Congresso Internacional de Gestão da Inovação no Setor Público CIGISP , abril, Brasília/Brasil

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1 Congresso Internacional de Gestão da Inovação no Setor Público CIGISP , abril, Brasília/Brasil Proposta de equacionamento de conflito ambiental e urbanístico: plantio de eucalipto na faixa lateral de segurança de estrada vicinal municipal Luiz César Ribas Engenheiro Florestal, Professor Assistente Doutor Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, Campus de Botucatu/SP Thais Indiano Programa de Pós-Graduação em Planejamento e Análise de Políticas Públicas, FCHS, UNESP, Campus de Franca/SP

2 1. Introdução Meio ambiente Preocupação da população brasileira (concentração urbana) Questão também urbanística e habitacional e questão também do meio rural Problemas e conflitos ambientais e urbanísticos tanto em área urbana quanto em área rural

3 Problema (conflito) apresentado Proprietários rurais locais versus Grande Investidor Florestal Coordenadoria de Assistência Técnica Integral CATI EDR-Botucatu Ocupação das faixas (margens) laterais de segurança de uma estrada vicinal pelo plantio de eucalipto Alegação: riscos à segurança patrimonial e à vida quando do trânsito por veículos pelo local Estrada vicinal Estrada local, destinada principalmente a dar acesso a propriedades lindeiras ou caminho que liga povoações relativamente pequenas e próximas (DNIT, 2007)

4 2. Objetivo do Trabalho Parecer técnico e legal que pudesse fundamentar o pleito dos moradores locais com respeito à demanda florestal instalada nas margens de determinada rodovia vicinal municipal Apontar as inviabilidades legais para a ocupação irregular às margens de rodovias, que proporcionam a falta de segurança das pessoas e seus bens que por ali circulam e as possibilidades de proteção e inibição dessa prática desordenada de urbanização.

5 3. Metodologia 3.1 Pesquisa exploratória + revisão bibliográfica sobre temas correlatados ao tema Ocupação das áreas marginais (faixas de domínio) às rodovias enumeradas como faixas de domínio, faixas de servidão, faixas de segurança e áreas non aedificandi 3.2 Levantamento da evolução e da legislação em vigor no Brasil para ocupação dessas áreas 3.3 Procedimentos metodológicos Método dedutivo parecer técnico e legal do case

6 4. Resultados e Discussão Faixa de Segurança DNIT (2015): Conforme o Art. 50 do Código de Trânsito Brasileiro, o uso de faixas laterais de domínio e das áreas adjacentes às estradas e rodovias obedecerá às condições de segurança do trânsito estabelecidas pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via.

7 Art. 4º, Inc. III, da Lei n /91 ao longo das águas correntes e dormentes e das faixas de domínio público das rodovias e ferrovias, será obrigatória a reserva de uma faixa não-edificável de 15 (quinze) metros de cada lado, salvo maiores exigências da legislação específica; (Redação dada pela Lei nº , de 2004) Art. 5º. O Poder Público competente poderá complementarmente exigir, em cada loteamento, a reserva de faixa non aedificandi destinada a equipamentos urbanos. Parágrafo único - Consideram-se urbanos os equipamentos públicos de abastecimento de água, serviços de esgotos, energia elétrica, coletas de águas pluviais, rede telefônica e gás canalizado.

8 Haveria que se destacar que a imposição da restrição de área non aedificandi "tem como finalidade assegurar a segurança de pessoas e bens que trafegam nas rodovias, a segurança de pessoas (e de seus bens) que constroem prédios às margens das rodovias, e ainda propiciar ao Poder Público condições de realizar obras de conservação das vias. TRF-1 - AGRAVO DE INSTRUMENTO AG AM (TRF-1). Data de publicação: 04/07/2013. Fonte: MARGEM+DAS+RODOVIAS+PUBLICAS

9 A propósito da regulamentação das faixas de segurança de estradas vicinais não haveria que se olvidar de Cardoso (2015) que, com respeito à rodovia municipal, discorreu sobre a questão da faixa de domínio, consideradas as áreas de terras determinadas legalmente por decreto de Utilidade Pública para uso rodoviário, sendo ou não, desapropriadas, cujos limites foram estabelecidos em conformidade com a necessidade prevista no projeto de engenharia rodoviária.

10 A rede de telefonia e a rede de energia elétrica têm dispositivos normativos específicos esparsos que são estabelecidos e fiscalizados pelas Agências Reguladoras (Anatel e Aneel).

11 Afora a questão da faixa de domínio e da faixa non aedificandi, ainda teria a questão da faixa de servidão para a rede de energia elétrica (a qual, por analogia, ainda que com base em legislação específica, também poderia ser aplicada à rede de telefonia ao que tudo indica). Faixas de Servidão, também chamadas de faixas de segurança, são áreas do terreno com restrição imposta à faculdade de uso e gozo do proprietário, cujo domínio e uso é atribuído à concessionária de energia elétrica regional, para permitir a implantação, operação e manutenção do seu sistema elétrico. A largura da faixa de segurança para redes de distribuição rurais até 22kV é 15 metros, distribuídos em 7,5 metros de cada lado em relação ao eixo da rede. A largura da faixa de segurança para redes de distribuição rurais de 34,5kV é 20 metros, distribuídos em 10 metros de cada lado em relação ao eixo da rede. A largura da faixa de segurança de uma linha de transmissão de energia elétrica (tensão igual ou superior a 69kV) deve ser determinada levando-se em conta o balanço dos cabos devidos à ação do vento, efeitos elétricos e posicionamento das fundações de suportes e estais. Neste caso, deve-se procurar a concessionária local antes da construção do padrão de entrada para a definição da largura da faixa de segurança, pois esta definição será pontual e dependerá do tipo da linha de transmissão. Normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT (NBR 5410 e 5419), com as Resoluções Nº 395/2009, 414/2010 e 479/2012 da ANEEL. Fonte:

12 Como se não bastasse, ainda com respeito à rede de energia elétrica se qualquer obstáculo ou elemento encostarem na fiação (não somente um dos fios, como fazem os pássaros), o circuito elétrico se fechará e haverá um curto circuito e, por extensão, prejuízos e danos materiais, patrimoniais, econômicos e mesmo à integridade física de pessoas e coisas. Fonte:

13 Por fim, com respeito à localização de qualquer obstáculo ou elemento em área relacionada à toda e qualquer rodovia como, por exemplo, o plantio arbóreo, não se deve desconsidera o disposto no art. 95, do Código Brasileiro de Trânsito que dispõe, textualmente, que nenhuma obra ou evento que possa perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e pedestres, ou colocar em risco sua segurança, será iniciada sem permissão prévia do órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via BRASIL. Lei n , de 23 de setembro de Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Disponível em:< Acesso:

14 Empoderamento dos Municípios Estatuto da Cidade Exemplos: Plano Diretor, de planejamento de sua política habitacional, organizando seu crescimento e desenvolvimento, respeitando os limites da segurança pública e do meio ambiente indispensável para delimitação e direcionamento do desenvolvimento do município. É necessário a promoção de um crescimento equilibrado, seguro e sustentável, aplicando e fiscalizando a legislação.

15 5. Conclusão É possível valer-se de uma série de dispositivos normativos (muito embora, no presente momento, ainda difusos e, portanto, ainda não preponderantemente utilizados pelo Poder Público Municipal, para fins de devido equacionamento de conflitos ambientais e urbanísticos, tais como, o plantio de eucalipto na faixa lateral de segurança de estrada vicinal adequadamente integrados), que devem ser necessária e municipal.

16 A estratégia de gestão municipal de tais conflitos deve-se pautar-se, grosso modo, no seguinte conjunto de normais e leis: (i) Lei n , de 19 de dezembro de 1979; (ii) Lei n , de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro; (iii) Normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 5410 e 5419, Resoluções Nº 395/2009, 414/2010 e 479/2012 da ANEEL, bem como legislação específica de rede de telefonia e de rede de energia elétrica estabelecidas e fiscalizadas pelas Agências Reguladoras Anatel e Aneel (CEMIG, 2015); (iv) dispositivos normativos do DNIT, e; (iv): Agravo de Instrumento AG AM (TRF-1), publicado em 04/07/2013 (JUSBRASIL, 2013), dentre outros.

17 6. Referências BRASIL. Estatuto da Cidade. Lei n , de 10 de julho de Disponível em: < Acesso: Lei n , de 19 de Dezembro de Dispõe sobre o Parcelamento do Solo Urbano e dá outras Providências Disponível em:< Acesso: Lei n , de 23 de Setembro de Institui o Código de Trânsito Brasileiro Disponível em:< Acesso: CARDOSO, L. C. Conceitos de Faixa de Domínio e Área Non Aedificandi. Disponível em: < Acesso: CEMIG. Legislação aplicável. Disponível em:<http://www.cemig.com.br/ptbr/atendimento/clientes/documents/normas%20t%c3%a9cnicas/nd5_3_000001p.pdf>. Acesso: DNIT. Faixa de domínio. Disponível em:< >. Acesso: Terminologias rodoviárias usualmente utilizadas Disponível em:< Acesso: JUSBRASIL. Agravo de Instrumento AG AM (TRF-1). Data de publicação: 04/07/ Disponível em:<http://www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/busca?q=non+aedificandi+a+margem+d AS+RODOVIAS+PUBLICAS> Acesso:

18 Muito Obrigado! Luiz César Ribas

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