PRESERVAÇÃO DO PATRIMONIO NATURAL NO SUL MERIDIONAL DA SERRA DO ESPINHAÇO

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1 PRESERVAÇÃO DO PATRIMONIO NATURAL NO SUL MERIDIONAL DA SERRA DO ESPINHAÇO Ronald Carvalho Guerra Diretor de Meio Ambiente Prefeitura Municipal de Ouro Preto Gerente da APA da Cachoeira das Andorinhas - IEF

2 Constituição da República Federativa do Brasil Art. 225 Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

3 Cidadãos são os que lutam e conquistam direitos sociais, forçam as políticas do Estado, formulam a concepção de si e do ambiente em que vivem

4 Aspectos Institucionais da Gestão dos Recursos Hídricos no Brasil A lei de direito da água do Brasil é o Código das Águas A Constituição Nacional modificou o Código das Águas extinção do domínio privado da água, passando para domínio público com o conceito de domínio da União e Bens dos Estados 1997 Lei Política Nacional de Recursos Hídricos - avançada e importante para a ordenação territorial, buscando a descentralização de ações, a participação dos diversos setores sociais. Consolidando a Gestão das Águas.

5 Princípios Básicos Adoção da Bacia Hidrográfica como Unidade de Planejamento Princípio dos Usos Múltiplos Reconhecimento da água como um bem finito e vulnerável Reconhecimento do valor econômico da água Gestão descentralizada e participativa

6 Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) Unidade de Conservação é o espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção.

7 Unidades de Proteção Integral Estação Ecológica Reserva Biológica Parque Nacional Monumento Natural Refúgio de Vida silvestre

8 Unidades de Uso Sustentável Área de Proteção Ambiental Área de Relevante Interesse Ecológico Floresta Nacional Reserva Extrativista Reserva de Fauna Reserva de Desenvolvimento Sustentável Reserva Particular do Patrimônio Natural

9 Conceito de biodiversidade,ou diversidade biológica, expressa adequadamente a extraordinária variedade e complexidade da natureza. Podemos distinguir os seguintes níveis: Diversidade genética dentro de populações (variabilidade genética entre os indivíduos de uma espécie, e de sua população.) Diversidade de espécies de um ecossistema, (variedades de espécies de uma região.) Diversidade de comunidades e ecossistemas de uma região.

10 Conservação da Natureza (SNUC) O manejo do uso humano da natureza, compreendendo a preservação, a manutenção, a utilização sustentável, a restauração e a recuperação do ambiente natural, para que possa produzir o maior benefício, em bases sustentáveis, ás atuais gerações, mantendo o seu potencial de satisfazer as necessidades e as aspirações das gerações futuras, e garantindo a sobrevivência dos seres vivos em geral.

11 CONTEXTO REGIONAL GESTÃO DAS ÁREAS NATURAIS PROTEGIDAS EM OURO PRETO. CONSOLIDAÇÃO DO PROGRAMA DE CONSERVAÇÃO DAS NASCENTES ALTAS DO RIO DAS VELHAS E REGIÃO DO ENTORNO

12 Biomas do Estado de Minas Gerais

13 América do Sul

14 Oceano Atlântico

15 Barão de Cocais Santa Bárbara Catas Altas Itabirito Ouro Preto Mariana Diogo de Vasconcelos Ouro Branco

16 Rio das Velhas Barão de Cocais # # Santa Bárbara Rio Piracicaba APAE Sul Catas Altas # RPPN Caraça Itabirito # PARQM APAE FLOE Uaimii Cachoeira das das Andorinhas # # # EEE Tripuí Ouro Andorinhas Preto APAE Seminário Mariana APAEE PARQE Veríssimo Menor Itacolomi de Mariana # Ouro Branco # Acaiaca Rio Doce Diogo de Vasconcelos Rio Paraopeba

17 Catas Altas Rio das Velhas Rio Piracicaba Itabirito Ouro Preto Mariana Rio do Carmo Acaiaca Ouro Branco Diogo de Vasconcelos Rio Paraopeba

18 A Prefeitura Municipal de Ouro Preto através da Secretaria de Meio Ambiente está empenhada em implementar Programa de Conservação do Patrimônio Natural, vocação proeminente regional, já que Ouro Preto é gênese das principais bacias do Estado: Rio Doce, Rio das Velhas, Rio Piracicaba e Rio Paraopeba. Também é propósito do atual governo fortalecer as parcerias e a Gestão Participativa.

19 POTENCIALIDADES

20 Importância regional e mundial: situado na região da Serra do Espinhaço Meridional diplomada como Reserva da Biosfera - UNESCO; Eixo significativo da Estrada Real tem como ponto central a Cidade de Ouro Preto Patrimônio Cultural da Humanidade, prioridade da política do governo;

21 Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço (RBSE)

22 Criação da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço; No Estado de MG abrange 53 municípios divididos em 10 Núcleos (Ouro Preto, Belo Horizonte, Itabira, Santana do Riacho, Conceição do Mato Dentro, Santo Antônio do Itambé, Gouveia, Buenópolis, Bocaiúva e Diamantina). O Núcleo Ouro Preto tem como municípios: Barão de Cocais, Belo Vale, Catas Altas, Congonhas do Campo, Itabirito, Mariana, Moeda, Ouro Branco, Ouro Preto e Santa Bárbara.

23 Bacias e sub-bacias hidrográficas do Estado de Minas Gerais

24 Região situada na bacia hidrográfica do Rio das Velhas, importante sub-bacia do Rio São Francisco, cuja revitalização é fundamental na Política Nacional e Estadual de Recursos Hídricos;

25 Gestão da bacia hidrográfica do Rio das Velhas tem como instrumentos organizados: o Comitê e o Plano Diretor, primeiro plano aprovado no Estado de Minas Gerais, com recomendação de prioridade para a preservação da Região da Serra do Cipó e da APA da Cachoeira das Andorinhas;

26 UNIDADES DE CONSERVAÇÃO Mosaico Regional 1. APA DA CACHOEIRA DAS ANDORINHAS 2. PARQUE NATURAL MUNICIPAL DAS ANDORINHAS 3. FLORESTA ESTADUAL DO UAIMII 4. ESTAÇÃO ECOLÓGICA ESTADUAL DO TRIPUÍ 5. PARQUE ESTADUAL DO ITACOLOMI 6. APA SEMINÁRIO MENOR DE MARIANA 7. PARQUE MUNICIPAL NOSSA SENHORA DA LAPA (Monumento Natural Municipal)

27

28 Área de Proteção Ambiental Estadual da Cachoeira das Andorinhas

29 PROBLEMAS Pouco diálogo entre os diversos setores públicos e sociais; Aumento da pressão antrópica e das demandas sociais locais; Pouca regulamentação do uso e ocupação do solo; Clandestinidade das atividades extrativistas; Ocorrência de incêndios florestais e desmatamento;

30 Cachoeira das Andorinhas

31 Cachoeira das Andorinhas

32 Cachoeira das Andorinhas

33 Cachoeira das Andorinhas

34 Pouca implementação de programas e projetos para a região; Pouca integração entre governo estadual e municipal; Passado marcado pela falta de comprometimento institucional; Cultura degradadora do ecossistema da bacia hidrográfica do Rio São Francisco e do Rio Doce.

35 OBJETIVO GERAL Assegurar ações para efetivamente implantar as Unidades de Conservação no município e seu processo participativo de gestão, na região do Alto Velhas e sua relação com as Unidades de Conservação do entorno, na vertente do Rio Doce, conciliada à gestão da bacia hidrográfica do Rio das Velhas e do Rio Doce e seus afluentes.

36 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Promover a integração da Gestão da APA da Cachoeira das Andorinhas com suas unidades contidas: Parque Natural Municipal das Andorinhas e Floresta Estadual do Uaimií, com uma política de conservação comum potencializando suas ações administrativas. Implantar o Parque Natural Municipal das Andorinhas através da Gestão Compartilhada. Apoiar a implantação da Floresta Estadual do Uaimii e sua Gestão Participativa.

37 Incentivar a implantação de um mosaico de Unidades de Conservação entre a APA da Cachoeira das Andorinhas, Parque Natural Municipal das Andorinhas, Estação Ecológica Estadual do Tripuí, Floresta Estadual do Uaimii, Parque Estadual do Itacolomi, APA Seminário Menor de Mariana e Parque Municipal Nossa Senhora da Lapa. Fortalecer o envolvimento do Poder Público, usuários e sociedade na Revitalização e Conservação da Biodiversidade das bacias hidrográficas abrangidas pelo território de Ouro Preto Incentivar o turismo rural e ecológico e a exploração dos recursos naturais de forma sustentável.

38 PRINCÍPIOS Intersetorialidade: que envolve tanto a integração dos setores de governo e do Estado nos seus três níveis, como a integração entre Estado, Sociedade Civil e Setor Privado; Participação social: que implica a promoção da cidadania; Sustentabilidade ambiental, econômica e cultural: que estimula no imaginário coletivo a promoção de melhor qualidade de vida. Territorialidade: que envolve a idéia de pertencimento da UC a um determinado território, a construção cultural inerente a esse território e a construção de uma relação humana mais harmônica com os meios físico e biótico; Efetividade: que determina que os Plano de Manejo das Unidades de Conservação, deverão responder questões e propor medidas que possam contribuir para o desenvolvimento e implantação de um sistema de gestão ambiental que seja eficiente e eficaz, sustentável e participativo.

39 Vale do Rio das Velhas

40 Rio das Velhas

41

42 São Bartolomeu

43 Cachoeira das Andorinhas

44 PEDRA DO JACARÉ CACHOEIRA DAS ANDORINHAS

45 Cachoeira das Andorinhas

46 Cachoeira das Andorinhas

47

48 CACHOEIRA DO VÉU DA NOIVA ANDORINHAS

49

50 Cachoeira das Andorinhas

51

52

53 Pico do Itacolomi

54 Se você mudar, o mundo muda com você

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