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1 Prezado (a) Associado (a), Seguem abaixo os itens do Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Atividade de Gestão de Patrimônio Financeiro no Mercado Doméstico que estão em Audiência Pública para considerações e comentários. As alterações sugeridas estão agrupadas em quatro grupos: (i) Ajustes no Capítulo que trata das Definições do Código; (ii) Ajustes no capítulo que trata da Abrangência do Código; (iii) Alterações no capítulo que trada das Exigências Mínimas; (iv) Ajustes no Capítulo que trata da Atividade de Gestão de Patrimônio Financeiro; e (v) Inclusão de um novo capítulo que trata do Envio de Informações à Base de Dados da ANBIMA. As sugestões poderão ser enviadas até o dia 3 de dezembro de 2012, devendo ser apresentadas juntamente com as competentes justificativas, para o com o assunto Código de Gestão de Patrimônio Financeiro. I. Ajustes no Capítulo que trata das Definições do Código: a. Alteração na definição da Atividade de Gestão de Patrimônio Financeiro incluindo as atividades anteriores à Gestão como entendimento do perfil, necessidades e expectativas do investidor. Ainda nesta definição foi incluído o conceito de que, na atividade de Gestão de Patrimônio, a Gestão é realizada via Carteiras Administradas, Fundos Exclusivos e/ou Fundos Restritos, conforme texto abaixo: Art. 1º - Atividade de Gestão de Patrimônio Financeiro será considerada a atividade de Texto Excluído (TE) é aquela que compreende (i) o entendimento do perfil, as expectativas, as restrições e os objetivos de investimento do Investidor de acordo com suas necessidades econômico-financeiras, presentes e futuras, observados padrões de risco, a necessidade de liquidez e o prazo de retorno e (ii) a Nova Redação (NR) prestação de serviços de seleção, alocação e realocação de Patrimônio Financeiro por meio da gestão de carteiras, de fundos exclusivos e/ou restritos; (NR) com foco no perfil de investimento e nas necessidades financeiras do Investidor; (TE) b. A definição do Consultor de Valores Mobiliários foi excluída, bem como a possibilidade da instituição participante ser exclusivamente autorizada pela CVM a prestar serviço de Consultoria de Valores Mobiliários. Desta forma, as instituições participantes devem possuir no mínimo a autorização da CVM para prestar o serviço de Administração de Carteiras de Valores Mobiliários. Veja abaixo as alterações realizadas:

2 Art. 1º - Consultor de Valores Mobiliários significa a pessoa jurídica devidamente registrada na CVM para a prestação de serviços, em caráter profissional e não discricionário, de assessoria na escolha para aplicação de recursos do Patrimônio Financeiro, sem execução de ordens; (TE) Instituição Participante significa a pessoa jurídica, filiada à ANBIMA, autorizada pela CVM a prestar serviços de Consultor de Valores Mobiliários e/ou (TE) de Gestor, que exerçam a Atividade de Gestão de Patrimônio Financeiro, bem como o participante do mercado, pessoa jurídica, autorizada pela CVM a prestar serviços de Consultor de Valores Mobiliários e/ou (TE) de Gestor, que, embora não filiados, expressamente aderirem a este Código mediante a assinatura do competente Termo de Adesão, observados, em ambos os casos, os procedimentos descritos no artigo 3º e no capítulo III deste Código; c. Alteração na definição do investidor deixando claro que o mesmo deverá ser classificado como investidor qualificado, nos termos definidos pela CVM. Veja abaixo a alteração do texto: Art. 1º - Investidor significa a pessoa física ou jurídica classificada como investidor qualificado, nos termos definidos pela CVM, (NR) para a qual a Instituição Participante exerce, direta ou indiretamente, a Atividade de Gestão de Patrimônio Financeiro na qualidade de Consultor de Valores Mobiliários e/ou (TE) de Gestor; II. Ajustes no capítulo que trata da Abrangência do Código: Neste capítulo foi incluído como pré-requisito para a adesão ao Código de Gestores de Patrimônio, a necessidade da instituição exercer, efetivamente, a atividade de Gestão de Patrimônio. Veja abaixo o texto com a alteração: Art. 3º - A observância dos princípios e regras deste Código será obrigatória para todas as Instituições Participantes. 2º - Para aderir a este Código, todas as instituições aprovadas no processo preliminar previsto no Estatuto da ANBIMA e no 1º deste artigo deverão exercer, efetivamente, a atividade prevista no Capítulo V deste código e cumulativamente (NR) atender às exigências mínimas previstas no Capítulo III deste Código, cuja análise compete ao Conselho de Regulação e Melhores Práticas para a Atividade de Gestão de Patrimônio Financeiro ( Conselho de Regulação e Melhores Práticas ).

3 III. Alterações no capítulo que trada das Exigências Mínimas: a. Dentre as exigências mínimas foi excluída a possibilidade do Gestor de Patrimônio possuir apenas a autorização para exercer a atividade de Consultor de Valores Mobiliários. Desta forma, o Gestor de Patrimônio deverá no mínimo possuir autorização para exercer a atividade de Administração de Carteiras de Valores Mobiliários. Adicionalmente, foi incluída a necessidade da instituição participante possuir um administrador responsável exclusivamente pela atividade de Gestão de Patrimônio. Veja abaixo a alterações sugeridas: I - possuir autorização de Administrador de Carteira de Valores Mobiliários e/ou Consultor de Valores Mobiliários junto à CVM e estrutura compatível com a autorização outorgada, devendo manter: a) profissional autorizado, nos termos do determinado pela CVM, para figurar como responsável perante esta Autarquia pela atividade objeto do registro concedido; b) profissional responsável por assegurar a estrita observância deste Código.(TE) I. Possuir registro na CVM como Administrador de Carteiras de Valores Mobiliários; II. Possuir administrador para figura como responsável exclusivamente pela atividade de Gestão de Patrimônio; III. Possuir profissional responsável por assegurar a estrita observância deste Código; (NR). b. Ainda nas exigências mínimas foram incluídos itens que deixam claro que a atividade de Gestão de Patrimônio deverá ser exercida exclusivamente para investidores qualificados e através da administração de Carteiras, Fundos Exclusivos e/ou Restritos. Segue abaixo texto sugerido: IV. Prestar a atividade exclusivamente para Investidor, conforme definido neste Código; V. Exercer a atividade através da administração de carteiras e/ou a administração de fundos exclusivos e/ou restritos; (NR) c. Outra sugestão para exigência mínimas foi a inclusão da necessidade do Gestor de Patrimônio possuir contrato com seu cliente que contenha os itens mínimos conforme texto abaixo: VI. Possuir, relação contratual formal com seu cliente na qual necessariamente constará:

4 a) A remuneração total e sua origem (i) se direta, paga exclusivamente por seu cliente; (ii) se indireta, paga por terceiros ao gestor de patrimônio; ou, ainda (iii) se paga a pessoas jurídicas que possuam sócios comuns com o gestor de patrimônio; b) Os benefícios recebidos em razão de prestação de serviços e sua destinação; e c) As relações das obrigações e responsabilidades de ambas as partes.(nr) d. Outra alteração foi a exclusão do item a do inciso XVI (original inciso XI), pois, conforme a alteração mencionada no item acima, as informações referentes à remuneração do Gestor de Patrimônio já estão disponíveis no contrato firmado com o cliente. Veja abaixo o texto excluído: XVI. possuir política de exercício da Atividade de Gestão de Patrimônio Financeiro que: a) informe como será a existência ou não de recebimento, direto ou indireto, de remuneração por distribuição, bem como a destinação dos referidos recursos, preservadas as condições do negócio e as exigências contratuais, exemplificativamente, dever de confidencialidade; (TE) e. Por fim, a minuta inclui como exigência mínima para os Gestores de Patrimônio que os mesmos adotem um plano de continuidade de negócios, conforme texto abaixo: XVII. adotar plano de continuidade de negócios, atualizado e devidamente documentado, que contenha previsões acerca de, no mínimo: a) alternativas para processamento em situações de contingência, com equipamentos adequados e versões de sistemas idênticas às do local de processamento principal, e que não estejam nas mesmas instalações do local de processamento principal; b) acesso a dados e possuir backup e informações armazenadas em locais e instalações diferentes do local de processamento principal, e que permitam a ativação e continuidade do processamento de suas atividades; c) plano de contato com pessoas chave para a ativação do plano; e d) evidências de realização de testes de ativação do plano a cada 12 (doze) meses. (NR) IV. Ajustes no capítulo que trata d a. Neste capítulo foi incluída na definição da atividade que a mesma será exercida por meio da gestão de carteiras e/ou fundos exclusivos e/ou restritos. Veja a alteração no texto abaixo: Art A Atividade de Gestão de Patrimônio Financeiro compreenderá cumulativamente:

5 II. a alocação e realocação do Patrimônio Financeiro por meio da gestão de carteiras ou de fundos exclusivos e/ou restritos. (NR) b. Ainda neste capítulo, foi incluída a possibilidade do Gestor de Patrimônio realizar complementarmente a atividade de consultoria, conforme apresentado no texto abaixo: Art. 12 1º - Para fins do exercício da Atividade de Gestão de Patrimônio Financeiro, a Instituição Participante poderá, sempre que permitido, desenvolver complementarmente as seguintes atividades: III. a Consultoria de Investimento. (NR) V. Inclusão de um novo capítulo que trata do Envio de Informações à Base de Dados da ANBIMA: A minuta do Código em Audiência Pública inclui um novo capítulo que estabelece a obrigatoriedade de envio de informações dos Gestores de Patrimônio para compor a Base de Dados. Segue o texto do referido capítulo: CAPÍTULO VII ENVIO DE INFORMAÇÕES À BASE DE DADOS DA ANBIMA Art A aderência ao Código implica a necessidade de envio das informações que compõem a Base de Dados abaixo definida, segundo diretrizes específicas do Conselho de Regulação e Melhores Práticas. Parágrafo único - A Base de Dados consiste no conjunto de informações referentes à atividade de Gestão de Patrimônio Financeiro, armazenadas de forma estruturada na ANBIMA ( Base de Dados ). Art A multa por inobservância dos prazos estabelecida art. 40 se aplica ao envio de informações periódicas da atividade Gestão de Patrimônio Financeiro à Base de Dados. Parágrafo único - Cabe ao Conselho de Regulação e Melhores Práticas expedir diretrizes específicas, definindo, inclusive, seus prazos. (NR)

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