publicitário 15 É necessário ocupar Via Pública? Licenciar ocupação da Via Pública 19 Verificação dos instrumentos de medição Existem instrumentos de medição? (ex. balanças) Fim do procedimento Abertura do estabelecimento 20 Actividades da responsabilidade da CMP Actividades da responsabilidade de outras entidades 12

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