Tom Tom Entrevista ao novo director ibérico

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1 Conferência Gestores de frota Seis painéis, 250 pessoas a assistir Custos totais de utilização Dacia Sandero vence comparativo Tom Tom Entrevista ao novo director ibérico n.º 012 Ano 1I1 5 Euros

2 Grande parte do mercado já viu. E você? Proteja a natureza Muitas pessoas já visitaram am o site da Fleet Magazine para verem as novidades em primeira mão. Não se deixe ficar para a trás e faça parte dos que querem estar actualizados. A maneira a mais económica de comunicar. Contacte o nosso departamento comercial. w

3 Editorial Hugo Jorge, Director da Fleet Magazine Sumário Dezembro 2011 O pequeno caso do A7 Bastava ficar sentado a assistir ao pequeno escândalo do A7 do Ministro da Solidariedade Social para ver o que é que as pessoas sabem de renting. Ouviu-se que ele tinha sido comprado na altura, que tinha sido alugado, que era um leasing, mas não me lembro de ter ouvido falar em aluguer operacional e muito menos a explicá-lo. Presumiu-se que o custo do carro para o Estado todos nós seria o preço de venda ao público. Depois, veio a saber-se que tinha sido requisitado à Agência Nacional de Compras Públicas, a entidade que gere a frota do Estado. E que esta o teria em parque, porque vinha de um contrato (mais uma vez de leasing, disse-se) que ainda não tinha terminado e que, por isso, o carro ainda não tinha sido entregue. E perguntou-se porque é que esse contrato tinha sido feito assim, com prejuízo para o Estado. E porque é que não se entregava o carro em vez de o continuar a pagar sem utilizar? E porque é que o Estado não comprava carros mais baratos? Sim, porquê? Claro que todos os órgãos de comunicação social aproveitaram o facto em si para dizer que era imoral um gasto daquela magnitude num período destes. Mas imoral ou não, isso era pouco importante. Se boa parte de quem falou sobre o caso lesse a FLEET MAGAZINE, saberia logo que não havia nenhuma questão especial quanto ao carro do ministro. Prova de que há quem se interesse sobre o assunto e confie no trabalho da revista foi a Conferência de Gestão de Frotas. Acima de todas as expectativas, conseguiu juntar quase 250 pessoas ligadas ao sector, representantes de praticamente todas as marcas e gestoras de frota e responsáveis pelo parque de empresas que, no total, ultrapassavam largamente os dez mil carros contratados. É para todos esses e para os patrocinadores que fica uma palavra de apreço. Esperamos continuar a contar convosco. Hugo Jorge Ficha Técnica APCOMUNICAÇÃo O SEU PARCEIRO DE NEGÓCIO DIRECTOR: Hugo Jorge DIRECTOR ADJUNTO: Paulo Homem SUBDIRECTOR: João Vieira CHEFE DE REDACÇÃO: Renato Rodrigues PROPRIEDADE: AP Comunicação Largo Infante D. Henrique, 7 Várzea de Colares COLARES Telefone: Fax: REDACÇÃO: Augusto Quelhas, Fátima Rodrigues, António Lopes, Carla Ramos DESIGN GRÁFICO: Pedro Vieira IMAGEM: António Valente PUBLICIDADE: Telefone: Director: Mário Carmo Anabela Machado PERIODICIDADE: Trimestral ASSINATURA ANUAL: 20 Euros (4 números) IMPRESSÃO: Peres-Soctip, S.A. Estrada Nacional 10 - Km 108, Samora Correia Telefone: Nº de Registo na ERC: Depósito Legal Nº: /10 COPYRIGHT: Nos termos legais em vigor é totalmente interdita a utilização ou a reprodução desta publicação, no seu todo ou em parte, sem a autorização prévia e por escrito da Fleet Magazine. Notícias Novidades para frotistas 04 Actualidade Diesel solidificado 11 Renting desce 12 Entrevista Tom Tom 14 Conferência Gestão de Frotas Introdução 16 1º Painel 18 2º Painel 22 3º. Painel 26 4º Painel 30 5º Painel 34 6º Painel 40 Serviços SNG 44 TCO Utilitários 46 Opinião Manuel Assis Teixeira 48 Construtores Eléctricos Renault 50 Comerciais Nissan 52 Iveco Daily 54 Mitsubishi Fuzo 56 Alfa Romeo Perfil do gestor Adicional Logistics 60 Ensaio Hyundai i40 62 Ao volante Modelos em teste 64 03

4 Notícias Renault e INTELI cooperam para mobilidade eléctrica A Renault e a INTELI, entidade coordenadora do MOBI.E, assinaram um protocolo de cooperação no âmbito da mobilidade eléctrica, na presença do Secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, Carlos Oliveira. Com este protocolo, as partes vão desenvolver um conjunto de novos serviços e funcionalidades a disponibilizar pela Renault aos clientes e a desenvolver no sistema MOBI.E. Além disso, vão também avançar com projectos-piloto de teste e monitorização da mobilidade eléctrica em Portugal e de novas funcionalidades e serviços de mobilidade. A Renault e a INTELI vão também promover, em conjunto, o sistema MOBI.E. O desenvolvimento conjunto entre a Aliança Renault-Nissan e o MOBI.E permitiu, por exemplo, que esteja disponível, através dos sistemas de navegação dos modelos das duas marcas, o sistema charge spot finder com a localização de todos os postos públicos de carregamento, actuais e futuros, instalados pelo MOBI.E. A3 vai ser montado na China A Audi irá reforçar significativamente a sua presença na China ao iniciar a produção numa nova fábrica no sul daquele país, a partir de 2013, que deverá receber um novo membro da família A3. A FAW-VW irá tornar-se numa completa unidade de produção sedeada em Foshan, ocupando uma área total de 100 hectares. A fábrica vai empregar cerca de pessoas a partir de 2013 e contará, por exemplo, com zonas de prensagem, estampagem, pintura e linha de montagem. A Audi já está presente - juntamente com seu parceiro FAW - na cidade de Changchun no norte da China há mais de 20 anos, onde são produzidas as versões Longas dos modelos Audi A4 e Audi A6, assim como o Audi Q5. A capacidade de produção em Changchun aumentará para entre e unidades nos próximos anos, enquanto o volume de produção anual previsto para o complexo de Foshan será entre os e os veículos. Isto significa que no conjunto das duas fábricas o potencial de fabricação atingirá as 700 mil unidades/ano. GEFCO gere parque da General Motors A GEFCO Portugal foi o operador logístico escolhido pela General Motors (GM) para gerir o seu parque com centro de armazenamento de veículos (VSC vehicle storage center). O parque tem capacidade para automóveis e situa-se na Azambuja. Desde Agosto, a GEFCO Portugal controla a chegada dos veículos da Opel e da Chevrolet, que chegam por via terrestre e ferroviária ao parque da GM, e assegura a manutenção dos veículos em stock. O processo inclui a recepção dos veículos, a introdução da informação no sistema informático da GM, colocação dos acessórios no interior dos veículos e a sua disposição por ordem de destino nas filas de carga. Esta operação constitui um reforço das nossas operações automóveis e será semelhante ao que já fazemos para a Peugeot e Citroën, no parque de Setúbal, explica Fernando Reis Pinto, Director Geral da GEFCO Portugal. Kia baixa preço do Cee d para Rio A Kia Portugal decidiu descer as promoções que já tinha feito para a sua gama e desce o preço do Cee d EX diesel de 90 cv e cinco portas para o do Rio TX diesel de 75 cv e 5 portas. O reforço da campanha justifica-se, segundo a marca, para tirar partido dos clientes que procuram o Rio diesel convertendo-os em clientes Cee d. No final, o modelo da marca coreana vai ficar por euros. O incentivo da marca passa assim a ser de euros. Mas esta não é a única promoção que a marca tem até ao final do ano. As versões Sporty Wagon do mesmo modelo estão com um benefício de três ou dois mil euros, conforme o nível de equipamento. O Venga a gasolina está euros mais barato e a diesel euros de preço reduzido. Já o Soul, seja na versão de passageiros ou Van, está com de promoção. O Sorento tem uma redução de eruos no preço, quer seja a versão 2.0 Diesel ou 2.2 de 197 cavalos. 04

5 Insignia com bi-turbo de 195 cv A Opel vai alargar a gama Insignia com a introdução de um motor Diesel biturbo de elevada performance. O novo propulsor 2.0 CDTI BiTurbo debita 195 cv de potência e disponibiliza um binário de 400 Nm. Apesar destes valores de topo, o consumo médio de combustível fixa-se em 4,9 l/100, com emissões de CO2 de apenas 129 g/km. Um dos destaques do novo motor de quatro cilindros com injecção directa common rail está no sistema de sobrealimentação composto por dois turbocompressores de dimensões diferentes, que funcionam de forma articulada em dois patamares de carga. O Insignia 2.0 CDTI BiTurbo estará disponível com tracção dianteira ou tracção integral, em ambas as variantes berlina e station wagon. Para além do novo motor, a gama Insignia recebe outras novidades. Todas as versões Adaptive 4x4 podem dispor de uma nova configuração de chassis SuperSport com suspensão dianteira HiPerStrut e sistema de travagem de alta performance, inicialmente desenvolvidos para o Insignia OPC. ALD Automotive cresce 27% nos dez primeiros meses A ALD Automotive registou em Outubro uma taxa de crescimento da sua frota em Renting de 27% face a igual período de 2010, isto quando a taxa de crescimento para a frota total em Renting no mercado registou um decréscimo de cerca de 2%. Mantém assim a sua posição de 3º operador no ranking, com uma quota de mercado de 11%. Neste período e comparativamente ao período homólogo de 2010, a empresa registou ainda um crescimento acumulado de aproximadamente 67% nas suas vendas, acima do total do mercado que apresenta um claro decréscimo (cerca de -7%). Estes resultados conferem à ALD Automotive uma quota de mercado de 15% e confirmam a sua posição de 3º maior comprador de veículos novos no mercado de Renting nacional. De acordo com Guillaume de Léobardy, Administrador Delegado da ALD Automotive Portugal Estes números mostram o contributo muito positivo que a ALD Portugal tem dado para os resultados do grupo, disse Guillaume de Léobardy, Administrador Delegado da ALD Automotive Portugal. Temos sabido adaptar-nos a um mercado em constante mudança, com soluções de mobilidade crescentes e um forte compromisso de satisfação para com os nossos clientes, que por sua vez reconhecem na ALD Automotive um parceiro à altura dos novos desafios. Pub 05

6 Notícias BCA lança ferramenta para criar site de vendas A BCA, empresa leiloeira, lançou o MyCarSite.pt, uma ferramenta que permitirá aos clientes da empresa criar a sua própria página de Internet em poucos minutos. A ferramenta, disponível em tem uma instalação fácil e rápida. O design da página é de fácil alteração para se adequar ao logótipo do cliente. É possível fazer o Envio ilimitado de viaturas e apresentar a informação completa de viaturas e fotografias ilimitadas por viatura. A página terá motor de pesquisa de viaturas, informações de contacto com mapa e integração com Facebook. As empresas podem utilizar o seu próprio domínio. A BCA apresenta condições especiais para clientes que poderão chegar a 100% de oferta do website. O primeiro passo para activar a página é o registo e escolha do endereço a usar. Depois, há-que escolher o layout e enviar o logótipo e alterar as cores do site. A última acção é enviar as viaturas para o site. Toyota dá 5 anos de garantia em usados e semi-novos Todas as viaturas, ligeiros de passageiros e comerciais, Semi-Novas ou Usadas Toyota, abrangidas pelo programa Usados Valor Certificado, que sejam adquiridos até final do ano, têm garantia de 5 anos ou quilómetros a partir da data de matrícula. Para além desta oferta, o programa Usados Valor Certificado Toyota prevê a verificação em 114 pontos, assim como um check-up gratuito passados 1.500km. Com o aumento da procura de viaturas Semi-Novas e Usadas, o importador nacional da Toyota corresponde com paz de espírito e confiança, alargando a este segmento de mercado a garantia geral para 5 anos ou quilómetros, o que ocorrer primeiro, após a data da matrícula. Para além da vantagem da extensão de garantia, que por lei prevê apenas 2 anos, todas as viaturas abrangidas pelo programa Toyota Valor Certificado quer sejam viaturas usadas ou viaturas Semi-Novas passam por um rigoroso plano de inspecção em mais de 114 pontos (apesar de normalmente serem recentes e muitas vezes com poucos quilómetros), reforçando ainda mais a fiabilidade e confiança no momento de negócio. Novembro vende apenas carros Em Novembro de 2011 o mercado de automóveis ligeiros de passageiros agravou a forte queda homóloga que se vem registando desde o início do ano. Com efeito, as vendas não foram além das unidades, o que representa uma queda de 48,8 por cento. Em termos acumulados, de Janeiro a Novembro 2011, as vendas de automóveis ligeiros de passageiros situaram-se nas unidades, o que se traduz numa contracção do mercado de 27,2 por cento. Quanto ao mercado de veículos comerciais ligeiros as vendas atingiram as unidades em Novembro, o que representa uma diminuição de 26,0 por cento em relação a igual mês de Em termos acumulados, no período de Janeiro a Novembro de 2011, foram comercializados em Portugal veículos, o que corresponde a menos 26,4 por cento do que no período homólogo do ano anterior. Liberty inaugura CLA em Faro A Liberty Seguros inaugurou mais um Centro Liberty Auto (CLA) na região do Algarve, desta vez na cidade de Faro. Este é o décimo quinto CLA que vem reforçar a ampla rede de espaços disponibilizados pela Liberty Seguros e permite, à semelhança dos anteriores, a regularização integral de um sinistro automóvel num único local, de forma rápida, cómoda e transparente para o Cliente. O novo CLA Drive-IN está localizado nas instalações da Oficina Automóveis Citroën Sucursal de Faro, sita na Estrada Nacional 125 Rio Seco, em Faro. Graças a este conceito agregador, os Clientes da Liberty Seguros passam a dispor de um conjunto de diferentes serviços num único local recepção e tratamento da participação, realização da peritagem, reparação do veículo e cedência de veículo de substituição. Este serviço é assegurado de forma remota pela Liberty Seguros, permitindo reduzir os processos burocráticos e acelerar a resolução do sinistro. Software 4Biz integra com optimização de rotas da ESRI O software 4Biz Gestão de Frota, da In4Tools foi integrado com a solução de optimização de rotas da ESRI, possibilitando planear as actividades de forma a minimizar os custos associados à gestão da frota e garantir um elevado serviço ao cliente. A solução permite gerir a frota municipal na vertente administrativa e localização com base nas rotas optimizadas fornecidas pela ESRI - Portugal. Toda a informação relativa à frota fica assim a cargo de uma única solução, o 4Biz Gestão de Frota O software 4Biz Gestão de Frota da IN4TOOLS é uma solução na vertente administrativa/operacional da frota, que permite uma gestão mais eficiente, optimizando processos que visam a redução de custos. O software Esri é uma tecnologia com uma componente de modelação de rotas, utilizada nos mais diversos mercados, para optimizar as operações de distribuição e recolha, logística de manutenção e mesmo planeamento da força de vendas. 06

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8 Notícias Seguradoras com resultados negativos de subscrição A análise anual do mercado do Seguro Automóvel da Actuarial-Consultadoria revela que as seguradoras terminaram o ano de 2010 com resultados de subscrição negativos em -27 milhões de euros, facto que já não acontecia desde Contudo, os resultados técnicos foram ainda positivos em 55 milhões de Euros, fruto dos rendimentos financeiros que terão atingido os 82 milhões de Euros, o que significa uma rentabilidade de 3.3%. Estes resultados contrastam com os obtidos em anos anteriores onde a rentabilidade foi muito superior. Para esta inversão de resultados contribuíram, sobretudo, o aumento da frequência de sinistros e a redução do prémio médio das seguradoras. O aumento da frequência de sinistros é provocado pelo aumento dos sinistros com danos materiais, de 2007 a 2010 e com o incremento dos relativos a danos corporais em O aumento da frequência de sinistros em 2010 foi provocado pelo crescimento económico registado nesse ano, que gerou maior utilização dos automóveis e pelo aumento acentuado da pluviosidade, em níveis que apenas se haviam registado entre 1977 e Por sua vez, o prémio médio das seguradoras ficou 46% abaixo da inflação registada de 2001 a Honda anuncia novo motor 1.6 diesel A Honda anunciou, no Salão de Tóquio, a introdução de uma nova geração de motores denominada Earth Dreams Technology, onde consta um 1.6 diesel desenhado especificamente para a Europa. Esta nova geração foi desenvolvida para fornecer as melhores performances e obter os melhores valores ambientais e será gradualmente aplicada na gama de modelos Honda. O primeiro motor desta série a chegar à Europa será o novo 1.6 diesel. Especialmente desenvolvido para o mercado Europeu, este pequeno motor diesel será inicialmente instalado no Novo Civic tendo o seu lançamento previsto para o final de É mais leve que qualquer motor diesel do seu tamanho e atinge emissões de CO2 abaixo das 100g/km e 120cv (às 4000rpm) oferecendo um equilíbrio ímpar entre performance e eficiência no consumo de combustível. Os 300Nm às 2000rpm oferecem excelente maneabilidade nos modelos equipados com este modelo. Frota municipal de Lisboa adopta veículos eléctricos O executivo camarário aprovou, em reunião de câmara de 23 de Novembro, a abertura do procedimento de concurso público para a prestação de serviços de aluguer de viaturas automóveis movidas exclusivamente a electricidade pelo período de sessenta meses. A proposta foi apresentada pelo vereador do Ambiente e Espaços Verdes, José Sá Fernandes. Assim, e visto que 118 contratos de aluguer operacional de veículos a gasóleo e a gasolina estão prestes a atingir o seu termo, o vereador apresentou um documento que propõe a sua substituição por 70 carros eléctricos. De acordo com a proposta, a substituição de 118 veículos com motor térmico por 70 veículos exclusivamente eléctricos permite uma poupança anual média de litros de combustível, a que acresce a redução anual da emissão de mais de 270 toneladas de CO2. Segunda geração do Lexus IS 450 vai ser menos poluente As homologações finais do novo Lexus GS 450h confirmam a liderança em termos de emissões de CO2, de apenas 137 g/km, o valor mais baixo do que qualquer concorrente do segmento Premium E equipado com motorização diesel, a gasolina ou híbrida. Comparando com o actual modelo, o consumo de combustível foi reduzido em 23%, para apenas 5,9 litros por cada 100 quilómetros e as emissões baixaram para 137 g, reduzindo também as emissões de partículas e de NOx. A simbiose entre a elevada potência (343 cavalos) e as baixas emissões de CO2 colocam o novo GS 450h como o modelo líder no rácio potência e CO2 emitido - comparativamente a qualquer outro veículo convencional. Independentemente do tipo de combustível que utilize, o rácio é de 2,5 cavalos por cada grama de CO2 emitido. O novo GS 450h, equipado com a segunda geração do sistema Lexus Hybrid Drive de tracção traseira, combina o motor a gasolina V6 de 3,5 litros com um motor eléctrico refrigerado a água. O motor de combustão utiliza o ciclo Atkinson aliado à tecnologia dupla de injecção D-4S, proporcionando a máxima eficiência. Europcar lança solução para alugueres superiores a 30 dias A Europcar prepara-se para lançar o Europcar Fit Rent, a solução que encaixa na perfeição para quem tem necessidades de aluguer durante 30 dias ou mais. Com o lançamento do Europcar Fit Rent, a Europcar vem mais uma vez responder a uma necessidade crescente dos seus clientes, comprovado pelo crescimento de 60% neste segmento durante este ano. Os clientes empresariais, cada vez mais exigentes e preocupados com a redução das despesas da sua empresa, estão a optar cada vez mais por substituírem a frota própria pelo aluguer mensal de veículos (alugueres superiores a 30 dias). Cada vez mais, este tipo de alugueres tem sido a escolha de clientes que tradicionalmente recorriam ao renting. Com o Europcar Fit Rent, uma solução ajustável às múltiplas necessidades das empresas, o cliente pode escolher o veículo que melhor se adapta a cada necessidade e apenas durante o período de tempo que vai precisar dele. Desta forma, consegue uma redução significativa na linha dos custos da empresa. Com o Europcar Fit Rent, a empresa, ao mesmo tempo que resolve os seus problemas de mobilidade fica dispensada dos fortes investimentos que a aquisição e manutenção de uma frota automóvel exigem. Além de que também não tem de se preocupar com a desvalorização das viaturas. 08

9 TomTom com solução para leasing na Holanda A TomTom e a Mijndomein Auto, empresa privada de leasing automóvel, associaram-se para a criação de um programa de leasing que compensa as emissões de CO2 dos seus automóveis. Privados e empresas poderão arrendar um Peugeot 107 novo e equipado com tecnologia TomTom Business Solutions por 219 mensais. A emissão de CO2 será compensada pela Mijndomein Auto através do apoio a um projecto de diminuição de emissões de carbono acreditado com o Gold Standard - certificação que distingue organizações que lutam pela redução da emissão de gases poluentes. O Peugeot 107 XS, com sistema de consumo de combustível eficiente, está equipado com sistema de navegação semi-integrado TomTom PRO 3100, que disponibiliza aos condutores informação automática do seu comportamento ao volante e dos gastos de combustível. Estas informações ajudá-lo-ão a reduzir os custos e as emissões de carbono. Esta parceria é um importante passo para a TomTom Business Solutions no mercado do leasing automóvel, permitindo-nos implementar as nossas tecnologias ecológicas ligadas ao campo da gestão de frotas e torná-las acessíveis a um público mais alargado, referiu Thomas Schmidt, Managing Director da TomTom Business Solutions. Encontrámos na Mijndomein Auto um parceiro que reconhece o retorno advindo de uma condução mais ecológica e responsável, e que os disponibiliza aos seus condutores a preços muito acessíveis. Manheim com página de Facebook com área de clientes A Manheim Portugal lançou a sua página oficial Manheim Portugal no Facebook (em cujos conteúdos se dividem numa área para pessoas em geral e numa área de acesso restrito a clientes Manheim Portugal. Nessa área restrita, todos os clientes Manheim passam a dispor em primeira mão de ofertas, novidades, ao mesmo tempo que tomam conhecimento de viaturas que se encontram para venda em leilão mais facilmente, com comunicação efectuada diariamente. A página da Manheim no Facebook passa a ser, por isso, mais uma ferramenta ao dispor dos seus clientes. onfleet faz auditoria à Fromageries BEL Portugal A consultora de gestão de frotas onfleet acabou, no mês passado, uma auditoria à Fromageries BEL Portugal, empresa de distribuição alimentar que conta no seu portfolio com produtos como os queijos Limiano, Terra Nostra, La vache qui ri e Pastor. A auditoria teve duas vertentes. Uma delas, a operacional, contou com uma análise da política estruturada e normas de funcionamento, fluxos de informação, subsistemas de controlo e reporting. A outra, económicofinanceira, exigiu uma análise e quantificação de todas as variáveis de custos, fossem eles directos e indirectos. Na parte de consultoria, definiramse alternativas que geram eficiência de custo e melhorias ao nível operacional. José João Claro saiu da empresa para abarcar um novo projecto em Angola. Luís Marques passa a assumir na totalidade a gestão da empresa, que recentemente também mudou de instalações. Agora situa-se na Rua Frederico Tarré nº2, 3º Dt.º, em Loures. BP Plus com rede de 325 postos em Portugal Direccionado para empresas de todos os sectores com frotas próprias, AOV, renta-car e leasing, o BP Plus assenta numa rede de 325 postos BP em Portugal mas distingue-se pela sua cobertura de 18 mil postos na Europa. Além de condições comerciais vantajosas e de acesso à sua plataforma on-line, que permite gerir os cartões praticamente em tempo real, o BP Plus integra soluções de controlo e segurança dos abastecimentos, bem como a gestão diária dos custos. A plataforma on-line permite ainda personalizar os serviços de acordo com as necessidades de cada operador de frota; solicitar ou cancelar cartões. A sua oferta integrada inclui: pagamento de portagens via cartão e por associação à Via Verde; assistência e reparação em viagem através da EuropeNet, este ano lançamos um novo portal online para a gestão de etiquetas e dispositivos E-vignette: BP Plus TollTickets, que é um serviço exclusivo para o controlo de pagamento de portagens nas principais rotas Europeias; serviços de economia de combustível; sistemas de alerta via SMS, como prevenção atempada de eventuais fraudes na utilização do cartão, e recuperação do IVA no estrangeiro e do imposto sobre o gasóleo profissional em Espanha. O serviço BP FleetReporter reforça estes serviços, tornando a gestão da frota mais eficaz, com ganhos nos custos com combustível e maior eficiência na utilização da frota. 1LINK e a Caixa Seguros estabelecem parceria A Caixa Seguros assinou recentemente um acordo com 4Fleet para a utilização da ferramenta informática 1link para gerir a comunicação, as autorizações de manutenção e a facturação das oficinas prestadoras de serviços à Cares. Esta ferramenta será utilizada num projecto inovador das Seguradoras, que consiste na venda de produtos de manutenção automóvel associados a operações de leasing, fomentando a venda de outros produtos através do canal bancário (cross-selling), nomeadamente o seguro automóvel, a cobertura de assistência em viagem, os produtos de gestão de frotas e de segurança. Esta parceria com a Caixa Seguros permite à 1link ampliar a sua base de clientes e é com muito orgulho que acolhemos a escolha do maior grupo segurador português. A 1link tem agora 4 fornecedores de serviços e mais de 500 oficinas na sua rede., disse Roberto Saavedra Gaspar, Managing Director da 4Fleet. 09

10 Notícias Parque logístico da CAT com melhoramentos As instalações que a CAT Portugal ocupa em Setúbal sofreram obras de melhoramento durante os meses de Agosto e Setembro. O parque logístico foi re-asfaltado, de forma a cumprir com as cada vez mais exigentes normas de qualidade dos seus clientes. Um total de seis hectares foram asfaltados, e um novo lay-out foi implementado permitindo por um lado aumentar a capacidade de stock e por outro melhorar substancialmente a produtividade e a segurança das operações desenvolvidas no local. O parque logístico situado no Vale da Rosa, está perfeitamente adaptado à actividade da logística automóvel (possuindo certificação ISO 9001 e ISO 14001), e permite à CAT oferecer aos seus clientes soluções logísticas multimodais, tirando partido da sua localização estratégica, estando a uma distância de 4 kms do porto de Setúbal e da A2, contando ainda com o apoio do terminal ferroviário do Vale da Rosa. Entre os serviços que a CAT presta aos seus clientes contam-se o parqueamento, PDI (Pré-Delivery Inspection), reparação, customização e montagem de acessórios, assim como o transporte nacional e internacional de viaturas automóveis. IST/Occam apresentam estudo sobre mobilidade O Instituto Superior Técnico e a Occam (que colabora nesta revista) apresentaram em Novembro as conclusões do estudo sobre mobilidade, promovido pela Toyota. Parte do estudo envolveu empresas frotistas e entidades públicas ou municipais, além de outras instituições. Uma das conclusões aponta para que embora as tecnologias emergentes no mercado sejam vistas como as mais amigas do ambiente e as que mais contribuirão para a sustentabilidade da mobilidade no futuro, há uma clara incerteza quanto às suas mais-valias. Além disso, o estudo que pretendia também saber qual a predisposição do mercado português para automóveis de tecnologia alterativa, concluiu que a presença da tecnologia híbrida é já suficientemente longa para ter ganho uma confiança considerável pelo mercado. Apesar dos perfis de mobilidade sustentarem a viabilidade teórica de veículos com menores autonomias, há uma grande correlação entre a autonomia do veículo e a sua valorização, concluiu-se também. E quanto às maiores barreiras à entrada deste tipo de veículos, é preciso contar com o preço, a autonomia (ou expectativas desajustadas...) e os preconceitos. Crédito concedido para meios de transporte diminui 19,5% O crédito concedido pelas associadas da Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC) caiu 21,8% no terceiro trimestre face ao período homólogo, situando-se nos milhões de euros. A queda é menos significativa, 14%, se forem considerados os primeiros nove meses deste ano (em comparação com o mesmo período do ano passado). O crédito clássico continua a ser maioritariamente direccionado para a aquisição de meios de transporte (71,2% do total do crédito clássico concedido), seguido pelo crédito lar (16,2%) e crédito pessoal (10,5%). Nestes três tipos de crédito verificou-se um decréscimo em relação ao período homólogo, do qual resulta o comportamento do crédito clássico concedido a particulares, já referido anteriormente. Em concreto, o crédito para aquisição de meios de transporte diminuiu 19,5%, o crédito lar 14,7% e o crédito pessoal 8,8%. O decréscimo no terceiro trimestre teve origem na descida generalizada de todos os tipos de crédito, com excepção do crédito clássico concedido a empresas que registou um aumento marginal de 0,9%. O crédito clássico concedido a particulares, que caiu 18,6% e representa 89,7% do total do crédito clássico e 35,7% do total de crédito concedido, e a diminuição em 31,8% do crédito stock (44,6% do total do crédito concedido) explicam a quebra dos valores concedidos. O crédito revolving também desceu quando comparado com o trimestre homólogo, embora de forma menos significativa (- 4,1%). Escrita Digital com aplicação para pool de viaturas A empresa de soluções e software Escrita Digital tem uma aplicação para gestão de viaturas partilhadas, que tem como clientes o grupo Portugal Telecom e as Câmaras Municipais de Loures, Oeiras e Porto. A aplicação, que tem o nome XRP Pool permite gerir grupos de veículos em utilização partilhada (pool). Um veículo em pool é utilizado por várias pessoas, cabendo à aplicação gerir todo o processo de requisição e afectação dos veículos, de modo semelhante a um sistema de rent-a-car, com o controlo de custos mais adequado à organização. A empresa utilizadora também poderá gerir os tempos de paralisação (ex: devido a manutenções ou acidentes) e controlar os danos dos veículos. A aplicação XRP Pool pode ser integrada com outros sistemas (ex: SAP, Oracle Finance, Navision, Primavera, PHC), com o portal do colaborador e com todas as famílias de software XRP, como as aplicações XRP Recursos Humanos e XRP Financeiros. Tom Tom com serviço de planeamento de manutenção A TomTom Business Solutions acaba de lançar a solução de planeamento de manutenção de veículos para ajudar as empresas com veículos comerciais a optimizar a eficiência e, consequentemente, a reduzir as emissões de carbono. Ao assegurar que as frotas estão em condições e que a prestação dos condutores é optimizada, a eficiência energética dos veículos pode ser incrementada até cerca de 10%, de acordo com um estudo recente do Center for Climate and Energy Solutions. Um plano de manutenção eficaz acompanhado pelas tecnologias da TomTom para melhorar a prestação dos condutores, como, por exemplo, o Active Driver Feedback, facultam às empresas as ferramentas essenciais para que estas diminuam os seus custos, referiu Thomas Schmidt, Managing Director da TomTom Business Solutions. Reparações dispendiosas podem ser evitadas e o impacto no meio ambiente minimizado. 10

11 Bosch diz que diesel está para ficar Actualidade série de inovações que começaram em 1989, quando foi inventada a injecção directa de alta pressão (incorporada pela primeira vez num Audi TDI). Hoje em dia, os diesel consomem aproximadamente 30% menos que os motores de injecção a gasolina e cerca de 25% menos que os motores a gasolina por injecção directa. O diesel é uma solução eficiente, inclusive, para carros desportivos. Além disso, as emissões de CO2 são, em média, 25% inferiores às de um veículo a gasolina com as mesmas prestações. Quanto às emissões de partículas, os motores diesel cumprem estritamente a norma Euro 5 e, hoje em dia, com os filtros de partículas, este tipo de emissões poluentes estão muito próximas de zero. Finalmente, as emissões de óxidos de azoto, NOx, reduziram-se em mais de 98% nos últimos anos e os veículos diesel estão preparados, com o desenvolvimento de novas tecnologias como os catalisadores por redução SCR ou os catalisadores acumuladores de NOx, para reduzir adicionalmente as suas emissões entre 80 e 90%. O motor diesel, segundo Lorenzo Jiménez, vai continuar a ser o sistema de propulsão principal nas próximas décadas. Os nossos engenheiros de desenvolvimento estão a trabalhar intensamente na implementação e melhoria de diferentes tecnologias para os futuros conceitos de O fabricante de equipamento alemão acredita que o diesel vai continuar a evoluir, mantendo-se como a tecnologia de propulsão preferida dos consumidores Motores Aevolução alcançada nos últimos anos pela tecnologia diesel está a possibilitar uma mudança na percepção dos condutores europeus que até há pouco consideravam o diesel como algo lento, sujo e aborrecido de conduzir e, que agora, sentem-se inclinados para os novos Clean Diesel pelos seus aspectos económicos, ecológicos e de maior potência. Estas são as conclusões de um estudo que a Bosch, um dos maiores fabricantes de tecnologia diesel, apresentou recentemente. Mas para a marca, algumas das apreciações dos condutores europeus sobre os automóveis diesel não coincidem com a sua própria argumentação para com este tipo de motores. A evolução que estes propulsores tiveram nos últimos anos, faz com que hoje em dia seja difícil ouvir ou cheirar a diferença entre um motor diesel e um a gasolina, explicou Lorenzo Jiménez, Responsável de Marketing Equipamento Original. Isto deve-se a uma motores diesel, que darão como resultado menores consumos e uma forte redução das emissões poluentes, mudando algumas das actuais crenças acerca deste tipo de propulsão. O responsável disse ainda que o automóvel eléctrico melhorará notavelmente no futuro, mas que ainda requer tempo para substituir, a longo prazo, os motores de combustão. Segundo as previsões, em 2025, só aproximadamente 3% das vendas mundiais de veículos corresponderá a veículos eléctricos. 11

12 Actualidade Dados Leaseurope Portugal é dos países com mais viaturas em renting Apenas seis países têm mais viaturas em renting do que Portugal. O próximo ano será de diminuição de produção mas de crescimento como modelo de aquisição Portugal é um dos países com maior número de veículos em renting. Mesmo considerando valores absolutos, o mercado ocupa o sétimo lugar entre os 19 países contabilizados pela Leaseeurope. São mais de 35 mil veículos (em 2010) que fazem com que Portugal seja um dos países em que há mais veículos alocados neste modelo de financiamento. O número foi dado pelo responsável da pasta na Associação de Leasing e Factoring, durante a entrega de prémios de jornalismo promovida pela associação. França é o mercado que mais recorre ao renting. São viaturas alocadas em 2010, contra na Inglaterra e na Alemanha, logo a seguir, os dois países mais volumosos em aluguer operacional de viaturas. O mercado nacional é maior, em termos absolutos, que o da Dinamarca, Bélgica, República Checa ou a Áustria, mas bastante inferior que os da Holanda, Itália e Espanha. No país vizinho, estão carros alocados em renting, quando na Itália são mais de 141 mil e na Holanda 143 mil. Na Europa, há milhões de carros em renting. Destes, milhões são veículos de passageiros e 413 mil comerciais. Ainda assim, o renting vai acabar o ano em Portugal com uma quebra de 7%, conforme Oliveira Martins referiu na Conferência Gestão de Frotas (ver pag. 34). Esta não será a primeira vez que o renting tem uma quebra de produção. Já em 2009, a produção tinha passado de para novas viaturas, devido à desvalorização dos valores residuais e consequente prolongamento dos prazos de contratos. O peso do renting na venda de automóveis ligeiros novos tem subido. Se entre 2007 e 2010, esta proporção passou de 12,7% para 13,2%, os números apresentados na altura que se referiam ao acumulado até Agosto indicavam que o renting já constituía 15,6% das vendas de novos no país. Oliveira Martins deixou ainda as previsões da associação para Em 2012, este modelo de financiamento deverá acompanhar a tendência do sector automóvel, mas ganhando quota de mercado, ou seja, decrescendo menos que este, disse o responsável da associação. O comportamento deste modelo de financiamento no mercado será devido à quebra da procura e do investimento na economia e reduzida actividade empresarial, que contribuirá para a queda na aquisição automóvel. Além disso, critérios mais exigentes no controlo de custos por parte das empresas tendem a difundir o recurso ao renting. 12

13

14 Entrevista Entrevista a Javier Canestro, director comercial Tom Tom Business Solutions Iberia 14

15 Queremos ser um parceiro tecnológico a longo prazo É nas alturas de crise que as empresas procuram soluções que as ajudem a reduzir custos. Para Javier Canestro, o novo director comercial da Tom Tom Business Solutions, é este o argumento para democratizar os sistemas de gestão de frotas Já há algum tempo presente em Portugal, a divisão para empresas da Tom Tom tem agora um novo director comercial. Javier Canestro vem da QESE Wireless Business Solutions/Ronda para criar as equipas comerciais com representantes locais para vendas e marketing. Da crise surgem oportunidades, afirma. E os frotistas portugueses, do maior ao mais pequeno, mas sobretudo estes últimos, têm uma necessidade premente de reduzir custos, conta nesta entrevista. Com esta nomeação para director de vendas haverá uma nova fase na Tom Tom Business Solutions? Em algumas alturas, Portugal é mais importante do que Espanha. A missão com que me levanto todos os dias é tentar democratizar os sistemas de gestão de frotas. Estes estão em áreas muito específicas. Pensamos que todos os que têm veículos comerciais têm necessidade de um sistema de gestão de frotas. Está a pensar nos pequenos frotistas? Sim. Os grandes frotistas, em épocas de crise, beneficiam de economias de escala. O seu poder de negociação é alto e, portanto a sua optimização de custos, passa também por uma melhoria dos processos de aquisição. Numa situação económica deficitária, sabem que podem negociar melhor com os fornecedores. Para os pequenos frotistas, isso não é possível. A sua capacidade de redução de custos é muito reduzida. O que temos para eles é redução directa sem se aproveitar das pequenas economias de escala. Para eles é mais necessário do que para os grandes frotistas terem ferramentas que os ajudem a reduzir custos. E o que é que a Tom Tom pode trazer para eles? Ser um parceiro tecnológico a longo prazo. Isto é algo de que só beneficiam os grandes frotistas. Só eles conseguem ter alguém que lhes acompanhe todos os processos de implementação. Como a Tom Tom trabalha com um canal indirecto, podemos dar esse mesmo nível de atenção. E qual é a importância do mercado português? Precisamente pela conjuntura portuguesa não ser tão boa como em Espanha, a necessidade de melhorar custos é mais premente. Não o preocupa a capacidade de investimento que esses pequenos frotistas têm? O que esta crise está a fazer é consolidar as empresas que ficam, e solucionar os problemas de excesso de oferta. Essas empresas têm necessidade e capacidade de investir em sistemas que as ajudem a melhorar a sua gestão. A crise ajuda as empresas a posicionarem-se para quando a crise terminar, as empresas possam crescer a um ritmo moderado mas mais competitivas. Não me preocupa nada a falta de capacidade de financiamento. Se uma empresa tiver capacidade de endividamento, somos capazes de a ajudar a dividir o custo de aquisição no tempo. Ficha Técnica Dir. Com. e Mark. Iberia: Javier Canestras Telefone: Fax: Internet: Tom Tom Business Solutions Av. La Vega Nº. 1 Ed. Veganova, Ed. 1, Planta 2ª Alcobendas - Madrid E pode falar um pouco mais nesses custos? É relativo. Quase todas as empresas têm os mesmos processos de trabalho. Mas não se resolve um problema de gestão de combustível da mesma forma para uma empresa de distribuição capilar ou para uma de segurança. Têm então capacidade para vender projectos individuais a cada empresa? Somos capazes de escalar os nossos serviços em relação às necessidades dos clientes. Significa que temos uma gama de produtos que podem ser combinados para resolver um problema. Se me pedes um preço, não o posso dar. Essa parte será passada para a vossa rede de distribuidores? Sim, a nossa rede tem uma filosofia de partner do nosso cliente final. Se um projecto não tem o acompanhamento adequado tem uma elevada probabilidade de falhar. Comprar hardware não é difícil, gerar retorno sobre esse hardware consegue-se com o tempo. E nós vendemos o hardware, damos comunicações, consultadoria, formação, manutenção e vamos acompanhando o cliente ao longo do tempo. Como está a rede em Portugal? Temos pontos no Porto, Lisboa, Algarve e Coimbra. O nosso objectivo é obviamente crescer em Os nossos parceiros têm que ser empresas com orientação ao serviço e que tenham algum conhecimento de tecnologias de informação. Em relação ao serviço em si, qual a diferença em relação à concorrência? Em primeiro lugar, aproveitamos todas as competências do sistema normal da Tom Tom, com o Traffic ou o iq Routes. Mas o que nos diferencia é a nossa capacidade de gerar retorno sobre o investimento. 15

16 Conferência Gestão de Frotas Que desafios para as frotas empresariais? Conferência Gestão de Frotas foi um sucesso Mais de 240 pessoas marcaram presença na Conferência de Gestão de Frotas. Com a participação de gestores de frota que representavam, no seu conjunto mais de veículos, o evento vai ficar marcado como um dos acontecimentos de referência do sector AConferência de Gestão de Frotas foi um sucesso. O evento, organizado pela FLEET MAGAZINE, reuniu cerca de 250 pessoas na FIL Parque das Nações para assistir às intervenções de 25 profissionais ligados ao sector de gestão de frotas. Dividida por seis painéis, a Conferência teve um dos seus pontos altos logo ao início do dia, quando Joana Mota, da KPMG & Associados, e Miguel Ribeiro, da Fiat Group Automobilies Portugal, apresentaram as suas visões sobre o impacto que a fiscalidade vai ter nos veículos das empresas (ver pag. 18). As empresas vão ser penalizadas pela tributação autónoma quando adquiram veículos acima dos euros, pelo que o paradigma de aquisição dos veículos vai mudar, disse Miguel Ribeiro. As viaturas mais caras e com valor residual alto já não são sinónimo da melhor opção. A solução mais económica é aquela que traz menos impacto global para a tesouraria da empresa, disse. A fiscalidade aponta assim para um downgrade dos veículos comprados pelas empresas. Por outro lado, no que respeita a Segurança Social e IRS, as notícias também merecem alguma atenção. Se o que aponta o memorando da Troika se vier a cumprir, como prevê a KPMG & Associados, a menção ao acordo escrito de utilização pessoal dos veículos, que protege até agora a tributação dos carros de empresa, deixa de existir. Tanto a empresa como o colaborador terão que ponderar se é melhor o pagamento de um prémio num valor semelhante ao do carro ou a utilização da viatura. O problema é que estes interesses são contraditórios. Para o colaborador, a viatura é mais vantajosa a nível fiscal, mas pode preferir ter as suas contrapartidas em dinheiro. Para a empresa, a situação mais vantajosa é o prémio, de acordo com as simulações que Joana Mota, da consultora, fez. A tendência será então de substituir a atribuição de uma viatura pela atribuição de um prémio ou adquirir viaturas com um preço mais baixo, para diminuir a diferença entre as opções, concluiu. 16

17 A conferência teve dois Nissan Leaf expostos pelo patrocinador diamante, a Nissan Ibéria. No exterior, podia testar-se o modelo O segundo painel (ver pag. 22) vinha colocar lado a lado os modelos de financiamento mais comuns para as empresas. Renting, aquisição directa, leasing e rent-a-car estavam em cima da mesa para mostrar os argumentos de cada um. Nuno Bandeira, gestor de frota da Mota Engil, veio explicar que modelos prefere e em que circunstâncias. Todos os modelos de financiamento e utilização de veículos têm vantagens e desvantagens, devendo cada um deles ser indicado para cada circunstância específica. Nós fazemos uma análise da solução e optamos pelo modelo que melhor serve os interesses globais da empresa, disse. A presença de um gestor de frota em cada painel foi uma decisão da FLEET MAGAZINE. Além deste último, estiveram também presentes Rui Serra, da Portugal Telecom, José Guilherme, dos CTT Correios de Portugal, Luís Prazeres, da Brisa/Grupo José de Mello e Fernanda Bonifácio, da EDP. No total, estavam representados cerca de dez mil veículos em frota. Foi a gestora de frota da eléctrica que disse, no terceiro painel (ver pag 26), sobre pósvenda e serviço, que aquilo que pretende dos seus parceiros são condições negociais. Mas também falou do rigor e transparência como factor de confiança. Se um carro chegou à oficina a uma determinada hora, e saiu duas horas depois, a intervenção não pode durar três horas, explicou. Os orçamentos devem ser explícitos e completos. Além disso, a factura deve espelhar que a intervenção foi realizada eficientemente e em pouco tempo, a custos controlados. O quarto painel (ver pag. 30) destinava-se a analisar o conceito de eco-condução e de como se podem conseguir poupanças na frota. Duas consultoras, a Occam (que colabora na FLEET MAGAZINE) e a CRM, explicaram que acima de tudo a eco-condução começa numa mudança de mentalidades. Pelo mesmo alinhou Luís Prazeres, gestor de frota da Brisa. Há uma grande diferença entre uma empresa que tem uma gestão motivacional ou não, disse. É ilusório pensar que uma empresa alcança resultados espectaculares sem uma estratégia integrada com outras iniciativas e desenvolvida de forma consistente ao longo do tempo. Depois do almoço, que foi aproveitado como uma oportunidade excelente de networking, foi altura de discutir o estado do mercado automóvel no país, particularmente no segmento de vendas a empresas (ver pag. 34). Marcaram presença as associações que representam o renting, o rent-a-car, os importadores das marcas, a Autocontact, para apresentar números de usados, e o representante de vendas a frotas da marca com mais vendas em Portugal, a Renault. O rent-a-car foi o único sector que admitiu algum crescimento. Mas os restantes operadores esforçaram-se por mostrar que crises como esta abrem janelas de oportunidade que não devem ser desperdiçadas. O último painel do dia foi sobre as expectativas dos frotistas em relação aos seus fornecedores (ver pag. 40). Todas as frotas são diferentes umas das outras e cada cliente requer uma abordagem de certo modo particular e única, disse José Guilherme, gestor de frota dos CTT Correios de Portugal. Se isso não acontecer, podemos cair numa padronização de serviços que pode não servir a todos do mesmo modo. O caminho das gestoras de frotas também deve passar por olharem para o caso específico de cada cliente e perceberem o que ele quer e o que ele precisa. 17

18 Conferência Gestão de Frotas Que desafios para as frotas empresariais? Primeiro painel: Contabilização e Fiscalidade nas viaturas de empresa Foram as apresentações que os presentes na Conferência Gestão de Frotas mais gostaram de ouvir. Miguel Ribeiro, da Fiat Automobiles Portugal e Joana Mota, da KPMG & Associados, não tiveram dificuldade em fazer passar a sua mensagem sobre as questões que se adivinham sobre fiscalidade para as viaturas de qualquer empresa. A primeira apresentação, de Miguel Ribeiro, mostrou como a tributação autónoma se confirma como uma nova variável na escolha de uma frota de passageiros. Primeiro, mostrou as tradicionais parcelas a considerar na escolha de uma viatura. As mais óbvias e que serão sempre aquelas que passam pela cabeça de um gestor de frota serão o custo de aquisição ou a renda mensal. Mas a estas terão que se acrescentar outros factores. Considerando a renda mensal, porque era de renting que se falava para a plateia assistente, acrescenta-se ainda o consumo de combustível, as emissões de CO2 e os impostos. Foi neste último ponto que Miguel Ribeiro se fixou. Uma boa parte dos veículos em Portugal estão abrangidos por uma taxa de tributação autónoma de 20%. De acordo com uma projecção apresentada a partir dos dados de vendas de viaturas de passageiros no mês de Novembro em Portugal, 79% serão sujeitos a este imposto, já que todos eles custam mais de euros. Na verdade, se forem considerados os dados das vendas de veículos de passageiros em Setembro deste ano, os segmentos preferidos dos frotistas constituem uma boa parte dos carros vendidos no país. Os segmentos C, D, E, SUV e Monovolumes constituem 54,2% da quota de mercado das vendas, com unidades vendidas. E que diferença fará a tributação autónoma nestes segmentos, com os modelos quase todos numa fasquia de preço próxima dos 30 mil euros, onde toda a tributação se define? Deu-se como exemplos duas viaturas. Num contrato de leasing a 48 meses, o preço de uma é de euros, enquanto na outra é de Considerando todas as variáveis iguais, como prazo, taxa de juro, entrada inicial e valor residual, o custo total mensal destas duas viaturas para a empresa difere apenas em três euros anuais, sendo 18

19 A tributação autónoma em 2012 Viatura A B Preço Aquisição euros euros Amortização anual (25% preço aquisição) euros euros Limite anual (25% x euros) euros euros Valor não aceite como custo (> euros x 25%) euros Tributação Autónoma 10% 20% (custo anual x 10% ou 20%) 905 euros euros Lucro da empresa (exemplo) euros euros Valor a acrescentar a matéria colectável euros Total euros euros IRC s/ derrama 25% 25% IRC a pagar euros euros Tributação Autónoma 905 euros euros Total impostos a pagar euros euros Poupança fiscal anual (A-B) -937 euros Poupança fiscal (48 meses) euros que o custo mensal permanece basicamente o mesmo. As diferenças começam quando se começa a considerar estes dois carros em termos contabilísticos. A amortização para ambos é de 25% do preço de aquisição. O modelo A tem uma amortização anual de euros, enquanto o B tem de euros. Mas, por causa do limite anual ser de 25% x euros, o que dá euros, o valor não aceite como custo é já de 25 euros para o segundo caso. O carro A, pela sua amortização ser inferior a esse valor, tem todo o valor aceite como custo. Na tributação autónoma, o carro A fica sujeito a 10%, que serão euros, enquanto o modelo B está sujeito a 20% (por ultrapassar os euros), com euros sujeitos a tributação. Se no IVA, a diferença se fazia apenas por uns euros, o caso agora é diferente. Considerando apenas para efeito de exemplo uma empresa que tenha um lucro de cinco mil euros, o valor a acrescentar a matéria colectável seria de 25 euros, apenas para o caso B. Já o IRC começava a diferir para A e para B mas na tributação fazia com que o total de impostos a pagar fosse de euros para A e para B. No final, estava-se perante uma diferença de euros entre os dois casos que, a 48 meses de vigência de contrato, passaria para euros. Isto é o que acontece com a situação actual. Em 2012, as condições vão alterar-se. Tomando como exemplo duas viaturas com diferenças de preços mais alargadas, continua a verificar-se que a diferença antes de impostos é mínima. O carro A custa 24 mil euros e tem um custo mensal, com renda, serviços e seguro de 535 euros. Já o B custa 26 mil euros, mas tem um custo mensal menor, de 522 euros, por força do seu valor residual mais elevado, tanto em termos absolutos como em percentagem. Ao fim de um ano, o primeiro custa à empresa euros e o segundo euros. A amortização anual continua a ser de 25% do preço de aquisição, mas o limite passa a ser de euros. O valor não aceite como custo também sobe. A tributação autónoma continua a ser de dez e vinte por cento, respectivamente. O total de impostos a pagar é de euros para o caso A e de para o caso B. A diferença da poupança actual passa a ser de 937 euros anuais e de ao fim de 48 meses de contrato. A somar a isto o custo da renda, que era menor para o segundo carro, a diferença em quatro anos desce para euros. Mesmo assim, a conclusão é inequívoca: as viaturas mais caras e com valor residual alto, já não são sinónimo da melhor opção. A solução mais económica é aquela que traz menos impacto global para a tesouraria da empresa. E nesta é preciso considerar as rendas pagas à gestora de frota e o imposto ao Estado. Do lado do IRS e Segurança Social Joana Mota começou por dizer que há várias abordagens que se podem aplicar à tributação automóvel. Desde o IRC, ao IRS, Segurança Social, IVA, ISV e IUC, tudo isto cai em cima dos carros de empresas. Mas a sua apresentação focalizava-se na tributação em sede de IRS e Segurança Social associada à utilização pessoal de uma viatura que gere encargos para a empresa do colaborador. Considera-se como benefício para este 19

20 Conferência Gestão de Frotas Que desafios para as frotas empresariais? Viatura ou prémio? O impacto do IRS e da Segurança Social Resumo impacto Viatura Prémio Rendimento tributável Total do custo (IRS e SS) Impacto no colaborador Benefício anual Utilização do carro Rendimento líquido de Total do custo (4 anos) Benefício (4 anos) utilização do carro Rendimento líquido de Joana Mota, da KPMG, veio explicar quais as opções para o colaborador e empresa quanto à taxação das viaturas em IRS e Segurança Social Impacto na empresa Custo anual Custo 4 anos Fonte: KPMG e Associados, todos os valores em euros efeito de tributação, a utilização pessoal de viatura que gere encargos para a empresa. E este benefício é rendimento em espécie da categoria A (trabalho dependente) e sujeito a IRS quando a utilização pessoal esteja prevista em documento escrito. A fórmula de cálculo do imposto é dada por 0,75% do custo de aquisição durante os meses de utilização. Assim, se o valor de aquisição do veículo for de 40 mil euros, o rendimento anual tributável, portanto aplicado a 12 meses, é de euros. Para a Segurança Social, é preciso que a utilização pessoal esteja prevista em documento escrito. Aí, a fórmula de cálculo seria 0,75% do custo de aquisição. Mas o documento da Troika prevê uma revisão da tributação de rendimentos em espécie, ainda que este não seja já para o ano. Mas o que acontecerá se desaparecer a menção ao acordo escrito, que a KPMG acredita que irá mesmo acontecer? Aparece a tributação efectiva do benefício decorrente da utilização pessoal da viatura que gera encargos para a empresa, em sede de IRS e de Segurança Social, independentemente da formalização da respectiva atribuição. A tendência será então para ponderar a atribuição de uma viatura contra o pagamento de um prémio. Como é que isto se vai desenrolar, do ponto de vista da empresa e do colaborador, foi o que Joana Mota explicou de seguida. Se desaparecer a menção ao acordo escrito, a empresa irá ponderar entre a aquisição da viatura para utilização do colaborador durante quatro anos ou o pagamento ao mesmo colaborador repartido pelo mesmo período (para o reter na empresa). Se o rendimento do trabalho for de euros, o colaborador terá que optar entre o valor de aquisição do carro de euros ou o prémio anual de euros. Na viatura, o rendimento tributável seria de euros e o total do custo (IRS e SS) para o colaborador de euros. Já o prémio, traria um rendimento tributável de euros e um custo total (IRS e SS) de euros. Na prática, o colaborador teria de um lado o benefício da utilização do carro e do outro o rendimento líquido de por ano que, ao fim de quatro anos, se traduziria em euros. Para as empresas, a situação pende também para o prémio. O custo anual com a viatura seria de euros que, a quatro anos, passaria a euros, ao passo que o prémio dava um custo anual de euros, a quatro anos euros. Na perspectiva do colaborador, o prémio é a opção onde paga mais impostos, mas a opção dependerá de razões pessoais, essencialmente da preferência pela necessidade de dinheiro ou do carro. Já a empresa tem a atribuição da viatura como a opção com mais encargos, já que passam a ser devidas contribuições para a Segurança Social sobre o valor de aquisição da viatura. A tendência será então de substituir a atribuição de uma viatura pela atribuição de um prémio ou adquirir viaturas com um preço mais baixo, para diminuir a diferença entre as opções. Os impostos e a forma como as viaturas são contabilizadas na empresa é um assunto cada vez mais importante. O contributo destes profissionais abriu mais uma janela para que as empresas possam perceber que opções têm quando escolhem as viaturas para a sua frota. 20

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