Perfil e desafios dos microempreendedores no Brasil

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1 Perfil e desafios dos microempreendedores no Brasil Adriana Fontes IETS e UFRJ Brasília, 13 de maio de 2009.

2 Introdução O que é informalidade? Fenômeno multidimensinoal Presente na sociedade nas: empresas, empregos, previdência social, direitos de propriedade, consumo de serviços de utilidade pública, etc. Economia informal = trabalho por conta própria e donos de pequenos negócios. Problema ou solução? Produtividade, arrecadação do governo e bem-estar Grande absorvedores de mão-de-obra Fonte de sustento das famílias mais pobres. Alternativa ao desemprego ou estratégia de vida.

3 Alta heterogeneidade Funcionário público Empregado com carteira Empregado sem carteira Trabalhador doméstico Trabalhador por conta própria Empregador Índice de Gini 0,46 0,49 0,50 0,32 0,57 0,54 Fonte: PME/IBGE

4 Base de dados ECINF/IBGE, realizada em 1997 e Unidades econômicas de trabalhadores por conta própria e de empregadores com até cinco empregados, moradores de áreas urbanas, sejam elas a atividade principal de seus proprietários ou atividades secundárias. Características das unidades econômicas dos empreendedores e da população ocupada

5 Quantos são? Em 2003, existiam microempreendimentos no Brasil, 9% a mais do que o registrado em Ocupavam ao todo 13,9 milhões de pessoas, incluindo trabalhadores por conta própria, pequenos empregadores, empregados com e sem carteira de trabalho assinada, além dos trabalhadores não-remunerados.

6 Quem são os microempreendedores? Grande maioria trabalhadores por conta própria (88%) 2/3 são homens Pretos e pardos (56%) 68% chefes do domicilio Idade média: 41 anos 27% nasceram em outros estados Escolaridade média: 7 anos de estudo.

7 Nível de instrução 37% 20% 14% 9% 9% 8% 3% Sem instrução ou menos de um ano de estudo 1º grau incompleto 1º grau completo 2º grau incompleto 2º grau completo Superior incompleto Superior completo

8 Motivo de abertura Não encontrou emprego 31% Complementação da renda familiar Independência 16% 18% Experiência na área 8% Tradição familiar 8% Negócio promissor 7% Outro motivo 6% Era um trabalho secundário Horário flexível Oportunidade de fazer sociedade 1% 2% 2%

9 Motivo de abertura por nível de instrução por necessidade por opção 32,8 39,9 46,4 45,9 48,9 57,8 60,7 67,2 60,1 53,6 54,1 51,1 42,2 39,3 Sem instrução ou menos de um ano de estudo 1º grau incompleto 1º grau completo 2º grau incompleto 2º grau completo Superior incompleto Superior completo

10 Capital inicial Empréstimo; 12% Não teve; 30% Capital próprio; 58%

11 Tempo como proprietário 31% 26% 20% 12% 12% Até 1 ano Mais de 1 a 3 anos Mais de 3 a 5 anos Mais de 5 a 10 anos Mais de 10 anos

12 Expectativas dos microempreendedores Abandonar a atividade e procurar emprego 16% Não sabe 7% Outros planos 3% Aumentar o negócio 38% Mudar de atividade e continuar independente 10% Continuar o negócio no mesmo nível 26%

13 Principais problemas Falta de clientes 31% Concorrência muito grande 25% Falta de capital próprio 16% Baixo lucro 13% Outras dificuldades 7% Falta de crédito 4% Falta de instalações adequadas 3% Problemas com fiscalização/regularização do negócio 1% Falta de mão-de-obra qualificada 1%

14 Mão-de-obra ocupada Metade são empregados sem carteira, 38% com carteira e 12% não remunerados. Grande maioria (90%) entrou no negócio por relações pessoais. Metade dos ocupados são parentes dos donos. Jornada de trabalho de 48 horas semanais.

15 Características dos negócios Caráter domiciliar predominante: 27% funcionam no domicílio do dono do negócio e 20% no domicílio do cliente. Clientela variada sendo constituída, basicamente, de pessoas; Baixa sazonalidade: 90% dos negócios funcionam todos os meses do ano; Receita mensal media é R$ Cerca de 73% das empresas são lucrativas. 24

16 Distribuição setorial Comércio e Reparação 33% Construção Civil 18% Indústrias de Transformação e Extrativa 16% Transporte, Armazenagem e Comunicações 8% Outros Serviços Coletivos, Sociais e Pessoais 8% Serviços de Alojamento e Alimentação Atividades Imobiliárias, Aluguéis e Serviços Prestados às Empresas 6% 7% Educação, Saúde e Serviços Sociais 3%

17 Formalização Indicadores de formalização número % Total Possui registro de microempresa % Aderiu ao sistema SIMPLES % Possui licença municipal ou estadual % Filiado a sindicato ou órgão de classe % Tem constituição jurídica %

18 Formalização Dificuldades na regularização do negócio número % Total Não teve dificuldade % Não tentou regularizar % Grande burocracia na regularização % O custo era alto % Falta de informação/orientação % Não queria pagar impostos % Não queria ter gastos com contador % Outros % Sem declaração %

19 Previdência Apenas 23% contribuem. 20% dos trabalhadores por conta própria, 45% dos empregadores. Motivo para não contribuir % Acha o custo elevado 41,54 Falta conhecimento sobre as regras de aposentadoria 14,76 Acha que não vale a pena a remuneração final 6,07 Não considera importante 5,39 Já é aposentado 8,76 Acha o tempo de contribuição muito longo 5,36 Outro motivo 17,53

20 Serviços considerados importantes Crédito Formação profissional Apoio à comercialização Capacitação em gestão Assistência técnica Assistência contábil Assistência jurídica

21 Acesso a serviços financeiros 66,7 conta-propria empregador 46,5 35,4 31,4 24,0 22,8 13,2 5,0 Conta corrente Cartao de credito Emprestimo Poupanca

22 Acesso a outros serviços Apenas 21% fizeram curso de especialização ou formação profissional voltado para o negócio. Menos de 5% receberam algum tipo de assistência técnica, juridica ou financeira. 89% não utilizam informática.

23 Considerações finais Microempreendedores são alvo fundamental de uma acão integrada de transição para a formalidade. É preciso conhecê-lo melhor para apoiá-lo no sentido de dar acesso aos diferentes mercados. O desafio é criar as condições necessárias ao aumento da produtividade e os incentivos corretos para redução das diversas formas de informalidade envolvidas nestes negócios.

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