INICIAÇÃO Revista Eletrônica de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística

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1 HOLOFACE: MODELAGEM DE OBJETOS TRIDIMENSIONAIS INTERATIVOS Vídeo 3D: Da Filmagem a Veiculação à Internet Yan Desio Waack Constantino 1 Romero Tori 2 Linha de Pesquisa: Tecnologia Aplicada Projeto: Holoface Resumo Esse texto trata de 3D estereoscópico e explica todo o processo estudado para possibilitar a criação de um video documentário. A principal característica estudada foi a capacidade de simular volume e profundidade, tornando os modelos mais reais e impactantes. Atualmente a indústria audiovisual investe muito nesse meio de exportação de conteúdo, pois torna seus materiais mais atrativos e atraem mais capital. Ao contrário do que as grandes empresas do audiovisual visam e fazem com a tecnologia estereoscópica, o LPAI (Laboratório de Pesquisa em Ambientes Interativos) não está interessado em atrair atenção através da estereoscopia. O laboratório visa utilizar o 3D para criar simulações holográficas tanto nos projetos desenvolvidos pelo 1 Estudante do Curso de Tecnologia em Produção Audiovisual; Bolsista do CNPq; 2 Professor do Centro Universitário Senac; 1

2 laboratório quanto na questão de divulgação. O 3D estereoscópico gerado no vídeo pretende transmitir e o visual e as sensações que o projeto apresentado traz ao interator, o usuário. O foco foi em fazer o máximo de testes e estudos possíveis para preparar o solo para que no próximo ano este seja desenvolvido. Palavras-Chave: 3D. estereoscopia. Vídeo 3D. Paralaxe. Realidade Aumentada Abstract This paper deals with stereoscopic 3D and explains the whole process studied to enable the creation of a video documentary. The main feature studied was the ability to simulate volume and depth, making the models more realistic and impactful. Currently the audiovisual industry invests heavily in this environment of export content, because it makes its materials more attractive and attract more capital. Rather than many companies in the audiovisual aim and do with stereoscopic technology, the LPAI (Research Laboratory Interactive Environments) is not interested in attracting attention through stereoscopy. The laboratory aims to use the 3D to create holographic simulations in the projects developed and in the matter of disclosure. The stereoscopic 3D generated in the video intends to transmit the feelings thatthe project presented brings to the interactor, the user. The focus was on making the maximum of tests and studies possible to "prepare the ground" so that next year this will be developed. Keywords: 3D. stereoscopy. 3D Video. Parallax. Augmented Reality 2

3 Introdução Tem se como objetivo final a produção de um vídeo que apresente suas pesquisas e projetos do LPAI usando tecnologia 3D. A ideia seria simular, através de um vídeo estereoscópico, a interação holográfica de forma semelhante a aquela percebida pelo interator. Antes de iniciar a captação passou-se por um período de estudos sobre filmagem estereoscópica e seus processos técnicos (SOUZA, 2009). Ficou decidido fazer todo o estudo teórico, os primeiros testes e a pré-produção do vídeo, deixando-se para um segundo projeto a captação das imagens e pós-produção. O primeiro passo, após decidir que o vídeo seria vinculado ao site Youtube, foi fazer todos os testes necessários para fazer o upload de material 3D estereoscópico ao site. Depois passou-se aos testes que envolviam as câmeras e suas relações com a paralaxe, maneira que as câmeras devem ser dispostas, distância interocular e a convergência. Objeto da pesquisa A partir de um dos projetos feitos pelo laboratório, o Livro 3D(TORI, 2011), um livro virtual com manipulação direta, em que o usuário controla o movimento das páginas através do Kinect, dispositivo criado para o console Xbox 360 da Microsoft para que o jogador possa interagir com o jogo sem a necessidade de ter um controle em mãos. O objetivo do Livro 3D é simular com o máximo de realismo possível, o processo de leitura de livros reais numa interface holográfica de manipulação direta. Assim foi decidido produzir um vídeo 3D estereoscópico. A partir deste 3

4 ponto deu-se inicio ao estudo voltado a relação de filmagens e estereoscópia e cinema 3D. Metodologia Primeiro, vamos definir e dividir as etapas de produção de um conteúdo audiovisual em três. A primeira é a pré-produção, a segunda é a produção e em seguida a pós produção. A definição das etapas é bem simples, mas ter conciência delas facilita na destruibição de trabalho e atenção no momento de criação do material audiovisual. A pré-produção é o momento em que a preparação de todo o material necessário para dar-se inicio à produção efetivamente. Esse é o momento de desenvolver o roteiro e estudos como, por exemplo, sobre planos de camera. Aqui não foi diferente, a princípio foram desenvolvidos roteiros que foram discutidos pela equipe para alcançar um conciderado ideal e só após concluir essa etapa foi dado inicio ao testes e estudos de câmera. A etapa de produção é basicamente o momento onde toda a captura é feita, onde dá-se início ao momento das filmagens. Ficou decidido desenvolver toda a parte teórica e iniciar os primeiros testes, principalmente voltados a estereoscópia, para esclarecer e facilitar a produção em um momento mais oportuno. Os testes que envolviam, principalmente, as câmeras e suas relações com a paralaxe, maneira que as câmeras devem ser dispostas, distância interocular e a convergência. 4

5 Por fim, a etapa de pos-produção. Aqui o material capturado é tratado e editado para alcançar o nivel e a linguagem visual desejada. Na pós-produção pesquisou-se meios de editar as filmagens, criar estereoscópia e a veiculação em sites de compartilhamento de videos, no caso o Youtube. É desejo do laboratório produzir um video em 3D estereoscópico, logo o site que fosse escolhido deveria suportar tal formato de video e o Youtube apresenta boas soluções para esse caso. Resultados e discussão Iniciamos o processo de criação do vídeo documentário pela préprodução, tenha sempre em mente as três etapas de produção citadas no tópico: metodologia. Nessa fase foi escrito exemplos de roteiros que foram revisados e discutidos diversas vezes até alcançar e suprir toda a informação que foi considerada necessária. As discussões sobre os roteiros eram em torno de, além de conter uma linguagem de documentário, criar algo autoexplicativo e breve, fazer com que apenas as imagens mostrassem e traduzissem tudo o que queria ser transmitido. Sendo assim, dois roteiros foram escritos, o primeiro possui nove cenas e contém narrador, a narração é simples e direta, as imagens do vídeo dizem mais que as palavras. O segundo também possui nove cenas, mas esse não conta com a presença de narrador e as imagens descritas são ainda mais autoexplicativas. Após desenvolver o roteiro passamos para a produção, onde realizaríamos todos os estudos iniciais e testes de câmera. Os estudos foram colocados antes da criação do Storyboard, principalmente pela necessidade de compreender como as câmeras se posicionariam e como 5

6 a imagem captada se comportaria para depois definir com precisão toda a questão cenas, movimentos de câmera e planos do vídeo documentário. Como já foi citado, dividimos os estudos iniciais em quatro fases. Estudamos paralaxe, posicionamento de câmeras, distância interocular e convergência das imagens. No caso de filmagens em 3D a paralaxe é à distância entre duas imagens que formam o par estereoscópico. Essa distância permite enxergarmos os objetos em posições diferentes na tela, ou mais próximo ou mais afastado, e em uma cena podem conter vários objetos com paralaxes diferentes para regular a posição e proximidade de cada uma no filme. Tendo isso em mente, passamos ao estudo das câmeras em captação estereoscópica. Uma das informações mais importantes em relação a esses equipamentos é que as imagens devem ser iguais e começar e acabar no mesmo ponto. Portanto as câmeras precisam ser idênticas. Existe mais de uma maneira de se dispor as câmeras para conseguir imagens estereoscópicas convincentes, entre elas as mais eficientes são colocá-las lado a lado com a mesma distância em relação ao objeto que será filmado ou colocá-las lado a lado com uma delas invertida na vertical, possibilitando a aproximação das lentes ao máximo (nesse caso a imagem da câmera invertida deverá ser espelhada na vertical durante a pós produção, antes de ser processada na visualização estereoscópica). A distância interocular é, basicamente, a distancia de uma lente com a outra, e é essa distância que vai regular a profundidade do efeito 6

7 3D produzido pela estereoscopia. Quanto mais distante uma lente da outra mais evidente fica a sensação de três dimensões da imagem. Somente depois de ter todas essas questões esclarecidas, iniciamos testes práticos de filmagem para conseguir as imagens em 3D. Simultaneamente aos estudos citados, desenvolviam-se estudos sobre a veiculação do vídeo no Youtube. O site Youtube permite o compartilhamento de vídeos em 3D e como a estereoscopia é um assunto presente durante a pesquisa e a evidente necessidade de um arquivo em vídeo sobre a pesquisa feita no laboratório, iniciamos estudos de estereoscopia voltados para publicação nesse canal de distribuição de imagens em movimento e sobre quais seriam boas soluções para gerar um material de qualidade em 3D. Após pesquisas sobre programas de captura de tela, ou seja, programas que filmam as imagens que passam na tela do computador, iniciamos diversos testes. Primeiro as capturas foram feitas normalmente e editadas pelo próprio Youtube para criar vídeos em 3D e em seguida começamos a capturar pequenos vídeos testes, de poucos minutos, da tela do computador (onde filmávamos o projeto livro 3D). Esses vídeos eram gerados lado a lado pelo programa, ou seja, a imagem era duplicada e posta uma ao lado da outra e assim através de tags (ou palavras-chave) e de configurações no youtube as imagens eram sobrepostas, criando vídeos em 3D. Após algumas falhas e acertos, passamos a filmar o projeto já em anaglifo (Estereoscopia baseada em óculos de cores diferentes). O próprio programa criava a estereoscopia que era filmada e posta no Youtube. Os primeiros vídeos foram feitos em baixa qualidade, mas conforme os estudos iam progredindo, com alguns 7

8 resultados positivos, capturamos o mesmo material em alta qualidade, o que acabou sendo excelente para leitura por Tablets. Conclusões O que foi concluído com os testes é um breve passo-a-passo de como vincular vídeos no Youtube e como gerar estereoscopia nesse site. Após fazer a filmagem (captura), com duas câmeras use um software de edição para deixar as imagens geradas uma ao lado da outra e então, faça o upload do vídeo. Durante o upload, é possível alterar as configurações e nesse ponto existe a possibilidade de gerar estereoscopia unindo as imagens do vídeo. Ainda é possível modificar a posição da imagem referente ao olho direito e a referente ao olho esquerdo, permitindo maior controle sobre o 3D produzido. Existem algumas dificuldades em filmar o conteúdo necessário para o vídeo documentário sobre o projeto, entre elas a necessidade de um tripé com suporte para duas câmeras é a mais evidente devido à dificuldade em se manter as câmeras paradas na mesma posição durante toda a captação do vídeo. 8

9 Referências - Souza, Hélio. Processos técnicos e artísticos para realização de filme documentário 3D estereoscópico, PARDINHO, V.; TORI, R. Design de Interação para leitura de livros digitais com paradigma holográfico e reconhecimento de gestos. Centro Universitário Senac,

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