UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO CECEN CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS CURSO DE HISTÓRIA

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1 UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO CECEN CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS CURSO DE HISTÓRIA ONDE HÁ FOGO, HÁ MÚSICA: a repressão militar nas décadas de 1960 e 1970 cantada e contada por cantores maranhenses São Luís 2006

2 2 FÁBIO AQUILES MARTINS DE ALENCAR ONDE HÁ FOGO, HÁ MÚSICA: a repressão militar nas décadas de 1960 e 1970 cantada e contada por cantores maranhenses Monografia apresentada a Coordenação do Curso de História da Universidade Estadual do Maranhão, para obtenção do grau de Licenciatura em História. Prof Mestre Marcelo Cheche Galves São Luís 2006

3 3 FÁBIO AQUILES MARTINS DE ALENCAR ONDE HÁ FOGO, HÁ MÚSICA: a repressão militar nas décadas de 1960 e 1970 cantada e contada por cantores maranhenses Monografia apresentada a Coordenação do Curso de História da Universidade Estadual do Maranhão, para obtenção do grau de Licenciatura em História. Aprovada em: / / BANCA EXAMINADORA Prof Marcelo Cheche (Orientador) Universidade Estadual do Maranhão 1 Examinador 2 Examinador

4 4 A meu avô, José Azevedo Martins

5 5 A música é memória e a gente de tanto cantar já faz parte da história autor desconhecido

6 6 AGRADECIMENTOS A Deus, nosso criador e pai em todas as horas. A meus avós, José Azevedo Martins (Pichacau) e Terezinha de Jesus, que além de avós foram pais, irmãos, amigos e criadores até de meus filhos. A meu padrinho, Edjan de Jesus, que exerceu tantas funções em minha vida, entre elas a de pai, e que me ensinou a lutar por mim e pelos outros dentro de um mundo tão injusto. A minha grande incentivadora, a minha amada Roberta, a mais paciente de todas as pessoas que me cercam, por aguentar meus ataques e bebedeiras, a mulher ideal, o meu amor, meu grande amor. Aos meus reis, Artur e Luís, e meu anjo da guarda, Gabriel, pois graças a eles tornei-me uma pessoa melhor, tomara que um pai mais responsável. A Universidade Estadual do Maranhão e seu magnífico corpo docente do Curso de História, em especial os professores Marcelo Cheche, Alan Kardec Pacheco, Helidacy, Henrique Borralho, Paulo Rios e Elizabeth Abrantes. A Marcelo, pela imensa paciência e carinho como professor, amigo e orientador. Ao meu cunhado, Rosenverck Estrela, pela imensa ajuda na produção desse trabalho. A Dona Roberta, em função dos pepinos que resolveu para que eu não fosse jubilado. A meus pais e irmãos, meu cunhado Ribamar e compadre Mike pelo carinho, pelos risos, pelas cervejas e churrascos, feijoadas, mocotós, etc... Aos meus tios, Zequinha e Manolo, como incentivadores de meu crescimento profissional, A magnitude de César Teixeira e Chico Maranhão. A Renato Russo, Belchior, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Fagner, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Humberto Gessinger, Zeca Balero, Chico César, Vander Lee, Chico

7 7 Buarque, Geraldo Vandré, Cássia Eller, Zeca Pagodinho, Maria Bethânia, Marisa Monte, Rita Ribeiro, aos caras do Rappa, do Pearl Jam, e outra vez César Teixeira e Chico Maranhão por fazerem da música um incentivo às lágrimas, à luta, à embriaguez, ao sonho de ver um mundo mais justo, um mundo melhor. A meu tio Lunga e João, pois graças a eles quis me tornar professor. Aos meus grandes amigos de trabalho, de grode e de difíceis momentos no mar e em terra, Dudu, Dílson, Moraes, Marquinhos, Marcelo, Curió, Netto Goroba, Ronie, Paulo, Alexandre, Léo, Frazão, Júlio Pavão e Julinho, e meus futuros compadres, Carvalho e o velho Ubaldo. Ao Divina Pastora, por confirmar minha vocação como professor. Aos meus amigos e compadres, Jackson e Márcio pelas conversas sobre mulheres e músicas. A Marlon, Josélio, tio Careca pelo fato de desde cedo me colocarem pra escutar coisa boa. As minhas amadas e amigas de trabalho Celimar, Rizalva, Claudenira, Conceição, Meirinalva, Josenilde, Zelma, Marília, Vera, Isabel, Sílvia, Ednéia, Flavinha, Dora, Anunciação, Ir. Heráclia e Ir. Aline, pelos modelos que são e pelo fato de afirmarem cotidianamente o verdadeiro papel da mulher na sociedade, o de agente de mudança.

8 8 RESUMO Registro da trajetória de parte da produção musical maranhense nas décadas de 60 e 70. Enfatiza-se os dois principais cantores maranhenses da época acerca de suas produções e do ambiente cultural e político que os cercava nas décadas de 60 e 70 Palavras-chave: música cultura ditadura - Maranhão

9 9 ABSTRACT Register of trajectory of part of the maranhense musical production in the decads of 60 and 70. One enphasizes the main maranhenses singers of the time on it s productions and the cultural environment polician who surrounded in the decads of 60 and 70. Keyboards: music culture military dictatorship - Maranhão

10 10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Quando a serpente deu o bote : uma rápida consideração acerca do golpe de 64 e o governo militar 2 Estado, cultura e censura 20 3 A música brasileira Em caras de presidentes. Em grande beijos de amor. Em dentes, pernas, bandeiras. Bomba e Brigitte Bardot :O Tropicalismo Vem vamos embora que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora não espera acontecer : A música de protesto 32 4 Aqui na terra, quem não berra, nada ganha, é mais um boi de piranha como todo brasileiro : César Teixeira e Chico Maranhão cantam e contam a ditadura em terras do Maranhão 40 CONSIDERAÇÕES FINAIS 48 REFERÊNCIAS 49

11 11 INTRODUÇÃO Outro exemplo de resistência é a memória, que rompe a introversão e recupera o tempo. Recordar não é voltar atrás, é refazer a história. Lembrar o passado é sempre também um modo de recorrer ao amanhã, de construir um projeto. A memória tende, quando não é um sonho onírico, à comunicação. É uma recriação coletiva; já não como biografia pessoal, mas como história compartilhada. Recusar o esquecimento é, além disso, assumir a dor. Fazer memória é a tentativa de compreender as feridas e explicar as cicatrizes; tomar consciência. (Ximena Barraza, 1980, pg.167) A produção musical brasileira durante as décadas de 60 e 70 foi riquíssima, embora parte dela desobedecesse o status quo dirigido na época por uma ditadura militar. Ditadura nascida a partir de um regime que se caracterizou pela limitação do direito a livre expressão, não sendo proibido proibir, reforçando também, no plano econômico, o domínio do capital estrangeiro e a expansão do abismo de posses entre as classes populares e as elites brasileiras, na desigual distribuição de renda brasileira. Nesse contexto de controle social, fortalecido pelos constantes atos institucionais de um Estado sustentado por desejos estrangeiros e conservadores, também cimentado pelas celas, cassetetes e balas, contra tudo o que desobedecesse a ordem forçada, o medo se constituiu como parceiro inseparável das diversas camadas sociais brasileiras. Esse medo ganhava mais proporção à medida que as notícias de prisões, desaparecimentos e mortes de estudantes, líderes comunitários, trabalhadores e artistas aumentavam. Um regime instituído através da força, só poderia sustentar-se pela força, quando o cala-te boca não funcionava, o couro comia.

12 12 Esse cala-te boca não foi obedecido por parte dos artistas brasileiros, que ganharam visibilidade na luta contra a repressão do regime militar, embora a resistência não pensada como exclusividade dessa parcela da população. Músicas como Pra não dizer que não falei das flores (Geraldo Vandré, DATA), Disparada (Geraldo Vandré e Theo Barros,1966), Sabiá (Tom Jobim e Chico Buarque, 1968), Apesar de você (Chico Buarque), O bêbado e o equilibrista (Aldir Blanc e João Bosco, 1978) serão aqui analisadas por fazerem parte de um constante repertório que lembra a militância de alguns artistas brasileiros contra as mazelas sustentadas pelo governo militar. É importante também saber que essa produção pautada no desafio da denúncia não foi exclusividade do eixo Rio-São Paulo, mas que ocorreu em outras partes do território brasileiro. Através dos trabalhos de uma geração que até hoje compõe o cenário musical maranhense, Chico Maranhão, César Teixeira, Josias Sobrinho e Sérgio Habibe, a música produzida no Maranhão inseriu-se nesse contexto. Nessa direção, o trabalho privilegia a análise de obras dos grandes nomes da Música Popular Brasileira durante os anos dirigidos pela ditadura militar, ao mesmo tempo que observou a realidade maranhense dentro dos contextos nacional e internacional, através de entrevistas com dois dos principais nomes da música maranhense nessa época, Chico Maranhão e César Teixeira. Além de entrevistas, foi realizada a análise das obras de César Teixeira nesse referido período, cuja proposta era, e continua sendo, a de revelar ao espectador a história de sua gente, analisar o presente e projetar o futuro da sociedade brasileira. Quem é Chico Maranhão? Francisco Fuzzeti de Viveiros Filho, o Chico Maranhão, filho de um funcionário público e de uma professora do jardim de infância, deu seus primeiros passos na música ainda menino, como cantador do boizinho dirigido pela sua mãe. Sai de São Luís para estudar Arquitetura em São Paulo, e é justamente no Centro-sul que sua música torna-se conhecida do grande público. Em 1967, participou do Festival da TV Record, com a belíssima Gabriela. Participa uma outra vez do festival da TV Record com a música Descampado Verde, defendida pelo grupo MPB-4, que, logo em seguida, foi censurada por conter a frase

13 13 um quarto prás duas, ou seja, quinze minutos para as duas. Sua censura deveu-se ao fato de fazer referência ao lesbianismo um quarto pras duas. Nesse mesmo ano, participa do Festival Internacional da Canção, com a música Dança da Rosa. Em 1972, lança seu primeiro LP individual, um ano depois de ter lançado junto com Renato Teixeira um disco, que foi utilizado como brinde pela agência de propaganda de Marcus Pereira, o mesmo que anos depois produziria Bandeira de Aço, uma coletânea de músicas maranhenses produzidas ao longo das décadas de 70 e 80 e cantadas por Papete. Após 1972, Chico Maranhão foi progressivamente abandonando o cenário musical. Porém, na atualidade, realiza alguns shows e trabalha num projeto, que afirma ser de grande relevância para a música maranhense : o lançamento simultâneo de Cd e Dvd com parte de suas muitas composições. Também a partir de duas entrevistas com Chico Maranhão, nos dias 05 e 06 de janeiro de 2006, foi possível entender o contexto cultural brasileiro entre as décadas de 60 e 70, da mesma forma que foi compreendida a situação da música maranhense dentro desse período. Carlos César Teixeira, o César Teixeira, nasceu no Beco das Minas, em São Luís do Maranhão, no dia 15 de abril de Filho de um compositor da Madre-Deus, Bibi Silva, e de uma empregada doméstica vinda de Cajapió, Raimunda Teixeira. Desde muito cedo interessou-se pela música. Dedicou-se na adolescência às Artes Plásticas, que lhe renderam dois prêmios (1969 e 1970) em salões de pintura. Mas a música aos poucos tomou conta de sua vida, graças não só aos programas de rádio que assistia levado pelo pai, como pelo seu interesse pela rica variedade de ritmos tradicionais maranhenses. Junto com o poeta Viriato Gaspar, arrebatou o 3º lugar no III Festival de Música Popular Maranhense com Salmo 70, em 1972, ano em que participou da fundação do Laborarte, movimento artístico existente até hoje. Lá realizou as primeiras experiências com ritmos regionais. Depois estudou violão clássico com João Pedro Borges (Sinhô), de 1974 a 1976, na Escola de Música do Maranhão. Em 1978, algumas de suas músicas foram registradas no disco Bandeira de Aço por Marcus Pereira, produtor que na época pesquisava o romanceiro nacional e divulgou

14 14 nomes importantes como Cartola e Canhoto da Paraíba. No ano seguinte, César vence o 1º Festival Universitário Maranhense de Música Popular com Sentinela, em parceria com Zé Pereira Godão, organizador de brincadeiras populares. Ganhou outros prêmios na MPB, como o Festival Viva/1985, em São Luís ( Oração Latina ), e o Festival de Marabá-PA/1994 ( Tocaia ). Tem músicas gravadas pelos intérpretes maranhenses Rita Ribeiro, Chico Maranhão, Gabriel Melônio, Cláudio Pinheiro, Alcione, Célia Maria, Flávia Bittencourt, Papete e Cláudio Lima, entre outros, como também pelo menestrel mineiro Dércio Marques. Em 2001 participou do Rumos Itaú Cultural Música, tendo composições suas ( Parangolé e Mutuca ) integrado a coleção de CDs desse programa, e apresentou-se na Sala Azul do Itaú Cultural-SP, em setembro daquele ano. Foi também premiado como o Melhor Compositor de 2001 pela Rádio Universidade FM do Maranhão, recebendo troféus de Melhor Música e Melhor Letra pelo chorinho Ray-Ban. Militando paralelamente na área da Literatura, o artista vence em 1996 o Prêmio Nacional de Poesia Vinícius de Moraes, promovido pela RIOARTE, da Prefeitura do Rio de Janeiro, com o Poema de Amor e Alquimia sobre o Araguaia. Em outubro de 2002, recebe Menção Honrosa pelo poema Patrimônio Cultural Profano, no Prêmio Carlos Drummond de Andrade, em Ipatinga-Minais Gerais. Representou o Maranhão, ao lado de Antônio Vieira, no Projeto Brasil de Todos os Sambas, apresentando-se no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, no período de 29 de janeiro a 01 de fevereiro de 2004, com a participação especial da cantora carioca Teresa Cristina e das maranhenses Rita Ribeiro e Célia Maria. Em agosto de 2004, lançou o seu CD Shopping Brazil, que considera experimental, mostrando uma variedade de ritmos tradicionais do Maranhão, sem omitir as tendências da música urbana contemporânea. Com esse disco, em dezembro de 2004, foi novamente premiado pela Rádio Universidade FM, tendo recebido os troféus de Melhor CD, Melhor Letra ( Shopping Brazil ), Melhor Samba ( Vestindo a Zebra ), Destaque-Compositor ( Shopping Brazil ) e Destaque-Cantor. De volta à área de literatura, em novembro de 2005 Cesar Teixeira venceu o 3 º Prêmio Nacional de Poesia Cidade de Ipatinga, em Minas Gerais, com a coletânea de poemas Hóstias de Sal e Paixão.

15 15 Graças as entrevistas feitas com César Teixeira, nos dias 2 de setembro de 2005 e 21 de janeiro de 2006, foi constatado o funcionamento do aparelho repressor militar dentro das terras maranhenses, assim como constatar sua grande produção dentro desse período e como ele denunciava as mazelas ocorridas no Brasil e no Maranhão dentro desse período. Dessa forma, discutirei a história da produção musical no contexto repressor instituído pela ditadura, ao mesmo tempo em que realizarei a contextualização, do ponto de vista político, econômico, social e cultural, no plano internacional e nacional. No primeiro capítulo, foi mencionado o processo que culminou com o golpe militar, ao mesmo tempo que foram feitas pequenas considerações acerca do contexto político brasileiro dentro do Regime Militar. No segundo capítulo foram realizadas considerações sobre o funcionamento do aparelho repressor estatal dentro de um regime ditatorial. Enquanto o capítulos três e quatro trazem as produções musicais realizadas em terras brasileiras, no eixo Rio-São Paulo e Maranhão, analisando-as e mostrando-as como resistência dentro de uma ordem ditatorial. décadas de 60 e 70. Assim, no próximo capítulo, discutirei o contexto histórico brasileiro durante as 1. 1 Quando a serpente deu o bote : uma rápida consideração acerca do golpe de 64 e o governo militar Em 31 de março de 1964, João Goulart foi deposto por um golpe militar, vinculado aos interesses do capital estrangeiro e de setores tradicionais brasileiros. Chegava ao fim a tentativa de destruir as estruturas arcaicas e modernizar o capitalismo brasileiro, estendendo os benefícios, também, às classes populares, no que ficou conhecido como reformas de base. 1 TEIXEIRA, César. Tributo a Manoel da Conceição, 1982.

16 16 As reformas de base carregavam como bandeiras a reforma agrária, maiores impostos sobre os ricos brasileiros, além de obrigar as multinacionais a investir a maior parte de seus lucros, em vez de remeter ao exterior a milhões de dólares conseguidos nessas terras. Antes da realização do golpe militar, partidos de oposição, como a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD), acusavam João Goulart de estar planejando um golpe de esquerda e de ser o responsável pela carestia e pelo desabastecimento que o Brasil enfrentava. No dia 13 de março de 1964, João Goulart realiza um grande comício na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, onde defende as Reformas de Base. Neste plano, Jango, como era conhecido, prometia mudanças radicais na estrutura agrária, econômica e educacional do país. No início de 1964, o presidente encaminha ao Congresso um projeto de reforma agrária e é derrotado. Através de mobilizações de massa tenta pressionar o Poder legislativo. No comício de 13 de março, que reuniu cerca de 150 mil participantes, anuncia decretos nacionalizando refinarias particulares de petróleo e desapropriando terras com mais de 100 hectares que ladeavam rodovias e ferrovias federais. (DEL PRIORE & VENÂNCIO, 2001, p 351) Seis dias depois, em 19 de março, os conservadores organizam uma manifestação contra as intenções de João Goulart. Foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que reuniu milhares de pessoas pelas ruas do centro da cidade de São Paulo. O clima de crise política e as tensões sociais aumentavam a cada dia. No dia 31 de março de 1964, tropas de Minas Gerais e São Paulo saem às ruas. Os militares tomam o poder. Embora o embaixador norte-americano Lincoln Gordon tenha afirmado na época que o golpe foi genuinamente brasileiro ( made in Brazil ), a participação da CIA (Agência Central de Inteligência) na desarticulação do governo de João Goulart é uma questão recorrente na historiografia acerca do assunto (GALEANO, 1970; TOLEDO, 1982; DEL PRIORE E VENÂNCIO, 2001; PECEQUILO, 2003): De fato, o golpe de 1964 pode ser acusado de muitas coisas, menos de ter sido uma mera quartelada. Há muito tal intervenção era discutida em instituições, como a Escola Superior de Guerra (ESG), criada em 1948, ou o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais

17 17 (IPES), fundado em 1962, por lideranças empresariais. Outro indício de que o golpe já vinha sendo tramado há tempos ficou registrado nos documentos da operação Brother Sam, através da qual se previa, caso houvesse resistência, que o governo norte-americano doaria 110 toneladas de armas e munições ao exército brasileiro (DEL PRIORE & VENÂNCIO, 2001). Juntamente com Goulart, também foram desarticulados movimentos que se juntavam às suas propostas, como as Ligas Camponesas, os Sindicatos Operários e a União nacional dos Estudantes (UNE) e seus CPCs (Centros Populares de Cultura). Atraindo jovens intelectuais, os CPCs tratavam de desenvolver uma atividade conscientizadora junto às classes populares. Um novo tipo de artista, "revolucionário e conseqüente", ganhava forma. Empolgados pelos ventos da efervescência política, os CPCs defendiam a opção pela "arte revolucionária", definida como instrumento a serviço da revolução social, voltando-se coletiva e didaticamente ao povo, retirando-lhe da alienação. Trabalhando o contato direto com as massas, de onde extraíam seu maior interesse e vigor, encenavam peças em portas de fábricas, favelas e sindicatos; publicavam cadernos de poesia vendidos a preços populares e iniciavam a realização pioneira de filmes autofinanciados. Chico Maranhão, em entrevista concedida para a realização dessa pesquisa, enxerga no Golpe de 64 a participação norte-americana: Diante do crescimento das esquerdas brasileiras e da possibilidade da realização de reformas de caráter popular, o Brasil tornou-se um país perigoso para os anseios norte-americanos, que não poderiam perder um grande mercado consumidor e um país ecologicamente rico (janeiro de 2006) Em 9 de abril, é decretado o Ato Institucional Número 1 (AI-1), fortalecendo o Poder Executivo, dando-lhe a possibilidade de cassar mandatos e exonerar funcionários públicos. No dia 15 de abril de 1964, o general Castello Branco é eleito, pelo Congresso Nacional Brasileiro, presidente da República. Durante seu governo, vários parlamentares federais e estaduais tiveram seus mandatos cassados, cidadãos tiveram seus direitos políticos e constitucionais cancelados e os sindicatos receberam intervenção do governo militar. Ainda em 1964, foi criado o SNI (Serviço Nacional de Informações), órgão composto por agentes que se infiltravam em universidades, repartições públicas, sindicatos, escolas, com o objetivo de reprimir a oposição. Assim, não só as oposições dentro do governo

18 18 foram perseguidas, como toda e qualquer idéia que viesse se opor ao governo ou aos tradicionais costumes. No dia 27 de outubro foi lançado o AI-2, que aboliu os partidos existentes e consolidou as eleições indiretas para presidente. Em 1966, foi baixado o AI-3, tornando indiretas as eleições aos governos estaduais e municipais. Os chefes políticos da direita conservadora brasileira foram retirados do poder político. Foi instituído o bipartidarismo. Só estava autorizado o funcionamento de dois partidos: Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e a Aliança Renovadora Nacional (ARENA ). Enquanto o primeiro era de oposição, de certa forma controlada, o segundo representava os militares, ou seja, o partido Sim, senhor (ARENA) e do Acho que sim (MDB). Aprovada neste mesmo ano, a Constituição de 1967 confirma e institucionaliza o regime militar e suas formas de atuação. Em 1967, assume a presidência o general Arthur da Costa e Silva, após ser eleito indiretamente pelo Congresso Nacional. Seu governo é marcado por protestos e manifestações sociais. A oposição ao regime militar cresce no país. A UNE (União Nacional dos Estudantes) organiza, no Rio de Janeiro, a Passeata dos Cem Mil. Em Contagem (MG) e Osasco (SP), greves de operários paralisam fábricas em protesto ao regime militar. No dia 13 de dezembro de 1968, o governo decreta o Ato Institucional Número 5 (AI-5). Este foi o mais duro do governo militar, pois aposentou juízes, cassou mandatos, acabou com as garantias do habeas-corpus, o habeas-data e aumentou a repressão militar e policial. Na realidade, a coesão dos que se beneficiavam com o crescimento da produção durante o regime militar (burguesia e capital estrangeiro) garantia, social e politicamente, o endurecimento do regime. O desenvolvimento político estava subordinado à decretação do AI-5. Dessa forma, havia uma espécie de acordo entre o Estado e a burguesia: ela abriria mão dos controles políticos tradicionais (fechamento do Congresso, eleições diretas, pluripartidarismo etc.) e de instrumentos como a liberdade de imprensa (censura em relação aos meios de comunicação); o Estado, por seu lado, manteria a ordem e o crescimento da

19 19 produção do país a qualquer custo, assumindo os interesses dos empresários como se fossem os de toda a nação (BRANDÃO & DUARTE,1990, pg.75) Dois grupos de esquerda, O MR-8 e a ALN, seqüestram o embaixador dos EUA Charles Elbrick. Os guerrilheiros exigem a libertação de 15 presos políticos, exigência conseguida com sucesso. Porém, em 18 de setembro, o governo decreta a Lei de Segurança Nacional. Esta lei decretava o exílio e a pena de morte em casos de "guerra psicológica adversa, ou revolucionária, ou subversiva". Em 1969, a Junta Militar escolhe o novo presidente: o general Emílio Garrastazu Médici. Seu governo é considerado o mais duro e repressivo do período, conhecido como anos de chumbo". A repressão à luta armada cresce e uma severa política de censura é colocada em execução. Jornais, revistas, livros, peças de teatro, filmes e outras formas de expressão artística são censuradas. (HYPERLINK, ). Muitos professores, políticos, músicos, artistas e escritores são investigados, presos, torturados ou exilados do país. O DOI-Codi (Destacamento de Operações e Informações e ao Centro de Operações de Defesa Interna) atua como centro de investigação e repressão do governo militar. Ganha força no campo a guerrilha rural, principalmente no Araguaia. A guerrilha do Araguaia é fortemente reprimida pelas forças militares. No início da década de 70, o Brasil tinha uma população de habitantes. Conforme revela o Oitavo Recenseamento Geral do Brasil: "5% de brasileiros mais ricos que absorviam 27,3% da renda nacional em 1960, passam a arrecadar 36,3% em 1970 e os 50% mais pobres vêem reduzida sua participação na renda de 27,8% para 13,1%" (IBGE, 1985). Em 1974 assume a presidência o general Ernesto Geisel que começa um lento processo de transição rumo à democracia. Seu governo coincide com o fim do milagre econômico e com a insatisfação popular em altas taxas. A crise do petróleo e a recessão mundial interferem na economia brasileira, no momento em que os créditos e empréstimos internacionais diminuem. Geisel anuncia a abertura política lenta, gradual e segura. A oposição política começa a ganhar espaço. Nas eleições de 1974, o MDB conquista 59% dos votos para o Senado, 48% da Câmara dos Deputados e ganha a prefeitura da maioria das grandes cidades.

20 20 Os militares de linha dura, não contentes com os caminhos do governo Geisel, começam a promover ataques clandestinos aos membros da esquerda. Em 1975, o jornalista Vladimir Herzog á assassinado nas dependências do DOI-Codi em São Paulo. Em janeiro de 1976, o operário Manuel Fiel Filho aparece morto em situação semelhante. Em 1978, Geisel acaba com o AI-5, restaura o habeas-corpus e abre caminho para a volta da democracia no Brasil. A vitória do MDB nas eleições em 1978 começa a acelerar o processo de redemocratização. O general João Baptista Figueiredo decreta a Lei da Anistia, concedendo o direito de retorno ao Brasil para os políticos, artistas e demais brasileiros exilados e condenados por crimes políticos. Os militares de linha dura continuam com a repressão clandestina. Cartas-bomba são colocadas em órgãos da imprensa e da OAB (Ordem dos advogados do Brasil). No dia 30 de Abril de 1981, uma bomba explode durante um show no centro de convenções do Rio Centro. O atentado fora provavelmente promovido por militares de linha dura, embora até hoje nada tenha sido provado. 2 Estado, cultura e censura A ligação entre Estado e cultura não é uma exclusividade do regime militar em terras brasileiras. Já na década de 30, pode ser vista com grande nitidez, pois com a instauração do Estado Novo, o aparelho estatal passa a ter um controle mais efetivo sobre as instituições e manifestações culturais, com a criação do serviço Nacional de Teatro, da Revista Cultura e Política, ou ainda, com o advento do grande aparelho de censura durante o governo de Getúlio Vargas, o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda): No Estado de Segurança Nacional, não apenas o poder conferido pela cultura não é reprimido, mas é desenvolvido e plenamente utilizado. A única condição é que esse poder seja submisso ao Poder Nacional, com vistas à Segurança Nacional. (COMBLIN, 1980, p..239). É interessante ressaltar que o Estado Autoritário Brasileiro, nos tempos de Getúlio ou dos generais, não é um destruidor de manifestações culturais apenas. É, na verdade, um disseminador, mas de uma cultura catalisada e projetada por ele. No regime militar, por

21 21 exemplo, nascem os best-sellers, crescem as indústrias de disco, surgem verdadeiros impérios da comunicação em massa, como a TV Globo e a Editora Abril. É nesse momento também, mais aproximadamente entre os anos de 1975 e 1976, que o Brasil torna-se o quinto maior produtor de filmes no mercado mundial. O Estado Brasileiro, através da EMBRAFILME, impõe a ampliação da quota de exibição de filmes brasileiros para 112 dias ao ano, nos cinemas: O filme é uma arte, o cinema uma indústria (INC, 1967). Com a criação do INC (Instituto Nacional de Cultura), o Estado Militar Brasileiro, através de órgãos, como a EMBRAFILME, cria um direcionamento dentro dessa indústria cultural, ou seja, ao invés de simplesmente reprimir, o governo passa a colaborar com a expansão do entretenimento desvinculado da realidade política. João G. Aragão, Secretário Geral do MEC, em palestra proferida no ano de 1979 nos dá uma dimensão da política cultural em vigência: Acredito que o estabelecimento de uma política cultural conduzirá a um equilíbrio entre valor econômico e valor social através do eixo cultural. Cultura não é luxo, logo não pode ser classificada como não utilitária e não rentável Podemos observar que enquanto a ditadura era beneficiada pelo crescimento econômico, chamado de milagre brasileiro, pautado na entrada maciça de capital estrangeiro, os meios de comunicação eram inundados com os slogans como Brasil, ame-o ou deixe-o, Ninguém segura este país ou Este é um país que vai pra frente. A conquista do tricampeonato Mundial em 1970 contribuiu em muito para o clima ufanista, expresso nas canções abaixo citadas: Pra Frente Brasil (Miguel Gustavo, 1970) Noventa milhões em ação Pra frente Brasil do meu coração Todos juntos vamos Pra Frente Brasil Salve a seleção De repente é aquela corrente... Eu te amo, meu Brasil ( Dom e Ravel, 1971)

22 22 Eu te amo, meu Brasil, eu te amo Meu coração é verde, amarelo, branco, azul anil Eu te amo, meu Brasil, eu te amo Ninguém segura a juventude do Brasil... Porém, também é importante saber que o regime instituído a partir do golpe de 64 exerceu um controle bem maior, dentro do contexto cultural brasileiro, já que o crescimento da classe média e a maior concentração das pessoas em centros urbanos criam um espaço cultural formado por um público muito maior do que os anos anteriores. A censura e a repressão tentaram conter as manifestações culturais contrárias ao regime instituído pelos militares. Em relação ao papel exercido pela censura dentro do contexto cultural brasileiro, Chico Maranhão diz o seguinte: O que a censura quer é calar o artista, ela tentou calar o artista, calar tudo o que vinha contrariar o status quo. Me sentei várias vezes diante de censores em vão, não liberaram minhas músicas (10 de janeiro de 2006) O Jornal O Estado de São Paulo, em 30 de janeiro de 2005, traz uma interessante reportagem sobre a censura dentro do contexto ditatorial brasileiro, fazendo uso de entrevista com uma ex-técnica de censura dos anos 70, a senhora Odette Martins Lanziotti, que na época tinha como função a leitura de dezenas de letras de músicas todos os dias e decidia pela aprovação ou não das composições. Criações de Milton Nascimento e Gilberto Gil, entre muitas outras, passaram por sua avaliação: Não tem aí uma música chamada Dois homens? Sou louca para encontrar essa música. Era uma letra muito inteligente, bem elaborada, mas eu sentia algo que não podia aprovar. Li de cima para baixo, de baixo para cima e demorei muito a descobrir o que era. Não me lembro dos versos, mas fazia apologia a dois homens juntos. Nunca mais vi esta música. Em outra passagem, segue narrando sua atuação como censora: Muitas vezes, a gente reprovava a música, mas se sentia como se estivesse se prostituindo, porque não concordava com aquilo. Mas os censores tinham de ter o máximo de cuidado. Recebíamos muitas orientações que deviam ser seguidas. Quem aprovasse uma música que depois fosse reprovada em Brasília tinha de responder a processo interno (Odette Lanziotti, 85 anos, aposentada da Polícia Federal desde 1980). Certa vez aprovou uma letra que falava em tempo de murici. Lembrou-se do dito popular em tempo de murici, cada um cuida de si e não viu problema na composição: Fui

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