MARCELO CORRÊA DA SILVA

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇAO MARCELO CORRÊA DA SILVA INVESTIMENTO EM ERP: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE AS SOLUÇÕES ON PREMISE, HOSTED E SaaS Natal, RN 2012

2 MARCELO CORRÊA DA SILVA INVESTIMENTO EM ERP: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE AS SOLUÇÕES ON PREMISE, HOSTED E SaaS Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Coordenação do curso de graduação em Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Administração. Orientador: Manoel Veras de Sousa Neto, Dr. Natal, RN 2012

3 Catalogação da Publicação na Fonte. UFRN / Biblioteca Setorial do CCSA Silva, Marcelo Corrêa da. Investimento em ERP: estudo comparativo entre as soluções On Premise, Hosted e SaaS / Marcelo Corrêa da Silva. Natal, RN, f. : il. Orientador: Prof. Dr. Manoel Veras de Souza Neto. Monografia (Graduação em Administração) Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Centro de Ciências Sociais Aplicadas. Departamento de Ciências Administrativas. 1. Sistema de informação Monografia. 2. Sistemas de gestão integrados - Monografia. 3. Tecnologia da informação Monografia. 4. Tomada de decisão Monografia. I. Souza Neto, Manoel Veras de. II. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. III. Título. RN/BS/CCSA CDU 658:004.2

4 MARCELO CORRÊA DA SILVA INVESTIMENTO EM ERP: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE AS SOLUÇÕES ON PREMISE, HOSTED E SaaS Monografia apresentada e aprovada em 18 de dezembro de 2012 pela Banca Examinadora composta pelos seguintes membros: Manoel Veras de Sousa Neto, Dr. - UFRN Orientador Anatália Saraiva Martins Ramos, Dra. - UFRN Examinadora Iris Linhares Pimenta, MSc. - UFRN Examinadora

5 Dedico este trabalho à minha família e todos aqueles que de alguma forma contribuíram para a sua realização, em especial meus filhos e minha querida esposa, pelo apoio e paciência em gerenciar o dia-a-dia da família.

6 AGRADECIMENTOS É como muita satisfação que faço os agradecimentos a todos aqueles que acreditaram na minha jornada durante a evolução deste trabalho, o qual durante meses me fez refletir sobre o estar aqui hoje. É um momento que representa o somatórios de todas as coisas que aconteceram para a realização de um propósito maior. Agradeço a minha mãe pelo esforço, carinho e que, apesar das dificuldades, me deu a oportunidade de trilhar pelos os bons caminhos da vida, que me fez chegar a este trabalho. A minha querida esposa Mônica e aos meus filhos Marianna e Miguel pelo carinho e paciência nos momentos de estudos, pelo o apoio que recebi nos instantes mais difíceis para que esse trabalho pudesse ser concluído com na mais perfeita harmonia, a eles quero agradecer e dedicar este trabalho, pois são a fonte da minha expiração. A Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN e todos que dela fazem parte e contribuíram direto ou indiretamente durante a minha formação, ao alunos, funcionários, em especial aos docentes com os quais interagi, pelo bom trabalho desempenhado e pelos os ensinamentos técnicos que delinearam a jornada pela qual decidi trilhar. Obrigado por fazer parte desse universo, que considero fonte do conhecimento. Agradeço em especial a o meu orientador Professor Dr. Manoel Veras pela dedicação, apoio e incentivo em criar algo inovador, pela sua preocupação em gerar conhecimento em campos poucos explorados, pela paciência, perseverança em ampliar minha visão crítica em momentos de cobranças que só me fizeram crescer, sobretudo, pela confiança depositada neste belo trabalho. Enfim, agradeço a todas as pessoas com as quais me relacionei e proporcionaram momentos de aprendizado e troca de conhecimento, que contribuíram de alguma forma para meu desenvolvimento, enquanto aluno, ao logo da minha trajetória no curso de graduação.

7 Em todas as coisas o sucesso depende de uma preparação prévia, e sem tal preparação o falhanço é certo. Confúcio

8 RESUMO Este trabalho apresenta um estudo comparativo entre três modelagens de implantação de ERP (Enterprise Resources Planning) existente no mercado, adquiridos como licenças instaladas on-premise (instalado no local), hosted e os adquiridos sob demandas no formato de SaaS (Software as a Service), baseado em Cloud Computing. Foram considerados os aspectos técnicos e econômicos no que diz respeito às vantagens e desvantagens, de acordo com as necessidades empresariais, na busca de escolher a melhor alternativa. Foi aplicado o método de análise multicritério AHP (Analitical Hierarchy Process). Avaliou-se cada solução ERP com base em quatro critérios, que influenciam fortemente no processo de escolha de um software dessa natureza como implantação, custo, flexibilidade e segurança. Para cada critério foram definidos subcritérios afim de refinar a análise multicritério. Verificou-se as funcionalidades de cada solução ERP, com base nos atributos selecionados, ponderando as preferências através da escala de Saaty. Todas as soluções foram comparadas par a par de acordo com o método adotado. Os primeiros resultados da análise destacou os índices de preferências de cada alternativa, os quais foram analisados e testados através da análise de sensibilidade, onde foram observados as variações dos índices de preferência. A alternativa em hosting, obteve o maior índice de preferência de um modo geral, sem considerar o teste de sensibilidade. A solução on premise apresentou um baixo índice de preferência em quase todos os subcritérios selecionados se destacando no critério flexibilidade. O aspecto relacionado ao custo mostrou que a solução hosted e SaaS, se apresentaram como as melhores opções de escolha como investimento em sistemas dessa natureza. Palavras chaves: Solução ERP. SaaS. Cloud Computing.

9 ABSTRACT This research is a comparative study between two ERP modeling (Enterprise Resources Planning) available at the market, the model on premise, hosted and the SaaS format (Software as a Service) based on Cloud Computing. The technical and economic aspects regarding the advantages and disadvantages were considered according to business needs, in search to bring a way to understand what the most appropriate solution. Were applied the method of analysis multicriteria AHP (Analitical Hierarchy Process). Each ERP solution was evaluated based on four criteria, which strongly influence the process of choosing a software of this nature such as deployment, cost, flexibility and security. For each criterion were defined subcriteria in order to refine the analysis multicriteria. It was found that the features of each ERP solution, based on the attributes selected, pondering the preferences through the scale of Saaty. All solutions were compared in pair by pair in the accordance with the method used. The first results of the analysis were showed the indices of preferences of each alternative, which were analyzed and tested by means of sensitivity analysis, where were observed variations in the rates of preference. The alternative in hosting, obtained the highest index of preference of a general way, without considering the sensitivity test. The solution on site presented a low index of preference in almost all subcriteria selected if highlighting in flexibility. The aspect related to cost showed that the solution hosted and SaaS, if them presented as the best options to choose how investment in systems of this kind. Keywords: ERP Solution. SaaS. Cloud Computing.

10 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO SISTEMA DE INFORMAÇÃO INTEGRADO NAS ORGANIZAÇÕES PROBLEMAS DE PESQUISA Geral Específicos JUSTIFICATIVAS DO ESTUDO REFERENCIAL TEÓRICO SISTEMAS DE INFORMAÇÃO (SI)- NECESSIDADE E IMPORTÂNCIA CLASSIFICAÇÕES DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Principais Sistemas de Informação SPT Sistemas de Processamento de Transações SIG- Sistema de Informações Gerenciais SSD- Sistema de Suporte a Decisão SSE- Sistema de Suporte Executivo SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO ERP (ENTERPRISE RESOURCE PLANNING) Origem e Evolução dos ERP Mercado de ERP Flexibilidade do ERP Módulos específicos ou verticais e Módulos customizados Ciclo de vida de um sistema ERP Metodologias para seleção de sistemas ERP Formas de aquisição e implantação de ERP Características vantagens e desvantagens CLOUD COMPUTING CONCEITOS TIPOS DE CLOUD DATACENTER VIRTUALIZAÇÃO GOVERNANÇA SERVIÇOS BASEADOS EM NUVEM Cloud Infrastructure (IaaS) Infraestructure as a Service Cloud Plataform (PaaS) Platforms as a Service Cloud Aplication (SaaS) Software as a Service ERP no formato de SaaS... 39

11 3. METODOLOGIA FASES DA PESQUISA Método comparativo COMPARAÇÃO DE ERP NO MODELO SAAS, ON-PREMISE E EM HOSTING DEFININDO O MÉTODO DE AVALIAÇÃO MÉTODO AHP UTILIZAÇÃO DO EXPERTCHOICE Critério Implantação Trabalhos preliminares Critério Custo Critério Flexibilidade Critério segurança RESULTADOS DA AVALIAÇÃO ANÁLISES DE SENSIBILIDADE CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS... 68

12 11 1. INTRODUÇÃO 1.1 APRESENTAÇÃO Este trabalho nasceu da necessidade de entender as principais diferenças entre os sistemas de gestão integrados ERP Enterprise Resource Planning, na ótica de investimento, on premise (instalado no local), hosting (hospedado, instalado em servidores de terceiros) e a solução no formato de SaaS Service as a Service, baseado Cloud Computing, afim de ajudar a dirimir dúvidas na hora de escolher qual a melhor solução a ser implantada. Para um bom entendimento sobre o assunto, se faz necessário conhecer a história e os conceitos das tecnologias que influenciaram o surgimento dos sistemas ERP. A crescente necessidade de desenvolver e aprimorar novas tecnologias voltadas para as atividades comerciais na década de 80 gerou a necessidade de interação entre as áreas de negócios, dentro e fora das organizações, criando assim novas formas de comunicações entre as diferentes áreas da sociedade, sobre tudo nas relações empresariais. No intuito de ratificar essa necessidade de interação dos negócios, começaremos a entender e conceituar sobre as tecnologias disponíveis que viabilizam a gestão integrada dentro das organizações. Para Caiçara Júnior (2008, p. 83) a integração dos sistemas de informação acabam com as barreiras existentes entre os próprios departamentos e entre as sedes e os departamentos, e reduz a duplicação de esforços. A tecnologia da informação (TI) é o meio que propicia a utilização de novas ferramentas, no entanto essa é uma área que sofre enorme transformação e a uma velocidade relativamente alta. Neste sentido, o surgimento de novas tecnologias de hardwares e softwares, gera a necessidade de upgrade, isto é, a atualização dos sistemas existente se faz necessário sempre que houver avanços de tecnologias, além disso, inovação tecnológica requer altos investimentos financeiros. Buscar alternativas seguras e baratas que minimizem as mudanças bruscas durante a implantação de novas tecnologias é um desafio constante paras as organizações. Os sistemas de informações do tipo ERP estão presentes em todas as empresas que necessitam gerir grandes quantidades de informações. Esses sistemas custam caros e estão susceptíveis a inovações tecnológicas, por este motivo, podem ser motivos de sucesso ou fracasso de uma organização. A finalidade do presente trabalho é fazer uma comparação, sob o ponto de vista de investimento, entre os sistemas de gestão integrado ERP na sua forma tradicional adquiridos em forma de pacotes fechados, instalados no local (On Premise) ou em servidores (Hosting) e o ERP no formato de SaaS Software as a Service, oferecido em nuvem, sob demanda (On

13 12 Demand). Para tanto é necessário fazer uma revisão da literatura de modo que se possa caracterizar um sistema de informação, seguindo uma sequência evolutiva, buscando entender as origens do ERP e suas transformações até chegar a um ponto onde se adentre pela conceituação de computação na nuvem. O trabalho está dividido em cinco capítulos onde o primeiro capítulo faz uma introdução contextualizando o assunto seguido de uma abordagem sobre sistema integrado de gestão, discorre a respeito do problema, delimita os objetivos geral e específico e justifica a finalidade do estudo. O segundo capítulo, faz uma revisão bibliográfica em um refencial teórico que conduz uma análise sintética da literatura explorando as tecnologias que deram origem ao ERP, em seguida se faz introdução de sistemas em nuvem passando pelo conceito de Cloud Computing, no intuito de conduzir a compreensão do ERP na forma de SaaS. É feito ainda uma modesta abordagem sobre, datacenters, virtualização e governança corporativa, na intenção de prover o mínimo de conhecimento sobre o assunto, finalizando com serviços baseados em nuvem. O terceiro capítulo trata da metodologia proposta e aplicada, o modelo de pesquisa utilizado no estudo. O quarto capítulo trata do estudo comparativo em si, fazendo uma abordagem nobre a as soluções ERP on premise, hosting e no formato de SaaS, demonstrando as vantagens e desvantagens de cada modelo. O quinto capítulo, ao tratar as considerações finais, faz uma inferência sobre a comparação, em seguida são apresentadas as referências bibliográficas utilizadas na composição do trabalho. 1.2 SISTEMA DE INFORMAÇÃO INTEGRADO NAS ORGANIZAÇÕES O desenvolvimento tecnológico propiciou a integração das organizações fazendo com que a disseminação da informação seja rápida e segura, além de deixá-la disponíveis aos grupos de interesse a todo o momento e de forma simultânea, objetivando a uniformização da informação nos processos de negócios, principalmente quando as organizações são distribuídas geograficamente. É fundamental para que a integração ocorra de fato, que a organização tenha a sua disposição um sistema de informação capaz de suportar, armazenar e disponibilizar uma grande quantidade de dados dentro da própria organização, para isso se faz necessário dispor de uma estrutura de tecnologia da informação (TI) robusta. Conseguir que uma companhia tenha suas operações mundiais integradas pela TI é sem dúvida uma grande vantagem em termos de gestão. (HEHN 1999, p 33). Neste sentido, as empresas que

14 possuem uma gestão integrada tornam-se mais competitivas, pois conseguem tomar decisões mais rápidas que suas concorrentes. A integração ultrapassa os limites das organizações já que o mundo corporativo requer troca de informação em todo momento e em tempo real. O fluxo de informação deve ocorrer em todos os níveis e em todos os setores, seja público, privado ou não governamental, deve ocorrer em qualquer parte do mundo. Hehn (1999, p.33) ratifica a importância da integração ao dizer que: Ao estender a integração para toda uma cadeia de valor, em que diversas empresas, numa relação cliente/fornecedor, passam a estar integradas através de seus sistemas informatizados, podemos obter resultados incríveis de agilidade, sinergia e redução de ciclos. Destaca ainda Aundy (2005, p. 123) sobre a integração dos processos de negócios: A evolução dos modelos de gestão da produção, desde o controle de estoque de materiais até a gestão da cadeia de suprimentos, é caracterizada pela crescente integração entre os processos de negócio. Essa integração é um dos principais objetivos perseguidos pelas organizações e um dos papeis desempenhados pelos sistemas de informações que funcionam como uma ponte que articula a tecnologia aos negócios Os sistemas de gestão integrada interferem profundamente nos objetivos das corporações de modo que a escolha do melhor modelo e tecnologia, impacta diretamente nos resultados esperados, isto é, poderá causar lucros ou prejuízos. Sob essa ótica, gestão e tecnologia se fundem aos negócios. Para Aundy (2005, p. 125) os modelos de gestão passam a se confundir com as soluções tecnológicas. Neste sentido, a evolução dos sistemas de informação se deu de uma forma em que o hardware viabilizou a criação e utilização de bancos de dados robustos, que associado ao software tornou o banco de dados acessível a todos os departamentos da organização, neste contexto, os softwares passam a fazer uma maior integração entre os departamentos, de modo que os dados possam ser tratados simultaneamente entre os setores da corporação. Neste cenário tecnológico, surge o ERP (Enterprise Resource Planning) como sistema inovador criado exclusivamente para propiciar a integração da gestão. Para Albertão (2001, p. 24) Ter o poder e o controle sobre suas próprias informações de modo a reagir rapidamente dentro da exigência do mercado é uma necessidade que nenhuma organização que pretenda sobreviver pode ignorar. Esta afirmativa reforça a importância e a necessidade de utilização do ERP, ao mesmo tempo ratifica o fortalecimento da organização sob o ponto de vista competitivo. Porém, o grau de fortalecimento da organização deve levar em conta o fator humano, pois se observa que o ERP, muito embora seja um sistema integrado, não são inteligentes. Sabe-se que empresas são feitas por pessoas e, portanto, apenas o ERP não é suficiente para que a uma organização seja integrada, mas viabiliza e facilita integração mais que qualquer outro sistema de informação. 13

15 14 Souza e Saccol (2011, p. 66) afirmam que: Entretanto, o fato de um sistema ERP ser integrado não leva necessariamente ao desenvolvimento de uma empresa integrada. O uso do ERP acaba sendo uma necessidade, até de atuação, em determinados mercados, sobretudo aqueles que buscam maior transparência das suas operações, neste caso o ERP é necessário e recomendado, devido aos sistemas de auditoria que fazem parte da governança corporativa e pela Compliance imposta, como exemplo, a lei Sarbanes Oxley que disciplina as empresas que atuam nos mercados de capitais. 1.3 PROBLEMAS DE PESQUISA Devido à necessidade de se manterem competitivas diante de um mercado dinâmico, onde o valor da informação é fundamental para o sucesso dos negócios e para esta em conformidades com a governança corporativa, muitas empresas necessitam dispor de um sistema de informação robusto que atenda a governança corporativa e a Compliance a qual está submetida, sobre tudo, as médias e grandes empresas de capital aberto que buscam captar recursos em instituições financeiras do mercado de capitais como a bolsa de valores de Nova York (NYSE-New York Stock Exchange). Estas empresas geralmente dispõem de um sistema de informação integrado, composto por um ERP, que atende aos requisitos legais da Compliance. O ERP requer uma série de custos que vão desde a implantação até a sua operacionalidade. Dispõe de uma infraestrutura de tecnologia da informação (TI), que requer altos custos de investimentos, para mantê-los atualizados e operando. Os sistemas ficam velhos sofrendo tantas modificações no passar do tempo, que uma manutenção adequada torna-se cada vez mais difícil. (ALBERTÃO, 2001, p. 33) Além dos custos de implantação e manutenção, existe a necessidade de se atualizar os sistemas existentes ou até mesmo substituí-los por completo. A simples necessidade de atualização pode fazer a organização acumular passivos que passam a interferir nos resultados financeiros dessas empresas. Os upgrades dos sistemas informatizados requerem sempre investimentos financeiros, seja em aquisição de novas máquinas e plataformas para dar suporte aos novos softwares, ou na atualização e aquisição de novos softwares. As organizações devem ainda homologar seus softwares, causando um desembolso considerável com pagamento de licenças. A mudança ou atualização da tecnologia da informação gera a necessidade de novos conhecimentos e para tal, é necessário treinar pessoal para lidar com as novas tecnologias, ou até mesmo contratar um profissional qualificado para fazer parte do sistema. Hehn (1999, p 15) afirma que: Pagando um preço muitas vezes bastante elevado, as organizações estão descobrindo que

16 somente a tecnologia da informação não basta; seus plenos benefícios só podem ser alcançados por meios das pessoas que dela utilizam. Os custos elevados dos sistemas de informação faz com que muitas empresas que utilizam ERP passem a decidir por não investir em novas tecnologias, fazendo com que seus processos se tornem precários, lentos e frágeis, já que dependem de um sistema a o qual estão intrinsicamente ligados, isto é, as empresas passam a correr risco com sistemas obsoletos, no intuito de reduzir Custo Total de Propriedade. A questão é que não basta reduzir custos com tecnologia da informação para dar suporte ao ERP, existe a real necessidade de investimento, caso contrário as grandes e médias empresas dificilmente atenderão ao mercado e por sua vez estarão mais susceptíveis à derrota. Sobre os fracassos na implantação do ERP Albertão (2001, p. 33) discorre ainda que: Existem várias razões para que a avaliação, a seleção e a implantação de um sistema possam redundar em fracasso. A falta de capacitação adequada dos envolvidos no processo é um fator determinante de fracasso que, ao lado da falta de uma metodologia de implantação e problemas políticos internos da empresa, pode levar a perda de tempo e dinheiro. Reduzir custos de forma radical seria um desastre para qualquer empresa, porém se os custos forem reduzidos através de utilização de nova tecnologia sem necessariamente ter que investir em infraestrutura de TI ou ter que descontinuar os sistemas de informação obsoletos, ou substituí-los por completo, poderia ser muito mais vantajoso para as empresas optar por utilizar serviços baseado em nuvem, utilizando softwares que satisfaçam suas necessidades. No caso do ERP existe a solução como serviço SaaS, Software-as-a Service, em que os serviços são oferecidos sob demanda, isto é só se paga pelo que se usa, onde se acredita que os custos são bem reduzidos, se comparado com os sistemas ERP on premise, que tem um custo elevado, ou com licença hospedados em servidores de terceiros, Hosting. Como a formatação em SaaS é muito recente, é natural que exista uma certa resistência em utilizar esta solução, principalmente das grandes e médias empresas. É preciso entender qual solução mais eficiente e de melhor retorno financeiro, sem colocar em risco a segurança das empresas. Neste caso cada organização deve entender quais as suas necessidades e quais seus objetivos na hora de investir em um sistema ERP. O problema central da pesquisa é saber qual a melhor escolha de uma solução ERP entre os modelos SaaS e uma licença instalada no local, on premise, ou hospedada em servidores (hosting). Neste sentido, se faz necessário fazer um estudo comparativo entre os modelos propostos e verificar qual a alternativa mais satisfatória. Para isso é necessário definir quais os critérios de escolha mais importantes para cada organização. 15

17 OBJETIVOS Geral Comparar os sistemas ERP licenciados on premise, hosting e no formato de SaaS, na busca de indicar qual a melhor escolha de investimento entre as alternativa apresentadas Específicos Demonstrar que é possível reduzir custos com sistemas ERP no formato de SaaS; Entender que os sistemas baseados em Cloud Computing são seguros e viáveis; Dirimir dívidas sobre as três opções de escolha de ERP on premise, hosting e o formato de SaaS. 1.4 JUSTIFICATIVAS DO ESTUDO A justificativa deste estudo se deve ao fato de buscar entender por que as empresas, apesar de terem prejuízos com sistemas de informações obsoletos e dispendiosos, temem em adotar os sistemas baseados em Cloud Computing, ao mesmo tempo, lidam com a dificuldade de escolher uma solução mais adequada e que atenda às suas necessidades. Busca ainda dar subsídios a academia e ao público interessado na problemática de escolha que envolve os ERP, elencando os pontos e contrapontos, que ajudem na escolha da melhor solução ERP, on premise, hosting ou SaaS. Justifica-se também, pela busca de redução de custos na implementação de novas tecnologias baseadas em Cloud Computing como também demonstra que é viável e seguro aplicar o método multicritério AHP (Analitical Hierarchy Process) no processo de escolha da melhor solução. Enfim, busca de um modo geral, dar subsídios para que que se possa identificar a solução mais adequada de acordo com a realidade de cada organização.

18 17 2. REFERENCIAL TEÓRICO A proposta deste estudo fundamenta-se na teoria dos ERP e sua importância para a organização, tendo como premissa básica a utilização do ERP de forma mais econômica e eficiente. É necessário fazer uma revisão na literatura com uma abordagem do sistema de informação buscando compreender a filosofia dos sistemas ERP e sua origem, ao mesmo tempo, conceituar sistemas baseado em Cloud Computing e os serviços baseados em nuvem, sobre tudo, o formato de SaaS. 2.1 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO (SI)- NECESSIDADE E IMPORTÂNCIA A definição de sistema de informação (SI) é muitas vezes confundida com tecnologia da informação (TI). Faz-se necessário, neste sentido, entender essa diferença. Um SI não depende necessariamente de recursos tecnológicos, isto é podem operar sem o apoio da informática, já a tecnologia da Informação (TI) compreende todos os recursos da informática composto por softwares e hardwares. Para Batista 2004 (apud CAIÇARA JÚNIOR, 2008, p. 34) conceitua tecnologia da informação como todo e qualquer dispositivo que tenha capacidade de tratar dados e/ou informações tanto de forma sistêmica como esporádica, independentimente da maneira como é aplicada. Significar dizr que a TI abrange todos os equipamentos e meios para manipulat dados, como rede de computadores, fax, banco de dados, comunicação de video, estações de trabalho. Ratifica ainda Caiçara Júnior (2008, p. 62) que: É bem verdade que, à mediada que uma empresa cresce, suas informações também aumentam, tornando o processo de controle e acompanhamento um tanto quanto complexo. As informações que devem ser sistematizadas em uma empresa estão disponíveis no mercado e, em grande parte, distribídas pela organização, mas a manipulçaçao dessas informações pode ser aperfeiçoada com a utilização dos recursos da computação, fascilitando assim, seu processamento e compartilhamento. Para Albertão (2001, p.26), Qualquer sistema de informação é a espinha dorsal de uma organização. É quase impossível se pensar em uma empresa moderna sem um sistema de informação, o mais simples que seja. O sistema de informação é a história viva da empresa, carrega em sí toda a curva de experiência alcançada ao longo tempo, os dados de clientes, o registro de processos de negócios, ficam armazenados em bancos de dados que podem ser utilizados a qualquer momento. As relações comerciais e alguns processos de négócios exigem transparências e são submetidas a uma série de controles externos, principalmente por orgãos como a Receita Federal e o Tribunal de Contas da União (TCU). À medida que o

19 conjunto de leis se amplia em tornos das organizações, isto é, à medida que a compliance aumenta as organizações são submetidas a controles mais severos e critériosos. Esses controles são baseados em evidência e registros de informações, que devem está disponível e auditaveis quando necessários. Para Albertão (2001, p. 74) A importãncia de um sistema de informação (SI) em uma empresa esta diretamete relacionada com o envolvimento dos tomadores de decisão e é fundamental para o sucesso da empresa e do próprio sucesso dos gestores, isso porque o SI permite que as empresas aumentem seus lucros e baixem seus custos. Já Reszende (2011, p. 41) discorre que: Os sistemas de informmação independentemente de seu nível ou classificação, tem como objetivo auxiliar os processos de tomadas de decisões nas empresas. Se os sitemas de informação não se propuzerem a atender a esse objetivo, sua existência não será significtiva para a empresa. Assinala Caiçara Junior (2008, p. 61) a principal finção de um SI é transformar dados em informações úteis para o processo de tomada de dicisões. Sobre os benefícios e usos do sistema de informação, destaca ainda Oliveira 2008 e Stair, 1988 (apud RESENDE, 2011 ): O apredizado em sistema de informação ajuda tanto em termos pessoais como profissionais. De acordo com seu entendimento, ajuda também as empresas. Um sistema de informação eficiente pode ter um grande impacto na estratégia corporativa e no sucesso da empresa. Esse impacto pode beneficiar a empresa, os clientes e/ ou usuários e qualquer indivíduo ou grupo que interagir com os sistemas de informação. O sistema de informação (SI) é considerado um subsistema muito importante dentro do sistema da organização, a figura 1 mostra como o sistema atua dentro de uma organização: 18 Figura 1 Integração do Sistema de Informação. Fonte: Rezende, 2011, p.47.

20 19 Os subsistemas de informações empresariais são compostos por entrada, processamento e saída, devem ser integrados ao sistema de informação. Observa-se que existe uma realimentação positiva de forma a manter o sistema harmônico e compensatório que promove o crescimento do sistema de informação. A entrada tem a função de captar os dados novos, sofre influência direta da saída, isto é, existe um processo de retroalimentação que possibilita aperfeiçoar a entrada. O processamento é responsável pelo tratamento da informação, transformando dados brutos em informações úteis através de cálculos e comparações. A saída é responsável pela consolidação da informação através de relatórios e ordenação dos dados. A saída pode ser entrada para outros sistemas. 2.2 CLASSIFICAÇÕES DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Os sistemas de informação são classificados no nível organizacional e por área funcional. No nível organizacional atua no plano operacional, tático e estratégico; nas áreas funcionais atua como recursos humanos, produção, finanças e marketing. Como se verifica na figura 2, no nível operacional o SI está relacionado à realização e tarefas rotineiras e repetitivas, no nível tático (gerencial) os SI dão suporte a tomada de decisão emitida e relatórios e organizando dados, já o nível estratégico os SI servem como suporte a alta direção de modo que as informações não precisam ser estruturadas ou detalhadas. Figura 2 Pirâmide dos Sis

21 20 Pode-se observar que os sistemas de informação tem o objetivo de automatizar os processos empresariais para que a produção e os lucros sejam maximizados, ao mesmo tempo aperfeiçoa o processo de gestão no apoio a tomada de decisão. O sistema informação precisa ser integrado funcionalmente para que a informação seja uniformizada de modo que não gere retrabalho ou perdas de oportunidades por falha na gestão. Caiçara Júnior (2008, p. 83) ratifica que A integração dos sistemas de informação acaba com as barreiras existentes entre os próprios departamentos e entre as sedes e os departamentos, e reduz a duplicação de esforços. Albertão (2001, p. 76) afirma que uma das decisões mais importantes refere-se a como os diferentes tipos de SI serão analisados e usados Principais Sistemas de Informação Stair 2004 (apud CAIÇARA JÚNIOR, 2008, p.72), aponta os principais sistemas de informação e sugere as seguintes inferências: SPT de nível operacional, SIG visão de apoio do nível operacional, SSD de nível tático ou estratégico e SSE apoio de nível tático com uma visão executiva SPT Sistemas de Processamento de Transações São considerados como sistemas de nível operacional ou transacional, é o suporte para as operações mais básicas como entrada e saída de mercadoria do estoque, pagamentos diversos. Umas das características desse sistema é que as entradas de dados geralmente são digitados ou importados de outro SPT. Para Turban, McLean e Wetherbe 2004 (apud CAIÇARA JÚNIOR, 2008, p.72) Os sistemas de processamento de transação é a espinha dorsal dos sistemas de informação de uma empresa. Ele monitora, coleta, armazena, processa e dissemina informação para todas as transações rotineiras da empresa SIG- Sistema de Informações Gerenciais São os sistemas responsáveis pelo tratamento das informações, geralmente oriundas de outras fontes, como por exemplo um SPT, para auxiliar na tomada de decisão. Produzem relatórios em diversos modelos e de acordo com cada área funcional, facilitando a gestão por departamentos. Segundo Stair (2004) A finalidade principal de um SIG é ajudar a

22 21 organização a atingir suas metas, fornecendo aos administradores uma visão das operações regulares da empresa, de modo que possam controlar organizar e planejar mais eficaz e eficientemente SSD- Sistema de Suporte a Decisão São os sistemas utilizados por gerentes de nível tático e estratégicos, portanto da ênfase a informações menos rotineiras para tomada de decisão. Consolidam as informações mais importantes e são mais intuitivos, por terem uma interface mais amigável, de modo que a os dados sejam organizados com maior agilidade. Os dados de entrada para os SSD são provenientes de SPT, SIG, ou outras fontes confiáveis. São conhecidos também por SAD, Sistema de Apoio a Decisão SSE- Sistema de Suporte Executivo Este sistema ajuda na tomada de decisão a alta gerência das organizações. As informações são customizadas de acordo com a preferência e o perfil do gerente. Segundo Laudon e Laudon 2001((apud CAIÇARA JÚNIOR, 2008, p.76) Os SSEs são sistemas orientados para gráficos, projetado para gerência sênior, que oferecem computação generalizada e recursos de telecomunicações para monitoramento e controle de uma empresa. 2.3 SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO ERP (ENTERPRISE RESOURCE PLANNING) Sistema integrado de gestão ERP (Enterprise Resource Planning) são pacotes de softwares comerciais voltados para soluções empresariais que propicia a gestão integrada das informações. Para Markus e Tanis (apud SOUZA E SACCOL, 2000, p.65) definem o ERP como pacotes comerciais que permitem a integração de dados provenientes dos sistemas de informação transacionais e dos processos de negócios ao longo de uma organização. Para Resende (2011, p.192) A tecnologia Enterprise Resource Planning (ERP) ou Planejamento de Recursos Empresariais são pacotes (software) de gestão empresarial ou de sistemas integrados, com recursos de automação e informatização, visando contribuir com o gerenciamento dos negócios empresariais. Pode-se afirmar então que os sistemas ERP são softwares que promovem a integração empresarial em todos os níveis do processo organizacionais, são sistemas que automatizam e interligam as áreas operacionais como

23 22 contabilidade, finanças, custos, suprimento, projeto, manutenção, estoque, além de fazer a interligação dos processos internos à empresa ao meio externo, como fornecedores e órgãos de controle de legislações tributárias. Por serem definidos como pacotes comerciais, os ERP não são desenvolvidos para um público específico, porém o software pode ser customizado para uma aplicação específica. Assinala Caiçara Júnior (2008, p. 85) que: Em virtude do ERP ser um pacote de software pronto, a empresa que implanta um sistema desse tipo tem que se adaptar às funcionalidades do produto e adequar seus processos de negócios à modelagem imposta pelo novo sistema. Em meados da década de 90 os sistemas ERP passaram a ter um papel importante e fundamental para integrar os processos empresariais e auxiliar na gestão das empresas, a partir daí, surgiram vários pacotes comerciais amplamente divulgados como o Ômega da ABC71, o Oracle ERP Cloud Service, o ERP da brasileira SÊNIOR, o ERP da TOTVS, porém o mais utilizado mundialmente é o R/3 da SAP (Systemanalyse and Programmentwiicklung), afinal, foi a empresa SAP que desenvolveu o conceito original do ERP Origem e Evolução dos ERP Alguns autores considerar o ERP como uma continuidade do MRP II (Manufactoring Resources Planning), assim para Corrêa, 1999 (apud SOUZA E SACCOL, 2011, p.64) assinala que: Os sistemas ERP podem ser entendidos como a evolução do MRP II, à medida que, além do controle dos recursos diretamente utilizados na manufatura (materiais, pessoas, equipamentos) também permite controlar os demais recursos da empresa utilizados na produção, comercialização, distribuição e gestão. Como foi frisado anteriormente: Foi a SAP que criou o conceito original dos ERP e a partir do sistema denominado de R/2, os ERP foram introduzidos no mundo corporativo tornando a SAP líder mundial em ERP. O R/2 da SAP ainda era um sistema dedicado a algumas áreas da organização, pois focava a gestão de estoque com um processo de integração tanto interno quanto externo a empresa. Em meados dos anos 90 a SAP buscou criar uma solução através de pacote que fosse capaz de gerenciar e automatizar todos os processos dentro de uma empresa buscava também uma arquitetura cliente-servidor, para atende a essa demanda surgiu o ERP R/3.

24 Para conquistar definitivamente o mercado de sistemas ERP, a SAP inovou com alguns diferenciais em relação a outros softwares de mesma linha. Figura Figura 3 Diferencial do produto R/3 da SAP Fonte: Caiçara Junior, 2008, p.87. Adaptado Mercado de ERP O mercado de ERP no Brasil se mostra proeminente, o Quadro 1 mostra os principais fornecedores e sua participação no mercado nacional. Quadro 1 Mercado ERP no Brasil Empresa % mercado Brasil SAP 23% Oracle 17% Totvs 40% Outros 20% Fonte: Caiçara Junior, 2008, p.96.

25 24 Os principais fornecedores dos sistemas ERP, em nível internacional, são a SAP e a Oracle, pois são fornecedores pioneiros e carrega consigo uma grande confiabilidade e qualidade. Dentre algumas empresas que utilizam os ERP da SAP e da ORACLE destacam-se a COCA COLA, TEXACO, PETROBRAS, SIEMENS, WEG E GRUPO ABRIL. Um fator que influenciou a venda dos ERP na década de 90 foi o fator Y2K, conhecido como o bug do milênio. As empresas com medo de sofrer com os prováveis danos do bug substituíram seus sistemas antigos pelos sofisticados softwares de gestão, que já utilizavam de linguagem de programação mais modernas e que, portanto, não sofreriam com os problemas de contagem de datas, isto é, não seriam afetados pelo Y2K Flexibilidade do ERP Os sistemas ERP se dividem em módulos comerciais sendo os mais comuns: Módulo financeiro, de vendas, controladoria, materiais, qualidade, produção e recursos humanos. Os módulos podem variar de acordo com cada pacote de software, porém alguns são imprescindíveis para caracterização do conceito inicial. Os módulos mais importantes para que o ERP desempenhe e cumpra com a finalidade de acompanhamento, gerenciamento e apoio a gestão são os módulos que cumpre a finalidade de BackOffice, desempenhando os processos internos da empresa. É importante dizer que independente da empresa os módulos fundamentais servem para todas as organizações. A vantagem de ser modular faz com que o ERP permita a escolha dos módulos fundamentais ao negócio, de modo que o cliente escolha quais os módulos mais adequados a sua organização, de acordo com as estratégias da mesma. À medida que a necessidade de controle, de outras áreas vão aparecendo, a empresa poderá adquirir outros módulos complementares para compor um sistema mais consistente. Para Hypólito e Pamplona, 1999 (apud CAIÇARA JUNIOR, 2008, p. 112) cada módulo do ERP contempla funcionalidades relacionadas área de atuação específica. Os módulos podem ser encontrados no mercado como sendo: Módulos básicos, Módulos específicos ou verticais e Módulos customizados. O ERP tem uma notável eficiência quando se trata de realizar atividades de controle internas ou BackOffice, no entanto quando se refere a atividades relacionadas à interação com o meio externo como clientes e fornecedores, assumindo as funções de frontoffice, os ERP deixam a desejar, ainda mais quando o sistema é pouco ou nada flexível, nesse sentido surge o

26 conceito de CRM- Costumer Relationship Manegement, para auxiliar nas funções de frontoffice Módulos específicos ou verticais e Módulos customizados A filosofia do ERP inicialmente se baseava na ideia de que seria um sistema genérico que contém todas as funções necessárias a uma empresa independentemente do seu segmento, porém na prática houve muitas necessidades de adaptação, foi então que surgiu a ideia de verticalização, ou seja, a criação de soluções customizadas para os diferentes modelos e segmentos organizacionais. Isso fez com que a SAP, por exemplo, fizesse um ERP com módulos específicos, para atender os planos de saúde e convênios que objetivam os processos de apoio aos pacientes dentro dos hospitais. Ter um produto customizado ajuda para determinadas situações, nesse sentido as empresas fornecedoras de ERP vendem soluções customizadas de acordo com a necessidade de cada negócio. O processo de aquisição que deve ser muito bem documentado para não perder as características funcionais. A customização acontece com ênfase nas boas práticas das empresas que tentam deixar o software com a cara do cliente. Caiçara Junior (2008, p.115.) afirma que: os fornecedores, muitas vezes, são os maiores beneficiados com a customização, primeiramente porque aumentam suas receitas, e também por possibilitarem que muitos fornecedores refinem seus produtos e os tornem competitivos em determinados segmentos. Os módulos básicos consistem em pacotes fechados já prontos para atender a uma determinada área das empresas de acordo com a estratégia estabelecida ou necessidades produtivas. Cada fornecedor tem sua definição de módulos básicos e variam de acordo com cada estratégia empresarial, no entanto todos devem ter suas funcionalidades similares. O módulo básico as SAP, por exemplo, é formado por: CO (Controladoria), FI-(Finanças), PP (Planejamento e Produção), MM (gerenciamento de materiais), SD (Vendas e Distribuição) e HR (Recursos Humanos) Ciclo de vida de um sistema ERP O ERP tem um ciclo de vida passa por diversas etapas que vão desde a concepção até a operacionalização do sistema. Souza e Zwicker, 2000 (apud SOUZA e SACCOL, 2011, P.

27 70) apresenta um modelo específico para o ciclo de vida dos sistemas ERP mostrado na Figura 4: 26 Figura 4 Ciclo de vida de um sistema ERP Fonte: Souza e Zwicker, 2000 (apud SOUZA e SACCOL, 2011, P. 70). A Decisão e seleção constitui a primeira etapa do ciclo de vida. Nesta etapa, devem-se levar em consideração os fatores de que darão suporte ao sistema de modo que garanta sua sobrevivência por longo período. A visão de futuro do fornecedor, a arquitetura técnica do produto, custo de implantação, qualidade do pós venda e saúde financeira do fornecedor. Durante a implementação, que constitui a segunda etapa do ciclo de vida, o sistema é colocado em funcionamento e feito todos os ajustes de parametrização e customização e configuração do hardware, software e peopleware. Envolve o treinamento de pessoas, apoio e suporte técnico. Esta etapa é muito importante, pois é nela que acontece a consolidação do plano de implantação. É considerada uma das mais críticas, por envolver mudanças organizacionais de fato e que, de certa forma, mexe com a cultura da empresa, causando resistência a mudanças, por parte das pessoas acostumadas com os sistemas antigos, que embora não sejam eficientes são em grande parte estáveis e acabam sendo objeto de comparação. A etapa de utilização acontece quando o sistema está apto a operar. É o dia-a-dia das operações rotineiras, mas devem ser levadas em consideração as falhas inerentes ao

28 processo de implantação do sistema. Para Orlikoviski e Hofman 1997 (apud SOUZA e SACCOL, 2011, P. 72) relatam a dificuldade de reconhecer de antemão todas as possibilidades de uso de novas tecnologias da informação nas empresas. Souza e Saccol (2011, P. 72) faz a seguinte inferência sobre modelo de ciclo de vida: O modelo de ciclo de vida apresentado estabelece ainda, no caso de implementação em fases, a limitação que os módulos já implementados exercem sobre os módulos a serem implementados, uma vez que sua configuração já se encontra em operação tem sua modificação dificultada Metodologias para seleção de sistemas ERP Para programar um sistema de informação consistente em uma empresa, que justifique a necessidade de um ERP, pode ser realizados de diversas formas como a utilização de recursos internos próprios, através de consultoria especializada em ERP, muito embora em alguns casos, sob o ponto de vista da economicidade, é mais vantajoso para a empresa adquirir pacotes prontos no mercado. Para Kale, 2000 (apud SOUZA E SACCOL, 2011, p. 29) as empresas buscam os ERP pela necessidade de não reinventar a roda e os esforços de mão de obras seriam utilizados auxiliar nas áreas operacionais e tirar mais vantagens dessa ferramenta e complementar os pacotes com rotinas específicas para a própria empresa. Para Souza e Saccol (2011, p. 30): Existe uma metodologia de seleção de sistemas ERP que foi elaborada e com base nas recomendações presente em boa parte da literatura (Bancroft et al., 1998; Hecht, 1997; Krasner, 2000; Thermistocleous, 2001; Bergamaschi, 1999; Colangelo Filho, 2001; Morais Filho e weigerg, 2002; Riccio, 2001; Souza e Zwicker, 1999) é utilizada com sucesso por algumas empresas. A forma mais indicada para se escolher um ERP é utilizando o modelo de seleção de múltiplos filtros, Figura 5. Procedimentos iniciais: Monta-se um cenário propicio para se pensar em ERP, onde é feito os levantamentos das necessidades através de grupo de trabalho, deverá ser analisados todas as hipóteses para implantação do ERP, verificando quais os impactos, quais as premissas básicas, qual o melhor modelo, como iniciar o processo de escolha, etc. Para Caiçara Junior (2008, p.101) quanto mais detalhado esse levantamento, mais a empresa terá condições de o sistema ERP que melhor atenda às suas necessidades. Segundo Souza e Saccol (2011, p.32) o ideal é que participem do grupo pessoas que tenham, por um lado, visão da empresa em sua totalidade e, por outro lado, tenha conhecimento sobre o funcionamento de cada atividade da empresa.

29 28 Seleção prévia: Buscas das informações iniciais sobre os sistemas disponibilizados pelo mercado, onde encontra-los, quanto custa. É nesta fase que se define quem vai fornecer o sistema. Figura 5 Modelo de seleção de múltiplos filtros. Fonte: Souza Saccol, 2011, p.31. Adaptado.

30 29 Avaliação funcional: Depois da avaliação prévia, deve-se fazer uma análise das funcionalidades do ERP e verificar a compatibilidade da empresa. Nesta fase deve-se fazer uma análise criteriosa, pois mexe diretamente com os processos da empresa, portanto a escolha deve ser a que apresente o melhor custo benefício. Avaliação tecnológica e de mercado: É a fase onde se devem avaliar os requisitos tecnológicos relacionados a softwares e hardwares e suas características de interface, é muito importante porque afetará diretamente os operadores (peopleware). Refinamento das análises: Esta fase representa a escolha da modelagem que a empresa irá adotar. Poderá ocorrer a customização ou a escolha de pacotes básicos. Decisão: É onde se estabelece a realização da implantação do ERP Formas de aquisição e implantação de ERP O ERP pode ser adquirido sob forma de licença ou de serviços. A compra de uma licença permite dois modelos de implantação, o on premise (instalado no local), o Hosted (hospedado em um servidor) e sob forma de SaaS (serviço sob demanda, baseados em Cloud). A solução on premise requer que o comprador da licença seja o total responsável pelo gerenciamento da infraestrutura necessária a implantação. A solução hosted transfere o gerenciamento da infraestrutura para o provedor responsável, já a solução em forma de SaaS é gerenciado pelo fornecedor dos serviços sob demanda em Cloud Características vantagens e desvantagens Implantar um ERP não é uma tarefa simples é fácil, apesar de o sistema ter um propósito de oferecer benefícios é necessário considerar também os fatores que causam fracassos. Albertão (2001, p. 33) sobre o fracasso na implantação do ERP afirma que: Devese evitar a todo custo iniciar um projeto sem suporte político adequado, nunca estabelecer expectativas que não possam ser atendidas e com isso levar os usuários à frustação no momento da verdade. Sobre as vantagens e desvantagens levando em consideração as características dos ERP, Souza e Saccol (2011. P. 69) apresenta no Quadro 2, os principais benefícios e problemas dos sistemas ERP. O quadro traz um resumos das principais características, benefícios e problemas referentes a o ERP.

31 30 Quadro 2 principais benefícios e problemas dos sistemas ERP. Características Benefícios Problemas São pacotes comerciais - redução de custos de informática; - foco na atividade principal da empresa; - redução do backlog de aplicações; - atualização tecnológica permanente, por conta do fornecedor. - dependência do fornecedor; - empresa não detém o conhecimento sobre o pacote. Usam modelos de processos São sistemas integrados - difunde conhecimento sobre best practices; - facilita a reengenharia de processos; - impõe padrões. - redução de retrabalho e inconsistências; - redução da mão-de-obra relacionada a processos de integração de dados; - maior controle sobre a operação da empresa; - eliminação de interfaces entre sistemas isolados; - melhoria na qualidade da informação; - contribuição para a gestão integrada; otimização global dos processos da empresa. - necessidade de adequação do pacote à empresa; - necessidade de alterar processos empresariais; - alimenta a resistência à mudança. - mudança cultural da visão departamental para a de processos; - maior complexidade de gestão de implementação; - maior dificuldade na atualização do sistema, pois exige acordo entre vários departamentos; - um módulo não disponível pode interromper o funcionamento dos demais; - alimenta a resistência à mudança. Usam bancos de dados Possuem grande abrangência funcional - padronização de informações e conceitos; - eliminação de discrepâncias entre informações de diferentes departamentos; - melhoria na qualidade da informação; - acessos a informações para toda a empresa. - eliminação da manutenção de múltiplos sistemas; Fonte: Souza e Saccol, 2011, p.69 - padronização de procedimentos; - redução de custos de treinamento; - interação com um único fornecedor. - mudança cultural da visão de dono da informação para a de responsável pela informação ; - mudança cultural para uma visão de disseminação de informações dos departamentos por toda a empresa; - alimenta resistência à mudança. - dependência de um único fornecedor; - se o sistema falhar, toda a empresa pode parar.

32 CLOUD COMPUTING CONCEITOS O conceito de Cloud Computing está associado a um ambiente virtual infinito, onde se pode armazenar e acessar dados e sistemas através da internet, pode-se dizer que é uma evolução da arquitetura de TI cliente-servidor. Veras (2012, p.31), faz a seguinte consideração sobre o conceito de Cloud Computing : A grande ideia inicial da CLOUD COMPUTING foi processar as aplicações e armazenar os dados fora do ambiente corporativo, dentro da grande rede, em estruturas definidas como DATACENTERS, otimizando o uso dos recursos. Discorre ainda Veras que: A arquitetura CLOUD COMPUTING significar mudar fundamentalmente a forma de operar a TI, saindo de um modelo baseado em aquisição de equipamentos para um modelo baseado em aquisição de serviços ; enfim faz uma inferência sobre o conceito que considera mais aplicável, ao afirmar que CLOUD COMPUTING é um conjunto de recursos virtuais facilmente utilizáveis acessíveis, tais como hardware, software, plataformas de desenvolvimento e serviços. Pode-se dizer que a TI está diante de uma mudança sem volta, é uma quebra de paradigma da arquitetura de TI. Cloud Computing pode ser considerado um Change trigger tecnológico. Para HENH (1999), Change trigger é um avanço que tem duas características importantes como, provocar descontinuidade e a decisão de adotar ou não uma nova tendência tecnológica pode estar fora de seu controle. Isto sugere que independente da vontade humana, uma tecnologia sempre será substituída por outra mais avançada. Segundo Veras (2012), a arquitetura cliente/servidor teve uma evolução com o surgimento da internet, fazendo com que o número de servidores aumentasse em todos os locais, elevando os pontos de conexão que passaram a figurar como uma nuvem (Cloud). A Figura 6 representa bem essa ideia. A TI tende a convergir sua estrutura para os DATACENTERS (DC), que são os principais elementos de armazenamento e processamento de dados, formando a Cloud De TI. Outra grande vantagem que a Cloud oferece é a redução dos custos relacionados a utilização dos recursos de forma eficiente, isto é, não existe ociosidade de recursos, como nos sistemas on premise. Isto se dá devido ao benefício da elasticidade ofertado pela Cloud Computing, durante a utilização, ou seja, os serviços podem ser fornecidos de acordo com a demanda do usuário, de modo que a oferta dos serviços aumentam ou diminuem automaticamente, com o recurso da escalabilidade oferecido pela Cloud, isto permite, portanto, fazer com que a organização possa planejar melhor a utilização dos seus recursos.

33 32 Figura 6 Formação da CLOUD de TI Fonte: Veras, 2012, p.32. Adaptado. 2.5 TIPOS DE CLOUD A NIST (National Institute of Standards and Technology) define quatro modalidades de serviços baseados em Cloud Computing, o Public Cloud, o Private Cloud, o Community Cloud e o Hybrid Cloud. Public Cloud (Nuvem Pública) são serviços oferecidos por terceiros que possuem grande capacidade de processamento e armazenamento de dados (VERAS, 2012, p. 41). Brent Ashley, consulto da IBM (http://www.ibm.com) afirma que as nuvens públicas tentam fornecer aos clientes elementos de TI livres de controvérsias. Seja software, infraestrutura de aplicação ou infraestrutura física, o provedor da nuvem assume as responsabilidades [...]. Os clientes só pagam o que consumir, isso permite eficiência na utilização dos recursos de TI e também nos custos dos serviços. Apesar desses benefícios, a nuvem pública perde com a inflexibilidade de configuração dos sistemas e softwares utilizados pelo cliente, isto é, os clientes não tem permissão para configurar de forma total os serviços oferecidos pela Public. Cloud, devido à falta de controle sobre a infraestrutura e a Compliance a qual os fornecedores estão submetidos. Private Cloud (Nuvem privada) É uma nuvem criada para uso exclusivo de uma organização, de modo que o gerenciamento dos serviços pode feito pela própria organização ou por terceiros. Dependendo da governança corporativa as quais estão submetidas, as empresas

34 podem optar por contruir seus próprios datacenters ou utilizar hopedagem em provedores de serviços. Em abril de 2009 o consulto da IBM Brent Ashley (http://www.ibm.com) fez as seguintes observações sobre nuvem privada: As nuvens privadas oferecem vantagens sobre a variedade pública. Um controle mais detalhado sobre os vários recursos que constituem a nuvem dá a uma empresa todas as opções de configuração disponíveis. Além disso, as nuvens privadas são ideais quanto o tipo de trabalho que está sendo feito, que não é prático em uma nuvem pública, por motivo de segurança ou preocupações regulamentares. Community Cloud (Nuvem Comunitária) acontece quando duas ou mais organizações compartilham uma nuvem privada. Isto permite que empresas do mesmo grupo possam usufruir da mesma infraestrutura oferecida. Hybrid Cloud (Nuvem Hibrida) é uma combinação entre as nuvens públicas privadas e comunitárias. [...] continuam a ser entidades únicas, porém conectadas através de tecnologias proprietárias ou padronizadas que propiciam a portabilidade de dados e aplicações. O gerenciamento da modelagem hibrida é dividido entre a empresa e o provedor de serviços DATACENTER Datacenters, ou centro de dados, são estruturas capazes de armazenar e processar dados em grandes volumes, formadas por uma série de equipamento e programas, hardwares, softwares e outros grupos de equipamentos, intalados em redundãncia para garantir a operação e funcionalidade dos mesmos. É um dos principais componentes da Cloud Computing. Para Veras (2012, p. 77): Um DATACENTER (ou DATA CENTER) é um conjunto integrado de componentes de alta tecnologia que permite fornecer serviços de infraestrutura de TI de valor agregado, tipicamente processamento e armazenamentpo de dados, em larga escala, para qualquer tipo de organização. Os DATACENTERS e suas conexões forma a nuvem, quer seja pública ou privada. Essa definição sugere uma redução no Custo Total de Propriedade (TCO) da infraestrutura de TI. Veras em seu livro (Cloud Computing Nova arquitetura de TI) relata que segundo a IBM, 85% da capacidade de computação do mundo está ociosa, isto é, a Cloud vem para reduzir custos nesse sentido, já que os serviços podem ser contratados por parte, em outras palavras, a Cloud propicia a utilização eficiente dos recursos da organização.

35 VIRTUALIZAÇÃO A virtualização permite a operação de vários sistemas operacionais diferentes em um único datacenter, ou servidor, de modo que cada sistema se comporte como se estivesse em hardwares independentes, isto é, emulam várias maquinas físicas em um unico datacenter. Veras (2012, p. 128) conceitua virtalização de duas formas: É o particionamento de um servidor físico em vários servidores lógicos e É uma camada de abstração entre o hardware e o software que protege o acesso direto do software aos recursos físicos do hardware. Isto significa que a virtualização propicia a redução de maquinas física, consequentemente a redução do Custo Total de Propriedade. Em fevereiro de 2011 a NIST (National Institute of Standards and Technology) divulgou a versão final do guia de recomendações de segurança para virtualização, NIST SP O guia faz as seguintes recomendações as organizações: Proteger todos os elementos de uma solução de virtualização completa e manter a sua segurança; Restringir e proteger o acesso de administrador para a solução de virtualização; Garantir que o hypervisor, o programa central que funciona no ambiente virtual, está devidamente acondicionado; Planejar cuidadosamente a segurança para uma solução de virtualização completa antes de instalar, configurar e implantá-lo. 2.8 GOVERNANÇA A governança de TI é um reflexo da governança corporativa, que tem a preocupação em criar regras e procedimentos para monitorar e incentivar o comportamento dos executivos, através de mecanismos de controle eficientes, fazendo que os mesmos cumpram os interesses dos acionistas. A governança de TI também pode ser vista como um mecanismo para estimular comportamentos desejáveis em TI Weill & Ross, 2010 (apud VERAS, 2012, p. 56) Uma boa governança é baseada nas melhores práticas, neste sentido a ISACA (Information System Audit and Control association) desenvolveu o COBIT (Control Objectives for Information and related Technology) que reuni um conjunto imenso de boas práticas de mercado, sendo considerado o melhor framework para governança de TI, muito embora existam outros compiladores de boas práticas para governança de TI, o COBIT

36 35 abrange a maioria deles, Figura 07. Os mais conhecidos são COBIT, ITIL, PMBOK, ISO, BSC, CMMI E SEIS GIGMA. Figura 07 Abrangência do COBIT Fonte: Elaborado pelo pesquisador (2012). Em julho de 2011 a empresa SAP publicou em seu site uma de pesquisa realizada com 100 CEO (Chief Executive officer) pelo Sand Hill Group, executivos que trabalham com softwares, demonstra que existe um cenário propício para o crescimento da nuvem e todos se mostram otimistas e apontam cinco principais benefícios; agilidade nos negócios, retorno gerado atraente sobre o investimento, Tempo de Aceleração do valor, impulsionou programas de inovação, escaladas o negócio rapidamente. O gráfico da Figura 8, da pesquisa, mostra a os fatores indicados, pelos executivos, para melhorar a agilidade da empresa, onde 49% apontam agilidade nos negócios, 46% Eficiência de custos, 22% Alavancar as competências essenciais e livre, Recursos de TI com foco na inovação, 13% Recuperação de desastres e de negócios e continuidade, 3% Parte de uma iniciativa verde e 1% Não sabe. Figura 8 Top drivers of cloud computing adoption Fonte: Sand Hill Group Cloud Computing Survey 2010, disponível e <download.sap.com> (adaptado).

37 36 A pesquisa considera que a computação em nuvem emergiu como a próxima onda de transformação tecnológica, semelhante à Internet em 1997, em que os consumidores e empresas ficaram animados sobre o potencial da tecnologia, mas temiam pela segurança, privacidade, largura de banda, normas e outros fatores associados a utilização da rede para os negócios. A MPL softwares Corporate, que administra o ERP da Oracle no Brasil, em seu vídeo sobre o ERP Oracle in the Cloud, afirma que em 3 anos é possível reduzir 45 % dos custos com a utilização do ERP em nuvem. 2.9 SERVIÇOS BASEADOS EM NUVEM Os serviços baseados em nuvem utilizam de arquiteturas virtuais onde é possível trabalhar com o mínimo de estrutura física em TI. Existem basicamente três modelos de serviços baseado na computação em nuvem: Infraestructure-as-a Service (IaaS), Plataform-asa Service (PaaS) e Software-as-a Service (SaaS). A Figura 9 mostra a distribuição dos três modelos de serviços em nuvem. Figura 9 Serviços oferecidos em nuvem Fonte: < adaptado. A visão da NIST (National Institute of Standards and Technology) para os serviços baseado em cloudcomputing é representado na Figura 10. As principais características apontadas pela NIST podem ser sintetizadas da seguinte forma: On-Demand self Service: Os serviços são utilizados de acordo como a necessidade da demanda do usuário e de forma automática.

38 37 Broad Network Access: Os serviços são acessados, via mecanismos padronizados, através de qualquer plataforma como tablets, notebooks, telefones celulares etc. Pool de recursos: Uma grande quantidade de recursos (físicos e virtuais) é disponível para vários usuários ao mesmo tempo (mult-tenant), alocados e realocados dinamicamente. Rapid elasticity: A capacidade de liberação de recursos a qualquer momento em qualquer quantidade de acordo com o provisionamento do consumidor. Measured Service: Os serviços (armazenamento, processamento e largura de banda) podem ser medidos automaticamente e independentes do nível de abstração, de forma transparente para o Servidor de serviços e para o cliente. Figura 10 Visão geral da NIST dos serviços em Cloud. Fonte: < Adaptado Cloud Infrastructure (IaaS) Infraestructure as a Service São os serviços que substituem estruturas físicas das empresas por estruturas virtuais, através da técnica da virtualização, que dão acesso a máquinas virtuais capazes de prover todas as funcionalidades necessárias de uma estrutura física. Veras (2012, p. 147) faz a seguinte inferência sobre o IaaS: Infraestrutura como serviço é basicamente deixar de adquirir hardware e software básico e passar a desenvolver a aplicação em uma estrutura virtual baseada na internet, adquirida e paga na forma de serviço. A modelagem em IaaS tem a flexibilidade elevada, se comparado com os formatos de PaaS e SaaS, permite que o usuário tenha controle sobre os recursos das máquinas virtuais configurando o que for necessário, além de instalar e manipular seus próprios aplicativos. Essa flexibilidade exige um esforço

39 38 maior de configuração e manutenção, portanto, a otimização da utilização dos recursos, pode ser comprometida, se houver as correções necessárias. Oferece também outros recursos de computação como armazenamento, redes, etc. O hardware físico do sistema subjacente não pode ser controlado pelo o usuário Cloud Plataform (PaaS) Platforms as a Service Oferecem um ambiente de programação para desenvolvedores onde é possível armazenar, transmitir e gerenciar aplicativos virtualmente. Neste caso a plataforma para desenvolvimento é terceirizada e funciona em DATACETERS. Um dos benefícios da modelagem PaaS, é capacidade elevada de processamento e memória, de modo que desenvolvedor não se preocupe com a eficiência de suas aplicações. Da mesma forma como acontece com formato IaaS, não existe a possibilidade de controle do hardware físico. O modelagem de PaaS, apesar de ser menos flexível que o formato IaaS, permite que os usuários implantem suas aplicações, sem se preocuparem com o gerenciamento e atualizações de sistemas operacionais. Exige menor esforço de manutenção e configuração dos sistemas virtuais, tornando a solução mais otimizada que o modelo IaaS. Como exemplo da utilização de Plataforma Como serviços, podemos citar o Windows Azure, a plataforma da Microsoft, que utiliza datacenters espalhados pelo Estado Unidos, Europa e Asia. A Figura 11 representa distribuição dos datacenters da plataforma Azure. Figura 11 Distribuição dos datacenters da plataforma Azure. Fonte: (2012).

40 Cloud Aplication (SaaS) Software as a Service O SaaS oferece aplicativos que podem rodar totalmente na nuvem para vários usuário que utilizam de browsers para acessar os aplicativos. O sistema é gerenciado pelo provedor de serviços que controla os sistemas operacionais, os servidores e armazenamento; além de gerenciar a rede, implantar patches e fazer atualizações dos aplicativos. Esta modelagem é menos flexível que os modelos de IaaS e PaaS, pela característica de dispor para os clientes, aplicações já prontas, que só permitem configurações específicas dos clientes e que podem ser acessadas de qualquer lugar, através de browsers via internet, Neste sentido o formato de SaaS é o mais otimizado entre os modelos de serviços disponíveis. Para fim deste trabalho, este é o modelo mais importante por se tratar de oferecer serviços de softwares que podem compor um sistema de gestão integrada na modelagem de ERP, por este motivo será dado ênfase ao SaaS. Quando se trata de sistema de informação empresarial deve se pensar em segurança, de modo que garanta a integridade dos dados, sobre tudo, os dados sigilosos que comprometem as estratégias das empresas. Segundo Veras (2012, p. 197) ao tratar sobre SaaS, deixa claro que vários mecanismos de segurança podem ser usados para manter a segurança dos dados sigilosos, na transmissão e no armazenamento. Além das garantias contratuais contidas no SLA (service level agrément) na aquisição dos serviços, existem outras formas de proteger os dados sigilosos. Os dados armazenados através de uma abordagem de compartilhamento também podem contar com um forte esquema de segurança, mas requer uso de padrões mais sofisticados de projeto (VERAS, 2012, p. 204) ERP no formato de SaaS Emboras a maioria das empresas não tem ainda o sentimento de mudança de paradigma, que deve ocorrer no modelo de aquisição de serviços na área da tecnologia da informaçao, já existe no mercado diversas soluções baseada em Cloud Computing. O ERP em nuvem no formato de SaaS já é uma realidade para algumas empresas desenvolvedoras de sotwares de gestão integrada como a SAP, TOTVS e ORACLE. Em princípio, sob o ponto de vista técnico, o ERP no formato de SaaS é mais simples de ser implantado, por não ser necessário adquirir servidores adicionais ou instalações físicas. Poderia-se dizer que ao inves de ser implantado o ERP seria utilizado, para isso bastaria apenas dispor de uma conexão de internet. Para Veras (2012, p. 197) O SaaS oferece oportunidade substanciais pra que as

41 40 empresas de todos os portes deixem de enfrentar os riscos da aquisição de software e transfiram o departamento de TI de um centro de custo para um centro de valor. Outra vantagem do o ERP como SaaS, é que o mesmo pode ser adquirido a um custo muito mais baixo que um modelo licenciado instalados on-premise, ou hosting. O SaaS possibilita ainda a redução do Custo Total de Propriedade e do ROI (return on investment). Dessa forma as empresas podem reduzir gastos com licenças de softwares, hardware e infraestrutura complexa. De acordo 23ª Pesquisa Anual do Uso de TI apresentada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), realizada no início do ano de 2012, com Empresas (validadas), dentre as quais 66% fazem parte das 500 maiores, mostrou que entre os fornecedores e desenvolvedores de ERP, TOTVS, SAP e Oracle continuam liderando esse segmento de software. A Figura 12 mostra o percentual de uso de sistemas ERP pelas empresas brasileiras e conclui que a TOTVS, SAP e Oracle dominam 82% do mercado de ERP no Brasil. O percentual de uso por porte da empresa coloca a TOTVS na liderança, com uma representatividade de 38% contra os 28% da SAP, 16% da Oracle e 18% de outras plataformas. A Figura 13 mostra o resultado da pesquisa por porte da empresa. Entre as menores a TOVS lidera o mercado com 53% de participação e entre as maiores a SAP é líder 51% de participação. Figura 12 Percentual de uso de sistemas ERP pelas Empresas Brasileiras. Fonte:

42 41 Figura 13 Percentual de uso por porte da empresa Fonte: Esses resultados podem sugerir a seguinte inferência: A TOTVS, SAP e Oracle juntas dominam 93% das empresas de grande, 69% das pequena e 80% das médias. Isso demonstra que as empresas organizações estão preocupadas em atender a governança corporativa e consequentemente alavanca o mercado de ERP. É importante observar que esses fornecedores de ERP já contam com solução baseada Cloud Computing. A TOTVS dispõe da solução em nuvem chamada de TOTVS Série On Line, direcionadas para o mercado das micros e pequenas empresas, no qual é líder. A Oracle dispõe do ERP Oracle in the Cloud, direcionado para as pequenas e média empresas, já a SAP conta com quatro soluções de ERP, a SAP Business ByDesign, para pequenas e médias empresas, SAP On-Demand solutions for the SAP Business Suite e SAP Business Suite, para grandes empresas, por fim o SAP BusinessObjects OnDemand.

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