A INFLUÊNCIA DO ERP NOS ATIVOS INTANGÍVEIS DE ORGANIZAÇÕES DE TI DE PEQUENO E MÉDIO PORTE: UM ESTUDO DE CASO NO DISTRITO FEDERAL

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1 FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E DE EMPRESAS CENTRO DE FORMAÇÃO ACADÊMICA E PESQUISA CURSO DE MESTRADO PROFISSIONAL EXECUTIVO EM GESTÃO EMPRESARIAL Carlos Augusto Silva Memória A INFLUÊNCIA DO ERP NOS ATIVOS INTANGÍVEIS DE ORGANIZAÇÕES DE TI DE PEQUENO E MÉDIO PORTE: UM ESTUDO DE CASO NO DISTRITO FEDERAL Rio de Janeiro Julho de 2010

2 FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E DE EMPRESAS CENTRO DE FORMAÇÃO ACADÊMICA E PESQUISA CURSO DE MESTRADO PROFISSIONAL EXECUTIVO EM GESTÃO EMPRESARIAL Carlos Augusto Silva Memória A INFLUÊNCIA DO ERP NOS ATIVOS INTANGÍVEIS DE ORGANIZAÇÕES DE TI DE PEQUENO E MÉDIO PORTE: UM ESTUDO DE CASO NO DISTRITO FEDERAL Dissertação apresentada ao corpo docente da Escola Brasileira de Administração Pública - EBAPE da Fundação Getúlio Vargas como parte dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Administração de Empresas. Rio de Janeiro - RJ, 19 de Julho de COMISSÃO EXAMINADORA Prof. Dr. Luis César G. de Araújo Orientador Acadêmico Profa. Dra. Deborah Moraes Zouain Profa. Dra. Maria Scarlet F. do Carmo Rio de Janeiro Julho de 2010

3 III DEDICATÓRIA Aos meus pais, Carlos e Angela, à minha esposa, Suelma, ao meu irmão, Vicente, e minha irmã, Fabiana.

4 IV AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus por todas as bênçãos concedidas, como a conclusão deste trabalho. Meus profundos agradecimentos aos meus pais, Carlos e Angela, pela educação e caráter que me proporcionaram. Agradeço à minha companheira de vida, minha esposa, Suelma, por toda compreensão em relação aos momentos de ausência, que não foram poucos para a conclusão deste estudo. Agradeço aos meus irmãos, Vicente e Fabiana, por toda a força que me passam. Aos meus sobrinhos, Lucas, Luan, Mariana, Maria Luiza e Maísa, pelos momentos de descontração que por várias vezes me tiraram do profundo mergulho que este trabalho requereu. Meus agradecimentos ao meu orientador, Luis, meu grande mentor, pela amizade, pela confiança e conhecimentos transmitidos de forma serena. Tais conhecimentos extrapolam o campo acadêmico. Meu muito obrigado! Meus agradecimentos a todos os professores que da Fundação Getúlio Vargas que lecionaram alguma disciplina a turma do mestrado profissional de Brasília- DF. Meus agradecimentos a coordenação desse curso pelo excelente trabalho. Este trabalho não seria possível sem a colaboração da empresa Tecnolta, que, através de seus profissionais, proporcionou-me as condições para a coleta de dados e informações fundamentais a este estudo. Agradeço a todos os entrevistados, e em especial a Marisa, Guilherme, Braz, Olivieri e Leonardo.

5 V Desculpando-me desde já pelas inevitáveis omissões, termino agradecendo a todos os meus parentes e amigos que contribuíram direta ou indiretamente com este trabalho.

6 VI EPÍGRAFE Só sei de que nada sei. Sócrates

7 VII RESUMO A tecnologia da informação (TI) tem provocado mudanças significativas nas empresas, mudanças estas que muitas vezes não têm um grau de sustentabilidade coerente com os bons resultados obtidos, principalmente no que se refere aos ativos intangíveis à organização. Nesse sentido, o ERP Enterprise Resource Planning ou Sistemas de Informações Gerenciais SIG são sistemas que estão sendo discutidos e analisados não só pela academia e institutos ligados à comercialização do ERP, como também pelo próprio meio empresarial como uma tecnologia de agregação de valor intangível às organizações. Este trabalho, através de um estudo de caso, baseado em pesquisa de natureza essencialmente qualitativa, mas com alguns ferramentais quantitativos, e de caráter exploratório, numa empresa do ramo de TI, localizada no Distrito Federal, analisa a evolução dos componentes do capital intelectual (capital de processos, capital de relacionamento, capital de inovação e capital humano), após a implantação do ERP. O objetivo deste estudo foi determinar a influência do ERP no desenvolvimento do capital intelectual numa organização de TI de pequeno porte do Distrito Federal. O referencial teórico contextualiza a importância da tecnologia da informação. Faz-se um apanhado da taxonomia existente de ativos intangíveis, abordando suas importâncias para a competitividade de organizações modernas, e apresenta categorizações dos diferentes tipos de intangíveis. A principal conclusão da pesquisa é que existem fortes evidências que o capital de processos evoluiu após a implantação do ERP. Entretanto, não existe evidências de que houve evolução no capital de inovação. Já para o capital de relacionamento e humano as evidências de evolução são fracas. Palavras-chave: ERP, Sistema de Informações, Tecnologia da Informação, Capital Intelectual, Intangível.

8 VIII ABSTRACT Information Technology (IT) has caused significant changes in companies. These changes often don t have a consistent sustainability degree with good results, mainly to the case of intangible assets to the organization. In this sense, ERP Enterprise Resource Planning or Management Information Systems MIS are systems being discussed and analyzed not only by the academy and institutes related to ERP commercialization, but also by the business environment itself, as a technology of aggregation of tangible values to the organizations. This work, through a case study, based on a essentially qualitative nature research, but with some quantitative tooling, with exploratory feature, in a IT company, located in Distrito Federal, analyzes the evolution of components of intellectual capital (capital of processes, relationship capital, innovation capital and human capital), after implanting ERP. The goal of this case study is to define if ERP influences the intellectual capital development in only one small IT organization in Distrito Federal. The theoretical referential contextualizes the importance of Information Technology. It is an overview of the existing taxonomy of intangible assets, addressing their importance to modern organizations competition, and shows categorization of different types of intangibles. The main conclusion of this research is that there are strong evidences of the evolution in capital of processes after implanting ERP. However, there are no evidences of evolution in innovation capital. As for the capital of relationship and human, the evidences of evolution are weak. Keywords: ERP, Information System, Information Technology, Intellectual Capital, Intangible

9 IX SUMÁRIO INTRODUÇÃO O PROBLEMA DE PESQUISA Pergunta de pesquisa Objetivos Delimitação do estudo Relevância do estudo REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Ativos intangíveis O intangível e o capital intelectual A tecnologia da informação e a organização A evolução da tecnologia da informação A evolução da influência da tecnologia da informação nas organizações Caracterização dos sistemas ERP Ciclo de vida de sistemas ERP MÉTODO DE PESQUISA Etapas da pesquisa Elaboração de questionários quantitativos e qualitativos para guiar a coleta de dados (Retângulo 3 da Figura 5) Visita a campo para coleta de dados e aplicação do questionário e entrevistas com os colaboradores-chaves (Retângulo 4 da Figura 5) Consolidação, análise dos dados qualitativos e quantitativos (Retângulo 5 da Figura 5) Validações e confiabilidade Validação do constructo Validação interna Validação externa Confiabilidade Consolidação, análise dos dados qualitativos... 53

10 X 3.4. Justificativa de casos únicos Limitação do método ESTUDO DE CASO Descrição da empresa Estrutura organizacional Critérios e conceitos para classificação de empresas Infraestrutura tecnológica e o tipo de entrada de operação do ERP Resultados e análise dos dados Análise dos dados obtidos pelo questionário Perfil dos respondentes do questionário Variação do capital intelectual após a instalação do ERP, segundo os dados do questionário Análise dos dados obtidos nas entrevistas Perfil dos profissionais entrevistados Variação do capital intelectual após a instalação do ERP, segundo os dados das entrevistas Variação do capital de processos Variação do capital de relacionamento Variação do capital de inovação Variação do capital humano CONSIDERAÇÕES FINAIS O ERP e o capital intelectual O ERP e o capital de processos O ERP e o capital de relacionamento O ERP e o capital de inovação O ERP e o capital humano Estudos futuros REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS APÊNDICE... 84

11 XI LISTA DE FIGURAS Figura 1 Composição do capital intelectual Figura 2 Composição do capital intelectual adotada neste trabalho Figura 3 Modelo conceitual de organização Figura 4 Modelo inicial do cliclo de vida dos sistemas ERP Figura 5 Etapas da pesquisa Figura 6 Conselho Diretor... 56

12 XII LISTA DE TABELAS Tabela 1 Principais conceitos, definições e categorizações de ativos intangíveis Tabela 2 Principais conceitos, definições de sistemas ERP Tabela 3 Riscos e vantagens dos modos de início de operação Tabela 4 Indicadores para avaliação do capital intelectual Tabela 5 Classificação de empresas Tabela 6 Classificação da organização estudada Tabela 7 O perfil dos respondentes do questionário quanto ao nível na organização Tabela 8 Perfil dos respondentes do questionário quanto ao tempo na empresa Tabela 9 Perfil dos respondentes do questionário quanto ao tempo na função Tabela 10 Perfil dos respondentes do questionário quanto à escolaridade Tabela 11 Variação do capital intelectual e seus componentes após a implantação do ERP Tabela 12 Teste t-student para capital intelectual e seus componentes Tabela 13 Perfil dos entrevistados quanto à função de atuação Tabela 14 Perfil dos entrevistados quanto ao tempo na empresa Tabela 15 Perfil dos entrevistados quanto ao tempo na função Tabela 16 Perfil dos entrevistados quanto à escolaridade Tabela 17 Consolidação dos dados das entrevistas Tabela 18 Variação do capital intelectual e seus componentes de acordo com questionário e entrevistas... 69

13 XIII LISTA DE ABREVIAÇÕES TI Tecnologia da Informação PME Pequenas e Médias Empresas CI Capital Intelectual ERP Enterprise Resource Planning SIG Sistemas de Informações Gerenciais MRP Material Requirements Planning MRP II Manufacturing Resource Planning SEBRAE Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas BNDES Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

14 12 INTRODUÇÃO O avanço tecnológico e a globalização têm tornado a sociedade cada vez mais sujeita a mudanças. Esse ambiente dinâmico tem levado as organizações a serem flexíveis e, por consequência, o mercado tem exigido profissionais com maior poder de reflexão em tomadas de decisões cada vez mais rápidas. Hoje, as empresas precisam de qualidade, agregação de valor, inovação e velocidade de chegada de produtos e serviços no mercado. Esses fatores serão ainda mais críticos no futuro (DAVENPORT, 1998). Desta maneira, as organizações têm buscado a adaptação de forma competitiva às mudanças na concorrência, no mercado e nas tecnologias através das inovações (CLEGG et al, 2004). O tema inovação tem despertado bastante interesse. Apenas na administração, temos Cooper (1983), Crawford (1983), Gatignon e Robertson (1985), Jonhson (1988), Day (1994), Rothwell (1977), Roberts (1998), Rothwell e Whiston (1990) e Damanpour (1991). Apesar de todo esforço de pesquisa e amadurecimento, as organizações ainda possuem dificuldades para inovar (CLEGG et al, 2004). Essas dificuldades são traduzidas em problemas para adotar novas tecnologias (TUSHMAN e ANDERSON, 1986), para buscar clientes que não estão acostumados (CHRISTENSEN e BOWER, 1993), para mudar de estratégia (JONHNSON, 1988), para romper com modelos de tomadas de decisão predominantes (STARBUCK e MILLIKEN, 1988), para usar de forma eficiente e eficaz as ferramentas de marketing (MAJAHAN e WIND, 1992) e para aprender com as experiências de seus erros e acertos (VAN DE VEN e POLLEY, 1992). Van de Ven e Polley (1992) nos chamam a atenção que há problemas na inovação das empresas oriunda da má gestão do conhecimento organizacional. Em outras palavras, o conhecimento organizacional, desde que bem gerido, proporciona à organização desenvolver competências estratégicas. Essas competências fazem parte dos ativos intangíveis da organização e culminam na geração de inovações em produtos e serviços.

15 13 Desta forma, nesta nova economia global, o conhecimento pode ser a maior vantagem competitiva da organização (WINTER, 1987, 1997 e 2000). Nesse sentido, cada vez mais as empresas serão diferenciadas por aquilo que sabem. Na atual conjuntura, as organizações precisam saber o que sabem e usar de forma eficiente esse dito conhecimento organizacional, de modo a agregar valor aos seus ativos intangíveis. Portanto, as atividades voltadas para o conhecimento e para o desenvolvimento de produtos e processos vêm se tornando as principais funções internas das organizações e as com maior grau de potencialidade de geração de vantagem competitiva (ELIASSON, 1996). A gestão do capital intelectual está imbricada com a gestão do conhecimento. Chatzkel (1998, 2000a, 2000b e 2001) afirma que o capital intelectual é o estoque de ativos intangíveis de uma empresa, enquanto o conhecimento é a corrente elétrica que corre entre esses ativos de maneira a potencializá-los. Para Edvinsson (1997), o capital intelectual difere da gestão do conhecimento, pois o objetivo da gestão do conhecimento é aprimorar a capacidade de geração de valor de uma empresa por meio de um melhor uso do seu conhecimento, enquanto que o objetivo da gestão do capital intelectual é identificar, capturar, potencializar e reciclar o capital intelectual, o que inclui tanto a sua criação como a extração de valor. A gestão do conhecimento organizacional e a do capital intelectual tem se tornado fator de profunda relevância sobre a competitividade das empresas e gerir o conhecimento tem virado uma verdadeira obsessão empresarial. Pois, cada vez mais, os ativos intangíveis têm sido o diferencial entre as organizações no mercado. Entretanto, essas gestões são complexas, pois o conhecimento organizacional, ao contrário do individual, é muito dinâmico e o capital intelectual é de difícil retenção e mensuração (DAVENPORT, 1994, 1998 e 2002). Desta maneira, nas últimas décadas, as empresas enfatizam a busca de soluções que as capacitem a obterem ganhos em competitividade dos seus ativos intangíveis, permitindo assim uma atuação compatível com as

16 14 exigências mundiais e a intensa concorrência instalada com a globalização dos mercados. Nessa busca de agregação de valor aos ativos, uma das estratégias adotadas por diversas empresas consiste em focar seus esforços na adoção de novas tecnologias capazes de incrementar a gestão de conhecimento organizacional e do capital intelectual. A tecnologia adquirida de forma coerente com a estratégia e com os recursos organizacionais pode ser um parâmetro importante para assegurar competitividades compatíveis com os desafios da atualidade (MENDES e FILHO, 2007). As organizações da indústria de tecnologia da informação são mais impactadas sobre essa tendência. Os ativos tangíveis dessas organizações só terão valor real se as pessoas souberem o que fazer com ele. Essas organizações têm seus produtos e serviços fortemente atrelados a processos de inovação. Portanto, para essas empresas, a inovação não é um modismo, é uma questão de sobrevivência e a geração de ativos intangíveis é uma forte tendência (HAGE, 1998; JELINEK e SCHOONHOVEN, 1990; ZAHRA e COVIN, 1995). Desta forma, a gestão do conhecimento e do capital intelectual é fator primordial de competitividade. Da mesma forma, para as pequenas e médias empresas (PME), a incorporação de recursos tecnológicos pode ser um fator de diferenciação, contribuindo para manter padrões de competitividade compatíveis com as grandes organizações (KRUGLIANSKAS, 1996). A competitividade dessas organizações no Brasil, especialmente daquelas pertencentes a cadeias produtivas nas quais se inserem grandes organizações, é importante para o desenvolvimento do país. Com a globalização da economia, as empresas de grande porte iniciaram a terceirização de boa parte de seu processo de produção e distribuição, impondo que organizações menores passassem a integrar a mesma cadeia produtiva em que atuam, revelando assim a importância estratégica das pequenas organizações na competitividade das grandes organizações e das cadeias produtivas às quais pertencem (MENDES e FILHO, 2007).

17 15 Desta maneira, visando responder a essas pressões do mercado, e buscando a adoção de soluções inovadoras que suportem a gestão do conhecimento organizacional e seu capital intelectual, as PMEs são cada vez mais impulsionadas a adquirirem soluções tecnológicas. Entretanto, é inconsequente desconsiderar as características particulares e peculiares desse segmento, principalmente a característica referente à disponibilidade de recursos para investimento em tecnologia (MENDES e FILHO, 2007). A relação positiva entre tecnologia, competitividade e vantagem competitiva, ainda é difícil de ser estabelecida, mas no âmbito empresarial as vantagens, facilidades e imposições de uma economia baseada no uso intenso de recursos tecnológicos parecem conduzir as empresas a um caminho sem volta. Autores como McGee e Pruzak (1997) percebem que o gerenciamento da informação é fator de competitividade, reforçando, assim, a crença de que a tecnologia pode solucionar diversos problemas enfrentados pelas empresas, tecnologia cuja importância é admitida pela maioria dos executivos, embora muitas de suas experiências nesta área sejam marcadas pela frustração. Nesse sentido, Porter e Millar (1985) afirmam que a tecnologia da informação (TI) é uma ferramenta poderosa para essa transformação. Segundo esses autores, a TI está aumentando a habilidade das empresas em explorar as interligações entre as suas atividades, tanto interna quanto externamente à organização. Um dos principais atributos dos sistemas ERP é justamente este: são sistemas de informação integrados, que permitem interligar e coordenar as atividades internas das empresas. O ERP catalisa a disponibilização de conhecimentos acumulados a respeito de diferentes maneiras de se realizar processos (DAVENPORT, 2002). Isso decorre do fato de as empresas fornecedoras utilizarem-se de modelos de processos obtidos através de estudo e comparação em diversas empresas (benchmarking), as chamadas boas práticas. Essas boas práticas, em associação à integração dos departamentos, podem permitir a melhoria da eficiência operacional da organização.

18 16 Partindo do pressuposto de uma relação positiva entre tecnologia e competitividade, Silva et al (1998) afirmam que os sistemas integrados de gestão podem representar vantagem competitiva para as empresas, pois as apoiam na obtenção de maior agilidade, melhor controle, maior confiabilidade e fácil acesso às informações. Dessa forma, deve existir extremo cuidado nas informações trafegadas dentro e fora das organizações. Esta cautela deve-se ao fato de que o fluxo de informação está imbricado com o conhecimento gerado (SPENDER, 2001). Em outras palavras, gestão da (tecnologia) informação, do capital intelectual e do conhecimento estão interligadas e, no nosso entendimento, a utilização do ERP nas organizações é um de seus elos de junção. Segundo Huang et al (2003), os ERPs emergiram como uma tecnologia desenvolvida para suportar as novas tecnologias de gestão, como atividades de reengenharia dos processos de negócio, com o objetivo de garantir maior eficiência ao fluxo de trabalho (workflow) dentro da empresa (ARAÚJO, 2006). O ERP integra os dados processados em várias áreas funcionais da empresa, garantindo maior agilidade e possibilitando um tempo de resposta mais rápido. Consequentemente, o ERP pode contribuir positivamente para melhorar a comunicação interna das unidades de negócio da organização e a comunicação entre essas unidades. Por definição, esses sistemas, como observa Wood Jr. (1999), são capazes de integrar toda a gestão da empresa, dinamizando o processo de tomada de decisão. Ainda segundo o autor, o ERP pode ser aplicado com adaptações a qualquer empresa, permitindo o seu monitoramento em tempo real. Ainda segundo Wood Jr. (1999), os investimentos para a implantação são gigantescos e, portanto, as expectativas sobre seu impacto na evolução do capital intelectual são enormes. Os ERPs foram, inicialmente, desenvolvidos para grandes empresas, tendo sido adquiridos por uma infinidade delas (HUANG et al, 2003), principalmente no fim da década de Transcorrido esse período e saturado o segmento

19 17 das grandes corporações, as fornecedoras de ERP e as consultorias especializadas se voltaram para o segmento das PMEs, lançando estratégias de atuação diferenciadas. Os ERPs são um dos principais sistemas de informação da atualidade e sua importância se dá no fato de ser uma ferramenta de gestão empresarial amplamente reconhecida. No entanto, sua adoção requer investimentos vultosos, e sua implantação exige o desembolso de quantias significativas com consultorias especializadas. Assim, torna-se relevante um estudo sobre as melhorias, sobretudo nos ativos intangíveis, advindas do bom uso do ERP em organizações de pequeno e médio, principalmente, porque nelas o retorno deve vir em um espaço de tempo menor que em organizações de grande porte, considerando o menor fôlego financeiro dessas empresas. Entendemos que, desde que bem implantado, o ERP pode proporcionar a evolução dos ativos intangíveis das organizações de menor porte do ramo de tecnologia da informação (TI). Nesse sentido, visando colaborar com esse estudo e corroborando com a gestão do capital intelectual em empresas do ramo de TI, propomos a seguinte pergunta de pesquisa: Qual a influência do ERP no desenvolvimento do capital intelectual numa organização de TI de pequeno porte do Distrito Federal? Desta forma, esta pesquisa pretende contribuir para uma melhor compreensão dos fatores qualitativos de impacto da utilização do ERP na gestão dos ativos intangíveis das organizações de pequeno porte. Tomaremos por base informações quantitativas e qualitativas coletadas através de entrevistas com colaboradores-chaves de todos os níveis, questionários com funcionários e documentações internas de uma empresa de médio porte da indústria de TI do Distrito Federal.

20 18 1. O PROBLEMA DE PESQUISA Este capítulo está estruturado em quatro partes. Inicia-se com uma a exposição da pergunta de pesquisa que guiará o estudo. Na parte seguinte, serão apresentados o objetivo final e os objetivos intermediários a serem alcançados pela pesquisa. Em seguida, será apresentada a delimitação do estudo, com o intuito de definir o que será englobado no escopo da pesquisa e o que não será. Por fim, será mostrada a relevância deste estudo para a sociedade Pergunta de Pesquisa Esta pesquisa visa estudar qual a influência do ERP no desenvolvimento do capital intelectual numa organização de TI de pequeno porte do Distrito Federal? 1.2. Objetivos Objetivo final O objetivo final do presente estudo é determinar a influência do ERP no desenvolvimento do capital intelectual numa organização de TI de pequeno porte do Distrito Federal. Objetivos intermediários Para atingir o objetivo final deste estudo, foram traçadas as seguintes etapas como objetivos intermediários: Definir os questionamentos quantitativos aos entrevistados com base no referencial teórico e pergunta de pesquisa; Análise quantitativa dos dados coletados através do questionário; Definir os questionamentos aos entrevistados com base no referencial teórico e pergunta de pesquisa;

21 19 Determinar os colaboradores-chaves nos níveis de direção, gerencial e operacional; Análise qualitativa dos dados coletados nas entrevistas; Coleta, análise e comparação dos dados coletados nas entrevistas com os dados quantitativos e a documentação na organização, de maneira a definirmos a influência do ERP no desenvolvimento do capital intelectual numa organização de TI de pequeno porte do Distrito Federal Delimitação do estudo O presente estudo concentrará seus esforços para verificar se o ERP influencia no desenvolvimento do capital intelectual das organizações de TI. Portanto, esta pesquisa está limitada a informações extraídas de entrevistas, questionários e documentos de uma empresa do ramo de TI do Distrito Federal. Assim, neste trabalho, os aspectos internos terão maior peso nesta pesquisa do que os fatores externos à organização. Também não está sendo considerada a maneira pela qual o ERP foi implantado. Desta forma, o sucesso ou o fracasso do projeto de implantação não foi estudado. A premissa é de que o ERP foi bem implantado e o objetivo é, através dos resultados da pesquisa, definir se esse sistema tem influência desenvolvimento do capital intelectual após um período de seis meses de sua implantação Relevância do estudo Este trabalho, ao estudar se o ERP influencia no desenvolvimento do capital intelectual das organizações de TI, corrobora com os avanços acadêmicos em gestão do capital intelectual. A pesquisa também contribui na mensuração dos resultados do ERP, uma vez que a relação positiva entre tecnologia e competitividade ainda é difícil de ser estabelecida, principalmente em organizações de pequeno e médio porte.

22 20 O ERP é um sistema integrado e possui uma arquitetura aberta, viabilizando a operação com diversos sistemas operacionais, bancos de dados e plataformas de hardware (JAMIL, 2001). Desta forma, é possível a visualização completa das transações efetuadas por uma empresa, mas de difícil avaliação de ganhos intangíveis. Esse estudo contribui na avaliação dos retornos intangíveis do bom uso do ERP. Por fim, essa pesquisa também avalia se o ERP gera retorno intangível de forma rápida às PMEs, fator importante para empresas que não possuem tanta reserva financeira para suportar investimentos consideráveis, como, por exemplo, o ERP.

23 21 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Considerando que nesta pesquisa verificaremos o impacto do ERP nos intangíveis das organizações, faz-se necessário passar pelos principais autores que abordam o tema de gestão do capital intelectual. O tema é vasto, mas considerando que esta pesquisa visa definir fatores de impacto nos intangíveis organizacionais, abordaremos autores que vislumbram o tema sob a luz da mensuração. Também é necessário analisar os aspectos teóricos relacionados ao ERP aplicados à gestão do capital intelectual, faz-se necessário permear pela gestão da tecnologia da informação e pela evolução do ERP até os tempos atuais Ativos intangíveis A invisibilidade, às vezes, é sinônimo de dificuldade. Aquilo que não tocamos, não vemos, não sentimos o cheiro, nem o sabor, relutamos para aceitar que existe. Os intangíveis possuem definição difícil de ser conceitualizada. Schmidt (2002, p. 14) informa que o termo intangível vem do latim tangere, ou tocar. Logo, os bens intangíveis são os que não podem ser tocados, porque não possuem corpo físico. Todavia, o mesmo autor refuta como sendo muito simplista tal definição, haja vista que nas práticas contábeis tradicionais há outros ativos que também não podem ser tocados e são considerados tangíveis. Isso ocorre porque os contadores têm procurado limitar a definição de intangíveis, restringindo-a a ativos não circulantes, conforme Hendriksen e Breda (1999, p.388), apud Schmidt (2002, p.14). Segundo Royer (2002, p. 23), durante a era industrial, do final do século XIX até os anos 1980, o sucesso das empresas era determinado, predominantemente, pela forma como os recursos eram alocados e utilizados

24 22 de forma eficiente. A tecnologia era utilizada para viabilizar a utilização de ativos físicos para produção em massa. Esse autor complementa que somente a partir da década de 1980 é que se começou a dar importância aos ativos intangíveis na formação dos lucros das empresas. Entretanto, Joia (2001, p. 55) afirma que a compreensão do conhecimento como uma arma estratégica para as corporações pode ser tudo, menos recente. Tratava-se de uma referência a pesquisas sobre o uso do conhecimento nas sociedades que se reportavam aos anos de 1945 e Entre os inúmeros autores que se propuseram a definir os ativos intangíveis, temos Itami (1987) como um de seus precursores, cuja obra levou quase dez anos para ser publicada em inglês e mais alguns anos para se tornar relevante para abordagem do tema (SULLIVAN, 2000, apud ROYER, 2002). Itami (1987) procurou demonstrar a importância dos ativos intangíveis como origem real da força estratégica. Em analogia com uma obra de arte, o autor referenciou tintas, pincéis e tela como bens físicos e que dependem de criatividade e técnica para se transformarem em uma obra-prima. Afirmou também que os ativos invisíveis são a real fonte de força competitiva e o fatorchave na adaptabilidade organizacional por três razões: são difíceis de acumular, têm a capacidade de usos múltiplos simultâneos e são ao mesmo tempo inputs e outputs das atividades do negócio (ITAMI, 1987, p. 12) O intangível e o capital intelectual A tentativa de mensuração e compreensão do conhecimento não é recente, conforme já expomos. As corporações, cada vez mais pressionadas pela elevada dinâmica de mercado, impulsionam a quantificação dos ativos ditos intangíveis. Hayerk (1945) apresentou pesquisa na metade do século passado sobre o uso do conhecimento na sociedade. Embora a própria nomenclatura sugira, os mesmos autores afirmam que a falta de forma ou existência física não é uma condição para separação entre os ativos tangíveis e os intangíveis. Neste mesmo sentido, Martins (1972, p. 53) é ainda mais claro:

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