ILDA E RAMON. - Sussurros de Liberdade - Romance

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ILDA E RAMON. - Sussurros de Liberdade - Romance"

Transcrição

1 ILDA E RAMON - Sussurros de Liberdade - Romance

2

3 Mírian Cintra ILDA E RAMON - Sussurros de Liberdade - Romance São Paulo 2010

4 Copyright 2010 by Editora Baraúna SE Ltda Capa André Cintra Projeto Gráfico Alline Benitez Revisão Priscila Loiola CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ C518I Cintra, Mirian Ilda e Ramon : sussurros de liberdade: romance / Mirian Cintra. - São Paulo: Baraúna, ISBN Romance brasileiro. I. Título CDD: CDU: (81) Impresso no Brasil Printed in Brazil DIREITOS CEDIDOS PARA ESTA EDIÇÃO À EDITORA BARAÚNA Rua João Cachoeira, 632, cj.11 CEP Itaim Bibi São Paulo SP Tel.:

5 Ao Juquinha Cintra, meu pai, por me ensinar caminhos, sobretudo os do livro; À Meiri, minha irmã-amiga, sobretudo por ter pré visto um livro das minhas mãos, estimulandome a escrevê-lo; Ao André, meu filho, sobretudo por ter me levado à Xury; Ao Tânio, minha tardia retribuição. Meus agradecimentos à querida Arlete Moysés, que generosamente fez uma leitura crítica dos originais, muito me ajudando com suas observações.

6

7 Sumário A vida visceral A Chegada O Inferno é Aqui Mesmo, o Céu Também Mina e Tatá Paris Manda Recado A Briga pela Vida A Vida Ganha Espaço e a Morte Também Minha Direita Não Está Vaga A Escolha da Velha Senhora Estácio E a Velha Senhora O Condão de Elisabete Da Chácara Xury à Ibyxury

8

9 A vida visceral [...] Escrevo porque sou um desesperado e estou cansando, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias. A Hora da Estrela, Clarice Lispector Não faz muito tempo Mírian comentou comigo: estou escrevendo um livro. Apesar da novidade, não foi uma surpresa. Pareceu-me natural que assim fosse. Dos muitos anos que nos conhecemos, mesmo com breves encontros, sempre imaginei que ela um dia seguiria o rumo da literatura. E eis a primeira cria. Primeira, certamente. Ilda e Ramon sussurros de liberdade é na verdade um grito visceral. Não é um sussurro. Aqui, a vida pulsa com a intensidade das tempestades: a vida da autora e a vida da narradora. Mírian e Mariana são um amálgama. Mulheres que carregam em si rebeldia, questionamento, paixão, dor e muita ternura. São mulheres que jamais saberiam viver no raso. É nas profundezas que elas se encontram. E a vida profunda é dilacerante tanto quanto as dores físicas vividas por Mariana. Com Ilda, Ramon ou com 9

10 Bei (seus bichos-companheiros) Mariana sangra corpo e alma. Parecem acidentes, mas não. Não existem acidentes nas vidas dessas mulheres. Elas fazem escolhas, abrem caminhos. Em meio ao quase-nada, fincaram seu lugar no mundo: a chácara Xury. Tudo por fazer. Construíram. Tudo por plantar. Semearam. O que era um refúgio do eu, se transforma em aconchego de muitos. Pois para elas, mesmo a mais íntima solidão é um exercício de solidariedade com o outro. A vida é para ser compartilhada, comungada... A vida é para ser profunda. Talvez toda a intensidade das vidas aqui narradas tenha nascido da junção de duas grandes paixões dessas mulheres: pela terra e pela liberdade. A paixão pela terra é algo que quase brota com elas. Oriundas dos rincões, criadas em fazendas e educadas ao sabor dos ventos impossível seria que não despertassem a outra paixão fundante em seus seres: a liberdade. Uma paixão finca raízes e alimenta o cotidiano. A outra paixão dá asas e alimenta a alma. Parecem caminhos contraditórios, mas não. São reveladores da beleza do humano ser. Quando essas mulheres trilham seus caminhos elas o fazem abrindo mata fechada. É uma lida dura, muitas vezes solitária, mas somente as gentes que têm os pés no chão e a cabeça nas nuvens conseguem. É caminhada de gigantes. É caminhada de mulheres ousadas. É a vida visceral. Com café e afeto, Jaqueline Lemos 10

11 1. A Chegada Ilda e Ramon chegaram à Chácara Xury alguns dias depois de Ernesto e por isso tiveram certa dificuldade em serem recebidos para uma permanência definitiva. Ernesto havia sido procurado, eles não. Chegaram sem qualquer chamado e tive alguma resistência em aceitá-los. Permaneceram em frente ao portão desde manhã, numa insistência sábia. Lembrei-me de que também comigo fora assim. Era quase noite, o mato sujo, alto, sem sequer uma trilha para se chegar à casa e intui que aquele era o meu lugar. Acabara a busca de mais de um mês por uma chácara, nas cercanias de São Paulo. A desculpa para a decisão foi o corretor ter afirmado existir uma nascente no terreno. Quis ver. O rapaz, com uma deficiência na perna, tinha dificuldade de descer até o tubo que indicava o olho d água. Fui, vi o tubo e comprei a chácara. Era urgente. Meu coração doía muito com a ausência do filhão que fora estudar em Londres, ali... depois do Atlântico. Minhas angústias, há muito, aprendera amenizá-las no colo da Terra. A chácara, já no próximo final de semana, foi batizada de Xury, apelido escolar do homenageado, o ausente tão presente André. A partir de então, iniciei um trabalho duro de preparar minha morada, sonho de muitos anos. Enquanto isso, continuei trabalhando em São Paulo, três 11

12 dias por semana, numa jornada que perfazia 40 horas, para manter as despesas que aumentaram bastante devido às exigências da chácara. Os quatro dias na Xury me alimentaram de energia durante todo o período londrino do meu filho, que expandiu os seis meses para dois anos. A dor da ausência era superada pelo trabalho que a Xury eficientemente sempre trouxe. Quando vim ver a chácara, pensei que a construção de um caminho, que permitisse o carro chegar até o pequeno chalé, seria a primeira coisa a fazer. O terreno era delimitado por uma cerca bastante precária. Na entrada, uma porteira, que logo pediria sua substituição, separava as árvores de um pequeno horto que fazia uma bela barreira encobrindo, com a ajuda da declividade, a casa, bem mais distante. Esta, construída por um artesão da madeira que soube localizá-la com perfeição, recebe Sol o dia todo. Após o portão, só havia um matagal, mas dava para perceber dois pés de limão, onde decidi plantar o pomar. Um pouco mais abaixo, o contorno de três canteiros me inspirou uma horta. No primeiro dia como dona do pedaço, descobri que havia algo ainda mais urgente, a troca da bomba que levava a água do poço precaríssimo até a caixa d água, localizada perto do que seria a horta e bem acima da casa. Esta localização era necessária para dar um pouco mais de pressão à água utilizada, sobretudo no chuveiro. A chácara não tinha energia elétrica ou qualquer outra infraestrutura básica. Achei que havia uma promessa inequívoca de beleza no lugar. A primeira noite, apesar da sujeira de meu próprio corpo e do chão-colchão, dividido com algumas aranhas, foi dormida graças à exaustão. 12

13 Mateus e Valéria, os dois garotos da Morada do Buda, a chácara vizinha, continuaram gritando: - Mariana, os gatinhos ainda estão aqui, no portão. Eles estão miando de fome. - Não posso ficar com mais dois. Não moro o tempo todo aqui e teria que carregá-los pra cá e pra lá. Já tenho o Ernesto que carinhosamente eu chamava de Nesto -. Depois de várias vezes, os garotos insistindo, acabei dizendo: - Tudo bem. Vou dar comida pra eles e pronto. Vocês podem trazê-los e me ajudar? Mateus, um lindo menino com seus 12 anos, pegou os gatinhos e empurrando Valéria, sua irmãzinha, desceu correndo para me entregar os novos moradores da Xury. Como a casa fica bem distante da entrada, cerca de 400 metros, foi quando os gatinhos chegaram perto que vi as pulgas pulando como se fossem enxame de mosquitinhos. - Teremos que dar banho neles, passar o pente fino, enxugá-los e depois dar a comida. Ainda bem que temos a ração do Nesto. O banho foi, rápido, no chuveiro com água morna. Os gatinhos, apesar de muito assustados, não causaram maiores estragos além de esparramarem água pelo banheiro todo. À época, lia uma biografia de Ernesto Che Guevara e o gatinho macho amarelo passou a ser chamado de Ramon, enquanto a fêmea, rajada de preto e branco, Ilda. Ramon e Ilda comeram com muito apetite e os garotos ficaram maravilhados pela grande vitória, pois perceberam que os gatinhos não mais sairiam da Xury e, assim, teriam muito tempo para brincar com eles. 13

14 Que belo problema! Nada entendia de gatos, embora já tivesse tido a primeira e dolorosa lição com o Ernesto, que chegou quase morto, depois de ser separado da mãe antes da hora. Teve que ficar dias dentro de uma incubadora improvisada, causando-me momentos de angústia. Não podia deixar os gatos dentro da casa que ficava fechada três dias por semana, não conseguiria viajar com os três e, agora, já não podia ignorá-los. Foi meu pai quem resolveu pregar, no alto de uma parede de fora da casa, numa área coberta, uma grande caixa de madeira, com acesso por um pau grosso que os conduzia até o buraco lateral, porta da casa. O refeitório foi montado sobre a caixa: três vasilhas com a ração e a água. Ramon e Ilda descobriram, rapidinho, o caminho de sua nova casa. Nos meus dias paulistanos, o refeitório era abastecido por Acácio que substituiu o sr. Pedro nos trabalhos da chácara. A mulher do sr. Pedro já havia feito o escândalo quando da chegada de Ilda e Ramon. Ela descobrira que a dona da chácara era mulher. Seu marido - um homem que chegava aos 60 anos, alto, magro, caladão, de quem a vida preferiu exigir muito e dar pouco recebeu sua visita inesperada, na chácara. Na minha ausência, veio até o portão e cometeu alguns gritos que pareciam recados para o mundo saber que marido meu num trabaia pra ninhuma otra muié. Quando, na 6ª feira, cheguei, o sr. Pedro me disse: - Tô indo imbora. Num guento a vergonha. Ele me contou o que havia acontecido. - Seu Pedro, eu não quero que o senhor vá. Quem deu o vexame não foi o Senhor. 14

15 - Vou. Tenho vergonha na cara. Insisti até quase à imprudência. Agradei, elogiei, nada o demoveu de sua decisão. Ele não me olhava, com os olhos pesquisando o chão, contou-me um caso complicado, de difícil entendimento. Parece ter agredido um dos homens da família, o sogro ou o cunhado. Algo que, se denunciado, poderia, segundo sua crença na chantagem da mulher, levá-lo para trás das grades ou apenas servia de justificativa para permanecer com uma esposa que lhe causava tanta vergonha. Lá se foi o homem que, no enxadão, em menos de uma semana, fez a estrada por onde, ainda hoje, a Preta uma caminhonete S10 que me carrega há um bocado de tempo me traz até a casa. Depois de algum tempo, o sr. Pedro apareceu por duas vezes. Uma para me trazer um presente, duas mudas de paineiras que foram plantadas no primeiro platô, logo na entrada da chácara. Após alguns anos ficaram altas e bonitas, mas ainda não floriram. Na outra vez, veio me pedir permissão para fazer, no terreno da Xury, um barraco para ele e a família morarem. Não pude atendê-lo, mas parece que o episódio que tanto o envergonhou estava esquecido. Ou aquele seu momento era ainda pior. Desta última vez, o sr. Pedro me contou que Ângelo, o rapaz que trabalhou apenas no primeiro dia quando cheguei à chácara, estava hospitalizado. - Hoje em dia, os moços gosta de vivê no perigo começou o sr. Pedro - O Ângelo mais aquele um que mora no quartinho, atrás da imobiliária do Km 60, usa muita coisa ruim, as droga que a polícia diz. Daí, devia uma grana, diz que era uma grana grossa, pros cara que vendia pra eles. 15

16 Foi lá buscá mais coisa sem um tostão. Num deu outra, o fulano lá da droga ficou fulo da vida e chamou os capanga pra batê neles. O Ângelo, quando viu os baita purrete dos home, saiu correndo, entrou no meio do mato, tropeçou num toco que não era toco nada, era um uriço-cachero. O moço ficô caído e o bichinho tacando espinho nele. Como caiu de cara no chão, os espinho ficou tudo naquele lugar. Também é mesmo um lugar macizinho, bom de pegá espinho. Ele gritou tanto que os home dos porrete largou o outro e foi vê o que era aquela gritaria. - Mais, não é que achei uma armofada de custurera cá no mato! - Ô Mané, ocê imbirutô? - Vem vê, João. - João e Mané se divertiu, rindo do coitado, de bunda furada. Com perdão da má palavra, né, Dona Mariana. - E o Ângelo está no hospital por causa dos espinhos? Pude, então, perguntar. - Puis num tá? Aquele lugar macizinho ficô furado e inchado, diz que até parece um travissero. É, dona, a senhora num sabe do que se livrou. - O sr. Pedro é que não sabia o que eu iria viver por culpa de um ouriço. Acácio veio substituir o sr. Pedro. Foi um desastre. Hoje sei o porquê. Era um empregado preguiçoso, não aceitava qualquer reclamação, mas me trouxe um presente que acabou sendo muito querido. Como a casa estava habitada por muitos bichinhos sob o império das aranhas, comecei a procurar um gato. Acácio me trouxe, dentro de um saco, um gatinho que mais parecia um rato, pequenininho, magérrimo e quase 16

17 morrendo. Para lhe inspirar o espírito de luta, mesmo aquela que parecia já perdida, dei-lhe o nome de Ernesto. Valeu, foi meu companheiro por cinco anos. Já morávamos em Guarulhos há mais de um ano quando Nesto sumiu. Passamos dias procurando por ele. Andava pelas calçadas, perto da casa, gritando Nesto, Nesto. Nesto foi um gato muito especial. Ele me acompanhava nas viagens e uma vez, na estrada da chácara para São Paulo, achei que ele queria fazer xixi. Parei o carro, abri a porta e Nesto saiu exatamente no momento em que uma carreta passava, fazendo o maior barulho, ele se assustou e correu para o mato e se escondeu, morrendo de medo do barulho da estrada. Tive de entrar num brejo para pegá-lo. Outro episódio difícil foi quando Ilda entrou no cio e Ramon brigou com um gato do mato. Depois de três dias, apareceu com a perna muito ferida e cheia de bichos. Deixei Nesto na Xury e levei Ramon para São Paulo. Ao retornar, entrei na casa com o Ramon, ainda convalescente, no colo, Ernesto rosnou, pulou para atacar Ramon e minha mão foi a vítima. Passei a noite urrando de dor, sem coragem de sair àquela hora da noite, dirigindo na estrada com chuva. No dia seguinte, voltamos Ramon e eu para São Paulo e foi bastante doloroso o processo de cura. Aprendi que mordida de gato é uma das mais doídas e perigosas, mesmo que o animalzinho seja sadio e vacinado. Posso, agora, afirmar que dói muito mais que a de cachorro. Acácio já entrou na Xury em desvantagem, pois o sr. Pedro foi um empregado eficiente, honesto, dava conta do recado e ainda esbanjava a sabedoria da experiência. Acácio, bem mais jovem, magro, nervoso, não era amigo 17

18 da enxada, da foice ou de qualquer ferramenta agrícola. Casou-se com Joana, uma jovem do bairro rural vizinho e construiu uma casinha no terreno da família da noiva, cuja aparência era contrastante à do marido. Joana era calma, quase apática, cabelos longos presos na nuca, saias abaixo dos joelhos, pouco esbelta. O casal demorou um pouco para se decidir se moraria perto da família dele ou da dela. Após mudar para lá e para cá, vendeu a casa e foi morar numa chácara perto da família dele. Joana teve uma batalha silenciosa. Queria ficar perto da mãe que lhe dava a segurança que o marido ainda não conseguia lhe passar. Venceu apenas o primeiro round. Após o parto da segunda filha, ficou muito fragilizada, a criança nasceu com um problema cardíaco e a ajuda da avó materna foi um alívio para a jovem família. No entanto, a avó tinha suas próprias crianças, marido e casa, e logo teve de retornar. No momento de sua saída, vendo filha e neta na cama, começou a chorar e pediu para que a filha e o netos fossem com ela. Voltaram todos. Joana se fortaleceu para, em seguida, engravidar novamente. Dessa vez, a gravidez foi trabalhosa, muitas visitas ao hospital e o parto, uma cesariana. A situação financeira ficou difícil com mais um filho e Joana com a saúde abalada. Acácio, indo visitar o irmão, viu uma tabuleta no muro de uma chácara precisa-se de caseiro. De volta à casa, falou para Joana: - Vou vendê esta casa e vamo morá de caseiro. Vi uma chácara que tá precisando. No domingo, vou lá conversá com o patrão. 18

19 Joana meio assustada tentou protestar: - Pai fala que a gente num deve de vendê casa de morá. - É preciso. As criança têm de comê. No domingo, ele foi ver o emprego que não era bem o que esperava. Ficou acertado que Joana tomaria conta da pequena chácara e Acácio ficaria livre para procurar outros serviços. Ele, por falta de dinheiro para pagar o conserto de sua velha moto, desmontou-a, descobriu o defeito, consertou-a e tomou gosto. Hoje, tem uma pequena oficina, lá mesmo ao lado da morada da caseira. É o mecânico que conserta nossas máquinas. Descobriu as ferramentas suas amigas. Meus pais vieram passar uma temporada comigo. Na realidade por pouco tempo, porque Mamãe já não suportava ficar muitos dias fora da sua casa. Papai, como sempre em todas as chácaras onde morei, me ajudou a transformar o terreno sujo no lugar de onde não quero sair. Também, como sempre, me chamou a atenção: - Para de plantar árvore, já são mais do que precisa. Você vai ficar sem Sol. Como ele tinha razão! Já tive que podar algumas árvores para permitir que outras tivessem acesso ao Sol. Um ipê, que plantei muito perto de outras, conseguimos levá-lo para a matinha da frente, num vazio feito pelo corte de cipós e folhagens. Agora estamos vendo a briga de uma jaqueira com um pinheiro-do-paraná e de um outro pé de pinhão com um abacateiro. A jaqueira vai perder porque a Xury não tem clima para as frutas tropicais. Já desisti de tentar ter manga, mamão, maracujá e caju, mas ainda estou insistindo com a cajá- 19

20 manga, cuja muda trouxe de Minas Gerais. É uma fruta ácida, cheia de fribras, difícil de comer, mas deliciosa, originária da Oceania. Papai resolveu limpar o terreno do outro lado do buracão. A chácara tem a marca de onde havia um córrego, cuja nascente era no terreno do vizinho que desmatou tudo, secando a nascente e todo o riacho. Acácio ficou, então, encarregado de trazer um auxiliar para roçar o mato. Trouxe seu sobrinho torto, Valdir, casado com Cecília, filha de um irmão de Acácio. Depois de uns 10 dias, Papai me disse: - O serviço para os dois já acabou. Manda embora o tio e fica com o auxiliar que é duas vezes melhor. Assim, lá se foi um péssimo lavrador que se transformou num bom mecânico e ficou um pedreiro que se tornou um excelente lavrador. Na realidade, Valdir foi aprendendo com as orientações de Papai e com alguns cursos - que eu propus e ele nunca rejeitou. Chegou a cuidar quase que sozinho da horta e do pomar orgânicos, do minhocário, das ervas medicinais, do apiário e da compostagem, além de resolver problemas de bombas e encanamento, fios elétricos e tantas outras complicações que uma chácara sabe apresentar. Valdir é sem dúvida uma pessoa especial. Mulato, magro, estatura média, calmo, honesto, muito responsável, gosta de aprender e descobrir as coisas, muito religioso, sendo o segundo na hierarquia de sua igreja evangélica. É de Iguape, litoral Sul paulista. Filho de pescador, tornou-se auxiliar de pedreiro após a morte do pai e veio ajudar a construir uma casa, aqui, em Ibiúna. No terreno, 20

21 onde a casa seria erguida, havia uma moradia tosca, de dois cômodos: uma sala-quarto-cozinha e um banheiro com chuveiro, vaso sanitário e uma torneira com uma balde à guisa de pia. Lá ficaram o pedreiro e seu auxiliar que também era o cozinheiro. A jornada de trabalho era puxada porque o patrão tá com pressa de se mudar. Uma semana após sua chegada, Valdir estava deitado, depois de lavar os teréns da janta, quando ouviu uma algazarra: gritos, risadas. Curioso saiu para ver o que era, uma menina, magrinha, com cerca de 1,50m, tentava ajudar uma senhora enorme, muito gorda a se levantar de uma poça de água. Lá estava caída, esparramada, toda suja de lama e um garotinho que parecia assustado, mas ria muito e, querendo auxiliar, deu a mão à menina e escorregou, levando os dois para junto da senhora, no chão, na lama. Valdir achou o quadro cômico, porém sentiu que devia ir lá e tirar aquelas pessoas da poça. - Primeiro eu tenho de ficar sério senão vai ficar é danado de ruim pensou alto. Tomou um copo de água e saiu correndo. Ao ver a menina que se levantava para, em seguida, ser levada de volta para a lama pela força da mulher caída, uma puxava para cima e o outra para baixo, não se controlou e deu uma bela gargalhada. A garota ficou muito brava e começou a bater na água suja. Valdir conseguiu levantar a gorda e elas saíram para um lugar seco da estrada. Ele ofereceu um pano para limparem o rosto e percebeu que havia uns olhos muito verdes e medrosos naquele rostinho aonde o marrom da lama ia cedendo lugar a uma pele muito branca. A zanga da garota fazia seus olhos 21

22 faiscarem de luz, lindos de morrer. A senhora agradeceu e pegou a mão das duas crianças e se foi andando o mais depressa que suas pernas podiam. Valdir viu que a garota não era assim tão criança. Entrou na casa e encontrou o pedreiro que quis logo saber da barulhada. - Ela deve ter uns 16 anos Valdir falou como se esta fala respondesse à pergunta do pedreiro. - Quem? - A moça que foi ajudar a avó e caiu também. Ele percebeu que havia ficado fascinado pelos olhos da branquinha. - Não sei o nome, então, é Branquinha. Hoje, 10 anos depois da chegada de Valdir à Xury, estávamos trocando a capota da Preta quando fui lhe entregar uma ferramenta, ele me disse: - Tenho companhia. Achei que havia chegado alguém e falei, rindo: - Este cachorro gosta muito de você. - Um bocado Valdir concordou orgulhoso. Bei estava deitado, ao lado dele, dentro da carroceria e lá ficou até que Bia latiu e os dois saíram na disparada para perto do portão de entrada. - A senhora já reparou que Bei não aceita que a Bia passe na frente dele? - É um machista, ciumento, egoísta, coisas próprias de macho! provoquei. Valdir sorriu não muito à vontade, como quem concorda, sem gostar. 22

23 - Está havendo um problema entre os dois que aparece à noite. Bei é o líder e não abre mão disso nem por um instante, mas, nas últimas noites, Bia tem deitado na cama dele, enquanto ele fica emburrado do lado de fora. Como se à noite ela é quem mandasse. - Deve ser coisa de marido e mulher - Valdir disse meio encabulado, pegando a chave de roda para continuar a briga com um parafuso teimoso. - Gostaria de entender a cabeça desses cachorros. Eles parecem entender mais a nossa do que nós a deles. - A senhora lembra? Quando fomos lá pra comprar eles e a senhora falou que o macho ia chamar Bei, que nem o cachorro de quando a senhora era menina, e eu dei o nome dela de Bia? - Valdir sempre lembra, vaidoso, que foi ele quem deu o nome à cadela. - É verdade. Eu não queria porque passou uma Bia ruim pela minha vida e... uma hora lhe conto. Eles nos têm dado muito trabalho, mas são a própria viabilidade da minha permanência na Xury. Enfim, depois de todas as cercas que me vi obrigada a fazer para eles não fugirem, para não pegarem os espinhos do demônio do ouriço, agora me sinto segura. - Com a cerca na casa e Bei e Bia, os caras não voltam não. - Pelo menos aqueles que entraram aqui, não mesmo. A gente sabe que foram jovens conhecidos que queriam qualquer coisa para vender por quase nada para comprar o seu craque. Acho que esses não vão mais querer enfrentar B&B. - É uma dupla boa. Parece mentira, mas os ladrões tão quase tudo morto. Nessa vida deles não duram mui- 23

24 to. Uns matam os outros, os que sobram morrem na mão da polícia. - Prefiro falar dos meus bichinhos. Valdir começou a rir e disse: - Bichinhos, heim?! - De inhos, eles não têm nada, não é? São muito eficientes. Bia com seu faro excepcional e Bei com toda a ferocidade... Você tem razão, formam uma dupla e tanto! Olhei para os cachorros e senti algo gostoso, parecido com gratidão. E Valdir, com o parafuso teimoso na mão, completou: - O pessoal morre de medo deles. Depois que Bei mordeu a orelha da senhora, aí é que o povo fala que o Bei é mais bravo que um petibu. Sempre que este assunto vem à tona, sinto um vazio no estômago. - Não gosto nem de me lembrar. Fiquei tão desesperada quando vi o Bei coberto de espinhos que só pensava em livrá-lo deles. Ele bem que me avisou, muitas vezes, que era para eu parar. Ele me empurrava, depois rosnou. Imagino a dor que o coitado sofreu antes de me morder! O veterinário me falou que só com anestesia para tirar o tal espinho e pela quantidade que foi teve mesmo que levá-lo para a clínica. - Diz que espinho de ouriço parece anzol, quando a gente puxa, ele sai rasgando e que anda no corpo. - Ai, nem fala, Valdir, morro de remorso, mas isso de espinho andar no corpo é crença errada. O corpo tem a tendência natural de expelir o que lhe é estranho, então, o espinho que entrou pode procurar um lugar para sair 24

25 e aparecer furando a pele. Você se lembra que depois de uma semana saíram dois espinhos da cabeça da Bia? E eu acho que o Bei ainda tem um espinho na perna. - É. Também acho. A veterinária tinha dado anestesia neles e tirado um monte. Pensou que tinha tirado tudo. Ó eles aí. Voltaram, estão cansados de tanto correr. A Bia é que nem a senhora fala, um doce. - O Bei também é carinhoso, mas só com os seus amigos de infância. Sentindo que falávamos deles, Bei veio me lamber a mão, enquanto Bia quase me derruba passando no meio de minhas pernas, a sua forma de pedir carinho. 25

26 26

27 2. O Inferno é Aqui Mesmo, o Céu Também Fui a São Paulo levar a Preta para a vistoria de segurança do kit do gás. Ainda bem que o abastecimento desse combustível parece normalizado, pois teria problemas para manter minha companheira de tantas estradas se tivesse de suportar o preço da gasolina. Os Governos do nosso País e da Bolívia devem chegar logo a um acordo quanto ao fornecimento do gás boliviano e à atuação da Petrobrás naquele país vizinho. Quando retornei da viagem e parei em frente ao portão da entrada, Bei e Bia já me esperavam. A sensação de que cheguei ao meu ponto, meu lugar, é algo tão pleno, certo, gostoso! Ver a chácara tão bonita, transformada para me acolher, dá a sensação do acerto. Coloquei-me numa situação financeira bastante precária ao decidir me afastar do mercado de trabalho formal, devido a enormes contradições de valores ético-ideológicos com os meus superiores hierárquicos. Essa minha decisão trouxe algumas consequências dolorosas que foram se avolumando até envolver quase todos os aspectos de minha vida. Tive um tempo longo demais de total tristeza. Mais uma vez corri para me aninhar na mãe-terra, a minha Chácara Xury. 27

28 Aqui vivo com Ilda, Ramon, Bia, Bei e, durante os dias úteis, conto com o apoio do Valdir. Longe estou de me sentir só, bem ao contrário, sinto-me uma privilegiada por ter percebido o que era bom para mim no momento e lugar certos. Acabei, então, descobrindo que a sensação deliciosa de liberdade, de lugar adequado vem do simples fato do pensar, do sentir, do fazer começarem dentro de mim. Estou dizendo que o estar bem é possível e sua busca só pode começar com a nossa certeza de que o que queremos é nosso. Nossos sonhos começam em nós, mas, às vezes, são mascarados por valores alheios e demoramos muito para descobrir que algo nos dá mais prazer que outra coisa. O coletivo sempre foi e é relevante para mim, o que me levou a militar seriamente em causas exigentes do meu tempo, da minha dedicação e do meu partido político. Meus valores socialistas não mudaram. Entretanto, dói muito a percepção de que um partido político é apenas uma fração do todo que queremos mudar. Mesmo essa parte não é homogênea, como um todo, mas formada de pessoas diferentes, que nem sempre conseguem suportar a chamada intimidade com o poder. A falta de perspectiva é a dor maior. Um amigo me presenteou com o livro Marxismo sem Utopia do Jacob Gorender, onde encontrei, na sua atualização do marxismo, novo ponto de partida. Na medida em que fui entendendo a proposta do mestre, fiquei mais leve. Posso até voltar a ver uma nova forma de luta coletiva, porém percebi a importância da reflexão sobre as minhas causas e os métodos empregados. Dou a mim o direito de ter prazeres trazidos por todos os meus 28

29 sentidos, acariciados pelas flores do jardim, pelos passarinhos que, ao meu café da manhã, vêm me oferecer sua música, pelos bichinhos que, ao procurarem comida no pomar, me emprestam sua graça, como os esquilos que vêm apreciar as castanhas. Ai! Na última safra, a castanheira foi generosa. Colhemos uma quantidade enorme de castanha portuguesa e resolvi, numa inspiração pouco minha, criar algumas receitas culinárias. Tive dificuldade de sensibilizar meus amigos portugueses para uma ajuda efetiva com algumas receitas de marrom glacê. Como sou mais do sal, acabei conseguindo fazer um delicioso patê de castanha com berinjela. Até ofereci para algumas pessoas que aprovaram com honesto entusiasmo. Não dispondo de muitas berinjelas, pedi ao Valdir para semeá-las e, na minha santa ignorância, coloquei as castanhas para secar ao Sol, por vários dias, tendo o cuidado de recolhê-las ao final da tarde, mexê-las, virando-as para que secassem por igual, como se fossem grãos de café. Quando considerei que estavam prontas, as armazenei em um lugar fresco e seco. Algum tempo depois, enquanto aguardava as berinjelas, resolvi cozinhar algumas castanhas e ai, ai, ai que decepção! Todas secas, emborrachadas. Prontas para a compostagem! E eu não tive outra saída a não ser me preparar para a próxima safra. Os esquilos foram os que mais aproveitaram as castanhas da Xury. Valdir abriu o portão, parei o carro perto da casa, desci e o cumprimentei: - Tudo bem aqui, Valdir? 29

30 Ele, sempre atencioso, veio me ajudar com os inevitáveis pacotes de compras e respondeu do seu jeito tranquilizador: - Tudo. - Alguém ligou? - Só um seu João. - João?! - Ele disse que ligará outra vez, amanhã. - João do quê? perguntei esperançosa de não ser quem poderia me tirar do meu canto. - Seu João Oliveira. Anotei o telefone na agenda. Ele disse que está em São Paulo. - Está bem. Obrigada. Entrei em casa com uma sensação esquisita. Parecia que o meu lugar estava sendo invadido. Empurrei para longe as lembranças e chamei: - Ilda, Ramon. Eles vieram receber meu carinho e me puxar para longe das inquietações. Em seguida, fui dar comida para Bia e Bei. Valdir me perguntou: - Quando a senhora chegou, buzinou muitas vezes? - Duas e depois desci e toquei o cincerro. Para fazer o papel de campainha, colocamos um antigo cincerro no portão. Como tenho dificuldade de abri-lo, Valdir o faz para mim. Com muita seriedade Valdir me disse: - Bei achou que eu tava demorando e veio me buscar. Parecia que queria dizer ocê tá demorando, anda logo, vai abri o portão. Achei graça, Valdir chama os cachorros de meninos e, pelas brincadeiras dos dois, parece achar que Bei é um 30

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a João do Medo Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a mamãe dele. Um dia, esse menino teve um sonho ruim com um monstro bem feio e, quando ele acordou, não encontrou mais

Leia mais

MEU TIO MATOU UM CARA

MEU TIO MATOU UM CARA MEU TIO MATOU UM CARA M eu tio matou um cara. Pelo menos foi isso que ele disse. Eu estava assistindo televisão, um programa idiota em que umas garotas muito gostosas ficavam dançando. O interfone tocou.

Leia mais

Em algum lugar de mim

Em algum lugar de mim Em algum lugar de mim (Drama em ato único) Autor: Mailson Soares A - Eu vi um homem... C - Homem? Que homem? A - Um viajante... C - Ele te viu? A - Não, ia muito longe! B - Do que vocês estão falando?

Leia mais

Meninas Nhe nhe. Eu Aff Chegando lá. Eu Gente estou com um mau pressentimento

Meninas Nhe nhe. Eu Aff Chegando lá. Eu Gente estou com um mau pressentimento Eu e umas amigas íamos viajar. Um dia antes dessa viagem convidei minhas amigas para dormir na minha casa. Nós íamos para uma floresta que aparentava ser a floresta do Slender-Man mas ninguém acreditava

Leia mais

017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997.

017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997. 017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997. Acordei hoje como sempre, antes do despertador tocar, já era rotina. Ao levantar pude sentir o peso de meu corpo, parecia uma pedra. Fui andando devagar até o banheiro.

Leia mais

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar 1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar nosso amor 4. Porque a gente discute nossos problemas

Leia mais

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak Entrevista com Ezequiel Quem é você? Meu nome é Ezequiel, sou natural do Rio de Janeiro, tenho 38 anos, fui

Leia mais

Para gostar de pensar

Para gostar de pensar Rosângela Trajano Para gostar de pensar Volume III - 3º ano Para gostar de pensar (Filosofia para crianças) Volume III 3º ano Para gostar de pensar Filosofia para crianças Volume III 3º ano Projeto editorial

Leia mais

1. COMPLETE OS QUADROS COM OS VERBOS IRREGULARES NO PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO E DEPOIS COMPLETE AS FRASES:

1. COMPLETE OS QUADROS COM OS VERBOS IRREGULARES NO PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO E DEPOIS COMPLETE AS FRASES: Atividades gerais: Verbos irregulares no - ver na página 33 as conjugações dos verbos e completar os quadros com os verbos - fazer o exercício 1 Entrega via e-mail: quarta-feira 8 de julho Verbos irregulares

Leia mais

Fim. Começo. Para nós, o tempo começou a ter um novo sentido.

Fim. Começo. Para nós, o tempo começou a ter um novo sentido. Fim. Começo. Para nós, o tempo começou a ter um novo sentido. Assim que ela entrou, eu era qual um menino, tão alegre. bilhete, eu não estaria aqui. Demorei a vida toda para encontrá-lo. Se não fosse o

Leia mais

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele O Plantador e as Sementes Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele sabia plantar de tudo: plantava árvores frutíferas, plantava flores, plantava legumes... ele plantava

Leia mais

Fantasmas da noite. Uma peça de Hayaldo Copque

Fantasmas da noite. Uma peça de Hayaldo Copque Fantasmas da noite Uma peça de Hayaldo Copque Peça encenada dentro de um automóvel na Praça Roosevelt, em São Paulo-SP, nos dias 11 e 12 de novembro de 2011, no projeto AutoPeças, das Satyrianas. Direção:

Leia mais

O livro. Todos diziam que ele era um homem só e evasivo. Fugia de tudo e de todos. Vivia

O livro. Todos diziam que ele era um homem só e evasivo. Fugia de tudo e de todos. Vivia O livro Vanderney Lopes da Gama 1 Todos diziam que ele era um homem só e evasivo. Fugia de tudo e de todos. Vivia enfurnado em seu apartamento moderno na zona sul do Rio de Janeiro em busca de criar ou

Leia mais

As 12 Vitimas do Medo.

As 12 Vitimas do Medo. As 12 Vitimas do Medo. Em 1980 no interior de São Paulo, em um pequeno sítio nasceu Willyan de Sousa Filho. Filho único de Dionizia de Sousa Millito e Willian de Sousa. Sempre rodeado de toda atenção por

Leia mais

UNIFORMES E ASPIRINAS

UNIFORMES E ASPIRINAS SER OU NÃO SER Sujeito desconfiava que estava sendo traído, mas não queria acreditar que pudesse ser verdade. Contratou um detetive para seguir a esposa suspeita. Dias depois, se encontrou com o profissional

Leia mais

RECUPERAÇÃO DE IMAGEM

RECUPERAÇÃO DE IMAGEM RECUPERAÇÃO DE IMAGEM Quero que saibam que os dias que se seguiram não foram fáceis para mim. Porém, quando tornei a sair consciente, expus ao professor tudo o que estava acontecendo comigo, e como eu

Leia mais

DESENGANO CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA

DESENGANO CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA DESENGANO FADE IN: CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA Celular modelo jovial e colorido, escovas, batons e objetos para prender os cabelos sobre móvel de madeira. A GAROTA tem 19 anos, magra, não

Leia mais

Tia Pri Didáticos Educação Cristã PROIBIDA REPRODUÇÃO,CÓPIA OU DISTRIBUIÇÃO POR QUALQUER MEIO tiapri@tiapri.com (47) 3365-4077 www.tiapri.

Tia Pri Didáticos Educação Cristã PROIBIDA REPRODUÇÃO,CÓPIA OU DISTRIBUIÇÃO POR QUALQUER MEIO tiapri@tiapri.com (47) 3365-4077 www.tiapri. Tia Pri Didáticos Educação Cristã PROIBIDA REPRODUÇÃO,CÓPIA OU DISTRIBUIÇÃO POR QUALQUER MEIO tiapri@tiapri.com (47) 3365-4077 www.tiapri.com Página 1 1. HISTÓRIA SUNAMITA 2. TEXTO BÍBLICO II Reis 4 3.

Leia mais

Relato de parto: Nascimento do Thomas

Relato de parto: Nascimento do Thomas Relato de parto: Nascimento do Thomas Dia 15 de dezembro de 2008, eu já estava com 40 semanas de gestação, e ansiosa para ter meu bebê nos braços, acordei as 7h com uma cólica fraca, dormi e não senti

Leia mais

Arthur de Carvalho Jaldim Rubens de Almeida Oliveira CÃO ESTELAR. EDITORA BPA Biblioteca Popular de Afogados

Arthur de Carvalho Jaldim Rubens de Almeida Oliveira CÃO ESTELAR. EDITORA BPA Biblioteca Popular de Afogados Arthur de Carvalho Jaldim Rubens de Almeida Oliveira O CÃO ESTELAR EDITORA BPA Biblioteca Popular de Afogados Texto e Pesquisa de Imagens Arthur de Carvalho Jaldim e Rubens de Almeida Oliveira O CÃO ESTELAR

Leia mais

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação...

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação... Sumário Agradecimentos... 7 Introdução... 9 1 - Um menino fora do seu tempo... 13 2 - O bom atraso e o vestido rosa... 23 3 - O pequeno grande amigo... 35 4 - A vingança... 47 5 - O fim da dor... 55 6

Leia mais

Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo

Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo Autora: Tell Aragão Personagens: Carol (faz só uma participação rápida no começo e no final da peça) Mãe - (só uma voz ela não aparece) Gigi personagem

Leia mais

FUGA de Beatriz Berbert

FUGA de Beatriz Berbert FUGA de Beatriz Berbert Copyright Beatriz Berbert Todos os direitos reservados juventudecabofrio@gmail.com Os 13 Filmes 1 FUGA FADE IN: CENA 1 PISCINA DO CONDOMÍNIO ENTARDECER Menina caminha sobre a borda

Leia mais

LENDA DA COBRA GRANDE. Um roteiro de IVI SIBELI ROCHA DE BARROS DAIANE MONTEIRO POLIANA AGUIAR FERREIRA MARIA LUZIA RODRIGUES DA SILVA

LENDA DA COBRA GRANDE. Um roteiro de IVI SIBELI ROCHA DE BARROS DAIANE MONTEIRO POLIANA AGUIAR FERREIRA MARIA LUZIA RODRIGUES DA SILVA LENDA DA COBRA GRANDE Um roteiro de IVI SIBELI ROCHA DE BARROS DAIANE MONTEIRO POLIANA AGUIAR FERREIRA MARIA LUZIA RODRIGUES DA SILVA CRUZEIRO DO SUL, ACRE, 30 DE ABRIL DE 2012. OUTLINE Cena 1 Externa;

Leia mais

ENTRE FERAS CAPÍTULO 16 NOVELA DE: RÔMULO GUILHERME ESCRITA POR: RÔMULO GUILHERME

ENTRE FERAS CAPÍTULO 16 NOVELA DE: RÔMULO GUILHERME ESCRITA POR: RÔMULO GUILHERME ENTRE FERAS CAPÍTULO 16 NOVELA DE: RÔMULO GUILHERME ESCRITA POR: RÔMULO GUILHERME CENA 1. HOSPITAL. QUARTO DE. INTERIOR. NOITE Fernanda está dormindo. Seus pulsos estão enfaixados. Uma enfermeira entra,

Leia mais

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão.

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão. REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO Código Entrevista: 2 Data: 18/10/2010 Hora: 16h00 Duração: 23:43 Local: Casa de Santa Isabel DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS Idade

Leia mais

5 ADOLESCÊNCIA. 5.1. Passagem da Infância Para a Adolescência

5 ADOLESCÊNCIA. 5.1. Passagem da Infância Para a Adolescência 43 5 ADOLESCÊNCIA O termo adolescência, tão utilizado pelas classes médias e altas, não costumam fazer parte do vocabulário das mulheres entrevistadas. Seu emprego ocorre mais entre aquelas que por trabalhar

Leia mais

O dia em que parei de mandar minha filha andar logo

O dia em que parei de mandar minha filha andar logo O dia em que parei de mandar minha filha andar logo Rachel Macy Stafford Quando se está vivendo uma vida distraída, dispersa, cada minuto precisa ser contabilizado. Você sente que precisa estar cumprindo

Leia mais

Superando Seus Limites

Superando Seus Limites Superando Seus Limites Como Explorar seu Potencial para ter mais Resultados Minicurso Parte VI A fonte do sucesso ou fracasso: Valores e Crenças (continuação) Página 2 de 16 PARTE 5.2 Crenças e regras!

Leia mais

Chantilly, 17 de outubro de 2020.

Chantilly, 17 de outubro de 2020. Chantilly, 17 de outubro de 2020. Capítulo 1. Há algo de errado acontecendo nos arredores dessa pequena cidade francesa. Avilly foi completamente afetada. É estranho descrever a situação, pois não encontro

Leia mais

História Para as Crianças. A menina que caçoou

História Para as Crianças. A menina que caçoou História Para as Crianças A menina que caçoou Bom dia crianças, feliz sábado! Uma vez, do outro lado do mundo, em um lugar chamado Austrália vivia uma menina. Ela não era tão alta como algumas meninas

Leia mais

O menino e o pássaro. Rosângela Trajano. Era uma vez um menino que criava um pássaro. Todos os dias ele colocava

O menino e o pássaro. Rosângela Trajano. Era uma vez um menino que criava um pássaro. Todos os dias ele colocava O menino e o pássaro Era uma vez um menino que criava um pássaro. Todos os dias ele colocava comida, água e limpava a gaiola do pássaro. O menino esperava o pássaro cantar enquanto contava histórias para

Leia mais

Titulo - VENENO. Ext Capital de São Paulo Noite (Avista-se a cidade de cima, forrada de prédios, algumas luzes ainda acesas).

Titulo - VENENO. Ext Capital de São Paulo Noite (Avista-se a cidade de cima, forrada de prédios, algumas luzes ainda acesas). Titulo - VENENO Ext Capital de São Paulo Noite (Avista-se a cidade de cima, forrada de prédios, algumas luzes ainda acesas). Corta para dentro de um apartamento (O apartamento é bem mobiliado. Estofados

Leia mais

Tempo para tudo. (há tempo para todas as coisas por isso eu preciso ouvir meus pais)

Tempo para tudo. (há tempo para todas as coisas por isso eu preciso ouvir meus pais) Tempo para tudo (há tempo para todas as coisas por isso eu preciso ouvir meus pais) Família é ideia de Deus, geradora de personalidade, melhor lugar para a formação do caráter, da ética, da moral e da

Leia mais

Roteiro para curta-metragem. Aparecida dos Santos Gomes 6º ano Escola Municipalizada Paineira NÃO ERA ASSIM

Roteiro para curta-metragem. Aparecida dos Santos Gomes 6º ano Escola Municipalizada Paineira NÃO ERA ASSIM Roteiro para curta-metragem Aparecida dos Santos Gomes 6º ano Escola Municipalizada Paineira NÃO ERA ASSIM SINOPSE José é viciado em drogas tornando sua mãe infeliz. O vício torna José violento, até que

Leia mais

Transcriça o da Entrevista

Transcriça o da Entrevista Transcriça o da Entrevista Entrevistadora: Valéria de Assumpção Silva Entrevistada: Ex praticante Clarice Local: Núcleo de Arte Grécia Data: 08.10.2013 Horário: 14h Duração da entrevista: 1h COR PRETA

Leia mais

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar MELHORES MOMENTOS Expressão de Louvor Acordar bem cedo e ver o dia a nascer e o mato, molhado, anunciando o cuidado. Sob o brilho intenso como espelho a reluzir. Desvendando o mais profundo abismo, minha

Leia mais

JANELA SOBRE O SONHO

JANELA SOBRE O SONHO JANELA SOBRE O SONHO um roteiro de Rodrigo Robleño Copyright by Rodrigo Robleño Todos os direitos reservados E-mail: rodrigo@robleno.eu PERSONAGENS (Por ordem de aparição) Alice (já idosa). Alice menina(com

Leia mais

PERSONAGENS DESTE CAPÍTULO.

PERSONAGENS DESTE CAPÍTULO. Roteiro de Telenovela Brasileira Central de Produção CAPÍTULO 007 O BEM OU O MAL? Uma novela de MHS. PERSONAGENS DESTE CAPÍTULO. AGENOR ALBERTO FERNANDO GABRIELE JORGE MARIA CLARA MARIA CAMILLA MARÍLIA

Leia mais

Nada de telefone celular antes do sexto ano

Nada de telefone celular antes do sexto ano L e i n º1 Nada de telefone celular antes do sexto ano Nossos vizinhos da frente estão passando uma semana em um cruzeiro, então me pediram para buscar o jornal e a correspondência todos os dias, enquanto

Leia mais

A.C. Ilustrações jordana germano

A.C. Ilustrações jordana germano A.C. Ilustrações jordana germano 2013, O autor 2013, Instituto Elo Projeto gráfico, capa, ilustração e diagramação: Jordana Germano C736 Quero-porque-quero!! Autor: Alexandre Compart. Belo Horizonte: Instituto

Leia mais

MARIANA: Fátima? Você tem certeza que seu pai vai gostar? Ele é meio careta, apesar de que é uma linda homenagem.

MARIANA: Fátima? Você tem certeza que seu pai vai gostar? Ele é meio careta, apesar de que é uma linda homenagem. Pais e filhos 1º cena: música ambiente (início da música pais e filhos legião urbana - duas pessoas entram com um mural e começam a confeccionar com frases para o aniversário do pai de uma delas (Fátima),

Leia mais

P/1 Seu Ivo, eu queria que o senhor começasse falando seu nome completo, onde o senhor nasceu e a data do seu nascimento.

P/1 Seu Ivo, eu queria que o senhor começasse falando seu nome completo, onde o senhor nasceu e a data do seu nascimento. museudapessoa.net P/1 Seu Ivo, eu queria que o senhor começasse falando seu nome completo, onde o senhor nasceu e a data do seu nascimento. R Eu nasci em Piúma, em primeiro lugar meu nome é Ivo, nasci

Leia mais

Solidão PROCURA-SE MULHER PROCURA-SE MULHER

Solidão PROCURA-SE MULHER PROCURA-SE MULHER Edna estava caminhando pela rua com sua sacola de compras quando passou pelo carro. Havia um cartaz na janela lateral: Ela parou. Havia um grande pedaço de papelão grudado na janela com alguma substância.

Leia mais

Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar

Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar CATEGORIAS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS S. C. Sim, porque vou para a beira de um amigo, o Y. P5/E1/UR1 Vou jogar à bola, vou aprender coisas. E,

Leia mais

RECADO AOS PROFESSORES

RECADO AOS PROFESSORES RECADO AOS PROFESSORES Caro professor, As aulas deste caderno não têm ano definido. Cabe a você decidir qual ano pode assimilar cada aula. Elas são fáceis, simples e às vezes os assuntos podem ser banais

Leia mais

DESAFIOS CRIATIVOS E FASCINANTES Aula de Filosofia: busca de valores humanos

DESAFIOS CRIATIVOS E FASCINANTES Aula de Filosofia: busca de valores humanos DESAFIOS CRIATIVOS E FASCINANTES Aula de Filosofia: busca de valores humanos Glorinha Aguiar glorinhaaguiar@uol.com.br Eu queria testar a metodologia criativa com alunos que eu não conhecesse. Teria de

Leia mais

KIT CÉLULA PARA CRIANÇAS: 28/10/15

KIT CÉLULA PARA CRIANÇAS: 28/10/15 KIT CÉLULA PARA CRIANÇAS: 28/10/15 A mentira não agrada a Deus Principio: Quando mentimos servimos o Diabo o Pai da mentira. Versículo: O caminho para vida é de quem guarda o ensino, mas o que abandona

Leia mais

MALDITO. de Kelly Furlanetto Soares. Peça escritadurante a Oficina Regular do Núcleo de Dramaturgia SESI PR.Teatro Guaíra, no ano de 2012.

MALDITO. de Kelly Furlanetto Soares. Peça escritadurante a Oficina Regular do Núcleo de Dramaturgia SESI PR.Teatro Guaíra, no ano de 2012. MALDITO de Kelly Furlanetto Soares Peça escritadurante a Oficina Regular do Núcleo de Dramaturgia SESI PR.Teatro Guaíra, no ano de 2012. 1 Em uma praça ao lado de uma universidade está sentado um pai a

Leia mais

Atividades Lição 5 ESCOLA É LUGAR DE APRENDER

Atividades Lição 5 ESCOLA É LUGAR DE APRENDER Atividades Lição 5 NOME: N º : CLASSE: ESCOLA É LUGAR DE APRENDER 1. CANTE A MÚSICA, IDENTIFICANDO AS PALAVRAS. A PALAVRA PIRULITO APARECE DUAS VEZES. ONDE ESTÃO? PINTE-AS.. PIRULITO QUE BATE BATE PIRULITO

Leia mais

TEXTO: Texto Warley di Brito A TURMA DA ZICA. (Esta é uma versão adaptada, da turma do zico)

TEXTO: Texto Warley di Brito A TURMA DA ZICA. (Esta é uma versão adaptada, da turma do zico) TEXTO: Texto Warley di Brito A TURMA DA ZICA (Esta é uma versão adaptada, da turma do zico) Januária setembro/2011 CENÁRIO: Livre, aberto, porém, deve se haver por opção uma cadeira, uma toalha e uma escova

Leia mais

Lucas Zanella. Collin Carter. & A Civilização Sem Memórias

Lucas Zanella. Collin Carter. & A Civilização Sem Memórias Lucas Zanella Collin Carter & A Civilização Sem Memórias Sumário O primeiro aviso...5 Se você pensa que esse livro é uma obra de ficção como outra qualquer, você está enganado, isso não é uma ficção. Não

Leia mais

Os dois foram entrando e ROSE foi contando mais um pouco da história e EDUARDO anotando tudo no caderno.

Os dois foram entrando e ROSE foi contando mais um pouco da história e EDUARDO anotando tudo no caderno. Meu lugar,minha história. Cena 01- Exterior- Na rua /Dia Eduardo desce do ônibus com sua mala. Vai em direção a Rose que está parada. Olá, meu nome é Rose sou a guia o ajudara no seu projeto de história.

Leia mais

Unidade 2: A família de Deus cresce José perdoa

Unidade 2: A família de Deus cresce José perdoa Olhando as peças Histórias de Deus:Gênesis-Apocalipse 3 a 6 anos Unidade 2: A família de Deus cresce José perdoa História Bíblica: Gênesis 41-47:12 A história de José continua com ele saindo da prisão

Leia mais

Roteiro para curta-metragem. Nathália da Silva Santos 6º ano Escola Municipalizada Paineira TEMPESTADE NO COPO

Roteiro para curta-metragem. Nathália da Silva Santos 6º ano Escola Municipalizada Paineira TEMPESTADE NO COPO Roteiro para curta-metragem Nathália da Silva Santos 6º ano Escola Municipalizada Paineira TEMPESTADE NO COPO SINOPSE Sérgio e Gusthavo se tornam inimigos depois de um mal entendido entre eles. Sérgio

Leia mais

I. Complete o texto seguinte com as formas correctas dos verbos ser ou estar. (5 pontos)

I. Complete o texto seguinte com as formas correctas dos verbos ser ou estar. (5 pontos) I. Complete o texto seguinte com as formas correctas dos verbos ser ou estar. Hoje. domingo e o tempo. bom. Por isso nós. todos fora de casa.. a passear à beira-mar.. agradável passar um pouco de tempo

Leia mais

CABOCLO D AGUA. Por. Andre Rohling.

CABOCLO D AGUA. Por. Andre Rohling. CABOCLO D AGUA. Por Andre Rohling. (47)8818-2914. andrerohling@hotmail.com www.facebook/andre.rohling 1 CENA-EXT-CAMPO-NOITE-19H10MIN. Noite de lua cheia, era bastante claro devido à luz da lua, faróis

Leia mais

FIM DE SEMANA. Roteiro de Curta-Metragem de Dayane da Silva de Sousa

FIM DE SEMANA. Roteiro de Curta-Metragem de Dayane da Silva de Sousa FIM DE SEMANA Roteiro de Curta-Metragem de Dayane da Silva de Sousa CENA 1 EXTERIOR / REUNIÃO FAMILIAR (VÍDEOS) LOCUTOR Depois de uma longa semana de serviço, cansaço, demoradas viagens de ônibus lotados...

Leia mais

Concurso Literário. O amor

Concurso Literário. O amor Concurso Literário O Amor foi o tema do Concurso Literário da Escola Nova do segundo semestre. Durante o período do Concurso, o tema foi discutido em sala e trabalhado principalmente nas aulas de Língua

Leia mais

Apoio: Patrocínio: Realização:

Apoio: Patrocínio: Realização: 1 Apoio: Patrocínio: Realização: 2 CINDERELA 3 CINDERELA Cinderela era uma moça muito bonita, boa, inteligente e triste. Os pais tinham morrido e ela morava num castelo. A dona do castelo era uma mulher

Leia mais

Sal, Pimenta, Alho e Noz Moscada.

Sal, Pimenta, Alho e Noz Moscada. Sal, Pimenta, Alho e Noz Moscada. Cláudia Barral (A sala é bastante comum, apenas um detalhe a difere de outras salas de apartamentos que se costuma ver ordinariamente: a presença de uma câmera de vídeo

Leia mais

A Última Carta. Sempre achamos que haverá mais tempo. E aí ele acaba. (The Walking Dead)

A Última Carta. Sempre achamos que haverá mais tempo. E aí ele acaba. (The Walking Dead) A Última Carta Sempre achamos que haverá mais tempo. E aí ele acaba. (The Walking Dead) E la foi a melhor coisa que já me aconteceu, não quero sentir falta disso. Desse momento. Dela. Ela é a única que

Leia mais

Bartolomeu Campos Queirós. Agradecemos aos parceiros que investem em nosso projeto. I SBN 85-7694 - 111-2

Bartolomeu Campos Queirós. Agradecemos aos parceiros que investem em nosso projeto. I SBN 85-7694 - 111-2 Ficava intrigado como num livro tão pequeno cabia tanta história. O mundo ficava maior e minha vontade era não morrer nunca para conhecer o mundo inteiro e saber muito da vida como a professora sabia.

Leia mais

O mar de Copacabana estava estranhamente calmo, ao contrário

O mar de Copacabana estava estranhamente calmo, ao contrário epílogo O mar de Copacabana estava estranhamente calmo, ao contrário do rebuliço que batia em seu peito. Quase um ano havia se passado. O verão começava novamente hoje, ao pôr do sol, mas Line sabia que,

Leia mais

LIÇÃO 8 MANSIDÃO: Agir com mansidão com todos

LIÇÃO 8 MANSIDÃO: Agir com mansidão com todos Lição 3: Alegria LIÇÃO 8 MANSIDÃO: Agir com mansidão com todos RESUMO BÍBLICO Gálatas 5:23; Gálatas 6:1; 2 Timóteo 2:25; Tito 3; 1 Pedro 3:16 Como seres humanos estamos sempre à mercê de situações sobre

Leia mais

Manifeste Seus Sonhos

Manifeste Seus Sonhos Manifeste Seus Sonhos Índice Introdução... 2 Isso Funciona?... 3 A Força do Pensamento Positivo... 4 A Lei da Atração... 7 Elimine a Negatividade... 11 Afirmações... 13 Manifeste Seus Sonhos Pág. 1 Introdução

Leia mais

Belo reparo. capítulo um. No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas. Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor

Belo reparo. capítulo um. No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas. Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor capítulo um Belo reparo Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas preciosas com ouro. O resultado é uma peça que nitidamente foi quebrada,

Leia mais

10 segredos para falar inglês

10 segredos para falar inglês 10 segredos para falar inglês ÍNDICE PREFÁCIO 1. APENAS COMECE 2. ESQUEÇA O TEMPO 3. UM POUCO TODO DIA 4. NÃO PRECISA AMAR 5. NÃO EXISTE MÁGICA 6. TODO MUNDO COMEÇA DO ZERO 7. VIVA A LÍNGUA 8. NÃO TRADUZA

Leia mais

MEDITAÇÃO SALA LARANJA SEMANA 16 QUEDA E MALDIÇÃO Nome: Professor: Rebanho

MEDITAÇÃO SALA LARANJA SEMANA 16 QUEDA E MALDIÇÃO Nome: Professor: Rebanho MEDITAÇÃO SALA LARANJA SEMANA 16 QUEDA E MALDIÇÃO Nome: Professor: Rebanho VERSÍCULOS PARA DECORAR ESTA SEMANA Usamos VERSÍCULOS a Bíblia na PARA Nova DECORAR Versão Internacional ESTA SEMANA NVI Usamos

Leia mais

PERDOAR E PEDIR PERDÃO, UM GRANDE DESAFIO. Fome e Sede

PERDOAR E PEDIR PERDÃO, UM GRANDE DESAFIO. Fome e Sede PERDOAR E PEDIR PERDÃO, UM GRANDE DESAFIO HISTÓRIA BÍBLICA: Mateus 18:23-34 Nesta lição, as crianças vão ouvir a Parábola do Servo Que Não Perdoou. Certo rei reuniu todas as pessoas que lhe deviam dinheiro.

Leia mais

Tudo que você precisa saber a respeito de Deus está esta escrito no Salmo 23. Tudo que você precisa saber a teu respeito está escrito no Salmo 23.

Tudo que você precisa saber a respeito de Deus está esta escrito no Salmo 23. Tudo que você precisa saber a teu respeito está escrito no Salmo 23. Tema: DEUS CUIDA DE MIM. Texto: Salmos 23:1-6 Introdução: Eu estava pesando, Deus um salmo tão poderoso até quem não está nem ai prá Deus conhece uns dos versículos, mas poderosos da bíblia e o Salmo 23,

Leia mais

DIANA + 3. Roteiro de Henry Grazinoli

DIANA + 3. Roteiro de Henry Grazinoli DIANA + 3 Roteiro de Henry Grazinoli EXT. CALÇADA DO PORTINHO DIA Sombra de Pablo e Dino caminhando pela calçada do portinho de Cabo Frio. A calçada típica da cidade, com suas ondinhas e peixes desenhados.

Leia mais

A ABDUZIDA. CELIORHEIS Página 1

A ABDUZIDA. CELIORHEIS Página 1 CELIORHEIS Página 1 A Abduzida um romance que pretende trazer algumas mensagens Mensagens estas que estarão ora explícitas ora implícitas, dependendo da ótica do leitor e do contexto em que ela se apresentar.

Leia mais

Palavras do autor. Escrever para jovens é uma grande alegria e, por que não dizer, uma gostosa aventura.

Palavras do autor. Escrever para jovens é uma grande alegria e, por que não dizer, uma gostosa aventura. Palavras do autor Escrever para jovens é uma grande alegria e, por que não dizer, uma gostosa aventura. Durante três anos, tornei-me um leitor voraz de histórias juvenis da literatura nacional, mergulhei

Leia mais

Estórias de Iracema. Maria Helena Magalhães. Ilustrações de Veridiana Magalhães

Estórias de Iracema. Maria Helena Magalhães. Ilustrações de Veridiana Magalhães Estórias de Iracema Maria Helena Magalhães Ilustrações de Veridiana Magalhães 2 No dia em que Iracema e Lipe voltaram para visitar a Gê, estava o maior rebuliço no hospital. As duas crianças ficaram logo

Leia mais

Amar Dói. Livro De Poesia

Amar Dói. Livro De Poesia Amar Dói Livro De Poesia 1 Dedicatória Para a minha ex-professora de português, Lúcia. 2 Uma Carta Para Lúcia Querida professora, o tempo passou, mas meus sonhos não morreram. Você foi uma pessoa muito

Leia mais

L0NGE, atrás em monte, sol cair e céu ficar em fogo. Fraco, Eu

L0NGE, atrás em monte, sol cair e céu ficar em fogo. Fraco, Eu 5 L0NGE, atrás em monte, sol cair e céu ficar em fogo. Fraco, Eu subir monte, pés d Eu molhados em erva fria. Não haver erva em cima em monte. Só haver terra, em volta, monte como cabeça de homem sem cabelo.

Leia mais

Alta Performance Como ser um profissional ou ter negócios de alta performance

Alta Performance Como ser um profissional ou ter negócios de alta performance Sobre o autor: Meu nome é Rodrigo Marroni. Sou apaixonado por empreendedorismo e vivo desta forma há quase 5 anos. Há mais de 9 anos já possuía negócios paralelos ao meu trabalho e há um pouco mais de

Leia mais

Entendendo o que é Gênero

Entendendo o que é Gênero Entendendo o que é Gênero Sandra Unbehaum 1 Vila de Nossa Senhora da Piedade, 03 de outubro de 2002 2. Cara Professora, Hoje acordei decidida a escrever-lhe esta carta, para pedir-lhe ajuda e trocar umas

Leia mais

O porco é fisicamente incapaz de olhar o céu. ( 7 )

O porco é fisicamente incapaz de olhar o céu. ( 7 ) O porco é fisicamente incapaz de olhar o céu. Isso o Ricardo me disse quando a gente estava voltando do enterro do tio Ivan no carro da mãe, que dirigia de óculos escuros apesar de não fazer sol. Eu tinha

Leia mais

O Coração Sujo. Tuca Estávamos falando sobre... hm, que cheiro é esse? Tuca Parece cheiro de gambá morto afogado no esgoto.

O Coração Sujo. Tuca Estávamos falando sobre... hm, que cheiro é esse? Tuca Parece cheiro de gambá morto afogado no esgoto. O Coração Sujo Personagens - Tuca - Teco - Tatá - Tia Tuca e Tatá estão conversando. Teco chega. Teco Oi, meninas, sobre o que vocês estão falando? Tuca Estávamos falando sobre... hm, que cheiro é esse?

Leia mais

Três Marias Teatro. Noite (Peça Curta) Autor: Harold Pinter

Três Marias Teatro. Noite (Peça Curta) Autor: Harold Pinter Distribuição digital, não-comercial. 1 Três Marias Teatro Noite (Peça Curta) Autor: Harold Pinter O uso comercial desta obra está sujeito a direitos autorais. Verifique com os detentores dos direitos da

Leia mais

Quem tem medo da Fada Azul?

Quem tem medo da Fada Azul? Quem tem medo da Fada Azul? Lino de Albergaria Quem tem medo da Fada Azul? Ilustrações de Andréa Vilela 1ª Edição POD Petrópolis KBR 2015 Edição de Texto Noga Sklar Ilustrações Andréa Vilela Capa KBR

Leia mais

O Livro de informática do Menino Maluquinho

O Livro de informática do Menino Maluquinho Coleção ABCD - Lição 1 Lição 1 O Livro de informática do Menino Maluquinho 1 2 3 4 5 6 7 8 Algumas dicas para escrever e-mails: 1. Aprender português. Não adianta fi car orgulhoso por mandar um e-mail

Leia mais

Palestra tudo O QUE VOCE. precisa entender. Abundância & Poder Pessoal. sobre EXERCICIOS: DESCUBRA SEUS BLOQUEIOS

Palestra tudo O QUE VOCE. precisa entender. Abundância & Poder Pessoal. sobre EXERCICIOS: DESCUBRA SEUS BLOQUEIOS Palestra tudo O QUE VOCE sobre precisa entender Abundância & Poder Pessoal EXERCICIOS: DESCUBRA SEUS BLOQUEIOS Como aprendemos hoje na palestra: a Lei da Atração, na verdade é a Lei da Vibracao. A frequência

Leia mais

O Tomás, que não acreditava no Pai Natal

O Tomás, que não acreditava no Pai Natal O Tomás, que não acreditava no Pai Natal Era uma vez um menino que não acreditava no Pai Natal e fazia troça de todos os outros meninos da escola, e dos irmãos e dos primos, e de qualquer pessoa que dissesse

Leia mais

Lembro-me do segredo que ela prometeu me contar. - Olha, eu vou contar, mas é segredo! Não conte para ninguém. Se você contar eu vou ficar de mal.

Lembro-me do segredo que ela prometeu me contar. - Olha, eu vou contar, mas é segredo! Não conte para ninguém. Se você contar eu vou ficar de mal. -...eu nem te conto! - Conta, vai, conta! - Está bem! Mas você promete não contar para mais ninguém? - Prometo. Juro que não conto! Se eu contar quero morrer sequinha na mesma hora... - Não precisa exagerar!

Leia mais

PORQUE É QUE NÃO DANÇAM?

PORQUE É QUE NÃO DANÇAM? PORQUE É QUE NÃO DANÇAM? Na cozinha, ele serviu se de mais uma bebida e olhou para a mobília de quarto de cama que estava no pátio da frente. O colchão estava a descoberto e os lençóis às riscas estavam

Leia mais

Luís Norberto Pascoal

Luís Norberto Pascoal Viver com felicidade é sucesso com harmonia e humildade. Luís Norberto Pascoal Agradecemos aos parceiros que investem em nosso projeto. ISBN 978-85-7694-131-6 9 788576 941316 Era uma vez um pássaro que

Leia mais

Curso Intermediário de LIBRAS

Curso Intermediário de LIBRAS Curso Intermediário de LIBRAS 1 Curso Intermediário de LIBRAS 2 Unidade 2 Fazer as compras Sábado foi dia de ir ao Tok Stok. Nós, casal, fomos passear e dar uma voltada para olhar os moveis e objetos.

Leia mais

Rio de Janeiro, 10 de junho de 2008

Rio de Janeiro, 10 de junho de 2008 IDENTIFICAÇÃO Rio de Janeiro, 10 de junho de 2008 Humberto Cordeiro Carvalho admitido pela companhia em 1 de julho de 1981. Eu nasci em 25 de maio de 55 em Campos do Goytacazes. FORMAÇÃO Segundo grau Escola

Leia mais

Conto n.o 5: A minha mãe é a Iemanjá 24.07.12. Ele ficava olhando o mar, horas se o deixasse. Ele só tinha cinco anos.

Conto n.o 5: A minha mãe é a Iemanjá 24.07.12. Ele ficava olhando o mar, horas se o deixasse. Ele só tinha cinco anos. Contos Místicos 1 Contos luca mac doiss Conto n.o 5: A minha mãe é a Iemanjá 24.07.12 Prefácio A história: esta história foi contada por um velho pescador de Mongaguá conhecido como vô Erson. A origem:

Leia mais

O LIVRO SOLIDÁRIO. Texto: Letícia Soares Ilustração: Hildegardis Bunda Turma 9º A

O LIVRO SOLIDÁRIO. Texto: Letícia Soares Ilustração: Hildegardis Bunda Turma 9º A O LIVRO SOLIDÁRIO Texto: Letícia Soares Ilustração: Hildegardis Bunda Turma 9º A 1 Era uma vez um rapaz que se chamava Mau-Duar, que vivia com os pais numa aldeia isolada no Distrito de Viqueque, que fica

Leia mais

Facilitando a criação e distribuição de conteúdos, a SaferNet Brasil licencia seus materiais de forma aberta através do Creative Commons.

Facilitando a criação e distribuição de conteúdos, a SaferNet Brasil licencia seus materiais de forma aberta através do Creative Commons. Olá, você esta acessando um dos materiais vencedores no concurso InternÉtica 2011, realizado pela SaferNet Brasil e o Instituto Childhood Brasil. Facilitando a criação e distribuição de conteúdos, a SaferNet

Leia mais

Um havia um menino diferente dos outros meninos: tinha o olho direito preto, o esquerdo azul e a cabeça pelada. Os vizinhos mangavam dele e gritavam: Ó pelado! Tanto gritaram que ele se acostumou, achou

Leia mais

Assim nasce uma empresa.

Assim nasce uma empresa. Assim nasce uma empresa. Uma história para você que tem, ou pensa em, um dia, ter seu próprio negócio. 1 "Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini Tuo da gloriam" (Sl 115,1) 2 Sem o ar Torna-te aquilo

Leia mais

Perdão. Fase 7 - Pintura

Perdão. Fase 7 - Pintura SERM7.QXD 3/15/2006 11:18 PM Page 1 Fase 7 - Pintura Sexta 19/05 Perdão Porque, se vocês perdoarem as pessoas que ofenderem vocês, o Pai de vocês, que está no Céu também perdoará vocês. Mas, se não perdoarem

Leia mais