HIV e SIDA. Vírus HIV SIDA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "HIV e SIDA. Vírus HIV SIDA"

Transcrição

1 CAPÍTULO 21 HIV e SIDA Vírus HIV O írus HIV (em inglês, Human ImmunoDeficiency Virus, que significa Vírus da ImunoDeficiência Humana) é um micróbio que só se consegue er com um microscópio especial. O HIV aaca as células do sisema imuniário (o sisema de defesa do organismo humano). Pouco a pouco, essas células ornam-se incapazes de proeger o organismo humano conra infecções e umores. Por isso, as pessoas que êm SIDA apanham doenças que o seu organismo não consegue combaer. SIDA (Síndroma de ImunoDeficiência Adquirida) SIDA significa: SÍNDROMA: conjuno de sinais e sinomas; IMUNO: sisema imuniário, o sisema de defesa do organismo humano; DEFICIÊNCIA: não funciona bem; ADQUIRIDA: foi conraída e não é herediária. O SIDA é uma doença causada por um írus chamado HIV. Nos doenes com SIDA, o sisema imuniário não funciona bem. O sisema imuniário é o conjuno das defesas naurais do organismo conra as doenças. Ainda não exise cura, nem uma acina para esa doença, mas exisem acualmene medicamenos capazes de conrolar a infecção e permiir uma ida mais saudáel e longa. 392 HIV E SIDA

2 TRANSMISSÃO Como se ransmie o HIV: As secreções da agina, o sémen (esperma) e o sangue das pessoas infecadas conêm o írus HIV. O írus ransmie-se quando eses líquidos passam de pessoa para pessoa. Significa que o HIV pode ransmiir-se araés de: relações sexuais sem proecção com uma pessoa que em o írus. agulhas, seringas e qualquer insrumeno que cora ou perfura a pele (lâmina, bisuri, ec.), e que não foi eserilizado. uma mãe infecada com o HIV para o seu bebé, durane a graidez, paro ou amamenação. ransfusão de sangue, se o sangue não foi esado para garanir que não em o HIV. sangue duma pessoa com o HIV que enra em conaco com um core ou uma ferida abera de oura pessoa. HIV E SIDA 393

3 Como NÃO se ransmie o HIV: O HIV não ie fora do corpo humano por mais do que uns minuos. Não pode ier no ar nem na água. Não é ransmiido pela salia nem pelo suor. Iso significa que o HIV não se ransmie das seguines maneiras: Tocar, abraçar, ou beijar. Comer do mesmo prao ou beber do mesmo copo. Dormir na mesma cama. Usar as mesmas roupas, oalhas, ou manas. Usar a mesma larina ou casa de banho. Cuidar de alguém com o HIV e SIDA. Picada de mosquio ou ouros insecos. 394 HIV E SIDA

4 Transmissão e preenção As principais formas de ransmissão e preenção do HIV são: 1. RELAÇÕES SEXUAIS Transmissão: A principal forma de ransmissão é araés da relação sexual sem proecção. Durane as relações sexuais sem proecção, o HIV conido no sémen (esperma), secreções aginais ou sangue duma pessoa infecada, pode passar direcamene para oura pessoa. Qualquer lesão ou ferida aumena o risco de ransmissão, porque facilia a enrada do HIV. É pior se as lesões resulam duma iolação, sexo forçado ou ioleno. Uma pessoa com uma infecção de ransmissão sexual (ITS) em maior risco de apanhar o HIV. Iso porque as ITS podem causar feridas ou inflamação nos órgãos geniais, serindo de pora de enrada para o HIV. O sexo anal é o mais perigoso, porque o ânus é mais frágil do que a agina e pode rasgar e sangrar facilmene. Sexo seco aumena o risco de conrair a infecção pelo HIV. Muias mulheres inroduzem panos ou subsâncias denro da agina que a deixam seca. Um dos objecios é de aumenar a fricção durane o aco sexual. Esas práicas são perigosas pois causam lesões na agina que podem faciliar a enrada do írus HIV e ouros micróbios que causam ITS. O álcool e as drogas podem fazer com que a pessoa não pense claramene e leá-la à práica de sexo não seguro. Preenção: Para preenir a ransmissão sexual, dee-se seguir os seguines conselhos: Praicar sexo seguro. SEXO SEGURO são práicas sexuais que eiam que os líquidos do parceiro/a penerem no organismo araés das relações sexuais. Assim, o risco de conrair o HIV e ouras infecções de ransmissão sexual (ITS) é reduzido. HIV E SIDA 395

5 O sexo seguro inclui: 1. Uso de preseraio (masculino ou feminino) durane o aco sexual. 2. Escolher aciidades sexuais que não permiem a enrada de líquidos no organismo, por exemplo: z Abraçar e beijar z Acariciar com a boca z Massajar z Masurbar z Lamber, chupar z Esfregar o corpo conra o corpo de oura pessoa Sexo sem peneração significa que o pénis não enra na agina ou no ânus durane o aco sexual. Algumas formas de sexo sem peneração podem ser de risco para infecção do HIV e ITS. Qualquer conaco pénis-agina, pénis-ula (ula é a pare exerna da agina), pénis-ânus, pénis-boca, ula com a boca do parceiro é considerado um conaco sexual e odas essas práicas podem ransmiir o HIV. Neses conacos sexuais o pénis dee esar proegido pelo preseraio masculino. Esa é a única maneira de eiar as doenças sexualmene ransmissíeis. Exise risco de infecção sempre que haja conaco com o sémen e sangue. Dee-se uilizar preseraios durane o sexo oral ou anal 396 HIV E SIDA

6 O preseraio Além de preenir o HIV e SIDA, o uso de preseraios masculino e feminino proege conra ouras ITS e graidez. Como usar o preseraio masculino: Verificar a alidade, abrir a embalagem cuidadosamene para irar o preseraio Ter a cereza que o preseraio esá na posição cera para usar, garanindo que a argola eseja irada para fora Aperar a pona do preseraio e colocar sobre a pona do pénis já ereco anes do conaco sexual Desenrolar cuidadosamene o preseraio sobre o pénis já ereco aé à base do pénis Após a relação sexual, reirar o pénis ainda ereco da agina, segurando o preseraio firmemene na sua base para que o esperma não escorra. Reirar o preseraio segurando-o pela base Fazer um nó no preseraio anes de o deiar fora Deiar o preseraio num recipiene seguro, por exemplo laa de lixo ou larina Usar um noo preseraio para cada aco sexual Não usar gorduras, óleo, loções ou pomadas para lubrificar o preseraio HIV E SIDA 397

7 Os preseraios são feios de maerial muio fino, o que conribui para maner o conaco e a sensação durane a relação sexual. O preseraio não ira o prazer sexual. Não ira a sensibilidade. Algumas pessoas acrediam que se pode apanhar o HIV araés do uso do preseraio. Isso não é erdade. Não se apanha o HIV por usar preseraio! Ouras pessoas acrediam que o írus pode araessar a parede do preseraio. Não é erdade. O írus não araessa o preseraio! COMO USAR O PRESERVATIVO FEMININO Verificar a alidade. Abrir a embalagem cuidadosamene para irar o preseraio Segurar a argola menor com o polegar e o indicador Para inserir o preseraio, enconrar uma posição conforáel. Pode ser em pé, com um pé em cima duma cadeira; senada com os joelhos afasados; agachada ou deiada. Aperar a argola e inroduzir na agina Meer o dedo indicador denro do preseraio empurrá-lo o mais adenro possíel do canal aginal Garanir que a argola maior fique fora da agina, isso aumena a proecção Depois da relação, reirar o preseraio, orcendo a argola de fora para que o esperma não escorra. Deiar fora no lixo. Nunca use a camisinha feminina mais de uma ez O uso do preseraio preine a ransmissão do HIV por ia sexual. 398 HIV E SIDA

8 As pessoas com ITS deem: Traá-las logo que apareçam os primeiros sinais ou sinomas Trazer odos/as os parceiros/as sexuais para serem raados Abser-se do sexo ou usar o preseraio se ierem relações sexuais Eiar sexo seco Não usar produos para secar a agina NÃO Eiar consumir álcool em excesso e a uilização das drogas. NÃO NÃO COMO DIZER NÃO AO SEXO Pode ser difícil para a pessoa dizer que não quer fazer sexo. Ela pode senir dificuldade em dizer que apenas quer beijar, ou que quer acariciar, sem fazer sexo. Eis alguns exemplos de como se pode dizer não ao sexo. Dizer não: Usar as palaras Eu disse que não. Usar uma oz firme. Maner o corpo numa posição que diz não (que não facilia). Se, mesmo assim, coninuar a ser pressionada para fazer sexo: Dizer não oura ez. Sugerir fazer qualquer oura coisa. Reirar-se. Ouras maneiras de dizer não: Fazer humor em orno da quesão. Dizer que precisa pensar melhor sobre o assuno. Pergunar a si própria: esou a ser pressionada? Preciso mais informação anes de omar uma decisão. Haerá maneira de eu poder eiar iso no fuuro? HIV E SIDA 399

9 Fidelidade múua significa er relações sexuais apenas com um/a parceiro/a. Eie relações sexuais com pessoas que êm muios parceiros sexuais. Um único parceiro, fiel por oda a ida, é seguro e não em riscos. Absinência sexual significa não er relações sexuais. Um adiameno da idade do início da aciidade sexual reduz o risco. 2. TRANSMISSÃO MÃE-FILHO A ransmissão do HIV de uma mãe infecada para o seu bebé pode ocorrer durane a graidez, o paro, ou a amamenação. A maior pare dos casos ocorre durane o paro. Para conselhos sobre como preenir a ransmissão mãe-filho, er pág AGULHAS, SERINGAS, LÂMINAS Transmissão: O HIV pode ser ransmiido pelo uso de agulhas, seringas e objecos perfuranes ou coranes que não esejam eserilizados. As injecções podem ser perigosas. Os insrumenos uilizados para furar as orelhas, fazer auagens, ou circuncisão radicional podem ransmiir o HIV. Nos rios radicionais, às ezes o curandeiro uiliza a mesma lâmina para acinar oda a família que esá com algum mal; esa práica pode ambém ransmiir o HIV. Os riscos no barbeiro e no cabeleireiro são mínimos, se os aparelhos que enolem conaco com o sangue forem desinfecados. Injecar drogas e usar a mesma agulha ou seringa em mais duma pessoa ambém ransmie o HIV. 400 HIV E SIDA

10 Preenção: As injecções deem ser usadas apenas quando absoluamene necessárias. Deem ser aplicadas apenas por pessoas reinadas. Uilizar uma seringa e agulha noa de cada ez, ou uma seringa e agulha eserilizadas. NUNCA se dee uilizar agulhas ou seringas mais de uma ez, sem as eserilizar preiamene. Para insruções sobre injecções seguras e como eiar a ransmissão do HIV nas unidades saniárias, er capíulos 8 e 9. Eiar apanhar injecções quando não há a cereza de que as agulhas e seringas foram adequadamene eserilizadas. Qualquer insrumeno usado para corar ou perfurar a pele dee ser adequadamene eserilizado ou desinfecado anes da sua uilização. Eiar práicas radicionais que coram ou perfuram a pele. Embora esas práicas deam ser eiadas, se a elas recorrer, o curandeiro dee sempre usar uma lâmina ou agulha noa para cada pessoa. Os uilizadores de drogas injecáeis deem sempre eserilizar ou desinfecar o seu maerial (er pág. 674) e nunca pedir agulhas e seringas empresadas. 4. SANGUE OU SECREÇÕES DUMA PESSOA INFECTADA QUE ENTRAM ATRAVÉS DUM CORTE OU DUMA FERIDA ABERTA DE OUTRA PESSOA. Qualquer pessoa que em um pequeno core ou ferida nos dedos, especialmene o rabalhador de saúde, dee er cuidado para eiar que essas lesões enrem em conaco com sangue ou ouros líquidos duma pessoa infecada pelo HIV. Para insruções sobre como eiar a ransmissão de HIV nas unidades saniárias, er capíulo 9. HIV E SIDA 401

11 5. TRANSFUSÕES DE SANGUE Se uma pessoa receber sangue conaminado pelo HIV, ela se infecará. Normalmene, usam-se ransfusões de sangue para raar anemias graes, especialmene em crianças, ou durane o paro, ou em casos de acidene ou raameno cirúrgico que impliquem grandes perdas de sangue. Pode-se minimizar o risco de hemorragia pós-paro omando as medidas descrias na pág As ransfusões de sangue só deem ser feias quando absoluamene necessárias. O sangue para a ransfusão é habiualmene esado para o HIV. Apesar disso, exise um pequeno risco de o dador esar no período janela. Ese é um período de 1-3 meses em que o ese do HIV ainda é negaio, apesar de a pessoa esar infecada, iso é, já er o írus no sangue. Ao dar sangue, a pessoa não corre qualquer risco de infecção pelo HIV ou ouras doenças. A longo prazo, a melhor maneira de preenir o HIV é luar por uma sociedade e condições económicas mais jusas, para que não haja necessidade de as mulheres serem obrigadas a praicar o comércio do sexo, ou de as famílias serem obrigadas a esar separadas pela necessidade de rabalhar longe. Maior ulnerabilidade da mulher ao HIV Durane uma relação sexual desproegida enre um homem e uma mulher, o risco de apanhar o HIV é maior na mulher do que no homem porque a agina em maior área suscepíel do que o pénis, e é mais suscepíel a lesões. O sémen coném mais írus do que as secreções aginais. As raparigas mais joens apresenam um risco ainda maior, porque os seus órgãos geniais ainda não esão compleamene desenolidos e porano o HIV em maior facilidade de penerar. 402 HIV E SIDA

12 O sexo forçado ou ioleno e a iolação aumenam o risco da infecção pelo HIV, porque muias ezes é acompanhado de ferimenos dos órgãos geniais. A maioria das mulheres não em recursos económicos próprios, e muias ezes é ameaçada de abandono e iolência pelos seus parceiros se não os saisfizer. Porano, elas êm pouco ou nenhum conrolo sobre como e quando erão relações sexuais. A maioria das mulheres é infecada pelo seu único parceiro sexual, muias ezes o seu marido. O ese do HIV Para saber se uma pessoa esá ou não infecada pelo HIV, é preciso fazer o ese do HIV. Ese ese deeca a presença de anicorpos conra o HIV. Anicorpos são subsâncias que o corpo produz conra agenes infecciosos. O ese mais comum é o ese rápido. Basa colher uma goa de sangue. Pouco empo depois, obém-se o resulado do ese. São possíeis rês resulados: z Posiio: a pessoa esá infecada pelo HIV, ou seja, apresena anicorpos ani- HIV; significa que essa pessoa é seroposiia para o HIV; z Negaio: ou a pessoa não esá infecada pelo HIV, ou ainda não em anicorpos conra o HIV deecáeis, porque apanhou a infecção há pouco empo; z Indeerminado: o ese não é posiio nem negaio. No caso de ser negaio ou indeerminado, o ese dee ser repeido 3-4 semanas depois. Em caso de dúida, o ese dee ser repeido 3 meses depois da úlima exposição suspeia. Período de janela Quando uma pessoa se infeca com o HIV, a presença de anicorpos só é deecáel pelo menos 3 semanas depois (se forem usados os eses de HIV acualmene disponíeis em muios países). Ese período em que o ese não deeca os anicorpos, chama-se período de janela. Pode ir aé 3 meses. Se uma pessoa suspeia er sido infecada com o HIV, precisa de esperar pelo menos 3 semanas para fazer o ese. Se for negaio, dee-se repeir o ese 3 meses depois. HIV E SIDA 403

13 Enreano, é imporane que essa pessoa praique sexo seguro usando sempre o preseraio. Período de janela é o período em que o ese do HIV dá um resulado negaio, apesar de a pessoa já esar infecada com o írus (3 semanas - 3 meses). Por que é bom fazer o ese? z z z z z z z Confirmar se se esá infecado ou não. No caso de ser posiio, começar a omar medidas para preenir e raar as infecções oporunisas, e receber raameno com ani-reroirais quando indicado. Eiar que o parceiro fique infecado. Planificar melhor o fuuro. Querer iniciar um noo relacionameno. Decidir er filhos ou não. Procurar o apoio moral e social necessário. Onde fazer o ese? Procure saber onde o ese esá disponíel na sua comunidade, por exemplo: z z Unidades saniárias. Seriços especiais, por exemplo, para adolescenes e joens. O ese é sempre olunário, iso é, ninguém pode ser obrigado a fazer o ese. Aconselhameno anes e depois do ese do HIV As pessoas que decidem fazer o ese do HIV recebem aconselhameno, anes (aconselhameno pré-ese) e depois (aconselhameno pós-ese) do ese. 404 HIV E SIDA

14 Durane o aconselhameno pré-ese, faz-se a preparação para o ese, discuem-se as perspecias em caso de o resulado ser posiio, a pessoa pode expor as suas dúidas e receios, e receber informações mais dealhadas sobre o ese. Depois dessa informação, a pessoa pode decidir fazer ou não o ese. Durane o aconselhameno pós-ese, a pessoa é preparada para receber o resulado. O principal objecio é ajudar a pessoa a compreender o resulado do seu ese e a iniciar a sua adapação ao seu esado HIV-posiio ou HIV-negaio. O resulado do ese é confidencial, iso é, só o conselheiro e a própria pessoa que fez o ese sabem qual é o resulado. Cabe ao próprio decidir informar, ou não, a família e/ou os amigos. Mas dee ser encorajado a razer os parceiros sexuais para fazer o ese. Quando o ese é negaio, deem aconselhar-se medidas de preenção (er pág. 395), de modo que a pessoa se manenha lire da infecção. O ese negaio não significa que a pessoa não corre risco de ser infecada pelo HIV. Todas as pessoas correm o risco de infecar-se pelo HIV!!! O sexo seguro é a melhor forma de se preenir!! PRATIQUE SEXO SEGURO Quando o ese é posiio, dee-se reelar o resulado de maneira clara e delicada, oferecendo apoio emocional. Quando a pessoa descobre que é HIV-posiia, muias ezes fica desolada. As primeiras reacções podem ser de enorme emoção e às ezes, de negação do resulado. Por ezes, ambém de irriação, desespero e de procura de culpados. A pessoa pode ambém er uma reacção de medo. Pode exprimir medo de perder o emprego, de ser rejeiada, de enfrenar a família ou o parceiro, ou de deixar a família sem recursos. A pessoa pode perder odas as esperanças e poderá er o desejo de morrer. O receio da discriminação e isolameno pela família e pela comunidade leam muias pessoas a esconderem o seu esado. A pessoa que descobre que é HIV-posiia dee ser aconselhada a procurar enconrar alguém de confiança com quem possa falar à onade. Não é aconselháel isolar-se e enfrenar sozinho os seus medos e preocupações. Pode ambém ober apoio de grupos de pessoas iendo com o HIV. O aconselhameno pós-ese é exremamene imporane, especialmene para as pessoas cujo ese foi posiio. HIV E SIDA 405

15 Fases da infecção pelo HIV Infecção primária por HIV No início da infecção, a pessoa que se infeca com o HIV pode er sinomas parecidos com uma gripe. Normalmene, o doene não se sene muio mal. Pode aé não senir nada. Os sinomas podem ser diersos e inespecíficos, como: Febre Dores de gargana Borbulhas Gânglios linfáicos aumenados Dores nos músculos Esa fase dura 1-2 semanas. Nesa fase, o ese do HIV é negaio. No enano, a pessoa esá infecada e pode ransmiir o írus a ouras pessoas. Esa é a fase em que a ransmissão do írus é mais proáel, pois o HIV esá presene no sangue em grandes quanidades. Fase assinomáica ou com sinomas ligeiros Depois, segue-se uma fase sem sinomas ou com sinomas ligeiros: Gânglios linfáicos aumenados em diferenes pares do corpo Perda de peso Doenças da pele (comichões e infecções da pele) Úlceras na boca Zona (herpes zoser) Infecções respiraórias superiores repeidas Esa fase pode durar em média, 7 a 10 anos. Fase aançada Depois, a pessoa com o HIV começa a ficar doene, a perder peso, e pode er infecções oporunisas. Infecções oporunisas são aquelas que ocorrem frequenemene, e/ou com mais graidade, na pessoa com o HIV, cujo sisema imuniário esá deficiene. Para além das infecções oporunisas, os doenes que êm o sisema imuniário enfraquecido podem ambém desenoler umores malignos (cancro). Na fase final da infecção pelo HIV, à medida que a infecção ai progredindo, a pessoa apresena mais doenças e a perda de peso é mais acenuada. 406 HIV E SIDA

16 Esadios da infecção pelo HIV (OMS) Para faciliar a decisão sobre o início do raameno, a OMS classifica a infecção em esadios: aqui emos exemplos de algumas condições em cada esadio: Infecção primária por HIV Assinomáico (sem sinomas) Síndroma reroiral agudo (espécie de gripe, 2 a 4 semanas depois da infecção) Assinomáico Esadio 1 Assinomáico Linfadenopaia persisene generalizada (gânglios linfáicos aumenados por odo o corpo) Esadio 2 Ligeiro Perda de peso < 10% Doenças da pele (comichões, infecções por fungos nas unhas, dermaie seborreica, herpes zoser, ec.) Úlceras ou afas recorrenes na boca, feridas nos canos da boca Infecções do raco respiraório (oie, faringie, bronquie, ec.) repeidas (> 3 episódios por ano) Esadio 3 Aançado Perda de peso > de 10% Diarreia persisene (> de 1 mês) Febre > de 1 mês (sem causa aparene) Candidíase, úlceras graes na boca Candidíase ulo-aginal > de 1 mês ou recorrene Tuberculose pulmonar diagnosicada nos úlimos dois anos Infecções bacerianas graes (pneumonia, infecções ósseas ou ariculares, meningie, ec.) Esadio 4 Grae Na cama > de 50% do empo Perda de peso progressia, com fraqueza, febre e diarreia Pneumonia baceriana recorrene grae Candidíase esofágica Tuberculose exrapulmonar Sarcoma de Kaposi HIV E SIDA 407

17 A TRANSMISSÃO DO HIV NAS DIFERENTES FASES DA INFECÇÃO A maior pare das pessoas infecadas com o HIV apresena um aspeco saudáel durane anos, depois de se erem infecado. Apesar de não erem sinomas, esas pessoas êm o írus no seu corpo, e podem ransmiilo a ouras pessoas. A probabilidade de uma pessoa infecada ransmiir o HIV a oura é maior nas seguines fases: Pouco depois de se infecar com o HIV (durane o primeiro mês); Na fase ardia da infecção, quando aparecem os sinomas de doença. Iso porque, nesas fases, o HIV esá presene em grandes quanidades. No enano, o HIV pode ransmiir-se em qualquer fase da infecção. Doenças que leam à suspeia de infecção pelo HIV Dee-se suspeiar que um doene em o HIV se apresena infecções repeidas. Por ezes, os doenes com o HIV apresenam mais duma doença ao mesmo empo. Sempre que aparecem pessoas poradoras das doenças e condições abaixo mencionadas dee-se pensar sempre na possibilidade de esarem infecadas pelo HIV: Tuberculose Infecções do raco respiraório superior, repeiias Diarreia persisene de mais de um mês de duração Candidíase aginal que não responde ao raameno correco em duas consulas consecuias Pneumonia grae Úlceras na boca com mais de um mês de duração O sarcoma de Kaposi e a candidíase esofágica são doenças que aponam definiiamene para o diagnósico de SIDA. Os doenes com esas manifesações deem fazer o ese do HIV e ser aaliados pelo clínico. Os doenes graes deem ser ransferidos com urgência para uma unidade saniária com mais recursos. Os sinais de perigo num doene com SIDA, indicaios da necessidade de ransferência, são os mesmos que para as ouras doenças. Para uma descrição dos sinais de perigo no adulo e na criança, er pág HIV E SIDA

18 Apoio às pessoas HIV-posiias Esigma e discriminação Há muia endência para isolar socialmene as pessoas com o HIV. Discrimina-se as pessoas só porque êm uma infecção chamada HIV. Esa é a principal razão pela qual as pessoas receiam fazer o ese do HIV e descobrir que esão infecadas. Receiam ir a ser alos de discriminação. Preferem ignorar, apenas para irem a saber que êm SIDA quando já esão pero da more. Ainda há pessoas que êm problemas em parilhar a mesma casa de banho que uma pessoa HIV-posiia, e que não se senem à onade para comer do mesmo prao. Iso aconece apenas porque desconhecem que o HIV não se ransmie dese modo. Nunca se dee discriminar uma pessoa porque ela em o HIV. Alguns conselhos para os familiares, colegas e amigos Os familiares, colegas e amigos êm as suas próprias dúidas, preocupações e receios em relação ao fuuro do doene. Precisam de apoio para encarar a siuação. Deem saber que o HIV não se ransmie araés dos alimenos ou água, por parilhar a comida, louça, ou uensílios de cozinha, ou por se ocar, aperar as mãos ou abraçar. Não é preciso que as pessoas doenes com SIDA enham que ier ou dormir sozinhas. Não se dee er medo de se ier com uma pessoa com o HIV. Em geral, não há riscos ao cuidar dos doenes com SIDA, desde que se ome as medidas de segurança habiuais para eiar apanhar qualquer infecção de qualquer doene que eseja a receber cuidados. O que foi recomendado no capíulo 5, Como Cuidar de um Doene, ambém se aplica aos doenes com SIDA. HIV E SIDA 409

19 Como apoiar uma pessoa iendo com o HIV z Dar apoio moral, psicológico e social z Não rejeiar ou isolar z Considerar a pessoa com o HIV como uma pessoa normal z Encorajá-la a usar os seriços de saúde z Promoer um ambiene acolhedor no local de rabalho e no seio da família Aconselhameno O aconselhameno é um processo araés do qual se ajuda alguém a clarificar ou resoler os seus próprios problemas. O aconselhameno relacionado com o HIV é muio imporane, porque ajuda as pessoas a compreenderem melhor o problema e a idenificar possíeis soluções para si próprias. O aconselhameno dee ser coninuado e não apenas anes e depois do ese do HIV. O principal objecio do aconselhameno é ajudar a pessoa a enconrar-se a si própria, de modo a: Reduzir o níel de sress; Adopar comporamenos sem riscos; Quando indicado o raameno, cumpri-lo rigorosamene (aderência). Dee-se conersar sobre os seguines aspecos: Siuação social relações familiares, aspecos financeiros e sisemas de apoio: familiares, amigos chegados, a comunidade, recursos religiosos e espiriuais, seriços sociais disponíeis. 410 HIV E SIDA

20 Dee-se explorar as preocupações relaias ao esigma e ao isolameno da pessoa e ajudar a ulrapassá-las. Crianças Nas famílias em que a mãe ou o pai, ou ambos, esão com SIDA, as crianças podem er necessidades especiais. É necessário conhecer as suas necessidades. Procurar saber quem poderá ajudar, por exemplo, izinhos, igrejas, grupos de mulheres, organizações locais. HIV e SIDA esado de saúde acual, conhecimeno sobre o HIV e SIDA, as ias de ransmissão, e eolução da doença. Eiar infecções, incluindo re-infecções do HIV, araés da práica de sexo seguro Eiar ransmiir o írus a oura pessoas Informar a/o sua/seu parceira/o e proegê-la/o do risco de conaminação Ter relações sexuais apenas com um/uma parceiro/a Aspecos culurais e espiriuais O conselheiro dee conhecer as crenças locais e examiná-las com a pessoa que esá a receber o aconselhameno. Se esa ier crenças que são poencialmene nocias, elas deem ser exploradas, sem conudo fazer juízos de alor. Seriços de saúde é imporane recomendar a uilização deses seriços para preenção e raameno de infecções oporunisas e raameno ani-reroiral, se necessário. Ouros seriços disponíeis por exemplo, seriços de cuidados domiciliários, praicanes de medicina radicional reinados, seriços de psicologia, ec. Enolimeno em aciidades comuniárias As pessoas com o HIV podem ajudar ouras pessoas infecadas, principalmene dando apoio na gesão do sress e presando apoio moral e emocional. Podem conduzir aciidades de educação e aconselhameno sobre o HIV e SIDA na comunidade, na família ou para indiíduos. Exisem muias organizações de pessoas com o HIV que podem ajudar ouras pessoas nas mesmas condições. HIV E SIDA 411

21 CUIDADOS DOMICILIÁRIOS A casa é um lugar apropriado para o doene recuperar com maior rapidez e comodidade, já que se em o apoio de pessoas queridas que podem proidenciar cuidados e carinho. As arefas dos aciisas que presam cuidados domiciliários podem ser resumidas a duas áreas: Informar, educar, comunicar e oferecer aconselhameno Proidenciar seriços mínimos aos doenes. Informar, educar, comunicar e aconselhar o doene e seus familiares relaiamene a: Proidenciar seriços SIDA hábios e comporamenos saudáeis preenção de infecções conforo dos doenes cuidados básicos idenificar os sinais de agraameno de doenças manejo dos sinomas mais comuns omada dos medicamenos higiene básica nurição esigma Verificar a presença dos sinais de perigo ou de agraameno de doenças e ransferir o doene para a unidade saniária mais próxima. Aaliar se há acesso aos alimenos e quais os produos disponíeis para cozinhar. Idenificar problemas sociais, para referir aos respecios seriços de apoio: acção social, associações de pessoas com o HIV, ec. Fornecer cuidados básicos de saúde, como raar a febre, diarreia, osse, problemas de pele, dores, problemas geniais e feridas na boca e gargana. Enregar, em caso de necessidade, medicamenos para o doene e demonsrar como uilizá-los. Fazer acompanhameno dos doenes em raameno com ani-reroirais ou profilaxia, ou raameno de infecções oporunisas. Deem ser ransferidos para a unidade saniária no caso de erem efeios adersos graes, ou por dificuldades na aderência (se o doene falha mais de 3 doses de raameno durane 1 mês). Fazer busca acia dos doenes que não comparecem nos seriços de saúde. 412 HIV E SIDA

22 Como prolongar a ida Hábios Para uma ida longa de qualidade, é aconselháel maner os seguines hábios de ida: Comer alimenos nuriios ariados. É necessário comer diariamene uma combinação de alimenos diersificados. O capíulo 10 aconselha sobre o que se dee comer para se ober uma diea saudáel e equilibrada. É especialmene imporane comer muias fruas e egeais. As fruas e os egeais fornecem iaminas e minerais que proegem o organismo conra as infecções oporunisas, garanindo a manuenção da saúde da pele, dos pulmões e inesinos e o funcionameno do sisema imuniário. Enconra os alimenos que conêm iaminas e minerais na pág SIM NÃO Os comprimidos de iaminas e minerais não subsiuem uma boa alimenação e êm o inconeniene de ser caros. Comer mais Muias ezes, quando a pessoa com o HIV adoece, perde o apeie. O doene dee esforçar-se por comer, mesmo não endo apeie, pois é muio imporane que o organismo enha energia para combaer o írus. Uma pessoa com SIDA precisa de comer mais. Recomendam-se 3-4 refeições principais por dia, e 2-3 pequenos lanches enre as refeições. HIV E SIDA 413

23 Beber muia água e ouros líquidos A diarreia e os ómios causam perda de líquidos. A ranspiração ambém causa perda de grandes quanidades de água. Esa água perdida dee ser subsiuída e por isso, recomendam-se 8 copos de líquidos por dia, no adulo. A quanidade dee ser maior quando a pessoa em diarreia ou ómios. É aconselháel, sempre que possíel, ferer a água. Fazer exercício O exercício melhora o apeie, desenole os músculos, reduz o sress (ansiedade), aumena a energia e ajuda a maner a saúde física e emocional. Aciidades diárias, como caminhar, rabalhar na machamba, apanhar lenha ou carregar água, represenam exercício. Se o rabalho duma pessoa não enole muio exercício, pode arranjar-se um exercício, que não seja cansaio, por exemplo, andar 2 quilómeros por dia. A pessoa com o HIV dee ser encorajada a fazer exercício e a maner-se acia e coninuar com as suas aciidades diárias, desde que se sina capaz de as fazer. Eiar bebidas alcoólicas A pessoa com o HIV dee eiar as bebidas alcoólicas. Os doenes em raameno ani-reroiral (TARV) não deem consumir bebidas alcoólicas porque o álcool pode agraar os efeios adersos dos medicamenos. Além disso, sob a influência do álcool, há mais endência para praicar sexo sem proecção. Deixar de fumar O abaco prejudica a saúde. Por isso, uma pessoa com o HIV que deixa de fumar, ai ier mais empo, e com melhor qualidade de ida. Repousar conenienemene O corpo precisa de descanso exra: dormir 8 horas por noie; descansar sempre que se senir cansado. 414 HIV E SIDA

Porque é importante aprender os primeiros socorros?

Porque é importante aprender os primeiros socorros? CAPÍTULO 15 Primeiros socorros O que são primeiros socorros? Os primeiros socorros são um conjuno de medidas que deem ser omadas rapidamene, em caso de acidenes ou de ouras emergências. São, porano, a

Leia mais

Doenças da pele. Se um problema da pele é grave ou se piora apesar do tratamento, enviar o doente para uma unidade sanitária com mais recursos.

Doenças da pele. Se um problema da pele é grave ou se piora apesar do tratamento, enviar o doente para uma unidade sanitária com mais recursos. CAPÍTULO 25 Doenças da pele Alguns problemas de pele são causados por doenças que afecam apenas a pele ais como a ínea, a sarna, ou as errugas. Ouros são sinais de doenças que aacam o corpo odo como o

Leia mais

Como administrar medicamentos

Como administrar medicamentos Como administrar medicamentos CAPÍTULO 8 Os medicamentos podem ser administrados aos doentes atraés de diferentes ias de administração: pela boca ia oral; pelo recto ia rectal; pela agina ia aginal; ou

Leia mais

Doenças do recém-nascido e doenças congénitas

Doenças do recém-nascido e doenças congénitas Doenças do recém-nascido e doenças congénitas CAPÍTULO 29 É muito importante identificar, logo após o nascimento, qualquer problema ou doença no recém-nascido e agir imediatamente. Doenças que leam dias

Leia mais

Como cuidar de um doente

Como cuidar de um doente Como cuidar de um doente CAPÍTULO 5 A doença enfraquece o corpo. Para uma pessoa recuperar as forças e sentir-se melhor, são precisos cuidados especiais. Muitas ees, não há necessidade de tomar medicamentos,

Leia mais

Tuberculose. Perguntas

Tuberculose. Perguntas Tuberculose Perguntas e Respostas Tuberculose PERGUNTAS E RESPOSTAS Elaboração: Divisão de Tuberculose CVE Av.Dr. Arnaldo 351, 6ºAndar Fone: 3066-8294 3066-8291 Internet : www.cve.saude.sp.gov.br Capa

Leia mais

Prevenção de infecções nas unidades sanitárias

Prevenção de infecções nas unidades sanitárias CAPÍTULO 9 Preenção de infecções nas unidades sanitárias Risco de transmissão de infecções Quando prestam cuidados aos doentes, os trabalhadores de saúde podem entrar em contacto com líquidos do corpo,

Leia mais

QUAL O MELHOR MOMENTO PARA A ABERTURA DE CAPITAL? ANALISANDO O TIMING DOS IPOS DAS EMPRESAS BRASILEIRAS DE ENERGIA A PARTIR DA TEORIA DE OPÇÕES REAIS

QUAL O MELHOR MOMENTO PARA A ABERTURA DE CAPITAL? ANALISANDO O TIMING DOS IPOS DAS EMPRESAS BRASILEIRAS DE ENERGIA A PARTIR DA TEORIA DE OPÇÕES REAIS FACULDADE DE ECONOMIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA APLICADA QUAL O MELHOR MOMENTO PARA A ABERTURA DE CAPITAL? ANALISANDO O TIMING DOS IPOS DAS EMPRESAS BRASILEIRAS DE ENERGIA A PARTIR DA TEORIA

Leia mais

Trabalhos para Discussão. Um Conto de Três Hiatos: Desemprego, Utilização da Capacidade Instalada da Indústria e Produto

Trabalhos para Discussão. Um Conto de Três Hiatos: Desemprego, Utilização da Capacidade Instalada da Indústria e Produto ISSN 1519-1028 Um Cono de Três Hiaos: Desemprego, Uilização da Capacidade Insalada da Indúsria e Produo Sergio Afonso Lago Alves e Arnildo da Silva Correa Dezembro, 2013 Trabalhos para Discussão 339 ISSN

Leia mais

ORIENTAÇÕES SOBRE QUIMIOTERAPIA

ORIENTAÇÕES SOBRE QUIMIOTERAPIA Este Manual foi elaborado pela Equipe de Enfermagem e Com o apoio da Equipe Médica da Clínica ONCOSUL. MANUAL DO PACIENTE ORIENTAÇÕES SOBRE QUIMIOTERAPIA Equipe de Enfermagem: Rozilda Maurício Enfermeira

Leia mais

Rastreio da infeção pelo VIH e riscos de transmissão sexual outubro de 2013

Rastreio da infeção pelo VIH e riscos de transmissão sexual outubro de 2013 Rastreio da infeção pelo VIH e riscos de transmissão sexual outubro de 2013 Revisão Científica: Maria José Campos Coordenação: Rosa Freitas Tradução: Mariela Kumpera Pecorella Revisão: Érica Almeida Postiço

Leia mais

CONVIVENDO COM A HEPATITE C. Manual de convivência. Segunda Edição Revista e Ampliada

CONVIVENDO COM A HEPATITE C. Manual de convivência. Segunda Edição Revista e Ampliada CONVIVENDO COM A HEPATITE C Manual de convivência Segunda Edição Revista e Ampliada Edição de 2003 O avanço do conhecimento nas pesquisas pode ter tornado obsoleta alguma colocação. Página 1 Carlos Varaldo

Leia mais

Planeamento familiar ter apenas o número de fi lhos que se deseja

Planeamento familiar ter apenas o número de fi lhos que se deseja CAPÍTULO 32 Planeamento familiar ter apenas o número de fi lhos que se deseja Alguns casais desejam ter muitos filhos, principalmente em famílias pobres dos países em desenvolvimento, onde os filhos são

Leia mais

Como se Equilibra o Orçamento do Governo no Brasil? Aumento de Receitas ou Corte de Gastos? 1

Como se Equilibra o Orçamento do Governo no Brasil? Aumento de Receitas ou Corte de Gastos? 1 Como se Equilibra o Orçameno do Governo no Brasil? Aumeno de Receias ou Core de Gasos? 1 João Vicor Issler e Luiz Renao Lima Escola de Pós-Graduação em Economia - EPGE Fundação Geulio Vargas Praia de Boafogo

Leia mais

Dispositivo Intrauterino com Cobre

Dispositivo Intrauterino com Cobre CAPÍTULO 9 Dispositivo Intrauterino com Cobre Este capítulo descreve basicamente o dispositivo intrauterino TCu-380A (com relação ao Dispositivo Intrauterino de Levonorgestrel, ver p. 157). Pontos Básicos

Leia mais

Mente Sã em Corpo São

Mente Sã em Corpo São Manual destinado a ser implementado por treinadores em treinos desportivos. Contém um treino de competências sociais e emocionais e dinâmicas de grupo sobre a prevenção do VIH/SIDA. Manual Mente Sã em

Leia mais

SEGURANÇA NO LOCAL DE TRABALHO

SEGURANÇA NO LOCAL DE TRABALHO SEGURANÇA NO LOCAL DE TRABALHO Adaptação da obra: Higiene e Segurança do Trabalho Fundação Roberto Marinho Colecção Telecurso 2000 Rio de Janeiro, 1999 I - Acidente de Trabalho - Introdução O que é acidente?

Leia mais

Um Guia para pais E Educadores

Um Guia para pais E Educadores Um Guia para pais E Educadores Edição patrocinada por O meu manual de: Segurança infantil Desaparecimento de crianças Utilização da internet Com o Alto Patrocínio da Dra Maria Cavaco Silva M S I REGRAS

Leia mais

MANUAL DE ALEITAMENTO MATERNO

MANUAL DE ALEITAMENTO MATERNO MANUAL DE ALEITAMENTO MATERNO 1 MANUAL DE ALEITAMENTO MATERNO Edição Comité Português para a UNICEF/Comissão Nacional Iniciativa Hospitais Amigos dos Bebés Edição Revista de 2008 2 Leonor Levy e Helena

Leia mais

Uso correcto dos antibióticos

Uso correcto dos antibióticos CAPÍTULO 7 Uso correcto dos antibióticos Quando usados correctamente, os antibióticos são medicamentos extremamente úteis e importantes. Eles combatem diversas infecções e doenças causadas por bactérias.

Leia mais

Guia Prático do Cuidador

Guia Prático do Cuidador MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção à Saúde Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde Guia Prático do Cuidador Série A. Normas e Manuais Técnicos. Brasília - DF 2008 2008 Ministério

Leia mais

meu filho TEm artrite um guia para famílias www.acredite.org.br

meu filho TEm artrite um guia para famílias www.acredite.org.br meu filho TEm artrite www.acredite.org.br um guia para famílias ÍNDICE INTRODUÇÃO... TIPOS DE AIJ... DIAGNÓSTICO... TRATAMENTO... DICAS PARA OS PACIENTES... ACOMPANHAMENTO CLÍNICO... O IMPACTO DA DOENÇA...

Leia mais

MINISTÉRO DA SAÚDE COMO AJUDAR AS MÃES A AMAMENTAR F. SAVAGE KING

MINISTÉRO DA SAÚDE COMO AJUDAR AS MÃES A AMAMENTAR F. SAVAGE KING MINISTÉRO DA SAÚDE COMO AJUDAR AS MÃES A AMAMENTAR F. SAVAGE KING TRADUÇÃO: Zuleika Thomsom Orides Navarro Gordon Brasília 2001 1998. Ministério da Saúde 1985 African Medical and Research Foundation 4ª

Leia mais

Caderneta de Saúde da Criança Menino

Caderneta de Saúde da Criança Menino MINISTÉRIO DA SAÚDE Caderneta de Menino PASSAPORTE DA CIDADANIA 8ª edição Brasília DF 2013 sumário Parabéns! Acaba de nascer um cidadão brasileiro... Identificação... Mudanças de endereço... Registro civil

Leia mais

Incentivando a boa higiene e o saneamento

Incentivando a boa higiene e o saneamento Incentivando a boa higiene e o saneamento Guia PILARES Escrito por Isabel Carter Pelos Idiomas Locais: Associação em REcursoS Incentivando a boa higiene e o saneamento Guia PILARES Escrito por Isabel Carter

Leia mais

Transtorno Obsessivo-Compulsivo

Transtorno Obsessivo-Compulsivo 1 Transtorno Obsessivo-Compulsivo Ana Gabriela Hounie* Antonio Carlos Lopes** Cecília Labate*** Cristina Belotto*** Maria Eugênia de Mathis*** Sonia Borcato*** * Psiquiatra. Vice-coordenadora do PROTOC-Projeto

Leia mais

Livro das Famílias. Conversando sobre a vida e sobre os filhos

Livro das Famílias. Conversando sobre a vida e sobre os filhos Livro das Famílias Conversando sobre a vida e sobre os filhos Sociedade Brasileira de Pediatria DIRETORIA PRESIDENTE: Dioclécio Campos Júnior 1 O. VICE - PRESIDENTE: Nelson Augusto Rosário F o 2 O. VICE

Leia mais