Uma Discussão Sobre Os Impactos Ambientais Causados Pela Expansão da Agricultura: A Produção de Biocombustíveis no Brasil

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1 Uma Discussão Sobre Os Impactos Ambientais Causados Pela Expansão da Agricultura: A Produção de Biocombustíveis no Brasil RAFAELLE GOMES FIRMINO (UFPB) 1 Drª.MÁRCIA BATISTA DA FONSECA (UFPB) 2 Este trabalho faz um levantamento acerca dos impactos ambientais causados pelo aumento crescente da expansão da atividade produtiva e em particular a agricultura, diante de todo alarme mundial em busca de fontes renováveis de energia. O objetivo deste estudo é discutir as fontes de recursos que são consideradas energia limpa, a constante demanda por biocombustíveis no comércio internacional e o efeito sobre o meio ambiente gerado pela crescente expansão da agricultura. A pesquisa é descritiva e os dados são analisados qualitativamente. Percebe-se que com a ampliação do cultivo da cana-de-açúcar, do milho, da mamona, do girassol, da soja, do amendoim entre outros para a utilização de combustíveis renováveis muitas vezes são esquecidos os seus efeitos devastadores no desgaste do solo e, as derrubadas de florestas que agridem todo o ecossistema e, até mesmo, a substituição da produção de biocombustíveis pela produção de alimentos agrícolas. I INTRODUÇÃO O planeta, modificado pela industrialização e pela atividade agrícola não conservacionista, vem sofrendo com as transformações ambientais desde a Revolução industrial. A contaminação das águas e do solo, o desmatamento, a piora do efeito estufa e a destruição da camada de ozônio são problemas que prejudicam não apenas uma nação, mas todo o mundo. Tendo em vista os fatos, o mundo passou a adotar medidas de investimento e gastos do governo no sentido de mobilizar a população na defesa do meio ambiente. Uma alternativa é a utilização dos biocombustíveis, como fonte renovável de energia diante da tentativa de conter o efeito estufa. Os países passaram a se concentrar na produção de produtos agrícolas voltados a produção de energia, em especial países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil com o etanol. 1 Economista e formando (a) no Curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). 2 Dra. Em Economia Internacional (UFPE), Professora do Curso de Mestrado em economia (UFPB).

2 Como conseqüência, os produtos alimentícios estão sofrendo uma alta de preços no mundo inteiro, e já se cogita a suspensão de novos investimentos em biocombustíveis, pois a sua produção, requer grandes quantidades de água, terras agricultáveis, energia e o desmatamento em muitos países, principalmente nos países em desenvolvimento. A interação entre os países é feita através da preocupação de cada nação em manter a qualidade de vida da população, preservando a diversidade biológica 3 de cada região que é uma das propriedades fundamentais da natureza, responsável pela estabilidade e equilíbrio dos ecossistemas, e fonte de imenso potencial de uso econômico. A intervenção governamental com a utilização de políticas públicas atua na área de conscientização da grande massa, dos industriários e agricultores, enfim, de todos os agentes econômicos. Segundo dados do PNUMA (2006) desde 2002 a produção mundial de etanol aumentou 50% e a evolução deve continuar liderada pela produção no Brasil e nos EUA e ampliada pelo consumo dos países membros da União Européia. Além disso, a maioria dos países está criando leis na busca do desenvolvimento de biocombustíveis, o que coloca o Brasil numa posição confortável já que o país é um grande exportador mundial de produtos agrícolas e líder mundial na produção de biodiesel. A exportação agrícola brasileira aumentou, em 2006, aproximadamente 47% das exportações totais do Brasil sendo constituídas de produtos agrícolas e 30% do PIB corresponde à produção do agronegócio. FERREIRA FILHO & COSTA (1999), mostram que a área cultivada total no Brasil situava-se em torno de 45,4 milhões de hectares em BRANDÃO et al. (2005) mostram que recentemente houve uma grande expansão de nada menos do que 22,8%, da área plantada com grãos, ao longo dos anos 2001 a O agronegócio envolve as atividades de produção agrícola propriamente dita, isto é, lavouras, pecuária e extração vegetal; como também as atividades ligadas ao fornecimento de insumos, as relacionadas com o processo agroindustrial e as que dão suporte ao fluxo de produtos até a mesa do consumidor (FERNANDES, 1998). Entretanto, a expansão do agronegócio provoca impactos sobre o meio ambiente. A produção de commodities para a geração de biocombustíveis provoca aumento das cotações e a alta especulação de investidores nas mesmas, o que causa um aumento geral nos preços dos alimentos. 3 Garay e B. Dias (orgs) (2001) entendem diversidade biológica com a variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; além da diversidade dentro de espécies e de ecossistemas. A biodiversidade é responsável por atividades agrícola, pecuária, pesqueira e florestal, além de base para a estratégica indústria da biotecnologia.

3 De acordo com o IBGE (2003), aproximadamente 28% das terras agricultáveis no Brasil já se encontram totalmente improdutivas devido à atividade agropecuária possuir práticas não conservacionista e de difícil fiscalização. Este trabalho pretende discutir os impactos ambientais causados pela expansão da agricultura e os possíveis mecanismos de controle que podem ser utilizados para conter esse processo de degradação ambiental, principalmente, o que gera o aquecimento global, que é causado pela emissão do dióxido de carbono (CO2), provocando o chamado efeito estufa. O valor dos serviços prestados pela natureza parece ser finito, porém o mundo inteiro entraria em colapso sem a existência de solos férteis, água de boa qualidade e ar limpo. A justificativa para este tipo de estudo encontra-se na crescente problemática ambiental no planeta, as nações passaram individualmente a tomar medidas de controle a partir dos seus centros produtivos tentando minimizar os custos ambientais e valorar o bem ambiental. Por isso, são tão importantes as políticas voltadas a economia ambiental, pois as externalidades são sentidas por todos os seres viventes da terra. Decisões consistentes e concretas são valores fundamentais para que se evitem medidas econômicas não sustentáveis, degradando os recursos naturais e os serviços que os ecossistemas as geram. Este estudo é bibliográfico, de natureza descritiva, pois pretende descrever os impactos ambientais causados pela excessiva demanda da agricultura devido às necessidades de expansão do cultivo de cana-de-açúcar, de mamona, girassol, soja, milho, amendoim entre outros para o uso de combustíveis renováveis para se obter um desenvolvimento sustentável. Como esta pesquisa é bibliográfica e descritiva os dados serão analisados de forma qualitativa. Após esta introdução, o estudo encontra-se dividido em mais três sessões que discutem o meio ambiente e a atividade produtiva, a valoração econômica dos ativos ambientais e o impacto ambiental dada à expansão da atividade agrícola. Por fim as considerações finais e as referências do estudo. 2. O MEIO AMBIENTE E A ATIVIDADE PRODUTIVA Em uma perspectiva geral, o meio ambiente é um conjunto de elementos físico-químicos, ecossistemas naturais e sociais em que o homem está inserido num processo de interação que atenda ao desenvolvimento das atividades humanas. May et al (2003) destacam que os recursos naturais utilizados nos processos industriais precisam ser utilizados de forma racional, sem comprometer as gerações futuras de atenderem as suas próprias necessidades.

4 Em Tommazi (1993) citando Perazza et al (1985) conceitua o meio ambiente como um espaço onde acontecem atividades urbanas e rurais. É constituído por um ambiente biogeofísico e por um ambiente sócio-econômico. A realização das necessidades e das aspirações sócioeconômicas humanas se efetua através da apropriação de um espaço e isso gera os impactos ambientais. A Constituição Federal (CF) brasileira criou um novo conceito jurídico ao classificar o meio ambiente como um bem de uso comum do povo. Desta forma, o meio ambiente deixou de ser coisa abstrata, sem dono, para ser constitucionalmente protegido. O meio ambiente é constituído apenas dos seus elementos naturais, segundo a Lei nº 6938/81, artigo 3º, como também do conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas. De acordo com o art. 5º, inciso LXXIII, da Constituição Federal, o termo natureza abrange os reinos animal, vegetal e mineral, ficando excluídas de seu alcance propriedades humanas. O tema deste século é a proteção ambiental. Na Constituição brasileira, a partir de 1988, a questão do meio ambiente ganhou cara própria definindo os fundamentos da proteção ambiental. Esclarecendo a consciência humana da necessidade da convivência harmoniosa com a natureza, a Constituição Federal do Brasil representa um dos sistemas mais abrangentes e atuais do cenário internacional no aspecto ambiental. Além de a proteção ambiental ser um caso de saúde pública, é também um caso de preservação da vida no planeta terra, sendo o direito ao meio ambiente considerado o direito da terceira geração, ou seja, que os recursos naturais de hoje sejam preservados para a geração futura. Assim, todo cidadão tem o direito ao uso do bem público de forma ecologicamente equilibrada, estando todos os agentes econômicos sujeitos ao poder de polícia do estado. Entretanto, o crescimento sustentável, a partir da substituição dos combustíveis fósseis pelos de bioenergia tem que ocorrer de forma equilibrada. É preciso que as terras agricultáveis sejam bem geridas no que diz respeito a produção de biocombustíveis e a produção de alimentos. Os agentes econômicos, principalmente de países pobres em que a fome é um grande problema não podem ser submetidos ao trade off produção de alimentos versus produção de biocombustíveis. O dano ambiental afeta uma pluralidade de vítimas e na maioria dos casos esta reparação é quase impossível, por isso a humanidade não pode contentar-se em reparar e reprimir este dano. A legislação ambiental vem servir como instrumento preventivo da degradação ambiental através da abertura do leque da conscientização humana sobre a preservação do ecossistema. Por que será que para preservar o meio ambiente onde vive o homem necessita de legislação? A resposta a esta questão reflete uma característica do meio ambiente, o fato de ser um bem público.

5 2.1 Externalidades e Bens Públicos Os bens ambientais não possuem claramente definido um mercado em que o preço possa ser determinado, gerando, falhas alocativas que ocasionam o uso irracional desses recursos naturais, além disso, a atividade produtiva na economia gera externalidades sobre esses recursos que precisam ser quantificados. Desde a década de 70 a economia do meio ambiente elaborou e aperfeiçoou um conjunto de métodos com o objetivo de determinar o preço que um bem público possui. É o chamado campo da valoração ambiental, sendo considerado como instrumento eficiente e consistente economicamente na sua forma de mensuração. Facilita descobrir de forma objetiva e consistente qual o preço de um bem público, por exemplo: quanto custa um ar puro? O bem público é aquele que todos têm o direito de consumir na mesma quantidade. O bem público gera o problema do carona, pois se refere a tentação dos indivíduos de deixar que outras pessoas provejam os seus bens. Um exemplo simples é o da separação dos lixos orgânicos e inorgânicos nos lares, pois normalmente as famílias esperam que algum dos seus membros se responsabilize pela separação do lixo, este mecanismo do carona, puramente individualista, não gera a quantidade ótima de um bem público. Segundo Varian (2001) a principal característica de externalidade é que há bens com os quais as pessoas se importam e que não são vendidos nos mercados. Não há mercado para emissão de poluentes produzidos por uma indústria, é a falta desse mercado para externalidade que causa problemas. As externalidades caracterizam-se como sendo os efeitos das atividades de produção e consumo que não se refletem diretamente no mercado, quando o comportamento de um agente econômico exerce impacto sobre um outro, e este impacto não tem preço no mercado. As atividades de um agente econômico podem causar perdas ou ganhos de bem estar a outros agentes; e essas perdas e esses ganhos de bem estar não são compensados financeiramente. Varian (2001) mostra o seguinte exemplo: A empresa S produz uma certa quantidade de aço (s), e também uma certa quantidade de poluição (x) que despeja no rio. Já a empresa F, que opera no ramo de pesca, localiza-se rio abaixo, e é afetada de maneira adversa pela poluição de S. Desta forma, os custos de F para produzir determinada quantidade de peixe dependem da quantidade de poluição produzida pela empresa de aço. Suponha que a poluição aumenta o custo de produzir peixe e reduz o custo de produzir aço, pois ao reduzir a poluição a empresa de aço aumenta seu custo de produção. A siderúrgica tem de escolher a quantidade de poluição que gera, porém a empresa de pesca considera a poluição como fora do seu controle.

6 Para Varian (2001) as atividades que causam externalidades não estão em estado de Pareto ótimo, uma vez que existem agentes que estão sendo afetados negativamente por sua melhoria. Assim, torna-se necessário que a atividade incorpore a externalidade por ela causada. A diferença entre o custo marginal privado e social representa o custo externo imposto aos agentes econômicos que sofrem da externalidade, sendo este denominado de custo marginal externo. As externalidades causam impactos sobre o mercado competitivo. Através da literatura econômica tem-se uma série de propostas para se contornar as externalidades geradas por um processo produtivo, os que seguem apresentam maior significância: 1. internalização pela redistribuição dos direitos de propriedade; 2. determinação de um padrão de emissão ótimo de poluentes; e 3. criação de um mercado de externalidade. A internalização pela redistribuição dos direitos de propriedade Por direito de propriedade entende-se um conjunto de leis que descreve o que as pessoas e as empresas podem fazer com as suas propriedades particulares. Desta forma causa impacto de bens e serviços na economia, assim como a geração de externalidade. Os bens públicos são exemplo de um tipo particular de externalidade de consumo. São um tipo perturbador de externalidade, pois as soluções de mercado que os economistas gostam tanto não funcionam na alocação de bens públicos. Sabe-se que as pessoas não podem comprar quantidades diferentes de ar puro, tendo que respirar uma quantidade comum do ar. Os bens públicos significam para a economia uma falha de mercado. Os bens públicos têm a característica de não-rivalidade, ou seja, não são excludentes, são bens comuns, tais como recursos pesqueiros, avenidas, mar etc. A análise da literatura econômica parte da pressuposição que não existe um mercado que define o preço de um bem público, porém, existe uma disposição a pagar (DAP), ou seja, preço de reserva, observado em cada consumidor A Atividade Produtiva e a Poluição Para um padrão de emissão ótimo de poluentes é necessário que uma determinada entidade produtiva esteja autorizada a emitir um limite legal de poluentes, esse padrão assegura que a entidade está produzindo eficientemente.

7 A especificação de um mercado de externalidades de poluição é idêntica a criação de um imposto sobre emissão de poluentes o problema para a implementação deste é a necessidade da determinação do nível ótimo de poluição. Silva (2006) destaca Pearce e Turner (1990), que dizem que o nível ótimo de poluição não é zero, e sim, o correspondente a intersecção entre o benefício marginal privado líquido (BMaPL), que corresponde ao lucro advindo de uma atividade produtiva, e o custo marginal externo (CMaE), parece estranho, contudo, para haver produção, algum nível de poluição é necessário. Observase que na figura 1 é possível derivar a quantidade ótima de poluição gerada pelo processo produtivo. Figura 1 Definição econômica do nível ótimo de poluição Custo/Benefício X BMaPL CMaE A D B C Q* Qπ Fonte: Silva (2006) utilizou como fonte Pearce e Turner (1990) Na Figura 1, os custos ou benefícios medidos em unidades monetárias encontram-se no eixo vertical; enquanto o eixo horizontal representa a quantidade de poluição gerada pela atividade econômica, onde, Q* representa o nível ótimo de poluição e Q π representa o nível ótimo de poluição relacionado com a maximização do lucro em concorrência perfeita. A inclinação negativa da curva BMaPL ocorre quando os custos de poluição diminuem e a produção de externalidade aumenta, se o custo de poluição for nulo, a quantidade de externalidade será a que maximiza o lucro (Qπ). Entretanto, à medida que os benefícios da despoluição aumentam a quantidade de poluição diminuirá. A inclinação positiva do CMaE ocorre em função do valor adicional do custo de poluição para compensar o aumento da quantidade da atividade poluidora. A área abaixo da curva BMaPL, (A,B e C) corresponde ao total do benefício privado líquido da poluição; e a área abaixo a curva de CMaE (B, C e D) corresponde ao custo externo total; o nível

8 ótimo de Benefício Social Líquido corresponde a área estabelecida por A; B caracteriza o nível ótimo de externalidade; já a soma das áreas C e D correspondem a níveis não-ótimo de externalidade ; a área C representa o nível socialmente indesejado do BMaPL. O benefício social líquido corresponde a (A + B + C B- C- D = A-D) que é menor que A. 2.3 Produção e meio-ambiente Diante da crise ambiental atual tem-se um trade-off entre dois elementos básicos: o crescimento e o meio ambiente. Assim, há um estilo de desenvolvimento internacional, que aparece nos processos de modernização da agricultura, de urbanização, de apropriação da base de recursos naturais e de utilização de fontes não-renováveis de energia. Esse estilo é determinado, em grande parte, pelas empresas transnacionais. Em 1972, na Conferência de Estocolmo 4, expandia-se o conceito de que o mundo estaria entrando numa economia do astronauta em que com a deterioração ambiental não haveria mais uma fronteira para onde expandir as atividades econômicas da economia de fronteira. A metáfora da economia do astronauta facilita demonstrar o caráter global e interdependente da sociedade de fins de século. Na conferência de Estocolmo se discutiu o impacto do crescimento econômico sobre o desenvolvimento social e o meio ambiente, ressaltando-se o uso dos escassos recursos naturais. Na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), realizada no Rio de Janeiro em 1992 resultaram os princípios fundamentais e o plano de ação para a conquista de um desenvolvimento sustentável, com objetivo de ampliar a cooperação internacional. Entende-se por desenvolvimento sustentável aquele que atende as necessidades da geração presente sem comprometer as gerações futuras de atenderem as suas próprias necessidades, centrando-se em três eixos principais, tais como: crescimento econômico, equidade social e equilíbrio ecológico. O abismo que separa os países desenvolvidos e os em desenvolvimento indica que ainda se faz necessário promover um ambiente econômico internacional dinâmico que favoreça a cooperação internacional. Principalmente nas áreas de finanças, transferência de tecnologia, dívida e 4 Declaração firmada por ocasião da Conferência das Nações Unidas, Estocolmo, Suécia, 5-15 de junho de Essa reunião colocou a questão ambiental na agenda mundial e detalhou a responsabilidade dos seres humanos na conservação do meio ambiente. Foi a primeira conferência em que houve uma importante declaração de princípios por parte de governos. Após concluir a conferência foi adotado um plano de ação na qual se traçavam metas de avaliação do impacto ambiental e de educação sobre a importância da conservação.

9 comércio, assim como a participação plena e efetiva dos países em desenvolvimento no processo de tomada de decisões em nível global, além da importância da ética para o desenvolvimento sustentável. O panorama tecnológico atual da produção industrial é intensivo em energia e matérias-primas. Sabendo-se que não é possível que uma tecnologia tenha um aproveitamento de 100% dos insumos da produção sem gerar resíduos industriais e agrícolas, e se esses resíduos forem em quantidades maiores que a capacidade de absorção ambiental são considerados rejeitos, neste caso, tem-se a poluição ambiental. A Comissão Interministerial para preparação da conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (1991) definiu que um dos problemas internacionais é o aquecimento da temperatura terrestre, o chamado efeito estufa, provocado pela emissão de gases poluentes como dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), o óxidos nitrosos (NO2), ozônio (O3) e hidrocarbonetos halogenados (CFCS e halons). Dentre esses, têm-se a produção de energia a partir de combustíveis fósseis, responsáveis pelo aumento de CO2 e 5,5GtC/ano; atividades agropecuárias, relacionadas principalmente com o aumento de CH4 e NO2; produção e utilização de CFCS; desflorestamento, relacionado com a produção entre 0,4 e 2,6GtC/ano de CO2 (Giga toneladas de carbono) que contribuem para a concentração desses gases de forma mais intensa. A partir do aumento das emissões de gases capazes de provocar alterações climáticas a comunidade internacional passou a levar em consideração a necessidade do controle do nível de emissão desses gases relacionados com o efeito estufa, com a aplicação urgente de medidas capazes de minimizar tais alterações. A problemática da destruição na camada de ozônio que protege a Terra é causada pelo cloro, substância química que faz parte da molécula de substâncias sintetizadas conhecidas pela sigla CFC (hidrocarbonetos halogenados) que foi encarado como totalmente inofensivo durante décadas por não ser inflamável, explosivo, tóxico nem possuir cheiro desagradável. Para entender o impacto da atividade produtiva do homem sobre o meio ambiente é necessário entender como valorar os ativos ambientais. 3. VALORAÇÃO ECONÔMICA DE ATIVOS AMBIENTAIS (VEAA) A valoração ambiental se fundamenta em um conjunto de métodos e técnicas cuja finalidade é estimar valores monetários (preços) para bens ambientais. Logo, o valor econômico de

10 determinado bem ambiental se caracteriza pela disposição a pagar por sua existência e pelos demais benefícios extraídos de sua manutenção e conservação. A VEAA é caracterizada como uma medida de preferência, esta medida, a valoração, é apresentada em termos monetários, desta forma, revela as preferências dos indivíduos. Além disso, o uso de uma medida monetária permite uma comparação entre o valor do meio ambiente e o valor de um projeto de desenvolvimento econômico, possibilitando uma análise do custo de oportunidade sócio-ambiental do projeto. Silva (2006) citando Pearce (1992) destaca a relevância da valoração de bens e serviços ambientais não somente na determinação de um preço que expresse o valor econômico do meio ambiente, mas pelo destaque de cinco razões: 1. admitir que o meio ambiente faz parte do desenvolvimento estratégico de uma nação; 2. incluir uma modificação do atual sistema de contas nacionais, através da incorporação do valor dos danos ambientais ao Produto Nacional Bruto (PNB) e do valor do estoque existente; 3. valorar os ativos ambientais para usá-los como instrumento de apoio na definição de prioridades no cenário das tomadas de decisão políticas, pela forma de comparação entre custos e benefícios de determinada política; 4. fornecer uma complementação às metodologias convencionais, possibilitando estimativas de benefícios e custos sociais gerados por políticas, programas ou projetos; 5. e, por último, a valoração ambiental pode auxiliar no processo de avaliação do desenvolvimento sustentável. Analisando a trajetória de crescimento econômico que, além de manter ou melhorar o bem-estar das gerações presentes, garanta também o bem-estar das gerações futuras. Há vários critérios de classificação dos métodos de valoração de ativos ambientais, dentre eles estão: Métodos que utilizam preços de mercados; Métodos que utilizam preços de mercados substitutos e complementares; e outros que utilizam preços criados em mercados hipotéticos. Os métodos que utilizam preços de mercados são métodos diretos que se caracterizam pela utilização de preços obtidos no mercado real e baseiam-se em uma análise benefício-custo, enfatizando a valoração econômica de efeitos na qualidade ambiental e humana. Em Silva (2006) destacando Faria (1998: 16) que diz que mudanças na qualidade ambiental produzem mudanças na produtividade, que, por sua vez, causam variações no nível do produto, podendo ser medidos e avaliados aos preços dos mercados. Os métodos de mercados substitutos/complementares têm como característica principal a utilização de preços de mercados substitutos ou complementares na avaliação dos impactos que variações em bens e serviços ambientais acarretam nos seres humanos. Como por exemplo, a

11 abordagem dos bens e serviços privados como substitutos dos bens e serviços ambientais. Silva (2006) conforme Faria (1998), mostra que uma piscina pode substituir lagos e rios, ou um parque privado pode substituir um parque nacional. Os métodos que utilizam mercados hipotéticos Os bens e serviços ambientais têm uma característica marcante, a dos bens públicos, que é a ausência de um mercado que possibilite a determinação de um preço que forneça uma sinalização da utilização do recurso. O método de valoração contingente (MVC) procura revelar as preferências dos indivíduos por um bem ou serviço ambiental através de entrevistas pessoais (surveys). O MVC revela que os indivíduos possuem diferentes graus de preferência por um bem ou serviço ambiental. Verifica-se essa preferência quando os consumidores vão ao mercado e se dispõem a pagar valores monetários para assegurar tais benefícios. Para uma boa fundamentação do mercado hipotético é necessário que o torne o mais próximo possível do mercado real pelo método de entrevistas que se fundamentem de forma plausível com o mercado real. 3.1 Estudos de Impactos Ambientais (EIA) O impacto ambiental ocorre quando as pessoas usam recursos materiais e energéticos gerando resíduos que causam impactos negativos no ecossistema. As políticas Ambientais são de fundamental importância para alocar os devidos meios de controle para um desenvolvimento sustentável. May et al (2003) ressaltam que nas indústrias, os recursos naturais são transformados em matérias-primas e energia, gerando impactos ambientais iniciais tais como, desmatamento, emissões de gases poluentes, erosão de solos, entre outros. As matérias primas e a energia são os insumos da produção, gerando como resultados o produto final e os rejeitos industriais fumaça, resíduos sólidos e efluentes líquidos. Sabe-se que os recursos naturais são finitos e muitas vezes não-renováveis (minerais e fósseis) 5, por isso, sua utilização deve ser racional a fim de que as gerações futuras também sejam beneficiadas pelos recursos naturais do planeta terra. Para as tomadas de decisão de políticas de desenvolvimento, ou seja, antes da aprovação de projetos que tenham algum custo de valor ambiental é necessário um estudo de impacto 5 May et al (2003) definem que os recursos naturais podem ser classificados em três tipos: os renováveis fauna e flora os não-renováveis minerais e fósseis e os livres água, ar, luz solar e outros que existem em abundância.

12 ambiental, seja da esfera pública ou privada. Uma avaliação de impacto ambiental deve conter segundo Tommasi (1993): 1. descrição das condições ambientais existentes antes do início do projeto, dos usos dos recursos e dos padrões sociais; 2. discussão sobre a necessidade de se implantar o projeto; 3. identificação dos principais impactos, inclusive dos secundários e terciários gerados a partir da implantação do projeto; 4. previsão dos efeitos durante a fase de instalação e durante a fase de operação do projeto. É a parte essencial do EIA e deve incluir uma estimativa das previsões. Isso pode ser obtido através de três métodos básicos: estudos de campo (levantamento das espécies presentes, especialmente das que poderão ser afetadas); métodos experimentais (muito bom para avaliar hipóteses levantadas sobre efeitos prováveis); modelagem que permita simulações com computador; 5. formulação de recomendações, como modificações tecnológicas, alternativas, visando reduzir ou evitar os impactos; 6. monitoramento dos efeitos ambientais que ocorrerão durante a implantação e a operação do projeto (com as ações sugeridas para minimizar possíveis danos ambientais). No estudo do impacto ambiental (EIA) deve ser levado em consideração a sua qualidade e a sua objetividade, utilizando-se o tempo necessário para a investigação e a coletânea de vários profissionais para uma tomada de decisão acertada sobre a conseqüência da implantação do projeto que poderá ser aprovado ou não. O EIAs têm objetivos como proteger o ambiente para as futuras gerações; garantir a segurança, a saúde e a produtividade do meio ambiente; garantir a qualidade dos recursos renováveis, tais como, a fauna e a flora que podem se perpetuar na natureza; induzir a reciclagem dos resíduos não renováveis, como minerais e fósseis que são finitos; ponderar entre os benefícios de um projeto e os custos ambientais do mesmo dentre outros aspectos. O crescimento da população mundial provoca um aumento na demanda externa e interna dos países e um incremento relativo na renda per capta, alterando o padrão de consumo no setor primário. Percebe-se que há ganhos de produtividade devido a incorporação de novas áreas ao processo produtivo. A expansão da fronteira agrícola incorpora o crescimento da propriedade rural, entretanto faz-se necessário investigar esta expansão e os danos gerados sobre o meio ambiente, para que estes danos não se tornem irreparáveis.

13 3.2 Os Instrumentos de Política Ambiental May et al (2003) destacam a importância da política ambiental, pois esta induz ou força os agentes econômicos a adotarem posturas e procedimentos menos agressivos ao meio ambiente, desta forma, reduzem a quantidade de poluição no ambiente e minimizam a depredação dos recursos naturais. Tais instrumentos de política ambiental têm a função de internalizar o custo externo ambiental. Estes podem ser divididos em: instrumentos de comando e controle (ou regulação direta), instrumentos econômicos (ou de mercado) e instrumentos de comunicação (ou persuasão). a) Instrumentos de comando e controle São os instrumentos de regulação direta, através do controle direto sobre os locais que estão emitindo poluentes. O órgão regulador estabelece uma série de normas, controles, procedimentos, padrões e regras a serem seguidas pelos agentes poluidores e também diversas penalidades (multas, cancelamento de licença, entre outras) caso eles não cumpram o estabelecido. Esse procedimento exige uma fiscalização contínua e efetiva por parte dos órgãos reguladores, implicando altos custos de implementação. Obtendo resultados eficazes no controle dos danos ambientais. Alguns exemplos de instrumentos de comando e controle são: exigência de utilização de filtros em chaminés das unidades produtivas, fixação de cotas para extração de recursos naturais (madeira, pesca e minérios), concessão de licenças para funcionamento de fábricas e obrigatoriedade de substituição da fonte energética da unidade industrial substituição de lenha por energia hidrelétrica em siderurgias. b) Instrumentos econômicos São os chamados instrumentos de mercado e visam à internalização das externalidades ou de custos que não seriam normalmente incorridos pelo poluidor ou usuário. Através dos meios da cobrança de taxas, tarifas ou emissão de certificados servem para a melhoria ambiental e gera receitas para os órgãos reguladores; tem a vantagem de alocar os recursos econômicos à disposição da sociedade, permitindo, de forma mais eficiente, que aqueles com custos menores tenham incentivos para expandir as ações de controle; e possibilitar que tecnologias menos intensivas em bens e serviços ambientais sejam incentivadas pela diminuição da despesa fiscal que será adquirida devido a redução da carga poluente ou da taxa de extração. Os instrumentos econômicos ainda têm a vantagem de permitir que um agente econômico aumente a emissão de poluentes acima do padrão médio estabelecido, porém os outros agentes econômicos deverão emitir menos poluentes, através de compensações financeiras diretas

14 (compra e venda de certificados de emissão) ou indiretas (redução do imposto a pagar). As emissões industriais são os resíduos da atividade industrial, que em parte são absorvidos pelo meio ambiente. Quando a capacidade assimilativa do ambiente é inferior à quantidade de emissão industrial surge a poluição. Alguns exemplos de instrumentos econômicos são: empréstimos subsidiados para agentes poluidores que melhorem seu desempenho ambiental, taxas sobre produtos poluentes, depósitos reembolsáveis na devolução de produtos poluidores. c) Instrumentos de comunicação/ persuasão São instrumentos que servem para conscientizar e informar os agentes poluidores e as populações afetadas por vários temas ambientais, como os danos ambientais causados, atitudes preventivas, mercados de produtos ambientais, tecnologias menos agressivas ao meio ambiente, e facilitar a cooperação entre os agentes poluidores para buscar soluções ambientais. Através da educação ambiental, da divulgação de benefícios para as empresas que respeitam o meio ambiente e os selos ambientais. 4. IMPACTO DAS ATIVIDADES AGRÍCOLAS SOBRE O MEIO AMBIENTE As atividades agrícolas provocam impactos sobre o ambiente, tais como desmatamentos e expansão da fronteira agrícola, queimadas em pastagens e florestas, poluição por dejetos animais e agrotóxicos, erosão e degradação de solos e contaminação das águas. E as conseqüências desses impactos seriam extinções de espécies e populações, diminuição da diversidade biológica, perda de variedades, entre outros. Uma das principais ameaças ao meio ambiente não é a expansão da fronteira agrícola, mas a tendência a monocultura, ao uso de agrotóxicos e a conseqüente extinção de sistemas tradicionais de cultivo. Sabe-se que as áreas que são submetidas ao cultivo ou pastoreio intensivo por longos períodos se degradam rapidamente devido às práticas que empregam o fogo na abertura de áreas, desta forma, ocorre a perda dos agregados de matéria orgânica e argila. As causas dos impactos da agricultura sobre o ambiente têm origem na demanda de mercado, e suas conseqüências implicam em custos ambientais e ecológicos de difícil mensuração. Para que se promova o desenvolvimento de uma agricultura sustentável é necessário conscientizar o agricultor sobre a conservação do ambiente, além de a ele oferecer os meios e métodos para alcançar esse desenvolvimento sustentável.

15 O setor canavieiro sempre foi algo que gerou grande preocupação entre os ambientalistas, pois o cultivo da cana-de-açúcar carrega o ônus de ser extremamente degradador do solo, poluidor do ar e da água, causador de grande impacto ambiental. Os biocombustíveis surgem como uma alternativa para o cumprimento das expectativas exigidas dentro da ótica do desenvolvimento sustentável. Entretanto, dadas as agressões provocadas pela expansão da atividade agrícola, as políticas públicas precisam ser voltadas para um padrão de produção sustentável de biocombustíveis em toda sua amplitude, seja, ambiental, econômica, e principalmente social. 4.1 A Expansão da Fronteira Agrícola e a Produção de Biocombustíveis Diante da expectativa ambiental e da instabilidade do preço do petróleo a substituição das fontes de combustível de origem fóssil pelas fontes renováveis de origem de biomassa representa o futuro da atividade humana na busca de fontes renováveis de energia. O cultivo de matérias-primas e a produção industrial de biocombustível têm um grande potencial em sua cadeia produtiva, pois gera investimentos, emprego e renda no setor agrícola. Além deste tipo de combustível ser biodegradável, atóxico e praticamente livre de enxofre e aromáticos, é considerado um combustível ecológico pela legislação brasileira. A legislação brasileira define o Biocombustível como derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna com ignição por compressão ou, conforme regulamento para geração de outro tipo de energia, que possa substituir parcial ou totalmente combustível de origem fóssil. O Combustível renovável pode ser derivado de álcool (etanol) ou de óleos vegetais (biodisel). No caso dos óleos vegetais tem-se girassol, mamona, soja, babaçu e demais oleaginosas, ou de gorduras animais, usado em motores a diesel, em qualquer concentração de mistura com o diesel, produzido através de um processo químico que remove a glicerina do óleo. Os derivados dos óleos vegetais de canola, de soja, de mamona, do girassol entre outros, são mais utilizados para a produção de biodiesel para caminhões, ônibus, tratores, transportes marítimos, aquaviários e em motores estacionários para a produção de energia elétrica, nos quais o óleo diesel é o mais utilizado. A União Européia desde 1992 e os Estados Unidos da América (EUA) já produzem e utilizam o biodiesel comercialmente. Já a Argentina, Austrália, Canadá, Filipinas, Japão, Índia, Malásia e

16 Taiwan, apresentam significativos esforços para o desenvolvimento de suas indústrias, estimulando o uso e a produção do biodiesel, assim como no Brasil. Segundo a revista Guia do Biodiesel-SEBRAE (2007) a União Européia, em 2006, possuía 120 plantas industriais e com uma produção de milhões de toneladas métricas ou equivalentes a milhões de m 3. Essas plantas estão localizadas na Alemanha, na França, na Itália, na Áustria e na Suécia, sendo a Alemanha o país com maior concentração de usinas. Em 2006, a Alemanha foi responsável por 44% da produção de biodiesel da União Européia, seguida da Itália com 14% e da França com 13%. A principal matéria-prima utilizada para o processamento de biodiesel europeu é a colza (canola), e em menores proporções, os óleos de soja, de palma e de girassol. Os EUA, com 105 plantas industriais operando com produção de 864 milhões de galões, equivalente a cerca de 3.272,8 milhões de m3. A perspectiva do biodiesel nos EUA para este ano é de ampliar a produção com a construção de mais 77 plantas ou expansão das plantas atuais para atingir uma produção de 1,7 bilhão de galões, equivalente a 6.545,6 milhões de m3, dobrando a oferta de biodiesel em relação a A produção de biodiesel nos EUA é realizada principalmente com o óleo de soja, e em menor proporção com óleos variados e reciclagem de óleos de fritura. No Brasil já existem 336 usinas em operação e mais 73 em construção para a produção de biodisel. (Guia Biodiesel- SEBRAE, 2007). No caso do álcool, utiliza-se a cana de açúcar, o milho e a beterraba para a produção do etanol. O principal produtor mundial de cana-de-açúcar é o Brasil, os Estados Unidos, são os maiores produtores do etanol de milho do planeta, e com forte expansão devido a possuir preços competitivos com os derivados do petróleo no mercado mundial. O etanol é utilizado principalmente em automóveis. Desde 1975, com a política econômica brasileira de substituição de importações e o primeiro choque do petróleo, o governo brasileiro criou o programa Pró-álcool, de substituição da gasolina, devido a alta mundial do preço do petróleo naquele período. O programa de produção do etanol brasileiro foi feito com investimentos maciços na expansão da produção interna, tendo em vista o clima brasileiro e vastas terras agricultáveis para o cultivo da cana-de-açúcar. As externalidades negativas causadas pela expansão da dinâmica do mercado de exportação do agronegócio como a extração madeireira, a pecuária, e a dinâmica do momento que é a agroindústria são consideráveis, um exemplo, a floresta Amazônica no Brasil tem sua área desmatada em aproximadamente 653mil km 2 no ano de 2003, que corresponde a 16,3%.

17 E, até mesmo, o aumento crescente do desflorestamento da maior floresta tropical do mundo, situada no Brasil, a Amazônia, se deve aos deslocamentos de rebanhos bovinos para esta área, pois as pastagens estão sendo utilizadas para a plantação de cana-de-açúcar para a produção do etanol. Diante de expectativas mundiais de subida de preços de gêneros agrícolas, commodities destes gêneros tendem a subir e em conseqüência a produção de gêneros agrícolas e com isso a floresta amazônica tem um bom pedaço engolido pelo crescimento da agricultura de forma desenfreada, sem controle de órgãos fiscalizadores e normatizadores. Este fenômeno de desflorestamento é impulsionado pela alta rentabilidade de tais atividades econômicas referidas. Este fato não é distribuído homogeneamente, mas sim concentrado ao longo do denominado "arco do desmatamento", cujos limites se estendem do sudeste do estado do Maranhão, ao norte do Tocantins, sul do Pará, norte de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e sudeste do estado do Acre. Observa-se na tabela I, abaixo, um aumento crescente do desmatamento nesta região do Brasil. Tabela I: A área e proporção do desmatamento nos estados da Amazônia Legal em Anos Estados Km 2 % Km 2 % Km 2 % MT PA RO MA Total Outros Estados Amazônia Legal Fonte: Almeida et al. (2005) utiliza fonte Inpe, Sabe-se que a Amazônia é imprescindível para equilibrar o ecossistema planetário, normalizar o clima através do seqüestro do carbono e manter o ciclo hidrológico do rio amazônico,mesmo emitindo cerca de 800 milhões de toneladas de gás carbônico por ano através das queimadas e derrubadas, a Amazônia ainda assim mais absorver carbono (CO2) que o emite com tais práticas.

18 Entende-se que com a utilização de queimadas para se atingir os objetivos agrícolas são geradas as mudanças climáticas em todo o planeta. Os incêndios liberam o carbono seqüestrado pela floresta, além de emitir a atmosfera uma quantidade três vezes maior de CO2 em relação a queima dos combustíveis fósseis utilizados. Com o agravamento dos efeitos catastróficos sobre as áreas exploradas, tais como, erosão, infertilidade e desgaste do solo, emissão maior de CO2 que provoca o aquecimento global, dentre os já citados ao longo do texto. Para se tentar minimizar esses efeitos devem ser utilizados os mecanismos de proteção aos recursos naturais, os instrumentos de política ambiental, os quais servem como contendores das externalidades negativas que causam os impactos ambientais sobre o bem público ambiental. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Com o desenvolvimento e o crescimento mundial o panorama industrial-tecnológico tornou-se intensivo no uso de energia e matérias-primas, devido a maior produção e consumo agrícola e industrial, causando o aumento das emissões de gases capazes de provocar alterações climáticas e destruição da camada de ozônio, dentre outras conseqüências. A partir disso, a comunidade internacional passou a levar em consideração a necessidade de substituição das fontes de combustível de origem fóssil pelas fontes renováveis de origem de biomassa. O cultivo de matérias-primas e a produção industrial de biodiesel têm um grande potencial em sua cadeia produtiva, pois gera investimentos, emprego e renda no setor agrícola. Com a intensificação das exportações agrícolas em todo o mundo, a reformulação na política de crédito, a criação de novas formas de financiamento para o setor agrícola, investimentos em infraestrutura, tecnologia e pesquisa geraram crescimento do setor agroexportador brasileiro e mundial. O crescimento da população mundial provoca um aumento na demanda externa e interna dos países e um incremento relativo na renda per capta, alterando o padrão de consumo no setor primário. Segundo o Guia Biodiesel - SEBRAE (2007) com o crescimento constante da fronteira rural e práticas não conservacionistas, 28% de terras agricultáveis brasileiras se encontram totalmente degradadas e improdutivas. Esta dinâmica do mercado de exportação agrícola é considerada como causadora de impacto ambiental, a floresta Amazônica no Brasil teve sua área desmatada em aproximadamente 653mil km 2 no ano de 2003, que corresponde a 16,3%.

19 Este fenômeno é impulsionado pela alta rentabilidade da agroindústria, pecuária e extração de madeira. Além de queimadas para agricultura que emitem três vezes mais de CO2 na atmosfera que a queima dos combustíveis fósseis. Além disso, percebe-se que com a ampliação do cultivo de biocombustíveis muitas vezes são esquecidos os efeitos devastadores no desgaste do solo e, as derrubadas de florestas que agridem todo o ecossistema e, em muitas nações, a substituição de práticas da agricultura para a bioenergia em substituição da agricultura para a alimentação. Como conseqüência há um aumento no preço de produtos alimentícios e redução do acesso da população mais pobre ao atendimento das exigências básicas nutricionais. Para a preservação e a conservação do bem de uso comum da humanidade, o meio ambiente, faz-se necessário o uso de políticas protecionistas através dos instrumentos ambientais cabíveis, tais como, instrumentos de comando e controle (ou regulação direta), instrumentos econômicos (ou de mercado) e instrumentos de comunicação (ou persuasão). O objetivo é tentar reduzir a agressão ao planeta, tais políticas de preservação não podem ser adotadas isoladamente por blocos econômicos, países, governos e pessoas, mas uma integração conjunta de todos os cidadãos do mundo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA et al. DOSSIÊ AMAZÔNIA BRASILEIRA I. O desmatamento na Amazônia e a importância das áreas protegidas. Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. ISSN vol.19 (53). São Paulo Disponível em:< Acesso em: out BRANDÃO, A.S.P., RESENDE, G.C. & MARQUES, R.W.C. Crescimento agrícola no período : Explosão da área plantada com soja e meio ambiente no Brasil. Rio de janeiro: IPEA, Texto para discussão n. 1062, BRASIL. Presidência da República. Comissão Interministerial para Preparação da conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. O desafio do desenvolvimento sustentável; pref. Do Presidente Fernando Collor. Brasília: Cima, FERNANDES, A.B. Crescendo aproveitando as oportunidades ou como obter uma nova liderança exportadora através do agro negócio. Revista de Política Agrícola, [s.l.], ano VII, n.2. abr. /jun

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