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1 INDICADORES Brasil Economico Ações da Eletropaulo PN (em R$) 9,81 9,85 9,35 8,70 9,50 01/11 04/11 05/11 06/11 07/11 PUBLISHER RAMIRO ALVES. CHEFE DE REDAÇÃO OCTÁVIO COSTA. EDITORA CHEFE SONIA SOARES. EDITORA CHEFE (SP) ADRIANA TEIXEIRA. SEXTA-FEIRA E FIM DE SEMANA, 8, 9 E 10 DE NOVEMBRO DE ANO 5. Nº R$ 3,00 Déficit de hoje é a inflação de 2014 O IBGE anunciou que a alta da tarifa de energia elétrica chegará ao IPCA em janeiro do ano que vem, quando o consumidor começará a pagar a conta pela geração térmica, subsidiada pelo Tesouro em 2013 para segurar a inflação. Da mesma forma, o reajuste da gasolina e do diesel não poderá ser mais contido. Preocupado com as contas, o governo admite tomar medidas ainda em dezembro. P4a6 CVM: acesso de pequenas só no ano que vem Flavia Mouta, superintendente de Desenvolvimento de Mercado da autarquia, diz que será reduzido o custo para abertura de capital, o que permitirá a empresas de menor porte buscar recursos na Bolsa. estreia na bolsa arrecadando US$ 1,82 bilhão com 70 milhões de ações, que subiram de US$ 26 para US$ 44,90, uma alta de 72,69%. P23 PESQUISA Dilma e Aécio sobem na preferência PesquisaCNT/MDA, a primeira feita depois de Marina aderir ao PSB, mostra que a presidenta e o tucano crescem. Dilma fica com 40,6% do eleitorado; com Eduardo Campos na disputa, ela sobe para 43,5%. P3 MINERAÇÃO Deputado quer royalties para Defesa Projeto do presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, Nelson Pellegrino (PT-BA) cria fundo que teria recursos obtidos à semelhança do que é feito com o petróleo. P7 Brendan McDermid/Reuters Alessandro Costa REX Empresa do grupo X vende prédio que já foi do Flamengo e viraria hotel. P16 IPTU SP Aumento arranhou ainda mais a imagem de Fernando Haddad. P8 Flavia Mouta, superintendendente de Desenvovilmento de Mercado da CVM ESTILO S/A A coleção de inverno da Filhas de Gaia, no Fashion Rio. P18 AGENDA CULTURAL A chance de ouvir no Brasil Paco de Lucia, mestre da guitarra Flamenca. P26e27

2 2 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 8, 9 e 10 de novembro, 2013 MOSAICO POLÍTICO GILBERTO NASCIMENTO ELEIÇÃO GARANTIRÁ ALIANÇAS Apresidente Dilma deverá votar nas eleições internas do PT no próximo domingo na sede do diretório nacional petista, em Brasília. O ex-presidente Lula votará em São Bernardo do Campo, onde mora. Até ontem à tarde, dirigentes petistas tentavam garantir a presença de Lula ao lado do candidato à reeleição na presidência do diretório nacional, Rui Falcão, e do candidato a presidente em São Paulo, Emídio de Souza, no momento da votação dos dois.lula espera a confirmação da vitória expressiva da corrente majoritária do PT Construindo um Novo Brasil (CNB) a fim de consolidar as alianças do partido para a campanha de Dilma Rousseff à reeleição. Grupos mais à esquerda são contrários às alianças com partidos como o PMDB e PTB. Mas devem permanecer isolados. O deputado estadual paulista Rui Falcão deve ser reeleito com cerca de 70% dos votos, o maior percentual desde que o partido instituiu, em 2001, o PED (Processo de Eleição Direta). Ele tem ainda o apoio dos grupos Novo Rumo, PTLM e Movimento PT. Estarão aptos a votar 810 mil filiados. Seis candidatos concorrem à presidência: Falcão, Paulo Teixeira (Mensagem ao Partido); Renato Simões (Militância Socialista); Valter Pomar (Articulação de Esquerda), Markus Sokol (O Trabalho) e Serge Goulart (Esquerda Marxista). O deputado federal e atual secretário-geral Paulo Teixeira, da Mensagem que detém 15% dos votos no partido, diz estar convicto de que seu grupo continuará sendo a segunda força no PT. Assim, manteria a secretaria-geral. Fizemos uma agenda de mudança. E vamos crescer de 15% para 22%, garante. Mudança de voto A Mensagem ao Partido conseguiu apoio de alguns petistas que eram ligados à CNB, entre eles os deputados Luiz Couto (PB), Fernando Ferro (PE) e Reginaldo Lopes (MG). Mas há também quem aposte no grupo Movimento PT, do líder do governo Arlindo Chinaglia, como segunda força. Kassab foi reclamar para Dilma RichardCasas/PT No alto escalão da prefeitura de São Paulo, comentava-se ontem que o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSB) tem reclamado de Fernando Haddad pelos quatro cantos. Teria recorrido até à presidente Dilma. Diz que não teve tratamento de aliado. Aliados de Haddad dizem que o MP paulista estaria convencido de que, se Kassab e o secretário de Finanças Mauro Ricardo não são culpados, teriam de responder por omissão. O atual secretário de Finanças, Marcos Cruz, diz que levou apenas duas horas para descobrir que havia alguma coisa errada. Kassab negou que tenha reclamado e disse que não comentaria a afirmação atribuída ao MP. Fux fala sobre código civil Vereador cria o prêmio de teatro Zé Renato O vereador paulistano Floriano Pesaro (PSDB) apresentou projeto para a criação do Prêmio Zé Renato de Teatro, para apoiar a produção e o desenvolvimento da atividade teatral. Morto em 2011, Zé Renato fundou o Teatro de Arena e dirigiu peças como Rasga Coração, de Oduvaldo Viana Filho. O projeto foi aprovado em primeira votação e voltará ao plenário. Estamos aprovando a legislação mais moderna do mundo, uma carta magna da internet brasileira Marcelo Branco, da Associação Software Livre, ao considerar o marco civil uma referência internacional O ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux abre hoje, às 9 horas, no Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio de Janeiro, a quarta edição do Congresso de Direito Contemporâneo. Fux falará sobre o novo Código de Processo Civil. O tema do congresso é A educação para um mundo sustentável. A última edição reuniu quatro mil estudantes. Fotos: divulgação CARTAS Cartas para a redação: Rua dos Inválidos, 198, 1º andar, CEP , Lapa, Rio de Janeiro (RJ). As mensagens devem conter nome completo, endereço, telefone e assinatura. Em razão de espaço ou clareza, Brasil Econômico reserva-se o direito de editar as cartas recebidas. Mais cartas em Nordeste sofre comfaltade vontade política Técnicas para erradicar a seca já estão disponíveis Seca persiste, apesar de avanços no mundo INDICADORES O dólar avançou e fechou acima de R$ 2,30 pela primeira vez em dois meses, com investidores cada vez mais apreensivos sobre o futuro do programa de estímulo econômico dos Estados Unidos. Não é a seca que impede o desenvolvimento do Nordeste, mas a falta de ação política. Temos inúmeros projetos em nosso país, e exemplos vindos de fora. Culpam a seca porque são incapazes de admitir que fazem desta região um celeiro de votos. Não falta água, falta vontade, e pelo visto ainda veremos muitas outras décadas de exploração. Anderson Belo Horizonte, MG O Nordeste não cresce porque é incapaz de lidar com esta adversidade. Chega de tanta condescendência. Israel também sofre com áreas desérticas e mesmo assim é desenvolvido e possui técnicas para suplantar a seca. Quando se fala em transposição do Rio São Francisco, dizem que não dominam a irrigação. Paulo Henrique São Paulo, SP Há mais de trinta anos, quando ainda era criança, ouvia reportagens sobre a seca do Nordeste. O homem já planeja viajar a Marte e a seca ainda existe. E as irrigações no Oriente Médio, não servem de exemplo aos políticos brasileiros ou será que ainda pagamos poucos impostos? Acredito mais é que impera a esperteza política. Ciro Junior Sinop, MT TAXAS DE CÂMBIO COMPRA VENDA Dólar comercial (R$ / US$) 2,3050 2,3070 Euro (R$ / E) 3,0498 3,0512 JUROS META EFETIVA Selic (ao ano) 9,5% 9,4% BOLSAS VAR. % ÍNDICES Bovespa - São Paulo 1, ,00 Dow Jones - Nova York 0, ,51 FTSE Londres 0, ,22

3 BRASIL Editor: Paulo Henrique de Noronha Fernando ImbroisiBorba/EBC Sexta-feira e fim de semana, 8, 9 e 10 de novembro, 2013 Brasil Econômico 3 COMUNICAÇÃO Servidores da EBC entram em greve Servidores da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) entraram em greve ontem, reivindicando reajuste salarial e de benefícios. Criada em novembro de 2007, a EBC é responsável pelo funcionamento da Agência Brasil, do Portal EBC, de oito emissoras de rádio AM/FM/OM (Nacional e MEC), da Radioagência Nacional, da TV Brasil, da TV Brasil Internacional e do programa A voz do Brasil. ABr Dilma e Aécio sobem em nova pesquisa eleitoral Enquete CNT/MDA é a primeira após entrada de Marina no PSB e aponta que a economia ainda é motivo de muita preocupação Paulo Henrique de Noronha Em todos os cenários de segundo turno, a presidenta Dilma sairia vencedora, com folga. Contra Marina Silva, a vantagem seria de 45,3% contra 29,1% em setembro, era de 38,2% contra 30,5% Significativa parcela demonstra muita preocupação com inflação (53,7%), custo de vida (73,4%), dívidas pessoais (63,4%), perda de emprego (59,6%) e corrupção (83%) A primeira pesquisa CNT/MDA após o ingresso da presidenciável Marina Silva no PSB (para formar chapa com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na eleição de 2014) mostra que a presidenta Dilma Rousseff e o senador Aécio Campos (PSDB-MG) são os que, num primeiro momento, mais podem ter se beneficiado do novo rumo eleitoral da ex-ministra do Meio Ambiente. A pesquisa CNA/MDA realizada a cada dois meses pela empresa de pesquisas MDA, sob encomenda da Confederação Nacional dos Transportes usou uma amostra de pessoas em 135 municípios de 21 estados. Em todos os cenários de intenção de votos para o pleito presidencial de 2014 tanto em primeiro quanto em segundo turno a presidenta Dilma cresce alguns pontos na pesquisa, o mesmo acontecendo com o presidenciável tucano Aécio Neves. Marina Silva, mesmo figurando como provável candidata a vice de Campos, ainda mantém, entretanto, forte lembrança junto ao eleitorado. Na pesquisa de intenção de voto espontânea para presidente na qual não são sugeridos nomes, o entrevistado deve apontar livremente um candidato Dilma subiu 2,9 pontos percentuais em relação à enquete da MDA de setembro, atingindo 18,9% da preferência do eleitorado. Aécio Neves também cresceu, de 4,7% para 6,7%. Já Marina Silva ficou praticamente na mesma posição, com uma ligeira queda, de 5,8% para 5,6%. Seu colega de chapa, Eduardo Campos, subiu 0,6 ponto percentual, de 1,6% para 2,2%. O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, que não é candidato, continua sendo bem lembrado, com 7,5% das intenções espontâneas, mas caiu 2,2 pontos percentuais sobre a pesquisa de setembro, quando tinha 9,7%. Na enquete com voto estimulado na qual os nomes dos candidatos são apresentados para o entrevistado escolher a MDA simulou dois cenários de primeiro turno: um com Marina Silva, outro com Eduardo Campos como cabeça de chapa pelo PSB. Nos dois casos, Dilma e Aécio crescem. Se a candidata fosse Marina, Dilma sairia de 38,2% em setembro para 45,3%, enquanto a exministra cairia de 30,5% para 29,1%. O terceiro colocado na pesquisa, Aécio Neves, subiria de 15,2% para 16,5%. No cenário com Eduardo Campos, a ascenção de Dilma e Aécio é ainda maior: a candidata petista chegaria aos 43,5% de votos, tendo em segundo lugar o tucano, com 19,3%. Eduardo Campos viria em terceiro, com 9,5%. Em setembro, quando Marina ainda aparecia como candidata, Campos tinha apenas 5,2% do votos. Em todos os cenários de segundo turno, a presidenta Dilma sairia vencedora, com folga. Contra Marina Silva, a vantagem seria de 45,3% contra 29,1% em setembro, era de 38,2% contra 30,5%. Se o adversário fosse Aécio, Dilma ganharia com 46,6%, contra 24,2% do tucano. A vantagem seria ainda maior com Campos como concorrente: 49,2%, contra 17,5% do pessebista. Outros dados da pesquisa mostram a recuperação gradual da popularidade e da imagem da gestão Dilma, após os protestos de junho. A avaliação positiva ( ótimo mais bom ) do desempenho do governo petista subiu ligeiramente, de 38,1% em setembro, para 39,0% em novembro. A rejeição a Dilma também melhorou: o índice de eleitores que não votaria nela de jeito nenhum caiu de 41,6% para 36,5%. Na avaliação do cenário socioeconomico do país, as expectativas da população são mistas. Melhoraram nos itens Emprego, Saúde e Educação, mas pioraram quanto a Renda mensal e Segurança Pública. Além disso, significativa parcela dos entrevistados demonstram muita preocupação com inflação (53,7%), custo de vida (73,4%), dívidas pessoais (63,4%), perda de emprego (59,6%), violência (91,5%) e corrupção (83%). A pesquisa também mostra que, apesar de 81,7% defenderem o direito dos cidadãos a manifestações públicas, 93,4% reprovam a ação violenta de black blocs e mascarados nos protestos de rua. E 91,5% acham que a forma de manifestação dos mascarados não é legítima. Saúde é apontada como o setor público que precisa de mais melhorias, por 87,4% dos entrevistados. Coerentemente, 84,3% apóiam o programa Mais Médicos um aumento bem acima dos 73,9% em setembro.

4 4 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 8, 9 e 10 de novembro, 2013 BRASIL Fernanda Nunes Nicola Pamplona Vilões nas contas públicas mas mocinhos no combate à inflação em 2013, a tarifa de energia elétrica e o preço da gasolina despontam como principais fatores de pressão para o governo federal já na virada do ano. Em janeiro, começa o repasse ao consumidor de parte dosrecursos gastos ao menos R$ 8,6 bilhões com a geração de energia térmica ao longo do ano, usada como alternativa em uma situação dos reservatórios hidrelétricos. O próprio governo admite que está difícil continuar gastando para conter a inflação e estuda alternativas, como o aumento dos preços dos combustíveis, que vêm prejudicando a Petrobras e representam uma renúncia de R$ 8,4 bilhões em impostos. Somadas ao fraco desempenho da atividade industrial e ao mau resultado de economias parceiras, como Rússia e Índia, a pressão do câmbio na inflação e as contas públicas têm sido, cada vez mais, foco de preocupação no Planalto, que teme problemas na economia brasileira já no fim de A energia elétrica e outros preços administrados são apontados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como fatores fundamentais para segurar a inflação do ano. De janeiro a outubro deste ano, diz o Instituto, a primeira foi o item que mais contribuiu nesse sentido, ao registrar queda de 17,27% e impacto negativo de 0,58% no indicador total. Para especialistas, porém, tal ajuda vem sendo feita às custas de desequilíbrio nas contas públicas, por ser reflexo de ítens com algum tipo de subsídio ou renúncia fiscal por parte do Tesouro Nacional. Há um conflito entre inflação e contas públicas, que o governo terá que resolver em algum momento. Por um lado, com inflação alta, não pode mexer nos preços, sob o risco de estourar a meta. Por outro, as contas públicas estão se deteriorando e é preciso recompor receitas e reduzir despesas. Não há espaço para segurar isso por muito tempo, afirma o especialista em Contas Públicas Raul Velloso. Só na rubrica auxílio à CDE (Conta de Desenvolvimento Econômico), que representa os gastos com o financiamento à geração térmica que passou este ano a ser feito pelo Tesouro o desembolso foi de R$ 4,018 bilhões até setembro. Esse valor será recuperado por meio de aumento parcelado na CDE, cobrada na conta de luz. Está difícil segurar o repasse à inflação O governo não está conseguindo conter por mais tempo as pressões de preços, principalmente, da energia e dos combutíveis. O IPCA de janeiro trará o primeiro repasse O IBGE irá analisar ainda neste mês como o custo da geração térmica será contabilizado no IPCA. A definição sairá até dezembro, podendo passar pelo Conselho Consultivo do Instituto Já no caso dos combustíveis, quesóteveumaumentoemjaneiro, a pressão da Petrobras por novo reajuste vem ganhando força e o mercado já espera alguma decisão antes do fim de Aqui, a renúncia fiscal deve continuar a Contribuição sobre Intervenção no Domínio Econômico (Cide) foi zerada em junho de 2012, para evitar repasse de um aumento de preços à inflação já que é consenso que o governo não voltará a aumentar a alíquota. Em 2011, último ano de alíquota cheia, a Cide arrecadara R$ 8,9 bilhões. O IBGE ainda analisa como o repasse do custo da geração térmica será contabilizado no IPCA. A definição sairá neste mês, podendo exigir a reunião de especialistas do Conselho Consultivo do Instituto. Eulina Nunes, coordenadora de Índices de Preços do IBGE, afirma que ainda não avaliou a conta, mas ressalta que, como item de consumo a influenciar o orçamento das famílias, o normal será que o custo das térmicas seja incorporado ao IPCA a partir do mês de janeiro. Como ainda é motivo de análise, a inserção do gasto com a geração de energia no IPCA segue uma incógnita. Se não for contabilizada no indicador de inflação, o governo, em ano de eleição presidencial, será favorecido. Existe brecha para isso. Eulina, em coletiva de imprensa para apresentar o IP- CA de outubro, citou o exemplo do IPTU, que não entra no cálculo do IPCA, por ser considerado um custo das famílias com patrimônio e não item de consumo recorrente. Porém, o que tem efeito na conta das famílias entra, necessariamente, no IPCA, diz André Braz, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Questionada sobre a possibilidade de o IBGE sofrer influência do governo federal para não incluir os gastos com a geração tér-

5 Alexandre Cassiano CESTA BÁSICA Aumento em 15 das 18 capitais O preço da cesta básica aumentou em 15 das 18 capitais, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores altas foram registradas no Rio (5,86%), em Curitiba (4,80%), em Porto Alegre (4,35%) e em Vitória (4,06%). Houve decréscimo apenas em João Pessoa (2,06%), Manaus (1,23%) e no Recife (0,08%). Redação Sexta-feira e fim de semana, 8, 9 e 10 de novembro, 2013 Brasil Econômico 5 Com pico de R$ 50 a caixa, tomate retoma o papel de vilão Aline Salgado mica no IPCA de 2014, Eulina enfatizou o caráter independente do Instituto. A regra não vem de Brasília para o IBGE adotar, porque o IBGE tem independência técnica. É uma questão de conceituação, enfatiza. A única maneira de o governo conseguir evitar o impacto da geração térmica sobre o IPCA é concedendo desonerações tributárias para o setor elétrico, que funcionem como compensações, acredita Braz, do Ibre/FGV. O problema é que o despacho das térmicas está sendo muito grande enãotemcomoumsóagentepagar essa conta por muito tempo, pondera o professor do Instituto da Economia da Energia da UFRJ Edmar Almeida. A partir de 2014, sempre que a geração térmica for alta, o consumidor pagará de R$ 1,50 a R$ 3 por cada 100 quilowatts-hora consumidos. Além do programa de redução tarifária posto em prática pelo governo federal no início deste ano, com a antecipação da concessão de algumas usinas geradoras condicionada à queda dos preços para os consumidores, a conta de luz também ficou menor neste ano por causa de reduções no recolhimento dos tributos PIS/Cofins/Pasep a cada mês. Em outubro, pontualmente, a energia elétrica ficou 0,58% mais barata por esse motivo. No Rio de Janeiro, por exemplo, o MWh distribuído pela concessionária Ampla caiu 72,64% por causa da tributação. Em Porto Alegre, houve redução de 60,56% e de 16,24% em duas das três distribuidoras locais, cujos nomes o IBGE não revelou. E, em Belo Horizonte, a queda foi de 10,02%. Nesse caso, contudo, não se trata de custos bancados pela União, como no episódio das térmicas. Mas de aproveitamento de créditos tributários, previsto nas regras da Receita Federal de recolhimento dos tributos, adotada sempre que há despesas extraordinárias pelas empresas. Questionado sobre a possibilidade de sofrer influência do governo federal para não incluir os gastos com a geração térmica no IPCA de 2014, o IBGE enfatizou seu caráter independente Efeito dólar sobre alimentos elevou índice de outubro Contaminados pelo câmbio, os alimentos foram os principais responsáveis pela alta do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em outubro, quando a taxa chegou a0,57%,ante0,35% registrados em setembro. Foi a maior taxa de inflação desde fevereiro, quando o índice ficou em 0,60%. No acumulado do ano, o IPCA ficou em 4,38%, taxa igual à registrada de janeiro a outubro de Em 12 meses, o IPCA foi de 5,84%, ligeiramente abaixo dos 5,86% de igual período do ano anterior. As principais influências sobre o índice partiram do tomate, com taxa de 18,65%; da farinha de trigo (3,75%); do frango inteiro (3,44%); e de carnes (3,17%) e frangos em pedaços (2,48%). Em contrapartida, energia elétrica e outros preços monitorados contribuíram para segurar o índice, diz a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. Para novembro, estão previstas influências decorrentes dos reajustes de preço da energia (6,20%) e da água (6,27%) no Rio; da energia em Porto Alegre (13,30%) e em São Paulo (6,85%); e do cigarro (13%), sob o efeito do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados. Após análise dos dados divulgados ontem pelo IBGE, o Santander projeta inflação de 0,72% no mês que vem. O grupo alimentação ainda deverá influenciar o indicador. Além disso, temos o reajuste dos combustíveis e das passagens aéreas, que podem contaminar a inflação, explica o estrategista chefe da Santander Asset Management Ricardo Denadai. Para o Banco Itaú, a alta será de 0,63%. Os preços da alimentação devem subir menos do que no último mês, mas os grupos transportes e despesas pessoais pressionarão mais. As passagens aéreas devem voltar a subir, após queda de 2% em outubro, destaca o economista Elson Teles, do Itaú. Bruno Dutra Após meses esquecido, o tomate voltou a ser protagonista da inflação, papel que deve exercer pelos próximos meses. O preço do produto teve alta de 18,65% em outubro, puxando o aumento geral no grupo alimentos, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE. De acordo com o Instituto, o preço chegou a avançar 52,69% na Região Metropolitana do Rio. Em números reais, a caixa com 23 a 25 quilos atingiu preços de R$ 50, quando, em setembro, o pico registrado parou nos R$ 25, segundo a Ceasa- RJ (Central de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro). Chefe da Divisão Técnica da Ceasa, Antônio Carlos Rodrigues explica que a supervalorização do tomate é reflexo do impacto da entressafra. Não vivemos nenhum momento atípico. De junho a setembro, normalmente, passamos pelo pico da safra no Noroeste Fluminense e Médio Paraíba, regiões produtoras, com o tomate sendo vendido a baixo preço, em torno de R$ 20 a caixa. Mas, ao nos aproximarmos do verão e do período das chuvas, a produção é afetada e isso aparece no preço ao consumidor final, explica Rodrigues, que destaca a manutenção da tendência de alta nos preços do item nos próximos meses. Economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Cargas (Ibre/FGV), André Braz, confirma a análise da Ceasa- RJ. Segundo Braz, apesar de alto, o preço do tomate não atingiu ainda seu ápice, que deve se dar só em janeiro, devido ao clima quente e chuvoso. Daqui para frente não teremos janelas de queda no preço do produto. Com o verão dando o ar da graça, isso deve comprometer a regularização da oferta desde já, diz Braz. Maior produtor industrial de tomate, o Estado de Goiás também sentiu o aumento no preço do hortifruti. Analista de Mercado da Federação de Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Pedro Arantes aponta para a logística como a causa da inflação na região. Na virada do mês, tivemos problemas de abastecimento que duraram três dias e fizeram dobrar o preço final. Antevendo as chuvas, os produtores mantiveram o preço, que agora chega a R$ 60 a caixa, frisa.

6 6 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 8, 9 e 10 de novembro, 2013 BRASIL DadoGaldieri/Bloomberg INDÚSTRIA E CÂMBIO 12 meses Horizonte de tempo necessário para a indústria reagir e se beneficiar do câmbio ar$2,30our$2,40. 2% Patamar de crescimento que dificilmente será atingido pela produção industrial em 2013, segundo projeção do Instituto para Estudos do Desenvolvimento Industrial (Iedi). Para a indústria o dólar deveria estar em pelo menos R$ 2,40, para aumentar sua competitividade frente aos importados Um câmbio que não ajuda, nem contribui Além de ser pouco para dar um alento à indústria, vem pressionando a inflação e o PIB Sonia Filgueiras Brasília No patamar de R$ 2,30 e oscilando, o câmbio deverá ter impacto negativo sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo semestre. Além de pressionar a inflação, como demonstrou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro, a desvalorização do real não chega a impedir a competição com importados, como indicaram os últimos resultados da indústria. O dólar neste patamar é pouco para dar à indústria uma competitividade inconteste, diz o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Julio Gomes de Almeida, do Instituto para Estudos do Desenvolvimento Industrial (Iedi). O economista Luiz Fernando de Paula, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Uerj), concorda: A volatilidade do câmbio reduz a previsibilidade, o que é ruim para o empresário, aborta decisões de investimento e produção e compromete os resultados. E o patamar atual também não ajuda. Julio Gomes diz que R$ 2,40 seria o patamar capaz de permitir à indústria um nível de competitividade mais robusto em relação a importados, mas ressalva: A taxa de R$ 2,30 não é ideal, mas também não é de se jogar fora. O problema é que, com o câmbio instável, o empresário não decidirá produzir mais ou exportar mais. Ele fica paralisado. Gomes acrescenta que parte do comportamento fraco da indústria nos últimos meses é devido à evolução cambial incerta. Com o câmbio instável, o empresário não toma a decisão de trocar o seu fornecedor externo por outro interno, exemplifica André Macedo, gerente de Análise e Estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O A taxa de R$ 2,30 não é ideal, mas também não é de se jogar fora. O problema é que, com o câmbio instável, o empresário não decidirá produzir mais ou exportar mais. Ele fica paralisado Júlio Gomes de Almeida Economista do Iedi adiamento da troca adia igualmente o benéfico efeito multiplicador que o uso de fornecedores brasileiros teria para a economia. Segundo Julio Gomes, para que a indústria seja capaz de aproveitar o novo patamar do câmbio em seus negócios, seja ele R$ 2,30 ou R$ 2,40, é necessária alguma estabilidade por ao menos por um ano. Na análise divulgada na última semana, o Iedi classificou como fraco o desempenho da indústria ao analisar resultados mais recentes divulgados pelo IBGE. O Iedi apontou a perda de fôlego da produção industrial ao longo do ano. Apesar de ter avançado 0,7% em setembro em relação ao mês anterior, produção industrial brasileira mostrou uma retração de 1,4% no trimestre de julho a setembro, em relação ao trimestre imediatamente anterior, conforme o Instituto. Significa uma desaceleração das taxas de crescimento da indústria em geral em 2013 que, aliás, já eram tímidas: 0,9% no primeiro trimestre e 1,0% no segundo, diz o texto. Essa desaceleração se repete em todas as categorias de uso. Mesmo no setor de bens de capital que vem puxando fortemente o crescimento da indústria em 2013 houve pronunciada desaceleração no terceiro trimestre, após registrar taxas de 9,4%, 4,2% e 1,4%, respectivamente, no primeiro, segundo e terceiro trimestres. De acordo com o Iedi, com o resultado da indústria em setembro e no terceiro trimestre, a expectativa é de que o quarto trimestre seguirá no mesmo ritmo, projetando-se um avanço da produção industrial que poderá ser inferior a 2,0% em 2013, uma taxa que não recompõe a queda de 2012, que foi de 2,6%. O impacto do câmbio na inflação vem ocorrendo via alimentos. A elevação do IPCA em outubro (0,57%), acima do índice de setembro (0,35%), foi puxada principalmente por farinha de trigo, frango e carnes, além do tomate. De acordo com Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE, o dólar influencia diretamente os preços do trigo e isso ajuda a espalhar a inflação em alguns itens importantes na alimentação, especialmente os básicos como o pão francês e o macarrão. A pressão do dólar inicia nos alimentos e é mais visível, principalmente, nas commodities, como o trigo, ressaltou ela na divulgação do IPCA. Além disso, em situações de queda do dólar, dificilmente haverá repasse para o consumidor. Em um período em que o câmbio está um pouco mais acomodado, nem sempre é possível observar a influência sobre os preços, afirmou a especialista do IBGE.

7 Divulgação AGROTÓXICOS Importação autorizada contra praga O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento autorizou a importação de agrotóxicos e outras medidas para contenção da praga Helicoverpa armigera, lagarta que está atingindo lavouras no oeste da Bahia. Na segunda-feira, a pasta já havia decretado estado de emergência fitossanitária na regiãoe agora permitiu a compra de agrotóxicos com o ingrediente ativo benzoato de emamectina. ABr Sexta-feira e fim de semana, 8, 9 e 10 de novembro, 2013 Brasil Econômico 7 Mineração poderá ter seus royalties destinados à Defesa Deputado vai propor projeto direcionando parte da Cfem para cobrir a falta de recursos nas Forças Armadas Edla Lula Brasília Assim como aprovamos recursos dos royalties do petróleo para educação e saúde, pretendo propor a mesma lógica para transferir recursos da atividade de mineração para a Defesa Nelson Pellegrino Deputado federal (PT-BA) Parte das receitas oriundas da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem, os royalties da mineração) poderá ser destinada à Defesa Nacional. A proposta é do presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, Nelson Pellegrino (PT-BA). O parlamentar elabora projeto de lei criando um fundo para financiar projetos estratégicos na área de Defesa, no qual a Cfem aparece como uma das fontes de financiamento. A falta de recursos para investimentos nos projetos das Forças Armadas, apontada como o principal empecilho à evolução da Estratégia Nacional de Defesa, foi tema de audiência conjunta realizada pelas comissões de Defesa da Câmara e do Senado. Além de figurar entre os menores orçamentos para investimentos do governo Federal, representando 1,8% do total, a Defesa é, costumeiramente, a pasta mais sacrificada quando há contingenciamento. Para 2014, o orçamento previsto para despesas de custeio e investimento soma R$ 19,6 bilhões, valor inferior à necessidade de investimentos das três forças juntas, calculada em cerca de R$ 25,6 bilhões. A reunião de ontem teve como objetivo levantar os R$ 6 bilhões restantes. Alcançar esse valor apenas por emendas parlamentares não é fácil, afirmou Pellegrino. De acordo com o deputado, as comissões estão trabalhando para remanejar os recursos usando tanto as emendas de comissão que tenham áreas correlatas com a Defesa como a de Ciência e Tecnologia quanto as emendas individuais. Diante da certeza de que não há espaço no projeto de lei orçamentária para levantar o montante total, o deputado pretende criar novos instrumentos para financiar os projetos. Assim como aprovamos aqui que recursos dos royalties do petróleo sejam destinados à educação e saúde, pretendo propor a mesma lógica para transferir recursos da atividade de mineração para a Defesa, disse Pellegrino. O parlamentar quer levar a proposta à comissão que trata, na casa, do novo marco regulatório da mineração. Ele argumenta que Aeronáutica, Marinha e Exército terão papel fundamental na proteção de áreas de infraestruturas que ele considera sensíveis, como hidrelétricas, a Amazônia e a área do pré-sal. Além disso, o parlamentar diz que vai propor mecanismos que impeçam o contingenciamento de projetos estratégicos para a segurança nacional, assim como aconteceu com a inclusão do Sistema de Proteção das Fronteiras (Sisfron) no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mesmo diante da dificuldade do governo em conseguir cumprir a meta de superávit fiscal este ano, o parlamentar afirmou que trabalha para, ainda em 2013, descontingenciar R$ 3,4 bilhões bloqueados no início do ano. Embora reclame por mais recursos, o secretário- geral do Ministério da Defesa, Ari Matos Cardoso, afirma que a situação já foi pior. De uma posição de 35% daquilo que pedíamos e recebíamos, saltamos para 65%, de 2008 para 2013, o que significa um crescimento, diz Cardoso. De acordo com os dados apresentados pelo secretário-geral, até 2008, quando foi lançada a Estratégia Nacional de Defesa (END), a diferença entre a demanda por investimentos das Forças e o que era disponibilizado no orçamento correspondia a uma média de 35%. A partir da END, o orçamento passou a atender, em média, a 62% do que foi pedido. Cardoso também destacou o aumento das despesas com investimento, de R$ 4,6 bilhões em 2003 para os R$ 19,6 bilhões em Além do Sisfron, estão entre os principais programas o Prosub, parceria com a França para a construção de submarinos nucleares; o sistema de gerenciamento da Amazônia Azul; a reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz; e a construção de lançadores de satélite, além da compra de baterias antiaéreas russas. PELA DEFESA LucioBernardoJr./Ag. Câmara Os comandantes das três Forças Armadas (à esquerda) participaram da audiência que discutiu a falta de dinheiro para a Defesa R$ 19,6 bi É o valorprevisto no orçamento de 2014 para investimentos na Defesa - Aeronáutica Marinha e Exército. R$ 25,6 bi É o valorda necessidade de investimentos do setor em projetos como o submarino nuclear e a reconstrução da base daantártida. R$ 6 bi É o volume que o Congresso terá que acrescentar ao projeto de lei orçamentária.

8 8 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 8, 9 e 10 de novembro, 2013 BRASIL DiógenisSantos/Ag. Câmara REPRESENTAÇÃO DOS ESTADOS Votos contra resolução do TSE liberados A Câmara vota na terça-feira projeto de decreto legislativo para anular resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que altera o número de deputados de oito estados. Sem consenso sequer entre parlamentares da mesma legenda, a maioria dos partidos decidiu liberar os votos. Entre os defensores da medida, estão bancadas do Amazonas, do Ceará e do Pará, que ganharão assentos. ABr Alta do IPTU em SP pode prejudicar o PT em 2014 Ao excluir a população do debate, governo repetiu o erro que desencadeou manifestações de junho, dizem cientistas políticos Reajuste sancionado por Haddad esta semana, foi suspenso pela Justiça, a pedido do MP ABr Patrycia Monteiro Rizzotto São Paulo Há uma semana, um grupo de 60 pessoas plantou-se na frente da casa do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, no bairro do Paraíso, Zona Sul da capital, gritando palavras de ordem como: Ei, Haddad, abaixa o IPTU!. Não são poucas, nem leves, as críticas que Haddad vem enfrentando desde que anunciou, em outubro, o reajuste no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) com índices médios acima da inflação 20%, para imóveis residenciais, e 35% para os comerciais. Entidades empresariais como Fiesp, Sebrae e Fecomercio se manifestaram contra o aumento, bem como parte da população paulistana, principalmente nas redes sociais. O desgaste político do prefeito no primeiro ano de seu primeiro mandato é evidente. E já se teme que possa resvalar na imagem do próprio Partido dos Trabalhadores (PT) que tem no ministro da Saúde, Alexandre Padilha, forte candidato ao governo de São Paulo em Para o cientista político Cristiano Noronha, da consultoria Arko Advice, o primeiro arranhão na imagem de Haddad ocorreu em junho, quando ele anunciou o aumento de R$ 0,20 no preço da tarifa de ônibus. A medida foi o estopim para a maior manifestação social do país nos últimos tempos. Na ocasião, mesmo diante da insatisfação popular, o prefeito resistiu e não quis ceder em relação ao aumento. Só recuou depois que o tema ganhou a proporção que ganhou e após ter sofrido uma espécie de intervenção de Lula e Dilma, que o aconselharam politicamente na época, afirma. Para Noronha, Haddad pode recuperar prestígio popular, desde que desenvolva ações concretas e positivas nas áreas de transporte e segurança, que são as maiores expectativas do cidadão paulistano. De acordo com o marqueteiro político Carlos Manhanelli, da Manhanelli Associados, quem orientou o prefeito Fernando Haddad é, sem dúvidas, leitor de Maquiavel. O pensador italiano defendia que as ações negativas de governo Retomada de prestígio de Haddad junto aos paulistanos depende de ações concretas e positivas nas áreas de transporte e segurança pública, aponta o cientista político Cristiano Noronha Assim como Marta Suplicy, que passou a ser chamada de Martaxa após a criação das taxas de iluminação pública e de lixo, o prefeito de São Paulo ganhou o apelido de Maldadd deveriam ser realizadas imediatamente, em uma tacada só, enquanto as positivas deveriam sair em pequenas doses, no longo prazo, brinca. Segundo Manhanelli, o PT corre o risco de ficar estigmatizado em São Paulo. Quando a Marta Suplicy instituiu as taxas de iluminação pública e de lixo, logo passaram a chamá-la de Martaxa, o que contribuiu para certa impopularidade de sua gestão. Agora estão fazendo um trocadilho com o nome do prefeito, chamando-o de Maldadd. O pior é que o valor do tributo vai até cair em algumas regiões da cidade, mas o prefeito não soube tirar proveito disso, analisa. Em consonância, o consultor político Gaudêncio Torquato, do escritório GT Marketing e Comunicação, também considera que Fernando Haddad falhou na forma de comunicar o aumento do IPTU e ainda na maneira como conduziu o processo de aprovação na Câmara dos Vereadores. O prefeito começou sua gestão com saldo positivo de imagem, totalmente desvinculado da velha política, como um personagem novo no cenário político de São Paulo. Claro, o gestor não pode ser populista a ponto de não reajustar tributos, mas foi um erro promover um aumento acima da inflação sem antes envolver a sociedade no debate. As manifestações de junho indicam que a população quer ser mais ouvida, quer participar. Ele deveria ter consultado as diversas entidades representativas antes de anunciar o reajuste e, principalmente, deveria ter construído uma mensagem mais clara e didática sobre o aumento, diz. Para Torquato, o reajuste deve respingar na campanha de Haddad deixou um Cavalo de Tróia na fortaleza de Alexandre Padilha, afirma. Na visão do cientista político Cláudio Couto, da Fundação Getúlio Vargas/SP, é precipitado mensurar o desgaste de Haddad, sem realizar antes uma pesquisa de opinião pública. O aumento do IP- TU pode ter um impacto muito lateral na eleição de No ano que vem o que estará em xeque é a avaliação do governo Geraldo Alckmin e da presidenta Dilma Rousseff. O eleitor sabe distinguir os níveis de governo, afirma.

9 Francisco Stuckert ENERGIA Bioenergia continua como prioridade Secretário de Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura (foto), disse ontem que a geração de energia hidrelétrica, eólica e a partir do bagaço de cana se manterão como prioridade do governo nos próximos anos. Ele ressaltou, porém, que a preocupação com o setor abrange o esgotamento do potencial hidrelétrico, previsto para ocorrer entre 2025 e ABr Sexta-feira e fim de semana, 8, 9 e 10 de novembro, 2013 Brasil Econômico 9 Mobilidade em 50% das verbas Dos R$ 50 bilhões prometidos pela presidenta, em junho, R$ 25 bilhões já tiveram liberação anunciada Amanda Raiter O governo federal já comprometeu metade dos R$ 50 bilhões prometidos pela presidenta Dilma Rousseff para mobilidade urbana no país, após as manifestações de junho. A última liberação anunciada foi feita ontem para custear projetos propostos pelos municípios de Guarulhos e Osasco, na Grande São Paulo, no valor de R$ 769 milhões. Assim, já estão prometidos R$ 24,9 bilhões para obras e projetos selecionados pelo Ministério das Cidades. Os recursos prometidos pela presidenta estão incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2. Além das duas cidades paulistas, já foram liberados recursos dentro do que foi chamado pela presidenta de Pacto da Mobilidade para: Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Nova Iguaçu (RJ), Duque de Caxias (RJ), São Gonçalo (RJ), Campinas (SP), ABC Paulista (SP), Salvador (BA), além da capital paulista. O município de São Paulo recebeu R$ 3,1 bilhões de investimentos para obras de mobilidade urbana, para construção de 99 km de corredores de ônibus, que se somarão aos 126 km já existentes. Já o governo estadual paulista recebeu R$ 5,4 bilhões para trens urbanos e metrô. Esse dinheiro será utilizado para a expansão da Linha 2 do metrô (Vila Prudente-Vila Formosa), da Linha 9 do trem metropolitano e implementação da linha férrea Zona Leste-Aeroporto de Guarulhos, além de modernização de 19 estações. O transporte sobre trilhos também foi beneficiado em Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e Salvador. O governo fluminense recebeu R$ 2,6 bilhões para construir a chamada Linha 3 do metrô, que ligará Niterói a São Gonçalo por um monotrilho, na região metropolitana. Municípios do Grande Rio também foram agraciados pelo Pacto da Mobilidade: R$ 65 milhões foram prometidos para a produção de projetos e estudos de obras nos municípios de São Gonçalo, Duque de Caxias e Nova Iguaçu. Para a capital paranaense, o governo federal anunciou a liberação de R$ 4,5 bilhões para a construção do metrô. Desse total, R$ 1,8bilhão será com recursos do Orçamento Geral da União (OGU). Ou seja, dinheiro a fundo perdido. Porto Alegre teve o projeto de obras do metrô aprovado pelo Ministério das Cidades e incluído no Pacto da Mobilidade. Foi anunciada a liberação de R$ 1,77 bilhão do OGU. O restante das obras será custeado com recursos estaduais (R$ 1,08 bilhão), da prefeitura (R$ 690 milhões) e da iniciativa privada (R$ 1,3 bilhão). A capital gaúcha ganhou ainda investimentos de R$ 200 milhões para corredores exclusivos de ônibus, elaboração do projeto da Perimetral e de ampliação da entrada de Porto Alegre. Para a Grande Salvador, o governo federal anunciou investimentos de aproximadamente R$ 2,3 bilhões no âmbito do Pacto da Mobilidade, em três obras. Serão dois BRTs, o Lapa-Iguatemi e o Águas Claras-Paripe, além de um VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), a ser construído pelo governo baiano. O VLT metropolitano de Salvador vai ligar os bairros de Comércio e Calçada ao subúrbio ferroviário. PACTO DA MOBILIDADE R$ 5,4 bi É quanto o governo federal anunciou que vai liberar para o governo estadual de São Paulo investir em dois projetos de trens e um do metrô. R$ 2,6 bi Custo do monotrilho a ser construído no Grande Rio. Os recursos foram anunciados por Dilma após os protestos de rua ocorridos em junho. Camargo Corrêa Construções e Participações S.A. - C.N.P.J./M.F. n.º: / N.I.R.E.: Extrato da Ata da Assembleia Geral Extraordinária Data, Hora, Local: , 11hs, sede social, Av. Brig. Faria Lima 1663, 7º and. (parte), 8º and. (parte), 9º and. (parte), SP/SP. Convocação: Dispensada. Presença: Totalidade do capital social. Mesa: Presidente: João Ricardo Auler, Secretária: Alessandra Mendes da Silva, Advogada. Deliberações Aprovadas: 1. ratificaram a nomeação de empresa de Auditoria Independente STCA Consultoria eauditoria Ltda., CNPJ/MF / , sede em SP/ SP que procedeu aavaliação dosativos indicados para aumento de capital da Sociedade; 2. O Laudo deavaliação; 3. Aumentar o Capital Social no valor de R$ ,38, mediante a emissão de novas ações ON sem valor nominal, pelo preço de emissão de R$ 0,99 por ação, calculado com base no valor do Patrimônio Líquido da Sociedade apurado em , mediante a subscrição e integralização, pela única acionista Camargo Corrêa S.A. das novas ações,através da cessão e transferência de 01 quota da empresa Camargo Correa Naval Participações Ltda., sede em SP/SP, CNPJ/MF / , JUCESP NIRE em ,nº /08-6 em (1ª alteração),nº /09-8 em (2ª alteração); nº /10-0 em (3ª alteração); nº /11-1 em (4ª alteração); JUCERJA NIRE , em nº (5ª alteração);nº ,em (6ª alteração),nº , em (7ª alteração),nº ,em (8ª alteração),nº , em (9ª alteração) nº , em (10ª alteração), JUCESP NIRE ,em (10ª alteração),nº /13-8 em (11ª alteração), nº /13-5 em (12ª alteração); nº /13-0 em (13ª alteração); no valor de R$ ,67, devidamente apurado no Laudo de Avaliação, de titularidade de sua única acionista Camargo Corrêa S.A.,e mediante aporte de capital,realizado nesta data, por sua única acionista Camargo Corrêa S.A., no valor total de R$ 0,71, totalizando o valor de R$ ,38, conforme Boletim de Subscrição. Em virtude do aumento de capital social da Sociedade de R$ ,60 para R$ ,98, aprova-se alterararedaçãodoart.5ºdoestatutosocial: Art.5º:OcapitalsocialédeR$ ,98, todo integralizado e dividido em ações ordinárias nominativas sem valor nominal. Único: As ações são indivisíveis em relação à Sociedade e cada ação ordinária corresponde a 1 voto nas deliberações dasassembleias Gerais. 2ª. Consolidação do Estatuto Social. Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata. Presidente: João RicardoAuler, Secretária: Alessandra Mendes da Silva;Acionistas:P/Camargo Corrêa S.A.Marcio Garcia de Souza,Diretor Superintendente e Rodrigo Cardoso Barbosa, Diretor. SP, João Ricardo Auler: Presidente. JUCESP /13-1 em Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral. Estatuto Social - Capítulo I- Da Denominação, Sede, Objeto e Duração.Art. 1º: A Camargo Corrêa Construções e Participações S.A.é uma sociedade anônima que se regerá pelo presente Estatuto e pelas disposições legais que lhe forem aplicáveis. Art. 2º: A Sociedade tem sede e foro em SP/SP. Único: Por deliberação da Diretoria, a Sociedade poderá criar ou suprimir sucursais, filiais, agências ou escritórios, em qualquer parte do País ou no Exterior. Art. 3º: A Sociedade tem por objeto social a participação em outras sociedades, como sócia, acionista ou quotista, no país ou no exterior, podendo constituí-las, organizá-las e adquiri-las, ( holding ). Art. 4º: O prazo de duração da Sociedade é indeterminado. Capítulo II - Do Capital. Art. 5º: O capital social é de R$ ,98, todo integralizado e dividido em ações ordinárias nominativas sem valor nominal. Único: As ações são indivisíveis em relação à Sociedade e cada ação ordinária corresponde a 1 voto nas deliberações das Assembleias Gerais. Art. 6º: Os acionistas, ressalvados os casos previstos em lei, terão direito de receber como dividendo obrigatório, em cada Exercício, 25% do lucro líquido respectivo,observadas as disposições legais aplicáveis.capítulo III - Da Assembleia Geral. Art. 7º: AAssembleia Geral reunir-se-á, por convocação, ordinariamente, nos quatro primeiros meses após o término do exercício social e, extraordinariamente, sempre que os interesses sociais assim exigirem. Único:AAssembleia Geral será instalada e presidida pelo Presidente do Conselho de Administração ou, na ausência ou impedimento temporário deste, será instalada por outro membro do Conselho deadministração e presidida por acionista escolhido entre os presentes.o Presidente daassembleia Geral convidará outro acionista para secretariar os trabalhos. Art. 8º: Somente poderão tomar parte na Assembleia Geral os acionistas cujas ações estejam inscritas em seu nome no livro próprio até 3 dias antes da data da Assembleia Geral. Único: Os acionistas poderão ser representados naassembleia Geral por procurador, na forma da lei, desde que a respectiva procuração seja depositada na sede da Sociedade em até 3 (três) dias antes da data da Assembleia Geral. Art. 9º: À Assembleia Geral Ordinária competirá:i. tomar as contas dosadministradores,examinar,discutir e votar as demonstrações financeiras; II. deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e a distribuição de dividendos;iii. eleger os membros do Conselho deadministração,quando for o caso;iv. eleger os membros do Conselho Fiscal, quando for o caso; e, V. fixar a verba global destinada à remuneração fixa dos administradores no exercício em curso. Capítulo IV - Da Administração.Art. 10:A Sociedade será administrada por um Conselho deadministração e por uma Diretoria. Art. 11: O Conselho deadministração compor-se-á de no mínimo 03 e no máximo 07 membros,sendo 01 Presidente,05Vice-Presidentes e 01 Conselheiro Independente, contratado na forma estabelecida pelo Regulamento Interno, eleitos pela Assembleia Geral, com prazo de gestão de 02 anos, permitida a reeleição. O prazo de gestão se estenderá até a investidura dos novos eleitos. 1º: O Presidente e os Vice-Presidentes do Conselho de Administração serão escolhidos pelaassembleia Geral. O Presidente será substituído, em suas ausências ou impedimentos temporários, por um dosvice-presidentes. 2º: No caso de vaga de qualquer cargo do Conselho de Administração, o substituto será eleito pela Assembleia Geral, quando for o caso, e completará o prazo de gestão do substituído. 3º: O Conselho de Administração reunir-se-á ordinariamente duas vezes ao mês e extraordinariamente, em qualquer data, mediante convocação do seu Presidente, quando os negócios sociais assim exigirem. 4º:A convocação para a reunião do Conselho deadministração será feita com uma antecedência de,no mínimo 2 dias úteis e deverá conter uma indicação dos assuntos que serão tratados. 5º: O Conselho de Administração somente poderá reunir-se para deliberar se presentes, no mínimo, 05 de seus membros, considerando-se presentes os Conselheiros que: (i) participarem da reunião por tele ou videoconferência; (ii) enviarem voto escrito por fax ou correio eletrônico; (iii) forem representados por outro membro do Conselho deadministração, mediante procuração específica para a reunião. O Conselho deadministração poderá reunir-se independentemente de convocação com a presença de todos os seus membros. 6º: O Conselho de Administração deliberará por maioria de votos, cabendo ao Presidente, em caso de empate, voto de qualidade além do voto como membro do Conselho. Art. 12:Ao Conselho deadministração,além dos demais poderes previstos em lei e neste Estatuto,competirá:I. fixar a orientação geral dos negócios da Sociedade e de suas subsidiárias, definir a política de investimento e determinar sua realização consoante o que houver sido deliberado a respeito; II. eleger e destituir os Diretores e fixar-lhes as atribuições, observado o que a respeito dispõe este Estatuto;III. fiscalizar a gestão dos Diretores da Sociedade e de suas subsidiárias,examinar a qualquer tempo, os livros e papéis da Sociedade e de suas subsidiárias, solicitar informações sobre contratos celebrados ou em via de celebração, e quaisquer outros atos; IV. convocar a Assembleia Geral da Sociedade e de suas subsidiárias; V. manifestar-se sobre o relatório da administração e contas da Diretoria da Sociedade e de suas subsidiárias; VI. autorizar a alienação ou oneração, a qualquer título, de bens móveis e imóveis do ativo permanente da Sociedade ou de suas subsidiárias, bem como a cessão ou oneração de direitos de lavra de minério de titularidade da Sociedade ou de suas subsidiárias; VII. autorizar a contratação de mútuo e financiamento, e a emissão das respectivas Notas Promissórias e Letras de Câmbio, pela Sociedade ou por suas subsidiárias; VIII. autorizar a constituição de consórcio envolvendo a Sociedade e/ou suas subsidiárias; IX. autorizar a prestação de garantia a obrigações de terceiros, inclusive endosso, fiança e aval pela Sociedade ou por suas subsidiárias; X. autorizar a outorga de procuração, nos termos do Art. 684 do Código Civil Brasileiro, pela Sociedade ou por suas subsidiárias, com poderes para emitir Notas Promissórias, aceitar e avalizar Notas Promissórias e Letras de Câmbio, quando se tratar de condição de contrato ou negócio autorizado pelo Conselho de Administração; XI. escolher e destituir auditores independentes da Sociedade ou de suas subsidiárias; XII. declarar dividendos intermediários da Sociedade ou de suas subsidiárias,nos casos previstos em lei e neste Estatuto;XIII. deliberar sobre o pagamento de juros sobre o capital próprio da Sociedade ou de suas subsidiárias; XIV. aprovar a verba global destinada à remuneração fixa dos administradores da Sociedade ou de suas subsidiárias, a ser submetida à aprovação da respectiva Assembleia Geral Ordinária, e o valor da parte variável da remuneração da Diretoria da Sociedade ou de suas subsidiárias; XV. determinar a remuneração mensal individual dos administradores da Sociedade ou de suas subsidiárias, respeitada a verba global fixada pela respectivaassembleia Geral; XVI. propor à respectivaassembleia Geral a alteração do capital social da Sociedade ou de suas subsidiárias; e, XVII. propor à respectivaassembleia Geral a alteração do Estatuto Social da Sociedade ou de suas subsidiárias. Único: O Conselho de Administração poderá, através de resolução, autorizar a Diretoria a alienar, independentemente de prévia autorização, bens móveis do ativo permanente da Sociedade ou de suas subsidiárias inservíveis aos negócios sociais. Art. 13: Competirá ao Presidente do Conselho de Administração: I. instalar e presidir as reuniões do Conselho de Administração da Sociedade; II. instalar e presidir a Assembleia Geral da Sociedade e de suas subsidiárias; e, III. desempenhar outras funções específicas que lhe forem atribuídas no Regulamento Interno ou por outra forma pelo Conselho deadministração. Art. 14: A verba global para remuneração dos membros do Conselho deadministração será fixada pela Assembleia Geral. Art. 15: A Diretoria, consoante às áreas de responsabilidade e competência em que se estruturam seus cargos, compor-se-á de até 12 membros, sendo 01 Diretor Presidente, 05 Diretores Vice-Presidentes, assim denominados: Diretor Vice-Presidente deadministração e Finanças, DiretorVice-Presidente de Operações, DiretorVice-Presidente de Relações Institucionais,DiretorVice-Presidente Comercial,DiretorVice-Presidente Internacional e 06 Diretores com ou sem designação específica, de conformidade com as atribuições estabelecidas no Regulamento Interno da Sociedade. 1º. Os Diretores serão todos residentes no País, eleitos pelo Conselho de Administração, com prazo de gestão de 1 ano, permitida a reeleição. O prazo de gestão dos Diretores se estenderá até a investidura dos novos eleitos. 2º. Os Diretores, em suas ausências ou impedimentos temporários, serão substituídos em conformidade com o que for estabelecido pelo Conselho de Administração. 3º. No caso de vaga de qualquer cargo da Diretoria, a substituição provisória se fará na forma do anterior e o substituto servirá até a eleição do substituto definitivo pelo Conselho de Administração. O substituto definitivo completará o prazo de gestão do substituído. Art. 16: Na prática dos atos jurídicos que impliquem responsabilidade para a Sociedade, esta se obrigará mediante a assinatura, em conjunto, de 2 Diretores. Na prática de atos de mero expediente a Sociedade será representada isoladamente por qualquer Diretor ou por procurador devidamente nomeado. Único:A assinatura de qualquer documento relativo à alienação ou oneração de bens móveis ou imóveis do ativo permanente, cessão ou oneração de direito de lavra de minério, contratação de mútuo e financiamento, constituição de consórcio e prestação de garantia a obrigações de terceiros dependerá de prévia autorização do Conselho de Administração, ressalvado o disposto no único do art. 12 deste Estatuto. Art. 17:Além das demais atribuições previstas neste Estatuto Social e no Regulamento Interno da Sociedade, bem como de quaisquer outras que lhe forem conferidas por resolução do Conselho de Administração, competirá: I. ao Diretor Presidente: a) representar a Sociedade, ativa e passivamente,emjuízo,especialmentepararecebercitaçãoinicial,epraticarosatosnecessários ao regular funcionamento da Sociedade; b) convocar e presidir as reuniões da Diretoria, bem como coordenar e supervisionar os trabalhos desta; c) cumprir e fazer cumprir este Estatuto, as resoluções da Assembleia Geral e as do Conselho de Administração; d) coordenar, supervisionar os trabalhos e avaliar o desempenho dos demais Diretores,de conformidade com o que for definido no Regulamento Interno. II. Aos Diretores Vice-Presidentes e demais Diretores, competem, além das atribuições que lhes são conferidas por lei e por este Estatuto, as contidas no Regulamento Interno. Art. 18:A Sociedade, representada na conformidade do Art. 16, caput deste Estatuto e observadas as disposições legais e estatutárias aplicáveis, poderá constituir mandatário objetivando a prática dos atos e operações expressamente previstos, determinados e especificados no respectivo instrumento de procuração. 1º: Respeitado o disposto no caput deste artigo, a representação da Sociedade no exterior, dependerá de prévia autorização do Conselho deadministração. 2º:A Sociedade, respeitado o previsto na letra a, inciso I do Art. 17, deste Estatuto, poderá constituir mandatário para representá-la,ativa e passivamente,em Juízo,com poderes específicos,para agir isoladamente, inclusive prestar depoimento pessoal. 3º: À exceção das procurações outorgadas com poderes ad judicia e das autorizadas nos termos do inciso X doart. 12, todas as outras terão prazo de vigência de 01 ano, contados da data da sua assinatura, podendo ser renovadas por igual período. 4º: Os procuradores da Sociedade agirão: a) em conjunto com um diretor ou com outro procurador, como regra geral; b) isoladamente, quando essa condição vier expressamente consignada no instrumento de mandato.art. 19:A remuneração dos membros da Diretoria será composta de: I. uma parte fixa, paga mensalmente, cujo montante individual será determinado pelo Presidente do Conselho de Administração, respeitada a verba global fixada pela Assembleia Geral Ordinária; e, II. uma parte variável, cujo montante global será fixadopeloconselhodeadministração, respeitadas as disposições legais pertinentes, e cujos montantes individuais também serão aprovados pelo Conselho de Administração, segundo os critérios definidos no Regulamento Interno. Capítulo V - Conselho Fiscal. Art. 20: A Sociedade terá um Conselho Fiscal, com as atribuições e os poderes que a lei lhe confere, composto de 03 a 05 membros e suplentes em igual número, acionistas ou não, residentes no País, eleitos pelaassembleia Geral, permitidos a reeleição. 1º: O Conselho Fiscal é órgão não permanente, somente será instalado pela Assembleia Geral a pedido de acionistas, na forma da lei, e seu período de funcionamento terminará na primeira Assembleia Geral Ordinária após a sua instalação. 2º: A Assembleia Geral que eleger os membros do Conselho Fiscal fixará a respectiva remuneração. 3º: Os membros efetivos do Conselho Fiscal serão substituídos, nos seus impedimentos ou faltas, pelos membros suplentes, segundo a ordem de nomeação na Assembleia Geral que os eleger. Capítulo VI - Do Exercício Social, Balanço, Lucros e Sua Aplicação. Art. 21: O exercício social se encerrará em 31 de dezembro de cada ano. Art. 22: Encerrado o exercício social, será levantado o balanço respectivo, com observância das disposições legais e estatutárias aplicáveis, para verificar os resultados do período. Art. 23: Do lucro líquido verificado será deduzida:i. uma parcela de 5% desse lucro líquido,destinada à constituição da reserva legal, observado o limite estabelecido em lei; II. uma parcela destinada à constituição de reservas para contingências, na forma da lei; III. uma parcela destinada ao dividendo obrigatório a que os acionistas, na forma do art. 6º deste Estatuto, têm direito; e, IV. uma parcela de 5% destinada à reserva para renovação de equipamentos, observado o limite máximo de 30% do capital social. Único: O saldo do lucro líquido ficará à disposição daassembleia Geral que, observadas as disposições legais aplicáveis, deliberará sobre a sua destinação. Art. 24: A Sociedade poderá levantar balanços semestrais ou, ainda, correspondentes a períodos menores, e declarar, por deliberação do Conselho de Administração, dividendos à conta do lucro apurado nesses balanços, observadas as disposições legais aplicáveis. 1º: O Conselho deadministração poderá, também, declarar dividendos à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual. 2º: Por deliberação do Conselho de Administração poderão ser pagos juros sobre o capital próprio, imputando-se o valor dos juros pagos ou creditados ao valor do dividendo obrigatório, com base no art. 9º, 7º, Lei de Art. 25: Os dividendos serão colocados à disposição dos acionistas, salvo deliberação da Assembleia Geral, no prazo de 60 dias da data em que for decidida a sua distribuição e, em qualquer caso, dentro desse exercício social. Capítulo VII - Da Liquidação. Art. 26: A Sociedade entrará em liquidação nos casos previstos em lei, competindo à Assembleia Geral determinar o modo de efetuá-la e nomear o liquidante. Capítulo VIII - Das Disposições Gerais. Art. 27: É expressamente vedado o uso do nome da Sociedade para a outorga de fiança ou aval de favor. Art. 28: A Assembleia Geral, através dedeliberaçãotomadapormaioriaabsolutadevotos,poderádecidiratransformação da Sociedade. Art. 29: Os casos omissos neste Estatuto serão regulados pela Lei das Sociedades Anônimas e demais legislação aplicável.

10 10 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 8, 9 e 10 de novembro, 2013 EMPRESAS Editora: Flavia Galembeck ENTREVISTA NELSON MUSSOLINI Presidente executivo do Sindusfarma Daniel Carmona São Paulo Qual é o estágio de desenvolvimento da indústria farmacêutica brasileira hoje? O lançamento dos genéricos capacitou a indústria à qualidade, em conjunto com a expansão do mercado. Mas quando você chega a um determinado patamar, há duas possibilidades: ou avança ou caminha para trás. As empresas seguem essa mesma lógica. Elas tinham os similares, cópias simples, quando passaram a fazer os genéricos com qualidade. Isso as credenciou a um estágio superior, que é desenvolvimento de produtos. Essa evolução ocorreu com a legislação dos genéricos de Essa mudança fez o Brasil seguir pelo caminho da qualidade, com a Anvisa credenciando os laboratórios a um patamar internacional de produção de medicamentos. Isso alavancou as indústrias amelhorarasdrogasatravésde nanotecnologia, formulação diferenciada ou associação de produtos. Nós deixamos de copiar para fazermos modificações incrementais. Daqui a pouco estaremos no estágio de descobrir drogas. Isso é fato. O que falta para chegarmosa essa ponto? Fracionar não é chegar na farmácia e o atendente picotar o medicamento. Onde ela existe, o produto é colocado em outra embalagem, dentro de um ambiente correto e esterilizado DEIXAMOS DE COPIAR REMÉDIOS E EM BREVE VAMOS DESCOBRIR DROGAS Nelson Augusto Mussolini atuou em grandes laboratórios farmacêuticos nacionais e internacionais, entre eles Eurofarma e Novartis, ao longo de 30 anos. Há pouco mais de 13 anos ele acompanhou de perto o salto dado pela indústria nacional, que deixou de apenas fabricar genéricos para aplicar nanotecnologia, formulação diferenciada e associar diferentes substâncias nos remédios produzidos aqui. Com os biossimilares, setor em que o governo está orquestrando a união de diferentes empresas, a evolução pode ser ainda maior. Estamos nos preparando para ser um grande produtor de biossimilares O governo está começando a fazer a parte dele ao olhar para a questão do financiamento. O BN- DES tem hoje seus programas de financiamento, assim como o Ministério da Ciência e Tecnologia. O governo fala em R$ 8 bilhões para a indústria farmacêutica, sendo R$ 5 bilhões do BNDES e outros R$ 3 bilhões do Ministério. Essa é uma parte da questão que está sendo feita ao incentivar a descoberta de novas patentes. No entanto, temos uma lei de 2003 que regula o mercado farmacêutico e que hoje é uma trava para a inovação. Se você descobre um método de fazer determinado medicamento usando menos ingrediente ativo, com maior segurança e tecnologia, o governo paga menos por ele porque o preço é baseado na quantidade de ingrediente ativo. Na comparação com um carro, um Mini Cooper teria que custar muito mais barato que uma Kombi. A Kombi, na área farmacêutica, custa mais que o Mini. Nós precisamos repensar e mudar isso. Enquanto isso, em todos os países do mundo onde surgem invenções para o tratamento de doenças, a remuneração continuasendomuitoboaduranteo período de proteção da patente. De um lado o acesso ao medicamento poderia ser mais fácil, mas, por outro, qualquer um compra remédio de tarja vermelha ou consegue receita para os de tarja preta. Como balancear essa equação que se transformou em um enorme dilema? Esse fato nós não encontramos em outros países. Pela legislação, todo medicamento de tarja vermelha não poderia ser vendido sem receita médica. De fato, muitos desses medicamentos não deveriam ter tarja vermelha até para baratear o sistema de saúde. Achamos que a lei da tarja vermelha precisa sofrer alterações. Se você tem um problema gastrointestinal e precisa de um Omeprazol ou Pantoprazol, não deveria precisar de receita médica. Da forma como está, complicamos o sistema. A Anvisa criou há quatro meses um grupo de trabalho para estudar e fazer levantamentos sobre essa questão. Hoje esse sistema é falho. O governo estuda a desoneração de remédios? Não. É triste, mas não. A questão tributária trata mal a própria estrutura do Estado. Os poderes executivos e legislativos precisam ter maior sensibilidade para reduzir os custos e ganhar na outra ponta. Reduzir tributo de medicamento é reduzir o custo da máquina da saúde ou permitir que o consumidor possa investir em sua qualidade de vida também. Reduzir o preço do tablet é muito mais interessante do que reduzir preço de medicamento. A França é o país que mais imposto cobra. Sobre o PIB, 44% é a média de arrecadação de imposto, mas sobre medicamentos é apenas 2,1% porque eles concluíram que é melhor uma pessoa saudável pagar 2,1% de imposto sobre medicamento e ser produtiva e conseguir pagar os 44% de outros tributos. Existe necessidade de manter preço fixo para determinados medicamentos quando os descontos dão flexibilidade a essa regra? É uma utopia falar que não é necessário ter controle governamental sobre os preços. Há necessidade disso para os produtos com baixa concorrência, Acredito que as empresas vão cada vez mais segmentar suas atividades, desenvolvendo focos específicos. A Roche, por exemplo, direcionou todos seus esforços para a biotecnologia

11 Divulgação FARMACÊUTICA Desvio de conduta custa US$ 2,2 bi a J&J A unidade Janssen, da Johnson & Johnson, se declarou culpada por comercialização do Risperdal e duas outras drogas para usos não aprovados pelo Food and Drug Administration, incluindo o tratamento de crianças doentes mentais e idosos com demência. Pelo acordo, a empresa vai desembolsar US$ 2,2 bilhões, o terceira mais alto já pago por uma farmacêutica ao governo americano. Bloomberg Sexta-feira e fim de semana, 8, 9 e 10 de novembro, 2013 Brasil Econômico 11 MurilloConstantino mas quando você pega um genérico com 30 concorrentes em sua classe, controlar o preço representa um custo totalmente desnecessário. Agora, quando há um único produto para determinado tratamento, aí sim há necessidade de controle para permitir o acesso. Apesarde toda a evoluçãopropagada pelos genéricos para o mercado, eles não trazem um efeito colateral de crise nas empresas que buscam inovação? Alguns balanços recentes chegam a preocupar... De fato, quando a patente cai acontece um baque dentro das empresas. Elas reduzem as margens e têm queda de rentabilidade. As empresas que não conseguem desenvolver patentes com eficiência e periodicidade sentem mais. Mas elas sabem quando isso vai acontecer e podem se programar para esses ciclos. As transnacionais ganham valor pelo poder de inovação. E aí que surge a necessidade de fusões entre as empresas, já que a cada dia que passa as pesquisas ficam mais caras e os patamares regulatórios são mais exigentes em termos de eficiência ou segurança. Mas as empresas também partem para novos caminhos, como, por exemplo, os produtos biológicos que vão no target da doença. Eles são muito mais caros e apresentam menos efeitos colaterais, mas o dilema é quem vai pagar isso. O privado, sozinho, não consegue pagar. Nos EUA quem está bancando isso são os planos de saúde. Por enquanto, a saída tem sido as fusões ou aquisições de startups de tecnologia com potenciais futuros que reduzem o custo de pesquisa e desenvolvimento. Acredito que as empresas vão cada vez mais segmentar suas atividades, desenvolvendo focos específicos. A Roche focou todo seus esforços em biotecnologia. Daqui 20 anos vamos certamente ter empresas que só cuidam, por exemplo, de câncer de mama. Não há fim desse negócio, mas mudanças de ciclos. Você citou os biológicos. Hoje estamos em busca dos biossimilares. Qual a capacidade deles no avanço de fronteiras do Brasil frente aos demais mercados? Exportamos US$ 2 bilhões, mas importamos US$ 10 bilhões. Nos últimos anos a exportação cresceu cinco vezes e a importação quatro, e o o gap ainda é muito grande. Reverter essa conta é muito complicado. Para os biossimilares terem uma fatia razoável é preciso produzir muito. E esse é o problema. A indústria farmoquímica produz em quilos, a indústria farmacêutica vende em miligramas. Então tem que fazer muito para ter mercado. Por isso não teve incentivo para as empresas prosperarem aqui. Agora estamos iniciando efetivamente esse movimento com o governo brasileiro entrando nesse negócio. Já existem 40 PDPs (Parcerias de Desenvolvimento Produtivo) assinadas com empresas nacionais e internacionais, com laboratórios públicos e margens de preferência definidas. O governo entendeu que esse é o caminho para reverter a balança comercial. Nós estamos nos preparando para ser um grande produtor de biossimilares, certamente, mas os resultados não vão surgir em menos de 5 anos. Há alternativa ao uso de animeis para o desenvolvimento de medicamentos? Cem por cento dos medicamentos e potenciais medicamentos são testados em animais. O beagle, por ser a raça com menor alteração genética, serve como padrão de comparação. Mas o que é melhor? Testar no beagle ou namãedagente?quandoháalguém com câncer na família, queremos o tratamento e não nos perguntamos sobre como os medicamentos foram desenvolvidos. E eles precisaram ser testados em animais irracionais na fase 2 e nos racionais na fase 3. Muito se fala em padrões matemáticos, de computação, mas no final do dia você vai ter que testar. É uma questão dura e complicada defender os testes nos animais, mas da mesma forma como existe a ética para os testes nos seres humanos, há um padrão ético para lidar com os animais. Jáestamospróximosdeumadefinição sobre a Lei de Descarte de ResíduosSólidos que agora será aplicada aos medicamentos? Que é necessário cuidar desse descarte, isso não há dúvida. O que é preciso olhar é o grau de cuidado em cima dessa questão. Será que é necessário envolver uma política de descarte para uma solução de água e sal que utilizamos para desentupir o nariz? Ou será que seria mais inteligente e menos oneroso se classificasse os produtos de acordo com o grau de risco ao meio ambiente? O Conama tentou fazer essa classificação no passado, mas isso não foi para frente. Hoje estão procurando tratar o resíduo de medicamento como outros resíduos que estão por aí. É como se todo medicamento fosse pilha, que você leva para um local apropriado e transforma seus resíduos. O medicamento não funciona desse jeito. Não é possível fazer logística reversa, mas sim uma política de descarte. Ainda não há um modelo bem desenhado. E o custo, quem vai pagar a conta, será definido em um segundo momento. Pela legislação, quem tem a responsabilidade de dar o destino final aos produtos é o próprio poder público. Não dá para apenas o consumidor final pagar, como também não é justo apenas a indústria assumir esse ônus. Ofracionamentodemedicamentos não ajudaria a reduzir o custo dessa logística reversa? A indústria nunca foi contra o fracionamento, mas não estamos preparados para isso. Se isso acontecer a partir de amanhã, os riscos e erros serão muitos. Fracionar não é chegar na farmácia e o atendente picotar o medicamento. Nos países desenvolvidos onde há o fracionamento, as cápsulas estão dentro de uma embalagem maior e, dentro de um ambiente correto e esterilizado, o produto é colocado em outra embalagem, de acordo com a quantidade necessária ao paciente. Para isso seria necessário ter uma vigilância sanitária em outro patamar, presente no ponto de venda. Caso contrário, não vamos resolver nada. O governo fala em R$ 8 bilhões para a indústria farmacêutica, sendo R$ 5bilhões do BNDES e outros R$ 3 bilhões do Ministério. Essa é uma parte da questão para incentivar a descoberta de novas patentes

12 12 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 8, 9 e 10 de novembro, 2013 EMPRESAS Braskem faz projeção cautelosa para 2014 Petroquímica prevê crescimento em torno de 3% para o setor no próximo ano, mas estima elevar o volume de investimentos no mesmo intervalo Moacir Drska São Paulo NÚMEROS R$ 10,7 bi Foi a receita apurada pela Braskem no terceiro trimestre, alta de 16% sobre o mesmo intervalo de Entre julho e setembro, a companhia reportou um lucro líquido de R$ 394 milhões 92% Foi a taxa médiade operaçãodas centrais de matérias-primas da empresa no período, ante 94% no segundo trimestre Após registrar uma sensívelmelhora em seu resultado do terceiro trimestre e enxergar uma recuperação do setor petroquímico na comparação com 2012, a Braskem adota uma postura cautelosa no que diz respeito às projeções do mercado para o próximo ano. A Braskem encerrou o terceiro trimestre com um lucro líquido de R$ 394 milhões, revertendo o prejuízo líquido apurado no mesmo período do ano passado, de R$ 124 milhões. É desafiador prever o que vai acontecer em 2014, pois há um cenário de incertezas. Mas seeu tivesse que apostar, diria que o crescimentovaiestarem linhacomoproduto Interno Bruto (PIB), em torno de 3%, afirmou Carlos Fadigas, presidente da Braskem, durante conferência ontem com jornalistas. A projeção está abaixo da previsãode aumentoda demanda por resinas termoplásticas para 2013, na faixade7% a8%. No acumulado do ano, esse volume atingiu 4 milhões de toneladas, alta de 9% sobre o mesmo intervalo no ano passado. No período, as vendas da Braskem somaram 2,8 milhões de toneladas, uma expansãode 7% na mesmabase de comparação. Para 2014, vejo menos uma desaceleração e mais um índice em linha com a média de crescimento dos últimos três anos no setor, disse Fadigas. Apesar da previsão mais comedida, o executivo disse que a tendência é que os investimentos da Braskem em 2014 superem os R$ 2,2 bilhões projetados para esse ano, em função de fatores como as paradas de manutenção previstas em duas centrais da companhia, em São Paulo e Porto Alegre. Nos nove primeiros meses de 2013, a Braskem acumulou investimentos de R$1,69 bilhão. Dessa soma, 42% foi destinada ao projeto EtilenoXXI, que prevê a construção de um complexo industrial para a produçãode polietileno(pe) noméxico, emum consórciocom apetroquímica local Idesa. Prevista para entrar em operação em meados de 2015, a iniciativa irá demandar um volumeconsideráveldeinvestimentos no próximo ano, diz Fadigas. O executivo também destacou o aporte de R$ 50 milhões, anunciado recentemente, para a instalação de uma linha de polietileno de baixa densidade linear no polo petroquímico de Camaçari (BA). A mesma unidade vai abrigar a fábrica para a produção da resina ABS, plástico usado em setores como a indústria automobilística e de eletrodomésticos. O projeto é uma joint venture com a alemã Styrolution, na qual a Braskem deterá uma participação minoritária, de 30%. Nossa participação é mais para viabilizar o projeto. O Brasil precisa de uma planta de ABS, pois consome quase 100 mil toneladas por ano e 100% da resina é importada. Acompra e venda de ativostambém continua no radar da Braskem. A petroquímica continua participando do processo de compradeativosdabelgasolvay,que envolve instalações em Santo André (SP) e na Argentina. E enxerga oportunidades de vendas de ativos relacionados a resíduos, em acordossimilares àvenda de sua participação em duas empresas de tratamento de água, no fim de Nós continuamos a olhar para ativos tidos como não estratégicos, até como forma de fazer caixa e suportar nosso programa de investimentos, observou Fadigas. Patricia Stavis Fadigas: venda de ativos para apoiar investimentos Vendadeativos ainda está nos planos da Vale, diz Ferreira Os desinvestimentos serão feitos com cuidado. Mineradora também avalia adesão ao Refis Gabriela Murno Um dia depois de divulgar lucro líquido mais de duas vezes maior no terceiro trimestre R$ 7,949 bilhões, superando estimativas do mercado, a Vale ainda tem um programa extenso de desinvestimentos a cumprir, afirmou ontem o presidente da mineradora, Murilo Ferreira. Mas não faremos o desinvestimento a qualquer preço. Vamos agir com toda a prudência, sem fazer operações que possam trazer depreciação para os nossos ativos, porque isso é fundamental para nós, disse Ferreira, em teleconferência para jornalistas. Segundo ele, a empresa está com o foco em ativos como minério de ferro, manganês, níquel e cobre. Outros que não estejam relacionados às atividades principais podem ser conduzidos de forma mais eficiente por outras empresas. Ferreira afirmou que a venda de ativos relacionados à VLI empresadelogística e à MRN uma das maiores mineradoras de bauxita do mundo estão sendo avaliadas. Estamos analisando as operações. Bauxita não está nos nossos negócios principais. Mas não significaque vamos vender este ativo este ano ou no ano que vem, declarou o executivo. Nos primeiros nove meses do ano, a Vale registrou redução de R$ 5 bilhões em custos e despesas, na comparação com o mesmo período do ano passado. Questionado sobre a adesão da Vale ao programa de parcelamento de dívidas tributárias do governo, o Refis, Ferreira disse que ainda espera a divulgação do conteúdo da nova lei, para que uma análise bem feita seja entregue ao conselho, que deve levar 10 dias para deliberar. O prazo de adesão ao Refis termina no dia 29 deste mês. Não é uma decisão fácil, trivial. Temos que apresentar uma análise bem feita, com todos os méritos e deméritos de cada decisão. Até para dizer não, temos que ter uma análise profunda, afirmou. A Vale questiona na Justiça multas bilionárias aplicadas pela Fazenda com relação à incidência de lucros no exterior.

13 Sexta-feira e fim de semana, 8, 9 e 10 de novembro, 2013 Brasil Econômico 13 Ativo Nota Circulante Caixa e equivalente de caixa Verba de internacionalização dos docentes do Depto. de Contabilidade e Atuária da FEA/USP Aplicações financeiras vinculadas Contas a receber de clientes Adiantamentos a terceiros e outros créditos Estoques Não circulante Verba de internacionalização dos docentes do Depto. de Contabilidade e Atuária da FEA/USP Investimentos Bens recebidos em comodato Depósito judicial e outros valores a recuperar Propriedades para investimento Imobilizado Intangível Total do ativo Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido Exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em Reais) Ajustes de Patrimônio avaliação Superávits social patrimonial acumulados Total Saldos em 1º de janeiro de Realização ajuste de variação patrimonial - ( ) Superávit do exercício Saldos em 31 de dezembro de Transferência de superávit ( ) - Realização ajuste de variação patrimonial - ( ) Superávit do exercício Saldos em 31 de dezembro de As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em Reais) 1. Contexto operacional: A Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras - FIPECAFI é uma entidade sem fins lucrativos, criada em 1º de agosto de 1974 por professores da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo e funciona na qualidade de órgão de apoio institucional ao Departamento de Contabilidade e Atuária (EAC) da FEA/USP e tem por objetivos fundamentais: a) Prestar serviços e realizar pesquisas que atendam às necessidades dos setores público e privado, permitindo, simultaneamente, o treinamento de pessoal especializado; b) Promover cursos, simpósios, seminários, conferências e estudos que visem à melhoria do ensino da Contabilidade, Finanças e Atuária, contribuindo para o aperfeiçoamento dos que trabalham em diversos setores da comunidade; c) Promover a divulgação de conhecimentos contábeis, financeiros e atuariais por intermédio de publicações técnicas, periódicos, livros, monografias e outros; d) Colaborar na organização de Cursos de Pós-Graduação em Contabilidade, Finanças e Atuária da USP e de outras instituições, públicas ou privadas, bem como programas de graduação em Ciências Contábeis e Atuariais; e e) Implementar sistemas de bolsas no sentido de apoiar a formação de estudantes e professores, colaborando assim, na preparação de recursos humanos para as áreas de Contabilidade, Finanças, Atuária e correlatas. Há uma vocação da FIPECAFI para algumas áreas em termos de produção acadêmica em decorrência da disponibilidade de corpo docente. A Área de Concentração em Controladoria e Contabilidade, por exemplo, foi estruturada em quatro linhas de pesquisa: Controladoria e Contabilidade Gerencial; Contabilidade aplicada para Usuários Externos; Mercados Financeiros, de Crédito e de Capitais; Educação e Pesquisa em Contabilidade. A FIPECAFI disponibiliza uma grade de cursos de pósgraduação lato sensu para o universo da Contabilidade, Auditoria, Controladoria, Logística, Atuária e Finanças. Reconhecidos pelo MEC - Ministério da Educação, os MBA FIPECAFI distinguem-se pela abordagem de temas específicos, dentro das áreas de negócios, alguns de caráter único. São ministrados por professores doutores da FEA/USP, docentes convidados de outras Instituições de Educação Superior - IES e executivos renomados em suas áreas de atuação. Ressalte-se, ainda, que no ano de 2012, a FIPECAFI completou 38 anos de existência e esse período continuou a ser marcado por significativas atividades, dentre as quais merece destaque a implementação de uma Faculdade, com base em autorização outorgada pelo MEC - Ministério da Educação e Cultura, tendo oferecido ao mercado, no decorrer do ano de 2012, um curso de Ciências Contábeis. O Programa de Educação Executiva da FIPECAFI oferece cursos de curta duração para executivos, empreendedores, consultores, pesquisadores e estudantes de, Contabilidade, Auditoria, Controladoria, Logística, Atuária e Finanças. Esse Programa distingue-se pela abordagem de temas específicos dentro das áreas de negócios, com vistas à tomada de decisão. Os cursos de Educação na área de negócios da FIPECAFI elearning abordam temas relevantes em Contabilidade e Finanças no contexto atual. Eles levam inovação e praticidade às aulas, associando tecnologia a um atendimento educacional personalizado, dinamizando a relação de tempo e espaço sem perder o aspecto humano da aprendizagem. A FIPECAFI não tem função reguladora. 2. Base de preparação: a) Declaração de conformidade: As demonstrações contábeis foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil em observância aos novos pronunciamentos, interpretações e orientações do Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC, aprovados por resoluções do Conselho Federal de Contabilidade - CFC. A emissão das demonstrações contábeis foi aprovada pelo Conselho Curador em 30 de abril de 2013, b) Base de mensuração: As demonstrações contábeis foram preparadas com base no custo histórico como base de valor, exceto pela valoração de certos ativos não correntes, os quais são mensurados pelo valor justo, dos quais podemos citar: Instrumentos financeiros e Propriedades para investimento, c) Moeda funcional e moeda de apresentação: Essas demonstrações contábeis são apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Fundação. Todas as informações financeiras apresentadas em Real foram arredondadas para o milhar mais próximo, exceto quando indicado de outra forma e d) Uso de estimativas e julgamentos: A preparação das demonstrações contábeis de acordo com as normas CPC exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais poderão divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas de uma maneira contínua. Revisões com relação às estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. As informações sobre incertezas, sobre premissas e estimativas que possuam um risco significativo de resultar em um ajuste material no próximo período contábil e julgamentos críticos referentes às políticas contábeis adotadas que apresentam efeitos sobre os valores reconhecidos nas demonstrações contábeis estão incluídas nas notas explicativas: Nota 3d - classificação de propriedade para investimento. As informações relativas a incertezas sobre premissas e estimativas que possuam um risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro estão incluídas nas notas explicativas: Nota 12 - Provisões para perdas fiscais e outros valores (Contingências) e Nota 3h (iii) e 7 - Perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa. 3. Principais políticas contábeis: As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente nessas demonstrações contábeis e seguiram os princípios, métodos e critérios uniformes em relação àqueles adotados no encerramento do último período social findo em 31 de dezembro de a) Instrumentos financeiros: Instrumentos financeiros não derivativos incluem aplicações financeiras, contas a receber e outros recebíveis, caixa e equivalentes de caixa, assim como contas a pagar e outras dívidas. Instrumentos financeiros não derivativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido, quando não reconhecidos pelo valor justo por meio do resultado de quaisquer custos de transação diretamente atribuíveis. Posteriormente ao reconhecimento inicial, os instrumentos financeiros não derivativos são mensurados conforme descrito abaixo. Outros instrumentos financeiros não derivativos são mensurados pelo custo amortizado utilizando o método de taxa de juros efetiva, reduzidos por eventuais reduções no valor recuperável. i. Ativos Financeiros não derivativos: A Fundação reconhece os empréstimos, recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros (incluindo os ativos designados pelo valor justo por meio do resultado) são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Fundação se torna uma das partes das Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras - FIPECAFI CNPJ nº / Balanços Patrimoniais em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em Reais) Passivo Nota Circulante Fornecedores Salários, encargos e impostos a recolher Férias a pagar Contas a pagar Serviços prestados a pagar Adiantamento de clientes Financiamento imobiliário Não circulante Exigível a longo prazo Provisão para perdas fiscais e outros valores Financiamento imobiliário Bens recebidos em comodato Patrimônio social Patrimônio social Ajustes de avaliação patrimonial Superávit acumulado Total do passivo As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. Demonstrações dos Fluxos de Caixa - Método Indireto Exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em Reais) Fluxo das atividades operacionais Superávit do exercício Ajustes para conciliar o resultado às disponibilidades geradas pelas atividades operacionais: Despesas com a internacionalização dos docentes do Depto. de Contabilidade e Atuária da FEA/USP Depreciação e amortização Variação monetária do exigível a longo prazo ( ) ( ) Ganho na variação de propriedades para investimento ( ) ( ) Reversão de provisões tributárias ( ) ( ) (Aumento) redução no ativo circulante Fundo para internacionalização do Depto. de Contabilidade e Atuária da FEA/USP Contas a receber de clientes ( ) ( ) Adiantamentos a terceiros e outros créditos (4.658) Estoques (52.105) Aumento (redução) no passivo circulante Fornecedores Salários, encargos e impostos a recolher Férias a pagar Contas a pagar (83.804) Serviços prestados a pagar ( ) ( ) Adiantamento de clientes Financiamento imobiliário (Aumento) redução no ativo não circulante Depósito judicial e outros valores a recuperar ( ) ( ) Verba de internacionalização dos docentes do Depto. de Contabilidade e Atuária da FEA/USP Aumento (redução) no passivo não circulante Provisão para perdas fiscais e outros valores Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais Fluxos de caixa das atividades de investimentos Aplicações em investimentos - (40.000) Aquisições de imobilizados ( ) ( ) Aquisição de ativo intangível ( ) ( ) Caixa líquido utilizado nas atividades de investimentos ( ) ( ) Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Aplicações financeiras vinculadas ( ) - Caixa líquido utilizado nas atividades de financiamentos ( ) - Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa ( ) Caixa e equivalentes de caixa em 1º de janeiro Caixa e equivalentes de caixa em 31 de dezembro Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa ( ) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. disposições contratuais do instrumento. A Fundação não reconhece um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando transfere os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro em uma transação no qual essencialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos. Eventual participação que seja criada ou retida pela Fundação nos ativos financeiros são reconhecidos como um ativo ou passivo individual. Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado no balanço patrimonial quando, e somente quando, a Fundação tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. A Fundação tem os seguintes ativos financeiros não derivativos: ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio de resultado, empréstimos e recebíveis e ativos financeiros disponíveis para a venda. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado: Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Fundação gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos documentada e a estratégia de investimentos da Fundação. Os custos da transação, após o reconhecimento inicial, são reconhecidos no resultado como incorridos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do exercício. ii. Ativos financeiros mantidos até o vencimento: Se a Fundação tem a intenção e capacidade de manter até o vencimento seus instrumentos de dívida, esses são classificados como mantidos até o vencimento. Investimentos mantidos até o vencimento são mensurados pelo custo amortizado utilizando o método de taxa de juros efetiva, deduzido de eventuais reduções em seu valor recuperável. Atualmente a Fundação possui registrado nos ativos mantidos até o vencimento seus depósitos em cauções e depósitos vinculados. iii. Empréstimos e recebíveis: Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Os empréstimos e recebíveis abrangem créditos com fornecedores. iv. Ativos a valor justo pelo resultado: Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração do valor, e são utilizados na gestão das obrigações de curto prazo e v. Passivos financeiros não derivativos: A Fundação reconhece títulos de dívida emitidos inicialmente na data em que são originados. Todos os outros passivos são reconhecidos inicialmente na data de negociação na qual a Fundação se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A baixa de um passivo financeiro ocorre quando suas obrigações contratuais são retiradas, canceladas ou vencidas. A Fundação classifica os passivos financeiros não derivativos na categoria de outros passivos financeiros. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado por meio do método dos juros efetivos. A Fundação tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: empréstimos e financiamentos, fornecedores e outras contas a pagar. b. Imobilizado: i. Reconhecimento e mensuração: Registrado ao custo de aquisição e deduzido das respectivas depreciações acumuladas, que são calculadas pelo método linear e levam em consideração o tempo de vida útil estimado dos bens. O custo inclui gastos que são diretamente atribuíveis à aquisição de um ativo. Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado são apurados pela comparação entre os recursos advindos da alienação com o valor contábil do imobilizado, e são reconhecidos líquidos dentro de outras receitas no resultado. ii. Reclassificação para propriedade para investimento: Quando o uso da propriedade muda de ocupada pelo proprietário para propriedade para investimento, a propriedade é mensurada novamente pelo valor justo e reclassificada como propriedade para investimento. Qualquer ganho resultante dessa nova mensuração é reconhecido no Demonstrações de Superávit Exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em Reais) Nota Receita operacional líquida Custos dos serviços prestados 16 ( ) ( ) Resultado bruto (Despesas) receitas operacionais Despesas gerais e administrativas 17 ( ) ( ) Receitas de aluguéis Ganho (perda) na variação de propriedades para investimento Reversão de provisões tributárias Receitas (despesas) diversas (94.725) Superávit antes das receitas e despesas financeiras Receitas financeiras Despesas financeiras 19 ( ) ( ) Superávit do exercício As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. Demonstrações do Valor Adicionado Exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em Reais) Receitas Receitas de serviços Receitas de aluguéis Ganho (perda) na variação de propriedades para investimentos Perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa - reversão/(constituição) Receitas/despesas diversas (94.725) Insumos adquiridos de terceiros Despesas dos serviços prestados ( ) ( ) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros ( ) ( ) Valor adicionado bruto Depreciação e amortização ( ) ( ) Valor adicionado líquido gerado pela Fundação Valor adicionado recebido em transferência Receitas financeiras Reversão de provisões tributárias Valor adicionado total a distribuir Distribuição do valor adicionado Empregados Remuneração direta Benefícios FGTS Tributos Impostos, taxas e contribuições Remuneração de capitais de terceiros Juros Remuneração de capitais próprios Superávit do exercício As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. resultado na medida em que o ganho reverta uma perda por redução ao valor recuperável anterior na propriedade específica, com qualquer ganho remanescente reconhecido como outros resultados abrangentes no patrimônio. Qualquer perda é reconhecida em outros resultados abrangentes e é apresentada na reserva de reavaliação à medida que um valor tenha sido anteriormente incluído na reserva de reavaliação relacionada à propriedade específica, com a perda remanescente reconhecida imediatamente no resultado. iii. Custos subsequentes: O custo de reposição de um componente do imobilizado é reconhecido no valor contábil do item caso seja provável que os benefícios econômicos incorporados dentro do componente irão fluir para a Fundação e que o seu custo pode ser medido de forma confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto por outro é baixado. Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resultado conforme incorridos. iv. Depreciação: A depreciação é calculada sobre o valor depreciável, que é o custo de um ativo, ou outro valor substituto do custo, deduzido do valor residual. A depreciação é reconhecida no resultado baseando-se no método linear com relação às vidas úteis estimadas de cada parte de um item do imobilizado, já que esse método é o que mais perto reflete o padrão de consumo de benefícios econômicos futuros incorporados no ativo. Terrenos não são depreciados. A vida útil estimada em percentual anual para o período corrente e comparativo são as seguintes: Imóveis 2,5 Computadores e periféricos 20 Móveis e utensílios 10 Máquinas e equipamentos 10 Biblioteca 10 Bens em comodato 20 Os métodos de depreciação, as vidas úteis e os valores residuais são revistos a cada encerramento de exercício contábil e eventuais ajustes são reconhecidos como mudança de estimativas contábeis. c. Ativos intangíveis: Os ativos intangíveis compreendem os ativos adquiridos de terceiros. Os seguintes critérios são aplicados: (i) Ativos intangíveis adquiridos de terceiros: são mensurados pelo custo total de aquisição, menos as despesas de amortização e (ii) Os ativos intangíveis com vida útil definida (direito de uso de softwares) são amortizados, conforme sua natureza, no prazo de 1 a 5 anos, e o de vida útil indefinida (marcas e patentes) têm o seu valor recuperável testado, anualmente. d. Propriedade para investimento: Propriedade para investimento é a propriedade mantida para auferir receita de aluguel ou para valorização de capital ou para ambos, e não para venda no curso normal dos negócios, utilização na produção ou fornecimento de produtos ou serviços ou para propósitos administrativos. A propriedade para investimento é mensurada pelo custo no reconhecimento inicial e subsequentemente ao valor justo. Alterações no valor justo são reconhecidas no resultado. Quando a utilização da propriedade muda de tal forma que ela é reclassificada como imobilizado, seu valor justo apurado na data da reclassificação se torna seu custo para a contabilização subsequente. Uma empresa de avaliação, externa e independente, tendo qualificação profissional reconhecida e experiência recente na região e no tipo de propriedade que está sendo avaliada, avalia a carteira de propriedade para investimento a cada doze meses. Os valores justos são baseados nos valores de mercado, pelos quais uma propriedade poderia ser trocada na data da avaliação entre partes conhecedoras e interessadas em transação sob condições normais de mercado. e. Redução ao valor recuperável: Um ativo financeiro não mensurado pelo valor justo por meio do resultado é avaliado a cada data de apresentação anual para apurar se há evidência objetiva de que tenha ocorrido perda no seu valor recuperável. Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo nos fluxos de caixa futuros projetados que podem ser estimados de uma maneira confiável. A evidência objetiva de que os ativos financeiros perderam valor pode incluir o nãopagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, a reestruturação do valor devido à Fundação sobre condições de que a Fundação não consideraria em outras transações, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para um título. A Fundação considera evidência de perda de valor para recebíveis tanto no nível individualizado como no nível coletivo. Todos os recebíveis e individualmente significativos identificados como não tendo sofrido perda de valor individualmente são então avaliados coletivamente quanto a qualquer perda de valor que tenha ocorrido, mas não tenha sido ainda identificada. Recebíveis que não são individualmente importantes são avaliados coletivamente quanto a perda de valor por agrupamento conjunto desses títulos com características de risco similares. Ao avaliar a perda de valor recuperável de forma coletiva a Fundação utiliza tendências históricas da probabilidade de inadimplência, do prazo de recuperação e dos valores de perda incorridos, ajustados para refletir o julgamento da Administração quanto as premissas se as condições econômicas e de crédito atuais são tais que as perdas reais provavelmente serão maiores ou menores que as sugeridas pelas tendências históricas. Uma redução do valor recuperável com relação a um ativo financeiro medido pelo custo amortizado é calculada como a diferença entre o valor contábil e o valor presente dos futuros fluxos de caixa estimados descontados à taxa de juros efetiva original do ativo. As perdas são reconhecidas no resultado e refletidas em uma conta de provisão contra recebíveis. Quando um evento subsequente indica reversão da perda de valor, a diminuição na perda de valor é revertida e registrada no resultado. Os ativos do imobilizado têm o seu valor recuperável testado, no mínimo, anualmente, caso haja indicadores de perda de valor. A Administração da Fundação não identificou indicadores que justificassem a constituição de provisão sobre seus ativos. f. Provisões: Uma provisão é reconhecida, em função de um evento passado, se existe uma obrigação legal ou construtiva que possa ser estimada de maneira confiável, e é provável que um recurso econômico seja exigido para liquidar a obrigação. As provisões são registradas tendo como base as continua...

14 14 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 8, 9 e 10 de novembro, continuação Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras - FIPECAFI CNPJ nº / melhores estimativas do risco envolvido. g. Receita operacional: i. Receita de serviços: A receita operacional da venda de serviços no curso normal das atividades é medida pelo valor justo da contraprestação recebida ou a receber. A receita operacional é reconhecida quando existe evidência convincente de que os riscos e benefícios mais significativos inerentes à propriedade dos serviços foram transferidos para o comprador, de que for provável que os benefícios econômicos financeiros fluirão para a entidade, de que os custos associados podem ser estimados de maneira confiável, de que não haja envolvimento contínuo com os serviços vendidos e de que o valor da receita operacional possa ser mensurada de maneira confiável. Caso seja provável que descontos serão concedidos e o valor possa ser mensurado de maneira confiável, o desconto é reconhecido como uma redução da receita operacional conforme as vendas são reconhecidas. O momento correto da transferência de riscos e benefícios varia dependendo das condições individuais do contrato de venda. ii. Receita de aluguel: A receita de aluguel de propriedade para investimento é reconhecida no resultado pelo método linear pelo prazo do arrendamento. iii. Receita e despesa financeira: As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras e variações no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo. A receita de juros é reconhecida no resultado por meio do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre empréstimos imobiliários. h. Ativos circulante e não circulante: i. Caixa e equivalentes de caixa: Abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação. As aplicações financeiras estão avaliadas ao custo, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço. ii. Fundo de pesquisas - Resolução 01/ Conselho Curador: Recursos fixados e direcionados pelo Conselho Curador ao Fundo de Pesquisas no desenvolvimento de atividades educacionais e estatutárias da Fundação. O Fundo é atualizado mensalmente levando-se em conta as taxas médias de rendimento das aplicações financeiras (Nota 21). A partir de 2011, referidos recursos foram centralizados na rubrica Verba de Internacionalização dos Docentes do Departamento de Contabilidade e Atuária da FEA/USP(Nota 21 item a). iii. Contas a receber de clientes: As contas a receber de clientes são registradas pelo valor faturado. A provisão para crédito de liquidação duvidosa é constituída em montante considerado suficiente pela Administração para cobrir eventuais perdas com valores a receber de clientes. iv. Adiantamento a terceiros e outros créditos: Valores adiantados a prestadores de serviços por conta de entrega futura de serviços à Fundação e outros créditos. v. Estoques: Representados por materiais de consumo, avaliados ao custo médio de aquisição, que não excede o valor de mercado. Tais materiais são utilizados para manutenção das atividades administrativas e de cursos.vi.verba de Internacionalização dos Docentes do Departamento de Contabilidade e Atuária da FEA/USP: Refere-se a recursos financeiros a serem destinados, exclusivamente, ao Projeto de Internacionalização dos Docentes e Pesquisadores do Departamento de Contabilidade e Atuária da FEA/USP, em consonância com a política geral da Universidade de São Paulo. i. Passivos circulante e não circulante: Os passivos circulantes e não circulantes são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos, variações monetárias e/ou cambiais incorridas até a data do balanço patrimonial. Quando aplicável os passivos circulantes e não circulantes são registrados em valor presente, calculados transação a transação, com base em taxas de juros que refletem o prazo, a moedaeorisco de cada transação. A contrapartida dos ajustes a valor presente é contabilizada contra as contas que deram origem ao referido passivo. A diferença entre o valor presente de uma transação e o valor de face do passivo é apropriada ao resultado ao longo do prazo do contrato com base no método do custo amortizado e da taxa de juros efetiva. i. Salários, encargos e impostos a recolher: A Fundação, com base no parecer de sua assessoria jurídica e por se considerar uma entidade que atende aos requisitos constitucionais que lhe conferem a condição de imunidade, impetrou em 20 de fevereiro de 1998, Mandado de Segurança e obteve liminar que impede a autoridade fiscal de contestar o direito que julga gozar com relação a não incidência do imposto de renda e da contribuição social sobre os superávits apurados. Sendo assim, tal rubrica contempla apenas os valores de encargos sociais incidentes sobre a folha de salários e os impostos federais e municipais retidos na fonte dos prestadores de serviços. ii. Férias a pagar: Constituída com base nos períodos vencidos e proporcionais, incluindo os respectivos encargos sociais. iii. Serviços prestados a pagar: Referem-se a serviços prestados por terceiros em cursos, projetos e consultorias. iv. Adiantamento de clientes: Correspondem aos valores recebidos antecipadamente para prestação futura de serviços e está composto por adiantamentos recebidos de clientes (alunos, empresas e outras entidades). j. Benefícios concedidos a empregados: Fazem parte da política de benefícios concedidos aos empregados: assistência médica, vale alimentação, plano odontológico, estacionamento, vale-transporte ou ônibus fretado, programa de educação com subsídio de até 50% para cursos de línguas, graduação, pós-graduação, MBA e Mestrado em outras instituições de ensino que não a FIPECAFI. Quanto aos cursos ministrados pela FIPECAFI, o subsídio é de 80% para longa duração e de 20% para curta duração. A Fundação não possui benefícios de longo prazo ou benefícios pós emprego com seus empregados.k.demonstrações de valor adicionado: A Fundação elaborou demonstrações do valor adicionado (DVA), nos termos do pronunciamento técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado, as quais são apresentadas como parte integrante das demonstrações contábeis. l. Determinação do valor justo: Diversas políticas e divulgações contábeis da Fundação exigem a determinação do valor justo, tanto para os ativos e passivos financeiros como para alguns não financeiros. Quando aplicável, as informações adicionais sobre as premissas utilizadas na apuração dos valores justos são divulgadas nas notas específicas àquele ativo ou passivo. 4. Gerenciamento de risco financeiro. Visão geral: A Fundação apresenta exposição aos seguintes riscos advindos do uso de instrumentos financeiros: risco de crédito, risco de liquidez, risco de mercado e risco operacional. Essa nota apresenta informações sobre a exposição da Fundação a cada um dos riscos supramencionados, os objetivos, políticas e processos para a mensuração e gerenciamento de risco, e o gerenciamento de capital. Estrutura do gerenciamento de risco: A Administração tem responsabilidade global pelo estabelecimento e supervisão da estrutura de gerenciamento de risco da Fundação. As políticas de gerenciamento de risco são estabelecidas para identificar e analisar os riscos enfrentados, para definir limites e controles de riscos apropriados, e para monitorar riscos e aderência aos limites. As políticas e sistemas de gerenciamento de riscos são revisados frequentemente para refletir mudanças nas condições de mercado e nas atividades da Fundação. A FIPECAFI, por intermédio de suas normas e procedimentos de treinamento e gerenciamento, objetiva desenvolver um ambiente de controle disciplinado e construtivo, no qual todos os empregados entendem os seus papéis e obrigações. O Conselho Fiscal supervisiona a maneira pela qual a administração acompanha o cumprimento das políticas e procedimentos de gerenciamento de riscos da Fundação e revisa a adequação da estrutura de gerenciamento de risco em relação aos riscos enfrentados pela Fundação. Risco de crédito: Risco de crédito é o risco de prejuízo financeiro caso um cliente ou contraparte em um instrumento financeiro falhe em cumprir com suas obrigações contratuais, que surge principalmente dos recebíveis de clientes e em títulos de investimento. Contas a receber de clientes: A exposição ao risco de crédito é influenciada principalmente pelas características individuais de cada cliente. A Fundação possui política de crédito sob a qual todo novo cliente tem sua capacidade de crédito analisada individualmente antes dos termos e das condições padrão de pagamento e entrega da Fundação serem oferecidos. A análise inclui avaliações externas. A Fundação estabelece uma provisão para redução ao valor recuperável que representa sua estimativa de perdas com relação às contas a receber de clientes e outros créditos e investimentos. Os principais componentes dessa provisão são riscos significativos individuais. Risco de liquidez: Risco de liquidez é o risco de que a Fundação irá encontrar dificuldades em cumprir com as obrigações associadas com seus passivos financeiros que são liquidados com pagamentos à vista ou com outro ativo financeiro. A abordagem da Fundação na administração de liquidez é de garantir, o máximo possível, que sempre tenha liquidez suficiente para cumprir com suas obrigações ao vencerem, sob condições normais e de estresse, sem causar perdas inaceitáveis ou com risco de prejudicar a reputação da Fundação. De forma geral, a Fundação garante que possui recursos disponíveis suficientes para cumprir com despesas operacionais esperadas para um período de 90 dias, incluindo o cumprimento de obrigações contábeis; isso exclui o impacto potencial de circunstâncias extremas que não podem ser razoavelmente previstas, como desastres naturais. Risco de mercado: Risco de mercado é o risco de que ocorram alterações nos preços de mercado, tais como as taxas de juros nos ganhos da Fundação ou em instrumentos financeiros. O objetivo do gerenciamento de risco de mercado é gerenciar e controlar as exposições a riscos de mercados, dentro de parâmetros aceitáveis, e ao mesmo tempo otimizar o retorno. Risco operacional: Risco operacional é o risco de prejuízos diretos ou indiretos decorrentes de uma variedade de causas associadas a processos, pessoal, tecnologia e infraestrutura da Fundação e de fatores externos, exceto riscos de crédito, mercado e liquidez, como aqueles decorrentes de exigências legais e regulatórias e de padrões geralmente aceitos de comportamento empresarial. Riscos operacionais surgem de todas as operações da Fundação. O objetivo da Fundação é administrar o risco operacional para evitar a ocorrência de prejuízos financeiros e danos à reputação além de buscar eficácia de custos e para evitar procedimentos de controle que restrinjam iniciativa e criatividade. A principal responsabilidade para o desenvolvimento e implementação de controles para tratar riscos operacionais é atribuída à Administração. 5. Caixa e equivalentes de caixa Caixa e bancos Aplicações financeiras Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em Reais) As aplicações financeiras e os outros investimentos da Fundação tiveram taxas nominais médias de rentabilidade de 0,67% a.m. em 2012 e de 0,91% a.m. em As aplicações financeiras de curto prazo e de alta liquidez são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. 6. Aplicações Financeiras Vinculadas Carta Fiança (a) Abaixo segue composição por tipo de aplicação para esses outros investimentos: Instituição Tipo de aplicação CDB/RDB e Fundos de Renda Fixa: Banco Santander Fundo FIC FI Performance (Brasil) S.A. Multimercado - - Banco Itaú-Unibanco S.A. Fundo Exclusive Referencial DI - - Banco Santander Fundo DI Priority - - (Brasil) S.A. Banco Bradesco S.A. FIC FI Refer. DI Platinum 1.646, As aplicações financeiras e os outros investimentos da Fundação tiveram taxas nominais médias de rentabilidade de 0,67% a.m. em 2012 e de 0,91% a.m. em a. A Fundação possui débitos inscritos na Dívida Ativa do Município de São Paulo, que vêm sendo discutidos judicialmente. Esses débitos, de acordo com a Prefeitura Municipal de São Paulo, constituem-se em óbice à obtenção da certidão de regularidade fiscal junto ao município citado. Como condição para a emissão dessa certidão, o MM. Juízo do Ofício das Execuções Fiscais Municipais da Comarca da Capital do Estado de São Paulo decidiu que a Fundação deveria obter uma garantia equivalente ao valor dos débitos inscritos para servir de garantia pecuniária. Sendo assim, no ano de 2006 a Fundação obteve junto ao Banco ABN Amro Real S.A. a garantia exigida. A garantia foi feita através de duas cartas de fiança com prazo determinado, iniciando-se em 21 de dezembro de 2006 e extinguindo-se em 11 de dezembro de 2008, ou seja, com prazo de 355 dias. Entretanto, durante o exercício de 2008, a Prefeitura do Município de São Paulo pleiteou que os termos da referida carta fossem alterados. O MM. Juízo do Ofício das Execuções Fiscais Municipais da Comarca da Capital do Estado de São Paulo aceitou tal pleito e a Fundação renegociou os termos da carta junto ao Banco ABN Amro Real S.A. Dessa forma, a partir do dia 18 de outubro de 2008, a carta de fiança passou a vigorar com prazo indeterminado. Em 2009 a FIPECAFI negociou as condições com o Banco ABN Amro Real S.A., de tal forma a não haver a necessidade de se manter o mesmo valor de aplicação na referida Instituição. Em 22 de fevereiro de 2012, a Administração da Fundação firmou melhores condições nos encargos devidos para a referida Carta Fiança junto ao Banco Bradesco S.A. A fiança está sendo atualizada mensalmente pelo IPCA - Índices de Preços ao Consumidor Amplo do IBGE e acrescida de juros moratórios de 1% a.m. desde a data de sua emissão. 7. Contas a receber de clientes Contas a receber de clientes Perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa ( ) ( ) Aging list de contas a receber A vencer Vencido de 1a30dias Vencido de 31 a 60 dias Vencido de 61 a 90 dias Vencido de 91 a 180 dias Vencido de 181 a 365 dias Movimentação da PECLD Saldo no início do exercício Adições Baixas (35.102) ( ) Reversões ( ) ( ) Saldo no final do exercício ( ) ( ) A Administração entende que o saldo de provisão para perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa é suficiente para refletir as reais perdas na realização de seu contas a receber com clientes. 8. Propriedade para investimento: Consistentes com as políticas contábeis, as propriedades para investimento foram reconhecidas pelo valor justo na data de transição. Propriedade para investimento incluem uma série de imóveis comerciais que são arrendados para terceiros. Renovações subsequentes são negociadas com o arrendatário. Nenhum aluguel contingente é cobrado. Um imóvel foi transferido do ativo imobilizado para propriedade para investimento, uma vez que o edifício não era mais utilizado pela Fundação, sendo decidido que este seria arrendado a um terceiro. Abaixo, demonstramos a movimentação dos saldos: Saldo em 1º de janeiro de Transferência de ativo imobilizado - Mudança no valor justo Saldo em 31 de dezembro de Transferência de ativo imobilizado - Mudança no valor justo Saldo em 31 de dezembro de Imobilizado Movimentação do imobilizado de 31/12/2011 a 31/12/ /12/ /12/2012 Custo Adições Transferência Custo Terrenos Imóveis Computadores e periféricos Móveis e utensílios Máquinas e equipamentos Biblioteca Bens em comodato Imobilizado em andamento Saldo em Saldo em Depreciação 31/12/2011 Adições Transferência 31/12/2012 Imóveis ( ) ( ) - ( ) Computadores e periféricos ( ) (37.756) - ( ) Móveis e utensílios ( ) (23.475) - ( ) Máquinas e equipamentos ( ) (26.864) - ( ) Biblioteca - (3.139) - (3.139) Bens em comodato - (1.328) - (1.328) Total ( ) ( ) - ( ) Saldo líquido Movimentação do imobilizado de 31/12/2010 a 31/12/ /12/ /12/2011 Custo Adições Transferência Custo Terrenos Imóveis Computadores e periféricos Móveis e utensílios Máquinas e equipamentos Biblioteca Imobilizado em andamento (81.195) (81.195) Saldo em Saldo em Depreciação 31/12/2010 Adições Transferência 31/12/2011 Imóveis ( ) ( ) - ( ) Computadores e acessórios ( ) (24) - ( ) Móveis e utensílios ( ) (9.004) - ( ) Máquinas e equipamentos ( ) (14.923) - ( ) Total ( ) ( ) - ( ) Saldo líquido (81.195) Depósito judicial e outros valores a recuperar: O valor apresentado nessa conta no balanço patrimonial refere-se ao saldo registrado em depósitos judiciais e outros créditos como segue: INSS COFINS ISS - SMS ISS ISS - Obrigações acessórias ISS - Distrito Federal Trabalhistas As explicações sobre esses depósitos estão descritas na nota 12, provisão para perdas fiscais e outros valores. 11. Serviços prestados a pagar Projetos e pesquisas Consultorias Cursos Provisões para perdas fiscais e outros valores: A Fundação possui processos de naturezas fiscais e trabalhistas em andamento e, com base em informações de seus assessores jurídicos e análise das demandas judiciais pendentes, constituiu provisão em montante considerado suficiente para cobrir as perdas potenciais com as ações em curso e que venham a representar uma saída de caixa (ou redução de outro ativo). Nesse contexto, a Administração avaliou que não ocorreram mudanças nas circunstâncias das discussões em tela nem tampouco existiram novas informações ou acumulação relevante de nova experiência que justificasse alteração no tratamento das referidas provisões. Movimentação dos processos 31/12/2011 Adição à 31/12/2012 Saldo inicial provisão Reversões Saldo final Tributárias Federais: INSS (9.156) COFINS ( ) Municipais: ISS - Distrito Federal ISS - SMS ISS - Obrigações Acessórias Trabalhistas ( ) INSS - Em agosto de 1995, em procedimento de fiscalização, o INSS - Instituto Nacional de Seguridade Social interpretou que todos os pagamentos efetuados às pessoas físicas prestadoras de serviços nos últimos 10 anos não poderiam ter sido caracterizados como pagamento a autônomos. Como consequência desta decisão, o INSS emitiu notificação de recolhimento complementar contra a FIPECAFI, que a contesta judicialmente, tendo efetuado, originalmente, depósito judicial do valor questionado junto à CEF - Caixa Econômica Federal e contabilizado a respectiva provisão passiva. Em setembro de 2009, a 12ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de São Paulo decidiu por extinguir os supostos débitos relativos ao período de janeiro de 1985 a dezembro de Em face dessa decisão, a Administração decidiu reverter o valor provisionado correspondente ao período acima mencionado e manter o restante da provisão constituída para o período de janeiro de 1990 a dezembro de 1994 por considerar a chance de perda como provável. Em 26 de novembro de 2009, a quantia depositada foi transferida da conta junto à CEF - Caixa Econômica Federal para a Fazenda Nacional sendo, a partir da referida data, corrigida pela variação mensal da Selic. O INSS - Instituto Nacional de Seguridade Social recorreu da decisão estando os autos aguardando julgamento. COFINS - Em 1999, a FIPECAFI ingressou com uma Ação Ordinária contra a cobrança da COFINS, tendo obtido liminar autorizando o depósito judicial. A partir de 1994, até a presente data, a FIPECAFI vem depositando judicialmente e contabilizando a provisão passiva. No ano de 2009 a FIPECAFI avaliou, juntamente com seus assessores jurídicos, a referida ação e decidiu reverter a provisão constituída a partir de fevereiro de 1999 e manter o restante da provisão constituída para o período de janeiro de 1994 a janeiro de 2009 por considerar a chance de perda como provável. Tal decisão de reversão baseia-se em parecer jurídico sustentado na Medida Provisória /01, artigo 14. Os Autos estão conclusos para sentença. ISS 2000 a Em resposta ao processo de renovação de cadastro de imunidade para o exercício de 2000, a Divisão de Serviços Especiais da Prefeitura do Município de São Paulo acatou como imunes os cursos ministrados pela FIPECAFI, não incidindo sobre essa receita o Imposto Sobre Serviços (ISS). No entanto, tal instrumento não reconheceu a atividade de consultoria como imune àquele imposto, modificando a decisão tomada em anos anteriores. A FIPECAFI ingressou com um Mandado de Segurança contra a cobrança do ISS referente ao ano de 2000 e obteve liminar autorizando o depósito judicial do valor do débito. A contribuição daquele ano foi provisionada e depositada judicialmente. Os autos estão aguardando julgamento da apelação no 1º Tribunal de Alçada Civil de São Paulo. Em 18 de junho de 2002 teve início fiscalização da Prefeitura do Município de São Paulo, examinando o período de 1 de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de A referida fiscalização foi concluída em 11 de novembro de 2002, sem apuração de irregularidades, não ocasionando nenhum Auto de Infração. Em 8 de julho de 2003, a Comissão Permanente de Revisão - CPR tornou sem efeito o termo de encerramento da fiscalização e reabriu a citada ação fiscal. Diante disso, a Administração da Fundação resolveu constituir, para os anos de 2001 a 2007, uma provisão para eventual cobrança de ISS. Entretanto, durante o exercício de 2007, os assessores jurídicos da Fundação classificaram a chance de perda concernente às lides do ISS como possível. Sendo assim, a Administração da FIPECAFI decidiu pelo estorno dos valores constituídos em virtude do tributo citado gerando um efeito positivo na demonstração de superávit daquele ano. ISS do Distrito Federal - A FIPECAFI detém liminar que impede o pleito do Governo do Distrito Federal de cobrar ISS sobre a receita dos serviços de consultoria prestados naquela localidade. A Entidade vem provisionando o valor do imposto pleiteado e aguarda o julgamento do mérito da ação. O valor provisionado, devidamente atualizado, está registrado na rubrica de passivo não circulante (exigível a longo prazo). A Administração, levando em conta que o reconhecimento da FIPECAFI como entidade de ensino perante o MEC somente ocorreu em 2004, entende que a retroatividade, nesse caso, fica prejudicada e dessa forma, classifica a chance de perda como provável. Os autos foram remetidos à Procuradoria Geral da República para emissão de parecer sobre o caso. ISS a recuperar - A Entidade mantinha contrato de prestação de serviços de consultoria com a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo que efetuou um desconto em cada pagamento do equivalente a 5% a título de ISS. O valor descontado foi transferido de contas a receber para a rubrica e ativo não circulante realizável a longo prazo. Além disso, foi constituída uma provisão no passivo não circulante exigível a longo prazo. Em 24 de março de 2005, a Fundação, por meio de seus assessores jurídicos, apresentou pedido administrativo de restituição do valor descontado, fundamentada na sua imunidade tributária. A Administração por entender que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo possui entendimento mais restritivo quanto à matéria classifica a chance de perda como provável. O pedido aguarda decisão final administrativa. Riscos possíveis. Municipais - Na esfera municipal, e com relação ao exercício de 2012 os assessores jurídicos da Fundação classificaram a chance de perda concernente às lides do ISS como possível. A Fundação estima que os valores atualizados do ISS referentes aos exercícios de 2000 a 2012 sejam de R$ ,41. A Fundação não possui qualquer processo envolvendo riscos ambientais em 31 de dezembro de 2012 e Financiamento imobiliário Banco Bradesco S.A Total Curto prazo ( ) ( ) Longo prazo (1 a 2 anos) ( ) ( ) Longo prazo (2 a 5 anos) ( ) ( ) Longo prazo (mais de 5 anos) ( ) ( ) Em 28 de maio de 2010, a FIPECAFI procedeu com a portabilidade do financiamento passando essa operação para o Banco Bradesco S.A. O saldo devedor naquela data totalizava R$ Sobre o principal da dívida incidiam juros de 12,6% a.a. mais a variação anual da TR - Taxa Referencial. A amortização do principal foi parcelada em 140 prestações mensais, iniciadas em 28 de junho de 2010 e a serem concluídas em 28 de julho de Referida operação proporcionou à Fundação redução nos juros incidentes, bem como a eliminação da necessidade de se manter aplicação vinculada junto ao Banco Bradesco S.A. Em 31 de dezembro de 2012 o saldo devedor líquido totaliza R$ , a ser pago em 109 parcelas de R$ ,77. Financiamento imobiliário Juros a transcorrer ( ) ( ) (=) Saldo devedor Patrimônio social: O Patrimônio da entidade foi, inicialmente, constituído por aporte efetuado pelos Membros Instituidores, conforme Escritura de Instituição datada de 01/08/1974. Nos demais exercícios, parte do superávit foi destinado ao patrimônio, conforme deliberação, em cada oportunidade, pelo Conselho Curador da Fundação. 15. Receita operacional Cursos Consultorias Cursos Educação Executiva Pesquisas e Projetos Cursos à Distância Direitos Autorais Palestras e Seminários continua...

15 Sexta-feira e fim de semana, 8, 9 e 10 de novembro, 2013 Brasil Econômico 15...continuação Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras - FIPECAFI CNPJ nº / Custos dos serviços prestados Serviços prestados ( ) ( ) Gerais ( ) ( ) Pessoal ( ) ( ) Materiais ) ( ) ( ) ( ) 17. Despesas gerais e administrativas Despesas com pessoal ( ) ( ) Despesas de serviços prestados ( ) ( ) Despesas gerais ( ) ( ) Despesas - apoio ao EAC ( ) ( ) Despesas corporativas ( ) ( ) Despesas com materiais ( ) ( ) Despesas - apoio a FEA - (21.037) ( ) ( ) 18. Receita de aluguel Aluguel de imóveis Aluguel de salas Espaço Maestro A FIPECAFI possui diversas salas de aula em sua sede que são utilizadas em seus cursos regulares. Quando há ociosidade nessas salas, referidos espaços são locados para terceiros e classificados na rubrica Espaço Maestro. 19. Resultado financeiro líquido Despesas financeiras Juros em empréstimos e financiamentos ( ) ( ) Carta Fiança ( ) ( ) Outros ( ) (86.504) ( ) ( ) Receitas financeiras Rendimentos de aplicações financeiras Resultado financeiro líquido ( ) ( ) 20. Cobertura de seguros: A Fundação adota a política de contratar cobertura de seguros para os bens sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de riscos adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria de demonstrações contábeis; consequentemente, não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, a cobertura de seguro contra riscos operacionais está composta da seguinte forma: Coberturas Incêndio, explosão e fumaça Danos elétricos Responsabilidade civil operações Subtração de bens Vendaval/fumaça sem impacto de veículos Vidros Impacto de veículos e queda de aeronaves Recomposição de registros e documentos e tumultos Total Verba de Internacionalização dos Docentes do Departamento de Contabilidade e Atuária da FEA/USP Verba de Internacionalização dos Docentes do Departamento de Contabilidade e Atuária da FEA/USP EAC (a) Total Circulante Não circulante (a) Referem-se a recursos financeiros fixados e destinados pelo Conselho Curador, em reunião realizada em 17 de agosto de 2005, com vistas ao Projeto de Internacionalização dos Docentes do Departamento de Contabilidade e Atuária da FEA/USP, em consonância com a política geral da Universidade de São Paulo. Mensalmente, os recursos destinados são atualizados pela variação do dólar. O presente Projeto prevê as seguintes atividades básicas: Intercâmbio de professores com universidades do exterior; Participação de professores em eventos internacionais na apresentação de trabalhos; Obtenção do grau de Doutoramento e Pós-Doutoramento no exterior para os docentes; Participação em projetos com parceiros internacionais; Publicações em revistas internacionais; e Demais atividades necessárias à internacionalização do Depto. de Contabilidade e Atuária. A segregação dos projetos a serem realizados/ desenvolvidos no curto prazo e no longo prazo são determinados pela administração de acordo com os orçamentos de gastos previstos para os projetos. 22. Instrumentos financeiros: a.valor justo dos instrumentos financeiros: Para os ativos financeiros sem mercado ativo, a Administração estabeleceu o valor justo através de técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem o uso de operações recentes contratadas com terceiros, a referência a outros instrumentos que são substancialmente similares, a análise de fluxos de caixa descontados e o modelo de precificação de swap que faz o maior uso possível de informações geradas pelo mercado e contam com o mínimo possível com informações geradas pela administração da própria entidade. Valor justo é o montante pelo qual um ativo poderia ser trocado, ou um passivo liquidado, entre partes com conhecimento do negócio e interesse em realizá-lo, em uma transação em que não há favorecidos. a.1 - Instrumentos financeiros não derivativos : Todos os instrumentos financeiros não derivativos (incluindo aqueles designados pelo valor justo por meio do resultado) são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Fundação se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. Financiamento imobiliário - São passivos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis e que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Em 31 de dezembro de 2012, os valores de mercado dos instrumentos financeiros não derivativos obtidos através da metodologia acima, apresentados apenas para fins de demonstração, são como segue: Valor justo Valor contábil Ativos Caixa e equivalente de caixa Aplicações Financeiras vinculadas Verba de internacionalização dos docentes do Depto. de Contabilidade e Atuária da FEA/USP Contas a receber de clientes Adiantamentos a terceiros e outros créditos Passivos Fornecedores Contas a pagar Serviços prestados a pagar Adiantamento de clientes Financiamento Valor justo Outros ao Empréstimos através do custo e recebíveis resultado amortizado Ativo Caixa e equivalente de caixa Aplicações Financeiras vinculadas Verba de internacionalização dos docentes do Depto de Contabilidade e Atuária da FEA/USP Contas a receber de clientes Adiantamentos a terceiros e outros créditos Passivo Fornecedores Contas a pagar Serviços prestados a pagar Adiantamento de clientes Financiamento Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em Reais) 2011 Valor justo Outros ao Empréstimos através do custo e recebíveis resultado amortizado Ativo Caixa e equivalente de caixa Fundo para internacionalização do Depto. de Contabilidade e Atuária da FEA/USP Contas a receber de clientes Adiantamentos a terceiros e outros créditos Passivo Fornecedores Contas a pagar Serviços prestados a pagar Adiantamento de clientes Financiamento O CPC 40 - Evidenciação estabelece uma hierarquia de três níveis para o valor justo, a qual prioriza as informações quando da mensuração do valor justo pela empresa, para maximizar o uso de informações observáveis e minimizar o uso de informações não observáveis. O CPC 40 descreve os três níveis de informações que devem ser utilizadas mensuração ao valor justo: Nível 1 - Preços negociados (sem ajustes) em mercados ativos para ativos idênticos ou passivos; Nível 2 - Outras informações disponíveis, exceto aquelas do Nível 1, onde os preços cotados (não ajustados) são para ativos e passivos similares, em mercados não ativos, ou outras informações que estão disponíveis e que podem ser utilizadas de forma indireta (derivados dos preços); e Nível 3 - Informações indisponíveis em função de pequena ou nenhuma atividade de mercado e que são significantes para definição do valor justo dos ativos e passivos. O processo de mensuração do valor justo dos instrumentos financeiros do Grupo está classificado como Nível 2. b. Risco de crédito Caixa e equivalente de caixa Contas a receber de clientes Adiantamento a terceiros e outros créditos Total Caixa e equivalentes de caixa e outros investimentos: A política de gestão de risco corporativo determina que a Fundação avalie regularmente o risco associado ao seu fluxo de caixa, bem como propostas de mitigação de risco. As estratégias de mitigação de riscos são executadas com o objetivo de reduzir os riscos com relação ao cumprimento dos compromissos assumidos pela Fundação, bem como com terceiros. A Fundação possui aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, e que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa. No que tange às instituições financeiras, a Fundação somente realiza operações com instituições financeiras consideradas de baixo risco e aplicações em títulos de renda fixa. Contas a receber de clientes: O risco de crédito é, principalmente, gerenciado pela renovação das matrículas semestralmente, momento onde os débitos são quitados e/ou renegociados. Não há concentração de risco de crédito no modelo de negócios, sendo a carteira pulverizada e formada principalmente por pessoas físicas. c. Risco de liquidez Passivos 2012 financ. não Valor 6 meses 6-12 Mais de derivativos Contábil ou menos meses 1-2 anos 2-5 anos 5 anos Fornecedores Salários, Encargos e impostos a recolher Serviços prestados a pagar Financiamento Imobiliário Total Passivos 2011 financ. não Valor 6 meses 6-12 Mais de derivativos Contábil ou menos meses 1-2 anos 2-5 anos 5 anos Fornecedores Salários, Encargos e impostos a recolher Serviços prestados a pagar Financiamento Imobiliário Total d. Risco de mercado: O principal risco de mercado que pode afetar a Fundação é a variação nas taxas de juros. Na data das demonstrações financeiras, o perfil dos instrumentos financeiros remunerados por juros da Fundação era: Instrumentos de taxa variável Ativos financeiros Verba de internacionalização dos docentes do Depto. de contabilidade e atuária da FEA/USP Aplicação financeira vinculada Passivos financeiros (-) Financiamentos imobiliário (CP e LP) ( ) ( ) Total ( ) ( ) Análise de sensibilidade à variação da taxa do CDI: A Fundação mantém parcela substancial das suas disponibilidades e determinadas obrigações indexadas à variação do CDI. Em 31 de dezembro de 2012, a Fundação apresentava uma dívida líquida de R$ A expectativa de mercado, conforme dados retirados no Banco Central do Brasil, com data base em 28 de dezembro de 2012, indicava, uma taxa mediana efetiva do CDI estimada em 7,25% cenário provável para o ano de 2013, ante a taxa efetiva de 8,40% verificada no ano de Cenário I - Cenário II - Cenário deterioração deterioração provável de 25% de 50% Taxa efetiva anual do CDI de ,40% 8,40% 8,40% Dívida ( ) ( ) ( ) Taxa anual estimada do CDI 7,25% 9,06% 10,88% Efeito no instrumento financeiro: (Aumento) Diminuição (36.037) ( ) e. Risco operacional: A administração da Fundação visa através da reestruturação do seu planejamento operacional, no qual tem o objetivo de minimizar os custos, reverter o quadro atual da dívida em relação ao patrimônio líquido. A dívida da Fundação em relação ao patrimônio social ao final do exercício é apresentada a seguir: Total do passivo ( ) Caixa e equivalente de caixa ( ) Aplicações financeiras Dívida líquida (A) Total do patrimônio líquido (B) (=) Relação dívida líquida sobre capital em 31 de dezembro (A/B) 0,88 0, Moeda de capacidade aquisitiva constante: O balanço patrimonial, as demonstrações de superávit, as mutações do patrimônio social, os fluxos de caixa e a DVA (informações suplementares) em moeda de capacidade aquisitiva constante, apresentadas nesta nota explicativa, foram elaboradas de acordo com a metodologia de correção integral estabelecida pela CVM - Comissão de Valores Mobiliários, Instrução nº 191/92, aplicadas sobre as demonstrações contábeis básicas que estão preparadas de acordo com as práticas contábeis descritas abaixo: i. Índice de atualização: A atualização monetária do ativo permanente, patrimônio social, contas de resultado e apuração de ganhos e perdas dos itens monetários foi efetuada com base na variação do Índice de Preço ao Consumidor - IPC - FIPE, que foi de 5,10% em 2012 e 5,81% em 2011; ii. Informações suplementares de 2011: Os saldos das contas das informações suplementares de 2011, para fins de comparação, foram atualizados à moeda de capacidade aquisitiva constante de 31 de dezembro de 2012; iii. Contas patrimoniais: Os ativos e passivos monetários das informações suplementares em 31 de dezembro de 2011 são idênticos aos das demonstrações apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil (BRGAAP). O ativo imobilizado e o patrimônio social foram corrigidos monetariamente com base na variação do IPC-FIPE até 31 de dezembro de 2012 e iv. Contas de resultado: Todas as contas foram atualizadas com base na variação do IPC-FIPE, a partir do mês de contabilização das transações. Foram ajustadas pelos ganhos e perdas gerados em consequência do efeito da inflação sobre os ativos e passivos monetários. Tais ganhos e perdas foram alocados às contas de resultados a que se vinculam. a. Balanços Patrimoniais Em moeda de poder aquisitivo constante Ativo Circulante Caixa e equivalente de caixa Verba de internacionalização dos docentes do Depto. de Contabilidade e Atuária da FEA/USP Aplicações financeiras vinculadas Contas a receber de clientes Adiantamentos a terceiros e outros créditos Estoques Não circulante Verba de internacionalização dos docentes do Depto. de Contabilidade e Atuária da FEA/USP Investimentos Bens recebidos em comodato Depósito judicial e outros valores a recuperar Propriedades para investimento Imobilizado Intangível Total do ativo b. Balanços Patrimoniais Em moeda de capacidade aquisitiva constante Passivo Circulante Fornecedores Salários, encargos e impostos a recolher Férias a pagar Contas a pagar Serviços prestados a pagar Adiantamento de clientes Financiamento imobiliário Não circulante Provisão para perdas fiscais e outros valores Financiamento imobiliário Bens recebidos em comodato Patrimônio social Patrimônio social Ajustes de avaliação patrimonial Superávit acumulado Total do passivo c. Demonstrações de Superávit Em moeda de capacidade aquisitiva constante Receita operacional líquida Custos dos serviços prestados ( ) ( ) Resultado bruto (Despesas) receitas operacionais Despesas gerais e administrativas ( ) ( ) Receitas de aluguéis Receitas/Despesas diversas (99.488) Ganho na variação de propriedades para investimento Reversão de provisões tributárias Superávit antes das receitas e despesas financeiras Receitas financeiras Despesas financeiras ( ) ( ) Superávit do exercício d. Demonstrações das mutações do patrimônio líquido Ajustes de Patrimônio avaliação Superávits social patrimonial acumulados Total Saldos em 1º de janeiro de Realização ajuste de variação patrimonial - (82.992) Superávit do exercício Saldos em 31 de dezembro de Transferência de superávit ( ) - Realização ajuste de variação patrimonial - (82.992) Superávit do exercício Saldos em 31 de dezembro de e. Demonstrações dos fluxos de caixa - Método indireto Em moeda de capacidade aquisitiva constante Fluxo das atividades operacionais Superávit do exercício Ajustes para conciliar o resultado às disponibilidades geradas pelas atividades operacionais: Despesas com a internacionalização dos docentes do Depto. de Contabilidade e Atuária da FEA/USP Depreciação e amortização Variação monetária do exigível a longo prazo ( ) ( ) Ganho na variação de propriedades para investimento ( ) ( ) Reversão de provisões tributárias ( ) ( ) (Aumento) redução no ativo circulante Fundo para internacionalização do Depto. de Contabilidade e atuária da FEA/USP Contas a receber de clientes ( ) ( ) Adiantamentos a terceiros e outros créditos Estoques (44.555) Aumento (redução) no passivo circulante Fornecedores Salários, encargos e impostos a recolher Férias a pagar Contas a pagar ( ) Serviços prestados a pagar ( ) ( ) Adiantamento de clientes Financiamento imobiliário (55.190) (44.576) (Aumento) redução no ativo não circulante Depósito judicial e outros valores a recuperar ( ) ( ) Verba de internacionalização dos docentes do Depto. de Contabilidade e Atuária da FEA/USP Aumento (redução) no passivo não circulante Provisão para perdas fiscais e outros valores (97.290) (39.587) Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais Fluxos de caixa das atividades de investimentos Aplicações em investimentos 1 (42.995) Aquisições de imobilizados ( ) ( ) Aquisição de ativo intangível ( ) ( ) Caixa líquido utilizado nas atividades de investimentos ( ) ( ) Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Aplicações financeiras vinculadas ( ) - Caixa líquido utilizado nas atividades de financiamentos ( ) - Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa em 1º de janeiro Caixa e equivalentes de caixa em 31 de dezembro Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa ( ) continua...

16 16 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 8, 9 e 10 de novembro, continuação Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras - FIPECAFI CNPJ nº / Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Em Reais) f. Demonstrações do valor adicionado Em moeda de capacidade aquisitiva constante Receitas Receitas de serviços Receitas de aluguéis Ganho (perda) na variação de propriedades para investimentos Perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa - Reversão/(Constituição) Receitas/Despesas Diversas (99.488) Insumos adquiridos de terceiros Despesas dos serviços prestados ( ) ( ) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros ( ) ( ) Valor adicionado bruto Depreciação e amortização ( ) ( ) Valor adicionado líquido gerado pela Fundação Valor adicionado recebido em transferência Receitas (despesas) financeiras Reversão de provisões tributárias Valor adicionado total a distribuir Distribuição do valor adicionado Empregados Remuneração direta Benefícios FGTS Tributos Impostos, taxas e contribuições Remuneração de capitais de terceiros Juros Remuneração de capitais próprios Superávit do exercício Ao Conselho Curador e Diretoria Executiva da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras - FIPECAFI São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras - FIPECAFI ( Fundação ) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2012, e as respectivas demonstrações do superávit, das mutações do patrimônio social, dos fluxos de caixa e do valor adicionado, correspondentes ao exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras A Administração da Fundação é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Composição do Conselho Curador Eliseu Martins Presidente Demais Membros: Natos: Ariovaldo dos Santos Sérgio de Iudícibus Fábio Frezatti Masayuki Nakagawa Reinaldo Guerreiro Eleitos: Diogo Toledo do Nascimento Edgard Bruno Cornachione Jr. Geraldo Barbieri Gerlando A. Franco de Lima Gilberto de A. Martins Lázaro Plácido Lisboa Marina Mitiyo Yamamoto Roberta Carvalho de Alencar Marcio Luiz Borinelli Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Contábeis Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Fundação para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Fundação. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, Diretoria Executiva Mariângela Matias Contadora CRC 1SP238572/O-3 Composição da Diretoria Executiva Iran Siqueira Lima Diretor Presidente Carlos Alberto Pereira Diretor Administrativo-Financeiro L. Nelson Carvalho Diretor de Pesquisas Luiz Paulo Lopes Fávero Diretor de Cursos Composição do Conselho Fiscal Edison Castilho Presidente Titulares: João Domiraci Paccez Nelson dos Santos Suplentes: José Roberto Kassai Luis Eduardo Afonso Tânia Regina Sordi Relvas bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras - FIPECAFI ( Fundação ) em 31 de dezembro de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Baker Tilly Brasil Auditores Independentes S/S CRC-2SP016754/O-1 São Paulo, 30 de abril de Paulo Sérgio Barbosa Contador CRC-1SP120359/O-8 Prédio da REX muda de dono Edifício do Clube de Regatas do Flamengo, comprado pelo braço imobiliário do grupo X, de Eike Batista, por R$ 18 milhões, é vendido. O novo comprador do empreendimento no Morro da Viúva deve ser anunciado em um mês Osni Alves O Clube de Regatas do Flamengo encontrou um novo comprador para o edifício Hilton Santos, localizado na Avenida Rui Barbosa 170, no Flamengo, no Rio de Janeiro. O anúncio deve ser feito em um mês, embora a negociação seja tratada de forma sigilosa pelos cartolas. O prédio de 24 andares e 148 apartamentos chegou a ser parcialmente adquirido pela REX, empresa de Eike Batista para o segmento imobiliário. Porém, devido à instabilidade que vive o Grupo EBX, a compra foi desfeita. Presidente da Associação de Moradores do Morro da Viúva (AMOV), Maria Thereza Sombra assegurou que as tratativas estão adiantadas. Alexandre Wrobel me confirmou. Ligo para ele constantemente para saber informações, disse, fazendo menção ao vice-presidente de patrimônio do Flamengo. Ela não quis revelar o nome da empresa interessada. Wrobel me pediu sigilo quanto a isto, declarou. A empresa REX já havia pago ao clube R$ 18 milhões em duas parcelas. A ex-presidente Patrícia Amorim utilizou metade do dinheiro para colocar salários em dia. O Flamengo tem urgência na venda do imóvel, já que, após a entrega do prédio, o clube obterá anistia de R$ 15 milhões sobre o Imposto Predial, Territorial e Urbano (IPTU). A companhia não comentouaquebradecontratoepre- feriu não se posicionar sobre outros projetos cancelados. Outro empreendimento que está com as obras suspensas é o Hotel Glória, adquirido em 2008 pela REX por R$ 80 milhões. Eike está negociando a venda do Glória com o fundo suíço Acron, que já assinou um contrato de exclusividade. O negócio gira em torno de R$ 225 milhões. José Pedro Monteiro Edifício Hilton Santos, no bairro do Flamengo, e que iria virar um hotel, está totalmente abandonado A REX também suspendeu a revitalização da Marina da Glória devido à crise financeira pela qual passa o Grupo EBX. Há pouco mais de um mês o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou sem restrições a venda do controle do empreendimento para a BRM Holding de Investimentos, que levou no negócio a MGX Empreendimentos Imobiliários e Serviços Náuticos, de Eike Batista. O cronograma das obras do Porto Açu, em São João da Barra, estão assegurados. A afirmação é do diretor financeiro da empresa LLX, Eugênio Figueiredo, em audiência na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), ontem. Basicamente da maneira como foi concebido, ressaltou ele. Comasobras suspensas, Hotel Glória, adquirido em 2008 pela REX por R$ 80 milhões, está sendo negociado por Eike com o fundo suíço Acron, que tem exclusividade no acordo No entanto, há interesse por parte do grupo norte-americano EIG, controlador da LLX, em alterar acordos assinados entre a empresa e suas subsidiárias com a OSX, empresa de construção naval do Grupo EBX. Em nota, a companhia disse que aideiaéatenderaosinteresses da companhia e do desenvolvimento do Superporto.

17 Divulgação SÉRIES Netflix aumenta programação original A Netflix está aumentando sua programação original com quatro novas séries de televisão e uma minissérie da unidade Marvel da Disney, conhecida por seu sucesso com "Os Vingadores", baseada em quadrinhos de super heróis. Este é o último negócio feito pelo serviço de transmissão de filmes e programas de TV para atrair assinantes com programação original. O acordo com a Marvel vai começar em Sexta-feira e fim de semana, 8, 9 e 10 de novembro, 2013 Brasil Econômico 17 Proibição ao cigarro eletrônico divide empresas nos EUA Popularidade do dispositivo coloca em xeque a proibição do cigarro nas companhias, em vigor no país há 25 anos Vinte e cinco anos depois que as companhias começaram a proibir fumar nos locais de trabalho, a crescente popularidade dos cigarros eletrônicos está obrigando-as a revisarem suas políticas. Muitas corporações ainda os proíbem enquanto esperam para ver se a Administração de Alimentos e Drogas (FDA) dos EUA os regulará tão estritamente quanto os cigarros normais. Contudo, companhias como a Kraft Foods Group e a Walgreen permitem aos gerentes locais estabelecerem as regras. Companhias menores, especialmente agências criativas e startups da internet, já adotaram uma atitude mais laissez-faire. As vendas de cigarros eletrônicos nos EUA triplicarão neste ano, totalizando US$ 1,5 bilhão, conforme a Euromonitor International. Espera-se que acelerem porque os fabricantes de tabaco tradicional tentam entrar em um mercado previamente dominado por agentes menores. O Altria Group e a Reynolds American, os maiores vendedores de tabaco nos EUA, estão expandindo sua distribuição de cigarros eletrônicos. A Lorillard controla aproximadamente metade do mercado americano com a bluecigs, adquirida no ano passado. Até agora, as companhias pequenas, cujos chefes podem monitorar se os cigarros eletrônicos incomodam os colegas, são as mais propensas a permitir que se fume. É novo para nós, disse Ged King, presidente da Sales Factory, empresa de marketing de 35 funcionários sediada em Greensboro, Carolina do Norte. Há uns meses, durante uma reunião do pessoal, ele ficou surpreendido ao ver um funcionário fumando um cigarro eletrônico. Agora, vários funcionários fazem o mesmo, supostamente para eliminar o hábito de fumar, conta King. Não estabelecemos uma política porque ninguém reclamou, afirmou King. A tecnologia dá vantagens aos usuáriosque procuram o anonimato. Os cigarros eletrônicos aquecem nicotina líquida em um vapor inalado, dissipando-se mais rapidamente do que a fumaça do cigarro. Portanto, funcionários mais preocupados com ser vistos do que com cheiro de cigarro fumam cigarros eletrônicos em escritórios vazios e em banheiros, conforme publicações no site do Fórum do Cigarro Eletrônico, onde os visitantes trocamopiniões sobre seus sabores favoritos, locais para fumar e dicas para evitar ofender os colegas. As pessoas entram no meu escritório o tempo todo e tenho certeza de que diriam algo se reparassem, afirmou Dennis Rumpf, gerente de construção em Charlotte, Carolina do Norte. O desenvolvedor web Adam Gray obteve a aprovação do seu Mike Kane/Bloomberg MarkElias/Bloomberg Pausa para um cigarro eletrônico em área externa de empresa. Abaixo, o dispositivo sendo testado As vendas de cigarros eletrônicos nos Estados Unidos vão triplicar neste ano, atingindo a marca de US$ 1,5 bilhão, segundo projeções divulgadas pela Euromonitor International chefe para usar cigarros eletrônicos no seu escritório em Minnetonka, Minnesota. Faz com que ele seja mais produtivo e o ajuda a melhorar a saúde, afirmou Paul Hanson, diretor operacional da TrackIF LLC, uma companhia que monitora mudanças de preços na Internet. A Kraft não possui uma política empresarial sobre cigarros eletrônicos e permite que os gerentes A Exxon Mobil e a General Motors permitem cigarros eletrônicos em áreas designadas, enquanto a CVS Caremark Corp. e a Lowe s Cos. proíbem ambos os tipos de cigarros façam suas próprias regras desde que respeitem as leis locais e estaduais. A Walgreen, a maior varejista de lojas de conveniência dos EUA, também deixa a decisão nas mãos dos gerentes de escritórios. Incertezas sobre a regulamentação Contudo, a incerteza no que tange às regulamentações levou a muitos funcionários a tratar os cigarros eletrônicos como cigarros normais, afirmou Paula Andersen, enfermeira registrada na Buck Consultants, uma companhia de recursos humanos que assessora a empresas sobre programas sanitários. Recomendamos que se as companhias tiverem uma política livre de tabaco elas excluam também os cigarros eletrônicos, afirmou Andersen, que não quis identificar clientes. A Exxon Mobil e a General Motors permitemfumar cigarroseletrônicos em áreas designadas, ao passo que a CVS Caremark Corp. e a Lowe s Cos. proíbem ambos os tipos decigarros.alevistrauss Co. determina que os fumantes de cigarros eletrônicos fumem fora do prédio. A maioria dos fumantes de cigarros eletrônicos é tratada como fumantes normais, disse LeeAnn Blohm, cujos sabores favoritos de cigarro eletrônico são manteiga de amendoim com chocolate e caramelo. Ela não quis identificar seu empregador em Austin, Texas, que não permite fumá-los dentro do local de trabalho.

18 18 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 8, 9 e 10 de novembro, 2013 ESTILO S/A MARCIA DISITZER MOVIMENTO ASCENDENTE Um presente que faz toda a diferença Marcela Calmon e Renata Salles, da marca Filhas de Gaia, têm motivos de sobra para comemorar. As estilistas, que apresentam, amanhã, no Fashion Rio, a coleção de inverno 2014, vivem um momento de transformação. Em abril deste ano, parte da Filhas de Gaia foi adquirida pela Maria Filó. Marcela e Renata continuaram na direção criativa, mas a gestão passou a ser comandada por Alberto Osório, da Maria Filó. Foi um casamento bem-sucedido: grifes pequenas, como nós, precisam de uma estrutura maior; já as marcas grandes necessitam de uma injeção de criatividade. Estamos ajudando a Maria Filó a entrar no mercado de luxo, explica Marcela. No fim de outubro, foi inaugurada a loja Suite Maria Filó, na qual são vendidas a linha premium da Maria Filó, a Suite, e Filhas de Gaia. No espaço, no Fashion Mall, temos um ateliê que funciona no mezanino, onde fazemos peças sob medida, diz Marcela. A coleção de inverno reflete essa evolução. Nossa inspiração é a borboleta. Criamos desde roupas em formato de casulo até vestidos fluidos, define Renata, lembrando que os sapatos do desfile (foto) são assinados por Jorge Bischoff. PONTO A PONTO OhairstylistDudu Meckelburg, do HBDSpa( ), vaiabrir oseu salãode belezaparaasartes plásticas: ele inaugura, nodia 19, exposiçãocom 20serigrafias de ArmandoMattos, moradore curadorda Bienalde Búzios (RJ). Fotos Divulgação PatriciaViera,Alessae VictorDzenkabrirama24ª ediçãodofashionrio quecomeçouquarta-feira eterminaamanhã,nopíer Mauá.PatriciaViera(E) mostroucoleção impecável,resultadode viagemquefezasantafé, nonovoméxico(eua). Napassarela,estampa floraleefeitorendadono couro.alessa(d) inspirou-senaarquitetura depaulomendesdarocha ecriouroupasdetweede empretoebranco;já Victormixouartdecô, islamismoeanos80 emlooksfemininose masculinos. Fernando Souza Fotos AgNews A Wish Edition da Lacoste está caprichada este ano. A polo L.1212 ganhou detalhes inspirados em quatro tradições do Réveillon brasileiro romã, ondas, louro e trigo e versão infantil (R$ 189 ), além das masculinas e femininas (R$ 269). Shopping JK Iguatemi, 1º piso, SP. A bolsa masculina da temporada A recém-lançada bolsa masculina Burberry Boston é ideal para o homem que deseja conciliar tradição e modernidade. Serve para pequenas viagens e também para o cotidiano. De couro e xadrez. R$ Tel.: Parceria para quem quer pisar com estilo AConverse seuniu àgrife Isolda e o resultado foi uma linhade têniscom estampas exuberantes, como o modeloda foto, com desenho de caju. Acoleção estará à venda na Dona Coisa( ). Hoje tem festa de lançamento nola Suite, nojoá, norio (só para convidados). Degradê no frasco de perfume do verão Vem chegando o verão e por conta disso a Carolina Herreralançou a edição limitada 2013 do perfume 212 Summer, nas versões feminina e masculina. Ofrasco lembra o pôr do sol e tem estilo tie-dye. A partir der$ Coluna publicada às sextas-feiras

19 EMPRESAS AFPPhoto Sexta-feira e fim de semana, 8, 9 e 10 de novembro, 2013 Brasil Econômico 19 ESPORTE Adidas mira na Copa para reverter perdas A Adidas está de olho nas oportunidades de vendas oferecidas pela Copa do Mundo no Brasil, depois que os resultados do 3º trimestre mostraram que a empresa continuou a perder terreno para a rival Nike na Europa. O lucro operacional do 3º trimestre, de 463 milhões, caiu 6% e as vendas,de 3,88 bilhões, recuaram 7% por problemas de distribuição na Rússia e vendas fracas de produtos para golfe. Reuters Juntas, duas pequenas empresas ganham escala no mundo fashion As marcas, uma do Sul e outra do DF, se unem para ter escala e lançam coleções compartilhadas Erica Ribeiro No mundo da moda, parceria também é tendência que não serestringe às grandes grifes. Para ganhar novos mercados e resolver problemas operacionais e até logísticos, também as pequenas e médias empresas do setor estão dando as mãos. Na edição do Salão Bossa Nova de Moda e Negócios, que acontece juntamente com o Fashion Rio, duas marcas trazidas pelo Sebrae uma de Santa Catarina e outra do Distrito Federal, protagonizam uma bem estruturada ação de cobranding. A sulista Liverpool de moda masculina, cujo carro-chefe são as t-shirts descoladas e a MUV Shoes, de tênis customizados, criaram coleções conjuntas a partir de um namoro de um ano, iniciado em conversas entre uma e outra edição dos salões de negócios do Fashion Rio e do São Paulo Fashion Week (SPFW). Começamos a conversar em uma das edições do São Paulo Fashion Week sobre a possibilidade de parcerias. O pessoal da Liverpool nos apresentou a ideia de fazer um tênis para eles. Um ano depois, produzimos dois modelos com foco no tema Inglaterra. Vendemos para os clientes deles e também para os nossos. Isso abriu espaço para que mais varejistas nos conhecessem, diz Vinicius Matteo, sócio da MAF Shoes. Um case tão estruturado como o da Liverpool com a MUV ainda é novo. Mas identificamos parcerias em menor escala que resolvem grandes problemas para as pequenas e médias do setor Fabiana Pereira Leite Coordenadora do Sebrae-RJ Nesta edição do Fashion Rio, ele e o sócio da Liverpool, Tiago Durante, montaram um estande conjunto das duas marcas. O próximo passo, diz ele, é fazer um desfile em conjunto na próxima edição do Fashion Rio. Além disso, em breve vai sair uma nova linha de produção de camisetas MUV by Liverpool, com estampas desenvolvidas dessa vez pela MUV. Játemosumanovalevade600 pares de tênis para vendas no e-commerce de nossas lojas e para entrega a clientes que encomendaram os produtos. É algo recente, começamosa parceriaem agosto. Mas está indo muito bem, diz Matteo. Em paralelo, a MUV abrirá seu primeiro quiosque em março de 2014, em Brasília, sua terra natal. Vai vender seus produtos e os da linha Liverpool by MUV. As parcerias entre as pequenas empresas só crescem. As marcas precisam se ajudar, diz ele. A coordenadora de moda do Sebrae-RJ, Fabiana Pereira Leite, concorda. Para ela, o caminho das marcas é mesmo de buscar parceiros para resolver suas próprias deficiências. Um case estruturado como o da Liverpool com a MUV ainda é algo novo. Mas identificamos parcerias em menor escala que resolvem grandes problemas para as pequenas e médias empresas do setor, afirma ela. A montagem de estandes das marcas unindo forças para ter um espaço próprio nas feiras de moda também é algo que vem acontecendo, diz ela. Somente no estado do Rio existem 22,6 mil empresas de micro e pequeno porte, contra 254 de médio e grande porte no setor de moda. Juntas, as pequenas geram 138,8 mil empregos nesse mercado, segundo os dados do Sebrae-RJ.

20 20 Brasil Econômico Sexta-feira e fim de semana, 8, 9 e 10 de novembro, 2013 FINANÇAS Editora: Eliane Velloso Normas para elevar acesso ao mercado ficam para 2014 O conjunto de revisões proposto pela CVM para atualizar instruções normativas que servirão para apertar a fiscalização e facilitar o ingresso de empresas de pequeno porte deve ser concluído a partir do ano que vem Ivone Portes São Paulo A finalização do conjunto de normas propostas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) este ano para apertar a fiscalização do mercado e ampliar o acesso de pequenas e médias empresas deve ficar para A autarquia abriu 11 audiências públicas em 2013, entre elas a que trata da revisão na Instrução CVM nº 358, que regula a prestação de informações por companhias abertas, para propor a divulgação de atos e fatos relevantes em portais de notícias na internet. Esta é uma das medidas que têm como objetivo reduzir o custo das empresas e aumentar a atratividade do mercado de capitais como alternativa de financiamento. Hoje, as companhias abertas são obrigadas a publicar informações em jornais de grande circulação, o que tem um custo alto. No final de dezembro teremos uma reunião com o colegiado para definir as metas de regulação para A intenção é focar em todos os projetos que entraram em audiência pública, ou seja, concluir os processos iniciados em 2013, afirmou a Superintendente de Desenvolvimento de Mercado da CVM, Flavia Mouta. A prestação de informações por companhias abertas foi um tema recorrente este ano, especialmente após o caso da LLX Logística, do empresário Eike Batista, que entrou no crivo da CVM por suposto uso de informações privilegiadas para atuar no mercado, o que viola a Instrução nº 358. Os acionistas minoritários da petrolífera OGX também acusaram o empresário de uso de informações privilegiadas e de fraude ao divulgar projeções muito otimistas sobre as reservas de petróleo, reclamando da falta de uma atuação rápida da CVM e da BM&FBovespa. A CVM, entretanto, não comenta casos específicos. Na lista de projetos deste ano estão incluídos também os que tratam da concorrência no mercado de Bolsas para negociações de ações no Brasil hoje monopólio da BM&FBovespa e as regras sobre depósito centralizado, custódia e escrituração de valores mobiliários, que envolvem a estrutura Flavia Mouta: O trabalho de regulamentação é muito complexo e envolve diversos fatores do mercado, que precisa se preparar para um aumento de demanda graças às novas tecnologias. Segundo a superintendente da CVM, ambos estão em fase de análise, mas o segundo tema, que diz respeito à Instrução nº 89, está mais avançado e pode começar a ser discutido com o colegiado ainda este ano, para aproveitar o expertise do diretor da autarquia, Otávio Yazbek, cujo mandato termina agora em Esse é um tema que está em estudo há muitos anos e já amadureceu. E queremos aproveitar a experiência do diretor no assunto. A série de modernizações proposta pela CVM tem como objetivo também adequar as regras à nova realidade do mercado interno e internacional, principalmente depois da crise financeira de 2008, desencadeada a partir da Alessandro Costa quebra do banco americano Lehman Brothers. A gente sempre aprende com as crises. E a atualização das normas para se adequar ao mercado internacional é uma preocupação constante. Não se trata de copiar e colar, mas de analisar as tendências locais e internacionais. Outro tema que deverá ser apresentado como prioritário para o próximo ano na reunião do colegiado, segundo Flavia, é o das assembleias virtuais. Hoje, as companhias podem oferecer aos acionistas a possibilidade de participar das assembleia pela web, mas ainda não há uma exigência nem uma regulamentação para isso. Esta seria uma forma de aumentar a participação dos minoritários nas assembleias das companhias abertas, que hoje são muito ausentes. Outro tema prioritário, de acordo com a superintendente, é a regulamentação dos certificados de Operações Estruturadas (COE), também chamados de notas estruturadas, que serão emitidos por bancos múltiplos, comerciais, de investimento e pela Caixa Econômica Federal. O instrumento já foi regulamentado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), mas ainda precisa da regulamentação da CVM. Em relação a tão discutida reclassificação dos fundos de investimentos, Flavia disse que a discussão já avançou bastante dentro da autarquia e junto aos participantes do mercado, mas que ainda não está maduro o suficiente para ter uma minuta e entrar em audiência pública ainda este ano. A atualização das normas para se adequar ao mercado internacional é uma preocupação constante. Não se trata de copiar e colar, mas de analisar tendências locais e internacionais Flavia Mouta Superintendente da CVM

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