Processos. uso do látex em Odontologia. gia. Pág. 8. Evolução da Ortodontia Pág. 6. Vigilância Sanitária nos Estabelecimentos Odontológicos Pág.

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1 Processos alérgicos decorrentes entes do uso do látex em Odontologia gia Pág. 8 Churrasco comemorativo ao Dia do Dentista Pág. 5 Evolução da Ortodontia Pág. 6 Vigilância Sanitária nos Estabelecimentos Odontológicos Pág. 10 Cursos de Especialização na ABO/SP e nas Regionais - Págs. 14 e 16

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4 EDITORIAL Revista ABO News O Informativo ABO News em forma de jornal é agora substituído pela Revista ABO News. Este novo formato continuará sendo o veículo de informações e de divulgação da ABO/SP, muito embora passe a apresentar, com mais freqüência, matérias de interesse para o Cirurgião-Dentista clínico geral ou especialista, em suas necessidades do dia-adia nos consultórios. Os constantes reclamos das empresas quanto à qualidade dos anúncios em papel jornal comparado com o que se consegue em papel-couchê foram um dos motivos que nos levaram a esta modificação. Outro argumento é o de que as revistas, de modo geral, permanecem mais tempo sobre a mesa dos profissionais, possibilitando consultas constantes tanto nas atividades científicas publicadas quanto nos produtos anunciados; já os jornais são descartados de forma mais imediata. Há de se acrescentar que também tínhamos este objetivo por julgar que nossos colegas merecem sempre o melhor nos diversos aspectos que são da responsabilidade da entidade. Continuaremos reservando um mínimo de 50% de espaço para os conteúdos informativos, ficando o restante para a publicidade. Assuntos de natureza clínico-científica merecerão também maior atenção e, dada a nova constituição do corpo editorial, todas as matérias recebidas serão encaminhadas ao professor responsável pela especialidade, que, julgando-as de interesse, as enviará para publicação. O corpo editorial agora é composto por todos os professores coordenadores de nossos cursos de especialização, facilitando, assim, um minucioso exame das matérias. Vale lembrar que, não sendo uma revista indexada, suas publicações são de caráter informativo. Temos a certeza de que a Revista ABO NEWS será do agrado de todos e estamos abertos a sugestões que possam melhorála a cada edição. Dr. José Silvestre Presidente Presidente José Silvestre 1 o Vice-Presidente Vanderlei Pereira Cassiano 2 o Vice-Presidente Cláudia A. V. Araújo Secretário-Geral Ney Macedo França 1º Secretário José Alberto Silvestre ABO/ABC Presidente: Mara Cinthia Fernandes R. Baraldi, São Caetano Sul SP - CEP Fone: (11) ABO/Araçatuba Presidente: Artênio José Isper Garbini Av. Brasília, Araçatuba - SP CEP Fone: (18) ABO/Araraquara Presidente: Marcia A. Gandini R. Itália, Centro - Araraquara SP - CEP Fone: (16) ABO/Bauru Presidente: Celso Kenji Nishiyama R. Maria C. Arantes Ramos, 2-41 Bauru - SP - CEP Fone: (14) ABO/Birigui Presidente: José Ricardo Kina R. Barão do Rio Branco, Birigui - SP - CEP Fone: (18) Editores Responsáveis Isaac Tobias Blachman Mário Cappellette Júnior Renato M. Stempniewiski Implantodontia Flávio de Ávila Kfouri O Informativo ABO News é uma publicação bimestral da Associação Brasileira de Odontologia Seção São Paulo Diretor José Silvestre Fone: (11) / Jornalista Responsável Israel Correia de Lima - Mtb Fones: (11) / Associação Brasileira de Odontologia / Seção São Paulo. Entidade fundada em 11/6/2001. Sede: Rua Dr. Olavo Egídio, Santana São Paulo - SP - CEP Fones (11) e Site: Tesoureiro-Geral Nilsom Tenório M. de Albuquerque 1º Tesoureiro Luís Roberto Lima Rodrigues Diretor Científico Ricardo Colombo Penteado Diretor da ERAP Mário Cappellette Júnior Diretor de Informática Alexandre Zanesco REGIONAIS ABO/Campinas Presidente: Marcelo de Sá Zamperlini Av. José de Souza Campos, 252 Campinas - SP - CEP Fone: (19) ABO/Catanduva Presidente: Rodrigo Teixeira Macri R. Bahia, Catanduva - SP CEP Fone: (17) ABO/Guarulhos Presidente: Vicente Gabriel Rua Mantena, 5 - Guarulhos - SP CEP Fone: (11) ABO/Lins Presidente: Andre César Trevisi Zanelato R. Luis Gama, Lins - SP CEP Fone: (18) ABO/Osasco Presidente: Flávio de Ávila Kfouri Av. D. Pedro I, Bela Vista São Paulo - SP - CEP Fone: (11) CORPO EDITORIAL Cirurgia e Traumatologia Antonio Renato Sanches Colucci Odontopediatria Maria Salete Nahas Pires Correia Prótese Orlando Magalhães Filho Rogério Adib Kayrala EXPEDIENTE Revisão Cibely Aguiar de Souza Fone: (11) Direção de Arte / Diagramação Guilherme Gonçalves Fones: (11) / Publicidade Rose Almeida Fones: (11) / Diretora de Patrimônio Lúcia Cappellette Carezzatto Diretores de Prevenção e Saúde Coletiva João Carlos Coelho de Faria Fabiano Vilhena Diretoras Social e Cultura Graziela Y. Jabbour Rosa Maria Cardoso Diretores de Turismo Roberto Miguita Juscelino Kojima ABO/Presidente Prudente Presidente: Reginaldo Cesar Zanelato Av. Washington Luis, Presidente Prudente - SP CEP Fone: (18) ABO/Ribeirão Preto Presidente: Cristiano Augusto Alvarenga Av. Independência, 3.145, Sl. 20 Ribeirão Preto - SP CEP Fone: (16) ABO/São José dos Campos Presidente: Ary Cardoso Terra Av. Nove de Julho, 221 São José dos Campos - SP CEP Fone: (12) ABO/Sertãozinho Presidente: Eduardo Mendes Gotardo Av. Afonso Trigo, Sertãozinho - SP Fone: (16) Dentística Ricardo Amore Endontia Lucia Cappellette Carezzato Periodontia Nelson Thomas Lascala Junior Impressão Soft Editora Tiragem 20 mil exemplares Distribuição gratuita O Informativo ABO News não se responsabiliza pelos serviços e produtos de empresas que anunciam neste veículo, as quais estão sujeitas às normas de mercado e do Código de Defesa do Consumidor. Artigos assinados ou conceitos emitidos são de responsabilidade exclusiva dos autores. Permitida a reprodução de textos desde que citada a fonte. 4 Informativo ABO News - n o 14

5 Dia do Dentista Comemoração ao Dia do Dentista Participe do churrasco comemorativo ao Dia do Dentis- ta que será realizado no dia 22 de outubro, das 10h às 17h, em Cabreúva, no Sítio Santo Antônio, no bairro Jacaré. O local oferece ampla área de lazer com campo de futebol, quadra de tênis, piscina e demais dependências. A adesão é de R$ 30,00 por pessoa e crianças até 10 anos não pagam. Fale ale com a ABO/SP Secretaria etaria Geral Daniela ou Cristiane Tel.: (11) Benefícios e Serviços Francisca ou Haifa Telefax: (11) Departamento de Congresso Tel.: (11) Presidente Julho/Agosto/2005 5

6 Tecnologia Evolução da Ortodontia A preocupação com a maloclusão dental é um aspecto que há muito preocupa os profissionais da saúde. Já no antigo Egito, bem como entre os Maias, foram encontrados aparelhos rudimentares cujo objetivo era tentar corrigir a maloclusão dental. Com o passar dos anos, a Odontologia e, particularmente, a especialidade da Ortodontia e Ortopedia Facial, passou por um avanço tanto nas técnicas como nos materiais utilizados, possibilitando, atualmente, aumentar o intervalo entre as consultas, sem que haja prejuízo algum para as estruturas bucais. No início do século XX, os fios empregados na Ortodontia eram compostos por ligas Braquete atual dos bráquetes, e o tempo de tratamento, ligeiramente aumentado em alguns casos. Quanto às técnicas, a Ortodontia passou por períodos pendulares distintos entre tratamento não extracionista e extracionista. Atualmente, com os avanços na área de crescimento facial e o surgimento de novos recursos associados ao avanço tecnológico, os tratamentos tornaram-se muito mais eficientes e confortáveis aos pacientes. A Ortodontia atual disponibiliza bráquetes programados em diversas prescrições, ou até mesmo autoligados, que eliminam o amarrilho e, associados a fios superelásticos, praticamente dispensam o emprego de alças nos Tratamento antigo de ouro, substituídas por aço na década de Na década de 1970, surgiram novas ligas e, hoje, é possível utilizar fios superelásticos termoativados, os quais atuam pelas trocas térmicas da cavidade oral. Não podemos nos esquecer do fator estético, que, na Odontologia atual, tem grande destaque, pois está presente não só na parte clínica, mas também na Ortodontia. O mercado oferta tanto fios estéticos (Teflon) como de bráquetes (cerâmicos), que podem ser utilizados em praticamente todos os pacientes sem que se haja maiores danos ao tratamento, como o conforto, por causa do tamanho Fios utilizados atualmente Tratamento atual fios de nivelamento, aumentando consideravelmente o conforto e a eficiência do tratamento ortodôntico. O que se discute atualmente é a possibilidade de se fazer moldagem do paciente e scanear os modelos para que sejam confeccionados bráquetes individualizados para a maloclusão do paciente. Prof. Dr. Mário Cappellette Jr. Coordenador do Curso de Especialização em Ortodontia e Ortopedia Facial 6 Informativo ABO News - n o 14

7 Assessoria jurídica Às terças e quintas-feiras o advogado Hugo Fernandes Salles faz plantões na sede da ABO/SP, das 8h às 12h e das 13h às 17h, para atender os associados. Mais informações pelos fones (11) e Julho/Agosto/2005 7

8 Alergia Processos alérgicos decorrentes do uso do látex em Odontologia Os profissionais da área da saúde, além da constante preocupação com o bem-estar dos pacientes, possuem responsabilidades inerentes à própria profissão, como a biossegurança. O uso de luvas de borracha representa parte dessas responsabilidades, sendo eficaz na prevenção da transmissão de doenças infecto-contagiosas. Diversos produtos médico-odontológicos são constituídos de látex, substância extraída da seiva da árvore Hevea brasiliensis (popularmente conhecida como seringueira), que é combinado com produtos químicos antioxidantes e aceleradores, responsáveis pela força, elasticidade e estabilidade do produto final. Dessa forma, reações imunológicas exacerbadas podem ocorrer frente ao contato com as proteínas do látex e, dada a elevada freqüência de uso, pode ocorrer o aumento da incidência desta hipersensibilidade. Fatores genéticos podem condicionar a susceptibilidade do organismo aos antígenos, e o estado emocional também está diretamente relacionado à potencialização ou amenização do quadro sintomatológico. Aproximadamente 17% da equipe de saúde americana tem sido acometida por algum tipo de hipersensibilidade. Entretanto, constata-se que muitos profissionais desconhecem os riscos relacionados ao látex, bem como o modo de prevenir a alergia que ele desencadeia. Mãos secas e rachadas, úlceras na pele, edema na região de contato, tosse, espirros, prurido nos olhos são alguns dos sintomas vivenciados por inúmeros profissionais da área de saúde, principalmente cirurgiõesdentistas, devido ao uso constante e prolongado das luvas de látex. Ao paciente, os sintomas e os riscos são os mesmos, mas cabe ao profissional tomar medidas preventivas durante o atendimento odontológico, evitando essas complicações. O processo mais comum de exposição ao látex ocorre pelo contato direto da pele com o produto, pois as proteínas extraídas do látex são altamente solúveis e, conseqüentemente, são absorvidas rapidamente pela pele. A absorção pode ser ainda mais rápida em decorrência do suor das mãos. A alergia ao látex é uma reação imunológica a certas proteínas contidas na borracha. A quantidade necessária de exposição ao látex capaz de produzir sensibilização do organismo ou alergia ainda é desconhecida. Sabe-se que o aumento da freqüência de exposições às proteínas do látex aumenta o risco de desenvolvimento dos sintomas alérgicos. Em indivíduos já sensibilizados, os sintomas normalmente têm início imediatamente após o contato com o látex, mas podem ocorrer horas depois, apresentando inúmeras variações clínicas. Existe também a forma indireta de exposição às proteínas do látex, através do talco adicionado às luvas com a finalidade de facilitar sua colocação. As proteínas ficam aderidas ao talco e, suspensas no ambiente de trabalho, podem ser inaladas pelo profissional e pelo paciente. Em contato direto com a mucosa, estas proteínas são absorvidas mais rapidamente do que pelo contato com a pele. Estudos indicaram ainda que este 8 Informativo ABO News - n o 14

9 talco, carregado de proteínas alergênicas da borracha, pode permanecer em suspensão por até 12 horas. Daí a explicação do envolvimento do sistema respiratório em casos de reações alérgicas ao látex. A reação mais comum ao látex é a dermatite de contato irritante. Não é considerada uma alergia verdadeira, pois não envolve o sistema imunológico. Ela é caracterizada por ressecamento, prurido, vermelhidão e irritação da pele, normalmente nas mãos. Essa reação é causada pelo uso de luvas (contato direto com o látex) e pela exposição ao talco a elas adicionado. A dermatite de contato alérgica, chamada dermatite química sensitiva ou hipersensibilidade tardia tipo IV, é causada por substâncias químicas adicionadas às luvas durante sua manufatura. Pode aparecer em um ou dois dias após o contato com o látex, sendo limitada à área de contato da pele com o produto. É caracterizada por prurido, dor, suor, pápulas na pele, mãos secas e rachadas e bolhas cutâneas com secreção. Já a alergia verdadeira, potencialmente mais severa, é conhecida como hipersensibilidade tipo I, mediada pelo sistema imunológico (IgE e histamina). Esta pode ocorrer segundos após a exposição ao látex. As partículas absorvidas do látex são identificadas pelo sistema imunológico como antígenos. Dessa forma, as células B são ativadas para sintetizar anticorpos IgM e IgG. Assim, se o indivíduo tornarse sensível ao antígeno, a resposta do sistema será anormal. Esse tipo de reação pode desenvolver sintomas locais ou gerais, dependendo do lugar e do tipo da exposição. A presença dessa reação indica a chance, embora mais rara, de choque anafilático. Os procedimentos a serem adotados nos casos de reações alérgicas ao látex dependem dos sintomas manifestados pelo paciente. Mesmo quando não houver complicações mais sérias, o atendimento odontológico deve ser imediatamente interrompido e o paciente deverá ser medicado via oral - com um fármaco antihistamínico. Caso o paciente manifeste sintomas mais graves, o profissional deve estar preparado para tomar medidas emergenciais e/ou encaminhar o paciente com rapidez a um serviço de emergência hospitalar. A adoção de medidas preventivas pode contribuir para reduzir os riscos de desenvolvimento da alergia ao látex: se possível, usar luvas sem adição de talco. Estas luvas reduzem a exposição às proteínas do látex por esta fonte e, conseqüentemente, o risco de alergia; certificar-se de que a limpeza do ambiente de trabalho está sendo feita correta e regularmente, para que o pó contendo as proteínas extraídas do látex esteja sendo removido; estar alerta para identificar os sintomas de alergia ao látex; esclarecer-se quanto às medidas preventivas e aos riscos relacionados ao látex. Claudia Cristina Golin - Cirurgiã-dentista. Ex-estagiária da disciplina de Clínica Integrada da Faculdade de Odontologia da USP Carlos Alberto Adde e Flávio Eduardo Guillin Perez - Professores doutores da disciplina de Clínica Integrada da Faculdade de Odontologia da USP Irineu Gregnanin Pedron - Periodontista. Mestrando da disciplina de Clínica Integrada da Faculdade de Odontologia da USP Julho/Agosto/2005 9

10 Saúde A prática da Vigilância Sanitária nos Estabelecimentos de Assistência Odontológica (EAO) do Município de São Paulo Em serviços de saúde, qualidade e risco são características indissociáveis. Assim, podemos considerar vigilância um conjunto de ações que atuam na normatizacão de atividades técnicas. Para manter uma constante organização e operacionalização nestes serviços, bem como para obter um resultado final satisfatório que vise a proteger a saúde da população e dos profissionais envolvidos, diversas ações de vigilância são necessárias. Vistoria nos EAO - Todos os locais em que se realiza algum tipo de atendimento odontológico a pacientes são considerados Estabelecimentos de Assistência Odontológica. Os laboratórios de prótese dentária também fazem parte de estabelecimentos que são vistoriados mediante roteiro e resoluções técnicas específicas. A abordagem das questões relacionadas à vistoria nos EAO ainda é um assunto bastante incompreendido pelos profissionais da área. Pensando em vigilância epidemiológica como um todo, é possível compreender a razão pela qual a avaliação passa a ser cada vez mais rigorosa. Visa-se à garantia de que as condições de biossegurança necessárias não comprometam a saúde dos pacientes e dos profissionais envolvidos a curto e longo prazo. Na Prefeitura do Município de São Paulo, a Vigilância Sanitária, que passou a responder por todas as ações de vigilância a partir de abril de 2004, a Secretaria Municipal da Saúde, através da Coordenação de Vigilância Sanitária (Covisa), e especificamente o setor que cuida dos serviços contam com uma equipe multiprofissional responsável pela fiscalização de todos os estabelecimentos de assistência à saúde ou diretamente ligados à saúde, tais como: clínicas, consultórios médicos, consultórios odontológicos, laboratórios de prótese, serviços de tatuagem e piercing, acupuntura, casas de repouso, cabeleireiros etc. A inspeção sanitária ou vistoria baseia-se no Código Sanitário do Município de São Paulo, Lei n , de 9 de janeiro de 2004, regulamentado pelo Decreto n , de 7 de abril de 2004, bem como na legislação estadual e federal. A autoridade sanitária responsável pela inspeção ou vistoria nos EAO não precisa ser necessariamente um cirurgião-dentista: qualquer profissional integrante da equipe, constituído legalmente como autoridade sanitária, treinado e capacitado, está habilitado para realizar tais inspeções. Nas inspeções dos EAO, utiliza-se como instrumento de orientação um Roteiro, o qual garante que o critério utilizado nas inspeções seja padronizado e rigorosamente cumprido. Elaborado pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, o Roteiro de Inspeção faz parte da Resolução SS n. 15, de 18 de janeiro de 1999, resolução esta válida no Estado de São Paulo e que orienta e regulamenta a montagem e instalação de consultórios e clínicas odontológicas. Foram feitas algumas modificações e adaptações para o seu uso no Município de São Paulo. No ato da inspeção, a autoridade sanitária apresenta-se devidamente identificada, explicando o motivo da visita ao proprietário ou responsável presente no local. Segundo a lei, a sua entrada não pode ser obstruída, por caracterizar infração sanitária e sendo passível de penalidade. O cirurgião-dentista pode receber a visita de uma autoridade sanitária por três motivos: cadastramento inicial (o proprietário entra com pedido para obter a sua licença sanitária ou outras solicitações processuais); denúncia anônima (qualquer pessoa pode denunciar irregularidade em estabelecimentos que prestam serviços à saúde); ou busca ativa (inspeção feita aleatoriamente, mediante programação local específica). Além disso, é função da Vigilância Sanitária monitorar os serviços de saúde em ações de acompanhamento quantitativo e qualitativo da situação de risco à qual a população está exposta. A inspeção - O primeiro passo da inspeção sanitária é verificar se o estabelecimento possui licença sanitária (documento emitido pelo Sistema de Informações em Vigilância Sanitária - Sivisa) e se o responsável técnico 10 Informativo ABO News - n o 14

11 ou responsável técnico substituto está presente. O fato de já possuir a licença, entretanto, não significa que o estabelecimento está dentro dos padrões preconizados pela legislação, pois muitos daqueles que, no ato da inspeção, estão em condições sanitárias adequadas, após deferimento da licença sanitária não se preocupam com a manutenção dessas condições. O segundo passo é o preenchimento do Roteiro de Inspeção, no qual constam as especificações quanto ao tipo de atividade exercida no EAO e os itens importantes a serem avaliados. Os problemas considerados mais graves estão nos requisitos imprescindíveis do Roteiro de Inspeção e incluem os critérios de esterilização, desinfecção, descontaminação e acondicionamento de instrumentais, ou seja, os cuidados com a biossegurança. Requisitos considerados necessários incluem itens como condições de edificação e sua situação física, condições gerais de limpeza e higiene, utilização de materiais descartáveis, uso de equipamentos de proteção individual, monitoramento dos processos de esterilização, entre outros. Cabe, então, à autoridade sanitária classificar os EAO para a seqüência do procedimento a ser adotado. Estando tudo de acordo, o estabelecimento está apto a funcionar, sendo deferido o Cadastro Municipal de Vigilância Sanitária (CMVS). Quem possuir aparelho de Raios-X deve também cadastrar este equipamento e manter atualizados os laudos radiométricos e o controle de qualidade, que serão conferidos pela autoridade sanitária. Também é importante lembrar que em municípios nos quais há serviços de coleta especial de resíduos, como é o caso de São Paulo, é necessário que os estabelecimentos de saúde sejam cadastrados nos órgãos competentes (Limpurb), para que os resíduos sejam recolhidos em coleta especial (Resíduos de Serviços de Saúde). Anualmente, é necessário solicitar a renovação do CMVS. Sobre as penalidades - Após análise local, verificado qualquer risco à saúde, a autoridade sanitária deverá lavrar um Auto de Infração (AI), que representa uma desobediência ou inobservância à legislação sanitária. Um relatório desta análise será elaborado pela autoridade e anexado ao AI. A autoridade sanitária decidirá, sempre baseada nas normas sanitárias, as medidas referidas nas situações de perigo ou de risco que possam causar dano à saúde. Após a lavratura do AI, um prazo de até 10 dias é dado para a apresentação da defesa do interessado. Muitas vezes neste período se faz necessário interditar parcial ou totalmente o estabelecimento (ou o equipamento), para que se possa, em um prazo pactuado, providenciar as adequações apontadas como imprescindíveis e necessárias, bem como propor um cronograma de adequações. Posteriormente, lavra-se um Auto de Imposição de Penalidade (AIP), que pode ser uma advertência, interdição parcial e total ou multa, variando de acordo com o grau de risco à saúde e com as análises individuais de cada processo. Casos extremos, como os de condições precárias de higiene, procedimentos técnicos inadequados, entre outros, podem acarretar interdição total do estabelecimento e, em algumas condições, interdição do equipamento. Conclusão - O trabalho de fiscalização visa à conscientização do profissional. É importante lembrar que há orientações para montagem de novos consultórios, bem como orientações para adequar as estruturas já existentes, procurando enquadrá-las nas normas de segurança. Carlos Alberto Adde - Cirurgião-dentista. Professor doutor da Faculdade de Odontologia da USP. Membro da equipe técnica da Covisa - Subgerência de Serviços - Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo Ary Michael Renberg - Cirurgião-dentista. Professor doutor da Faculdade de Odontologia da Universidade Metropolitana de Santos. Membro da Covisa - Subgerência de Serviços - Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo Ana Regina G. F. Biagioni e Fatima Portella Ribas Martins - Cirurgiãs-dentistas. Membros da Covisa - Subgerência de Serviços - Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo Julho/Agosto/

12 Saúde Deficiência de iodo Imagem: bhcarticles.nsf/pictures/goitre?opendocument Exemplo tridimensional da tireóide A deficiência de iodo pode causar o aumento do tamanho da tireóide, que é uma glândula localizada no pescoço, o que é conhecido como bócio ou papo. Se o papo ficar muito grande, pode gerar problemas na respiração e dificuldades na hora de engolir os alimentos, bem como provocar dores e desconfortos no pescoço. Além do papo, a deficiência de iodo pode levar ao atraso no crescimento e na capacidade de aprendizagem das crianças, bem como dano no cérebro do feto ou do recémnascido, o que gera retardo mental, surdez, mudez e cretinismo (retardo mental grave responsável por dificuldades na fala, surdez e defeitos no corpo). Os hormônios produzidos pela tireóide têm dois importantes papéis: atuam no crescimento físico e neurológico e na manutenção do fluxo normal de energia (metabolismo basal, principalmente na manutenção do calor do corpo). São muito importantes para o funcionamento de vários órgãos, como o coração, fígado, rins, ovários e outros. Como evitar a deficiência de iodo? Consuma alimentos ricos em iodo - alimentos do mar, como peixes e ostras; vegetais cultivados em terras próximas ao mar, bem como leite e ovos de animais criados em localidades próximas do mar ou que recebam ração com iodo. Consuma sempre sal iodado - é a principal fonte de iodo na alimentação das pessoas. Sempre que for comprar o sal, veja na embalagem se ele é iodado - o Imagem: O bócio é causado pela falta de iodo na alimentação sal para consumo animal não serve para fazer a comida em casa, pois ele não contém iodo. Compre o sal que estiver no prazo de validade, pois, após o vencimento, não terá mais o efeito de proteger a saúde. Ao abrir o sal, deixe-o na mesma embalagem (saquinho) e coloque-o dentro de um recipiente com tampa, de vidro ou plástico. Sempre que for guardar o sal, procure colocá-lo em locais frescos, secos e ventilados (não deixe em locais quentes como, por exemplo, junto ao fogão). Não coloque colher molhada na embalagem de sal, nem o coloque dentro da geladeira, pois ele irá ficar úmido e isso prejudicará a qualidade do iodo. Se você utiliza tempero completo industrializado para fazer sua comida, procure intercalar com o sal iodado (não consuma apenas o tempero completo, pois muitas vezes este tempero não contém sal iodado). Se você faz o tempero completo em sua própria casa, use sempre sal iodado para fazer a mistura. Fonte: Ministério da Saúde 12 Informativo ABO News - n o 14

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14 ERAP - ABO/SP Cursos oferecidos pela ABO/SP credenciados pelo CFO e MEC A Escola de Reciclagem e Aperfeiçoamento Profissional (ERAP), da ABO, atualmente oferece para a classe odontológica cursos de especialização em todas as áreas da Odontologia, cursos de aperfeiçoamento, reciclagem profissional, bem como palestras gratuitas. Os cursos de especialização da ABO/SP são todos credenciados no CFO/MEC, conforme portaria do CFO n. 061/2004. Seu corpo clínico é composto de professores qualificados que, usando técnicas atuais e os materiais mais modernos na prática odontológica, realizam tratamentos clínicos voltados à população de baixa renda. Aperfeiçoamento Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial Coordenador: Renato M. Stempniewiski Programa: Diagnóstico; fisiopatologia da dor; nociceptiva; modalidades de tratamento para DTM; ajuste oclusal em pacientes de DTM; placas interoclusais; ortodontia como tratamento de DTM; sons articulares; contato dental do lado de não-trabalho causa DTM Início: outubro - Duração: 5 meses Realização: quinzenal - quintas-feiras Horário: das 19h às 22h Investimento: 4 x R$ 250,00 Especialização Periodontia Coordenador: Nelson Thomas Lascala Jr. Equipe: Edson Sinnes, Marli Sales de O. M. Caseiro, Adriana Uchida e Marco Antonio Coelho Seleção: 27 e 28 de outubro Programa: área básica associada à Periodontia, procedimentos básicos, processamentos cirúrgicos, terapia periodontal de suporte, interrelação com as outras especialidades odontológicas. Realização: mensal - quinta a sábado Investimento: R$ 900,00/mês Estomatologia Equipe: Isaac Tobias Blachman, Juliana Bellini da Silva e Caio Marcelo Salgado Objetivos: estabelecer diagnóstico e tratamento das doenças do aparelho estomatognático, habilitando em atividades práticas e científicas e oferecendo técnicas cirúrgicas, terapêuticas avançadas e dinâmicas no aperfeiçoamento científico. Programa: introdução à clínica; inter-relação entre as disciplinas básicas e as clínicas; inter-relação da Odontologia com as demais especialidades médicas; conceito de saúde relacionado ao dano anátomofuncional da doença; conceito de semiologia, propedêutica, semiogênesis; exame clínico (anamnese e exame físico); métodos auxiliares do exame clínico; exames laboratoriais; citologia esfoliativa; biópsia; semiologia dos tecidos moles bucais Início: outubro - Duração: 18 meses Realização: segundas-feiras à tarde e terças-feiras de manhã Prática: 4 horas em universidades e hospitais conveniados Investimento: R$ 380,00/mês Odontogeriatria Coordenador: Fernando L. Brunetti Montenegro Equipe: Leonardo Marchini, Carlos Eduardo Monetto Início: outubro - Duração: 18 meses Carga horária: 576 horas Investimento: R$ 650,00/mês Ortopedia Funcional dos Maxilares Coordenadora: Sônia Regina Henriques Equipe: Claude Catach e Maria Regina Brandão Início: outubro - Duração: 36 meses Carga horária: horas Realização: quinzenal Investimento: R$ 800,00/mês Pacientes com Necessidades Especiais Coordenador: Silvio Eduardo Duailibi Equipe: Monica Talarico Duailibi e João Ary Ubriaco Início: Outubro - Duração: 18 meses Carga horária: 500 horas Realização: quinzenal - Quintas e sextas Investimento: R$ 600,00/mês Os cursos oferecidos podem ser consultados no site da ABO (www.abosp.org.br). Para mais informações sobre os cursos em andamento ou novos cursos a serem iniciados, basta entrar em contato ou / ) com a secretaria da entidade. A ABO/SP realiza tratamentos em pacientes que necessitam de cirurgia ortognática, operados em âmbito hospitalar, sem custo algum para o paciente. Atualmente, o responsável pela ERAP é o doutor Mário Cappellette Jr. Atualização Cirurgia Avançada Coordenador: Antonio Renato Sanches Colucci Início: outubro Realização: quinzenal - terças-feiras Investimento: R$ 350,00/mês Exigência: experiência, de pelo menos um ano, com implantes Radiologia Odontológica e Imaginologia Vagas remanescentes Coordenador: Roberto Mansini Equipe: Leônidas de Freitas, Flávia Vanessa Greb Fugiwara e Alessandra Mansini Nunes Início: outubro - Duração: 18 meses Carga horária: 675 horas Realização: segundas-feiras (estágio em Clínica Radiológica) Investimento: R$ 600,00/mês Prótese Coordenadores: Rogério Adib Kairalla e Orlando Magalhães Filho Equipe: Ademir Galati, Marco Antonio Nicolau, Cláudio Cavallaro e Orlando Magalhães Neto. Início: novembro - Duração: 24 meses Programa: prótese total, prótese parcial removível, prótese parcial fixa e oclusão. Realização: módulos mensais Investimento: R$ 900,00/mês Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial - 2 a Turma Coordenador: Renato M. Stempniewski Início: Fevereiro/ Duração: 18 meses Investimento: R$ 800,00/mês Inscrições: Tel. (11) Informativo ABO News - n o 14

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