25 ANOS DE SUS: AVANÇOS E DESAFIOS. Senhor Presidente, saúde merece nossa defesa, nosso reconhecimento e a

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1 ** Discurso proferido pelo deputado GERALDO RESENDE (PMDB/MS), em sessão no dia 08/10/ ANOS DE SUS: AVANÇOS E DESAFIOS Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, Mais que críticas, o Sistema Único de saúde merece nossa defesa, nosso reconhecimento e a nossa luta. Nos últimos 25 anos, o SUS se tornou um dos maiores sistemas de saúde pública universal do planeta. Para fortalecermos e consolidarmos nosso Sistema Único de Saúde, suas limitações e problemas não podem eclipsar seus avanços e principalmente aquilo que o atravanca: o subfinanciamento.

2 ** Com a Constituição Federal de 1988, aquilo que era direito dos poucos que poderiam pagar atenção médico-hospitalar privada e aqueles com emprego de carteira assinada, passou a ser direito de todos os brasileiros. Nosso modelo é exemplo para outros países e extremamente avançado, atinge números inalcançáveis e presta serviços que, por vezes, a população não associa ao SUS. Um exemplo deste descolamento entre o SUS que funciona e não é reconhecido, e o SUS com deficiências e amplamente propalado é o Serviço de Atenção Móvel de Urgência, o SAMU. Quando alguém sofre um acidente automobilístico ou em nossas rodovias, ou nas cidades, tem a certeza que no menor tempo possível uma ambulância do SAMU estará no local para socorrê-lo. O SAMU é SUS. Quero ver um plano de saúde ofertar ambulância, helicóptero, dentre outros equipamentos quando mais precisamos.

3 ** Em 2011, O Sistema Único de Saúde, realizou 3,8 bilhões de procedimentos. Foram efetuadas 583 milhões de atividades de promoção e prevenção; 887 milhões de procedimentos de diagnóstico (bioquímico e imagem); 1,6 bilhão de procedimentos clínicos; 1,5 milhão de Transplantes de órgãos, tecidos e células; 732 mil medicamentos excepcionais; 5 mil órteses e próteses; 22 milhões de ações complementares; 11 milhões de internações; dentre outros procedimentos. Esses números traduzem o que a população encontra quando recebe um agente comunitário de saúde ou um agente de combate as endemias em suas casas; quando as famílias buscam uma unidade básica de saúde; quando seus filhos são vacinados; quando, por uma situação mais emergente buscam uma Unidade de Pronto Atendimento, as UPA s 24 horas. As críticas, caso não sejam bem formuladas, caso não apontem problemas de forma objetiva,

4 ** podem esconder os benefícios de termos um sistema universal, gratuito e de portas abertas para todos. Temos, na verdade, é de defender o SUS, ampliar o seu orçamento, combater os desvios de recursos públicos e a má gestão. Muito além de combater a existência de doenças, o SUS tem a responsabilidade referente aos fatores condicionantes e determinantes do bem-estar físico, mental e social do cidadão como são os direitos de: alimentação, moradia, saneamento básico, meio ambiente, trabalho, renda, educação, transporte e lazer. O grande desafio do SUS é a nossa eterna cruzada: a luta por um financiamento robusto e perene para a saúde pública no Brasil. Esta temática já permeou diversas de minhas iniciativas desde o primeiro de meus três mandatos como deputado federal. Nas últimas semanas, junto com meus colegas de partido, o PMDB, venho defendendo uma proposta construída e dialogada com setores do governo e responde as mobilizações que

5 ** colocaram dois milhões de manifestantes em mais de 100 cidades brasileiras em junho deste ano. Além disso, no dia 08 de agosto, foi entregue ao deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RJ), presidente desta Casa, mais de 1,8 milhão de assinaturas para embasar o Projeto de Lei de iniciativa popular para destinar 10% da receita bruta corrente da União para a saúde pública. O projeto de lei conta com o apoio de mais de 100 entidades, dentre elas: a Ordem dos Advogados do Brasil, a Associação Médica Brasileira, os Conselhos Federais de Farmácia, Nutrição, Odontologia, Serviços Sociais, Medicina, dos Aposentados, dos Secretários Municipais e Estaduais de Saúde, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), além de centrais sindicais e federações. Esta iniciativa se assemelha ao nascimento do projeto da Lei da Ficha Limpa, que busca moralizar a política eleitoral brasileira. Ambas as mobilizações apresentam motivações igualmente nobres.

6 ** A nossa proposta é de reservar 15% da receita corrente líquida do Governo Federal para investimentos em saúde. Esta porcentagem significa um pouco mais de 7,5% da receita bruta. Nossa alternativa prevê também, um aumento escalonado de um por cento ao ano, chegando, em quatro anos, em 2018, a 19% da receita líquida, o que significaria um valor aproximado dos sonhados 10% da receita bruta. Pela regra atual, que apenas leva em consideração a variação nominal do PIB e os empenhos do ano anterior, em 2014, investiríamos R$ 90,1 bilhões. Com o que propomos, aumentaríamos esses investimentos em R$ 18,8 bilhões já no próximo ano. O orçamento do SUS é alicerçado por recursos federal, estaduais e municipais, são estabelecimentos conveniados ao Sistema Único de Saúde, leitos, leitos cirúrgicos, mais de 44 mil Unidades Básicas de Saúde, 6 mil policlínicas, hospitais gerais, hospitais especializados, 752

7 ** unidades mistas, 443 Pronto Socorros gerais, Centros de Atenção Psicossocial, 888 Unidades móveis, dentre outros equipamentos públicos espalhados pelo País. Toda esta estrutura é composta por verdadeiros guerreiros. São médicos, enfermeiros, farmacêuticos, terapeutas, psicólogos, técnicos, nutricionistas, dentre outros profissionais que carregam o SUS nas costas e merecem todo o respeito e carinho. O Sistema Único de Saúde é nosso e a luta por um orçamento real para a saúde pública deve ser um compromisso de todos. Muito obrigado pela atenção. Deputado GERALDO RESENDE (PMDB/MS)

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