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1 Página 1 de 6 Pecuária Inseminação Artificial em Bovinos Nome Inseminação Artificial em Bovinos Produto Informação Tecnológica Data Agosto Preço - Linha Pecuária Informações resumidas sobre Resenha o Processo de Inseminação Artificial de Bovinos Autor(es) Feliciano Nogueira de Oliveira - Médico Veterinário - Pecuária Inseminação Artificial em Bovinos Menu Introdução Vantagens da Inseminação Artificial Fatores condicionantes a implantação da técnica Procedimentos para a Inseminação Artificial Horário apropriado para a Inseminação Artificial Qualidade do Sêmen O inseminador 1 - Introdução A inseminação artificial é um processo pelo qual o esperma coletado do macho é processado, estocado e artificialmente introduzido no trato reprodutivo da fêmea para fecundá-la. Tem se tornado uma das mais importantes técnicas disponíveis para o melhoramento genético dos animais domésticos. 2 - Vantagens da Inseminação Artificial Melhoramento do rebanho em menor tempo e a um custo mais baixo, com sêmen de reprodutores comprovadamente superiores para a produção de leite e carne. Controle de doenças. Pela monta natural tanto o touro como a vaca podem transmitir doenças, o que pode ser controlado e mais facilmente evitado com a prática da inseminação artificial. Permite ao criador cruzar suas fêmeas zebuínas com touros de

2 Página 2 de 6 raças européias e vice-versa, por meio da utilização de sêmen desses touros. Sabe-se que em muitas regiões do Brasil os touros de origem européia dificilmente se adaptar-se-iam às condições de manejo reprodutivo existentes. Touros de alto padrão genético com problemas adquiridos e impossibilitados de efetuarem a monta natural, em razão de idade avançada, problemas de aprumos e cascos, fraturas, aderência de pênis, etc., poderão ser ainda utilizados por meio da inseminação artificial. Aumenta o número de descendentes de um reprodutor. Um touro cobre a cada ano, a campo, cerca de 30 vacas. Em regime de monta controlada, pode servir a um máximo de 100 fêmeas, a cada ano. Isso significa que, considerando ser de 10 anos a vida reprodutiva de um touro, teremos um total de 300 a filhos por animal, durante sua vida. Com a inseminação artificial um reprodutor pode ter mais de filhos. Padronização do rebanho da fazenda pela utilização de um só reprodutor para grande número de vacas. Reduz o risco de dispersão de doenças transmitidas sexualmente Fatores condicionantes a implantação da técnica Os resultados e o sucesso da implantação da técnica da inseminação artificial vão depender basicamente do manejo adotado na fazenda, da qualidade do sêmen utilizado e da eficiência do inseminador. Manejo da Fazenda Manejo do Rebanho Instalações 3.1 Manejo da Fazenda É importante que as vacas inseminadas sejam examinadas em tempo hábil para o diagnóstico de prenhez. Com um minucioso exame das fêmeas que não apresentam bom desempenho reprodutivo, comunicar ao técnico os casos de fêmeas paridas com mais de 90 dias sem manifestação de cios, vacas com cios irregulares, vacas com infecção, vacas repetidoras de cios, além outras alterações, para as devidas providências. Nota : A parceria entre o técnico, o criador, o inseminador e demais empregados da fazenda é fundamental para o sucesso dessa atividade através da troca de informações e estabelecimento de normas de manejo, nutrição e controle sanitário do rebanho.

3 Página 3 de 6 Alguns cuidados Pastagens: boas pastagens com subdivisões, suplementação mineral adequada em cochos cobertos, aguadas de boa qualidade e bem distribuídas e suplementação na seca (feno, silagem, cana, capim para corte etc.) asseguram ao rebanho bons níveis de produção de leite, ganho de peso e fertilidade. Vacinações : são indispensáveis para evitar o aparecimento de doenças, assim como o combate aos vermes, carrapatos, moscas, etc. Separar em lotes : para um bom manejo na fazenda é importante que os animais sejam separados em lotes de acordo com sua categoria e condição fisiológica: lote de bezerros desmamados, machos e fêmeas, novilhas, garrotes, bois, vacas paridas, cheias e vazias, vacas solteiras, cheias e vazias, vacas amojadas e touros. Identificação: todas as vacas devem ser identificadas e cada animal deve ter uma ficha onde serão lançadas todas as ocorrências. Essas fichas são um instrumento de seleção, pois permitem identificar os animais mais e menos produtivos. 3.2 Manejo do Rebanho Vacas amojadas: deverão permanecer em piquetes-maternidade até, aproximadamente, 30 dias após o parto. Bezerros recém-nascidos: verificar para que mamem o colostro, preferencialmente, nas primeiras seis horas após o nascimento e proceder a cura do umbigo. Secagem das vacas: as vacas leiteiras devem estar secas 60 dias antes da data prevista do parto. Novilhas: fornecer boa alimentação às futuras vacas. Somente liberar as novilhas para a reprodução após atingirem um desenvolvimento adequado (combinação de peso e idade). Pós-parto: as vacas devem ficar em repouso para a recuperação pósparto em razão do período final de gestação, parto e início de lactação, além de aguardar a completa involução uterina. Recomenda-se somente liberar a vaca para a inseminação artificial após decorridos dias do parto. Desmame: em gado de corte, recomenda-se que seja feito o desmame entre 7 e 8 meses de idade, quando machos e fêmeas deverão ser separados. No entanto, a introdução de um programa de suplementação dos bezerros ao pé da vaca, como o esquema de aleitamento interrompido ou mesmo a implantação de um programa de desmama precoce, têm trazido inúmeros benefícios à fertilidade do rebanho. 3.3 Instalações Embora não chegue a ser fator limitante, é bom lembrar que para o bom desempenho dos trabalhos de inseminação, algumas instalações básicas são recomendadas: Tronco coberto ou brete; Cômodo para os materiais de seminação; Pia com água corrente.

4 Página 4 de 6 O tronco deve ser coberto para proteger da luz solar e das águas de chuvas, extremamente prejudiciais ao espermatozóides. Uma simples adaptação nas instalações já existentes, na maioria das fazendas, é suficiente para dotar a fazenda das condições necessárias Procedimentos para a Inseminação Artificial Na técnica reto-vaginal de inseminação artificial com palhetas, o inseminador toma o aplicador devidamente recoberto pela bainha estéril contendo a palheta de sêmen, e o introduz na vaca, conduzindo-o pelo interior da cérvix até atingir o corpo do útero (local para a deposição do sêmen). A maior parte do sêmen é aí depositada, sendo que pequena porção remanescente pode ficar retida na cérvix quando da retirada do aplicador. Ocorrência do Cio O intervalo médio de repetição de cio na vaca é de 21 dias, sendo que as novilhas têm intervalo menor, enquanto as vacas mais velhas têm intervalo maior. Assim, considera-se que o ciclo estral nas fêmeas bovinas pode variar de 17 a 24 dias. Por definição, cio ou estro é o período em que a fêmea aceita passivamente a monta. O período que antecede ao cio, é conhecido como período pré-cio e os sinais manifestados pelos animais são: Inquietação, nervosismo; Cauda erguida; Urina freqüentemente; Mugidos freqüentes; Vulva inchada e brilhante; Liberação de muco cristalino, transparente e semelhante à clara de ovo; Monta as outras fêmeas, mas não aceita monta O pré-cio dura de 4 a 10 horas. À partir de determinado momento, a fêmea passa a aceitar a monta, iniciando o cio. Deve ser observado que no cio o animal apresenta os mesmos sinais do pré - cio, com a diferença de que no cio o animal monta e também aceita monta. É importante observar que todos esses sinais vão diminuindo em freqüência e em intensidade, à medida que se aproxima o final do cio. Na vaca, o cio dura de 10 até 18 horas, ou seja, a fêmea aceita a monta por 10 a 18 horas. O final do cio será então caracterizado pelo momento em que a fêmea não mais aceitar a monta e é o momento ideal para que a inseminação seja feita. Reconhecimento do Cio Recomenda-se de duas a três observações diárias de cio, devendo-se dedicar-se pelo menos 40 minutos a cada observação. A utilização ou não de rufiões, com ou sem buçal marcador, o emprego de vacas

5 Página 5 de 6 androgenizadas ou outros auxiliares, bem como os horários de observação de cio deverão ser orientados por um técnico que assiste a fazenda. 5 - Horário apropriado para a Inseminação Artificial Dadas as dificuldades de se proceder a inseminação artificial no horário ideal (final de cio), recomenda-se um esquema prático, proposto por Trimberger e que há muito vem sendo utilizado com bons resultados: Vacas observadas em cio pela manhã (aceitando monta) deverão ser inseminadas à tarde do mesmo dia. Vacas observadas em cio à tarde devem ser inseminadas na manhã do dia seguinte, logo ao amanhecer. Obs.: Deve-se salientar que a maioria das fêmeas entra em cio à noite e de madrugada, sendo observadas em cio pela manhã, o que significa que a maioria das inseminações serão realizadas à tarde. A inseminação artificial também pode ser realizada em horário único com algumas vantagens: é mais prático e de fácil execução; as fêmeas em cio não ficam presas aguardando a inseminação. Elas são recolhidas ao curral, inseminadas e imediatamente após devolvidas ao lote, sendo assim submetidas a níveis menores de estresse. 6 - Qualidade do Sêmen Os reprodutores devem ser cuidadosamente selecionados. Devem apresentar testículos completamente normais, produzir sêmen de alta qualidade e serem livres de doenças. Devem ser submetidos a exames de saúde periódicos e seguir todos os códigos de saúde. Após a coleta, somente o sêmen de alta qualidade deve ser processado e armazenado. O sêmen pode ser armazenado satisfatoriamente por longo tempo quando mantido em nitrogênio líquido a 196 º C negativos. A falta de nitrogênio líquido, mesmo por poucas horas, pode resultar na completa destruição de um banco de sêmen. Obs.: O manejo inadequado do sêmen durante a estocagem também diminui a fertilidade.

6 Página 6 de O inseminador Dentro de um programa de inseminação artificial, o inseminador constituise em peça fundamental. De sua dedicação e condição de trabalho vão depender, em grande parte, os resultados. É preciso que o inseminador seja treinado em noções básicas sobre o animal e seu manejo, utilização do sêmen e o manejo adequado dos equipamentos. Outro aspecto importante e muitas vezes, responsável por insucessos nos resultados da inseminação, é a higiene durante o processo: higiene pessoal, com o animal; das instalações e com o material utilizado..

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