Encontro Gestão Eficiente de Água e Energia

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1 Encontro Gestão Eficiente de Água e Energia 26 de novembro de h às 17h30 Sistema FIRJAN Rio de Janeiro Estudo sobre disponibilidade hídrica na região metropolitana do Estado do Rio Paulo Carneiro COPPE/UFRJ Jorge Peron Sistema FIRJAN

2 DIRETRIZES PARA O AUMENTO DA SEGURANÇA HÍDRICA DA RMRJ.

3 Atualizado em: 25/11/2015 Fonte: FIRJAN, a partir dos dados da Sala de Situação da ANA.

4 Outras crises: anos depois anos depois quantos anos depois??? Efeitos diretos na disponibilidade de água para:. a população. as indústrias. a agricultura Os efeitos da crise econômica mascaram os efeitos da crise hídrica. Sem os limites impostos pela crise econômica, o cenário hídrico seria...

5 Um cenário de restrição hídrica inibe o crescimento econômico e da atividade industrial, afastando a atração de novos investimentos para o estado, com impacto na geração de empregos e renda. O PERHI é o principal estudo orientador das ações de gestão das águas do ERJ. Ele deveria subsidiar grande parte das decisões tomadas para o enfrentamento da crise atual. O PERHI propõe 39 programas/ações.

6 REGIÃO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO Aspectos geográficos. mais de 12,2 milhões de habitantes. 74% da população do ERJ. 2ª maior RM do país. 3ª maior RM da América do Sul. 20ª maior RM do mundo Aspectos econômicos. 71% do PIB do ERJ. 8% do bens e serviços do país. 2º maior polo industrial do país

7 O estudo da FIRJAN tem como base o PERHI, acrescentando novas informações surgidas desde 2014, estendendo o horizonte de 2030 para Aspectos avaliados:. Sistemas de abastecimento. Gestão do Saneamento. Segurança Hídrica. Gestão da demanda. Aumento da oferta. Ações estratégicas para diminuir as fragilidades dos sistemas existentes visando as crises futuras

8 PRINCIPAIS CONSTATAÇÕES DO ESTUDO

9 Constatação: Todos os sistemas públicos de abastecimento (Guandu, Imunana/Laranjal e Sistemas Independentes) deverão ampliar a produção de água tratada no cenário 2035, em função do crescimento do consumo urbano nesse horizonte. Desafios: Implementar as ações do Plano Diretor de Abastecimento Água para a RMRJ (2002) e as do PERHI (2014) para ampliação de todos os sistemas de abastecimento. Na progressão atual, em 2035 a demanda será maior do que a oferta de água na RMRJ.

10 Constatação: Os esgotos sanitários despejados sem tratamento resultam em um enorme passivo ambiental. Segundo o PERHI, somente 63% do esgoto produzido na RMRJ é coletado. Desses, apenas 37% é adequadamente tratado. Desafios: Expansão para 90% de atendimento da rede coletora e para 70% de tratamento dos esgotos sanitários coletados. O cronograma atual prevê o atingimento dessas metas em 2030.

11 Constatação: Não se contemplam novas fontes de abastecimento de água para a população e/ou indústrias numa visão de longo prazo. Dessa forma, a RMRJ possui dependência total das águas da bacia do Rio Paraíba do Sul para sustentar o seu desenvolvimento socioeconômico. Desafios: O Poder Público deve desenvolver um planejamento de médio e longo prazo, considerando viabilizar e operar novas fontes de abastecimento para a RMRJ: águas subterrâneas, dessalinização, água de reuso de ETE,...

12 Constatação: A qualidade das águas dos rios dos Poços, Queimados e Ipiranga, que deságuam no Rio Guandu, é uma ameaça ao abastecimento da RMRJ. Desafios: Como medida paliativa e emergencial, execução de um projeto já existente de desvio das águas desses rios para um ponto a montante da captação da ETA Guandu. Como medida definitiva, deve-se coletar e tratar os esgotos urbanos produzidos na Baixada Fluminense, em especial nas bacias contribuintes desses rios.

13 Constatação: Considerando o cenário atual, a vazão do rio Guandu está 76% comprometida com as autorizações de captação já emitidas e em 2035 haverá um déficit de 3,5 m 3 /s, considerando-se o aumento no abastecimento urbano e industrial. Desafios: Assegurar o cumprimento do recente acordo firmado entre os estados do RJ, MG e SP, e a ANA, intermediado pelo STF, que determina uma vazão constante de 190m 3 /s em Santa Cecília (rio Paraíba do Sul).

14 Constatação: A falta de controle sobre a expansão urbana e o disciplinamento das atividades que comprometem a qualidade ambiental, causando a degradação dos recursos hídricos. Desafios: Compatibilizar os planos diretores municipais a uma visão das bacias hidrográficas numa abordagem sistêmica dos processos que causam degradação ambiental. Acelerar o processo de recuperação e proteção de mananciais e fontes de abastecimento de água potável para a RMRJ.

15 Constatação: O consumo médio per capta na RMRJ é de 330 litros/hab/dia, considerado muito alto se comparado à média nacional, por exemplo, que é de 166,3 litros/hab/dia (SNIS, 2013). Desafios: Incentivar a pesquisa, a produção e a comercialização de equipamentos certificados em relação ao menor consumo de água, criando subsídios para troca de equipamentos hidráulicos existentes de unidades domésticas e industriais por outros mais econômicos em relação ao consumo de água. Campanhas continuadas de consumo consciente.

16 Constatação: Atuar no controle e na redução de perdas físicas dos sistemas públicos de abastecimento. De acordo com o SNIS (2013), o índice de perdas físicas de água na distribuição dos diversos sistemas operados pelas concessionárias e pelos serviços autônomos na RMRJ chega a 37%. Desafios: Elaborar um cadastro que permita conhecer melhor o sistema, o número e tipo de usuários aos quais os serviços devem ser prestados, além de realizar o controle operacional voltado para o combate de perdas físicas.

17 Outros pontos:. Os volumes mortos dos reservatórios da bacia do rio Paraíba do Sul são estimados.. A estrutura física de transposição de água do rio Paraíba do Sul para o rio Guandu não possui redundância.. O conceito de prevenção de crises não é aplicado no sistema de abastecimento público da RMRJ.. Regulação do setor de saneamento....

18 OBRIGADO. GGM - Gerência Geral de Meio Ambiente DIAMB Divisão de Meio Ambiente (21)

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