Ergonomia. Brasília, 2011.

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1 Ergonomia Brasília, 2011.

2 Elaboração Fernanda Alves de Lima Gomes Produção Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração Todos os direitos reservados. W Educacional Editora e Cursos Ltda. Av. L2 Sul Quadra 603 Conjunto C CEP Brasília-DF Tel.: (61) Fax: (61)

3 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... 5 ORGANIZAÇÃO DO CADERNO DE ESTUDOS E PESQUISA... 6 Introdução... 8 unidade I Princípios Básicos da Ergonomia... 9 Capítulo 1 Ergonomia Capítulo 2 Importância da Ergonomia Unidade II Ergonomia x Determinantes de Saúde Capítulo 3 Fatores ambientais Unidade III Utilização dos Órgãos dos Sentidos em Atividades Laborais Capítulo 4 Processamento da informação pelo usuário Unidade IV Operação de Controles Capítulo 5 Manipulação das máquinas unidade V base dos princípios da ergonomia Capítulo 6 Postura e movimento corporal no trabalho... 35

4 Capítulo 7 Biomecânica Capítulo 8 Fisiologia Capítulo 9 Antropometria Capítulo 10 Postura Capítulo 11 Corpo e movimento PARA (NÃO) FINALIZAR referências... 49

5 APRESENTAÇÃO Caro aluno A proposta editorial deste Caderno de Estudos e Pesquisa reúne elementos que se entendem necessários para o desenvolvimento do estudo com segurança e qualidade. Caracteriza-se pela atualidade, dinâmica e pertinência de seu conteúdo, bem como pela interatividade e modernidade de sua estrutura formal, adequadas à metodologia da Educação a Distância EaD. Pretende-se, com este material, levá-lo à reflexão e à compreensão da pluralidade dos conhecimentos a serem oferecidos, possibilitando-lhe ampliar conceitos específicos da área e atuar de forma competente e conscienciosa, como convém ao profissional que busca a formação continuada para vencer os desafios que a evolução científico-tecnológica impõe ao mundo contemporâneo. Elaborou-se a presente publicação com a intenção de torná-la subsídio valioso, de modo a facilitar sua caminhada na trajetória a ser percorrida tanto na vida pessoal quanto na profissional. Utilize-a como instrumento para seu sucesso na carreira. Conselho Editorial 5

6 ORGANIZAÇÃO DO CADERNO DE ESTUDOS E PESQUISA Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em unidades, subdivididas em capítulos, de forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos básicos, com questões para reflexão, entre outros recursos editoriais que visam a tornar sua leitura mais agradável. Ao final, serão indicadas, também, fontes de consulta, para aprofundar os estudos com leituras e pesquisas complementares. A seguir, uma breve descrição dos ícones utilizados na organização dos Cadernos de Estudos e Pesquisa. Provocação Pensamentos inseridos no Caderno, para provocar a reflexão sobre a prática da disciplina. Para refletir Questões inseridas para estimulá-lo a pensar a respeito do assunto proposto. Registre sua visão sem se preocupar com o conteúdo do texto. O importante é verificar seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. É fundamental que você reflita sobre as questões propostas. Elas são o ponto de partida de nosso trabalho. Textos para leitura complementar Novos textos, trechos de textos referenciais, conceitos de dicionários, exemplos e sugestões, para lhe apresentar novas visões sobre o tema abordado no texto básico. Sintetizando e enriquecendo nossas informações abc Espaço para você fazer uma síntese dos textos e enriquecê-los com sua contribuição pessoal. 6

7 Sugestão de leituras, filmes, sites e pesquisas Aprofundamento das discussões. Praticando Atividades sugeridas, no decorrer das leituras, com o objetivo pedagógico de fortalecer o processo de aprendizagem. Para (não) finalizar Texto, ao final do Caderno, com a intenção de instigá-lo a prosseguir com a reflexão. Referências Bibliografia consultada na elaboração do Caderno. 7

8 Introdução O presente Caderno de Estudos foi elaborado com a proposta de contribuir com o conhecimento dos princípios da ergonomia, de forma que possibilite aos especializados da área uma reflexão de sua aplicação no mercado de trabalho, uma vez que as organizações industriais crescem objetivando lucros incalculáveis deixando, muitas das vezes, em segundo plano a mão de obra que opera este processo. Estudos têm sido realizados no mundo inteiro a cerca de formas mais saudáveis de se realizar atividades laborais com a preservação da saúde do trabalhador. E muitas conclusões desses estudos levam cada vez mais ao pensamento de que se pode ter uma ganho ainda maior quando se considera os trabalhadores parceiros e não simples assalariados. É importante lembrar que a busca do conhecimento e a sua constante análise com a realidade do trabalho somada à perspectivas de se construir novas teorias, seja para a vida profissional, pessoal ou científica/ acadêmica, muito contribui para as inovações na saúde do trabalhador, contribuindo com a evolução na formação de profissionais cada vez mais especializados neste saber. Considerando que, nos diversos tipos diferentes de trabalho no mundo inteiro, onde houver uma máquina em funcionamento existirá um ser humano manipulando-a e junto com este uma série de determinantes inerentes a este ser, faz-se necessário um estudo integral que contemple às necessidades humanas, de forma que se faça com que a máquina se adapte ao homem e não o homem à máquina. Objetivos Contribuir para o conhecimento dos princípios básicos da ergonomia, voltada à saúde do trabalhador. Realizar consultas e estudos a cerca da literatura sugerida. Aperfeiçoar a percepção do aluno para uma visão da ergonomia no dia a dia do ser humano em casa, comércios em geral, escolas etc. Despertar análise acerca da utilização dos princípios da ergonomia na realidade de trabalho de cada especializando. 8 Despertar o especializando para a importância do profissional ergonomista, participando do planejamento das linhas de produção dos diversos utensílios consumidos pela sociedade.

9 unidade I Princípios Básicos da Ergonomia

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11 Capítulo 1 Ergonomia Durante a II Guerra Mundial, a ergonomia desenvolveu-se quando, pela primeira vez, houve uma conjugação sistemática de esforços entre a tecnologia e as ciências humanas, com resultados de um trabalho interdisciplinar tão gratificante, que foi aproveitado pela indústria, no pós-guerra. (Dul, 2004) No fim da Guerra, os EUA e a Europa descobriram que, se a indústria bélica podia tirar partido desta nova disciplina, a ERGONOMIA, as indústrias não bélicas também o poderiam fazer. Em 1949, foi então fundada a Sociedade de Pesquisas Ergonômicas na Universidade de Oxford. Em 1961, foi organizada a Associação Internacional de Ergonomia, em Estocolmo. (Dul, 2004) Atualmente vários países estão desenvolvendo esta disciplina e entre eles podemos destacar: USA, Inglaterra, França, Bélgica, Holanda, Alemanha e Polônia etc. No caso do Brasil, apesar de relativamente recente, a Ergonomia está-se desenvolvendo na medida em que é objeto de estudo e aplicação. Em comparação a outros países da América Latina, no entanto, a Ergonomia brasileira está mais avançada. (Dul, 2004) O termo ergonomia deriva do grego, onde ergon (trabalho) e nomos (regras), significando o estudo de formas (regras) de melhor adaptação dos projetos de máquinas, equipamentos, sistemas e tarefas para se adaptarem ao trabalho do homem. Ainda de acordo com (Dul, 2004), a Ergonomia é uma disciplina que estuda as interações dos homens com outros elementos do sistema, objetivando melhorar o bem-estar do homem na operacionalização global do sistema. Ergonomia, antes de mais nada, é uma atitude profissional que se agrega à prática de uma profissão definida. Neste sentido é possível falar de um médico ergonomista, de um psicólogo ergonomista, de um designer ergonomista e assim por diante. (GENTE) De caráter interdisciplinar, a ergonomia iniciou-se a partir de estudos de antropólogos, psicólogos, engenheiros e de médicos que almejavam encontrar melhores formas de se fabricar equipamentos de fácil uso pelos seres humanos. Dentro dos projetos da Ergonomia estão para serem eliminadas as condições de insegurança, insalubridade, desconforto e ineficiência para que se adaptem cada vez mais às capacidades e às limitações do homem. Neste estudo se incluem vários aspectos, como a postura e os movimentos na realização de um trabalho. A forma como dever ser realizada a atividade laboral, se sentado, em pé, puxando e/ou elevando cargas. 11

12 UNIDADE I Princípios Básicos da Ergonomia Entre as normas regulamentadores, a de número 17 (NR-17) é a que rege a Ergonomia no Brasil. Esta norma especifica quais são as condições mínimas de conforto físico e mental que uma empresa deve possuir para com seus trabalhadores, visando a estabelecer parâmetros que permitem a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. Também a mesma norma estabelece parâmetros mínimos para o trabalho em atividades de teleatendimento/telemarketing nas diversas modalidades neste serviço. Recomenda-se a leitura de: ATLAS, Manuais de Legislação. Segurança e Medicina do Trabalho. 64. ed. São Paulo, 2009, para conhecer melhor a NR 17 e suas aplicações ergonômicas. Se a ergonomia se distingue pela sua característica de busca da adaptação das condições de trabalho ao homem, a primeira pergunta a se colocar é: quem é este ou quem são estes seres humanos a quem vou adaptar o trabalho? A Ergonomia, então, pode ser assim dividida. Ergonomia física: lida com as respostas do corpo humano à carga física e psicológica. Incluem manipulação de materiais, arranjo físico de estações de trabalho, demandas do trabalho e fatores, como repetição, vibração, força e postura estática, relacionada com lesões músculo-esqueléticas. Ergonomia organizacional: direcionada à otimização dos sistemas sociais e técnicos, incluindo programação de trabalhos, supervisão, trabalho em equipe, à distância e ética no trabalho. Ergonomia cognitiva: relacionada às características psicológicas do trabalho, como atenção, controle motor, memória, habilidades, erro humano, interação homem- -máquina. As características psicofisiológicas dizem respeito a todo o conhecimento referente ao funcionamento do ser humano. Neste campo do saber estudam-se, também, os fatores ambientais, como ruídos, vibrações, iluminação, clima, agentes químicos, informações captadas pelos órgãos dos sentidos humanos, a conjugação adequada desses fatores com os controles e os cargos e, ainda, como desenvolver outras tarefas em geral. Leiam: Wisner, A. (1994a). A inteligência no trabalho: textos selecionados de Ergonomia. (I. Ferreira & R. Leal, Trads.) São Paulo: Fundacentro. 12

13 Princípios Básicos da Ergonomia UNIDADE I Ergonomista No Brasil, ergonomistas são pessoas que adquirem conhecimentos de Ergonomia por treinamentos que realizam e/ou também trabalham na área. Em outros países, já existe graduação em Ergonomia e profissionais de saúde, como engenheiros, fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiros, desenhistas industriais, médicos e outros que podem adquirir esses conhecimentos também em cursos latu senso (pós-graduação em Ergonomia). Ergonomistas realizam seu trabalho em consultorias, indústrias, instituições de pesquisa, universidades, órgãos normativos, saúde ocupacional, treinamentos e outros. No Brasil, a Abergo instituiu o Sistema de Certificação do Ergonomista Brasileiro; na Europa, o Centro de Registro de Ergonomistas Europeus (CREE) fornece registro para os profissionais que queiram atuar na área. abc Realize uma busca, em outras literaturas, a cerca da história da Ergonomia e elabore, em poucas palavras, uma síntese da sua origem. 13

14 Capítulo 2 Importância da Ergonomia Uma série de problemas sociais relacionados com a saúde, a segurança, o conforto e a eficiência pode ser solucionado pela Ergonomia. A exemplo temos os acidentes com aviões, carros, guindastes, tarefas domésticas e diversos outros que podem ser prevenidos, pois muitos são causados por erros humanos. Ao analisar as causas de acidentes, relaciona-se como causa o relacionamento inadequado entre homem e máquina. A ergonomia contribui com a prevenção de muitos agravos, como doenças do sistema músculo- -esquelético (dores nas costas) e psicológicas (estresse) que juntas constituem uma das maiores causas de absenteísmos e de incapacitações no trabalho. Essas doenças muitas vezes são ocasionadas devido ao mau projeto e ao uso incorreto de equipamentos. Devido a isso, muito países já obrigam a contratação de ergonomistas nos serviços de saúde. Muitos conhecimentos de Ergonomia foram convertidos em norma oficiais, objetivando a estimular a aplicação dos mesmos, como as normas ISO (International Standardization Organization), as normas europeias EM da CEN (Comité Européen de Normalisation), as normas nacionais ANSI (Estados Unidos) e BSI (Inglaterra). No Brasil, existe a Norma Regulamentadora n o 17, que dispõe sobre a ergonomia, sob a Portaria n o 3.214, de , do Ministério do Trabalho, modificada pela Portaria n o 3.751, de , do Ministério do Trabalho. Os projetos realizados com bases ergonômicas devem atender a um percentual de 95% entre as diferenças pessoais com alturas, pesos e outros fatores que diferem as populações. Isto significa que, em 5% dessa população, os projetos não se enquadram em pessoas muito gordas, muito baixas ou altas, mulheres grávidas, deficientes físicos, uma vez que nesses casos é necessário realizar projetos específicos. Utiliza-se da Ergonomia também para a realização de planejamento no ambiente escolar, tendo em vista a expansão da utilização da informática nas escolas, pois o uso mais acentuado poder contribuir para uma geração de crianças com sérios problemas osteomusculares, que se agravaria pelo fato de estarem ainda em fase de crescimento. (ROCHA, 2003) 14

15 Unidade II Ergonomia x Determinantes de Saúde

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17 unidade Ergonomia x Determinantes de Saúde II As características sociais, culturais, religiosas, biológicas, antropológicas, regionais, psicológicas... inerentes ao ser humano são fatores determinantes de saúde que precisam ser levados em conta nos estudos ergonômicos. Muitas empresas optam por ouvir o trabalhador quanto às diferentes formas de se realizar um determinado trabalho, até que se encontre uma que melhor se adepte às habilidade corporais e que possam minimizar o desgaste físico e ao mesmo tempo aumentando a capacidade de realização da atividade. Tendo em vista que muitos empregadores já adotam a ideia de que quanto mais confortável for o local de trabalho mais será o grau de satisfação e, consequentemente, o desempenho da pessoa, gerando um aumento significativo de lucros para a empresa. Os aspectos psicológicos do ambiente de trabalho são também muito importantes de serem avaliados, por isso as rodas de conversa entre colegas de uma local de trabalho, os intervalos para um lanche, ou até eventos que ocorrem dentro das empresas facilitam a sociabilidade dos envolvidos e contribuem para uma saudável convivência entre trabalhadores. Esta Ergonomia cognitiva trata dos aspectos mentais da atividade de trabalho de pessoas e indivíduos, homens e mulheres, como cita Gente (2011): O olhar do ergonomista não se contenta em apontar características humanas pertinentes aos projetos de postos de trabalho ou de se limitar a entender a atividade humana nos processos de trabalho de uma ótica puramente física. Nesse movimento de ideias, apreende-se o que os filósofos gregos já discutiam a importância dos atos de pensamento do trabalhador na consecução de suas tarefas. E com isso, apreendemos que os trabalhadores não são apenas simples executantes, são capazes de detectar sinais e indícios importantes, são operadores competentes e são organizados entre si para trabalhar. E que, nesse contexto, podem até cometer erros. Existem ainda locais de trabalho em que a pessoa permanece muito tempo isolada das outras pessoas, podendo gerar comportamentos antissociais, inseguranças e dificuldades futuras de se relacionar com outras pessoas. Algumas empresas adotam instrumentos para avaliar a qualidade de vida e um dos mais utilizado é o WHOQOL (Instrumento de Avaliação da Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde) que possibilita o conhecimento da percepção do indivíduo, sua posição na vida, na cultura, seus objetivos na vida, suas expectativas, seus padrões e suas preocupações. Segundo Rosa (2006), outro instrumento é o WHOQOL-100, que contém 100 itens que avalia diferentes domínios da qualidade de vida. 17

18 UNIDADE II Ergonomia x Determinantes de Saúde Tabela 1. Domínios e facetas do WHOQOL domínio I Domínio físico 1. Dor e desconforto 2. Energia e fadiga 3. Sono e repouso domínio II domínio psicológico 4. Sentimentos positivos 5.Pensar, aprender, memória e concentração 6. Autoestima 7. Imagem corporal e aparência 8. Sentimentos negativos Domínio III Nível de Independência 9. Mobilidade 10. Atividades da vida cotidiana 11. Dependência de medicação ou de tratamentos 12. Capacidade de trabalho Domínio IV Relações sociais 13. Relações pessoais 14. Suporte (apoio) social 15. Atividade sexual Domínio V Ambiente 16. Segurança física e proteção 17. Ambiente no lar 18. Recursos financeiros 19. Cuidados de saúde e sociais: disponibilidade e qualidade 20. Oportunidades de adquirir novas informações e habilidades 21. Participação em oportunidades de recreação/lazer 22. Ambiente físico: (poluição/ruído/trânsito/clima) 23. Transporte Domínio VI Aspectos espirituais/religião/crenças Pessoais 24. Espiritualidade/religião/crenças pessoais Baseado também nesses determinantes, a Ergonomia dividiu os fatores de risco em ambientais. 18

19 Capítulo 3 Fatores ambientais Neste capítulo serão apresentadas as recomendações dos limites máximos de exposição a cada um dos fatores ambientais de natureza física e química, como os ruídos, as vibrações, a iluminação, o clima e as substâncias químicas que podem ser prejudiciais à saúde e à segurança, e o conforto dos seres humanos. De um modo geral, existem três tipos de medidas que podem ser realizadas para minimizar ou eliminar os efeitos nocivos dos fatores ambientais. Na fonte eliminação ou redução da emissão de poluentes. Na propagação entre a fonte e o receptor isolar a fonte e ou a pessoa. No nível individual reduzir o tempo de exposição ou usar equipamento de proteção individual. Ruídos Sabe-se que a presença de ruídos elevados e com longa duração de tempo pode provocar perda auditiva. Este problema pode ser reduzido em locais de trabalho onde existem ruídos constantes, estabelecendo limites máximos admissíveis para esses ruídos. Esses níveis são expressos em decibéis ou db(a), em que um ruído em um ambiente doméstico calmo está por volta dos 30 db(a). Uma britadeira pneumática opera com nível de 100 db(a). Outro exemplo ruído é o de um avião a jato que chega a 120 db(a) a 50m de distância dele. Como parâmetro de ruído para o ser humano, é fixado 80 db(a) como limite tolerado durante 8 horas de exposição. Acima desse valor já existe o risco de ocasionar surdez, principalmente se esse ruído estiver em uma intensidade constante. De acordo com (Dul, 2004), a cada aumento de 3 db(a), deve haver uma redução do tempo para metade, ou seja, se o ruído for de 83 db(a), o tempo de exposição se reduz para 4 horas. A utilização de máquinas silenciosas tem sido mais amplamente recomendada para minimizar os ruídos ambientais. As indústrias devem substituir peças metálicas por peças de plásticos, fazer confinamento das partes ruidosas, colocando amortecedores onde existem vibrações e acrescentando isolantes acústicos. Também é preciso realizar manutenção regular das máquinas, uma vez que a substituição regular de peças gastas e ruidosas, as regulagens e/ou lubrificações são medidas importantes. 19

20 UNIDADE II Ergonomia x Determinantes de Saúde A separação do trabalho barulhento do silencioso pode ser usada como estratégia para reduzir barulhos, e isso pode acontecer organizando os trabalhos em horários diferentes. Outras medidas também podem ser realizadas, como a simples distância da fonte de ruído, a utilização de pisos e tetos acústicos, a proteção direta dos ouvidos com protetores auriculares (só devem ser usados em último caso, quando os outros métodos falharem). Vibrações Vibrações são um tipo de agente físico nocivo que afeta os trabalhadores e que pode ser oriunda das máquinas ou ferramentas portáteis a motor ou resultantes dos postos de trabalho. As vibrações encontram-se presentes em quase todas as atividades, nomeadamente em construções e obras públicas, indústrias extrativas, exploração florestal, fundições e transportes. Os riscos devidos a vibrações mecânicas têm efeitos sobre a saúde e a segurança dos trabalhadores e deles podem resultar perturbações musculoesqueléticas, neurológicas e vasculares, além de outras patologias. Cada parte do corpo é sensível a uma determinada faixa de vibrações. Vibrações de baixa frequência, como 1 Hz, podem produzir sensações de enjoos, já as vibrações entre 1 e 100 Hz, principalmente entre 4 e 8 Hz, podem provocar algias no peito, dificuldades respiratórias, dores nas costas e vista embaralhada. As vibrações de mão e braço, entre 8 e Hz, produzem alterações na sensibilidade, redução da destreza dos dedos, dedos brancos, distúrbios de músculos, ossos e articulações. As ferramentas mais usadas possuem vibrações que variam entre 25 a 150 Hz. Pesquise e descubra o que é a enfermidade dedo branco e como ela se deselvolve? Uma das formas de se prevenir as vibrações é a amortização, por exemplo, com estofados que absorvem parte das vibrações nos bancos dos ônibus. Iluminação A quantidade de luz que é refletida para os olhos é medida em candela (cd/m²) e lux (intensidade da luz que incide sobre a superfície de trabalho). Utiliza-se de 10 a 200 lux para locais, como corredores, depósitos etc. Para realização de tarefas normais, com leitura de livros, montagem de peças e operações com máquinas é preciso a intensidade entre 200 a 800 lux. 20 Para tarefas especiais, quando há grandes exigências visuais, o nível de iluminação precisa ser aumentado, para tanto é recomendado a colocação de um foco de lux diretamente sobre a tarefa. Neste caso, usa-se de 800 a lux.

21 Ergonomia x Determinantes de Saúde UNIDADE II Seguem as medidas que podem ser utilizadas para melhorar a iluminação. Combinar a iluminação localizada com a ambiental, sendo que a iluminação localizada deve ser ligeiramente superior a luz ambiental. Evitar reflexos e sombras sobre a tarefa. Usar luz de fusa no teto, substituindo as superfícies lisas e polidas de mesas, paredes e objetos, ou superficies foscas e de fusores, que ajudam a dispersar a luz. Quebrar a incidência direta da luz nos olhos; a fonte dessa luz não deve ficar dentro do campo visual, para tanto deve ser colocado acima da cabeça ou ao lado, atrás dos ombros. Evitar as oscilações da luz florescente, pois a mesma pisca na mesma frequência da corrente alternada. Classificação básica de iluminação interna Classificação Nível de iluminação a ser obtido Tarefa Baixa Média Alta 100 a 200 lx (Lux) 300 a 500 lx 300 a 500 lx Circulação»Reconhecimento» facial»leitura» casual»armazenamento»»refeição» Terminais de vídeo Leitura /escrita de documentos com alto contraste Participação de conferências Leitura/escrita de documentos com fontes pequenas e de baixo contraste»desenho» técnico Clima São quatro os fatores que contribuem para um clima de trabalho em boas condições: a temperatura do ar, o calor radiante, a velocidade do ar e a umidade relativa. O clima pode ser ajustado de acordo com o tipo de trabalho realizado, pois, em trabalhos pesados, a pessoa se sentirá melhor num clima mais frio. A umidade do ar relativa acima de 70% ou muito seco, abaixo de 30%, pode afetar o conforto térmico, uma vez que o ar seco provoca irritação nos olhos e nas mucosas, além de produzir eletricidade estática (risco de incêndios, choques desagradáveis, interferências em equipamentos). Já um ar muito úmido, ou seja, saturado a 100%, dificulta a evaporação do suor, tornando-se desagradáveis para trabalhos pesados. A umidade do ar pode ser controlada, adicionando ou retirando água do ambiente. 21

22 UNIDADE II Ergonomia x Determinantes de Saúde É importante evitar-se superfícies muito quentes ou muito frias, pois ocorre a troca de calor que pode ser diminuída, colocando-se superfícies refletoras, como uma folha de alumínio polido entre o corpo e a superfície. As correntes de ar também afetam o conforto térmico, principalmente quando a velocidade do ar supera 0,1m/s. O manuseio de material quente deve ser feito durante um tempo determinado para não provocar queimaduras. De acordo com (Dul, 2004), para manipular metais com temperatura máxima de 50 utiliza-se uma duração de contato de até um minuto; para vidros, cerâmicas e concreto com 55 e para plásticos e madeira com 60 também a duração de contato é de, no máximo, 1 minuto. Algumas medidas podem ser tomadas para o controle do clima. Agrupar as tarefas que exigem esforços físicos semelhantes dentro de uma mesma sala, pois, de acordo com o esforço físico de cada grupo de pessoas, deverá ser regulado o tipo de temperatura. Ajustar as tarefas ao clima externo. Como não é possivel controlar o clima externo, pode-se fazer as tarefas pesadas mais lentamente ou intercaladas com pausas, para permitir que o corpo elimine o calor adicional gerado pelo metabolismo. Ajustar a velocidade do ar, pois, se a velocidade utrapassar 0,1m/s, deve-se aumentar a temperatura do ar para conservar o conforto térmico. Reduzir os efeitos do calor radiante com material isolante, em superfícies quentes ou frias, e manter as pessoas longe das fontes de radiação. Limitar o tempo de exposição ao frio e ao calor intenso. Utilizar roupas especiais: isolantes no frio e mais leves no calor. Substâncias químicas As substâncias químicas apresentam-se sobre a forma de líquidos, gases vapores, poeiras e sólidos, e muitos podem causar mal-estar e doenças quando inaladas ou ingeridas quando em contato com a pele e os olhos. O limite de tolerância de cada substância é calculado a partir da concentração média encontrada no ar durante 8 horas. Cada país possui tabelas de limite de tolerância para diversas substâncias, que são atualizadas frequentemente. No Brasil, esses limites são estabelecidos pela Norma Regulamentadora NR-15 Atividades e operações insalubres da CLT, Ministério do Trabalho. 22

23 Ergonomia x Determinantes de Saúde UNIDADE II Os produtos químicos que podem provocara acidentes devem conter um alerta, devidamente padronizado. Tóxico Corrosivo Explosivo Perigoso ou Irritante Inflamável Em caso de poluição, deve-se controlar a fonte do agente, em seguida, o processo de propagação desse agente e, por último, as pessoas atingidas. Esta é a hierarquia que existe para as medidas de controle. Outras medidas que precisam ser adotadas. Remover a fonte de poluição. Reduzir a emissão na fonte. Isolem a fonte de poluição. Reduzir a propagação do agente poluente no ambiente, extraindo-os do ar o mais rápido possível, para impedir a poluição atmosférica, através de ventilação e exaustão. Proteger individualmente, afastando os trabalhadores das fontes poluentes e/ou usando equipamento de proteção individual (máscaras para poeiras, aventais e luvas protegem de líquidos). 23

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25 Unidade III Utilização dos Órgãos dos Sentidos em Atividades Laborais

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27 Capítulo 4 Processamento da informação pelo usuário O desgaste dos órgãos dos sentidos humanos vem ocorrendo com mais frequência nos dias de hoje, principalmente devido a utilização de máquinas informatizadas que operam cada vez mais com um grande número de informações que precisam ser realizadas ao mesmo tempo. Na utilização destas máquinas é preciso que o usuário acione algum(ns) dispositivo(s) de controle. Como precisam ser as informações elaboradas pelos programas de computador para garantir uma boa ergonomia ao usuário? As informações para serem operadas precisam ter as seguintes características. Como as informações são captadas principalmente pela visão, é preciso que as informações apresentem a característica de legibilidade de telas, livros, jornais, prontuários, informativos de checagem rápidas (chek-list), revistas e, também, para materiais para apresentação, como slides e outras projeções multimídias. A forma de preparação dessas informações devem ser adequadas à capacidade de precepção dos olhos, por isso deve-se evitar textos com todas as letras maiúsculas, pois, de acordo com (Dul, 2004), as letras minúsculas são melhores de se identificar que as maiúsculas. Como o leitor enxerga a palavra inteira em um único relance, não precisando reconhecê-la letra por letra, as letras que possuem traços para baixo (g, p, q, y...) e as com traços para cima (t, k, d...) são mais fáceis de serem identificadas o que facilita a visualização, melhorando o processamento da informação. Deve-se também evitar grandes espaços em branco entre as palavras, pois esses espaços prejudicam a legibilidade, quebrando a continuidade da linha, forçando a visão do usuário. O tipo de letra, o tamanho da fonte e a utilização de contrastes em textos, gráficos ou outros, também são fatores importantes na hora da escolha para realizar textos extensos, comandos em telas ou outras informações. Não se recomenda a utilização intensa da audição para a realização de comandos, mas quando é necessário. Devido a sobrecarga da visão, deve-se optar por sons de baixas frequências (graves), pois são melhores para a propagação do som, superando cantos e obstáculos e facilitando o trabalho do usuários na sua identificação. 27

28 UNIDADE III Utilização dos Órgãos dos Sentidos em Atividades Laborais Para a Ergonomia, outros órgão dos sentidos que podem ser utilizados para captar informações são: a audição, o olfato, o paladar, o tato, o senso cinestésico e a sensação térmica, sendo que o olfato, o paladar e a temperatura só devem ser usados na captação de sinais de alerta, como, por exemplo, a utilização de odores em gases nocivos. A utilização do senso cinestésico ocorre em máquinas em que ocorre diminuição do campo visual, por exemplo, o alcance da alavanca do câmbio e dos pedais por uma motorista sem ter que olhar para eles, ou a digitação através de um teclado de computador quando uma pessoa treinada já sabe sem ver a posição de cada comando da letra que prefere. Para facilitar a identificação tátil são feitas elevações em superfícies para diferenciar um comando do outro, na impossibilidade de se utilizar o campo visual. Existem, no mercado, inúmeros maquinários que operam vários comando ao mesmo tempo, exigindo do usuário vários órgãos dos sentidos de uma só vez, como, por exemplo, um operador de voo. Ele utiliza sua visão o tempo inteiro, então, para saber que precisa realizar outro comando, faz-se necessário a utilização dos sons como alerta, pois, se ao invés do sinal sonoro ele tivesse que utilizar ainda mais seu campo visual, sua visão ficaria mais comprometida. O mesmo ocorre com a ambulância que possui como sinal de alerta uma sirene e mesmo assim utiliza a luz (com cores diferentes às dos outros veículos), para que os motoristas que, possivelmente não escutem o som da sua sirene devido a outros sons, possam atender a este comando utilizando a visão. Então, vê-se que a utilização de diferentes órgãos dos sentidos para a realização de muitas atividades laborais tem como objetivo prevenir a sobrecarga de um órgão somente. 28

29 Unidade IV Operação de Controles

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31 Capítulo 5 Manipulação das máquinas A operacionalização dos controles é uma tarefa que exige bastante cuidado e concentração por parte dos usuários, devido aos riscos de acidentes em casos de confusão entre botões, alavancas, controles e outros dispositivos inerentes ao trabalho. Como devem ser os controles para garantir sua utilização com segurança? Os controles precisam ser identificados pelo tato, para isso precisam ter tamanhos e formas diferentes (material, rugosidade...), para evitar confusão entre eles; ter uma diferença de 30% de tamanho de um para o outro, em caso de controles com o mesmo formato; ter posição espacial que diferencie controles que acionam comandos contrários, por exemplo: botões que levantem voo dos que pousam uma aeronave; botões que acendem uma chama dos que apagam; ter acionamento de um botão de forma que precise ser girado ou pressionado, para evitar a sua ativação acidentalmente quando se esbarra sem querer em um botão para evitar acidentes. Outros aspectos devem ser levados em consideração, como: os controles devem ficar dentro da área de alcance do usuário e suas disposições precisam ser de acordo com o seu grau de importância, a sua frequência de uso e a sequência da operação a ser realizada. A identificação dos controles pelo uso de cores diferenciadas deve ser usada, sendo recomendada a utilização somente das cinco cores: verde, vermelho, azul, amarelo e laranja, mesmo sabendo que o olho humano seja capaz de identificar outras cores. Deve-se, também, promover um contraste com a cor de fundo; fazer associação entre a cor e seu significado: vermelho perigo, verde segurança, amarelo atenção. Um tipo de controle muito utilizado é o teclado do computador e o mouse, ambos devem ser usados para evitar sobrecarga unilateral dos tendões e músculos de uma das mãos, em caso de utilizar o mouse demasiadamente. 31

32 UNIDADE IV Operação de Controles Após a leitura (capítulos 4 e 5) sobre Utilização dos Órgão dos Sentidos em Atividades Laborais e Operação de Controles elabore um check-list (lista de verificação) com as informações que o possibilite identificar rapidamente os riscos ergonômicos relacionados aos órgãos dos sentidos. Após elaborar, utilize este check-list no seu local de trabalho, para verificar se está dentro do padrão ergonômico apresentados neste Caderno. Bom trabalho! 32

33 unidade V base dos princípios da ergonomia

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35 Capítulo 6 Postura e movimento corporal no trabalho A realização de posturas e de movimentos acionam vários músculos, ligamentos e articulações do corpo. Quando inadequados provocam lesões, resultando em dores nas costas, nos punhos, nos ombros, no pescoço e outras partes do sistema músculo-esquelético. Partes do corpo mais afetadas pela má postura. Muitos do princípios da Ergonomia derivam-se das áreas do conhecimento da Biomecânica, Fisiologia e Antropometria. 35

36 Capítulo 7 Biomecânica Neste estudo, aplica-se as leis físicas da mecânica do corpo humano. Os princípios mais importantes da Biomecânica para a Ergonomia são estes. Manter as articulações em posição neutra, pois nesta posição os músculos são capazes de liberar a força máxima e os músculos e os ligamentos são menos esticados (tensionados). Manter os pesos próximos ao corpo. Quanto mais o peso se afasta do corpo mais são tensionados os músculos e os tendões. Neste caso, os braços serão tensionados e o corpo penderá para frente. Evitar curvar o corpo para frente. Em média, a parte superior do corpo de uma adulto pesa 40kg e quando o tronco se inclina para frente há uma contração dos músculos e dos ligamentos das costas para manter esta posição, provocando o surgimento das dores. 36

37 base dos princípios da ergonomia UNIDADE V Manter a cabeça o mais próximo da vertical. A cabeça de um adulto pesa em média de 4 a 5kg e, quando ela se inclina para frente, os músculos do pescoço são tensionados para manter esta postura, o que provoca dores na nuca e nos ombros. Evitar torções no tronco. Neste caso, os discos elásticos entre as vértebras são tensionados e as articulações e os músculos que existem nos dois lados da coluna vertebral são submetidos a cargas diferentes, prejudicando a mesma. Evitar movimentos bruscos que produzem picos de tensão. O levantamento de carga deve ser feito gradualmente, sendo preciso aquecer a musculatura antes de fazer uma nova força. Alterar posturas e movimentos. Todos os movimentos e as posturas devem sofrer alterações, para evitar fadigas. Isso pode ser feito fazendo rodízios periódicos entre as tarefas que exigem movimentos repetitivos. Diminuir a duração do esforço muscular contínuo. Este procedimento diminui a fadiga muscular localizada, o que provoca queda do desempenho. Quando uma pessoa exerce 50% do esforço muscular, o tempo máximo suportável é de, aproximadamente, dois minutos. Prevenir a exaustão muscular. Um músculo exausto precisa de trinta minutos para recuperar 90% de sua capacidade. Músculos meio exaustos podem demorar quinze minutos para se recuperarem e a recuperação total pode demora horas. Realizar várias pausas curtas são melhores do que somente uma ou duas pausas longas. 37

38 Capítulo 8 Fisiologia Neste estudo, estima-se a demanda energética do coração e dos pulmões, exigida para um esforço muscular. O organismo humano, mesmo em repouso, consome energia correspondente ao metabolismo basal (aproximadamente 80W). O ser humano executa tarefas usuais por longo tempo sem sentir fadiga pelo esgotamento energético, desde que esta não exceda 250Watts. Exemplos de atividades com gasto energético menor do que 250W: digitação, montagem de pequenas peças, trabalhos domésticos, operação de máquinas leves, andar ao passo normal, ou pedalar por lazer. Quando a energia gasta durante uma tarefa ultrapassar 250W, é preciso uma pausa para a recuperação, que não pode ser no fim da jornada, pois isso pode levar os músculos a exaustão. Exemplos de atividades pesadas com gastos energéticos acima de 250W. Atividades Pesadas Correr a 10 km/h Pedalar 20km/h Subir escada de 30 degraus, 1 km/h Levantar peso de 1kg, 1vez/seg Gastos Energéticos 670W 670W 960W 600W 38

39 Capítulo 9 Antropometria A Antropometria ocupa-se das dimensões e das proporções do corpo humano, considerando as diferenças individuais do corpo de cada pessoa. As medidas antropométricas são realizadas levando-se em consideração um padrão médio de estatura, representando 95% da população. Os 5% da população são as pessoas muito baixas, muito altas, muito gordas, muito magras etc. Hoje em dia, a indústria planeja diversas novidades que encantam e ganham o mercado e a antropometria precisa acompanhá-las. Um exemplo é a produção de cangurus para a sustentação dos bebês, como mostra a reportagem abaixo intitulada Comparação entre Cangurus Convencionais e Carregadores de Bebê Ergonômicos. As principais diferenças entre estes e os carregadores de bebê tradicionais e ergonômicos descritos nessas páginas são as posturas adotadas pelo bebê neles. Se observarmos um bebê em uma dessas mochilas (cangurus), podemos constatar que a postura da cadeira (onde o bebê senta) não é correta. Habitualmente, observamos que as pernas do bebê ficam penduradas em relação ao resto do corpo, e não dobradas no estilo rã (postura que favorece o desenvolvimento das articulações dos quadris). Com as perninhas penduradas, o peso do bebê fica apoiado diretamente na zona genital ao invés de no seu bumbum, e sua coluna adquire uma postura não fisiológica. 39

40 UNIDADE V base dos princípios da ergonomia Nas mochilas tradicionais, a posição não é ergonômica nem para bebê, nem para quem o carrega. A postura de rã consiste em levar o bebê no colo com as pernas abertas em cerca de 45 em relação ao eixo corporal (abertura total entre as pernas de 90 ), e o quadril flexionado de maneira que os joelhos fiquem a uma altura ligeiramente superior ao bumbum. Isso permite que a cabeça do fêmur fique perfeitamente encaixada dentro da articulação do quadril; posição fisiologicamente correta, que previne problemas posteriores desta articulação. Esta técnica de encaixamento ajuda a resolver casos de displasia de quadril leves. Uma boa maneira de saber se um bebê está bem-colocado (ou está em um bom carregador de bebê) é verificar se os pés são vistos pelo outro lado na posição frontal (barriga-barriga) se vê por trás e no quadril vê-se pelo lado oposto. Posição correta de um carregador de bebês: curva da coluna em C, pernas em M e joelhos mais altos que o quadril. De acordo com esta reportagem, essas posturas são recomendadas pela Red Canguro, Associação Espanhola para o Incentivo ao Uso dos Carregadores de Bebê. Por isso percebe-se que os estudos ergonômicos estão presentes em diversos meios no dia a dia de cada ser humano. 40

41 Capítulo 10 Postura As posturas prolongadas prejudicam os músculos e as a articulações. O trabalho sentado por longo tempo geralmente ocorre em escritórios, fabricas. E essa posição apresenta algumas vantagens sobre a postura ereta, pois o corpo fica melhor apoiado em diversas superfícies: piso, assento, encosto, braços da cadeira, mesas. Por isso essa posição é menos cansativos do que de pé. Mesmo assim é aconselhado alternar as posições sentada com a posição em pé ou andar, pois ficar sentado durante muito tempo pode forçar o tronco e a cabeça a ficar inclinados para frente, ocasionando longas tensões no pescoço e nas costas, provocando dores. É preciso que a altura do assento seja ajustada, devendo a coxa estar bem apoiada, sem esmagamento de sua parte inferior. Os pés devem se apoiar no chão, pois posturas com os pés em balanço são muito fatigantes. A região lombar deve estar apoiada no encosto da cadeira, devendo deixar um vão livre de 10 a 20cm entre o assento e o encosto, que deve ter uma altura de 30cm. A parte inferior do encosto, que fica próxima do assento deve ser convexa, devido à curvatura das nádegas, ou ser vazada entre 10 a 20cm entre o assento e o encosto. Uma cadeira ideal para um digitador deve apresentar assento e encosto reguláveis. A posição das mãos deve seguir o desenho abaixo. 41

42 UNIDADE V base dos princípios da ergonomia A posição das mãos e o ponto de focalização dos olhos tem grande importância para a postura da cabeça, do tronco e dos braços. As recomendações para as alturas das mãos e dos olhos, na postura sentado ou em pé são as seguintes. Tipo de Tarefa Uso dos olhos: muito Uso das mãos e braços: pouco Uso dos olhos: muito Uso das mãos e braços: muito Uso dos olhos: pouco Uso das mãos e braços: muito Altura da Superfície de Trabalho 10cm a 30 cm abaixo da altura dos olhos 0cm a 15 cm acima da altura do cotovelo 0cm a 30 cm abaixo da altura do cotovelo Para usuários mais baixos, deve ser providenciado um apoio para os pés que seja uma superfície ligeiramente inclinada, pois irá diminuir a fadiga muscular. Deve-se evitar as manipulações de objetos que estejam fora do alcance dos braços, para não movimentar o tronco. As operações devem situar-se dentro de um raio de 50cm, aproximadamente, a partir da articulação entre os braços e os ombros. Isso se aplica tanto ao trabalho em pé quanto sentado. Para a realização de leituras muito prolongadas, devem ser feitas em superfície inclinada (45 ), com o objetivo de aproximar o trabalho dos olhos, evitando a inclinação da cabeça e do tronco para a frente. No caso de realizar escrita, a inclinação pode ser de

43 base dos princípios da ergonomia UNIDADE V Outro comportamento importante é deixar espaço para as pernas para permitir uma postura adequada, sem inclinar o corpo para a frente. A largura desse espaço deve ser de 60cm, no mínimo, a profundidade deve medir pelo menos 40cm na parte superior (joelhos) e 100cm na parte superior, junto aos pés, pois existe a necessidade de esticar os pés para mudar de postura. Na realização do trabalho em pé, é importante que haja uma troca da posição em pé com aquela sentada e andando, pois não se recomenda passar o dia todo na posição em pé, para evitar fadiga nas costas e pernas. Por exemplo, tem-se os operadores de máquinas e vendedores em lojas. 43

44 UNIDADE V base dos princípios da ergonomia Alguns trabalhos em pé são realizados com o auxílio de uma bancada, que deve ter um espaço para acomodar as pernas e os pés; também deve ser regulável em caso de ser utilizado por mais de uma pessoa. Outro fator importante a ser considerado é a mudança de postura, uma vez que trabalhos longos em qualquer posição requer mudança. Por isso deve se proporcionar variações das tarefas e atividades, realizar trabalhos com posturas alternadas. Para quem trabalha em pé, pode ser usado um selim, que consiste em um pequeno assento com altura regulável entre 65cm a 85cm e inclinado para frente em 15 graus a 30 graus, possibilitando uma postura semissentado, servindo para aliviar a tensão nas pernas com tripé para apoiar as nádegas nessa posição. Trabalhar utilizando por muito tempo a força das mãos e dos braços com posturas inadequadas podem provocar inflamações nos nervos, resultando em dores e sensações de formigamento nos dedos. Deve-se evitar trabalhar com os braços elevados acima da altura dos ombros sem apoio, pois isso causa dores no pescoço e nos ombros. Este problema ocorre principalmente com a utilização de ferramentas manuais. As dores agravam-se quando existem aplicação de forças ou quando se realizam movimentos repetitivos com as mãos, podendo ocasionar, em casos mais graves, LER (Lesões por Esforços Repetitivos), também conhecidos por DORT (Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho). Na utilização de ferramentas manuais, o punho deve ficar alinhado com o antebraço, por isso existem ferramentas com empunhaduras curvas para não torcer o punho. Muitos utensílios domésticos, como vassouras e rodos, e ferramentas agrícolas, como enxadas e pás, têm cabo reto e provocam muitas dores nas costas dos usuários, quando poderiam ser substituídas por cabos curvos. É importante, também, que as ferramentas manuais não ultrapassem 2kg de seu peso e que sejam feitas manutenções periódicas nas ferramentas, como, por exemplo, os serrotes sem corte, exigirão muito mais força. O padrão para a pega das ferramentas manuais são de um diâmetro de 3cm e um comprimento de 10cm para que se possa exercer maior força com a palma das mãos. 44

45 Capítulo 11 Corpo e movimento A realização de movimentos exige muita energia, podendo provocar a sobrecarga dos músculos, do coração e dos pulmões. Para levantamento manual de cargas, é importante que o ritmo de trabalho seja determinado pelo próprio trabalhador, pois cada pessoa tem um ritmo de trabalho próprio. É aconselhável que o levantamento de carga manual não ultrapasse os 23kg. Outro fator importante é manter a carga próxima ao corpo, apoiar a carga sobre uma bancada de 75cm de altura antes de começar o levantamento, ou seja, evitar pegar as cargas do chão. Recomenda-se, se possível, segurar a carga com as duas mãos; a carga deve ser provida de alças ou furos laterais para encaixe dos dedos, o tronco não deve ficar torcido durante o levantamento; a frequência dos levantamentos não devem ser superior a um minuto e a duração do levantamento não deve ser superior que uma hora, seguido por um período de descanso. Existe uma equação desenvolvida pelo National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH) dos EUA, para determinar a carga máxima em condições desfavoráveis que uma pessoa pode exercer. Esta equação considera que 99% dos homens e 75% das mulheres não suportam cargas na região dorsal superiores a 340kg/força e que a energia gasta em uma hora de trabalho repetitivo é de 260W para levantamentos até a altura da bancada e 190W para levantamento acima da bancada. Para o levantamento de carga, a coluna deve estar reta na vertical e o objeto deve ser conservado o mais próximo possível do corpo, evitando torcer o corpo para a frente; se for necessário, mova a perna mantendo o tronco ereto, pois usar a musculatura das pernas previne a utilização da coluna. Deve se evitar também girar o tronco durante o levantamento de uma carga, para evitar lesões nas costas. O dimensionamento dos postos de trabalho pode ser visto como uma maneira ergonômica de se trabalhar promovendo a saúde do trabalhador? É recomendada a utilização de uma equipe para o levantamento de cargas superiores a 23kg. Existem casos em que há a necessidade da utilização de equipamentos para levantamentos de cargas como, por exemplo, carrinhos, alavancas, roldanas, guindastes e outros. Para puxar ou empurrar cargas em movimento, como carrinhos, por exemplo, a força não deve ultrapassar 200N (cerca de 20kg/força) e, para movimentos com durações superiores a um minuto, a força permitida para puxar ou empurrar cai para 100N. 45

46 UNIDADE V base dos princípios da ergonomia Os carrinhos utilizados para o transporte de cargas devem ter duas rodas giratórias; devem ter pegas em forma de barras, de modo que as duas mãos possam ser utilizadas para transmitir forças. É importante também que o piso seja duro e nivelado. Pesquise a NR-17, pois ela define aspectos relacionados ao levantamento, ao transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho. Define, também, que todo trabalhador deverá receber treinamento do seu empregador para o manuseio de cargas consideradas pesadas. Quais posturas e/ou cuidados uma funcionária doméstica deve adotar no seu dia a dia para a realização do seu trabalho de forma a não prejudicar sua estrutura musculoesquelética (considere as ações de passar pano no chão, mudar móveis de lugar, limpar vidros das janelas no alto, limpar ventiladores de teto e manipular produtos químicos de limpeza)? O que é uma intervenção ergonômica? O conceito de intervenção ergonômica inicialmente desenvolvido pela escola francesa de Ergonomia [...] é hoje uma forma internacional de atuação do profissional que trabalha com a Ergonomia. A efetividade da Ergonomia consiste no fato de resultar em transformações positivas no ambiente de trabalho [...]. Isto significa que a intervenção ergonômica é uma tecnologia da prática que objetiva modificar a situação de trabalho para torná-la mais adequada às pessoas que nela operam. Diferencia-se, desta forma, estudos e análises de caráter apenas descritivo ou sem 46

47 base dos princípios da ergonomia UNIDADE V comprometimento de fato com as mudanças no trabalho, como a produção de laudos ou diagnósticos puramente acadêmicos. (GENTE) Escolha um determinado local em seu trabalho e realize uma intervenção ergonômica, Descreva esta atividade e envie-a ao tutor. 47

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