CONTRATOS EM ESPÉCIE. I DO CONTRATO DE COMPRA E VENDA (arts 481 a 532 CC)

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1 CONTRATOS EM ESPÉCIE I DO CONTRATO DE COMPRA E VENDA (arts 481 a 532 CC) 1. Definição Contrato pelo qual uma pessoa se obriga a transferir a propriedade de um certo objeto a outra, mediante recebimento de soma em dinheiro, denominada preço. 2. Partes Vendedor e comprador 3. Efeitos Transmissão da propriedade do objeto do comprador para o vendedor Quando ocorre a transmissão da propriedade? Varia de acordo com o sistema jurídico Direito romano mancipatio figurativamente se pesava numa balança com pesos em bronze a quantia a ser paga perante testemunhas ou cessio in iure modo de transferência pelo abandono do objeto pelo proprietário ao adquirente diante do magistrado E ainda traditio manus (tradição manual) Direito Francês aboliu este sistema a transferência se da no ato da celebração do contrato Sistema germânico mantém tradição romana. A compra e venda não é meio de transmissão de propriedade, esta se da realmente com a tradição Direito brasileiro mantém tradição romana com alterações germânicas A transmissão de propriedade se dá com a tradição manual quando se tratar de móveis e pela transcrição no registro imobiliário quando for imóveis

2 A tradição deve ocorrer no lugar em que a coisa se achava a época da venda, salvo estipulação em contrario Duas fases distintas: celebração e execução ainda que simultâneas 4. Caracteres jurídicos TIPICO ARTS 481 A 532 PURO NÃO É COMBINAÇAO CONSENSUAL OU FORMA ONEROSOS BILATERAIS PRE ESTIMADO OU ALEATORIO EXECUÇAO IMEDIATA OU FUTURA INDIVIDUAL NEGOCIAVEL OU DE ADESAO IMPESSOAL 5. Elementos Objeto, preço e consentimento res, pretium, consensus Objeto bem suscetível de alienação no comércio, passível de ser vendido e adquirido Preço caracteriza a compra e venda diferenciando-a da troca, em principio em dinheiro, mas admissível dação em pagamento substituição por outra coisa. Preço deve ser sério. Ex: se vendido por 1 real será doação e não vendasimulação art. 167-nulidade Consentimento - livre

3 6. Requisitos subjetivos Sujeitos capazes Capacidade negocial Ascendente não pode vende a descendente sem que os outros descendentes e cônjuge expressamente o consintam- vicio leve dois anos art. 496 CC Pessoa casada com vênia conjugal exceto separação e participação final dos aquestos se assim prever o pacto antenupcial art CC-defeito leve Tutores, curadores, testamenteiro, administradores em geral defeito grave Mandatários não podem comprar bens de cuja administração guarda ou alienação tenham sido encarregados-defeito grave Condômino não pode vender sua parte de coisa indivisível se outro condômino a quiser pelo mesmo preço-leve Se forem vários terá preferência aquele com benfeitorias de maior valor ou o dono do maior quinhão, se todos iguais o que primeiro depositou o preço, deve agir em 180 dias s e ano lhe foi dada preferência art. 504 CC 7. Requisitos objetivos Art. 104 CC Art. 482 CC A compra e venda, quando pura, considerar-se-á obrigatória e perfeita, desde que as partes acordarem no objeto e no preço.

4 Art. 483 CC A compra e venda pode ter por objeto coisa atual ou futura. Neste caso, ficará sem efeito o contrato se esta não vier a existir, salvo se a intenção das partes era de concluir contrato aleatório 8.Vendas especiais Venda por amostras Art. 484 Se a venda se realizar à vista de amostras, protótipos ou modelos, entender-se-á que o vendedor assegura ter a coisa as qualidades que a elas correspondem. Parágrafo único. Prevalece a amostra, o protótipo ou o modelo, se houver contradição ou diferença com a maneira pela qual se descreveu a coisa no contrato. A compra e venda de imóveis poderá se dar ad mensuram e ad corpus Ad corpus como corpo individualizado sendo a metragem secundaria ex vendo Fazenda Santa Maria-menção enunciativa a metragem Ad mensuram quando as dimensões do imóvel forem essenciais- se não conferirem exatamente pode pedir complementação por ação ex empto ou ex vendito ou abatimento do preço ou resolução O juiz dada as circunstâncias ira decidir de que tipo se trata Segundo Fiúza, nada dizendo o contrato se presume ad corpus se a diferença entre o estipulado em contrato e as medidas reais for de no máximo 1/20 art. 500 CC 9.Requisitos formais Consensual, exceto se imóvel de valor superior a mais 30 salários mínimos Artigo 108-Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País.

5 10. Obrigações do vendedor Cuidar da coisa como sua ate a tradição correndo por sua conta Garantir os vícios da evicção e redibitórios Art 502 CC- débitos relativos a coisa móvel ou imóvel ate a tradição correm por conta do vendedor E demais assumidas no contrato 11. Obrigações do comprador Pagar o preço Receber a coisa no tempo e local determinados 12. Cláusulas especiais Não são comuns, mas podem ocorrer de forma extraordinária, devendo sempre ser pactuada por expresso A- Retrovenda Cláusula pela qual o vendedor se reserva o direito de readquirir a coisa do comprador restituindo-lhe o preço mais despesas Só é válida, segundo o Código Civil se o objeto do contrato for imóvel Prazo de validade de 3 anos, sob pena de se considerar não escrito o tempo que ultrapassá-lo Se o comprador se recusar a revender o vendedor poderá depositar a quantia judicialmente O vendedor poderá ceder seu direito de retrato a terceiros e transmiti-lo via hereditária a herdeiros e legatários

6 Se o comprador dispuser da coisa alienando-a ou transmitindo-a a terceiros poderá o vendedor agir contra esses desde que a cláusula esteja averbada junto a matrícula do imóvel B-Venda a contento Contrato subordinado à condição de ficar desfeito se a coisa objeto do contrato não for do agrado do comprador Deve ser sempre expressa para ter validade A venda só se reputa celebrado se o comprador aprovar a coisa, isto não impede que a coisa seja entregue de imediato O comprador que recebe a coisa será considerado comodatário empréstimo gratuito de coisas infungíveis- ate que se manifeste aceitando-a ou não Prazo para que se manifeste deve ser fixado no contrato, em sua falta poderá intimar o comprador judicialmente ou não para que exerça seu direito em prazo determinado pelo vendedor Vencido o prazo o comprador será constituído em mora, respondendo pelos danos que sofrer a coisa. CDC em todo contrato celebrado fora do estabelecimento comercial o comprador terá o prazo de 7 dias contados do recebimento para se arrepender e restituir o produto recebendo seu dinheiro de volta. C Venda sujeita a prova Modalidade da venda sujeita a contento Contrato se reputa celebrado depois que o comprador comprovar que a coisa tem as qualidades asseguradas pelo vendedor e seja adequada para a finalidade a que destina É mais restrita que a venda a contento a rejeição só será possível se a coisa não possuir as qualidades asseguradas pelo vendedor ou não for finalidade para que se destina

7 Na venda a contento basta que o produto não seja de seu agrado Aplica-se as mesmas disposições da venda a contento. D- Preempção ou preferência Cláusula pelo qual o comprador se compromete a oferecer a coisa ao vendedor se algum dia resolver vendê-la Deve ser pactuada por expresso e o vendedor só terá direito se pagar o preço exigido pelo comprador Prazo imóvel 60 dias Móvel - 3 dias Findo o prazo estará livre o vendedor Partes podem fixar prazo maior não superior a 180 dias para móvel e 2 anos para imóvel E Reserva de domínio Cláusula que garante ao vendedor a propriedade da coisa móvel já entregue ao comprador até o pagamento total do preço Apesar de já entregue a coisa o vendedor continua seu dono, comum nas vendas a prazo Só para móveis Para que possa agir contra terceiros adquirentes deve ser o contrato registrado no domicílio do comprador no cartório de títulos e documentos Ex: Bruno comprou TV de Paulo com cláusula de reserva de domínio: o objeto deverá ser individualizado a fim de que não se confunda com outros congêneres se houver dúvida e o bem for vendido a dúvida beneficiará o novo comprador Entregue a coisa responde o comprador por todos os danos que sofrer exceção ao res perit domino

8 Não paga a dívida poderá o vendedor executar a cls exigindo a restituição da coisa e restituindo o comprador as parcelas já pagas descontados os prejuízos advindos do inadimplemento alem da deterioração da coisa Pode ser que não haja nada a substituir e mais que tenha que ser paga indenização Para tal precisará o vendedor constituir o comprador em mora interpelando-o judicialmente ou protestando o título O vendedor poderá em vez de resolver o contrato executar o contrato para exigir as prestações não pagas F- Venda sobre documentos O contrato é executado mediante a entrega de documentos que representam a coisa, ou seja, tradição simbólica da coisa II - DA DOAÇÃO (Arts. 538 a 564 CC) 1.Conceito Contrato pelo qual uma pessoa por liberalidade de seu patrimônio bens ou vantagens a outra que os aceita. 2. Partes: doador e donatário 3.Caracteres jurídicos TIPICO Arts. 538 a 564 PURO NÃO É COMBINAÇAO CONSENSUAL OU FORMAL GRATUITO

9 UNILATERAL OU BILATERAL ( se for doação com encargo) PRÉ-ESTIMADO OU ALEATÓRIO EXECUÇÃO IMEDIATA OU FUTURA INDIVIDUAL PERSONALÍSSIMO 4. Elementos: a-consentimento b- Animus donandi liberalidade 5. Espécies de doação a-pura e simples ou típica é aquela na qual não há restrição ou encargo imposto pelo doador, nem subordina sua eficácia a nenhuma condição. É a liberalidade plena. b- onerosa, modal, com encargo impõe incumbência ou dever ao donatário o encargo não suspende a aquisição nem o exercício do direito ao contrario da condição pode ser imposto em benefício do doador, de terceiro ou de interesse geral seu cumprimento em caso de mora pode ser exigido judicialmente Doação com reserva de usufruto é pura e simples tem legitimidade para exigir o cumprimento o doador e o terceiro, ou o Ministério Público se for de interesse geral e o doador faleceu art. 553 CC

10 c- remuneratória - em retribuição de serviços prestados, cujo pagamento não pode ser exigido pelo donatário 6. Tipos de doação a-doação conjuntiva: Feita a mais de uma pessoa- entende-se distribuída aos beneficiários por igual 551- pode determinar direito de acrescer ao que venha a sobreviver Se os donatários forem marido e mulher a regra é o direito de acrescer 551 parágrafo único b-doação inoficiosa: É a que excede o limite que no momento da liberalidade poderia dispor em testamento- ação declaratória de nulidade da parte inoficiosa- ação de redução c-doação com cláusula de retorno ou reversão: art.-547 Permite o retorno dos bens ao doador se este sobreviver ao donatário não é possível a reversão em favor de terceiro d- Doação feita em contemplação de casamento futuro propter nupcias

11 Artigo 546 A doação feita em contemplação de casamento futuro com certa e determinada pessoa, quer pelos nubentes entre si, quer por terceiro a um deles, a ambos, ou aos filhos que, de futuro, houverem um do outro, não pode ser impugnada por falta de aceitação, e só ficará sem efeito se o casamento não se realizar. e Doação ao concubino Artigo 550 A doação do cônjuge adúltero ao seu cúmplice pode ser anulada pelo outro cônjuge, ou por seus herdeiros necessários, até dois anos depois de dissolvida a sociedade conjugal. f- Doação a entidade futura Artigo 554 A doação a entidade futura caducará se, em dois anos, esta não estiver constituída regularmente. g- Doação universal Artigo 548 É nula a doação de todos os bens sem reserva de parte, ou renda suficiente para a subsistência do doador. h-doação feita por doador já insolvente ou por ela reduzido a insolvência Configura-se fraude contra credores- ação pauliana Não é necessário provar consilium fraudis Art. 158 CC Regra de proteção a credores 7.Revogaçao da doação

12 Art. 555 CC a-por descumprimento do encargo Desde que feita a prova em juízo pelo doador Seria melhor falar em resolução/rescisão É necessário que o donatário tenha incorrido em mora (art. 562 CC) o que poderá ocorrer pelo seu vencimento Não havendo termo começa da interpelação judicial ou extrajudicial (art.397, parágrafo único, CC) Ação revocatória de doação Força maior afasta a mora B- por ingratidão do donatário Somente se for pura Obrigação moral ser grato ao benfeitor Rol dos arts. 557 e 558 CC é taxativo É de ordem pública irrenunciável antecipadamente III- DA TROCA, ESCAMBO, CÂMBIO OU PERMUTA (ART. 533) Contrato pelo qual uma das partes se obriga a transferir a outra a propriedade de um bem mediante o recebimento de outro bem que não seja dinheiro Aplicam-se as disposições da compra e venda Aplicam-se no que couber as cláusulas especiais

13 Salvo disposição em contrário cada um dos contratantes pegará metade das despesas Conterá defeito leve a troca entre ascendentes e descendentes sem consentimento expresso dos outros e do cônjuge o IV - DO CONTRATO ESTIMATÓRIO OU VENDA POR CONSIGNAÇÃO (ARTS. 534 a 537) 1.Conceito Contrato pelo qual uma pessoa entrega a outra coisa móvel para vender ficando esta com a opção de pagar o preço ou restituir a coisa dentro do prazo combinado 2.Partes Consignante o que entrega Consignatário - o que recebe 3.Caracteres jurídicos Típico 534 a 537 Misto - depósito e compra e venda Oneroso mas poderá ser gratuito se o comodotário apenas por benevolência aceitar a coisa sem se comprometer a fazer algo Bilateral Alelatório não se sabe se ocorrera a venda Individual Negociável

14 Impessoal 3.Requisitos subjetivos Capacidade geral, além de ser dono da coisa 4.Prazo temporário em geral, se indeterminado poderá haver resilição unilateral 5.Obrigações do consignatário Conservar a coisa como se fosse sua Indenizar o consignante sempre que a restituição tiver se tornado impossível, ainda que por fato não lhe imputável responsabilidade objetiva Consignatário não tem direito a reembolso de despesas com conservação da coisa No caso de gastos extraordinários só terá reembolso e retenção pelas benfeitorias úteis e necessárias, pelas voluptuárias só se autorizadas poderá ter reembolso sem direito de retenção 5.Obrigações do consignante Entregar a coisa e esperar prazo para que seja vendida Não poderá dela dispor antes da restituição VI. DO EMPRÉSTIMO:

15 Comporta duas espécies: comodato e mútuo A- Comodato (arts. 579 a 585) 1. Conceito é o empréstimo gratuito de bens infungíveis. É o empréstimo de uso. O comodatário utiliza o bem do comodante e depois o restitui. Bens fungíveis- aqueles que podem ser substituídos por outro da mesma espécie, qualidade e quantidade. Ex: alimentos Bens infungíveis são bens que não podem ser substituídos por outro da mesma espécie, qualidade e quantidade. Ex; touro reprodutor, antiguidade de família etc. Os bens infungíveis o são por sua própria natureza como os exemplos anteriores ou ainda por convenção das partes. Ou seja, são naturalmente fungíveis mas as partes o consideram infungíveis. Ex: dvds alugados, deve restituir aquele exemplar, não bastante a substituição por outro. Pode-se convencionar assim a princípio sobre quaisquer bens, embora seja bastante incomum e improvável para determinados bens. 2.Partes comodante- que empresta a coisa comodatário- que toma emprestado 3.Características/Caracteres jurídicos: Típico: arts.579 a 585

16 Puro: Real: só se considera celebrado após a entrega do bem traditio rei.antes da entrega efetiva da coisa o contrato não existe contrato (alguns insistem em considera-lo consensual) de comodato, mas sim promessa de comodato.como contrato gratuito, a promessa de comodato não é exigível, como a doação. Para ser exigível deve ser com encargo e o comodatário deve tê-lo cumprido. Gratuito: à prestação do comodante não se contrapõe uma prestação do comodatário. Se houvesse contraprestação seria locação. O contrato pode gerar, porém, algumas pequenas obrigações em relação ao comodatário, como cuidar da coisa, alimentar animais, encher o tanque, cuidar do jardim (encargo), mas não tornam o contrato oneroso. Unilateral: gera obrigações apenas para o comodatário Pré-estimado: o contrato não está subordinado à sorte futura, todos os direitos e obrigações são previamente conhecidos. De execução futura ou imediata: é celebrado em um momento e executado sucessivamente ou não Individual: só obriga as partes contratantes Negociável: pelo menos em tese são possíveis concessões recíprocas. Intuitu personae: alguns dizem que é impessoal, outros que é intermediário (Caio Mario). É, contudo, baseado na confiança, relação pessoal. No direito francês é personalíssimo. 4. Requisitos subjetivos: Capacidade genérica com duas observações: 1. tutores, curadores e administradores de bens alheios não podem dá-los em comodato sem autorização do dono ou do juiz no caso de incapacidade. 2. Não é necessário que o comodante seja proprietário da coisa, podendo ser mero possuidor. É empréstimo de uso, não opera a transferência da propriedade. Deve, porém, pedir autorização ao proprietário, no silêncio do contrato.

17 5. Requisito objetivo: A coisa comodada deve ser infungível, pode ser móvel ou imóvel. A coisa infungível pode ser naturalmente ou por convenção, devendo, neste caso, ser restituída a mesma coisa in integrum, ainda que tal coisa seja naturalmente fungível ( no caso por exemplo de mercadorias são infungíveis por convenção). O comodatário recebe as coisas no estado em que se encontram, não tendo o comodante a obrigação de repará-las ou pô-las em estado de servir. Não é como o locador que tem o dever de entrega, manutenção e garantia. 6.Requisitos formais: é contrato real, exige a traditio rei Prazo: É temporário por essência, se fosse perpétuo seria doação. Pode ser por prazo determinado ou indeterminado. Se for determinado o prazo, deverá ser respeitado, salvo se o comodante demonstrar em juízo a necessidade urgente e imprevista de reaver a coisa. Neste caso deve pagar multa contratual se for o caso, caso contrário, indeniza prejuízos. Se for por prazo indeterminado comporta resilição unilateral, ou especificamente, denúncia vazia. Ou seja, o comodante pode retomar a coisa quando quiser, respeitando um prazo razoável para utilização da coisa. 8.Obrigações do comodante:

18 Em princípio não tem, dado o caráter gratuito e unilateral do comodato. Podem, porém, surgir obrigações em duas hipóteses: 1. Reembolsar as benfeitorias necessárias e úteis, podendo o comodatário exercer o direito de retenção. 2. Indenizar o comodatário de prejuízos decorrentes de vício oculto da coisa que tenha dolosamente escondido. Ex: carro. Não é redibição!!! 9.Obrigações do comodatário: 1. O comodatário deve conservar a coisa como se fosse sua, não se escusando pelo desleixo como as próprias coisas. Se em situação de emergência o comodatário der preferência às suas coisas a coisa comodatada responde objetivamente pelos danos causados. 2. Indenizar o comodante pelos danos, se houver concorrido com culpa. 3. O comodatário não tem direito a reembolso de despesas com a conservação normal da coisa. No caso de gastos extraordinários, aplica-se a regra geral das benfeitorias nas obrigações de restituir coisa certa. 4. Restituir a coisa comodada no prazo ajustado, ou não havendo prazo, quando lhe for requisitada, respeitado o prazo razoável para que dela se utilize. Uma vez constituído em mora o comodatário estará sujeito ao pagamento de aluguéis, ainda que exorbitantes, pois sua natureza jurídica é de pena não de contraprestação. (Orlando Gomes quase que isoladamente opinião diversa) 5. Se for mais de um comodatário, serão solidariamente responsáveis. B-MÚTUO ( arts.586 a 592) 1.Conceito

19 Mutuo é o empréstimo gratuito ou oneroso de bens fungíveis. É o contrato pelo qual uma das partes empresta a outra fungível ficando esta obrigada a restituirlhe coisa da mesma espécie qualidade e quantidade. Art. 586 Há transferência do domínio da coisa emprestada ao mutuário, que se torna proprietário e consequentemente responde pelos riscos da coisa desde a tradição Art. 587 De fato, há impossibilidade da restituição na sua individualidade, é contrato translativo, segundo Orlando Gomes. É empréstimo para consumo, pois o mutuário devolverá outra da mesma espécie, em geral as coisa fungíveis se consumem pelo uso ( art. 85) 2.Quadro distintivo: mútuo e comodato Mutuo Comodato Coisas fungíveis Gratuito ou oneroso Translatício de domínio Empréstimo de consumo Permite a alienação da coisa emprestada Coisas infungíveis Gratuito Translatício de posse direta Empréstimo de uso Não permite a alienação 3.Partes: mutuante- o que empresta a coisa mutuário- o que toma emprestado

20 4.Características/Caracteres juridicos: Típico: arts.586 a 592 Puro: Real: só se considera celebrado após a entrega do bem traditio rei. Antes da entrega efetiva da coisa o contrato não existe contrato (alguns insistem em considerá-lo consensual sendo inútil essa distinção, para eles a tradição seria apenas o primeiro ato executório do mútuo). Gratuito em essência, podendo ser oneroso: em regra à prestação do mutuante não se contrapõe uma prestação do mutuário, além de restituir coisa da mesma espécie, qualidade e quantidade. Ex: em caso de dinheiro, se houver juros é oneroso limite legal taxa que estiver em vigor para mora do pagamento dos impostos devidos à Fazenda Nacional- ar taxa Selic Para que seja oneroso é necessária cláusula expressa. Ex: acréscimo de juros Obs. Correção monetária não o torno oneroso, é apenas recomposição do valor devido. Unilateral, a princípio só gera obrigações apenas para o mutuário, segundo Orlando Gomes a estipulação de juros o torna oneroso e não bilateral, responde ou faz parte da contraprestação. Pré-estimado: o contrato não está subordinado à sorte futura, todos os direitos e obrigações são previamente conhecidos, eventualmente poderá ser aleatório, se a prestação do mutuário se alterar de acordo com a variação de algum índice Individual: só obriga as partes contratantes Negociável ou de adesão (ex SFH)

21 Impessoal 5.Requisito subjetivo: Capacidade genérica o mutuante deve ser dono da coisa ou ter autorização do dono, isso porque é translatício de domínio, opera a transferência da coisa mutuada. Ex. saco de arroz se o contrato for realizado por quem não é dono o verdadeiro dono poderá reivindicar a coisa, e se esta não existir poderá exigir perdas e danos. a doutrina não entende que o mútuo é contrato de alienação, como a compra e venda pois este não é o seu fim, sua ocorrência é acidental o mútuo feito a menor não lhe é exigível e nem a seu representante se este não o autorizou. Art. 588, art. 166, I, 171, I, algumas exceções a esta regra: Art. 589 a- quando realizada ratificação pelo próprio menor quando torna-se capaz ou pelo seu representante legal b- quando o menor tiver patrimônio próprio, responderá dentro das forças do patrimônio intra vires patrimonii c- quando dolosamente esconde a sua idade art. 180 (ver artigo 1691 CC) 6.Requisito objetivo: A coisa mutuada deve ser fungível e de propriedade do mutuante ou com seu consentimento

22 7.Requisito formal: é contrato real, exige a traditio rei 8.Prazo: É temporário por essência, se fosse perpétuo e gratuito seria doação, se perpétuo e oneroso, seria compra e venda. Pode ser por prazo determinado ou indeterminado. Se for determinado o prazo, deverá ser respeitado, salvo no caso de moratória legal, isto é, quando a própria lei determinar O mutuante, em princípio, não pode exigir de volta a coisa antes do prazo assinalado Se não for estipulado pode ser presumido em algumas hipóteses, exemplificadamente Art. 592 a- Se é empréstimo de dinheiro para a plantio de colheita, ate a próxima colheita b- De 30 dias se for pecuniário 9.Obrigações do mutuante: Em princípio não tem, a tradição é o próprio ato de celebração do contrato.

23 10.Obrigações do comodatário: O mutuário devera restituir coisa na mesma quantidade, espécie e qualidade Se impossível a restituição por causa não lhe imputável caberá a restituição em dinheiro Se impossível a restituição por conduta culposa, além da substituição por dinheiro devera arcar com perdas e danos. O mutuante não pode ser compelido a receber parceladamente, se assim não for pactuado O mutuante poderá exigir garantia da restituição ( real hipoteca- penhor ou fidejussória- fiança)- art. 590 e 477 CDC tem regra fixando que nos financiamentos para consumo o consumidormutuário terá direito a abatimento de juros e demais acréscimos se efetuar o adiantamento de parcelas O mútuo em dinheiro só pode ser exigido em moeda nacional, exceto nos contratos internacionais do comércio. Decreto lei 857/69 recepcionado pelo plano real Segundo o CDC as instituições financeiras se sujeitam a suas normas Súmula 297 STJ, STF ADI O comodatário deve conservar a coisa como se fosse sua, não se escusando pelo desleixo como as próprias coisas. Se em situação de emergência o comodatário der preferência às suas coisas à coisa emprestada responde objetivamente pelos danos causados. 7. Indenizar o comodante pelos danos, se houver concorrido com culpa.

24 8. O comodatário não tem direito a reembolso de despesas com a conservação normal da coisa. No caso de gastos extraordinários, aplica-se a regra geral das benfeitorias nas obrigações de restituir coisa certa. 9. Restituir a coisa comodada no prazo ajustado, ou não havendo prazo, quando lhe for requisitada, respeitado o prazo razoável para que dela se utilize. Uma vez constituído em mora o comodatário estará sujeito ao pagamento de aluguéis, ainda que exorbitantes, pois sua natureza jurídica é de pena não de contraprestação. 10. Se for mais de um comodatário, serão solidariamente responsáveis. VII DO DEPÓSITO (arts. 627 a 652) 1. Conceito: Depósito é o contrato pelo qual uma pessoa recebe objeto móvel para guardar até que o depositante o reclame Art Partes: A pessoa que entrega a coisa é denominada depositante. A pessoa que guarda é denominada depositário. 3. Características/Caracteres jurídicos: Típico: tipificado no código civil, arts. 627 a 652.

25 puro Real: a grande maioria da doutrina o considera um contrato real. Contrato real é aquele que só se perfaz com a entrega da coisa. Para se realizar efetivamente é necessário que haja a traditio. Este entendimento se dá em razão do art. 627 Uma parte da doutrina o considera consensual. Antes da entrega efetiva da coisa se realizaria um contrato promissório, uma promessa de depósito. Neste caso a entrega efetiva da coisa seria apenas o primeiro ato de execução contratual. Relembrando: Contrato real é aquele que só se considera celebrado após a traditio rei, entrega da coisa. Antes da entrega da coisa ele não é considerado celebrado. Contrato consensual é aquele que é considerado celebrado a partir do momento em que ocorre o acordo de vontade entre as partes, solo consensu. A regra é a adoção do princípio do consensualismo. Gratuito: o contrato de depósito é, por natureza, gratuito, mas pode ser oneroso por disposição expressa. Então é gratuito por presunção, mas se for da profissão do depositário ou caso seja depósito necessário, presumir-se-á oneroso. Relembrando: Contrato gratuito: uma das partes não adquire nenhum ônus com a celebração do contrato. Não há contraprestação, apenas prestação. Uma das partes só tem vantagem.

26 Contrato oneroso: ambas as partes suportam um ônus correspondente à vantagem que obtém. Em Roma, o contrato de depósito era essencialmente gratuito. Se houvesse qualquer forma de pagamento pelo depósito, configurar-se-ia a locação e não depósito. No direito moderno, porém, mesmo que haja uma retribuição pelo depósito, ele conserva as suas características. Desta forma, se não houver disposição expressa no contrato, não há ônus para o depositante. Pré-estimado Temporário: não pode haver depósito eterno, o que seria doação. O depositário tem a obrigação de devolver a coisa no momento em que for pedida. Intuitu personae ou impessoal? ( em sua origem foi concebido baseado na confiança, portanto, personalíssimo, hoje, é impessoal) Em Roma o contrato de depósito era intuitu personae porque era celebrado com base na confiança do depositante na pessoa do depositário. Até hoje, parte mais tradicional da doutrina o considera intuitu personae. Na sociedade moderna, porém, esta característica não está mais presente. A maioria dos contratos de depósito celebrado tem por parte empresa organizada comercialmente para explorar o depósito como atividade lucrativa. Na atualidade é um contrato impessoal porque pouco importa a pessoa do depositante, o que interessa é que zele pelo objeto. de adesão ou negociável? Na atual sociedade, outra característica que tem predominado nos contratos de depósito é o fato de ele ser, geralmente, um contrato de adesão. Não há possibilidade de se discutir as cláusulas contratuais. São elaboradas pelo depositário.

27 É importante lembrar que não é uma caraterística do contrato de depósito, que é naturalmente livremente negociado. Esta é apenas uma tendência contemporânea. 4. Requisito subjetivo: Capacidade genérica; Os menores relativamente capazes podem efetuar depósito (por exemplo movimentar contas bancárias) desde que autorizados por seu assistente; contrato de depósito não exige que o depositante seja proprietário da coisa depositada, basta que ele tenha capacidade para administrá-la; Ex: motorista com carro de empresa O depositário tem que ter a capacidade genérica para se obrigar. Se na pendência do contrato ele se tornar incapaz, como ocorrerá? Declarando-se a incapacidade o Juiz nomeia uma pessoa para administrar seus bens. Este curador deverá restituir o bem depositado para o depositante. Se o depositante não quiser, ou não puder recebê-lo, o administrador deverá recolhê-lo ao depósito público ou promover a nomeação de novo depositário. 5. Requisitos objetivos: O objeto do contrato de depósito, em regra é um bem móvel. Não importa se seja fungível ou infungível. Discute-se se os bens imateriais podem ser depositados. A melhor doutrina diz que sim. Caio Mário diz que quanto aos bens imateriais que se corporificam não resta dúvida. Carnelutti vai mais além dizendo que todos os bens imateriais se corporificam, necessitam de um quid exterior, com o qual se materializam. Ex: ações de uma bolsa, software. Em suma, pode ser corpóreo ou incorpóreo

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