Manual de Boas Práticas Energéticas. Manual de Boas Práticas Energéticas

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Manual de Boas Práticas Energéticas. Manual de Boas Práticas Energéticas"

Transcrição

1 Manual de Boas Práticas Energéticas Manual de Boas Práticas Energéticas I

2

3 Manual de Boas Práticas Energéticas

4 CONTEÚDO 1. A GESTÃO DA ENERGIA NO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 8 VISÃO E VALORES IBERDROLA 8 2. PLANO DE PROMOÇÃO DA EFICIÊNCIA NO CONSUMO (PPEC) 12 MEDIDA ACOMPANHAMENTO ENERGÉTICO DO PPEC OBTENÇÃO E ANÁLISE DE DADOS E CRIAÇÃO DE INDICADORES 16 ANÁLISE DAS FATURAS DE ENERGIA 16 ANÁLISE DE DADOS A PARTIR DOS CONTADORES 18 ESTABELECIMENTO DE ÍNDICES DE CONSUMO ESPECÍFICO OTIMIZAÇÃO DA FATURA ELÉTRICA 22 TENSÃO DE ABASTECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA 22 CICLOS HORÁRIOS 22 CASO PRÁTICO DE DESLASTRE DE CARGAS 23 POTÊNCIA CONTRATADA 25 CASO PRÁTICO 26 ENERGIA REATIVA 27 CASO PRÁTICO DE COMPENSAÇÃO DA ENERGIA REATIVA ILUMINAÇÃO 32 NORMAS E REGULAMENTOS 32 FONTES DE LUZ E ACESSÓRIOS 34 SISTEMAS DE CONTROLO 36 DICAS DE EXPLORAÇÃO PARA OTIMIZAÇÃO DOS CONSUMOS ENERGÉTICOS 36 CASO PRÁTICO DE SUBSTITUIÇÃO DA ILUMINAÇÃO MOTORES 42 VARIADORES DE FREQUÊNCIA OU VELOCIDADE 43 CASO PRÁTICO DE INSTALAÇÃO DE UM VARIADOR DE VELOCIDADE 45 MOTORES DE ALTA EFICIÊNCIA AR COMPRIMIDO 50 COMPRESSOR 51 OTIMIZAÇÃO DA SELEÇÃO DE COMPRESSORES 52 TRATAMENTO DE AR COMPRIMIDO 52 SECADORES DE REFRIGERAÇÃO 52 SECADORES DE ADSORÇÃO 53 FILTROS 53 RECUPERAÇÃO DE ENERGIA 53 REDE DE DISTRIBUIÇÃO 54 FUGAS 54 CASO PRÁTICO DE ELIMINAÇÃO DE FUGAS DE AR COMPRIMIDO 54 QUEDA DE PRESSÃO 56

5 Manual de Boas Práticas Energéticas 8. SISTEMAS SOLARES TÉRMICOS 60 CASO PRÁTICO FINANCIAMENTO DE PROJETOS DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA 66 FINANCIAMENTO PRÓPRIO 66 FINANCIAMENTO BANCÁRIO 66 EMPRESAS DE SERVIÇOS DE ENERGIA PROGRAMAS 70 PLANO DE PROMOÇÃO DA EFICIÊNCIA NO CONSUMO (PPEC) 70 PLANO NACIONAL DE AÇÃO PARA A EFICIÊNCIA ENERGÉTICA (PNAEE) 71 PROGRAMA OPERACIONAL DE FATORES DE COMPETITIVIDADE E PROGRAMAS OPERACIONAIS REGIONAIS ANEXO I PERÍODOS HORÁRIOS UNIDADES ENERGÉTICAS E FATORES DE CONVERSÃO 78 UNIDADES GENÉRICAS 78 PODER CALORÍFICO DOS COMBUSTÍVEIS 78 CONVERSÃO PARA TEP GLOSSÁRIO ENTIDADES INSTITUCIONAIS DO SETOR ENERGÉTICO 88 ADENE AGÊNCIA PARA A ENERGIA (www.adene.pt) 88 DGEG DIREÇÃO GERAL DE ENERGIA E GEOLOGIA (www.dge.pt) 88 ERSE ENTIDADE REGULADORA DOS SERVIÇOS ENERGÉTICOS (http://www.erse.pt) 88 LNEG LABORATÓRIO NACIONAL DE ENERGIA E GEOLOGIA, I. P. (www.ineti.pt) ENTIDADES QUE COLABORARAM NA ELABORAÇÃO DESTE MANUAL 92 ADENE 92 ATLAS COPCO 92 PHILIPS 92 SIEMENS 93

6

7 1 A gestão da energia no desenvolvimento sustentável

8 A GESTÃO DA ENERGIA NO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Por contraponto à visão tradicional de crescimento, progresso e desenvolvimento sócio-económico assente num forte crescimento do consumo de energia, começa a surgir agora a visão que ao crescimento sócio-económico não está necessariamente associado um aumento no consumo de energia. O conceito de Desenvolvimento Sustentável está assente na premissa que o crescimento económico associado à melhoria das condições de vida pode ocorrer sem custos demasiado elevados nem na exaustão dos recursos. Assim, assiste-se à gradual sensibilização para a urgência de analisar e quantificar a magnitude dos riscos e dos danos para a nossa sustentabilidade provocados, entre outros, pelas atividades das organizações. Por outro lado, estão disponíveis novos conhecimentos e inovações em tecnologia, em gestão e em políticas públicas que desafiam as organizações a tomar opções em relação ao impacto das suas operações, produtos, serviços e atividades sobre a economia, as pessoas e o planeta. Daí, que várias grandes organizações já tenham percebido as vantagens de incluir práticas de gestão socialmente responsáveis para garantir um desenvolvimento sustentável para elas e para as economias nacionais em que operam. É nesta perspetiva abrangente que se pretende demonstrar que a gestão da energia permite alcançar melhores níveis de eficiência energética, podendo resultar numa redução dos custos associados à utilização de energia na atividade normal das organizações. VISÃO E VALORES IBERDROLA Em linha com a posição adotada pela União Europeia, a IBERDROLA desenvolve a sua política e práticas de Responsabilidade Social como parte da sua contribuição para o Desenvolvimento Sustentável, o que fica demonstrado na definição da sua Visão e dos seus Valores. A visão da Empresa, que é de plena aplicação ao Grupo IBERDROLA, é a seguinte: Queremos ser a Empresa preferida pelo compromisso em garantir valor, qualidade de vida, segurança das pessoas e do fornecimento, cuidado com o meio ambiente e orientação para o cliente. A visão da IBERDROLA, que integra as vertentes económica, social e de sustentabilidade, baseia-se em seis valores que representam compromissos firmes da Empresa: 8 A gestão da energia no desenvolvimento sustentável

9 Manual de Boas Práticas Energéticas Ética e responsabilidade corporativa; Resultados económicos; Respeito pelo meio ambiente; Sentimento de pertença e Confiança; Segurança e fiabilidade; Orientação para o cliente. Os compromissos assumidos pela IBERDROLA, longe de constituir uma mera declaração de princípios, são extensivos à sua prática diária e estão integrados na gestão quotidiana do Grupo IBERDROLA em todas as suas áreas de atividade. Aproveitando a relevância da Empresa como líder mundial em energias renováveis e a sua reconhecida aposta em favor do Desenvolvimento Sustentável, é objetivo da IBERDROLA consolidar-se como uma referência no debate, estudo, intercâmbio de experiências e elaboração de propostas relativas à segurança de abastecimento energético, redução de emissões, luta contra as alterações climáticas e fomento das fontes renováveis de energia. 9

10

11 2 Plano de promoção da eficiência no consumo (PPEC)

12 PLANO DE PROMOÇÃO DA EFICIÊNCIA NO CONSUMO (PPEC) Os compromissos assumidos ao abrigo do Protocolo de Quioto em limitar as emissões de gases com efeito estufa (GEE) em 27% no período de relativamente aos valores de 1990, conduziram a um vasto conjunto de políticas e medidas em todos os setores de atividade. A evolução na regulação e liberalização dos mercados da eletricidade e do gás natural tem levado a uma maior eficiência no lado da oferta de energia. No entanto, no que respeita ao lado da procura, continuam a existir inúmeras barreiras ao aumento da eficiência no consumo de energia, nomeadamente quanto à participação das empresas de energia em atividades de eficiência energética. Adicionalmente, o reconhecimento da existência de diversas barreiras à adoção de equipamentos e hábitos de consumo mais eficientes por parte dos consumidores justifica a implementação de medidas de promoção da eficiência no consumo. Estas barreiras ou falhas de mercado dificultam ou impedem a tomada de decisões eficientes pelos agentes económicos. Entre as várias barreiras de mercado à eficiência no consumo citam-se alguns exemplos: período de retorno alargado, diferença entre preços de fornecimento ou das tarifas aplicáveis e os custos marginais de curto prazo, externalidades, falta de informação e elevados custos de transação associados, desalinhamento de interesses entre os agentes ou restrições financeiras dos consumidores. Reconhecendo esta situação, a Entidade Reguladora do Sistema Energético (ERSE) tem procurado que a regulamentação do setor dinamize ações que contribuam para a promoção da eficiência energética no consumo. Em particular, no Regulamento Tarifário do setor elétrico estabelece-se um mecanismo competitivo de promoção de ações de gestão da procura, a implementar pelos comercializadores, operadores de redes e associações e entidades de promoção e defesa dos interesses dos consumidores, designado por Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de energia elétrica (PPEC). No PPEC são atribuídos incentivos para a promoção de medidas que visem melhorar a eficiência no consumo de energia elétrica, através de ações empreendidas pelos comercializadores, operadores de redes e entidades de promoção e defesa dos interesses dos consumidores de energia elétrica, e destinadas aos consumidores dos diferentes segmentos de mercado. As ações resultam de medidas específicas propostas, sujeitas a um concurso de seleção, que permite selecionar as melhores medidas de eficiência energética a implementar pelos promotores anteriormente referidos, tendo em conta o montante do orçamento anual do PPEC disponível. 12 Plano de promoção da eficiência no consumo (PPEC)

13 Manual de Boas Práticas Energéticas MEDIDA ACOMPANHAMENTO ENERGÉTICO DO PPEC 2008 Este manual é parte integrante da medida Acompanhamento Energético realizada no âmbito do PPEC e empreendida pela IBERDROLA. Tem como objetivo principal apoiar os participantes e outros potenciais beneficiários em conceitos, metodologias e exemplos que possam ser utilizados para iniciar um processo de gestão de energia nas organizações. A medida de Acompanhamento Energético consistiu na realização de programas de acompanhamento energético a 50 entidades dos setores industrial e de serviços, com o objetivo de identificar medidas de economia de energia resultantes da adoção de melhores práticas energéticas e da sensibilização para a eficiência de energia. A regulamentação energética nacional, nomeadamente, o SGCIE, estabelece a obrigatoriedade de execução de auditorias energéticas nas empresas consideradas consumidoras intensivas de energia, sendo esta classificação atribuída em função do consumo anual e da potência dos equipamentos. Para as demais empresas, cujos consumos apesar de menores mantêm relevância na sua estrutura de custos, não existe qualquer disposição legal que promova a eficiência energética. Por outro lado, estas empresas, pela sua menor dimensão, não dispõem de quadros responsáveis pela eficiência energética, sendo, na generalidade das situações, esta função desempenhada pelos serviços de manutenção. Como a manutenção tem por missão principal garantir o funcionamento regular dos equipamentos produtivos, a procura de novas soluções de eficiência energética é relegada para segundo plano, encarando-se por vezes o custo de uma auditoria energética como investimento de difícil retorno, por falta de um correto acompanhamento entre a apresentação da medida de eficiência energética e a sua implementação. Tendo em conta este enquadramento, esta medida visou a intervenção junto das entidades participantes que consistiu resumidamente no levantamento das condições de utilização de energia e a realização de um estudo de contabilidade energética que se estendeu à ação de identificação de medidas de economia de energia, ao apoio na sua implementação e à formação dos quadros responsáveis na área energética. 13

14

15 3 Obtenção e análise de dados e criação de indicadores

16 OBTENÇÃO E ANÁLISE DE DADOS E CRIAÇÃO DE INDICADORES As atividades de gestão de energia na indústria e serviços, mesmo quando com recurso a serviços externos de consultoria, são na maioria dos casos iniciativas de elevada rentabilidade e de retorno efetivo num curto período de tempo. A própria alteração de processos ou tecnologias, que requerem investimentos, apresentam taxas de rentabilidade interessantes para a maioria dos empresários. O acompanhamento do consumo energético tem como objetivos principais conhecer em detalhe as despesas energéticas mensais, verificar a sua evolução ao longo do tempo e identificar ações que possam ser adotadas para minimizar a fatura energética. ANÁLISE DAS FATURAS DE ENERGIA A ferramenta básica de gestão da energia é o acompanhamento mensal do consumo energético a partir da análise mensal das faturas apresentadas pelos fornecedores. A empresa deve assumir um comportamento dinâmico e efetuar uma análise crítica às faturas, de forma a detetar oportunidades de intervenção que proporcionem melhorias económicas. Nesse sentido, deverá ser criado um histórico de faturação, normalmente constituído pelo conjunto das faturas de energia elétrica dos 12 meses anteriores. Recomenda-se que esses dados sejam resumidos em formulário próprio, em que se possa também observar a sua evolução ao longo dos meses. Apresenta-se de seguida uma tabela com os elementos importantes a retirar das faturas de energia elétrica: energia ativa nos diferentes períodos horários, energia reativa, potência em horas de ponta, potência contratada e o valor faturado. 16 Obtenção e análise de dados e criação de indicadores

17 Manual de Boas Práticas Energéticas Mês H. Ponta (MWh) H. Cheias (MWh) H. Vazio (MWh) H. S. Vazio (MWh) Total (MWh) E. Reativa Cons. F. Vazio (MWhr) H. Ponta (kw) Potência Contratada (kw) Fatura Total (E) Jan 11,0 28,2 14,8 10,3 64,4 10,5 89,1 210, ,9 Fev 10,1 25,7 13,8 9,6 59,2 10,7 87,0 210, ,7 Mar 9,0 22,8 11,5 7,6 50,9 9,6 72,2 210, ,8 Abr 10,5 27,0 14,7 9,6 61,7 12,2 87,3 210, ,2 Mai 9,2 23,8 13,1 9,1 55,2 11,8 74,2 210, ,4 Jun 9,2 23,7 12,6 8,3 53,8 12,3 76,6 210, ,4 Jul 10,4 27,4 15,4 10,7 64,0 14,1 84,0 210, ,1 Ago 3,5 9,2 4,8 3,1 20,6 4,6 28,3 210, ,5 Set 12,9 32,7 18,6 11,8 76,0 9,3 107,7 210, ,8 Out 11,1 28,2 15,4 10,3 65,0 12,1 89,7 210, ,0 Nov 12,4 32,4 16,6 11,4 72,8 12,5 103,6 210, ,8 Dez 7,4 19,2 9,1 5,9 41,6 6,3 59,8 210, ,9 Anual 116,8 116,8 116,8 116,8 116,8 125, ,5 Anual Média 9,7 9,7 9,7 9,7 9,7 10,5 80,0 210, ,0 Tabela 1. Consumos elétricos mensais desagregados Uma possível análise aos dados assim acumulados é a que representa a evolução do consumo mensal de energia ativa para os quatro períodos horários. Outra ainda é a análise das potências médias verificadas em cada um dos períodos horários. Da análise ao gráfico seguinte verifica-se facilmente que as potências médias pouca variação sofrem dentro do mesmo mês, mas o mesmo já não se verifica quando se comparam meses distintos. Da primeira evidência se retira que a laboração é contínua, da segunda que a carga diária varia de acordo com critérios externos como seja o volume de produção. Gráfico 1. Potência médias mensais por períodos tarifários 17

18 ANÁLISE DE DADOS A PARTIR DOS CONTADORES Muitas vezes, o acompanhamento do consumo através das faturas de energia não é suficiente para um melhor conhecimento de como a eletricidade (ou outra forma de energia) é consumida nos diversos equipamentos instalados, e qual a importância de cada setor ou equipamento no consumo da empresa e sua influência sobre o valor da fatura. Nesses casos torna-se necessário um acompanhamento mais frequente, diário ou semanal, através da leitura direta dos equipamentos de medição do consumo. Quando as instalações são abastecidas em Média Tensão possuem, na sua maioria, contadores que recolhem informação sobre o consumo elétrico em períodos de 15 minutos, informação esta que poderá ser requerida junto do fornecedor da instalação. Quando as instalações da empresa apresentam maior porte ou complexidade, a análise das caraterísticas de consumo pode ser dificultada, se dispõe de um único ponto totalizador de todo o consumo. É conveniente, então, a instalação de contadores em diversos locais fazendo uma desagregação por secções, circuitos e/ou máquinas. Esse procedimento permite não só acompanhar a evolução do consumo de eletricidade como também fornecer informações que possibilitem determinar a forma como a energia é consumida. Desta forma é possível identificar os pontos com maior potencial de melhoria e assim atribuir prioridades das ações a serem empregues para a racionalização do consumo. No mercado existem diversos softwares de acompanhamento, que podem ser utilizados para elaborar relatórios, denominados Sistemas de Gestão de Energia. A instalação de um Sistema de Gestão de Energia composto por uma unidade central e contadores elétricos de acordo com a desagregação por secções e/ou equipamentos permite uma contabilização da energia elétrica que é consumida em cada secções, o que ajuda na tomada de decisões sobre a gestão de energia. Entre as possíveis funcionalidades destes sistemas destacam-se: Registo de consumos com diferentes periodicidades (horária, diária, semanal); Emissão de relatórios de consumos automáticos, associados a diferentes consumidores; Monitorização de circuitos e equipamentos dos quadros elétricos da instalação; Comando automático e manual de circuitos elétricos; Monitorização da qualidade da energia elétrica recebida; Gestão de alarmes e defeitos da instalação; Controlo em situação de incêndio. 18 Obtenção e análise de dados e criação de indicadores

19 Manual de Boas Práticas Energéticas A instalação destes sistemas permite ajudar na implementação de medidas orientadas para a redução dos consumos elétricos, nomeadamente: Quantificar desvios de consumo face a valores objetivo; Identificar consumos não desejáveis, associados a desperdício de energia; Quantificar o potencial de deslocação de cargas em consideração com os diferentes custos horários da fatura elétrica; Imputar com precisão custos elétricos às várias secções produtivas e/ou equipamentos; Estabelecer uma correta relação entre a produção e o consumo elétrico; Controlar a potência contratada; Identificar a degradação do rendimento de certos equipamentos. ESTABELECIMENTO DE ÍNDICES DE CONSUMO ESPECÍFICO Para melhor gerir o consumo de energia ao longo do tempo, é importante o estabelecimento de índices que indiquem a quantidade de energia necessária para cada produto acabado ou serviço prestado. Na medida em que as diversas formas de energia são comummente apresentadas em unidades de energia distintas (kwh para a eletricidade e GJ para o gás natural, etc.), a forma de somar todas as formas de energia consumidas na instalação é recorrendo à noção de unidade de energia primária, expressa em toneladas equivalentes de petróleo (tep) e cujas unidades de conversão de acordo com o Sistema de Gestão de Consumidores Intensivos de Energia (SGCIE) são apresentadas no Capítulo Unidades Energéticas e Fatores de Conversão (página 78). A título de exemplo, e para o caso da indústria de tecelagem, o consumo específico de eletricidade por unidade de produto acabado deverá ser quantificado em tep/ton tecido, por conversão da unidade de energia final kwh/ton tecido. É importante que o índice escolhido tenha condições de refletir os diferentes tipos de produtos/serviços da entidade, bem como as peculiaridades do seu processo. Para isso, muitas vezes, torna-se necessária a instalação de equipamentos para medição do consumo de energia e dos dados de produção. Uma vez escolhido o índice, dever-se-á acompanhá-lo ao longo do tempo, estabelecendo parâmetros de valores máximos e mínimos admissíveis. Uma prática interessante consiste em prever metas para a redução do consumo específico e, em função disso, identificar ações e procedimentos para atingir esses objetivos. 19

20

21 4 Otimização da fatura elétrica

22 OTIMIZAÇÃO DA FATURA ELÉTRICA Para que a análise da fatura resulte numa redução efetiva de despesas, é importante um bom conhecimento da legislação que regulamenta o fornecimento de energia elétrica, a qual estabelece as modalidades tarifárias disponíveis, as grandezas a serem utilizadas para a faturação e os parâmetros fixos em contrato. Em todo o caso, é importante que este tipo de análise seja efetuado transversalmente à empresa, obtendo pareceres quer das áreas técnicas (manutenção e produção) quer da área financeira na medida em que algumas das soluções propostas poderão ter implicações também elas transversais. TENSÃO DE ABASTECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA A tensão de entrega da eletricidade ao cliente divide-se em 5 níveis: Muito Alta Tensão (MAT) - tensão entre fases cujo valor eficaz é superior a 110 kv; Alta Tensão (AT) - tensão entre fases cujo valor eficaz é superior a 45 kv e igual ou inferior a 110 kv; Média Tensão (MT) - tensão entre fases cujo valor eficaz é superior a 1 kv e igual ou inferior a 45 kv; Baixa Tensão Especial (BTE) - tensão entre fases cujo valor eficaz é igual ou inferior a 1 kv com a potência contratada superior a 41,4 kw; Baixa Tensão Normal (BTN) - tensão entre fases cujo valor eficaz é igual ou inferior a 1 kv com a potência contratada inferior ou igual a 41,4 kw. A maioria das pequenas e médias empresas são abastecidas em BTE ou em MT. Os abastecimentos em MT pressupõem a existência de um posto de transformação (PT) na instalação. À medida que se vai aumentando a tensão de fornecimento, o custo unitário da energia consumida vai diminuindo. No entanto, a instalação de um PT implica o investimento no transformador e na obra de engenharia (já para não falar da viabilização técnica por parte da EDP Distribuição) pelo que a opção pelo aumento da tensão de fornecimento deverá obedecer a critérios de racionalidade financeira onde o retorno do investimento no transformador deverá ser avaliado através da simulação do benefício obtido em ser faturado em MT. CICLOS HORÁRIOS Os ciclos de horários de entrega de energia elétrica previstos no Regulamento Tarifário para clientes finais em MT, AT e MAT, são diferenciados em: 22 Otimização da fatura elétrica

23 Manual de Boas Práticas Energéticas Ciclo Diário; Ciclo Semanal; Ciclo Semanal Opcional. Cada ciclo possui períodos horários que se dividem em horas de ponta, cheias, vazio e super-vazio. As horas de ponta são as que representam um custo mais elevado, cerca do dobro do custo das horas cheias e cerca do triplo do custo das horas de vazio. No Anexo I (página 74) é apresentado para cada um dos ciclos horários a respetiva distribuição dos períodos horários. No ciclo diário a distribuição dos períodos horários é igual nos 7 dias da semana. Este ciclo é normalmente favorável a entidades que laboram 5 dias por semana. Já no caso de entidades que trabalham no fim-de-semana com carga semelhante aos dias úteis o ciclo semanal deverá ser o mais vantajoso financeiramente. CASO PRÁTICO DE DESLASTRE DE CARGAS Para ilustrar o custo horário da energia elétrica foi considerado um dia típico de laboração de uma empresa têxtil abastecida em Média Tensão. Notar que o custo horário exclui os custos do termo fixo e termo de potência contratada, dado que estes são valores mensais independentes da hora a que a eletricidade é consumida. O perfil de potências de um dia útil demonstra que as principais secções consumidoras de eletricidade laboram a 3 turnos. Em função do ciclo contratado (diário) o custo horário de energia flutua entre 2 E durante a noite e 12 E durante o período de ponta da manhã. Gráfico 1. Custo horário da energia num dia útil 23

24 A diferença de preços observada resulta na recomendação que sempre que exequível seja efetuado o transladar de consumos para fora do período de ponta. Uma opção poderá ser por exemplo programar as paragens para manutenção de equipamentos em períodos de horas de ponta ou transladar consumos que ocorram neste período para os demais períodos. O preço médio da energia elétrica de acordo com o tarifário contratado para as diferentes horas de consumo é apresentado no gráfico seguinte. Gráfico 2. Exemplo do preço médio por período horário São assim apresentados diversos cenários possíveis, para uma melhor perceção dos ganhos obtidos. A situação mais vantajosa economicamente está na alteração de Ponta para Super Vazio durante as 4h de ponta diárias. Alteração Potência (kw) Benefício 1 hora/dia 2 horas/dia 3 horas/dia 4 horas/dia Ponta - Chelas e 411 e 616 e 822 e Ponta - Vazio e 541 e 811 e e Ponta - Super Vazio e 556 e 834 e e Tabela 1. Exemplos do benefício económico decorrente da deslocalização de consumos 24 Otimização da fatura elétrica

25 Manual de Boas Práticas Energéticas POTÊNCIA CONTRATADA A potência contratada define o valor instantâneo máximo de energia elétrica que uma instalação de consumo pode receber. O valor da potência contratada e o dimensionamento da instalação elétrica estão intimamente ligados, assim como também o dimensionamento da rede elétrica mais próxima da instalação. Por essa razão a faturação de energia elétrica tem em consideração a aplicação de um preço de potência contratada que reflete os custos das redes de distribuição associados à disponibilização da potência solicitada por cada consumidor. A potência contratada é atualizada pelo máximo valor de potência tomada ocorrida nos últimos 12 meses (incluindo o mês de faturação), sendo a potência tomada o maior valor de potência ativa média verificada na instalação em períodos de 15 minutos, durante todo o período de medição. Por outro lado a potência contratada tem os seguintes valores mínimos: Em instalações abastecidas em MT ou superior, a potência contratada não pode ser inferior a metade da potência instalada, após conversão de kva para kw (1 kva = 0,93 kw). Assim, a potência contratada não pode ser inferior a 46,5% da potência instalada. Em instalações abastecidas em BTE, a potência contratada não pode ser inferior a 41,4 kw (pois para potências inferiores considera-se Baixa Tensão Normal). Nos casos em que nas instalações do cliente se tenha procedido a investimentos com vista à utilização mais racional da energia elétrica, da qual tenha resultado uma redução da potência contratada com caráter permanente, o pedido de redução de potência contratada deve ser satisfeito no mês seguinte. O aumento de potência contratada antes de decorrido o prazo de 12 meses, concede aos comercializadores de último recurso o direito de atualizar a potência contratada para o valor anterior à redução, bem como o de cobrar, desde a data de redução, a diferença entre o encargo de potência que teria sido faturado se não houvesse redução da potência contratada e o efetivamente cobrado. Assim, se num determinado mês a potência tomada atinge um valor muito elevado, a potência contratada vai apresentar esse valor durante esse mês e nos 11 meses seguintes. 25

26 CASO PRÁTICO Para ilustrar a situação descrita apresenta-se um exemplo de histórico de potências tomadas e respetivo valor de potência contratada para uma instalação abastecida em Média Tensão com uma potência instalada de 100 kva. Mês de contagem Potência Tomada (kw) Potência Contratada (kw) Motivo da atualização da potência contratada Jan-07 35,0 46,5 Metade da potência instalada Fev-07 70,0 70,0 Máximo neste mês Mar-07 36,0 70,0 Máximo em Fev-07 Abr-07 50,0 70,0 Máximo em Fev-07 Mai-07 35,0 70,0 Máximo em Fev-07 Jun-07 38,0 70,0 Máximo em Fev-07 Jul-07 37,0 70,0 Máximo em Fev-07 Ago-07 36,0 70,0 Máximo em Fev-07 Set-07 40,0 70,0 Máximo em Fev-07 Out-07 35,0 70,0 Máximo em Fev-07 Nov-07 34,0 70,0 Máximo em Fev-07 Dez-07 35,0 70,0 Máximo em Fev-07 Jan-08 38,0 70,0 Máximo em Fev-07 Fev-08 37,0 50,0 Máximo em Abril-07 Mar-08 38,0 50,0 Máximo em Abril-07 Abr-08 36,0 46,5 Metade da potência instalada Mai-08 37,0 46,5 Metade da potência instalada Jun-08 36,0 46,5 Metade da potência instalada Tabela 2. Exemplo de cálculo da potência contratada Neste exemplo, um pico de potência tomada extraordinário verificado em Fevereiro de 2007 obrigou a que a potência contratada se mantivesse em 70 kw durante os 12 meses seguintes. Assim, só em Fevereiro de 2008 é que a potência contratada pôde descer mas apenas para o valor de potência tomada máxima dos últimos 12 meses que corresponde ao valor de 50 kw verificado em Abril de Em Abril de 2008, mês em que o histórico de potência tomada permitiria que a potência contratada descesse ao valor verificado em Setembro de 2007 (40 kw), a potência contratada teve de assumir o valor de 46,5 kw por força da potência instalada. Efetivamente, sendo a potência instalada de 100 kva, a potência contratada nunca pode ser inferior a 46,5% deste valor. 26 Otimização da fatura elétrica

27 Manual de Boas Práticas Energéticas Tabela 3. Exemplo de evolução da potência tomada e contratada Em resumo, a verificação de um pico extraordinário da potência resultou no aumento da potência contratada em 23,5 kw durante doze meses, o que equivale a um custo extraordinário de 340 E/ano. ENERGIA REATIVA Todas as máquinas elétricas alimentadas em corrente alterna convertem a energia elétrica fornecida em trabalho mecânico e calor. Esta energia mede-se em kwh e denomina-se energia ativa. Os recetores que absorvem unicamente este tipo de energia denominam-se resistivos. Figura 1. Esquema de conversão de energia elétrica em energia mecânica 27

28 Certos recetores necessitam de campos magnéticos para o seu funcionamento (motores, transformadores, etc.) e consomem outro tipo de energia denominada energia reativa. O motivo é que este tipo de cargas (denominadas indutivas) absorvem energia da rede durante a criação dos campos magnéticos que necessitam para o seu funcionamento e entregam-na durante a destruição dos mesmos. Esta transferência de energia entre os recetores e a fonte provoca perdas nos condutores, quedas de tensão nos mesmos, e um consumo de energia suplementar que não é aproveitada diretamente pelos recetores. A conexão de cargas indutivas numa instalação provoca o desfasamento entre a onda de intensidade e a tensão. O ângulo F mede este desfasamento e indica a relação entre a intensidade reativa (indutiva) de uma instalação e a intensidade ativa da mesma. Assim, o co-seno de F (fator de potência) é uma grandeza que verifica a eficácia com que a corrente elétrica é convertida em trabalho útil. Figura 2. Representação gráfica do fator de potência Um fator de potência igual a um significa que não há consumos de energia reativa, sendo o fator de potência tanto mais baixo quanto maior for o consumo de energia reativa. É possível agrupar diversos equipamentos comuns em instalações industriais e de comércio segundo o seu fator de potência típico. Equipamentos Fator de potência Motor assíncrono com carga até 25% 0,3-0,4 Motor assíncrono com carga entre 25 a 50% Lâmpadas fluorescentes não compensados Motor assíncrono com carga entre 50 a 100% Lâmpadas fluorescentes compensadas Lâmpada de incandescência Aquecimento por resistência elétrica Tabela 3. Fator de potência dos equipamentos mais habituais (Fonte: Grupo Schneider) 0,5-07 0,7-0,9 1 A correção do fator de potência, ou correção da energia reativa, de uma instalação oferece incontestáveis vantagens. Se do ponto de vista técnico permite a redução sensível das perdas por efeito de Joule, do ponto de vista económico o Regulamento Tarifário prevê a existência de uma tolerância na faturação da energia reativa consumida nas horas fora do vazio. Esta tolerância corresponde a 40% da energia ativa consumida fora do vazio, isto é, no mesmo período de contagem da energia reativa consumida. 28 Otimização da fatura elétrica

CATÁLOGO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA. Valorizamos a sua energia

CATÁLOGO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA. Valorizamos a sua energia CATÁLOGO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Valorizamos a sua energia ÍNDICE AUTOCONSUMO FOTOVOLTAICO AR COMPRIMIDO CORREÇÃO FATOR DE POTÊNCIA DIAGNÓSTICO E AUDITORIA ENERGÉTICA ILUMINAÇÃO MONITORIZAÇÃO DE ENERGIA

Leia mais

Capítulo XII. Procedimentos de manutenção para economia de energia. Manutenção elétrica industrial. Conhecer melhor para administrar melhor

Capítulo XII. Procedimentos de manutenção para economia de energia. Manutenção elétrica industrial. Conhecer melhor para administrar melhor 50 Apoio Manutenção elétrica industrial Capítulo XII Procedimentos de manutenção para economia de energia Por Igor Mateus de Araújo e João Maria Câmara* Um programa bem elaborado de manutenção é um ponto

Leia mais

- Para se aumentar a quantidade de líquido (W), para o mesmo copo de chopp, deve-se reduzir a quantidade de espuma (VAr). Desta forma, melhora-se a

- Para se aumentar a quantidade de líquido (W), para o mesmo copo de chopp, deve-se reduzir a quantidade de espuma (VAr). Desta forma, melhora-se a 6. FATOR DE POTÊNCIA O fator de potência é uma relação entre potência ativa e potência reativa, conseqüentemente energia ativa e reativa. Ele indica a eficiência com a qual a energia está sendo usada.

Leia mais

SECTOR DA FABRICAÇÃO DE ARTIGOS DE BORRACHA E MATÉRIAS PLÁSTICAS

SECTOR DA FABRICAÇÃO DE ARTIGOS DE BORRACHA E MATÉRIAS PLÁSTICAS #3 SECTOR DA FABRICAÇÃO DE ARTIGOS DE BORRACHA E MATÉRIAS PLÁSTICAS INTERVENÇÕES E CASOS DE SUCESSO Intervenções Durante o período de intervenção do projeto efinerg II, constatou-se que as empresas do

Leia mais

As Auditorias Energéticas e a Gestão da Energia como fator de competitividade

As Auditorias Energéticas e a Gestão da Energia como fator de competitividade As Auditorias Energéticas e a Gestão da Energia como fator de competitividade Artur Serrano CTCV Sistemas de Energia 1 ÍNDICE DOS ASSUNTOS Sistemas de Energia do CTCV - Actividades Objectivos das Auditorias

Leia mais

Analisando graficamente o exemplo das lâmpadas coloridas de 100 W no período de três horas temos: Demanda (W) a 100 1 100 100.

Analisando graficamente o exemplo das lâmpadas coloridas de 100 W no período de três horas temos: Demanda (W) a 100 1 100 100. Consumo Consumo refere-se à energia consumida num intervalo de tempo, ou seja, o produto da potência (kw) da carga pelo número de horas (h) em que a mesma esteve ligada. Analisando graficamente o exemplo

Leia mais

#12. Boas Práticas de Eficiência Energética. Guia do Empresário por Centro Tecnológico do Calçado de Portugal

#12. Boas Práticas de Eficiência Energética. Guia do Empresário por Centro Tecnológico do Calçado de Portugal #12 Boas Práticas de Eficiência Energética Guia do Empresário por Centro Tecnológico do Calçado de Portugal Índice Enquadramento Plano de Ação para a eficiência energética no sector do calçado Análise

Leia mais

EDP Serviços. Colégio de Engenharia Geológica e de Minas. Optimização energética na indústria extrativa

EDP Serviços. Colégio de Engenharia Geológica e de Minas. Optimização energética na indústria extrativa EDP Serviços Colégio de Engenharia Geológica e de Minas Explorações a Céu Aberto:Novos desenvolvimentos Optimização energética na indústria extrativa Lisboa, 23 de Março de 2011 Agenda Contexto Consumos

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO DA PROCURA DE ENERGIA ELÉTRICA EM 2015

CARACTERIZAÇÃO DA PROCURA DE ENERGIA ELÉTRICA EM 2015 CARACTERIZAÇÃO DA PROCURA DE ENERGIA ELÉTRICA EM 2015 Dezembro 2014 ENTIDADE REGULADORA DOS SERVIÇOS ENERGÉTICOS Rua Dom Cristóvão da Gama n.º 1-3.º 1400-113 Lisboa Tel.: 21 303 32 00 Fax: 21 303 32 01

Leia mais

f) Processamentos de dados em baixa tensão, designadamente estimativas de consumo e metodologia de aplicação de perfis de consumo.

f) Processamentos de dados em baixa tensão, designadamente estimativas de consumo e metodologia de aplicação de perfis de consumo. NOTA INFORMATIVA RELATIVA AO DESPACHO N.º 2/2007 QUE APROVA O GUIA DE MEDIÇÃO, LEITURA E DISPONIBILIZAÇÃO DE DADOS O Regulamento de Relações Comerciais (RRC) aprovado através do despacho da Entidade Reguladora

Leia mais

Auditoria Energética - Definição

Auditoria Energética - Definição Auditoria Energética - Definição Levantamento e análise crítica das condições de utilização da Energia, com vista à detecção de oportunidades de racionalização energética, através de medidas com uma viabilidade

Leia mais

\ BOAS PRÁTICAS NA ENERGIA A Gestão de Energia como Ferramenta de Gestão Empresarial

\ BOAS PRÁTICAS NA ENERGIA A Gestão de Energia como Ferramenta de Gestão Empresarial \ BOAS PRÁTICAS NA ENERGIA A Gestão de Energia como Ferramenta de Gestão Empresarial Workshop Eficiência Energética e Sustentabilidade Ambiental nas empresas CTCV 25 de Fevereiro de 2014 \ BOAS PRÁTICAS

Leia mais

Técnicas passivas; Técnicas ativas.

Técnicas passivas; Técnicas ativas. Definição: a conservação de energia deve ser entendida como a utilização de uma menor quantidade de energia para a obtenção de um mesmo produto ou serviço através da eliminação do desperdício; Técnicas

Leia mais

Cerca de 30% do consumo elétrico no Comércio e Serviços

Cerca de 30% do consumo elétrico no Comércio e Serviços Os motores elétricos apresentam um papel fundamental nas empresas, o que se reflete igualmente num peso elevado nos custos energéticos associados ao seu funcionamento. Cerca de 70% do consumo elétrico

Leia mais

CORRECÇÃO DO FACTOR DE POTÊNCIA DE UMA INSTALAÇÃO ELÉCTRICA

CORRECÇÃO DO FACTOR DE POTÊNCIA DE UMA INSTALAÇÃO ELÉCTRICA CORRECÇÃO DO FACTOR DE POTÊNCIA DE UMA INSTALAÇÃO ELÉCTRICA Sobre o custo da energia eléctrica inside, consideravelmente, a penalização por baixo factor de potência (Cos ϕ) de acordo com o contrato com

Leia mais

QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO CAPÍTULO 03

QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO CAPÍTULO 03 QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO CAPÍTULO 03 2 Capítulo 03 QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO Figura 01 Entrada de energia residencial Figura 02 Quadro de Distribuição Monofásico com DR (Disjuntor ou Interruptor) Geral 3 Figura

Leia mais

SUSTENTABILIDADE E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

SUSTENTABILIDADE E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Jorge Santos Pato Lisboa, 6 de Novembro de 2014 Auditório da Ordem dos Engenheiros Gestão Eficiente da Energia nas Organizações Industriais Reflexões Iniciais Importantes Sustentabilidade e eficiência

Leia mais

Capítulo VII. Sistema de manutenção planejada e em motores elétricos. Manutenção elétrica industrial. Características. Conceitos. Organização do SMP

Capítulo VII. Sistema de manutenção planejada e em motores elétricos. Manutenção elétrica industrial. Características. Conceitos. Organização do SMP 50 Capítulo VII Sistema de manutenção planejada e em motores elétricos Por Igor Mateus de Araújo e João Maria Câmara* O Sistema de Manutenção Planejada (SMP) é formado por instruções, listas e detalhamento

Leia mais

RELATÓRIO DE ESTÁGIO HOSPITAL DOUTOR MANOEL CONSTÂNCIO INSTALAÇÕES TÉCNICAS. Mestrado em Manutenção Técnica de Edifícios

RELATÓRIO DE ESTÁGIO HOSPITAL DOUTOR MANOEL CONSTÂNCIO INSTALAÇÕES TÉCNICAS. Mestrado em Manutenção Técnica de Edifícios RELATÓRIO DE ESTÁGIO INSTALAÇÕES TÉCNICAS HOSPITAL DOUTOR MANOEL CONSTÂNCIO Mestrado em Manutenção Técnica de Edifícios Fernando Jorge Albino Varela de Oliveira Abrantes Dezembro 2014 ÍNDICE Objectivos

Leia mais

Compensação. de Factor de Potência

Compensação. de Factor de Potência Compensação de Factor de Potência oje em dia, praticamente todas as instalações eléctricas têm associadas aparelhos indutivos, nomeadamente, motores e transformadores. Este equipamentos necessitam de energia

Leia mais

Como reduzir sua conta de energia elétrica

Como reduzir sua conta de energia elétrica Como reduzir sua conta de energia elétrica Com REDULIGHT você tem energia de melhor qualidade e economiza até 25% na conta Saiba como O que é e como funciona o filtro REDULIGHT O Redulight é um Filtro

Leia mais

Processos de medição das grandezas elétricas e térmicas em prédios comerciais e públicos

Processos de medição das grandezas elétricas e térmicas em prédios comerciais e públicos Processos de medição das grandezas elétricas e térmicas em prédios comerciais e públicos 1.0 Apresentação Este Relatório Preliminar apresenta uma sugestão de processos de medição dos resultados da aplicação

Leia mais

uso racional de energia elétrica

uso racional de energia elétrica uso racional de energia elétrica O uso inteligente da energia elétrica faz bem para sua empresa e para o meio ambiente. Atualmente, a energia elétrica tende a tornar-se cada vez mais importante e imprescindível

Leia mais

Apresentação do Projeto

Apresentação do Projeto Apresentação do Projeto CTCV, 14 de dezembro 2012 filomena.egreja@iapmei.pt Índice Fundamentos e características do projeto Atividades executadas Empresas e setores: algumas constatações Análise SWOT Empresas

Leia mais

Faturamento de Reativo pelas Concessionárias de Energia Elétrica

Faturamento de Reativo pelas Concessionárias de Energia Elétrica Faturamento de Reativo pelas Concessionárias de Energia Elétrica Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento - CP Eletrônica S.A. Rua da Várzea 379 CEP: 91040-600 Porto Alegre RS Brasil Fone: (51)2131-2407

Leia mais

Iluminação REGULAMENTO (EC) No 244/2009 de 18 Março 2009 Eco-Design Iluminação / Sector Doméstico Lâmpadas Domésticas não Direccionais Phase-Out

Iluminação REGULAMENTO (EC) No 244/2009 de 18 Março 2009 Eco-Design Iluminação / Sector Doméstico Lâmpadas Domésticas não Direccionais Phase-Out Iluminação REGULAMENTO (EC) No 244/2009 de 18 Março 2009 Eco-Design Iluminação / Sector Doméstico Lâmpadas Domésticas não Direccionais Phase-Out das Lâmpadas Incandescentes REGULAMENTO (EC) No 245/2009

Leia mais

PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA SEGUNDA-FEIRA, 18 DE JUNHO DE 2012 POR JM. Energia sustentável

PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA SEGUNDA-FEIRA, 18 DE JUNHO DE 2012 POR JM. Energia sustentável PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA SEGUNDA-FEIRA, 18 DE JUNHO DE 2012 POR JM Energia sustentável A ONU declarou 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos. Esta iniciativa pretende chamar

Leia mais

Oportunidades em Eficiência Energética. Eng. José Luiz Baroni HEC Automação Ltda.

Oportunidades em Eficiência Energética. Eng. José Luiz Baroni HEC Automação Ltda. Oportunidades em Eficiência Energética Eng. José Luiz Baroni HEC Automação Ltda. Definição A eficiência energética consiste em obter o melhor desempenho na produção de um serviço com o menor gasto de energia.

Leia mais

SECTOR DA FABRICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS

SECTOR DA FABRICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS #2 SECTOR DA FABRICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS INTERVENÇÕES E CASOS DE SUCESSO Intervenções Durante o período de intervenção do projeto efinerg II, constatou-se que o sector da fabricação de equipamento

Leia mais

Oportunidades em Eficiência Energética

Oportunidades em Eficiência Energética Oportunidades em Eficiência Energética Eng. José Luiz Baroni HEC Automação Ltda. Definição A eficiência energética consiste em obter o melhor desempenho na produção de um serviço com o menor gasto de energia.

Leia mais

RELAÇÕES DE CORRENTE ALTERNADA

RELAÇÕES DE CORRENTE ALTERNADA RELAÇÕES DE CORRENTE ALTERNADA A tensão alternada senoidal é a qual utilizamos em nossos lares, na indústria e no comércio. Dentre as vantagens, destacamos: Facilidade de geração em larga escala; Facilidade

Leia mais

Qualidade e Eficiência Energética

Qualidade e Eficiência Energética Fabio Balesteros, Engenharia de Aplicação, 2010 Qualidade e Eficiência Energética September 2, 2010 Slide 1 Introdução A cada dia aumenta-se a preocupação com a produtividade dos sistemas elétricos. Economia

Leia mais

Tarifas bi-horária e tri-horária

Tarifas bi-horária e tri-horária Tarifas bi-horária e tri-horária O ritmo de vida dos consumidores, sejam eles domésticos, indústrias ou serviços, e a sua dependência face aos serviços de energia elétrica faz com que as necessidades variem.

Leia mais

Eficiência Energética

Eficiência Energética www.siemens.com.br/eficiencia-energetica Siemens Ltda. Av. Mutinga, 3800 05110-902 Pirituba São Paulo - SP Eficiência Energética www.siemens.com.br/eficiencia-energetica Sustentabilidade e Eficiência Energética

Leia mais

É assim, essencial para as empresas controlarem e gerirem os seus consumos.

É assim, essencial para as empresas controlarem e gerirem os seus consumos. A eletricidade, gás, água e outros tipos de consumos são elementos fundamentais para o funcionamento da generalidade das empresas e que poderão ter um peso bastante relevante nos seus custos. É assim,

Leia mais

Sitec Power Soluções em Energia ENERGIA REATIVA E FATOR DE POTÊNCIA

Sitec Power Soluções em Energia ENERGIA REATIVA E FATOR DE POTÊNCIA ENERGIA REATIVA E FATOR DE POTÊNCIA O QUE É ENERGIA ATIVA E REATIVA? Sim, mas apesar de necessária, a utilização de Energia Reativa deve ser a menor possível. O excesso de Energia Reativa exige condutores

Leia mais

A CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA EM PORTUGAL - ANÁLISE DA SUA APLICAÇÃO A UM EDIFÍCIO DE SERVIÇOS

A CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA EM PORTUGAL - ANÁLISE DA SUA APLICAÇÃO A UM EDIFÍCIO DE SERVIÇOS A CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA EM PORTUGAL - ANÁLISE DA SUA APLICAÇÃO A UM EDIFÍCIO DE SERVIÇOS Panorama Energético Segundo o Portal Europeu de Energia em 2009: Ou seja, o sector dos edifícios foi responsável

Leia mais

Eficiência. Energética. e a energia eléctrica

Eficiência. Energética. e a energia eléctrica Eficiência Energética e a energia eléctrica > Eficiência energética A é um desafio que devemos colocar a todos nós. Está ao nosso alcance, o podermos contribuir de forma decisiva para um mundo melhor e

Leia mais

FREECOOLING COMO COMPLEMENTO DE SISTEMAS DE CLIMATIZAÇÃO EM DATA CENTERS

FREECOOLING COMO COMPLEMENTO DE SISTEMAS DE CLIMATIZAÇÃO EM DATA CENTERS FREECOOLING COMO COMPLEMENTO DE SISTEMAS DE CLIMATIZAÇÃO EM DATA CENTERS Medida apoiada pelo Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Eléctrica (PPEC) para o ano de 2008 PPEC PLANO DE PROMOÇÃO

Leia mais

Tendências. Membro. ECOPROGRESSO, SA tel + 351 21 798 12 10 fax +351 21 798 12 19 geral@ecotrade.pt www.ecotrade.pt

Tendências. Membro. ECOPROGRESSO, SA tel + 351 21 798 12 10 fax +351 21 798 12 19 geral@ecotrade.pt www.ecotrade.pt 30 27 Evolução do Preço CO2 Jan 06 - Fev 07 Spot Price Powernext Carbon Jan de 2006 a Fev 2007 Spot CO2 (30/01/07) Preço Δ Mensal 2,30-64.50% 2007 2,35-64,4% 2008 15.30-16,16% Futuro Dez 2009 2010 15.85

Leia mais

Atlas Copco. Arrefecedores finais, separadores de água e sistemas de purga COMPLETO, FÁCIL DE INSTALAR E MUITO ECONÓMICO

Atlas Copco. Arrefecedores finais, separadores de água e sistemas de purga COMPLETO, FÁCIL DE INSTALAR E MUITO ECONÓMICO Atlas Copco Arrefecedores finais, separadores de água e sistemas de purga COMPLETO, FÁCIL DE INSTALAR E MUITO ECONÓMICO Uma gama de arrefecedores finais efectivos e de separadores de água em conformidade

Leia mais

PPEC 2013-2014 Plano de Promoção da Eficiência Energética no Consumo de Energia Eléctrica. Auditoria Energética para Escolas

PPEC 2013-2014 Plano de Promoção da Eficiência Energética no Consumo de Energia Eléctrica. Auditoria Energética para Escolas PPEC 2013-2014 Plano de Promoção da Eficiência Energética no Consumo de Energia Eléctrica Auditoria Energética para Escolas Objectivo da Medida As Auditorias Energéticas para Escolas faz parte de um conjunto

Leia mais

>AGENDA. Ação de formação em Eficiência Energética. Atualizado em 25/09/2015

>AGENDA. Ação de formação em Eficiência Energética. Atualizado em 25/09/2015 >AGENDA 14H00 - ENQUADRAMENTO DO PROGRAMA GALP PROENERGY 14H15 - A FATURA DE ENERGIA ELÉTRICA 14H45 - ILUMINAÇÃO 15H30 - CLIMATIZAÇÃO E EQUIPAMENTOS DE FRIO 16H00 - ISOLAMENTOS E DISTRIBUIÇÃO DE CALOR

Leia mais

ETAMAX. Unidade de tratamento de ar autónoma de elevada eficiência. versões. principais características. Feio & Comp

ETAMAX. Unidade de tratamento de ar autónoma de elevada eficiência. versões. principais características. Feio & Comp ETAMAX Unidade de tratamento de ar autónoma de elevada eficiência Caudais: 4.000-25.000 m 3 /h alta eficiência ETAMAX, são unidades de tratamento de ar novo de elevada eficiência do tipo compacto com circuito

Leia mais

Sistemas Solares e Eficiência Energética nas empresas

Sistemas Solares e Eficiência Energética nas empresas Sistemas Solares e Eficiência Energética nas empresas Pedro Cardoso Sistemas de Energia TEKTÓNICA 2015 06-05-2015 1 TEKTÓNICA 2015 Sistemas Solares e Eficiência Energética nas empresas Autoconsumo fotovoltaico

Leia mais

Eletrotécnica Geral. Lista de Exercícios 2

Eletrotécnica Geral. Lista de Exercícios 2 ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO PEA - Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas Eletrotécnica Geral Lista de Exercícios 2 1. Condutores e Dispositivos de Proteção 2. Fornecimento

Leia mais

1.2. Estado da arte.

1.2. Estado da arte. 1. Introdução A história recente do Sistema Elétrico Brasileiro é interessante. Depois de um longo período de monopólio estatal, o setor passou por profundas mudanças legais para tentar aumentar a eficiência

Leia mais

O primeiro CHILLER nacional para área médico hospitalar

O primeiro CHILLER nacional para área médico hospitalar O primeiro CHILLER nacional para área médico hospitalar A América Latina escolheu a REFRISAT Seu processo pede a REFRISAT faz. Desde sua fundação em 1976, a REFRISAT é reconhecida principalmente por sua

Leia mais

Seminário Eficiência Energética no Setor Agropecuário e Agroindústrias. Oportunidades de Eficiência Energética em

Seminário Eficiência Energética no Setor Agropecuário e Agroindústrias. Oportunidades de Eficiência Energética em Seminário Eficiência Energética no Setor Agropecuário e Agroindústrias Oportunidades de Eficiência Energética em Sistemas acionados por motores elétricos e frio industrial Humberto Jorge 30/04/2014 Escola

Leia mais

Compressores de Ar, de Parafusos Rotativos, Refrigeração por Contato. Série R 37 160 kw (50 200 hp)

Compressores de Ar, de Parafusos Rotativos, Refrigeração por Contato. Série R 37 160 kw (50 200 hp) Compressores de Ar, de Parafusos Rotativos, Refrigeração por Contato Série R 37 160 kw (50 200 hp) Uma Tradição de Fiabilidade, Eficiência e Produtividade Comprovadas Mais de 100 Anos de Inovação em Ar

Leia mais

ECONOMIA DE ENERGIA ELETRICA COM USO RACIONAL DE AR COMPRIMIDO

ECONOMIA DE ENERGIA ELETRICA COM USO RACIONAL DE AR COMPRIMIDO ECONOMIA DE ENERGIA ELETRICA COM USO RACIONAL DE AR COMPRIMIDO CONSUMO DE ENERGIA E AR COMPRIMIDO NA INDÚSTRIA Consumo de Energia 20% 50% 30% Fornec.de ar Refrigeração Outros Consumo de Ar Comprimido 10%

Leia mais

Potência ativa (W): é a que realmente produz trabalho, isto é, faz os motores e os transformadores funcionarem.

Potência ativa (W): é a que realmente produz trabalho, isto é, faz os motores e os transformadores funcionarem. Fator de Potência e sua correção A energia elétrica consumida em uma instalação industrial é composta basicamente por duas parcelas distintas, que são: BANCO DE CAPACITORES Nota: Energia consumida por

Leia mais

Autoconsumo, na perspetiva de consumidores industriais, e não só

Autoconsumo, na perspetiva de consumidores industriais, e não só Autoconsumo, na perspetiva de consumidores industriais, e não só Cláudio Monteiro (FEUP / SYSTEC) cdm@fe.up.pt Índice Complemento sobre enquadramento do novo regime de produção distribuída (autoconsumo).

Leia mais

Gestão do Consumo de Energia no Sector Turístico

Gestão do Consumo de Energia no Sector Turístico Agência Regional da Energia e Ambiente da Região Autónoma da Madeira Gestão do Consumo de Energia no Sector Turístico Funchal, 1999 Índice 1. INTRODUÇÃO... 1 2. METODOLOGIA... 4 2.1. DEFINIÇÃO DO UNIVERSO

Leia mais

MOTORES ELÉTRICOS 29/01/2010 CONSERVAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA. Motor Elétrico. Motor Elétrico UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

MOTORES ELÉTRICOS 29/01/2010 CONSERVAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA. Motor Elétrico. Motor Elétrico UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES CONSERVAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA MOTORES ELÉTRICOS Mário Cesar G. Ramos Conversor eletromecânico baseado em princípios eletromagnéticos capaz de transformar energia elétrica

Leia mais

SECTOR DA FABRICAÇÃO DE PASTA, DE PAPEL E CARTÃO E SEUS ARTIGOS

SECTOR DA FABRICAÇÃO DE PASTA, DE PAPEL E CARTÃO E SEUS ARTIGOS #5 SECTOR DA FABRICAÇÃO DE PASTA, DE PAPEL E CARTÃO E SEUS ARTIGOS INTERVENÇÕES E CASOS DE SUCESSO Intervenções Durante o período de intervenção do projeto efinerg II, constatou-se que as empresas do sector

Leia mais

Sumário executivo. Em conjunto, as empresas que implementaram

Sumário executivo. Em conjunto, as empresas que implementaram 10 Sumário executivo Conclusões coordenadas pela Deloitte, em articulação com os membros do Grupo de Trabalho da AÇÃO 7 Sumário executivo Em conjunto, as empresas que implementaram estes 17 projetos representam

Leia mais

Sistemas de Força Motriz

Sistemas de Força Motriz Sistemas de Força Motriz Introdução; Os Dados de Placa; Rendimentos e Perdas; Motor de Alto Rendimento; Partidas de Motores; Técnicas de Variação de Velocidade; Exemplos; Dicas CONSUMO DE ENERGIA POR RAMO

Leia mais

Dicas para poupar energia Empresas

Dicas para poupar energia Empresas Dicas para poupar energia Empresas Eficiência energética: Poupar energia, utilizá-la de forma eficiente e inteligente, para conseguir mais, com menos. Importância da eficiência energética: Redução da factura

Leia mais

FONTES DE ILUMINAÇÃO ELÉTRICA

FONTES DE ILUMINAÇÃO ELÉTRICA FONTES DE ILUMINAÇÃO ELÉTRICA Lâmpadas de vapor de sódio de alta pressão Características e ensaios Elaboração: DTI Homologação: conforme despacho do CA de 2011-11-23 Edição: 3ª. Substitui a edição de JUL

Leia mais

MODELO DE INQUÉRITO PARA EXECUÇÃO DE UMA AUDITORIA ENERGÉTICA

MODELO DE INQUÉRITO PARA EXECUÇÃO DE UMA AUDITORIA ENERGÉTICA PARA EXECUÇÃO DE UMA AUDITORIA ENERGÉTICA A. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA: 1.SEDE 1.1 NOME... 1.2 ENDEREÇO.. 1.3 CÓDIGO POSTAL... 1.4 LOCALIDADE... 1.5 CONCELHO. 1.6 DISTRITO... 1.7 TELEFONE.. 1.8 TELEFAX...

Leia mais

Fábricas com eficientes sistemas de energia

Fábricas com eficientes sistemas de energia Fábricas com eficientes sistemas de energia Fábricas de hoje... A globalização e a concorrência entre as empresas estão causando revoluções no desenvolvimento de produtos, reduzindo cada vez mais o

Leia mais

Atlas Copco Secadores de Ar de Adsorção. MD 50-2500 88-2500 l/s / 185-5297 cfm

Atlas Copco Secadores de Ar de Adsorção. MD 50-2500 88-2500 l/s / 185-5297 cfm Atlas Copco Secadores de Ar de Adsorção MD 5-25 88-25 l/s / 185-5297 cfm Capacidade total, responsabilidade total Com um papel fundamental no seu trabalho, a Atlas Copco fornece ar comprimido de qualidade

Leia mais

PLANO DE PROMOÇÃO DA EFICIÊNCIA NO CONSUMO (PPEC) REVISÃO DAS REGRAS

PLANO DE PROMOÇÃO DA EFICIÊNCIA NO CONSUMO (PPEC) REVISÃO DAS REGRAS PLANO DE PROMOÇÃO DA EFICIÊNCIA NO CONSUMO (PPEC) REVISÃO DAS REGRAS Intervenção do Senhor Presidente da CIP Confederação da Indústria Portuguesa, Eng.º Francisco van Zeller, na Audição Pública (CCB, 04/04/2008)

Leia mais

LIVRETO EXPLICATIVO ENERGIA ATIVA E REATIVA

LIVRETO EXPLICATIVO ENERGIA ATIVA E REATIVA LIVRETO EXPLICATIVO LIVRETO EXPLICATIVO ENERGIA ATIVA E REATIVA DEZEMBRO/2009 ELABORADO POR: CLÁUDIO F. DE ALBUQUERQUE ENG ELETRICISTA EDITADO POR: NELSON FUCHIKAMI LOPES ENG ELETRICISTA Índice 1 O que

Leia mais

EMPRESA DE CONSULTADORIA EM CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL. edifícios e território.

EMPRESA DE CONSULTADORIA EM CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL. edifícios e território. Auditorias energéticas em edifícios públicos Isabel Santos ECOCHOICE Abril 2010 EMPRESA DE CONSULTADORIA EM CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL EMPRESA DE CONSULTADORIA EM CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL Somos uma empresa de

Leia mais

A etiquetagem energética de produtos e sistemas de aquecimento

A etiquetagem energética de produtos e sistemas de aquecimento Este projeto recebe financiamento da União Europeia no âmbito do programa de investigação e inovação Horizonte 2020, sob o contrato No649905 A etiquetagem energética de produtos e sistemas de aquecimento

Leia mais

AVALIAÇÃO DAS EMISSÕES DE HCFC-22 DOS SISTEMAS DE REFRIGERAÇÃO COMERCIAL EM SUPERMERCADOS

AVALIAÇÃO DAS EMISSÕES DE HCFC-22 DOS SISTEMAS DE REFRIGERAÇÃO COMERCIAL EM SUPERMERCADOS AVALIAÇÃO DAS EMISSÕES DE HCFC-22 DOS SISTEMAS DE REFRIGERAÇÃO COMERCIAL EM SUPERMERCADOS Eng. Eduardo Linzmayer RESUMO Avaliação e levantamento das emissões de fluidos nos sistemas de refrigeração; Importância

Leia mais

Melhoria do desempenho ambiental - implementação do Sistema de Gestão Ambiental

Melhoria do desempenho ambiental - implementação do Sistema de Gestão Ambiental Melhoria do desempenho ambiental - implementação do Sistema de Gestão Ambiental 1 Melhoria do desempenho ambiental implementação do Sistema de Gestão Ambiental A Caixa Geral de Depósitos (CGD) tem implementado

Leia mais

A importância da marca

A importância da marca A importância da marca Vantagens dos compressores BOGE Eficiência energética, optimização de custos e fiabilidade Todos os compressores e acessórios BOGE são desenhados para obter a melhor relação qualidade

Leia mais

Construídos para toda a vida. Uma visão geral... Produtos para sistemas de ar comprimido

Construídos para toda a vida. Uma visão geral... Produtos para sistemas de ar comprimido Construídos para toda a vida Uma visão geral... Produtos para sistemas de ar comprimido Kaeser Compressores Nós oferecemos uma linha completa de produtos para sistemas de ar, incluindo compressores de

Leia mais

AQUECIMENTO, VENTILAÇÃO E AR CONDICIONADO ILUMINAÇÃO COZINHA/ LAVANDARIA DIVERSOS

AQUECIMENTO, VENTILAÇÃO E AR CONDICIONADO ILUMINAÇÃO COZINHA/ LAVANDARIA DIVERSOS P O U P A R AQUECIMENTO, VENTILAÇÃO E AR CONDICIONADO ILUMINAÇÃO COZINHA/ LAVANDARIA DIVERSOS AQUECIMENTO, VENTILAÇÃO E AR CONDICIONADO Caso tenha ar condicionado nos quartos ou áreas comuns do empreendimento,

Leia mais

BOLETIM de ENGENHARIA Nº 001/15

BOLETIM de ENGENHARIA Nº 001/15 BOLETIM de ENGENHARIA Nº 001/15 Este boletim de engenharia busca apresentar informações importantes para conhecimento de SISTEMAS de RECUPERAÇÃO de ENERGIA TÉRMICA - ENERGY RECOVERY aplicados a CENTRAIS

Leia mais

Edição Data Alterações em relação à edição anterior. Atualização das informações. Nome dos grupos

Edição Data Alterações em relação à edição anterior. Atualização das informações. Nome dos grupos Instalação de Banco de Capacitores em Baixa Tensão Processo Realizar Novas Ligações Atividade Executar Ligações BT Código Edição Data SM04.14-01.008 2ª Folha 1 DE 9 26/10/2009 HISTÓRICO DE MODIFICAÇÕES

Leia mais

GUIA PARA A REABILITAÇÃO DOMÓTICA. comunicações, segurança e conforto. PROJETO Cooperar para Reabilitar da InovaDomus

GUIA PARA A REABILITAÇÃO DOMÓTICA. comunicações, segurança e conforto. PROJETO Cooperar para Reabilitar da InovaDomus GUIA PARA A REABILITAÇÃO DOMÓTICA comunicações, segurança e conforto PROJETO Cooperar para Reabilitar da InovaDomus Autoria do Relatório Consultoria RedeRia - Innovation, S.A. Índice 0. Preâmbulo 5 1.

Leia mais

EXCEDENTE REATIVO (EFEITOS NAS REDES E INSTALAÇÕES)

EXCEDENTE REATIVO (EFEITOS NAS REDES E INSTALAÇÕES) EXCEDENTE REATIVO (EFEITOS NAS REDES E INSTALAÇÕES) Baixos valores de fator de potência são decorrentes de quantidades elevadas de energia reativa. Essa condição resulta em aumento na corrente total que

Leia mais

AR COMPRIMIDO. Esse sistema compreende três componentes principais: o compressor, a rede de distribuição e os pontos de consumo.

AR COMPRIMIDO. Esse sistema compreende três componentes principais: o compressor, a rede de distribuição e os pontos de consumo. AR COMPRIMIDO Nos diversos processos industriais, os sistemas de ar comprimido desempenham papel fundamental na produção e representam parcela expressiva do consumo energético da instalação. Entretanto,

Leia mais

Material de Apoio INJEÇÃO ELETRÔNICA DE COMBUSTÍVEL BOSCH. Programa Especial - Injeção Eletrônica LE-Jetronic

Material de Apoio INJEÇÃO ELETRÔNICA DE COMBUSTÍVEL BOSCH. Programa Especial - Injeção Eletrônica LE-Jetronic INJEÇÃO ELETRÔNICA DE COMBUSTÍVEL BOSCH A necessidade de se reduzir o consumo de combustível dos automóveis, bem como de se manter a emissão de poluentes pelos gases de escape dentro de limites, colocou

Leia mais

O MERCADO DA ENERGIA ESTÁ A MUDAR

O MERCADO DA ENERGIA ESTÁ A MUDAR O MERCADO DA ENERGIA ESTÁ A MUDAR INFORME-SE BEM PARA DECIDIR BEM Uma iniciativa: LIGUE 808 100 808 VISITE WWW.ESCOLHAASUAENERGIA.PT FALE COM A SUA EMPRESA DE ELETRICIDADE E DE GÁS NATURAL Parceiros: MINISTÉRIO

Leia mais

OUTRAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

OUTRAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS OUTRAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS Documento complementar ao Guia de medição, leitura e disponibilização de dados Regras relativas à instalação, manutenção e verificação de equipamentos de medição, cabos e outros

Leia mais

www.cintinamica.pt COMO É QUE FUNCIONAM OS CONTROLADORES?

www.cintinamica.pt COMO É QUE FUNCIONAM OS CONTROLADORES? O QUE SÃO OS CONTROLADORES? Os controladores são equipamentos de tecnologia inteligente que optimizam a qualidade e estabilizam a corrente eléctrica, conseguindo reduzir o consumo energético dos equipamentos

Leia mais

O papel da eficiência e inovação energética nos edifícios

O papel da eficiência e inovação energética nos edifícios O papel da eficiência e inovação energética nos edifícios Apresentação no INETI 25 Junho, 2012 A energia está associada à maioria dos actuais desafios de sustentabilidade Resíduos Aquecimento global Poluição

Leia mais

UFCD: Máquinas elétricas - caracterização Ação: Eletromecânico/a de Manutenção Industrial Formador: António Gamboa

UFCD: Máquinas elétricas - caracterização Ação: Eletromecânico/a de Manutenção Industrial Formador: António Gamboa 1- Transformador monofásico Transformadores estáticos ou simplesmente transformadores são aparelhos eletromagnéticos, sem partes móveis, destinados a elevar ou baixar a tensão da corrente alternada. 2-

Leia mais

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica www.abinee.org.br EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Eng. Fabián Yaksic Gerente do Departamento de Tecnologia e Política Industrial São Paulo, 5 junho 2012 ABINEE

Leia mais

Apresentação Wintek.Center... 4. Programa das Ações de Formação... 3. Básico de Refrigeração e Climatização... 6

Apresentação Wintek.Center... 4. Programa das Ações de Formação... 3. Básico de Refrigeração e Climatização... 6 ÍNDICE Apresentação Wintek.Center... 4 Programa das Ações de Formação... 3 Básico de Refrigeração e Climatização... 6 Automação, Controlo e Instrumentação... 7 Electricidade de Sistemas de Refrigeração

Leia mais

Comunicado. Tarifas de gás natural de julho de 2013 a junho de 2014

Comunicado. Tarifas de gás natural de julho de 2013 a junho de 2014 Comunicado Tarifas de gás natural de julho de 2013 a junho de 2014 Para efeitos da determinação das tarifas e preços de gás natural a vigorarem entre julho de 2013 e junho de 2014, o Conselho de Administração

Leia mais

MOTORES DE INDUÇÃO MONOFÁSICOS CAPÍTULO 05

MOTORES DE INDUÇÃO MONOFÁSICOS CAPÍTULO 05 MOTORES DE INDUÇÃO MONOFÁSICOS CAPÍTULO 05 2 5.1 Introdução Os motores elétricos pertencem a dois grandes grupos: os de corrente contínua e os de corrente alternada. Os motores de indução se enquadram

Leia mais

www.kaeser.com Compressores Portáteis MOBILAIR M 200 Com o mundialmente reconhecido PERFIL SIGMA Caudal: 14,5 a 21,2 m³/min.

www.kaeser.com Compressores Portáteis MOBILAIR M 200 Com o mundialmente reconhecido PERFIL SIGMA Caudal: 14,5 a 21,2 m³/min. www.kaeser.com Compressores Portáteis MOBILAIR M 200 Com o mundialmente reconhecido PERFIL SIGMA Caudal: 14,5 a 21,2 m³/min. Made in Germany Os MOBILAIR compressores portáteis da KAESER COMPRESSORES são

Leia mais

Gerenciamento de Energia

Gerenciamento de Energia Gerenciamento de Energia Mapa do Cenário Brasileiro Capacidade total de quase 88.500MW; Geração de 82.000MW; Transmissão de 80.000Km maiores que 230kV; mais de 530 usinas e subestações; 47 milhões de consumidores.

Leia mais

Atlas Copco. Secadores de ar comprimido por refrigeração. FX1-16 60 Hz

Atlas Copco. Secadores de ar comprimido por refrigeração. FX1-16 60 Hz Atlas Copco Secadores de ar comprimido por refrigeração FX1-16 60 Hz Capacidade total, responsabilidade total A Atlas Copco fornece ar comprimido de qualidade para garantir uma excelente produtividade.

Leia mais

Auto - Transformador Monofásico

Auto - Transformador Monofásico Auto - Transformador Monofásico Transformação de Tensão Transformação de tensão para várias tensões de entrada: U 2, U 3, U 23 = f (U 1 ) 1.1. - Generalidades A função do transformador é transformar a

Leia mais

TRANSFORMADOR A SECO Geafol de 75 a 25.000 kva

TRANSFORMADOR A SECO Geafol de 75 a 25.000 kva Com a linha Geafol, obteve-se um transformador com excelentes características elétricas, mecânicas e térmicas que, adicionalmente, ainda é ecológico. São produzidos sob certificação DQS, ISO 9001 e ISO

Leia mais

CENTRO ESCOLAR DAS LAGOAS PONTE DE LIMA

CENTRO ESCOLAR DAS LAGOAS PONTE DE LIMA CENTRO ESCOLAR DAS LAGOAS PONTE DE LIMA Projeto Energia Construção Sustentável www.cezero.pt / www.cezero.com.br CENTRO ESCOLAR DAS LAGOAS PONTE DE LIMA PROJETO Arquitetura e sistemas construtivos Maximização

Leia mais

Comunicado. Tarifas e Preços para a Energia Elétrica em 2015

Comunicado. Tarifas e Preços para a Energia Elétrica em 2015 Comunicado Tarifas e Preços para a Energia Elétrica em 2015 De acordo com os procedimentos estabelecidos no Regulamento Tarifário foi submetida, em outubro, à apreciação do Conselho Tarifário, da Autoridade

Leia mais

Castelo de Vide 16.02.2009. Mais eco. Mais futuro.

Castelo de Vide 16.02.2009. Mais eco. Mais futuro. Castelo de Vide 16.02.2009 Mais eco. Mais futuro. O mundo está nas nossas mãos... 1 O consumo energético mundial tem registado forte crescimento nos últimos anos, agravando o volume de emissões de CO 2

Leia mais

Industry Lighting Sinta o poder da luz. Jorge Lourenço Philips Lighting Solutions Outubro 2012

Industry Lighting Sinta o poder da luz. Jorge Lourenço Philips Lighting Solutions Outubro 2012 Industry Lighting Sinta o poder da luz Jorge Lourenço Philips Lighting Solutions Outubro 2012 ÍNDICE 1. Iluminação e Eficiência Energética 2. Parâmetros de Qualidade e Normas 3. Tecnologia e Soluções 4.

Leia mais

Empresas de diversos setores necessitam de produzir águas quentes no âmbito das suas atividades, como por exemplo:

Empresas de diversos setores necessitam de produzir águas quentes no âmbito das suas atividades, como por exemplo: Empresas de diversos setores necessitam de produzir águas quentes no âmbito das suas atividades, como por exemplo: no Alojamento, para banhos, cozinha e limpezas nos Serviços, para limpezas, lavagem de

Leia mais

Compressores de pistão AIRBOX/AIRBOX CENTER

Compressores de pistão AIRBOX/AIRBOX CENTER www.kaeser.com Compressores de pistão AIRBOX/ Caudal, a,9 m /min, pressão, bar O que espera de um compressor de pistão? A resposta é simples: sobretudo, elevada rentabilidade e fiabilidade. Parece ser

Leia mais

XX Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica SENDI 2012-22 a 26 de outubro Rio de Janeiro - RJ - Brasil

XX Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica SENDI 2012-22 a 26 de outubro Rio de Janeiro - RJ - Brasil XX Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica SENDI 2012-22 a 26 de outubro Rio de Janeiro - RJ - Brasil Gabriela Ferreira da Silva Companhia Paulista de Força e Luz gabrielaf@cpfl.com.br Eficiência

Leia mais

HYDAC KineSys Sistemas de acionamento

HYDAC KineSys Sistemas de acionamento HYDAC KineSys Sistemas de acionamento Veículos de manuseio de materiais Usinas termelétricas Máquinas injetoras de plástico Seu parceiro profissional para soluções de acionamento Todas as condições para

Leia mais