Pólipos da vesícula biliar. Orlando Jorge Martins Torres

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1 Pólipos da vesícula biliar Orlando Jorge Martins Torres

2 Aumento do uso da US percutânea Maior detecção de lesões polipóides ides da vesícula Sensibilidade e especificidade Significado pouco compreendido

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4 Lesão polipóide da vesícula biliar (LPV) Qualquer lesão elevada da superfície mucosa da parede de vesícula. Na Ultra-sonografia: Imagem com ecogenicidade similar à parede da vesícula que se projeta para o lumen. Fixa (imóvel com o decúbito) Com ou sem pedículo Sem sombra acústica

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6 Lesões polipóides da vesícula biliar Benignos Tumores verdadeiros Adenoma Leiomioma Lipoma Outros Pseudotumores Christensen AH, Ishak KG. Arch Pathol 90: , 1970

7 Lesões polipóides da vesícula biliar Benignos Pseudotumores Pólipo de colesterol Adenomiomatose Heterotopia Inflamatório Outros Christensen AH, Ishak KG. Arch Pathol 90: , 1970

8 Pólipos de colesterol

9 Lesões polipóides da vesícula biliar Malignos Adenocarcinoma Metástase Carcinoma de células c claras Melanoma Outros Christensen AH, Ishak KG. Arch Pathol 90: , 1970

10 Diagnóstico das lesões polipóides Pólipos podem não ser encontrados Diagnóstico por US Falso positivo de 6 a 43% Dobra da mucosa Lama biliar Pequenos cálculos c impactados (mal interpretados) Deslocar durante inspeção (retirada da bile) Informar possibilidade de achado negativo

11 Lesões polipóides Prevalência: Ultrassonografia (3 a 7%) Prevalência total autor ano 4,6% H 4,3% M Jorgensen ,3% H 3,5% M Segawa ,9% Chen 1997 Peças de colecistectomia (3 a 12%) Prevalência total autor ano 9,7% 411 Koga ,3% Ozmen 1994

12 Lesões polipóides Tipos de lesão polipóide ide da vesícula biliar Pólipo de colesterol 62,8% Pólipo inflamatório 7,0% Hiperplasia 7,0% Adenoma 5,9% Maligno 7,7% Miscelânia 9,6% Yang, HL et al. Br J Surg 79: , 1992 Malignidade de 3 a 8%

13 Câncer precoce da vesícula biliar Aquele confinado à mucosa ou camada muscular e as lesões podem ter diferentes formas incluindo a pediculada, séssil, ssil, elevada superficial e plana. As lesões polipóides ides da vesícula biliar se apresentam comumente nestas formas na prática diária.

14 História natural Sequência pólipop lipo-câncer para adenoma de vesícula Aldridge MC, Bismuth H. Br J Surg 77: , 1990

15 História natural Fatores de risco para câncer de vesícula biliar

16 Controle US tardio de lesões polipóides (< 10mm) Tempo de seguimento (meses) (n= 61) (n=30) (n=7) Tamanho 3 (5%) 0 0 Número 12 (20%) 7 (24%) 0 Número e tamanho 2 (3%) 1 (3%) 1 (14%) Tamanho 1 (1,5%) 2 (7%) 0 Número 4 (6%) 1 (3%) 1 (14%) Sem variação 28 (46%) 16 (53%) 5 (72%) Desaparece 11 (18%) 3 (10%) 0 Csendes et al. Ann Surg 234: , 2001

17 Características de pacientes com LPV benignas e malignas Pacientes (n) Benignos LPV (%) Malignos LPV (%) p Sexo Fem (73) 20 (77) NS Masc (27) 6 (23) Idade < 60a (73) 7 (27) <.001 > 60a (27) 19 (73) Sintomas Sim (91) 26 (100) NS Não 7 7 (9) 0 (0) Cálculos Sim (59) 22 (85) <.05 Não (41) 4 (15) Pólipos (n) Único (68) 20 (77) NS Múltiplo (32) 6 (23) Pólipo (tamanho) <10 mm (85) 3 (12) <.001 >10mm (15) 23 (88) Terzi C et al. Surgery 127: , 2000

18 Shinkai et al, % de adenoma ou carcinoma 3 lesões ou menos Lesões maiores que 5 mm Relação com carcinoma in situ e invasivo Shinkai, et al- Am J Surg 175: , 1998

19 Lesões polipóides da vesícula biliar Sintomáticos ticos Assintomáticos ticos Colecistectomia Repetir US Positivo NegativoN >10mm <10mm Liberado com fator complicador* sem fator complicador *Idade > 50 anos Presença a de cálculosc Repetir US a 3/6 meses Boulton RA et al. Lancet 349: 817, 1997

20 Fatores de risco Idade acima de 50 anos Pólipo > 10 mm Presença a de cálculos c Pólipo solitário Crescimento rápidor Massa com aparência séssil Contato com parênquima hepático Shinkai, et al- Am J Surg 175: , 1998

21 Cirurgia: Laparoscopia X Laparotomia

22 Estadiamento Classificação Definição Tumor primário T1 Tumor invade a lâmina própria ou camada muscular T2 Tumor invade tecido conjuntivo perimuscular T3 Tumor perfura a serosa, invade diretamente um órgão adjacente (extensão de 2 cm ou menos dentro do fígado), ou ambos T4 Tumor se estende mais que 2 cm dentro do fígado, invade dois ou mais órgãos adjacentes, ou ambos Linfonodos N0 Não há metástase para linfonodos regionais N1 Metástase para linfonodos do ducto cístico, pericoledocianos e hilares N2 Metástase para linfonodos peripancreáticos,periduodenal periportal, celíaco, mesentérica superior Metástase distante M0 Sem metástase distante M1 Com metástase distante American Joint Committee on Cancer, 1998

23 Estadiamento Estadio 0 Tis N0 M0 Estadio I T1 N0 M0 Estadio II T2 N0 M0 Estadio IIIA T3 N0 M0 Estadio IIIB T4 N0 M0 Estadio IVA Qq T N1 M0 Estadio IVB Qq T N2 M0/Qq T Qq N M1 American Joint Committee on Cancer, 1998

24 Estudo da vesícula biliar T1 com margens negativas: Colecistectomia simples Baixa probabilidade de envolvimento linfonodal ou metástase distante Taxa de cura de 85 a 100% Ressecção radical não está justificada Aplicável aos casos de lesões polipóides Colecistectomia videolaparoscópica

25 Grandes lesões polipóides I - Lesões polipóides < 10 mm II - Lesões polipóides entre 10 e 20 mm - Invasão confinada à mucosa e camada muscular III - Lesões polipóides > 20 mm - Extensão da invasão avança com o tamanho - Metástase linfonodal quando > 40 mm Koga,, et al Arch Surg 123:26-29, ,1988

26 Grandes lesões polipóides 7 de 8 pacientes com Ca em estágio precoce a lesão polipóide era < 18 mm Todos os 8 pacientes com Ca avançado a lesão polipóide era > 18 mm Biópsia de congelação Cirurgia aberta e radical para lesão polipóide > 18 mm Kubota,, et al, surgery 117: , ,1995

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28 Cirurgia Ressecção radical Ressecção hepática (segmentos IVb e V) Dissecção linfonodal completa: - Ligamento hepatoduodenal - Hepático comum - Celíaco - Para-aórtico

29 Lencóis Maranhenses Obrigado!

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