Conservação da natureza áreas protegidas

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1 Conservação da natureza áreas protegidas Projeto INNOVATE [Extrato das Diretrizes]

2 Áreas protegidas Atualmente, a maior parte da área da Caatinga é degradada e tem poucas espécies. Para garantir as funções do ecossistema (estoque de carbono, controle de erosão, controle de pragas, água potável) e conservar a biodiversidade, é crucial estabelecer uma rede de áreas protegidas manejadas. Biodiversidade é a variedade de bichos, plantas, fungos e outros seres vivos presentes na natureza. Função do ecossistema: A vegetação e o solo estocam o carbono, tirando-o do ar. Isso é importante para evitar as mudanças do clima. Ilustração 1 Ciclo de carbono 1

3 Ilustração 2 Sapo e inseto Sapos, rãs e calangos se alimentam de insetos, como besouros, gafanhotos e mosquitos. Esses insetos são prejudiciais às plantas da Caatinga. Para conservar a natureza: Não caçar animais ou extrair plantas As áreas protegidas são um refúgio para as espécies animais e vegetais. As reservas são importantes para manter espécies raras e permitir a sua dispersão em áreas de Caatinga degradada. Espécies são diferentes tipos de seres vivos. Ilustração 3 Proibição de caçar 2

4 Manter o rebanho fora das áreas protegidas Os rebanhos reduzem significativamente a biodiversidade. Grandes densidades de animais domésticos soltos na Caatinga (mais do que uma cabra por hectare) reduz o número de espécies de ervas. Normalmente, algumas dessas espécies que não são atrativas para o rebanho se tornam dominantes. Caatinga preservada Plantar espécies valiosas perto de sua casa A pastagem e a falta de chuva resultam na baixa ou nenhuma recuperação de determinadas espécies de plantas, como o umbuzeiro. O plantio de umbuzeiro ou plantas medicinais pode garantir a continuidade dessas espécies na Caatinga. Muda de umbuzeiro 3

5 Não cortar ou queimar macambira A macambira deve ser preservada porque serve como habitat para diversos animais da Caatinga, como calangos, sapos, rãs e aves. Raul Sales Criar uma rede de áreas protegidas A rede de áreas protegidas teria como foco habitatschave, tais como rios, matas ciliares e afloramentos rochosos e seriam conectadas através de corredores ecológicos. Além disso, as chuvas irregulares podem ser compensadas por uma rede de várias áreas protegidas, especialmente porque os animais são capazes de se locomover de uma reserva para a próxima. Corredor Área preservada (Serra da Canoa) Alta prioridade de conservação Área protegida Caatinga degradada Reservatorio Ilustração 4 Área preservada 4

6 Educação ambiental É possível desenvolver a consciência crítica acerca dos problemas ambientais, estimulando crianças e adolescentes a buscar soluções. Contratar pessoas locais para o patrulhamento e monitoramento da biodiversidade A colaboração entre a SEMAS, faculdades e comunidades locais leva a um bom monitoramento das espécies dentro das áreas protegidas e, ao mesmo tempo, a um melhor conhecimento da população acerca da importância desses animais na natureza. Cooperar com instituições públicas ou ONGs nacionais e internacionais 5

7 Desenvolver e respeitar o zoneamento das reservas Zona Primitiva: Sem intervenção humana, com maior heterogeneidade ambiental como afloramentos rochosos ou rios temporários. Zona de Uso Extensivo: Acesso público para fins educativos e recreativos. Zona de Uso Intensivo: Permite a construção de infraestrutura. Zona de Amortecimento: entorno de uma unidade de conservação com restrições específicas de uso como pastagem (<1 cabra / ha), remoção de frutas (umbu) ou remoção moderada de macambira (grupos <30m² e isolados). Zona Primitiva Zona de Uso Intensivo Zona de Uso Extensivo Zona de Recuperação Zona de Amortecimento Ilustração 5 Zoneamento Lista das fontes de imagens Ilustração Capa - Innovate Ilustração 1 https://marianaplorenzo.com/2010/11/04/pedologia-%e2%80%93-materia-organica-eciclo-do-carbono/ Ilustração 2 [modificado] Ilustração 3 Ilustração 4 Innovate Ilustração 5 adaptado de ZONEAMENTO AMBIENTAL E DIRETRIZES PARA O PLANO DE MANEJO DO PARQUE DO MORRO EM SANTA MARIA/RS, DOI: /RDG

8 Cartilha elaborada por: Arne Cierjacks Déborah Oliveira Jarcilene Almeida-Cortez Katharina Schulz Maike Guschal Universidade Técnica de Berlim, Alemanha Universidade Federal de Pernambuco, Brasil Senckenberg Natural History Collections Dresden, Alemanha As ideias contidas nesta cartilha são de responsabilidade de seus autores. Uso pessoal e sem fins comerciais do material é bem-vindo. Nesta página do projeto INNOVATE encontra mais informações sobre o projeto científico, inclusive material para baixar. As diretrizes do projeto INNOVATE representam um guia de como melhorar a governança e a gestão de recursos naturais para alcançar o uso sustentável do meio ambiente a partir dos resultados de pesquisa do projeto teuto-brasileiro INNOVATE. Partes interessadas encontram informações relevantes e orientação que pode ser também adaptada a outras regiões. Esse documento é um extrato da versão final em andamento. Material não publicado oficialmente, 2016

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