Os 55 Anos do SINPAIT

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1 Os 55 Anos do SINPAIT O Sindicato Paulista dos Auditores Fiscais do Trabalho começa a escrever sua história, pois é um dos mais antigos do Brasil. Vários ex-presidentes prestaram depoimentos relembrando os tempos da antiga Associação. Também comentaram os rumos do sindicalismo no serviço público brasileiro e a profunda inovação do trabalho em nosso país. A reportagem está nas páginas 03 à 11. Nova Logomarca Ao completar 55 anos de existência, o SINPAIT surge com seu novo visual, sem perder a sua essência, a sua identidade. O colega Walter Torres Arienzo fala sobre o assunto, contando a caminhada histórica da logomarca da entidade, na página 13.

2 O ELO Edição Nº 273 Ago / Set de 2008 O ELO UNINDO PELA INFORMAÇÃO Boletim Informativo do SINPAIT Publicação Mensal - Distribuição Gratuita DIRETOR RESPONSÁVEL Jesus José Bales Assistente Luci Helena Lipel Reportagens Dalísio dos Santos - Mtb Jornalista Responsável Neltair Pithan e Silva - Mtb DIRETORIA EXECUTIVA PRESIDENTE Luci Helena Lipel Vice de Política de Classe Ruy de Arruda Pereira - José Vieira Rocha Júnior 1º Vice de Administração Edir José Vernaschi - Vera Galvão Moraes 2º Vice de Administração Jesus José Bales - Ricardo Antonio Fernandes Baruco 3º Vice de Administração Erasmo Torres Ramos - Rosa Maria de Carvalho 1º Vice de Planejamento Mário Kaminski - Yllen Fábio Blanes de Araújo 2º Vice de Planejamento Solange Aparecida de Andrade - Antonio Fojo da Costa 3º Vice de Planejamento Armando Barizan - Suzana Lacerda Abreu de Souza Lage Vice de Normatização Regina Candellero Castilho Nami Haddad - Therezinha Gomes D Angelo Vice de Comunicação Dalísio Domingues dos Santos - Hiroshi Kimura Vice de Cultura Juarez Correia Barros Júnior - Hilda Engler Raggio Bergamasco Vice Parlamentares Inayá Brás Medeiros - Vanda Toledo Guimarães Vice Relações Públicas Silvia Helena Burghi - Neusa Mylius Gabech Vice Inspeção Renato Bignami - Renato Miranda Moraes Carvalho Vice Medicina Edenilza Campos de Assis e Mendes - Tobias Szylit Vice Segurança Antonio Pereira do Nascimento - José Antonio Mesquita de Oliveira Vice Aposentados Adriano Salles Toledo de Carvalho - Maria Marly do Nascimento Jungers Vice Sindicais Edgar Moreira Brandão - Cyro Fessel Fazio Vice Sociais Darcy Rizzo Hungueria - Maria Amélia Araújo Rabello Pimenta Vice Interior Oswaldo Roque - Décio Francisco Gonçalves da Rocha Vice Internacional Maria Nilza Bueno da Silveira - Lucília Villa Nova Tremura CONSELHO FISCAL TITULARES Bruno Clemente Domingos, Erlon Martinho Pontes, Felix Suriano Domingues Neto, Joel Damiani, Rubens de Souza Brittes SUPLENTES Alfredo Elzio Romano Júnior, Emilia de Castro Paiva, João de Souza Bomfim, Lucilio Ribeiro Taques, Luiz Moraes Gomes SINPAIT Sindicato Paulista dos Auditores Fiscais do Trabalho Fundado em 19/05/1953 R. Avanhandava, 133-4º and. - cjs. 41/42 Centro - São Paulo/SP - Cep: Tels. (11) Fax: (11) Reprodução - As matérias publicadas só poderão ser reproduzidas com autorização expressa do SINPAIT, sujeitando, os infratores, às penalidades legais. Responsabilidades: As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores, não refletindo, necessariamente,a opinião do SINPAIT. Editoração e Criação Mônica Camargo / Izilda Camargo Impressão Graphcollor Gráfica e Editora Ltda. Tel.: (11) / Tiragem: Editorial As incertezas na esteira da MP 440 A edição da Medida Provisória 440/08, que implantou os vencimentos dos Auditores Fiscais Federais na forma de subsídio, extinguindo o modo anterior, marcado pela concessão de gratificações de incentivo, até agora não teve diretrizes práticas, faltando esclarecer pontos fundamentais. Ainda não está suficientemente claro se a nova forma de remuneração beneficiou, efetivamente, a maioria dos AFTs, ou algum grupo de colegas saiu prejudicado. Destaque-se que, em meio à greve dos Auditores, em momento algum o governo mostrou interesse em dialogar com a categoria. Preferiu a tática do prato feito, oferecendo a forma de remuneração, por meio de subsídios, como única proposta, sem debates, sem abrir a possibilidade de se oferecer sugestões, ou obter os esclarecimentos a que a categoria tinha direito. Aparentemente a proposta da administração era razoável e, sobretudo, encerrava o equivocado sistema de avaliação, a exemplo da GIFA. Passado o primeiro impacto, liberados os contracheques do primeiro mês de implantação do subsídio, várias dúvidas afloram e os Auditores Fiscais questionam se a nova forma de remuneração realmente vale à pena. Primeiro, o reajuste parcelado em três vezes somente será consumado, em sua totalidade, em Com a violenta crise econômica, que já se manifesta em vários setores de nosso país - retração brutal do crédito, com a conseqüente queda na produção, e na arrecadação fica no ar o temor de que o governo reavalie o compromisso do reajuste, podendo diminuir o valor das parcelas. O discurso atual é de contenção de gastos, pelo governo, e política de apertar o cinto. Os colegas AFTs aposentados compulsoriamente - 70 anos de idade, assim como os por invalidez, até a presente data não estão incluídos em qualquer aumento de vencimentos. O que é pior: Sabe-se que em alguns Estados colegas aposentados, compulsoriamente ou por invalidez, tiveram redução de até 25% nos vencimentos. Uma situação alarmante, que já mobiliza esses colegas a procurar o Poder Judiciário para reaver seus direitos e repelir a insuportável injustiça. A MP 440, ao invés de diminuir o impacto negativo trazido pela Lei /04, na prática acabou ratificando essa lei sombria em todos seus termos, prejudicando, de modo evidente, os Auditores Fiscais mais antigos. Na verdade, não só os AFTs aposentados foram atingidos, duramente, pela Lei /04, mas, também, suas pensionistas. A administração tinha conhecimento, dessas distorções, e podia eliminá-las na edição da MP 440/08, mas não o fez. Outra questão que gera preocupação, em meio aos Auditores Fiscais do Trabalho, é concernente à forma que a Administração deverá adotar com relação à avaliação da produção fiscal de cada um. Numa solução provisória, adotou-se que o patamar mínimo de pontos, de produção mensal, será mantido até 31 de dezembro próximo. A MP 440/08 não menciona nada a respeito, e por suas disposições não há, mais, avaliação por pontos, pois a gratificação de incentivo para a fiscalização e arrecadação não existe mais. Também não há qualquer anúncio oficial acerca da nova forma a ser adotada. Esse elenco de questões que está sendo suscitado aponta que a Medida Provisória 440/08 está longe de ser o pretenso mar de rosas. Ela tem aspectos positivos, significou avanço na política de remuneração para os Auditores Fiscais Federais, mas apresenta várias dúvidas, e imperfeições, que necessitam ser removidas com urgência. A Inspeção, a Auditoria Fiscal do Trabalho, enquanto instituição nacional, da maior importância, merece especial atenção da Administração. 2 VISITE NOSSO SITE:

3 Edição Nº 273 Ago / Set de 2008 SINPAIT chega aos 55 anos, forte e independente O ELO Para puxar pela memória, e lembrar a já longa história da organização dos Auditores Fiscais do Trabalho, no Estado de São Paulo, a Diretoria do SINPAIT reuniu em sua sede, na Rua Avanhandava, 133, no Centro da capital paulista, vários expresidentes. O encontro foi na tarde do último dia oito de setembro, ao qual compareceram os veteranos ex-presidentes Manoel Alves Henrique, Milton Ferreira, Oswaldo D Aguiar Pereira Baptista e Roberto Machado Moreira, que conversaram por quase três horas com os colegas-diretores Luci Helena Lipel, Jesus José Bales, Adriano Salles Toledo de Carvalho, Maria Marly do Nascimento Jungers e Dalísio dos Santos. Também estava presente o colega AFT aposentado Walter Torres Arienzo, idealizador da logomarca de nossa entidade e, agora, trabalhando na formulação de seu novo visual (veja reportagem nesta edição). O encontro foi muito animado, revivendo passagens marcantes da Inspeção do Trabalho brasileira ao longo de seus últimos 50 anos. Ao final, comemorando-se o acontecimento, foi oferecido um chá completo aos participantes. 55 anos O SINPAIT Sindicato Paulista dos Auditores Fiscais do Trabalho, está comemorando 55 anos de existência. Ele foi fundado em 19 de maio de 1953, com o nome de Associação dos Inspetores do Trabalho no Estado de São Paulo. Naquela época os funcionários públicos eram impedidos de se sindicalizar e, por isso, procuravam se organizar em associações civis por meio das quais conduziam seus pleitos junto à Administração. A falta de respaldo legal e o rigor do Estatuto do Funcionário Público inibiam a luta classista, e os líderes do funcionalismo faziam, de modo cauteloso, o trabalho de organização. Restringiam a atuação mais ao campo político, defendendo as reivindicações por meio de parlamentares, afinados com os servidores, e negociando, às vezes até com dureza, perante os representantes governamentais. É bem verdade que o serviço público era muito atingido pela influência político-partidária e, na quase ausência de concursos, as nomeações eram por indicações, por apadrinhamento, pela filiação ao partido vitorioso na eleição. Os concursos Fotos: Arquivo SINPAIT A duras penas o Brasil evoluiu, institucionalmente, aperfeiçoando, por meio de concursos transparentes, o ingresso na administração pública. Aos poucos foi se impondo a meritocracia, o princípio da impessoalidade, no ato de nomeação. Só em 1988, com a aprovação da nova Constituição é que o servidor público brasileiro teve o direito à sindicalização, com o reconhecimento dos primeiros sindicatos de servidores, em nosso país. Assim, a legalização da luta classista, na administração pública brasileira, é muito recente, tendo apenas vinte anos. Na prática ainda não se consolidou ACOMPANHE NOSSO DIA-A-DIA NO SITE: 3

4 O ELO Edição Nº 273 Ago / Set de 2008 Walter Torres Arienzo criador do logo SINPAIT o sistema de negociação. Principalmente o Poder Executivo (federal, estadual e municipal) utiliza toda sua força, seu poder de pressão, para manter à distância os sindicatos de servidores, enfraquecendo sua atuação, quando não inviabilizando um processo normal de negociação. A influência da OIT Foi a OIT quem mais influiu para que o Brasil adotasse o sistema negocial no serviço público. A Constituição de 1988 legalizou o procedimento, dando ao servidor o direito de sindicalização. Mas a experiência, até aqui, não tem se mostrado satisfatória. Sobretudo não há equilíbrio na correlação de forças entre as partes, ou seja, entre os servidores (empregados) e o governo (empregador). Ademais, grande número de sindicatos de servidores públicos acabou refém de lideranças sectárias, ideológicas, a serviço de movimentos políticos, partidários, ou estritamente corporativos. Isso maculou a representação. Sindicatos, que deveriam ser expressivos, acabaram esvaziados. Há sindicatos que querem mostrar garra, fazem protestos barulhentos, provocam, com carros de som em alto volume, decretam greves que chegam a ser longas. Mas é atuação reduzida, com baixo índice de adesão espontânea, ou consciente. Os protestos e greves nem sempre incomodam o governo, que se mantém numa arrogância olímpica, cedendo apenas naquilo que lhe interessa ou, em muitas vezes, em nada. No início os sindicatos de servidores buscaram abrigo nas grandes centrais sindicais. Mas como elas também são, via de regra, ligadas a partidos políticos, acabaram perdendo a soberania para o confronto. Na oposição, a central sindical é atuante, combativa. No governo é dócil, acomodada, deixando o servidor público a ver navios. Essa realidade tem desgastado de modo profundo a atuação sindical no serviço público. O lado positivo é que, mesmo anonimamente, há dirigentes sérios, lutando pela organização dos servidores, batalhando pelo fortalecimento do sindicato. Buscam linha de conduta autêntica, sem adesismo, sem peleguismo, sem trocar apoio por vantagens na carreira, sem arrastar os servidores para aventuras inconseqüentes. Com vinte anos de sindicalização, ainda não há, salvo poucas exceções, sindicatos poderosos de servidores, como ocorre na iniciativa privada. Muitos alegam que a dificuldade maior, para a luta sindical do servidor público, é que não se define, de modo preciso, o seu empregador, pois, na realidade, o empregador seria o próprio povo, representado por autoridades que são transitórias no exercício do mandato. E quem não tem uma responsabilidade perene, nem consciência do papel público que exerce, prefere enrolar, empurrar com a barriga, e manter o servidor sempre na defensiva. Diferença entre os poderes De certa forma isso explica a disparidade da política salarial entre os três poderes da República, ficando evidente que os servidores do Executivo são, sempre, os que ganham menos e tem mais fragilidade em seus quadros de carreira. Outro aspecto importante, na luta principal dos servidores, é a conquista da simpatia da opinião pública. Apresenta-se como fundamental a projeção de uma imagem melhor do servidor, perante a população. O processo de desgaste é antigo e avassalador. Fernando Collor elegeu-se Presidente da República apresentando-se como caçador de marajás. Eleito, cumpriu a promessa demagógica, não caçando marajás, porém desarticulando importantes setores do serviço público, deixando em frangalhos a máquina administrativa federal. Por outro lado há, também, carência de bons cursos regulares para formar administradores públicos e pessoal de apoio. O Estado moderno não pode prescindir de funcionários bem qualificados, bem preparados, para movimentar a máquina pública e implementar os programas de governo. Nesse aspecto, a iniciativa oficial mais polêmica foi a adoção da terceirização. Ela fragilizou, ainda mais, a prestação dos serviços à população, além de despersonalizar, por completo, a figura do agente público. Esse trabalhador terceirizado, estando atrás do balcão, na repartição, mas como empregado de empresa privada, por mais correto que seja, não se sente com a responsabilidade necessária na implementação das tarefas, pois no dia seguinte poderá estar deslocado para outra área totalmente diferente. 4 VISITE NOSSO SITE:

5 Edição Nº 273 Ago / Set de 2008 O ELO A história do SINPAIT O atual Sindicato Paulista dos Auditores Fiscais do Trabalho foi criado em 19 de maio de 1953, como Associação dos Inspetores do Trabalho. Foi oficializado nesse dia em homenagem a Santo Ivo, o padroeiro dos Advogados. Naquele tempo quase todos nós, éramos advogados, pois a OAB permitia, então, o exercício simultâneo das duas atividades. Parece que a sugestão da data foi do saudoso colega Vinicius Ferraz Torres, que foi o primeiro Presidente da Associação. Mas a posse da primeira Diretoria só ocorreu no início de A sede era numa pequena sala, dentro da própria DRT, na Rua Martins Fontes, 109, recorda o colega AFT aposentado Adriano Salles, também da turma pioneira de Inspetores do Trabalho, da DRT Paulista. Ao longo de seus 55 anos, a entidade dos AFTs Paulistas teve quinze presidentes, alguns reeleitos para novos mandatos. Eis a relação dos presidentes, na ordem cronológica dos mandatos exercidos, sendo que todos eles têm a foto na galeria da sede da entidade: Vinicius Ferraz Torres, Roberto Machado Moreira, Manoel Alves Henrique, Nilo Guimarães, Cláudio Machado Rodrigues, Júlio Paiva, Oswaldo Pereira Baptista, Humberto Tallarico, Geraldo Loducca, Rubens Ferreira, Fernando Montenegro, Milton Ferreira, Jesus José Bales, José Carlos Gonçalves Faya, Luci Helena Lipel. Nasce o Sindicato Marly e Adriano Salles A Constituição aprovada em 1988 reconheceu o direito de sindicalização do servidor público. Assim, começaram a surgir às primeiras entidades. O primeiro sindicato de funcionários públicos, em São Paulo, foi o do pessoal da DRT, cuja Presidente era a Eladir Lima (Bete), que depois se agregou ao SINDSEF. Logo após surgiu o SAFITESP Sindicato dos Agentes Federais da Inspeção do Trabalho do Estado de São Paulo, cujo primeiro Presidente foi o colega AFT, atualmente aposentado, José Carlos Gonçalves Faya. Não foi pacífica a criação do sindicato. Muitos colegas eram contra e impediram a dissolução da AAFITESP. Não foi só em São Paulo. Em muitos Estados os auditores eram contra a transformação da associação em sindicato. Esse processo arrastou-se por vários anos. Atualmente a maioria dos Estados tem sua representação na forma de sindicato, mas alguns até hoje mantém a associação. Em São Paulo, coexistiam a AAFITESP (associação) e o SAFI- TESP (sindicato). E, ao longo do tempo, surgiu a Associação dos Fiscais do Trabalho Aposentados AFITRAP. Eram, portanto, três representações. Somente em 1996, a AAFI- TESP, na presidência da colega Luci Helena Lipel, após uma longa e exaustiva negociação, conseguiu a fusão das três entidades, nascendo o atual SINPAIT Sindicato Paulista dos Auditores Fiscais do Trabalho. Sua criação oficial ocorreu em 30 de Setembro de 1996, como registra a placa inaugural que se acha fixada à entrada de nossa entidade, com a denominação da época - Sindicato Paulista dos Agentes da Inspeção do Trabalho SINPAIT. Por disposição estatutária, ficou estabelecido o dia 19 de maio como o marco comemorativo da existência do Sindicato, preservando-se, assim, a memória histórica de primeira entidade representativa da categoria no Estado de São Paulo. Mas convém ressaltar que até hoje se mantém atípica a forma de representação sindical dos Auditores Fiscais do Trabalho de nosso país. Temos um sindicato nacional, o SINAIT, o que seria normal, se não houvesse os sindicatos estaduais. A forma de organização dos sindicatos, adotada pelo Brasil, é vertical, sobretudo porque, também se optou pela unicidade. Tem-se o município como célulamater a fixar a base mínima do sindicato. Então, a reunião de cinco sindicatos basta para gerar a federação; e as federações formam a confederação. No caso específico de nossa categoria, entendo que se mantivermos o sindicato nacional, os estados ficariam apenas como delegacias sindicais. Ou se forem mantidos os sindicatos estaduais, o sindicato nacional deve se transformar em federação. Penso desse modo não só para atender o aspecto formal da organização da categoria, mas, acima de tudo, para diminuição de custos e otimização de resultados, bem como a fixação, com bastante clareza, da área de atuação de cada um. Para mim esse é um dos temas mais sérios, na organização dos AFTs, em nível nacional, mas não sinto muita preocupação das lideranças nesse debate, ACOMPANHE NOSSO DIA-A-DIA NO SITE: 5

6 O ELO Edição Nº 273 Ago / Set de 2008 A sede própria Foi longo, áspero, difícil, o caminho para a aquisição da sede própria do SINPAIT, na Rua Avanhandava, 133 4º andar, na região central da capital paulista. Desde os anos 1950, quando de sua criação, a antiga Associação era sediada numa pequena sala, no terceiro andar da DRT central, no tradicional edifício da Rua Martins Fontes, 109. Naquele tempo os então Inspetores do Trabalho tinham direito a uma sala, só para eles. Logo após ser empossado, em 1990, o presidente Fernando Collor, dentro do seu truculento estilo de caçador de marajás, investiu com extrema violência contra os servidores públicos. Baixou um ato proibindo o uso de qualquer instalação federal para entidades representativas dos funcionários. Numa situação extrema como essa, saímos com a urgência que se fazia necessária, à procura de um imóvel para abrigar a associação. Achamos aqui perto. Com os recursos que havia em caixa, foi alugado um conjunto de salas no sexto andar do prédio de número 195, da Rua Martins Fontes. Na medida do possível, alojou-se bem a Associação. Mas a busca da sede própria logo se tornou ponto de honra para a diretoria. Na administração da colega Luci Helena Lipel, o colega Álvaro Lazzarini Júnior, atualmente aposentado, exercendo a função de tesoureiro, deu uma grande ajuda, pois foi ele quem descobriu o imóvel onde hoje se localiza a sede do SINPAIT. Foi adquirido todo o 4º andar, e com opção preferencial para adquirir, ou alugar, o anfiteatro, de 80 lugares, no subsolo do prédio. Pelo menos temos realizado as assembléias da categoria nesse anfiteatro. Dalísio Domingues dos Santos jornalista de O ELO Nasce O Elo Esta revista mensal do SINPAIT O ELO já tem uma longa vida e uma bonita história. Começou modesto, pequeno, um boletim para informar a aproximar os colegas, lembra o AFT aposentado Milton Ferreira. Na verdade ela teve como primeiros responsáveis os colegas AFT Luci Helena Lipel e Jesus José Bales. É Jesus quem conta a história do ELO. Seu primeiro número saiu em setembro de O Presidente da Associação era o colega Milton Ferreira. Foi dele a idéia de se fazer a publicação. Editado o primeiro número, não mais foi possível parar. O Boletim Informativo, antes apenas datilografado e copiado no mimeógrafo, foi tomando corpo, crescendo, e logo tomou feição de revista. Em janeiro de 1996 saiu a primeira edição colorida do Elo. Como o objetivo da Diretoria era utilizar a publicação para aproximar os colegas, com o slogan unindo pela informação, logo se aprovou o nome definitivo da revista, O Elo. Deixou de ser apenas dos auditores paulistas, para ter circulação entre os AFTS de todo o país, trazendo material jornalístico de todas as regiões, pois a redação tem por princípio publicar, dentro do possível, o material enviado por colegas de outros Estados. A prioridade editorial é a defesa da categoria e a divulgação ampla de tudo que diga respeito à Auditoria Fiscal do Trabalho em nosso País. Assim a revista do SINPAIT, que tem periodicidade regular mantida desde seu início, continua cumprindo seu lema Unir pela Informação. Ao longo de sua história O Elo publicou entrevistas com praticamente todos os Ministros do Trabalho, desde Já teve matérias repercutidas em órgãos da grande imprensa, inclusive em publicação da OIT, e em artigo do conhecido jurista Arnaldo Sussekind, um dos cinco redatores do texto da CLT, em De Celetista para Estatutário Lembrando batalhas importantes dos Auditores Fiscais do Trabalho de São Paulo, Jesus José Bales recorda a grande vitória da categoria, quando deixou de ser celetista turma dos concursos de 1975 e 1984 e passou a ser estatutário. Quando prestamos o concurso, em 1975, o edital explicitava a admissão de inspetores, do Ministério do Trabalho, na condição de contratados pelo regime da CLT. Era um dos monstrengos criados pelos burocratas do regime militar. E assim foi feito, gerando uma situação legalmente impossível, pois, os inspetores do concurso de 1955 eram estatutários, e nós, de 1975, celetistas. A categoria abriu uma grande luta para acabar com essa situação absurda. Nosso pessoal, aqui de São Paulo, por meio da AAFITESP, fez um trabalho técnico-legal de grande repercussão. Obteve um parecer do professor Hely Lopes Meirelles, então um 6 VISITE NOSSO SITE:

7 Edição Nº 273 Ago / Set de 2008 O ELO dos mais renomados juristas, em Direito Administrativo, de nosso País, que foi decisivo no convencimento do Governo em acabar com os inspetores do trabalho celetistas, fazendo com que todos se tornassem estatutários. Isso foi em novembro de Em 1988 essa vitória ampliouse, com o reconhecimento do tempo de celetista para gozo da licença-especial. Entendemos que o dirigente classista tem de estar sempre atento, conhecendo em todos os detalhes as questões em debate, para que a sua categoria não saia prejudicada. Isso demanda boa vontade, dedicação, desprendimento, consumir dias inteiros em negociações, em busca de apoios. Quem não tiver essa disposição, não deve se apresentar, pleiteando representar os colegas. Eleger a diretoria do Sindicato não é tão difícil, mas bem administrá-lo, bem conduzir a representação da categoria, aí sim, é sempre trabalhoso e exige tempo integral A interiorização Jesus recorda, também, que essa campanha pela conversão dos inspetores do trabalho à condição de estatutários foi importante porque interiorizou a atuação da Associação. Era preciso a mobilização de todos os colegas. A Diretoria iniciou, então, viagens por todo o Estado, fazendo concentrações regionais. A adesão dos colegas foi extraordinária. A maioria tornouse filiada. A associação cresceu. Nosso grupo de dirigentes visitou todas as então Subdelegacias e quase todos os postos de atendimento. Foi um movimento que tocou fundo a categoria e fortaleceu a representação. Por essa época idealizamos a criação da Pasta Verde, para transmitir diretamente aos colegas informações mais urgentes e a Pasta Amarela, com a atualização da legislação. Nessa época as Subdelegacias não recebiam o Diário Oficial da União e, assim, a Pasta Amarela, com a seção de legislação do ELO, passou a ter papel importante na rotina de trabalho dos colegas. Outro momento expressivo da categoria, em São Paulo, foi a longa greve dos Inspetores do Trabalho, em 1990, contra a brutal repressão que o Governo Collor desfechava sobre os servidores federais. Inspetores do Trabalho, funcionários administrativos, eram postos em disponibilidade, com ordens expressas de não mais comparecerem à repartição e, vencimento reduzido. Por essa ocasião, o governo começou o vergonhoso processo de terceirização. Empresas fornecedoras de mão-de-obra, geralmente de políticos, ou amigos do governo, eram abertas para abocanhar as centenas de postos de trabalho, então vagos. Logo os funcionários em disponibilidade ganharam, na Justiça, o direito à percepção do salário integral. Então as repartições, que tinham uma única folha mensal, passaram a ter três: a dos servidores que não foram afastados; a dos servidores em disponibilidade; e a dos empregados terceirizados. A greve deflagrada pelos inspetores do trabalho de São Paulo ao que consta a primeira da categoria dentre outros motivos denunciou essa situação violenta e caótica. Durou quase dois meses, com paralisação total dos serviços da fiscalização do trabalho. Chegou ao seu final dignamente, sem aceitar imposições da administração, mas na prática, não se conseguiu atendimento para os pleitos que apresentou. O êxito dessa greve foi a denúncia contra os desmandos, o que fez o governo moderar suas investidas contra os servidores, em São Paulo. Depoimentos que fazem história As narrativas dos ex-presidentes são o retrato, em preto e branco, do que foi a inspeção do trabalho, no Estado de São Paulo, a partir dos anos 1950, e a luta constante dos então Inspetores Federais do Trabalho pelo fortalecimento da instituição e da categoria. Milton Ferreira Milton Ferreira Idealizador de O ELO Reproduzimos o depoimento breve que o ex-presidente Milton Ferreira entregou à redação do ELO: A Inspeção do Trabalho começou a existir, de fato, após o concurso de Jovens, quase todos bacharéis, cheios de ideais, passaram a lutar para construir uma classe que marcasse o seu tempo. Nós, pessoalmente, ocupamos todos os cargos associativos, desde conselheiro, tesoureiro, secretário, vice-presidente e até interventor. ACOMPANHE NOSSO DIA-A-DIA NO SITE: 7

8 O ELO Edição Nº 273 Ago / Set de 2008 Roberto Machado Moreira Por essa época, o DASP, que cuidava do serviço público federal, estava reclassificando os cargos e nós estávamos no nível médio. Entendiam que o inspetor tinha, por dever funcional, olhar o quadro de horário e o registro. Somente isso. Lutamos para mudar essa visão e conseguimos o nível superior. De fato, o inspetor, além de fiscal, é advogado, contador, psicólogo, sociólogo, assistente social e até juiz, pois constata, in loco, a relação de emprego, a jornada de trabalho, a correta remuneração, as condições de trabalho e outros. E pouco depois vieram os colegas engenheiros de segurança e médicos do trabalho. No concurso de 1975 se exigiu título universitário. Junto com o colega Rubens, organizamos um cursinho preparatório para esse concurso, com cerca de quarenta, ou cinqüenta alunos. Em 1980, ao assumirmos a presidência, por impedimento do colega Fernando Montenegro, nomeado Delegado do Trabalho, convidamos muitos colegas para somarmos as forças e lutar pela classe. Os colegas Jesus Bales, Luci Lipel e o saudoso Otacílio, entre outros, responderam a esse apelo, e muito fizeram pela nossa querida Associação. Criamos um Boletim Informativo, visando divulgar nosso trabalho, com edição mensal, sendo o primeiro número em setembro de 1980, e os colegas Jesus e Luci foram seus primeiros editores e redatores, com os melhores e exitosos resultados. Ao depois, foi rebatizado para O Elo, esta revista de que toda a classe se orgulha. Durante nossa gestão, procuramos aumentar o número de associados, conseguindo mais de cem adesões. Fizemos um seguro de vida, sem ônus para o associado, pois eram constrangedoras as listas post-mortem, para fazer o enterro. Ganhávamos muito pouco, na ocasião. Na década de 70, viajamos por muitos Estados, ministrando cursos para os nomeados em 75. Constatamos que havia, nesses Estados, um potencial inaproveitado, que podia e devia ser somado aos dois grupos maiores, do Rio e São Paulo. Foi assim que nasceu, em São Paulo, sob nossa direção e apoio de representantes (diretores) das catorze entidades estaduais então existentes, a entidade nacional FASI- BRA, em 1980, que antecedeu o nosso querido e operoso SINAIT em Desde 1955 nosso lema sempre foi: Não sejamos arquipélago, e sim continente. Foi o que ocorreu. Hoje, no passar dos anos, constatamos que estávamos, e estamos certos, pois a classe está vitoriosa, graças a Deus. Roberto Machado & Carlos Lacerda O ex-presidente Roberto Machado Moreira, 87 anos, gaúcho de Bagé, foi da turma pioneira dos inspetores de trabalho da DRT/SP, aprovado no primeiro concurso, de Não foi tranqüila a nomeação dos aprovados. Tivemos de lutar muito. A fiscalização do trabalho era exercida pelos interinos, quase todos cabos eleitorais do velho PTB Getulista, nomeados politicamente. Fizeram de tudo para não perder o lugar. A batalha foi política. Fomos ao Rio num grupo de fiscais de São Paulo, que mesmo aprovados, não tinham haviam sido nomeados. Nosso grupo foi para Câmara, logo recebido por deputados da oposição. O líder deles era Carlos Lacerda, talvez o parlamentar mais brilhante do Brasil. Defensor do concurso público, Lacerda, após nos ouvir, foi para a tribuna e fez um discurso demolidor contra o governo, então chefiado pelo vice, Café Filho. Lacerda defendeu as nomeações com base no mérito, nunca na proteção política. Sua manifestação acuou o governo, que acabou nomeando os inspetores aprovados no concurso. Lembro a importante participação do colega Jorge Yunes, que ainda jovem, tinha boas ligações políticas. E também o advogado Sobral Pinto ajudou muito nossa categoria. Vejo aqui a meu lado o Manoel Henrique, o Osvaldinho Batista, o Milton Ferreira. Todos eles foram, valorosos nessa luta que conduziu à profissionalização a Inspeção do Trabalho brasileira. Roberto Moreira tem orgulho da idade e mostra-se mais jovial que nunca. Formado em direito, pela USP - ingressou na velha faculdade do Largo São Francisco em exerceu várias atividades e fez outros três cursos superiores, inclusive de Agrono- 8 VISITE NOSSO SITE:

9 Edição Nº 273 Ago / Set de 2008 O ELO mia e de Oficial Aviador da FAB, que não chegou a concluir. Até hoje Roberto Moreira ministra suas aulas de Direito do Trabalho na Universidade Mackenzie, em São Paulo. A idade dá status. Não sei se sou o mais antigo. Mas sei que sou o mais velho. Manoel x Marzagão O ex-presidente Manoel Alves Henriques, com 85 anos, tem memória precisa de fatos e datas, uma autêntica memória viva da Inspeção do Trabalho de nosso país. Cearense de Pedra Branca, antiga Mombaça, perto de Senador Pompeu, lembra que, ainda jovem, saiu do sítio Coriosinho, onde morava com a família, direto para o Rio de Janeiro, na busca de futuro melhor. Com 22 anos, depois de longa viagem de ônibus, estava no Rio de Janeiro, então Capital Federal e a cidade da esperança, no imaginário dos jovens nordestinos, que sonhavam com o futuro melhor, que a vida urbana poderia proporcionar. Era o ano de Vivi intensamente o clima político do Rio, que naquela época era uma agitação intensa, com a campanha da redemocratização e a vitória dos aliados contra o nazi-fascismo, nos campos da Europa. Vibrei de emoção no desfile de chegada dos pracinhas. Em 1945 o Rio de Janeiro transpirava civismo e política por toda parte. Aquele ambiente, para um jovem nordestino como eu, era fascinante. Iria marcar minha formação, como cidadão, para o resto da vida. Adquiri uma consciência democrática, da qual nunca mais me apartei. A liberdade, um povo livre, é o que há de melhor, mais importante, para as sociedades modernas. Manoel foi aprovado no concurso de 1955 e designado para Manoel Alves Henrique trabalhar no Estado de São Paulo. Chefiou o então posto de atendimento do Ministério do Trabalho em Presidente Prudente, onde conheceu sua esposa, dona Vilna. Recorda que no concurso de Inspetores do Trabalho, em 1955, foi preciso força policial, no local das provas, pois os servidores interinos ameaçavam jogar bombas e explodir o prédio, para impedir o concurso. Tivemos de enfrentar muitas situações assim. Quando era Presidente da Associação, tivemos um enfrentamento muito sério como o então Delegado Regional do Trabalho, Paulo Marzagão. Político do PTB Getulista, cevava pelegos sindicais na DRT. Um belo dia entregou credenciais da repartição a sindicalistas, autorizando-os a entrar nas empresas e fazer a Fiscalização do Trabalho. Aquilo era um ultraje, para nós, inspetores do trabalho, e a desmoralização da própria inspeção. A situação gerou revolta entre os colegas. Tentamos convencer Marzagão a voltar atrás, mas sem sucesso. Aí iniciamos processo de denúncia formal, à OIT, e numa ação política, fomos ao Rio de Janeiro, expor a situação absurda ao então Ministro do Trabalho, Parsival Barroso. Felizmente o Ministro foi sensível aos nossos argumentos e mandou Marzagão recolher as credenciais. Foi um momento muito difícil mas, pela primeira vez, os Inspetores do Trabalho, em São Paulo, mostraram união, disposição de luta e obrigaram a autoridade a recuar na sua decisão ilegal, finalizou o veterano Manoel Henrique. Oswaldo Baptista Decano da Inspeção Miudinho, passado dos 80 anos, ele tem nome emblemático, que lembra um senador do Império. Falamos do veterano colega AFT Oswaldo Pereira D Aguiar Baptista. Nasceu na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, mais precisamente no bairro da Piedade. Advogado, formado pela Faculdade de Direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Oswaldinho, como sempre é chamado, carinhosamente, pelos colegas, diz que o grande orgulho de sua vida foi ter estudado no colégio D. Pedro II, que na primeira metade do século XX era a melhor instituição de ensino da Cidade Maravilhosa. Mas lembra, também, que começou a trabalhar ainda criança, na profissão de torneiro, numa pequena empresa de seu pai. Oswaldinho diz que o curso na Escola de Administração Pública do DASP o deixou superafiado, motivo pelo qual foi aprovado nos concursos para Inspetor do Trabalho e para fiscal do antigo IAPI, que era o Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários, depois incorporado no INPS, que hoje é o INSS. Aprovado no concurso, que realizou no Rio de Janeiro, foi designado para servir em São Paulo, onde desenvolveu toda sua vida profissional. Menciona, com orgulho, ter feito especialização em Direito de Empresas e do Trabalho, na USP, onde foi aluno do saudoso professor Ce- ACOMPANHE NOSSO DIA-A-DIA NO SITE: 9

10 O ELO Edição Nº 273 Ago / Set de 2008 Oswaldo Pereira Baptista sarino Júnior, considerado o criador do Direito do Trabalho, no Brasil, o qual fazia questão de chamar de Direito Social. Nessa época ganhei o prêmio Rerum Novarum pela apresentação de minha tese. Especializado em negociação trabalhista, Oswaldo Baptista teve participação na elaboração da legislação que regulamentou essa atividade, hoje fundamental nas relações trabalhistas de nosso país. Como Auditor Fiscal do Trabalho fiz praticamente tudo que se refere à atividade. Fui Subdelegado do Trabalho em Sorocaba por vários anos. Fui coordenador da primeira fiscalização trabalhista, na então chamada Amazônia Legal, nos anos Vinte anos depois essa região entraria no foco das preocupações do governo, com a ocorrência do trabalho forçado, ou degradante, em muitas de suas fazendas, violência social que ficou popularmente conhecida como trabalho escravo. Também participei da redação da NR-28. Aliás, a área de saúde e segurança somente se estruturou, no Ministério do Trabalho, a partir de 1975, no governo Geisel. O Ministro do Trabalho, na época, era o Deputado gaúcho Arnaldo Prieto, parece-me que engenheiro de profissão. Fez uma gestão ministerial excelente. Altamente preocupado com a prevenção de acidentes, nomeou uma experiente comissão técnica que fez as normas de saúde e segurança, aprovadas em 1978 com a célebre Portaria E foi Prieto quem convocou, ainda nessa época, o primeiro concurso para admissão de médicos do trabalho e engenheiros de segurança, o que deu extraordinário impulso na Inspeção do Trabalho brasileira. Convidado a fazer um paralelismo técnico da Inspeção do Trabalho, em seu tempo, e a de agora, Oswaldo Baptista alegou ser impossível fazê-lo. A revolução tecnológica que o mundo vivenciou a partir dos anos 1980, com o surgimento da informática, envolveu profundamente o serviço público brasileiro. A par dessa mudança tecnológica radical, novas e mais sofisticadas formas de fraudar a legislação trabalhista passaram a ser detectadas, exigindo uma reciclagem técnica, e de legislação, quase constante da parte do auditor fiscal. Sou sempre otimista. Acho que toda essa inovação veio para melhorar o serviço, aperfeiçoar a auditoria, torná-la cem por cento profissional e impessoal. Por isso, entendo que a inspeção do trabalho brasileira, enquanto importante instituição pública, tem evoluído cada vez mais, acompanhando os novos tempos. Cabe a cada um de nós, Auditores, tanto aposentados, como eu, como os colegas da ativa, amar, respeitar, bem exercer e defender a Auditoria Fiscal do Trabalho, não só por ela ter a nobre missão de proteger o lado mais fraco da sociedade, mas, também, por atuar com grande responsabilidade na implementação das políticas públicas, como a proteção do Fundo de Garantia, esse patrimônio fundamental dos trabalhadores, finalizou Oswaldinho Baptista. Fernando Montenegro Presidente e Delegado Alguns ex-presidentes informaram da impossibilidade de comparecer à reunião. O ex-presidente Fernando Montenegro que não pode completar seu mandato, de vez que, por ocasião de sua presidência, assumiu o comando da Delegacia Regional do Trabalho em São Paulo, encaminhou um breve relato para a redação de O ELO. Deixou registrado que a presidência de uma associação e/ou sindicato é de grande honra para uma pessoa, pois, sendo escolhido pelos seus pares, considera-se com muita responsabilidade para exercer o seu mandato. E foi o que fez durante o breve tempo em que, com muito orgulho, foi o presidente da Associação dos Inspetores do Trabalho em São Paulo. Faya Primeiro Presidente do SAFITESP Em meados do ano de 1990, já com a Constituição de 1988 em vigor, a AAFITESP Associação dos Agentes Federais da Inspeção do Trabalho no Estado de São Paulo realizou uma assembléia para sua transformação em sindicato. Infelizmente, como a maioria dos filiados da AAFITESP, naquela época, tinha um perfil mais conservador, não foi possível a sua transformação em sindicato. A partir daí, um grupo de colegas mais arrojados, a maioria pertencente a então Diretoria da AAFITESP, entendendo que a sindicalização traria mais força e representatividade à categoria, decidiu fundar um sindicato. Cumpridas as formalidades legais, surgiu, assim, no dia 28 de setembro de 1990, o SAFITESP SINDICATO DOS AGENTES FEDE- RAIS DA INSPEÇÃO DO TRABA- LHO NO ESTADO DE SÃO PAULO, 10 VISITE NOSSO SITE:

11 Edição Nº 273 Ago / Set de 2008 O ELO o primeiro sindicato representativo da categoria em São Paulo. Eu fui escolhido como seu Presidente, de vez que, há algum tempo, vinha colaborando com a Diretoria da AAFITESP. Estatuto registrado, foi locado um conjunto, no mesmo prédio onde funcionava a AAFITESP, na Rua Martins Fontes. É preciso que se diga que AAFITESP e SAFI- TESP tinham o mesmo objetivo e trabalhavam juntos. O SAFITESP somente foi fundado pela impossibilidade da transformação da AAFITESP em sindicato. O SAFITESP funcionou até setembro de 1996, quando, por iniciativa dos colegas Luci Helena Lipel, Presidente da AAFITESP, Manoel Alves Henrique, Presidente da AFITRAP e Jesus José Bales, Presidente do SAFITESP decidiram juntar forças e, dessa união nasceu o atual SINDICATO PAU- LISTA DOS AUDITORES FISCAIS DO TRABALHO SINPAIT, fixando sua sede na Rua Avanhandava nº 133 4º andar São Paulo. Conclusão A seguir, o entrevistador Dalísio dos Santos, deu a palavra à atual Presidente Luci Helena Lipel. Esta, em rápidas palavras, deixou registrada a sua satisfação em poder colaborar com a categoria em todas as oportunidades que se apresentaram. Acrescentou que, embora tenha ingressado no Ministério do Trabalho em 1975 e podendo participar, a convite do presidente Milton Ferreira, da redação do primeiro número de nosso boletim informativo, somente em 1984 passou a pertencer à Diretoria, no cargo de Secretária, sendo eleita presidente em setembro de Orgulha-se em dizer que foi a primeira mulher na presidência da Associação e posteriormente, no atual Sindicato e que teve a coragem e determinação de realizar, com a colaboração de todos os colegas paulistas, o grande encontro da categoria em São Paulo o XIII ENAIT, em Ressaltou que, sua participação na diretoria da entidade foi muito gratificante e de grande valia, pois, abriu-lhe novos horizontes, convivendo, sempre, com novas pessoas, autoridades, parlamentares e colegas, não só de São Paulo, mas, também de outros Estados. E complementa, a luta pelo engrandecimento da instituição e valorização da categoria é sempre estimulante e, mesmo quando o momento não nos parece é favorável, essa força não nos deixa perder a esperança de se chegar à vitória. Agradece a todos os que colaboraram com suas gestões e também aos que a escolheram como sua representante. Finalizando, aproveita para relembrar, em breve resumo, uma história narrada em uma das edições de O Elo pelo colega e expresidente Rubens Ferreira, ao qual muitos de nós devemos os primeiros ensinamentos sobre a condução do SINPAIT. Rubens conta que em uma cidadezinha do interior, o padre, diante da evidência do estado da igreja, concluiu que ela necessitava, urgentemente, de uma reforma, especialmente em sua pintura. No domingo, do púlpito, convocou os fiéis. A tinta fora doada pela fábrica e todos deveriam comparecer no sábado. No dia marcado, lá estavam o padre, o sacristão e um fiel, por sinal velhinho e aposentado. O padre ficou desconsolado. Ele, que se considerava líder espiritual da comunidade, não conseguia apoio para uma obra que todos julgavam necessária. Consultou, então, o gerente da fábrica de tintas que, após ouvi-lo, pacientemente, lhe deu uma sugestão. O conselho valeu a pena. Em pouco tempo a igreja ressurgiu, pintada e formosa, para a alegria e orgulho de todos. Qual foi o segredo? Segundo o seu consultor, o pároco deveria pedir a cada paroquiano um metro quadrado, só um metro quadrado, da parede a ser pintada. E, concluía Rubens Ferreira: o que se pede a cada colega não é muito, mas, que cada um se proponha a pintar o seu metro quadrado desta igreja, que é nossa casa. Cada um é responsável por ela - símbolo de nossa garra, de nossa luta, de nosso amor à profissão. Nesses 55 anos de existência de nossa entidade, muitos colegas abnegados têm respondido a este chamamento, ajudando a construir, a melhorar e solidificar a Jesus José Bales nossa imagem e identidade, e, é, por isso, que, estamos repassando, nesta oportunidade, a nossa história, a nossa memória, conclui Luci, reverenciando a todos participantes dessa caminhada. Dada a palavra ao futuro presidente Jesus José Bales, este se limitou a enaltecer a figura de todos os ex-presidentes, pois para quem conheceu o SINPAIT praticamente durante 30 (trinta) anos, tem certeza de que cada um cumpriu o seu dever. (D.S.) ACOMPANHE NOSSO DIA-A-DIA NO SITE: 11

12 O ELO Edição Nº 273 Ago / Set de 2008 Encontro dos Gerentes Regionais Hiroshi Kimura Jornalista MTE nº No aprazível e bucólico Hotel Camping Estância Atibainha, nas margens da Rodovia Dom Pedro I, no município de Nazaré Paulista, realizou-se nos dias 28 e 29 de agosto a reunião dos Gerentes Regionais do Trabalho e Emprego. O evento, que ocorre bimestralmente, coincidiu desta vez com o encerramento do curso de uma semana, iniciado no dia 25 do referido mês, de atualização sobre segurança e saúde para os AFTs que se inscreveram em suas unidades de lotação. O encontro dos Gerentes Regionais Na gama imensa de assuntos administrativos e técnicos tratados na reunião de dois dias, alguns merecem destaque, como a iniciativa da Superintendente Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo, AFT Lucíola Rodrigues Jaime de ter obtido junto à FUNDACENTRO, o programa para o controle informatizado do patrimônio, inclusive a cessão da leitora ótica, equipamento de custo elevado que a SRTE/SP ainda não dispõe. Há servidores da SRTE sendo treinados na FUNDACENTRO e ainda neste ano será implantado esse controle em São Paulo. A questão do concurso para servidores administrativos foi abordada pela Superintendente, dando conta da existência de cerca de 280 vagas disponíveis para o Estado de São Paulo. Se isso se concretizar, certamente trará impactos na rotina da Superintendência e das Gerências, porque atualmente existem em todo o Estado mais de 300 trabalhadores terceirizados. Outra luta que a colega Lucíola tem travado é em Brasília, junto ao Chefe de Gabinete do Ministro Carlos Lupi, Marcelo Panella, no que diz respeito à reposição de trabalhadores terceirizados, sendo o nosso Estado o que conseguiu maior número de reposições (mais de 200), não só pela sua atuação, mas também pelo apoio político do Deputado Federal Paulo Pereira. Informou também sobre a prioridade das Gerências Regionais de Itapeva, Osasco e Ribeirão Preto para transferência de AFTs, em virtude das dificuldades enfrentadas nesses locais pelo pouco número de Auditores Fiscais. Disse ainda que todo o processo de aquisição de computadores é gerenciado por Brasília. Orientou também quanto ao descarte de materiais inservíveis e obsoletos. Disse que há muitos móveis, mesas, armários, cadeiras no prédio da Rua Conselheiro Ramalho, alguns com pequenos defeitos, que podem ser examinados e solicitados pelas gerências. Treinamento A responsável pelo setor, Silvia Maria Orlandi solicitou a diversas gerências a complementação de documentação dos estagiários, esclarecendo que a aprovação de todos os TCE dos estagiários são liberados pelo Secretário Executivo do Ministério, o que tem acarretado demora na contratação/reposição de estagiários. Seção de Multas e Trabalho Infantil A colega AFT Nilza da Costa Mendonça, Chefe da SMR tratou de questões de sua área, em especial as relacionadas ao COMPROT Sistema Comunicação e Protocolo previsto para sair de operação no dia 20 de setembro e cadastramento de processos no CPRODWEB. A grita geral dos Gerentes Regionais foi quanto à dificuldade de operacionalização do CPROD, nos moldes atuais, sobretudo considerando a precariedade do sistema e lentidão da rede atual. Nilza justificou a ausência da colega AFT Alice Grant Marzano, responsável pelo trabalho infantil, que se encontrava em Brasília a serviço da SRTE/SP. Administração Futuras licitações, tais como: consultório odontológico, sistema CFTV para as gerências, manutenção predial, de veículos, pinturas de prédios (Marília e São Bernardo do Campo), material permanente, materiais para manutenção predial foram os temas tratados por Líria Izumi Hasegawa, responsável pelo setor de administração. A Superintendente elogiou a atuação de toda a sua equipe de apoio na central, em especial a Líria, a Nilza Mendonça e a Roseane Lima Araújo, as duas últimas acumulando funções, como gestoras dos contratos de limpeza e recepção. Celso de Almeida Haddad, Chefe da SEGUR igualmente tem acumulado função, como Gestor do contrato de vigilância. SFISC e SEGUR Queda de produção dos AFTs, número excessivo de Autos de Infração enviados por via postal, planejamento estratégico da fiscalização para o ano de 2009, inserção de pessoas com deficiência, aprendizes, erradicação do trabalho infantil e análise dos resultados fiscais, do período janeiro/julho de 2008, foram os temas sobre os quais versaram os debates. Como lhe é peculiar, o colega Toninho consolidou todo o material, de excelente nível técnico e distribuiu aos participantes, além dos formulários impressos, através de CD e DVD. SERET Aylza Gudin, responsável pela Seção falou sobre o estágio atual do projeto HO- MOLOGNET, esclareceu as dúvidas suscitadas em especial sobre o registro sindical e desmembramento de base e os últimos informes de sua área. Em emocionado depoimento enalteceu o trabalho da Superintendente Lucíola frente à SRTE/SP, falando da dedicação e da entrega da colega que não tem medido esforços para a melhoria da SRTE de São Paulo. NPS Núcleo de Programas Sociais Frente às novas atribuições acometidas às Superintendências Regionais nos Estados, a Superintendente Lucíola apresentou o Gerente do NPS Atílio Machado Peppe, que demonstrou os programas existentes e em curso no Estado. Doravante será cada vez mais intensa a participação das SRTEs na fiscalização dos convênios em vigor para propiciar melhor atendimento à população e implementar as políticas públicas na área social do Governo Federal. SINPAIT A Presidente do Sindicato Paulista dos Auditores Fiscais do Trabalho, Luci Helena Lipel e o Vice de Administração Jesus José Bales compareceram no evento para comunicar a todos que a Medida Provisória do reajuste do funcionalismo havia sido assinada naquele final de tarde e que seria publicada. Luci parabenizou os colegas pela vitória alcançada, fruto da perseverança de toda auditoria fiscal, ressaltando o empenho da Superintendente Lucíola, que agendou uma reunião das entidades representativas, no Estado de São Paulo, das categorias típicas, com o Ministro Carlos Lupi na sede da SRTE em São Paulo, que fez gestões junto ao Senhor Presidente da República. Encerramento No final do dia 28, todos os Gerentes Regionais e demais participantes do encontro compareceram ao encerramento do Curso de Atualização em Segurança e Saúde realizado no mesmo local. Em sua manifestação a Superintendente Lucíola agradeceu a adesão dos participantes, aos colegas Makoto Sato, Ana Palmira, Noé, Celso Haddad e Viviane, também aos professores da FUNDA- CENTRO que viabilizaram o evento. Após o encerramento da solenidade houve confraternização com um churrasco no restaurante local. 12 VISITE NOSSO SITE:

13 Edição Nº 273 Ago / Set de 2008 O ELO A História do logo do SINPAIT Walter Torres Arienzo AFT aposentado/sp Antes de falar sobre a logomarca, quero deixar na memória do nosso Sindicato, meu relacionamento com o Jesus. Quando ingressamos no Ministério do Trabalho, em 1975, por concurso, o País era dirigido pelo regime de exceção. No início da década de 1980, os então designados Inspetores do Trabalho foram encaminhados, em treinamento, para a Avenida Tiradentes onde funcionava o SESC. Ali, eu e um grupo de colegas permanecemos uma semana recebendo aulas de Psicologia e nada de Legislação do Trabalho. Recebemos ensinamentos e prática de psicodrama, uma espécie de situação em que os atores éramos nós, simulando fiscalizações reais em que fazíamos papéis de empresários, sendo fiscalizados, e de fiscais autuando empresas. Tudo em nome de uma rígida moral e ética que deveriam sempre nortear-nos no serviço público. Em um dos intervalos para almoço fiquei sentado ao lado de um colega que, nas conversas com os mais próximos, demonstrava uma garra e ânimo de lutador pelos interesses do grupo: o que deveríamos fazer, como agir no serviço público, a atenção aos empregados, aos mais fracos, à causa trabalhista nacional. Percebi nele um possível líder para o grupo de Em tom mais de salutar brincadeira séria, lancei de repente um slogan Para a Associação, Jesus é a salvação! Lembro que àquela época os Inspetores do Trabalho da Delegacia Regional pertenciam a uma entidade denominada Associação dos Inspetores do Trabalho de São Paulo. O jovem Jesus gostou da idéia, e com o tempo, nós que nos chamávamos de os novos, trabalhamos muito para participar da diretoria da Associação, o que veio a ocorrer, anos depois. Posteriormente a associação foi transformada em sindicato que hoje leva o nome de SINDICATO PAULISTA DOS AUDITORES-FISCAIS DO TRABA- LHO SINPAIT. Sempre colaborei com o nosso Sindicato, com Jesus, Luci, e outros maravilhosos colegas; pertenci a uma das chapas como vice-diretor de fiscalização, enfim, como muitos e abnegados colegas, sempre vesti a camisa da entidade. Por sugestão minha, Jesus comprou a idéia de criarmos um logotipo que ficaria como marca de nossa representação classista. Criei então, após vários esboços, sendo, a final, escolhido o atual logotipo: mapa do Estado de São Paulo, delineado por linhas pretas e atravessado verticalmente por duas faixas - uma verde e outra amarela - e abaixo do mapa a sigla SINPAIT, anteriormente AAFITESP. Muitos colegas, na oportunidade, interpretaram que as faixas, verde e amarela, simbolizavam as torres do edifício do Congresso Nacional; outros comentavam que elas lembravam as chaminés, simbolizando as indústrias do estado de São Paulo. Ocorre que ao criar as faixas, objetivei que elas seriam impressas de cima a baixo como margem de um papel-ofício, ficando, portanto, como estão na atual logomarca, interrompidas pelo vazio do mapa. O logo seria, dessa forma, sempre impresso tendo como margem as faixas duplas em qualquer papel de correspondência. Ocorre, porém, que na prática, o logo vem sendo estampado com as faixas seccionadas, o que tem dado esse tipo de interpretação equivocada. Ressalte-se que, ao longo desses anos, esse símbolo tem atingido a sua finalidade: é a marca de nosso sindicato, é a foto de nossa entidade classista, é a imagem que nos identifica e pela qual somos reconhecidos. No entanto, como tudo na vida, chega o momento em que se sente a necessidade de rever e de se renovar, adequando-se aos novos tempos, buscando-se, assim, a sua imagem dentro do contexto atual. Assim, este amigo conselheiro vendeu novamente, agora, para a Foto: Arquivo SINPAIT colega Luci a necessidade de remodelarmos o logo, sem perder a essência da idéia original e sem causar um grande impacto em uma imagem já sobejamente reconhecida, a nível nacional, face ao sucesso do ELO nosso boletim informativo. Daí estarmos apresentando o novo logo : o mesmo mapa de São Paulo - extensão territorial de nosso SINPAIT sem as faixas anteriores (causadoras de interpretações equivocadas), mas composto, em seu interior, de listas (paulistas) sendo, duas delas nas cores - verde e amarelo (da bandeira nacional), simbolizando o caráter federal da fiscalização do trabalho. Entre as demais listas pretas e brancas, no eixo central, a nossa simpática sigla SINPAIT, fechando-se o mapa com duas listas vermelhas, trazendose, nessa composição para o novo logo as cores do Estado de São Paulo (vermelho, preto e branco). Ao SINPAIT, à nova diretoria eleita, ao JESUS e à LUCI, aos demais integrantes da diretoria e ao novo LOGO, desejo felicidades e que continuem a bem representar nossa categoria. ACOMPANHE NOSSO DIA-A-DIA NO SITE: 13

14 O ELO Edição Nº 273 Ago / Set de 2008 Cresce número de refugiados em São Paulo A assistente social Heloísa Maria Rego Gomes, da Caritas Arquidiocesana de São Paulo, disse que, atualmente, há refugiados acolhidos no Estado de São Paulo. São procedentes das mais variadas regiões do mundo, sobretudo da África negra, onde há áreas atingidas por violentas lutas tribais, ou políticas, como Darfur, no Sudão, ou castigadas por fenômenos naturais, como secas, enchentes e pragas que destroem as plantações. São Paulo acolhe 60% dos que solicitam refúgio ao Brasil. A Caritas Arquidiocesana de São Paulo recebe refugiados por meio de convênio com o ACNUR, que é o Alto Comissariado das Nações Unidas para refugiados, presente em cerca de 180 países. A Caritas Internacional tem sede na Alemanha, sendo um dos mais importantes serviços sociais da Igreja Católica, mobilizando milhares de funcionários e voluntários, em todo o mundo. Em São Paulo A Caritas Arquidiocesana de São Paulo é uma organização da sociedade civil que integra a rede de proteção do ACNUR desde Mas bem antes, desde 1977, já trabalhava com a questão dos refugiados, por intermédio da Comissão de Justiça e Paz. No Centro de Acolhida para Refugiados, na Rua Venceslau Brás, 72, ao lado da Praça da Sé, no coração da capital paulista é o velho palacete do Carmo seus funcionários atendem todos os que chegam a São Paulo em busca de refúgio. A primeira providência é passar a eles orientações para que possam receber assistência legal, e pessoal, como o documento de identidade. Esse trabalho da Caritas foi reconhecido pelo ACNUR, e pela comunidade internacional, que em 1985 homenagearam o seu então presidente, Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, outorgando-lhe o prêmio Nansen. Os três principais focos de atuação da entidade são a proteção, a assistência e a integração do refugiado, assim considerada toda pessoa vítima de perseguição, da violência, ou da intolerância, sendo obrigada a abandonar o próprio lar, a terra natal, fugindo para outro país onde possa escapar da morte. No Brasil, além da Caritas, o ACNUR trabalha em parceria com o CONARE Comitê Nacional para os Refugiados, que pertence ao Ministério da Justiça. O Brasil é signatário da Convenção sobre o Estatuto dos Refugiados, adotada pela Assembléia Geral da ONU em Autorização para o trabalho A assistente social Heloísa Rego Gomes esclareceu que o refugiado, aceito legalmente, nessa condição, tem o direito de trabalhar, como se fosse um brasileiro. Explicou que as pessoas chegam à nossa fronteira e pedem refúgio à autoridade que ali está presente, geralmente a Polícia Federal. Então são encaminhadas ao escritório oficial mais próximo, onde são entrevistadas e, aceitas no país, recebem documentação provisória, que as legalizam no território brasileiro. Só então são enviadas a Organizações Sociais de Amparo, como a Caritas Arquidiocesana. O refugiado, com o protocolo oficial de permanência, recebe a carteira de trabalho, onde é anotada sua condição especial, e assim, está apto a trabalhar. Os estrangeiros refugiados recebem, de nosso pessoal, toda orientação e assistência. São encaminhados a repartições públicas que fazem colocação, às agências de empregos, às frentes de trabalho do governo do Estado e das prefeituras. Normalmente conseguem posto de trabalho. A entidade Arsenal de Esperança, por exemplo, oferece-lhes alimentação e local para dormir, o que também ocorre com a Casa do Migrante e a Obra Social Nossa Senhora Aparecida, disse a senhora Heloísa Gomes. Na América Latina o Brasil e o México são os países que, por tradição, mais acolhem refugiados. Ultimamente tem aumentado, em São Paulo, a chegada de refugiados do oriente médio, inclusive do Iraque. Todos os dias, na parte da manhã, no corredor de entrada da Caritas Arquidiocesana de São Paulo, é comum estarem de vinte a trinta pessoas refugiadas, esperando atendimento. Um desses, tentando se expressar em inglês, disse se chamar Jomo, originário do Kênia, país africano onde ocorreram sangrentos distúrbios étnicos e políticos, há cerca de dois meses. Disse que sua aldeia foi incendiada, fazendo com que ele e sua família se escondessem na mata e, depois, fugissem do país. (D.S.) 14 VISITE NOSSO SITE:

15 Edição Nº 273 Ago / Set de 2008 O ELO MTE prepara lei para terceirização O sindicalista e ex-deputado Federal Luiz Antônio Medeiros, Secretário de Relações do Trabalho, do MTE, em Brasília, anunciou que o Ministério do Trabalho já estuda uma nova lei, para a terceirização das atividades laborais, no Brasil, objetivando pôr ordem na casa. Admitiu que os principais segmentos sociais serão convidados a opinar, mesmo porque é sempre muito polêmico interferir nesse campo. Medeiros fez sua exposição num encontro técnico na SRTE, em São Paulo, na manhã do dia 29 de agosto último, quando o AFT André Grandizoli (SRTE/DF), Secretário Adjunto de Relações do Trabalho debateu com colegas AFTs da Superintendência paulista, a implantação do sistema de auto-composição (negociação entre sindicatos) riado pela recente Portaria 186, do MTE, que, por sua vez, também tem sido criticada por vários setores da área trabalhista. Quem tem feito as críticas à Portaria 186 é a Confederação Nacional do Comércio. Sabemos que há uma contestação no Supremo Tribunal Federal, feita por onze confederações de trabalhadores em conjunto com grandes confederações patronais. Já perderam a liminar. Mas o mérito deve ser julgado, talvez, só no ano que vem, afirmou Luiz Antônio Medeiros. Ele enfatizou que a Portaria 186 foi editada para tornar mais transparente o registro sindical. Quando chamamos para a auto-composição, o sindicato de carimbo não aparece. Ele sabe que não tem um mínimo de substância, de representatividade para fazer qualquer pleito. Prosseguindo Medeiros disse que a FIESP também questionou a Portaria 186, alegando que ela facilita a criação de outras federações. Respondemos que isso é verdade, como antes dela isso também era possível. A Constituição não diz que a base da federação é o território estadual. Podemos ter mais uma federação empresarial em São Paulo, desde que uma não sobreponha à outra. A Constituição de 1988 manteve a unicidade sindical, mas dá às entidades ampla autonomia e liberdade de ação. Lembramos que bastam cinco sindicatos regulares se entenderem, para criar uma federação. Por isso não há razão para tanta oposição à Portaria 186. Ela veio para arejar, oxigenar o organismo sindical brasileiro. Percebemos que a oposição principal parte das entidades patronais. Parece ser coisa cultural, mentalidade arraigada, conservadora. E tem a arrecadação da contribuição sindical. O Brasil é o único país do mundo que tem esse tipo de imposto. Antes, além de nós, havia no Iraque. Mas nem lá existe mais. A nossa luta sindical é pelo aperfeiçoamento das relações de trabalho, uma coisa muito maior, que envolve toda a nação. Se, pela auto-composição, os sindicatos divergentes puderem chegar ao consenso, com o trabalho de aproximação feito pelo Ministério do Trabalho, pelos Auditores Fiscais, mediadores, acho que estaremos dando uma boa contribuição no aperfeiçoamento do sindicalismo no Brasil. Medeiros lembrou, ainda, que a partir de janeiro 2009 as convenções coletivas de trabalho somente serão recebidas, no Ministério pelo sistema informatizado. Contrário Em recente artigo no jornal O Estado de São Paulo sob o título Anarquia e Sindicalismo, o advogado e consultor Almir Pazzianotto, ex-ministro do Trabalho e ex-presidente do TST, considerou a Portaria 186 ineficaz, sem força para resolver qualquer dos grandes e antigos problemas do sindicalismo brasileiro, destacando que a situação piorou muito nessa área egredimos para entidades nebulosas, dirigidas por pelegos - Pazzianotto afirma ainda ante o perigo de ser tido como patrocinador de negociatas envolvendo registros e bases territoriais, o Ministério do Trabalho pensou em reagir, com a aprovação de Portaria disciplinadora de ambas as matérias. Mais adiante criticou: O ato em causa extravasou os limites das atribuições ministeriais, como deixou patente, em artigo publicado pela revista Trabalho, o Ministro José Carlos Arouca, do TRT/SP. O governo pensa em resolver o problema que aflige empregados e empregadores, os quais já não sabem quem os representa, com quem dialogar, negociar e para quem recolher a Contribuição Sindical obrigatória, tantas se tornaram as invasões de categorias profissionais e de empresas, praticadas por entidades recém-nascidas, nebulosas e dirigidas por pessoas obscuras. A estrutura sindical herdada do Estado ovo não comporta reforma e os problemas que apresenta jamais alcançarão solução por meio de portarias. ACOMPANHE NOSSO DIA-A-DIA NO SITE: 15

16 O ELO Edição Nº 273 Ago / Set de 2008 E Pazzianotto finalizou: O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva perde excelente oportunidade de enriquecer a biografia, ao consentir que a estrutura sindical sobreviva cambaleante, e corrupta, sob a direção, salvo as exceções de praxe de notórios e vitalícios pelegos. A razão da Portaria 186 O AFT André Grandizoli, Adjunto da SRT, disse que o volume, cada vez maior, de conflitos de representação sindical, congestionando a Justiça do Trabalho, foi o que incentivou a intervenção do MTE, editando a Portaria 186, que busca uma solução conciliatória prévia entre as partes (impugnante e impugnado), procurando evitar a contenda judicial. Estudando bem essa questão o Ministério concluiu que boa parte desses conflitos surge de mal-entendido entre as partes. Entendeu-se que as entidades em atrito pudessem ser chamadas para uma conversa franca, objetiva, as divergências poderiam ser esclarecidas, e um processo a menos deixaria de existir no Judiciário. Como o Ministério do Trabalho tem longa tradição na mediação trabalhista, feita por meio de seus auditores, idealizou-se utilizar essa forma de atuação no âmbito da disputa sindical. Porém, a mediação é iniciativa voluntária das partes, na qual o auditor-mediador é, apenas, facilitador na busca do entendimento. Já no conflito entre sindicatos o Ministério teria de exercer participação mais objetiva, tornando compulsória essa discussão prévia, no âmbito do MTE, sob pena da parte interessada ter arquivado seu pleito, sem qualquer acolhida de impugnação. Daí é que evoluiu a idéia de criar uma reunião de auto-composição. Assim, se o Ministério entende que há um conflito, as entidades são convocadas para a reunião de auto-composição, convocação que é compulsória (art.13 da port. 186), e se a parte não comparecer será considerado que ela abre mão do pedido, que de imediato será arquivado. É óbvio que as partes têm, como força muito mais expressiva, o poder judiciário. Se em meio à negociação de auto-composição ocorrer ação judicial a respeito, o processo administrativo será sobrestado, aguardando a decisão da justiça. André lembrou que é muito importante a análise da legitimidade da impugnação. Se considerada ilegítima, é arquivada, impossibilitada de seguir adiante. É o Secretário de Relações do Trabalho, em Brasília, quem acolhe ou não, o pedido de impugnação. As reuniões de auto-composição são públicas. Qualquer um pode assistir, mas sem direito a participar, o que é restrito às partes convocadas. As reuniões envolvem entidades do mesmo patamar de representação, mesmo grau, ainda que um sindicato, impossibilitado de comparecer, poderá fazê-lo por meio de sua federação, ou confederação com o necessário instrumento legal de representação, para isso. A ata conclusiva somente será redigida ao final do processo de autocomposição, devendo ser objetiva, bastante clara, atendo-se estritamente ao que foi acordado, ou não, eis que sempre caberá, à parte contraria, o direito de recorrer à justiça. O resultado da auto-composição não pode propor que sindicato represente meia-categoria. Essa questão da representatividade deve ficar expressamente transparente. André Grandioli informou que, para facilitar, o Ministério do Trabalho está trabalhando na criação de uma tabela de categoria. Ela será o ponto básico para as análises. Se o peticionário de registro estiver na tabela, o pedido será acolhido. Do contrário, não. A ata da reunião é que vai determinar quem muda, o deve ser mudado, no estatuto sindical, com seu início formal: O impugnante ou impugnado) se compromete a retirar (ou incluir) em seu estatuto.... Terminado o processo negocial, o fundamental é que tudo tenha se esclarecido e resolvido. A auto-composição será sempre em nível de superintendências, mas pretende-se que, em certas circunstâncias, possa ser feita nas agências. Não havendo acordo o processo será sobrestado até que o Judiciário decida e informe o Ministério. Assim, a autocomposição é procedimento de ofício do MTE. A ata explicativa de tudo é do auditor-mediador. O colega AFT José Vieira Rocha Júnior (GRT/Oeste/SP) lembrou que, em caso de frustração da auto-composição, é necessário mencionar o motivo na ata. Os presentes receberam cópia da Portaria 186 e da Ordem de Serviço que fixa as regras para sua implementação. No período da tarde foram feitas 04 audiências de auto-composição. Participaram dessas reuniões de trabalho as seguintes pessoas: André Grandizoli (SRTE/Brasília), AFT Aline Lorena Mourão dos Santos (SRTE/Brasília), Simone B. Ribeiro (terceirizada SRTE/ Brasília), Luiz Antônio Medeiros (Secretário SRTE/Brasília), Aylza Gudin (Chefe SERET/SP), Salatiel Mendes Gomes (Chefe Setor Mediação/SERET/SP), Edilaine Braga (SERET/SP), AFT Benedito Pedro da Silva (Chefe /GRTE/Leste/SP), AFT Carlos Magno dos Anjos (Mediador/GRTE/Leste/ SP), AFT Márcia Henriques Fernandes (/GRTE/Norte/SP), AFT José Vieira Rocha Júnior (GRTE/ Oeste/SP), AFT Marcos Roberto Tavares (GRTE/Sul/SP), AFT Carlos Kuba (Chefe GRTE/Sul/SP), AFTs. Cláudio Neves Martins e Dalísio dos Santos (/SRTE/Centro/SP). (D.S.) 16 VISITE NOSSO SITE:

17 Edição Nº 273 Ago / Set de 2008 O ELO A Insalubridade e os efeitos jurídicos do Adicional Walter Torres Arienzo AFT aposentado/sp A CLT (arts. 191, 192 e 194) trata da insalubridade laboral, da sua eliminação ou neutralização (desde que sejam adotadas medidas ambientais dentro dos limites de tolerância, ou o uso de proteção individual). Estipulou o pagamento de adicional de 10%, 20% ou 40% incidentes sobre o salário mínimo, segundo se classifiquem nos graus mínimo, médio e máximo. Ocorre que em 1988 a Constituição Federal (art. 7º IV) desvinculou o salário mínimo para qualquer fim, e somente agora, em maio de 2008, o Supremo Tribunal Federal, apoiado na nova sistemática do Judiciário, baixou uma Súmula Vinculante (n 4) a qual reza que o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público, ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial. Logo em seguida ( ), o Tribunal Superior do Trabalho ratificou tal entendimento do STF (Súmula 228). Em face dessas Súmulas, as empresas com atividades insalubres e remuneradoras do adicional sobre o salário mínimo, passaram a sofrer aumento das folhas de pagamentos dos seus trabalhadores nas áreas insalubres. A CNI Confederação Nacional da Indústria obteve liminar no STF que suspendeu a aplica- ção da respectiva Súmula (até o momento deste comentário, o mérito ainda não fora julgado) pleiteando a manutenção do que reza a CLT. Entidades dos trabalhadores contra argumentam e recorrem pleiteando a aplicação das Súmulas e a incidência do adicional sobre os salários. Os consultores empresariais dividem-se quanto ao que fazer: uns sugerem que as empresas desconheçam as Súmulas e continuem pagando da forma costumeira (sobre o salário-mínimo) outros sugerem que a empresa ingresse com ação de consignação de pagamento, para depositar mensalmente em Juízo, até uma definição da pendência. Entendo que o pagamento do adicional de insalubridade é questão acessória e do principal pouco se ouve falar: ao pagar o adicional, o empregador passa a reconhecer, de forma irrevogável, que não neutraliza nem elimina os fatores causadores da insalubridade e está sujeito às sanções entre outras, do que vai regulado no Código Civil (arts. 186 e 927), ou seja, o cometimento de ato ilícito contra o empregado, crime contra a Organização do Trabalho, reparação do dano que o ato ilícito possa causar à saúde do trabalhador, com a obrigação de repará-lo. Assim é temerário, embora prático, efetuar o pagamento do adicional sem se buscar o respaldo legal que permita a eliminação, ou a neutralização, da respectiva insalubridade. Convém lembrar que a CLT proíbe nas atividades e operações insalubres, horários extraordinários, bem como o trabalho para menores. Finalmente, a legislação, as NRs, CLT, leis da Previdência Social, leis ambientais etc, visam à saúde e à segurança dos trabalhadores, com regulagens que objetivam a prevenção de doenças e acidentes profissionais. O pagamento de taxas e adicionais sobre insalubridade, obviamente, visaram que houvesse a penalização com despesas, àquelas empresas que por qualquer razão não eliminassem ou neutralizassem os fatores de riscos (paralelamente regulado o assunto na CF, no Código Civil, artigos que acima citei). Face à nova realidade que toma conta do Brasil, investir em Segurança Ocupacional é um bom investimento, além da tranqüilidade empresarial em manter um negócio livre de multas, processos e atritos, não se esquecendo dos benefícios sociais e do incremento de suas vendas (o que hoje vem acontecendo cada vez mais) na divulgação de defensor do meio-ambiente, da segurança e saúde de seus colaboradores... ACOMPANHE NOSSO DIA-A-DIA NO SITE: 17

18 O ELO Edição Nº 273 Ago / Set de 2008 Convivendo com ele Dalísio dos Santos nem pensar. Comigo nunca acontecerá. A história é sempre Não, assim. Na hora que acontece, a sensação é que caímos de um avião a cinco mil metros de altura. O choque emocional é traumático. Somente alguns dias depois a racionalidade vai voltando. Com mais serenidade, vamos analisando a situação, buscando explicações e, sobretudo, amparo, conforto, ouvindo atentamente aqueles que já foram atingidos antes de nós. Da realidade cruel ninguém foge. O jeito é conviver com ela do modo mais calmo possível. E, queiramos ou não, é assim que acontece. Como numa novela, de terrível suspense, as coisas vão ocorrendo em capítulos. Todos os anos faço a avaliação da próstata. Nos meus 66 anos, a faixa de idade nos impõe essa prevenção. Vamos ao Dr. Chen Jen Shan, excelente urologista da rede Geap, e muito compreensivo com seus pacientes. Desta vez, como sempre, fez o toque e pediu os exames de sangue, urina e a ultra-sonografia abdominal. Muito tranqüilo, pois nada sinto, estou passando pela ultra-sonografia. Aí começou meu calvário. A Dra. Rosany Helena Craide, mapeando atentamente meu velho abdome, começou a me fazer perguntas: O senhor tem cálculos renais? Não senhora; O senhor fuma? Fumei na juventude, há 40 anos não fumo mais; O senhor esta urinando sangue? O que, doutora? Porque a senhora pergunta isso? Com muita calma, e franqueza, respondeu: Está aparecendo uma mancha na parte superior da bexiga. Às vezes o paciente nada sente, mesmo. O seu médico certamente vai pedir a pesquisa, pela uretra, para saber o que é. Aquilo caiu como um raio em minha cabeça. Finda a ultra-sonografia, despedi-me da médica já um tanto atordoado. O resultado, só depois de quatro dias, como informou a recepcionista do laboratório OMNI. Já então apavorado, não resisti à espera e no dia seguinte liguei para o celular do Dr. Chen. Com a calma e a bondade oriental me tranqüilizou. A mancha pode não ser nada grave. É esperar o exame na bexiga. Como bicho acuado, perguntei: Mas, e se for? Mantenha a tranqüilidade, brincou. Sossega. Se for tumor, alguma coisa ruim, é só raspar, tirar logo da bexiga. E hoje tem tratamento preventivo, tem controle, nada de se apavorar. Como no convênio da Geap o Dr. Chen é apenas clínico, encaminhou-me para seu amigo, Dr. Marcelo Hisano, também especialista em urologia e do corpo de cirurgiões do Hospital das Clínicas. Aparentando ser ainda muito jovem, o Dr. Marcelo examinou todos os meus exames, explicou que o procedimento a ser feito penetração até o interior da bexiga, pelo canal da uretra seria, ao mesmo tempo, o exame e a cirurgia, pois constatado a presença do tumor, seria retirado na hora (cauterizado, raspado, succionado). Com a mesma tranqüilidade e atenção do Dr. Chen, o Dr. Marcelo me explicou tudo, e me tranqüilizou. Na hora viu sua agenda, tomou as providências e marcou o procedimento para 07 de agosto, às 12:00 horas, mesmo porque a fila de pacientes é bem grande. Na manhã do dia marcado eu e minha esposa lá estávamos, para a internação, enfrentando a burocracia em meio ao formidável formigueiro humano que é o Hospital das Clínicas, sobretudo o prédio dos Ambulatórios, na Avenida Enéas Carvalho de Aguiar, 155, que atende todos os convênios de São Paulo, inclusive, e felizmente nossa velha Geap. Por volta das 13:30 horas, lá estávamos no imenso salão de espera do centro cirúrgico. Calculei umas cem pessoas, nas macas, já preparadas como eu, esperando vez de entrar na sala de cirurgia. Esse momento é experiência de vida única em nossa existência. Aos poucos as macas vão sendo movimentadas. Cada caso é um drama individual. Alguns anestesistas e enfermeiras se aproximam fazendo perguntas. A ansiedade é grande. Chega nossa vez. Uma porta lateral se abre e sou introduzido no local onde a intervenção será feita. Vejo o Dr. Marcelo Hisano, que se aproxima sorridente. Está com a touca branca, a máscara cirúrgica, trajado na assepsia total. Tenso mas, graças a Deus sem perder o humor, vejo o jovem Dr. Marcelo Hisano como um valente guerreiro ninja, pronto para a guerra, para desferir golpes marciais no inimigo, na serpente maligna aninhada em minhas entranhas. A também jovem anestesista apresenta-se como Dra. Vânia e diz que será anestesia parcial, mas também receberei um sossega leão para ficar tranqüilo durante a intervenção. E assim ocorreu, porque dormi instantaneamente. Trinta e cinco minutos depois estava tudo terminado. Acho que a anestesia foi tão precisa que adormeci exatamente nos minutos necessários ao trabalho do Dr. Marcelo. Quando acordei lá estava ele ao meu lado, sempre muito tranqüilo. Informou-me que o material iria para biópsia, com resultado previsto para quinze dias. Mas já havia ido ao quarto e relatado a cirurgia à minha esposa, confirmando que era um tumor médio, de dois centímetros e meio, em região neutra da parede da bexiga. Fiquei internado por dois dias, no HC, com a sonda, e quando foi retirada vi estrelas para urinar. Uma dor terrível. Na consulta de retorno, fui com minha esposa, para me dar força, a notícia poderia ser trágica. E não deu outra. Dr. Marcelo confirmou que o tumor era maligno. Deu-me cópia do relatório anatomopatológico. E lá embaixo, na conclusão, assinada pelas Dras. Rosely Antunes Patzina e Raquel Ferrari Marchesi, em apenas duas curtas linhas, estava definido meu destino: produto de exérese de tumor vesical - carcinoma papilífero de células transicionais de baixo grau. Não tinha mais o que discutir. O maldito tumor era coisa ruim. Daquela frase curta, quase sentença de morte, restou um final mais alentador. Dr. Marcelo, aqui está dizendo que é de baixo grau. Antes de tudo, o médico tem que ser paciente e psicólogo. Sim, é aspecto positivo. Mas é um tipo de tumor traiçoeiro. Pode voltar. Agora retiramos tudo, sua bexiga está limpa. E como prevenção vamos fazer doze aplicações da vacina BCG dentro da bexiga. Sempre pela uretra. Entendi que o tratamento aumenta nossa imunidade. Fortalece as células boas, neutralizando as que podem ficar pior. Agora é ficar atento, com ultra-sonografia e penetração na bexiga, de modo periódico. O risco permanece. O resumo da ópera: Lembra-se quando a médica da ultra-sonografia perguntou se eu fumava? Pois tanto o Dr. Chen, como Dr. Marcelo, disseram que a maioria desses casos tumor na bexiga é de fumante, ou ex-fumantes. Deixei de fumar em Mas resíduos podem ter ficado na minha velha bexiga. É claro que essa circunstância ser fumando ou ex - não é definitiva para o surgimento do câncer. Aliás, a ciência já prova que é condição objetiva para isso. Finalmente, uma decepção com a direção da GEAP. Ela só autoriza três aplicações da ONCO-BCG por ano, quando o tratamento normal é de seis aplicações, durante seis semanas e mais seis aplicações durante seis meses. Os convênios médicos podiam ser, pelo menos, mais humanitários com seus associados, sobretudo nos momentos difíceis. 18 VISITE NOSSO SITE:

19 Edição Nº 273 Ago / Set de 2008 O ELO Redução do Intervalo para Repouso ou Refeição Cui prodest scelus, is fecit (Sêneca) Os intervalos trabalhistas não se enquadram apenas como problema estritamente econômico. Podem alcançar o caráter determinante de regras de medicina e segurança do trabalho, constituindo medidas profiláticas importantes no contexto da moderna medicina laboral. Daí que tem crescido sua relevância, ao longo da evolução do Direito do Trabalho. A Consolidação das Leis do Trabalho abriga disposições assegurando ao trabalhador várias espécies de repouso, como o cotidiano, o semanal e o anual. Procura, desse modo, proteger o assalariado contra a fadiga mental ou muscular, resguardando a saúde do trabalhador. O artigo 71, por exemplo, ordena que em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de seis horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de uma hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de duas horas. O seu 3, pôr sua vez, admite a redução: O limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição poderá ser reduzido por ato do Ministro do Trabalho, quando, ouvido o Departamento Nacional de Higiene e Segurança do Trabalho (DNHST), se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios e quando os respectivos empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares. É mister, pois, a autorização expressa do Ministério, órgão competente e especializado em saúde ocupacional, examine cada caso de redução. Pela Portaria GM n 3.116, de , o Ministro do Trabalho delegou competência aos Delegados Regionais do Trabalho para decidirem acerca dos pedidos da mencionada autorização, disciplinando os requisitos para a redução. E a Auditoria Fiscal do Trabalho verificava, in loco, a presença das várias exigências contidas na Portaria 3116 para que, resguardando a vontade e a saúde dos empregados, pudesse a autoridade competente deferir o pedido. O cuidado é compreensível em face de o intervalo constituir medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, e estar garantido por norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7, XXII, da CF). De outro lado, a empresa que age de modo contrário, está sujeita não só à infração administrativa ao ser autuada, como também à remuneração do período correspondente como jornada extraordinária. Relembro esses pontos, ao ter diante dos olhos a Portaria n 42, de 28 de março de 2007, em que o então Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, revogando, a toque de caixa, a Portaria 3.116/89, dispôs que o intervalo para repouso ou alimentação de que trata o art. 71 da CLT poderá ser reduzido por convenção ou acordo coletivo de trabalho (art. 1 ). Andou bem o Senhor Ministro? A meu ver, não. E explico o porquê. De um lado, a redução permitida pelo art. 71, 3 dependerá de ato do Ministro do Trabalho. A iniciativa até pode ser do empregador, mas é decidida apenas pela autoridade administrativa. Cuida-se, a bem ver, de ação administrativa estatal, que não pode ser substituída pela ação privada. De outra banda, a redução depende de ato do Ministro do Trabalho depois de ouvido o órgão responsável pela área de segurança e medicina do trabalho. Disso resulta que tal competência não pode ser delegada pura e simplesmente para entidades que não estão vinculados ao Ministério do Trabalho. Circunstância que, à diferença da Portaria 42, não ocorria na Portaria 3.116/89, que delegava a competência de decisão para as Delegacias Regionais de Trabalho, unidades descentralizadas do Ministério e subordinadas diretamente ao Ministro de Estado do Trabalho. Em suma, as normas concernentes a intervalos são normas absolutamente indisponíveis, já que são essencialmente de saúde laboral, portanto, de saúde pública. Estão imantadas por uma tutela de interesse público. A redução só pode ocorrer no suposto de que a essência das considerações de saúde e segurança laborais estarão sendo preservadas. Também é gravemente falho o argumento de que a Constituição Federal, ao permitir a diminuição do salário por negociação coletiva (art. 7, VI) estaria, automaticamente, conferindo validade à norma coletiva negociada que suprimisse ou reduzisse qualquer dos intervalos intrajornada remunerados. É que a mesma Carta Magna tem o cuidado de ressalvar que as normas jurídicas a que o trabalhador tem direito, na área de saúde, higiene e segurança, são os que propiciem redução dos riscos inerentes ao trabalho (art. 7, XXII), e não as que tenham sentido contrário. Por fim, a Portaria 42 tem seu fundamento no artigo 87, único, incisos I e II da CF, que atribuem ao Ministro de Estado o poder de (I) orientar, coordenar e supervisionar os órgãos da administração federal na área de sua competência; e (II) expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos. Supõe-se que, com a indigitada portaria, o Ministro do Trabalho estaria expedindo instruções para a execução do artigo 71, 3º, da CLT. Mas, de fato, ele estava indo muito além. Estava transferindo indevidamente aos sindicatos a competência que lhe fora outorgada pela lei para aquela redução. Por isso não encontra fundamento de validade no ordenamento jurídico, com o risco de trazer prejuízos para a saúde, não do empregador ou dos sindicatos, e sim dos trabalhadores, justamente quem mais deveria contar com a proteção do Ministério do Trabalho e Emprego. Não estamos, pois, diante de um uso regular e comedido do instituto da delegação de competência. Parafraseando Sêneca em Medeia, é de se perguntar: a quem era conveniente? Antônio Bento Betioli Bacharel em Direito e Mestre em Filosofia do Direito pela São Francisco (USP). Advogado da União (AGU). Professor Universitário de Introdução ao Direito. Extraído do Jornal Perfil Econômico pág /07/08 ACOMPANHE NOSSO DIA-A-DIA NO SITE: 19

20 O ELO Edição Nº273 Ago / Set de 2008 Aposentadoria Compulsória. Cálculo dos Proventos. Sobre o assunto a Coordenação Geral de Elaboração, Sistematização e Aplicação das Normas, do Departamento de Normas e Procedimentos Judiciais da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão emitiu Nota Técnica n 117, nos seguintes termos. NOTA TÉCNICA Nº117/COGES/DENOP/SRH/MP Interessado: Ministério do Trabalho e Emprego. Assunto: Análise/Manifestação acerca do cálculo do proventos de aposentadoria. Número do Processo: / Data: 29 de outubro de ) INTRODUÇÃO A Coordenação-Geral de Recursos Humanos do Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do Ofício nº 302/CGRH/SPOA/SE/MT, datado de 09 de agosto de 2007, encaminhou a esta Coordenação-Geral de Elaboração, Sistematização e Normas, solicitação de manifestação acerca do cálculo de proventos de aposentadoria compulsória, com vigência a partir de 20/02/2004. Como fundamento de direito, afirma que após a promulgação da EC Nº41, de 2003, e da vigência da Medida Provisória nº 167/2004, convertida na Lei nº10.887/2004, os servidores seriam aposentados com proventos calculados na forma prevista na referida legislação, caso este que abrangeria os aposentados compulsoriamente pela idade. O entendimento do órgão interessado é o de que os servidores públicos que, primeiro, tenham já adquirido direito à concessão da aposentadoria voluntária com proventos integrais, e, segundo, tenham ascendido à idade de 70 anos sem solicitação de aposentadoria voluntária, aposentar-se-iam na regra referente à compulsoriedade por idade; pois a modalidade da aposentadoria voluntária exige a manifestação do próprio servidor para o exercício daquilo que lhe é garantido; e, nestes casos, à Administração não é conferida prerrogativa para agir, unilateralmente, na efetivação da aposentadoria voluntária com proventos integrais, se o próprio servidor que atendeu aos requisitos constitucionais ou legais, não a tenha requerido expressamente. É o sucinto relatório 2) ANÁLISE DA SOLICITAÇÃO Passamos à análise. Versa a presente questão sobre manifestação acerca da modalidade de aposentadoria a ser observada integral voluntária ou compulsória proporcional no caso do servidor ascender à idade de 70 anos e, antes deste termo, tenha adquirido direito à aposentadoria integral, mas não a tenha requerido. Há de se destacar inicialmente que assiste razão ao órgão quanto à alteração nas regras para o cálculo da aposentadoria, alteração estas que, por conseguinte, deverão serem observadas pelos servidores que forem se aposentar, ante à ausência de direito adquirido à regime jurídico. No entanto, a solução da presente questão não está na legislação infraconstitucional citada, mas, sim, na própria Constituição. Isto porque é a própria CF/88 que traz inserto, em seu texto, o sistema previdenciário dos servidores públicos, oferecendo ao mesmo três opções: a de se aposentar sem remuneração, a de se aposentar com proventos proporcionais e a de se aposentar com proventos integrais. Quanto às regras que irão direcionar o servidor para um destes tipos de aposentadoria, aparentemente emerge um concurso de normas, no caso trazido para análise, entre, de um lado, o sentido literal da norma do inc. II, 1º, art 40, a prever a sua aposentadoria compulsória com proventos proporcionais, caso o servidor tenha 70 anos, e a do inc. III, 1º, art 40, a prever a sua aposentadoria integral, caso este tenha atingido requisitos de tempo de contribuição e de idade. Para solucionar esta situação, necessário se faz uma análise do próprio artigo 40, pois os dois citados incisos são, na verdade, apenas um desdobramento desta norma. Prevê o referido artigo, em seu caput, que a previdência dos servidores é de caráter contributivo, ou seja, é um direito que tem enfoque, não jurídico, mas essencialmente econômico, ante à grave crise de déficit que assombra esse setor, sendo o fator determinante do tipo de aposentadoria a que fará jus o servidor o período de contribuição que o mesmo fez. A proporção de contribuição realizada é o motivo determinante a direcionar o servidor para uma aposentadoria específica. No caso desde a EC 20/98 e até a EC 41/03, os servidores que contribuíram por 35 anos, com pelo menos 10 de serviço público e 5 no cargo, estes já terão contribuído o exigido para se alcançar uma aposentadoria integral. Esta inclusive foi a lógica trazida pela EC 20/98, em que, para se evitar aumento do déficit, o servidor pagaria antes e depois levaria a que lhe cabe: os que pagaram pouco levam um valor pequeno, os que pagaram mais levam um valor maior ou até mesmo integral, mas nunca maior do que os vencimentos de atividade. Assim, não há que se falar em choque de normas, pois o inc.iii, traz, por um lado, as regras para o servidor contribuir até ascender à aposentadoria integral, e o inc.ii, traz, por outro lado, a regra para um caso diverso deste, o do servidor que não contribuiu o suficiente para a integralidade, mas, por outro lado atingiu os 70 anos, e, neste caso específico será aposentado proporcionalmente. Interpretar de maneira diferente, ter-se-ia um conflito de normas ambas com status constitucionais, o que vai de encontro ao princípio da unicidade da Constituição; ter-se-ia uma violação ao Princípio da Isonomia, onde os servidores em situação jurídica idêntica, com mesmo tempo de contribuição e idade, sujeitos ao mesmo regime jurídico, aplicar-se-ia regras diferenciadas; ter-se-ia violação à própria Legalidade, pois a lei não prevê que o servidor decai do direito à aposentadoria integral, caso não tenha feito o pedido, antes dos 70 anos, e à Administração Pública a lei não confere discricionariedade quanto a escolha da aposentadoria, mas sim, pelo contrário, vinculação à modalidade a que o servidor faz jus. Por fim, destacamos que este modelo trazido pela EC 20/98 não trouxe a esperada redução do problema financeiro previdenciário, o que gerou alteração no cálculo dos proventos e a impossibilidade de os novos servidores, sob as regras pós EC 41/03, atingirem a aposentadoria integral, mesmo que contribuam por 35 anos ou mais; mas esta nova legislação não se estende ( ou retroage) ao caso concreto trazido para análise. 3) CONCLUSÃO Ante ao exposto, concluo, primeiro, que, nos casos em que o servidor público atendeu, sob as regras vigentes entre a EC 20/98 e a EC 41/03, a todas as condições previstas no inc. III, 1º, art 40, CF, que regulamenta a aposentadoria voluntária integral, à Administração Pública não foi atribuída a prerrogativa de optar por modalidade diversa de aposentadoria, estando vinculada ao pagamento de proventos com integralidade; e, segundo, que a regra contida no inc. II, 1º, art 40, regulamentando a hipótese de aposentadoria compulsória proporcional, é restrita apenas ao caso em que o servidor ascender a idade de 70 anos de idade e não estar ainda inserto na modalidade de aposentadoria voluntária integral; e sugiro o encaminhamento da presente Nota à CGRH do MTE contendo a presente análise, na forma requerida pelo órgão interessado. Antonio José Teixeira Leite Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental De acordo. Encaminhe-se ao Diretor do Departamento de Normas e Procedimentos Judiciais. Em 06/12/2007 Vânia Prisca Dias Santiago Cleto Coordenadora-Geral de Elaboração, Sistematização e Aplicação das Normas De acordo. Encaminhe-se à Coordenação-Geral de Recursos Humanos do MTE. Em 11/12/2007. Antônio de Pádua Casella Diretor do Departamento de Normas e Procedimentos Judiciais 20 VISITE NOSSO SITE:

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