CONSIDERAÇÕES ACERCA EXPULSÃO NO ESPAÇO SCHENGEN

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1 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ UNIVALI CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E JURÍDICAS - CEJURPS CURSO DE DIREITO CONSIDERAÇÕES ACERCA EXPULSÃO NO ESPAÇO SCHENGEN MARIA DO SOCORRO COSTA LISBOA Itajaí, SC, novembro de 2009.

2 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ UNIVALI CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E JURÍDICAS - CEJURPS CURSO DE DIREITO CONSIDERAÇÕES ACERCA EXPULSÃO NO ESPAÇO SCHENGEN MARIA DO SOCORRO COSTA LISBOA Monografia submetida à Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI, como requisito parcial à obtenção do grau de Bacharel em Direito. Orientador: Professora MSc. Márcia Sarubbi Lippmann Itajaí, SC, novembro de 2009.

3 AGRADECIMENTOS A Deus sobre todas as coisas, por minha vida e oportunidades que me concedeu, pelas batalhas e vitórias alcançadas na minha caminhada. Meu DEUS, muito obrigada! A professora MSc Márcia Sarubbi Lippmann, pela orientação segura, amizade, dedicação e apoio durante todo o tempo. A todos os Professores que, pacientemente e sabiamente compartilharam os seus conhecimentos e saber, minha eterna gratidão! A todos os Funcionários que contribuíram para a realização do meu sonho, meu muito obrigada. Pedras no caminho, guardo todas e construirei meu castelo (Fernando Pessoa) é este o começo do meu alicerce.

4 DEDICATÓRIA Ao meu esposo e companheiro Pierluigi Bordin pelo apoio incondicional, pela compreensão e pela constante demonstração de amor e confiança durante todo este tempo. A minha família, meus filhos, genros, nora e netos pelo amor, compreensão, incentivo e constante apoio na minha vida. Um especial agradecimento (Freira) Irmã Cícera Cecília Feitosa.(in memória) que me recebeu e me criou como filha, desde os treze dias de vida em seu orfanato. A minha grande amiga, mestra e exemplo Jovelina Brasil Dantas, que encaminhou os meus passos e me orientou em tudo por tudo na minha vida. Meu muito obrigada. Um dia vieram... Primeiro eles vieram buscar os ciganos, e eu estava feliz porque roubar. Então eles vieram pelos judeus, e eu não disse nada porque eu estava a ser desagradável. Então eles vieram buscar os homossexuais, e eu estava aliviado porque eu era chato. Então eles vieram pelos comunistas, e eu não disse nada, porque eu não era comunista. Um dia vieram para mim, e não havia ninguém para protestar. Bertolt Brecht

5 TERMO DE ISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE Declaro, para todos os fins de direito, que assumo total responsabilidade pelo aporte ideológico conferido ao presente trabalho, isentando a Universidade do Vale do Itajaí, a coordenação do Curso de Direito, a Banca Examinadora e o Orientador de toda e qualquer responsabilidade acerca do mesmo. Itajaí, SC, novembro de Maria do Socorro Costa Lisboa Graduando

6 PÁGINA DE APROVAÇÃO A presente monografia de conclusão do Curso de Direito da Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI, elaborada pela graduanda Maria do Socorro Costa Lisboa, sob o título CONSIDERAÇÕES ACERCA EXPULSÃO NO ESPAÇO SCHENGEN foi submetida em novembro de 2009 à banca examinadora composta pelos seguintes professores: Márcia Sarubbi Lippmann Orientadora e Presidente da Banca, e aprovada com a nota [Nota] ([nota Extenso]). Itajaí, SC, novembro de Márcia Sarubbi Lippmann Orientador e Presidente da Banca Maria de Lourdes Alves Zanatta Coordenação da Monografia

7 ROL DE ABREVIATURAS E SIGLAS CC/1916 Código Civil Brasileiro de 1916 CC/2002 Código Civil Brasileiro de 2002 UE União Européia CECA Comunidade Européia do Carvão e do Aço EURATOM Comunidade Européia de Energia Atômica CEEA Comunidade Européia de Energia Atômica CEE Comunidade Econômica Européia PESC Política Exterior e de Segurança Comum BEI Banco Europeu de Investimentos EUA Estados Unidos da América OIM Organização Internacional para as Migrações OIT Organização Internacional do Trabalho ONU Organização das Nações Unidas ACNUR Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados SIS Sistema de Informação Schengen EFTA Associação Européia de Livre Comércio TUE Tratado da União Européia DUDH Declaração Universal dos Direitos Humanos CET Comissão Européia de Turismo INSS Instituto Nacional do Seguro Social PANA Agência Panafricana de Notícias

8 SUMÁRIO INTRODUÇÃO CAPÍTULO I NOÇÕES SOBRE A UNIÃO EUROPÉIA 1.1União Européia - Definição e Natureza Jurídica Aspectos Históricos - Formação da União Européia As instituições que formam a União Européia Es- aaaaa trutura e funções O Parlamento Europeu O Conselho Europeu A Comissão Européia O Tribunal de Contas A Corte de Justiça Outras instituições da UE Noções sobre o direito comunitário CAPÍTULO II MEDIDAS DE RETIRADA FORÇADA DO ESTRANGEIRO DO TERRITÓRIO DE UM ESTADO 2.1 Repatriação Deportação Extradição Expulsão de estrangeiros Da imigração ilegal... 41

9 CAPÍTULO III A APLICAÇÃO DA MEDIDA EXPULSÓRIA NA AAA UNIÃO EUROPÉIA 3.1 Acordo de Schengen Noções históricas Suspensão do tratado Circular no espaço Schengen Exceções Livigno Visto Políticas de Imigração e Integração na UE A proteção dos Direitos Humanos dos imigrantes aaaa extracomunitários na UE Fronteiras da União Européia Requisitos para o ingresso de estrangeiro no espaço aaaa Schengen CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS... 65

10 RESUMO A presente pesquisa tem como objeto o estudo analítico acerca da Deportação, da Expulsão, Extradição e Retirada forçada no Espaço Schengen na União Européia. A UE é uma organização de Países democráticos que delegam parte de sua soberania a instituições comuns, com o objetivo de obter prosperidade unindo interesses econômicos, políticos e sociais, e perseguindo a paz duradoura no Continente. Os objetivos específicos são: identificar a posição da União Européia, doravante denominada UE, em relação aos direitos humanos dos imigrantes extras comunitários e em que medida este bloco regional ameaça a manutenção dos direitos humanos dos indivíduos de terceiros países. Quanto à metodologia empregada, registra-se que nas Fases de Investigação e do Relatório dos Resultados foi utilizado o Método Indutivo e acionadas as Técnicas do Referente, do Conceito Operacional e da Pesquisa Bibliográfica. Observou-se que, os constantes movimentos de imigração na UE têm ocasionado estreitamento nas fronteiras exteriores ao bloco, o qual vai de encontro à política Comunitária adotada pelos Estados-membros de promoção da paz, solidariedade e cooperação internacional.

11 INTRODUÇÃO Espaço Schengen. Esta Monografia versará sobre o Instituto da Expulsão no Seus objetivos são: a) institucional: produzirá uma monografia para obtenção de grau de bacharel em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI; b) geral: verificará, com base na doutrina e legislação, institutos sobre a União Européia, com ênfase na aplicação da medida expulsória; c) específicos: obterá dados atuais das políticas de imigração e integração na União Européia; verificará a proteção dos direitos humanos dos imigrantes na União Européia; observará, os requisitos para o ingresso de estrangeiros no espaço Schengen. A opção pelo tema deu-se ao grande interesse da acadêmica pelo Direito Internacional, a aprofundar seu conhecimento no instituto da expulsão no espaço Schengen. Quanto à metodologia 1 empregada, registra-se que nas Fases de Investigação e do Relatório dos Resultados expresso nesta monografia - foi utilizado o Método Indutivo. Nas diversas fases da pesquisa, foram acionadas as Técnicas do Referente 2, do Conceito Operacional 3 e da Pesquisa Bibliográfica. As categorias fundamentais para a monografia, bem como os seus conceitos operacionais serão apresentados no decorrer da monografia. A monografia se encontra dividida em três capítulos. Para tanto, inicia-se, no Capítulo 1, uma abordagem do Conceito e Características da 1 Na categoria metodologia estão implícitas duas categorias diferentes entre si: método de investigação e técnica. Conforme PASOLD, César Luiz. Prática da pesquisa jurídica idéias e ferramentas úteis para o pesquisador do Direito. 7.ed. Florianópolis: OAB/SC Editora, 2002, p.87 (destaque no original). 2 Referente é a explicação prévia do motivo, objetivo e produto desejado, delimitando o alcance temático e de abordagem para uma atividade intelectual, especialmente para uma pesquisa. In: PASOLD, César Luiz. Prática da pesquisa jurídica idéias e ferramentas úteis para o pesquisador do Direito. p Conceito operacional (cop) é uma definição para uma palavra e expressão, com o desejo de que tal definição seja aceita para efeitos das idéias que expomos In: PASOLD, César Luiz. Prática da pesquisa jurídica idéias e ferramentas úteis para o pesquisador do Direito. p. 56

12 11 União Européia, desde os aspectos históricos, direcionando-se para as instituições que formam a União Européia até o direito comunitário. No Capítulo 2, por seu turno, trata-se de identificar as medidas de retirada forçada do estrangeiro do território de um Estado, para que possamos entender a medida expulsória, principalmente, na União Européia. No Capítulo 3, por sua vez, trata-se especificamente da aplicação da medida expulsória na União Européia, abordando desde o acordo de Schengen até os requisitos para o ingresso de estrangeiros no espaço Schengen. Para a presente monografia irão ser levantadas as seguintes hipóteses: a) A União Européia não aplica a expulsão, enquanto a medida de retirada forçada do estrangeiro no seu território; b) As políticas de imigração e integração na União Européia seguem o preceito dos Direitos Humanos; c) Existe proteção dos Direitos Humanos dos imigrantes extracomunitários na União Européia. O presente relatório de pesquisa se encerra com as considerações finais, nas quais apresentar-se-á a confirmação ou não das hipóteses levantadas.

13 12 CAPÍTULO 1 NOÇÕES SOBRE A UNIÃO EUROPÉIA Traz-se no presente capítulo noções sobre a UE (União Européia) tratando inicialmente de sua definição e natureza jurídica. 1.1 UNIÃO EUROPÉIA - DEFINIÇÃO E NATUREZA JURÍDICA A UE é uma organização de Países democráticos que delegam parte de sua soberania a instituições comuns, com o objetivo de obter prosperidade unindo interesses econômicos, políticos e sociais, e perseguindo a paz duradoura no Continente. A UE tem por objetivo promover a paz, os seus valores e o bem-estar dos seus povos. A UE proporciona aos seus cidadãos um espaço de liberdade, segurança e justiça sem fronteiras internas e um mercado interno em que a concorrência é livre e não falseada. A UE empenha-se no desenvolvimento sustentável da Europa, assente num crescimento econômico equilibrado e na estabilidade dos preços, numa economia social de mercado altamente competitiva que tenha como meta o pleno emprego e o progresso social, e num elevado nível de projeção e de melhoramento da qualidade do ambiente. A União fomenta o progresso científico e tecnológico. A UE combate a exclusão social e as discriminações e promove a justiça e a projeção sociais, a igualdade entre homens e mulheres, a solidariedade entre as gerações e a projeção dos direitos das crianças. A UE promove a coesão econômica, social e territorial, e a solidariedade entre os Estados-Membros.

14 13 A UE respeita a riqueza da sua diversidade cultural e lingüística e vela pela salvaguarda e pelo desenvolvimento do patrimônio cultural europeu nas suas relações com o resto do mundo, a União afirma e promove os seus valores e interesses. Contribui para a paz, a segurança, o desenvolvimento sustentável do planeta, a solidariedade e o respeito mútuo entre os povos, o comércio livre e eqüitativo, a erradicação da pobreza e a projeção dos direitos do Homem, em especial os das crianças, bem como para a rigorosa observância e o desenvolvimento do direito internacional, incluindo o respeito dos princípios da Carta das Nações Unidas. A UE prossegue os seus objetivos pelos meios adequados, em função das competências que lhe são atribuídas na Constituição. Quanto à natureza jurídica da UE, nas palavras de Soder 4, a UE possui poderes próprios, "em cujo exercício independe dos Estados-Membros que lhe conferiram tais atribuições. Exerce esses poderes através de seus órgãos, existindo relações imediatas entre estes e os súditos dos Estados-Membros". de Casella 5 : Ainda tratando da natureza jurídica da UE, ressalta-se o pensar Existe, assim, ordenamento jurídico comunitário autônomo e integrado aos direitos nacionais. Pela assinatura dos tratados constitutivos, os Estados- Membros limitaram voluntariamente sua soberania jurídica, passando a integrar o que se convencionou denominar "sistema comunitário europeu". O extraordinário desenvolvimento alcançado pela CE, contudo, não representou a superação de todos os impasses teórico-doutrinários a respeito da natureza jurídica da Comunidade e de seu ordenamento interno, razão pela qual continuam sendo objeto de extensos e complexos debates, não somente quanto às suas implicações jurídicas, mas políticas e de caráter institucional. A dificuldade em se estabelecer a natureza jurídica da UE decorre da própria estrutura da organização, única no cenário mundial, caracterizada tanto pela Supra-nacionalidade quanto pela preservação da soberania de cada Estado componente da UE. 4 5 SODER, José. A UE. São Leopoldo: Unisinos, 1995, p CASELLA, Paulo Borba. UE: instituições e ordenamento jurídico.p. 208.

15 1.2 ASPECTOS HISTÓRICOS - FORMAÇÃO DA UNIÃO EUROPÉIA 14 O término da Segunda Guerra Mundial foi o momento determinante para que se desse início a um real processo de integração européia, advinda da necessidade de reconstrução dos Países do continente europeu após a imensa devastação causada pelo conflito. Nesse sentido, Almeida 6 assevera: O fim da II Guerra trouxe um grande vazio de poder na Europa. Era preciso recomeçar, pois quem ganhou a guerra não estava menos destruído do que quem a perdeu; foram cinco anos de luta, destruição e barbárie, com sessenta milhões de mortos e a trágica bomba atômica. Foi porque não se havia feito uma união antes que houve a II Guerra Mundial. O processo de integração européia, nos dizeres de Borchardt 7, "tratou-se de uma iniciativa histórica a favor de uma 'Europa organizada e viva', que é indispensável à civilização, e sem a qual a paz no mundo não seria salvaguardada". Já no entender de Casella 8, para que se possa compreender a formação e a evolução da Comunidade Européia, devem-se levar em conta o exato contexto em que elas ocorreram. Nesse sentido, Casei Ia elabora o quadro do panorama histórico em que nasceu a Comunidade Européia: A formação e evolução da CE, suplantando tentativas concomitantes, como o Conselho da Europa-representa uma das mais bem-sucedidas empreitadas de integração regional realizadas até hoje -, deve, contudo, ser inserida no contexto geográfico-histórico-político-econômico-social -cultural muitíssimo específico da Europa Ocidental, no imediato pós- guerra, no momento da formação dos blocos, por meio dos quais se manifestou e cristalizou a guerra fria, e onde intervém injeção maciça de recursos, sob a forma do Plano Marshall, atuando a partir de bases sociais e culturais de consistência e solidez comparativamente maiores do que quaisquer outras regiões. 6 ALMEIDA, Elizabeth Accioly Pinto de. Mercosul & UE: estrutura jurídico- institucional. Curitiba: Juruá, 1996, p BORCHARDT, Klaus-Dieter. O abc do Direito Comunitário. Luxemburgo: Serviço das publicações oficiais das Comunidades Européias, 4. ed. 1994, p CASELLA, Paulo Borba. UE: instituições e ordenamento jurídico, p.52-53

16 15 O marco inicial da UE é o Tratado de Paris, celebrado em , inicialmente contando com apenas seis Países, sendo eles Alemanha, França, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo. O Tratado de Paris foi responsável pela instituição da Comunidade Européia do Carvão e do Aço (CECA), a primeira das três Comunidades que compõem a UE. Tendo por objetivo a criação de um mercado comum no setor carbo-siderúrgico, a CECA representou importante papel na fusão de interesses políticos e, sobretudo, econômicos, apesar da limitação setorial. Stelzer enumera os principais objetivos do Tratado de 1951: Estabelecia o Tratado marco, quatro objetivos fundamentais: a) a criação de um mercado comum ao setor do carvão e do aço; b) livre circulação de fatores no âmbito setorial; c) aspiração política de contribuir com o desenvolvimento da África como forma d recuperação dessa antiga potência colonial; d) estabelecimento de uma federação européia. Exatamente essa última pretensão motivava mais uma das razões do desacordo da não participação do Reino Unido no processo de integração. Casella 10 ressalta a intenção dos fundadores da iniciação européia, afirmando que o Tratado CECA fundamentou o processo de integração européia: Os parágrafos do Preâmbulo do Tratado CECA resumem a filosofia dos iniciadores da construção européia, "resolvidos a substituir as rivalidades seculares por fusão dos seus interesses essenciais e assentar, pela instituição de comunidade econômica, os primeiros alicerces de comunidade mais ampla e mais profunda entre os povos há muito divididos por conflitos sangrentos e a lançar as bases de instituições capazes de orientar destino doravante compartilhado", na formulação do quinto e último parágrafo do preâmbulo do Tratado. Com a assinatura e posterior entrada em vigor do Tratado CECA, mais do que acordo técnico, representando o resultado de negociação diplomática clássica, ocorre à criação de novo sistema político-jurídico, por meio da associação dos signatários à nova entidade supranacional encarregada, inicialmente, da gestão comum da produção de carvão e de aço daqueles países, mas também, em contexto mais amplo, representando a efetivação do primeiro passo concreto para a futura federação européia, bem como para a superação definitiva do perigo de guerra entre as potências regionais. 9 EUROPA: O portal da UE. Disponível em: <http: Acesso em: 29/03/ CASELLA, Paulo Borba. UE: instituições e ordenamento jurídico, p

17 16 O sucesso dessa pioneira parceria comunitária -o Tratado CECA - motivou a formação de novos tratados de integração entre os países europeus. Em 1957, foram ratificados os Tratados de Roma, que originaram a Comunidade Européia da Energia Atômica (CEEA) e a Comunidade Econômica Européia (CEE). A primeira, também conhecida como EURATOM, foi criada com a finalidade de estabelecer o livre comércio de materiais e equipamentos relativos à produção de energia atômica para fins pacíficos. Já a Comunidade Econômica Europea, de accordo com Conforti 11, é "senza dubbio Ia piu importante; (...) un'organizzazione che investe tutta Ia vita economico-sociale degli Stati membri". O tratado que instituiu a CEE instituiu as chamadas quatro liberdades fundamentais, que consistem na livre circulação, no espaço da União, de mercadorias, de pessoas, de serviços e de capitais. As décadas de setenta e oitenta foram caracterizadas pela ampliação da UE. Reino Unido, Dinamarca e Irlanda celebraram sua adesão em 1972, enquanto a Grécia integrou-se ao processo de unificação em se tornando o décimo Estado a fazer parte da Comunidade. Espanha e Portugal aderiram à UE em Apesar do aumento do número de Estados membros nesse período, foi o Ato Único Europeu, de 1986, que trouxe mudanças realmente significativas, reforçando a integração européia em vários setores. Conforme o entendimento de Luiz 12, o Ato Único Europeu "foi considerado como uma grande conquista porque passou também, além do aspecto econômico a levar em consideração a DIMENSÃO SOCIAL da Europa". Ainda no tocante às inovações trazidas pelo Ato de 1986, assevera Oliveira 13 : 11 CONFORTI, Benedetto. Diritto Internazionale. 6. ed. Napoli: Editoriale Scientifica, 2002, p LUIZ, Denise de Souza. Evolução do processo de integração social da UE: antes e após a Carta Social de Florianópolis: OAB/SC Ed., 1999, p OLIVEIRA, Odete Maria de. UE: processos de integração e mutação, p. 115.

18 17 Tratado do Ato Único Europeu, de uma das mais importantes reformas entre as demais reformas dos Tratados constitutivos das Comunidades, atingindo todas as instituições comunitárias, introduzindo o Conselho Europeu, a conhecida reunião dos Chefes de Estado e de Governo, junto à estrutura dos Tratados constitutivos, sem reconhecer-lhe o status de instituição, mas de categoria de direito internacional (Conferência Intergovernamental), procedendo a novas transferências de competências dos estados - Membros em favor da Comunidade. Do ponto de vista institucional, igual às reformas anteriores, esse Tratado objetivou dotar o processo de decisão de maior eficácia e democracia, sem alterar o equilíbrio estrutural. (...) O Tratado do Ato Único Europeu, além de atribuir novas competências à Comunidade, reforçou algumas políticas comunitárias à realização de um dos mais perseguidos e fundamentais objetivos do processo de integração: a constituição do mercado interior único, no qual, além de serem eliminados os obstáculos tarifários, deveriam ser eliminados também as demais barreiras físicas, técnicas, fiscais etc., a fim de garantir um espaço sem fronteiras interiores para a livre circulação das pessoas, mercadorias, serviços e capitais, fixando a data de 31 de dezembro de 1992, à adoção das medidas exigidas por essa específica finalidade. O Tratado de Maastricht, firmado em 1992, na Holanda, deu vida à União como ela é hoje, ou seja, uma organização fundada nos três pilares que a constituem, sendo eles, respectivamente, as Comunidades Européias, a I' Política Exterior e de Segurança Comum (PESC) e a Cooperação nos Âmbitos da li "Justiça e Assuntos de Interior. Este Tratado, também conhecido como Tratado da UE consolidou o impulso da união econômica e monetária, além da livre circulação de cidadãos. Sobre este Tratado, assevera Soder 14 : O tratado representa o fecho de cúpula de tudo quanto precedeu no movimento de integração européia e deu um decisivo passo na criação da União Política, e alterou profundamente tudo quanto o que já existia na Comunidade Econômica européia. Recolheu, pois, tudo quanto precedeu nos movimentos de integração econômica e política, procurando dar-ihes nova coesão e complementação. Fez, em certo sentido, uma só, das três comunidades existentes, a da Economia, a do Carvão e do Aço, a da Energia Atômica. o Tratado de Maastricht, quais sejam: Stelzer 15 enumera os cinco pontos principais que caracterizam SODER, José. A UE, p. 57. STELZER, Joana. UE e Supranacionalidade desafio ou realidade? p. 44.

19 18 O Tratado de Maastricht representou, basicamente, o seguinte: á) uma moeda única em vigor, o mais tardar, em 1999; b) novos direitos para os cidadãos europeus, que passarão a contar com uma verdadeira cidadania européia; c) introdução de uma política externa comum; d) alargamento das responsabilidades da UE, haja vista que novos domínios foram alcançados, tais como: política industrial, política social, educação, cultura, infraestrutura dos transportes, entre outros; e) mais poderes para o parlamento Europeu. Em 1994, a UE sofreu nova ampliação: Áustria, Noruega, Finlândia e Suécia passaram a integrá-la. Com o propósito de reavaliar o Tratado anterior - O Tratado de Maastricht -, em 1997, firmou-se o Tratado de Amsterdã. Luiz 16 afirma que, a partir da assinatura de referido Tratado, ficou consagrada uma Europa (...) "mais democrática e principalmente social, introduzindo melhorias consideráveis na política externa da UE, bem como no que se refere à livre circulação dos cidadãos". Stelzer 17 faz a delimitação dos quatro principais objetivos almejados pelo Tratado de Amsterdã: O Tratado de Amsterdã possui quatro grandes objetivos: a) fazer do emprego e dos direitos do cidadão o ponto fulcral da União; b) suprimir os últimos entraves à livre circulação e reforçar a segurança; c) permitir que a Europa faça ouvir melhor a sua voz no mundo; d) tornar mais eficaz a arquitetura institucional da União, tendo em vista o próximo alargamento. Na cidade de Nice, na França, em 2000, foi dado o primeiro grande passo rumo à Constituição européia. Após a proclamação da Carta dos Direitos Humanos da UE, o Conselho Europeu reunido em Laeken, na Bélgica, em 2001, com base na Declaração sobre o Futuro da União, decidiu convocar uma Convenção encarregada de preparar um texto que substituísse os tratados europeu existentes. A Convenção, reunida em Bruxelas, foi composta por 105 membros, representando os governos e os parlamentos nacionais dos Países membros e dos candidatos à adesão, o Parlamento Europeu e a Comissão. Os trabalhos da Convenção tiveram início em fevereiro de 2002 e, após dezesseis meses de trabalho, o resultado foi um projeto de Tratado que LUIZ, Denise de Souza. Evolução do processo de integração social da UE: antes e Após a Carta Social de 1989, p.55. STELZER, Joana. UE e Supranacionalidade desafio ou realidade? p. 40.

20 19 institui uma Constituição para a UE. Importa ressaltar que a discussão em torno de uma nova Constituição surgiu diante da necessidade de tornar a União mais democrática, transparente e eficaz. O presidente da Convenção, o francês Valery Giscard d'estaing 18, afirmou objetivar uma Constituição de consenso, que atenda aos interesses de todos os membros. Em 2002, o processo de unificação deu mais um passo importante, com a entrada em circulação da moeda única, o euro. Também neste ano, decidiu-se permitir a entrada de dez novos integrantes-países do Sul e do Leste do Continente na UE. Romano Prodi, então Presidente da Comissão Européia, definiu a ampliação como o maior desafio, política e economicamente falando, jamais enfrentado pela Comunidade, afirmando na ocasião: "A UE nunca admitiu tantos Estados de uma só vez. E nunca o fosso econômico e social foi tão grande". Com a perspectiva de ampliação da comunidade, a proposta de uma nova Constituição para a Europa assume a função de viabilizar a administração do bloco, objetivando que este mantenha sua capacidade de ação após o previsto aumento de 15 para 25 membros. O projeto de Tratado que institui uma Constituição para a Europa foi apresentado ao Conselho Europeu reunido em Salônica, na Grécia, em 2003, delimitando competências da UE e de seus Estados-Membros e prevendo reformas institucionais capazes de manter a governabilidade da comunidade. A Convenção designada para elaborar o texto do Tratado Constitucional trouxe numerosas e importantes mudanças aos Tratados institutivos vigentes. De acordo com o Prefácio 19 do projeto de Tratado, as modificações foram as seguintes: (...) propõe uma melhor repartição e definição das competências da União e dos Estados-Membros; recomenda a fusão dos tratados e a atribuição de personalidade jurídica à União; estabelece a simplificação dos instrumentos de ação da União; propõe medidas destinadas a reforçar a democracia, a transparência e a eficácia da UE, desenvolvendo o contributo dos 18 DW WORLD, DE DELTSCHE WELLE. Disponível em <HTTP//WWW.dwworld.de/dw/article/0, ,00.hml>. 19 CONVENÇÃO EUROPÉIA. Projeto de Tratado que institui uma Constituição para a Europa apresentado ao Conselho Europeu, reunido em Salónica, 20 de junho de Luxemburgo: Serviço das Publicações Oficiais das Comunidades Européias prefácio.

21 20 parlamentos nacionais para a legitimidade do projeto europeu, simplificando o processo decisório, tornando o funcionamento das instituições européias mais transparentes e mais compreensíveis; define as medidas necessárias para melhorar a estrutura e reforçar o papel de cada uma das três instituições, tendo em conta, designadamente, as conseqüências do alargamento. Em 2004, a adesão de Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Malta, Polônia e República Tcheca representou o maior alargamento já sofrido pela comunidade. A entrada simultânea de tantos Países, com tão diferentes graus de desenvolvimento, consiste no maior desafio da história da UE. Nesse viés, Oliveira 20 assevera: Na realidade, além das negociações de ampliação, que requerem da UE reforma de sua estrutura e funcionamento, eficiência em seus procedimentos e alta dose de flexibilidade no processo de integração, esse tal contexto de impacto e magnitude exige uma reflexão global profunda dos Estados- Membros e das instituições comunitárias no que concerne a definição política e jurídica que pretendem dar a Europa comunitária. Essa discussão não é nova. Abre espaço a distintas formulações políticas, cujo denominador comum reside na visão de uma UE onde seus Estados-Membros possam optar à configuração de uma integração econômica, política e monetária aprofundada, conforme nos seguintes desenhos que ilustram o assunto: a) Europa dos Círculos Concêntricos, os Estados-Membros vão ascendendo progressiva e voluntariamente e de acordo com condições previamente fixadas e o consentimento de todos os membros a cada um dos círculos, em função do grau de integração que é capaz de assumir; b) Europa de Geometria Variável, os Estados-Membros participam dos mesmos objetivos comunitários, com respeito a algumas ações ou políticas podem seguir ritmos distintos e, inclusive, não participar ou participar de forma parcial ou total; 20 OLIVEIRA, Odete Maria de. UE: processos de integração e mutação, p.112.

22 21 c) Europa de Distintas Velocidades, os Estados-Membros participam conjuntamente dos mesmos objetivos comunitários, em ritmos distintos e sem imposição de um calendário fixo; d) Europa da Carta, os Estados-Membros, apesar das definições dos objetivos comunitários, podem livremente decidir sobre sua participação na consecução desses objetivos; e) Europa da Constituição de Núcleo Duro, formada pelos Estados-Membros com ambições mais integracionistas, principalmente a certos setores, aos quais determinam, com absoluta exclusividade, as condições de acesso. Quanto às conseqüências que a entrada simultânea de dez novos membros tão diversos cultural, social e economicamente poderia trazer à União, Oliveira 21 escreveu: Para a questão das ampliações da Comunidade implica uma lógica indagação: o efetivo funcionamento das políticas da UE requer sua expansão territorial? Diferenciadas são as manifestações a esse respeito. Não se trata necessariamente de um requisito imperativo, mas que poderá constituir-se em fato de melhor eficiência às ações comunitárias. Opinião contrária sustenta a tese de que, a largo prazo, o efeito dinâmico de ampliação poderá provocar rendimentos decrescentes desde que a instituição comunitária tenha atingido o tamanho ótimo. Por outro lado, não há disposição que determine limite territorial à UE. Ao contrário, a abertura a novas adesões é um de seus pressupostos. Qualquer Estado europeu democrático, a princípio, poderá formalizá-la. Ainda em 2004, após O Conselho Europeu de Bruxelas, chegou-se a um acordo político sobre o texto da Constituição para a UE. Em outubro do mesmo ano, em Roma, os Chefes de Estado e de Governo dos 25 Estados- Membros e dos três Países candidatos a ingressar na UE, Bulgária, Romênia e Turquia, assinaram a Constituição Européia. Uma vez aprovado o texto da Carta, para que a mesma entre em vigor, existe a necessidade de que a Constituição 21 OLIVEIRA, Odete Maria de. UE: processos de integração e mutação, p

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