UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL LEIDILANE DE OLIVEIRA HONORATO A CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES (CUT) NO EMBATE DAS CONTRARREFORMAS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL: contraposição ou consenso? NATAL/RN 2010

2 1 LEIDILANE DE OLIVEIRA HONORATO A CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES (CUT) NO EMBATE DAS CONTRARREFORMAS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL: contraposição ou consenso? Dissertação apresentada ao Programa de Pós Graduação em Serviço Social, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como parte dos requisitos para obtenção do título de Mestre em Serviço Social. Orientadora: Profª. Dra. Odília Sousa de Araújo NATAL/RN 2010

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4 3 AGRADECIMENTOS Na realização desse trabalho muitas pessoas foram de grande relevância para concretização desse estudo. Pessoas sem as quais o caminho teria ficado mais difícil e desafiador do que já fora. A essas pessoas tenho muito a agradecer. Primeiramente a Deus, Meu Pai Celestial. Em muitos momentos somente Ele me fez ter forças, ânimo e coragem para continuar esse caminho. Um caminho que às vezes me parecia nebuloso, mas Ele sempre esteve por perto me iluminando. Depois aos meus familiares e parentes, especialmente, aos meus pais sempre tão carinhosos ao meu esposo pela compreensão desse processo e amabilidade e a minha tia Vera e sua família por ter me hospedado em sua casa durante um bom tempo para que eu conseguisse continuar os estudos longe de casa. Obrigada a vocês pelo apoio e confiança de sempre. À minha orientadora, professora Odília pelas muitas contribuições que deu durante todo o processo de pesquisa, as indicações de leitura, pela motivação com a temática, por tudo. À professora Sâmya que foi uma das motivadoras para realização desse estudo quando eu estava saindo da graduação. Obrigada por sempre ter se mostrado disposta a contribuir em meu trabalho. Às professoras que conheci durante as disciplinas do Mestrado que sempre davam significativas contribuições para o estudo, direta ou indiretamente: Silvana Mara, Denise Câmara, Rita de Lourdes, Eliana Guerra e Márcia Rocha. Obrigada pelo compromisso de vocês com a pós graduação. As minhas colegas de turma Valmara, Marwyla, Sônia, Manuela, Cristina Pereira, Cristina Otoch, Meirice, Laudilene, Brenda, Neila e Marilac que sempre nas aulas e reencontros nos corredores deixava o processo de estudo mais gostoso, com as conversas, risadas e desabafos. E não poderia esquecer a CUT Estadual que me recebeu muito bem, principalmente, à secretária e, também, ao Departamento de Documentação da CUT Nacional que me enviou documentos muito relevantes para minha análise, sem os quais o processo teria sido mais difícil. A vocês que foram fundamentais nesse processo o meu mais sincero obrigada!

5 4 RESUMO Os direitos previdenciários foram resultantes de intensas lutas entre o capital e o trabalho, exigindo as intervenções do Estado para criação de um sistema de proteção social amplo. No Brasil a lei marco da Previdência Social data de 1923, a partir de então, muitos foram os avanços e extensões dessa política a diversas categorias. Entretanto, na década de 1990 o Governo brasileiro adotou, a exemplo de outros países desenvolvidos, o paradigma neoliberal o que implicou na realização de substanciais mudanças no papel do Estado, nos direitos alcançados e na própria organização das classes trabalhadoras. Para a Previdência Social as principais perdas se deram nos anos de 1998 e 2003, respectivamente nos Governos de FHC e Lula, com a realização de duas contrarreformas que restringiram os direitos previdenciários e incentivaram a privatização da previdência pública. Nesse cenário, a CUT, uma das entidades representantes das classes trabalhadoras, fundada em 1983, que sempre se mostrou atuante mudou seu direcionamento: de combativa à negociativa. Essa inflexão determinou o posicionamento dessa Central diante das propostas de contrarreformas da Previdência Social. O presente trabalho tem como objetivo analisar o contexto sociopolítico das lutas do movimento sindical brasileiro no período das conquistas e desmontes de direitos e, precipuamente analisar o posicionamento, atuação e propostas da CUT no período das contrarreformas da Previdência nos Governos FHC e Lula. Para realização desse estudo além da revisão bibliográfica essencial para fundamentar e aprofundar o tema, utilizamos, principalmente, a pesquisa documental através de páginas da internet, resoluções, informativos e outras publicações da CUT. A atuação da CUT nesses Governos deuse de modo distinto: na contrarreforma do Governo FHC mostrou-se por meio de diversas ações, apesar de não haver homogeneidade em seu interior, contrária às políticas neoliberais desse governante, bem como à proposta de mudanças previdenciárias. Enquanto que durante o Governo Lula mostrou-se prioritariamente negociativa e propositiva. Palavras chave: Direitos previdenciários. Contrarreformas da Previdência Social. Neoliberalismo. Central Única dos Trabalhadores.

6 5 ABSTRACT The provident rights were results of intense fights in between the capital and work, claiming the interventions of the state for the creation of an ample social protection system. In Brazil the law, Providence Social mark, dated 1923, from then on, the advances and extensions were many, of this diverse categories of politics. Mean while, in the 1990 s, the Brazilian government adopted the examples of other developed countries, the new pattern that hinted the realization of substantial changes on the states purpose, the reached rights and the proper organization of working classes. For the Social Providence, the principal loses turned out in 1998 and 2003; respectively in FHC governments and Lula, with the realization of two counter reforms that restricted the provident rights and motivated the privatization of public providence. In the scenery, the CUT, one of the representative organizations from working classes, founded in 1983, that has always itself with changed direction, from fighting to negotiating. This inflection determined the proposition of the center before the offers of the counter reforms, of Social Providence. The present work has the objective to analyze the social politic content of the fights from Brazilian union movement in the period of the conquests and disassembled rights and, to analyze the proposition, acting and offers from CUT in the counter reform period from Providence in the Government FHC and Lula. To perform this study beyond the essential bibliographical revision to found and deepen the subject, we use, the documental search through the internet pages, resolutions, informations and others publications from CUT. Using CUT in the governments worked in an elegant way, the FHC government against-reforms, showed itself through diverse actions, even though they didn t have homogeneous inside, contrary the neoliberalists politicians from this government, also the offers and precaution changers. While during the reign of Lula it shoved itself priority negociative and propositive. Key word: Provident rights. Against-reforms of the Social Providence. Neoliberalism. Union Center in the Workers.

7 6 LISTA DE QUADROS Quadro I Gasto social federal no Governo Collor Quadro II Lutas da CUT em torno da Previdência Social até o Governo Collor... Quadro III Posição da CUT, segundo setor de atividade atingido pela reforma constitucional... Quadro IV A CUT e a previdência social no Governo Fernando Henrique Cardoso

8 7 LISTA DE SIGLAS ACO Associação Católica Operária AIB Ação Integralista Brasileira ANAMPOS Articulação Nacional dos Movimentos Populares e Sindical ANFIP Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência Social ANL Associação Nacional Libertadora BID Banco Interamericano de Desenvolvimento CCQ Círculo de Controle de Qualidade CAP Caixa de Aposentadorias e Pensões CEB Comunidade de Base CEME Central de Medicamentos CGT Comando Geral dos Trabalhadores / Confederação Geral dos Trabalhadores / Central Geral dos Trabalhadores CGTB Confederação Geral dos Trabalhadores Brasileiros CLT Consolidação das Leis Trabalhistas CNESF Coordenação Nacional das Entidades de Servidores Federais CNI Confederação Nacional da Indústria CNTI Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores Industriais COB Confederação Operária Brasileira CONCLAT Conferência Nacional da Classe Trabalhadora / Congresso Nacional da Classe Trabalhadora / Coordenação Nacional das Classes Trabalhadoras CONCUT Congresso Nacional da Classe Trabalhadora CONLUTAS Coordenação Nacional de Lutas CSUB Confederação Sindical Unitária Brasileira CUT Central Única dos Trabalhadores DATAPREV Empresa de processamento de dados da Previdência Social DRT Delegacia Regional do Trabalho EC n 20 Emenda Constitucional n 20 EC n 41 Emenda Constitucional n 41 EC nº 47 Emenda Constitucional nº 47 EFPR Entidades Fechadas de Previdência ENTOES Encontro Nacional dos Trabalhadores em Oposição à Estrutura Sindical EUA Estados Unidos da América

9 8 FACR Fundação Abrigo Cristo Redentor FEBRABAN Federação Brasileira de Associação de Bancos FHC Fernando Henrique Cardoso FIESP Federação das Indústrias do Estado de São Paulo FNPS Fórum Nacional de previdência Social FNT Fórum Nacional do Trabalho FPR Fator Previdenciário FMI Fundo Monetário Internacional FUNABEM Fundação Nacional de Bem-Estar do Menor IAP Instituto de Aposentadoria e Pensão IAPAS Instituto de Administração Financeira da Previdência Social IAPB Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Bancários IAPC Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Comerciários IAPI Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Industriários IAPM Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Marítimos IPASE Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Servidores do Estado IAPETEC Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Empregados em Transporte de Carga INAMPS Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social INSS Instituto Nacional do Seguro Social INAMPS Instituto Nacional de Assistência Médica Previdência Social INPS Instituto Nacional de Previdência Social IPEA Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada LBA Legião Brasileira de Assistência Social LOAS Lei Orgânica de Assistência Social LOPS Lei Orgânica da Previdência Social MARE Ministério da Administração da Reforma do Estado MPS Ministério da Previdência Social MPAS Ministério da Previdência e Assistência Social MST Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra MTPS Ministério do Trabalho e Previdência Social MTST Movimento dos Trabalhadores Sem Teto MTL Movimento Terra, trabalho e Liberdade OEA Organização dos Estados Americanos

10 9 OIT Organização Internacional do Trabalho PCB Partido Comunista Brasileiro PCdoB Partido Comunista do Brasil PDT Partido Democrático Brasileiro PDRE Plano Diretor da Reforma do Estado PEC Proposta de Emenda Constitucional PIB Produto Interno Bruto PLP Projeto de Lei Parlamentar PMDB Partido Moderado Democrático Brasileiro PTB Partido Trabalhista Brasileiro PSB Partido Socialista Brasileiro PSD Partido Social Democrático PT Partido dos Trabalhadores PUA Pacto de Unidade e Ação PUI Pacto de Unidade Intersindical RGPS Regime Geral de Previdência Social RPPS Regimes Próprios de Previdência Social SINPAS Sistema Nacional de Previdência e Assistência Social SUS Sistema Único de Saúde UDN União Democrática Nacional

11 10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO A INTERVENÇÃO DO ESTADO COM A CRIAÇÃO DOS SISTEMAS DE PROTEÇÃO SOCIAL: DO PROTAGONISMO DAS CLASSES TRABALHADORAS À CRIAÇÃO DA CUT AS DETERMINAÇÕES DO CAPITAL SOBRE AS INTERVENÇÕES DO ESTADO E NA ATUAÇÃO DAS CLASSES TRABALHADORAS O embate entre as classes fundamentais O ESTADO BRASILEIRO E AS LUTAS DOS TRABALHADORES POR DIREITO A REORGANIZAÇÃO DO MOVIMENTO SINDICAL NOS ANOS AS CONTRIBUIÇÕES DA REORGANIZAÇÃO DO MOVIMENTO SINDICAL PARA A CRIAÇÃO DA CUT CUT: lutas e mudanças ao longo da década de A OFENSIVA NEOLIBERAL: DETERMINAÇÕES PARA A INFLEXÃO DO ESTADO, TRANSFORMAÇÕES NA CUT E DESMONTE DA PREVIDÊNCIA SOCIAL A PREVIDÊNCIA SOCIAL ANTES DAS CONTRARREFORMAS PREVIDENCIÁRIAS: UMA CONQUISTA DOS TRABALHADORES A CONTRARREFORMA DO ESTADO BRASILEIRO AS PROPOSTAS NO DEBATE SOBRE AS CONTRARREFORMAS PREVIDENCIÁRIAS A CONFIGURAÇÃO DAS CLASSES TRABALHADORAS NO CONTEXTO NEOLIBERAL A mudança de direcionamento da CUT no contexto neoliberal AS CONTRARREFORMAS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL: DESMONTE DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES As mudanças efetivadas nos direitos dos trabalhadores através das contrarreformas da Previdência realizadas nos Governos FHC e Lula POSICIONAMENTOS DA CUT NO PERÍODO DAS CONTRARREFORMAS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

12 GÊNESE DAS INTERVENÇÕES DA CUT NAS POLÍTICAS 119 PREVIDENCIÁRIAS ATUAÇÕES DA CUT DIANTE DA CONTRARREFORMA PREVIDENCIÁRIA NO GOVERNO FHC POSICIONAMENTO E PROPOSTAS DA CUT NA CONTRARREFORMA DA PREVIDÊNCIA NO GOVERNO LULA DESAFIOS PARA A CUT E AS CLASSES TRABALHADORAS PÓS CONTRARREFORMAS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS ANEXO A Cronologia de Lutas da CUT

13 12 1 INTRODUÇÃO A Previdência Social juntamente com a Saúde e a Assistência Social constitui-se numa das políticas que formam o tripé da Seguridade Social brasileira, sendo esta uma importante conquista das classes trabalhadoras consolidada na Constituição Federal de Entretanto, a Previdência Social, diferentemente dessas outras duas políticas sociais, tem caráter contributivo, ou seja, está voltada para aqueles trabalhadores que podem pagar, o que acaba, já de antemão, excluindo muitos indivíduos do acesso aos benefícios e serviços previdenciários. Esse quadro vem se agravando, desde a década de 1990, com a redefinição do Estado a partir da perspectiva neoliberal, atingindo, principalmente, as camadas mais pobres da população e, valorizando, cada vez mais, um mercado livre de restrições, quer sejam políticas, econômicas ou culturais (IANNI, 1997). Desse modo, esse modelo político ideológico, tem incidido fortemente sobre os direitos sociais conquistados, especialmente, no que diz respeito à legislação previdenciária, com as constantes mudanças, as quais objetivaram a minimização e/ou a retirada paulatina de direitos. A contrarreforma da Previdência Social é prova cabal dessas inflexões que têm ocorrido em relação aos direitos sociais. Algumas dessas iminentes mudanças foram: o aumento do tempo de contribuição e idade para a aposentadoria; diminuição do valor da aposentadoria principalmente, devido ao fator previdenciário e do teto; extinção das aposentadorias por tempo de serviço e proporcional, dentre outras (SOUZA, 2004). É importante salientar que os direitos civis, políticos e sociais hoje legalizados são resultados de uma luta histórica da classe trabalhadora que reivindicou seus direitos. A principio, essas lutas deram-se mais efetivamente no âmbito da produção, através dos movimentos operários. Os trabalhadores almejavam melhores condições de trabalho e buscaram o reconhecimento de direitos trabalhistas. Nesse processo, diversos autores Associação Católica Operária (1984), Antunes (1990), Rezende (1986) mostram a relevância do movimento sindical ou

14 13 operário para a conquista de direitos trabalhistas e também previdenciários especialmente, porque durante muito tempo a Previdência Social esteve voltada prioritariamente, para os trabalhadores regulados formalmente e pode-se mesmo dizer que, ainda hoje, a política previdenciária, tendo em vista o seu caráter contributivo, está relacionada muito fortemente com o trabalho, isto é, para aqueles trabalhadores que podem pagar. É imprescindível ressaltar que os principais prejudicados com as duas últimas contrarreformas da Previdência nos Governos Fernando Henrique Cardoso (1998) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003 e 2005) foram os trabalhadores brasileiros, em especial os servidores públicos, visto que essas mudanças retiraram ou minimizaram direitos que foram duramente conquistados por setores organizados da sociedade. Portanto, partindo da perspectiva de que os direitos sociais, especificamente, os previdenciários, são resultantes de um processo histórico de luta, travado pela classe trabalhadora contra o capital e intermediado pelo Estado, faz-se extremamente relevante analisar como atuou o movimento sindical diante das duas últimas contrarreformas da Previdência no governo FHC, em 1998 e Lula, em O interesse inicial pela temática da Previdência Social veio com a aproximação com essa política no estágio curricular de dois anos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). E, a vontade de estudar a organização das classes trabalhadoras veio, principalmente, com a participação como bolsista em uma pesquisa cuja temática envolvia os Movimentos Sociais, através do Programa de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), na graduação. O desejo de se estudar esse tema partiu, também, de um estudo monográfico realizado anteriormente, no qual analisamos as contrarreformas da Previdência Social. Naquele momento, nossa análise girou em torno dos instrumentos legais que sancionaram essas mudanças e suas implicações para os direitos previdenciários. Contudo, como já foi enfatizado, partindo da perspectiva que os direitos auferidos na conjuntura atual são conquistas dos movimentos das classes trabalhadoras, principalmente dos movimentos sindicais, consideramos ser indispensável não apenas analisar os aspectos legais e as contrarreformas já efetivadas, mas também, e sobremaneira, analisar os movimentos trabalhistas em torno desses direitos, aprofundando, assim, o assunto.

15 14 Para isto, fizemos um recorte nas lutas das classes trabalhadoras, para melhor analisá-las, haja vista que nos voltamos para o seu posicionamento e atuação diante de uma política social específica, a Previdência Social, contudo não desconsideramos o movimento geral das lutas e embates travados, tendo em vista que na atual conjuntura muitos são os desafios a serem vencidos. Por compreendermos a grande diversidade do movimento sindical, geralmente, dividido por categorias profissionais, tínhamos o desejo de contemplar em nossa análise as discussões, propostas e lutas de algumas Centrais Sindicais brasileiras, na perspectiva de que estas têm uma representação mais ampla das classes trabalhadoras atingidas pelas contrarreformas. A princípio nos propomos a analisar o posicionamento e contrapropostas de três Centrais Sindicais, as quais eram: Central Única dos Trabalhadores (CUT), Coordenação Nacional de Lutas (CONLUTAS) e Intersindical. Entretanto, à medida que fomos nos aproximando da temática e conhecendo um pouco mais dessas centrais sindicais, apreendemos que a pesquisa ficaria muito ampla, sendo necessário fazer um novo recorte. Desejamos, ainda, permanecer com duas centrais sindicais, a CUT e a CONLUTAS que representam duas vertentes distintas do movimento sindical atual. Porém, como nosso objetivo era tratar do posicionamento dessas centrais no período das contrarreformas realizadas, acabamos abrindo mão da CONLUTAS que foi criada em 2006, oito anos após a contrarreforma do Governo FHC e três anos depois da contrarreforma do Governo Lula. Consideramos, ainda, para esse delineamento do objeto o prazo e a viabilidade da pesquisa. Assim, nos detemos em analisar o posicionamento, lutas e propostas nesses períodos de contrarreformas da Previdência Social de uma única Central Sindical, a Central Única dos Trabalhadores (CUT). O que é interessante, tendo em vista que em sua gênese esta Central esteve articulada em diversos movimentos e embates pela defesa dos direitos dos trabalhadores, porém nos últimos anos vem vivenciando grandes mudanças ideopolíticas diferindo sobremaneira do período de sua fundação. Analisar o posicionamento dessa central sindical diante das contrarreformas da Previdência Social é relevante, ainda, especialmente pelos períodos e governos que estas ocorreram, a primeira em 1998 em um governo de oposição e a última em 2003, encabeçada por um governo apoiado pela CUT.

16 15 Sendo assim, o estudo dessa temática é de grande relevância para o movimento sindical, especialmente, as Centrais Sindicais brasileiras, com ênfase para a CUT, para análise e reflexão de sua atuação, tendo em vista que no contexto neoliberal faz-se, cada vez mais relevante a presença de movimentos fortes que não se calem diante da retirada de direitos e que não se deixem enfraquecer pela conjuntura adversa propugnada pelos valores da sociabilidade capitalista. Este estudo é significativo, também, para todas as classes trabalhadoras que dependem da Previdência Social, visto que todos os cidadãos, cedo ou tarde, não mais poderão usufruir de sua força laboral para garantir condições de vida digna, recorrendo então a esta política. Sendo essencial conhecer como está configurada na atualidade e as discussões em torno dela para dificultar e diminuir, ainda mais, o acesso. Bem como, da existência ou não de uma luta contrária a estas mudanças. No que concerne à Previdência Social, as lutas do Movimento sindical e dos movimentos em geral, pela garantia e extensão dessa política é indispensável e urgente, tendo em vista as duas últimas contrarreformas. A política previdenciária constitui-se num direito social conquistado pelas lutas dos trabalhadores que não podemos deixar ser minimizada, pelo contrário, devemos lutar por sua consolidação e ampliação. Para embasar a investigação fizemos uso de uma perspectiva teórico metodológica que defende: a apreensão da relação entre aparência e essência; a totalidade como aspecto essencial da realidade; a superação da dualidade entre o subjetivo e o objetivo; a apreensão das relações entre o singular, o particular e o universal; e o objeto como pólo regente do conhecimento. Essa abordagem insere-se no âmbito do materialismo dialético e significa um importante avanço na interpretação dos fenômenos, posto que considera a história como fator relevante no desenvolvimento dos fenômenos sociais; analisa a existência de relações contraditórias na sociedade; e preocupa-se com a análise da totalidade social e de suas particularidades. A abordagem marxiana ofereceu uma contribuição de leitura muito rica ao se estudar o movimento sindical uma forma de expressão das lutas das classes trabalhadoras e sua atuação diante das mudanças efetivadas no contexto neoliberal nas políticas sociais, especialmente na política previdenciária, haja vista que para essa concepção teórica metodológica os fatos que se dão na realidade não

17 16 ocorrem de modo isolado, tornando-se imprescindível apreendermos os fenômenos sociais como um todo estruturado que está em constante movimento, sofrendo determinações, também, do processo histórico. Foi relevante, ainda, nessa investigação a análise das contradições desse sistema capitalista vigente, no qual a capacidade social de produzir riquezas e a concentração destas cresce, cada vez mais, e concomitantemente registram-se altos índices de pobreza e desemprego e mudanças na própria forma de organização das classes trabalhadoras. Privilegiamos a pesquisa qualitativa. Embora analisemos que nas pesquisas com enfoque dialético as categorias quantidade-qualidade não se opõem, mas se interrelacionam como duas fases do real num movimento cumulativo e transformador (GAMBOA, 2007, p. 105), contudo, como os procedimentos metodológicos variam de acordo com o objeto a ser estudado e dos objetivos a serem alcançados, nessa pesquisa trabalhamos, mais enfaticamente, com a pesquisa qualitativa. É interessante ressaltar que o percurso metodológico dessa pesquisa foi repleto de idas e vindas, pela própria dinâmica da realidade e dificuldades que foram se colocando diante da investigação, carecendo empreender mudanças para tornar viável sua concretização. A primeira delas foi o próprio delineamento do objeto, como já registramos, visto que não há como iniciar uma pesquisa, sem ter claro o que se deseja saber, buscar e quem procurar para saber disso. Esse foi um desafio tremendo para a pesquisadora que adentrava em um universo novo para ela, que era o movimento sindical, as centrais sindicais. Pois, enquanto o estudo da Previdência integrou boa parte de sua vida acadêmica, a temática sindical constituía-se, com poucas exceções, um verdadeiro desconhecido, um mundo a ser desbravado. A definição pela CUT não foi menos desafiante, tendo em vista que sabíamos muito pouco dessa Central Sindical histórica para as classes trabalhadoras. Os questionamentos foram muitos, quem procurar? Onde encontrar? Como entrar contato? Enfim, como contatar a CUT para ter acesso às informações desejadas. O segundo desafio foi a definição dos instrumentos para levantamento de dados. No início da pesquisa pretendemos utilizar dois instrumentos para atingir os objetivos da pesquisa: a pesquisa documental e a pesquisa de campo,

18 17 especialmente, através das entrevistas a dirigentes da CUT para complementar os documentos. Entretanto, encontramos muitos entraves e desafios para a realização das entrevistas. Fizemos duas visitas à CUT estadual presente em Natal. Pelas dificuldades de encontro com dirigentes nacionais da CUT o dirigente nacional da CUT mais próximo ficava em Pernambuco acreditamos ser possível entrevistar dirigentes estaduais, apesar de termos sido muito bem recebidos pela secretária, a pessoa que nos foi indicada por ela para conversarmos, ainda que cheia de boa vontade, não compreendeu exatamente o nosso propósito. Naquele momento ficou nítido que os dirigentes estaduais, talvez, pela pesquisa remeter a um período de atuação anterior a sua gestão não tinha as informações que pretendíamos ter acesso. Além do que, sabíamos que a atuação da CUT face às contrarreformas da Previdência Social foi algo de âmbito nacional, sendo mais coerente entrevistar representantes nacionais. Ainda buscamos o contato de alguns deles, mas a dificuldade de acesso e a aproximação do término do prazo para finalização da pesquisa fizeram com que decidíssemos optar exclusivamente, além da revisão de literatura, pela pesquisa documental. Esta foi indispensável e fundamental para a consecução da pesquisa. Utilizamos, portanto, como instrumento para levantamento de dados fontes secundárias que permitiram analisar as mudanças ocorridas na CUT, seu posicionamento e propostas, dentre as quais podemos citar: páginas da internet, resoluções, informativos e outras publicações da CUT, as quais tornaram público suas discussões e proposições no período dos debates das contrarreformas da Previdência Social. A pesquisa documental, também, foi desafiadora, visto que encontrávamos pouco material contendo as informações das propostas e posicionamento da CUT nas contrarreformas de FHC e Lula. Face os obstáculos, além de buscas contínuas em sites da própria Central e de outras entidades, enviamos um para o Setor de comunicação da CUT, o qual foi reencaminhado para o Setor de Documentação e Memória da Central. Uma das responsáveis por esse departamento nos encaminhou alguns documentos discussões e propostas da entidade diante das contrarreformas. Os documentos encaminhados pareceram poucos para representar todo o processo de lutas dessa entidade em um período tão cruciante para as classes trabalhadoras. Entretanto, tais contribuições, foram de grande relevância para a consecução dessa pesquisa.

19 18 Desse modo, esses desafios colocados para a concretização da investigação precisam ser considerados quando analisamos os seus resultados. Assim, visando atender nossos objetivos dividimos este estudo em três seções, além desta introdução e da conclusão. Na primeira parte fazemos uma análise das lutas das classes trabalhadoras na conquista de direitos, levando o Estado e as classes dominantes a fazerem concessões e a criarem um sistema de proteção social. Partimos da perspectiva que tanto as intervenções do Estado no âmbito social, atendendo alguns interesses dos trabalhadores, quanto a própria organização e lutas das classes trabalhadoras sofreram determinações e impulso do capital. Nessa análise partimos do âmbito mundial, para então apreendermos os determinantes dessa configuração internacional nas intervenções do Estado brasileiro, os direitos alcançados nessa parte do mundo e as influências sobre a organização e lutas dos trabalhadores. Todo esse processo, principalmente, o entorno da década de 1980 foi importante para a fundação de uma central nascida para representar as classes trabalhadoras em suas lutas e embates: a CUT. Na segunda seção tratamos de analisar as conquistas alcançadas nos direitos previdenciários com as constantes mudanças efetivadas na Previdência, com a contribuição das lutas dos trabalhadores, antes das contrarreformas previdenciárias. Analisamos, ainda, as implicações da ofensiva neoliberal no Brasil para as mudanças na configuração do Estado construindo o solo para a realização das contrarreformas da Previdência, nos direitos previdenciários, e na organização das classes trabalhadoras, inclusive na CUT. Empreendemos, também, uma análise das principais propostas de diversas instituições nas discussões sobre as mudanças de cunho neoliberais na Previdência e as principais perdas para os direitos previdenciários dos trabalhadores com a concretização das contrarreformas. Na última seção nos detemos em analisar o posicionamento, atuação e propostas da CUT no período do debate e negociações para contrarreforma da Previdência, em 1998 e 2003, analisando os desafios que perduram para esta Central e para os movimentos das classes trabalhadoras como um todo no período posterior às contrarreformas da Previdência Social.

20 2 A INTERVENÇÃO DO ESTADO COM A CRIAÇÃO DOS SISTEMAS DE PROTEÇÃO SOCIAL: DO PROTAGONISMO DAS CLASSES TRABALHADORAS À CRIAÇÃO DA CUT 19 Para analisar o posicionamento e as propostas da Central Única dos Trabalhadores (CUT) diante das contrarreformas da Previdência Social realizadas nos Governos Fernando Henrique Cardoso, em 1998 e Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, é essencial apreendermos o processo político, econômico e social que fundamentou a construção dos direitos sociais, principalmente da política previdenciária e suas transformações, bem como das lutas efetivadas pelas classes trabalhadoras nas conquistas de direitos até chegarmos ao desmonte do paradigma neoliberal. Apesar da CUT ter atuado em sua gênese (1983) de forma combativa e ter sido fruto do recrudescimento do movimento sindical na década de 1980, como analisaremos o seu posicionamento diante das ofensivas neoliberais, efetivadas na Previdência Social a qual foi constituída em um período anterior à criação da CUT faz-se relevante analisar as lutas anteriores das classes trabalhadoras na construção dos direitos sociais, especificamente, os direitos previdenciários, para apreendermos, assim, a sua atuação diante dessa política no final da década de 1990 e no início do século XXI. É importante analisarmos que os direitos sociais foram sendo conquistados durante todo o século XX através de lutas que foram travadas para pressionar o Estado a formar um sistema de proteção social para, então, apreendermos melhor, a essencialidade da luta das classes trabalhadoras no período que demarca a inserção do neoliberalismo em nosso país, atingindo sobremaneira a política previdenciária. Esse período careceu, mais do que nunca, de movimentos fortes para barrar suas ações nefastas. As sucessivas realizações dessas contrarreformas foram resultados de diversas mudanças ocorridas historicamente e que devem ser analisadas com cuidado, tendo em vista que estão fundadas em alterações significativas na relação entre capital e trabalho intermediada pelas ações do Estado que atingiram os direitos sociais. 2.1 AS DETERMINAÇÕES DO CAPITAL SOBRE AS INTERVENÇÕES DO

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