ANAIS ANÁLISE DAS CONSEQUÊNCIAS DE MUDANÇAS NO CANAL DE DISTRIBUIÇÃO DE UMA EMPRESA DE LATICÍNIOS NO BRASIL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ANAIS ANÁLISE DAS CONSEQUÊNCIAS DE MUDANÇAS NO CANAL DE DISTRIBUIÇÃO DE UMA EMPRESA DE LATICÍNIOS NO BRASIL"

Transcrição

1 ANÁLISE DAS CONSEQUÊNCIAS DE MUDANÇAS NO CANAL DE DISTRIBUIÇÃO DE UMA EMPRESA DE LATICÍNIOS NO BRASIL CLAUDIMAR PEREIRA DA VEIGA ( ) PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ ALINE PURCOTE ( ) PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ HEITOR TAKASHI KATO ( ) PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ Resumo O mercado de lácteos é bastante volátil e possui uma concorrência acirrada. Estes fatores aumentam a exigência sobre as empresas, obrigando-as a inovações e renovações com investimentos constantes. Os canais de distribuição de produtos lácteos refrigerados são variados e representam um diferencial estratégico competitivo na cadeia de suprimentos. O objetivo deste trabalho é verificar as conseqüências das mudanças no canal de distribuição de uma empresa no setor de laticínios no Brasil. Para tanto, serão apresentados dois estudos de caso: a alteração de um representante comercial para distribuidor e abertura de um canal alternativo de vendas por um distribuidor autorizado. Palavras-chave: Canal de Distribuição, Canal Alternativo, Cadeia de Suprimentos, Produtos Lácteos Refrigerados. 1. Introdução De acordo com dados da pesquisa AC Nielsen, o mercado total de produtos lácteos refrigerados no Brasil apresentou crescimento de 1,73% na comparação entre os anos de 2006 e 2007 e 4,69% na comparação entre 2007 e 2008, conforme demonstrado na tabela 1 e ilustrado no gráfico 1. Entretanto, no período de agosto de 2007 a maio de 2008 houve uma retração de 3,39% neste mesmo mercado. A partir do segundo semestre de 2008, o mercado apresentou sinais de recuperação com fechamento anual de 4,69% sobre o ano anterior. Este crescimento pode ser justificado por diversos fatores, muitos deles relacionados á mudanças na cadeia de suprimentos de produtos lácteos refrigerados e no alcance de novos consumidores. As alterações ocorridas no mercado de produtos lácteos refrigerados na última década obrigaram as empresas a explorarem soluções geradoras de renda, essenciais para manutenção do próprio negócio. Cardona (2007), por exemplo, mostra o investimento estratégico de uma empresa líder no mercado de iogurtes na reestruturação de sua cadeia de suprimentos. Devido ao expressivo aumento do volume de vendas nos últimos anos, a empresa perdeu eficiência na resposta aos pedidos dos clientes. Houve um estrangulamento nas operações o que exigiu investimentos imediatos em tecnologias e processos. O desafio competitivo da empresa era fazer com que as mudanças na cadeia de suprimentos, principalmente no que tange à distribuição, atingissem o desempenho esperado. Além das alterações inerentes á própria cadeia de suprimentos, pode-se ainda, citar dois fatores que justificam o crescimento do mercado de lácteos no segundo semestre de 2008: (1) aumento do poder aquisitivo das classes C, D e E; (2) investimento e ações estratégicas de empresas concorrentes na busca por ganho de competitividade. Dentre estas 1/15

2 ações estratégicas pode-se citar degustação em supermercados, comerciais em TV e rádio, ações de tablóides, promoções de preço, ações compra-ganha, etc. Estas ações são realizadas com freqüência e têm o objetivo de garantir o fechamento mensal de vendas e o market share das empresas. Gráfico 1: Evolução, em toneladas, do mercado de produtos lácteos refrigerados no Brasil em 2006, 2007 e 2008 Fonte: Dados AC Nielsen Tabela 1: Evolução, em toneladas, do mercado de produtos lácteos refrigerados no Brasil e a variação entre os anos de 2006, 2007 e Variação Variação Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Média de Vendas Variação (%) 1,73 4,69 Fonte: Dados AC Nielsen 2/15

3 O objetivo deste trabalho é verificar as conseqüências das mudanças no canal de distribuição de uma empresa no setor de laticínios no Brasil. Para tanto, serão apresentados dois estudos de caso: a alteração de um representante comercial para distribuidor e abertura de um canal alternativo de vendas por um distribuidor autorizado. A realização do potencial brasileiro no setor de produtos lácteos depende de avanços em todas as áreas, do manejo do gado à certificação do produto, da integração de toda cadeia de suprimentos ao ganho de eficiência do processo como um todo. 2. Discussão Teórica 2.1 Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos O conceito de gerenciamento da cadeia de suprimentos (SCM, Supply Chain Management) surgiu na literatura na década de 80, entretanto, a conjectura fundamental é significativamente mais antiga. A gestão de cadeias de suprimentos é um conjunto de abordagens utilizadas para integrar eficientemente fornecedores, fabricantes, depósitos e armazéns, de forma que a mercadoria seja produzida e distribuída na quantidade certa, para a localização certa e no tempo certo, de forma a minimizar os custos globais do sistema ao mesmo tempo em que atinge o nível de serviço desejado (SIMCHI-LEVI et al, 2003). Segundo Chopra e Meindl (2006), uma cadeia de suprimentos engloba todos os estágios envolvidos direta ou indiretamente, no atendimento do pedido do cliente e abrange desenvolvimento de novos produtos, marketing, operações, distribuição, finanças, serviço de atendimento ao cliente, entre outras funções. Cooper, Lambert e Pagh (1997) definem SCM como a integração dos processos de negócios do usuário final diretamente com os fornecedores que entregam produtos, serviços e informações, processos estes que acrescentam valor para os clientes. A cadeia de suprimentos pode ainda ser definida como um processo integrado no qual a matéria-prima é manufaturada a produto final e então entregue aos clientes via distribuidor, varejista ou ambos. Neste conceito, cadeia de suprimentos contém quatro escalões: suprimentos, produção, distribuição e consumo. O que determina a complexidade da cadeia de suprimentos é o número de escalões e o número de facilidades dentro de cada nível (BEAMON, 1999). O objetivo da cadeia de suprimentos é maximizar o valor global gerado, ou seja, aumentar a diferença entre o valor do produto final para o cliente e o esforço realizado pela cadeia de suprimentos para atender ao seu pedido. Alguns autores sugerem objetivos secundários que suportam esta idéia principal tais como sincronização dos pedidos dos clientes com o fluxo de material dos fornecedores, redução de investimentos em inventários, aumento do nível de serviço oferecido ao cliente ou criação de vantagem competitiva (COOPER, LAMBERT, PAGH, 1997). Além de redução de custos, a gestão da cadeia de suprimentos pode proporcionar outras formas de obtenção do aumento da produtividade, como a redução de estoques, a racionalização de transportes e a eliminação de desperdícios, agregação de valor aos produtos mediante prazos confiáveis, facilidade de colocação de pedidos, serviço de pós-venda, dentre outros. As decisões da cadeia de suprimentos exercem fortes impactos sobre o sucesso ou fracasso de uma empresa porque influenciam significativamente tanto na receita gerada quanto no custo embutido. Cadeias de suprimentos bem sucedidas gerenciam os fluxos de produtos, informações e monetário para oferecer ao cliente um alto nível de disponibilidade de produtos além de manter os custos baixos (CHOPRA, MEINDL, 2006). 3/15

4 Toda organização precisa, de alguma forma, saber dimensionar suas capacidades produtivas de modo que estas se encaixem de modo perfeito com as demandas, evitando assim o desperdício de tempo, material e energia, ou a falta de produtos para atender o mercado. Como agentes primários dos canais de distribuição, a indústria e o varejo são estruturas indispensáveis para o processo de distribuição, pois criam as utilidades de tempo, de lugar e de posse, atendendo as necessidades da demanda. É dentro deste contexto que alguns autores, como Zilber e Fischmann (1999), observam uma crescente preocupação dos gestores, não apenas com a atividade empresarial exercida pela empresa e a sua interface com seus fornecedores e consumidores, mas também em adotar novas posturas ao valorizar a aplicação da ciência e da tecnologia nos negócios, assim como da qualidade da informação, da gestão mais cooperativa e da coordenação nos processos de produção, distribuição, circulação e consumo. Os programas conjuntos de ação cooperativa devem ser a base para um sistema eficiente de abastecimento integrado, que consigam reduzir os custos logísticos e aperfeiçoar o serviço oferecido ao cliente final. 2.2 Canais de Distribuição No Brasil predomina o sistema individualista de distribuição em que a crescente integração entre os componentes é mais simples e de menor custo (RIBEIRO, 1999). Este sistema reflete políticas comerciais individuais e independentes com comprometimento do resultado de todos os membros que o compõem. Os canais de distribuição podem ser definidos como o caminho seguido por um produto desde sua concepção até o consumidor final. Estes canais englobam os agentes que são responsáveis por disponibilizar o produto, desde seu ponto de origem até o consumidor final, da melhor maneira possível. Canais de distribuição consistem em organizações interdependentes, envolvidas no processo de tornar um produto ou serviço disponível para uso e consumo. Os canais não só satisfazem a demanda por meio do fornecimento de mercadorias e serviços no lugar, quantidade, qualidade e preços adequados, mas também estimulam a demanda por meio de atividades promocionais (LOURENZANO, SILVA, 2004). Os canais de distribuição interagem entre si e os pedidos procedem exclusivamente do membro abaixo de cada estágio da cadeia, ou seja, fornecedores fornecem matéria prima para a indústria, que fornece produtos acabados para os canais de distribuição, que combinam vários produtos de várias empresas para vender aos varejistas ou ao consumidor final. Desta maneira, os usuários do final da cadeia (consumidores) geram a demanda para a última empresa da cadeia de suprimento, e a demanda para cada empresa na posição acima é a quantidade pedida pela empresa anterior. Além do fluxo físico de produtos da cadeia que ocorre em direção ao consumidor final (para baixo), há o fluxo de informações que acontece para cima da cadeia e são transferidas na forma de pedidos. A gestão da cadeia de suprimento (da empresa para trás) e dos canais de distribuição (da empresa para frente) é a integração de todas as atividades desempenhadas por meio de relacionamentos melhorados para alcançar uma vantagem competitiva na rede. Há uma variação nos canais de distribuição de uma empresa de alimentos, estes podem compreender distribuidores autorizados, RCAs (representantes comerciais autônomos), broker, varejo (canal direto e indireto), distribuidores porta a porta, dentre outros. Estes são detalhados a seguir: (1) Distribuidores autorizados: é um canal de distribuição que compra produtos diretamente da indústria e revende ao varejo, utilizando notas fiscais próprias. Nesta situação, o controle comercial de cada cliente passa da indústria para o distribuidor. Este fato pode 4/15

5 gerar relacionamentos deficientes e perda de informações durante a gestão comercial. Além disso, por se tratar de um intermediário a mais na cadeia de suprimentos, ocorre repasse de impostos que podem desfavorecer a competitividade dos produtos. Este canal apresenta como vantagens: maior abrangência da área geográfica de atendimento a clientes, agilidade na logística e no atendimento da demanda. Além disso, através do distribuidor, a indústria pode oferecer ao varejo material promocional e informações sobre o mercado, podem ensinar técnicas de venda, exposição, merchandising e gerenciamento de categoria. A remuneração do distribuidor é variável de acordo com o volume de vendas e dependente do mix de produtos. (2) RCA (representante comercial autônomo): neste sistema de distribuição, um representante comercial da empresa realiza todas as atividades de venda, incluindo visitas a clientes, vendas, merchandising e acompanhamento. Este canal precisa manter estoque que é reposto de acordo com as necessidades de atendimento da demanda local. As notas fiscais são emitidas em nome da indústria, sendo o RCA remunerado por comissão sobre as vendas. A maior vantagem deste canal é a disponibilização de informações sobre os clientes diretamente para a indústria. (3) Broker: é uma alternativa no canal de distribuição que atende às exigências impostas por um mercado mais competitivo, possibilitando à indústria chegar ao varejo de modo diferenciado. O broker é uma empresa legalmente constituída, contratada pela indústria para atender o varejo independente de até 10 checkouts. A empresa não precisa manter estoque próprio e emite nota fiscal diretamente em nome da indústria. Não ocorre, portanto, repasse de impostos e os produtos são disponibilizados com preço mais competitivo. Este canal de distribuição representa um referencial cadastral importante, o que lhes facilita a possibilidade de crédito, podem adquirir todo o mix de produtos da indústria na quantidade desejada, incluindo os lançamentos. Além disso, através do broker, a indústria pode oferecer ao varejo material promocional e informações sobre o mercado, podem ensinar técnicas de venda, exposição, merchandising e gerenciamento de categoria. Os brokers possuem equipe própria de vendedores e promotores. (4) Varejo (canal direto e indireto): este canal realiza vendas para o consumidor diretamente através das grandes lojas/redes, ou indiretamente, repassando os produtos dos distribuidores para as pequenas lojas. O canal direto é atendido por equipe própria, funcionários da indústria. O foco deste canal é atender clientes acima de 10 checkouts. O canal indireto, por sua vez, é atendido por equipe de vendas dos distribuidores e abrange somente as pequenas lojas. (5) Distribuidores porta a porta: este canal de distribuição foca a venda no público de baixa renda. Os produtos são comprados por micro-distribuidores e revendidos porta a porta por representantes comerciais na respectiva região de atuação. Este canal é remunerado através de comissões variáveis de acordo com o volume de vendas. O problema referente a este canal de distribuição é o alto índice de inadimplência, o que torna inviável a abrangência de algumas regiões geográficas. 3. Metodologia O presente trabalho pode ser classificado como um estudo de caso. Consiste em uma investigação detalhada de duas organizações com vistas a verificar as conseqüências das mudanças no canal de distribuição de uma empresa no setor de laticínios no Brasil. Este fato não está isolado do seu contexto, uma análise criteriosa do mercado de produtos lácteos e ações realizadas pelas empresas concorrentes também foram levantadas. Desta forma, considerando o estudo de caso como estratégia de pesquisa, este trabalho conciliou o histórico de dados coletados e as respectivas análises dos questionamentos iniciais do referido estudo. 5/15

6 A abordagem dos dados obtidos teve um enfoque qualitativo, uma vez que se pretende apontar, num estudo comparativo, quais as conseqüências da alteração de um RCA para um distribuidor e de um distribuidor autorizado ao abrir um canal alternativo. Este estudo envolveu uma análise na filial sul de uma grande indústria de lácteos refrigerados no Brasil. Apesar de ser uma área restrita do setor de alimentos, este possui uma cadeia de suprimentos dinâmica por apresentar ciclo de vida curto dos produtos envolvidos. 4. Estudo de Caso: Conseqüências da Alteração nos Canais de Distribuição em uma Empresa de Laticínios O estudo de caso foi realizado em uma grande empresa de laticínios no Brasil através da análise histórica de dados de vendas no período de 2006 a O objetivo do estudo é verificar as conseqüências de alterações nos canais de distribuição. A análise foi baseada em dois estudos de caso: a alteração de um RCA para distribuidor e abertura de um canal alternativo de vendas por um distribuidor autorizado. 4.1 Mercado de Produtos Lácteos no Brasil As barreiras para melhorar o perfil do setor de leite no Brasil são muitas. Assim como em outros setores, as diferenças sociais e econômicas são significativas em distintas regiões do Brasil. Um grande número de pequenos produtores atua praticamente para subsistência com situação sanitária precária e em algumas poucas empresas é possível alcançar produtividade comparável até à americana. Para estas poucas empresas, várias estratégias têm sido tomadas no sentido de se adequarem ao novo cenário político-econômico brasileiro, (JÚLIO, 2003). Este novo cenário contribuiu para que as empresas de produtos lácteos repensassem a estrutura dos seus canais de distribuição e buscassem novas alternativas de distribuição de seus produtos. Dentre as principais mudanças referentes ao Brasil, pode-se citar: (1) A abertura da economia brasileira, assim como a implementação do Mercosul, aumentou acentuadamente a disputa por parcelas do mercado brasileiro. Como conseqüência, a indústria nacional passou por diversas adequações a fim de aumentar a eficiência do processo produtivo e a qualidade dos produtos ofertados. O Plano Real, por sua vez, reduziu o processo inflacionário e estabilizou a economia brasileira, permitindo investimentos de longo prazo mais seguros e estratégicos (VAIROLETTI, 1997; BARROS et al, 2001). (2) Durante a década de 90, cada vez mais padarias e pontos de vendas menores e mais próximos da residência do consumidor adquiriram maior importância. Como conseqüência de alterações de hábitos de vida do consumidor e alterações tecnológicas na indústria de laticínios, houve alterações logísticas neste segmento no que tange aos canais de distribuição, na forma de comercialização e no planejamento de produção e demanda da indústria ao longo do ano. (3) A competição mundial tem alavancado o consumo, o comércio e os investimentos estrangeiros diretos nas indústrias e, embora, barreiras comerciais ainda permaneçam, elas não são capazes de deter a globalização neste setor (BLAYNEY et al, 2005). Esta tendência é confirmada pela formação de parcerias e joint venture entre empresas que procuram benefícios pelo controle de todos os estágios do processo de produção. Investimentos diretos que ultrapassam fronteiras já têm alterado a competição no mercado de laticínios (BRANDÃO, 2008). (4) As estatísticas recentes do setor de laticínios indicam que em breve faltará leite já que a demanda tende a crescer e a produção mundial não será capaz de atender as 6/15

7 necessidades do segmento. O Brasil representa um dos poucos países que poderiam atender ao crescimento da demanda já que, ao contrário dos grandes exportadores, não possui limitações de espaço físico e está longe de atingir seu limite da produtividade (BRANDÃO, 2008). A cadeia produtiva do leite no Brasil, ou agronegócio do leite, é esquematizada na figura 1, adaptada de Barros et al (2001). A figura mostra os cinco principais agentes do mercado de leite - produtores, cooperativas, indústrias, distribuidores/representantes e varejistas, assim como os canais de comercialização entre eles. Figura 1: A Cadeia do leite no Brasil e seus canais de comercialização Canais mais comuns Canais alternativos PRODUTOR COOPERATIVA INDÚSTRIA REPRESENTANTE DISTRIBUIDOR VAREJISTA CONSUMIDOR Fonte: BARROS et al (2001) 4.2 A Indústria de Produtos Refrigerados Lácteos O mercado de lácteos é bastante volátil e possui uma concorrência acirrada. Estes fatores aumentam a exigência sobre as empresas de laticínios, obrigando-as a inovações e 7/15

8 renovações com investimento constante no mix de produtos. Aliado a isto, cita-se também, a necessidade de investimentos constantes em novos segmentos e pesquisas de novos fornecedores. Há uma dinamicidade exigida em todas as fases da cadeia principalmente relacionadas ao shelf life dos produtos, em que a grande maioria nasce e morre em um período de 30 dias. A cadeia de suprimentos de produtos lácteos envolve um número variado de empresas operando numa linha em série e paralela, em um processo extremamente complexo. Os canais de distribuição são variados, compreendendo venda direta, venda indireta, distribuidores diretos e indiretos, atacados, RCAs (representantes comerciais autônomos), RCs (representantes comerciais), broker, dentre outros, como detalhado na figura 2. Figura 2: Canais de distribuição em uma grande empresa de produtos lácteos refrigerados EMPRESA DISTRIBUIDOR AUTORIZADO BROKER REPRESENTANTE COMERCIAL DISTRIBUIDOR PORTA A PORTA VAREJO CANAL INDIRETO VAREJO CANAL DIRETO CONSUMIDOR Fonte: Dados da pesquisa. A indústria de laticínios em estudo possui distribuição aberta ou intensiva, que pretende alcançar maior espaço geográfico, maior número de pontos de vendas e maior capacidade de distribuição. A distribuição de produtos alimentícios é diretamente influenciada pelas pressões do grande varejo e do consumidor final. Com a finalidade de atingir redução de custos e melhor o atendimento ao consumidor final, a indústria de laticínios tem pulverizado seus investimentos e sua distribuição para o varejo de pequeno e médio porte. Devido a isso, os distribuidores (canal indireto) têm assumido crescente importância na logística de produtos lácteos refrigerados, conforme demonstrado pela figura 3. Outra alternativa para aumentar o volume de vendas e garantir distribuição de produtos lácteos refrigerados para as classes C, D e E é atingir o mercado público. Várias prefeituras garantem acesso a produtos alimentícios e produtos de higiene á população de baixa renda através do Armazém da Família. Esta via é atendida por distribuidores ou pela própria indústria por meio de participação em licitações. Pode-se citar, ainda, como canais alternativos para o segmento de lácteos refrigerados: cantinas escolares, cinemas, hotéis, motéis, bomboniére, farmácias, grandes utilizadores, navios turísticos, etc. A indústria em estudo trata-se de uma multinacional européia que figura entre as 4 líderes de mercado de produtos lácteos refrigerados no Brasil. Ela é composta por 2 unidades industriais concentradas nas regiões nordeste e sudeste do país. Seu portifólio de produtos 8/15

9 lácteos envolve queijos, sucos e bebidas lácteas, petit suisse, sobremesa, iogurtes e leite fermentado. A estrutura organizacional é composta por 6 filiais de vendas no Brasil. As empresas de alimentos no setor lácteos, foco deste estudo de caso, têm um mix diferenciado no portfólio de produtos. Dentro da realidade, o objetivo principal das companhias é o fechamento do resultado mensal e anual, com frente às ações de mercado dos principais concorrentes. O resultado é avaliado pelas pesquisas AC Nielsen que medem o desempenho do mercado para segmentos específicos. Estes relacionam informações referentes à participação de mercado em valor e em volume, lojas sem estoque, lojas com estoque acima da capacidade, índice de preço, índice de indenizações/quebras e tendência. A análise é realizada pela agregação de grupos de produtos e por categorias. Muitas empresas apresentam excelente desempenho em um produto e péssimo em outro. Normalmente, as empresas buscam uma melhor distribuição numérica e ponderada para todos os itens. Figura 3: Percentual dos canais de distribuição de uma grande empresa de produtos lácteos refrigerados entre 2003 e % 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% porta porta Broker RCA/RC V. Direta V. Indireta Fonte: Dados da pesquisa. Neste estudo de caso foram utilizados dados históricos de vendas no período de 2006 a 2008 em duas empresas de distribuição da indústria de laticínios. A limitação deste estudo de caso se deve à qualidade dos dados fornecidos pela indústria em estudo, bem como às diversas variáveis que compõem o referido negócio. Informações mercadológicas sobre o histórico de dados coletados não foram considerados, assim, determinadas condições como promoções, campanhas e ações da concorrência podem ter interferido em alguns resultados mensais na variação da demanda. Como estas ações foram realizadas com freqüência por todas as empresas concorrentes durante o período em análise e por visarem atingimento mensal dos objetivos de vendas, provavelmente não interferiram na qualidade da análise em questão. 4.3 Distribuidor 1: Transição RCA para Distribuidor Autorizado O distribuidor 1 iniciou suas atividades como RCA (representante comercial autônomo) em Em outubro de 2006 ocorreu uma transição para distribuidor autorizado permanecendo, no entanto, com a mesma região de atuação. Possui uma estrutura comercial composta de 1 gerente, 1 supervisor, 5 promotores de vendas, 7 vendedores, 8 motoristas, 3 auxiliares administrativos e 2 estoquistas. Atende a 37 municípios em uma área geográfica de 9/15

10 22.884km 2 com uma população de pessoas. Possui uma base cadastral ativa de 932 clientes e uma frota de 8 veículos. É responsável pela distribuição de todo mix de produtos da indústria em questão com exclusividade na região de atuação. O gráfico 2 e a tabela 2 mostram os dados coletados na empresa em estudo e as variações no volume de vendas de produtos lácteos refrigerados no distribuidor 1 durante as alterações ocorridas no canal de distribuição. Gráfico 2: Alterações no volume de vendas (em toneladas) no distribuidor 1 no período de janeiro de 2006 a dezembro de 2008 Distribuidor Volume de Vendas jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez Fonte: Dados de pesquisa. Após a transição do RCA para distribuidor, outubro de 2006, ocorreu um aumento considerável no volume de vendas dos produtos nos anos de 2007 e Em 2007 ocorreu em média um aumento de 142% em relação à média de 2006 e em 2008 ocorreu um aumento de 56% em relação à média de vendas do ano anterior. Na tabela 2 pode-se observar a variação ocorrida na venda mensal dos produtos, bem como a diferença entre os respectivos meses na comparação 2006/2007 e 2007/2008. O gráfico 1 e a tabela 1 sobre o comportamento do mercado de lácteos refrigerados no Brasil no período analisado, mostram que houve um crescimento de 1,73% de 2007 em relação a 2006 e 4,69% de 2008 em relação a Neste mesmo período, o distribuidor 1 cresceu em volume de vendas 142% e 56%, respectivamente. Estes dados mostram que o resultado alcançado pelo distribuidor 1 após a transição de RCA para distribuidor autorizado não se deve ao crescimento do mercado de lácteos refrigerados. É justificável relacionar o crescimento do distribuidor 1 em volume de vendas devido ao alcance de maior número de pontos de vendas dentro do mesmo espaço geográfico. A transição RCA para distribuidor autorizado apresentou como vantagens a possibilidade de atender a um maior número de clientes, agilidade nas respostas á demanda e proximidade com o pequeno varejo. É importante ressaltar que para a indústria não houve alteração no percentual dos custos logísticos dos produtos disponibilizados para o distribuidor. O local de entrega dos produtos permaneceu inalterado durante o processo de transição. Para o distribuidor, no entanto, houve um aumento dos custos logísticos 10/15

11 proporcional ao volume de vendas. Esta alteração não afetou os resultados operacionais levando em consideração o aumento do volume de vendas e suas conseqüências financeiras como um todo. Tabela 2: Alterações no volume de vendas (em toneladas) no distribuidor 1 no período de janeiro de 2006 a dezembro de Diferença Diferença Janeiro 22,4 62,1 107,0 39,7 44,8 Fevereiro 26,7 40,0 113,8 13,3 73,8 Março 21,6 60,6 108,3 39,0 47,7 Abril 19,9 48,2 95,3 28,3 47,0 Maio 25,8 95,5 124,3 69,7 28,8 Junho 29,8 53,0 82,5 23,2 29,5 Julho 18,4 52,0 128,3 33,6 76,4 Agosto 29,7 82,9 118,7 53,2 35,8 Setembro 38,2 86,2 66,7 48,0-19,5 Outubro 28,1 62,5 106,9 34,3 44,4 Novembro 38,9 77,9 103,6 39,0 25,6 Dezembro 43,2 107,0 133,1 63,9 26,0 Média de Vendas 28,56 69,00 107,37 Crescimento (%) 142% 56% Fonte: Dados de pesquisa. Apesar de ocorrer significativo aumento do volume de vendas após a transição de RCA para distribuidor, este novo canal pode apresentar uma série de desvantagens como é listado a seguir: (1) Há uma tendência da indústria de perder o relacionamento e informações sobre as vendas e sobre os clientes. Para suprir este problema, a indústria se prepara para disponibilizar um sistema de informação aos distribuidores a fim de executar todas as operações comerciais e enviar os dados diretamente para seu próprio sistema; (2) O rompimento de contrato entre a indústria e o distribuidor ocasiona muitos problemas burocráticos. Devido a isto, a substituição do distribuidor é lenta, gera desabastecimento do mercado e dificuldade de recuperar as informações de varejo/cliente, inclusive perda de clientes exclusivos deste canal. Além disso, a troca de distribuidor gera prejuízos financeiros diretos para a indústria uma vez que esta se responsabiliza por todas as pendências e pela integridade de sua marca; (3) Problemas relacionados à inadimplência podem acontecer tanto do varejo para o distribuidor quanto deste para a indústria. Na primeira situação o distribuidor é responsável pelo prejuízo e isto pode comprometer seu resultado financeiro. Na segunda situação, com a finalidade de se precaver de prejuízos, a indústria pode suspender o fornecimento de produtos até que o problema seja solucionado. Como conseqüência desta situação, pode ocorrer desabastecimento temporário do mercado e não atendimento da demanda; (4) Conflitos entre o distribuidor e o canal direto podem ocorrer quando estes atuam em uma mesma área geográfica. As grandes redes exigem maior poder de negociação com a indústria e, por isso, podem oferecer o produto ao consumidor final a preço reduzido. O 11/15

12 distribuidor, por ser um intermediário a mais na cadeia de suprimentos, apresenta problemas com a competitividade de preços dada a acumulatividade de alguns impostos; (5) A indústria perde poder em negociações corporativas quando produtos de diferentes segmentos são comercializados por distribuidores distintos; (6) As empresas de distribuição têm interesse no próprio negócio o que pode gerar conflitos com as necessidades da indústria. 4.4 Distribuidor 2: Abertura de um Canal Alternativo Este distribuidor iniciou suas atividades como distribuidor autorizado em Em janeiro de 2008 iniciou um novo trabalho de distribuição em um canal alternativo governamental. A estratégia do distribuidor 2 na busca de abertura do canal alternativo compreendia participar de um programa de abastecimento a famílias de baixa renda com o apoio do governo estadual e da prefeitura da cidade. Este programa governamental possui unidades fixas de abastecimento instaladas em pontos estratégicos da periferia da cidade, bairros e em terminais de ônibus, onde é feita a comercialização de gêneros alimentícios e produtos de higiene e limpeza. Os armazéns vendem as mercadorias a preços 30% mais baixos, em média, que o mercado formal e atendem a famílias cadastradas. Este distribuidor possui uma estrutura comercial composta de 1 gerente, 1 supervisor, 7 promotores de vendas, 8 vendedores, 7 motoristas, 3 auxiliares administrativos e 2 estoquistas. Atende a 1 município em uma área geográfica de 435Km 2 com uma população de pessoas. Possui uma base cadastral ativa de clientes e uma frota de 7 veículos. É responsável pela distribuição de todo mix de produtos da indústria em questão com exclusividade em clientes de até 10 checkouts na região de atuação. O resultado da análise deste estudo de caso está representado pelo gráfico 3 e tabela 3. Estes mostram as alterações no volume de vendas de produtos lácteos refrigerados no distribuidor 2 durante as alterações ocorridas no canal de distribuição. Gráfico 3: Alterações no volume de vendas (em toneladas) no distribuidor 2 no período de janeiro de 2006 a dezembro de 2008 Canal Alternativo Volume de Vendas jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez Fonte: Dados de pesquisa. 12/15

13 Tabela 3: Alterações no volume de vendas (em toneladas) no distribuidor 2 no período de janeiro de 2006 a dezembro de Diferença Janeiro 50,44 11,5 54,8 43,3 Fevereiro 59,35 41,6 49,6 8,0 Março 69,35 64,0 86,4 22,4 Abril 51,01 42,8 89,4 46,6 Maio 71,5 56,7 79,1 22,4 Junho 58,9 26,2 92,6 66,4 Julho 62,27 55,6 100,9 45,3 Agosto 68,2 44,4 103,1 58,7 Setembro 62,1 53,8 119,0 65,2 Outubro 66,6 38,0 121,9 83,9 Novembro 57,9 55,0 115,1 60,0 Dezembro 56,4 52,9 110,9 58,0 Média de Vendas 61,17 45,22 93,57 Crescimento (%) 107% Fonte: Dados de pesquisa. Os resultados apresentados no gráfico 3 e na tabela 3 mostram um aumento no volume de vendas de 107% considerando a média de vendas de 2008 comparado a Na tabela 3 pode-se observar a variação ocorrida na venda mensal dos produtos, bem como a diferença entre os respectivos meses na comparação 2007/2008. O gráfico 1 e a tabela 1 sobre o comportamento do mercado de lácteos refrigerados no Brasil, no período analisado, mostram que houve um crescimento de 4,69% de 2008 em relação a Neste mesmo período, o distribuidor 2 cresceu 107% em volume de vendas. Estes dados mostram que o resultado alcançado pelo distribuidor 2 após abertura do canal alternativo não se deve ao crescimento do mercado de lácteos refrigerados. É justificável relacionar o crescimento do distribuidor 2 em volume de vendas devido ao atendimento do público de baixa renda, com ganho de até 3 salários mínimos, que até então não consumiam os respectivos produtos. A abertura do canal alternativo pelo distribuidor 2 apresentou como vantagens a possibilidade de alcançar um novo público consumidor, experimentação do produto, exposição de marca e aumento do volume de vendas. As principais desvantagens deste novo canal alternativo são listadas a seguir: (1) Este canal alternativo exige que o distribuidor disponibilize os produtos com preço mais competitivo já que utiliza uma margem de lucro reduzida devido ao público que atende. Nesta situação, o distribuidor continua obtendo vantagens financeiras devido ao considerável aumento no volume de vendas e reduzidos custos logísticos na operação. Esta última consideração pode ser justificada pela relação do grande volume de vendas versus pequeno número de armazéns a serem atendidos. É importante ressaltar que para a indústria não houve alteração no percentual de custos logísticos dos produtos disponibilizados para o distribuidor. O local de entrega dos produtos permaneceu inalterado após a abertura do canal alternativo. 13/15

14 (2) Possibilidade de perder a exclusividade de vendas por ações predatórias da concorrência; (3) A venda governamental envolve um mix mínimo de produtos devido a limitações de espaço físico e custo. Não ocorre, portanto, exposição de marca de todos os produtos oferecidos pela indústria; (4) A venda governamental exige diversos tramites burocráticos o que dificulta a abertura do canal; 5. Considerações finais Considerando os valores de volume de vendas levantados no período de janeiro de 2006 a dezembro de 2008, verifica-se grande vantagem nas mudanças de estratégia na distribuição dos produtos refrigerados lácteos. Não se pode, no entanto, analisar este fato isoladamente do seu contexto, uma vez que diversas desvantagens também podem ocorrer durante alterações nos canais de distribuição. O mercado de produtos lácteos no Brasil encontra-se em plena expansão e conta com a concorrência acirrada entre empresas que buscam liderança neste competitivo segmento. A estratégia das empresas de produtos lácteos, hoje, foca também as classes C, D e E, que agora têm acesso aos produtos conforme descrito no canal alternativo do distribuidor 2. Além disso, apesar de se considerar uma boa cobertura de mercado, acredita-se que ainda existam pontosde-venda onde o produto ainda não está disponível. É neste âmbito que pode-se justificar o crescimento em volume de vendas para o distribuidor 1 que atingiu uma melhor distribuição numérica para seus produtos. Como RCA havia limitações na capacidade de atendimento e abertura de novos clientes. Com o objetivo de alcançar vantagem competitiva, as empresas de lácteos refrigerados buscam alternativas para que seus produtos sejam produzidos e distribuídos na quantidade certa, para a localização certa e no tempo certo, de forma a minimizar os custos globais do sistema e, ao mesmo tempo, atingir o nível de serviço desejado. Os programas conjuntos de ação cooperativa entre as áreas funcionais devem ser a base para um sistema eficiente de abastecimento integrado e servem como tema para pesquisa futura no segmento de lácteos. 6. Bibliografia BARROS, G. S. C.; GALAN, V. B.; GUIMARÃES, V. A.; BACCHI, M. R. P. Sistema Agroindustrial do Leite no Brasil. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica, 2001, 170 p. BEAMON, B. Measuring supply chain performance. International Journal of Operations & Production Management, vol. 19, n. 3, p , BLAYNEY, D. P.; GEHLHAR, M.J. U.S. dairy at a new crossroads in a global setting. Amber Waves. vol. 3, n. 5, p , BRANDÃO, V. Só falta o leite. Revista Exame, n.917, ano 42, p , CARDONA, S. Novo enfoque para o suplly chain. Revista Tecnologística, vol. 13, n. 144, p , CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos Estratégia, Planejamento e Operações. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006, 465 p. 14/15

15 COOPER, M.; LAMBERT, D.; PAGH, J. Supply chain management: more than a new name for logistics. The International Journal of Logistics Management, vol. 8, n. 1, p. 1-14, JÚLIO, C. A. Os quatro Ps da Danone. Revista HSM Management, n.39, julho-agosto, LOURENZANO, A.E.B.S.; SILVA, A.L. Um estudo da competitividade dos diferentes canais de distribuição de hortaliças. Gestão & Produção, v. 11, n.3, p , RIBEIRO, P.C.C. Logística na indústria de laticínios: dois estudos de caso em cooperativas. Revista Caderno de Debates, Núcleo de Estudos e Pesquisa em Alimentação da UNICAMP, v.7, p , SIMCHI-LEVI, D.; KAMINSKY, P.; SIMCHI-LEVI, E. Cadeia de Suprimentos: projeto e gestão. Porto Alegre: Bookman, VAIROLETTI, E. Embalagens e datadores: euforia de consumo leva a indústria a se modernizar. Leite e Derivados, vol. 6, n. 33, p , ZILBER, M. A.; FISCHMANN, A. A. Mudanças na distribuição: o papel da estratégia. São Paulo, SP: IV Semead, /15

5 Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos

5 Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos 5 Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos 5.1 Conceitos e definições do supply chain management O conceito ou definição do SCM é algo recente na literatura especializada, datado mais precisamente da metade

Leia mais

Logística Empresarial. Global Sourcing A Globalização e a Nova Visão da Logística Parte II. Aula 6. Conceitos Importantes.

Logística Empresarial. Global Sourcing A Globalização e a Nova Visão da Logística Parte II. Aula 6. Conceitos Importantes. Logística Empresarial Aula 6 Global Sourcing A Globalização e a Nova Visão da Logística Parte II Prof. Me. John Jackson Buettgen Contextualização Conceitos Importantes Fluxos logísticos É o movimento ou

Leia mais

Bases Tecnológicas do curso de Logística 1991 3º Módulo

Bases Tecnológicas do curso de Logística 1991 3º Módulo Bases Tecnológicas do curso de Logística 1991 3º Módulo III.1 GESTÃO DE TRANSPORTES 1.1. O desenvolvimento econômico e o transporte. 1.2. A geografia brasileira, a infraestrutura dos estados, municípios

Leia mais

22/02/2009 LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO POR QUE A LOGÍSTICA ESTÁ EM MODA POSIÇÃO DE MERCADO DA LOGÍSTICA

22/02/2009 LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO POR QUE A LOGÍSTICA ESTÁ EM MODA POSIÇÃO DE MERCADO DA LOGÍSTICA LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO A melhor formação cientifica, prática e metodológica. 1 POSIÇÃO DE MERCADO DA LOGÍSTICA Marketing Vendas Logística ANTES: foco no produto - quantidade de produtos sem qualidade

Leia mais

ASPECTOS FUNDAMENTAIS DO PROBLEMA DE LOCALIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES EM REDES LOGÍSTICAS

ASPECTOS FUNDAMENTAIS DO PROBLEMA DE LOCALIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES EM REDES LOGÍSTICAS ASPECTOS FUNDAMENTAIS DO PROBLEMA DE LOCALIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES EM REDES LOGÍSTICAS Data: 10/03/2001 Peter Wanke INTRODUÇÃO Localizar instalações ao longo de uma cadeia de suprimentos consiste numa importante

Leia mais

LOGÍSTICA EMPRESARIAL. Rodolfo Cola Santolin 2009

LOGÍSTICA EMPRESARIAL. Rodolfo Cola Santolin 2009 LOGÍSTICA EMPRESARIAL Rodolfo Cola Santolin 2009 Conteúdo Cadeia de suprimentos Custos Logísticos Administração de Compras e Suprimentos Logística Reversa CADEIA DE SUPRIMENTOS Logística Logística Fornecedor

Leia mais

Importância da Logística. O lugar da Logística nas Empresas. Custos Logísticos são significativos

Importância da Logística. O lugar da Logística nas Empresas. Custos Logísticos são significativos IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA Importância da Logística O lugar da Logística nas Empresas A logística diz respeito à criação de valor; O valor em logística é expresso em termos de tempo e lugar. Produtos e serviços

Leia mais

Logistica e Distribuição. Conceito. Nomenclatura dos Operadores Logísticos

Logistica e Distribuição. Conceito. Nomenclatura dos Operadores Logísticos A terceirização de serviços logísticos se constitui uma das Logística e Distribuição novas tendências da prática empresarial moderna, principalmente dentro dos conceitos da Gestão da Cadeia de Suprimentos

Leia mais

Vantagens competitivas e estratégicas no uso de operadores logísticos. Prof. Paulo Medeiros

Vantagens competitivas e estratégicas no uso de operadores logísticos. Prof. Paulo Medeiros Vantagens competitivas e estratégicas no uso de operadores logísticos Prof. Paulo Medeiros Introdução nos EUA surgiram 100 novos operadores logísticos entre 1990 e 1995. O mercado para estas empresas que

Leia mais

Aula 5 Supply Chain Management (SCM) Gestão da cadeia de suprimentos Prof: Cleber A. de Oliveira

Aula 5 Supply Chain Management (SCM) Gestão da cadeia de suprimentos Prof: Cleber A. de Oliveira 1. Introdução Aula 5 Supply Chain Management (SCM) Gestão da cadeia de suprimentos Prof: Cleber A. de Oliveira Gestão de Sistemas de Informação Os estudos realizados nas disciplinas Gestão da Produção

Leia mais

22/02/2009. Supply Chain Management. É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até os fornecedores originais que

22/02/2009. Supply Chain Management. É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até os fornecedores originais que Supply Chain Management SUMÁRIO Gestão da Cadeia de Suprimentos (SCM) SCM X Logística Dinâmica Sugestões Definição Cadeia de Suprimentos É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até

Leia mais

Paulo Gadas JUNHO-14 1

Paulo Gadas JUNHO-14 1 Paulo Gadas JUNHO-14 1 Cadeia de Suprimentos Fornecedor Fabricante Distribuidor Loja Paulo Gadas JUNHO-14 2 Exemplo de cadeia de suprimentos Fornecedores de matériaprima Indústria principal Varejistas

Leia mais

MBA Gestão Estratégica de Marketing e Vendas

MBA Gestão Estratégica de Marketing e Vendas Página 1 de 6 MBA Gestão Estratégica de Marketing e Vendas Carga Horária: 360 horas/ aulas presenciais + monografia orientada. Aulas: sábados: 8h30 às 18h, com intervalo para almoço. Valor: 16 parcelas

Leia mais

Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. Profª Caroline Pauletto Spanhol

Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. Profª Caroline Pauletto Spanhol Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos Profª Caroline Pauletto Spanhol Cadeia de Abastecimento Conceitos e Definições Elementos Principais Entendendo a Cadeia de Abastecimento Integrada Importância

Leia mais

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E Prof. Marcelo Mello Unidade III DISTRIBUIÇÃO E TRADE MARKETING Canais de distribuição Canal vertical: Antigamente, os canais de distribuição eram estruturas mercadológicas verticais, em que a responsabilidade

Leia mais

Capítulo 2. Logística e Cadeia de Suprimentos

Capítulo 2. Logística e Cadeia de Suprimentos Capítulo 2 Logística e Cadeia de Suprimentos Prof. Glauber Santos glauber@justocantins.com.br 1 Capítulo 2 - Logística e Cadeia de Suprimentos Papel primordial da Logística na organização Gestão da Produção

Leia mais

SUPPLY CHAIN MANAGEMENT: UMA INTRODUÇÃO À UM MODELO DE GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS PARA OBTENÇÃO DE DIFERENCIAL COMPETITIVO

SUPPLY CHAIN MANAGEMENT: UMA INTRODUÇÃO À UM MODELO DE GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS PARA OBTENÇÃO DE DIFERENCIAL COMPETITIVO SUPPLY CHAIN MANAGEMENT: UMA INTRODUÇÃO À UM MODELO DE GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS PARA OBTENÇÃO DE DIFERENCIAL COMPETITIVO BURGO, Rodrigo Navarro Sanches, RIBEIRO, Talita Cristina dos Santos, RODRIGUES,

Leia mais

Função: Operação da Cadeia de materiais. 1.1 Identificar princípios da organização da área de materiais.

Função: Operação da Cadeia de materiais. 1.1 Identificar princípios da organização da área de materiais. MÓDULO II Qualificação Técnica de Nível Médio ASSISTENTE DE LOGÍSTICA II.1 Gestão de Recursos e Materiais Função: Operação da Cadeia de materiais 1. Contextualizar a importância da Administração de materiais

Leia mais

Unidade II MARKETING DE VAREJO E. Profa. Cláudia Palladino

Unidade II MARKETING DE VAREJO E. Profa. Cláudia Palladino Unidade II MARKETING DE VAREJO E NEGOCIAÇÃO Profa. Cláudia Palladino Preço em varejo Preço Uma das variáveis mais impactantes em: Competitividade; Volume de vendas; Margens e Lucro; Muitas vezes é o mote

Leia mais

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING PROJETO INTEGRADOR

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING PROJETO INTEGRADOR CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING PROJETO INTEGRADOR PROJETO INTEGRADOR 1. INTRODUÇÃO Conforme as diretrizes do Projeto Pedagógico dos Cursos Superiores de Tecnologia da Faculdade Unida de Suzano

Leia mais

Logística empresarial

Logística empresarial 1 Logística empresarial 2 Logística é um conceito relativamente novo, apesar de que todas as empresas sempre desenvolveram atividades de suprimento, transporte, estocagem e distribuição de produtos. melhor

Leia mais

Logística Agroindustrial Canais de suprimentos e distribuição. Prof. Paulo Medeiros

Logística Agroindustrial Canais de suprimentos e distribuição. Prof. Paulo Medeiros Logística Agroindustrial Canais de suprimentos e distribuição Prof. Paulo Medeiros Canais de suprimento e distribuição Podemos dividir as operações logísticas de uma empresa em três áreas: Suprimentos;

Leia mais

LOGÍSTICA INTEGRADA: SATISFAÇÃO DOS CLIENTES E REDUÇÃO DE CUSTOS RESUMO

LOGÍSTICA INTEGRADA: SATISFAÇÃO DOS CLIENTES E REDUÇÃO DE CUSTOS RESUMO LOGÍSTICA INTEGRADA: SATISFAÇÃO DOS CLIENTES E REDUÇÃO DE CUSTOS RESUMO Este trabalho tem por objetivo a discussão do conceito de logística integrada e de roteirização. Tem como objetivo também mostrar

Leia mais

E - Simulado 02 Questões de Tecnologia em Marketing

E - Simulado 02 Questões de Tecnologia em Marketing E - Simulado 02 Questões de Tecnologia em Marketing Questão 01: (ENADE 2009): Um fabricante de sapatos pode usar a mesma marca em duas ou mais linhas de produtos com o objetivo de reduzir os custos de

Leia mais

MIX DE TREINAMENTOS A ÚNICA QUE TEM O DNA DO SUPERMERCADO

MIX DE TREINAMENTOS A ÚNICA QUE TEM O DNA DO SUPERMERCADO MIX DE TREINAMENTOS A ÚNICA QUE TEM O DNA DO SUPERMERCADO OPERAÇÃO DE LOJA Açougue Prático e Teórico Açougue Prático e Verticalizado Atendimento - amenizando filas em supermercados Cartazista Cartazista

Leia mais

BROMBERGER, Dalton (UTFPR) daltonbbr@yahoo.com.br. KUMMER, Aulison André (UTFPR) aulisonk@yahoo.com.br. PONTES, Herus³ (UTFPR) herus@utfpr.edu.

BROMBERGER, Dalton (UTFPR) daltonbbr@yahoo.com.br. KUMMER, Aulison André (UTFPR) aulisonk@yahoo.com.br. PONTES, Herus³ (UTFPR) herus@utfpr.edu. APLICAÇÃO DAS TÉCNICAS DE PREVISÃO DE ESTOQUES NO CONTROLE E PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO DE MATÉRIA- PRIMA EM UMA INDÚSTRIA PRODUTORA DE FRANGOS DE CORTE: UM ESTUDO DE CASO BROMBERGER, Dalton (UTFPR) daltonbbr@yahoo.com.br

Leia mais

DEFINIÇÃO DE UMA ESTRATÉGIA DE PREÇO DE FRETE DE CARGA FRACIONADA PARA UMA TRANSPORTADORA DA REGIÃO METROPOLITANA DO MUNICÍPIO DE BELÉM.

DEFINIÇÃO DE UMA ESTRATÉGIA DE PREÇO DE FRETE DE CARGA FRACIONADA PARA UMA TRANSPORTADORA DA REGIÃO METROPOLITANA DO MUNICÍPIO DE BELÉM. DEFINIÇÃO DE UMA ESTRATÉGIA DE PREÇO DE FRETE DE CARGA FRACIONADA PARA UMA TRANSPORTADORA DA REGIÃO METROPOLITANA DO MUNICÍPIO DE BELÉM. Leonardo Silva Figueredo (UNAMA) leonardosfigueredo@hotmail.com

Leia mais

9º Congresso de Pós-Graduação UMA ANÁLISE GERENCIAL NA LOGÍSTICA REVERSA DE PÓS-VENDA

9º Congresso de Pós-Graduação UMA ANÁLISE GERENCIAL NA LOGÍSTICA REVERSA DE PÓS-VENDA 9º Congresso de Pós-Graduação UMA ANÁLISE GERENCIAL NA LOGÍSTICA REVERSA DE PÓS-VENDA Autor(es) ELIACY CAVALCANTI LELIS Orientador(es) ALEXANDRE TADEU SIMON 1. Introdução Atualmente, a preocupação da gestão

Leia mais

O termo logística tem sua origem no meio militar, estando relacionado a atividade de abastecimento de tropas.

O termo logística tem sua origem no meio militar, estando relacionado a atividade de abastecimento de tropas. Logística e Distribuição Professor: Leandro Zvirtes UDESC/CCT Histórico O termo logística tem sua origem no meio militar, estando relacionado a atividade de abastecimento de tropas. A história mostra que

Leia mais

COMÉRCIO E DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS.

COMÉRCIO E DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS. COMÉRCIO E DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS. A Rio Quality existe com o objetivo de proporcionar a total satisfação dos clientes e contribuir para o sucesso de todos. Essa integração se dá através do investimento

Leia mais

Objetivo. Utilidade Lugar. Utilidade Momento. Satisfação do Cliente. Utilidade Posse

Objetivo. Utilidade Lugar. Utilidade Momento. Satisfação do Cliente. Utilidade Posse Supply chain- cadeia de suprimentos ou de abastecimentos Professor: Nei Muchuelo Objetivo Utilidade Lugar Utilidade Momento Satisfação do Cliente Utilidade Posse Satisfação do Cliente Satisfação do Cliente

Leia mais

ZÊNITE DISTRIBUIDORA. www.espm.br/centraldecases

ZÊNITE DISTRIBUIDORA. www.espm.br/centraldecases ZÊNITE DISTRIBUIDORA www.espm.br/centraldecases ZÊNITE DISTRIBUIDORA Preparado pelo Prof. Gabriel Vianna Schlatter, da ESPM-RS. Recomendado para as disciplinas de: Estruturas e Processos, Logística Integrada,

Leia mais

UnB Universidade de Brasília. Administração de Recursos Materiais. Tema: Gestão de estoque. Alunos: - Beliza de Ávila.

UnB Universidade de Brasília. Administração de Recursos Materiais. Tema: Gestão de estoque. Alunos: - Beliza de Ávila. UnB Universidade de Brasília Administração de Recursos Materiais Tema: Gestão de estoque Alunos: - Beliza de Ávila - Felipe Jordán - Guilherme de Miranda - Jefferson Coelho O conceito de ocupação física

Leia mais

Introdução e Planejamento Cap. 1. Prof. Luciel Henrique de Oliveira luciel@uol.com.br

Introdução e Planejamento Cap. 1. Prof. Luciel Henrique de Oliveira luciel@uol.com.br BALLOU, Ronald H. Gerenciamenrto da Cadeia de Suprimentos / Logística Empresarial. 5ª ed. Porto Alegre: Bookman. 2006 Introdução e Planejamento Cap. 1 Prof. Luciel Henrique de Oliveira luciel@uol.com.br

Leia mais

DIFERENTES INTERPRETAÇÕES DO CONCEITO DE SUPPLY CHAIN MANAGEMENT

DIFERENTES INTERPRETAÇÕES DO CONCEITO DE SUPPLY CHAIN MANAGEMENT Artigo para a Revista Global Fevereiro de 2007 DIFERENTES INTERPRETAÇÕES DO CONCEITO DE SUPPLY CHAIN MANAGEMENT O conceito de Supply Chain Management (SCM), denominado Administração da Cadeia de Abastecimento

Leia mais

ERP ENTERPRISE RESOURCE PLANNING

ERP ENTERPRISE RESOURCE PLANNING INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO SUL CÂMPUS CANOAS ERP ENTERPRISE RESOURCE PLANNING RENAN ROLIM WALENCZUK Canoas, Agosto de 2014 SUMÁRIO 1 INTODUÇÃO...03 2 ERP (ENTERPRISE

Leia mais

TOTVS COLABORAÇÃO 2.0 FISCAL powered by NeoGrid

TOTVS COLABORAÇÃO 2.0 FISCAL powered by NeoGrid TOTVS COLABORAÇÃO 2.0 FISCAL powered by NeoGrid Recebimento de NF-e e CT-e Emissão de NF-e, CT-e, MDF-e e NFS-e Integração nativa com o seu ERP Exija a solução que é o melhor investimento para a gestão

Leia mais

Introdução e Planejamento Cap. 1

Introdução e Planejamento Cap. 1 BALLOU, Ronald H. Gerenciamenrto da Cadeia de Suprimentos / Logística Empresarial. 5ª ed. Porto Alegre: Bookman. 2006 Introdução e Planejamento Cap. 1 Prof. Luciel Henrique de Oliveira luciel@fae.br L

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA Capítulo 2 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA 2.1 2003 by Prentice Hall OBJETIVOS Quais são as principais aplicações de sistemas na empresa? Que papel eles desempenham? Como os sistemas de informação apóiam

Leia mais

Análise Mensal do Comércio Varejista de Belo Horizonte

Análise Mensal do Comércio Varejista de Belo Horizonte Março/15 A mostra o desempenho dos negócios do comércio no mês de Fevereiro/2015 e identifica a percepção dos empresários para o mês de Março/2015. Neste mês, 20,8% dos empresários conseguiram aumentar

Leia mais

CS&OP-P Certified S&OP Professional

CS&OP-P Certified S&OP Professional A achain é uma empresa especializada nas áreas de Supply Chain, Value Chain e Demand Chain Management, com atuação nas modalidades de serviços de treinamento e apoio administrativo. Missão achain: Proporcionar

Leia mais

Autor(es) FELIPE DE CAMPOS MARTINS. Orientador(es) ALEXANDRE TADEU SIMON. Apoio Financeiro PIBITI/CNPQ. 1. Introdução

Autor(es) FELIPE DE CAMPOS MARTINS. Orientador(es) ALEXANDRE TADEU SIMON. Apoio Financeiro PIBITI/CNPQ. 1. Introdução 19 Congresso de Iniciação Científica GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS: APRIMORAMENTO DA METODOLOGIA DE DIAGNOSTICO E PROPOSIÇÃO DE UM MÉTODO PARA IMPLANTAÇÃO BASEADO EM PROCESSOS DE NEGÓCIO Autor(es) FELIPE

Leia mais

Pesquisa sobre a integração da Logística com o Marketing em empresas de grande porte

Pesquisa sobre a integração da Logística com o Marketing em empresas de grande porte III SEGeT Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia 1 Pesquisa sobre a integração da Logística com o Marketing em empresas de grande porte Alexandre Valentim 1 Heloisa Nogueira 1 Dário Pinto Junior

Leia mais

Pesquisa APAS/LatinPanel mostra as principais marcas na preferência dos consumidores brasileiros

Pesquisa APAS/LatinPanel mostra as principais marcas na preferência dos consumidores brasileiros Pesquisa APAS/LatinPanel mostra as principais marcas na preferência dos consumidores brasileiros Estudo Mais Mais A Escolha do Consumidor aponta que em 79% das 94 categorias de produtos pesquisadas houve

Leia mais

INDÚSTRIA DE ALIMENTOS

INDÚSTRIA DE ALIMENTOS DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos INDÚSTRIA DE ALIMENTOS OUTUBRO DE 2015 PRODUTOS INDÚSTRIA DE ALIMENTOS NO BRASIL 2012 EXPORTAÇÕES US$ 43 Bilhões (23%) 23% Ásia 22% União Europeia FATURAMENTO

Leia mais

PLANO DE NEGÓCIOS. Causas de Fracasso:

PLANO DE NEGÓCIOS. Causas de Fracasso: PLANO DE NEGÓCIOS Causas de Fracasso: Falta de experiência profissional Falta de competência gerencial Desconhecimento do mercado Falta de qualidade dos produtos/serviços Localização errada Dificuldades

Leia mais

LOGÍSTICA E GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS: CONCEITOS E DIFERENÇAS

LOGÍSTICA E GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS: CONCEITOS E DIFERENÇAS 46 LOGÍSTICA E GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS: CONCEITOS E DIFERENÇAS Leandro Soares Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil Professor

Leia mais

Atendimento ao canal de Hotéis e Restaurantes

Atendimento ao canal de Hotéis e Restaurantes Atendimento ao canal de Hotéis e Restaurantes AGENDA - MERCADO DE FOOD SERVICE - MODELO ABASTECIMENTO ATUAL E ENTENDIMENTO CADEIA DE ABASTECIMENTO - MODELO PROPOSTO - PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DO MODELO -

Leia mais

2. Logística. 2.1 Definição de Logística

2. Logística. 2.1 Definição de Logística 2. Logística 2.1 Definição de Logística Por muito tempo a Logística foi tratada de forma desagregada. Cada uma das funções logísticas era tratada independentemente e como áreas de apoio ao negócio. Segundo

Leia mais

Curso de Engenharia de Produção. Noções de Engenharia de Produção

Curso de Engenharia de Produção. Noções de Engenharia de Produção Curso de Engenharia de Produção Noções de Engenharia de Produção Logística: - II Guerra Mundial; - Por muito tempo as indústrias consideraram o setor de logística de forma reativa e não proativa (considera

Leia mais

Gestão Perdas e Quebras Operacionais FCN 2008 (APAS) Ronaldo Jarnyk

Gestão Perdas e Quebras Operacionais FCN 2008 (APAS) Ronaldo Jarnyk Gestão Perdas e Quebras Operacionais FCN 2008 (APAS) Ronaldo Jarnyk 1- Abertura 2- Cenário do Varejo Brasileiro 3- Quebra Contabil Conceitos 4- Quebra Operacional Agenda 5- Perdas, fraudes e furtos 6-

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA 1 OBJETIVOS 1. Quais são as principais aplicações de sistemas na empresa? Que papel eles desempenham? 2. Como os sistemas de informação apóiam as principais funções empresariais:

Leia mais

Panorama do mercado da banana no Brasil Orivaldo Dan

Panorama do mercado da banana no Brasil Orivaldo Dan Panorama do mercado da banana no Brasil Orivaldo Dan orivaldo@tropsabor.com.br Produção de bananas no Brasil (toneladas) 4500000 4000000 Tendência 3500000 3000000 2500000 2000000 1500000 2011 2010 2009

Leia mais

6 Relacionamentos na cadeia de suprimentos

6 Relacionamentos na cadeia de suprimentos 6 Relacionamentos na cadeia de suprimentos 6.1 Relacionamentos no canal Os relacionamentos entre distintos membros de uma cadeia de suprimentos sugerem um alto grau de complexidade e fonte quase sempre

Leia mais

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PROFª DANIELLE VALENTE DUARTE

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PROFª DANIELLE VALENTE DUARTE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PROFª DANIELLE VALENTE DUARTE MODELO PARA FORMULAÇÃO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Análise do ambiente externo Macroambiente Ambiente setorial feedback Ambiente Interno (forças e

Leia mais

A LOGÍSTICA COMO INSTRUMENTO DE DIFERENCIAL COMPETITIVO EM EMPRESAS FORNECEDORAS DE BENS DE CONSUMO NÃO DURÁVEIS.

A LOGÍSTICA COMO INSTRUMENTO DE DIFERENCIAL COMPETITIVO EM EMPRESAS FORNECEDORAS DE BENS DE CONSUMO NÃO DURÁVEIS. A LOGÍSTICA COMO INSTRUMENTO DE DIFERENCIAL COMPETITIVO EM EMPRESAS FORNECEDORAS DE BENS DE CONSUMO NÃO DURÁVEIS. Carolina Salem de OLIVEIRA 1 Cristiane Tarifa NÉSPOLIS 2 Jamile Machado GEA 3 Mayara Meliso

Leia mais

A. Conceito de Trade Marketing, responsabilidades, atividades, amplitude de atuação e limites

A. Conceito de Trade Marketing, responsabilidades, atividades, amplitude de atuação e limites 5 Conclusão Trade Marketing é um termo conhecido por grande parte dos profissionais das áreas comercial e de marketing, principalmente entre as indústrias de bens de consumo. Muitas empresas já incluíram

Leia mais

METODOLOGIA PARA PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NA PEQUENA EMPRESA: UM ESTUDO DE CASO

METODOLOGIA PARA PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NA PEQUENA EMPRESA: UM ESTUDO DE CASO METODOLOGIA PARA PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NA PEQUENA EMPRESA: UM ESTUDO DE CASO Mauricio João Atamanczuk (UTFPR) atamanczuk@hotmail.com Prof. Dr. João Luiz Kovaleski (UTFPR) kovaleski@pg.cefet.br RESUMO:

Leia mais

PERDIGÃO. Redesenhando a Operação Logística de sua cadeia de suprimentos

PERDIGÃO. Redesenhando a Operação Logística de sua cadeia de suprimentos Ce ntr a l d e Ca se s ESPM / EX AM E CASE Nº 016 Case-Study PERDIGÃO Redesenhando a Operação Logística de sua cadeia de suprimentos Este case descreve o processo de adaptação de uma grande indústria de

Leia mais

ESTRATÉGIA COMPETITIVA. Michael E. Porter

ESTRATÉGIA COMPETITIVA. Michael E. Porter ESTRATÉGIA COMPETITIVA Michael E. Porter 1. A NATUREZA DAS FORÇAS COMPETITIVAS DE UMA EMPRESA 2. ESTRATEGIAS DE CRESCIMENTO E ESTRATÉGIAS COMPETITIVAS 3. O CONCEITO DA CADEIA DE VALOR 1 1. A NATUREZA DAS

Leia mais

Objetivo da Aula. Enterprise Resource Planning - ERP. Descrever os sistemas ERP, seus módulos e possíveis aplicações e tendências 23/4/2010

Objetivo da Aula. Enterprise Resource Planning - ERP. Descrever os sistemas ERP, seus módulos e possíveis aplicações e tendências 23/4/2010 Enterprise Resource Planning - ERP Objetivo da Aula Descrever os sistemas ERP, seus módulos e possíveis aplicações e tendências 2 1 Sumário Informação & TI Sistemas Legados ERP Classificação Módulos Medidas

Leia mais

ESTOCAGEM. Processos e Serviços em Transporte. Curso Técnico em Logística Módulo II. Prof. Esp. Luís Teodoro Peixoto

ESTOCAGEM. Processos e Serviços em Transporte. Curso Técnico em Logística Módulo II. Prof. Esp. Luís Teodoro Peixoto ESTOCAGEM Processos e Serviços em Transporte Curso Técnico em Logística Módulo II Prof. Esp. Luís Teodoro Peixoto CONTEÚDO Vantagens de constituir estoques; Custos de Estoques: fixos e variáveis; Classificação

Leia mais

7. Viabilidade Financeira de um Negócio

7. Viabilidade Financeira de um Negócio 7. Viabilidade Financeira de um Negócio Conteúdo 1. Viabilidade de um Negócios 2. Viabilidade Financeira de um Negócio: Pesquisa Inicial 3. Plano de Viabilidade Financeira de um Negócio Bibliografia Obrigatória

Leia mais

SUPPLY CHAIN MANAGEMENT

SUPPLY CHAIN MANAGEMENT MBA EM GERÊNCIA DE SISTEMAS LOGÍSTICOS SUPPLY CHAIN MANAGEMENT Eduardo Pécora, Ph.D. Reflexão: Como chegar lá? Desenvolvimento Pessoal Rertorno Financeiro Título? Maior eficiência e eficácia? Avaliação

Leia mais

Unidade IV. Marketing. Profª. Daniela Menezes

Unidade IV. Marketing. Profª. Daniela Menezes Unidade IV Marketing Profª. Daniela Menezes Comunicação (Promoção) Mais do que ter uma ideia e desenvolver um produto com qualidade superior é preciso comunicar a seus clientes que o produto e/ ou serviço

Leia mais

Entendendo custos, despesas e preço de venda

Entendendo custos, despesas e preço de venda Demonstrativo de Resultados O empresário e gestor da pequena empresa, mais do que nunca, precisa dedicar-se ao uso de técnicas e instrumentos adequados de gestão financeira, para mapear a situação do empreendimento

Leia mais

Estratégia Competitiva 16/08/2015. Módulo II Cadeia de Valor e a Logistica. CADEIA DE VALOR E A LOGISTICA A Logistica para as Empresas Cadeia de Valor

Estratégia Competitiva 16/08/2015. Módulo II Cadeia de Valor e a Logistica. CADEIA DE VALOR E A LOGISTICA A Logistica para as Empresas Cadeia de Valor Módulo II Cadeia de Valor e a Logistica Danillo Tourinho S. da Silva, M.Sc. CADEIA DE VALOR E A LOGISTICA A Logistica para as Empresas Cadeia de Valor Estratégia Competitiva é o conjunto de planos, políticas,

Leia mais

SUPPLY CHAIN: UMA ABORDAGEM DE GESTÃO PARA A CADEIA DE SUPRIMENTOS DE VACINAS

SUPPLY CHAIN: UMA ABORDAGEM DE GESTÃO PARA A CADEIA DE SUPRIMENTOS DE VACINAS ISSN 2179-6998 Rev. Ibirapuera, São Paulo, n. 2, p. 39-43, Jul./Dez. 2011 SUPPLY CHAIN: UMA ABORDAGEM DE GESTÃO PARA A CADEIA DE SUPRIMENTOS DE VACINAS Egberto Gomes Franco¹, Adriana Alves de Souza Santos²,

Leia mais

Recursos Humanos Prof. Angelo Polizzi. Logística Empresarial e Sistema Integrado. Objetivos do Tema. Logística

Recursos Humanos Prof. Angelo Polizzi. Logística Empresarial e Sistema Integrado. Objetivos do Tema. Logística Recursos Humanos Prof. Angelo Polizzi e Sistema Integrado Objetivos do Tema Apresentar: Uma visão da logística e seu desenvolvimento com o marketing. A participação da logística como elemento agregador

Leia mais

DEFINIÇÕES COUNCIL SCM

DEFINIÇÕES COUNCIL SCM ADM DE MATERIAIS DEFINIÇÕES COUNCIL SCM Logística empresarial é a parte do Supply Chain Management que planeja, implementa e controla o eficiente e efetivo fluxo direto e reverso, a estocagem de bens,

Leia mais

Pequenos Negócios no Brasil. Especialistas em pequenos negócios / 0800 570 0800 / sebrae.com.br

Pequenos Negócios no Brasil. Especialistas em pequenos negócios / 0800 570 0800 / sebrae.com.br Pequenos Negócios no Brasil Pequenos Negócios no Brasil Clique no título para acessar o conteúdo, ou navegue pela apresentação completa Categorias de pequenos negócios no Brasil Micro e pequenas empresas

Leia mais

PLATAFORMA DE NEGÓCIOS

PLATAFORMA DE NEGÓCIOS SOBRE NOSSA PLATAFORMA COMPLETA A Plataforma de Negocio da Tommasi foi formada ao longo de 20 anos de experiência no ramo de importação e exportação e de uma equipe especializada para formação de uma estrutura

Leia mais

Gestão da Inovação SEMINÁRIO Strategic Management of Technology and Innovation Maidique, Burguelman e Wheelwright

Gestão da Inovação SEMINÁRIO Strategic Management of Technology and Innovation Maidique, Burguelman e Wheelwright Gestão da Inovação SEMINÁRIO Strategic Management of Technology and Innovation Maidique, Burguelman e Wheelwright Ambiente Organizacional voltado a inovação As 6 chaves para o Sucesso Foco Flexibilidade

Leia mais

O desafio: A vantagem da Videojet:

O desafio: A vantagem da Videojet: Nota de aplicação Tinta Tintas coloridas para embalagens de ponto de venda O desafio: O ambiente de varejo é um mercado em constante evolução, com maior ênfase na embalagem, que não só protege os produtos

Leia mais

PROPOSTA METODOLÓGICA PARA O PLANEJAMENTO DE TRANSPORTE DE PRODUTOS ENTRE UMA FÁBRICA E SEUS CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO

PROPOSTA METODOLÓGICA PARA O PLANEJAMENTO DE TRANSPORTE DE PRODUTOS ENTRE UMA FÁBRICA E SEUS CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO PROPOSTA METODOLÓGICA PARA O PLANEJAMENTO DE TRANSPORTE DE PRODUTOS ENTRE UMA FÁBRICA E SEUS CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO Umberto Sales Mazzei Bruno Vieira Bertoncini PROPOSTA METODOLÓGICA PARA O PLANEJAMENTO

Leia mais

Sistemas de Informação Gerencial SUPPLY CHAIN MANAGEMENT

Sistemas de Informação Gerencial SUPPLY CHAIN MANAGEMENT CIÊNCIAS CONTÁBEIS e ADMINISTRAÇÃO Sistemas de Informação Gerencial SUPPLY CHAIN MANAGEMENT maio/2014 APRESENTAÇÃO Em um ambiente onde a mudança é a única certeza e o número de informações geradas é desmedido,

Leia mais

2 GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E LOGÍSTICA

2 GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E LOGÍSTICA 2 GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS E LOGÍSTICA 2.1 CONCEITO DE GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS Para que hoje o conceito de Cadeia de Suprimentos fosse tão largamente explorado e aplicado, vários fatores

Leia mais

LOGÍSTICA EMENTAS DO CURSO

LOGÍSTICA EMENTAS DO CURSO LOGÍSTICA EMENTAS DO CURSO 1º P TÉCNICAS DE COMUNICAÇÃO ORAL E ESCRITA Técnicas de leitura, interpretação e produção de textos, expressão oral e apresentação de trabalhos acadêmicos, argumentação científica.

Leia mais

Operadores Logísticos : uma tendência nos sistemas de distribuição das empresas brasileiras?

Operadores Logísticos : uma tendência nos sistemas de distribuição das empresas brasileiras? Operadores Logísticos : uma tendência nos sistemas de distribuição das empresas brasileiras? Introdução O Contexto econômico do mundo globalizado vem sinalizando para as empresas que suas estratégias de

Leia mais

- Como utilizar essas medidas para analisar, melhorar e controlar o desempenho da cadeia de suprimentos?

- Como utilizar essas medidas para analisar, melhorar e controlar o desempenho da cadeia de suprimentos? Fascículo 5 A medição do desempenho na cadeia de suprimentos Com o surgimento das cadeias de suprimento (Supply Chain), a competição no mercado tende a ocorrer cada vez mais entre cadeias produtivas e

Leia mais

O CONTROLE DE ESTOQUE COMO FERRAMENTA COMPETITIVA NAS ORGANIZAÇÕES

O CONTROLE DE ESTOQUE COMO FERRAMENTA COMPETITIVA NAS ORGANIZAÇÕES 1 O CONTROLE DE ESTOQUE COMO FERRAMENTA COMPETITIVA NAS ORGANIZAÇÕES Cesar Paulo Lomba (Discente do 4º período de Tecnologia de Gestão Financeira das Faculdades Integradas de Três Lagoas AEMS) Maria Luzia

Leia mais

A cadeia produtiva do leite, uma possibilidade de comércio justo e solidário no Brasil Arnoldo de Campos 1

A cadeia produtiva do leite, uma possibilidade de comércio justo e solidário no Brasil Arnoldo de Campos 1 A cadeia produtiva do leite, uma possibilidade de comércio justo e solidário no Brasil Arnoldo de Campos 1 A produção de leite no Brasil envolvia quase 1,8 milhão de estabelecimentos produtores, segundo

Leia mais

Universidade. Estácio de Sá. Gestão e Negócios

Universidade. Estácio de Sá. Gestão e Negócios Universidade Estácio de Sá Gestão e Negócios A Estácio Hoje reconhecida como a maior instituição particular de ensino superior do país, a Universidade Estácio de Sá iniciou suas atividades em 1970, como

Leia mais

Logística e a Gestão da Cadeia de Suprimentos. "Uma arma verdadeiramente competitiva"

Logística e a Gestão da Cadeia de Suprimentos. Uma arma verdadeiramente competitiva Logística e a Gestão da Cadeia de Suprimentos "Uma arma verdadeiramente competitiva" Pequeno Histórico No período do pós-guerra até a década de 70, num mercado em franca expansão, as empresas se voltaram

Leia mais

PLANO DE NEGÓCIOS FRALDAS QUARESMA "FRALDAS DESCARTAVEIS" Empreendedor(a): FLÁVIO QUARESMA DE LIMA SILVA

PLANO DE NEGÓCIOS FRALDAS QUARESMA FRALDAS DESCARTAVEIS Empreendedor(a): FLÁVIO QUARESMA DE LIMA SILVA PLANO DE NEGÓCIOS FRALDAS QUARESMA "FRALDAS DESCARTAVEIS" Empreendedor(a): FLÁVIO QUARESMA DE LIMA SILVA Fevereiro/2013 SUMÁRIO 1 SUMÁRIO EXECUTIVO 1.1 Resumo dos principais pontos do plano de negócio

Leia mais

O PAPEL DA LOGÍSTICA NAS ORGANIZAÇÕES: UM ESTUDO DE CASO EM UMA DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS

O PAPEL DA LOGÍSTICA NAS ORGANIZAÇÕES: UM ESTUDO DE CASO EM UMA DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS 190 O PAPEL DA LOGÍSTICA NAS ORGANIZAÇÕES: UM ESTUDO DE CASO EM UMA DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS Douglas Fernandes, Josélia Galiciano Pedro, Daryane dos Santos Coutinho, Diego Trevisan de Vasconcelos, Regiane

Leia mais

Administração de Materiais MPU Prof. Wendell Léo w.castellano@ig.com.br

Administração de Materiais MPU Prof. Wendell Léo w.castellano@ig.com.br Administração de Materiais MPU Prof. Wendell Léo w.castellano@ig.com.br 01.A ocorrência de custos de armazenagem depende da existência de materiais em estoque e do tempo de permanência desses materiais

Leia mais

Plataforma da Informação. Finanças

Plataforma da Informação. Finanças Plataforma da Informação Finanças O que é gestão financeira? A área financeira trata dos assuntos relacionados à administração das finanças das organizações. As finanças correspondem ao conjunto de recursos

Leia mais

ERP & BI ENTENTENDO A BUSCA CONSTANTE DAS EMPRESAS POR UM SISTEMA QUE FORNEÇA INFORMAÇÕES CONFIÁVEIS PARA TOMADA DE DECISÃO*

ERP & BI ENTENTENDO A BUSCA CONSTANTE DAS EMPRESAS POR UM SISTEMA QUE FORNEÇA INFORMAÇÕES CONFIÁVEIS PARA TOMADA DE DECISÃO* ERP & BI ENTENTENDO A BUSCA CONSTANTE DAS EMPRESAS POR UM SISTEMA QUE FORNEÇA INFORMAÇÕES CONFIÁVEIS PARA TOMADA DE DECISÃO* RESUMO Marilia Costa Machado - UEMG - Unidade Carangola Graciano Leal dos Santos

Leia mais

O consumo mundial de papel e papelcartão (P&PC) deve atingir em 2007 cerca de 380 milhões de toneladas. Consumo Global de P&PC CONSUMO GLOBAL DE P&PC

O consumo mundial de papel e papelcartão (P&PC) deve atingir em 2007 cerca de 380 milhões de toneladas. Consumo Global de P&PC CONSUMO GLOBAL DE P&PC 32 o Fórum Anave Tendências do Mercado de Papel Suzano - Apresentação Institucional Antonio Maciel Neto Outubro de 2007 Reunião com Magistral mar/07 0 O mercado de papel hoje O consumo mundial de papel

Leia mais

Líder em consultoria no agronegócio

Líder em consultoria no agronegócio MPRADO COOPERATIVAS mprado.com.br COOPERATIVAS 15 ANOS 70 Consultores 25 Estados 300 cidade s 500 clientes Líder em consultoria no agronegócio 3. Gestão empresarial 3.1 Gestão empresarial Objetivo: prover

Leia mais

Fig. A: A imagem da rede total e da rede imediata de suprimentos Fonte: Slack, Nigel e outros. Administração da Produção

Fig. A: A imagem da rede total e da rede imediata de suprimentos Fonte: Slack, Nigel e outros. Administração da Produção Fascículo 5 Projeto da rede de operações produtivas Se pensarmos em uma organização que produza algo, é impossível imaginar que essa organização seja auto-suficiente, isto é, que produza tudo o que irá

Leia mais

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão da Produção Integrada e Logística

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão da Produção Integrada e Logística Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão da Produção Integrada e Logística Apresentação O programa de Pós-graduação Lato Sensu em Gestão da Produção e Logística tem por objetivo fornecer

Leia mais

Eline Cristina Miranda 0501006001. Administração Financeira e Orçamentária

Eline Cristina Miranda 0501006001. Administração Financeira e Orçamentária UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS FACULDADE DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS BACHARELADO EM CIENCIAS CONTÁBEIS PROF: HÉBER LAVOR MOREIRA Eline Cristina Miranda 0501006001 Administração

Leia mais

Abril - 2015. Divulgado em 14 de maio de 2015.

Abril - 2015. Divulgado em 14 de maio de 2015. Abril - 2015 Divulgado em 14 de maio de 2015. VAREJO AMPLIADO CRESCE 1,1% EM ABRIL, APONTA ICVA Indicador considera a receita de vendas deflacionada pelo IPCA em comparação com abril de 2014; no índice

Leia mais

Prof. Marcelo Mello. Unidade IV DISTRIBUIÇÃO E

Prof. Marcelo Mello. Unidade IV DISTRIBUIÇÃO E Prof. Marcelo Mello Unidade IV DISTRIBUIÇÃO E TRADE MARKETING Trade Marketing é confundido por algumas empresas como um conjunto de ferramentas voltadas para a promoção e a comunicação dos produtos. O

Leia mais

A Integração de Canais Logísticos como Fator para Sustentabilidade Econômica e Ambiental

A Integração de Canais Logísticos como Fator para Sustentabilidade Econômica e Ambiental A Integração de Canais Logísticos como Fator para Sustentabilidade Econômica e Ambiental Alexandre Borges Fagundes (UTFPR) borges.fagundes@gmail.com Ivanir Luiz de Oliveira (UTFPR) ivanir@utfpr.edu.br

Leia mais

QUESTIONÁRIO LOGISTICS CHALLENGE 2015 PRIMEIRA FASE

QUESTIONÁRIO LOGISTICS CHALLENGE 2015 PRIMEIRA FASE QUESTIONÁRIO LOGISTICS CHALLENGE 2015 PRIMEIRA FASE *Envie o nome de seu grupo, dos integrantes e um telefone de contato junto com as respostas do questionário abaixo para o e-mail COMMUNICATIONS.SLA@SCANIA.COM*

Leia mais

Programa de Remuneração Variável 2015

Programa de Remuneração Variável 2015 Programa de Remuneração Variável 2015 APRESENTAÇÃO A Remuneração Variável é parte representativa nas práticas de gestão de pessoas. O modelo tradicional de pagamento através de salário fixo, tornou-se

Leia mais

Cadeia de Suprimentos

Cadeia de Suprimentos Cadeia de Suprimentos Cadeia Produtiva Cadeia de suprimento Cadeias Globais Cluster: Sistema Local de Produção (SLP) Arranjos produtivos locais (APL) Redes de cooperação de pequenas e médias empresas Condomínio

Leia mais