ANÁLISE DA VARIAÇÃO MORFOLÓGICA DAS DUNAS COSTEIRAS ATIVAS DA RESERVA BIOLÓGICA DE SANTA IZABEL (SE) NO PERÍODO DE

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOLOGIA ÁREA DE GEOLOGIA MARINHA, COSTEIRA E SEDIMENTAR DISSERTAÇÃO DE MESTRADO ANÁLISE DA VARIAÇÃO MORFOLÓGICA DAS DUNAS COSTEIRAS ATIVAS DA RESERVA BIOLÓGICA DE SANTA IZABEL (SE) NO PERÍODO DE SORAIA CONCEIÇÃO BISPO SALVADOR BAHIA SETEMBRO DE 2008

2 ANÁLISE DA VARIAÇÃO MORFOLÓGICA DAS DUNAS COSTEIRAS ATIVAS DA RESERVA BIOLÓGICA DE SANTA IZABEL (SE) NO PERÍODO DE Por SORAIA CONCEIÇÃO BISPO Bióloga (Universidade Estadual de Feira de Santana-2004) DISSERTAÇÃO DE MESTRADO Submetida em satisfação parcial dos requisitos ao grau de MESTRE EM CIÊNCIAS -GEOLOGIA- à Câmara de Ensino de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Federal da Bahia COMISSÃO EXAMINADORA: (Prof. José Maria Landim Dominguez - UFBA) (Orientador) (Prof ª Liana Maria Barbosa - UEFS) (Prof ª Ana Cláudia da Silva Andrade - UFS) Data de aprovação: / / Grau conferido em: / /

3 RESUMO Esta pesquisa descreve as mudanças morfológicas ocorridas no campo de dunas ativas da Reserva Biológica de Santa Izabel (Sergipe), no período de 1955 a As principais técnicas usadas envolveram mapeamento geológico convencional e SIG (Sistema de Informações georreferenciadas). Os principais resultados incluem: (i) areias das praias são predominantemente finas muito bem selecionadas, (ii) nas dunas em ambas as estações (seca e chuvosa) predominou areia fina, (iii) durante o período de 50 anos de estudo, a área total do recorte estudado aumentou aproximadamente 1,3km 2, (iv) os domínios morfológicos, lençol de Areia (LA) e duna e interduna (DI), apresentaram um aumento de área respectivamente de 0,63km 2 e 1,47 km 2, enquanto que, a área do domínio das dunas de precipitação (DP) diminuiu aproximadamente 0,75 km 2, tornando-se mais estreito, (v) as dunas isoladas no domínio (DI) tem aumentado em comprimento com uma simultânea redução em largura e (vi) a cobertura vegetal (restinga) expandiu durante o período de , com um aumento de 35,48%. O estreitamento das dunas de precipitação associadas com numerosos blowouts sugere que não há suprimento de areia para este domínio, as quais estão, portanto, experimentando um processo de canibalização. Os dados climáticos disponíveis (precipitação), não mostram uma correlação direta com as mudanças observadas. A falta de dados de ventos na estação próxima a área de estudo impossibilitou uma análise conclusiva das mudanças documentadas. A expansão da cobertura vegetal pode estar associada aos seguintes aspectos: (i) criação da Reserva Biologia de Santa Izabel, (ii) diminuição de suprimento sedimentar para a zona costeira devido às construções de barragens no rio são Francisco e (iii) mudanças na freqüência direcional dos ventos causando uma diminuição da taxa de migração das dunas.

4 ABSTRACT This research describes the morphological changes that took place in the active dune field of Santa Izabel Biological Reserve (Sergipe State) from 1955 to Major techniques used involved geological mapping and GIS integration. Major findings include: (i) beach sands are predominantly fine and very well sorted, (ii) dunes are also made up of fine sand during both the dry and rainy seasons, (iii) during the 48 year period of this study the total area of the dune field has increased just 1,3km 2, (iv) the eolian sand sheet and the dune/interdune provinces increased in area by about 0,63km 2 and 1,47 km 2 respectively whereas the precipitation dune province decreased in size by about 0,75 km 2, becoming narrower, (v) individual dunes in the dune/interdune province have increased in length with a concomitant decrease in width, (vi) the vegetation cover (scrub restinga) has expanded during the period , by about 35,48%. The narrowing of the precipitation dunes associated with numerous blow-outs are suggestive that not much sediment is being supplied to this province, which is thus experiencing some sort of sediment cannibalization. Available climatic data (precipitation) do not show any direct correlation with the observed changes. The lack of wind data from stations close to the study area precluded more in depth analysis of the documented changes. The expansion of the vegetation cover in the study area may be tentatively attributed to: i) creation of the Santa Izabel Biological Reserve thus decreasing human pressure, (ii) decrease in sediment supply to the coastal zone as a result of dam construction in the São Francisco river and iii) changes in the directional frequency of winds causing a decrease in dune migration rates.

5 AGRADECIMENTOS Primeiramente agradeço a Deus, pois sem Ele nada posso fazer, mas com Ele tudo posso, pois Ele é a minha fortaleza. A meus pais pelo total apoio e compreensão em mais esta etapa da minha vida. Amo muito vocês! A Paulo pelo companheirismo, fortaleza e por agüentar minhas irritações. As minhas grandes amigas Lena e Tais por horas de discussões... sobre inúmeros assuntos... Ao professor e orientador Landim (chefe), pelo grande apoio e incentivo (através de broncas...) que proporcionaram um grande crescimento profissional e pessoal. A Liana pelo incentivo dado desde o começo da minha caminha na pesquisa, da UEFS até aqui... Aos professores do curso pelos importantes conhecimentos transmitidos. Ao professor Abílio Bittencourt sempre disposto a ajudar. Aos amigos, colegas de curso e do laboratório de estudos costeiros (LEC) pelo grande auxílio nos momentos de desespero. A equipe de campo; eternos amigos da UEFS, Junia e Tais pelo grande apoio e disposição para cruzar o campo de dunas. A Carmen e a Ana Cláudia pela atenção e acolhimento em Aracaju. A Pacheco pelo apoio e fotos aéreas disponibilizadas. A Carlos, pelo tratamento das amostras. A Joaquim, por receber-me sempre com bom humor apesar das minhas interrupções ao seu trabalho. Aos Funcionários, Niltinho, Niltão, Maria, e Gil, pelo sempre prestativo apoio e bom relacionamento. Ao IBAMA (REBIO de Santa Izabel) pelo auxilio e atenção prestada em campo. A FAPESB, pela bolsa de Mestrado. A Petrobras-SE e a SEPLANTEC pelas fotografias aéreas disponibilizadas.

6 O Homem se torna muitas vezes o que ele próprio acredita que é. Se eu insisto em repetir para mim mesmo que não sou capaz de realizar alguma coisa, é possível que me torne incapaz de fazê-la. Ao contrário, se tenho convicção de que posso fazê-la, certamente adquirirei a capacidade de realizá-la, mesmo que não a tenha no começo. (Mahatma Gandhi). Que darei eu ao SENHOR, por todos os benefícios que me tem feito? As benignidades do Senhor mencionarei, e os muitos louvores do Senhor, conforme tudo quanto o SENHOR nos concedeu; e grande bondade para com a casa de Israel, que usou com eles segundo as suas misericórdias, e segundo a multidão das suas benignidades. (Sl 116:12;Is 63:7)

7 SUMÁRIO RESUMO ABSTRACT AGRADECIMENTOS DEDICATÓRIA SUMÁRIO ÍNDICE DE FIGURAS ÍNDICE DE TABELAS (i) (iii) (vi) 1. INTRODUÇÃO 1 2. OBJETIVO 5 3. DESCRIÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO Localização da área de estudo ReBio de Santa Izabel Linha de costa Regime de maré e ondas Clima Desenvolvimento das dunas costeiras Bacia hidrográfica do Rio São Francisco PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Levantamento de dados pretéritos Trabalhos de campo Trabalhos de Laboratório Análises Sedimentológicas Georreferenciamento e interpretação das fotografias aéreas e imagem satélite Mapeamento da posição da linha de costa e Morfometria dos domínios 16 morfológicos Morfologia das dunas Análise dos Dados Climatológicos DUNAS COSTEIRAS ATIVAS Tipos de dunas Fatores atuantes na formação e dinâmica das dunas Mudanças na morfologia das dunas 23

8 5.4 Mobilização e estabilização das dunas RESULTADOS Domínios morfológicos: Morfologia, morfometria cobertura vegetal e aspectos 30 antrópicos 6.2.Textura Linha de costa Transecto ao longo do campo de dunas Mapeamento da posição da linha de costa e variação temporal da área dos domínios 43 morfológicos 6.4 Morfometria das dunas no domínio das Dunas e Interdunas Área vegetada e área não-vegetada do campo de dunas Análise da vegetação da Rebio de Santa Izabel Dados climáticos Período Período Período de DISCUSSÃO Análise da textura Comparações dos dados climáticos com o percentual de cobertura vegetal do campo de dunas Mudança no campo de dunas CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 73 ii

9 ÍNDICE DE FIGURAS FIGURA 1 - Planície costeira do rio São Francisco mostrando os campos de dunas ativas e inativas. Legenda: Di - Dunas inativas, Da - Dunas ativas. Fonte: modificado de Barbosa (1997). 3 FIGURA 2 - Campo de dunas costeiras ativas da planície do rio São Francisco, mostrando as províncias morfológicas: Fotos (A) e (B) LA - Lençol de Areia, DI - Dunas isoladas e Interdunas, DC - Duna Composta, DP - Duna de Precipitação. 4 FIGURA 3 - Campo de dunas ativas mostrando a área da ReBio de Santa Izabel e a área de estudo e seus domínios morfológicos: lençol de areia, DI -dunas e interdunas, DP - dunas de precipitação. 8 FIGURA 4 Linha de costa mostrando os marcos do TAMAR associados à sede de Pirambu (00 a 25) e a sede de Ponta dos Mangues (01 a 11). 10 FIGURA 5 - Método de medida da morfometria da duna: nariz (N), braço(b), comprimento (C) e largura (L). 16 FIGURA 6 - Localização dos postos pluviométricos de Aracaju e Pacatuba, evidenciando a área de estudo. 18 FIGURA 7 - Curva histerese relacionada com mudanças na energia do vento e cobertura vegetal. Fonte: Tsoar FIGURA 8 - Praia adjacente ao campo de duna (A); domínio lençol de areia (B); duna de sombra (C). 31 FIGURA 9 Perfil de nivelamento topográfico, realizado em Outubro de 2005, distâncias horizontais e verticais estão representadas em metros. Domínios morfológicos: Lençol de Areia (LA), Duna e Interduna (DI) e Duna de Precipitação (DP). 32 FIGURA 10 - Domínio dunas e interdunas: (A) Duna com seus braços (Br) a barlavento recobertos por dunas de sombra (Ds), (B) Dunas de sombra na parte mais alta da duna, (C) flanco frontal da duna (Ff) recoberto por Ipomeia pes-caprae. 34 FIGURA 11 - Domínio dunas e interdunas: (A) vista aérea do campo de dunas mostrando a vegetação da área interdunar e as cristas baixas arqueadas (Cb) ou retocordões, (B) interduna (C) gado pastando na interduna com vegetação densa e rasteira, (D e E) gado e cavalos nas dunas, (F) cerca cruzando paralelamente o campo de duna, (G) trecho da área de interduna revolvido por aragem, (H) cercado ao final do campo de duna. 35 FIGURA 12 Domínio duna de precipitação (DP): (A) vista aérea das dunas de precipitação, (B) Plantação de coqueiro após as dunas de precipitação, (C) e (D) corredor de deflação (Cd) no flanco dorsal (Fd) da DP, (E) dunas de sombra (Ds) na parte mais alta da DP, (F) Vegetação arbórea-arbustiva, (G, H, I) Flanco frontal (Ff) com face de deslizamento (Fd) avançando sobre lagoa e vegetação mais alta. 37 iii

10 FIGURA 13 Granulometria dos sedimentos ao longo da face da praia em Outubro de 2005 e a distribuição dos parâmetros textuais nas amostras de sedimento. (A) Diâmetro médio em phi, e (B) Desvio Padrão. P- Pirambu, PM- Ponta dos Mangues. 40 FIGURA 14 - Localização dos pontos de coleta de amostras de sedimento durante as três campanhas e a distribuição dos parâmetros texturais nas amostras coletadas. (A) Diâmetro médio em phi, e (B) Desvio padrão. 42 FIGURA 15 - Traçado da linha de costa para os anos de 1955, 1971, 1984 e FIGURA 16 - Evolução da área total do campo de dunas e de seus domínios morfológicos (Lençol de areia (LA), Dunas e Interdunas (DI) e Dunas de Precipitação (DP)) nos anos de 1955, 1971, 1984 e Os valores relativos à erosão e progradação da linha de costa foram excluídos deste cálculo. 46 FIGURA 17 - Limite do domínio morfológico dunas de precipitação (DP) para o ano de 1955 na ortofoto do ano de FIGURA 18 - Morfometria das dunas encontradas no domínio das Dunas e Interdunas nas fotografias aéreas de 1955 e Comprimento e largura das dunas em 1955 (A e B) e Comprimento e largura das dunas em 2003 (C e D) FIGURA 19 Imagens ilustrando a visível variação da morfometria das dunas encontradas no domínio das Dunas e Interdunas. (A) fotografias aéreas de 1955 e (B) ortofoto de FIGURA 20 Evolução do percentual de áreas vegetadas no campo de dunas. 50 FIGURA 21 - (A) Domínio lençol de areia com vegetação espaçada; (B) duna de sombra (ds); (C) montículo vegetado (mv); (D) e (E) formação arbustiva. 54 FIGURA 22 - (A) e (B) Domínio interduna (ID) coberta por vegetação; (C) duna isolada com vegetação no braço e na parte alta crista associada as duna de sombra (ds) e montículos vegetados (mv); (D) detalhe da parte alta da duna com vegetação associada a pequenas dunas de sombra (ds); (E) Flanco frontal (Ff) da duna coberto pela salsa de praia (Ipomoea prescaprae). 55 FIGURA 23 - Domínio das dunas de precipitação (DP); (A) vista da parte mais alta crista (cr) evidenciando a corredor de deflação (Cd) e dunas de sombra (ds); (B) e (C) detalhe da vegetação arbóreo-arbustiva formando moitas; (D) e (E) flanco frontal avançando sobre lagoas ou vegetação arbórea transgredindo sobre as dunas inativas (DI). 56 FIGURA 24 - Média mensal da precipitação para o período 1950 a 1967 para as cidades de Aracaju e Pacatuba. 57 FIGURA 25 - Totais semestrais para os anos de 1950 a 1967 para as cidades de Aracaju e Pacatuba. 58 FIGURA 26 Precipitação total anual no período de do posto de Aracaju. 59 FIGURA 27 - Percentual do desvio médio da precipitação, em relação à média da precipitação total anual para o período no posto de Aracaju. Anos com iv

11 precipitação 25% acima da média são considerados anos chuvosos, enquanto anos com precipitação 25% abaixo da média são considerados anos secos. 60 FIGURA 28 Média anual da precipitação, evaporação e velocidade dos ventos para o período medidas na estação de Aracaju. 61 FIGURA 29 Correlação dos parâmetros precipitação, evaporação e balanço hídrico do posto de Aracaju. 62 FIGURA 30 - Balanço hídrico dos anos de 1950 a 2003 com base nos dados do posto de Aracaju. 62 FIGURA 31 - Comparação do percentual de desvio da média de precipitação entre os anos de 1950 e 2003 com os dados de área vegetada de 1950, 1971, 1984 e FIGURA 32 - Comparação da velocidade do vento entre os anos de 1968 a 2003 com os dados de área vegetada de 1971, 1984 e FIGURA 33 - Comparação do balanço hídrico entre os anos de 1950 a 2003 com os dados de área vegetada de 1971, 1984 e v

12 ÍNDICE DE TABELAS TABELA 1 - Padrão de coleta de amostra de sedimento, nos diferentes domínios morfológicos do campo de dunas, nas três campanhas de campo. Legenda: Lençol de Areia (LA), Dunas e Interdunas (DI) e Dunas de Precipitação (DP). 14 TABELA 2 - Fotografias e imagem utilizadas para análise histórica da área em estudo. 15 TABELA 3 - Escala de granulometria com base Udden & Wertworth 38 TABELA 4 - Amostras coletadas ao longo do transecto de campo durante as campanhas de Janeiro de 2003, Outubro de 2005 e Abril de 2006: lençol de areia (LA), dunas e interdunas (DI), duna de precipitação (DP) e Praia. 41 Tabela 5 Área não-vegetada e área vegetada durante o período de Tabela 6 Caracterização da vegetação coletada ao longo do transecto. 53 Tabela 7 - Correlação das médias totais anuais dos postos de Aracaju e Pacatuba 59 Tabela 8 - Correlação das médias totais mensais dos postos de Aracaju e Pacatuba 59 Tabela 9 - Correlação dos parâmetros; precipitação, evaporação e velocidade dos ventos na estação de Aracaju. 61 Tabela 10 - Correlação entre parâmetros precipitação, evaporação e balanço hídrico dos dados do posto de Aracaju. 61 vi

13 1. INTRODUÇÃO A resolução do CONAMA nº 303, de 20 de Março de 2002 (art. 2º, inciso X) define duna como unidade geomorfológica, situada no litoral ou no interior do continente, predominantemente de constituição arenosa, com aparência de cômoro ou colina, resultante da ação dos ventos. Quando recoberta por vegetação são fixas e quando não estão recobertas podem ser consideradas móveis, ativas, livres ou transgressivas. Em regiões costeiras, o transporte continente adentro, pelo vento, de areias da face da praia, é um importante processo no desenvolvimento da morfologia costeira. Durante o Quaternário, um considerável volume de areias eólicas foi depositado nas planícies costeiras. Também campos de dunas ativas foram mais amplos que no presente e encontram-se hoje largamente estabilizados pela vegetação (Bigarella, 1972). A disponibilidade de sedimentos, direções de ventos adequados relativamente à configuração da linha de costa, e clima favorável, são fatores determinantes de um intenso desenvolvimento de dunas costeiras. As dunas costeiras respondem com uma marcante sensibilidade às variações das condições ambientais a curto prazo, sejam de caráter natural como mudanças na circulação atmosférica local e global e/ou por processos de caráter antrópico, como atividades industriais e agro-pastoris, urbanização e turismo (Chapmam, 1990). Segundo Dominguez et al. (1992), o clima é o controle mais importante para o desenvolvimento dos campos de dunas costeiras ativas da região nordeste brasileira, restringindo a sua presença aos trechos onde ocorrem pelo menos quatro meses de seca consecutivos durante o ano. Em concordância, Angulo (1993) enfatiza a influência climática na formação dos campos de dunas na costa sul brasileira. No Brasil existem numerosos campos de dunas ativas localizados: (i) entre os Lençóis Maranhenses e o extremo sul do Rio Grande do Norte, (ii) nas vizinhanças da desembocadura do Rio São Francisco (SE/AL), (iii) em Cabo Frio (RJ) e (iv) entre a ilha de Santa Catarina e o extremo sul do Rio Grande do Sul (Giannini et al.2005). Barbosa (1997) e Barbosa & Dominguez (2004) reconheceram que os controles

14 2 responsáveis pela origem e evolução do campo de dunas costeiras associado à foz do Rio São Francisco estão relacionados, ao regime de ventos, à textura de sedimentos na face de praia, à orientação da linha de costa, à presença da vegetação, além de ventos efetivos capazes de transportar sedimentos arenosos por saltação (velocidade igual ou superior a 5m/s). Na planície quaternária costeira associada à desembocadura do Rio São Francisco (entre Pontal do Peba e Praia de Santa Izabel) os campos de dunas costeiras foram mapeados na escala 1: por Bittencourt et al. (1983) e na escala 1: por Barbosa (1997). Esta cobertura eólica corresponde a aproximadamente 25% da área total desta planície. Estes autores individualizaram duas gerações de dunas costeiras holocênicas: (a) uma inativa, fixada pela vegetação e mais interna e (b) outra, ativa ou móvel, bordejando a linha de costa e avançando sobre a inativa (Fig. 1). Barbosa & Dominguez (2004) definiram três domínios morfológicos no campo de dunas ativas situado no setor a NE da foz do Rio São Francisco: (a) lençol de areia (LA), domínio mais externo e mais próximo à linha de praia, (b) dunas isoladas ou amalgamadas e interdunas (DII), domínio intermediário, caracterizado pela presença de dunas barcanas e zonas interdunares e (c) duna composta (DC), domínio mais interno e caracterizado pela presença de dunas mais altas com cristas transversais superimpostas e pequenas barcanas cavalgando sobre o flanco dorsal da macroforma. No setor a SW da foz do Rio São Francisco foram identificados os mesmos domínios, com duas importantes diferenças: (a) no domínio intermediário as dunas são destituídas de faces de deslizamento, sendo similares às dunas do tipo zibar ou ocorrem como pequenas dunas parabólicas associadas com vegetação e (b) no domínio mais interno, a duna mais alta é melhor classificada como uma duna de precipitação, associada com vegetação e feições do tipo blowout (Fig. 2). Bispo et al. (2005) estudando a morfologia e a morfometria num trecho do campo de dunas ativas da Reserva Biológica de Santa Izabel (área de estudo), identificaram um aumento da cobertura vegetal nas últimas décadas, o que favoreceu a alteração da morfologia das dunas. Tal observação motivou a execução desta pesquisa com a finalidade de realizar um estudo detalhado da variação morfológica das dunas e dos fatores controladores de tais variações o que irá certamente contribuir para um melhor entendimento da dinâmica destes ambientes e dos parâmetros ambientais que controlam o desenvolvimento das dunas, assim como oferecer subsídios para uma melhor gestão destas áreas.

15 3 Figura 1 - Planície costeira do rio São Francisco com os campos de dunas ativas e inativas. Legenda: Di - Dunas inativas, Da - Dunas ativas. Fonte: modificado de Barbosa (1997).

16 4 Figura 2 - Campo de dunas costeiras ativas da planície do rio São Francisco, mostrando as províncias morfológicas: Fotos (A) e (B) LA - Lençol de Areia, DI - Dunas isoladas e Interdunas, DC - Duna Composta, DP - Duna de Precipitação (fotos aéreas de Barbosa, 1997).

17 5 2. OBJETIVOS 2.1 Geral: Caracterizar as mudanças morfológicas no campo de dunas ativas da Reserva Biológica de Santa Izabel, no período de 1955 a 2005 buscando a identificação dos fatores desencadeadores destas mudanças. Específicos: 1. Documentar quantitativamente as variações morfológicas. 2. Analisar os parâmetros climáticos como vento, precipitação e evaporação para o período possível efeito destes nas mudanças morfológicas.

18 6 3. DESCRIÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO 3.1 Localização da área de estudo A área selecionada para o desenvolvimento desta pesquisa corresponde ao campo de dunas ativas do setor a SW da foz do rio São Francisco em Sergipe. Está área pertence a Reserva Biológica de Santa Izabel (Rebio de Santa Izabel) a qual se localiza entre a Praia de Santa Izabel em Pirambu e o canal de Parapuca em Pontas dos Mangues (município de Pacatuba) (Fig. 3). A área do campo de dunas em estudo compreende a um recorte de 19,12 km 2 da Rebio de Santa Izabel (Fig. 3). Esta unidade de conservação encontra-se sob a jurisdição do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). 3.2 Rebio de Santa Izabel A ReBio de Santa Izabel foi criada em 1988, para proteger os ecossistemas costeiros compostos por dunas fixas e móveis, manguezais, vegetação de restinga, lagoas temporárias e permanentes. Possui 45 quilômetros de extensão de praias e hectares incluindo as bases de Pirambu e Pontas dos Mangues. É considerada a área brasileira com maior concentração de desovas da tartaruga Lepidochelys olivacea, a menor tartaruga do mundo, além de ser também procurada por aves marinhas migratórias e por outras espécies de animais em busca de alimentação e repouso. A base de Pirambu registra em média 1000 desovas a cada temporada reprodutiva, com uma taxa média de eclosão de 80% a 85%. Mais de 80% das desovas são da espécie Lepidochelys olivacea (Projeto Tamar.Disponível em A vegetação da ReBio de Santa Izabel foi caracterizada por Fonseca (1999) como flora típica de restinga, com fisionomias de praia, brejo, restinga e restinga arbórea. Foram identificadas 110 espécies, das quais 22 apenas em nível de gênero, distribuídas em 99 gêneros e 58 famílias de angiospermas. A vegetação desta área se desenvolve sobre os sedimentos arenosos das dunas em constante mobilidade não formando assim solos verdadeiros. Dantas (2005), identificou quatro fitofisionomias para o campo de dunas da ReBio de Santa Izabel: a) Formação praial graminóide, b)formação arbustiva com moita, c) Formação brejos

19 7 sazonais, e d) Mata de restinga. Nas dunas observa-se uma vegetação mista, ou seja, uma transição entre formação arbustiva e Mata de restinga.

20 Figura 3: Campo de dunas ativas com a área da ReBio de Santa Izabel e a área de estudo. Em destaque os domínios morfológicos: lençol de areia, DI - dunas e interdunas, DP - dunas de precipitação. 8

21 9 3.3 Linha de costa A linha de costa possui orientação variando entre N46º e N70º estendendo-se retilínea, com feições em cúspides nas proximidades de Pirambu. As praias são dissipativas a intermediárias com múltiplas zonas de arrebentação (Barbosa, 1997). A linha de costa da Rebio de Santa Izabel encontra-se demarcada por marcos distanciados por aproximadamente 1 km. Dentre estes marcos 25 estão associados à sede do TAMAR de Pirambu (0 a 25) e 11 marcos estão associados à sede do TAMAR de Ponta dos Mangues (1 a 11). O trecho da linha de costa entre o marco zero da sede do TAMAR em Pirambu até o marco 11 da sede de Ponta dos Mangues possui uma extensão de 36 km (Fig. 4). Nesta linha de costa foram observados coqueiros caídos nos marcos 14, 24 e 25 da sede de Pirambu..

22 Figura 4 Linha de costa mostrando os marcos do TAMAR associados à sede de Pirambu (00 a 25) e a sede de Ponta dos Mangues (01 a 11). 10

23 Regime de maré e ondas O regime de marés é de caráter semidiurno com amplitude máxima de 2,6m. A linha de costa apresenta uma orientação NE-SW, submetida à ação de ondas predominantes de leste (40 a 50% do total), seguidas em importância pelas ondas de sudeste e nordeste. As ondas alcançam períodos de 5 a 7s com alturas de 1,5 a 2,0m respectivamente (DHN, 2004). As frentes de ondas promovem uma deriva de sedimento preferencial de NE para SW (Bittencourt et al. 2002). 3.5 Clima O clima é caracterizado como semi-úmido, com período seco se estendendo de Setembro a Janeiro. A precipitação total varia de a mm durante o ano. Os ventos provenientes do quadrante leste (NE, E, SE) dominam nesta região. Os ventos de SE são coincidentes com o período chuvoso, enquanto que os ventos de NE e E com o período seco (Rao et al. 1993, Barbosa & Dominguez, 2004). 3.6 Desenvolvimento das dunas costeiras O vento de sul incide obliquamente à linha de costa e o vento de sudeste quase perpendicular este fato, em princípio, propiciaria uma remoção de sedimento da face de praia para o campo de dunas. Porém estes ventos estão associados aos períodos de maior pluviosidade o que dificulta o transporte eólico devido à umidade dos sedimentos. Portanto o desenvolvimento das dunas costeiras desta área é favorecido pelos ventos de leste, pois apesar de incidirem quase paralelamente a linha de costa as condições climáticas são mais favoráveis, ou seja, menor pluviosidade e vento efetivo mais freqüente (Barbosa, 1997). 3.7 Bacia hidrográfica do Rio São Francisco Esta bacia estende-se desde Pirapora (MG) até o Oceano Atlântico (SE-AL), sua descarga média anual medida a 200 km da foz é de m 3 /s. Devido às construções de barragens ao longo do Rio São Francisco, os valores das descargas totais anuais sofreram reduções. Entre as décadas de 1960 a 1990 foram construídas 8 represas entre Sobradinho e a foz do rio São Francisco (Barbosa, 1997).

24 12 Medeiros et al. (2007), afirma que a vazão do rio São Francisco reduziu em torno de 44% quando comparado ao período pré-barragens, enquanto que, a descarga específica de sedimentos reduziu para aproximadamente 94%.

25 13 4. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Para desenvolvimento da pesquisa foram adotados métodos convencionais de mapeamento e uso do geoprocessamento de imagem para efetuar análise da morfologia. Portanto, para execução do plano de pesquisa foram seguidos os seguintes procedimentos: 4.1 Levantamento de dados pretéritos Esta etapa consistiu em levantar trabalhos sobre a temática do projeto, bem como, dados climáticos, fotografias aéreas e imagens de satélite da área em estudo. 4.2 Trabalhos de campo Foram realizadas quatro campanhas de campo, nas quais foram efetuadas medidas ao longo de um transecto cortando o campo de dunas aproximadamente no sentido de migração das mesmas (E-W). O limite da preamar delimita o ponto inicial deste transecto, e o ponto mais interno do domínio das Dunas de Precipitação seu ponto final (Fig.3). Na campanha de campo de Janeiro de 2003 (Verão), foram coletados os seguintes dados: (i) velocidade do vento com auxílio de anemômetro portátil, (ii) sentido de migração das dunas, medido através da orientação dos braços e nariz das dunas com o auxílio de bússola, (iii) amostra de sedimento, e (iv) marcação com receptor GPS de navegação, dos limites dos domínios morfológicos (Lençol de Areia, Dunas e Interdunas e Duna de Precipitação). Na segunda campanha realizada em Outubro de 2005 (Primavera), foi repetido o mesmo procedimento de coleta de dados, incluindo, porém desta vez um nivelamento topográfico. A coleta de amostras de vegetação, ao longo do transecto foi feita na terceira campanha em Dezembro de Coletaram-se três exemplares de cada espécie de vegetação presente nas dunas e nas zonas interdunares. Ainda em campo, estas amostras foram prensadas e descritas suas características principais. O material vegetal foi encaminhado para o herbário da Universidade Federal de Sergipe para identificação. Este material foi identificado pela bióloga Trícia Cavalcanti Pergentino mestranda da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Foram ainda coletados na terceira campanha, com receptor GPS de navegação, pontos de controle para melhor georreferenciamento de imagens de satélite e fotos aéreas, e o posicionamento

26 14 da linha de costa da Rebio de Santa Izabel com base nos marcos do projeto Tamar (distanciados a aproximadamente 1 km). O critério utilizado para determinar a linha de costa foi a linha deixada pela última maré alta, que é o indicador mais utilizado por ser facilmente identificado como sendo limite entre areia seca e areia úmida (Pajak & Leatherman, 2002) Em Abril de 2006 (Outono) realizou-se a quarta campanha na qual foi repetida a coleta dos mesmos tipos de dados coletados na primeira campanha. A coleta (de sedimentos inclui: i) 14 amostras em janeiro de 2003, (1ª campanha), ii) 22 amostras em Outubro 2005, (2ª campanha) e iii) 33 amostras em Abril de 2006 (3ª campanha) (Tab. 1). A quantidade total de amostras variou entre as campanhas. Na 1ª campanha foram coletadas amostras preferencialmente na parte mais alta da duna, das doze dunas do domínio das Dunas e Interduna (DI); 7 amostras foram coletadas na parte mais alta das dunas e 2 amostras no flanco frontal. Foi coletada também uma amostra na parte mais alta da duna de precipitação. Na 2ª campanha das doze dunas do domínio DI, 7 amostras foram coletadas na parte mais alta das dunas, 4 no flanco dorsal, 4 no flanco frontal e 1 no meio da interduna. Na duna de precipitação, 1 amostra foi coletada no flanco dorsal e 1 na parte mais alta. Dificuldades técnicas encontradas nesta campanha inviabilizaram a coleta de sedimento nas dunas localizadas na porção central do transecto. A 4ª campanha corresponde a mais completa, pois em todas as dunas encontradas no domínio DI, foram coletadas amostras na parte mais alta e nos flancos frontal e dorsal das dunas. Foram coletadas também, 1 amostra no flanco dorsal da duna de precipitação e 1 na parte mais alta desta. Tabela 1. Quantidade de amostra de sedimento, nos diferentes domínios morfológicos do campo de dunas, por campanha de campo. Legenda: Lençol de Areia (LA), Dunas e Interdunas (DI) e Dunas de Precipitação (DP). DOMÍNIOS CAMPANHAS DE CAMPO PRAIA LA DI DP TOTAL DE AMOSTRAS Jan/ Out/ Abr/ Total de amostras

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