Dra. Luciana Clark CRM-SP: Diretora de Comunicação Científica da Evidências.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Dra. Luciana Clark CRM-SP: 84.916 Diretora de Comunicação Científica da Evidências."

Transcrição

1 Doenças Raras

2 Dra. Luciana Clark CRM-SP: Diretora de Comunicação Científica da Evidências. Dr. Otávio Clark CRM-SP: Oncologista Clínico; Presidente da Evidências Consultoria. 2 Doenças raras

3 Doenças raras Introdução Doenças raras (DR) não são raras, pelo menos não quando avaliadas em conjunto. São conhecidas cerca de destas doenças, afetando aproximadamente 25 milhões de pacientes somente nos Estados Unidos. 1 As discussões sobre as doenças raras (DR) e o processo de desenvolvimento de medicamentos para elas têm migrado cada vez mais das publicações especializadas para a imprensa leiga nos últimos anos. 2-5 Como parte desta mobilização, em 2012, o Dia Internacional das Doenças Raras foi comemorado em 29 de Fevereiro por centenas de organizações de pacientes sob a bandeira Rare but strong together (Raras, porém fortes juntas). 6 De modo geral estas doenças são caracterizadas pela baixa frequência na população, pela origem predominantemente (mas não exclusivamente) genética e por limitações físicas ou mentais severas nos pacientes que sobrevivem à mortalidade prematura. A apresentação dos sintomas ocorre em cerca de metade dos casos logo ao nascimento ou ainda na infância. 7 Causas São várias as causas conhecidas para as DR: Genéticas: alterações genéticas são responsáveis por 80% das DR, sendo a maioria delas ocasionadas pela alteração em um único gene. Alterações múltiplas em um único gene podem dar origem a variações da mesma Doenças raras 3

4 doença com diferentes graus de gravidade. Estas alterações genéticas são frequentemente herdadas, porém também podem ocorrer como resultado de mutações aleatórias. Exposição a agentes infecciosos: como ocorre na raiva, no botulismo e na febre macular das montanhas Rochosas. Exposição a agentes tóxicos: a exposição a asbestos pode levar ao desenvolvimento de formas raras de câncer, como o mesotelioma. A ingestão de alimentos contaminados com triptofano pode dar origem à Síndrome da mialgia-eosinofilia. Outras: doenças raras também podem ser causadas por deficiências nutricionais do próprio paciente (como o beribéri, secundário à falta de tiamina) ou da mãe (spina bífida secundária à falta de ácido fólico na gestação) ou podem ser resultado de tratamentos anteriores, como o meningioma secundário à radioterapia. Prevenção Nem todas as DR podem ser prevenidas, mas para algumas, ações preventivas já são empregadas. Ações de prevenção primária, que buscam eliminar ou reduzir fatores de risco variam desde programas de imunização, até o banimento de substâncias como o asbesto e a talidomida, passando por programas de promoção da suplementação de vitaminas na gravidez. Outras ações envolvem questões éticas como o aconselhamento genético de casais. A prevenção secundária busca identificar, por meio de screenings, os indivíduos afetados pela doença para que o tratamento seja oferecido antes da instalação de sequelas permanentes. Definições no Brasil e em outros países A despeito do interesse público cada vez maior, este grupo de doenças ainda carece de uma definição que seja internacionalmente aceita. No Brasil, ainda não há uma legislação específica para as doenças raras. A ANVISA definiu as drogas órfãs como medicamentos utilizados em doenças raras, cuja dispensação atende a casos específicos. Não há, porém, uma política efetiva para esse tipo de fármaco no Brasil, apesar de alguns estarem inseridos dentro do Componente de Medicamentos de Dispensação Excepcional. 8 A promulgação da Portaria n o. 81 de 21 de Janeiro de 2009, instituiu a Política Nacional de Atenção Integral em Genética Clínica, com o objetivo de organizar uma linha de cuidados integrais desde a prevenção até o tratamento destas patologias, incentivando a pesquisa, qualificação da assistência médica e educação continuada na área. 6 Na União Européia (UE), doenças raras são consideradas doenças potencialmente fatais ou cronicamente debilitantes, com uma prevalência menor do que 5: e que demandam esforços combinados entre várias áreas para prevenir a morbi-mortalidade significativa ou a redução considerável da qualidade de vida ou do potencial socio-econômico do paciente. 9 (Tabela 1). 4 Doenças raras

5 Tabela 1. Detalha outras especificações de doenças raras em todo o mundo. Países Prevalência em 100 mil Origem da Designação Estados Unidos 66 Orphan Drug Act 1983 União Europeia 50 Regulation EC no 141/2000 Japão 40 Orphan Drug Act 1993 Austrália 11 Orphan Drug Program 1997 Suécia 10 Swedish National Board of Halth and Welfare França 50 Regulation EC no 141/2000 Holanda 50 Regulation EC no 141/2000 OMS 65 Organização Mundial da Saúde OMS: Organização Mundial de Saúde. 11 Estima-se que o número de pacientes afetados na UE seja próximo a 36 milhões. 7 Nos Estados Unidos, o Orphan Drug Act de 1983 define doença rara como qualquer doença ou condição que afete menos que 200 mil pessoas no país. 10 No Japão, pela definição do Japanese Medicines Act de 1993, uma doença rara não pode afetar mais do que 50 mil pessoas no país. 7 DR: características e legislação Cada DR tem características clinico-patológicas distintas, porém todas compartilham o impacto social negativo na vida de pacientes e familiares, o que torna este grupo de doenças um problema de saúde pública. Este impacto negativo é potencializado pelos diagnósticos difíceis e arrastados, pela falta de conhecimento dos próprios médicos sobre o tema e pela falta de uma rede social de proteção mais forte para estes pacientes. Além disto, faltam suporte financeiro para pesquisas, acesso aos tratamentos (quando disponíveis) e informação para o público em geral. Mesmo dados epidemiológicos sobre estas doenças são escassos, o que compromete o planejamento de políticas públicas específicas. 7 Muitas doenças não têm sequer um CID (Código Internacional de Doenças) específico, o que dificulta ainda mais os levantamentos epidemiológicos. O código E75.2 por exemplo, cobre Doença de Fabry, Doença de Gaucher, Doença de Krabbe, Doença de Niemann-Pick, Síndrome de Farber, Leucodistrofia Metacromática e deficiência de sulfatase. 1 Os países têm procurado desenvolver legislações específicas para DR, que estimulem o desenvolvimento de novos tratamentos. Um dos pioneiros nesta área foi o Congresso Americano, que em 1983 promulgou o US Or- Doenças raras 5

6 phan Drug Act. 12 Esta lei oferece exclusividade de mercado de 7 anos para novas drogas desenvolvidas para doenças raras, linhas de crédito e assistência técnica para a condução de estudos clínicos, além de acesso a subsídios específicos. A passagem desta lei nos Estados Unidos resultou em 339 drogas órfãs disponíveis no mercado, 14 novas solicitações de aprovação ao FDA e 139 novas drogas aprovadas entre 2000 e Japão, Austrália e os países da Comunidade Européia também passaram leis de incentivo ao desenvolvimento e comercialização de produtos para diagnóstico e tratamento das DR. 7 Para contra-balançar as dificuldades encontradas, é cada vez mais comum a formação de alianças e consórcios internacionais, que unem forças para tornar possível o desenvolvimento de instrumentos de diagnóstico e tratamento para estas patologias. O Parlamento Europeu emitiu diversas recomendações visando a melhoria do acesso aos cuidados para pacientes portadores de DR. 14 Entre estas recomendações estão: a coordenação de atividades entre os centros locais, regionais e nacionais, a criação de uma classificação apropriada e única para cada doença rara, o compartilhamento do conhecimento entre os centros de referência, a criação de uma lista central de projetos e recursos disponíveis aos pacientes para facilitar a identificação das necessidades e prioridades e possibilitar a estruturação de esquemas de financiamento à pesquisa nesta área, o estímulo ao treinamento da comunidade médica com as melhores práticas disponíveis, o desenvolvimento de protocolos de diagnóstico e screening populacional, a divulgação de relatórios que esclareçam à comunidade leiga o valor agregado de cada tratamento disponível para DR. O problema das drogas órfãs Droga órfã é definida como um produto para o diagnóstico, prevenção ou tratamento de uma doença que não é economicamente viável em con- 15, 16 dições normais de mercado. Um produto pode ser caracterizado como órfão quando atende a quatro critérios distintos. 17 Gravidade: é um medicamento destinado ao tratamento de uma doença crônica, que representa uma ameaça de morte ao paciente e exije que o mesmo se mantenha em tratamento ao longo de toda vida Necessidade não atendida: não existem outros métodos satisfatórios de diagnósticos, prevenção ou tratamento Prevale ncia: é um medicamento desenvolvido para o tratamento de doenças que atingem menos de 5 pessoas a cada indivíduos Retorno financeiro esperado: é um medicamento cujas vendas não apresentam expectativa de cobertura dos custos iniciais de pesquisa e desenvolvimento. As dificuldades no desenvolvimento destes medicamentos são inúmeras. Devido à baixa prevalência, faltam pacientes para realização de estudos clínicos extensos. A indústria farmacêutica, por outro lado, tem pouco interesse neste campo, principalmente 6 Doenças raras

7 porque o mercado consumidor é limitado e os custos com o desenvolvimento das drogas são muito altos. Estudos clínicos em DR Uma das grandes dificuldades é encontrar o equilíbrio entre a demanda urgente por novas drogas para o tratamento das DR, a necessidade de garantir sua qualidade, eficácia e segurança e a falta de métodos confiáveis para avaliar o efeito destes medicamentos em uma população limitada de pacientes. Não é possível utilizar os mesmos critérios de avaliação para drogas órfãs e para aquelas utilizadas em doenças mais prevalentes, o que não quer dizer de forma alguma que estudos comparando novos medicamentos ao melhor tratamento disponível não devam ser realizados. 16 Para as patologias mais raras, muitas vezes a literatura consiste apenas de relatos de casos; para as menos raras como a fibrose cística e anemia falciforme podem haver desde estudos epidemiológicos até guidelines de tratamento. Estudos clínicos randomizados (RCT) são considerados o padrão-ouro para responder questões de tratamento, no entanto, quando estes tipos de estudo não são factíveis, outras fontes de evidência sobre o tema não devem ser descartadas. Independente da prevalência de uma doença, qualquer estudo clínico sobre ela deve ser precedido por um levantamento exaustivo e sistemático da literatura, de modo que a totalidade de evidências sobre o tema forme a base da tomada de decisão médica. Quando é impossível realizar um RCT, pode-se optar por uma semi-randomização de pacientes associada ao registro prospectivo de cada paciente em uma base de dados única. 18 Outra alternativa é a aplicação de métodos estatísticos Bayesianos no desenho dos estudos. Utilizando dados obtidos através de estudos pequenos publicados anteriormente é possível estabelecer a priori as probabilidades esperadas de que um determinado tratamento funcione. Estes dados, combinados ao resultado do estudo em andamento geram as probabilidades a posteriori sobre as quais conclusões e decisões clínicas podem ser obtidas. 19 A visão tradicional de que pesquisas em DR têm aplicação limitada e pouco retorno financeiro tem mudado na última década, à medida em que os pesquisadores perceberam que os resultados destas pesquisas podem ser úteis no tratamento de outras doenças mais prevalentes 20 como nos exemplos da tabela 2. O FDA tem se adaptado a estas particularidades nas pesquisas de medicamentos para DR. Uma análise das aprovações recentes mostra que alguns medicamentos foram aprovados com base em estudos fase II e até mesmo em uma série histórica de casos. Mesmo assim, muitas das submissões ainda apresentam problemas que podem atrasar ou mesmo impedir sua aprovação: falhas metodológicas no desenho dos estudos, falta de dados toxicológicos, caracterização inadequada da história natural da doença entre outros. 1 (Tabela 3). A despeito das dificuldades nas pesquisas, o progresso científico trouxe melhoras dramáticas para pacientes portadores de algumas doenças: 1 Doenças raras 7

8 Tabela 2. Outras aplicações das descobertas feitas em pesquisas para doenças raras. Doença Rara Características Aplicação dos estudos em doenças mais prevalentes Tumor de Wilms Doença de Tangier Sindrome de Liddle Anemia de Fanconi Tumor renal infantil Alteração genética que compromete o metabolismo do colesterol Doença renal genética associada com hipertensão arterial severa e precoce Anemia de origem genética Auxiliaram na compreensão de modelos genéticos de outros tumores pediátricos 21 Indicaram caminhos para terapias que reduziram o risco de doenças cardíacas e ofereceram insights em Alzheimer 22 Contribuíram para desvendar a fisiopatologia da hipertensão 23 Esclareceram os mecanismos envolvidos na falência da medula óssea, câncer e resistência aos medicamentos quimioterápicos 24 Tabela 3. Descreve alguns medicamentos que foram aprovados para uso baseados em pequenos estudos. Fármaco Doença / Condição Prevalência para 10 mil N Agalsidase alfa Doença Fabry 0,25 41 Agalsidase beta Doença Fabry 0,25 56 Triozídeo Arsênico Leucemia promielocítica aguda ND 52 Bosentan Hipertensão arterial pulmonar 0,005-0,07 32 Bussulfan Pré transplante de medula óssea 0, Ácido carglúmico Deficiência de N-acetil glutamato sintase 0, Cladribina Leucemia Hairy Cell ND 120 Ibuprofeno Ducto arterioso patente em recém nascidos ND 131 Iloporst Hipertensão arterial pulmonar 0,005-0, Laronidase Mucopolissacaridose I 0,18-0,5 45 Miglustate Doença Gaucher 0, Pefvisomante Acromegalia 0,5-0,7 112 Sódio Perfimer Esôfago de Barrett 2,3 208 Acetato de Zinco Doença de Wilson 0,6 148 N: Número de pacientes utilizados para aprovação do produto. ND: Não disponível. 8 8 Doenças raras

9 Crianças com fibrose cística que nos anos 60 tinham uma expectativa de vida menor que 10 anos, hoje chegam aos 40. A compreensão dos mecanismos básicos da fenilcetonúria permitiu que pacientes e familiares passassem a conviver melhor com a doença e a evitar as sequelas através da dieta. O uso de suplementação de ácido fólico durante a gravidez reduziu a incidência de pacientes com spina bífida. Conclusão Uma publicação brasileira 25 detalhou três tipos diferentes de falhas que podem impossibilitar os tratamentos as doenças raras: a falha da ciência (ausência de conhecimentos suficientes), a falha da saúde pública (alocação deficiente de recursos) e a falha do mercado (custo proibitivo da produção do medicamento). A evolução no tratamento das doenças raras depende de esforços multidisciplinares. Cabe aos médicos minimizarem as falhas da ciência, buscando na educação continuada a ferramenta para evitarem a via crucis imposta aos pacientes durante a fase de diagnóstico e terapêutica. Cabe aos administradores públicos um olhar mais atento aos quase 13 milhões de pacientes afetados no Brasil, distribuindo recursos e facilitando o acesso ao tratamento. Cabe à indústria buscar parcerias e financiamento para a produção dos medicamentos. É preciso que as doenças raras sejam tratadas como o problema de saúde pública que realmente são e não como uma questão isolada de gestão de orçamento. Referências 1. Board on Health Sciences Policy. Rare Diseases and Orphan Products- Accelerating Research and Development. Washington - DC: Institute of Medicine of the National Academies Pear R. Children s Hospitals Lose Some Drug Discounts. The New York Times December 8th;Sect. A Burton TM. Many Orphan Drugs Get Expedited Review by FDA. The Wall Street Journal October, 12th. 4. Quinn C. Raising awareness on rare diseases. Boston2011 [cited 2012 March]; Available from: com/lifestyle/health/articles/2011/03/01/raising_awareness_on_rare_diseases/. 5. Agência Brasil. Vítimas de doenças raras sofrem com falta de especialistas e altos custos. O Estado de São Paulo /02/ Política Nacional de Atenção Integral em Genética Clínica, Ministério da Saúde (2009). 7. Taruscio D, Capozzoli F, Frank C. Rare diseases and orphan drugs. Ann Ist Super Sanita. 2011;47(1): Wiest R. A Economia das Doenças Raras: Teoria, Evidências e Políticas Públicas. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul Regulation (EC) 141/2000 of the European Parliament and of the Council of 16 December 1999 on orphan medicinal products, 141/2000 (1999). 10. Denis A, Mergaert L, Fostier C, Cleemput I, Simoens S. [Orphan diseases and orphan medicines: a Belgian and European study]. J Pharm Belg Dec(4): Denis A. Policies for Orphan Diseases and Orphan Drugs. Brussels2009; Available from: aspx?id= Office of Inspector General, United States Department of Health Human Services. The Orphan Drug Act implementation and impact Rubinstein YR, Groft SC, Bartek R, Brown K, Christensen RA, Collier E, et al. Creating a global rare disease patient registry linked to a rare diseases biorepository database: Rare Disease-HUB (RD-HUB). Contemp Clin Trials Sep;31(5): Commission to the European Parliament, The Committee of the Regions on Rare Diseases. Rare Diseases: Europe s challenges In: The European Economic and Social Committee, editor Orphan Drug Act, (1983). 16. Joppi R, Bertele V, Garattini S. Orphan drug development is progressing too slowly. Br J Clin Pharmacol Mar;61(3): Garau M, Ferrandiz JM. Access mechanisms for orphan drugs: a comparative study of selected european countries. Office of Health Economics. 2009;52:1-30. Doenças raras 9

10 18. Behera M, Kumar A, Soares HP, Sokol L, Djulbegovic B. Evidence-based medicine for rare diseases: implications for data interpretation and clinical trial design. Cancer Control Apr;14(2): Lilford RJ, Thornton JG, Braunholtz D. Clinical trials and rare diseases: a way out of a conundrum. BMJ Dec 16;311(7020): Remuzzi G, Schieppati A. Why rare diseases? Ann Ist Super Sanita. 2011;47(1): Feinberg AP, Williams BR. Wilms tumor as a model for cancer biology. Methods in Molecular Biology 2003;222: Delude C. Tangier disease: one island s treasure. Proto Magazine 2009;Fall: Lifton RP, Gharavi AG, Geller DS. Molecular mechanisms of human hypertension. Cell 2001;104(4): D Andrea AD. Susceptibility pathways in Fanconi s anemia and breast cancer. New England Journal of Medicine. 2010;362: Morel CM. Inovação em saúde e doenças negligenciadas. Caderno de Saúde Pública. 2006;22: Doenças raras

11 DR - 01/12 - PRODUZIDO EM AGOSTO DE 2012 Rua Dona Brígida, Vila Mariana - São Paulo - SP - CEP Tel.: (11) Planmark Editora Ltda. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida ou transmitida, sejam quais forem os meios empregados, sem a autorização prévia por escrito da Planmark Editora Ltda. O conteúdo desta publicação é de responsabilidade exclusiva de seu(s) autor(es) e não reflete necessariamente a posição da Planmark Editora Ltda

12

Elevação dos custos do setor saúde

Elevação dos custos do setor saúde Elevação dos custos do setor saúde Envelhecimento da população: Diminuição da taxa de fecundidade Aumento da expectativa de vida Aumento da demanda por serviços de saúde. Transição epidemiológica: Aumento

Leia mais

Acesso a Medicamentos no Brasil Nave 5 Consultores Empresariais Ltda. Pharma Business Knowledge. Delivered.

Acesso a Medicamentos no Brasil Nave 5 Consultores Empresariais Ltda. Pharma Business Knowledge. Delivered. Acesso a Medicamentos no Brasil Pharma Business Knowledge. Delivered. O artigo abaixo foi escrito e publicado como encarte nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia e no Guia da Farmácia, em Abril de 2010,

Leia mais

DIABETES MELLITUS NO BRASIL

DIABETES MELLITUS NO BRASIL DIABETES MELLITUS NO BRASIL 17º Congresso Brasileiro Multidisciplinar em Diabetes PATRÍCIA SAMPAIO CHUEIRI Coordenadora d Geral de Áreas Técnicas DAB/MS Julho, 2012 DIABETES MELITTUS Diabetes é considerado

Leia mais

Vigilância Epidemiológica. Meio Ambiente e Saúde Pública Prof. Adriano Silva

Vigilância Epidemiológica. Meio Ambiente e Saúde Pública Prof. Adriano Silva Vigilância Epidemiológica Meio Ambiente e Saúde Pública Prof. Adriano Silva EPIDEMIOLOGIA Epidemiologia é o estudo da frequência, da distribuição e dos condicionantes e determinantes dos estados ou eventos

Leia mais

EMENTA: Câncer urológico - Critérios de alta para pacientes com câncer CONSULTA

EMENTA: Câncer urológico - Critérios de alta para pacientes com câncer CONSULTA PARECER Nº 2422/2013 CRM-PR PROCESSO CONSULTA N.º 11/2013 PROTOCOLO N. º 10115/2013 ASSUNTO: CRITÉRIOS DE ALTA DE SERVIÇOS DE CANCEROLOGIA PARECERISTA: CONS. JOSÉ CLEMENTE LINHARES EMENTA: Câncer urológico

Leia mais

Longo caminho. Acontece no mundo inteiro. Os doentes crônicos

Longo caminho. Acontece no mundo inteiro. Os doentes crônicos Gestão Foto: dreamstime.com Longo caminho Medida da ANS inicia discussão sobre a oferta de medicamentos ambulatoriais para doentes crônicos pelas operadoras de saúde Por Danylo Martins Acontece no mundo

Leia mais

O fígado e a deficiência de alfa-1. antitripsina (Alfa-1) 1 ALPHA-1 FOUNDATION

O fígado e a deficiência de alfa-1. antitripsina (Alfa-1) 1 ALPHA-1 FOUNDATION O fígado e a deficiência de alfa-1 antitripsina (Alfa-1) 1 ALPHA-1 FOUNDATION O que é deficiência de alfa-1 antitripsina? Alfa-1 é uma condição que pode resultar em graves doenças pulmonares em adultos

Leia mais

Atribuições Clínicas do Farmacêutico

Atribuições Clínicas do Farmacêutico Atribuições Clínicas do Farmacêutico Evolução dos gastos com medicamentos do Ministério da Saúde 650% crescimento R$ Atualizado: 10/02/2014 Fonte: Fundo Nacional de Saúde FNS e CGPLAN/SCTIE/MS Hospitalizações

Leia mais

Fortalecendo o Sistema de Farmacovigilância para a introdução de novos medicamentos para a tuberculose no Brasil

Fortalecendo o Sistema de Farmacovigilância para a introdução de novos medicamentos para a tuberculose no Brasil Fortalecendo o Sistema de Farmacovigilância para a introdução de novos medicamentos para a tuberculose no Brasil Introdução Em 2009, o Ministério da Saúde (MS) do Brasil mudou seu esquema de tratamento

Leia mais

VIGILÂNCIA AMBIENTAL

VIGILÂNCIA AMBIENTAL VIGILÂNCIA AMBIENTAL VIGILÂNCIA AMBIENTAL Introdução Considera-se a vigilância ambiental como o processo contínuo de coleta de dados e análise de informação sobre saúde e ambiente, com o intuito de orientar

Leia mais

Guia para Registro de Novas Associações em Dose Fixa

Guia para Registro de Novas Associações em Dose Fixa Medicamentos Guia para Registro de Novas Associações em Dose Fixa Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa Guia para Registro de Novas Associações

Leia mais

Rede Nacional de Câncer Familial: Sub-rede de Epidemiologia

Rede Nacional de Câncer Familial: Sub-rede de Epidemiologia Fórum INCA-ASCO sobre Câncer Hereditário Predisposição Genética ao Câncer 21 e 22 de novembro de 2011 Hotel Novo Mundo Flamengo Rio de Janeiro Brasil Rede Nacional de Câncer Familial: Sub-rede de Epidemiologia

Leia mais

História Natural das Doenças e Níveis de Aplicação de Medidas Preventivas

História Natural das Doenças e Níveis de Aplicação de Medidas Preventivas Universidade Federal do Rio de Janeiro Centro de Ciências da Saúde Faculdade de Medicina / Instituto de Estudos em Saúde Coletiva - IESC Departamento Medicina Preventiva Disciplina de Epidemiologia História

Leia mais

POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL EM GENÉTICA CLÍNICA

POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL EM GENÉTICA CLÍNICA NOTA TÉCNICA 05 2007 POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL EM GENÉTICA CLÍNICA Versão preliminar Brasília, 20 de março de 2007. POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL EM GENÉTICA CLÍNICA 1. Antecedentes

Leia mais

TEMA: 6 Mercaptopurina e 6 tioguanina para tratamento da Leucemia Linfóide Aguda (LLA)

TEMA: 6 Mercaptopurina e 6 tioguanina para tratamento da Leucemia Linfóide Aguda (LLA) NT 101/2013 Solicitante: Juiz de Direito NAPOLEÃO DA SILVA CHAVES Número do processo: 0119213-86.2013.8.13.0525 Data: 22/06/2013 Medicamento X Material Procedimento Cobertura Impetrato: Estado de Minas

Leia mais

O acesso a um tratamento integral e seu custo: A Experiência do ICESP. Prof. Dr. Paulo M. Hoff Diretor Clínico ICESP Faculdade de Medicina da USP

O acesso a um tratamento integral e seu custo: A Experiência do ICESP. Prof. Dr. Paulo M. Hoff Diretor Clínico ICESP Faculdade de Medicina da USP O acesso a um tratamento integral e seu custo: A Experiência do ICESP Prof. Dr. Paulo M. Hoff Diretor Clínico ICESP Faculdade de Medicina da USP Potenciais Conflitos de Interesse Resolução CFM nº 1.595/2000

Leia mais

CALENDÁRIO DA SAÚDE JANEIRO

CALENDÁRIO DA SAÚDE JANEIRO JANEIRO 02 - Dia do Sanitarista 04 - Dia do Hemofílico 14 - Dia do Enfermo 19 - Dia do Terapeuta Ocupacional 20 - Dia do Farmacêutico 24 - Dia Mundial do Hanseniano FEVEREIRO 05 - Dia Estadual do Médico

Leia mais

Glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos)

Glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) Doença Falciforme Glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) Fonte: BESSIS, M. - Corpuscules - essai sur la forme des globules rouges de l homme springer international - 1976 Hemoglobina Função: Captar

Leia mais

PRINCÍPIOS DE GENÉTICA MÉDICA

PRINCÍPIOS DE GENÉTICA MÉDICA PRINCÍPIOS DE GENÉTICA MÉDICA Conceitos Genética / Genômica Doença genética Hereditariedade Congênito DNA / Gene / Locus / Alelo Homozigoto / Heterozigoto Cromossomos Autossomos Sexuais Dominante / Recessivo

Leia mais

Rastreio de Diagnóstico Precoce em recém-nascidos para o seu bebé

Rastreio de Diagnóstico Precoce em recém-nascidos para o seu bebé Rastreio de Diagnóstico Precoce em recém-nascidos para o seu bebé Na primeira semana após o nascimento, é-lhe oferecida a possibilidade de efetuar um rastreio de diagnóstico precoce ao seu bebé. Porque

Leia mais

Prevalência, Conhecimento, Tratamento e Controle da Hipertensão em Adultos dos Estados Unidos, 1999 a 2004.

Prevalência, Conhecimento, Tratamento e Controle da Hipertensão em Adultos dos Estados Unidos, 1999 a 2004. Artigo comentado por: Dr. Carlos Alberto Machado Prevalência, Conhecimento, Tratamento e Controle da Hipertensão em Adultos dos Estados Unidos, 1999 a 2004. Kwok Leung Ong, Bernard M. Y. Cheung, Yu Bun

Leia mais

Pesquisador em Saúde Pública Prova Discursiva INSTRUÇÕES

Pesquisador em Saúde Pública Prova Discursiva INSTRUÇÕES Assistência Farmacêutica Pesquisador em Saúde Pública Prova Discursiva 1. Você recebeu do fiscal o seguinte material: INSTRUÇÕES a) Este Caderno de Questões contendo o enunciado das 2 (duas) questões da

Leia mais

Atualização do Congresso Americano de Oncologia 2014. Fabio Kater

Atualização do Congresso Americano de Oncologia 2014. Fabio Kater Atualização do Congresso Americano de Oncologia 2014 Fabio Kater Multivitaminas na prevenção do câncer de mama, próstata e pulmão: caso fechado! Revisão da literatura para tipos específicos de câncer

Leia mais

USO RACIONAL DE ANTIMICROBIANOS NA PRODUÇÃO ANIMAL Renata Magalhães Casadei :

USO RACIONAL DE ANTIMICROBIANOS NA PRODUÇÃO ANIMAL Renata Magalhães Casadei : USO RACIONAL DE ANTIMICROBIANOS NA PRODUÇÃO ANIMAL Renata Magalhães Casadei : Nos últimos anos, a ocorrência de bactérias resistentes aos principais compostos antibióticos tem aumentado, havendo inclusive

Leia mais

Dra Adriana de Freitas Torres

Dra Adriana de Freitas Torres Dra Adriana de Freitas Torres 2020 15 milhões de novos casos 12 milhões de mortes 2002 10 milhões de casos novos 6 milhões de mortes Mundo cerca 1 milhão de novos casos de CM Fonte: União Internacional

Leia mais

Pesquisa. 40 INCA Relatório Anual 2005 Pesquisa

Pesquisa. 40 INCA Relatório Anual 2005 Pesquisa Pesquisa A pesquisa no INCA compreende atividades de produção do conhecimento científico, melhoria dos procedimentos diagnósticos e terapêuticos do câncer e formação de recursos humanos em pesquisa oncológica.

Leia mais

RarasNet - Desenvolvimento de aplicativo mobile para divulgação de informações sobre doenças raras

RarasNet - Desenvolvimento de aplicativo mobile para divulgação de informações sobre doenças raras 1. Título RarasNet - Desenvolvimento de aplicativo mobile para divulgação de informações sobre doenças raras 2. Coordenador Prof. Dr. Natan Monsores de Sá lattes.cnpq.br/2243315675454285 CENTEIAS Centro

Leia mais

CÉLULAS-TRONCO E GENÉTICA DESAFIOS NA CIÊNCIA. Mayana Zatz CENTRO DE ESTUDOS DO GENOMA HUMANO

CÉLULAS-TRONCO E GENÉTICA DESAFIOS NA CIÊNCIA. Mayana Zatz CENTRO DE ESTUDOS DO GENOMA HUMANO CÉLULAS-TRONCO E GENÉTICA DESAFIOS NA CIÊNCIA Mayana Zatz CENTRO DE ESTUDOS DO GENOMA HUMANO AS GRANDES REVOLUÇÕES DA ÚLTIMA DÉCADA O Projeto Genoma Humano A CLONAGEM e AS CÉLULAS-TRONCO Como isso nos

Leia mais

Seminário de Residência Médica de Cancerologia Clínica Seminar of Residence in Clinical Oncology

Seminário de Residência Médica de Cancerologia Clínica Seminar of Residence in Clinical Oncology RESIDÊNCIA MÉDICA Seminário de Residência Médica de Cancerologia Clínica Seminar of Residence in Clinical Oncology José Luiz Miranda Guimarães* Neste número estamos divulgando o resultado parcial do Seminário

Leia mais

POR UMA POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO À SAÚDE EM GENÉTICA CLÍNICA JÁ!

POR UMA POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO À SAÚDE EM GENÉTICA CLÍNICA JÁ! POR UMA POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO À SAÚDE EM GENÉTICA CLÍNICA JÁ! O próximo dia 28 de Outubro será uma data triste para a genética médica brasileira e para 140 milhões de brasileiros que são dependentes

Leia mais

SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEFROLOGIA PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MÉDICA EM NEFROLOGIA

SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEFROLOGIA PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MÉDICA EM NEFROLOGIA PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MÉDICA EM NEFROLOGIA OBJETIVOS DO PROGRAMA Objetivo Geral Capacitar o profissional médico durante os dois anos de treinamento de conteúdo programático teórico e prático essenciais,

Leia mais

13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014

13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014 13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014 AUDITORIA NA SAÚDE Na saúde, historicamente, as práticas, as estruturas e os instrumentos de controle, avaliação e auditoria das ações estiveram,

Leia mais

Assistência. Assistência no INCA

Assistência. Assistência no INCA Assistência A qualidade do tratamento oferecido aos pacientes pelo Sistema Único de Saúde é de alta prioridade entre as ações desenvolvidas para o controle do câncer no Brasil. Por tratar-se de uma doença

Leia mais

Diagnóstico de hemoglobinopatias pela triagem neonatal

Diagnóstico de hemoglobinopatias pela triagem neonatal 1º Congresso Médico de Guarulhos Práticas Clínicas no SUS 5 a 7 novembro de 2015 Diagnóstico de hemoglobinopatias pela triagem neonatal Dra Christiane M. S. Pinto Hematologista Pediatrica HMCA Guarulhos

Leia mais

PANORAMA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

PANORAMA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS LABORATÓRIO DE TECNOLOGIA DOS MEDICAMENTOS PANORAMA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA Prof. Pedro Rolim PANORAMA

Leia mais

Circular 435/2014 São Paulo, 08 de Agosto de 2014.

Circular 435/2014 São Paulo, 08 de Agosto de 2014. Circular 435/2014 São Paulo, 08 de Agosto de 2014. PROVEDOR(A) ADMINISTRADOR(A) Define os temas e objetivos prioritários para apresentação dos projetos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional

Leia mais

Tema: Informações técnicas sobre o NUTRI-RENAL para pacientes em tratamento dialítico 1. ANÁLISE CLÍNICA DA SOLICITAÇÃO 3. 1.1. Pergunta estruturada 3

Tema: Informações técnicas sobre o NUTRI-RENAL para pacientes em tratamento dialítico 1. ANÁLISE CLÍNICA DA SOLICITAÇÃO 3. 1.1. Pergunta estruturada 3 Consultoria 06/2012 Solicitante Dr. Enismar Kelley de Souza e Freitas Juiz de Direito - Comarca de Cristina MG Data:22/10/2012 Medicamento Material Procedimento Cobertura X Tema: Informações técnicas sobre

Leia mais

Glossário. Caso Pendente de Intoxicação: aquele que não passou por avaliação médica.(oms)

Glossário. Caso Pendente de Intoxicação: aquele que não passou por avaliação médica.(oms) Toxicovigilância Glossário Agente Tóxico (Toxicante): é qualquer substância, ou seus metabólitos, capaz de produzir um efeito tóxico (nocivo, danoso) num organismo vivo, ocasionando desde alterações bioquímicas,

Leia mais

TEMA: FINGOLIMODE NA ESCLEROSE MÚLTIPLA

TEMA: FINGOLIMODE NA ESCLEROSE MÚLTIPLA NTRR 253/2013 Solicitante: Alyrio Ramos Desembargador da 8ª Câm. Cível - TJMG Data: 13/12/2013 Medicamento X Material Procedimento Cobertura Número do processo: 1.0702.13.078195-9/001 TEMA: FINGOLIMODE

Leia mais

Gastos com medicamentos para tratamento da Doença de Alzheimer pelo Ministério da Saúde, 2007-2011

Gastos com medicamentos para tratamento da Doença de Alzheimer pelo Ministério da Saúde, 2007-2011 Gastos com medicamentos para tratamento da Doença de Alzheimer pelo Ministério da Saúde, 2007-2011 Marina Guimarães Lima, Cristiane Olinda Coradi Departamento de Farmácia Social da Faculdade de Farmácia

Leia mais

ENFERMAGEM EM ONCOLOGIA. Renata Loretti Ribeiro Enfermeira COREn/SP- 42883

ENFERMAGEM EM ONCOLOGIA. Renata Loretti Ribeiro Enfermeira COREn/SP- 42883 ENFERMAGEM EM ONCOLOGIA Renata Loretti Ribeiro Enfermeira COREn/SP- 42883 Renata Loretti Ribeiro 2 Introdução O câncer representa uma causa importante de morbidez e mortalidade, gerador de efeitos que

Leia mais

Mario Julio Franco. Declaração de conflito de interesse

Mario Julio Franco. Declaração de conflito de interesse Mario Julio Franco Declaração de conflito de interesse Não recebi qualquer forma de pagamento ou auxílio financeiro de entidade pública ou privada para pesquisa ou desenvolvimento de método diagnóstico

Leia mais

Perguntas e respostas sobre imunodeficiências primárias

Perguntas e respostas sobre imunodeficiências primárias Perguntas e respostas sobre imunodeficiências primárias Texto elaborado pelos Drs Pérsio Roxo Júnior e Tatiana Lawrence 1. O que é imunodeficiência? 2. Estas alterações do sistema imunológico são hereditárias?

Leia mais

Pesquisa. Ações Nacionais de Pesquisa

Pesquisa. Ações Nacionais de Pesquisa Pesquisa O câncer vem apresentando prevalência crescente na população brasileira. Exige, portanto, ações estratégicas no âmbito da atenção oncológica, que envolvem a busca de incentivo à pesquisa nas áreas

Leia mais

Idade, ela pesa 07/07/ 2015. Minhavida.com.br

Idade, ela pesa 07/07/ 2015. Minhavida.com.br Todo mundo quer viver muitos anos, não é mesmo? Mas você já se questionou se está somando mais pontos contra do que a favor na busca pela longevidade? Por isso mesmo, um estudo da Universidade da Califórnia,

Leia mais

ANALISAR A QUALIDADE ALIMENTAR DE CRIANÇAS DE 3 A 5 ANOS DE IDADE, NO MEIO FAMILIAR, DE UMA INSTITUIÇÃO PRIVADA E DE UMA PÚBLICA DE APUCARANA-PARANÁ

ANALISAR A QUALIDADE ALIMENTAR DE CRIANÇAS DE 3 A 5 ANOS DE IDADE, NO MEIO FAMILIAR, DE UMA INSTITUIÇÃO PRIVADA E DE UMA PÚBLICA DE APUCARANA-PARANÁ ANALISAR A QUALIDADE ALIMENTAR DE CRIANÇAS DE 3 A 5 ANOS DE IDADE, NO MEIO FAMILIAR, DE UMA INSTITUIÇÃO PRIVADA E DE UMA PÚBLICA DE APUCARANA-PARANÁ ALVES,K.L.; MARIN,T. Resumo: Alimentação saudável é

Leia mais

TRANSMISSÃO VERTICAL DO HIV E TRANSPLANTE DE FÍGADO

TRANSMISSÃO VERTICAL DO HIV E TRANSPLANTE DE FÍGADO TRANSMISSÃO VERTICAL DO HIV E TRANSPLANTE DE FÍGADO FÁBIO DE BARROS CORREIA GOMES Consultor Legislativo da Área XVI Saúde Pública, Sanitarismo MAIO/2009 Fábio de Barros Correia Gomes 2 SUMÁRIO 1. Introdução...3

Leia mais

Devemos fazer a triagem de Câncer de Próstata em pacientes com menos de 70 anos? Wilson Busato Jr

Devemos fazer a triagem de Câncer de Próstata em pacientes com menos de 70 anos? Wilson Busato Jr Devemos fazer a triagem de Câncer de Próstata em pacientes com menos de 70 anos? Wilson Busato Jr American Urological Association (guideline 2013) 1. Nunca rastrear < 40 anos 2. Não rastrear de rotina

Leia mais

CURSO DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA PROPOSTA DE DIRETRIZES CURRICULARES

CURSO DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA PROPOSTA DE DIRETRIZES CURRICULARES CURSO DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA PROPOSTA DE DIRETRIZES CURRICULARES 1 1. PERFIL DO FORMANDO EGRESSO/PROFISSIONAL 1.1. Perfil Comum: Farmacêutico, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva.

Leia mais

O que é câncer de mama?

O que é câncer de mama? Câncer de Mama O que é câncer de mama? O câncer de mama é a doença em que as células normais da mama começam a se modificar, multiplicando-se sem controle e deixando de morrer, formando uma massa de células

Leia mais

8º Forum de Saúde e Segurança do Trabalho. FEBRABAN

8º Forum de Saúde e Segurança do Trabalho. FEBRABAN 8º Forum de Saúde e Segurança do Trabalho. FEBRABAN Cultura de Saúde e Segurança no Trabalho: da Norma para o Valor Volvo do Brasil Quais os Valores e Práticas em Saúde e Segurança do Trabalho que asseguram

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES JANEIRO/2011 COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES CNHD Supervisão

Leia mais

PASSOS PARA A PRÁTICA DE MBE. ELABORAÇÃO DE UMA PERGUNTA CLÍNICA André Sasse sasse@cevon.com.br PASSOS PARA A PRÁTICA DE MBE ELABORAÇÃO DA PERGUNTA

PASSOS PARA A PRÁTICA DE MBE. ELABORAÇÃO DE UMA PERGUNTA CLÍNICA André Sasse sasse@cevon.com.br PASSOS PARA A PRÁTICA DE MBE ELABORAÇÃO DA PERGUNTA PASSOS PARA A PRÁTICA DE MBE Curso Avançado MBE ELABORAÇÃO DE UMA PERGUNTA CLÍNICA André Sasse sasse@cevon.com.br 1. Formação da pergunta 2. Busca de melhor evidência resposta 3. Avaliação crítica das

Leia mais

DIA MUNDIAL DO CÂNCER 08 DE ABRIL

DIA MUNDIAL DO CÂNCER 08 DE ABRIL DIA MUNDIAL DO CÂNCER 08 DE ABRIL Enviado por LINK COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL 04-Abr-2016 PQN - O Portal da Comunicação LINK COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL - 04/04/2016 Que tal aproveitar o Dia Mundial do Câncer

Leia mais

PROGRAMA NACIONAL para DOENÇAS RARAS (PNDR) (Projecto de Programa)

PROGRAMA NACIONAL para DOENÇAS RARAS (PNDR) (Projecto de Programa) PROGRAMA NACIONAL para DOENÇAS RARAS (PNDR) (Projecto de Programa) Julho de 2007 1 I - INTRODUÇÃO Na União Europeia, consideram-se doenças raras, por vezes também chamadas doenças órfãs, aquelas que têm

Leia mais

Capítulo 7 Estudos sobre Causalidade e Etiologia

Capítulo 7 Estudos sobre Causalidade e Etiologia L E I T u R A C R í T I C A D E A R T I G O S C I E N T í F I CO S 105 Capítulo 7 Estudos sobre Causalidade e Etiologia 7.1 Introdução Relembrando o que foi dito no capítulo 1 os estudos randomizados,

Leia mais

Diretor: Gabriel de Carvalho Nutricionista funcional Farmacêutico Bioquímico Introdutor da Nutrição Funcional no Brasil em 1999 Presidente de Honra

Diretor: Gabriel de Carvalho Nutricionista funcional Farmacêutico Bioquímico Introdutor da Nutrição Funcional no Brasil em 1999 Presidente de Honra Diretor: Gabriel de Carvalho Nutricionista funcional Farmacêutico Bioquímico Introdutor da Nutrição Funcional no Brasil em 1999 Presidente de Honra do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional Origens do

Leia mais

Tratado do Paris contra o câncer

Tratado do Paris contra o câncer Tratado do Paris contra o câncer portugais portuguese 71 72 Profundamente pertubados pelas repercussões importantes e universais do câncer sobre a vida humana, o sofrimento humano, e sobre a produtividade

Leia mais

Capítulo 1 Escolha do artigo a ser lido

Capítulo 1 Escolha do artigo a ser lido L E I T u R A C R í T I C A D E A R T I G O S C I E N T í F I CO S 15 Capítulo 1 Escolha do artigo a ser lido 1.1. Introdução Historicamente, a decisão médica era baseada na experiência pessoal, em observações

Leia mais

Partes: CÉLIO FERREIRA DA CUNHA MUNICÍPIO DE COROMANDEL-MG

Partes: CÉLIO FERREIRA DA CUNHA MUNICÍPIO DE COROMANDEL-MG RESPOSTA RÁPIDA 208/2014 Assunto: Azacitidina para tratamento de mielodisplasia SOLICITANTE Juiz de Direito da comarca de Coromandeu NÚMERO DO PROCESSO 0193.14.001135-7 DATA 16/04/2014 Coromandel, 14/04/2014

Leia mais

Diretoria de Ensino Região de Guaratinguetá Programa Escola da Família Projeto APE Ações Preventivas na Escola

Diretoria de Ensino Região de Guaratinguetá Programa Escola da Família Projeto APE Ações Preventivas na Escola Janeiro Calendário da Saúde e do Meio Ambiente 01 Dia Internacional da Paz / Confraternização Universal 02 - Dia do Sanitarista 02 - Dia da Abreugrafia 04 - Dia do Hemofílico 11 Dia do Controle da Poluição

Leia mais

PROMOÇÃO DA SAÚDE DA MULHER. André Luis Ferreira Santos Mestre e doutor pela UNICAMP Professor do Departamento de Medicina da UNITAU 2009

PROMOÇÃO DA SAÚDE DA MULHER. André Luis Ferreira Santos Mestre e doutor pela UNICAMP Professor do Departamento de Medicina da UNITAU 2009 PROMOÇÃO DA SAÚDE DA MULHER André Luis Ferreira Santos Mestre e doutor pela UNICAMP Professor do Departamento de Medicina da UNITAU 2009 ENFRENTAMOS VÁRIOS PROBLEMAS O PROBLEMA DA CULTURA MODERNA DO IMEDIATISMO,

Leia mais

Sumário. Data: 06/12/2013 NT 245 /2013. Medicamento x Material Procedimento Cobertura

Sumário. Data: 06/12/2013 NT 245 /2013. Medicamento x Material Procedimento Cobertura NT 245 /2013 Solicitante: Ilmo Dr RODRIGO DIAS DE CASTRO Juiz de Direito Comarca de Campestre Data: 06/12/2013 Medicamento x Material Procedimento Cobertura Número do processo: 0023168-04.2013.8.13.0110

Leia mais

CENTRO DE APOIO OPERACIONAL DE DEFESA DA SAÚDE CESAU ORIENTAÇÃO TÉCNICA N.º 064 /2015 - CESAU

CENTRO DE APOIO OPERACIONAL DE DEFESA DA SAÚDE CESAU ORIENTAÇÃO TÉCNICA N.º 064 /2015 - CESAU ORIENTAÇÃO TÉCNICA N.º 064 /2015 - CESAU Salvador, 13 de abril de 2015 OBJETO: Parecer. - Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde- CESAU REFERÊNCIA: 3 a promotoria de Justiça de Dias D'Àvila / Dispensação

Leia mais

MORTALIDADE POR TRÊS GRANDES GRUPOS DE CAUSA NO BRASIL

MORTALIDADE POR TRÊS GRANDES GRUPOS DE CAUSA NO BRASIL MORTALIDADE POR TRÊS GRANDES GRUPOS DE CAUSA NO BRASIL Roberto Passos Nogueira 1 Introdução Os estudos sobre mortalidade comumente têm por base a Classificação Internacional das Doenças (CID), que é elaborada

Leia mais

PATOLOGIAS FETAIS E TRATAMENTO CLÍNICO INTRA-UTERINO. arritmias cardíacas. hipo e hipertireoidismo. defeitos do tubo neural

PATOLOGIAS FETAIS E TRATAMENTO CLÍNICO INTRA-UTERINO. arritmias cardíacas. hipo e hipertireoidismo. defeitos do tubo neural 13. TERAPÊUTICA FETAL MEDICAMENTOSA Entende-se por terapêutica fetal medicamentosa ou clínica, quando nos valemos da administração de certos medicamentos específicos, visando o tratamento de alguma patologia

Leia mais

DIABETES MELLITUS E HIPERTENSÃO ARTERIAL: Prevenção, Consciência e Convivência.

DIABETES MELLITUS E HIPERTENSÃO ARTERIAL: Prevenção, Consciência e Convivência. DIABETES MELLITUS E HIPERTENSÃO ARTERIAL: Prevenção, Consciência e Convivência. Lourival dos Santos Filho Graduando em Farmácia Faculdades Integradas de Três Lagoas AEMS Klerison Romero Martinez Graduando

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES JANEIRO/2011 HIPERTENSÃO ARTERIAL E DIABETES MELLITUS MORBIDADE AUTO REFERIDA

Leia mais

CONTRIBUIÇÃO DA ECONOMIA DA SAÚDE PARA O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS

CONTRIBUIÇÃO DA ECONOMIA DA SAÚDE PARA O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS CONTRIBUIÇÃO DA ECONOMIA DA SAÚDE PARA O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS SÉRGIO FRANCISCO PIOLA MÉDICO-SANITARISTA, CONSULTOR DO IPEA E PESQUISADOR DO NÚCLEO DE SAÚDE PÚBLICA (NESP) DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

Leia mais

Visão Operacional do Gerenciamento de Doenças Crônicas. Dr. Carlos Suslik Diretor de Consultoria em Gestão de Saúde da PwC

Visão Operacional do Gerenciamento de Doenças Crônicas. Dr. Carlos Suslik Diretor de Consultoria em Gestão de Saúde da PwC 1 Visão Operacional do Gerenciamento de Doenças Crônicas Dr. Carlos Suslik Diretor de Consultoria em Gestão de Saúde da PwC 2 Conceito 3 Obesidade Estilo de vida inadequado #1 café-da-manhã nos EUA Cuidado!

Leia mais

PROGRAMA NACIONAL para DOENÇAS RARAS (PNDR) Direcção-Geral da Saúde. Grupo de Trabalho sobre Doenças Raras

PROGRAMA NACIONAL para DOENÇAS RARAS (PNDR) Direcção-Geral da Saúde. Grupo de Trabalho sobre Doenças Raras PROGRAMA NACIONAL para DOENÇAS RARAS (PNDR) Direcção-Geral da Saúde Grupo de Trabalho sobre Doenças Raras Julho de 2008 1 I - INTRODUÇÃO Na União Europeia, consideram-se doenças raras, por vezes também

Leia mais

Prof. Sabrina Cunha da Fonseca E-mail: sabrina.cfonseca@hotmail.com

Prof. Sabrina Cunha da Fonseca E-mail: sabrina.cfonseca@hotmail.com Prof. Sabrina Cunha da Fonseca E-mail: sabrina.cfonseca@hotmail.com A estatística tem como objetivo fornecer informação (conhecimento) utilizando quantidades numéricas. Seguindo este raciocínio, a estatística

Leia mais

Como se dá (ou deveria dar-se) Tecnologias

Como se dá (ou deveria dar-se) Tecnologias INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS EM SAÚDE Julho de 2012 Nulvio Lermen Junior Médico de Família e Comunidade Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade Coordenador de Saúde da Família

Leia mais

Em pleno novo milênio nossa sociedade aparece com uma

Em pleno novo milênio nossa sociedade aparece com uma 8 Epidemiologia da Atividade Física & Doenças Crônicas: Diabetes Dênis Marcelo Modeneze Graduado em Educação Física Mestre em Educação Física na Área de Atividade Física, Adaptação e Saúde-UNICAMP Em pleno

Leia mais

CALENDÁRIOS VACINAIS. Renato de Ávila Kfouri Sociedade Brasileira de Imunizações SBIM

CALENDÁRIOS VACINAIS. Renato de Ávila Kfouri Sociedade Brasileira de Imunizações SBIM CALENDÁRIOS VACINAIS Renato de Ávila Kfouri Sociedade Brasileira de Imunizações SBIM VACINA É PARA A VIDA TODA... Oportunidades para a Vacinação criança adolescente adulto Programa infantil Catch up (repescagem)

Leia mais

7º Congresso Unidas de

7º Congresso Unidas de 7º Congresso Unidas de Gestão o de Assistência à Saúde Dra. Rozana Ciconelli Centro Paulista de Economia da Saúde Escola Paulista de Medicina A epidemia da obesidade Como as doenças crônicas afetam a gestão

Leia mais

Vigilância do câncer no Canadá

Vigilância do câncer no Canadá 1 Vigilância do câncer no Canadá Apresentado por Howard Morrison, PhD Centro de Prevenção e Controle de Doenças Crônicas Agência de Saúde Pública do Canadá O contexto canadense 2 Indivíduos 4% das mulheres

Leia mais

CURSO DE EPIDEMIOLOGIA BÁSICA PARA PNEUMOLOGISTAS

CURSO DE EPIDEMIOLOGIA BÁSICA PARA PNEUMOLOGISTAS CURSO DE EPIDEMIOLOGIA BÁSICA PARA PNEUMOLOGISTAS Ana M.B. Menezes 1 e Iná da S. dos Santos 2 1 Prof a Titular de Pneumologia Faculdade de Medicina UFPEL 1 Presidente da Comissão de Epidemiologia da SBPT

Leia mais

Situação Epidemiológica

Situação Epidemiológica 9. Tabagismo Situação Epidemiológica Doenças e Agravos Não Transmissíveis no Estado do Paraná O tabagismo é a segunda maior causa de morte no planeta, responsável por 8,8% do total de óbitos. São cerca

Leia mais

Adenocarcinoma de Esôfago como conseqüência de Esôfago de Barret

Adenocarcinoma de Esôfago como conseqüência de Esôfago de Barret Adenocarcinoma de Esôfago como conseqüência de Esôfago de Barret Serviço de Cirurgia Geral III Dr Antônio Borges Campos Denissa F. G. Mesquita Extensionista da Cir. do Ap. Digestório Samuel Luz Moreno

Leia mais

ANS 3º Workshop Regional de Promoção de Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças Brasília/DF 09/10/2014

ANS 3º Workshop Regional de Promoção de Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças Brasília/DF 09/10/2014 ANS 3º Workshop Regional de Promoção de Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças Brasília/DF 09/10/2014 ANS Panorama dos Programas para Promoção de Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças na Saúde Suplementar

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º DE 2005. (Do Sr. CARLOS NADER)

PROJETO DE LEI N.º DE 2005. (Do Sr. CARLOS NADER) PROJETO DE LEI N.º DE 2005. (Do Sr. CARLOS NADER) Institui o Programa de Hemoglobinopatias e dá outras providências. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º - Fica instituído o Programa de Hemoglobinopatias,

Leia mais

Guia de Farmacovigilância - Anvisa. ANEXO IV - Glossário

Guia de Farmacovigilância - Anvisa. ANEXO IV - Glossário Guia de Farmacovigilância - Anvisa ANEXO IV - Glossário De acordo com a RESOLUÇÃO - RDC Nº 4, DE 10/02/09 (DOU 11/02/09): Dispõe sobre as normas de farmacovigilância para os detentores de registro de medicamentos

Leia mais

Toxicidade tardia da terapia adjuvante: o que não posso esquecer. Maria de Fátima Dias Gaui CETHO

Toxicidade tardia da terapia adjuvante: o que não posso esquecer. Maria de Fátima Dias Gaui CETHO Toxicidade tardia da terapia adjuvante: o que não posso esquecer Maria de Fátima Dias Gaui CETHO Introdução Cerca de 11.7 milhões de sobreviventes de câncer nos EUA em 2007. Destes 2.6 milhões ou 22% são

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ

MINISTÉRIO DA SAÚDE FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ MINISTÉRIO DA SAÚDE FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ Cristiane Quental Analista de C&T da Fiocruz 17/outubro/2006 FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ Conselho Deliberativo Congresso Interno Presidência Chefe de Gabinete Comité

Leia mais

Requisitos mínimos para o programa de Residência em Pediatria

Requisitos mínimos para o programa de Residência em Pediatria Requisitos mínimos para o programa de Residência em Pediatria O programa de Residência em Pediatria prevê 60 horas de jornada de trabalho semanal, sendo 40 horas de atividades rotineiras e 20 horas de

Leia mais

Fisiologia da Nutrição na saúde e na Doença da Biologia Molecular ao Tratamento de R$389,00 por R$233,00

Fisiologia da Nutrição na saúde e na Doença da Biologia Molecular ao Tratamento de R$389,00 por R$233,00 Abordagem clínica e nutricional nas Doenças do Esôfago e Estômago Gastroenterologia e Nutrição de R$181,00 por R$108,00 Avaliação e Rastreamento Nutricional na Saúde e na Doença Avaliação Nutricional Aspectos

Leia mais

PROPOSTA DE ELABORAÇÃO ESCOPO. Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas Intoxicação por Agrotóxicos

PROPOSTA DE ELABORAÇÃO ESCOPO. Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas Intoxicação por Agrotóxicos PROPOSTA DE ELABORAÇÃO ESCOPO Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas Intoxicação por Agrotóxicos Novembro/2015 1 APRESENTAÇÃO A presente proposta de elaboração de Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas

Leia mais

NIH transformando descobertas em saúde

NIH transformando descobertas em saúde NIH transformando descobertas em saúde Nome National Institute of Heal (NIH) Desenvolver, manter e renovar recursos para a cura e a prevenção de doenças; Objetivo Expandir a base de conhecimentos em ciências

Leia mais

CONTROLE DA SAÚDE DO TRABALHADOR NAS EMPRESAS

CONTROLE DA SAÚDE DO TRABALHADOR NAS EMPRESAS CONTROLE DA SAÚDE DO TRABALHADOR NAS EMPRESAS Dr. Ailton Luis da Silva www.healthwork.com.br ailton@healthwork.com.br Tel: (11) 5083-5300 Modelos de Serviços de Saúde Ocupacional existentes. A Convenção

Leia mais

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: HÁ DIFERENÇA NA DISTRIBUIÇÃO ENTRE IDOSOS POR SEXO?

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: HÁ DIFERENÇA NA DISTRIBUIÇÃO ENTRE IDOSOS POR SEXO? HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: HÁ DIFERENÇA NA DISTRIBUIÇÃO ENTRE IDOSOS POR SEXO? Enelúzia Lavynnya Corsino de Paiva China (1); Lucila Corsino de Paiva (2); Karolina de Moura Manso da Rocha (3); Francisco

Leia mais

BOLETIM ELETRÔNICO DO GRUPO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO E INFORMAÇÕES DE SAÚDE

BOLETIM ELETRÔNICO DO GRUPO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO E INFORMAÇÕES DE SAÚDE agosto/2011 ano 3 nº 7 BOLETIM ELETRÔNICO DO GRUPO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO E INFORMAÇÕES DE SAÚDE Editorial O controle da doença oncológica sofre influência dos diferentes níveis de atenção à saúde, começando

Leia mais

O ATLETA VEGETARIANO Priscila Di Ciero - Nutricionista

O ATLETA VEGETARIANO Priscila Di Ciero - Nutricionista O ATLETA VEGETARIANO Priscila Di Ciero - Nutricionista O consumo de dietas vegetarianas tem sido associado a muitos benefícios à saúde, incluindo menores taxas de mortes por doenças cardiovasculares, diabetes

Leia mais

DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA

DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA 1. PERFIL DO FORMANDO EGRESSO/PROFISSIONAL Médico, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva. Capacitado a atuar, pautado

Leia mais

CONFERÊNCIAS MUNICIPAIS OU REGIONAIS INSTRUMENTAL PARA GRUPO DE TRABALHO SAÚDE

CONFERÊNCIAS MUNICIPAIS OU REGIONAIS INSTRUMENTAL PARA GRUPO DE TRABALHO SAÚDE CONFERÊNCIAS MUNICIPAIS OU REGIONAIS INSTRUMENTAL PARA GRUPO DE TRABALHO SAÚDE II CONFERÊNCIA DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL Instrumental de Trabalho baseado nas Propostas Aprovadas na I Conferencia Estadual

Leia mais

CONSULTA PUERPERAL DE ENFERMAGEM: IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO PARA O ALEITAMENTO MATERNO

CONSULTA PUERPERAL DE ENFERMAGEM: IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO PARA O ALEITAMENTO MATERNO 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X) SAÚDE ( ) TRABALHO (

Leia mais

PLANO INDIVIDUAL OU FAMILIAR UNIMED. Cuidamos de quem é importante para você

PLANO INDIVIDUAL OU FAMILIAR UNIMED. Cuidamos de quem é importante para você PLANO INDIVIDUAL OU FAMILIAR UNIMED Cuidamos de quem é importante para você plano individual ou familiar Unimed Atenção, respeito e e ciência são pré-requisitos indispensáveis quando se pensa em uma operadora

Leia mais

TEMA: RIVASTIGMINA NO TRATAMENTO DA DOENÇA DE ALZHEIMER

TEMA: RIVASTIGMINA NO TRATAMENTO DA DOENÇA DE ALZHEIMER Data: 13/12/2013 NTRR 254/2013 Medicamento X Material Procedimento Cobertura Solicitante: Pedro Guimarães Pereira Juiz de Direito, 2ª Vara da Comarca de Várzea da Palma Número do processo: 0044371-71.2013.8.13.0708

Leia mais

Ministério da Saúde Consultoria Jurídica/Advocacia Geral da União

Ministério da Saúde Consultoria Jurídica/Advocacia Geral da União Nota Técnica N 23/2012 Brasília, maio de 2012. Princípio Ativo: cloridrato de memantina. Nomes Comerciais 1 : Ebix,Clomenac,Heimer,Zider,Alois. Medicamento de Referência: Ebix. Medicamentos Similares:

Leia mais

Implementación e Impacto de las Listas Nacionales de Medicamentos Esenciales Experiencias en Países Seleccionados de la Región - BRASIL

Implementación e Impacto de las Listas Nacionales de Medicamentos Esenciales Experiencias en Países Seleccionados de la Región - BRASIL Implementación e Impacto de las Listas Nacionales de Medicamentos Esenciales Experiencias en Países Seleccionados de la Región - BRASIL Lima, Perú 27 noviembre de 2007 Sistema Único de Saúde - SUS Estabelecido

Leia mais