A Inadimplência nas Instituições de Ensino Superior Privadas: Causas Financeiras ou Sociais?

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A Inadimplência nas Instituições de Ensino Superior Privadas: Causas Financeiras ou Sociais?"

Transcrição

1 Resumo: A Inadimplência nas Instituições de Ensino Superior Privadas: Causas Financeiras ou Sociais? Ari Holanda Júnior Faculdade Lourenço Filho (FLF) Heber José de Mora Universidade de Fortaleza (UNIFOR) A nova Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Brasileira proporcionou uma expansão sem igual na quantidade de IES, proporcionando uma oportunidade para milhares de brasileiros terem acesso ao ensino superior, mas em contrapartida, surgiu um fenômeno de proporções até então nunca vista: a inadimplência estudantil. Com o objetivo de estudar quais os fatores que condicionam o fenômeno, elaborou-se este estudo em uma IES privada na cidade de Fortaleza-CE. Constatou-se que a produção acadêmica sobre o tema no Brasil é escassa. Assim utilizaram-se, como referencial teórico, várias pesquisas realizadas em outros países, que abordaram o assunto. Através de análise estatística, com a utilização de Análise Discriminante com validação cruzada, para a determinação dos principais fatores condicionantes, verificou-se na amostra estudada que a inadimplência tem relação com fatores pessoais, sócio-econômicos, acadêmicos e institucionais, portanto gerenciáveis. O pressuposto de que a inadimplência estudantil está relacionada somente com fatores financeiros não se confirmou.. Palavras-chave: Educação Brasileira, Ensino superior, Inadimplência escolar. 1 INTRODUÇÃO O tema associado aos fatores que condicionam a inadimplência em instituições particulares de ensino superior se refere à análise do perfil dos alunos inadimplentes e adimplentes, segundo suas características sócio-econômicas, relacionamento acadêmico, e características de uma instituição de ensino superior privada, localizada na cidade de Fortaleza- CE. Esta análise se fez necessária tendo em vista a expansão do mercado de ensino superior, tanto em nível Brasil quanto em nível local, e os alarmantes índices de inadimplência registrados pelas instituições de ensino superior privadas, que já experimentam um ambiente cada vez mais competitivo na busca da sobrevivência e da sedimentação no mercado de ensino superior. Segundo a Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), somente em Fortaleza, existem trinta e uma Instituições de Ensino Superior (IES) privadas e três públicas.

2 50 Revista Científica da Faculdade Lourenço Filho - v.6, n.1, 2009 Constata-se no Brasil, entre 1997 e 2003, uma evolução radical no número de instituições de ensino superior (IES). Ao cenário apresentado, é razoável supor que o incremento no número de IES, e a conseqüente oferta de vagas, resultaram em modificação no comportamento da demanda (representada por aqueles que se inscrevem para a seleção), concernente à tomada de decisão do consumidor por uma ou outra IES. Este contexto irá requerer uma melhor compreensão deste ambiente, um conhecimento mais acurado do mercado, da inadimplência nas IES e as possíveis características dos alunos, e também, da instituição, face à possibilidade de existência de diferenças significativas entre aqueles que honram suas responsabilidades financeiras assumidas, referentes à prestação de serviços educacionais no ensino de graduação, e aqueles que alimentam as estatísticas da inadimplência escolar. Assim, se pretende contribuir com a elaboração de novos conhecimentos, demonstrando quais os elementos ou fatores que condicionam o fenômeno da inadimplência, possibilitando, assim, às instituições de ensino superior procederem à formulação de suas estratégias, direcionando-as à prevenção, ou à redução dos índices que consideram significativos. No Brasil, uma das especificidades das instituições de ensino superior é a origem de seus recursos financeiros. Sob este aspecto têm-se dois tipos de instituições: a) as que são mantidas pelo Poder Público - instituições públicas e b) as que se mantém com recursos próprios instituições privadas. Esta distinção jurídica resulta numa segmentação de mercado. Para efeito deste estudo, o mercado de ensino superior é entendido como um conjunto, do qual fazem parte: a) os consumidores dos serviços de ensino superior (aqueles que já estão matriculados); b) os agentes potenciais para o ingresso no ensino superior (aqueles que concorrem a uma vaga nas IES); c) as instituições que ofertam ensino superior. A caracterização da segmentação se observa com os números das matrículas no ensino público e no ensino privado. Segundo o INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, em CENSO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR DE 2003, em 2004, o Brasil já apresentava matrículas no ensino público e matrículas no ensino privado.

3 Revista Científica da Faculdade Lourenço Filho - v.6, n.1, Estes dados mostram que o ensino público detém 29,2% das matrículas enquanto que o ensino privado detém 70,8%. Evidentemente, a expansão já vinha se dando ao longo do tempo. Porém, se verifica a maior variação no período , justamente quando passou a vigorar a nova Lei de Diretrizes e Bases para a Educação (LDB) e o surgimento das novas IES. Vários efeitos desta expansão já se fazem sentir: aumento da oferta de cursos, da oferta de vagas, da competição entre as IES, redução no valor das mensalidades, redução da qualidade do ensino, aumento da evasão de alunos e da inadimplência das mensalidades escolares. Cabem, portanto, as seguintes interrogações: Quais as características que diferenciam os estudantes inadimplentes daqueles adimplentes em uma instituição de ensino superior? perfil do novo universitário, e seu desempenho acadêmico estão relacionados à taxa de inadimplência escolar? valor da mensalidade cobrada influi na taxa de inadimplência? grau de satisfação do aluno influi na taxa de inadimplência? Existem características relacionadas à instituição que influenciem na taxa de inadimplência? Caso positivo, que instrumentos apoiariam os gestores das IES na prevenção da inadimplência? As respostas a estas indagações requerem um estudo aprofundado destas organizações acadêmicas, do ambiente em que estão inseridas e, sem dúvida, do perfil de seus alunos. Agrava-se a questão, pois, se uma instituição de ensino superior se reorganiza e aumenta sua estrutura para satisfazer a maior diversificação de suas atividades acadêmicas, e continua se financiando, praticamente, apenas com o ensino de graduação, então poderá passar por problemas financeiros graves advindos de altos custos operacionais. Isto poderá se traduzir, ao seu tempo, em desvantagem competitiva com riscos acentuados de redução de demanda, aumento no valor das mensalidades, aumento da inadimplência, aumento da evasão escolar por

4 52 Revista Científica da Faculdade Lourenço Filho - v.6, n.1, 2009 desistências, redução significativa dos resultados financeiros da instituição, redução do nível de investimentos, sucateamento institucional e, até mesmo, a paralisação de suas atividades. Uma argumentação sempre presente é a de que, cientes que a Lei proíbe o constrangimento de quem deve para instituições de ensino, os responsáveis financeiros postergam o pagamento das mensalidades escolares. Desta forma, o ensino superior particular ganha uma nova barreira à sua sustentabilidade, além da concorrência já existente. Sendo, portanto, necessário o emprego de estratégias alternativas para garantir a viabilidade financeira. Considerando-se que ao aluno optar por cursar o ensino superior em uma instituição privada, estará fazendo um investimento em capital intangível, cujo retorno somente se dará após a conclusão dos estudos. Este investimento se dará sob a forma de mensalidades escolares, custos com aquisição de livros e materiais escolares, além de custos de manutenção do aluno, como aluguel, transportes e outras despesas. A partir da experiência vivida pelo setor financeiro, tende-se a supor que a causa da inadimplência está relacionada com o perfil econômico e a capacidade de pagamento do aluno. Entretanto, no caso do setor educacional, não é difícil também supor que, o mesmo aluno inadimplente apresenta características sociais e comportamentais que podem contribuir para o problema. Existindo uma grande oferta de prestadores de serviço de educação, aliada a uma legislação que impede uma punição aos inadimplentes, leva-se a crer que diversos outros fatores além do financeiro estão relacionados à inadimplência educacional. Isto posto, apresenta-se a hipótese de que o fenômeno da inadimplência no ensino superior privado é função da realidade sócio-econômica de cada aluno, do seu grau de comprometimento e desempenho acadêmico, do conceito do curso e do nível dos serviços prestados pela instituição, os quais têm influência na predisposição do responsável financeiro pelas mensalidades, em honrar ou não o compromisso assumido perante a Instituição de Ensino Superior. Os objetivos desta pesquisa convergem para o conhecimento mais acurado entre o perfil sócio-econômico dos alunos, sua predisposição para a inadimplência, as características e

5 Revista Científica da Faculdade Lourenço Filho - v.6, n.1, práticas da IES e o conseqüente índice real de não recebimentos pertinentes ao serviço de educação superior numa instituição privada. Assim, determinar fatores que expliquem a inadimplência em uma IES privada (fatores estes gerenciáveis pelos alunos e pela instituição), encontrar a relação entre o perfil sócio-econômico do aluno de nível superior e a inadimplência e verificar relação entre as características da instituição de ensino superior estudada e o índice de inadimplência, é o que se propõe o trabalho. 2 A EXPANSÃO DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL O Relatório do Censo da Educação no Brasil, elaborado pelo MEC Ministério da Educação em 2003 e divulgado no segundo semestre de 2004, relata que o ensino superior brasileiro teve nos últimos anos crescimento recorde no número de instituições privadas. No período, a média foi de quase um estabelecimento particular novo a cada dia. Segundo o MEC, somente de 31 de outubro de 2001 até 30 de julho de 2003, as instituições privadas aumentaram 45% foram autorizadas a funcionar, ou seja, um estabelecimento a cada 1,2 dia. Entre 1998 e 2001, essa média era de uma instituição privada a cada 2,5 dias. De 1995 a 1998, ficava em uma a cada 13,7 dias. Em 31 de outubro de 2001, data de início da coleta do Censo da Educação Superior, o MEC indicava a existência de instituições, sendo privadas (86,8% do total). No resultado do Censo de 2003 o cadastro do ministério indica que o total chegou a 1.859, sendo particulares (88,9%). O número de instituições públicas também aumentou de 2001 até julho de 2003: de 183 para 207, ou uma a cada 25 dias. Toda essa expansão, no entanto, não elevou significativamente o número de alunos de classes mais baixas na Escola. O país também está ainda muito longe da meta estipulada no PNE (Plano Nacional de Educação). O aumento da concorrência entre instituições, a queda na renda média do brasileiro e a necessidade de expandir o sistema incluindo um estudante de perfil mais carente estão obrigando os estabelecimentos privados de ensino superior a mudar o seu perfil. Um estudo feito pela consultoria Hoper mostra que, de 1997 a 2002, o preço médio da mensalidade de 208 cursos de administração das regiões Sul e Sudeste caiu 22%, de R$ 498 para R$ 387.

6 54 Revista Científica da Faculdade Lourenço Filho - v.6, n.1, 2009 Um dos autores do estudo, o consultor de marketing educacional Ryon Braga, afirma que essa redução se deve, principalmente, à oferta de novos cursos de administração, que chegam ao mercado oferecendo uma mensalidade menor do que a das instituições já estabelecidas. Braga diz que a expansão do ensino superior, antes restrita às classes A e B, já chegou à classe C. Na década de 90, havia uma demanda bastante reprimida nas classes A e B. A partir de 2000, essa demanda já foi atendida, e as projeções indicam que, a partir de agora, o crescimento do ensino superior acontecerá apenas nas classes C e D, diz Braga. Para isso, o consultor afirma que as instituições de ensino superior terão de encontrar uma maneira de oferecer cursos com mensalidades mais baratas, sem perda da qualidade. Acabou a fartura. Apesar do crescimento significativo das matrículas nos últimos anos, a realidade do ensino superior não é mais aquela que as pessoas imaginam. As instituições hoje são preparadas para atender apenas as classes A e B. O valor das mensalidades não é compatível com o que pode pagar a classe C, onde crescerá a demanda. No estudo, Hoper leva em conta que uma família brasileira consegue comprometer até 25% de sua renda com o pagamento de mensalidades escolares. Como o estudo considerou como sendo de classe C um brasileiro com renda familiar de R$ 844, o máximo que essa família poderia gastar com educação seria R$ 211,00. Para o ex-ministro da educação Paulo Renato Souza a classe C representará 60% dos estudantes de ensino superior até o ano de O FINANCIAMENTO DO ENSINO SUPERIOR PRIVADO O financiamento estudantil pode ser analisado sob a perspectiva da teoria do capital humano (SCHWARTZMAN, 2003). Da mesma forma que uma organização empresarial busca financiamento para capital físico, no sistema bancário, o mesmo poderá ser feito para o capital humano. Em ambos o caso, se espera que os recursos despendidos na aquisição do capital (físico ou intangível) sejam recuperados, no futuro, acrescidos de um rendimento (incluindo-se o custo de oportunidade dos recursos empregados). Para o investimento em capital físico, é possível para os investidores a análise da perspectiva do negócio, tendo em vista as garantias reais existentes: o próprio bem físico ou garantias reais. Para o investimento em capital

7 Revista Científica da Faculdade Lourenço Filho - v.6, n.1, humano, torna-se difícil a obtenção de uma garantia real, pois via de regra trata-se de pessoas que buscam uma escolaridade superior, sem muitas garantias a oferecer, perspectivas incertas no mercado de trabalho futuro, tanto em termos de prazo, quanto de remuneração e, certamente será muito difícil encontrar avalistas aceitáveis, ou seja, seu único ativo é a possibilidade de renda futura. Neste cenário, é normal se esperar que não exista muito interesse do setor privado de mercado de capitais, em realizar esse tipo de empréstimo ou, fazê-lo a taxas de juros elevadas, em função do alto risco e da falta de garantias reais. Some-se a isto a falta de tradição na concessão de crédito pessoal de longo prazo, em vários países. Segundo Johnstone (2000), os programas de financiamentos estudantis estão entre os mais complexos, controversos, freqüentemente mal compreendidos, e potencialmente importantes elementos que constituem as finanças da educação superior. A importância dos programas tem raiz na crescente necessidade da divisão de custos significando que ao menos uma parte dos custos da educação superior deverá ser passada dos governos e contribuintes aos pais e alunos existente nas agendas de políticas públicas para a educação superior na maioria dos países. 4 O FINANCIAMENTO ESTUDANTIL NO BRASIL E EM OUTROS PAÍSES As instituições de ensino superior privadas brasileiras, além da concorrência oriunda do salto no número de instituições existentes, têm um fator limitador no que se refere ao financiamento. A alocação de recursos públicos às instituições privadas é vedada pelo artigo 213 da Constituição Federal, que abre exceção apenas às instituições confessionais, comunitárias ou filantrópicas, além de permitir a destinação de recursos à pesquisa científica. Como as instituições privadas estão mais voltadas para o ensino de graduação, a principal forma de financiamento se dá através da cobrança de mensalidades. Segundo Schwartzman (2003), a experiência internacional mostra que dificilmente uma universidade que tenha padrão de qualidade na graduação, pesquisa, pós-graduação strictosensu e extensão, pode se custear apenas com a cobrança de mensalidades, e o Brasil não se configura numa exceção. A solução, portanto, é utilizar alguns poucos recursos públicos e de

8 56 Revista Científica da Faculdade Lourenço Filho - v.6, n.1, 2009 outras fontes privadas para complementar os recursos necessários à manutenção de um corpo docente titulado exclusivo, assim como um quadro de funcionários preparados. As outras formas de organização do ensino superior: Centros Universitários, Faculdades Integradas e Faculdades Isoladas, por estarem voltadas predominantemente para o ensino da graduação, tendem a ser custeadas basicamente pela cobrança de mensalidades. Contudo, o fazem aparentemente com padrão de qualidade inferior ao das universidades, que atendem ao princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, previsto no artigo 207 da nova LDB. A qualidade inferior no ensino reflete-se no valor das mensalidades, que não permitem remuneração condigna aos docentes e nem o investimento em instalações adequadas, tais como laboratórios e bibliotecas (SCHWARTZMAN, 2003). O setor privado de ensino superior no Brasil atingiu dimensão respeitável em termos de movimentação de recursos financeiros, segundo Schwartzman (2004), essa dimensão alcança a cifras entre de 4,5 e 5 bilhões de dólares ao ano. O financiamento destes recursos baseia-se, fortemente, na cobrança de mensalidades, incluindo os cursos de pós-graduação lato sensu, situando-se entre 95 e 100% dos recursos captados, com exceção de algumas instituições confessionais que conseguem algum financiamento público. Com a expansão do ensino superior e uma participação cada vez maior de estudantes oriundos de classes de renda mais baixa criou-se uma enorme capacidade ociosa, em função da elevação da evasão escolar. Estima-se que tal evasão seja fruto do fato de que o ingresso e a permanência dos estudantes de baixa renda no ensino superior dependem de sua capacidade de pagamento, da existência de crédito educativo e da concessão de bolsas e da sua convicção, ao longo do curso, em relação à efetivação do retorno do investimento que vem sendo realizado (SCHWARTZMAN, 2004). As tendências para o setor privado são de agravamento da situação no futuro: não preenchimento das vagas oferecidas para ingresso, elevados índices de evasão ao longo do curso, crescente inadimplência dos alunos e participação ainda maior de estudantes oriundos de classes de renda mais baixa, o que gera uma capacidade de pagamento marginal decrescente.

9 Revista Científica da Faculdade Lourenço Filho - v.6, n.1, A reação das entidades privadas tem sido acirrar a concorrência entre elas, o que pode ser observado através das agressivas campanhas de marketing, redução do valor das mensalidades, localização das unidades de ensino em locais próximos ao trabalho ou residência dos alunos, processos seletivos mais fáceis e, em alguns casos, a busca de uma diferenciação através de uma elevada qualidade de ensino. Isto leva a crer que o sistema passará por um período de ajustes, com fusões, vendas e desativação de cursos e programas. O mecanismo potencialmente fundamental para a sobrevivência de parte significativa do setor privado é o FIES Financiamento ao Estudante, programa de financiamento estudantil do Governo Federal, que financia até 70% do valor das mensalidades escolares. A manutenção de alunos mais carentes nas escolas de nível superior não importa somente para as IES privadas, mas também, para o cumprimento das metas do PNE - Plano Nacional de Educação, que propõe uma taxa de 30% de escolarização da população entre anos até 2010, e que hoje se situa em menos de 12%. É importante frisar que o PNE menciona que o setor privado tem um importante papel no processo, contudo, não detalha os meios para se chegar aos resultados (SCHWARTZMAN, 2004). Apesar de sua importância, o FIES está longe de atender as necessidades atuais e muito menos ao crescimento da demanda que já se verifica. Os recursos do orçamento anual do FIES são provenientes, em sua grande parte, da arrecadação dos concursos de prognósticos (Loterias) administrados pela CEF Caixa Econômica Federal e do orçamento do MEC, não sendo ainda relevante o reembolso dos empréstimos já realizados. Entretanto os recursos têm se demonstrado insuficientes, face a crescente demanda de alunos carentes, o que força o MEC a se provir de outras fontes, que estão em cogitação, entre as quais: a utilização de parte dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, dos depósitos compulsórios dos bancos, de parte das isenções das entidades de caráter filantrópico e a entrada das próprias IES privadas, complementando os recursos atuais. Os empréstimos do FIES estão sujeitos a uma taxa de juros determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), sendo exigida a apresentação de um fiador com idoneidade cadastral e renda comprovada de, no mínimo, o dobro da mensalidade integral do curso financiado. O prazo para pagamento do FIES estende-se

10 58 Revista Científica da Faculdade Lourenço Filho - v.6, n.1, 2009 até uma vez e meia o período de utilização do financiamento, sendo o valor das prestações calculado pela Tabela Price. O Governo Federal também instituiu em 2004 o programa PROUNI Universidade para todos. Destinado à concessão de bolsas de estudo integrais e bolsas de estudo parciais (meia-bolsa) para cursos de graduação e seqüenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior, com ou sem fins lucrativos. O PROUNI compra vagas, em instituições privadas que aderirem ao programa, para alunos carentes e de minorias. A instituição de ensino privada, com ou sem fins lucrativos, que aderir ao programa ficará isenta dos seguintes impostos: a) Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas, b) Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, c) Contribuição Social para Financiamento da Seguridade Social e, d) Contribuição para o Programa de Integração Social. Uma outra forma de financiamento estudantil, só recentemente posta em prática no Brasil, partiu da iniciativa privada, quando foi fundada uma empresa especificamente para desenvolver soluções financeiras exclusivamente para o mercado educacional, funcionando como uma ponte entre investidores, instituições e estudantes. A estratégia é reunir investidores qualificados, dispostos a aplicar recursos e a buscar a remuneração de seu capital no setor educacional brasileiro. A taxa de juros aplicada aos financiamentos estudantis situa-se bem abaixo dos percentuais praticados pelo mercado financeiro brasileiro. Outra atuação da empresa é na assessoria às instituições de ensino, através da recuperação de débitos inadimplentes, financiamento para expansões e melhorias ou quitação de empréstimos. Até meados de 2005, 85 instituições de ensino, de todas as regiões do Brasil, contavam com os benefícios deste tipo de programa. No âmbito internacional, o financiamento estudantil pode assumir diferentes formas, porém todas as formas têm em comum a cobertura de uma parte dos custos da educação superior custos de instrução (mensalidades), outros custos educacionais (livros e materiais escolares), ou custos de manutenção do aluno (aluguel, transportes, e outras despesas) - previstas para serem pagas no futuro. Assim, o investidor, quer seja a própria IES, o governo, um banco ou qualquer outro ator financeiro, arca com estes custos no presente, mas será

11 Revista Científica da Faculdade Lourenço Filho - v.6, n.1, reembolsado com juros, pelo estudante (talvez com auxílio do governo) como o beneficiário do financiamento (JOHNSTONE, 2000). Segundo Johnstone (2000), o empréstimo estudantil poderá assumir duas formas básicas, com inúmeras variações cada, sendo possível também uma forma híbrida de ambas: Empréstimo Convencional - Esta modalidade de financiamento apresenta uma taxa de juros expressa em percentuais anuais sobre o valor financiado, um período para amortização, ou o tempo que o aluno terá para reembolsar o empréstimo tomado. Apresenta ainda, os termos da amortização tais como: se os pagamentos deverão ser mensais e de igual valor, ou se os pagamentos deverão iniciar com pequenos valores e aumentarão com o tempo, ou qualquer outro termo que crie um fluxo de pagamentos suficiente para amortizar o empréstimo nas taxas de juros contratadas. Empréstimo Com Renda Contigenciada - O empréstimo com renda contigenciada (ou pagamento contigenciado ) apresenta uma obrigação contratual de reembolsar um percentual sobre a renda futura, geralmente até o empréstimo ter sido quitado com a taxa de juros contratada, ou até o aluno ter pago um valor máximo pré-definido, ou por um determinado número de anos. Este tipo de empréstimo é, equivocadamente, tido como sempre o de menor custo financeiro para os estudantes que sejam incapazes de conseguir uma renda razoável, no futuro. Contudo isto só é verdade para aqueles empréstimos que tenha uma fonte de alternativa de subsídios que complemente o fluxo de pagamentos dos estudantes com baixa renda, que nunca pagam o custo total do dinheiro. Uma variante do empréstimo com renda contigenciada é o Imposto de Graduado, onde o estudante, após o término do curso, em retorno aos subsídios obtidos do governo tornase obrigado a pagar um imposto adicional sobre sua renda, em geral pelo resto de sua vida profissional. Esta modalidade tem uma falha conceitual grave: sendo considerada como um imposto e não como o pagamento de um empréstimo, diferentemente de contratos que têm que ser pagos, poderá ser abandonada por um outro governo. Esta falha talvez explique a razão pela qual a modalidade seja tão pouco utilizada nos países desenvolvidos. Johnstone (2000) apresentou alguns programas de financiamento estudantil, aplicados no período em alguns países como: Estados Unidos, Escandinávia, Alemanha,

12 60 Revista Científica da Faculdade Lourenço Filho - v.6, n.1, 2009 Países Baixos, Reino Unido, África do Sul, Austrália, Quênia e China que utilizam os modelos conceituais descritos acima. Qualquer que seja a modalidade praticada para financiar o ensino superior, a eficiência do programa está condicionada à recuperação dos custos envolvidos. Johnstone (2000) aponta que o problema com os financiamentos estudantis, especialmente nos países em desenvolvimento, é a existência significante de fontes de perda, ou vazamentos de difícil reparo, na recuperação dos custos na maioria dos programas. O primeiro destes vazamentos é a inadimplência. A ocorrência de altas taxas representa um perigo real e imediato à saúde dos programas e coloca em risco a própria sobrevivência do ensino superior privado. Estudos realizados apontam que o problema se agrava nos países ditos em desenvolvimento ou em transição, e apontam que os parcos dados existentes são inconsistentes e não confiáveis. A Inadimplência Educacional No âmbito educacional, se configura a inadimplência pela falta de pagamento, em dia, de uma ou mais mensalidades, por parte do contratante dos serviços educacionais em que ele ou seus dependentes são beneficiados. Segundo Braga (2004), a inadimplência deve ser dividida em três grupos: a inadimplência do dia seguinte ao vencimento; após 30 dias do vencimento e a inadimplência na re-matrícula. O Quadro 1 demonstra a média da inadimplência nacional nas instituições de ensino. Quadro 1 Inadimplência Média no Brasil Período Taxa de Inadimplência Dia seguinte ao vencimento 50 a 60 % Após 30 dias do vencimento 25 a 30 % Após a rematrícula 5 a 7 % Fonte: Braga (2004). A legislação em vigor veda, à instituição de ensino, de impedir que os alunos inadimplentes assistam às aulas ou deixem de prestar exames. Ademais, a IES não pode negar

13 Revista Científica da Faculdade Lourenço Filho - v.6, n.1, aos alunos em atraso os documentos necessários à sua transferência ao final do período letivo, o que implica na possibilidade de sua saída sem a quitação da dívida. O principal recurso legal que resta, à instituição, é o de não recontratar com o aluno inadimplente no semestre seguinte e cobrar a dívida na justiça. Poderá, também, inscrever o devedor nos cadastros dos serviços de proteção ao crédito. Porém, várias são as instituições que preferem negociar com seus alunos em dificuldades, com a finalidade de mantê-los na escola e não agravar os índices de evasão. De todo modo, os custos da inadimplência são reais, sejam por atrasos ou falta de pagamento e, cada vez mais, têm sido um item importante na determinação dos resultados de uma empresa educacional (SCHWARTZMAN, 2004). Como forma de obter melhores resultados na recuperação de créditos, Rodrigues (2004) apresenta as seguintes sugestões: 1. Identificar claramente o contexto econômico em que a IES está inserida; 2. Medir os índices sistematicamente; 3. Identificar as causas da inadimplência, e 4. Trabalhar com profissionais e empresas especializadas. Rodrigues (2004) afirma que a inadimplência educacional se distingue completamente daquela enfrentada pelas organizações dos setores financeiro, comercial ou industrial. Isto ocorre porque a educação é a concessão de um serviço público, essencial para o desenvolvimento do país. Aqueles que buscam uma educação superior, o fazem com intuito de uma ascensão cultural e talvez financeira e não por status material. A inadimplência comercial, financeira e industrial é mais perniciosa, pois o devedor muitas vezes age com má fé, sabendo o que está fazendo Desemprego Endividamento Fiança ou Aval Empréstimos e Documentos Saúde e Outros Figura 1 Causas da Inadimplência - Fonte: Rodrigues (2004)

14 62 Revista Científica da Faculdade Lourenço Filho - v.6, n.1, 2009 Sendo a inadimplência educacional diferente da inadimplência comercial, financeira e industrial, quais são as suas causas? Porque os contratantes não pagam as mensalidades em dia? Quais problemas os contratantes podem enfrentar? Existe a pré-disposição em dar um calote na escola? O contratante é realmente um mal pagador? O contratante está buscando solucionar seu problema? Entender as causas que levam à inadimplência é importante para não haver préjulgamentos, e para definir uma estratégia mais apropriada à realidade. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) elaborou um estudo (GRÁFICO 1) em que procurou expor percentualmente as principais causas e motivos da inadimplência. Para Rodrigues (2004), o inadimplente educacional é basicamente aquela pessoa que está passando por um mau momento, desta forma é obrigado a escolher quais os compromissos serão cumpridos ou adiados, determinando suas prioridades. Infelizmente a falta de conscientização do brasileiro leva a uma lista de prioridades que não se alinha com aquelas que as instituições de ensino adotariam ou que buscam repassar aos seus alunos. Segundo Rodrigues (2004), as prioridades dos brasileiros por grau de importância, ou as que deveriam ser primeiramente honradas são: 1-Financiamento de Imóvel, 2- Financiamento de Automóvel, 3-Despesas Básicas, 4-Cartão de Crédito e Comércio, 5-Saúde e 6-Educação. Percebe-se que a educação não é a prioridade para os brasileiros. O cenário indica uma maior preocupação com o status social aparente. Suspeita-se, também, que a atual legislação esteja contribuindo para os atuais índices de inadimplência educacional. Ao passo que vários estudos prévios, realizados nos Estados Unidos, avaliaram uma associação entre as características dos alunos ou da instituição e o comportamento da inadimplência, o pensamento geral da maioria dos pesquisadores atualmente é que o sucesso acadêmico tem um papel maior na previsão de quem ficará inadimplente, do que o histórico (financeiro) do aluno e o tipo de instituição freqüentada. Caso tudo o mais seja igual, alunos que tenham um bom desempenho escolar tendem a ter um taxa de inadimplência menor do que aqueles com baixo desempenho. Isto é uma conclusão esperançosa, no sentido em que o pagamento das mensalidades escolares ou do financiamento estudantil aparenta estar ligado a

15 Revista Científica da Faculdade Lourenço Filho - v.6, n.1, fatores que estão pelo menos parcialmente sob o controle do aluno, da escola, ou de ambos. A revisão da literatura americana, cobre uma variedade de fatores que podem ter um papel importante na inadimplência. Analisando as modelagens e a seleção de variáveis, na literatura pesquisada, verifica-se a incorporação de cinco perspectivas diferentes, corroborando a pesquisa de Volkwein et al. (1998). Tomando-se por base o comportamento econômico, demonstrado na literatura, as três primeiras perspectivas estão relacionadas à teoria do capital humano, ao subsídio público, e a habilidade do tomador de pagar o empréstimo; a quarta perspectiva está fundamentada na abordagem organizacional e estruturalista-funcional; e a quinta incorpora a adaptação dos estudantes ao sistema acadêmico superior. A Teoria do capital humano enfatiza as variáveis que refletem o desejo do aluno em investir em educação e treinamento de modo a obter um maior retorno ou compensação financeira no futuro (BECKER, 1964; FREEMAN, 1983 apud VOLKWEIN et al., 1998), quando os benefícios são maiores que os custos. Os benefícios incluem o aperfeiçoamento das habilidades e potencial de obtenção de melhores salários. Os custos envolvem não apenas as mensalidades escolares e despesas de manutenção, como também custos indiretos por não trabalhar. Ao passo que os custos devem ser pagos no presente, os benefícios podem ser usufruídos apenas no futuro. Devido ao fato de que os benefícios econômicos da educação variam conforme o nível de treinamento e a carreira escolhida, supõe-se que o comportamento da inadimplência varie de acordo com a titulação obtida e a área de conhecimento estudada (COHEN & GESKE, 1990). O primeiro estudo estatístico sobre os padrões da inadimplência escolar com uma ampla leitura acadêmica foi o artigo intitulado Whose Fault is Default?, que resumiu a agenda de pesquisa da maior literatura do campo de estudo (WILMS et al., 1987 Apud MONTEVERDE, 2000). O estudo pretendia investigar as características e práticas das instituições de ensino superior, que tinham taxas de inadimplência excessivamente altas (15% ou maior). Suas conclusões enfatizaram os preditores, predeterminados e não institucionais, da inadimplência escolar como sendo a etnia, a renda familiar, nacionalidade/naturalidade e o programa acadêmico escolhido. Estudos posteriores

16 64 Revista Científica da Faculdade Lourenço Filho - v.6, n.1, 2009 confirmaram a principal conclusão de Wilms et al. - que as características dos estudantes, muito mais do que as características institucionais, eram melhores preditores para a inadimplência. Utilizando como fonte dados, mais ampla, a publicação patrocinada pelo governo americano, conhecida como NPSAS, edição de 1987, Flint (1997) utilizou a análise discriminante, de forma similar ao estudo de Wilms et al., para analisar blocos de possíveis preditores. Concluiu que apesar das características pessoais dos estudantes estarem fortemente ligadas à inadimplência, existe uma contribuição muito pequena dos blocos de variáveis analisados após as características pessoais dos estudantes. Através de uma metodologia diferente, Knapp e Seaks (1992) analisaram alunos, de cursos com duração entre dois e quatro anos, de instituições tradicionais do estado da Pennsylvania-USA, e que eram beneficiários de financiamentos governamentais. Utilizando a regressão probabilística, os autores concluíram que as seguintes características pessoais tinham uma associação estatística significante com uma menor probabilidade de inadimplência: (1) Renda familiar, (2) Presença dos pais no lar, (3) Sucesso acadêmico e (4) Etnia (taxa de inadimplência maior entre negros). As variáveis consideradas mais importantes foram: o sucesso acadêmico e a etnia. Utilizando como fonte de informação o NPSAS de 1987, Volkwein e Szelest (1995) apresentaram dois modelos para possibilitar a previsão da inadimplência. No primeiro modelo, as características pessoais dos estudantes foram analisadas para verificar a associação com a inadimplência, conjuntamente com um grupo de variáveis utilizadas na tentativa de encontrar alguma associação do tipo de instituição com a inadimplência. O teste realizado com a categorização do tipo de instituição freqüentada como sendo universidade ou, faculdade integrada com cursos 4 anos, faculdade integrada com cursos de 2 anos ou ainda escola vocacional de nível superior (Proprietary School). Várias características pessoais considerando todos os tipos de estudantes foram definidas como de alto poder de previsão do risco de inadimplência (etnia, estado civil, quantidade de filhos, titulação obtida, desempenho acadêmico, suporte familiar e renda atual).

17 Revista Científica da Faculdade Lourenço Filho - v.6, n.1, O segundo modelo, devido à limitação dos dados, excluiu as escolas vocacionais, e um conjunto mais exaustivo de descritores da instituição foi testado para verificar a associação com o risco de inadimplência. Apesar de dois fatores terem demonstrado ser estatisticamente significantes, os autores concluíram que existia pequena evidência de que as características institucionais impactavam na inadimplência. Baseado nas evidências estatísticas disponíveis, Monteverde (200) considera haver um consenso, entre os pesquisadores, de que os determinantes da inadimplência educacional estão, antes de tudo, relacionados às características dos alunos, do que tendo alguma relação com a instituição freqüentada. Onde exista uma relação detectada entre um tipo de instituição de ensino e os altos índices de inadimplência, o fato não é causado pelas características da instituição. Instituições que têm altos índices de inadimplência são aquelas que atraem estudantes com alta probabilidade de risco de inadimplência. A tendência de inadimplência é uma condição pré-existente. 5 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A população objeto deste estudo consistiu dos alunos de uma Instituição de Ensino Superior Privada, localizada em Fortaleza-CE, que oferta cursos de graduação em nível de bacharelado, licenciatura, e graduação tecnológica. Os dados foram obtidos a partir de relatórios gerenciais, fornecidos pela IES pesquisada, referentes ao segundo semestre letivo de 2004 e ao primeiro semestre letivo de O discurso da instituição ressalta uma preocupação com a qualidade e com o posicionamento no mercado da educação superior. Sua estratégia de captação de alunos é reforçada por ações concretas, desenvolvidas através de importantes programas de Responsabilidade Social. Como estratégia de combate à inadimplência a instituição pratica descontos diferenciados para aqueles alunos que pagarem suas mensalidades de forma antecipada ou no vencimento. Os alunos foram divididos em dois grupos, distintos entre si pela característica objeto desta análise: estarem ou não inadimplentes com suas mensalidades escolares. Como definição

18 66 Revista Científica da Faculdade Lourenço Filho - v.6, n.1, 2009 para o estudo se considerou como inadimplente aqueles alunos que não honraram os pagamentos de três ou mais mensalidades escolares durante o segundo semestre letivo do ano de Tendo em vista que a aplicação do questionário estruturado, seria efetuada durante o primeiro semestre letivo do ano de 2005, excluiu-se aqueles alunos que não renovaram sua matrícula ao final do ano de Para compor os grupos, em função do alto índice de recusa em participar da pesquisa, foi retirada uma amostra não probabilística, por conveniência, de igual tamanho para o grupo de inadimplentes e adimplentes, estratificada por curso. Os alunos inadimplentes foram escolhidos, em número de 200, aleatoriamente, dentre os 3257 alunos considerados inadimplentes no período acima definido. Desta forma, fez-se necessário a aplicação de 400 questionários, sendo 200 para os alunos considerados inadimplentes e 200 para aqueles adimplentes. Em face da falta de uma teoria consolidada, no cenário brasileiro, que forneça o completo embasamento do problema e a conseqüente escolha das melhores variáveis para o estudo da inadimplência, foram utilizadas inicialmente como variáveis independentes ou preditoras aquelas mais comuns nos estudos, realizados nos estados Unidos, que precederam a este. Foi adotado o questionário estruturado, por tratar-se de uma pesquisa descritiva. Possibilitando descrever o fenômeno estudado, e verificar a correlação entre as variáveis, permitindo se chegar a respostas do problema e alcançar os objetivos propostos. As variáveis utilizadas neste estudo foram definidas a partir dos trabalhos de Rodrigues (2004), Steiner e Teszler (2003), Volkwein et al. (1998), Volkwein e Cabrera (1998), Volkwein e Szelest (1995), Flint (1997), Dynarski (1994) e Monteverde (2000). As variáveis são concernentes ao fenômeno da inadimplência, a fatores pessoais e sócio-econômicos do aluno, a fatores acadêmicos, e às características e práticas da instituição de ensino. Foram codificadas em escala de Likert, para medir os itens relacionados aos grupos de fatores considerados. A variável dependente é a medida dicotômica de inadimplência ou adimplência, as variáveis independentes ou preditoras foram divididas em 4 grupos: Fatores pessoais, fatores econômicos, fatores acadêmicos e fatores institucionais (QUADRO 2).

19 Revista Científica da Faculdade Lourenço Filho - v.6, n.1, Variáveis relacionadas a Fatores Pessoais são variáveis que compõem o grupo dos indicadores dos fatores pessoais e objetivam caracterizar o perfil pessoal e social do aluno; Variáveis relacionadas a Fatores Econômicos são variáveis que compõem o grupo dos indicadores dos fatores econômicos e objetivam caracterizar o perfil econômico e situação financeira do aluno; variáveis relacionadas a Fatores Acadêmicos são variáveis que compõem o grupo dos indicadores dos fatores acadêmicos que objetivam caracterizar os fatores relacionados com a vida acadêmica que possam influenciar no comportamento do aluno; e Variáveis relacionadas a Fatores Institucionais são variáveis que compõem o grupo dos indicadores dos fatores institucionais que objetivam caracterizar os fatores relacionados com a IES que possam influenciar no comportamento do aluno, são fatores gerenciáveis por parte da IES. Fatores Pessoais Fatores Econômicos Fatores Acadêmi cos Quadro 2 Variáveis Independentes da Pesquisa Fator Ref X 01 Variável Idade Especificação Faixa etária em que situa o aluno Valores 1 5 X 02 Sexo Gênero dos alunos 1 2 X 03 Raça Grupo racial a que pertence o 1 5 X 04 Estado Civil Situação conjugal do aluno 1 5 X 05 Qtd de Filhos Número de filhos sob a guarda do 0 4 X 06 Ocupação Tipo de emprego do aluno 1 5 X 07 Ensino Médio Tipo de escola onde cursou ensino 1 3 X 08 Ingresso Forma de ingresso no ensino 1 3 X 09 Motivação p/ pagar Grau de motivação para pagar as 1 5 X 10 Incentivo familiar Incentivo da família para a 1 5 X 11 Renda Própria Faixa de renda pessoal do aluno 1 5 X 12 Renda Familiar Faixa de renda familiar do aluno 1 5 X 13 Responsável Financeiro Quem responde pelo pagamento 1 5 X 14 Celular Tipo de linha celular que utiliza 1 5 X 15 Cartão de Credito Limite do cartão de crédito 1 5 X 16 Veículo Próprio Veículo próprio e se existe ônus 1 5 X 17 Residência Imóvel próprio e se existe ônus 1 4 X 18 Padrão do Imóvel Padrão do imóvel em reside 1 5 X 19 Tempo de Residência Tempo que mora na atual 1 5 X 20 Referência Bancária Existência de referências 1 5 X 21 Membros no Ensino Qtd de membros da família em 0 4 X 22 Membros no Ensino Qtd de membros da família em 0 4 X 23 Tipo de Curso Tipo de curso freqüentado 1 2 X 24 Área de Conhecimento Área de conhecimento do curso 1 4 X 25 Duração do Curso Tempo normal de conclusão do 1 4 X 26 Importância do Importância do conhecimento 1 5 X 27 Contribuição do Curso Contribuição do curso para 1 5

20 68 Revista Científica da Faculdade Lourenço Filho - v.6, n.1, 2009 X 28 Tempo de Estudo Tempo dedicado aos estudos 1 4 X 29 Estímulo Intelectual Freqüência de estimulação 1 5 X 30 Satisfação em Sala Freqüência de satisfação com as 1 5 X 31 Satisfação no Campus Freqüência de satisfação no 1 5 X 32 Novos Conhecimentos Freqüência de aquisição de novos 1 5 X 33 Atividades Freqüência de participação 1 5 X 34 Preparação das aulas Freqüência de percepção de aulas 1 5 X 35 Comunicação Docente Freqüência de percepção de boa 1 5 X 36 Desempenho Desempenho acadêmico no 1 5 X 48 Freqüência Semestral Percentual de Freqüência às aulas 1 5 X 37 Escolha da IES O que influenciou na escolha da 1 5 X 38 Reputação da IES Reputação da IES na sociedade 1 5 X 39 Satisfação com a IES Grau de satisfação para com a IES 1 5 X 40 Qualidade do Corpo Percepção da qualidade do corpo 1 5 X 41 Qualidade do Programa Percepção da qualidade do 1 5 X 42 Estrutura da IES Qualidade da estrutura física da 1 5 X 43 Qualidade dos Serviços Qualidade dos serviços prestados 1 5 X 44 Respeito Percepção do respeito da IES ao 1 5 X 45 Acompanhamento Percepção do acompanhamento 1 5 X 46 Controle Financeiro Percepção do nível de controle 1 5 X 47 Mensalidade Valor da mensalidade cobrada 1 5 Fonte: Elaborado pelos Autores. Fatores Institucionais Tendo em vista a natureza da pesquisa e os objetivos já descritos, a análise de dados será efetuada em duas etapas: 1) Análise estatística descritiva, comparando os resultados com os discutidos no referencial teórico, e 2) Análise multivariada de dados, utilizando-se a análise discriminante, para definição das variáveis com maior poder de discriminação entre os alunos adimplentes e inadimplentes. 6 ANÁLISE DOS RESULTADOS Foram aplicados 400 questionários, sendo 200 para alunos considerados inadimplentes (mais de 90 dias de atraso) e 200 para alunos considerados adimplentes, constituindo uma amostragem não probabilística. Dentre alunos inadimplentes 43 recusaram-se a responder à pesquisa e 57 preencheram o questionário de forma incorreta ou incompleta, inviabilizando sua utilização; no grupo de alunos adimplentes, 12 recusaram-se a participar e 26 preencheram o questionário de forma incorreta ou incompleta. Assim, o número de questionários utilizados na tabulação e análise foi de 262, sendo 162 questionários referentes aos alunos adimplentes e 100 questionários de alunos inadimplentes. Dentre os alunos pesquisados observaram-se fatos que

FIES Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior

FIES Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior FIES Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior Perguntas frequentes 1 O que é o FIES? O Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) é um programa do Ministério da Educação

Leia mais

Fies - (Fundo de Financiamento Estudantil)

Fies - (Fundo de Financiamento Estudantil) Fies - (Fundo de Financiamento Estudantil) 1 - O QUE É É um programa do Ministério da Educação destinado a financiar a graduação na educação superior de estudantes matriculados em instituições não gratuitas.

Leia mais

O QUE É O FIES? divulgação dos resultados e entrevistas são realizadas pela Internet. Os pagamentos ocorrerão em três etapas: Fase de utilização:

O QUE É O FIES? divulgação dos resultados e entrevistas são realizadas pela Internet. Os pagamentos ocorrerão em três etapas: Fase de utilização: O QUE É O FIES? O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) é um programa do Ministério da Educação (MEC) destinado à concessão de financiamento a estudantes matriculados em cursos superiores não gratuitos

Leia mais

Administrando o Fluxo de Caixa

Administrando o Fluxo de Caixa Administrando o Fluxo de Caixa O contexto econômico do momento interfere no cotidiano das empresas, independente do seu tamanho mercadológico e, principalmente nas questões que afetam diretamente o Fluxo

Leia mais

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO FINANCEIRA

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO FINANCEIRA POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO FINANCEIRA Diretoria Acadêmica e de Administração fev-2010 Anexo I - PORTARIA Nº 08/2010-DIR Considerando que o melhoramento constante da infra-estrutura física ofertada e a busca

Leia mais

4 Como faço para me inscrever no FIES?

4 Como faço para me inscrever no FIES? FIES - PERGUNTAS FREQUENTES 1 O que é o FIES? O Fundo de Financiamento Estudantil(Fies) é um programa do Ministério da Educação destinado a financiar a graduação na educação superior de estudantes matriculados

Leia mais

Simon Schwartzman. A evolução da educação superior no Brasil diferenças de nível, gênero e idade.

Simon Schwartzman. A evolução da educação superior no Brasil diferenças de nível, gênero e idade. A educação de nível superior superior no Censo de 2010 Simon Schwartzman (julho de 2012) A evolução da educação superior no Brasil diferenças de nível, gênero e idade. Segundo os dados mais recentes, o

Leia mais

Programas de Bolsa de Estudos ENEM PROUNI FIES - SISU

Programas de Bolsa de Estudos ENEM PROUNI FIES - SISU Programas de Bolsa de Estudos ENEM PROUNI FIES - SISU O ENEM Criado em 1998, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem o objetivo de avaliar o desempenho do estudante ao fim da escolaridade básica. Podem

Leia mais

Ministério da Educação Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira RESUMO TÉCNICO CENSO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR 2008

Ministério da Educação Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira RESUMO TÉCNICO CENSO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR 2008 Ministério da Educação Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira RESUMO TÉCNICO CENSO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR 2008 Brasília DF 2009 SUMÁRIO LISTA DE TABELAS... 3 APRESENTAÇÃO...

Leia mais

KROTON EDUCACIONAL S/A. Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior - FIES

KROTON EDUCACIONAL S/A. Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior - FIES KROTON EDUCACIONAL S/A Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior - FIES Í N D I C E SOBRE O FIES O que é o FIES? 1 Qual o marco legal do FIES? 1 Condições de financiamento 2 Quem pode se candidatar

Leia mais

A pesquisa de campo foi realizada com questões para os núcleos administrativo, pessoal e acadêmico e procura explorar duas situações distintas:

A pesquisa de campo foi realizada com questões para os núcleos administrativo, pessoal e acadêmico e procura explorar duas situações distintas: 4 Pesquisa de campo Neste capitulo será apresentado o resultado dos questionários da pesquisa de campo que serviu para o estudo de caso. A coleta de dados será dividida em: Núcleo administrativo Núcleo

Leia mais

FIES + P ROUNI. 5. Qual o percentual de bolsas complementares para os cursos de Belo Horizonte e para os cursos de Contagem?

FIES + P ROUNI. 5. Qual o percentual de bolsas complementares para os cursos de Belo Horizonte e para os cursos de Contagem? FIES + P ROUNI A UNA, uma Instituição que faz diferença no tempo e no espaço que está inserida, que participa da comunidade e sabe da sua importância na formação de profissionais e de cidadãos, oferece

Leia mais

ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1

ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1 ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1 PESQUISA DE JUROS As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em janeiro/2015. Estas elevações podem ser atribuídas aos seguintes

Leia mais

ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1

ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1 ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1 PESQUISA DE JUROS As taxas de juros das operações de crédito ficaram praticamente estáveis em janeiro/2013 frente a dezembro/2012. Pessoa Física Das seis

Leia mais

ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1

ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1 ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1 PESQUISA DE JUROS As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em fevereiro/2015. Estas elevações podem ser atribuídas aos seguintes

Leia mais

1. Objetivo. 2. Elegíveis

1. Objetivo. 2. Elegíveis 1. Objetivo Estabelecer diretrizes, critérios e condições para a concessão de bolsa integral das mensalidades para cursar 1 (um) semestre, por meio de intercâmbio em uma das instituições de Ensino Superior

Leia mais

PESQUISA DE JUROS. As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em dezembro/2013 sendo esta a sétima elevação do ano.

PESQUISA DE JUROS. As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em dezembro/2013 sendo esta a sétima elevação do ano. PESQUISA DE JUROS As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em dezembro/2013 sendo esta a sétima elevação do ano. Esta elevação é reflexo da elevação da Taxa Básica de Juros (Selic)

Leia mais

Relatório de País Brasil

Relatório de País Brasil Education at a Glance 2011 Indicadores da OECD DOI: http://dx.doi.org/10.1787/eag-2011-en OECD 2011 Sob embargo até 13 de setembro, 11h, horário de Paris Relatório de País Brasil Quaisquer dúvidas, contate:

Leia mais

Financiamento estudantil privado: tendências e novas alternativas. Carlos Furlan Diretor Executivo-Ideal Invest

Financiamento estudantil privado: tendências e novas alternativas. Carlos Furlan Diretor Executivo-Ideal Invest Financiamento estudantil privado: tendências e novas alternativas Carlos Furlan Diretor Executivo-Ideal Invest NOSSA HISTÓRIA DE CONQUISTAS E INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO 200 universidades parceiras +1960

Leia mais

PESQUISA DE JUROS. As taxas de juros das operações de crédito apresentaram em agosto/2014 comportamentos distintos.

PESQUISA DE JUROS. As taxas de juros das operações de crédito apresentaram em agosto/2014 comportamentos distintos. PESQUISA DE JUROS As taxas de juros das operações de crédito apresentaram em agosto/2014 comportamentos distintos. Na pessoa física as taxas de juros tiveram uma pequena elevação sendo esta a décima quinta

Leia mais

Crédito Estudantil Ibmec

Crédito Estudantil Ibmec Crédito Estudantil Ibmec Queremos receber bons estudantes e torná-los excelentes alunos. Olhando para o futuro, também queremos que eles sejam os melhores profissionais do mercado. Sabemos que ter uma

Leia mais

1.3. Sobre as semestralidades a serem custeadas com recursos do FIESP incidirão os descontos de pontualidade previstos à época do pagamento.

1.3. Sobre as semestralidades a serem custeadas com recursos do FIESP incidirão os descontos de pontualidade previstos à época do pagamento. 1. DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES: 1.1. O Crédito Educativo Estudantil Projeção - FIESP é um programa privado de concessão de crédito estudantil, desenvolvido pelas Faculdades Projeção, destinado a custear

Leia mais

Por que as universidades privadas brasileiras são, na média, de qualidade questionável?

Por que as universidades privadas brasileiras são, na média, de qualidade questionável? Por que as universidades privadas brasileiras são, na média, de qualidade questionável? Dezembro de 2009 Por Vítor Wilher Essa é uma pergunta que parece atordoar todos aqueles minimamente preocupados com

Leia mais

COMO ENFRENTAR A INADIMPLÊNCIA NO SEGMENTO EDUCACIONAL SEGUNDO ESPECIALISTAS DA ACERPLAN

COMO ENFRENTAR A INADIMPLÊNCIA NO SEGMENTO EDUCACIONAL SEGUNDO ESPECIALISTAS DA ACERPLAN COMO ENFRENTAR A INADIMPLÊNCIA NO SEGMENTO EDUCACIONAL SEGUNDO ESPECIALISTAS DA ACERPLAN - Treinar e capacitar os profissionais que cobram e atendem inadimplentes nas escolas; - Cadastrar os inadimplentes

Leia mais

IMA Institute of Management Accountants PESQUISA DE JUROS

IMA Institute of Management Accountants PESQUISA DE JUROS PESQUISA DE JUROS As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em outubro/2013, sendo esta a sexta elevação no ano. Esta elevação pode ser atribuída à última elevação da Taxa de Juros

Leia mais

ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1

ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1 ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1 PESQUISA DE JUROS As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em setembro/2013, sendo esta a quinta elevação no ano. Esta elevação

Leia mais

FACULDADE METODISTA GRANBERY GABINETE DA DIREÇÃO PORTARIA Nº 01/2015

FACULDADE METODISTA GRANBERY GABINETE DA DIREÇÃO PORTARIA Nº 01/2015 FACULDADE METODISTA GRANBERY GABINETE DA DIREÇÃO PORTARIA Nº 01/2015 Ementa: Altera e estabelece o Regulamento Financeiro para os cursos de graduação da Faculdade Metodista Granbery. O TESOUREIRO DO INSTITUTO

Leia mais

PORTARIA NORMATIVA Nº 2, DE 31 DE MARÇO DE 2008

PORTARIA NORMATIVA Nº 2, DE 31 DE MARÇO DE 2008 PORTARIA NORMATIVA Nº 2, DE 31 DE MARÇO DE 2008 Dispõe sobre o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior - FIES. DA POLÍTICA DE OFERTA DE FINANCIAMENTO Art. 4º A concessão de financiamento

Leia mais

Plano de Fidelidade e Incentivo à Inclusão no Ensino Superior - UNIESP100 REGULAMENTO

Plano de Fidelidade e Incentivo à Inclusão no Ensino Superior - UNIESP100 REGULAMENTO Plano de Fidelidade e Incentivo à Inclusão no Ensino Superior - UNIESP100 REGULAMENTO O GRUPO EDUCACIONAL UNIESP ( Uniesp ) composto pelas Mantenedoras de todas as suas Instituições de Ensino Superior

Leia mais

www.anefac.com.br Rua 7 de abril. 125 - conj. 405 - CEP 01043-000 República - São Paulo-SP - Telefone: 11 2808-320 PESQUISA DE JUROS

www.anefac.com.br Rua 7 de abril. 125 - conj. 405 - CEP 01043-000 República - São Paulo-SP - Telefone: 11 2808-320 PESQUISA DE JUROS PESQUISA DE JUROS As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em maio/2014, sendo esta a décima segunda elevação seguida, quinta elevação no ano. Estas elevações podem ser atribuídas

Leia mais

Painel da Indústria Financeira - PIF

Painel da Indústria Financeira - PIF Painel da Indústria Financeira - PIF Agenda Desintermediação Bancária nas Operações de Créditos Relacionamento com Instituições não Bancárias As Razões de Uso do Sistema Financeiro, segundo as Empresas:

Leia mais

RESOLUÇÃO nº 07/2014. Regulamenta o Programa Institucional De Descontos Financeiros - PIDF da Faculdade Fucapi (Instituto de Ensino Superior Fucapi)

RESOLUÇÃO nº 07/2014. Regulamenta o Programa Institucional De Descontos Financeiros - PIDF da Faculdade Fucapi (Instituto de Ensino Superior Fucapi) Regulamenta o Programa Institucional De Descontos Financeiros - PIDF da Faculdade Fucapi (Instituto de Ensino Superior Fucapi) O Presidente do CONSUP, no uso de suas atribuições regimentais, artigo 8 inciso

Leia mais

PORTARIA Nº. 002/2015

PORTARIA Nº. 002/2015 PORTARIA Nº. 002/2015 A Diretoria do INSTITUTO EDUCACIONAL JAGUARY IEJ entidade mantenedora da FACULDADE DE JAGUARIÚNA FAJ, no uso de suas atribuições estabelece regras para a liberação do parcelamento

Leia mais

Taxas de juros das operações de crédito têm terceira elevação no ano, constata ANEFAC

Taxas de juros das operações de crédito têm terceira elevação no ano, constata ANEFAC Taxas de juros das operações de crédito têm terceira elevação no ano, constata ANEFAC Todas as linhas de crédito para pessoas jurídicas subiram. Para pessoas físicas, houve aumento nos juros do comércio,

Leia mais

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO FINANCEIRA VICE-DIRETORIA ADMINISTRATIVA

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO FINANCEIRA VICE-DIRETORIA ADMINISTRATIVA POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO FINANCEIRA VICE-DIRETORIA ADMINISTRATIVA ABRIL 2011 1 1. APRESENTAÇÃO A expansão das atividades de ensino e melhoramento da infraestrutura física ofertada tem exigido da Faculdade

Leia mais

FIESP FINANCIAMENTO ESTUDANTIL PROJEÇÃO (2015/1)

FIESP FINANCIAMENTO ESTUDANTIL PROJEÇÃO (2015/1) FIESP FINANCIAMENTO ESTUDANTIL PROJEÇÃO (2015/1) 1. DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES: 1.1. O Financiamento Estudantil Projeção - FIESP é um programa privado de financiamento, desenvolvido pelas Faculdades

Leia mais

REGULAMENTO DA PROMOÇÃO INDIQUE AMIGOS ALUNOS VETERANOS FACULDADES OPET

REGULAMENTO DA PROMOÇÃO INDIQUE AMIGOS ALUNOS VETERANOS FACULDADES OPET REGULAMENTO DA PROMOÇÃO INDIQUE AMIGOS ALUNOS VETERANOS FACULDADES OPET OPET - ORGANIZAÇÃO PARANAENSE DE ENSINO TÉCNICO LTDA., inscrita no CNPJ/MF sob o nº 78.231.024/0001-72, com sede na Av. Presidente

Leia mais

ThaO que é o FIES? Quem pode solicitar o FIES?

ThaO que é o FIES? Quem pode solicitar o FIES? ThaO que é o FIES? O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) é um programa do Ministério da Educação (MEC) destinado à concessão de financiamento a estudantes regularmente matriculados em cursos superiores

Leia mais

Política de Bolsas e Financiamentos

Política de Bolsas e Financiamentos Política de Bolsas e Financiamentos Queremos receber bons estudantes e torná-los excelentes alunos. Olhando para o futuro, também queremos que eles sejam os melhores profissionais do mercado. Sabemos que

Leia mais

FACULDADE LEÃO SAMPAIO

FACULDADE LEÃO SAMPAIO FACULDADE LEÃO SAMPAIO Edital nº 01/2012 O Diretor Geral da Faculdade de Ciências Aplicadas Dr. Leão Sampaio, no uso das suas prerrogativas institucionais e legais, e considerando o que determina o Art.

Leia mais

Candidatos aprovados no Vestibular In Company EAD 2015.2 Provas 17/07/2015 e 18/07/2015 nas seguintes condições:

Candidatos aprovados no Vestibular In Company EAD 2015.2 Provas 17/07/2015 e 18/07/2015 nas seguintes condições: 1. Objetivo Estabelecer diretrizes, critérios e condições para a concessão de bolsa de estudo aos candidatos aprovados com os melhores desempenhos dos cursos de Graduação EAD (exceto cursos Semipresenciais)

Leia mais

O fluxo de recursos públicos para a educação superior privada no Brasil. São Paulo, 23 de setembro de 2015.

O fluxo de recursos públicos para a educação superior privada no Brasil. São Paulo, 23 de setembro de 2015. O fluxo de recursos públicos para a educação superior privada no Brasil. São Paulo, 23 de setembro de 2015. 1 O fluxo de recursos públicos para a educação superior privada no Brasil. 1. Expansão da educação

Leia mais

Fábio José Garcia dos Reis Dezembro de 2010

Fábio José Garcia dos Reis Dezembro de 2010 Estados Unidos: a polêmica em torno do financiamento do governo federal que beneficia as IES com fins lucrativos e aumenta o endividamento dos estudantes Fábio José Garcia dos Reis Dezembro de 2010 No

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO PARECER HOMOLOGADO Despacho do Ministro, publicado no D.O.U. de 18/9/2009, Seção 1, Pág. 47. Portaria n 890, publicada no D.O.U. de 18/9/2009, Seção 1, Pág. 47. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL

Leia mais

Mestrado em Ciências Contábeis Centro Universitário Álvares Penteado

Mestrado em Ciências Contábeis Centro Universitário Álvares Penteado Processo Seletivo 1º Semestre de 2016 Programa de Mestrado em Ciências Contábeis A FECAP Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado de maneira especial foca suas atividades no Programa de Mestrado em

Leia mais

Relatórios. Financeiro... 3. Detalhes financeiros da classe... 3. Detalhes financeiros do plano... 4. Detalhes financeiros dos alunos...

Relatórios. Financeiro... 3. Detalhes financeiros da classe... 3. Detalhes financeiros do plano... 4. Detalhes financeiros dos alunos... Relatórios Financeiro... 3 Detalhes financeiros da classe... 3 Detalhes financeiros do plano... 4 Detalhes financeiros dos alunos... 5 Vencimento diferenciado... 6 Não emitir boleto... 7 Diferenças entre

Leia mais

A matrícula será realizada nos dias 8 e 9 de dezembro de 2015, no horário das 8 às 16 horas.

A matrícula será realizada nos dias 8 e 9 de dezembro de 2015, no horário das 8 às 16 horas. Perguntas frequentes: 1) Quais os dias de prova do Vestibular Univale 2016? Você pode escolher qual o melhor dia para fazer as provas do Vestibular Univale 2016. 28 de novembro de 2015 (sábado), das 15

Leia mais

MBA EM FINANÇAS E GOVERNANÇA CORPORATIVA MANUAL DO CANDIDATO. Ingresso Agosto 2013 ESPM-SUL. Rua Guilherme Schell, 350 Santo Antônio Porto Alegre/RS.

MBA EM FINANÇAS E GOVERNANÇA CORPORATIVA MANUAL DO CANDIDATO. Ingresso Agosto 2013 ESPM-SUL. Rua Guilherme Schell, 350 Santo Antônio Porto Alegre/RS. MBA EM FINANÇAS E GOVERNANÇA CORPORATIVA MANUAL DO CANDIDATO Ingresso Agosto 2013 ESPM-SUL Rua Guilherme Schell, 350 Santo Antônio Porto Alegre/RS. Informações: Central de Candidatos: (51) 3218-1400 Segunda

Leia mais

MANUAL BOLSISTA. Núcleo de Atenção Solidária NAS

MANUAL BOLSISTA. Núcleo de Atenção Solidária NAS MANUAL DO BOLSISTA Núcleo de Atenção Solidária NAS Sumário 1 - Bolsa de Estudo... 2 2 - Tipos de Bolsas de Estudo... 2 - ProUni... 2 Eventuais Programas de Bolsas de Estudo:... 2 - Vestibular Social....

Leia mais

Pesquisa Semesp 2009. Índice de Imagem e Reputação

Pesquisa Semesp 2009. Índice de Imagem e Reputação Pesquisa Semesp 2009 Índice de Imagem e Reputação Uma ferramenta estratégica para a qualidade de mercado Desvendar qual é a real percepção de seus públicos estratégicos com relação à atuação das instituições

Leia mais

Ingresso Março 2014 Informações: (51) 3218-1400 - www.espm.br/mba

Ingresso Março 2014 Informações: (51) 3218-1400 - www.espm.br/mba Ingresso Março 2014 Informações: (51) 3218-1400 - www.espm.br/mba MBA em Finanças e Governança Corporativa Desenvolver conhecimentos e habilidades que possibilitem ao profissional dominar os conteúdos

Leia mais

RELAÇÃO DOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS

RELAÇÃO DOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS RELAÇÃO DOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS 1. BOLSA FAMÍLIA 2. BOLSA EX-ALUNO 3. BOLSA FUNDAÇÃO 4. BOLSA P.B.H. 5. BOLSA SAAE 6. BOLSA SINPRO 7. BOLSA MEDALHA 8. BOLSA CONVENIO 9. DESCONTO ALUNOS MESMA EMPRESA

Leia mais

REGULAMENTO DO PROGRAMA DE BOLSAS DE ESTUDOS DA FACULDADE SÃO VICENTE CAPITULO I DO PROGRAMA

REGULAMENTO DO PROGRAMA DE BOLSAS DE ESTUDOS DA FACULDADE SÃO VICENTE CAPITULO I DO PROGRAMA FACULDADE SÃO VICENTE Mantenedora: Sociedade Educacional e Assistencial da Paróquia de Pão de Açúcar-Al TEL; FAX 82-3624-1862 E - mail: fasvipa@hotmail.com Portaria Nº 1.766/ 01 /11/2006 REGULAMENTO DO

Leia mais

RESULTADOS DA AVALIAÇÃO DE IMPACTO DO PROJETO PILOTO DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA NAS ESCOLAS*

RESULTADOS DA AVALIAÇÃO DE IMPACTO DO PROJETO PILOTO DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA NAS ESCOLAS* RESULTADOS DA AVALIAÇÃO DE IMPACTO DO PROJETO PILOTO DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA NAS ESCOLAS* * Release elaborado pela BM&FBOVESPA baseado nos dados informados pelo Banco Mundial para o 2º Workshop de Divulgação

Leia mais

Melhoria do marco regulatório para o crédito. Ministério da Fazenda 20 de Agosto, 2014

Melhoria do marco regulatório para o crédito. Ministério da Fazenda 20 de Agosto, 2014 Melhoria do marco regulatório para o crédito Ministério da Fazenda 20 de Agosto, 2014 1 Objetivo das medidas: melhorar a produtividade e a competitividade da economia Liberação de compulsório e redução

Leia mais

FIES - Dúvidas frequentes

FIES - Dúvidas frequentes FIES - Dúvidas frequentes Até quando posso solicitar o financiamento? Você pode se inscrever no FIES em qualquer período do ano, sendo que o financiamento é sempre para o semestre letivo. Há um percentual

Leia mais

REGULAMENTO VESTIBULAR TOP EAD AGENDADO

REGULAMENTO VESTIBULAR TOP EAD AGENDADO REGULAMENTO VESTIBULAR TOP EAD AGENDADO 1. Objetivo Estabelecer diretrizes, critérios e condições para a concessão de bolsa parcial de estudo aos candidatos aprovados com os 8 (oito) melhores desempenhos

Leia mais

TUTORIAL/RENOV.MATRÍCULA/GRAD.EAD RJ. Rio de Janeiro, 26 de novembro de 2014. Estimados Estudantes,

TUTORIAL/RENOV.MATRÍCULA/GRAD.EAD RJ. Rio de Janeiro, 26 de novembro de 2014. Estimados Estudantes, TUTORIAL/RENOV.MATRÍCULA/GRAD.EAD RJ Estimados Estudantes, Rio de Janeiro, 26 de novembro de 2014. Gostaríamos de manifestar nossa alegria e gratidão pela confiança em nossa Instituição durante o período

Leia mais

ASSITÊNCIA ESTUDANTIL

ASSITÊNCIA ESTUDANTIL ASSITÊNCIA ESTUDANTIL Apoio ao Acadêmico A Assistência Estudantil da FAMEC tem a missão de apoiar o acadêmico na busca de soluções e oportunidades que contribuam para sua permanência na faculdade e conclusão

Leia mais

PESQUISA DE JUROS. Estas reduções podem ser atribuídas aos fatores abaixo:

PESQUISA DE JUROS. Estas reduções podem ser atribuídas aos fatores abaixo: PESQUISA DE JUROS Após longo período de elevação das taxas de juros das operações de crédito, as mesmas voltaram a ser reduzidas em setembro/2014 interrompendo quinze elevações seguidas dos juros na pessoa

Leia mais

Felipe Pedroso Castelo Branco Cassemiro Martins BALANCED SCORECARD FACULDADE BELO HORIZONTE

Felipe Pedroso Castelo Branco Cassemiro Martins BALANCED SCORECARD FACULDADE BELO HORIZONTE Felipe Pedroso Castelo Branco Cassemiro Martins BALANCED SCORECARD FACULDADE BELO HORIZONTE Belo Horizonte 2011 Felipe Pedroso Castelo Branco Cassemiro Martins BALANCED SCORECARD FACULDADE BELO HORIZONTE

Leia mais

Documento Base do Plano Estadual de Educação do Ceará. Eixo Temático Educação Superior

Documento Base do Plano Estadual de Educação do Ceará. Eixo Temático Educação Superior Documento Base do Plano Estadual de Educação do Ceará Eixo Temático Educação Superior Ceará, 2015 1 Socioeconômico Diagnóstico Para compreender a situação da educação no estado do Ceará é necessário também

Leia mais

OS NEGROS NO MERCADO DE TRABALHO

OS NEGROS NO MERCADO DE TRABALHO OS NEGROS NO MERCADO DE TRABALHO DO DISTRITO FEDERAL Novembro de 2010 OS NEGROS NO MERCADO DE TRABALHO E O ACESSO AO SISTEMA PÚBLICO DE EMPREGO, TRABALHO E RENDA Em comemoração ao Dia da Consciência Negra

Leia mais

Especialização em Gestão Estratégica de Projetos Sociais

Especialização em Gestão Estratégica de Projetos Sociais Especialização em Gestão Estratégica de Apresentação CAMPUS COMÉRCIO Inscrições Abertas Turma 02 --> Início Confirmado: 07/06/2013 últimas vagas até o dia: 05/07/2013 O curso de Especialização em Gestão

Leia mais

Entenda agora as mudanças para as novas contratações do FIES

Entenda agora as mudanças para as novas contratações do FIES Entenda agora as mudanças para as novas contratações do FIES Em notícias divulgadas nos meios de comunicação o Ministério da Educação informou as mudanças constantes relacionadas ao FIES. Segue abaixo

Leia mais

A Fundação concederá apenas bolsas de estudo integrais (100%).

A Fundação concederá apenas bolsas de estudo integrais (100%). ENEM 1 - Quando serão feitas as inscrições para o Enem 2014? Do dia 12 de maio até às 23h59 do dia 23 de maio, observado o horário oficial de Brasília-DF. 2 - Quando será a aplicação das provas do Enem

Leia mais

Fundo de Financiamento Estudantil Fies

Fundo de Financiamento Estudantil Fies Fundo de Financiamento Estudantil Fies Fies Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001 Fundo de natureza contábil, destinado à concessão de financiamento a estudantes regularmente matriculados em cursos superiores

Leia mais

MBA EM CONSULTORIA E GESTÃO DE NEGÓCIOS 2014.1

MBA EM CONSULTORIA E GESTÃO DE NEGÓCIOS 2014.1 NÚMERO DE VAGAS: 45 (Quarenta e cinco) vagas. PREVISÃO DE INÍCIO DAS AULAS Abril de 2014 APRESENTAÇÃO / JUSTIFICATIVA MBA EM CONSULTORIA E GESTÃO DE NEGÓCIOS 2014.1 O MBA EM CONSULTORIA & GESTÃO DE NEGÓCIOS,

Leia mais

EDITAL Nº 01/2009 PROJETOS EMPRESARIAIS PARA INGRESSO NA INCUBADORA DE EMPRESAS DE SÃO JOSÉ

EDITAL Nº 01/2009 PROJETOS EMPRESARIAIS PARA INGRESSO NA INCUBADORA DE EMPRESAS DE SÃO JOSÉ EDITAL Nº 01/2009 PROJETOS EMPRESARIAIS PARA INGRESSO NA INCUBADORA DE EMPRESAS DE SÃO JOSÉ O presente edital regulamenta o processo de recrutamento, seleção e ingresso de projetos empresariais na Incubadora

Leia mais

BEM-VINDO AO IZABELA HENDRIX

BEM-VINDO AO IZABELA HENDRIX BEM-VINDO AO IZABELA HENDRIX ESTAR NA VANGUARDA É ESTAR À FRENTE. É APONTAR OS CAMINHOS E SER REFERÊNCIA. O Izabela Hendrix representa a vanguarda na educação, com ações pioneiras que começaram há mais

Leia mais

PROCESSO SELETIVO PARA PREENCHIMENTO DE VAGAS DO CURSO DE MESTRADO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO (ênfase em Finanças)

PROCESSO SELETIVO PARA PREENCHIMENTO DE VAGAS DO CURSO DE MESTRADO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO (ênfase em Finanças) PROCESSO SELETIVO PARA PREENCHIMENTO DE VAGAS DO CURSO DE MESTRADO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO (ênfase em Finanças) - PERÍODO LETIVO 1º SEMESTRE DE 2016 - E D I T A L O, mantido pela Fundação Escola

Leia mais

O Sonho de ser Empreendedor no Brasil

O Sonho de ser Empreendedor no Brasil O Sonho de ser Empreendedor no Brasil Marco Aurélio Bedê 1 Resumo: O artigo apresenta os resultados de um estudo sobre o sonho de ser Empreendedor no Brasil. Com base em tabulações especiais elaboradas

Leia mais

II - Evolução do crédito, da taxa de juros e do spread bancário 1

II - Evolução do crédito, da taxa de juros e do spread bancário 1 II - Evolução do crédito, da taxa de juros e do spread bancário 1 Desde março do ano passado, a partir da reversão das expectativas inflacionárias e do início da retomada do crescimento econômico, os juros

Leia mais

CAGEPREV - REGULAMENTO PARA CONCESSÃO DE EMPRÉSTIMOS

CAGEPREV - REGULAMENTO PARA CONCESSÃO DE EMPRÉSTIMOS 1 - OBJETIVO CAGEPREV - REGULAMENTO PARA CONCESSÃO DE EMPRÉSTIMOS 1.1 Estabelecer normas para concessão de empréstimos aos participantes ativos e assistidos. 2 - QUALIFICAÇÃO PARA O EMPRÉSTIMO 2.1 Ser

Leia mais

Faculdades Integradas do Vale do Ivaí

Faculdades Integradas do Vale do Ivaí REGULAMENTO PARA CONCESSÃO DE BOLSAS DE ESTUDO E DESCONTOS CAPÍTULO I Das Políticas para Concessão de Bolsas de Estudo Artigo 1º. As políticas de Concessão de Bolsas das Faculdades Integradas do Vale do

Leia mais

AVALIAÇÃO DA PÓS-GRADUAÇÃO NO PNE

AVALIAÇÃO DA PÓS-GRADUAÇÃO NO PNE ESTUDO AVALIAÇÃO DA PÓS-GRADUAÇÃO NO PNE George de Cerqueira Leite Zarur Consultor Legislativo da Área XV Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia ESTUDO DEZEMBRO/2004 Câmara dos Deputados Praça

Leia mais

VESTIBULAR IZABELA HENDRIX LORENA NEVES MATIAS ARQUITETURA E URBANISMO DIALOGUE ARGUMENTE CRITIQUE TOLERE APRENDA CRESÇA FAÇA

VESTIBULAR IZABELA HENDRIX LORENA NEVES MATIAS ARQUITETURA E URBANISMO DIALOGUE ARGUMENTE CRITIQUE TOLERE APRENDA CRESÇA FAÇA VESTIBULAR IZABELA HENDRIX LORENA NEVES MATIAS ARQUITETURA E URBANISMO DIALOGUE ARGUMENTE CRITIQUE TOLERE APRENDA CRESÇA FAÇA BEM-VINDO AO IZABELA HENDRIX ESTAR NA VANGUARDA É ESTAR À FRENTE. É APONTAR

Leia mais

REGULAMENTO A CONCESSÃO E MANUTENÇÃO DE EMPRÉSTIMO SIMPLES AOS PARTICIPANTES E ASSISTIDOS DO PLANO BENEFÍCIO PREV-RENDA.

REGULAMENTO A CONCESSÃO E MANUTENÇÃO DE EMPRÉSTIMO SIMPLES AOS PARTICIPANTES E ASSISTIDOS DO PLANO BENEFÍCIO PREV-RENDA. REGULAMENTO A CONCESSÃO E MANUTENÇÃO DE EMPRÉSTIMO SIMPLES AOS PARTICIPANTES E ASSISTIDOS DO PLANO BENEFÍCIO PREV-RENDA. Índice Capítulo I Da Carteira de Empréstimo Simples... 3 Capítulo II Dos Recursos

Leia mais

FINANCIAMENTO ESTUDANTIL Helena Heller D. de Barros Consultora Legislativa da Área XV Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia ESTUDO SETEMBRO/2003 Câmara dos Deputados Praça dos 3 Poderes Consultoria

Leia mais

Art. 4º As instituições de que trata o art. 1º terão o prazo de duzentos e quarenta dias para se adaptarem ao disposto nesta Lei.

Art. 4º As instituições de que trata o art. 1º terão o prazo de duzentos e quarenta dias para se adaptarem ao disposto nesta Lei. Reserva de Vagas PROJETO DE LEI 3627-2004 Institui Sistema Especial de Reserva de Vagas para estudantes egressos de escolas públicas, em especial negros e indígenas, nas instituições públicas federais

Leia mais

Ensino Superior e novas tecnologias: caminhos e desafios

Ensino Superior e novas tecnologias: caminhos e desafios Ensino Superior e novas tecnologias: caminhos e desafios Henrique Paim Ministro de Estado da Educação Maceió, abril de 2014 Plano Nacional de Educação PNE balizador de todas as ações do MEC. Desafios:

Leia mais

Manual do Candidato. Grupo Educacional LBS-FAPPES. Vestibular FAPPES 2016. WEST PLAZA R. Barão de Tefé, 247 - São Paulo - SP, 05003-100

Manual do Candidato. Grupo Educacional LBS-FAPPES. Vestibular FAPPES 2016. WEST PLAZA R. Barão de Tefé, 247 - São Paulo - SP, 05003-100 Grupo Educacional LBS-FAPPES CREDENCIADO PELO MEC. DECRETO N 485 de 09/02/2006 Manual do Candidato Vestibular FAPPES 2016 1. Disposições Gerais 1.1. O Processo Seletivo consiste na seleção e classificação

Leia mais

Pesquisa Mensal de Emprego - PME

Pesquisa Mensal de Emprego - PME Pesquisa Mensal de Emprego - PME Dia Internacional da Mulher 08 de março de 2012 M U L H E R N O M E R C A D O D E T R A B A L H O: P E R G U N T A S E R E S P O S T A S A Pesquisa Mensal de Emprego PME,

Leia mais

Unidade I FUNDAMENTOS DA GESTÃO. Prof. Jean Cavaleiro

Unidade I FUNDAMENTOS DA GESTÃO. Prof. Jean Cavaleiro Unidade I FUNDAMENTOS DA GESTÃO FINANCEIRA Prof. Jean Cavaleiro Introdução Definir o papel da gestão financeira; Conceitos de Gestão Financeira; Assim como sua importância na gestão de uma organização;

Leia mais

Coordenação do Processo Seletivo

Coordenação do Processo Seletivo Coordenação do Processo Seletivo Edital nº 002/12 Processo Seletivo Inverno 2012/2 A Diretora Geral da Faculdade Catuaí, mantida pela Associação de Ensino de Cambé, com base em dispositivos constantes

Leia mais

Edital nº 001/15 Processo Seletivo 2015/1

Edital nº 001/15 Processo Seletivo 2015/1 Vestibular Edital nº 001/15 Processo Seletivo 2015/1 Comissão do Processo Seletivo - CoProS A Diretora Geral da Faculdade Integrada de Goiás FIG, com base em dispositivos constantes em seu Regimento, de

Leia mais

PROJETO DE LEI N. O CONGRESSO NACIONAL decreta:

PROJETO DE LEI N. O CONGRESSO NACIONAL decreta: PROJETO DE LEI N Institui o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego PRONATEC, altera as Leis n. 7.998, de 11 de janeiro de 1990, n. 8.121, de 24 de julho de 1991 e n. 10.260, de 12 de julho

Leia mais

EDITAL Nº 02/2015. Faculdade de Tecnologia de Piracicaba Fatep. Processo Seletivo. Primeiro Semestre 2016

EDITAL Nº 02/2015. Faculdade de Tecnologia de Piracicaba Fatep. Processo Seletivo. Primeiro Semestre 2016 EDITAL Nº 02/2015 Faculdade de Tecnologia de Piracicaba Fatep Processo Seletivo Primeiro Semestre 2016 O Diretor da Faculdade de Tecnologia de Piracicaba - Fatep informa que, de acordo com a Lei nº 9.394

Leia mais

TARIFAS BANCÁRIAS VOCÊ VALORIZA CADA CENTAVO DO SEU DINHEIRO. E A CAIXA TAMBÉM.

TARIFAS BANCÁRIAS VOCÊ VALORIZA CADA CENTAVO DO SEU DINHEIRO. E A CAIXA TAMBÉM. TARIFAS BANCÁRIAS VOCÊ VALORIZA CADA CENTAVO DO SEU DINHEIRO. E A CAIXA TAMBÉM. Por norma do Conselho Monetário Nacional (CMN), foram padronizados os Serviços Prioritários e os serviços isentos para Pessoa

Leia mais

Construção de um Sistema de Informações Estratégicas, Integrando Conhecimento, Inteligência e Estratégia.

Construção de um Sistema de Informações Estratégicas, Integrando Conhecimento, Inteligência e Estratégia. Construção de um Sistema de Informações Estratégicas, Integrando Conhecimento, Inteligência e Estratégia. Introdução Sávio Marcos Garbin Considerando-se que no contexto atual a turbulência é a normalidade,

Leia mais

Ministério da Educação Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira RESUMO TÉCNICO CENSO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR DE 2009

Ministério da Educação Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira RESUMO TÉCNICO CENSO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR DE 2009 Ministério da Educação Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira RESUMO TÉCNICO CENSO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR DE 2009 Brasília DF 2010 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... 5 PROCESSO DE COLETA

Leia mais

LEASING UMA OPÇÃO DE FINANCIAMENTO

LEASING UMA OPÇÃO DE FINANCIAMENTO UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS - IFCH DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E PLANEJAMENTO ECONÔMICO - DEPE CENTRO TÉCNICO ECONÔMICO DE ASSESSORIA EMPRESARIAL

Leia mais

Crédito Universitário Privado no Brasil

Crédito Universitário Privado no Brasil Crédito Universitário Privado no Brasil Taller Impacto de la Inversión Privada en Educación Superior 19 de maio de 2011 1 MERCADO POTENCIAL PARA O SETOR PRIVADO 2 MERCADO POTENCIAL PARA O SETOR PRIVADO

Leia mais

REGULAMENTO VESTIBULAR TOP EAD 2ª EDIÇÃO

REGULAMENTO VESTIBULAR TOP EAD 2ª EDIÇÃO REGULAMENTO VESTIBULAR TOP EAD 2ª EDIÇÃO 1. Objetivo Estabelecer diretrizes, critérios e condições para a concessão de bolsa parcial de estudo aos candidatos aprovados com os 30 melhores desempenhos para

Leia mais

SUBCHEFIA DE ASSUNTOS PARLAMENTARES

SUBCHEFIA DE ASSUNTOS PARLAMENTARES SUBCHEFIA DE ASSUNTOS PARLAMENTARES PROJETO DE LEI Institui o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego - PRONATEC; altera as Leis n os 7.998, de 11 de janeiro de 1990, que regula o Programa

Leia mais

Edital de Vestibular

Edital de Vestibular FACULDADE DE TECNOLOGIA CNA Processo seletivo 2016 Edital de Vestibular A Mantenedora INSTITUTO CNA e o Diretor da FACULDADE DE TECNOLOGIA CNA, sediada em Brasília/DF, com base na Lei n.º 9394/1996, na

Leia mais

$ $ Guia de Empréstimos. Fachesf

$ $ Guia de Empréstimos. Fachesf Guia de Empréstimos Fachesf Sobre os empréstimos da Fachesf Quais as modalidades de empréstimos que a Fachesf oferece? Empréstimo Pós-Fixado (sem comprovação) Empréstimo Educação (com comprovação) Empréstimo

Leia mais

EDUCAÇÃO SUPERIOR: AVANÇOS E PERSPECTIVAS

EDUCAÇÃO SUPERIOR: AVANÇOS E PERSPECTIVAS Ministério da Educação Secretaria de Educação Superior Diretoria de Políticas e Programas para a Graduação EDUCAÇÃO SUPERIOR: AVANÇOS E PERSPECTIVAS Brasil : ciclo virtuoso na educação Banco Mundial: Última

Leia mais

Candidatos aprovados do Vestibular 2015.1.1 (realizado em Dezembro/2014), nas seguintes condições:

Candidatos aprovados do Vestibular 2015.1.1 (realizado em Dezembro/2014), nas seguintes condições: 1. Objetivo Estabelecer diretrizes, critérios e condições para a concessão de bolsa parcial de estudo aos candidatos aprovados dos cursos Graduação (exceto os cursos do Polo de Fortaleza) no Vestibular

Leia mais