ANÁLISE HISTOMORFOMÉTRICA DAS ESTRUTURAS DA REGIÃO DA EPÍFISE DISTAL DA TÍBIA DE RATOS PÓS-IMOBILIZAÇÃO.

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1 NÁLISE HISTOMORFOMÉTRIC DS ESTRUTURS D REGIÃO D EPÍFISE DISTL D TÍI DE RTOS PÓS-IMOILIZÇÃO. Jéssica parecida Xavier (PIIC/CNPq-UEM), Evanilde uzzo Romano (Orientadora), Universidade Estadual de Maringá/Departamento de Morfologia/Maringá, PR. Área: Ciências biológicas Sub-área: morfologia: Palavras-chave: imobilização articular; articulação tíbio-talar; cartilagem articular. Resumo: O presente estudo teve como objetivo analisar o comportamento das estruturas articulares do tornozelo de ratos submetidos à imobilização por um período de 7 e 14 dias, através de uma analise histológica. Para o estudo foram utilizados 10 Rattus norvergicus albinus machos, da variedade Wistar. Estes foram distribuídos em dois grupos com 5 animais cada, sendo o primeiro submetido a imobilização por 7 dias e o segundo por 14 dias. O controle do experimento foi obtido do membro contralateral direito do respectivo animal. imobilização do membro posterior esquerdo foi feita por uma atadura gessada. Para análise histológica foram coletados segmentos da epífise distal da tíbia de todos os animais. Com a análise da microscopia de luz, tanto nos animais imobilizados por 7 quanto por 14 dias, no grupo experimental, pode-se observar uma diminuição da espessura dessa cartilagem e uma redução na espessura da linha de transição osteocartilaginosa da epífise distal da tíbia. redução da espessura da cartilagem articular foi condizente com uma diminuição dos grupos isógenos observado no protocolo de 14 dias de imobilização. Com os resultados deste estudo pode-se concluir que, tanto durante 7 como 14 dias de imobilização ocorrem alterações nos constituintes da epífise distal da tíbia que podem influenciar negativamente a integridade das estruturas articulares do tornozelo. Introdução articulação sinovial do tornozelo é frequentemente citada pela literatura como sendo uma das mais susceptíveis a lesões. pesar de ser considerada mais estável do que móvel, ela está entre 15 a 25% das lesões músculoesqueléticas, geralmente representado por uma entorse do tornozelo ou fratura malelolar (MOREIR e NTUNES, 2008). De acordo com Hamill e Knutzen (1999) a articulação sinovial do tornozelo é constituída por ossos longos e curtos, cuja função é fornecer

2 suporte de peso e dissipação de cargas, respectivamente. Quando um osso longo não sofre forças compressivas ou tensivas, ele pode ser prejudicado no seu papel. Comumente, a opção de tratamento para as lesões das estruturas do tornozelo é a imobilização (MOREIR e NTUNES, 2008). Sendo assim, a tíbia, um osso longo, possivelmente torna-se mais vulnerável aos efeitos deletérios, quando submetida ao desuso (HMILL e KNUTZEN, 1999). O presente estudo teve como objetivo analisar a estrutura da cartilagem articular de ratos pós imobilização por 7 e 14. Materiais e métodos nimais: foram utilizados 10 Rattus norvergicus albinus machos, da variedade Wistar, mantidos no biotério do Centro Universitário de Maringá - CESUMR, acondicionados em caixas de prolipropileno, sob condições controladas de temperatura (22 ± 1ºC) e iluminação (ciclo claro-escuro de 12 horas), com livre acesso à água e ração durante todo o experimento. Os animais foram divididos em dois grupos com 5 animais cada, sendo o primeiro submetido a imobilização por 7 dias (Ge7) e o segundo por 14 dias (Ge14). O controle do experimento foi obtido do membro contralateral direito do respectivo animal (controles Gc7 e Gc14). Procedimento de imobilização: Os animais foram anestesiados com Tiopental Sódico (45mg/kg), para que depois de sedados completamente, fosse efetuada a imobilização do membro posterior esquerdo por uma atadura gessada, em posição de extensão. Para manter a imobilização, a atadura foi colocada ao redor das regiões pélvica e abdominal, mantendo também a articulação coxofemoral em abdução de 45. O procedimento foi o mesmo para os animais imobilizados por 7 e 14 dias. Histologia: pós cada período experimental (7 e 14 dias), os animais foram sacrificados, com dosagem letal de Tiopental Sódico (45mg/kg), por via intraperitoneal. Para análise histológica foram coletados segmentos da epífise proximal da tíbia de todos os animais, que foram fixados em solução tamponada de formol a 10%, posteriormente descalcificado e submetido à protocolo histológico de desidratação e diafanização. Posteriormente foram feitos cortes de 7µm de espessura, seccionados longitudinalmente, corados com HE para avaliação ao microscópio óptico objetivando analisar alterações celulares e da matriz cartilaginosa, a espessura, e os aspectos das trabéculas do osso subcondral. Os achados histológicos foram submetidos à análise descritiva. Resultados e Discussão través da análise da microscopia de luz, pôde-se observar alteração na espessura da cartilagem articular da epífise distal dos grupos Ge7 e Ge14 em relação aos seus respectivos controles Gc7 e Gc14 (Figura 1).

3 De acordo com elloti e Faloppa (2006) com a redução da carga e do movimento, as células de crescimento do osso subcondral são acionadas, desencadeando uma invasão vascular para a cartilagem, acarretando fibrosamento, diminuição de proteoglicanos e da espessura cartilaginosa. Na figura 2, podem-se observar alterações nos grupos isógenos, os quais se apresentavam em maior quantidade nas patas dos animais controle (Gc7 e Gc14), entretanto encontravam-se diminuídas nos grupos Ge7 e Ge14, apresentando predomínio de condrócitos livres na matriz da cartilagem articular. De acordo com Piermattei e Flo (1999) a formação de grupos isógenos, pode ser atribuída ao processo de divisão celular em resposta a imobilização, sendo, portanto um mecanismo de defesa da cartilagem. Na figura 3, houve uma diminuição na espessura da linha de transição osteocartilaginosa da epífise distal da tíbia, nos grupos Ge7 e Ge14 em relação ao controle (Gc7 e Gc14). C D Figura 1: Fotomicrografia de uma secção longitudinal de 7µm da região da epífise distal da tíbia: ) controle 7 dias (G c7 ); ) experimental 7 dias (G e7 ); C) controle 14 dias (G c14 ); D) experimental 14 dias (G e14 ). Observar: espessura da cartilagem articular (seta preta) HE, 4X.

4 C D Figura 2: Fotomicrografia de uma secção longitudinal de 7 µm da região da epífise distal da tíbia: ) controle 7 dias (G c7 ); ) experimental 7 dias (G e7 ); C) controle 14 dias (G c14 ); D) experimental 14 dias (G e14 ). Observar: grupos isógenos (circulo preto), HE, 20X. Figura 3: Fotomicrografia de uma secção longitudinal de 7 µm da região da epífise distal da tíbia: ) controle 7 dias (G c7 ); ) experimental 7 dias (G e7 ); C) controle 14 dias (G c14 ); D) experimental 14 dias (G e14 ). Observar: linha de transição osteocartilaginosa (linha preta) HE, 10X. Conclusões Com os resultados deste C estudo experimental, D pôde-se concluir que tanto durante 7 como 14 dias de imobilização, D ocorrem alterações nos constituintes da cartilagem que podem influenciar negativamente a integridade das estruturas da porção distal da tibial. gradecimentos: CNPQ/UEM Referências ELLOTI, J.C.; FLOPP, F. Tratamento Clínico da Osteoartrose: Evidências tuais. Revista rasileira Ortopedia e Traumatologia, v. 41, n. 3, p , HMILL, J.; KNUTZEN, K. M. ases biomecânicas do movimento. São Paulo: Manole, p ; 244.

5 MOREIR, V.; NTUNES, F. Entorse do tornozelo do diagnóstico ao tratamento: perspectiva fisiátrica. cta Med Port, v. 21, n. 3, p PIERMTTEI, D. L.; FLO, G. L. Manual de ortopedia e tratamento das fraturas dos pequenos animais. São Paulo: Manole, p

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