COORDENADORIA DE GESTÃO DA INFORMAÇÃO Lídia Cristina Santos

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2 COMPOSIÇÃO DO PLENO PRESIDENTE Des. Luiz Antônio Araújo Mendonça VICE-PRESIDENTE E CORREGEDORA REGIONAL ELEITORAL Desª. Suzana Maria Carvalho Oliveira JUÍZES Dr. Arthur Napoleão Teixeira Filho Dr. Gilson Félix dos Santos Dr. José Anselmo de Oliveira Dr. Álvaro Joaquim Fraga Dr. Juvenal Francisco da Rocha Neto PROCURADOR REGIONAL ELEITORAL Dr. Ruy Nestor Bastos Mello DIREÇÃO-GERAL Geralda Cristina Silva Menezes Bezerra SECRETARIA JUDICIÁRIA Marcos Vinícius Linhares C. da Silva COORDENADORIA DE GESTÃO DA INFORMAÇÃO Lídia Cristina Santos SEÇÃO DE ANÁLISE E PESQUISA DE JURISPRUDÊNCIA Ana Maria Rabelo de Carvalho Dantas ASSESSORIA DE COMUNICACAO Ricardo Augusto Ferreira Ribeiro

3 FICHA TÉCNICA PESQUISA, ELABORAÇÃO e ORGANIZAÇÃO DO CONTEÚDO Lidia Cristina Santos Ana Maria Rabelo de Carvalho Dantas PESQUISA JURISPRUDENCIAL Lídia Cristina Santos Ana Maria Rabelo de Carvalho Dantas REVISÃO DO CONTEÚDO Lídia Cristina Santos Ricardo Augusto Ferreira Ribeiro EDITORAÇÃO Marcos Deumares da Silva ARTES Gilberto da Costa e Souza - SGT-PM Marcio Brito - TRE/MT FONTES DE PESQUISA: - Site - Eleição 2008: Cartilha do TRE/MT - Código Eleitoral, Lei 9.504/97 - Resolução TSE /2010

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5 APRESENTAÇÃO Esta cartilha tem o objetivo de orientar os partidos políticos, candidatos, eleitores e demais envolvidos nas Eleições 2010 quanto à propaganda eleitoral, principalmente, no tocante ao que é permitido ou proibido. Registramos, contudo, estarmos apenas tentando sistematizar a matéria, no sentido de uma melhor compreensão. 5

6 ELEIÇÕES Presidente, Governador, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual No dia 03 de outubro, o cidadão brasileiro escolherá o Presidente, Vice Presidente, Governadores, Senadores(2/3- artigo 46 2º da CF), Deputados Federais e Deputados Estaduais. Nas cidades com mais de 200 mil eleitores, poderá haver um segundo turno no dia 31 de outubro. A partir do dia 06 de julho inicia a PROPAGANDA ELEITORAL. BASE LEGAL: Lei nº 9.504/97, artigos 36 a 58-A; Resolução TSE nº /

7 POR QUE A PROPAGANDA ELEITORAL É REGULADA POR LEI? Para evitar o abuso do poder econômico e político. Se a propaganda eleitoral não tivesse limitações legais, os detentores de poder econômico ou político poderiam controlar os meios de comunicação para influenciar indevidamente os eleitores. As limitações na propaganda eleitoral visam garantir a igualdade na disputa eleitoral. CONCEITO DE PROPAGANDA ELEITORAL PROPAGANDA ELEITORAL é aquela feita pelo candidato ou pelo partido durante o período de campanha eleitoral com o objetivo exclusivo de conquistar eleitor para granjear voto nas eleições que se aproximam. O caráter imediato dessa propaganda é conquistar votos PROPAGANDA ELEITORAL é o ato que leva ao conhecimento geral, ainda que de forma dissimulada, a candidatura, mesmo que apenas postulada, a ação política que se pretende desenvolver ou razões que induzam a concluir que o beneficiário é o mais apto ao exercício de função pública. Sem tais características, poderá haver mera promoção pessoal, apta, em determinadas circunstâncias a configurar abuso de poder econômico, mas não propaganda eleitoral. (Ac. no , de , rel. Min. Eduardo Alckmin; no mesmo sentido o Ac. no , de , do mesmo relator, e o Ac. no , de , rel. Min. Fernando Neves.) A fim de verificar a existência de propaganda subliminar, 7

8 com propósito eleitoral, não deve ser observado tãosomente o texto dessa propaganda, mas também outras circunstâncias, tais como imagens, fotografias, meios, número e alcance da divulgação. (Ac. no , de , rel. Min. Fernando Neves.) A Propaganda Eleitoral não se confunde com a Propaganda Partidária ou a propaganda intrapartidária. PROPAGANDA PARTIDÁRIA é aquela destinada exclusivamente a divulgar o partido, suas idéias, seu programa político e suas posições. O caráter imediato dessa propaganda é conquistar adeptos ou novos filiados para o partido. A partir de 1º de julho não é permitida a propaganda partidária gratuita ou paga (art. 36, 2º da Lei 9.504/97 PROPAGANDA INTRAPARTIDÁRIA é aquela em que o postulante a cargo eletivo por determinado partido, pode fazer no período que antecede as convenções partidárias, objetivando atingir aos eleitores partidários e conseguir a escolha do seu nome nas convenções. Esse tipo de propaganda também é chamada de propaganda pré-convencional. LEMBRETE: Propaganda institucional Esta espécie de propaganda se presta a divulgar de forma transparente, proba, fiel à verdade e objetiva os feitos e ações realizados ou patrocinados pela Administração, com finalidade informativa. Além disso, deve ser autorizada pelo agente público, bem assim custeada pelo Poder Público. Uma vez havendo subvenção privada, descaracteriza-se a natureza institucional da propaganda.(josé Jairo Gomes (2006:10). 8

9 POR QUE A PROPAGANDA ELEITORAL É TÃO IMPORTANTE? A propaganda eleitoral é a oportunidade que o eleitor tem de conhecer os candidatos e as suas ideias e estes de falarem sobre as suas propostas e como planejam concretizá-las, demostrando que são uma boa escolha para representá-lo na Presidência, no Congresso Nacional ou nas Assembléias Legislativas. 9

10 QUEM FISCALIZA A PROPAGANDA ELEITORAL? Qualquer cidadão, candidato, partido político, coligação ou Ministério Público. Dispõe o artigo 40-B da Lei nº 9.504/97 A representação relativa à propaganda irregular deve ser instruída com prova da autoria ou do prévio conhecimento do beneficiário, caso este não seja por ela responsável. Parágrafo único. A responsabilidade do candidato estará demonstrada se este, intimado da existência da propaganda irregular, não providenciar, no prazo de quarenta e oito horas, sua retirada ou regularização e, ainda, se as circunstâncias e as peculiaridades do caso específico revelarem a impossibilidade de o beneficiário não ter tido conhecimento da propaganda. COMO DEVE SER A PROPAGANDA ELEITORAL? A Propaganda Eleitoral, qualquer que seja sua forma ou modalidade, mencionará sempre a legenda partidária (código Eleitoral, art. 242, caput). 10

11 NOVO - É permitido ao partido político utilizar na propaganda eleitoral de seus candidatos em âmbito regional, inclusive no horário eleitoral gratuito, a imagem e a voz de candidato ou militante de partido político que integre a sua coligação em âmbito nacional (Lei nº 9.504/ 97, art. 45, 6º e Art. 6º da Resolução TSE nº ) - Na eleição majoritária, a coligação fará com que constem, obrigatoriamente e de modo legível, sob sua denominação, as legendas de todos os partidos políticos que a integram.(art. 7º da Resolução TSE nº ) - Na propaganda para eleição proporcional, cada partido político usará apenas sua legenda sob o nome da coligação. (Art. 7º da Resolução TSE nº ). NOVO - A denominação da coligação não poderá coincidir, incluir ou fazer referência a nome ou número de candidato, nem conter pedido de voto para partido político (Lei nº 9.504/97, art. 6º, 1º-A e Art. 7º único da Resolução TSE nº ) NOVO - Da propaganda dos candidatos a Presidente da República, a Governador de Estado ou do DistritoFederal e a Senador, deverá constar, também, o nome do candidato a Vice-Presidente, a Vice-Governador e a suplente de Senador, de modo claro e legível, em tamanho não inferior a 10% (dez por cento) do nome do titular (Lei nº 9.504/97, art. 36, 4º e Art. 8º da Resolução TSE nº ) 11

12 É PERMITIDO FAZER PROPAGANDA EM LÍNGUA ESTRANGEIRA? NÃO. A propaganda só poderá ser feita em língua nacional. (Art. 5º da Resolução TSE nº ). TIPOS DE PROPAGANDA VEDADAS POR LEI 1 de guerra, de processos violentos para subverter o regime, a ordem política e social, ou de preconceitos de raça ou de classes; 2 que provoque animosidade entre as Forças Armadas ou contra elas, ou delas contra as classes e as instituições civis; 3 de incitamento de atentado contra pessoa ou bens; 4 de instigação à desobediência coletiva ao cumprimento da lei de ordem pública; 5 que implique oferecimento, promessa ou solicitação de dinheiro, dádiva, rifa, sorteio ou vantagem de qualquer natureza; 6 que perturbe o sossego público, com algazarra ou abuso de instrumentos sonoros ou sinais acústicos; 7 por meio de impressos ou de objeto que pessoa, inexperiente ou rústica, possa confundir com moeda; 8 que prejudique a higiene e a estética urbana ou contravenha a posturas municipais ou a outra qualquer restrição de direito; 9 que caluniar, difamar ou injuriar qualquer pessoa, bem como atingir órgãos ou entidades que exerçam autoridade pública; 10 que desrespeite os símbolos nacionais. (art. 14 da Resolução TSE nº ) 12

13 QUAIS SÃO AS FORMAS PERMITIDAS E PROIBIDAS DE PROPAGANDA ELEITORAL? FOLHETOS, VOLANTES E OUTROS IMPRESSOS PERMITIDO: - A distribuição de folhetos, volantes e outros e impressos não depende de licença municipal ou autorização da justiça eleitoral ( art. 13 da Resolução TSE nº ) - Só podem ser editados sob a responsabilidade do partido, coligação ou candidato. - Deverão conter sempre o CNPJ ou CPF do responsável pela confecção e daquele que a contratou, bem como a quantidade impressa.( único do art. 13 da Resolução TSE nº ). PROIBIDO: Distribuir folhetos, volantes e outros impressos - em órgãos públicos ou em bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público ou em bens denominados de uso comum. 13

14 Abaixo apresentamos um rol exemplificativo de tais bens: - Táxi - Moto-táxi - Ônibus - Postes de iluminação e de sinalização de tráfego - Praças - Logradouros (ruas, avenidas, becos, travessas etc) - Monumentos e obras de arte - Terminal de ônibus - Museus - Bibliotecas públicas - Passarelas e Viadutos - Bares, Restaurantes, Botequins, Teatro e Casas noturnas - Supermercados - Hotéis e pousadas - Consultórios médicos e odontológicos - Pontes - Escritórios de profissionais liberais - Paradas de ônibus - Cinemas - Clubes - Lojas comerciais em geral - Centros comerciais - Igrejas - Ginásios - Estádios - Repartições públicas - Escolas públicas e particulares - Hospitais 14

15 CARTAZES, FAIXAS, PLACAS, INSCRIÇÕES, PINTURAS E ASSEMELHADOS Em bens particulares: PERMITIDO: - Não depende de licença municipal ou autorização da justiça eleitoral ( art. 12 da Resolução TSE nº ). - As placas, faixas, cartazes, pinturas ou inscrições não podem exceder a 4m² - A veiculação de propaganda eleitoral em bens particulares deve ser espontânea e gratuita, sendo vedado qualquer tipo de pagamento em troca de espaço para esta finalidade (Lei nº 9.504/97, art. 37, 8ºe único do.art. 12 da Resolução TSE nº ). PROIBIDO: - Veicular propaganda eleitoral em placas justapostas cuja dimensão total ultrapasse 4m² JURISPRUDÊNCIA: Representação. Propaganda eleitoral irregular. Cartaz fixado em artefato assemelhado a outdoor. 1. Se a propaganda, ainda que inferior a quatro metros 15

16 quadrados, foi afixada em anteparo assemelhado a outdoor, é de se reconhecer a propaganda eleitoral irregular vedada pelo 8º do art. 39 da Lei nº 9.504/97, em face do respectivo impacto visual. 2. Para afastar a conclusão da Corte de origem, de que a propaganda foi fixada em bem particular e não em bem público, seria necessário o reexame de fatos e provas, vedado nesta instância especial. 3. Por se tratar de propaganda em bem particular, não se aplica a regra do 1º do art. 37 da Lei nº 9.504/97, que estabelece a não incidência de multa ante a retirada de propaganda veiculada especificamente em bem público. Agravo regimental a que se nega provimento. (Agravo Regimental no Recurso Especial Eleitoral nº CE, rel. Min. Arnaldo Versiani, em , DJE de ) Em bens públicos, de uso comum ou que dependam de cessão ou permissão do poder público: PERMITIDO: É permitida a colocação de cavaletes, bonecos, cartazes, mesas para distribuição de material de campanha e bandeiras ao longo das vias públicas, desde que móveis e que não dificultem o bom andamento do trânsito de pessoas e veículos (Lei nº 9.504/97, art. 37, 6ºe. 4º do.art. 11 da Resolução TSE nº ). A mobilidade estará caracterizada com a colocação e a retirada dos meios de propaganda entre as 6 horas e as 22 horas (Lei nº 9.504/97, art. 37, 7º.e 5º do 16

17 .art. 11 da Resolução TSE nº ). - Nas dependências do Poder Legislativo, a veiculação de propaganda eleitoral ficará a critério da Mesa Diretora (Lei nº 9.504/97, art. 37, 3º e 6º do.art. 11 da Resolução TSE nº ). PROIBIDO: Nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público, ou que a ele pertençam, e nos de uso comum, inclusive postes de iluminação pública e sinalização de tráfego, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus e outros equipamentos urbanos, é vedada a veiculação de propaganda de qualquer natureza, inclusive pichação, inscrição a tinta, fixação de placas, estandartes, faixas e assemelhados (Lei nº 9.504/97, art. 37, caput.e art. 11 da Resolução TSE nº ). Nas árvores e nos jardins localizados em áreas públicas, bem como em muros, cercas e tapumes divisórios, não é permitida a colocação de propaganda eleitoral de qualquer natureza, mesmo que não lhes cause dano (Lei nº 9.504/97, art. 37, 5º e 3º do.art. 11 da Resolução TSE nº ). 17

18 É POSSÍVEL A UTiLIZAÇÃO DE SIMULADOR DE URNA ELETRÔNICA NA PROPAGANDA ELEITORAL? NÃO. - Aos partidos políticos, coligações e candidatos será vedada a utilização de simulador de urna eletrônica na propaganda eleitoral (art. 80 da Resolução TSE nº ). OUTDOORS PROIBIDO Propaganda eleitoral mediante outdoors e assemelhados. Outdoor qualquer mídia exposta ao público com tamanho superior a 4m² Resolução TSE Nº Art. 18. É vedada a propaganda eleitoral por meio de outdoors, sujeitando-se a empresa responsável, os partidos, as coligações e os candidatos à imediata retirada da propaganda irregular e ao pagamento de multa no valor de R$ 5.320,50 (cinco mil trezentos e vinte reais e cinquenta centavos) a R$ ,50 (quinze mil novecentos e sessenta e um reais e cinquenta centavos) (Lei nº 9.504/97, art. 39, 8º). 18

19 ADESIVO PERMITIDO O uso de adesivo em veículos particulares desde que o veículo não assuma forma de outdoor ambulante. PROIBIDO O uso em veículos dos órgãos públicos e das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos como ônibus coletivos e escolares, vans e táxi. COMÍCIO PERMITIDO - Não depende de licença municipal ou de autorização da Justiça Eleitoral. - O candidato, o partido político ou a coligação deverá comunicar à autoridade policial o local e o horário em que se pretende fazer a reunião com, no mínimo, 24 horas e antecedência, para que lhe seja garantido, conforme a prioridade de aviso, o direito contra quem pre- 19

20 tende usar o local no mesmo dia e horário. - A autoridade policial tomará as providências necessárias à garantia da realização do evento e ao funcionamento do tráfego e dos serviços públicos que o evento possa afetar. - O horário fixado na lei deverá ser observado 8 às 24h. - Em eventuais conflitos ou abusos, o Juiz Eleitoral julgará as reclamações e providenciará a distribuição igualitária dos locais aos partidos e coligações. (Resolução TSE Nº , art. 16 e Resolução TRE Nº 43 - Art. 4º. O Juízo da 2ª Zona Eleitoral, na Capital, e os Juízes Eleitorais, no interior, ficarão, ainda, responsáveis pelo julgamento das reclamações sobre a localização dos comícios e por tomar providências sobre a distribuição eqüitativa dos locais aos partidos políticos e às coligações). - A utilização de aparelhagem de sonorização fixa e trio elétrico durante a realização de comício, no horário compreendido entre as 8 e as 24 horas.(resolução TSE Nº Art. 10, 2º) PROIBIDO A realização de comícios ou de qualquer reunião pública desde 48 antes até 24 horas depois da eleição.(art. 4º da Resolução TSE Nº ) 20

21 SHOWMÍCIO PROIBIDO É proibida a realização de showmício e de evento assemelhado para promoção de candidatos, bem como a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a finalidade de animar comício e reunião eleitoral.(resolução TSE Nº Art. 10, 4º) Essa proibição se estende aos candidatos profissionais da classe artística cantores, atores e apresentadores. ALTO-FALANTES/AMPLIFICADORES OU CARROS DE SOM PERMITIDO Deve ser guardada a distância mínima de 200 metros: -das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.; - das sedes dos Tribunais Judiciais, dos quartéis e outros estabelecimentos militares; 21

22 - dos hospitais e casas de saúde, das escolas, das bibliotecas públicas, das igrejas e dos teatros quando em funcionamento; - A propaganda mediante alto-falantes instalados em veículos é livre, porém, quando circulam pelas ruas da cidade, seu condutor deverá desligar o equipamento de som dentro daquela distância mínima de 200 metros; - Deverá ser observado o horário fixado na lei 8 às 22h. ( Resolução TSE Nº Art. 10) CARREATAS E PASSEATAS PERMITIDO Carreatas e passeatas são permitidas até a véspera da eleição. PROIBIDO Carreatas e passeatas são proibidas no dia da eleição. 22

23 PROPAGANDA ELEITORAL NO RÁDIO E NA TELEVISÃO 1º TURNO Início: 17 de agosto Término: 30 de setembro PERMITIDO - Deverá ser gratuita - Utilizará a Linguagem Brasileira de Sinais(Libras) ou o recurso de legenda. - Será veiculada em rede(blocos) ou em inserções. - As inserções serão de 30 minutos diários, inclusive aos domingos - Os horários reservados a propaganda eleitoral, no rádio e na televisão, em rede e inserções, serão divididos nas seguintes proporções: - 1/3 do tempo, igualitariamente entre os partidos e coligações que apresentam candidatos e 2/3 do tempo proporcionalmente ao número de representantes na Câmara dos Deputados. - O plano de mídia será elaborado pela Justiça Eleitoral.(artigo 39 único da Resolução TSE Nº ) - Propaganda em rede(bloco) propaganda divulgada em todas as emissoras ao mesmo tempo - Inserções filmetes exibidos durante os intervalos 23

24 comerciais das emissoras - Plano de mídia a distribuição das inserções durante todo o período dos 45 dias da propaganda eleitoral, agrupadas em bloco de audiência das 8h as 12h, das 12h as 18h, das 18h às 21h, das 21h às 24h. PROIBIDO a partir de 1º de julho de 2010: -Transmitir, ainda que de forma jornalística, imagens de realização de pesquisa ou qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja manipulação de dados; -Usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, bem como produzir ou veicular programa com esse efeito; -Dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação; -veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido ou coligação, a seus órgãos ou representantes; -Divulgar nome de programa que se refira a candidato escolhido em convenção, ainda quando preexistente, inclusive se coincidente com o nome de candidato ou o nome por ele indicado para constar na uma eletrônica, e, sendo o nome do programa o mesmo que o do candidato, fica proibida a sua divulgação sob pena de cancelamento do respectivo registro. (Art, 45 da Lei n 9.504/97); 24

25 - Veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica a candidato ou partido político, mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos ou debates políticos. -As emissoras não podem transmitir programa apresentado ou comentado pelos candidatos a partir da escolha em convenção. PROPAGANDA ELEITORAL NO RÁDIO E NA TELEVISÃO 2º TURNO PERMITIDO - Nas eleições 2010, se houver segundo turno, será para os cargos de Presidente e Vice- Presidente da República e Governador e Vice-Governador. - A propaganda eleitoral terá início 48 horas após a proclamação dos resultados do primeiro turno e encerrar-se-á na antevéspera da eleição, dia 29 de outubro. A propaganda em rede será veiculada em 2 períodos diários de 20 minutos, inclusive aos domingos. A propaganda em inserções será de 30 minutos diários, inclusive aos domingos. - No segundo turno, o tempo reservado ao horário eleitoral gratuito é dividido igualitariamente entre os concorrentes. 25

26 DEBATES E ENTREVISTAS PERMITIDO -Antes do dia 6 de julho de 2010, os pré-candidatos poderão participar de entrevistas, programas, encontros e debates no rádio, na televisão e na internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos, desde que não haja pedido de votos, observado pelas emissoras de rádio e televisão o dever de conferir tratamento isonômico. -As emissoras de rádio e televisão e Internet poderão transmitir debates sobre as eleições majoritária e proporcional. - Para a realização dos debates deverá ser celebrado acordo entre os partidos políticos e coligações e a emissora interessada na realização do evento, dando-se ciência à Justiça Eleitoral. - Se não houver acordo, as regras são as seguintes: 26

27 - Será assegurada a participação de candidatos dos partidos políticos com representação na Câmara dos deputados e facultada a dos demais.(considera-se a representação de cada partido na Câmara dos Deputados a resultante da eleição). - Nas eleições majoritárias, o debate poderá ser realizado em conjunto(todos os candidatos) ou em grupo(no mínimo três candidatos). - Nas eleições proporcionais, o debate poderá ser realizado com a presença de número equivalente de candidatos de todos os partidos e coligações a um mesmo cargo eletivo, podendo desdobrar-se em mais de um dia. - A escolha do dia e da ordem de fala de cada candidato será feita mediante sorteio. - Havendo acordo ou não deverá ser observado o seguinte: -O debate poderá ser realizado sem a presença de candidato de algum partido político ou de coligação desde que haja a comprovação de que a emissora tenha feito o convite ao candidato com a antecedência mínima de 72 horas. - Se apenas um candidato comparecer, o tempo previsto para o debate poderá ser utilizado para entrevista deste candidato. PROIBIDO - A participação de um mesmo candidato à eleição proporcional em mais de um debate na mesma emissora. - O debate não poderá ultrapassar o horário de meianoite nos dias 30 de setembro e 29 de outubro, no caso de segundo turno. 27

28 PROPAGANDA NA INTERNET PERMITIDO A propaganda eleitoral na internet poderá ser realizada nas seguintes formas: - Em sítio do candidato, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral; - Em sítio do partido ou da coligação, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral; - Por meio de mensagem eletrônica; - Por meio de blogs, redes sociais, sítios de mensagens instantâneas e assemelhados. -A reprodução virtual das páginas do jornal impresso na Internet é permitida desde que seja feita no sítio do próprio jornal, respeitados integralmente o formato gráfico e o conteúdo editorial da versão impressa e os limites de 1/8 de página de jornal padrão e ¼ de página de revista ou tablóide. PROIBIDO -A veiculação de propaganda eleitoral em sítios de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos; - Em sítios oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. - Propaganda Eleitoral paga(arts. 20 e 21 da Resolução TSE Nº ) 28

29 BRINDES PROIBIDO São proibidas na campanha eleitoral a confecção, utilização, distribuição por comitê, candidato, ou com a sua autorização, de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou quaisquer outros bens ou materiais que possam proporcionar vantagem ao eleitor.(art. 10, 3º da Resolução TSE Nº ) IMPRENSA ESCRITA PERMITIDO Até a antevéspera das eleições até o dia 1º de outubro Somente propaganda paga pelo partido ou candidato. Não deve ultrapassar 1/8(um oitavo) de página de jornal padrão e 1/4(um quarto) de página de revista ou tabloide.(art. 27, da Resolução TSE Nº ) 29

30 VÉSPERA DA ELEIÇÃO PERMITIDO Até as 22 horas: - Carro de som transitando pela cidade divulgando jingles ou mensagens de candidatos. - Caminhada e passeata - Carreata - Alto-falantes ou amplificadores de som, entre as 8 horas e as 22 horas - Distribuição de material gráfico PROIBIDO - Comícios - Reuniões públicas - Propaganda no rádio, televisão, jornal ou revista 30

31 DIA DA ELEIÇÃO PERMITIDO Manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor por partido político, coligação ou candidato, revelada exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, dísticos e adesivos(art. 49 da Resolução TSE Nº ) PROIBIDO - Carreata, passeata e distribuição de panfletos - O uso de alto-falantes, carros de som e comícios - O uso de camisas contendo propaganda eleitoral - Propaganda de boca de urna - A divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos - A aglomeração de pessoas portando vestuário padronizado, bandeiras, broches, dísticos e adesivos, de modo a caracterizar manifestação coletiva - A padronização do vestuário dos fiscais de partido(art. 49, 3º da Resolução TSE Nº ) 31

32 SJD

Pode. Alto-falantes ou amplificadores de som. Pode

Pode. Alto-falantes ou amplificadores de som. Pode O Tribunal Superior Eleitoral publicou a Resolução nº 23.404/14, com as regras sobre propaganda eleitoral a serem seguidas nas eleições de 2014. Estão relacionados abaixo os tipos de propaganda mais comuns

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