A cidade do governo dos homens: O advento do social e a destruição da esfera pública na modernidade

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A cidade do governo dos homens: O advento do social e a destruição da esfera pública na modernidade"

Transcrição

1 A cidade do governo dos homens: O advento do social e a destruição da esfera pública na modernidade Gustavo Chaves de França Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura da UFBA Bacharel em Direito pela Universidade Católica do Salvador. RESUMO O presente trabalho pretende discutir de que forma a destruição da esfera da esfera pública do comum estava no projeto inicial da modernidade e dura até os nossos dias. Discutiremos de que modo o urbanismo está inserido nesse processo de construção da cidade moderna não mais como pólis local da esfera pública e da política, mas como metrópole, espaço de ação do governo dos homens e politização da vida através da tomada da vida pelo poder. Através de Hannah Arendt tentaremos nos aproximar da ideia do fim da esfera pública pelo advento do social e o nascimento das ciências comportamentais. Utilizaremos ainda o conceito foucauldiano de biopolítica, observando de que modo o nascimento de um pensamento sobre a cidade está ligado à um poder sobre a vida. Com esse arcabouço teórico, dialogando com Giorgio Agamben, será possível constatar de que modo já não vivemos na cidade como lugar da ação política, mas que nossas cidades se tornaram espaços de controle da vida homem. PALAVRAS-CHAVE: Biopolítica; urbanismo; economia política; pólis; metrópole Introdução Inserido no debate acerca da captura do espaço público e produção de cidades no mundo contemporâneo, este artigo tem por objetivo analisar de que modo o a modernidade tem papel decisivo no desaparecimento da esfera pública e na consequente despolitização do mundo. No primeiro momento analisaremos, através de Hannah Arendt, de que forma, desde os gregos até os nossos a esfera pública foi diminuindo sua importância até ser totalmente diluída naquilo que foi chamado de social um espaço confuso entre público e privado, analisando o modo como as ciências do comportamento nascentes pertencem a essa nova estratégia de poder que se consolida na modernidade.

2 Seguindo as leituras de Michel Foucault acerca da virada do poder na modernidade e de como esse novo poder se relaciona com a vida dos súditos, tentaremos compreender de que modo aquilo conhecido por economia política estabelece uma nova forma de exercício de poder no capitalismo nascente e de que maneira haverá uma ruptura da antiga relação soberano-súdito para uma novidade radical que poderíamos chamar de governo-população. Nova relação que já não estabelece uma diferenciação entre público e privado e possibilita uma tomada da vida pelo poder que, Foucault, chamará de biopolítica. Trata-se sem dúvidas da entrada definitiva da espécie humana na história do homem e para isso uma nova arte de governar nasce; todo um novo aparato teórico de cálculos estatísticos e controle populacional a sociedade tomada na sua naturalidade. A esta ciência nascente poderíamos chamar de ciências sociais ou para aproximar de Arendt ciências do comportamento nas quais o urbanismo, ou o pensamento sobre a cidade, está absolutamente inserido de modo a tornar urgente pensar o quanto o próprio planejamento urbano está inserido na lógica da tomada do privado pelo poder e do fim do espaço público. A essa nova técnica de poder poderíamos também chamar de governo, ou governamentalidade. Seguindo as pistas dessa fundação do pensamento sobre a cidade e das suas relações com o governo e com o controle da vida dos homens tentaremos compreender de que modo esses conceitos nos auxiliam na realização de uma leitura da metrópole contemporânea, notando que nela a cidade já não pode ser compreendida como a pólis grega, mas como um espaço onde a prática política é anestesiada, ou seja, uma cidade não mais como lugar da ação política, mas do governo de homens. O advento do social e a destruição da esfera pública Os Gregos antigos tinham dois termos para designar aquilo que conhecemos por vida. O primeiro era zòe, que corresponderia a algo como a vida considerada em seu locus biológico, as características do homem na mesma escala do animal, ou seja, o homem na condição de ser vivente, premido por necessidades e possuidor de algo que lhe é próprio. Em segundo estava a bíos, vida qualificada, o homem na sua condição política, ou seja, como habitante da pólis, onde o que está em jogo é a sua liberdade e não suas necessidades. Tomando por base essa definição dada pelos gregos, Hannah Arendt tentará compreender de que modo esses dois conceitos, absolutamente distintos, foram se aproximando e se confundindo no decorrer da formação ocidental. Tal distinção torna clara a separação entre esfera pública e esfera privada. Ou seja, para um homem Grego não seria, em momento algum, possível qualquer confusão entre o lugar da pólis e o lugar da casa. A pólis só existe por existir algo como uma vida pública, ou ainda, é a pólis mesma a esfera pública. Nesse momento essa primeira concepção ocidental de cidade nasce umbilicalmente ligada à existência de um lugar de liberdade entre os homens. Não faz, a filósofa judia, na sua leitura, uma depreciação do privado, pelo contrário, esse é um lugar necessário, contudo, para que o homem, tendo seu lugar no mundo, onde as necessidades são supridas, possa experimentar algo como uma vida pública,

3 O que todos os filósofos gregos tinham como certo, por mais que se opusessem à vida na pólis, é que a liberdade situa-se exclusivamente na esfera pública; que a necessidade é primordialmente um fenômeno pré-político, característico da organização do lar privado; e que a força e a violência são justificadas nesta última esfera, por serem os únicos meios de vencer a necessidade governando escravos, por exemplo e tornar-se livre. (ARENDT, 2011, p. 37) Já o domínio comum, esse é o local, nos povos antigos, onde o homem aparece na cena pública, onde garante uma imortalidade, não a partir de um processo vaidoso de demonstrar a si mesmo, mas através da preocupação com o outro com o mundo comum, que já existe antes da chegada do indivíduo e continuará existindo com o seu fim. Sem essa transcendência em uma potencial imortalidade terrena, nenhuma política, no sentido restrito do termo, nenhum mundo comum nem domínio público são possíveis. Pois, diferentemente do bem comum tal qual o cristianismo o concebia a salvação da própria alma como interesse comum a todos, o mundo comum é aquilo que adentramos ao nascer e que deixamos para trás quando morremos. Transcende a duração da nossa vida tanto no passado quanto no futuro [ ]. É isso o que temos em comum não só com aqueles que vivem conosco, mas também com aqueles que aqui estiveram antes e com aqueles que virão depois de nós. (ARENDT, 2011, p. 66) Para a pensadora judia o decorrer histórico da civilização ocidental tornou essa diferença cada vez menos relevante, e muito pior, fez com que as necessidades se tornassem uma questão política. A expansão do cristianismo trazia consigo a extrema valorização do social em detrimento do político, espaço das liberdades e da diferença. (ARENDT, 2011) A passagem histórica, que não aprofundaremos, por não interessar neste momento, fará com que nasça algo como o social, que é a confusão entre público e privado. Aquela clara diferenciação entre a cidade (pólis) e a casa (óikos), que garantia a existência da esfera pública, passa a se tornar cada vez menos precisa. Os assuntos da casa passam a se tornar interesse público. Se a economia (oikonomos, gestão da casa) era um assunto exclusivamente privado, tal preocupação começa, na modernidade a se tornar um assunto político. Não por acaso, portanto, que cada vez mais no moderno a política vai sendo transformada em uma gestão, e a política surge como governo dos homens. A política não se faz como estabelecimento de uma diferença, ou lugar da diferença, mas como análise dos comportamentos e ações sobre este. Daí, o que aprofundaremos adiante, o nascimento de algo como as ciências do comportamento, ou ciências sociais. O planejamento da cidade não a considera mais como pólis, lugar da ação política e estabelecimento da esfera pública. Quando os contraditórios termos economia e política se juntam num mesmo vocábulo e numa mesma prática de poder, o caminho da cidade é ser gerida, estudada, definindo comportamentos, Um fator decisivo é que a sociedade, em todos os seus níveis, exclui a possibilidade de ação, que outrora era excluída do lar doméstico. Ao invés da ação, a sociedade espera de cada um dos seus membros certo tipo de comportamento, impondo inúmeras e variadas regras, todas elas tendentes a

4 normalizar os seus membros, a fazê-los comportarem-se, a excluir a ação espontânea ou a façanha extraordinária. (ARENDT, 2011, p. 49) O advento do social e com ele a improvável economia política é, de vez, a tomada da vida pelo poder, e portanto a impossibilidade de se ter uma esfera pública onde a política se dê pela ação e não pelo controle comportamental de milhares de homens cujos gestos devem ser minuciosamente previstos e controlados. O papel do urbanismo, nascido ao lado das ciências comportamentais, é pensar a cidade onde habitam esses homens controlados, cuja vida está violentamente inscrita no poder, e a cidade a ser construída leva em conta não o espaço de estabelecimento da diferença, e da ação política, mas a cidade mesma é o lugar de suprir as necessidades, seja de circulação, seja de higiene, seja de segurança. Ciência urbana que leva em consideração o fato do homem viver junto e não o comum, oposto ao próprio, que é construído pela ação na esfera pública. Urbanismo e economia política na encruzilhada biopolítica Pensando as transformações políticas ocorridas durante a modernidade, principalmente aquelas de meado do século XVIII, Michel Foucault (2008) forjará, especialmente, um conceito a que ele nomeou de biopolítica. Que seria, grosso modo, um poder sobre a vida, ou uma gestão da vida pelo poder. Tal conceito está profundamente arraigado às mudanças na economia, e por consequência, na política, ocorridas concomitantemente às mudanças do pensamento da época, tanto dos fisiocratas franceses, quanto dos utilitaristas ingleses. No sistema anterior ancién regime as relações econômicas, cujo sistema é o mercantilismo, bem como a relação do soberano com os súditos são algo da ordem da disciplina, ou seja, um poder disciplinar. Em relação à economia Foucault exemplificará através do problema da escassez alimentar, cujo combate ineficaz, mas não interessa aqui realiza-se por uma série de normas proibitivas de importações e de estocagem alimentar, bem como controle dos preços, de modo que não falte alimento para o consumo interno. Já a relação com os súditos está ligada a uma disciplina ilimitada através de uma polícia urbana polícia que deve ser entendida no sentido do século XVII de disciplinamento de gestos, atos e de cada detalhe da vida do súdito, considerado na condição de indivíduo, seja na escola, na fábrica ou na prisão (FOUCAULT, 2007). O que já podemos notar, mesmo ainda na leitura foucauldiana acerca desse primeiro momento da arte de governar, desse poder disciplinar, é a existência de algo como uma razão de Estado, não de uma transcendência Imperial de um Estado cuja teleologia é um juízo final, mas cuja finalidade está já ligada à existência mesma do Estado, o Estado que tem por fim a própria existência e o aumento de suas forças, e por isso torna-se possível o surgimento de algo como uma Razão de Estado, um saber sobre o Estado e sobre como aumentar suas forças. A isso está ligado este poder disciplinar que disciplinando seus súditos, e fazendo com que a economia funcione, e funcione bem de modo a não faltar alimentos, possam os súditos aumentar a força do Estado na competição daquilo conhecido como balança europeia.

5 E essa arte de governar não pode se dar de outro modo que não pela intervenção da política na economia, outrora exclusiva da esfera do privado, podendo-se afirmar, portanto, que A introdução da economia no seio do exercício político, é isso, a meu ver, que será a meta essencial do governo. (FOUCAULT, 2008, p. 126) Doutro lado, em meado do século XVIII, com o surgimento do pensamento utilitarista, bem como dos fisiocratas franceses haverá uma mudança estrutural na relação do poder com os súditos. O filósofo francês traz, novamente, o exemplo da escassez alimentar para ilustrar as transformações no exercício do poder. Ao invés de um sistema legislativo complexo de proibições esse novo poder vai se munir de uma série de saberes que estudam um certo movimento natural da sociedade e, dominando esses dados, passará a considerá-los em suas práticas de modo que, no exemplo dos cereais, ao invés de estabelecer preços máximos e mínimos, proibições de estocagem e demais limitações, ele passará a incitar, frear de modo a estabelecer uma curva normal de preços e quantidade a ser produzida e através de determinadas práticas, como incentivo de produção ou sua desaceleração, torna possível a chegada a essa curva normal. Acredita-se, neste momento, que as coisas tendem a normalizar, ou seja, chegar num patamar natural, desse modo a escassez está controlada, não por leis, mas pelo próprio movimento natural de estabilização dos preços, de modo que a população sendo proporcional à capacidade de produção de determinado território terá sempre os alimentos na curva normal de produção e preços. Outra novidade aqui, e isso é fundamental, é a inexistência do objetivo de extinção da fome em todos os indivíduos, mas sim, mesmo com a existência da fome, o que se tem a considerar é a população, se a população não passa fome, ou seja, se há uma população saudável, o problema da escassez alimentar é anulado, não de maneira total, pois há necessidade de controle permanente, mas com força suficiente a fazer aquela população viver. Essa é a mudança fundamental que fará com que algo novo como a população apareça nos cálculos do poder. A cidade está absolutamente introduzida nessa arte de governar que surge com a modernidade. Não se pode falar, segundo Foucault, numa cidade disciplinar propriamente, apesar de algumas poucas experiências, pois a cidade neste momento histórico não se constitui como algo que pode nascer de um espaço vazio e esquadrinhado a ponto de tornar possível algo como uma disciplina, afinal A disciplina trabalha num espaço vazio, artificial, que vai ser inteiramente construído. Já a segurança vai se apoiar em certo número de dados materiais (FOUCAULT, 2008, p. 25). A cidade preexiste ao disciplinamento, por isso o que se percebe são práticas disciplinares na cidade, como o controle da peste pela vigilância e a internação dos infectados em suas casas (FOUCAULT, 2007). Ainda nas práticas disciplinares a cidade tem importância fundamental, pois será ela o objeto de todo um emaranhado de normas de polícia, que a possibilitem na condição de cidade-mercado, Digamos, em suma, que a polícia é essencialmente urbana e mercantil, ou ainda, pra dizer as coisas mais brutalmente, que é uma instituição de mercado, no sentido bem amplo. [...] a polícia nos séculos XVII e XVIII foi, ao meu ver, essencialmente pensada em termos do que poderíamos chamar de urbanização do território. (FOUCAULT, 2008, p )

6 A afirmação de que não há uma cidade disciplinar, portanto, não elimina práticas disciplinares na cidade, apenas demonstra como diferentemente de uma prisão, fábrica ou escola, a cidade não pode ser construída do nada, o poder já se depara com as cidades em movimento, a cidade existente e com determinados dados materiais. O que modificará no século XVIII as práticas em relação à cidade é exatamente o surgimento da população como um problema político, bem como essa nova prática a que poderíamos já chamar de economia política. Como já enunciado, não há como se pensar nesse complexo termo economia política sem se confrontar diretamente com uma confusão, zona cinzenta, entre as esferas pública e privada. É uma arte de governar inteiramente nova que se põe, não mais um Estado como fim último da política e da economia, e não mais súditos considerados individualmente. Neste ponto o que temos é a sociedade com fim último da política e os súditos considerados como população. Já aqui uma proximidade radical com Arendt, com aumento da relevância do social, ou seja, dessa zona em que público e privado começam a se confundir. Toda uma nova lógica de saberes se instala, não mais um saber do Estado e para o Estado, mas um saber desenvolvido para sociedade, que nasce como ciência, claro, as ciências sociais. Essa transformação teve conseqüências consideráveis. Não é necessário insistir aqui sobre a ruptura que se produziu, então, no regime do discurso científico, e sobre a maneira pela qual a dupla problemática da vida e do homem veio atravessar e redistribuir a ordem da epistemê clássica. A razão por que a questão do homem foi colocada em sua especificidade de ser vivo e em relação aos outros seres vivos deve ser buscada no novo modo de relação entre a história e a vida: nesta posição dupla da vida, que a situa fora da história como suas imediações biológicas e, ao mesmo tempo, dentro da historicidade humana, infiltrada por suas técnicas de saber e de poder. Não é necessário insistir, também, sobre a proliferação das tecnologias políticas que, a partir de então, vão investir sobre o corpo, a saúde, as maneiras de se alimentar e de morar, as condições de vida, todo o espaço da existência (FOUCAULT, 1988, p. 156) Somente um a priori histórico como este nascimento da população e da sociedade, novas técnicas de saber e poder torna possível o nascimento de algo como um urbanismo. Não há dúvidas que o urbanismo nascente no século XVIII está definitivamente enraizado nessa nova lógica de poder e nessa confusão, casa vez mais eficaz, entre o público e o privado. Uma das características fundamentais desse momento da economia política, e naquilo que Michel Foucault denominará de biopolítica, é a preocupação com a população e com o viver bem dessa população, pois a partir do momento de que a vida é tomada pela política, a vida da população passa a ser determinante como objetivo da política, é o momento em que a vida entra na história (FOUCAULT, 1988, p. 155). O higienismo e a medicina social são, a partir de então, os discursos dominantes; o que nos traz fundamento para afirmar que o urbanismo nascente é biopolítico, a lógica da circulação, da cidade livre das doenças se faz presente na produção de cidades. É óbvio que a população saudável era a população livre das doenças, das pestes, por exemplo. Mas também era a cidade livre de tudo que infectava o corpo social, tal como o corpo criminoso, Em outras palavras, tratava-se de organizar a circulação, de eliminar o que era

7 perigoso nela, de separar a boa circulação da má, [de] maximizar a boa circulação diminuindo a má. (FOUCAULT, 2008, p. 24). Françoise Choay (1979), ao enumerar diversos pensamentos sobre a cidade, na parte do seu livro intitulada pré-urbanismo progressista que, pelo pensamento até aqui desenvolvido, é possível afirmar se tratar propriamente de um urbanismo nos traz o pensando do médico e urbanista Benjamin Ward Richardson. Tomando como exemplo tal pensamento vemos a presença absoluta da cidade como um lugar da prática do higienismo biopolítico, pois a própria cidade e o modo de viver nela passa por todo um viver mais, como podemos verificar ao tratar do zoneamento da cidade Em regiões espaciais de cidade [...] cada bloco fica sob a responsabilidade de um superintendente e é submetido ao controle das autoridades sanitárias. (CHOAY, 1979, p. 102). Por isso o urbanismo, dentro da lógica de controle estatístico e normalização da sociedade através práticas pró-vida, através das políticas públicas, juntamente com as demais ciências sociais, não é algo pertencente à esfera pública, mas ao social, a essa confusão do público e do privado, e se quisermos realmente debater a captura do espaço público, ou privatização do público, talvez essa seja uma premissa básica. Da pólis à metrópole: A cidade do governo dos homens Provavelmente o autor que mais aproximou o pensamento Foucault e Arendt, para uma crítica da modernidade, tenha sido o filósofo italiano Giorgio Agamben, para quem há uma proximidade radical entre as duas análises, a ponto delas se complementarem para tornar possível uma crítica contemporânea da governamentalidade da vida. (AGAMBEN, 2010, p. 117) O citado autor nota como de alguma forma essa tomada da vida pelo poder é o que funda juridicamente a modernidade. Ao assegurar o direito à vida e inscrevê-lo numa carta internacional de garantias como a Declaração Internacional dos Direitos do Homem e do Cidadão, a vida passa a ser inscrita no poder e então se pode governá-la, dominar essa vida, determinar a vida a ser vivida. Se é verdade que Agamben radicaliza essa experiência da política que tem como preocupação a zòe e não a bíos como condição para a existência do campo de concentração, produção do homo sacer 1 e da escolha da vida que deve viver (poder de morte), devemos considerar que a grande preocupação do autor é com o cotidiano dessa governamentalidade, que controla atos, gestos e põe a cada instante a vida no governo dos homens. 1 Os conceitos de campo de concentração e homo sacer são centrais na obra do Agamben. Entende-se pode homo sacer os sujeitos dessa vida capturada pelo poder, que ele chamará de vida nua (zòe). Não é contudo um problema ao qual nos ateremos no presente trabalho. Já o campo de concentração está estreitamente ligado ao conceito de estado de exceção suspensão jurídica do estado de direito e tomada indiscriminada, por parte do soberano, da vida do súdito, pois o campo é, digamos, a estrutura em que o estado de exceção, em cuja possível decisão se baseia o poder soberano, é realizado normalmente (AGAMBEN, 2010, p. 166).

8 Deixando de lado questões essenciais do pensamento agambiano, pretendemos seguir um pequeno texto, apresentado numa conferência, denominado Metropolis. Atento ao pensamento foucauldiano acerca de biopolítica e governamentalidade nosso autor notará uma mudança ontológica do estatuto da pólis para a metrópole atual. A pólis, como exaustivamente defendido, é o lugar da política, de modo que cidade e política se equivalem, a ponto de se confundirem na própria etimologia. A pólis, lugar de iguais que poderiam pela argumentação gerar convencimento, grandes feitos, imortalidade, enfim, realizar a ação política, é um lugar central, e a igualdade (não como entendida modernamente) está no seu núcleo. Já a metrópole é o espaço que consegue comportar as mais diversas diferenças e, ao invés de com essa diferença produzir política, o que há é uma gestão, e um alheamento claro do centro de decisões, submetendo todos ao governo dos homens governo que, mesmo após o já definido nesse texto, insistimos, não é um poder central voluntário. [...] para entender o que é uma metrópole é necessário compreender o processo que progressivamente levou o poder a assumir a forma de um governo dos homens e das coisas, ou, se vocês preferirem, de uma economia. A palavra economia não significa nada mais que governo, o que claramente se mostra no século XVIII: o governo dos homens e das coisas. A cidade do sistema feudal do ancien régime, que estava sempre em situação de exceção em relação aos grandes poderes territoriais, era o modelo da cidade franca, relativamente autônoma dos poderes de governo das grandes entidades territoriais. Por outro lado, diria então que a metrópole é o dispositivo, ou o conjunto de dispositivos, que toma o lugar da cidade quando o poder assume a forma deum governo dos homens e das coisas. (AGAMBEN, 2010a, p. 2) Podemos dizer que o percurso da pólis à metrópole, da cidade da política à cidade do social, ou seja, àquela em que falar em público e privado perde qualquer sentido fazendo da política uma tomada da vida pelo poder, é a grande história da privatização do público (ou publicização do privado, tanto faz). Podemos ainda afirmar que nossas cidades contemporâneas possuem o estatuto ontológico do social de modo que todo esforço, ainda que humanista talvez pior quando o seja de gerir uma cidade nos moldes como se quis na modernidade do planejamento urbano, ou contemporaneamente com o planejamento estratégico, recaia sempre na questão da economia política e assim não consiga nunca criar um espaço público. Conclusão Não foi objetivo de o presente trabalho esgotar o tema tratado, mas trazer à baila uma discussão que é interna ao próprio urbanismo. A discussão aqui tratada é certamente incômoda, pois ao pensar o planejamento da cidade, ou mesmo planejá-la estamos sempre diante do risco de dar água ao moinho do poder, ainda que as intenções sejam as melhores. O que se tentou fazer neste artigo foi desenvolver a ideia da captura da esfera pública como algo já existente no início do capitalismo que em nossos dias tem apenas uma versão cada vez mais evidente e violenta.

9 Tentamos tratar a confusão de público e privado não pelo viés mais comum tal como a privatização dos espaços de uso comum do povo como praias, parques e praças (o que certamente é uma situação importante), mas de uma privatização que é mesma anterior a essas práticas e que existe também em nível ontológico. Em outros termos, a modernidade excluiu as esferas pública e privada, capturando-as naquilo que foi denominado social e que o urbanismo nascente teve como objeto. Tais ciências nascentes tem como objeto o estudo desse novo corpo homens que se chamará população, e suas práticas tomam a vida dessa população no poder, fazendo com que se torne possível calculá-la, controlá-la, observar os seus movimentos de definir seus gestos. Ao realizar o cruzamento das leituras de Foucault, Arendt e Agamben, percebemos que a história do ocidente nas suas práticas políticas e na sua produção de cidade percorreu um caminho (certamente não linear) de destruição da esfera pública até o advento do social que poderíamos chamar de pólis à metrópole. Esta metrópole, que nos interessa atualmente, é exatamente a cidade que se produz pelo governo dos homens e no fim da cidade como espaço da ação política. Referências AGAMBEN, Giorgio. Homo Sacer: O poder soberano e a vida nua I. Belo Horizonte: Editora UFMG, Metrópolis. In: Revista SOPRO, n. 26, p. 1-4, abril, disponível em < Acesso em 09 jun ARENDT, Hannah. A condição humana. 11ª ed. Rio de Janeiro: Editora Forense Universitária, CHOAY, Françoise. O urbanismo: utopias e realidades - uma antologia. São Paulo: Perspectiva, FOUCAULT, Michel. A história da sexualidade I: A vontade de saber. Rio de Janeiro: Edições Graal, Vigiar e punir: Nascimento da prisão. Petrópoles, RJ: Vozes, Segurança, Território, População: Curso dado no Collège de France ( ). São Paulo: Martins Fontes, 2008.

10

CIBERESPAÇO E O ENSINO: ANÁLISE DAS REDES SOCIAIS NO ENSINO FUNDAMENTAL II NA ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR VIANA

CIBERESPAÇO E O ENSINO: ANÁLISE DAS REDES SOCIAIS NO ENSINO FUNDAMENTAL II NA ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR VIANA 203 CIBERESPAÇO E O ENSINO: ANÁLISE DAS REDES SOCIAIS NO ENSINO FUNDAMENTAL II NA ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR VIANA INTRODUÇÃO ¹ Elias Barbosa de Lima filho ² Dr. Flamarion Dutra Alves ¹ eliasbarbosalima141@gmail.com

Leia mais

Pokémon e a globalização 1

Pokémon e a globalização 1 Pokémon e a globalização 1 Multiculturalismo provocando a homogeneização de classes por uma ideologia José Igor Souza Caraciolo 2 Resumo: Através de uma tecnologia de comunicações avançada culturas e ideologias

Leia mais

Álgebra Linear Aplicada à Compressão de Imagens. Universidade de Lisboa Instituto Superior Técnico. Mestrado em Engenharia Aeroespacial

Álgebra Linear Aplicada à Compressão de Imagens. Universidade de Lisboa Instituto Superior Técnico. Mestrado em Engenharia Aeroespacial Álgebra Linear Aplicada à Compressão de Imagens Universidade de Lisboa Instituto Superior Técnico Uma Breve Introdução Mestrado em Engenharia Aeroespacial Marília Matos Nº 80889 2014/2015 - Professor Paulo

Leia mais

Processo Seletivo/UFU - julho 2006-1ª Prova Comum - PROVA TIPO 1 SOCIOLOGIA QUESTÃO 51

Processo Seletivo/UFU - julho 2006-1ª Prova Comum - PROVA TIPO 1 SOCIOLOGIA QUESTÃO 51 SOCIOLOGIA QUESTÃO 51 Quanto ao contexto do surgimento da Sociologia, marque a alternativa correta. A) A Sociologia nasceu como ciência a partir da consolidação da sociedade burguesa urbana-industrial

Leia mais

Cotas raciais nas universidades, a contradição do Brasil!

Cotas raciais nas universidades, a contradição do Brasil! Cotas raciais nas universidades, a contradição do Brasil! Nathália Norgi Weller 1 RESUMO: A partir do ano de 2001, entra em vigor a lei 3.708, que assegura a negros e pardos 20% das vagas nas universidades

Leia mais

Dados internacionais de catalogação Biblioteca Curt Nimuendajú

Dados internacionais de catalogação Biblioteca Curt Nimuendajú Catalogação: Cleide de Albuquerque Moreira Bibliotecária/CRB 1100 Revisão: Elias Januário Revisão Final: Karla Bento de Carvalho Consultor: Luís Donisete Benzi Grupioni Projeto Gráfico/Diagramação: Fernando

Leia mais

PEQUENAS EMPRESAS E PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS TENDÊNCIAS E PRÁTICAS ADOTADAS PELAS EMPRESAS BRASILEIRAS

PEQUENAS EMPRESAS E PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS TENDÊNCIAS E PRÁTICAS ADOTADAS PELAS EMPRESAS BRASILEIRAS PEQUENAS EMPRESAS E PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS TENDÊNCIAS E PRÁTICAS ADOTADAS PELAS EMPRESAS BRASILEIRAS EMENTA O presente estudo tem por finalidade abordar o comportamento recente das pequenas empresas na

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 42 Discurso na reunião da Academia

Leia mais

EDUCADOR, MEDIADOR DE CONHECIMENTOS E VALORES

EDUCADOR, MEDIADOR DE CONHECIMENTOS E VALORES EDUCADOR, MEDIADOR DE CONHECIMENTOS E VALORES BREGENSKE, Édna dos Santos Fernandes* Em seu livro, a autora levanta a questão da formação do educador e a qualidade de seu trabalho. Deixa bem claro em diversos

Leia mais

mercado de cartões de crédito, envolvendo um histórico desde o surgimento do produto, os agentes envolvidos e a forma de operação do produto, a

mercado de cartões de crédito, envolvendo um histórico desde o surgimento do produto, os agentes envolvidos e a forma de operação do produto, a 16 1 Introdução Este trabalho visa apresentar o serviço oferecido pelas administradoras de cartões de crédito relacionado ao produto; propor um produto cartão de crédito calcado na definição, classificação

Leia mais

Drone2Map: o software que transforma imagens de drones em mapas 2D e 3D

Drone2Map: o software que transforma imagens de drones em mapas 2D e 3D Drone2Map: o software que transforma imagens de drones em mapas 2D e 3D Por Régis Soares Os veículos aéreos não tripulados são novidade no Brasil e seguem cada vez mais em ascensão, mas esse nome ainda

Leia mais

I ENCONTRO DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NOS CURSOS DE LICENCIATURA LICENCIATURA EM PEDAGOGIA: EM BUSCA DA IDENTIDADE PROFISSIONAL DO PEDAGOGO

I ENCONTRO DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NOS CURSOS DE LICENCIATURA LICENCIATURA EM PEDAGOGIA: EM BUSCA DA IDENTIDADE PROFISSIONAL DO PEDAGOGO LICENCIATURA EM PEDAGOGIA: EM BUSCA DA IDENTIDADE PROFISSIONAL DO PEDAGOGO Palavras-chave: Identidade do Pedagogo. Formação de Professores. Licenciatura em Pedagogia. LDB 9394/96. Introdução Este trabalho

Leia mais

Gestão da Qualidade. Aula 5. Prof. Pablo

Gestão da Qualidade. Aula 5. Prof. Pablo Gestão da Qualidade Aula 5 Prof. Pablo Proposito da Aula 1. Gestão da Qualidade Total; 2. Planejamento; Gestão da Qualidade Total Gestão da Qualidade Total Como vimos na última aula a Gestão da Qualidade

Leia mais

NORMA DE ELABORAÇÃO DE INSTRUMENTOS NORMATIVOS - NOR 101

NORMA DE ELABORAÇÃO DE INSTRUMENTOS NORMATIVOS - NOR 101 ASSUNTO: Elaboração de Instrumentos Normativos MANUAL DE ORGANIZAÇÃO APROVAÇÃO: Deliberação DIREX nº 25, de 12/05/2016 COD. VIGÊNCIA: 100 12/05/2016 NORMA DE ELABORAÇÃO DE INSTRUMENTOS 1/10 SUMÁRIO 1 FINALIDADE...

Leia mais

www.interaulaclube.com.br

www.interaulaclube.com.br A UU L AL A O mar Observe atentamente a figura abaixo. Uma olhada mais despreocupada para o desenho pode dar a impressão de que estamos diante de uma região desértica na superfície da Terra. Mas, prestando

Leia mais

Entrevista com o Prof. José Sérgio Fonseca de Carvalho

Entrevista com o Prof. José Sérgio Fonseca de Carvalho Entrevista com o Prof. José Sérgio Fonseca de Carvalho Projeto Revoluções - Como podemos explicar a relação entre educação e direitos humanos? Prof. José Sérgio - Trata-se aqui de uma relação dupla e complementar.

Leia mais

Comandos de Eletropneumática Exercícios Comentados para Elaboração, Montagem e Ensaios

Comandos de Eletropneumática Exercícios Comentados para Elaboração, Montagem e Ensaios Comandos de Eletropneumática Exercícios Comentados para Elaboração, Montagem e Ensaios O Método Intuitivo de elaboração de circuitos: As técnicas de elaboração de circuitos eletropneumáticos fazem parte

Leia mais

Redação Publicitária reflexões sobre teoria e prática 1

Redação Publicitária reflexões sobre teoria e prática 1 Redação Publicitária reflexões sobre teoria e prática 1 AUTOR: MAGOGA, Bernardo CURSO: Comunicação Social Publicidade e Propaganda/Unifra, Santa Maria, RS OBRA: MARTINS, Jorge S. Redação publicitária Teoria

Leia mais

A Orientação Educacional no novo milênio

A Orientação Educacional no novo milênio 15 1 A Orientação Educacional no novo milênio O presente estudo consiste na descrição e análise da experiência do Curso de Especialização em Orientação Educacional e Supervisão Escolar, realizado na Faculdade

Leia mais

UM JOGO BINOMIAL 1. INTRODUÇÃO

UM JOGO BINOMIAL 1. INTRODUÇÃO 1. INTRODUÇÃO UM JOGO BINOMIAL São muitos os casos de aplicação, no cotidiano de cada um de nós, dos conceitos de probabilidade. Afinal, o mundo é probabilístico, não determinístico; a natureza acontece

Leia mais

PESQUISA OPERACIONAL -PROGRAMAÇÃO LINEAR. Prof. Angelo Augusto Frozza, M.Sc.

PESQUISA OPERACIONAL -PROGRAMAÇÃO LINEAR. Prof. Angelo Augusto Frozza, M.Sc. PESQUISA OPERACIONAL -PROGRAMAÇÃO LINEAR Prof. Angelo Augusto Frozza, M.Sc. ROTEIRO Esta aula tem por base o Capítulo 2 do livro de Taha (2008): Introdução O modelo de PL de duas variáveis Propriedades

Leia mais

A visão empresarial da nova institucionalidade

A visão empresarial da nova institucionalidade Inovação Tecnológica e Segurança Jurídica A visão empresarial da nova institucionalidade José Ricardo Roriz Coelho Diretor Titular Departamento de Competitividade e Tecnologia DECOMTEC Presidente Suzano

Leia mais

Comportamento ético do Contador - Conciliando Interesses, Administrando pessoas, informações e recursos.

Comportamento ético do Contador - Conciliando Interesses, Administrando pessoas, informações e recursos. Comportamento ético do Contador - Conciliando Interesses, Administrando pessoas, informações e recursos. Thiago Silva Lima Resumo A contabilidade é um ramo muito importante em se falando de ética já que

Leia mais

Análise Qualitativa no Gerenciamento de Riscos de Projetos

Análise Qualitativa no Gerenciamento de Riscos de Projetos Análise Qualitativa no Gerenciamento de Riscos de Projetos Olá Gerente de Projeto. Nos artigos anteriores descrevemos um breve histórico sobre a história e contextualização dos riscos, tanto na vida real

Leia mais

MODELAGENS. Modelagem Estratégica

MODELAGENS. Modelagem Estratégica Material adicional: MODELAGENS livro Modelagem de Negócio... Modelagem Estratégica A modelagem estratégica destina-se à compreensão do cenário empresarial desde o entendimento da razão de ser da organização

Leia mais

Pena de Morte: Devemos ou não defendê-la?

Pena de Morte: Devemos ou não defendê-la? BuscaLegis.ccj.ufsc.br Pena de Morte: Devemos ou não defendê-la? *Roberto Ramalho A pena de morte é um tema bastante controverso entre os estudiosos do Direito, da Criminologia, da Sociologia, da Medicina

Leia mais

01/09/2009. Entrevista do Presidente da República

01/09/2009. Entrevista do Presidente da República Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, após cerimônia de encerramento do 27º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA) Vitória-ES, 1º de setembro de 2009

Leia mais

Consulta à Sociedade: Minuta de Resolução Complementar sobre Acreditação de Comitês de Ética em Pesquisa do Sistema CEP/CONEP

Consulta à Sociedade: Minuta de Resolução Complementar sobre Acreditação de Comitês de Ética em Pesquisa do Sistema CEP/CONEP São Paulo, 13 de julho de 2015. Ilmo Sr. Jorge Alves de Almeida Venâncio Coordenador da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa - CONEP Consulta à Sociedade: Minuta de Resolução Complementar sobre Acreditação

Leia mais

Fundamentos de Teste de Software

Fundamentos de Teste de Software Núcleo de Excelência em Testes de Sistemas Fundamentos de Teste de Software Módulo 1- Visão Geral de Testes de Software Aula 2 Estrutura para o Teste de Software SUMÁRIO 1. Introdução... 3 2. Vertentes

Leia mais

Magistério profético na construção da Igreja do Porto

Magistério profético na construção da Igreja do Porto Magistério profético na construção da Igreja do Porto Excertos do pensamento de D. António Ferreira Gomes entre 1969-1982 A liberdade é sem dúvida um bem e um direito, inerente à pessoa humana, mas é antes

Leia mais

A CRIAÇÃO DOS INSTITUTOS FEDERAIS DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA: PERSPECTIVAS PARA O ENSINO SUPERIOR

A CRIAÇÃO DOS INSTITUTOS FEDERAIS DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA: PERSPECTIVAS PARA O ENSINO SUPERIOR 939 A CRIAÇÃO DOS INSTITUTOS FEDERAIS DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA: PERSPECTIVAS PARA O ENSINO SUPERIOR Priscila Caetano Bentin Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) Eixo Temático:

Leia mais

ROTEIRO DE EXPOSIÇÃO Índices inflacionários, evolução salarial da categoria e despesa de pessoal no Estado de São Paulo

ROTEIRO DE EXPOSIÇÃO Índices inflacionários, evolução salarial da categoria e despesa de pessoal no Estado de São Paulo ROTEIRO DE EXPOSIÇÃO Índices inflacionários, evolução salarial da categoria e despesa de pessoal no Estado de São Paulo SINDSAÚDE-SP 17/10/2008 COMPORTAMENTO DOS PREÇOS No período 2001-2008, presenciamos

Leia mais

Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto USP Departamento de Economia

Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto USP Departamento de Economia Pobreza e Desigualdade 1) Que é pobreza? Inicio dos anos 1970: percepção de que as desigualdades sociais e a pobreza não estavam sendo equacionadas como resultado do crescimento econômico. Países ricos:

Leia mais

FORUM FPA IDÉIAS PARA O BRASIL

FORUM FPA IDÉIAS PARA O BRASIL FORUM FPA IDÉIAS PARA O BRASIL Ideias Centrais Metodologia de Construção do Programa Quatro instâncias: 1. Fóruns de discussão regionalizados Um coordenador regional; Espaço de discussão permanente; Diálogo

Leia mais

RESENHAS REVIEWS RESPONSABILIDADE CIVIL DA ATIVIDADE MÉDICA NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

RESENHAS REVIEWS RESPONSABILIDADE CIVIL DA ATIVIDADE MÉDICA NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR 248 RESENHAS REVIEWS RESPONSABILIDADE CIVIL DA ATIVIDADE MÉDICA NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR Octávio Luiz Motta Ferraz Elsevier, Rio de Janeiro, 2009 Estela Waksberg Guerrini ( * ) Não é preciso explicar

Leia mais

CONTRIBUTO E PROPOSTAS DE ALTERAÇÃO À LEI DO CINEMA PELA ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES DE CINEMA

CONTRIBUTO E PROPOSTAS DE ALTERAÇÃO À LEI DO CINEMA PELA ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES DE CINEMA NOTA PRÉVIA ESTE CONTRIBUTO DA APC É COMPLEMENTAR DO QUE ESTA ASSOCIAÇÃO SUBSCREVEU EM CONJUNTO COM OUTRAS ASSOCIAÇÕES E NÃO SE TRATA DE UMA PROPOSTA DE LEI NOVA MAS SIM UMA ANÁLISE À PROPOSTA DE LEI DA

Leia mais

CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS HUMANAS: NASCITURO OU APENAS UMA CÉLULA?

CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS HUMANAS: NASCITURO OU APENAS UMA CÉLULA? CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS HUMANAS: NASCITURO OU APENAS UMA CÉLULA? Daniel Martins Alves 1 RESUMO: Trata-se da discussão acadêmica sobre células-tronco e se o embrião produzido in vitro tem os mesmos

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO ASSESSORIA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS - REITORIA POLÍTICA DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA UFMT.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO ASSESSORIA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS - REITORIA POLÍTICA DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA UFMT. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO ASSESSORIA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS - REITORIA POLÍTICA DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA UFMT. Elaborado por: Joíra Martins Supervisão: Prof. Paulo

Leia mais

O Papel do Gerente/Administrador Financeiro das Empresas

O Papel do Gerente/Administrador Financeiro das Empresas O Papel do Gerente/Administrador Financeiro das Empresas Autora: Begail da Silva Casagrande (UNIC) * Co-autor: Juliano Ciebre dos Santos (FSA) * Resumo: Administrar uma empresa não é uma tarefa fácil.

Leia mais

INCLUSÃO EDUCACIONAL DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL: DESAFIOS E PERSPECTIVAS.

INCLUSÃO EDUCACIONAL DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL: DESAFIOS E PERSPECTIVAS. INCLUSÃO EDUCACIONAL DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL: DESAFIOS E PERSPECTIVAS. INTRODUÇÃO Nayara Viturino dos Santos Faculdades Integradas de Patos Nayara.edu@hotmail.com A ausência de conhecimento sobre

Leia mais

VERSÃO RESPOSTAS PROVA DE MARKETING

VERSÃO RESPOSTAS PROVA DE MARKETING UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE RIBEIRÃO PRETO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO DE ORGANIZAÇÕES PROCESSO SELETIVO DOUTORADO - TURMA 2011 VERSÃO

Leia mais

Identidade e trabalho do coordenador pedagógico no cotidiano escolar

Identidade e trabalho do coordenador pedagógico no cotidiano escolar 9 Considerações finais A partir da análise dos dados coletados nessa pesquisa algumas considerações finais se fazem pertinentes em relação às questões iniciais levantadas nesta pesquisa. 9.1 Identidade

Leia mais

Fundamentação teórica da Clínica de Psicologia da Unijuí

Fundamentação teórica da Clínica de Psicologia da Unijuí DEBATE Fundamentação teórica da Clínica de Psicologia da Unijuí A Clínica surge do próprio projeto do curso de Psicologia. Este curso tem como base teórica fundamental as teorias psicanalítica e psicológica.

Leia mais

Título do Case: Categoria: Temática: Resumo: Introdução:

Título do Case: Categoria: Temática: Resumo: Introdução: Título do Case: Diagnóstico Empresarial - Vendendo e Satisfazendo Mais Categoria: Prática Interna. Temática: Mercado Resumo: Na busca por uma ferramenta capaz de auxiliar na venda de mais consultorias

Leia mais

Objetivo da aula: Origens da ciência econômica. A Economia Política e sua critica (aula 1 Adam Smith)

Objetivo da aula: Origens da ciência econômica. A Economia Política e sua critica (aula 1 Adam Smith) Ciências Sociais (P.I) A Economia Política e sua critica (aula 1 Adam Smith) Temática: Economia e funcionamento social: fundamentos Adam Smith. Profa. Luci Praun Objetivo da aula: Conhecer as formulações

Leia mais

Bem-estar, desigualdade e pobreza

Bem-estar, desigualdade e pobreza 97 Rafael Guerreiro Osório Desigualdade e Pobreza Bem-estar, desigualdade e pobreza em 12 países da América Latina Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, México, Paraguai, Peru,

Leia mais

- ; - -1,- NOTA TÉCNICA N`&5-7.12016/ CGNOR/DSST/SIT/MTPS

- ; - -1,- NOTA TÉCNICA N`&5-7.12016/ CGNOR/DSST/SIT/MTPS . - ; - -1,- - MINISTÉRIO DO TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL SECRETARIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO Esplanada dos Ministérios, Bloco F, Anexo, Ala B, 1 andar, sala 176 - CEP: 70056-900 - Brasilia/DF sitgmte

Leia mais

COMPETÊNCIAS SOBRE VIGILANCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR. Lenir Santos Brasília-DF 28 de setembro de 2011. Lenir Santos

COMPETÊNCIAS SOBRE VIGILANCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR. Lenir Santos Brasília-DF 28 de setembro de 2011. Lenir Santos COMPETÊNCIAS SOBRE VIGILANCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR Lenir Santos Brasília-DF 28 de setembro de 2011 Lenir Santos 03/10/2011 1 COMPETÊNCIAS CONSTITUCIONAIS E LEGAIS NO CAMPO DA SAÚDE DO TRABALHADOR A

Leia mais

Cronograma - Seguindo o plano de metas da USP para 2015

Cronograma - Seguindo o plano de metas da USP para 2015 GT - Atividade Docente avaliação, valorização do ensino e carreira / diretrizes gerais. Cronograma - Seguindo o plano de metas da USP para 2015 O documento mestre conceitual que apresentamos tem a função

Leia mais

Estudo aponta influência do código de barras e da tecnologia na decisão de compra do consumidor e na estratégia do varejo

Estudo aponta influência do código de barras e da tecnologia na decisão de compra do consumidor e na estratégia do varejo Estudo aponta influência do código de barras e da tecnologia na decisão de compra do consumidor e na estratégia do varejo Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil revela resultado da terceira edição

Leia mais

Atividades práticas-pedagógicas desenvolvidas em espaços não formais como parte do currículo da escola formal

Atividades práticas-pedagógicas desenvolvidas em espaços não formais como parte do currículo da escola formal Atividades práticas-pedagógicas desenvolvidas em espaços não formais como parte do currículo da escola formal Linha de Pesquisa: LINHA DE PESQUISA E DE INTERVENÇÃO METODOLOGIAS DA APRENDIZAGEM E PRÁTICAS

Leia mais

ECOLOGIA. Conceitos fundamentais e relações alimentares

ECOLOGIA. Conceitos fundamentais e relações alimentares ECOLOGIA Conceitos fundamentais e relações alimentares A ECOLOGIA estuda as relações dos seres vivos entre si e deles com o ambiente onde vivem. Assunto da atualidade: crescimento exagerado da população

Leia mais

Vamos dar uma olhada nos Processos de Produção Musical mas, antes, começaremos com alguns Conceitos Básicos.

Vamos dar uma olhada nos Processos de Produção Musical mas, antes, começaremos com alguns Conceitos Básicos. Vamos dar uma olhada nos Processos de Produção Musical mas, antes, começaremos com alguns Conceitos Básicos. O processo da produção musical tem sete pontos bem distintos. Antes de entender melhor os sete

Leia mais

ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL MÓDULO 12

ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL MÓDULO 12 ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL MÓDULO 12 Índice 1. Códigos de Ética Profissional e Empresarial - Continuação..3 1.1. A Responsabilidade Social... 3 1.2. O Direito Autoral... 4 2 1. CÓDIGOS DE ÉTICA PROFISSIONAL

Leia mais

Uma formação dos professores que vai além dos saberes a serem ensinados

Uma formação dos professores que vai além dos saberes a serem ensinados Uma formação dos professores que vai além dos saberes a serem ensinados Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação Universidade de Genebra 2012 Endereços Internet http://www.unige.ch/fapse/sse/teachers/perrenoud/

Leia mais

Minuta Circular Normativa

Minuta Circular Normativa Minuta Circular Normativa 1. INTRODUÇÃO 1.1. Objetivo a) Estabelecer princípios e diretrizes para orientar as ações de natureza socioambiental nos negócios da Desenbahia e no seu relacionamento com clientes

Leia mais

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo, Editora Atlas, 2002....

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo, Editora Atlas, 2002.... GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo, Editora Atlas, 2002.... 1 Como encaminhar uma Pesquisa? A pesquisa é um projeto racional e sistemático com objetivo de proporcionar respostas

Leia mais

Gestão da Qualidade Total para a Sustentabilidade 2013

Gestão da Qualidade Total para a Sustentabilidade 2013 Gestão da Qualidade Total para a Sustentabilidade 2013 Há três dimensões que apoiam a construção de conhecimento aplicável para empresas e seus gestores formando a base para o desenvolvimento de ferramentas

Leia mais

Caderno de Anotações

Caderno de Anotações Caderno de Anotações Principais apontamentos do Programa Negócios & Soluções de 24/07/2004 Tema: CRIATIVIDADE EM VENDAS E COMUNICAÇÃO COM O MERCADO - O que faz com que duas empresas concorrentes do mesmo

Leia mais

ECONOMIA DA EDUCAÇÃO Módulo 1 Princípios de Economia

ECONOMIA DA EDUCAÇÃO Módulo 1 Princípios de Economia Opções Estratégicas Para a Implantação de Novas Políticas Educacionais ECONOMIA DA EDUCAÇÃO Módulo 1 Princípios de Economia Bob Verhine Universidade Federal da Bahia verhine@ufba.br A divulgação desta

Leia mais

Gerenciamento do Escopo do Projeto (PMBoK 5ª ed.)

Gerenciamento do Escopo do Projeto (PMBoK 5ª ed.) Gerenciamento do Escopo do Projeto (PMBoK 5ª ed.) De acordo com o PMBok 5ª ed., o escopo é a soma dos produtos, serviços e resultados a serem fornecidos na forma de projeto. Sendo ele referindo-se a: Escopo

Leia mais

1 Introdução. 1.1. Objeto do estudo e o problema de pesquisa

1 Introdução. 1.1. Objeto do estudo e o problema de pesquisa 1 Introdução Este capítulo irá descrever o objeto do estudo, o problema de pesquisa a ser estudado, o objetivo do estudo, sua delimitação e sua limitação. 1.1. Objeto do estudo e o problema de pesquisa

Leia mais

Plano de Sustentabilidade. (Instrumento / Roteiro para Construção do Plano) NOME DA REDE: 1ª PARTE DO PLANO

Plano de Sustentabilidade. (Instrumento / Roteiro para Construção do Plano) NOME DA REDE: 1ª PARTE DO PLANO Plano de Sustentabilidade (Instrumento / Roteiro para Construção do Plano) NOME DA REDE: Inserir a logomarca da Rede Fomentada 1ª PARTE DO PLANO (Trabalho interno da Base de Economia Solidária e Feminista)

Leia mais

ABORDAGEM METODOLÓGICA EM GEOGRAFIA: A PESQUISA DE CAMPO*

ABORDAGEM METODOLÓGICA EM GEOGRAFIA: A PESQUISA DE CAMPO* ABORDAGEM METODOLÓGICA EM GEOGRAFIA: A PESQUISA DE CAMPO* Agostinho Paula Brito CAVALCANTI Pós-Doutor, Departamento de Geografia (UFPI) agos@ufpi.br RESUMO O presente trabalho tem por objetivo uma abordagem

Leia mais

Características do professor brasileiro do ensino fundamental: diferenças entre o setor público e o privado

Características do professor brasileiro do ensino fundamental: diferenças entre o setor público e o privado Características do professor brasileiro do ensino fundamental: diferenças entre o setor público e o privado Luiz Guilherme Dácar da Silva Scorzafave RESUMO - Esse artigo realiza uma análise descritiva

Leia mais

BUSCA DE FIDELIZACÃO DOS CLIENTES ATRAVES DA QUALIDADE NO ATENDIMENTO

BUSCA DE FIDELIZACÃO DOS CLIENTES ATRAVES DA QUALIDADE NO ATENDIMENTO BUSCA DE FIDELIZACÃO DOS CLIENTES ATRAVES DA QUALIDADE NO ATENDIMENTO Taynná BECKER 1 Priscila GUIDINI 2 RESUMO: O artigo apresenta a importância da fidelização de clientes para as empresas, e como a qualidade

Leia mais

Visita à Odebrecht 16 de Abril de 2015

Visita à Odebrecht 16 de Abril de 2015 Visita à Odebrecht 16 de Abril de 2015 Introdução Poucas empresas se consolidam no mercado por tanto tempo e com tamanha qualidade, tradição e compromisso na prestação de seus serviços. A 80 anos a Odebrecht

Leia mais

Curso de Engenharia de Produção. Organização do Trabalho na Produção

Curso de Engenharia de Produção. Organização do Trabalho na Produção Curso de Engenharia de Produção Organização do Trabalho na Produção Estrutura Organizacional Organização da Empresa: É a ordenação e agrupamento de atividades e recursos, visando ao alcance dos objetivos

Leia mais

Abril de 2008. Daniela Alexandra Diogo

Abril de 2008. Daniela Alexandra Diogo O Abril de 2008 Daniela Alexandra Diogo 16 1 Ambos os métodos podem criar severos danos ambientais, portanto, devem ser muito bem controlados. Conclusão Com este trabalho aprendemos que a água é muito

Leia mais

INCLUSÃO SOCIAL DO DEFICIENTE POR MEIO DO AMPARO JURÍDICO

INCLUSÃO SOCIAL DO DEFICIENTE POR MEIO DO AMPARO JURÍDICO INCLUSÃO SOCIAL DO DEFICIENTE POR MEIO DO AMPARO JURÍDICO Vanessa Cristina Lourenço Casotti Ferreira da Palma Doutoranda em Educação pelo Programa de Pós Graduação em Educação - PPGEdu da Faculdade de

Leia mais

A LEI DE BASES DA ECONOMIA SOCIAL (LBES) PALAVRAS-CHAVE: Lei de Bases Economia Social Princípios estruturantes - CRP Princípios orientadores - LBES

A LEI DE BASES DA ECONOMIA SOCIAL (LBES) PALAVRAS-CHAVE: Lei de Bases Economia Social Princípios estruturantes - CRP Princípios orientadores - LBES A LEI DE BASES DA ECONOMIA SOCIAL (LBES) PALAVRAS-CHAVE: Lei de Bases Economia Social Princípios estruturantes - CRP Princípios orientadores - LBES 1. O QUE É UMA LEI DE BASES? Uma lei de bases é uma lei

Leia mais

Probabilidade. Luiz Carlos Terra

Probabilidade. Luiz Carlos Terra Luiz Carlos Terra Nesta aula, você conhecerá os conceitos básicos de probabilidade que é a base de toda inferência estatística, ou seja, a estimativa de parâmetros populacionais com base em dados amostrais.

Leia mais

BLUMENAU: SITUAÇÃO FINANCEIRA A economia dos municípios depende do cenário nacional

BLUMENAU: SITUAÇÃO FINANCEIRA A economia dos municípios depende do cenário nacional BLUMENAU: SITUAÇÃO FINANCEIRA A economia dos municípios depende do cenário nacional - A arrecadação municipal (transferências estaduais e federais) vem crescendo abaixo das expectativas desde 2013. A previsão

Leia mais

POLÍTICAS SOCIAIS DE COMBATE A POBREZA, NA GARANTIA DE DIREITOS: UM BREVE RELATO

POLÍTICAS SOCIAIS DE COMBATE A POBREZA, NA GARANTIA DE DIREITOS: UM BREVE RELATO POLÍTICAS SOCIAIS DE COMBATE A POBREZA, NA GARANTIA DE DIREITOS: UM BREVE RELATO Clarice Ana Ruedieger Jaqueline Fernanda Machado Jaqueline Nadir da Silva Rosiléia Cavalli Weber INTRODUÇÃO: Com o desenvolvimento

Leia mais

DIMENSÕES DE PESQUISA EM ENGENHARIA DE SOFTWARE

DIMENSÕES DE PESQUISA EM ENGENHARIA DE SOFTWARE ESPECIAL Engenharia de Software DIMENSÕES DE PESQUISA EM ENGENHARIA DE SOFTWARE por Paulo Borba DECISÕES IMPORTANTES A SEREM TOMADAS NOS PROJETOS E NA CARREIRA DE UM PESQUISADOR EM ENGENHARIA DE SOFTWARE.

Leia mais

Plano de Trabalho Docente 2014. Ensino Técnico

Plano de Trabalho Docente 2014. Ensino Técnico Plano de Trabalho Docente 2014 Ensino Técnico Etec Dr. José Luiz Viana Coutinho Código: 073 Município: Jales Eixo Tecnológico: Recursos Naturais Habilitação Profissional: Habilitação Profissional Técnica

Leia mais

Sistemática dos seres vivos

Sistemática dos seres vivos Sistemática dos seres vivos O mundo vivo é constituído por uma enorme variedade de organismos. Para estudar e compreender tamanha variedade, idd foi necessário agrupar os organismos de acordo com as suas

Leia mais

REUNIÃO COMO CONDUZI-LA?

REUNIÃO COMO CONDUZI-LA? REUNIÃO COMO CONDUZI-LA? REUNIÃO As reuniões são um meio para partilhar, num grupo de pessoas, um mesmo nível de conhecimento sobre um assunto ou um problema e para tomar decisões coletivamente. Além disso,

Leia mais

ANÁLISE DE RECURSOS NA PRODUÇÃO EM MICRO E PEQUENAS EMPRESAS Como analisar recursos na produção para auxiliar na busca de novos mercados RESUMO

ANÁLISE DE RECURSOS NA PRODUÇÃO EM MICRO E PEQUENAS EMPRESAS Como analisar recursos na produção para auxiliar na busca de novos mercados RESUMO ANÁLISE DE RECURSOS NA PRODUÇÃO EM MICRO E PEQUENAS EMPRESAS Como analisar recursos na produção para auxiliar na busca de novos mercados RESUMO Carlos Eduardo Macieski dos Santos * Isaque dos Santos Amorim

Leia mais

Arquitecturas de Software Enunciado de Projecto 2007 2008

Arquitecturas de Software Enunciado de Projecto 2007 2008 UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO Arquitecturas de Software Enunciado de Projecto 2007 2008 1 Introdução Na primeira metade da década de 90 começaram a ser desenvolvidas as primeiras

Leia mais

Normas de Utilização do Laboratório de Fisiologia e Aspectos Práticos e Éticos da Experimentação Animal Curso de Nutrição (UFV/CRP)

Normas de Utilização do Laboratório de Fisiologia e Aspectos Práticos e Éticos da Experimentação Animal Curso de Nutrição (UFV/CRP) Universidade Federal de Viçosa Campus de Rio Paranaíba - MG Normas de Utilização do Laboratório de Fisiologia e Aspectos Práticos e Éticos da Experimentação Animal Curso de Nutrição (UFV/CRP) Rio Paranaíba

Leia mais

JESSICA NO ORDENAMENTO JURÍDICO PORTUGUÊS. José Brito Antunes Lisboa, 18 de Fevereiro de 2008

JESSICA NO ORDENAMENTO JURÍDICO PORTUGUÊS. José Brito Antunes Lisboa, 18 de Fevereiro de 2008 JESSICA NO ORDENAMENTO JURÍDICO PORTUGUÊS José Brito Antunes Lisboa, 18 de Fevereiro de 2008 ESTRUTURA FINANCEIRA CONCEPTUAL IDEIAS CHAVE FLEXIBILIDADE na estruturação jurídica Fundos de Participação e

Leia mais

IPERON - ABRIL VERDE/2016 5 PASSOS PARA UMA LIDERANÇA DE RESULTADOS

IPERON - ABRIL VERDE/2016 5 PASSOS PARA UMA LIDERANÇA DE RESULTADOS IPERON - ABRIL VERDE/2016 5 PASSOS PARA UMA LIDERANÇA DE RESULTADOS Adm. Ramiro Vieira, Msc Coach Abril/2016 O Líder Nasce ou se Torna Líder? Nem todos os que se esforçam para ser líderes têm condições

Leia mais

2. CONCEITUAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE PARQUES TECNOLÓGICOS ------------------------------ 3

2. CONCEITUAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE PARQUES TECNOLÓGICOS ------------------------------ 3 O DESAFIO DE IMPLANTAR PARQUES TECNOLÓGICOS PARTE 1 ----------------------------------- 3 ALINHANDO EXPECTATIVAS: PARQUES TECNOLÓGICOS SÃO EXCLUSIVOS PARA PESQUISA OU DEVEM ABRIGAR PRODUÇÃO? -------------------------------------------------------------------------

Leia mais

Guia Sudoe - Para a elaboração e gestão de projetos Versão Portuguesa Ficha 7.0 Auxílio estatal

Guia Sudoe - Para a elaboração e gestão de projetos Versão Portuguesa Ficha 7.0 Auxílio estatal Guia Sudoe - Para a elaboração e gestão de projetos Versão Portuguesa Ficha 7.0 Auxílio estatal 2 Ficha 7.0 Auxílio estatal Índice 1 Princípio... 5 2 Definição do conceito de auxílios estatais... 6 3 Quem

Leia mais

WLADIMIR AUGUSTO CORREIA BRITO PROFESSOR DA ESCOLA DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DO MINHO

WLADIMIR AUGUSTO CORREIA BRITO PROFESSOR DA ESCOLA DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DO MINHO EM BUSCA DE UM MODELO ADEQUADO DE ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA EM PAÍS ARQUIPELÁGICO I Introdução 1.1.º - Na conferência por mim proferida na Praia defendi que a questão da organização administrativa de

Leia mais

Inteligência Artificial

Inteligência Artificial Inteligência Artificial Aula 7 Programação Genética M.e Guylerme Velasco Programação Genética De que modo computadores podem resolver problemas, sem que tenham que ser explicitamente programados para isso?

Leia mais

MBA em Gerenciamento de Projetos. Teoria Geral do Planejamento. Professora: Maria Erileuza do Nascimento de Paula

MBA em Gerenciamento de Projetos. Teoria Geral do Planejamento. Professora: Maria Erileuza do Nascimento de Paula MBA em Gerenciamento de Projetos Teoria Geral do Planejamento Professora: Maria Erileuza do Nascimento de Paula SOBRAL - CE 2014 O que é Planejamento É um processo contínuo e dinâmico que consiste em um

Leia mais

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E A SUA INTERDISCIPLINARIDADE

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E A SUA INTERDISCIPLINARIDADE A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E A SUA INTERDISCIPLINARIDADE INTRODUÇÃO Autor: Franklin Vieira de Sá Instituição: Universidade Federal do Piauí E-mail: frankkkfalcon@hotmail.com A temática de Educação Ambiental

Leia mais

Tema: Fachadas Ativas. Palestrante: Thomaz Assumpção

Tema: Fachadas Ativas. Palestrante: Thomaz Assumpção Tema: Fachadas Ativas Palestrante: Thomaz Assumpção A Lei Novo Plano Diretor Estratégico de São Paulo Eixos de Estruturação da Transformação Urbana Função de orientar o desenvolvimento urbano ao longo

Leia mais

ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO. O aluno com deficiência intelectual

ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO. O aluno com deficiência intelectual ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO O aluno com deficiência intelectual Deliese Salcher Gasparetto Introdução A deficiência intelectual é conhecida por problemas causados no cérebro e que causam baixa

Leia mais

Contratar um plano de saúde é uma decisão que vai além da pesquisa de preços. Antes de

Contratar um plano de saúde é uma decisão que vai além da pesquisa de preços. Antes de Planos de saúde: Sete perguntas para fazer antes de contratar Antes de aderir a um plano de saúde, o consumidor precisa se informar sobre todas as condições do contrato, para não correr o risco de ser

Leia mais

CENTRO EDUCACIONAL SIGMA

CENTRO EDUCACIONAL SIGMA 5ºAno 1.5 CIÊNCIAS 4º período 10 de dezembro de 2015 Cuide da organização da sua prova. Escreva de forma legível. Fique atento à ortografia e elabore respostas claras. Tudo isso será considerado na correção.

Leia mais

O JOVEM COMERCIÁRIO: TRABALHO E ESTUDO

O JOVEM COMERCIÁRIO: TRABALHO E ESTUDO O JOVEM COMERCIÁRIO: TRABALHO E ESTUDO O comércio sempre foi considerado como porta de entrada para o mercado de trabalho sendo, assim, um dos principais setores econômicos em termos de absorção da população

Leia mais

Prof. José Maurício S. Pinheiro - UGB - 2009

Prof. José Maurício S. Pinheiro - UGB - 2009 Auditoria e Análise de Segurança da Informação Forense Computacional Prof. José Maurício S. Pinheiro - UGB - 2009 Forense Computacional 2 Forense Computacional A forense computacional pode ser definida

Leia mais

A utopia platônica. Perspectiva política da alegoria da caverna: a sofocracia. Educação e política: as três classes

A utopia platônica. Perspectiva política da alegoria da caverna: a sofocracia. Educação e política: as três classes Ideias políticas Platão Pp. 311-312 A utopia platônica Perspectiva política da alegoria da caverna: a sofocracia Educação e política: as três classes A utopia platônica é elaborada na época da decadência,

Leia mais

REGULAMENTO HACKATHON KIMBERLY-CLARK EDIÇÃO HUGGIES

REGULAMENTO HACKATHON KIMBERLY-CLARK EDIÇÃO HUGGIES REGULAMENTO HACKATHON KIMBERLY-CLARK EDIÇÃO HUGGIES Este regulamento contém as regras aplicáveis ao Hackathon Kimberly-Clark Edição Huggies ( Evento ), promovida pela KIMBERLY-CLARK BRASIL INDÚSTRIA E

Leia mais

Pessoa com Deficiência. A vida familiar e comunitária favorecendo o desenvolvimento

Pessoa com Deficiência. A vida familiar e comunitária favorecendo o desenvolvimento Habilitação e Reabilitação da Pessoa com Deficiência A vida familiar e comunitária favorecendo o desenvolvimento Marco Legal Constituição Brasileira Art. 203 inciso IV IV - A habilitação e reabilitação

Leia mais