IV Semana de Ciência e Tecnologia IFMG campus Bambuí IV Jornada Científica 06 a 09 de dezembro de 2011

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1 IV Semana de Ciência e Tecnologia IFMG campus Bambuí IV Jornada Científica 06 a 09 de dezembro de 2011 O SISTEMA LOGÍSTICO DO MILHO EM UM ARMAZÉM GRANELEIRO NA CIDADE DE BAMBUÍ: UM ESTUDO DE CASO Luiz Fernando SILVA 1 ; Marina Menali OLIVEIRA 2 ; Adriana Giarola VILAMAIOR 3 ; Júlio César Benfenatti FERREIRA 4 1 Aluno do curso de Administração e bolsista do Programa Institucional de Iniciação Científica do IFMG campus Bambuí 2 Aluna do curso de Administração do IFMG campus Bambuí 3 Co-orientadora - Professora do IFMG Campus Bambuí 4 Orientador - Professor do IFMG Campus Bambuí RESUMO O objetivo do trabalho é o estudo do processo de armazenagem do milho e descrever o sistema logístico de grãos de milho em um armazém localizado na cidade de Bambuí. Este trabalho faz parte dos resultados parciais do projeto de Iniciação Cientifica Voluntário do IFMG campus Bambuí. A pesquisa foi classificada como qualitativa, utilizando os métodos de pesquisa descritiva e o estudo de caso. Identificou-se no estudo três subsistemas da cadeia logística: suprimentos; interno e a distribuição. Percebeu-se que no pico de safra, a frota própria, responsável pela logística de suprimentos não consegue atender a toda demanda, sendo necessária a terceirização parte do serviço de transporte. Sobre a logística interna, com capacidade de armazenagem de aproximadamente t, constatou-se a necessidade de ampliação da capacidade estática de armazenamento para atender a demanda, e foi verificado o plano de ampliação de 4 para 21 silos. Em relação a logística de distribuição, a empresa assumiu parte das negociações, sendo um agente facilitador entre o produtor e o comprador. Observou-se a importância do armazém para os produtores e a função estratégica do negócio que consegue suprir uma deficiência da cadeia produtiva do milho que é o processo logístico de armazenagem e distribuição. Palavras chaves: logística, armazenagem, milho INTRODUÇÃO Segundo dados da CONAB (2011) o Brasil atingiu um total de produção de grãos de milho em torno de ,2 mil toneladas safra 2010, representando um crescimento de 10,0% em relação à safra anterior. A produtividade média prevista para a primeira safra foi de kg/hectare, 21,5 % maior que à alcançada na safra 2008/09,

2 já na segunda safra (safrinha), comparativamente ao número divulgado no levantamento anterior, apresenta um incremento de 19,6%, passando para kg/hectare, contra estimado em julho de Assim como na produção, verificou-se também um aumento da capacidade estática de armazenamento do Brasil, mas percebe-se que a rede armazenadora do país ainda é deficiente em capacidade de armazenamento e em estratégia dos locais para armazenagem. Segundo Silva (2008) a armazenagem nacional está distribuída da seguinte maneira: 15% nas fazendas, 79% coletoras, 2% intermediários e 6% terminal. Observando a importância da cultura do milho para o agronegócio do país, que é o terceiro maior produtor do mundo e verificando o gargalo da cadeia produtiva que é a parte de armazenagem e transporte, este trabalho foi desenvolvido com a finalidade de estudar o processo de armazenagem do milho e descrever o sistema logístico de grãos de milho em um armazém localizado na cidade de Bambuí. Este trabalho faz parte dos resultados parciais do projeto de Iniciação Cientifica. MATERIAL E MÉTODOS O trabalho caracteriza por ser uma pesquisa qualitativa, já quanto ao método científico serão utilizados a pesquisa descritiva e o estudo de caso. Para Godoy (1995), o estudo de caso tem como objetivo uma unidade de que se analisa profundamente e que visa ao exame detalhado de um ambiente, de um simples sujeito ou de uma situação em particular. O trabalho também terá um caráter descritivo, pois serão descritos alguns cenários e situações que auxiliarão na compreensão da realidade do caso em questão. Como instrumento de coleta de dados foram feitas entrevistas semi-estruturadas, realizadas com o gerente-proprietário da empresa pesquisada, que fica localizada na cidade de Bambuí. Para nortear os estudos sobre a cadeia agroindustrial do milho foi utilizado um modelo adaptado pelos trabalhos de Zybersztajn (1995) figura 1, que apresenta o sistema agribusiness e a configuração apresentada pela Coordenadoria de Desenvolvimento do Agronegócio de São Paulo CODEAGRO, da cadeia produtiva do milho. Segue figura 2 com a estrutura da cadeia agroindustrial do milho que serviu como base para a pesquisa.

3 Figura 1: sistema de Agribusiness e Transações Típicas Ambiente Organizacional: Associações, Informações, Pesquisa, Finanças, Cooperativas, Firmas Insumos Agricultura Indústria Alimentos/Fibras Figura 1: sistema de Agribusiness e Transações Típicas Ambiente Institucional: Cultura, Tradições, Educação, Costumes Distribuição Atacado Distribuição Varejo Consumidor Fonte: Zybersztajn, 1995 Figura 2: Modelo Genérico adaptado para o estudo da Cadeia Produtiva do Milho Insumos Produção Indústria de transformação Atacado/Varejo Consumidor Máquinas, ferramentas, implementos, equipamentos Agrícola Substratos, corretivos, fertilizantes, adubos e condicionadores de solo Defensivos agrícolas Equipamentos de irrigação Produção Agrícola Milho Verde Grão Seco Armazéns graneleiros Industria Moageira Indústria Alimentos Indústria Medicamentos Setor de extração mineral Atacado / Varejo Consumidor Sementes Silagem Indústria Ração Animal Cadeia Produtiva da Carne Fonte: Adapatado de Zybersztajn (1995) e CODEAGRO (2010)

4 RESULTADOS E DISCURSÕES No Brasil, a infra-estrutura de armazenamento de grãos é constituída em grande parte por unidades específicas para armazenagem a granel (silos), que respondem por 78% da capacidade total e 22% da capacidade estática são os armazéns convencionais, que utilizam sacas e fardos para o armazenamento do produto (SILVA, 2008). Na classificação dos armazéns, pode-se dividi-los em quatro categorias: os localizados em regiões produtoras; em zonas rurais, proveniente de diferentes produtores; os localizados em áreas urbanas; e os situados em portos (GALLARDO et al., 2009). Durante o armazenamento temos operações que devem ser realizadas para a adequada conservação dos grãos. Segundo Bragatto e Barrela (2001) estas operações são: aeração, transilagem, termometria, tratamento fitossanitário e higienização do armazém. No caso em estudo pode-se identificar os três subsistemas básicos da cadeia logística: logística de suprimentos; logística interna e a logística de distribuição. O processo de armazenagem pode ser descrito da seguinte maneira. Primeira parte da logística de suprimento começa com o produtor entrando em contato com o armazém um pouco antes da colheita do produto, para estabelecer um contrato entre as partes, para estipular critérios relacionados às perdas, a quebra técnica, descontos, grau de impurezas, umidade, transporte e o período de armazenamento. A empresa responsável pelos serviços logísticos possui frota própria, com treze caminhões, com capacidade de 30 t cada. No pico de safra (entre os meses de fevereiro e maio), a frota própria não consegue atender a toda demanda, sendo necessária a terceirização de parte do serviço de transporte. Um dos problemas comuns observado é que no período de safra, os produtores querem colher o milho produzido ao mesmo tempo, isso ocorre devido a três principais fatores, que são: o clima, o mercado do milho e a terceirização das colhedeiras. A estrutura atual da unidade armazenadora é de quatro silos verticais elevados com capacidade de t cada; um silo pulmão (unidade de armazenagem temporária); uma máquina de limpeza; um secador; quatro moegas (ponto de recepção de grãos); termometria portátil automatizada e sistema de automação para controle geral. A organização tem pretensões de funcionar com vinte e um silos graneleiros, sendo que dois já estão em fase de construção. A logística interna começa com a chegada dos caminhões ao armazém, que despejam o milho nas moegas, que em seguida, é transferido para a máquina de limpeza, que faz a retirada de impurezas e grãos imperfeitos, selecionando apenas grãos que atendam os requisitos do Ministério da Agricultura. Depois dessa etapa, os grãos são transferidos para o secador até alcançar a umidade ideal de armazenamento; após o término de secagem, os grãos são transferidos através de esteiras

5 do secador para o silo. Já armazenados, os grãos são monitorados, através da termometria portátil. Para cada anomalia encontrada existe uma ação corretiva para a conservação dos grãos. Sobre a logística de distribuição, o gerente-proprietário afirmou que ele assumi grande parte das negociações sendo um agente facilitador entre o produtor e o comprador, agregando valor ao seu serviço e tendo retorno com o processo de comercialização. CONCLUSÕES Através dos resultados parciais, observou-se a importância do armazém para os produtores de milho da região, que tem um serviço de beneficiamento e armazenagem que viabilizada a comercialização em um momento mais adequado. O armazém também é um interessante negócio para seus investidores pela demanda por este tipo de serviço e perspectivas de desenvolvimento deste negócio. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRAGATTO, S.A., BARRELLA, W.D. Otimização do sistema de armazenagem de grãos: um estudo de caso. Revista produção online, Florianópolis, v. 1, n. 1, out CONAB COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO. Capacidade Estática dos Armazéns. Disponível em:< Acesso em 06/10/2010. CODEAGRO COORDENADORIA DE DESENVOLVIMENTO DO AGRONEGÓCIO DE SÃO PAULO. Fluxograma da cadeia produtiva do milho. Disponível em < acesso em 03 de novembro de GALLARDO, et. Al. (2009). Avaliação da capacidade da infra-estrutura de armazenagem para os granéis agrícolas produzidos no Centro-Oeste brasileiro.21º. Congresso panamericano de engenharia naval - CEGN São Paulo. GODOY, A.S. Pesquisa qualitativa: tipos fundamentais. Revista de Administração de Empresas. São Paulo: 35(3): 20-29, mai/jun SILVA, J.S. Secagem e armazenagem de produtos agrícolas. 2. ed. Viçosa: Aprenda Fácil, ZYLBERSZTAJN, Décio. Estruturas de governança e coordenação do Agribusiness: uma aplicação da Nova Economia das Instituições. Tese de livre docência. FEA/USP. São Paulo, Disponível em < Acesso em 08/11/

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