Portugal - Sistema Fiscal. Junho 2012

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1 Portugal - Sistema Fiscal Junho 2012

2 Índice 1. Introdução 5 2. Principais alterações no sistema fiscal português em Impostos sobre o rendimento Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas (IRC) Características Incidência Base do imposto Rendimentos Gastos Período de tributação Determinação da matéria colectável Amortizações e reintegrações Regime especial de tributação dos grupos de sociedades (RETGS) Outros regimes especiais Taxas Liquidação Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares (IRS) Características Incidência Determinação da matéria colectável Escalões e taxas Regime de tributação Deduções à colecta Entrega da declaração e liquidação Impostos sobre o património Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) Incidência Sujeito passivo 22 2

3 Valor patrimonial tributário Método de cálculo Isenções Taxas Liquidação Imposto Municipal sobre as transmissões onerosas de Imóveis (IMT) Incidência Valor tributável Taxas Liquidação Impostos sobre a despesa Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) Características Incidência Valor tributável Taxas Isenções Liquidação e pagamento Regime do IVA nas transacções intracomunitárias (RITI) Incidência Operações tributáveis Obrigações dos sujeitos passivos Valor tributável e taxas Impostos Especiais sobre o Consumo Imposto sobre o álcool e as bebidas alcoólicas (IABA) Imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP) Imposto sobre o tabaco (IT) Imposto sobre Veículos (ISV) Imposto único de circulação (IUC) 35 3

4 9. Imposto do selo Incidência Territorialidade Isenções Isenções subjectivas Outras isenções Taxas Liquidação e pagamento Benefícios fiscais Benefícios fiscais ao investimento produtivo Benefícios ao investimento em unidades produtivas de natureza contratual Benefícios fiscais com vista à internacionalização das empresas portuguesas Benefícios fiscais à investigação e desenvolvimento Benefícios fiscais às Zonas Francas Benefícios fiscais de natureza social - Criação de emprego Regime especial de apoio ao investimento (RFAI) Outros benefícios fiscais Benefícios fiscais à reestruturação empresarial Benefícios fiscais para prédios situados nas áreas de localização empresarial (ALE) Benefícios fiscais ao sistema financeiro e mercado de capitais Benefícios fiscais à propriedade intelectual 46 Anexos Calendário Fiscal 47 Fontes 49 4

5 1. Introdução Com o presente trabalho pretende-se proporcionar uma visão sintética dos aspectos mais relevantes do Sistema Fiscal Português. Apresentam-se as principais características dos impostos estaduais e locais, directos e indirectos, com maior ênfase para os que estão relacionados com a actividade empresarial. Os Impostos Estaduais englobam os Impostos sobre o Rendimento: Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas IRC e Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares IRS - os Impostos sobre a Despesa: Imposto sobre o Valor Acrescentado IVA; os Impostos Especiais sobre o Consumo: Imposto Especial sobre o Álcool e Bebidas Alcoólicas IABA; Imposto sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos ISP; Imposto sobre o Tabaco IT; e a Tributação Automóvel: Imposto sobre Veículos ISV e Imposto Único de Circulação - IUC. Neste capítulo são apresentados com maior detalhe, o IRC e o IVA. Os Impostos Locais, cuja cobrança constitui receita dos Municípios, incluem os Impostos sobre o Património: Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), que sucedeu à contribuição autárquica e o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), que sucedeu ao imposto municipal de sisa. Constitui ainda receita dos Municípios a parcela do produto do imposto único de circulação que lhes caiba nos termos da lei. Em certas circunstâncias podem, ainda, lançar anualmente uma Derrama. No capítulo dos Benefícios Fiscais, regime que contempla medidas que aliviam o impacto dos impostos através da redução de taxas fiscais e aduaneiras e deduções à matéria colectável de determinados encargos incorridos pelo contribuinte, seguiu-se o princípio adoptado para os impostos apresentando-se os que incidem sobre a actividade das empresas. Assim, em termos globais, optou-se por uma simplificação da informação relativa ao Sistema Fiscal e ao Regime de Benefícios Fiscais em vigor em Portugal, recomendando-se, por isso, uma consulta aos respectivos diplomas legais e um contacto com as entidades competentes, para eventuais esclarecimentos adicionais. Finalmente, este documento contempla as alterações introduzidas pela Lei do Orçamento de Estado para 2012 (Lei n.º 64-B/2011, de 30 Dezembro), e ainda, pela Lei n.º 14-A/2012, de 30 de Março e Lei n.º 20/2012, de 14 de Maio, em matéria fiscal. 5

6 2. Principais alterações no sistema fiscal português em 2012 IRC Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas De acordo com os objectivos traçados no Documento de Estratégia Orçamental publicado a 31 de Agosto de 2011 pelo Ministério das Finanças e em consonância com as medidas aprovadas para a área fiscal no Memorando de Entendimento celebrado com a União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional em Maio de 2011, entraram em vigor a 01 de Janeiro de 2012 diversas alterações ao regime fiscal constantes da Lei 64- B/2011 de 30 de Dezembro Orçamento de Estado para 2012 e do Orçamento Rectificativo (Lei n.º 20/2012 de 14 de Maio). No âmbito do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro da Região Autónoma da Madeira, foram igualmente introduzidas alterações no regime fiscal em vigor pela Lei n.º 14-A/2012, de 30 de Março. Merecem destaque: IRS Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares - os rendimentos anuais superiores a euros (último escalão), passam a ser taxados a 49%, ou seja uma subida de 2,5%; - os sujeitos passivos que integrem os dois escalões mais elevados vão deixar de poder deduzir à colecta despesas de saúde, educação e encargos com imóveis. Nos restantes são reduzidos os limites existentes, embora salvaguardando majorações por cada filho do agregado familiar; - redução do subsídio de refeição não sujeito a IRS, passando a constituir rendimento de trabalho dependente na parte que exceda em 20% (anteriormente 50%) o limite legal estabelecido, ou em 60% (anteriormente 70%) sempre que o subsídio seja atribuído através de vales de refeição; - agravamento da taxa liberatória nas mais valias mobiliárias que incide sobre a diferença entre as mais e as menos valias, passando para 21,5% (taxa adicional de solidariedade). - possibilidade de adopção de um período de tributação anual de imposto diferente do ano civil sem estar condicionada à manutenção desse período nos 5 anos imediatos, sempre que o sujeito passivo integre um grupo de sociedades em que a empresa mãe adopte um período diferente do que era adoptado pelo sujeito passivo; - eliminação da taxa reduzida de 12,5% que se aplicava aos primeiros euros de matéria colectável, passando a vigorar a taxa única de 25%; - introdução de uma taxa especial de 30% para os rendimentos de capitais pagos ou colocados à disposição de não residentes sem estabelecimento estável em território português, domiciliados em paraísos fiscais; - aumento da taxa de tributação autónoma, de 20% para 25%, aplicável aos lucros distribuídos por entidades sujeitas a IRC a sujeitos passivos que beneficiam de isenção total ou parcial; - revogação das isenções subjectivas; - limitação aos benefícios fiscais; - aumento temporário da base de incidência da Derrama Estadual passando a incidir sobre parte do rendimento tributável superior a 1,5 milhões de euros e da taxa, passando a 3% quando aplicável a lucros tributáveis situados entre os 1,5 milhões de euros e os 10 milhões de euros anuais e 5% para lucros superiores a 10 milhões de euros anuais; - pagamento adicional por conta passa a ser de 2,5% quando aplicável a lucros tributáveis relativos ao período de tributação anterior, entre 1,5 e 10 milhões de euros e de 4,5% a lucros superiores a 10 milhões de euros; - no âmbito do regime especial de tributação de grupos de sociedades, a sociedade dominante passa a ter o dever de fazer prova do preenchimento das condições de aplicação deste regime especial; - no elenco de depreciações e amortizações de elementos do activo sujeitos a deperecimento passam a estar incluídos os activos biológicos que não sejam consumíveis. 6

7 IMI Imposto Municipal sobre Imóveis - actualização do valor patrimonial dos imóveis através de avaliação geral dos prédios urbanos a concluir até ao final de 2012; - redução das isenções em sede de IMI; - reforço dos benefícios fiscais concedidos a prédios de reduzido valor patrimonial propriedade de sujeitos passivos de baixos rendimentos; - subida dos limites das taxas a aplicar pelos municípios. IMT Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis - para os residentes em paraísos fiscais é agravada a taxa de IMT em dois pontos percentuais, fixando-se em 10%, excepto nos casos em que o adquirente é pessoa singular; - no caso de caducidade dos benefícios, o prazo de prescrição do IMT é contado a partir da data em que os mesmos ficaram sem efeito; - revogado o regime de reembolso de IMT indevidamente pago nos últimos 4 anos, sempre que o contribuinte não tenha sido utilizado em tempo oportuno, os meios previstos no Código de Procedimento e Processo Tributário (CPPT). IVA Imposto sobre o Valor Acrescentado - transferência de categorias de bens e serviços entre as diferentes taxas (ex: subida da taxa normal para a intermédia e desta para a superior); - redução do âmbito de bens sujeitos à taxa intermédia, assegurando, contudo, a sua manutenção para um conjunto limitado de bens como a vinicultura, agricultura e pescas; - manutenção da tributação dos bens essências na taxa reduzida; Transacções Intra-Comunitárias - obrigação de envio de declaração recapitulativa até ao dia 20 do mês seguinte àquele a que respeitam as operações de limite superior a 50 mil euros; - obrigação de indicação das prestações de serviços efectuadas a sujeitos passivos de outros Estados-Membros, quando não sejam tributáveis em Portugal, na declaração recapitulativa das operações intracomunitárias apresentada pelos sujeitos passivos isentos em função do volume de negócios (art.º 53.º CIVA). Impostos Especiais sobre o Consumo - criação de um imposto sobre a electricidade; - aumento significativo das taxas no imposto sobre bebidas, tabaco, petróleo e gasóleo de aquecimento. EBF - Estatuto dos Benefícios Fiscais - alargamento do leque de benefícios fiscais sem prazo de caducidade de 5 anos previsto no EBF, tais como os concedidos às SGPS - Sociedades Gestoras de Participações Sociais (isenção de tributação de mais-valias); à reorganização de empresas resultantes de actos de concentração ou de acordos de cooperação (isenção de IMT, Imposto Selo e emolumentos e encargos legais) e os concedidos às Cooperativas; - isenção de IRS e de IRC das mais-valias realizadas por pessoas singulares e por não residentes e sem estabelecimento estável em Portugal, domiciliados em países com os quais não esteja em vigor Convenção destinada a evitar Dupla Tributação Internacional ou acordo sobre troca de informações em matéria fiscal, desde que não se trate de paraíso fiscal ; - isenção de IMT e IMI nas aquisições e detenções de imóveis situados nas áreas de localização empresarial, adquiridos ou concluídos até 31 de Dezembro de 2012; - revogação dos benefícios fiscais à interioridade; - revogação de todas as disposições relativas ao regime fiscal do investidor residente não habitual previsto no Código Fiscal do Investimento. - revogação do regime de isenção de IRS e IRC para os sócios de entidades licenciadas nas Zonas Francas da Madeira e Açores, aplicável a dividendos e juros. - prorrogação do RFAI até 31 de Dezembro de 2012; - manutenção do SIFIDE II. Autorizações Legislativas - o Governo poderá criar deduções em sede de IRS, IMI ou IUC até 5% de IVA suportado e efectivamente pago pelos sujeitos passivos na aquisição de bens e serviços, sujeitas a um limite máximo. 7

8 3. Impostos sobre o rendimento 3.1. Imposto sobre o rendimento de pessoas colectivas (IRC) - Sociedades comerciais; - Sociedades civis sob a forma comercial; - Cooperativas; - Empresas públicas e demais pessoas colectivas de direito público ou privado. O Código do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas CIRC - entrou em vigor em 01 de Janeiro de 1989 e foi aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-B/88, de 30 de Novembro. Desde a sua publicação, este diploma tem sido objecto de múltiplas alterações. O Decreto-Lei nº 159/2009, de 13 de Julho, procedeu à adaptação do Código IRC às normas internacionais de contabilidade adoptadas pela União Europeia e ao Sistema de Normalização Contabilística (SNC), b) Entidades sem personalidade jurídica com sede ou direcção efectiva em território português (consideradas residentes), cujos rendimentos não sejam tributados em sede de IRS ou em IRC no caso de sociedades civis não constituídas sob a forma comercial, as sociedades profissionais, as sociedades de simples administração de bens, os ACE Agrupamentos Complementares de Empresas e os fundos de investimento. aprovado pelo Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de Julho. c) Entidades com ou sem personalidade jurídica, que não Características O IRC: - Onera o Rendimento de uma empresa e não o seu património; - É directo porque incide sobre a manifestação directa da capacidade contributiva; - É periódico, porque a tributação é em regra anual, por sucessivos períodos de tributação, podendo ou não coincidir com o ano civil; - É proporcional, porque a sua taxa é constante, independentemente do valor da matéria colectável; - É estadual, porque o Estado é o sujeito activo da relação de tributação e as regiões autónomas são entidades credoras de imposto gerado nas suas regiões; - É real, porque tributa o rendimento das pessoas colectivas, sem atender à situação pessoal; - É principal, porque é autónomo ao nível normativo e ao nível das relações tributárias concretas; - É global, porque incide sobre a totalidade dos rendimentos auferidos Incidência São sujeitos passivos de IRC: a) Pessoas colectivas com sede ou direcção efectiva em território português: tenham sede nem direcção efectiva em território português (consideradas não residentes), cujos rendimentos obtidos no território português não estejam sujeitos a IRS Base do imposto Estão sujeitos à incidência do IRC os seguintes rendimentos: Entidades residentes: a) O lucro das sociedades comerciais ou civis sob forma comercial, das cooperativas e das empresas públicas e o das demais pessoas colectivas que exerçam, a título principal, uma actividade de natureza comercial, industrial ou agrícola; b) O rendimento global, correspondente à soma algébrica dos rendimentos das diversas categorias consideradas para efeitos de IRS e, bem assim, dos incrementos patrimoniais obtidos a título gratuito, das entidades que não exerçam, a título principal, uma actividade de natureza comercial, industrial ou agrícola. Entidades não residentes: a) O lucro imputável a estabelecimento estável situado em território português (sucursais); b) Os rendimentos das diversas categorias, consideradas para efeitos de IRS e, bem assim, os incrementos patrimoniais 8

9 obtidos a título gratuito das entidades que não possuam estabelecimento estável 1 ou que, possuindo-o, não lhe sejam imputáveis Gastos Também neste caso, a definição se encontra na lei, considerando-se gastos os que sejam comprovadamente Os residentes são tributados pela totalidade dos seus rendimentos, incluindo os obtidos fora do território português. Os não residentes apenas são tributados pelos rendimentos obtidos em território português Rendimentos A definição encontra-se na lei em sentido amplo, pelo que se consideram rendimentos os resultantes de operações de qualquer natureza e não apenas os provenientes da actividade normal do sujeito passivo. Exemplificando: a) Vendas ou prestações de serviços, descontos, bónus e abatimentos, comissões e corretagens; b) Rendimentos de imóveis; c) Rendimentos de carácter financeiro, tais como juros, dividendos, descontos, ágios, transferências, diferenças de câmbio, prémios de emissão de obrigações e os resultantes da aplicação do método do juro efectivo aos instrumentos financeiros valorizados pelo custo amortizado; d) Rendimentos da propriedade industrial ou outros análogos; e) Prestações de serviços de carácter científico ou técnico; f) Rendimentos resultantes da aplicação do justo valor em instrumentos financeiros; g) Rendimentos resultantes da aplicação do justo valor em activos biológicos consumíveis que não sejam explorações silvícolas plurianuais; h) Mais-valias realizadas; i) Indemnizações auferidas seja a que título for; j) Subsídios à exploração. 1 Estabelecimento estável - Instalação fixa onde é exercida uma actividade de natureza comercial, industrial ou agrícola, nomeadamente um local de direcção, uma sucursal, um escritório, uma fábrica, uma oficina, uma mina, um poço de petróleo ou gás, uma pedreira ou qualquer lugar de extracção de recurso naturais, assim como um local ou estaleiro de construção, de instalação ou de montagem quando a sua duração for superior a 6 meses. indispensáveis para a realização dos rendimentos sujeitos a imposto, ou para a manutenção da fonte produtora, nomeadamente: a) Os relativos à produção ou aquisição de quaisquer bens ou serviços, tais como matérias utilizadas, mão-de-obra, energia e outros gastos gerais de produção, conservação e reparação; b) Os relativos à distribuição e venda, abrangendo os de transportes, publicidade e colocação de mercadorias e produtos; c) De natureza financeira, tais como juros de capitais alheios aplicados na exploração, descontos, ágios, transferências, diferenças de câmbio, gastos com operações de crédito, cobrança de dívidas e emissão de obrigações e outros títulos, prémios de reembolso e os resultantes da aplicação do método do juro efectivo aos instrumentos financeiros valorizados pelo custo amortizado; d) De natureza administrativa, tais como remunerações, incluindo as atribuídas a título de participação nos lucros, ajudas de custo, material de consumo corrente, transportes e comunicações, rendas, contencioso, seguros, incluindo os de vida e operações do ramo «Vida», contribuições para fundos de poupança-reforma, contribuições para fundos de pensões e para quaisquer regimes complementares da segurança social, bem como gastos com benefícios de cessação de emprego e outros benefícios pós-emprego ou a longo prazo dos empregados; e) Os relativos a análises, racionalização, investigação e consulta; f) De natureza fiscal e parafiscal; g) Depreciações e amortizações; h) Ajustamentos em inventários, perdas por imparidade e provisões; i) Gastos resultantes da aplicação do justo valor em instrumentos financeiros; j) Gastos resultantes da aplicação do justo valor em activos biológicos consumíveis que não sejam explorações silvícolas plurianuais; 9

10 l) Menos-valias realizadas; m) Indemnizações resultantes de eventos cujo risco não seja segurável Período de tributação O período de tributação coincide, em regra, com o ano civil. As entidades residentes e não residentes com estabelecimento estável devem entregar uma Declaração Anual (Modelo 22). b) São deduzidos ao rendimento global das entidades residentes que não exerçam, a título principal, uma actividade de natureza comercial, industrial ou agrícola: 1) Os gastos comuns e outros imputáveis aos rendimentos sujeitos a imposto e não isentos; 2) Os benefícios fiscais eventualmente existentes que consistam em deduções naquele rendimento. Entidades não residentes: A Lei permite a adopção de um período anual de imposto diferente do ano civil, para o caso das pessoas colectivas com sede ou direcção efectiva em território português obrigadas a elaborar demonstrações financeiras consolidadas, bem como das pessoas colectivas ou outras entidades sujeitas a IRC que não tenham sede nem direcção efectiva em Portugal mas nele disponham de estabelecimento estável, que deve ser mantido durante, pelo menos os 5 períodos de tributação imediatos. No entanto, para o caso de sujeitos passivos que integram um grupo de sociedades obrigado a elaborar demonstrações financeiras consolidadas, em que a empresa mãe adopte um período de tributação diferente do do sujeito passivo, não existe a obrigatoriedade de se manter os 5 períodos imediatos. Outras excepções, previstas na Lei estão ligadas a determinadas situações específicas, como por exemplo: início e fim de actividade. a) São deduzidos ao lucro tributável das entidades não residentes que disponham em Portugal de estabelecimento estável e não sejam tributadas em IRS: 1) Os prejuízos fiscais imputáveis a esse estabelecimento, com as necessárias adaptações, bem como anteriores à cessação de actividade em virtude de deixarem de se situar em território português a sede e a direcção efectiva; 2) Os benefícios fiscais que consistam em deduções ao lucro. b) São deduzidos ao rendimento global das entidades não residentes que não disponham de estabelecimento estável em Portugal, ou com estabelecimento estável mas com rendimentos a este não imputáveis: 1) Os rendimentos das várias categorias; 2) Os incrementos patrimoniais obtidos a título gratuito Determinação da matéria colectável A matéria colectável obtém-se da seguinte forma, nos seguintes casos: Entidades residentes: a) São deduzidos ao lucro tributável das entidades residentes que exerçam, a título principal, uma actividade de natureza comercial, industrial ou agrícola: 1) Prejuízos fiscais; 2) Benefícios fiscais, que consistam em deduções ao lucro. A Lei n.º 55-A/2010 de 30 de Dezembro, aprovou um conjunto de medidas excepcionais de apoio ao financiamento das empresas, sendo de destacar a prevista no art.º 136.º, onde se estabelece que para efeitos de determinação do lucro tributável em sede de IRC, as PME, em que os sócios sejam exclusivamente pessoas singulares, Sociedades de Capital de Risco (SCR) ou Investidores de Capital de Risco (ICR) e os lucros tributáveis não seja calculados por métodos indirectos, podem deduzir 3% do valor correspondente à remuneração convencional do capital social, no âmbito de operações de constituição ou aumento do capital social, que ocorram entre 2011 e

11 EsEsquema Geral de Determinação do IRC Resultado líquido contabilístico (+/-) Variações patrimoniais não reflectidas nos resultados líquidos (+) Correcções fiscais positivas (-) Correcções fiscais negativas (=) Prejuízo para efeitos fiscais ou (=) Lucro tributável (-) Prejuízos de anos anteriores (-) Benefícios fiscais (=) Matéria colectável (x) Taxa (=) Colecta (-) Deduções à colecta (=) IRC Devido Amortizações e reintegrações 2 Cálculo e taxas legais Só podem ser aceites como gastos as depreciações ou amortizações de elementos do activo sujeitos a deperecimento, ou seja, a uma deterioração ou desgaste Para efeitos de cálculo das quotas máximas de depreciação ou amortização, os elementos do activo devem ser valorizados do seguinte modo: lento e continuado: a) Custo de aquisição de elementos adquiridos a terceiros a) Os activos fixos tangíveis 3 ; b) Os activos fixos intangíveis 4 ; c) os activos biológicos que não sejam consumíveis; d) as propriedades de investimento (terrenos ou edifícios detidos para obter rendas ou para valorização do capital, ou ambas) contabilizados ao custo histórico. a título oneroso; b) Custo de produção de elementos produzidos pela própria empresa; c) Valor de reavaliação; d) Valor de mercado, para bens de que não seja conhecido o custo de aquisição ou produção. 2 Para maior detalhe consultar o Decreto Regulamentar n.º 25/2009, de 14 de Setembro, que adapta o regime regulamentar das depreciações e amortizações ao novo Sistema de Normalização Contabilística (SNC) que entrou em vigor a 01 de Janeiro de São itens detidos para produção ou fornecimento de bens ou serviços, para arrendamento a outros, ou para fins administrativos, que se espera sejam usados ao longo da sua vida útil. 4 São itens não monetários, identificáveis, sem substância física, tais como conhecimentos científicos ou técnicos, licenças, propriedade intelectual, marcas comerciais, patentes, franchise, direitos de hipoteca, copyrights. O método de cálculo utilizado é, em regra, o das quotas constantes, aplicando-se aos valores acima apurados as taxas constantes da tabela I, sempre que se trate de taxa de depreciação ou amortização específica para os diversos ramos de actividade, ou não estando fixadas, as taxas genéricas constantes da tabela II, anexas ao Decreto Regulamentar n.º 25/2009, de 14 de Setembro (http://www. dre.pt/pdf1sdip/2009/09/17800/ pdf). 11

12 As taxas mais comuns são as seguintes: Edifícios para habitação e comércio 2% Edifícios para a indústria 5% Máquinas - ferramentas (ligeiras e pesadas) 12,5% - 20% Computadores 33,33% Veículos ligeiros e mistos 25% cada período de tributação, deve ser aplicado, em cada elemento do activo, o mesmo método desde a sua entrada em funcionamento ou utilização até à sua depreciação ou amortização total, transmissão ou inutilização Regime especial de tributação dos grupos de sociedades (RETGS) Veículos pesados e reboques de mercadorias 20% Mobiliário (a) 12,5% (a) Excluem-se os móveis e objectos de arte e antiguidades Os sujeitos passivos poderão, no entanto, optar pelo cálculo Entidades residentes integrantes de um grupo económico poderão aderir a este regime, sendo assim globalmente tributadas pela soma algébrica dos respectivos resultados, positivos ou negativos. das reintegrações do exercício através do método das quotas decrescentes, relativamente aos activos fixos tangíveis que: Não tenham sido adquiridos em estado de uso; Não sejam edifícios, viaturas ligeiras de passageiros ou mistas, excepto quando afectas a empresas exploradoras de serviço público de transporte ou destinadas a ser alugadas no exercício da actividade normal da empresa sua proprietária, mobiliário e equipamentos sociais. Poderão ser utilizados métodos de reintegração e amortização diferentes dos indicados anteriormente, quando a natureza do deperecimento ou a actividade económica da empresa o justifique, após reconhecimento prévio da Autoridade Tributária e Aduaneira. Utilizando o método de cálculo das quotas decrescentes, as taxas de depreciação são corrigidas pelos seguintes coeficientes máximos: a) 1,5, se o período de vida útil do elemento é inferior a cinco anos; b) 2, se o período de vida útil do elemento é de cinco ou seis anos; c) 2,5, se o período de vida útil do elemento é superior a seis anos. Sem prejuízo de situações específicas contempladas na Lei, para efeitos de cálculo do limite máximo das quotas de depreciação ou amortização que podem ser aceites em Requisitos necessários: - Existência de uma sociedade dominante que detém directa ou indirectamente pelo menos 90% do capital das sociedades dominadas e mais de 50% dos direitos de voto; - As sociedades do grupo são residentes em Portugal e sujeitas ao regime geral de IRC, à taxa normal mais elevada; - A sociedade dominante: a) detém a participação na sociedade dominada há mais de 1 ano; b) não é dominada por outra sociedade residente em Portugal; c) não renunciou à aplicação do regime nos 3 anos anteriores. A opção por este regime especial é efectuada em Março (3º mês) do ano a que respeita, deve ser comunicada à Autoridade Tributária e compete à sociedade dominante fazer prova do preenchimento destas condições. Não podem fazer parte do grupo, as sociedades que, no início ou durante a aplicação do regime, se encontrem nas situações definidas art.º 69.º do Código do IRC. Quando se aplica este regime a Derrama deve ser calculada individualmente por cada uma das sociedades que integram o perímetro fiscal e não sobre o lucro tributável apurado pelo grupo. 12

13 Outros regimes especiais Exceptuam-se deste regime geral, entre outros: Residentes retenção por conta do pagamento final: O Código do IRC contempla ainda regimes especiais relativamente às seguintes operações: - remunerações auferidas por membros de órgãos estatutários a taxa a aplicar é de 21,5%; - royalties em que a taxa é de 16,5%; a) Fusões, cisões, entradas de activos e permuta de partes sociais, no que segue fundamentalmente o regime estabelecido na Directiva 90/434/CEE, de 23 de Julho de 1990 (art.ºs 73.º a 78.º do CIRC); - rendimentos de unidades de participação em fundos de capital de risco em que a taxa é de 10%; - rendimentos prediais em que a taxa é de 16,5% para sujeitos passivos com contabilidade organizada. b) Transferência de residência de sociedade para o estrangeiro (incluindo da sociedade europeia e da sociedade cooperativa europeia) e cessação da actividade de entidades não residentes (art.ºs 83.º a 85.º do CIRC); c) Realização de capital de sociedades por entrada de património de pessoa singular - regime especial de neutralidade fiscal (art.º 86.º do CIRC) Taxas de IRC A) Regime geral A taxa geral de IRC é de 25% para os contribuintes residentes e não residentes, que no território português possuam estabelecimento estável. A taxa aplicável a entidades com sede na Região Autónoma da Madeira (não licenciadas na Zona Franca) é harmonizada com a taxa de IRC nacional, subindo de 20% para 25%. Neste caso é também eliminada a taxa reduzida de 10% aplicável à matéria colectável até Não residentes retenção à taxa liberatória: - remunerações auferidas por membros de órgãos estatutários a taxa a aplicar é de 25%; - prestações de serviços em que a taxa é de 15%; - os rendimentos provenientes da propriedade industrial, em que a taxa é 15%; - os rendimentos derivados do uso ou concessão do uso de equipamento industrial, em que a taxa é 15%; - os rendimentos de capitais, por domiciliados em paraísos fiscais, em que a taxa é 30%. Derrama Os municípios podem lançar uma derrama até ao máximo de 1,5% (taxa geral) sobre o lucro tributável sujeito e não isento de IRC, na parte relativa ao rendimento gerado na sua circunscrição (Lei das Finanças Locais - Lei n.º 2/2007, de 15 de Janeiro art.º 14º), por sujeitos passivos residentes Entidade Residentes e estabelecimentos estáveis de não residentes (1) e (2) Residentes que não exerçam a título principal, actividade comercial, industrial ou agrícola Continente Madeira Açores % 25% 17,5% 21,5% 21,5% 15,05% em território português, que exerçam a título principal, uma actividade de natureza comercial, industrial ou agrícola e não residentes com estabelecimento estável em Portugal. Os Municípios podem ainda aplicar uma taxa reduzida de Derrama aos sujeitos passivos com um volume de negócios que não ultrapasse os no exercício anterior. (1) Sobre esta taxa pode incidir Derrama Municipal, até 1,5% do lucro tributável antes da dedução de prejuízos (taxa máxima efectiva no Continente 26,5%); na Madeira não tem sido lançada Derrama. (2) Sobre esta taxa pode incidir Derrama Estadual Sempre que o sujeito passivo tenha estabelecimento estável ou representações locais em mais do que um município e matéria colectável superior a , o lucro imputável 13

14 à circunscrição de cada município é determinado pela proporção entre a massa salarial correspondente aos estabelecimentos que nele se encontrem situados e a correspondente à totalidade dos estabelecimentos que o sujeito passivo possui em território nacional. Para cobrança em 2012 referente ao exercício de 2011 as taxas de Derrama encontram-se publicadas no Portal das Finanças, no seguinte link: info. portaldasfinancas. gov. pt/ NR/ rdonlyres/ B49C9680-A C-BFDA-CAF9A1AFB989/0/ of%c3%adcio_circulado_20158_2012.pdf B) Tributação autónoma São tributados de forma distinta, os seguintes custos: Despesas não documentadas Sujeitos passivos que exerçam a título principal uma actividade de natureza, comercial, industrial ou 50% agrícola. Sujeitos passivos, total ou parcialmente isentos de IRC, ou que não exerçam a título principal, uma actividade comercial, industrial ou agrícola e ainda sujeitos passivos com rendimentos directamente 70% resultantes do exercício de actividade sujeita ao imposto especial de jogo Despesas de representação (1) Sujeitos passivos não isentos subjectivamente e que exerçam a título principal uma actividade 10% comercial, industrial ou agrícola Derrama Estadual A Derrama Estadual é devida pelas empresas (sujeitos passivos residentes e não residentes com estabelecimento estável em território português) que apurem lucros tributáveis: Encargos com viaturas ligeiras de passageiros ou mistas (excepto veículos movidos exclusivamente a energia eléctrica) de valor igual ou inferior a em 2012 Sujeitos passivos não isentos subjectivamente e que exerçam a título principal uma actividade comercial, industrial ou agrícola 10% Lucro tributável (euros) De mais de 1,5 milhões de euros até 10 milhões de euros Taxas 3% Encargos dedutíveis respeitantes a viaturas ligeiras ou mistas (custo de aquisição superior a em 2012) Sujeitos passivos não isentos subjectivamente e que exerçam a título principal uma actividade comercial, industrial ou agrícola 20% Superior a 10 milhões de euros 5% O pagamento é efectuado com a entrega da Declaração de Rendimentos (Modelo 22), pela diferença entre o montante apurado e os três pagamentos adicionais por conta efectuados nos meses de Julho, Setembro e Dezembro do ano anterior (7º, 9º e 15º dia do 12º mês do período de tributação, no caso de entidades com ano fiscal diferente do ano civil). Sempre que os pagamentos adicionais por conta excedam o montante da derrama estadual devido, há lugar a reembolso. NOTA: As novas regras de cálculo da Derrama Estadual são aplicáveis, exclusivamente, aos dois períodos de tributação iniciados em ou após 01 de Janeiro de Importâncias pagas ou devidas a entidades de países com regime fiscal privilegiado (2) Sujeitos passivos que exerçam a título principal uma actividade de natureza, comercial, industrial ou agrícola. Sujeitos passivos, total ou parcialmente isentos de IRC, ou que não exerçam a título principal, uma actividade comercial, industrial ou agrícola Despesas com ajudas de custo e uso de automóvel próprio, nas condições mencionadas na Lei Lucros distribuídos a entidades isentas (quando a participação não cumpra os requisitos mínimos de tempo aplicáveis detenção mínima de 1 ano) 35% 55% 5% 25% Encargos com gestor, administrador ou gerente (indemnizações ou compensações devidas no caso 35% de rescisão antes do termo; bónus ou remunerações variáveis) (1) Consideram-se despesas de representação as recepções, refeições, viagens e espectáculos oferecidos no país ou no estrangeiro a clientes ou fornecedores. (2) Salvo se o sujeito passivo puder provar que tais encargos correspondem a operações efectivamente realizadas e não têm um carácter anormal ou montante exagerado. 14

15 Liquidação Retenção na fonte A liquidação do IRC deve ser feita pelo contribuinte na declaração de rendimentos a apresentar anualmente, até ao último dia útil do mês de Maio, por transmissão electrónica de dados. O IRC é objecto de retenção na fonte relativamente aos seguintes rendimentos obtidos em território português: - Propriedade intelectual ou industrial - Uso ou concessão do uso de equipamento agrícola, industrial, comercial ou científico Os sujeitos passivos que adoptem um período de tributação diferente do ano civil deverão apresentar a declaração até ao último dia útil do quinto mês posterior à data do termo desse período, salvo as excepções previstas na Lei. - Aplicação de capitais e rendimentos prediais - Remunerações auferidas na qualidade de membro de órgão estatutário de empresas ou outras entidades - Prémios de jogo, lotarias, rifas e apostas mútuas, prémios atribuídos em sorteios ou concursos Ao montante apurado na liquidação são efectuadas as seguintes deduções: b) Dupla tributação internacional c) Benefícios fiscais d) Pagamento especial por conta - Rendimentos obtidos por não residentes, resultantes da actividade de profissionais de espectáculos ou desportistas - Rendimentos provenientes de actos de intermediação ou outras prestações de serviços realizadas em território português. e) Retenções na fonte não susceptíveis de compensação ou reembolso A obrigação de efectuar a retenção na fonte de IRC ocorre na data em que estiver estabelecida para obrigação idêntica em Quando existir Convenção para Evitar a Dupla Tributação celebrada por Portugal, a dedução a efectuar não pode sede de IRS, devendo as importâncias retidas ser entregues ao Estado, nos termos e prazos estabelecidos no CIRS. ultrapassar o imposto pago no estrangeiro nos termos previstos na convenção. Pagamento por conta Os pagamentos por conta são calculados com base no imposto liquidado respeitante ao exercício anterior àquele em que se devem efectuar esses pagamentos, líquido de retenções na fonte. São devidos pelas entidades que exerçam a título principal actividade comercial industrial ou agrícola e pelas não residentes com estabelecimento estável em Portugal. Empresa cujo volume de negócios é igual ou inferior a ,90 : Pagamento por conta = (colecta 2011 retenções na fonte 2011) x 70%. Empresa cujo volume de negócios é superior a ,90 : Pagamento por conta = (colecta 2011 retenções na fonte 2011) x 90%. 15

16 É pago da seguinte forma: a) Período de tributação coincide com o ano civil - três pagamentos por conta com vencimentos em Julho, Setembro e 15 de Dezembro do ano a que respeita o lucro tributável; b) Período de tributação diferente do ano civil sétimo, nono e dia 15 do décimo segundo mês do respectivo período de tributação; c) Termo do prazo fixado para apresentação da declaração periódica de rendimentos pela diferença que existir entre o imposto e as entregas por conta; O montante a liquidar é igual à diferença entre o valor correspondente a 1% do volume de negócios (valor das vendas e serviços prestados) relativo ao período de tributação anterior, com o limite mínimo de e, quando superior, igual a este limite acrescido de 20% da parte excedente, com o limite máximo de Ao montante apurado deduzem-se os pagamentos por conta efectuados no ano anterior. Para a Região Autónoma da Madeira o montante mínimo é de 800. d) Até ao dia da apresentação da declaração de substituição pela diferença que existir entre o imposto total aí calculado e as importâncias já pagas. Exemplo Pagamento Especial por Conta a pagar no ano N: Haverá lugar a reembolso, a efectuar até ao fim do 3º mês imediato ao da apresentação da declaração de rendimentos, se o valor apurado for negativo ou inferior ao valor dos pagamentos por conta. As entidades 5 que desenvolvam a título principal, uma actividade agrícola, silvícola ou pecuária podem concentrar a totalidade dos pagamentos por conta do imposto referente ao período de tributação com início em, ou após, o dia 01 de Janeiro de 2012, num único pagamento e efectuar até ao dia 15 do mês de Dezembro ou do 12.º mês do respectivo período de tributação, aplicando-se as demais regras previstas nos art.ºs 104.º, 105.º e 107.º do CIRC (alteração introduzida pela Lei n.º 20/2012 de 14 de Maio). Volume de Negócios no ano N-1: Aplicação do coeficiente de 1%: Limite mínimo: Limite máximo: Cálculo: [20% x ( )] = Pagamento por conta de N-1: 500 Valor a pagar é de que poderá ser pago em duas prestações de 600 Este pagamento é dedutível à colecta do próprio exercício e dos 4 exercícios seguintes. A parte que não puder ser deduzida por insuficiência de colecta só será reembolsável a pedido da empresa. Pagamento especial por conta Não há lugar a pagamento especial por conta no ano em que se inicia a actividade e no ano seguinte. As entidades que exerçam a título principal, uma actividade comercial, industrial ou agrícola estão sujeitas a um pagamento especial por conta a efectuar no mês de Março, ou em duas prestações, durante os meses de Março e Outubro. No caso de adoptarem um período de tributação não coincidente com o ano civil, nos terceiro e décimo meses Em caso de cessação de actividade, no próprio exercício ou até ao terceiro exercício posterior àquele a que o pagamento especial por conta respeita, há direito a reembolso mediante requerimento do sujeito passivo, a apresentar até 90 dias posteriores à cessação de actividade. do período de tributação respectivo. 5 São abrangidas as entidades cujos rendimentos resultantes dessas actividades, auferidos no ano anterior, representem, pelo menos, metade do volume de negócios. As entidades obrigadas a efectuar pagamentos por conta e pagamentos especiais por conta devem efectuar um pagamento adicional por conta nos casos em que no período 16

17 de tributação anterior fosse devida derrama estadual (art.º 87º-A do CIRC). O valor dos pagamentos adicionais é igual ao montante resultante da aplicação das taxas previstas na tabela seguinte: 3.2. Imposto sobre o rendimento de pessoas singulares (IRS) O Código do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Lucro tributável (euros) De mais de 1,5 milhões de euros até 10 milhões de euros Taxas 2,5% Singulares CIRS - entrou em vigor em 01 de Janeiro de 1989 e foi aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-A/88, de 30 de Novembro. Desde a sua publicação muitas foram as alterações introduzidas neste diploma. Superior a 10 milhões de euros 4,5% Características do imposto O quantitativo da parte do lucro tributável que exceder os 1,5 milhões de euros e seja superior a 10 milhões de euros é dividido em 2 partes: uma igual a 8,5 milhões à qual se aplica a taxa de 2,5% e outra igual ao lucro tributável acima de 10 milhões de euros, à qual se aplica a taxa de 4,5%. Quando se aplique o RETGS 6 é devido pagamento adicional por conta por cada uma das sociedades do grupo, incluindo a sociedade dominante. NOTA: As novas regras de cálculo do pagamento adicional por conta são aplicáveis, exclusivamente, aos dois períodos de tributação iniciados em ou após 01 de Janeiro de As características principais do IRS decorrem de um princípio constitucional que consagra a progressividade do imposto (art.º 104.º da Constituição da República Portuguesa), com o objectivo de diminuir as desigualdades sociais. Trata-se de um sistema que trata de forma unitária e global os rendimentos, configurado na sujeição do conjunto dos rendimentos das várias categorias a uma técnica tributária uniforme. O legislador pretendeu com esta fórmula (que permite integrar uma estrutura única e progressiva de taxas, enquanto instrumento óptimo de personalização e redistribuição secundária de rendimento), cumprir o que está consagrado no preceito constitucional acima indicado. 6 Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades Incidência O IRS incide sobre o valor anual de todos os rendimentos de uma pessoa singular, independentemente da sua proveniência, da forma e do local onde foram obtidos. São sujeitos passivos do imposto, as pessoas singulares residentes e não residentes que obtenham rendimentos em território português. Quando existe agregado familiar, são sujeitos passivos as pessoas a quem incumbe a direcção do mesmo, e o imposto devido corresponde ao conjunto dos rendimentos desse agregado. Os sujeitos passivos individuais que exerçam actividades empresariais ou profissionais deverão separar o património e os rendimentos afectos à sua actividade empresarial, dos ligados à sua actividade privada. 17

18 Determinação da matéria colectável Escalões e taxas A origem dos rendimentos encontra-se sub-dividida em 6 categorias: - Categoria A - Rendimentos de Trabalho Dependente - Categoria B Rendimentos Empresariais e Profissionais - Categoria E Rendimentos de Capitais - Categoria F Rendimentos Prediais - Categoria G Incrementos Patrimoniais, mais-valias - Categoria H - Pensões A matéria colectável é calculada somando o rendimento bruto de cada categoria, aplicando-se de seguida a taxa correspondente ao escalão de rendimento que lhe corresponda. No caso de se tratar de um agregado familiar, independentemente do regime em que se encontrem cada um dos membros, a matéria colectável corresponde à soma dos rendimentos dos membros que compõem o agregado. A lei prevê deduções específicas para cada categoria, assim como abatimentos que têm em consideração condições particulares do sujeito passivo, como seja o seu estado civil, dependentes a cargo, tipo de actividade, etc.. Quanto aos rendimentos auferidos no âmbito da categoria B, a tributação poderá ser de acordo com as regras do regime simplificado ou de acordo com as regras estabelecidas para a contabilidade organizada aplicáveis aos sujeitos passivos de IRC. O IRS é um imposto progressivo (as taxas aumentam na proporção do aumento da matéria colectável), com escalões de rendimento tributável, em consonância com a taxa esperada de inflação. Tabelas de 2012 Continente e Rendimento colectável R. A. Madeira (em euros) Parcela a Taxa abater Até ,5% a ,00% 122, a ,50% 900, a ,5% 2.921, a ,00% 3.978, a ,5% 6.121, a ,5% 7.442, (1) 46,5% ,67 R. A. Açores Rendimento colectável (em euros) Parcela a Taxa abater Até ,05% a ,5% 120, a ,6% 794, a ,4% 2.411, a ,4% 3.256, a ,2% 4.971, a ,8% 6.028, (1) 37,2% 9.707,24 Nota: Esta informação não dispensa a consulta da legislação aplicável (1) Aplicável no período NOTA: Ao rendimento colectável superior a euros é aplicada uma taxa adicional de solidariedade de 2,5%, nos anos de 2012 e

19 Estão dispensados de entregar a declaração de rendimentos relativos ao ano de 2012 os sujeitos passivos que tenham obtido, isolada ou cumulativamente: Rendimentos da categoria A (trabalho dependente) inferiores a 4.104,00 (72% x 12 meses x 475 ); Rendimentos de pensões pagas por regimes de protecção social inferiores a 4.104,00 (72% x 12 meses x ); Rendimentos sujeitos a taxas liberatórias e cujos beneficiários não pretendam optar pelo englobamento. No âmbito da regra do mínimo de existência, não se aplicam as taxas gerais indicadas, não sendo, por isso, tributados os seguintes sujeitos passivos: - titulares de rendimentos de trabalho dependente rendimento líquido de imposto inferior ao valor anual do salário mínimo acrescido de 20% (em 2012 é igual a 485 x 14 meses x 20% = ), ou matéria colectável, após aplicação do quociente conjugal, igual ou inferior a agregados familiares com 3 ou 4 dependentes ou com 5 ou mais dependentes rendimento colectável igual ou inferior ao salário mínimo nacional mais elevado, acrescido, no primeiro caso de 60% (em 2012 é igual a 485 x 14 meses x 60% = ) e no 2º de 120% (em 2012 é igual a 485 x 14 meses x 120% = ). Em resumo: Dedução ou limite Ano 2012 Limite do valor excluído para as pensões Limite para as pensões mais elevadas Taxa 20% Limite mínimo da matéria colectável Valor fixado como mínimo de existência para os trabalhadores dependentes com um agregado que tenha até três dependentes a cargo Valor fixado como mínimo de existência para os trabalhadores dependentes com um agregado que tenha três ou quatro dependentes a cargo Regime de Tributação Estão sujeitos a retenção na fonte a título definitivo, à taxa liberatória de 25%, os seguintes rendimentos obtidos em Portugal: - juros de depósitos bancários; - rendimentos de títulos de dívida e outras operações similares; - mais-valias resultantes da actividade societária; - rendimentos de capitais auferidos por não residentes; - mais valias e outros rendimentos auferidos por não residentes e não imputáveis a estabelecimento estável em Portugal; - rendimentos auferidos por não residentes que sejam imputáveis a estabelecimento estável em Portugal; - rendimentos de valores mobiliários pagos a residentes, devidos por não residentes a que não se possa imputar o pagamento. Estão sujeitos a retenção na fonte a título definitivo, à taxa liberatória de 21,5%, os seguintes rendimentos obtidos em Portugal por não residentes: - rendimentos do trabalho dependente e rendimentos; empresariais e profissionais, ainda que decorrentes de actos isolados; - rendimentos de capitais; - pensões; - determinados incrementos patrimoniais. Estão sujeitos a retenção na fonte a título definitivo, à taxa liberatória de 30%, os seguintes rendimentos obtidos em Portugal: - rendimentos pagos a residentes por conta de terceiros não identificados; - rendimentos pagos a residentes, devidos por não residentes e que sejam domiciliados em paraísos fiscais; Valor fixado como mínimo de existência para os trabalhadores dependentes com um agregado que tenha cinco ou mais dependentes a cargo rendimentos de capitais obtidos por não residentes sem estabelecimento estável em Portugal, domiciliados em paraísos fiscais. 7 Até que o valor do IAS atinja o valor do salário mínimo no ano de 2010, é aplicável este último para efeito da indexação prevista no art.º 53.º do CIRS referente a Pensões (art.º 111.º n.º 1 da Lei 64-B/2011 de 30 de Dezembro) Os rendimentos prediais auferidos por não residentes passam a estar sujeitos a uma taxa de 16,5%. 19

20 Os acréscimos patrimoniais não justificados de valor superior a são tributados à taxa especial de 60%. tributados como residentes fiscais em Portugal em qualquer dos 5 anos anteriores. Nestes casos, e durante 10 anos consecutivos a partir do ano, inclusive, da sua inscrição como Sobre a parte do rendimento colectável de IRS auferido por residente, passa a ser tributado como residente não habitual. sujeitos passivos residentes em Portugal, que exceda por sujeito passivo, o valor anual da retribuição mínima mensal 8 garantida, incide a sobretaxa extraordinária de 3,5%. O sujeito passivo que não tenha gozado deste direito em 1 ou mais anos do conjunto de 10 anos consecutivos, pode retomar o gozo desse direito em qualquer dos anos O subsídio de refeição na parte que exceda os 5,12 mensais passa a estar sujeito a tributação em sede de IRS. No caso remanescentes daquele período, a partir do ano, inclusive, em que volte a ser considerado como residente. dos subsídios pagos em vales de refeição, o valor é de 6,83. O sujeito passivo deve solicitar a inscrição como residente não Tributa-se pela totalidade as compensações por cessação das funções dos representantes de estabelecimentos estáveis de entidades não residentes, equiparando-os aos gestores públicos, administradores ou gerentes de pessoa colectiva. habitual no acto da inscrição como residente em Portugal, ou posteriormente, até 31 de Março do ano seguinte àquele acto. Este prazo não é aplicável aos sujeitos passivos que se tenham tornado residentes até 31 de Dezembro de 2011 e tenham solicitado até à entrada em vigor da Lei acima Consagra-se ainda a redução do limite a partir do qual são tributadas as compensações por cessação de contrato de trabalho ou equiparado, que passa a corresponder ao valor médio das remunerações regulares com carácter de retribuição sujeitas a imposto, auferidas nos último ano, multiplicadas pelo nº de anos ou fracção de antiguidade, ou de exercício de funções na entidade devedora. Residentes Não Habituais A Lei n.º 20/2012 de 14 de Maio (1ª alteração à Lei do Orçamento de Estado para 2012) procedeu à revogação de todas as disposições relativas ao regime fiscal do investidor residente não habitual previsto na Parte III do Código Fiscal do Investimento (Decreto-Lei n.º 249/2009, de 23 de Setembro). Com a revogação deste regime, a estes sujeitos passivos aplica-se agora o regime para os residentes não habituais previstos no Código do IRS (art.ºs 16.º e 72.º do CIRS). Consideram-se residentes não habituais, os sujeitos passivos que tornando-se fiscalmente residentes, não tenham sido 8 O valor da retribuição mínima mensal garantida (salário mínimo) para 2012 é de 485 referida, a inscrição como residente não habitual, nos termos da redacção anterior do n.º 8 do art.º 16.º do CIRS. A qualificação para o regime permite que o contribuinte seja tributado como tal durante 10 anos, deixando este período de ser renovável. Os rendimentos líquidos das categorias A e B auferidos em actividades de elevado valor acrescentado, com carácter científico, artístico ou técnico, a definir em Portaria do Governo, por residentes não habituais é tributado à taxa de 20% Deduções à Colecta Em 2012 as deduções à colecta sofrem limitações significativas. Uma das alterações relevantes é a redução de 30% para 10% do valor da dedução nas despesas de saúde, que também passa a estar limitada a 838,44 (duas vezes o IAS). Para agregados com três ou mais dependentes está prevista uma majoração de 125,77 por dependente. Para além da saúde, também existem limites globais regressivos para a dedução à colecta de despesas de 20

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