Os recursos livres totalizaram R$ 953,1 bilhões em Dezembro, terminando o ano com uma alta de 9,4% ante 2008.

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2 O volume de crédito no sistema financeiro nacional fechou o ano em R$ 1,41 trilhão, representando 45% PIB. Esse resultado correspondeu a mais uma alta, agora de 1,6%, ante o mês anterior levando a um crescimento acumulado em 2009 de 14,9% um aumento de 5,3 p.p. na relação com o PIB no período. Em Dezembro, tanto os recursos livres, quanto os direcionados apresentaram crescimento na comparação com o mês anterior, sendo este mais intenso no último segmento, que evoluiu 3,2%. Assim como na comparação mensal, o resultado anual também destacou as operações com recursos direcionados (R$ 457,1 bi) ao registrar aceleração de 28,4%, bem acima do crescimento observado nos recursos livres que manteve-se abaixo dos dois dígitos (9,4%), muito embora estes ainda continuem a representar a maior porção (67,6%) do mercado, mesmo com a redução de 3,4 p.p. na participação durante o ano. Pelo lado dos direcionados, o resultado mais expressivo continuou originando-se nas operações do BNDES (R$ 280,0 bi), mais especificamente nas efetivadas diretamente pelo banco (R$ 158,1 bi), as quais responderam por aproximadamente 71% (R$ 50,3 bi) de todo o resultado positivo obtido em 2009 (R$ 71,1 bi) (sendo boa parte desse movimento foi influenciado pela grande operação da Petrobrás, em meados do ano). Já os repasses (incluindo Finame), reagiram apenas a partir do 2º semestre do ano, período em que acumularam um aumento de 16,7% em contraste com o discreto crescimento de 3,2% no 1º semestre. Outra modalidade direcionada que cabe destaque é o crédito habitacional (R$ 84,4 bilhões). A linha prosseguiu com a trajetória constante de crescimento, após registrar mais uma taxa positiva (2,5%) ante o mês de Novembro, levando a carteira a fechar o ano com crescimento de 41,5% frente ao resultado obtido em 2008.

3 Os recursos livres totalizaram R$ 953,1 bilhões em Dezembro, terminando o ano com uma alta de 9,4% ante O crescimento foi puxado basicamente pelas operações voltadas às pessoas físicas (R$ 470,7 bi), que no mesmo horizonte de comparação registraram uma alta de 19,4%. Esse desempenho é atribuído principalmente ao retorno das operações na carteira de cdc veículos (R$ 93,9 bi) e a intensificação do crédito pessoal (R$ 159,8 bi), basicamente em função de sua parte consignável (R$ 106,1 bi) incluso cooperativas de crédito. Entre os fatores que propiciaram essa recuperação podemos destacar: os incentivos governamentais ao setor automobilístico, a criação do DPGE (proporcionou funding às instituições de menor porte para retomar as operações), a ampliação da margem consignável (20%~30%) nos empréstimos pessoais atrelados ao INSS, além é claro da redução nas incertezas quanto às taxas de desemprego e inadimplência. Em contraste, o segmento empresarial (R$ 482,4 bi) manteve-se praticamente estabilizado apresentando apenas um modesto aumento de 1,2% (menos de 0,1% a.m.) durante todo o ano de A carteira composta de recursos externos (R$ 54,9 bi) continuou a se deteriorar em Dezembro, prosseguindo com o comportamento usual observado ao longo de Após a retração de 4,5% na comparação com Novembro, o volume destes recursos finalizou o ano com um recuo de quase 40%. Contrabalançando esse movimento, a carteira composta de recursos domésticos expandiram-se em 1,1% no confronto com Novembro, acumulando um crescimento de 10,7% durante o ano. Sumariamente, o resultado foi norteado principalmente pelas operações destinadas ao financiamento de capital de giro (R$ 214,6 bi), que encerrou 2009 computando um aumento de 26,2% no volume. Outro destaque foi o empréstimo por meio do desconto de duplicatas (R$ 16,9 bi) que se recuperou de forma mais robusta no último bimestre do ano, passando a registrar assim, uma alta anual de 8,4%.

4 No âmbito dos recursos referenciais para taxa de juros, as concessões diárias recuaram (2,7%) no confronto com o mês de Novembro, totalizando R$ 7,52 bilhões. Esse resultado correspondeu a um fluxo diário ligeiramente superior ao observado em Dez./08 (1,9%), sendo sustentado pelas concessões destinadas aos consumidores (R$ 2,72 bi), as quais registraram crescimento de quase 20% quando comparadas a igual período do ano anterior (em oposição à redução de 6% no fluxo voltado à pessoa jurídica (R$ 4,80 bi), no mesmo horizonte de comparação). O cdc veículos (R$ 330 milhões) e o crédito pessoal (R$ 495 milhões) incluso consignado foram os grandes destaques do segmento ao consumidor, registrando um valor médio diário superior aos registrados em Dez./08, em 146,9% e 35,9%, respectivamente. No último caso, o crédito consignado exerceu influência decisiva ao contabilizar um crescimento de 72,2% ante o último mês de 2008, resultante de um fluxo estimado em R$ 222,1 milhões ao dia em Dezembro. O financiamento para capital de giro (R$ 1,2 bi) destacou-se na esfera empresarial, ao finalizar o ano representando ¼ do fluxo diário PJ (aumento de 1,4 p.p.), mesmo após a ligeira retração (0,4%) ante Dez./08. Cabe mencionar também a linha voltada à aquisição de bens (R$ 141 milhões) e o empréstimo através do desconto de duplicatas (R$ 457 milhões), pois foram as únicas a apresentarem valores mais altos que os observados em Dez./08, após registrarem crescimento mensal (ante Novembro) de 5,5% e 2,2%. A taxa média de juros continuou a trajetória de queda fechando o ano em 34,3% a.a.. Ambos os segmentos continuaram apresentando redução, a despeito do contínuo aumento no custo médio de captação (que finalizou o ano em torno de 10% a.a.), conseqüentemente, o spread médio bruto prosseguiu em declínio terminando 2009 em 24,3 p.p..

5 A inadimplência atrasos superiores a 90 dias recuou 0,2 p.p. ante Novembro, finalizando o ano em 5,6% da carteira referencial total. Ambos os segmentos contribuíram com reduções sendo que, no caso das pessoas físicas (7,8% carteira), o índice já se encontra abaixo do observado em Dez./08 e no segmento empresarial (3,8% carteira), a recente acomodação iniciada no 04ºT09 aparenta continuar. Em comum, ambos os segmentos apresentaram trajetória de queda quando os atrasos analisados referem-seaos com menos de 90 dias. Na comparação com Novembro, cabe destacar o aumento de 0,7 p.p. na inadimplência do cheque especial (12,8% carteira) e a redução de 0,2 p.p., tanto no crédito pessoal (5,1% carteira) incluindo consignado, quanto no cdc veículos (4,4% carteira). Já no segmento empresarial, o desconto de duplicatas (7,2% carteira) apresentou recuo de 0,7 p.p., contrabalançando o aumento de 0,1 p.p. na conta garantida (4,6% carteira) e a estabilidade na linha voltada ao capital de giro (3,4% carteira).

6 +1,6% +14,9% +5,3 p.p. +0,8% +9,4% +3,2% +28,4%

7 +0,8% +9,4% +1,2% +19,4% +0,5% +1,2%

8 +0,4% +7,8% +0,5% +17,4% +0,3% +1,1%

9 +7,1% +1,9% +6,0% +19,7% +7,7% -6,0%

10 -2,7% +1,9% -3,7% +19,7% -2,1% -6,0%

11 -0,6 p.p. -9,0 p.p. -0,3 p.p. -15,2 p.p. -0,5 p.p. -5,2 p.p.

12 -0,8 p.p. -6,4 p.p. -0,6 p.p. -13,4 p.p. -0,6 p.p. -1,9 p.p.

13 -0,2 p.p. +1,2 p.p. -0,3 p.p. -0,2 p.p. -0,1 p.p. +2,0 p.p.

14 +7 dias +11 dias +10 dias +32 dias +4 dias -19 dias

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