ASSUNTOS DIVERSOS ICMS - SP LEGISLAÇÃO - SP ANO XXII ª SEMANA DE OUTUBRO DE 2011 BOLETIM INFORMARE Nº 43/2011

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1 ANO XXII ª SEMANA DE OUTUBRO DE 2011 BOLETIM INFORMARE Nº 43/2011 ASSUNTOS DIVERSOS CARTA DE CORREÇÃO ELETRÔNICA - ENTRADA EM VIGOR Introdução - Correção do Imposto Destacado A Maior - Crédito do Imposto - Identificação do Remetente, Destinatário ou Outro - Valor e Quantidade de Mercadoria - Denúncia Espontânea - Demais Incorreções... ICMS - SP BRINDES OU PRESENTES - TRATAMENTO FISCAL Introdução - Conceitos - Procedimentos na Aquisição - Entrada da Mercadoria Adquirida Para Brinde - Emissão de Nota Fiscal no Ato da Entrada - Transporte de Brindes Para Distribuição... LEGISLAÇÃO - SP Decreto nº , de (DOE de ) - Programa Estadual do Patrimônio Imaterial - Registro de Bens Culturais - Instituição... Lei nº , de (DOE de ) - Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social - PPAIS - Criação... Lei nº , de (DOE de ) - Consumo de Bebida Alcoólica - Menores de 18 Anos - Disposições... Resolução SF nº 67, de (DOE de ) - SIEDESC - Módulo de Gestão Por Indicadores - Regulamentação... Resolução SF nº 68, de (DOE de ) - Receita Corrente Líquida - Agosto/ Divulgação... Pág. 375 Pág. 375 Pág. 376 Pág. 380 Pág. 381 Pág. 383 Pág. 383

2 OUTUBRO - Nº 43/2011 ICMS - IPI E OUTROS TRIBUTOS - SÃO PAULO ASSUNTOS DIVERSOS Sumário CARTA DE CORREÇÃO ELETRÔNICA Entrada em vigor 1. Introdução 2. Correção do Imposto Destacado a Maior 3. Crédito do Imposto 4. Identificação do Remetente, Destinatário ou Outro 5. Valor e Quantidade de Mercadoria 6. Denúncia Espontânea 7. Demais Incorreções 1. INTRODUÇÃO Por intermédio do Ajuste SINIEF nº 10/2011, cláusula segunda, a partir de , não poderá ser utilizada carta de correção em papel para a correção de nota fiscal eletrônica. Com isto, à nível nacional, à partir desta data, será obrigatória a utilização da carta de correção eletrônica. 2. CORREÇÃO DO IMPOSTO DESTACADO A MAIOR A Carta de Correção deve ser utilizada para regularizar o valor do ICMS, apenas quando este for destacado a maior do que o devido. Neste caso, além da emissão da Carta de Correção, o contribuinte deve realizar o estorno do débito indevido, caso este ainda não tenha sido recolhido. Se o contribuinte efetuar o recolhimento do ICMS indevidamente, deverá solicitar a restituição do imposto junto ao Estado, respeitando as regras previstas em legislação estadual. Para a solicitação do pedido de restituição, o contribuinte emitente da Carta de Correção deverá pleitear uma declaração em que o destinatário das mercadorias ou bens esclareça que somente se creditou do valor que era devido, autorizando-o, desta forma, a se recuperar do imposto pago indevidamente. ICMS - SP Sumário BRINDES OU PRESENTES Tratamento Fiscal 1. Introdução 2. Conceitos 3. Procedimentos na Aquisição Entrada da Mercadoria Adquirida Para Brinde Emissão de Nota Fiscal no Ato da Entrada Caso o erro seja relativo a destaque de imposto a menor do que o devido, cabe ao contribuinte providenciar a emissão de Nota Fiscal Complementar. 3. CRÉDITO DO IMPOSTO O destinatário da mercadoria ou bem acompanhado por Nota Fiscal, cujo imposto foi destacado de forma errônea (a maior), somente pode se apropriar do crédito do valor correto, independentemente da existência da Carta de Correção para regularizar a operação. 4. IDENTIFICAÇÃO DO REMETENTE, DESTINATÁRIO OU OUTRO A Carta de Correção não pode ser utilizada para substituir ou suprimir a identificação das pessoas (destinatário ou remetente ou transportador ou tomador do serviço) consignadas no documento fiscal. 5. VALOR E QUANTIDADE DE MERCADORIA A Carta de Correção também não pode ser utilizada para a correção de valor e da quantidade de mercadoria ou serviço, já que interferem no valor do imposto destacado na nota fiscal. 6. DENÚNCIA ESPONTÂNEA Na impossibilidade de carta de correção cabe ao contribuinte emitente do documento fiscal encaminhar uma Denúncia Espontânea ao Fisco Estadual. 7. DEMAIS INCORREÇÕES Para a correção de qualquer outra indicação preenchida incorretamente em documento fiscal, como por exemplo o CFOP, a natureza da operação, o CNPJ do destinatário, as proibitivas conforme ajuste SINIEF nº 01/2007, já tratadas nos itens acima, é permitida a carta de correção, sem a necessidade do visto estadual. Fundamentos Legais: Os citados no corpo do texto. 4. Transporte de Brindes Para Distribuição 1. INTRODUÇÃO Preliminarmente, é importante frisar que brinde e mercadoria são coisas distintas. O brinde é aquele produto adquirido de terceiros e destinado a distribuição gratuita a consumidor final. O brinde deve ser objeto diverso daqueles comercializados 375

3 ICMS - IPI E OUTROS TRIBUTOS - SÃO PAULO pelo contribuinte. 2. CONCEITOS Nos termos da legislação paulista Considera-se brinde a mercadoria que, não constituindo objeto normal da atividade do contribuinte, tiver sido adquirida para distribuição gratuita a consumidor ou usuário final. (RICMS/ SP, art. 455). 3. PROCEDIMENTOS NA AQUISIÇÃO Entrada da Mercadoria Adquirida Para Brinde No Estado de São Paulo, o contribuinte que adquirir brindes para distribuição deverá adotar os seguintes procedimentos, indicados no art. 456 do RICMS/SP registrar a Nota Fiscal emitida pelo fornecedor no livro Registro de Entradas, com direito a crédito do imposto destacado no documento fiscal, CFOP 1.949/ Emissão de Nota Fiscal no Ato da Entrada Na entrada da mercadoria, o contribuinte que receber mercadoria para distribuição de brindes deverá emitir Nota Fiscal com destaque do valor do imposto, incluindo na base de cálculo do imposto o valor do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI lançado no documento fiscal de aquisição, e fazendo constar, além dos demais requisitos: 1 - no quadro Destinatário/Remetente, no campo Nome/Razão Social, a expressão Diversos - Brindes e nos demais campos, os dados do emitente; 2 - no campo Código Fiscal de Operações e Prestações - CFOP, o código 5.949; OUTUBRO - Nº 43/ no campo Informações Complementares, a expressão Nota Fiscal emitida nos termos do inciso II do art. 456 do RICMS - Nota Fiscal de aquisição nº..., de.../.../... ; III - registrar a Nota Fiscal revista no inciso anterior no livro Registro de Saídas, na forma prevista neste regulamento. 4. TRANSPORTE DE BRINDES PARA DISTRIBUIÇÃO O contribuinte que efetuar transporte de brindes para distribuição direta a consumidor ou usuário final observará o seguinte: 1 - emitirá Nota Fiscal relativa a toda a carga transportada, nela mencionando, além dos demais requisitos: a) no quadro Destinatário/Remetente, no campo Nome/Razão Social, a expressão Diversos - Remessa de Brindes e nos demais campos, os dados do emitente; b) no campo Código Fiscal de Operações e Prestações - CFOP, o código 5.910; c) no campo Informações Complementares, a expressão Nota Fiscal emitida nos termos do parágrafo 2º do art. 456 do RICMS - Nota Fiscal emitida na entrada nº..., de.../.../... ; 2 - a Nota Fiscal prevista no item 1 será registrada no livro Registro de Saídas, com a utilização apenas das colunas Documento Fiscal e Observações, anotandose nesta a expressão Remessa de brindes. Fundamentos Legais: Os citados no corpo do texto. LEGISLAÇÃO - SP PROGRAMA ESTADUAL DO PATRIMÔNIO IMATERIAL REGISTRO DE BENS CULTURAIS - INSTITUIÇÃO DECRETO Nº , de (DOE de ) Institui o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem Patrimônio Cultural do Estado de São Paulo, cria o Programa Estadual do Patrimônio Imaterial e dá providências correlatas. GERALDO ALCKMIN, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, no uso de suas atribuições legais, com fundamento no Art. 47, inciso III, e artigos 260 e 261 da Constituição do Estado de São Paulo, e Art. 23, incisos III a V da Constituição Federal, e tendo em vista a necessidade de especificar os procedimentos para identificação, reconhecimento e registro dos bens de natureza imaterial que compõem o patrimônio cultural paulista, DECRETA: SEÇÃO I Disposição Preliminar Art. 1º - Os bens de natureza imaterial que compõem o patrimônio cultural do Estado de São Paulo serão reconhecidos pelo Registro de Bens Culturais nos termos da legislação federal e estadual pertinentes, bem como na forma prevista neste decreto. 1º - Constituem o patrimônio cultural imaterial do Estado de São Paulo, as formas de expressão e os modos de criar, fazer e viver, os conhecimentos e técnicas fundados na tradição, na transmissão entre gerações ou grupos, manifestadas individual ou coletivamente, portadores de referência à identidade, à ação, à memória como expressão de identidade cultural e social, tais como: 1. conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano de comunidades; 2. rituais e festas que marcam a vivência coletiva do trabalho, da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social; 376

4 OUTUBRO - Nº 43/ manifestações orais, literárias, musicais, plásticas, cênicas e lúdicas; 4. espaços onde se concentrem e se reproduzem práticas culturais coletivas. 2º - Os instrumentos, objetos, artefatos, lugares, elementos da natureza e demais suportes materiais que são associados às manifestações culturais imateriais paulistas, poderão ser objeto de registro desde que, obrigatoriamente, feito em conjunto com a prática cultural. SEÇÃO II Da Legitimidade para Solicitar Art. 2º - São legitimados para solicitar a instauração do processo de registro de bens de natureza imaterial: I - os entes políticos, instituições ou entidades do Poder Público; II - o Presidente ou os Conselheiros do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo - CONDEPHAAT; III - as associações civis; IV - os cidadãos. SEÇÃO III Do Procedimento Preliminar Art. 3º - A solicitação para início do procedimento preliminar para registro de bens culturais de natureza imaterial será dirigida ao Presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado - CONDEPHAAT. 1º - A solicitação será protocolada na Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico - UPPH, da Secretaria da Cultura, ou encaminhada por via postal a esse órgão. 2º - Constituem informações que devem acompanhar a solicitação: 1. identificação do requerente; 2. justificativa do requerimento; 3. denominação e descrição sumária do bem proposto para Registro, com a indicação dos grupos sociais envolvidos, local, período e natureza da manifestação cultural; 4. informações históricas. 3º - Constituem informações e documentos desejáveis para a instrução da solicitação: 1. documentação fotográfica e audiovisual disponível e adequada à natureza do bem; 2. referências documentais e bibliográficas disponíveis; ICMS - IPI E OUTROS TRIBUTOS - SÃO PAULO 3. informação sobre a existência de proteção em nível federal ou municipal, se houver; 4. informações sobre a relevância do bem cultural para a memória estadual, identidade e formação da sociedade, sua continuidade histórica, seu enraizamento no cotidiano da comunidade e suas formas de transmissão direta ou indireta. Art. 4º - Recebida a solicitação, será proferida manifestação técnica que consiste na análise preliminar, não exaustiva, acerca da pertinência do registro do bem imaterial ou arquivamento da solicitação. 1º - O legitimado poderá, se necessário, ser chamado para prestar informações para o desenvolvimento da manifestação técnica. 2º - A manifestação técnica, nos casos de registro específico, previsto no inciso II do Art. 15 deste decreto, deverá incluir a obtenção de declaração formal dos representantes da comunidade produtora do bem ou de seus membros, expressando o interesse e anuência com a instauração do processo de Registro. 3º - Constatada a não observância do 2º do Art. 3º deste decreto, e a insuficiência dos elementos para conclusão da manifestação técnica, o legitimado será notificado a complementar a documentação no prazo de 30 (trinta) dias, prorrogável mediante requerimento justificado, sob pena de arquivamento do pedido. 4º - Após a manifestação técnica, o processo será encaminhado ao Presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado - CONDEPHAAT. Art. 5º - O Presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado - CONDEPHAAT encaminhará os autos ao Conselheiro Relator, que proferirá, no prazo de 30 (trinta) dias, voto sobre a abertura de processo de registro do bem imaterial ou arquivamento da solicitação. 1º - O prazo estabelecido no caput deste decreto poderá ser prorrogado por igual período a critério do Presidente do CONDEPHAAT. 2º - O voto será encaminhado ao Presidente do CONDEPHAAT, para inclusão em pauta, sem ultrapassar o mês subsequente, para deliberação sobre a abertura de processo de registro do bem imaterial ou de arquivamento da solicitação. Art. 6º - No caso de arquivamento, qualquer legitimado poderá solicitar nova manifestação técnica, desde que justificadamente e acompanhada de novos elementos de informação. Parágrafo único - Requerido o desarquivamento e não se vislumbrando novos elementos, poderá a própria análise técnica decidir pela manutenção do arquivamento. Art. 7º - Constatada ao longo do processo que há interdependência entre o patrimônio cultural imaterial e o patrimônio cultural material e natural, poderá o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado - CONDEPHAAT decidir pela abertura de processo de estudo de tombamento visando conferir 377

5 ICMS - IPI E OUTROS TRIBUTOS - SÃO PAULO proteção a espaços, lugares, objetos, documentos e edificações onde se reproduzem ou que servem de suporte para as práticas culturais que se pretende o Registro. Parágrafo único - Caso o processo de registro venha ser arquivado, e constatando-se que os bens ou áreas identificados no seu curso têm significado e relevância de forma independente, o processo de tombamento poderá ter prosseguimento. SEÇÃO IV Do Procedimento de Estudo de Registro Art. 8º - No caso de abertura de processo de registro, os autos serão submetidos à nova manifestação técnica, que emitirá parecer pelo registro do bem imaterial ou arquivamento do pedido. Parágrafo único - Essa nova manifestação técnica será composta de estudo exaustivo, com descrição pormenorizada do bem imaterial que se pretende registrar, aprofundando os elementos revelados ao longo da fase preliminar, com parecer final indicando arquivamento ou registro, que poderá ser Universal ou Específico, conforme previsto no Art. 15 deste decreto. Art. 9º - O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado - CONDEPHAAT, através da Secretaria da Cultura, poderá contratar profissional ou entidade pública ou privada que detenha conhecimentos específicos sobre a matéria para auxiliar na instrução do processo de registro, obedecida a legislação de regência. Art Os autos contendo manifestação técnica serão encaminhados ao Presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado - CONDEPHAAT. Art O Presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado - CONDEPHAAT encaminhará os autos ao Conselheiro Relator que proferirá, no prazo de 30 (trinta) dias, voto sobre a conveniência do registro do bem imaterial ou o arquivamento da solicitação. 1º - O prazo estabelecido no caput deste Art. poderá ser prorrogado por igual período a critério do Presidente do CONDEPHAAT. 2º - O voto será encaminhado ao Presidente do CONDEPHAAT, para inclusão em pauta, sem ultrapassar o mês subsequente para deliberação final sobre a abertura de processo de registro do bem imaterial ou de arquivamento da solicitação. 3º - A decisão do CONDEPHAAT será publicada no Diário Oficial do Estado e comunicada ao solicitante e demais interessados que vieram aos autos. OUTUBRO - Nº 43/2011 Parágrafo único - O recurso deverá ser protocolado na Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico - UPPH, da Secretaria da Cultura, ou encaminhado, a esse órgão, por via postal com aviso de recebimento, sendo que, neste caso, será considerada a data de postagem para fins de verificação de tempestividade do pedido. Art Decorrido o prazo de 15 (quinze) dias para recurso, os autos serão encaminhados ao Secretário da Cultura, que decidirá pelo registro do bem imaterial ou pelo indeferimento do pedido. SEÇÃO V Da Efetivação do Registro Art O registro de bens culturais de natureza imaterial se efetiva por resolução do Secretário da Cultura publicada no Diário Oficial do Estado e posterior inscrição em um ou mais dos livros a que se refere o 1º deste Art. contendo o processo a que se refere, breve descrição do bem e os instrumentos, artefatos e lugares que lhes estão associados. 1º - Ficam criados os seguintes livros: 1. Livro de Registro dos Saberes, onde serão inscritos conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano das comunidades; 2. Livro de Registro das Celebrações, onde serão inscritos rituais e festas que marcam a vivência coletiva do trabalho, da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social; 3. Livro de Registro das Formas de Expressão, onde serão inscritas manifestações orais, literárias, musicais, plásticas, cênicas e lúdicas; 4. Livro de Registro dos Lugares, onde serão inscritos os espaços onde se concentram e se reproduzem práticas culturais coletivas. 2º - Será dada à inscrição do bem cultural ampla divulgação por meio impresso ou eletrônico a órgãos do poder público e entidades da sociedade civil que atuam na salvaguarda do patrimônio cultural imaterial, bem como àqueles indicados no 3º do Art. 11 deste decreto. 3º - A inscrição terá sempre como referência a continuidade histórica do bem e sua relevância para a memória estadual e para a identidade e a formação da sociedade. 4º - Por determinação do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado - CONDEPHAAT outros livros de registro poderão ser abertos para a inscrição de bens culturais de natureza imaterial que constituam patrimônio cultural paulista e que não se enquadrem nos livros definidos no 1º deste artigo. 5º - Aos bens registrados será concedido o titulo de Patrimônio Cultural do Estado de São Paulo. Art Qualquer interessado poderá oferecer recurso para o Secretário da Cultura, no prazo de 15 (quinze) dias contados da publicação no Diário Oficial do Estado, contra a decisão do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado - CONDEPHAAT. Art Dada a natureza difusa que o patrimônio cultural imaterial pode assumir serão admitidos dois tipos de registro: I - Registro Universal: consiste no reconhecimento e valorização do bem cultural que se manifesta em diversos locais do Estado, com 378

6 OUTUBRO - Nº 43/2011 pequenas variações, mas com a mesma matriz; II - Registro Específico: advém do Registro Universal e caracteriza-se pelo reconhecimento e valorização de manifestações específicas e particulares, por grupos ou indivíduos, do bem cultural universal. Parágrafo único - Verificada a manifestação única do bem cultural, será admitido o Registro Específico sem a necessidade de haver o Registro Universal. SEÇÃO VI Da Guarda Art Os processos de registro ficarão sob a guarda da Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico - UPPH, da Secretaria da Cultura, permanecendo disponíveis para consulta. Parágrafo único - Partes integrantes do processo de registro que sejam de interesse público, tais como manifestação técnica, estudos realizados, registros fotográficos, voto do Relator e outros, poderão ser disponibilizados no sítio do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado - CONDEPHAAT na rede mundial de computadores. SEÇÃO VII Da Proteção Art Tendo conhecimento, a qualquer tempo, de indícios de exploração, utilização ou apropriação indevidos de elementos associados a bem cultural registrado, caberá ao Presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado - CONDEPHAAT dar ciência às partes, alertando sobre a necessidade de se observar a legislação aplicável à proteção dos direitos autorais e à propriedade intelectual. SEÇÃO VIII Da Reavaliação Art O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado - CONDEPHAAT poderá, de ofício ou mediante solicitação de qualquer dos legitimados do Art. 2º deste decreto, fazer a reavaliação de bens registrados e decidir, motivadamente, pela revogação do título de Patrimônio Cultural do Estado de São Paulo. 1º - Caberá ao Secretário Cultura a decisão final sobre a revogação do título Patrimônio Cultural do Estado de São Paulo. 2º - Revogado o título, será mantido apenas o registro como referência cultural de seu tempo, com averbação da data de sua revogação. SEÇÃO IX Da Identificação de Bem Produzido Segundo Modo de Fazer Registrado Art Fica instituído o selo de identificação, que indicará que determinado bem foi produzido de acordo com o modo de fazer ICMS - IPI E OUTROS TRIBUTOS - SÃO PAULO registrado como bem cultural imaterial, visando a valorização e a proteção do conhecimento tradicional e manifestação cultural associados. Parágrafo único - Resolução do Secretário da Cultura disporá sobre a criação e as hipóteses de utilização desse selo. SEÇÃO X Do Programa Estadual do Patrimônio Imaterial Art Fica instituído, no âmbito da Secretaria da Cultura, o Programa Estadual do Patrimônio Imaterial, visando à implementação de política específica de inventário, referenciamento, valorização, plano de salvaguarda e estudo cientifico desse patrimônio. Parágrafo único - Resolução do Secretário da Cultura estabelecerá as bases para o desenvolvimento do programa de que trata este artigo. SEÇÃO XI Do Título de Mestre das Artes e Saberes da Cultura do Estado de São Paulo Art O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado - CONDEPHAAT recomendará ao Secretário Cultura a concessão do título de Mestre das Artes e Saberes da Cultura do Estado de São Paulo a personalidades consagradas por sua comunidade ou portadora de conhecimento excepcional e indispensável para a perpetuação da prática cultural. Parágrafo único - O título a que se refere este Art. terá seu procedimento e requisitos para concessão regulamentados por Resolução do Secretário da Cultura. SEÇÃO XII Disposições Finais Art Cabe à Secretaria Cultura e ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado - CONDEPHAAT promover a ampla divulgação e promoção do bem cultural registrado por meio de publicações impressas ou eletrônicas, exposições, vídeos e qualquer outro meio. Art As despesas decorrentes da execução deste decreto correrão por conta de dotação orçamentária própria da Secretaria da Cultura. Art Este decreto entra em vigor na data de sua publicação. Palácio dos Bandeirantes, 17 de outubro de 2011 Geraldo Alckmin Angelo Andréa Matarazzo Secretário da Cultura Sidney Estanislau Beraldo Secretário-Chefe da Casa Civil Publicado na Casa Civil, aos 17 de outubro de

7 ICMS - IPI E OUTROS TRIBUTOS - SÃO PAULO PROGRAMA PAULISTA DA AGRICULTURA DE INTERESSE SOCIAL PPAIS - CRIAÇÃO LEI Nº , de (DOE de ) Cria o Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social - PPAIS O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei: Art. 1º - Fica criado o Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social - PPAIS, voltado aos agricultores familiares, assim considerados os que atendem aos requisitos da Lei federal nº , de 24 de julho de 2006, bem como às respectivas associações e cooperativas. Art. 2º - São objetivos do PPAIS: I - fomentar a organização e modernização da produção e melhorar o escoamento dos produtos da agricultura familiar; II - estimular a produção da agricultura familiar, contribuindo para a prática de preços adequados e ampliação do mercado de consumo; III - favorecer a aquisição dos produtos provenientes da agricultura familiar nas compras realizadas pelos órgãos públicos estaduais. Art. 3º - A administração do PPAIS caberá a uma Comissão Gestora, que deverá ser integrada por representantes: I - da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, que a presidirá; II - da Casa Civil; III - da Secretaria da Administração Penitenciária; IV - da Secretaria da Agricultura e Abastecimento; V - da Secretaria do Desenvolvimento Social; VI - da Secretaria da Educação; VII - da Secretaria da Saúde; VIII - da Procuradoria Geral do Estado; IX - da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo ITESP; X - da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral - CATI; XI - da Fundação Prefeito Faria Lima - CEPAM; XII - das entidades de agricultores, com 1 (um) representante indicado pelo Conselho Estadual do Desenvolvimento da Agricultura Familiar CEDAF; OUTUBRO - Nº 43/2011 XIII - do Poder Legislativo Estadual, com 1 (um) representante dotado de reconhecida capacidade técnica e administrativa, indicado pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, no prazo de 90 (noventa) dias contados da data da instalação ou da data da vacância, observadas as disposições pertinentes do regimento. 1º - Os membros da Comissão Gestora serão designados por decreto. 2º - A organização e o funcionamento da Comissão Gestora serão estabelecidos no seu Regimento Interno, que deverá ser elaborado no prazo de 30(trinta) dias, a contar da data de designação de seus membros. Art. 4º - Para a consecução dos objetivos a que se refere o art. 2º desta lei, deverão os órgãos do Estado empregar, no mínimo, 30% (trinta por cento) dos recursos destinados à aquisição de gêneros alimentícios, in natura ou manufaturados, para hospitais públicos, presídios, escolas públicas, instituições de amparo social e outras entidades, na compra direta, mediante chamada pública, da produção da agricultura familiar. 1º - A condição de agricultor familiar será verificada segundo os requisitos a que se refere o Art. 1º desta lei, e será comprovada mediante declaração a ser expedida pelo ITESP ou pela CATI. 2º - A aquisição de gêneros alimentícios na forma disposta no caput deste Art. poderá ser feita até o valor máximo de R$ ,00 (doze mil reais) por ano, por agricultor, salvo quando se tratar de aquisição efetuada de associação ou cooperativa, hipótese em que esse valor deverá ser multiplicado pelo número de seus integrantes. 3º - A observância de reserva do percentual de 30% (trinta por cento) a que se refere o caput deste Art. poderá ser dispensada nos seguintes casos: 1 - não atendimento das chamadas públicas pelos agricultores ou suas organizações; 2 - impossibilidade de emissão do documento fiscal correspondente pelo agricultor ou sua organização; 3 - inviabilidade de fornecimento regular e constante dos gêneros alimentícios por parte dos agricultores ou suas organizações; 4 - incidência de pragas ou acidente natural que resulte na perda da produção dos agricultores familiares; 5 - condições higiênicosanitárias inadequadas. 4º - O valor máximo estabelecido por ano, por produtor, para a aquisição de gêneros alimentícios nos termos do 2º deste Art., deverá ser reajustado anualmente, por decreto, com base em estudos e indicação da Comissão Gestora. Art. 5º - As despesas resultantes da aplicação desta lei correrão à conta das dotações próprias consignadas no orçamento vigente, ficando o Poder Executivo autorizado a abrir, para o corrente exercício, se necessário, créditos suplementares, mediante a utilização de recursos nos termos do 1º do Art. 43 da Lei federal nº 4.320, de 17 de março de

8 OUTUBRO - Nº 43/2011 Art. 6º - Esta lei será regulamentada no prazo de 60 (sessenta) dias, contados a partir da sua publicação. Art. 7º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Palácio dos Bandeirantes, 14 de outubro de Geraldo Alckmin Eloisa de Sousa Arruda Secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania Andrea Sandro Calabi Secretário da Fazenda Emanuel Fernandes Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional Sidney Estanislau Beraldo Secretário-Chefe da Casa Civil Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 14 de outubro de CONSUMO DE BEBIDA ALCOÓLICA MENORES DE 18 ANOS - DISPOSIÇÕES LEI Nº , de (DOE de ) Proíbe vender, ofertar, fornecer, entregar e permitir o consumo de bebida alcoólica, ainda que gratuitamente, aos menores de 18 (dezoito) anos de idade, e dá providências correlatas. O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei: Art. 1º - Fica proibido, no Estado de São Paulo, vender, ofertar, fornecer, entregar e permitir o consumo de bebida alcoólica, ainda que gratuitamente, aos menores de 18 (dezoito) anos de idade. Parágrafo único - A proibição estabelecida no caput compreende a do uso de bebidas alcoólicas como premiação aos menores de 18 (dezoito) anos de idade em quermesses, clubes sociais, instituições filantrópicas, casas de espetáculos, feiras, eventos ou qualquer manifestação pública. Art. 2º - A proibição prevista no Art. 1º desta lei implica o dever de cuidado, proteção e vigilância por parte dos empresários e responsáveis pelos estabelecimentos comerciais, fornecedores de produtos ou serviços, seus empregados ou prepostos, que devem: I - afixar avisos da proibição de venda, oferta, fornecimento, entrega e permissão de consumo de bebida alcoólica, ainda que gratuitamente, aos menores de 18 (dezoito) anos, em tamanho e local de ampla visibilidade, com expressa referência a esta lei e ao Art. 243 da Lei federal nº 8.069, de 13 de julho de 1990, constando a seguinte advertência: ICMS - IPI E OUTROS TRIBUTOS - SÃO PAULO A BEBIDA ALCOÓLICA PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA QUÍMICA E, EM EXCESSO, PROVOCA GRAVES MALES À SAÚDE ; II - utilizar mecanismos que assegurem, no espaço físico onde ocorra venda, oferta, fornecimento, entrega ou consumo de bebida alcoólica, a integral observância ao disposto nesta lei; III - zelar para que nas dependências de seus estabelecimentos comerciais não se permita o consumo de bebidas alcoólicas por pessoas menores de 18 (dezoito) anos. 1º - Os avisos de proibição de que trata o inciso I deste Art. serão afixados em número suficiente para garantir sua visibilidade na totalidade dos respectivos ambientes, conforme regulamentação a ser expedida pelo Poder Executivo. 2º - Nos estabelecimentos que operam no sistema de autosserviço, tais como supermercados, lojas de conveniência, padarias e similares, as bebidas alcoólicas deverão ser dispostas em locais ou estandes específicos, distintos dos demais produtos expostos, com a afixação da sinalização de que trata o inciso I deste Art. no mesmo espaço. 3º - Além das medidas de que trata o inciso II deste Art., os empresários e responsáveis pelos estabelecimentos comerciais e seus empregados ou prepostos deverão exigir documento oficial de identidade, a fim de comprovar a maioridade do interessado em consumir bebida alcoólica e, em caso de recusa, deverão abster-se de fornecer o produto. 4º - Cabe aos empresários e responsáveis pelos estabelecimentos comerciais e os seus empregados ou prepostos comprovar à autoridade fiscalizadora, quando por esta solicitado, a idade dos consumidores que estejam fazendo uso de bebidas alcoólicas nas suas dependências. 5º - vetado. Art. 3º - As infrações das normas desta lei ficam sujeitas, conforme o caso, às seguintes sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil ou penal e das definidas em normas específicas: I - multa; II - interdição. Parágrafo único - As sanções previstas neste Art. poderão ser aplicadas cumulativamente, inclusive por medida cautelar, antecedente ou incidente, de procedimento administrativo. Art. 4º - A multa será fixada em, no mínimo, 100 (cem) e, no máximo, (cinco mil) Unidades Fiscais do Estado de São Paulo UFESPs para cada infração cometida, aplicada em dobro na hipótese de reincidência, observada a seguinte gradação: I - para as infrações de natureza leve, assim consideradas as condutas contrárias ao disposto no inciso I e no 1º do Art. 2º: a) 100 (cem) UFESPs, em se tratando de fornecedor optante pelo 381

9 ICMS - IPI E OUTROS TRIBUTOS - SÃO PAULO Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar federal nº 123, de 14 de dezembro de 2006; b) 500 (quinhentas) UFESPs, para fornecedor que não se enquadre na hipótese da alínea a e cuja receita bruta anual seja igual ou inferior a (seiscentas e cinquenta mil) UFESPs; c) (mil e quinhentas) UFESPs, para fornecedor cuja receita bruta anual seja superior a (seiscentas e cinquenta mil) UFESPs; II - Para as infrações de natureza média, assim consideradas as condutas contrárias ao disposto no inciso II e no 2º do Art. 2º desta lei: a) 150 (cento e cinquenta) UFESPs, em se tratando de fornecedor optante pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar federal nº 123, de 14 de dezembro de 2006; b) 750 (setecentas e cinquenta) UFESPs, para fornecedor que não se enquadre na hipótese da alínea a e cuja receita bruta anual seja igual ou inferior a (seiscentas e cinquenta mil) UFESPs; c) (duas mil) UFESPs, para fornecedor cuja receita bruta anual seja superior a (seiscentas e cinquenta mil) UFESPs; III - Para as infrações de natureza grave, assim consideradas as condutas contrárias ao disposto no Art. 1º e no Art. 2º, inciso III e 3º e 4º, desta lei: a) 200 (duzentas) UFESPs, em se tratando de fornecedor optante pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar federal nº 123, de 14 de dezembro de 2006; b) (mil) UFESPs, para fornecedor que não se enquadre na hipótese da alínea a e cuja receita bruta anual seja igual ou inferior a (seiscentas e cinquenta mil) UFESPs; c) (duas mil e quinhentas) UFESPs, para fornecedor cuja receita bruta anual seja superior a (seiscentas e cinquenta mil) UFESPs. Art. 5º - A sanção de interdição, fixada em no máximo 30 (trinta) dias, será aplicada quando o fornecedor reincidir nas infrações dos Art.s 1º e 2º, inciso III e 3º e 4º, desta lei. Art. 6º - Na hipótese de descumprimento da sanção de interdição, ou se for verificada nova infração do disposto nesta lei, será oficiada a Secretaria da Fazenda, que deverá proceder à instauração de processo para cassação da eficácia da inscrição do fornecedor infrator no cadastro de contribuintes do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS, consoante disposto na Lei nº , de 19 de janeiro de OUTUBRO - Nº 43/2011 Art. 7º - Considera-se reincidência a repetição de infração de quaisquer das disposições desta lei, desde que imposta a penalidade por decisão administrativa irrecorrível. Parágrafo único - Para os fins do disposto no caput deste Art., não se considera a sanção anterior se entre a data da decisão administrativa definitiva e a da infração posterior houver decorrido período de tempo superior a 5 (cinco) anos. Art. 8º - A fiscalização do disposto nesta lei será realizada pelos órgãos estaduais de defesa do consumidor e de vigilância sanitária, nos respectivos âmbitos de atribuições, os quais serão responsáveis pela aplicação das sanções decorrentes de infrações às normas nela contidas, mediante procedimento administrativo, assegurada ampla defesa. Art. 9º - Passam a vigorar com a seguinte redação os dispositivos adiante indicados da Lei nº , de 19 de janeiro de 2007: I - o Art. 1º: Art. 1º - Será cassada a eficácia da inscrição, no cadastro de contribuintes do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS, dos fornecedores de produtos ou serviços que venderem, oferecerem, fornecerem, entregarem ou permitirem o consumo de bebidas alcoólicas, ainda que gratuitamente, aos menores de 18 (dezoito) anos de idade, ou forem flagrados consentindo com o uso ou com a comercialização de drogas. (NR); II - o Art. 2º: Art. 2º - A não conformidade a que se refere o Art. 1º desta lei será apurada na forma prevista em regulamento. (NR) Art O Poder Executivo realizará ampla campanha educativa nos meios de comunicação, para esclarecimento sobre os deveres, proibições e sanções impostos por esta lei. Art Caberá ao Poder Executivo implementar política de prevenção e atenção às pessoas usuárias e às pessoas dependentes da ingestão de bebidas alcoólicas. Art As despesas decorrentes da aplicação desta lei correrão à conta das dotações próprias consignadas no orçamento, suplementadas se necessário. Art Esta lei entra em vigor no prazo de 30 (trinta) dias após a data de sua publicação, ficando revogada a Lei nº , de 11 de janeiro de Palácio dos Bandeirantes, 19 de outubro de Geraldo Alckmin Giovanni Guido Cerri Secretário da Saúde 382

10 OUTUBRO - Nº 43/2011 Sidney Estanislau Beraldo Secretário-Chefe da Casa Civi Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 19 de outubro de SIEDESC - MÓDULO DE GESTÃO POR INDICADORES REGULAMENTAÇÃO RESOLUÇÃO SF Nº 67, de (DOE de ) Regulamenta o módulo de Gestão por Indicadores do Sistema de Informações das Entidades Descentralizadas Siedesc. O SECRETÁRIO DA FAZENDA, Considerando a necessidade da Coordenadoria de Entidades Descentralizadas e de Contratações Eletrônicas Cedc, de, no exercício das suas atribuições e competências, dispor de instrumentos de suporte às atividades de controle e acompanhamento da Administração Indireta do Estado, bem como de apoio ao Conselho de Defesa dos Capitais do Estado Codec; Considerando o disposto no Decreto nº de 24 de março de 2011, que dispõe sobre a implementação de Programas de Participação nos Lucros ou Resultados, resolve: Art. 1º - Fica instituído o módulo de Gestão por Indicadores dentro do Sistema de Informações das Entidades Descentralizadas Siedesc, destinado ao registro de indicadores de gestão e acompanhamento de metas, com as seguintes funcionalidades: I Painel de Indicadores; II Pensamento Estratégico; III Metas; Parágrafo único a utilização do módulo de Gestão por Indicadores do Siedesc é obrigatória para as entidades que possuírem Programas de Participação nos Lucros ou Resultados. Art. 2º - As empresas das quais o Estado detenha direta ou indiretamente o controle acionário deverão inserir e manter atualizadas as informações referidas no Art. 1º a partir do prazo de 30 dias, contados da vigência desta Resolução: Art. 3º - o sistema será acessado por intermédio da Internet, no sítio da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo para inclusão, atualização ou consulta das informações referidas no Art. 1º. Parágrafo único Os usuários do módulo de Gestão por Indicadores, nas entidades, somente terão acesso ao sistema com a utilização de senha, a qual possuirá permissões específicas atribuídas de acordo com o perfil solicitado pelo responsável da entidade. Art. 4º - a análise técnica envolvendo pleitos apresentados pelas ICMS - IPI E OUTROS TRIBUTOS - SÃO PAULO entidades ao Conselho de Defesa dos Capitais do Estado Codec, bem como a liberação de recursos financeiros solicitados, ficam condicionadas à inserção e atualização dos dados requeridos pelo Siedesc. Art. 5º - a inserção dos dados pertinentes ao módulo de Gestão por Indicadores deverá ser feita: I - até o dia 10 do mês seguinte àquele em que forem definidas ou alteradas as informações referentes às funcionalidades Pensamento Estratégico e Metas, excetuados os resultados obtidos para as metas; II - até o dia 10 do mês seguinte ao encerramento dos trimestres do ano civil para as informações referentes aos resultados obtidos para as metas, constantes da funcionalidade Metas. III até 30 de setembro do ano anterior ao período de apuração, no caso de apresentação de proposta para implantação de Programas de Participação nos Lucros ou Resultados nos termos do Decreto nº /11, para as informações referentes à funcionalidade Metas, excetuados os resultados obtidos para as metas; IV até 31 de março do ano de apuração a que se referirem os Programas de Participação nos Lucros ou Resultados cuja implantação tenha sido autorizada com alterações em relação à proposta inicial, nos termos do Decreto nº /11, para as informações referentes à funcionalidade Metas, excetuados os resultados obtidos para as metas. Art. 6º - A integridade, a veracidade e a atualização dos dados cadastrados no Siedesc são de inteira responsabilidade das entidades. Art. 7º - a presente resolução entra em vigor na data de sua publicação. RECEITA CORRENTE LÍQUIDA - AGOSTO/2011 DIVULGAÇÃO RESOLUÇÃO SF Nº 68, de (DOE de ) Divulga o valor da Receita Corrente Líquida de agosto de O SECRETÁRIO DA FAZENDA, em cumprimento ao disposto no parágrafo 2º do Art. 1º do Decreto nº , de 30 de dezembro de 2009, RESOLVE: Art. 1º - para efeito da apuração do depósito mensal ao regime especial de pagamento de precatórios, de que trata a Emenda Constitucional nº 62/2009, o valor da receita corrente líquida de agosto de 2011, apurado pela somatória das receitas arrecadadas no mês em referência e nos onze anteriores, é de R$ ,32 (cento e quatro bilhões, novecentos e cinquenta e oito milhões, quinhentos e trinta e quatro mil, cento e oito reais e trinta e dois centavos). Art. 2º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação. 383

11 ICMS - IPI E OUTROS TRIBUTOS - SÃO PAULO OUTUBRO - Nº 43/2011 TELEFONES PARA CONSULTORIA INFORMARE ACRE Rio Branco - Capital (62) BAHIA Salvador - Capital (71) CEARÁ Fortaleza - Capital (41) ESPÍRITO SANTO Vitória - Capital (27) DISTRITO FEDERAL Brazilândia, Paranoá, Planaltina, Taguatinga, Gama, Sobradinho, Ceilândia, Guará, Núcleo Bandeirante, Samambaia, Cruzeiro, Santa Maria, Recanto das Emas, Riacho Fundo, São Sebastião, Cidade Ocidental, Lusiânia, Novo Gama, Valparaiso de Goiás, Parque Estrela D água, Jardim do Ingá, Céu Azul, Cedro, Cruzeiro, Jardim Planalto, Jóquei Club, Lado Azul, Pacaembu, Parque Alvorada I, Pedregal I, Pedregal II, Povoado Mesquita, Cidade Osfaya, Maniratuba, (61) Parque Sol Nascente, Distrito Industrial de Luziani, Estância D Oeste, Três Vendas, Expansão do Novo Gama, Parque Ipê, Parque Santa Rita de Cássia, Americanos, Mandiocal, Mato Grande, Gamelas, Capelinha, Ribeirão das Taipas, Gamelas de Baixo, Vila Zeina, América do Sul, Jardim Bandeirantes, Bairro Grande Vale, Bairro Residencial Alvorada, Bairro Núcleo Residencial Brás, Bairro Vale das Andorinhas e Bairro Jardim Edite. GOIÁS Aragoiania, Goianira, Senador Ganedo, Trindade, Aparecida de Goiânia, Abadia de Goias, Oloana, (62) Santa Maria, Santa Amalia, Ribeirão do Meio, Vila Rica, Cedro, Serra Abaixo e Aragonia. MATO GROSSO Cuiabá - Capital (65) MATO GROSSO DO SUL Campo Grande - Capital (67) Belo Horizonte - Capital MINAS GERAIS (31) (31) Betim - Contagem - Ibirite - Nova Lima - Ribeirão Das Neves - Sabara - Sete Lagoas - Santa Luzia - (31) Vespasiano Juiz de Fora (32) Governador Valadares (33) (33) Uberlândia (34) Araguari - Arapora - Araxa - Campina Verde - Campo Florido - Canapolis - Capinopolis - Carmo Do Paranaiba - Carneirinho - Centralina - Conceicao Das Alagoas - Frutal - Itapagipe - Ituiutaba - Iturama - Lagoa Grande - Lagoa Formosa - Limeira Do Oeste - Nova Ponte - Patos De Minas - Patrocinio - Planura - (34) Prata - Presidente Olegario - Rio Paranaiba - Santa Juliana - Santa Vitoria - Sao Francisco De Sales - Tupaciguara - Uberaba - Uberlandia - Uniao De Minas - Usina Mascarenhas De Moraes - Vazante - Zelandi Areado - Ibiraci - Monte Santo de Minas (35) Ibiraci (35) Araujos - Campos Altos - Corrego Danta - Divinopolis -Iguatama- Luz - Nova Serrana - (37) Papagaios - Para de Minas - Pitangui PARÁ Belém - Capital (41) Curitiba - Capital PARANÁ (41) (41) Almirante Tamandare - Araucária - Campo Largo - Campo Magro - Colombo - Curitiba - Fazenda (41) Rio Grande - Pinhais - Piraquara - São José Dos Pinhais Paranaguá (41) Londrina (43) Maringá (44) (44) Cascavel (45) RIO DE JANEIRO (21) Rio de Janeiro - Capital (21) (21) Belford Roxo - Duque de Caxias - Mage - Mesquita - Nilópolis - Niterói - Nova Iguaçu - Queimados - São (21) Gonçalo - São João do Meriti - Seropedica Macaé - Nova Friburgo (22) RIO GRANDE DO SUL Porto Alegre (51) Osório (51) Três Coroas (51) Rio Grande (53) Bento Gonçalves (54) Canela (54) Carlos Barbosa (54) Caxias (54) Flores da Cunha (54) Farroupilha (54) Gramado (54) Nova Petrópolis (54) Nova Prata (54) Passo Fundo (54) São Marcos (54) Veranópolis (54) RONDÔNIA Porto Velho - Capital (62) SANTA CATARINA Florianópolis (48) Blumenau (47) Joinvile (47) SÃO PAULO São Paulo - Capital (11) (11) Barueri - Biritiba-Mirim - Caieras - Cajamar - Carapicuiba - Cotia - Diadema - Embu - Embu-Guaçu - Ferraz de Vasconcelos - Francisco Morato - Franco da Rocha - Guararema - Guarulhos - Itapecerica da Serra - Itapevi - Itaquaquecetuba - Jandira - Juquitiba - Mairipora - Maua - Moji Das Cruzes - Osasco - Pirapora (11) do Bom Jesus - Poa - Ribeirão Pires - Rio Grande da Serra - Salesópolis - Santa Izabel - Santana De Parnaiba - Santo Andre - São Bernardo do Campo - São Caetano do Sul - São Lorenço Da Serra - Suzano - Taboão da Serra - Vargem Grande Paulista Atibaia (11) Jundiaí (11) Jundiaí - Itupeva - Campo Limpo Paulista - Varzéa (11) Paulista Itu (11) (12) São José Dos Campos (12) (12) São José Dos Campos - Jacareí - Roseira (12) Pindamonhangaba (12) Santos (13) (13) Cubatão - Guarujá - Itanhaem - Mongagua - Peruíbe (13) Praia Grande - Santos - São Vicente Bauru (14) Marília (14) Sorocaba (15) Tieté (15) Araraquara (16) Franca (16) Ribeirão Preto (16) (16) Aramina - Batatais - Brodosqui - Buritizal - Cravinhos - Franca - Guara - Guatapara - Pua - Ituverava - Jaboticabal - Jardinópolis - Morro Agudo - Sales Moreira (16) São Carlos - São Joaquim da Barra - São Simão - Sertãozinho São José do Rio Preto - Catanduva - Colombia - Guaíra (17) São José do Rio Preto (17) Araçatuba (18) Presidente Prudente (18) Campinas (19) Indaiatuba (19) Araras (19) Americana - Campinas - Hortolândia - Limeira - Nova Odessa - Paulinia - Indaiatuba - Santa Bárbara (19) D'Oeste - Sumare - Valinhos - Vinhedo Piracicaba (19) Vinhedo (19) Suporte Internet: (41) /

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