Desafios para a competitividade do Complexo Industrial da Saúde: o papel do BNDES

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1 Desafios para a competitividade do Complexo Industrial da Saúde: o papel do BNDES ABIFINA Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades Rio de Janeiro 22 de maio de 2017

2 Agenda Prioridades da nova gestão do BNDES Histórico da atuação Os desafios para avançar - Competitividade e inovação

3 Qual o papel do BNDES? Ir além do financiamento Visão estratégica Articulação Modelagem de mercados Investimentos de risco e de interesse público DESENVOLVIMENTO

4 Nova gestão do BNDES Orientações estratégicas Alocação prioritária de recursos em TJLP para investimentos com maior RETORNO SOCIAL do que privado Priorização de projetos de INFRAESTRUTURA, MPMEs, INOVAÇÃO, SAÚDE, EDUCAÇÃO, MEIO AMBIENTE e EXPORTAÇÃO Foco no TIPO DE PROJETO substitui foco no setor Revisão de processos visando maior agilidade Fortalecimento da GOVERNANÇA DAS EMPRESAS: boas práticas Aprimoramento dos processos de MONITORAMENTO e AVALIAÇÃO da atuação ADICIONALIDADE: Limitação na distribuição de dividendos para beneficiários de TJLP Revisão de porte de MPMEs

5 Nova gestão Priorização no uso da TJLP INCENTIVADA PADRÃO LINHAS PARTICIPAÇÃO MÁXIMA EM TJLP QUALIFICADORES TIPOS DE INVESTIMENTO A 80% Inovação Investimentos da indústria de saúde alinhados a políticas públicas Todos os o projetos de MPMEs Serviços de saúde voltados para atendimento público Investimentos Sociais de Empresas B 60% Serviços de saúde voltados para atendimento privado Máquinas e equipamentos nacionais cadastrados na Finame Investimentos da indústria de saúde humana e animal, em geral A 30% Expansão da capacidade produtiva outros segmentos B 0% Aquisição de equipamentos importados sem similar nacional Investimentos em internacionalização Capital de giro associado a investimentos O apoio à saúde é prioridade do BNDES

6 Novo departamento (DECISS) Saúde como prioridade Criação do Departamento do Complexo Industrial e de Serviços de Saúde Objetivo: aproveitar as sinergias dos diferentes elos da saúde a partir de uma interlocução única visão integrada da saúde Entes Públicos Atendimento SUS R$ 150 bi (2013) Hospitais filantrópicos e Santas Casas Serviços Prestadores com fins lucrativos Atendimento privado R$ 179 bi (2013) Cadeia Farmacêutica Mercado brasileiro: R$ 66 bi (2015) Indústria Equipamentos e Materiais Médicos, Hospitalares e Odontológicos Mercado brasileiro: R$ 25 bi (2015)

7 Novo departamento Carteira total de projetos de saúde Carteira total = R$ 10,4 bilhões Serviços de saúde Indústrias de saúde R$ 5 bilhões (48%) R$ 5,4 bilhões (52%) Investimento Reestruturação financeira PPPs Entes públicos Investimento Inovação MPMEs Grande diversidade de instrumentos e clientes

8 Agenda de longo prazo Integração indústria e serviços na saúde 1. Fortalecer a visão sistêmica da saúde envelhecimento populacional; Social Necessidade básica da vida humana Gastos com saúde: 9% do PIB Econômico Tecnológico Setores econômicos intensivos em P&D 2. Induzir a competitividade e a inovação na indústria de saúde; 3. Ampliar acesso da população brasileira a serviços de saúde de qualidade.

9 Qual o papel do BNDES? Construção de uma visão de futuro no setor Biotecnologia Nova trajetória Novas competências Plantas produtivas (biológicos) Novos biológicos Biossimilares Síntese química Continuidade de trajetória Competências acumuladas Plantas produtivas com BPF Inovações incrementais Novas moléculas Medicamentos genéricos

10 Ação do BNDES Acompanhou a trajetória da indústria Ênfase em Capacidade Produtiva Expansão e adequação às normas da Anvisa Profarma I Ênfase em Inovação Incremental Associações e combinações Profarma II Ênfase em Biotecnologia Moderna Novas plantas produtivas e biossimilares Profarma III Biotecnologia % Inovação incremental 46 10% Biotecnologia 30 6% Produção % Inovação incremental % Produção % Biotecnologia % Inovação incremental % Produção % Valor das operações em R$ milhões na data de aprovação pelo BNDES (critério de competência) Não inclui operações de mercado para reestruturação societária e operações aprovadas canceladas Atualizado em: 08/01/2016

11 Avaliação de efetividade BNDES contribuiu para o esforço de inovação Profarma 3 Avaliação com Quadro Lógico n= 17 empresas Indicadores da indústria caem enquanto das empresas apoiadas sobem P&D / RLV Pessoal P&D / Total 6,0% 6,0% 5,0% 5,0% 4,0% 4,0% 3,0% 3,0% 2,0% 2,0% 1,0% 1,0% 0,0% ,0% Pintec Amostra apoiadas Pintec Amostra apoiadas Como avançar mais? Fonte: BNDES. Levantamento Quadro Lógico Profarma III (em elaboração)

12 O desafio de prosseguir Inovação e ambição internacional Inovação Competitividade Competências para inovação contribuem para competitividade

13 (1) Competitividade Abertura comercial incompleta 50% Participação das importações no mercado brasileiro 40% 30% 20% 10% Mercado brasileiro abastecido por medicamentos importados 0% Indústria de transformação Indústria farmacêutica 25% Participação das exportações na receita das empresas brasileiras Exportações com participação crescente, embora empresas ainda voltadas para dentro 20% 15% 10% 5% 0% Fonte: CNI. Coeficientes de abertura comercial * Média dos 3 primeiros trimestres Industria de Transformação Indústria Farmacêutica

14 (1) Competitividade Déficit de conhecimento US$ milhões Composição do Déficit Insumos Farmacêuticos Medicamentos Biológicos Participação dos biológicos cresceu de 21% para 34% Participação dos insumos farmacêuticos caiu de 36% para 26% Fonte: Abiquifi e SECEX.

15 (1) Competitividade Baixo percentual de exportações e VA Exportações cresceram 18% a.a. entre 2003 e 2013 (US 1,5 bi), caindo para US$ 1,2 bi em 2016 Brasil como plataforma de exportação para América Latina (escala) Exportações para mercados desenvolvimentos com maior crescimento relativo Exportações Brasileiras, por local de destino NCM 30, Desenvolvidos 38% Emergentes 6% America Latina 52% Resto do Mundo 4%

16 (2) Inovação Como podemos ampliar esse esforço? BIOTECNOLOGIA Novos biológicos Plantas produtivas Biossimilares SÍNTESE QUÍMICA Boas Práticas de Fabricação Inovação incremental Novas moléculas sintéticas Genérico

17 (2) Inovação Como explorar essas oportunidades? Biotecnologia moderna Inovação incremental Oportunidades Biodiversidade Verticalização em nichos

18 (2) Inovação Infraestrutura de inovação: pesquisa clínica? FORÇAS Recrutamento de pacientes Centros de referência Qualificação dos profissionais de saúde Custos em relação aos centros tradicionais Compatibilidade da legislação ética e regulatória com a internacional FRAQUEZAS Prazo de análise regulatória e ética Capacidade de elaboração de protocolos clínicos Infraestrutura para Fase I Demanda nacional crescente mas ainda incipiente Ensaios clínicos no Brasil OPORTUNIDADES Potencial de crescimento do mercado farmacêutico brasileiro Processos de internacionalização e terceirização da P&D Geração de moléculas novas no país AMEAÇAS Concorrência internacional, principalmente de países da AL

19 (2) Inovação Como melhorar o ecossistema? BNDES Venture Debt Pequenas Empresas de P&D INOVAÇÃO Universidades e ICTs Universidades, Hospitais e ICTs FAPs Finep Funding adequado Empresas farmacêuticas Ambiente institucional

20 Nova Política Operacional Atualização do conceito de MPME R$ milhões R$ milhões Porte DE Porte PARA Micro <= 2,4 Micro <= 0,36 MPME anterior Pequena 2,4-16 Média Pequena 0,36 3,6 Média I 3,6-90 Nova MPME Média-grande Média II Grande > 300 Grande > 300 Harmonização de conceitos com a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa

21 Desafio das políticas públicas Consolidar PDPs e avançar Encomenda tecnológica Política comercial Registro e regulação sanitária Financiamento Propriedade Intelectual Formação de mão-de-obra Regulação econômica Incentivos fiscais Infraestrutura de C&T Política de genéricos Regime tributário Regulação e registro de preços Subvenção econômica a empresas PDPs

22 Desafio das políticas públicas Novos instrumentos e integração Encomenda tecnológica Política comercial Registro e regulação sanitária Financiamento Propriedade Intelectual Formação de mão-de-obra Regulação econômica Incentivos fiscais Infraestrutura de C&T Política de genéricos Regime tributário Regulação e registro de preços Subvenção econômica a empresas PDPs

23 Desafios do BNDES Agenda para saúde Consolidar a visão sistêmica da saúde a partir do conceito de Complexo Industrial; Induzir o apoio à prevenção e à assistência primária, reduzindo o modelo focado em hospitais; Apoiar iniciativas de aprimoramento da gestão no SUS; Consolidar e implementar os projetos de biotecnologia moderna; Avançar na trajetória de inovação da indústria farmacêutica em direção a um maior esforço tecnológico; Ampliar o apoio à competitividade internacional da indústria (P&D, produção e registro de produtos); Avançar no apoio à incorporação das grandes transformações tecnológicas na saúde (ex: internet das coisas, big data e genômica); Priorizar investimentos que contemplem, simultaneamente, desafio tecnológico e elevado retorno social.

24 OBRIGADO! Claudia Prates Diretora das Áreas de Indústria e Serviços e Insumos Básicos João Paulo Pieroni Chefe do Complexo Industrial e de Serviços de Saúde

25 Novas políticas operacionais Inovação - detalhamento Condições / Tipos de investimentos Plano de Investiment os em Inovação Investimento em plantas industriais inéditas (**) Aquisição de bens de informática e automação com tecnologia nacional Participação máxima em TJLP Valor mínimo do financiamento direto 80% 80% 80% R$ 10 mi (*) R$ 10 mi R$ 10 mi Prazo total máximo Até 12 anos - - (*) Para operações protocoladas até , o valor mínimo de financiamento é de R$ 1 milhão de reais). (**) Processos industriais não existentes no país, por exemplo: produção de máquinas e equipamentos que incorporem manufatura de precisão, medicamentos baseados em biotecnologia avançada e outros.

26 Novas políticas operacionais Indústria detalhamento Condições / Tipos de investimentos Participação máxima em TJLP Valor mínimo do financiamento direto Prazo total máximo Capacidade produtiva: produtos de saúde alinhados a políticas públicas Capacidade produtiva: outros produtos de saúde humana e animal Aquisição de máquinas, equipamentos e softwares nacionais (exceto informática e automação) 80% 60% 60% R$ 10 mi ** R$ 10 mi ** R$ 10 mi Até 10 anos Até 10 anos - ** Para operações protocoladas até , o valor mínimo de financiamento será de R$ 5 milhões de reais).

27 Novas políticas operacionais Exemplos Projeto 1: Expansão fabril com implantação de linha de produção para atender PDP em Saúde => Percentual dos investimentos associado à implantação da linha de produtos para PDP faz jus à participação de até 80% em TJLP (alinhado às políticas públicas de saúde). O restante será com até 60% de participação. Projeto 2: Plano de investimentos em inovação para desenvolvimento produtos farmacêuticos => Percentual de investimentos associado a produtos inovadores faz jus à participação de até 80% em TJLP. Restante será com até 60% de participação. Projeto 3: Implantação de unidade produtiva de biofármacos => Até 80% de participação em TJLP.

28 Novas políticas operacionais BNDES Progeren Capital de Giro isolado Objetivo: Apoio ao Capital de Giro Isolado Vigência: Até Limite Máximo por Cliente: R$ 70 milhões Formas de Apoio: 1. Indireta Automática (via agente financeiro) Até R$ 20 millhões 2. Indireta não Automática 3. Direta A partir de R$ 10 milhões Balanço auditado Dívida Líq./EBITDA 6 ou Fiança Bancária

29 Novas políticas operacionais Capital de giro isolado condições Condições / Formas Referencial de custo Indireta Automática Indireta não automática e Direta Micro, Pequena e Média I 100% TJLP Média II 50% TJLP + 50% Selic ou 75% da Selic 100% TJLP 50% TJLP + 50% Mercado Grande Selic Mercado Prazo Até 60 meses incluindo até 24 meses de carência

30 Novas políticas operacionais Condições financeiras transversais Remuneração BNDES (Básica): de 1,5% aa para 1,7% aa Taxa de Intermediação (para operações indiretas): de 0,1% (MPME) e 0,5% (Grande) para 0,4%aa Participação máxima: 80% DO INVESTIMENTO (é sempre possível complementar a participação máxima utilizando custo de mercado) Valor mínimo de operações diretas: R$ 20 milhões (*reduzido para alguns tipos de projetos prioritários) Condições: Operação Direta Referencial de Custo + Remuneração BNDES + Taxa de risco de crédito Operação Indireta Referencial de Custo + Remuneração BNDES + Taxa de intermediação financeira + Remuneração do agente financeiro

31 Novas políticas operacionais Restrição a distribuição de dividendos 25% do lucro líquido : durante a carência ou Dívida Líquida/EBITDA 3,5 50% do lucro líquido : durante a amortização e Dívida Líquida/EBITDA < 3,5 Regra de saída: no caso de distribuição maior do que o limite, o beneficiário, com relação a este valor distribuído (a maior), poderá quitar ou transformar este valor em custo de mercado Estão dispensadas: operações com menos de 50% de participação de TJLP, montante inferior a 5% do ativo total do beneficiário, regras/fontes externas, concorrência internacional ou transferências intragrupo para investimento

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